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Jornal do Movimento Teatral da Baixada Santista Santos, Set/Out de 2011 - Ano 1

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MinistĂŠrio da Cultura vai homenagear o FESTA O Festa - Festival Santista de Teatro, vai receber do MinistĂŠrio da Cultura a Ordem do MĂŠrito Cultural, em cerimĂ´nia a ser realizada em novembro, em Pernambuco. O festival organizado pelo Movimento Teatral da Baixada Santista ĂŠ o mais antigo em atividade no PaĂ­s, tendo sido criado em 1958, por PatrĂ­cia GalvĂŁo. â&#x20AC;&#x153;Pagu - Sonho-Luta-PaixĂŁoâ&#x20AC;? foi o tema da OMC deste ano. PĂĄg. 3

Santos perde o Festival MĂşsica Nova RibeirĂŁo Preto receberĂĄ o festival, que completa 50 anos em 2012. O idealizador do evento, o maestro Gilberto Mendes, concedeu entrevista ao Barracuda, em que fala sobre a decisĂŁo. â&#x20AC;&#x153;Foi o que sempre desejeiâ&#x20AC;?, disse. PĂĄg. 4

Facult, uma conquista dos artistas PĂĄg. 7

PĂĄg. 6

Ontem, cadeia. +RMHRĂ&#x20AC;FLQDFXOWXUDO

Conheça as E mais: Barracuda açþes do - Ocupação da Funarte ataca FlĂĄvio Viegas das artes na Baixada Movimento Teatral -- Panorama O Conto da Barracuda Amoreira - Universidade PĂşblica de Artes O Jornal O Barracuda ĂŠ sĂł uma das O agitador cultural estreia a seção â&#x20AC;&#x153;O Ataque da Barracuda!â&#x20AC;? PĂĄg. 10

açþes do Movimento. Saiba o que estå sendo feito em prol da classe. Påg. 2

- Santos Abolicionista - Agenda Cultural


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< Uma publicação do Movimento Teatral da Baixada Santista 2ÂżFLQD&XOWXUDO3DJX 3oDGRV$QGUDGDVVQÂ&#x192;&HQWUR 6DQWRV 63

Conselho Editorial (GXDUGR)HUUHLUD/HDQGUR7DYHLUD 3ODWmR&DSXUUR)LOKR 6DUDK$QWXQHV Jornalista ResponsĂĄvel 0iUFLR*DURQL 0WE

EstagiĂĄrio /LQFROQ6SDGD $UWHÂżQDOLVWD 'DQLOR'LQL] (PDLOjornalobarracuda@gmail.com %ORJblogobarracuda.blogspot.com 7LUDJHPPLOH[HPSODUHV

#1 - Set/Out 2011

Jogamos a linha! ApĂłs meses de preparação, podemos nos declarar felizes por lançar esta primeira edição. O Barracuda! ĂŠ um jornal editado pelo Movimento Teatral da Baixada Santista, direcionado principalmente Ă classe teatral, mas tambĂŠm Ă  classe artĂ­stica em geral e ao pĂşblico interessado na cultura de nossa regiĂŁo. A Baixada Santista, que sempre viu nascer grandes artistas, vive hoje um perĂ­odo de rica produção Â&#x2026;Â&#x2014;Â&#x17D;Â&#x2013;Â&#x2014;Â&#x201D;Â&#x192;Â&#x17D;ǤĂ&#x2014;Â&#x2019;Â&#x192;Â&#x201D;Â&#x192;Ď&#x201D;Â&#x2039;Â&#x2026;Â&#x192;Â&#x201D;Â?Â&#x2018;Â&#x2022;Â?Â&#x192;Â&#x17E;Â&#x201D;Â&#x2021;Â&#x192; teatral, temos festivais como o Fescete, Festes, Fecastre, Festac, a Mostra de Teatro do Sindicato dos MetalĂşrgicos, a Mostra de Teatro Olho da Rua, o Mirada, entre outros, alĂŠm do â&#x20AC;&#x153;cinqĂźentĂŁoâ&#x20AC;? Festival Santista de Teatro, o FESTA, or-

ganizado pelo Movimento, sendo o festival de teatro mais antigo em atividade no PaĂ­s (foi criado por Pagu em 1958). Outra motivação para a criação do periĂłdico ĂŠ trazer maior força ao Movimento. A cidade de Santos sempre foi bastante comÂ&#x201E;Â&#x192;Â&#x2013;Â&#x2039;Â&#x2DC;Â&#x192; Â&#x2021;Â? Â&#x2013;Â&#x2018;Â&#x2020;Â&#x192;Â&#x2022; Â&#x192;Â&#x2022; Â&#x17E;Â&#x201D;Â&#x2021;Â&#x192;Â&#x2022; Â&#x2020;Â&#x192; Â&#x2022;Â&#x2018;ÇŚ ciedade. Na cultura, por exemplo, Pagu, PlĂ­nio Marcos e Toninho Dantas sĂŁo bons exemplos disso. Entendemos a arte como posição polĂ­tica, e a partir da arte contribuĂ­mos para um mundo melhor. Por isso nos posicionaremos sempre a favor dela, expondo nossa opiniĂŁo sempre que neÂ&#x2026;Â&#x2021;Â&#x2022;Â&#x2022;Â&#x17E;Â&#x201D;Â&#x2039;Â&#x2018;Ǥ E antes que nos perguntem sobre o tĂ­tulo do jornal: a barra-

cuda ĂŠ um peixe perciforme da famĂ­lia dos Sphyraenidae, gĂŞnero Sphyraena. Ă&#x2030; um peixe das Â&#x17E;Â&#x2030;Â&#x2014;Â&#x192;Â&#x2022;Â&#x201C;Â&#x2014;Â&#x2021;Â?Â&#x2013;Â&#x2021;Â&#x2022;Â&#x2020;Â&#x192;Â&#x2026;Â&#x2018;Â&#x2022;Â&#x2013;Â&#x192;Â&#x192;Â&#x2013;Â&#x17D;Â&#x;Â?Â&#x2013;Â&#x2039;Â&#x2026;Â&#x192;ÇĄ Â&#x192;Â&#x17D;Â&#x2018;Â?Â&#x2030;Â&#x192;Â&#x2020;Â&#x2018;Â&#x2021;Ď&#x201D;Â&#x2039;Â?Â&#x2018;ÇĄÂ&#x201C;Â&#x2014;Â&#x2021;Â&#x2019;Â&#x2018;Â&#x2020;Â&#x2021;Â&#x2013;Â&#x2021;Â&#x201D;Â&#x192;Â&#x2013;Âą 1,80 metro de comprimento. Uma caracterĂ­stica marcante no peixe ĂŠ a boca enorme, cheia de dentes aguçados, com os quais captura as presas, em emboscadas. Apesar de poderem viver sozinhas, as barracudas costumam formar cardumes numerosos, e sĂŁo peixes considerados perigosos para o homem. AtĂŠ depois de mortos: apesar de sua carne ser uma delĂ­cia, ĂŠ altamente tĂłxica! Feitas as apresentaçþes, esperamos que vocĂŞ deguste com prazer esta barracuda. EvoĂŠ!

Açþes em Movimento LISTA DE EMAILS  Â&#x2026;Â&#x17D;Â&#x192;Â&#x2022;Â&#x2022;Â&#x2021; Â&#x2013;Â&#x2021;Â&#x192;Â&#x2013;Â&#x201D;Â&#x192;Â&#x17D; Â&#x2020;Â&#x192; Â&#x192;Â&#x2039;Â&#x161;Â&#x192;Â&#x2020;Â&#x192; Â&#x192;Â?ÇŚ tista tem uma lista de emails, sabia? Â&#x2018;Â&#x201D; Â?Â&#x2021;Â&#x2039;Â&#x2018; Â&#x2020;Â&#x2021;Â&#x17D;Â&#x192;ÇĄ Â&#x2018;Â&#x2022; Â&#x192;Â&#x201D;Â&#x2013;Â&#x2039;Â&#x2022;Â&#x2013;Â&#x192;Â&#x2022; Â&#x17D;Â&#x2039;Â&#x2030;Â&#x192;Â&#x2020;Â&#x2018;Â&#x2022; Â&#x192;Â&#x2018; teatro divulgam seus trabalhos, trazem informaçþes sobre assuntos ligados Ă cultura, e expĂľem suas opiniĂľes sobre as coisas que estĂŁo acontecendo na ĂĄrea. Ă&#x20AC;s vezes tem atĂŠ bate-boca! Se vocĂŞ estuda ou faz teatro, pode entrar no grupo. Ă&#x2030; sĂł enviar solicitação para https://groups.google.com/group/ teatrosantista.

REUNIĂ&#x2022;ES O Movimento realiza reuniĂľes para discussĂŁo das açþes que estĂŁo sendo elaboradas. Os encontros acontecem Ă s terças, Ă s 19 horas, Â?Â&#x192;Â?Â&#x2018;Â&#x2022;Â&#x2022;Â&#x192;Â&#x2022;Â&#x2021;Â&#x2020;Â&#x2021;ÇĄÂ&#x201C;Â&#x2014;Â&#x2021;Ď?Â&#x2039;Â&#x2026;Â&#x192;Â?Â&#x192;Ď?Â&#x2039;Â&#x2026;Â&#x2039;Â?Â&#x192;Â&#x2014;Â&#x17D;Â&#x2013;Â&#x2014;Â&#x201D;Â&#x192;Â&#x17D;Â&#x192;Â&#x2030;Â&#x2014; Č&#x2039;Â&#x192;Â&#x2020;Â&#x2021;Â&#x2039;Â&#x192; Â&#x2021;Â&#x17D;Â&#x160;Â&#x192;Č&#x152; Č&#x201A; ­Â&#x192; Â&#x2020;Â&#x2018;Â&#x2022; Â?Â&#x2020;Â&#x201D;Â&#x192;Â&#x2020;Â&#x192;Â&#x2022;ÇĄ Â&#x2022;Č&#x20AC;Â?Í&#x2018;ÇĄ Â?Â&#x2018; Â&#x2021;Â?Â&#x2013;Â&#x201D;Â&#x2018;Â&#x2020;Â&#x2021;Â&#x192;Â?Â&#x2013;Â&#x2018;Â&#x2022;ǤÂ&#x2019;Â&#x192;Â&#x201D;Â&#x2013;Â&#x2039;Â&#x2026;Â&#x2039;Â&#x2019;Â&#x192;­ Â&#x2018;ÂąÂ&#x192;Â&#x201E;Â&#x2021;Â&#x201D;Â&#x2013;Â&#x192;Â&#x192;Â&#x2013;Â&#x2018;ÇŚ dos da classe teatral da Baixada Santista.

CRIAĂ&#x2021;Ă&#x192;O DE ENTIDADE REPRESENTATIVA O Movimento estĂĄ debatendo a criação de uma entidade para a classe teaÂ&#x2013;Â&#x201D;Â&#x192;Â&#x17D; Â&#x2021;Č&#x20AC;Â&#x2018;Â&#x2014; Â&#x192;Â&#x201D;Â&#x2013;Ă&#x20AC;Â&#x2022;Â&#x2013;Â&#x2039;Â&#x2026;Â&#x192;Ǥ  Â&#x2021;Â?Â&#x2013;Â&#x2039;Â&#x2020;Â&#x192;Â&#x2020;Â&#x2021; Â&#x2013;Â&#x2018;Â&#x201D;Â?Â&#x192;Â&#x201D;Â&#x17E; Â&#x2019;Â&#x2018;Â&#x2022;Â&#x2022;Ă&#x20AC;Â&#x2DC;Â&#x2021;Â&#x17D; Â&#x2018; Â&#x2021;Â&#x2022;Â&#x2013;Â&#x192;Â&#x201E;Â&#x2021;Â&#x17D;Â&#x2021;Â&#x2026;Â&#x2039;Â?Â&#x2021;Â?Â&#x2013;Â&#x2018; Â&#x2020;Â&#x2021; Â&#x2026;Â&#x2018;Â?ÇŚ vĂŞnios, inscrição de projetos, entre outras açþes. HĂĄ uma discussĂŁo sobre as diferentes formas de entidades, e qual Â&#x2022;Â&#x2021;Â&#x201D;Â&#x2039;Â&#x192;Â?Â&#x192;Â&#x2039;Â&#x2022;Â&#x192;Â&#x2020;Â&#x2021;Â&#x201C;Â&#x2014;Â&#x192;Â&#x2020;Â&#x192;Â?Â&#x2026;Â&#x17D;Â&#x192;Â&#x2022;Â&#x2022;Â&#x2021;ǤÂ&#x192;Â&#x201D;Â&#x192;Â&#x2039;Â&#x2022;Â&#x2022;Â&#x2018;ÇĄ haverĂĄ uma reuniĂŁo para o dia 10 de setembro, Ă s 14h30, na sede do Movimento. Ă&#x2030; de fundamental importância a presença dos artistas.

BIBLIOTECA Â&#x2022;Â&#x2013;Â&#x192;Â?Â&#x2018;Â&#x2022;Â?Â&#x2018;Â?Â&#x2013;Â&#x192;Â?Â&#x2020;Â&#x2018;Â&#x2014;Â?Â&#x192;Â&#x201E;Â&#x2039;Â&#x201E;Â&#x17D;Â&#x2039;Â&#x2018;Â&#x2013;Â&#x2021;Â&#x2026;Â&#x192;ǨÂ&#x2026;Â&#x2021;Â&#x2039;Â&#x2013;Â&#x192;ÇŚ mos doaçþes de livros sobre artes cĂŞnicas ou Â&#x2026;Â&#x2014;Â&#x17D;Â&#x2013;Â&#x2014;Â&#x201D;Â&#x192;ǤÂ&#x2018;Â&#x2020;Â&#x2018;Â&#x2022;Â&#x2018;Â&#x2022;Â&#x17D;Â&#x2039;Â&#x2DC;Â&#x201D;Â&#x2018;Â&#x2022;Â&#x2022; Â&#x2018;Â&#x201D;Â&#x2021;Â&#x2030;Â&#x2039;Â&#x2022;Â&#x2013;Â&#x201D;Â&#x192;Â&#x2020;Â&#x2018;Â&#x2022;ÇĄÂ&#x2021;Ď?Â&#x2039;Â&#x2026;Â&#x192;Â? disponibilizados a toda a classe. Quem quiser colaborar pode levar seu livro na sede do Movimento.

INFORMATIVO Outra iniciativa do Movimento em sua comunicação ĂŠ o Informativo (newsletter). Tratase de um boletim virtual, enviado Ă s quartasfeiras, com informaçþes de interesse da classe, como datas de reuniĂľes e açþes do Movimento, abertura de editais e agenda cultural. Ă&#x2030; enviado a todos que estĂŁo na lista de emails.

CARTILHA Foi criado um grupo de trabalho (GT) para a elaboração de uma cartilha com norma e regras a serem seguidas pelos integrantes do Movimento, a Â&#x2022;Â&#x2021;Â&#x201D;Â&#x2020;Â&#x2039;Â&#x2022;Â&#x2013;Â&#x201D;Â&#x2039;Â&#x201E;Â&#x2014;Ă&#x20AC;Â&#x2020;Â&#x192;Â&#x192;Â&#x2013;Â&#x2018;Â&#x2020;Â&#x2018;Â&#x2022;Â&#x2018;Â&#x2022;Â&#x2039;Â?Â&#x2013;Â&#x2021;Â&#x201D;Â&#x2021;Â&#x2022;Â&#x2022;Â&#x192;ÇŚ dos. O objetivo ĂŠ contribuir para que nos tornemos um grupo cada vez mais organizado, trabalhando para o bem comum da classe teatral.


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RECONHECIMENTO

FESTA receberá prêmio do MinC A última semana de agosto, prélançamento de O Barracuda, reservou uma surpresa especial para o Movimento Teatral. O FESTA - Festival Santista de Teatro, o mais antigo do País em atividade, receberá do Governo Federal a Ordem do Mérito Cultural, concedido pelo Ministério da Cultura. Com o tema “Pagu - Sonho-LutaPaixão”, a OMC deste ano faz uma merecida homenagem à musa do modernismo: a jornalista, ativista política e heroína da nossa região, Patrícia Galvão. Além de toda sua militância política e cultural, Pagu foi responsável pela criação do FESTA, em 1958. O festival se mantém até hoje. O Governo Federal promove a premiação no Dia Nacional da Cultura, em 05 de novembro, na cidade de Recife (PE). Representantes do Movimento Teatral estará lá, levando o nome da nossa região e provando que, ao exemplo de Pagu, continuamos resistindo e dando o melhor de nós no fazer teatral.

Denise Braga/FESTA 53

Maior realização do Movimento, o Festival Santista de Teatro é um dos 50 contemplados com a Ordem do Mérito Cultural, prêmio concedido pelo Ministério da Cultura. O tema deste ano foi Pagu, a criadora do festival

54 vem aí Abril de 2012 pode parecer longe, mas o Movimento já começa a preparar o próximo FESTA. As inscrições para grupos de todo o Brasil devem ser abertas ainda este ano e, como na edição 53, os grupos da Baixada Santista também entrarão na seleção. Da mesma forma que neste ano, os grupos deverão inscrever-se nas categorias Infantil, Adulto, ou de Rua. As próprias companhias também deverão estabelecer os cachês, assim como ocorreu nesta edição. Ainda haverá algumas novidades. Para saber mais como foi o FESTA 53, visite o www.festivalsantista. com.br.

Espetáculos de rua se apresentaram em diversos pontos da região

Com mais de 50 atrações entre Mostra Infantil, Adulta, de Rua e Paralela, o principal evento teatral da Baixada Santista apresentou o melhor do teatro no cenário regional e nacional, tendo como tema “RespeiO FESTIVAL São mais de 50 anos de história. tável Público”. Logo após Criado em 1958, cada apresentao FESTA - Festival ‘Intercâmbio Cultural’ ção, havia debate Santista de Teatro mudou bastante foi uma das inovações sobre o espetáculo, aberto a todo ao longo dos anos, deste ano, e deverá o público. “Aqui porém não perser repetido a gente também deu sua caracteaprende com a rística de celebrar linguagem difea arte do teatro renciada de cada peça”, disse Aline em todas as suas vertentes. Nos últimos anos o festival es- Negra Silva, atriz e estudante de Rio tava sendo realizado em setembro. Claro (SP). As peças das mostras Infantil e Porém, o calendário de eventos cul–—”ƒ‹• ƒ …‹†ƒ†‡ ˆ‘‹ ϐ‹…ƒ†‘ •‘„”‡- de Rua foram reapresentadas gracarregado nesse mês (em 2010 ha- tuitamente em outras sete cidades via Tarrafa Literária, Curta Santos e da Baixada Santista. Alunos da Escola de Artes Draainda o primeiro Mirada). Viu-se então a necessidade de mudar o FESTA máticas “Wilson Geraldo”, da Secretaria de Cultura de Santos, e do para o primeiro semestre. Neste ano de 2011, então, foi re- ‡ƒ… –ƒ„± ϐ‹œ‡”ƒ “—‡•– ‘ †‡ alizado o FESTA 53, entre os dias 15 acompanhar as apresentações desta e 23 de abril. Além da mudança na edição do festival. E vários artistas data, outras alterações marcaram o da região se reuniram para celebrar FESTA: ele voltou a receber grupos o FESTA 53. “Não vejo esse grande de todo o País, e o valor dos ingres- encontro de artistas em festivais da •‘•ϐ‹…ƒ˜ƒƒ…ƒ”‰‘†‘’ï„Ž‹…‘ǡ“—‡†‡- minha cidade”, disse a atriz carioca cidia desembolsar entre R$ 2 e R$ 8. Ana Karenina Riehl.

NOVIDADES Foi por meio do “Intercâmbio Cultural” que Ana Karenina veio participar de toda a programação do festival. Uma das grandes novidades dessa edição, o programa ofereceu bolsas de viagens a 25 estudantes ou atores de teatro de todo o País, concedendo hospedagem, alimentação e viagem de São Paulo a Santos. Outra novidade do FESTA 53 foi o Quintal da Pagu, localizado na Praça dos Andradas. As noites temáticas contaram com as mais variadas atrações, como lançamento do CD de Danilo Nunes & Carrossel de Baco, o

lançamento do livro “Atro Coração”, de Márcio Barreto (que também se apresentou com seu grupo musical Percutindo Mundos), a exibição de curtas-metragens e videoclipes do Curta Santos – Festival Santista de Curtas Metragens, apresentações de dança do Instituto Arte no Dique, entre outras. Realizado pela Comissão FESTA, o FESTA 53 teve patrocínio do Governo do Estado de São Paulo – Secretaria de Cultura, por meio do Programa de Ação Cultural (ProAC), e parceria com Prefeitura de Santos, Sesc-Santos e Associação dos Artistas.

Ordem do Mérito Cultural Desde 1995, ano em que foi criada, a Ordem do Mérito Cultural, prêmio concedido pelo Ministério da Cultura, tem contemplado personalidades, grupos artísticos, iniciativas e instituições que se destacam por suas contribuições à cultura brasileira.

Entre os contemplados com este prêmio estão Balé Stagium, Pulsar Cia. De Dança, Associação Brasileira de Imprensa, os santistas Gilberto Mendes e Sergio Mamberti entre outros. Vida longa ao FESTA!


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#1 - Set/Out 2011

EXCLUSIVO!

â&#x20AC;&#x153;O MĂşsica Nova acabou em Santos. Vai se mudar para RibeirĂŁo Pretoâ&#x20AC;? Comemorando 50 anos, o Fes- mente por meio dos compositores tival MĂşsica Nova de 2012 serĂĄ em Pierre Boulez e Karlheinz StockhauÂ&#x2039;Â&#x201E;Â&#x2021;Â&#x2039;Â&#x201D; Â&#x2018; Â&#x201D;Â&#x2021;Â&#x2013;Â&#x2018;Ǥ 2 Â&#x2018; Â&#x201C;Â&#x2014;Â&#x2021; Â&#x192;Ď?Â&#x2039;Â&#x201D;Â?Â&#x192; Â&#x2018; sen. Na cidade alemĂŁ de Darmstad, maestro Gilberto Mendes, criador que tinha tradição de vanguarda, do festival. Sem atrair empresas e foi criado o Curso de FĂŠrias da Nova poder pĂşblico em Santos, o MĂşsica MĂşsica, para onde iam mĂşsicos de Nova deve ser realizado no Depar- todo o mundo. â&#x20AC;&#x153;Em 1962 fui a Dartamento de MĂşsica da Faculdade mstad, e coincidiu que tambĂŠm foÂ&#x2020;Â&#x2021; Â&#x2039;Â&#x17D;Â&#x2018;Â&#x2022;Â&#x2018;Ď?Â&#x2039;Â&#x192;ÇĄ Â&#x2039;²Â?Â&#x2026;Â&#x2039;Â&#x192;Â&#x2022; Â&#x2021; Â&#x2021;Â&#x2013;Â&#x201D;Â&#x192;Â&#x2022; Â&#x2020;Â&#x2021; ram o RogĂŠrio Duprat, O Willy CorRibeirĂŁo Preto, campus da USP na rĂŞa de Oliveira e o Julio Medagliaâ&#x20AC;?. Os cidade. Santos perdeu o Festival MĂşsica Gilberto Mendes Nova. Em entrevista concedida nĂŁo parece instatisfeiem seu apartamento no Gonzaga, to. Mesmo saindo da cidade onde nasceu e Gilberto Mendes falou sobre como vive atĂŠ hoje, seu festi- surgiu o movimento, como nĂŁo viveu val serĂĄ da forma que da mĂşsica e como, cinco dĂŠcadas entende ser a melhor, depois, vai realizar seu sonho maior: encampado por um ĂłrgĂŁo pĂşblico. â&#x20AC;&#x153;O depar- de que o festival fosse encampado tamento de mĂşsica de por um ĂłrgĂŁo pĂşblico. No interior lĂĄ ĂŠ primorosoâ&#x20AC;?, destaca. A iniciativa partiu do prĂłprio quatro foram os expoentes do Movimaestro, que sugeriu a realização mento MĂşsica Nova. do MĂşsica Nova ao livre-docente Santos recebeu o primeiro fesRubens Ricciardi, professor e funda- tival ainda antes dessa viagem, em dor do departamento em RibeirĂŁo fevereiro de 1962. â&#x20AC;&#x153;HavĂ­amos feito Preto. â&#x20AC;&#x153;A ideia foi minha, e ele acei- um concerto bastante badalado na tou imediatamente, felicĂ­ssimoâ&#x20AC;?, diz Bienal de Artes, e recebi um convite Gilberto. Ricciardi foi seu aluno, por do presidente da comissĂŁo de cultudois anos diretor artĂ­stico do MĂşsica ra de Santos, Afonso Vitaliâ&#x20AC;?, diz ele. Nova, e fundou o curso de MĂşsica da AlĂŠm do concerto, foram realizadas USP em RibeirĂŁo Preto. palestras e debates naquele ano, na O maestro ainda guarda algu- entĂŁo â&#x20AC;&#x153;Semana de MĂşsica Contemma insatisfação em ter que fazer o porâneaâ&#x20AC;?. No ano seguinte, com a cofestival em outra cidade. â&#x20AC;&#x153;Santos ĂŠ missĂŁo de cultura encabeçada pelo uma cidade com potencial enorme. escritor Narciso de Andrade, o evenVeja no teatro: Cacilda Becker, que to foi chamado de II Festival MĂşsica foi minha colega de classe no ginĂĄ- Nova. O festival passou por algumas sio, Cleide YĂĄconis, PlĂ­nio Marcos, turbulĂŞncias, principalmente na difora esse pessoal que estĂĄ na tevĂŞ. tadura militar, quando deixou de AĂ­ vem uma cidade do interior e faz ocorrer entre 1965 e 1967, sendo um festival internacional de teatro, realizado desde entĂŁo, totalizando com grupos da Europa. Santos ĂŠ que 47 ediçþes. tinha que fazer um festival internaMas quem pensa que Gilberto cionalâ&#x20AC;?, opina o maestro, que lembra Mendes viveu da mĂşsica se engana. tambĂŠm de Pagu, que estreou mun- â&#x20AC;&#x153;Sou um ex-bancĂĄrio que compus Â&#x2020;Â&#x2039;Â&#x192;Â&#x17D;Â?Â&#x2021;Â?Â&#x2013;Â&#x2021; Â&#x192;Â?Â&#x2020;Â&#x2018; Â&#x2021; Â&#x2039;Â&#x2022;ÇĄ Â&#x2020;Â&#x2021; Â&#x201D;Â&#x201D;Â&#x192;Â&#x201E;Â&#x192;Â&#x17D;ÇĄ nas horas vagasâ&#x20AC;?, diz ele, que fez carem Santos, â&#x20AC;&#x153;A peça sĂł foi estrear em reira na Caixa EconĂ´mica Federal. Paris dez anos depoisâ&#x20AC;?, diz ele. â&#x20AC;&#x153;Comecei a dar aula, escrever para jornal, começaram a surgir ofertas, mas eu ganhava bemâ&#x20AC;? na Caixa, diz. A CRIAĂ&#x2021;Ă&#x192;O As encomendas de composiçþes Gilberto Mendes lembra que o movimento MĂşsica Nova, no Brasil, tĂŞm sido uma fonte de renda evennasceu na cidade de SĂŁo Paulo. A tual. Em outubro serĂĄ apresentado o nova mĂşsica havia surgido na Euro- concerto inĂŠdito â&#x20AC;&#x153;Meninos da Vilaâ&#x20AC;?, a pa, pĂłs-segunda guerra, principal- pedido da Funarte, na Bienal de MĂş-

sica Contemporânea Brasileira, no Rio de Janeiro. Gilberto Mendes nĂŁo deixa de vincular sua mĂşsica Ă cidade em que vive. Sobre a mudança do festival, Gilberto Â&#x192;Ď?Â&#x2039;Â&#x201D;Â?Â&#x192; Â&#x201C;Â&#x2014;Â&#x2021; Â&#x201C;Â&#x2014;Â&#x2021;Â? vai perder ĂŠ Santos. â&#x20AC;&#x153;A cidade tem uma polĂ­tica de um provincianismo atroz. Teve um festival internacional de mĂşsica por quase 50 anos, estĂĄ no mapa do mundo como um dos centros culturais de mĂşsica de vanguarda, e nunca entenderam isso. Sempre tive que lutar. Agora o festival vai dar adeus, pegar um Ă´nibus. Mas lĂĄ vai ser legal, foi o que sempre desejeiâ&#x20AC;?, diz o maestro, que ano que vem comemora 90 anos de idade e 50 de MĂşsica Nova. Em RibeirĂŁo Preto.

MĂĄrcio Garoni

O maestro não se mostra triste pela mudança

Nota do Movimento O Movimento Teatral da Baixada Santista vem deixar público seu repúdio à forma como o Festival Música Nova foi tratado ao longo dos últimos anos pela iniciativa privada e o poder público em geral. Nem a ditadura militar e nem a recessão econômica conseguiram derrubar o festival, muito mais valorizado fora de Santos do que no município. A mudança do Música Nova para Ribeirão Preto acabou sendo a saída para o festival, realizando um sonho de hå muito tempo do nosso maestro Gilberto Mendes: que uma instituição pública encampasse o festival. Quem acabou perdendo foram os moradores da Baixada Santis-

ta. Na regiĂŁo que pretende ser um polo do PetrĂłleo e GĂĄs, o desenvolvimento tecnolĂłgico e econĂ´mico parecem caminhar juntos, porĂŠm cegamente, alheios a um dos patrimĂ´nios mais ricos que temos: nossa arte. AtĂŠ quando todo festival verdadeiramente comprometido com a nossa cultura precisarĂĄ ser resistĂŞncia? A genialidade e a persistĂŞncia de Gilberto Mendes nĂŁo deixaram que o MĂşsica Nova morresse. A Ď?Â&#x2039;Â&#x2030;Â&#x2014;Â&#x201D;Â&#x192; Â&#x2020;Â&#x2018; Â?Â&#x192;Â&#x2021;Â&#x2022;Â&#x2013;Â&#x201D;Â&#x2018; Âą Â&#x2014;Â? Â&#x2021;Â&#x161;Â&#x2021;Â?Â&#x2019;Â&#x17D;Â&#x2018; para nĂłs, artistas que continuamos lutando para que nossa regiĂŁo possa reconhecer devidamente seus valores.


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#1 - Set/Out 2011

SOLTA O VERBO!

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ACONTECEU!

Santos de casa

Passapalavra.info

Junior Brassalotti* Colaboração (Originalmente publicado no blog do Curta Santos)

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A ocupação da Funarte ‘‘Ž‡ƒDz2Š‘”ƒ†‡’‡”†‡” “—‡”ƒŽ–‡”ƒ­ ‘Ǥ  ‘„‹Ž‹œƒ­ ‘ ’‡†‹ƒ ƒ‹†ƒ ƒ• ƒ’ƒ…‹²…‹ƒdzǡ‘‘˜‹‡–‘†‡”ƒǦ „ƒŽŠƒ†‘”‡•†ƒ—Ž–—”ƒȋȌǡˆ‘”Ǧ ƒ’”‘˜ƒ­Ù‡•†ƒʹ͵͸ǡ“—‡’”‡˜² ƒ†‘ƒƒ‹‘”’ƒ”–‡’‘”ƒ”–‹•–ƒ• ƒ…—Ž–—”ƒ…‘‘†‹”‡‹–‘•‘…‹ƒŽǡ‡†ƒ †‡ –‡ƒ–”‘ǡ ‡ Ž‹‰ƒ†‘  ‘‘’‡”ƒ–‹˜ƒ ͳͷͲǡ“—‡‰ƒ”ƒ–‡À‹‘†‡ ƒ—Ž‹•–ƒ †‡ ‡ƒ–”‘ǡ ”‡—‹— ‘ †‹ƒ ʹΨ†‘”­ƒ‡–‘†ƒ‹ ‘†‡†‹Ǧ ʹͷ†‡Œ—ŽŠ‘…‡”…ƒ†‡͸ͲͲ’‡••‘ƒ•ǡ …ƒ†‘…—Ž–—”ƒǤ ‘…—’ƒ­ ‘†—”‘——ƒ•‡ƒǦ “—‡‘…—’ƒ”ƒƒ•‡†‡†ƒ —†ƒ­ ‘ ƒ…‹‘ƒŽ †ƒ• ”–‡• ȋ —ƒ”–‡Ȍ ‡ ƒȋƒ–±ͳ͑†‡ƒ‰‘•–‘Ȍǡ‡ ‘†‡‹š‘—  ‘ƒ—Ž‘Ǥ‘–‹˜‘†ƒ‘…—’ƒ­ ‘ǡ †‡•‡”’‘Ž²‹…ƒǤ‘–ƒǡƒ’”‡Ǧ ‹ˆ‘”ƒ†‘ ‡ ƒ‹ˆ‡•–‘ǡ •‡”‹ƒ ‘ •‹†‡–‡ †ƒ ‘‘’‡”ƒ–‹˜ƒ —Ž–—”ƒŽ ”ƒ•‹Ž‡‹”ƒǡƒǦ ’”‘…‡••‘†‡‡•Ǧ –”ƒ‰—Žƒ‡–‘ Contra a política de renún- ”ÀŽ‹ƒ †‡ ‹ƒǡ †ƒ …”‹ƒ­ ‘ ƒ”Ǧ FLDÀVFDOQRLQFHQWLYRj …Žƒ••‹ϐ‹…‘— ‘ –À•–‹…ƒǡ’‘”…‘Ǧ cultura, artistas ocuparam ƒ–‘ …‘‘ Dz‹Ǧ ˜ƒ• ‘ǡ ƒ–‹†‡Ǧ –ƒ †‘ ’”‘…‡••‘ †‡ Dz‡”…ƒ–‹Ž‹Ǧ a sede da Funarte, em São ‘…”ž–‹…ƒǡ ”ƒǦ œƒ­ ‘ ‹’‘•–ƒ 3DXOR$LQLFLDWLYDJHURX †‹…ƒŽǡ ‡ “—ƒ•‡ †‹–ƒ–‘”‹ƒŽdzǡ“—‡  …—Ž–—”ƒ ‡  discordâncias dentro da •‘…‹‡†ƒ†‡ „”ƒǦ própria classe artística –‡˜‡‹–‡”‡••‡• ’ƒ”–‹†ž”‹‘•ǡ ‡ •‹Ž‡‹”ƒ•dzǤ  ‘ ’‡”‹–‹—  ’”‹…‹’ƒŽ …”À–‹…ƒ †‘ ‘˜‹‡–‘ ˆ‘‹ ‡†‡”‡Ǧ ‘†‹žŽ‘‰‘Ǥ’”‡•‹†‡–‡†ƒ —ƒ”Ǧ ­ƒ†ƒ‡‹‘—ƒ‡–ǡ‡…ƒ‹•‘†‡ –‡ǡ –‘‹‘ ”ƒ••‹ǡ …”‹–‹…‘— ‘ ˆ‡Ǧ ”‡ï…‹ƒ ϐ‹•…ƒŽ “—‡ǡ ‘ ‡–‡†‡” …Šƒ‡–‘†‘•’‘”–Ù‡•†—”ƒ–‡ƒ †‘ǡ•‹‰‹ϐ‹…ƒƒƒ†‹‹•–”ƒ­ ‘ ‘…—’ƒ­ ‘ǡ‡–ƒ„±…‘…Žƒ‘—‘ †‘ †‹Š‡‹”‘ ’ï„Ž‹…‘ †‡•–‹ƒ†‘  ‘˜‹‡–‘’ƒ”ƒ‘†‹žŽ‘‰‘Ǥ …—Ž–—”ƒ•‡”˜‹†‘ƒ‹–‡”‡••‡•’”‹Ǧ ”‡ˆ—–‘—ƒ•…”À–‹…ƒ•ǡƒϐ‹”ƒ†‘“—‡ ˜ƒ†‘•ǡ‡†‹†ƒ“—‡ƒ•‡’”‡•ƒ• ‘†‹žŽ‘‰‘˜‡•‡†‘ˆ‡‹–‘Šž—‹Ǧ †‡…‹†‡ ‡ “—‡ ’”‘Œ‡–‘• ‹˜‡•Ǧ –‘–‡’‘ǡ’‘”±•‡”‡•—Ž–ƒ†‘• –‹”Ǥ—–”ƒ…”À–‹…ƒˆ‘‹‡”‡Žƒ­ ‘ƒ‘ …‘…”‡–‘•Ǥ ƒƒ‹šƒ†ƒƒ–‹•–ƒǡ’ƒ”–‹…‹’ƒǦ …‘”–‡ †‡ ʹȀ͵ †ƒ ˜‡”„ƒ ƒ—ƒŽ †‘ ”­ƒ‡–‘ †ƒ ‹ ‘ †‡•–‹ƒ†‘• ”ƒ†ƒ‘„‹Ž‹œƒ­ ‘‰”—’‘•…‘‘ …—Ž–—”ƒǡ‡“—ƒ–‘ƒ’”×’”‹ƒ‡‹ ƒ”—’‡ŽŠ‘†ƒ—ƒ‡‘—ƒ”–‡–‘ ‘—ƒ‡–  ‘ –‡”‹ƒ •‘ˆ”‹†‘ “—ƒŽǦ ”‹‘‘•‘•ǡ‡–”‡‘—–”‘•ƒ”–‹•–ƒ•Ǥ


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#1 - Set/Out 2011 Fotos Márcio Garoni

CADEIA VELHA Localizada, na Praça dos Andradas, ela já abrigou a “subversiva” Patrícia Galvão. Hoje, Pagu da nome ao espaço Muita gente passa pela Praça dos Andradas e não sabe o que repre•‡–ƒ ‘ …ƒ•ƒ” ‘ ƒ–‹‰‘ “—‡ ϐ‹…ƒ ‡ frente à Rodoviária de Santos. A ƒ†‡‹ƒ‡ŽŠƒ±’ƒ”–‡‹’‘”–ƒ–‡†ƒ Š‹•–×”‹ƒ†ƒ…‹†ƒ†‡ǡŠ‘Œ‡‹–‹ƒ‡–‡ Ž‹‰ƒ†ƒ…‘ƒ‘••ƒ…—Ž–—”ƒǤ  Dzƒ•ƒ †‡ Ÿƒ”ƒ ‡ ƒ†‡‹ƒ †‡ ƒ–‘•dzǡ…‘‘‡”ƒ…Šƒƒ†ƒǡ±藏ƒ obra da época do reinado de D. Pedro II, no século 19. A construção †‘• ‡•’ƒ­‘ ˆ‘‹ ‹‹…‹ƒ†ƒ ‡ ͳͺ͵ͻǡ …‘ ˜‡”„ƒ• ’”‘˜‹…‹ƒ‹• ‡ —‹…‹’ƒ‹•ǡ’‘”‘”†‡†ƒŸƒ”ƒ—‹…‹’ƒŽǡ…‘‘ϐ‹†‡ƒ„”‹‰ƒ”‘‘•‡ŽŠ‘ de Recursos e a Cadeia Pública. ‘”ƒ…‡”…ƒ†‡͵Ͳƒ‘•ƒ–±ƒ…‘…Ž—• ‘†ƒ•‘„”ƒ•ǡ‡‡••‡‡‹‘–‡’‘ o prédio sofreu diversas ocupações. ͳͺ͸ͷǡˆ‘‹“—ƒ”–‡ŽǦ‰‡‡”ƒŽ’ƒ”ƒƒ• –”‘’ƒ• “—‡ ‹”‹ƒ  —‡””ƒ †‘ ƒ”ƒguai. No ano seguinte, instalou-se o ה—ǡˆ—…‹‘ƒ†‘Žž‘”‹„—ƒŽ†‡ Ǥ‹†ƒ‡ͳͺ͸͸ǡˆ—…‹‘‘—‘ƒ–‹‰‘‡ƒ†‘†ƒŸƒ”ƒ†‡ƒ–‘•Ǥ O atraso das obras teria sido justa‡–‡’‘”…‘–ƒ†ƒ•‰—‡””ƒ•†‘ƒ”ƒ- TOMBADA ‰—ƒ‹‡”—‰—ƒ‹ǡ“—‡…‘•—‹”ƒ†‹Ǧ  ͳͻͷͻǡ Š‘—˜‡ ‘ –‘„ƒ‡nheiro público na época. A conclusão to pelo IPHAN. Sua construção é ˆ‘‹‡–”‡ͳͺ͸ͷ‡ͳͺ͸ͻǡ’‘”…‘–ƒ†‘ —ƒ †ƒ• ’”‹‡‹”ƒ• ‡š’”‡••Ù‡• ƒ”-

De cadeia a RÀFLQDFXOWXUDO

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‹•’‡–‘” †ƒ• ‘„”ƒ• —‹…‹’ƒ‹•ǡ ”Ǥ Inácio Cochrane, que conseguiu ver„ƒ•‡…‘–”ƒ–‘—‘‡’”‡‹–‡‹”‘Š‘ƒœ–‘‹‘†‡œ‡˜‡†‘Ǥͳͺ͹Ͳǡˆ‘‹ o local onde o povo santista festejou ‘ϐ‹†ƒ —‡””ƒ†‘ƒ”ƒ‰—ƒ‹Ǥƒ†‡‹ƒ †‡ƒ–‘•ˆ‘‹‹•–ƒŽƒ†ƒ‡ͳͺ͹Ͳǡ‘ –±””‡‘ǡ…‘‘‹–‘’”‹•Ù‡•ǡˆ—…‹‘ƒ†‘ ’‘”ƒ‹•†‡ͺͲƒ‘•Ǥ ʹͷ†‡‘˜‡„”‘†‡ͳͺͻͶǡƒ ƒ†‡‹ƒ‡ŽŠƒˆ‘‹’ƒŽ…‘†ƒ’”‘…Žƒƒ­ ‘ †ƒ ’”‹‡‹”ƒ ‘•–‹–—‹­ ‘ —‹…‹’ƒŽǤ “—‹ –ƒ„± Ǥ ‡†”‘

 ‡ ƒ ’‡”ƒ–”‹œ ”‹•–‹ƒ ‡•–‹˜‡”ƒ ‡ †—ƒ• ‘…ƒ•‹Ù‡•ǡ „‡ …‘‘ ‘ ‘†‡ ǯ— ‡ ƒ ”‹…‡•ƒ •ƒ„‡ŽǤ  •—ƒ Š‘‡ƒ‰‡ ± “—‡ ‘ Ž‘…ƒŽ †ƒ• •‡••Ù‡•†ƒŸƒ”ƒ’ƒ••‘—ƒ•‡…Šƒƒ” “Salão Princesa Isabel”.

— ‡•–‹˜ƒ†‘” ‡‰”‘ ‘””‡— ‡ seus braços, assasinado pela pol텋ƒ†‡ ‡–‘ƒ”‰ƒ•Ǥ Žƒˆ‘‹ƒ’”‹‡‹”ƒ—ŽŠ‡”’”‡•ƒ ’‘”‘–‹˜‘•’‘ŽÀ–‹…‘•‘ƒÀ•

quitetônicas das novas ideias da or‰ƒ‹œƒ­ ‘ †‘ ”ƒ•‹Ž …‘‘ —‹†ƒ†‡ independente.  ‘†‡’Šƒƒ– …‘‡­‘— ƒ ”‡•–ƒ—”ƒ”ƒƒ•ƒ†‡Ÿƒ”ƒ‡ƒ†‡‹ƒ†‡ ƒ–‘•ǡ—’”‘…‡••‘Ž‡–‘‡†‡‘”ƒ†‘ǡ “—ƒ•‡ …‘‘ •—ƒ …‘•–”—­ ‘Ǥ  ͳͻͺͳǡ –±”‹‘ †ƒ ”‡•–ƒ—”ƒ­ ‘ǡ o local foi ocupado pela Delegacia ‡‰‹‘ƒŽ†‡—Ž–—”ƒ‡–”ƒ•ˆ‘”‘—Ǧ •‡‡ƒ•ƒ†ƒ—Ž–—”ƒ†‘‹–‘”ƒŽǤ ͳͻͻͶǡ‘’”±†‹‘’ƒ••‘—ƒ•‡”•‡†‡†ƒ ϐ‹…‹ƒ—Ž–—”ƒŽ‡‰‹‘ƒŽƒ‰—ǡ’ƒ”ƒ …—”•‘•†‡ˆ‘”ƒ­ ‘…—Ž–—”ƒŽƒ’‘’—lação.  ͳͻͻͻǡ ’ƒ••‘— ’‘” ‘˜ƒ• ”‡ˆ‘”ƒ•ǡ ‰ƒŠƒ†‘ ƒŽƒ †‡ •’‡–ž…—Ž‘ŽÀ‹‘ƒ”…‘•‡ƒ ƒŽ‡”‹ƒ—…‹‘ Menezes.

20RYLPHQWRHVWiOi ƒ„‹ƒ “—‡ ‘ ‘˜‹‡–‘ ‡ƒ–”ƒŽ †ƒ ƒ‹šƒ†ƒ ƒ–‹•–ƒ ‡•–ž ‘ Ž‘…ƒŽǫ ‹…ƒ ƒ ’”‹‡‹”ƒ ’‘”–ƒ  ‡•“—‡”†ƒǡ logo na entrada. A sala funciona …‘‘ •‡†‡ †‘ ‘˜‹‡–‘ †‡•†‡ ‘ ano passado, quando da organiza­ ‘†‘ Ǧ ‡•–‹˜ƒŽƒ–‹•–ƒ†‡ ‡ƒ–”‘Ǥ2‘‡•’ƒ­‘“—‡ƒ…‘–‡…‡ ƒ• ”‡—‹Ù‡• †‘ ‘˜‹‡–‘ǡ ‡ ‡•– ‘

•‡—•ƒ”“—‹˜‘•ǡƒŽ±†‘•„ƒ‡”•†‡ edições anteriores do festival. ƒ ƒ†‡‹ƒ ‡ŽŠƒ –ƒ„± ‡•–ž •‡†‹ƒ†‘ ‘—–”‘ ‹’‘”–ƒ–‡ ‡˜‡–‘ǣ o Festival Santista de Curtas Metra‰‡•Ȃ—”–ƒƒ–‘•Ǥ —…‹‘ƒƒ‹†ƒ‘’”±†‹‘ƒ•…‘Žƒ‹˜”‡†‡‹”…‘ǡ e o Instituto CAE – Ponto de Cultura Vozes da Senzala.


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APOIO Ă&#x20AC; CULTURA

Facult: a vitĂłria da Arte Desde 2007 a classe artĂ­stica luta pelo fundo cultural. Quatro anos depois, saem os primeiros contemplados meses, mas ia ao encontro da audiĂŞncia promovida pela Câmara dos Vereadores em junho. Na pauta, o Fundo de AssistĂŞncia Ă Cultura â&#x20AC;&#x201C; Facult. Mais de 500 assinaturas estavam concentradas Â?Â&#x192;Â? Â&#x2018;Â&#x2020;Â&#x2021;Â&#x2021;Â&#x192;Â?Â&#x2020;Â&#x201D;Â&#x2018;Â&#x192;Â&#x2DC;Â&#x2021;Â&#x2039;Â&#x201D;Â&#x192;Â&#x201C;Â&#x2014;Â&#x192;Â?Â&#x2020;Â&#x2018;Â&#x2020;Â&#x2039;Â&#x2022;cursou a carta do Movimento. Como combinado, em 17 de junho NASCE O MOVIMENTO o prefeito Papa recebeu o movimento CULTURAL SANTISTA cultural e mostrou-se solĂ­cito: atĂŠ subsNuma tarde de setembro de 2009, tituiu o procurador responsĂĄvel para artistas protestavam na frente do prĂŠ- agilizar o processo. Foi um verdadeiro â&#x20AC;&#x153;escravos-de-JĂłâ&#x20AC;?. dio da Prefeitura. A Praça MauĂĄ foi tomada por atores que, em gesto de Treze repasses do edital em um mĂŞs e manifestação pĂşblica, reclamavam o nenhuma solução Ă  vista. A Ăşnica opção Decreto criando o fundo Fundo Facult â&#x20AC;&#x201C; jĂĄ devidamente aprova- da classe artĂ­stica era pressionar. Marsaiu em 2008, mas ainda do por lei desde 2008 e atĂŠ entĂŁo nĂŁo caram uma data para utilizar o espaço levou algum tempo para posto em prĂĄtica. Apesar de se tratar de Â&#x2020;Â&#x2018;Â&#x2021;Â&#x192;Â&#x2013;Â&#x201D;Â&#x2018; Â&#x2014;Â&#x192;Â&#x201D;Â&#x192;Â?Â&#x203A;Â&#x2021;Â&#x201D;Â&#x2021;Â&#x192;Â&#x17D;Â&#x2039;Â&#x153;Â&#x192;Â&#x201D;Â&#x192;Â&#x2018;Ď?Â&#x2039;Â&#x2026;Â&#x2039;Â?Â&#x192; sair do papel uma promessa do SecretĂĄrio de Cultu- Facult-se, aberta a todos os interessara, o edital do fundo municipal estava dos em participar do edital do fundo. Desde 07 de agosto, o movimento Reinaldo Martins esboçou um projeto longe de se transformar em realidade. de lei com o escritor Ademir Demar Â&#x2018; Â&#x2C6;Â&#x2018;Â&#x2039; Â&#x2020;Â&#x2039;Ď?Ă&#x20AC;Â&#x2026;Â&#x2039;Â&#x17D; Â&#x192;Â?Â&#x2020;Â&#x201D;Â&#x192; Â&#x192;Â&#x2030;Â&#x192;Â&#x17D;Â&#x160; Â&#x2021;Â&#x2022; apenas acompanhava silenciosamente chi â&#x20AC;&#x201C; o responsĂĄvel pela revista Babel. achar velhos conhecidos enquanto a tramitação do edital pelo site da PreTendo como referĂŞncia que ocorria nas atravessava a praça. Eram bons fre- feitura. Novos repasses: 21 em dois meprincipais capitais do Brasil, o projeto quentadores do seu endereço residen- ses. Apesar de a resposta ocorrer em previa a criação de um fundo de assis- Â&#x2026;Â&#x2039;Â&#x192;Â&#x17D;Č&#x20AC;Â&#x2026;Â&#x2018;Â?Â&#x2021;Â&#x201D;Â&#x2026;Â&#x2039;Â&#x192;Â&#x17D; Â?Â&#x2018;Â&#x2022; Ď?Â&#x2039;Â?Â&#x2022;ÇŚÂ&#x2020;Â&#x2021;ÇŚÂ&#x2022;Â&#x2021;Â?Â&#x192;Â?Â&#x192;ÇŁ Â&#x2018; curto prazo, aproximadamente uma setĂŞncia Ă  cultura. Seus assessores arti- Espaço Corisco Mix. â&#x20AC;&#x153;Vamos sentar e mana, o retorno de papĂŠis desanimava cularam com cada representante de discutir melhor essas ideiasâ&#x20AC;?, sugeriu. os gabinetes. Recusado, o edital permaum segmento artĂ­stico atĂŠ a elaboração Desde entĂŁo, o â&#x20AC;&#x153;quintal de sua casaâ&#x20AC;? necia entre um ou dois meses sem desĎ?Â&#x2039;Â?Â&#x192;Â&#x17D;Â&#x2020;Â&#x2018;Â&#x2013;Â&#x2021;Â&#x161;Â&#x2013;Â&#x2018;Â&#x17D;Â&#x2039;Â&#x2020;Â&#x2018;Â&#x2019;Â&#x2018;Â&#x201D;Â&#x192;Â&#x201D;Â&#x2013;Â&#x2039;Â?Â&#x2022;Ǥ tornou-se sede das 12 reuniĂľes do Mo- tino ou reajuste. Podia se repetir no dia 24 de setembro. Podia. EufĂłricos, no Na ĂŠpoca, o secretĂĄrio de Cultura, vimento Cultural de Santos. Carlos Pinto, incentivou a iniciativa: A ação conjunta da classe perdurou dia 29 de setembro, dezenas de artistas cantavam, brindavam e celebravam no Corisco a publicação no D.O. do edital PROJETOS CONTEMPLADOS NO 1Âş FACULT, E SUPLENTES do Fundo de AssistĂŞncia Ă  Cultura. Proponente Projeto Durante outubro, 77 projetos foram Regina Alonso Santos - Natureza e Arquitetura em Fotos e Poemas entregues Ă  Secult. Contudo, o funSergio Willians Jacinto, SansĂŁo do Cais Santista do que previa R$ 300 mil em 2010 sĂł Luiz Claudio dos Santos Vaisse concedeu R$ 170 mil, contemplando Dilceu do Amaral Junior Mario Gruber â&#x20AC;&#x201C; A Arte Aconteceu apenas 17 projetos. No inĂ­cio de agosMovimento Valongo Minha Casa Valongo Minha Casa â&#x20AC;&#x201C; Resgate da MemĂłria Franciscana to desse ano, a Secult abriu um edital Antonio Eduardo Santos Porto e Outros TrĂłpicos (A MĂşsica Que Saiu de Santos) complementar para os outros 13 proAlexandre V. Alves Barbosa SalĂŁo Dino de Humor do Litoral Paulista jetos. Dessa vez, 40 grupos artĂ­sticos Ivanilde Lourenço Passos Passatempo concorrem Ă  demanda pĂşblica. Â&#x192;Â&#x201D;Â&#x2021;Â&#x2026;Â&#x2021;Â&#x2020;Â&#x2039;Ď?Ă&#x20AC;Â&#x2026;Â&#x2039;Â&#x17D;Â&#x201C;Â&#x2014;Â&#x2021;Â&#x192;Â&#x201D;Â&#x2021;Â&#x2C6;Â&#x2021;Â&#x2039;Â&#x2013;Â&#x2014;Â&#x201D;Â&#x192;Â&#x2026;Â&#x2018;Â?Ricardo da Silva Carvalho PrĂłlogo para o Diletante siga abrir ainda esse ano um terceiro Miriam C. Carbonaro Schiavon Uma Dança para Gilberto Mendes edital, com orçamento completo, como MĂĄrcia Regina F. Marques CiclocĂŞnico condiz a lei de 2008, no valor de R$ 300 Noa Marchese Arte e Educação: Projeto Cooperar mil. O Facult ainda ĂŠ um processo buBruno Apene Conde Prisma Cd rocrĂĄtico e lento, porĂŠm o importante Jair Alberto Brassalotti Junior Uma Palhaçada Federal ĂŠ ver que hĂĄ comprometimento com o Nelson Santos Dias Casa da Frontaria Azulejada: Um EdifĂ­cio para um Arquivo direito pĂşblico de acesso Ă  cultura. Ademir Demarchi Espelhos Incessantes E os passos tendem a continuar. Felipe Romano de Andrade Fortalecendo a Cultura Tradicional Com o grito da classe artĂ­stica ressoando na RegiĂŁo, a luta por um fundo cultuSuplentes ral começa a respingar em outros canAlessandro A. Atanes Pereira Esquinas do Mundo â&#x20AC;&#x201C; O Porto de Santos e Outros tos. A criação do Facult em SĂŁo Vicente Bruno Rodrigues Santoni Super Centro do BoqueirĂŁo e CubatĂŁo jĂĄ foram pautas de reuniĂľes Bruno Iury Fracchia MemĂłrias Substantivas de artistas e secretarias de Cultura.

Ă&#x2030;ramos 32 ou 33. CabĂ­amos muito bem entre as seis colunas que compĂľem o auditĂłrio Ulysses GuimarĂŁes. Nem precisava acender todos os lustres, aliĂĄs, nem todos foram acesos. Como qualquer bom artista, as pessoas se dispuseram bem no local, espaçando e, algumas vezes, pulando cadeiras entre um e outro. O nĂşmero reduzido provavelmente deveu-se ao fato da audiĂŞncia ter sido marcada Ă s 16 horas, bem na metade da semana â&#x20AC;&#x201C; quarta-feira, 16 de junho de 2010. A Câmara dos Vereadores de Santos, a partir da ComissĂŁo de Cultura, e o FĂłrum Santos Cultural â&#x20AC;&#x201C; encabeçado pelo escritor FlĂĄvio Viegas Amoreira e o maestro Gilberto Mendes â&#x20AC;&#x201C; convidaram a todos os interessados Ă  audiĂŞncia. Trataram, especialmente, sobre o Fundo Municipal de Cultura, projeto de anos atrĂĄs do ex-vereador Reinaldo Martins. Mas um homem ergue-se logo na Â&#x2019;Â&#x201D;Â&#x2039;Â?Â&#x2021;Â&#x2039;Â&#x201D;Â&#x192;Ď?Â&#x2039;Â&#x17D;Â&#x2021;Â&#x2039;Â&#x201D;Â&#x192;ǤÂ&#x2021;Â&#x192;Â?Â&#x2020;Â&#x201D;Â&#x2018;Â&#x192;Â&#x2DC;Â&#x2021;Â&#x2039;Â&#x201D;Â&#x192;Â&#x2019;Â&#x2021;Â&#x2020;Â&#x2021;Â&#x192; licença para a leitura de uma carta. Trata-se de um abaixo-assinado, manifesto coletivo de artistas que em uma de suas oito cĂłpias foi assinada por mais de 400 pessoas. Embasado no artigo 215 da Constituição Federal, o texto reclama a regulamentação do Fundo Municipal da Cultura atĂŠ 3 de julho de 2010.

Noventa açþes sendo realizadas com o investimento do novo Facult (Fundo de Assistência a Cultura). Essa Ê a quantidade pretendida pelos artistas para o fomento das manifestaçþes culturais no município. Para chegar a esse número, hå um processo: qualquer munícipe residente em Santos hå pelo menos dois anos e vinculado a um segmento artístico poderå fazer a inscrição de seu projeto no prazo de 30 dias para obter o direito de concorrer ao fundo. Ainda era 2007 quando o vereador

prometeu que o projeto se tornaria lei e sairia do papel. Consta como o decreto ͡ǤͳʹͲÂ?Â&#x2018;Â&#x2039;Â&#x17E;Â&#x201D;Â&#x2039;Â&#x2018;Ď?Â&#x2039;Â&#x2026;Â&#x2039;Â&#x192;Â&#x17D;Â&#x2020;Â&#x2021;Â&#x192;Â?Â&#x2013;Â&#x2018;Â&#x2022;ÇĄÂ&#x2019;Â&#x2014;Â&#x201E;Â&#x17D;Â&#x2039;cado no dia 27 de junho de 2008. Para que a lei conseguisse sair do papel, aĂ­ sim, foi um perĂ­odo bem mais longo.


O BARRACUDA!

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Interessado em colaborar? jornalobarracuda@gmail.com

OUTRAS ARTES

Neste espaço, nomes de outras áreas mostram um panorama das artes na Baixada Santista, mostrando suas impressões acerca do nosso cenário cultural. A seção é aberta a todo tipo de arte!

Cinema

por Eduardo Ferreira

Diretores, realizadores, estudantes e admiradores do cinema estarão com os olhos voltados para a 9ª edição do Festival Santista de Curta Metragens – Curta Santos. Nada melhor do que estrear esse espaço falando daquele é o ’”‹…‹’ƒŽ‡˜‡–‘…‹‡ƒ–‘‰”žϐ‹…‘†ƒ”‡‰‹ ‘ǡ“—‡ colabora com o crescimento, amadurecimento, democratização e fortalecimento do audiovisual em Santos e arredores. O Festival acontecerá de 13 a 17 de setembro por diversos espaços da ci†ƒ†‡ǡ…‘‘•–”ƒ•…‘’‡–‹–‹˜ƒ•ǡ‡•’‡…‹ƒ‹•‡ϐ‹Žmes convidados, sempre com entrada gratuita. Com o tema “Para todas as mulheres do mundo”, o 9º Curta Santos irá oferecer além das exibições gratuitas do que há de melhor na produção au†‹‘˜‹•—ƒŽƒƒ‹šƒ†ƒƒ–‹•–ƒǡ‘ϐ‹…‹ƒ•†‡‹–‡”pretação para atores com o Stúdio Fátima Tole†‘ǡ…”À–‹…ƒ…‹‡ƒ–‘‰”žϐ‹…ƒ…‘‡Ž•‘ƒ„ƒ†‹‡ novas mídias com Giuliano Chiaradia, além de diversos prêmios para os vencedores das mos–”ƒ•…‘’‡–‹–‹˜ƒ•Ǥ‘ϐ‹”ƒƒ’”‘‰”ƒƒ­ ‘†‘ˆ‡•tival no site: www.curtasantos.com.br.

Circo

por Sidney Herzog

Música

por Cesar Sanchez

Não é de hoje que se sabe, que a cultura na Baixada Santista ajuda a mover o cenário comercial de lojas de instrumentos musicais, estúdios, pro†—–‘”ƒ•†‡˜À†‡‘ǡ…ƒ•ƒ•‘–—”ƒ•‡ϐ‹Ǥ ƒ‰ƒƒ‡‘”ƒ†‡’”‘ϐ‹••‹‘ƒ‹•†ƒž”‡ƒ•‘frem, quando sofrem discriminação os músicos. Sim, discriminação social aconteceu com um estilo musical tão conhecido por nós o “Rock and Roll”. Já faz 14 anos que o rock foi dizimado da ci†ƒ†‡†‡ƒ–‘•ǡï•‹…‘•‡’”‘ϐ‹••‹‘ƒ‹•†ƒž”‡ƒ sofrem com essa perda. Alguns grupos de rede sociais da região vem tentando mudar isso como é o caso do Rock Santos (facebook), que tem como objetivo inserir o rock and roll e suas vertentes novamente no calendário municipal cultural. É de suma importância que os músicos se mobilizem para mudar a cena atual da região. Nos resta acreditar e torcer para que isso ocor”ƒǡƒϐ‹ƒŽ–‡‘•’ƒ‹•†‡ˆƒÀŽ‹ƒ“—‡˜‹˜‡†ƒï•‹…ƒ…‘‘’”‘ϐ‹•• ‘Ǣ“—ƒ†‘ ‘ǡ…‘’Ž‡‡–ƒƒ renda familiar.

Arte urbana por Aline Benedito

Cada vez mais presente nas grandes cidades, a arte urbana ganha respeito e desenvoltura no conEm 2004 na Cadeia Velha de Santos, quando se texto cultural, criando com espectador uma relação ‹‹…‹ƒ”ƒƒ•ƒ—Žƒ•†‡–±…‹…ƒ•…‹”…‡•‡•†ƒ•‘ϐ‹…‹- †‡ƒ‘”ǡ׆‹‘‡”‡ϐŽ‡š ‘ǡ˜ƒ”‹ƒ†‘†‡ƒ…‘”†‘…‘ƒ nas Pagu, o circo começou a se destacar na região ’‡”…‡’­ ‘Š‹•–×”‹…ƒ†‡…ƒ†ƒ—Ǥ•‰”ƒϐ‹–‡‹”‘•—–‹Ž‹de forma diferente, não apenas quando os grupos zam a arte como forma de ativismo e muitas vezes de médio e grande porte chegavam. Essa inicia- ƒ’”‘’‘•–ƒ±ƒŽ…ƒ­ƒ†ƒ’‡Ž‘‹’ƒ…–‘“—‡‘‰”ƒϐ‹–‡ tiva despertou grande interesse da população, …ƒ—•ƒǤ‰”ƒϐ‹–‡„”ƒ•‹Ž‡‹”‘±”‡…‘Š‡…‹†‘…‘‘— pessoas vinham de cidades mais afastadas (até dos melhores do mundo, tendo uma característimesmo São Paulo) para as aulas. Artistas de circo ca bem particular na sua realização: aqui os artisque se apresentavam na cidade vinham conhecer tas mesclam uma grande variedade de materiais e treinar na Cadeia Velha. Grupos de teatro, dança, …‘‘ǢŽž–‡šǡ’‹…‡Žǡ”‘Ž‘‡•’”ƒ›Ǥ’‡•ƒ”†‡–‘†ƒƒ capoeira e artistas independentes agregaram aos ˜ƒŽ‘”‹œƒ­ ‘“—‡‘‰”ƒϐ‹–‡˜‡…‘“—‹•–ƒ†‘ǡƒ‹†ƒ seus espetáculos os conhecimentos obtidos nas sofre preconceitos por uma parte da sociedade. O ‘ϐ‹…‹ƒ•ƒ‰—Ǥ•ƒ’”‡•‡–ƒ­Ù‡•†‘•ƒŽ—‘•Ž‡˜ƒ- ‰”ƒϐ‹–‡‹”‘‰”ƒϐ‹–ƒ’‘”“—‡‰‘•–ƒǡƒƒ‹‘”‹ƒ†ƒ•˜‡Ǧ ram à criação do grupo “Os Panthanas - Núcleo de zes independente do dinheiro e reconhecimento. Pathifarias Circenses”, que em 2005 estreou com ”‡Žƒ­ ‘…‘ƒ’‹…Šƒ­ ‘ǡƒƒ–‹–—†‡†‡—‰”ƒϐ‹Ǧ o espetáculo “Brasileirinho”, dirigido pelos pro- teiro e de um pichador é a mesma, o que muda é só o visual. O respeito é primordial tanto para quem fessores Marcos e Simone Pavanelli. –”ƒ˜±• †ƒ• ‘ϐ‹…‹ƒ• ƒ‰—ǡ ‘ …‹”…‘ ”‘’‡— ƒ• está começando como para quem já está na cena a celas da Cadeia Velha e começou a se mostrar na algum tempo. Em Santos o movimento, busca levar cores a região de várias formas. O grupo realizou apresen–ƒ­Ù‡•‡‘ϐ‹…‹ƒ•‡–‘†ƒ•ƒ•…‹†ƒ†‡•†ƒƒ‹šƒ†ƒ lugares que muitas vezes passam despercebidos Santista. Nos anos seguintes outros grupos surgi- pelo nosso cotidiano. São vários artistas, e, cada ram, como a “Gaia’thos Cia Circense”, que realiza um com sua técnica e conceito, que juntos, transformam o dia-a-dia da cidade em um grande muaté hoje inúmeras apresentações pela região. Reunindo-se para treinar em praças, em espe- seu a céu aberto, onde o espectador independencial o Emissário Submarino, esses encontros ga- te de sua classe social pode contemplar as obras. nharam corpo e foram agregando simpatizantes A arte urbana tem em sua essência o olhar voltae artistas que passavam pela região, e em 2010 do diretamente para o povo, uma vez que ela é surgiu o grupo “Quarteto Trio Los Dos”. Esses três considerada arte popular, de povo para povo. (...) grupos resistem até hoje, dedicando-se exclusiva(texto completo no blogobarracuda.blogspot.com) mente a pesquisa e prática da arte circense.

Literatura por Alessandro Atanes O poeta Ademir Demarchi esteve agora em julho em Lima, capital do Peru, para apresentar na Feira Internacional do Livro de Lima a versão em espanhol de seu livro “Do sereno que enche o Ganges”, publicado pelo Centro de Estudos Peruanos. Editado por Alexander Forsyth com tradução de Óscar Limache, o livro representa mais um avanço nas trocas literárias que começaram em novembro do ano passado com a publicação aqui em Santos de “Voo de identidade”, poemário de Limache traduzido por mim para a editora artesanal Sereia Ca(n)tadora, criada por Demarchi. As duas traduções fazem parte do projeto Tabatinga, nome da cidade fronteiriça entre os dois países. Para o brasileiro, essas trocas mostram que “é possível também construir não apenas uma estrada e um duto de gás de lá pra cá, mas também um duto de circulação de culturas”. Além da tradução de Demarchi lá e de Limache aqui, outros poetas peruanos estão sendo publicados em português na Revista Pausa (http://revistapausa.blogspot.com), como Javier Heraud, Carlos Oquendo de Amat e Antonio Cisneros.

Dança

por Fernanda Iannuzzi

Falar da dança da nossa região é relatar os opostos o tempo todo. Ao mesmo tempo que temos de tudo, não temos nada! Tem dança pra todos os gostos, das acadêmicas às populares. Dança de salão, dança de rua, ballet, dança contemporânea... Claro que a qualidade varia, tem aqueles que só pensam nos lucros †‘ ϐ‹ †‘ ²•ǡ ‡ –‡ ƒ“—‡Ž‡• “—‡ ’”‡œƒ ’‡Žƒ qualidade técnica e artística de seus trabalhos, estudando e pesquisando a fundo o que se propõem a fazer. Tem muito talento sendo revelado no cenário da dança nacional. E o que fazer com todo esse talento? Depois de estudar anos é preciso partir. São Paulo, Rio, Europa, países do Mercosul têm recebido muitos talentos vindos da região. Isso acontece por não –‡”‘•”‡…—”•‘••—ϐ‹…‹‡–‡•’ƒ”ƒƒ–²ǦŽ‘•ƒ“—‹Ǥ ‘ ‡š…‡­ ‘ †‘• ‡•’‡–ž…—Ž‘• †‡ ϐ‹ƒŽ †‡ ƒ‘ ‡ festivais competitivos que movem o circulo das ‡•…‘Žƒ•‡ƒ…ƒ†‡‹ƒ•ǡƒ‘—–”ƒ’ƒ”…‡Žƒ†ƒ†ƒ­ƒϐ‹…ƒ esquecida, tendo como opção um ou outro evento de qualidade que lhe gerem alguma renda. Os incentivos públicos e particulares para a área da dança ainda são muito limitados. A nossa dança tem literalmente morrido na praia. Quem sabe um dia a gente consiga reunir os “—‡ ’ƒ”–‹”ƒ …‘ ‘• “—‡ ϐ‹…ƒ”ƒǡ ‡ ˆƒœ‡” —ƒ mistura de corpos, idéias e ideais!


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APOIO À CULTURA

Universidade pública: nova bandeira A Baixada Santista necessita de um campus de universidade pública de artes. Iniciativa tem apoio da classe teatral, porém depende de vontade política Denise Braga/FESTA 53

A nossa região já foi contemplada com cursos de universidades públicas em várias áreas. Temos na área de ciências biológicas, de assistência social, psicologia e agora até na área de petróleo e gás. Porém, nossa tradição cultural tem sido deixada de lado, e ainda não há na região uma universidade pública na área de Artes. O Festival Santista de Teatro, realizado neste ano, fez um debate sobre a importância da academia para o desenvolvimento do artista. A discussão teve a participação da diretora e livre-docente em teatro pela ECA/USP, Neyde Veneziano, do diretor e professor de teatro, Marcelo Bones, ex-diretor de artes cênicas da Funarte, além do dramaturgo e diretor Marcelo Romagnoli. A mesaredonda contou com mediação de Bruno Fracchia. Única de Santos na discussão, Neyde Veneziano reconheceu alguns problemas a respeito da formação de atores nas universidades, porém res-

saltou como a universidade pública é importante para a vida cultural de uma cidade. Para ela, falta no município uma universidade pública para a área de artes cênicas. Lembrou que já houve tentativas de universidades particulares em abrirem curso superior na área, porém o caráter mercadológico fazia com que os Debate no FESTA abordou o tema cursos não vincom a carência da Região. Segundo o gassem. E lamentou que a tradição secretário de Estado de Desenvolviartística da Baixada Santista ainda mento Econômico, Ciência e Tecnão seja valorizada nesse ponto. nologia, Paulo Alexandre Barbosa, Contatados pelo Jornal O Barra- a chegada da Universidade de São cuda, representantes do Executivo Paulo (USP) a Santos, com o curso e Legislativo estatuais concordaram de Engenharia de Petróleo, pode ser

a o caminho para a implantação de …—”•‘•‡‘—–”ƒ•ž”‡ƒ•ǤDz‡Ž‘’‡”ϐ‹Ž da cidade, a especialização em Artes é uma alternativa interessante. A proposta se for apresentada será avaliada com muita atenção pela universidade, que tem a Escola de Comunicação e Artes (ECA) como uma referência nesta modalidade de ensino”, destacou o secretário, que lembra que a USP é uma instituição autônoma. A proposta de um curso público de graduação em Artes também é vista com bons olhos pela deputada estadual Telma de Souza. Em contato com O Barracuda, ela se comprometeu a apresentar Indicação ao Governo do Estado solicitando a instalação de uma universidade pública na Baixada Santista com curso voltado às artes. “Para mim, é importantíssimo que isso aconteça, e quanto mais esse tipo de ensino se difundir e socializar, melhor será”, ressalta a deputada.

JOVENS ATORES

Escolas são caminho possível

Nas telinhas, Bete Mendes, Jandira Martini, Sérgio Mamberti e Nuno Leal Maia continuam a roubar qualquer cena. Com charme, outros também despontam na tevê como Paulinho Vilhena e Oscar Magrini. Sem falar na crescente legião de fãs de quem já protagoniza novelas, como é o caso de Alexandre Borges e Juliana Silveira. O que todos esses nomes que se consagram a cada dia nos teatros e nas telenovelas têm em comum? Santos é o berço de todos eles. É um caminho de pedras conseguir ser reconhecido nas ruas ‡ •‡ ’”‘ϐ‹••‹‘ƒŽ‹œƒ” …‘‘ ƒ–‘” ou atriz. Enquanto ainda não sedia um curso de graduação em teatro (embora o Senac promova um curso técnico), a Cidade ferve de possibilidades para capacitar novos atores: tanto nos colégios, “—ƒ–‘ ‘ϐ‹…‹ƒ• Ž‹˜”‡• †‡ ƒ–—ƒ­ ‘ǡ técnicos e até uma Escola de Artes

Cênicas, a Wilson Geraldo mantida 22, iniciou no teatro ainda criança pela Secretaria de Cultura (Secult). pela mãe. Desde então, não parou São dezenas de pontos culturais de estudar, fazendo aulas atualque estimulam crianças e jovens a mente no Estúdio Tescom. “Gosto subirem ao palco e caírem de vez muito de teatro, porque é a arte do faz-de-conta. É no mundo lúdico um momento em do teatro. que você vai contar “Lá brinMesmo sem haver na camos com região uma graduação uma história junto com seus amigos. nossos sonhos, em artes cênicas, E as pessoas estão saímos da realidade para adolescentes procuram realmente intereso teatro sadas no que temos vivenciar a fana dizer”. tasia”, comenta Também no Estúdio Tescom, Rauan Szalachowiczy, 24, ator ’”‘ϐ‹••‹‘ƒŽ †‡•†‡ “—‡ …‘…Ž—‹— alunos invertem papéis e se toro extinto curso técnico no Colégio nam professores. Que diga a atriz Marza. “Procurei o curso em fun- Flávia Simões, 20, que desde 2010 ­ ‘†‘ȋ”‡‰‹•–”‘’”‘ϐ‹••‹‘ƒŽȌ realiza estágio no local. “Não é de ator. Mas os estudos são fun- porque ser ator é um pouco mais damentais, para que através dos †‹ˆ‡”‡–‡ †ƒ• ‘—–”ƒ• ’”‘ϐ‹••Ù‡• grandes mestres do teatro a gente que não exige estudo”, brinca a saiba como buscar a nossa per- atriz que subiu a Anchieta para se ’”‘ϐ‹••‹‘ƒŽ‹œƒ”‡—ƒˆƒ…—Ž†ƒ†‡ sonagem interna”. Para vencer a timidez, Lu Bojart, de Artes Cênicas.

ESTUDAR Ir de Praia Grande a Santos todo dia é o caminho percorrido pela jovem Hellen Thaís Villela para estudar o ‘fazer teatral’ no EAC Wilson Geraldo. “Atuar é expressar as emoções humanas. E o ser humano deve ser constantemente estudado. É preciso estudar muito para falar de pessoas, retratar as pessoas.” Heitor Vallin, 13, também legitima a importância do curso teatral. “O teatro é muito importante, porque é uma maneira de preservar a cultura. Quando fazemos um personagem histórico, nós ensinamos aos outros sobre sua época”. Além de fazer parte da Escola Silia & Ceci Dance Theatre, o adolescente tem a oportunidade de treinar sua atuação no colégio. “O teatro é um jeito de fugir da sala de aula, e é muito divertido para todos. Por meio dele, tem muitos colegas que conversavam pouco e agora se expressam melhor”.


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#1 - Set/Out 2011

O ATAQUE DA BARRACUDA! Aqui, uma personalidade da cultura expĂľe sua opiniĂŁo a respeito da cultura na Baixada Santista, sem meias palavras. O primeiro entrevistado ĂŠ o jornalista, escritor e agitador cultural FlĂĄvio Viegas Amoreira

â&#x20AC;&#x2DC;A vanguarda estĂĄ na resistĂŞncia Ă idiotizaçãoâ&#x20AC;&#x2122;

Â&#x2039;Â?Â&#x2C6;Â&#x201D;Â&#x192;Â&#x2021;Â&#x2022;Â&#x2013;Â&#x201D;Â&#x2014;Â&#x2013;Â&#x2014;Â&#x201D;Â&#x192;Â?Â&#x192;Â&#x2022;Â&#x2026;Â&#x2039;Â&#x2020;Â&#x192;Â&#x2020;Â&#x2021;Â&#x2022;Â&#x2020;Â&#x2018;Â&#x2039;Â&#x2013;Â&#x2018;Â&#x201D;Â&#x192;Â&#x17D;Â&#x192;Â&#x2014;Â&#x17D;Â&#x2039;Â&#x2022;Â&#x2013;Â&#x192;Â&#x2019;Â&#x2018;Â&#x201D; mesquinhez intelectual de seus governantes e por Â&#x2014;Â?Â&#x2020;Â&#x192;Â&#x2020;Â&#x2018;Â&#x2030;Â&#x2021;Â&#x2018;Â&#x2030;Â&#x201D;Â&#x17E;Ď&#x201D;Â&#x2039;Â&#x2026;Â&#x2018;Â&#x2021;Â&#x2022;Â&#x2022;Â&#x2021;Â&#x2022;Â&#x2039;Â?Â&#x201E;Â&#x2021;Â?Â&#x2021;Ď&#x201D;Ă&#x20AC;Â&#x2026;Â&#x2039;Â&#x2018;Â&#x201C;Â&#x2014;Â&#x2021;Â&#x2013;Â&#x2018;Â&#x201D;Â?Â&#x192; Â?Â&#x192;Â&#x17D;Â&#x2021;Ď&#x201D;Ă&#x20AC;Â&#x2026;Â&#x2039;Â&#x2018; Â&#x2022;Â&#x2014;Â&#x2C6;Â&#x2018;Â&#x2026;Â&#x192;Â?Â&#x2013;Â&#x2021;ÇŁ Â&#x192; Â&#x2019;Â&#x201D;Â&#x2018;Â&#x161;Â&#x2039;Â?Â&#x2039;Â&#x2020;Â&#x192;Â&#x2020;Â&#x2021; Â&#x2026;Â&#x2018;Â? Â&#x192;Â?Â&#x2019;Â&#x192;Ǥ Uma das mais pujantes megalĂłpoles culturais do planeta a 80 km desestimula produção e trânsito culturais â&#x20AC;&#x153;endĂłgenosâ&#x20AC;?. O que fazer? tornar Ă´nus em Ciro Hamen Â&#x2020;Â&#x2021;Â&#x2039;Â&#x2013;Â&#x192;Â?Â&#x2018;Â&#x2022; Â&#x201D;Â&#x192;Ă&#x20AC;Â&#x153;Â&#x2021;Â&#x2022; Â&#x2019;Â&#x2021;Â&#x201D;Â?Â&#x192;Â?Â&#x2021;Â?Â&#x2013;Â&#x2021;Â&#x2022; Â&#x201E;Ă&#x2DC;Â?Â&#x2014;Â&#x2022;ÇŁÂ&#x2C6;Â&#x192;Â&#x153;Â&#x2021;Â&#x201D;Â&#x192;Â&#x2019;Â&#x2018;Â?Â&#x2013;Â&#x2021;Â&#x2021;Â?Â&#x2013;Â&#x201D;Â&#x2021;Â&#x192;Â&#x2026;Â&#x2018;Â&#x2022;Â&#x2013;Â&#x192;Â&#x2021;Â&#x192;Â?Â&#x2019;Â&#x192;ÇĄÂ&#x201D;Â&#x2021;Â&#x2013;Â&#x201D;Â&#x2018;ÇŚ Qual foi a importância do Â&#x201C;Â&#x2014;Â&#x2021;Â&#x2C6;Â&#x201D;Â&#x2014;Â&#x2013;Â&#x2039;Ď&#x201D;Â&#x2039;Â&#x2026;Â&#x192;Â?Â?Â&#x192;Â?Â&#x2018;Â&#x201E;Â&#x2039;Â&#x17D;Â&#x2039;Â&#x153;Â&#x192;­ Â&#x2018; Â&#x192;Â&#x17D;Â&#x2039;Â?Â&#x2021;Â?Â&#x2013;Â&#x192;­ Â&#x2018;Â&#x192;Â&#x201D;Â&#x2013;Ă&#x20AC;Â&#x2022;Â&#x2013;Â&#x2039;Â&#x2026;Â&#x192;Â&#x2021;Â?Â&#x2013;Â&#x201D;Â&#x2021;Â&#x2018;Â&#x17D;Â&#x2039;Â&#x2013;Â&#x2018;Â&#x201D;Â&#x192;Â&#x17D;Â&#x2026;Â&#x2018;Â?͸Â?Â&#x2039;Â&#x17D;Â&#x160;Ă&#x2122;Â&#x2021;Â&#x2022; FĂłrum Santos Cultural, funde todos setores e gĂŞneros cul- de habitantes e o â&#x20AC;&#x153;planeta Sampaâ&#x20AC;?. Tudo depende dado por vocĂŞ e pelo maeturais. Marketing de guerrilha Â&#x2020;Â&#x2021;Â&#x2014;Â?Â&#x2022;Ă&#x2014;Â&#x2C6;Â&#x192;Â&#x2013;Â&#x2018;Â&#x201D;ÇŁÂ&#x2019;Â&#x2018;Â&#x17D;Ă&#x20AC;Â&#x2013;Â&#x2039;Â&#x2026;Â&#x192;Â&#x2022;Â&#x2019;ĂŻÂ&#x201E;Â&#x17D;Â&#x2039;Â&#x2026;Â&#x192;Â&#x2022;Â&#x2021;Â&#x2C6;Â&#x2018;Â?Â&#x2021;Â?Â&#x2013;Â&#x2018;Â&#x2026;Â&#x2014;Â&#x17D;Â&#x2013;Â&#x2014;ÇŚ stro Gilberto Mendes, em Â&#x2021; DzÂ&#x2019;Â&#x201D;Â&#x2018;Â&#x2DC;Â&#x2018;Â&#x2026;Â&#x192;­ Â&#x2018; Â&#x201C;Â&#x2014;Â&#x2021;Â&#x2022;Â&#x2013;Â&#x2039;Â&#x2018;Â?Â&#x192;Â?Â&#x2013;Â&#x2021;dzǥ ral com governos Ă  altura de nossos talentos. 2004? Mudou algo na culeis nossa marca que se realiza tura santista de lĂĄ para cĂĄ? na produção e reinvindicação Onde estĂĄ a vanguarda santista hoje? O â&#x20AC;&#x153;FĂłrum Santos Culturalâ&#x20AC;? incessantes dos protagonistas foi um marco de aglutinação A vanguarda de Santos estĂĄ na tradição liberda Cultura: os artistas diante tĂĄria somada aos experimentos individuais e coletie convergĂŞncia em torno da os burocratas de plantĂŁo. Cultura nunca visto desde os Â&#x2DC;Â&#x2018;Â&#x2022;Â&#x2020;Â&#x2021;Â&#x2022;Â&#x2021;Â&#x2014;Â&#x2022;Â&#x192;Â&#x201D;Â&#x2013;Â&#x2039;Â&#x2022;Â&#x2013;Â&#x192;Â&#x2022;ǤÂ&#x2021;Â?Â&#x2018;Â&#x2022;Â&#x2030;Â&#x2021;Â&#x201D;Â&#x192;­Ă&#x2122;Â&#x2021;Â&#x2022;Â&#x2020;Â&#x2021;Â?Â&#x2018;Â&#x2DC;Â&#x2018;Â&#x2022;Â&#x192;Â&#x201D;Â&#x2013;Â&#x2039;Â&#x2022;Â&#x2013;Â&#x192;Â&#x2022; HĂĄ uma visĂŁo de que a ĂĄrea Â&#x2019;Â&#x17D;Â&#x17E;Â&#x2022;Â&#x2013;Â&#x2039;Â&#x2026;Â&#x2018;Â&#x2022;ÇĄÂ?ĂŻÂ&#x2022;Â&#x2039;Â&#x2026;Â&#x2018;Â&#x2022;ÇĄÂ&#x2021;Â&#x2022;Â&#x2026;Â&#x201D;Â&#x2039;Â&#x2013;Â&#x2018;Â&#x201D;Â&#x2021;Â&#x2022;ÇĄÂ&#x192;Â&#x2013;Â&#x2018;Â&#x201D;Â&#x2021;Â&#x2022;Â&#x2030;Â&#x192;Â?Â&#x160;Â&#x192;Â?Â&#x2020;Â&#x2018;Â&#x201D;Â&#x2021;Â&#x17D;Â&#x2021;Â&#x2DC;Â&#x2018; tempos de Pagu. A partir dum cultural na Baixada Santis- Â&#x2021;Â?Â&#x2021;Â&#x2022;Â&#x2026;Â&#x192;Â&#x17D;Â&#x192;Â&#x2021;Â&#x2022;Â&#x2013;Â&#x192;Â&#x2020;Â&#x2014;Â&#x192;Â&#x17D;Â&#x2021;Â?Â&#x192;Â&#x2026;Â&#x2039;Â&#x2018;Â?Â&#x192;Â&#x17D;ÇŁÂ&#x192;Â&#x2DC;Â&#x192;Â?Â&#x2030;Â&#x2014;Â&#x192;Â&#x201D;Â&#x2020;Â&#x192;ÂąÂ&#x192;Â&#x201D;Â&#x2021;ÇŚ manifesto reunindo o genial Â&#x2013;Â&#x192;Â&#x192;Â&#x2039;Â?Â&#x2020;Â&#x192;ÂąÂ&#x2020;Â&#x2021;Ď?Â&#x2039;Â&#x2026;Â&#x2039;Â&#x2021;Â?Â&#x2013;Â&#x2021;ǤÂ&#x2022;Â&#x2021;Â&#x2014; Â&#x2022;Â&#x2039;Â&#x2030;Â?Â&#x2039;Ď&#x201D;Â&#x2039;Â&#x2026;Â&#x192;­ Â&#x2018;Â&#x2020;Â&#x2018;Â&#x2022;Â&#x2022;Â&#x2014;Â&#x2019;Â&#x2018;Â&#x201D;Â&#x2013;Â&#x2021;Â&#x2022;ÇĄÂ&#x2C6;Â&#x2018;Â&#x201D;Â?Â&#x192;Â&#x2022;Â&#x2021;Â&#x2026;Â&#x2018;Â?Â&#x2013;Â&#x2021;ĂŻÂ&#x2020;Â&#x2018;Â&#x2022;Â&#x192;Â&#x2019;Â&#x192;Â&#x201D;Â&#x2013;Â&#x2039;Â&#x201D; maestro Gilberto Mendes e com ver, qual a responsabili- Â&#x2020;Â&#x2018;Dz Â&#x2021;Â&#x2022;Â&#x2013;Â&#x2039;Â&#x2DC;Â&#x192;Â&#x17D;ĂŻÂ&#x2022;Â&#x2039;Â&#x2026;Â&#x192;Â&#x2018;Â&#x2DC;Â&#x192;dzǥÂ&#x2020;Â&#x2018;Â&#x2013;Â&#x2021;Â&#x192;Â&#x2013;Â&#x201D;Â&#x2018;Â&#x192;Â?Â&#x192;Â&#x2020;Â&#x2018;Â&#x201D;Â&#x201C;Â&#x2014;Â&#x2021;Â&#x201D;Â&#x2021;Â&#x2022;Â&#x2022;minha mobilização inserimos dade dos governantes, dos Â&#x2022;Â&#x2014;Â&#x201D;Â&#x2030;Â&#x2021;Â?Â&#x192;Â&#x201D;Â&#x192;­Â&#x192;Â&#x2020;Â&#x2018;Â&#x2022;Â?Â&#x2020;Â&#x201D;Â&#x192;Â&#x2020;Â&#x192;Â&#x2022;ÇĄÂ&#x2020;Â&#x2018;Â&#x2019;Â&#x2021;Â?Â&#x2022;Â&#x192;Â?Â&#x2021;Â?Â&#x2013;Â&#x2018;Â&#x2022;Â&#x192;Ă&#x20AC;Â&#x2020;Â&#x2018;Â&#x2020;Â&#x2018; Â&#x2021;Â?Â&#x2020;Â&#x2021;Ď&#x201D;Â&#x2039;Â?Â&#x2039;Â&#x2013;Â&#x2039;Â&#x2DC;Â&#x2018;Â&#x2019;Â&#x2018;Â&#x17D;Ă&#x20AC;Â&#x2013;Â&#x2039;Â&#x2026;Â&#x192;Â&#x2022;Â&#x2019;ĂŻÂ&#x201E;Â&#x17D;Â&#x2039;Â&#x2026;Â&#x192;Â&#x2022; cidadĂŁos e dos prĂłprios DzÂ&#x2022;Â&#x2019;Â&#x192;­Â&#x2018;Â&#x2039;Â&#x2020;Â&#x192;Â&#x2020;Â&#x192;Â?Â&#x2039;Â&#x192;ÇłÂ&#x2020;Â&#x192;Â&#x2018;Â&#x201D;Â&#x2018;Â&#x2026;Â&#x192;Â&#x201E;Â&#x192;Â?Â&#x192;ÇĄÂ&#x2018;Â?Â&#x2018;Â&#x2DC;Â&#x2018;Â?Â&#x2018;Â?Â&#x2021;Â?Â&#x2013;Â&#x2018; como pauta para os governos artistas para que o cenĂĄrio Â&#x2020;Â&#x2021; Â&#x2021;Â?Â&#x2030;Â&#x192;Â&#x152;Â&#x192;Â?Â&#x2021;Â?Â&#x2013;Â&#x2018; Â&#x2020;Â&#x2018; Â&#x2021;Â&#x2022;Â&#x2026;Č&#x201A;Â&#x192;Â?Â&#x2013;Â&#x2018;Â&#x2022;ÇĄ Â&#x2020;Â&#x192; Dz Â&#x2021;Â&#x201D;Â&#x192;­ Â&#x2018; Â&#x2021;Â&#x201D;Â&#x2018; Â?Â&#x2014;Â?Â&#x2039;Â&#x2026;Â&#x2039;Â&#x2019;Â&#x192;Â&#x2039;Â&#x2022;Â&#x2021;Â&#x192;Â?Ă&#x20AC;Â&#x2020;Â&#x2039;Â&#x192;Â&#x2020;Â&#x2018;Â&#x2039;Â&#x2013;Â&#x2018;Â&#x201D;Â&#x192;Â&#x17D; Paulista. Chegamos a organizar debates com mais seja este? Â&#x2021;Â&#x201D;Â&#x2018;ÇłÂ&#x201C;Â&#x2014;Â&#x2021;Â?Â&#x2021;Â&#x2026;Â&#x2018;Â&#x17D;Â&#x2018;Â&#x2026;Â&#x192;Â&#x2021;Â?Â&#x2013;Â&#x201D;Â&#x2021;Â&#x2021;Â&#x2022;Â&#x2026;Â&#x201D;Â&#x2039;Â&#x2013;Â&#x2018;Â&#x201D;Â&#x2021;Â&#x2022;Â&#x2020;Â&#x192;DzÂ&#x2018;Â&#x2DC;Ă&#x20AC;Â&#x2022;Â&#x2022;Â&#x2039;Â?Â&#x192; Â&#x2020;Â&#x2021;Ď&#x201D;Â&#x2039;Â&#x2026;Â&#x2039;²Â?Â&#x2026;Â&#x2039;Â&#x192;ÂąÂ&#x2021;Â&#x2022;Â&#x2013;Â&#x201D;Â&#x2014;Â&#x2013;Â&#x2014;Â&#x201D;Â&#x192;Â&#x17D;ÇĄÂ?Â&#x192;Â&#x2022;Â&#x201D;Â&#x2021;Â&#x2DC;Â&#x2021;Â&#x201D;Â&#x2022;Ă&#x20AC;Â&#x2DC;Â&#x2021;Â&#x17D;ǤÂ&#x2022;Â&#x2020;Â&#x2021;- Â&#x2039;Â&#x2013;Â&#x2021;Â&#x201D;Â&#x192;Â&#x2013;Â&#x2014;Â&#x201D;Â&#x192;Â&#x201D;Â&#x192;Â&#x2022;Â&#x2039;Â&#x17D;Â&#x2021;Â&#x2039;Â&#x201D;Â&#x192;ÇłÂ&#x192;Â&#x2018;Â?Â&#x2021;Â&#x2022;Â?Â&#x2018;Â&#x2013;Â&#x2021;Â?Â&#x2019;Â&#x2018;Â&#x201C;Â&#x2014;Â&#x2021;Â&#x2013;Â&#x2021;Â?Â&#x2018;Â&#x2022;Â&#x2021;Â&#x2022;de 200 artistas e intelectuais de expressĂŁo nacional Â&#x2021;Â&#x192;Â&#x2013;Â&#x2014;Â&#x192;­ Â&#x2018;Â&#x201D;Â&#x2021;Â&#x2030;Â&#x2039;Â&#x2018;Â?Â&#x192;Â&#x17D;Â?Â&#x192;Â&#x201E;Â&#x2014;Â&#x2022;Â&#x2026;Â&#x192;Â&#x2020;Â&#x2021;Â&#x2019;Â&#x201D;Â&#x2018;Â&#x2019;Â&#x2018;Â&#x2022;Â&#x2013;Â&#x192;Â&#x2022;Â&#x2026;Â&#x2018;Â?Â&#x2013;Ă&#x20AC;Â?Â&#x2014;Â&#x192;Â&#x2022;ÇĄ Ď&#x201D;Â&#x2039;Â&#x2026;Â&#x2039;²Â?Â&#x2026;Â&#x2039;Â&#x192;Â&#x2022;Â&#x2022; Â&#x2018;Â&#x2C6;Â&#x201D;Â&#x2014;Â&#x2013;Â&#x2018;Â&#x2020;Â&#x192;Â?Â&#x2018;Â&#x201D;Â&#x2020;Â&#x192;­Â&#x192;Â&#x2019;Â&#x2018;Â&#x17D;Ă&#x20AC;Â&#x2013;Â&#x2039;Â&#x2026;Â&#x192;Â&#x2022;Â&#x2018;Â&#x201E;Â&#x192;Â&#x2020;Â&#x2039;Â&#x2013;Â&#x192;- critores como Marcelo Ariel e Ademir Demarchi com nĂŁo personalistas e orgânicas para Arte e o pensa- Â&#x2020;Â&#x2014;Â&#x201D;Â&#x192; Â?Â&#x2039;Â&#x17D;Â&#x2039;Â&#x2013;Â&#x192;Â&#x201D;ÇĄ Â&#x2019;Â&#x2018;Â&#x2022;Â&#x2013;Â&#x2021;Â&#x201D;Â&#x2039;Â&#x2018;Â&#x201D;Â?Â&#x2021;Â?Â&#x2013;Â&#x2021; Â&#x2019;Â&#x2021;Â&#x17D;Â&#x192; Â&#x192;Â&#x17D;Â&#x2039;Â&#x2021;Â?Â&#x192;­ Â&#x2018; Â&#x2020;Â&#x2018;Â&#x2022; mesma escala literĂĄria nacional de importância. A mento criativo. Nosso objetivo foi alcançado: Cul- governos â&#x20AC;&#x153;papa-mansuristasâ&#x20AC;? em tratar Cultura de vanguarda estĂĄ na resistĂŞncia Ă  idiotização que tenta tura tornou-se um tema nĂŁo elitizado e constante; Â?Â&#x2018;Â&#x2020;Â&#x2018; Ď&#x201D;Â&#x2039;Â&#x2022;Â&#x2039;Â&#x2018;Â&#x17D;Ă&#x2014;Â&#x2030;Â&#x2039;Â&#x2026;Â&#x192; Â&#x2021; Â&#x2022;Â&#x2014;Â&#x2019;Â&#x2021;Â&#x201D;Ď&#x201D;Â&#x2039;Â&#x2026;Â&#x2039;Â&#x192;Â&#x17D; Â&#x2021;Â? Â&#x192;Â?Â&#x2013;Â&#x2018;Â&#x2022;ÇĄ Â&#x2C6;Â&#x192;Â&#x17D;Â&#x2013;Â&#x192; Â&#x2020;Â&#x2021; Â&#x2C6;Â&#x192;Â&#x153;Â&#x2021;Â&#x201D;Â&#x2020;Â&#x2021;Â?Â&#x2018;Â&#x2022;Â&#x2022;Â&#x192;Â&#x201D;Â&#x2021;Â&#x2030;Â&#x2039; Â&#x2018;DzÂ&#x2014;Â&#x201E;Â&#x192;Â&#x2039;Â&#x2020;Â&#x2018;Â&#x201D;Â&#x2021;Â&#x152;Â&#x2018;dzǤ

O CONTO DA BARRACUDA! Seção dedicada a mostrar os novos talentos da escrita. Os interessados podem enviar conto inÊdito, de atÊ 3 mil caracteres para jornalobarracuda@gmail.com. O texto selecionado serå publicado na próxima edição

Sete e Quinze SĂŁo sete e dez da manhĂŁ. Sete e quinze eu preciso estar de pĂŠ. NĂŁo posso me atrasar. Se eu me atrasar eu pego mais semĂĄforos vermelhos do que o habitual e nĂŁo consigo chegar a tempo de estacionar na melhor vaga da empresa. Com isso terei que andar o dobro do que estou acostumado para chegar ao elevador. Com o atraso eu acabo encontrando o Seu AntĂ´nio no terceiro andar Â&#x2021;Â&#x2021;Â&#x17D;Â&#x2021;Â&#x2DC;Â&#x192;Â&#x2039;Â&#x2019;Â&#x2014;Â&#x161;Â&#x192;Â&#x201D;Â&#x192;Â&#x2022;Â&#x2022;Â&#x2014;Â?Â&#x2013;Â&#x2018;ÇĄÂ&#x2DC;Â&#x192;Â&#x2039;Â&#x2C6;Â&#x192;Â&#x17D;Â&#x192;Â&#x201D;Â&#x2020;Â&#x2018;Ď?Â&#x2039;Â? de semana na casa da praia e, como eu procuro ser sempre simpĂĄtico, vou acabar me atrasando mais ainda. Eu nĂŁo posso me atrasar para levantar. Se eu me atrasar eu vou ter que tomar cafĂŠ da manhĂŁ rĂĄpido e, mesmo conseguindo escapar do Seu AntĂ´nio, corro o risco de queimar a lĂ­ngua com

o cafĂŠ quente. Se eu me atrasar nĂŁo vou atender a um telefonema importante e vou perder tempo retornando a ligação. EntĂŁo, com o atraso, vou me atrasar para o almoço e acabarei encontrando o Seu AntĂ´nio na portaria da empresa, fazendo com que eu atrase mais ainda. O atraso farĂĄ com que eu me esqueça de ligar para a minha mulher. Quando eu chegar em casa ela vai começar uma discussĂŁo e isso vai atrasar a janta. Jantando mais tarde eu acabo dormindo mais tarde e isso vai me fazer acordar, no outro dia, atrasado. Eu nĂŁo posso me atrasar para levantar. Se eu me atrasar eu nĂŁo darei Â&#x201E;Â&#x2018;Â?Â&#x2020;Â&#x2039;Â&#x192;Â&#x2019;Â&#x192;Â&#x201D;Â&#x192;Â&#x192;Â?Â&#x2039;Â?Â&#x160;Â&#x192;Ď?Â&#x2039;Â&#x17D;Â&#x160;Â&#x192;Â&#x2021;Â&#x2039;Â&#x2022;Â&#x2022;Â&#x2018;Â&#x2C6;Â&#x192;Â&#x201D;Â&#x17E; com que o rendimento escolar dela seja baixo. Vou me atrasar tendo que

@

Marcus Di Bello

comparecer Ă s reuniĂľes da escola. Se eu me atrasar para levantar nĂŁo terei tempo de ler jornal. NĂŁo saberei falar sobre o crescimento do nĂşmero de mortos por cĂłlera no Haiti e sobre as Ăşltimas açþes do departamento de justiça dos Estados Unidos. EntĂŁo serei obrigado a conversar sobre trabalho com o meu chefe. A conversa vai durar mais e vou me atrasar para fazer todas as tarefas da parte da manhĂŁ. Vou atrasar todo o serviço e Â&#x2019;Â&#x201D;Â&#x2021;Â&#x2026;Â&#x2039;Â&#x2022;Â&#x192;Â&#x201D;Â&#x2021;Â&#x2039;Ď?Â&#x2039;Â&#x2026;Â&#x192;Â&#x201D;Â?Â&#x192;Â&#x2021;Â?Â&#x2019;Â&#x201D;Â&#x2021;Â&#x2022;Â&#x192;Â?Â&#x192;Â&#x2039;Â&#x2022;Â&#x2013;Â&#x2021;Â?po depois do meu expediente. Chegarei mais tarde em casa e dormirei menos. Se isso acontecer eu nĂŁo vou conseguir levantar no horĂĄrio certo. Eu nĂŁo posso me atrasar. Sete e quinze eu preciso estar de pĂŠ. Se eu

me atrasar eu atraso a minha mulher, que sempre arruma a cama quando eu levanto. Se ela se atrasar, o cafĂŠ da manhĂŁ atrasa. Eu nĂŁo vou tomar cafĂŠ para evitar queimar a lĂ­ngua, entĂŁo ela vai fazer suco de laranja, que demora mais. Vou encontrar o porteiro do prĂŠdio, que vai falar do barulho de furadeira aos sĂĄbados e eu vou perder tempo explicando que ĂŠ o FĂĄbio do 302 que usa. Vou me atrasar para chegar na garagem do prĂŠdio. Vou chegar atrasado na empresa, mas escapo do Seu AntĂ´nio. SĂł que estarei tĂŁo atrasado que Ď?Â&#x2039;Â&#x2026;Â&#x192;Â&#x201D;Â&#x2021;Â&#x2039;Â&#x2019;Â&#x2021;Â?Â&#x2022;Â&#x192;Â?Â&#x2020;Â&#x2018;Â?Â&#x2039;Â&#x2022;Â&#x2022;Â&#x2018;Â&#x2018;Â&#x2020;Â&#x2039;Â&#x192;Â&#x2013;Â&#x2018;Â&#x2020;Â&#x2018;Â&#x2021;Â&#x2DC;Â&#x2018;Â&#x2014; me atrasar mais ainda. Eu nĂŁo posso me atrasar para levantar. Eu ainda estou deitado. Olho para o relĂłgio e jĂĄ sĂŁo sete e dezesseis.

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PASSADO EM MOVIMENTO

Tempos abolicionistas Com grandes mobilizações a favor da abolição da escravatura, Santos teve importante papel nesse processo, tanto dos movimentos quilombolas como de lideranças políticas Anderson Bianchi/PMS

A vinda da Princesa Isabel e de seu esposo, o francês Conde d’Eu marcava de vez a importância de Santos para a abolição dos escravos. Em 1888, a princesa era saudada na então Casa de Câmara de Santos: uma espaçosa instalação de arquitetura típica da época em plena Praça dos Andradas. Desde então, a plenária que levaria os debates e discussões dos parlamentares santistas para sempre receberia seu nome: a primeira mulher de autoridade política do País a nos visitar. Tantas láureas à princesa mostravam o grande vínculo da população santista aos escravos. Por

de soldados paulistas. Ao entrar na cidade, porém, o trem que levava o exército não pôde desembarcar em Santos por pressão de um grupo de senhoras abolicionistas. Desde então, nunca mais voltaram. O quilombo enalteceu o nome de Quintino de Lacerda, conhecido nacionalmente pelo movimento abolicionista e sendo eleito, em Quilombo do Jabaquara, 1893 como o priem Santos chegou a meiro vereador ser o segundo maior negro do País. refúgio dos negros Voltando à época antes da escravizados no Brasil Lei Áurea, outros O Teatro Guarany, hoje restaurado, foi palco de acaloradas manifestações quilombos eram abolicionistas exemplo, em 1850, Santos tinha mantidos pela 3.189 escravos para uma popula- Cidade: como o de Pai Felipe e de ção livre de 3.956 habitantes. Por Santos Pereira, vulgo Santos Gar‹••‘ǡ  ‘ ‡”ƒ †‹ϐÀ…‹Ž †‡ ‡–‡†‡” rafão. Logo o município se tornou o apreço dos santistas pelos es- o grande protetor dos escravos. Alcravos que se refugiavam ao des- guns soldados do Governo Imperial cer a Serra do Mar. Em 1882, por também compartilhavam a causa exemplo, o município guardava o com os abolicionistas, favorecenGrande líder negro, Quintino segundo maior refúgio do País aos do ainda mais a passagem dos fu- de Lacerda nasceu em Sergipe, já negros fugitivos: o Quilombo do gitivos para Santos e lhes pagando escravizado, na cidade serrana de Jabaquara. a carta de alforria. Assim, ainda Itabaiana, na década de 1830. Foi O reduto foi decidido em uma em 1887, os negros residentes em vendido para São Paulo, onde foi foi reunião secreta de santistas aboli- Santos tornavam-se livres da lei da escravo de Antônio de Lacerda Francionistas. Tratava-se de uma cessão escravidão. co, de quem teria ganho a liberdade do terreno de Mathias Costa, sendo Muitos movimentos e mani- por conta da amizade com o senhor, que os quilombolas se organizaram festações em prol à libertação dos de quem ainda herdou o sobrenome. em torno de sua casa de campo. escravos foram feitos em Santos Quintino adquiriu as terras que Dezenas de barracos construídos com o auxílio de abolicionistas, sol- formaram o Quilombo de Jabaquara. com dinheiro da própria população dados e dos negros fugitivos. O epi- Em 1985, foi eleito vereador da Câsantista abrigaram os negros. Além centro de toda essa efervescência mara de Santos, o primeiro vereador processo político na cidade. disso, havia armazéns no local pos- na Cidade era justamente a Praça negro do País, antes mesmo da Sua eleição causou crise política sibilitando alimentação e outros dos Andradas, onde estavam a Câ- abolição da escravatura. fomentada pelos setores racisprodutos às famílias. Alforriado de mara Municipal de Santos, e ainda Na assinatura da Lei Áurea, foi- tas, que negaram sua posse como Lacerda Franco, o negro Quintino o Teatro Guarany, palco de inúme- lhe entregue relógio de ouro com vereador, mas Quintino vence na de Lacerda foi apontado como o ros discursos eloquentes dos abo- a seguinte inscrição: “Lei de 13 de Justiça, e chegou a ser presidente da responsável para cuidar dos fugiti- licionistas. Por isso, a Princesa Isa- maio de 1888. Homenagem popular Câmara, de forma interina. vos, junto a seus então sentinelas. bel fez questão de entrar nos dois ao abolicionista Quintino de LacerQuintino morreu em 10 de agosto Sinônimo de “escândalo subver- locais, , dando o devido respeito ao da. Santos-1888”. de 1898, de ataque cardíaco, acomsivo” pela Província de São Paulo, o ar politizado e vanguardista da poCom a abolição, lança-se à luta panhado por um grande número de quilombo foi alvo de um batalhão pulação solidária às causas sociais. política, incorporando os negros ao pessoas até o Cemitério do Paquetá.

Quintino de Lacerda, herói negro


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AGENDA

Baixada Santista na agenda dos artistas nacionais Caminhos da Independência, Curta Santos e Bienal Sesc de Dança estão entre as principais atrações Durante o mês de setembro, importantes eventos do meio artístico trarão grandes nomes das artes o Brasil para a Região. Entre os dias 7 a 10 de setembro, o Jardim Casqueiro, em Cubatão, será o palco da encenação ao ar livre “Caminhos da Independência’” Realizado há dez anos, o espetáculo tem direção e roteiro assinados mais uma vez por Amauri Alves. A produção é de responsabilidade de Lou- O santista rimar Vieira, diretor do Teatro do Kaos. A encenação conta com a participação de 300 pessoas da comunidade, integrando o elenco. Em formato musical, a peça traz as participações especiais do ator santista Maxwell Nascimento e o global Gabriel Braga Nunes. Nascido em Santos, o jovem Maxwell foi revelado em nível nacional em ‘Querô’, de 2007. Nas últimas temporadas de ‘Malhação’, Maxwell também garantiu seu espaço na televisão.

Divulgação PMC

BIENAL SESC DE DANÇA

Maxwell Nascimento e Lourimar Vieira ROSEMARY EM SAMPA Após um ano de sucesso em Santos e outras cidades da Região, a peça sobe a serra e entra em temporada no Teatro Ruth Escobar, em São Paulo. Dirigido por André Leahun, o espetáculo conta com Kadu Veríssimo, Junior Brassalotti e Luiz Fernando Almeida no elenco. Com inspiração nas antigas chanchadas do cinema brasileiro, programas de auditório, besteirol e espetáculos de circo, mostra o embate entre as irmãs Rosy e Betty Blue, aventuras e desventuras em busca da fama, sucesso e reconhecimento. O espetáculo é realizado pela Casa 3 de Artes e co-produzido pela A Confraria Produções Artísticas, Superbacana Produções e Associação Cultural Olhar Caiçara.

De 2 a 8 de setembro, Santos sedia um dos maiores festivais de dança do país: a 7ª Bienal Sesc de Dança. Além de difundir o que há de vanguarda na dança contemporânea mundial, o evento terá discussões sobre a linguagem da dança e a política cultural para a área. O ϐ‹ƒ…‹ƒ‡–‘†ƒ•…‘’ƒŠ‹ƒ•†‡†ƒ­ƒ•‡”ž—†‘• temas em debate. Serão 33 companhias de várias regiões do país, além de representantes da Argentina, Bélgica, França, do Senegal e Uruguai. Serão 21 espetáculos a preços populares, oito intervenções gratuitas pela cidade, cinco videoinstalações e atividades formativas, entre elas, palestras que falam sobre os bastidores da dança e de produção de um espetáculo. As apresentações serão no Sesc, e nos teatros Guarany, Brás Cubas e Coliseu. O preços dos ingressos varia entre R$ 2,50 e R$ 10. A programação consta no http:// www.mostrasescdeartes.com.br/bienaldanca2011. Marc Coudrais

CURTA SANTOS Na semana seguinte, o 9º Festival Santista de Curtas Metragens – Curta Santos entra em circuito de 13 a 17 de setembro. Além de oferecer a Espetáculo “Pudique-Acide/Extasis”, na ‘ϐ‹…‹ƒ †‡ ‹–‡”’”‡–ƒ­ ‘ †‘ –—†‹‘ Bienal Sesc de Dança Fátima Toledo, o festival também promete as presenças de Etty Fraser, Nydia Lícia, Lais Bodanzky e Nuno Leal Maia. FESTES VEM AÍ! O grande homenageado do festiEstá chegando o 6º Festes - Festival de Teatro de Estudantes de Sanval, o santista Nuno Leal Maia, gravatos “Paschoal Carlos Magno”. Acontecem apresentações nas mostras rá o seu nome na Calçada da Fama competitivas e paralelas. Carlos Alberto Soffredini (1939-2001) será no Cine Roxy. O ator destacou-se nos o grande celebrado. anos 80 e 90 em suas memoráveis O festival será de 08 a 15 de outubro, no Teatro Municipal Braz atuações nas telenovelas ‘A Gata CoCubas e no Teatro Guarany. A realização é da Prefeitura Municipal de meu’, ‘Top Model’ e ‘Mandala’. Nuno Leal Maia recebe Santos, por meio da Secretaria Municipal de Cultura. A programação completa poderá homenagem no Curta Santos ser consultada no www.curtasantos. com.br. Visite o http://blogobarracuda.blogspot.com, e veja mais atrações culturais

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O Barracuda #1  

Edição #1 do Jornal do Movimento Teatral da Baixada Santista Set/Out 2011

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