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Em uma de nossas escolas preferidas, demos aos alunos da oitava série um texto sobre bullying para que lessem. Pedimos que imaginassem que isso estava acontecendo com eles. É um novo ano escolar e tudo parece ir muito bem. De repente, alguns dos alunos mais populares da escola começam a atormentar e xingar você. No início, você não dá importância — essas coisas acontecem. Mas aquilo continua. Todos os dias, eles o seguem, provocam, ridicularizam suas roupas e sua aparência e dizem que você é um fracassado, diante de todos. Todos os dias. Depois pedimos que escrevessem o que achavam daquilo e o que fariam ou desejariam fazer naquela situação. Inicialmente, os alunos de mindset fixo julgaram o incidente de maneira mais pessoal. Disseram: “Eu acharia que não era ninguém e que ninguém gostava de mim”, ou “Eu acharia que era burro, estranho e desajustado”. Em seguida desejaram vingança violenta, dizendo que explodiriam de raiva, dariam socos ou os atropelariam. Concordaram veementemente com a afirmação: “Meu principal objetivo seria a vingança”. Tinham sido julgados e queriam julgar de volta. Foi o que fizeram Eric Harris e Dylan Klebold, os atiradores de Columbine. Eles julgaram de volta. Durante algumas horas, longas e terríveis, decidiram quem viveria e quem morreria. Em nosso estudo, os alunos de mindset de crescimento não se mostraram tão dispostos a considerar as provocações um reflexo do que realmente eram. Em vez disso, acharam que se tratava de um problema psicológico dos bullies, um meio que utilizavam para elevar seu status e sua autoestima. “Acho que ele me provoca porque tem problemas em casa, ou notas ruins na escola.” Ou então: “Eles precisam ter vida própria, e não somente sentir-se bem fazendo com que eu me sinta mal”. Em muitos casos, planejavam educar os atormentadores: “Eu, na verdade, conversaria com eles. Faria perguntas (por que estão dizendo essas coisas e por que estão fazendo tudo isso comigo)”. Ou: “Enfrentaria a pessoa e discutiria o assunto; eu preferiria tentar mostrar a eles que não estavam sendo engraçados”. Os estudantes de mindset de crescimento também concordaram veementemente neste ponto: “Eu gostaria de acabar perdoando-os” e “Meu objetivo principal seria ajudá-los a se tornar pessoas

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Mindset_ A nova psicologia do sucesso - Carol Dweck  

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