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Sexta-feira, 26 de agosto de 2011

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Sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Agenda Sindicato Rural expõe novo banner sobre Código Florestal FOTO DIVULGAÇÃO

A Comissão de Produtoras Rurais: Denise Cavol, Angela Sella, Tatiana Giacomolli Matiotti, Lisiane Arsego Vargas e Rosane Hepp Ma A conscientização através do voto durante as eleições é fundamental para acompanhar futuramente o trabalho de um político. No início do ano, foi exposto um banner na fachada do Sindicato Rural de Carazinho com o intuito de que a comunidade pudesse observar o que os Deputados Federais, que foram eleitos pelo Rio Grande do Sul estão fazendo a respeito do Código Florestal. “Afinal, eles estão votando a favor da produção de alimentos preservando o meio ambiente ou contra?”, indagou o presidente do Sindicato Rural, Carlos Scheibe em entrevista realizada no mês de fevereiro. O texto do novo Código Florestal foi aprovado na Câmara Federal por 410 dos 503 deputados, mas ainda está longe de se tornar lei. A discussão agora é no Senado. Por isso, o Sindicato Rural apresentou um segundo banner, desta vez, a entidade pretende questionar a manifestação dos Senadores em relação ao tema. A tendência é que, na essência, o texto que passou na Câmara seja alterado no Senado, inclusive em questões fundamentais. O novo Ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, afirma que é possível haver um entendimento entre ambientalistas e produtores rurais em torno do novo Código Florestal. “Ambos têm preocupação com o meio ambiente e com a produção”, destacou em discussão no Senado. Segundo o Deputado Federal Aldo Rabelo (PC do B), o Novo Código Florestal servirá para orientar o país nas questões da proteção às florestas, aos cuidados com o meio ambiente e, ao mesmo tempo, com nossa necessidade de continuar expandindo o agronegócio, até para alimentar o Brasil e o mundo. Na tarde desta quarta-feira (24) Scheibe colocou, na fachada da entidade, um banner informando o nome dos Senadores e um espaço onde será preenchido o voto do parlamentar. O Sindicato Rural divulgará este banner e os resultados da votação do Código Florestal em todos os veículos de comunicação para que toda a população saiba como seus Senadores manifestarão seus votos. Comissão de Produtoras Rurais comemora aniversário A partir do empenho de um grupo de mulheres empreendedoras, teve início a Comissão de Produtoras Rurais do Sindicato Rural de Carazinho. Segundo a coordenadora, Denise Cavol, a Comissão tem como missão integrar e promover o conhecimento e valorização das mulheres no agronegócio. Em parceria com o Sindicato Rural vem promovendo palestras e cursos para os associados e seus colaboradores rurais, contribuindo assim, para o aprimoramento e a atualização, além de possibilitar novas oportunidades de negócios. No último dia 12, a Comissão de Produtoras Rurais comemorou seus quatro anos. A ocasião contou com a presença da diretoria do Sindicato Rural, associados, autoridades e amigos. Contou também com dois palestrantes, a proprietária da empresa Bia Brazil Fitness, Beatriz Dockhorn, e o produtor rural e presidente do Sindicato Rural, Carlos Eduardo Scheibe. Beatriz destaca-se, atualmente, por seu exemplo de mulher empreendedora que faz sucesso no mercado externo. Scheibe mantém uma gestão diferenciada, por meio de ações envolvendo os colaboradores obtendo resultados positivos em sua propriedade. O mesmo apresentou seu case de gestão em sua propriedade rural. Hoje, a Comissão de Produtoras Rurais conta com cinco mulheres: Angela Sella, Denise Cavol, Lisiane Arsego Vargas, Rosane Hepp Ma e Tatiana Giacomolli Matiotti. Durante o evento, Denise Cavol transferiu seu cargo de coordenadora para Rosane Hepp Ma. A comemoração de aniversário do grupo foi realizada em Carazinho, no salão de eventos do Hotel Plazza Sul. Opinião das produtoras A esposa de produtor rural e advogada, Liege Giaretta Souilljee parabeniza a Comissão: “Comprometimento, disponibilidade, competência e sucesso são palavras que se encaixam perfeitamente para definir o trabalho realizado pela Comissão de Produtoras Rurais de Carazinho. O evento de aniversário veio em um momento especial para coroar de êxito esses quatro anos de surpreendentes trabalhos por elas realizado. A elas só tenho a agradecer por serem um combustível motivacional e profissional para todas nós e, acima de tudo, pelo carinho e amizade. Parabéns por essa grande família que vocês conquistaram e cultivam tão bem”. Em depoimento, a produtora rural, Lucimara Rheinheimer, enfatiza a importância desse grupo de mulheres. “O que posso dizer da Comissão de Produtoras Rurais de Carazinho é que tiveram fibra, força de vontade, determinação e coragem de colocar a mulher produtora ou esposa de produtores mais próximas das atividades agrícolas, e assim, aproximando-as mais do Sindicato Rural. Quero dar os parabéns a essas cinco mulheres guerreiras da Comissão de Produtoras Rurais pelos quatro anos de sucesso de atuação junto ao Sindicato Rural”.

Expointer

A 34ª Expointer acontece de 27 de agosto a 4 de setembro no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Cerca de 600 mil pessoas são esperadas nesta que é a maior feira do agronegócio na América Latina. Serão nove dias em que o Rio Grande do Sul mostrará ao mundo as suas principais riquezas, fruto do trabalho de sua gente. Esta edição leva a marca da inovação e da qualidade como fatores que impulsionam a economia gaúcha, fortalecendo o projeto de desenvolvimento sustentado. Estarão em exposição as modernas tecnologias, as máquinas mais modernas, o que de melhor a genética em pecuária do Estado tem. Os melhores exemplares das raças criadas em solos gaúchos. São mais de 4 mil animais representando mais de 150 raças. Cerca de três mil expositores. Vendas superiores a R$ 850 milhões. Mais de 390 eventos entre palestras e seminários.

Máquinas agrícolas

As perspectivas de mercado, novas tecnologias e as recentes regulamentações de máquinas agrícolas no Brasil, considerado um dos principais fabricantes do mundo na área, estarão em pauta durante o Simpósio SAE BRASIL de Máquinas Agrícolas. O encontro, realizado pela Seção Regional Porto Alegre da SAE BRASIL, será no dia 1º de setembro, no Centro de Convenções da Fiergs (Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul), em Porto Alegre (av. Assis Brasil, 8787). Com o objetivo de aumentar a eficiência na produção de máquinas agrícolas e, assim, atender às crescentes necessidades agroeconômicas mundiais, o simpósio promoverá diálogo entre os principais fabricantes de máquinas agrícolas, implementos e componentes, setores empresariais e governamentais, entidades e instituições de ensino.

Fórum Internacional

A agricultura é uma das atividades econômicas que mais serão impactadas com os efeitos do aquecimento global. Mas o setor também se coloca em posição de destaque entre as oportunidades da chamada “economia do clima”. É com esse entendimento que a pesquisadora do Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudança Climática - Centro Clima / COPPE / UFRJ, Carolina B. S. Dubeux, falará sobre o tema “Buscando uma economia verde com a agricultura”, durante o Fórum Internacional de Estudos Estratégicos para o Desenvolvimento Agropecuário e Respeito ao Clima (FEED 2011), nos dias 5 e 6 de setembro, no auditório da Fecomércio, em São Paulo. O Fórum, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), reunirá especialistas brasileiros e estrangeiros em uma série de debates sobre as mudanças climáticas e os desafios de alimentar mais e emitir menos CO2. As inscrições são gratuitas, e devem ser feitas até o dia 30 de agosto pela internet: http://www.feed2011.com.br.

Algodão

O 8º Congresso Brasileiro do Algodão & Cotton Expo 2011, promovido pela (ABRAPA), Associação Brasileira dos Produtores de Algodão,acontece de 19 a 22 de setembro, em São Paulo. As inscrições e informações podem ser obtidas pelo e-mail: contato@cba2011sp. com.br e telefone: (11) 5084-1383. O evento reunirá produtores, pesquisadores e empresas ligadas ao algodão. O conteúdo programático do evento abordará a área produtiva, as pesquisas e as inovações necessárias ao desenvolvimento de todo o setor.

a t i e c e R e m e r C e d Sopa ada Vitamin : Ingredientes botiá ca ga an or m -½ s ia éd m s - 2 batata ia éd m la bo - 1 ce alho - 2 dentes de o tã en m pi -½

- 2 ovos ) de sal - 1 colher (chá z a) óleo de arro op (s es er lh - 3 co do la ra a) gengibre - 1 colher (sop do ro verde pica pe m te ho ol -1m o st go - gergelim a

escasca. Com nga com a or. a paro: ri or re te m p in a e u d se o em Mod eio e retire o é lavar b m ss a o p a zia ro co ei ng O prim oque para te a mora neutro. Cor panela. Col m o à co ã b o ve nt sa le ju e e s, ponja oranga scascada edaços a m caldo tatas, já de o a b ce s di a er ém Corte em p sp b r. Não de e minutos tam liquidificado nga. Utilize nhar por 20 coloque no zida a mora , co ós ue o p A fiq nd . a di se o. Liqui a morang ndo estava has de cald io panela qua Umas 3 conc ada no iníc r. tir do que ficou na re a i fo fic di ue ui q a liq ng na no a o ou or nt m ldo que fic coloque ju semente da ante do ca bocentando a ainda o rest o adinho, a ce tudo, acres ic nd p a iz o til tã U . en os im p ve ov o Le e . os on e também sal e o óleo eros. Adici ladinho, o ue os temp nte ra q ce lo re es co ib , cr g a la , en pane lho, o g utos. Após picada, o a s por 3 min minutos la também ingrediente por mais 5 os xe m ei co D la r. ne do a a p e queijo a fic o di im g ui el fo ao ha, o gerg atido no liq in b ls i fo sa a ue , q to o creme centar a gos Pode acres fervendo. car ater/RS-As parmesão. nte: Site Em Fo

ESPAÇO ECOLÓGICO

Combatendo as pulgas

Pulga é o nome comum dos insetos sem asas da ordem Siphonaptera. As espécies mais importantes são: Pulga do homem (Pulex irritans), pulga do gato (Cetenocephalides felis) e a pulga do cachorro (Cetenocephalides canis). A pulga dos ratos (Xenopsylla cheopis) é a mais perigosa para o homem, sendo um dos vetores da peste bubônica ou peste negra. Outra espécie de caráter importante é a pulga da galinha (Echidnophaga gallinacea). Uma pulga fêmea pode depositar aproximadamente 2000 ovos durante sua vida. Receita para o manejo das pulgas: 2 copos médios de álcool comum; 1 Copo de água filtrada - de preferência um copo de chá de alecrim (bem forte);3 Pedrinhas de cânfora (encontra-se na farmácia; existem dois formatos: um quadradinho tipo pastilha - este coloca-se 3 unidades; e também pode ser encontrado pedrinhas menores tipo comprimidos que pode ser usado 5 unidades; misturar em um difusor, um desses sprays que você deve ter em casa, e aplique diretamente no animal evitando os olhos e boca. Você verá as pulgas saírem do pêlo na mesma hora. Aplique no ambiente todos os dias até notar que não há mais pulgas. ATENÇÃO: tem um segredo para preparar: você precisa derreter a cânfora no álcool e depois de derretida adicionar a água ou o chá de alecrim. É importante porque se você colocar a Profª. Ms. Danusa Ribeiro Bióloga CRBio 28071/RS cânfora na água ela coagula e não derMicrobiologista Agrícola e do Meio Ambiente rete e aí vai entupir o caninho do spray. danusa.ribeiro@yahoo.com.br danusa@upf.br


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MINISTÉRIO DA AGRICULTURA

N ÁLISE

Nei Mânica apóia indicação de Mendes Ribeiro

A solenidade de posse do novo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho (PMDB/RS), foi uma das mais concorridas desde que a presidente Dilma Rousseff começou a substituir os nomes à frente dos ministérios. Realizada na terça-feira (23), a cerimônia contou com a presença de deputados Federais e Estaduais do Rio Grande do Sul, senadores gaúchos e lideranças de entidades representativas da classe. Ao ser oficializado no cargo, o novo ministro afirmou em seu discurso que não pode chegar ao ministério “querendo mudar o que não precisa”. “Guardarei as mudanças ao que for necessário, e chegarei ao necessário por orientação da Presidência da República”, disse. Mendes Ribeiro comparou seu trabalho na pasta ao “exemplo diário de milhões de agricultores e produtores, que sabem que as vidas e as decisões passam por ciclos. A colheita de amanhã depende da capacidade de temperar a terra, semear o grão, regar, cuidar, observar”. O deputado gaúcho do PMDB, que afirmou conhecer as necessidades dos produtores agrícolas, também defendeu a “valorização do servidor” e a “gestão pública com qualidade e eficiência”. Para o presidente da Cotrijal, Nei César Mânica, o fato de o novo ministro ser gaúcho é positivo para o Estado. “Mesmo que o deputado Mendes Ribeiro não tenha uma relação direta com o setor primário, o mais importante é a equipe de trabalho que ele está formando. Nós, inclusive, tivemos a oportunidade de sermos consultados para participar da indicação de alguns nomes e isso é importante, porque demonstra a importância do cooperativismo no agronegócio”, avaliou ele, acrescentando que “sendo gaúcho e com bom assessoramento, vai ser bom para o Brasil e, principalmente, para os gaúchos, pois poderemos continuar sendo os pioneiros em temas de

MERCADO

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Mercado doméstico segue operando em ritmo lento Analista de Mercado da Safra & Mercado, Michael Prudêncio

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Presidente da Cotrijal espera um posicionamento forte do novo Ministro

Exemplo diário de milhões de agricultores e produtores, que sabem que as vidas e as decisões passam por ciclos. A colheita de amanhã depende da capacidade de temperar a terra, semear o grão, regar, cuidar, observar.

Cerimônia de posse do ministro Mendes Ribeiro ocorreu na terça-feira (23) e foi prestigiada por inúmeras lideranças políticas do Rio Grande do Sul. Para o presidente da Cotrijal, o novo ministro irá contribuir para a expansão do setor agrícola

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agronegócio, como expansão de áreas no Brasil, defesa do Código Florestal, implantação da biotecnologia, seguros agrícolas e renegociações”. Mânica disse ainda esperar um posicionamento forte do novo ministro. “Não podemos ter um Ministério e um ministro que faça somente a parte política de agradar a todos. Temos que ter um ministro que entenda as dificuldades do agronegócio e imponha uma posição forte. O ministro anterior vinha trabalhando para que se desmembrasse do Ministério da Fazendo a tomada de decisões de recursos para o Ministério da Agricultura. Isso seria importante porque hoje é a Fazenda que detém este poder”, salienta.

Cotações da semana dos produtos recebidos pelos produtores

Fonte: EMATER/RS-ASCAR

semana transcorreu sem que houvesse registro de alterações significativas no cenário do mercado brasileiro de trigo. Ao longo do período prevaleceu o baixo número de negociações, sendo concretizadas apenas quando o comprador necessitava de produto de maior qualidade ou tinha alguma necessidade mais urgente para suprir. De maneira geral, os moinhos brasileiros permanecem abastecidos e, por conseguinte, vem apresentando baixa iniciativa em realizar compras. Além disso, os compradores estão aguardando a entrada da colheita as safras 2011/12 no Paraná e Paraguai, que já iniciou, pois, a ampliação da oferta tende a pressionar para baixo as cotações. Outro fator que contribui em grande medida para que o mercado interno permaneça operando em ritmo lento é governo federal, que permanece há várias semanas na ponta vendedora, através dos leilões da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O preço do trigo Pão Tipo 1 nos principais estados produtores (Paraná e Rio Grande do Sul) continua sendo balizado pelo preço do governo, R$ 480,00/t. Após várias ofertas públicas sem alterar os preços iniciais dos leilões, o governo percebeu que se não baixasse o preço não encontraria compradores pra o cereal que possui em estoque e vai ofertar alguns lotes no Rio Grande do Sul de trigo Pão Tipo 1 com preço ajustado para baixo (R$ 432,00/t). Nos leilões de oferta da próxima quarta-feira (24), serão ofertadas pela Conab um total de 157.281,183 toneladas entre os estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo distribuídos em três avisos: 330/11 (69.128,570 toneladas), 331/11 (72.140,753 toneladas) e 332/11 (16.658,860 toneladas). A tendência para a próxima semana é que o mercado permaneça operando poucos negócios. As cotações devem, de maneira geral, permanecer estáveis, com viés de baixa. Os agentes devem ficar atentos, pois o preço de mercado está se aproximando do preço mínimo (R$ 477,00/t), sinalizando que o governo deve lançar mão em breve de mecanismos para auxiliar no escoamento da safra brasileira de trigo da temporada comercial 2011/12.

Entrega do ITR termina dia 30 de setembro

O prazo para a entrega da Declaração do Imposto Territorial Rural (ITR é obrigatória para proprietário titular do domínio útil ou possuidor de qualquer título de imóvel rural, inclusive para os contribuintes imunes ou isentos do ITR. Os produtores rurais que tenham tido suas propriedades desapropriadas para fins da reforma agrária entre 1º de janeiro de 2011 e a data da apresentação da declaração também são obrigados a apresentar o ITR à Receita Federal. Este ano, o prazo da prestação de contas do campo termina no dia 30 de setembro. A multa para quem perder o prazo é de 1% ao mês-calendário ou fração de atraso, calculada sobre o total do imposto devido - não podendo o seu valor ser inferior a R$ 50, no caso de imóvel rural sujeito à apuração do imposto, além de multa e juros. No caso de imóvel rural imune ou isento, a multa é de R$ 50. Quem não fizer a Declaração não pode tirar a Certidão Negativa, que é documento indispensável para registro de compra e venda de propriedade e para conseguir financiamento em instituições financeiras. Os contribuintes do campo podem optar por um desses caminhos para encaminhar a declaração à Receita Federal: preencher o formulário disponível no site www.receita.fazenda.gov.br/PessoaJuridica/ITR/2011/default.htm e enviar diretamente para a Receita Federal; preencher o formulário, copiar numa mídia removível, como um CD, e entregar nas agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, em horário comercial; ou preencher formulário disponível nas agências e lojas franqueadas dos Correios, durante o horário de expediente, ao custo de R$6.


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CLASSIFICAÇÃO DO MILHO

Benefício

proporcional ao investimento Portaria que entrará em vigor em julho de 2012, permitirá apenas 6% de grãos avariados para o milho Tipo 1 Priscila Devens pridevens@gmail.com

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processo de qualidade da produção de qualquer cultura começa pela escolha da semente, que contém as características que se desenvolverão durante o cultivo, como por exemplo, no caso do milho, o empalhamento, para que os grãos não fiquem expostos às intempéries, as propriedades, o amido, a resistência no acaba-

mento, entre outros fatores. Sendo que, estas condições se refletem diretamente no resultado final. E, as exigências dos consumidores estão fazendo com que os agricultores tomem mais cuidados, entregando um grão de ótima qualidade à indústria.Desta forma, o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) editou a portaria 4/2010, que entra em vigor em julho de 2012, dando novos padrões para a classificação do milho. Pelas regras atuais, para que o grão seja considerado como do Tipo 1, pode haver até 11% de grãos avariados (mofados, ardidos, quebrados ou carunchados). Porém, na nova regulamentação, o percentual permitido será de 6%.

Cuidados para obter maior qualidade De acordo com o presidesenvolvem no grão, que posdente da Associação Brasileira teriormente atacam as aves que de Sementes e Mudas (Abrasem), se alimentarão da ração, e isso Narciso Barison Neto, que tama indústria não aceita”, informa bém é presidente da Associação Barison. dos Produtores e Comerciantes de A colheita é um ponto imporSementes e Mudas do Rio Grande tante, pois conforme o presidendo Sul (Apassul), mais de 90% dos te, já existem máquinas espeprodutores já estão optando por ciais que quebram 1% do grão, sementes certificadas. “Quem não não danificando a semente, o optar por uma semente certificada que também a expõe ao ataque vai ter seriíssimos problemas, mas de fungos. Dentre os cuidados, a isso representa menos de 10%”, armazenagem também deve ser aponta ele, afirmando que estes muito observada, para controlar utilizam sementes caseiras, sem a umidade do grão, uma vez que conhecimento da origem. as condições climáticas de cada Outra preocupação que os região interferem diretamente. produtores devem ter é quanto “É necessário um bom sistema à quantidade de plantas por m² de recebimento de grão, para para evitar o acamamento, pois o poder secá-lo e armazená-lo em milho pode entrar em contato com boas condições. Mas, a semente o solo e com a umidade, perdendo é o principal de todo o sistema em qualidade. “Assim, ele poderá agrícola, pois todos os cuidados ter problemas com fungos que se giram em torno dela”, salienta.

Presidente da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), Narciso Barison Neto

Agricultores e indústrias já estão se adequando Este conjunto de ações vai determinar o enquadramento do produtor nas novas normas de classificação da semente, cada vez mais exigentes. “Ele não deve se preocupar em produzir em quantidade e sim, com qualidade, porque sem isso não se tem mercado”, considera Barison, esclarecendo que todo o cuidado demanda custos. “A impressão que tenho é que os agricultores já estão atentos, adquirindo máquinas modernas, grãos de qualidade, apesar de o preço ser mais alto, e tivemos dois anos de boas safras no Estado”, constata, levando em conta que a realidade do

Rio Grande do Sul, com cerca de 470 mil produtores, por exemplo, é bem diferente do Mato Grosso, com apenas sete mil agricultores. “Isso faz a diferença. Temos pequenos propriedades com mais dificuldades de investimentos”. As indústrias também já estão, aos poucos, cobrando por grãos mais sadios, pois a fiscalização do Ministério da Saúde e do MAPA sobre os alimentos é bastante rígida. “Eles também têm a responsabilidade quanto ao fornecimento dos produtos, pois colocando um frango com problemas na mesa do consumidor geraria uma grande repercussão”.

A portaria A lei cria diferenciação do padrão de qualidade do milho pipoca para o milho comum, sendo que na portaria atual, a regra era única para os dois produtos. Além disso, os grãos vão ser classificados em grupos (duro, semiduro, dentado e misturado), classes (amarela, branca, cores e misturada) e tipos (I, II, III e fora do tipo), esta-

belecidos conforme a qualidade. Será determinada a tolerância de 85% de grãos duros, semiduros e dentados para enquadramento em cada um deles. Assim, uma amostra deverá ter, no mínimo, 85% de grãos duros para ser enquadrada no grupo duro e o mesmo raciocínio aplica-se aos demais, exceto ao grupo misturado, que deverá conter as especificações percentuais.


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FOTO DIVULGAÇÃO/EMATER

TRITICULTURA

Embrapa busca organização do setor Rosa Liberman rosa@diariodamanha.net

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epois de entrar em contato com mais de 10 cooperativas do Estado além de produtores de sementes, o chefe geral da Embrapa Trigo, Sergio Dotto, está buscando a organização do setor tritícola no Rio Grande do Sul. A intenção é a produção para a próxima safra somente de trigo pão, para que o excedente, que nesta safra deverá ser de 1,2 mil toneladas, já que a demanda gira em torno de 800 mil t, seja exportado pra outros países. A conquista de mercados da Africa e Oriente Médio pode viabilizar maior liquidez do produto, remunerando melhor os produtores, sem que haja necessidade de intervenção do governo na aquisição do cereal. Conforme Dotto, adotando esta medida não será preciso segregar de trigo doméstico, melhorador ou trigo pão. “Se produzirmos somente uma classe, vamos ter no Estado, um trigo uniforme, o que acaba reduzindo custos ao produtor, já que não será preciso fazer a segregação”, destaca. Atualmente, a produção na região e demais municípios do Rio Grande do Sul é mesclada (pão e brando). Já enviar o excedente da produção para mercados consumidores internos como Norte e Nordeste do país acaba sendo inviável devido à logística e encarecendo o preço do produto. “Este é o passo inicial da organização da cadeia tritícola. Precisamos produzir um cereal de alta qualidade,

com liquidez e conquistar um mercado comprador. Pois o trigo é fundamental dentro do sistema de produção agrícola”, enfatiza. Ainda em agosto, durante reunião da Embrapa em Dourados, foi aprovada a lista das cultivares apropriadas de acordo com a nova classificação comercial do trigo, regulamentada pelo Mapa, a IN 038, que estabelece exigência de maior força de glúten para o trigo brasileiro, sendo esta uma demanda do mercado. Esta listagem compõe as variedades para cada região produtora do Brasil. No Rio Grande do Sul, são em torno de 25 cultivares aptas ao plantio para a próxima safra. Dotto destaca que, apesar da nova classificação entrar em vigor somente em julho de 2012, no Cerrado a semeadura ocorre em fevereiro e março e no Paraná em abril, por isso, é importante que os produtores tenham atenção em já adquirir as cultivares adequadas as novas normas. Outra orientação é para os produtores de sementes (privados ou cooperativas), registrados no Mapa, que já façam essa produção para atender a demanda, tendo em vista a demanda e que não haja falta para a safra 2012. A multiplicação já está sendo feita e a colheita ocorre em novembro – já visando atender esta necessidade. Com relação a entrada em vigor da nova classificação comercial, Dotto diz que não haverá encarecimento no custo de formação da lavoura para os produtores. “Essa classificação vem atender uma busca que o mercado comprador já exigia, mas a produção não atendia e vai beneficiar também a liquidez do produto”, conclui. Na última semana em reunião no Sindicato Rural de Passo Fundo, com a presença da Embrapa, membros da Comissão de Trigo da Farsul, Emater, 6ª Regional de Sindicatos da Farsul, e a Associação dos Cerealistas do Esta-

Cultivo de poucas variedades facilita a segregação

Este é o passo inicial da organização da cadeia tritícola. Precisamos produzir um cereal de alta qualidade, com liquidez e conquistar um mercado comprador. Pois o trigo é fundamental dentro do sistema de produção agrícola.

Produção somente de trigo pão pode ser alternativa para o Rio Grande do Sul ter maior liquidez, exportando o excedente da produção para o mercado internacional

do. O presidente do Sindicato Rural, João Batista, enfatiza que considerou o encontro positivo e necessário para que o Estado tenha a produção de um cereal de qualidade e com poucas variedades, facilitando a segregação. Assim, o mercado será atendido com a farinha desejada. “A indicação é que outros órgãos de pesquisa fomentem e reduzam a quantidade de variedades. Além de incentivar o cultivo do cereal. Precisamos buscar um mercado fora do país, porque pelas políticas nacionais, a idéia é de que o produto nacional é de qualidade inferior e por isso a indústria acaba adquirindo em outros países. Entretanto, isto ocorre porque o governo fornece carta de crédito com até um para pagamento, com isso, a indústria moageira acaba optando pelo trigo de fora, mesmo ele não tendo a mesma qualidade do que o produto nacional. Para justificar a importação, a indústria aponta que a qualidade do trigo nacional é inferior”, enfatiza.


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ECNOLOGIA Mais uma Expointer

Baixa liquidez desestimula pequenos agricultores

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Atrativo de um salário mensal nos centros urbanos está deixando famílias rurais sem sucessores. Jovens não vislumbram perspectivas no interior

partir de amanhã, dia 27/08, até o dia 04/09, estará ocorrendo a EXPOINTER 2011 no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A EXPOINTER traz consigo a marca da inovação e da qualidade como fatores que impulsionam a economia gaúcha e brasileira, fortalecendo o projeto de desenvolvimento sustentado. A SEMEATO mais uma vez estará presente no evento e, como sempre, estará apresentando uma série de lançamentos caracterizados por alta tecnologia visando atender as demandas do setor produtivo. O destaque este ano no stand da SEMEATO será a semeadora SOL TT. Uma máquina destinada ao Plantio Direto de grãos graúdos (soja, milho, feijão,...) com 34 linhas. Uma máquina desenvolvida sobre os pilares do Plantio Direto agregando alta tecnologia para a semeadura em grandes propriedades. É uma máquina autotransportável, resultando em facilidade e praticidade em transporte, principalmente no deslocamento entre lavouras. Além da SOL TT outras inovações estarão sendo apresentadas na feira: melhorias nas já consagradas SSM, Personale Drill e TDNG, novidades para a distribuição de fertilizantes com a apresentação do sistema PERFECTSYSTEM e também, como no ano passado, estará sendo apresentada a colheitadeira MULTI CROP 4100. Colheitadeira de grãos desenvolvida pela empresa, destinada ao pequeno produtor. A máquina foi remodelada e apresenta uma série de itens que foram reivindicados pelos produtores na edição passada da feira. Participe e visite o stand da SEMEATO para conhecer todas as inovações tecnológicas que estarão sendo apresentadas.

presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Carazinho, Élio Bernardi, faz sérias colocações sobre o futuro das pequenas propriedades rurais que no seu entendimento a cada dia sofrem abandono por parte dos donos ou filhos. “Vem se tornando uma prática freqüente caminhões estacionarem em frente às moradias do interior e carregarem a mudança do homem do campo que toma rumo das cidades em busca de renda”, lamenta o líder sindical. Para ele, a falta de liquidez dentro das pequenas propriedades rurais está empurrando o trabalhador da roça para os perímetros urbanos. “Os pais até permanecem no interior, mas seus filhos a cada dia se aproximam mais das cidades. Como segurar um jovem com um salário mínimo valorizou desde o início do Plano Real 741,2% e a média dos produtos agrícolas ficaram com reajuste na casa dos 350%”, compara Bernardi, citando este como outro importante motivo para o êxodo rural. Como exemplo da diferença lembra que quando criado o Plano Real o salário mínimo nacional era de R$ 64,00 o equivalente a uma produção bruta de 308 litros de leite. Segundo o presidente do Sindicato, hoje é necessária uma produção de 800 litros de leite para se atingir o valor bruto de um salário mínimo nacional. “Com uma política pública que não garante liquidez, ou seja, um lucro atrativo fica praticamente impossível segurar o jovem na roça”, completa Bernardi. Segundo ele, há uma política de crédito, mas que não traz a garantia de lucro dentro da pequena propriedade rural. “O que mais se vê hoje no interior são os negócios onde o grande compra o pedaço de terra que o pequeno tem. Também está ganhando espaço à venda das pequenas propriedades que nas mãos dos compradores urbanos viram sítios ou chácaras para o lazer de famílias com melhor poder aquisitivo, nos finais de semana”, alerta. Conforme Bernardi hoje nos quatro municípios ligados a entidade que representa são cerca de 1.200 famílias cadastradas como pequenas produtoras, com até 64 hectares e que estão dentro do Pronaf.

Engenheiro Agrônomo Eduardo Copetti

Gerente de Desenvolvimento de Mercado/ Produto da Semeato

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Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Carazinho, Élio Bernardi

Incentivos para os pequenos

Municípios com população rural igual ou superior a urbana criam programas de incentivo a fontes alternativas de renda no campo. O objetivo é evitar que famílias inteiras ou os filhos deixem a roça para buscar um ganho mensal nas fábricas ou comércio das grandes cidades. Para reduzir custo de produção dentro das pequenas áreas, até 64 hectares, a prefeitura de Almirante Tamandaré do Sul, está repassando aos agricultores até oito toneladas de calcário. “Com o programa queremos auxiliar na recuperação do solo visando aumento de produtividade”, salienta a assistente de projetos da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Loeci Gomes da Silva. Segundo ela, os interessados em receber a ajuda devem inicialmente fazer um cadastro junto a Secretaria, localizada na avenida General Lopes de Oliveira, 845. Conforme Loeci, a estimativa é que 200 famílias sejam beneficiadas pelo programa ‘calcário na lavoura’. Para realização do cadastro o agricultor tem que apresentar CPF, RG, analise do solo, negativa de débito municipal, cópia de inscrito no Pronaf e número da matrícula da área a ser recuperada. Dos 2.700 moradores do município pouco menos da metade continua residindo no interior. Segundo Loeci, a produção leiteira é principal fonte de renda alternativa dos agricultores que produzem uma média diária de 50 mil litros de leite. A Secretaria de Agricultura de Coqueiros do Sul aposta na produção leiteira para fixar o pequeno dentro de sua propriedade. De acordo com o secretário da pasta, Leonir Wentz, desde 2001 o município vem investindo no melhoramento genético dos animais produtores de leite. Para qualificar o rebanho a prefeitura doa o sêmen ao agricultor que apenas paga o custo da inseminação. “No município já contamos com 11 inseminadores que cobram dos entre R$ 20,00 e R$ 30,00 por serviço prestado”, salienta Wentz. No município a maior parte dos 2.457 habitantes ainda está no interior, que tem uma produção mensal de leite, em 450 pequenas propriedade, de 1,5 milhão de litros. Chapada é outro município da região que aposta na bacia leiteira para manter o homem no campo. Em mais de 900 propriedades estão sendo produzidos 120 mil litros de leite por dia. Dos cerca de 10 mil habitantes a metade mora no interior.


Sexta-feira, 26 de agosto de 2011

EXPODIRETO 2012

AVICULTURA

Confirmada ampliação do Parque de Exposições A menos de oito meses de mais uma edição da Feira, presidente da Cotrijal e da Expodireto revela que a área destinada às indústrias de máquinas agrícolas irá receber atenção especial Reconhecida como uma das maiores feiras do setor agropecuário brasileiro, a Expodireto 2012 já está sendo pensada e organizada. No próximo ano, a semana dedicada à exposição de máquinas agrícolas, difusão de tecnologias e concretização de negócios deve ser antecipada em função da safra de soja. Em 2011, o evento aconteceu entre os dias 15 e 18 de março e a comissão organizadora registrou uma queda no número de visitantes, ocasionada, sobretudo, pelo intenso trabalho dos produtores para concluir a colheita da principal commoditie produzida no Estado. A menos de oito meses de mais uma edição da Feira, o presidente da Cotrijal e da Expodireto, Nei Mânica, revela que a área destinada às indústrias de máquinas agrícolas irá receber uma atenção especial. “Já estamos trabalhando com a Expodireto 2012 e posso adiantar que vamos ampliar a área no setor de máquinas e equipamentos em mais uma quadra, porque temos pedidos de ampliação de área por conta dos expositores já existentes e mais de 30 aguardando a oportunidade de se juntar a feira”, antecipa, avaliando essa ampliação como “um desafio”. “Além disso, nós estamos projetando algumas ações e,

FOTO ARQUIVO

“ Setor de máquinas será ampliado para a Expodireto 2012

Na área internacional, estamos elaborando um projeto específico. Queremos dar um espaço nobre, centralizando a área num só local. Também estamos alinhavando a construção pelo SEBRAE, Senar e Farsul de um Centro, assim como tem a Ocergs e a Emater para que tenhamos o terceiro centro de treinamentos dentro da Expodireto e que possamos inaugurar em 2012

com certeza, algumas novidades no mercado vão aparecendo. Temos que ir nos adaptando para chegarmos em março e apresentarmos o que tem de momento em alternativas e oportunidades dentro do setor. A Expodireto é um palco para tudo isso: reivindicações, negociações e inovações”. Com essa ampliação novas empresas terão a oportunidade de se instalar no Parque. “Certamente, vamos criar esta oportunidade, mas nunca perdendo o foco da Expodireto. Só participam empre-

Giro Agrícola Engenheiro Agrônomo Cláudio Dóro ASCAR- Emater/RS

A cultura do milho vem alcançando ganhos fantásticos de produtividade nestes últimos anos, principalmente nas três últimas safras, pois já é comum agricultores com médias de 9.000 kg/ha. Essa mudança vem ocorrendo graças ao avanço tecnológico proporcionado pelo desenvolvimento de sementes com genética superior, serviços e informações disponibilizadas e ao profissionalismo dos agricultores em adotar as práticas de manejo. Também

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sas e indústrias ligadas ao setor primário. Temos muitos pedidos, algumas que fogem um pouco do foco e não vamos abrir para quem não tem este objetivo. Vamos ter um crescimento muito grande”, ressalta, apontando também que “na área internacional, estamos elaborando um projeto específico. Queremos dar um espaço nobre, centralizando a área num só local. Também estamos alinhavando a construção pelo SEBRAE, Senar e Farsul de um Centro, assim como tem a Ocergs e a Emater para que tenhamos o terceiro centro de treinamentos dentro da Expodireto e que possamos inaugurar em 2012”. As novas tecnologias que serão disponibilizadas aos agricultores para a utilização na Agricultura de Precisão começarão a ser conhecidas em setembro, durante a realização do Congresso de Agricultura de Precisão, no Parque da Expodireto. “Esse Congresso será um grande encontro onde vamos ter a mais alta tecnologia em Agricultura de Precisão, reunindo os maiores pesquisadores desta área que provocou uma grande revolução na área de produção”, avalia Mânica.

Exportações registram alta de 3,4% em volume Segundo dados da UBABEF, o Oriente Médio continuou líder nas importações de frango brasileiro entre janeiro e julho de 2011, com volume de 828,2 mil toneladas e receita de US$ 1,571 bilhão

Dados divulgados pela União Brasileira de Avicultura (UBABEF) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango atingiram 2,239 milhões de toneladas entre janeiro e julho de 2011, 3,4% maior em relação ao mesmo período do ano passado. Esse saldo representou receita de US$ 4,669 bilhões nos sete primeiros meses deste ano, 24,3% acima dos US$ 3,756 bilhões de 2010. Em relação ao mesmo mês de 2010, as exportações de julho registraram queda de 13,8% em volumes, com 310,8 mil toneladas, frente às 360,5 mil toneladas do ano anterior. Já em receita o resultado foi positivo, com crescimento de 3,8%, com total de US$ 669 milhões no sétimo mês de 2011, e US$ 644 milhões no ano passado. “Além do mês de julho de 2010 ter se configurado em um período excepcional em vendas, contribuíram para esta queda as baixas cotações do dólar durante o mês, a redução sazonal de consumo no continente europeu e em alguns mercados, o embargo russo às carnes brasileiras e a crise internacional que tem afetado a economia dos países ricos”, explica Francisco Turra, Presidente Executivo da UBABEF. O Oriente Médio continuou líder nas importações de frango brasileiro entre janeiro e julho de 2011, com volume de 828,2 mil toneladas e receita de US$ 1,571 bilhão. Em segundo lugar, a Ásia foi responsável por 632,5 mil toneladas e US$ 1,443 bilhão. A União Europeia foi o terceiro maior destino das exportações de frangos, com 284 mil toneladas e receita de US$ 839 milhões. A África ficou no quarto posto em importações por volumes,

com 263,8 mil toneladas e US$ 360,6 milhões. Já as exportações para os países das Américas, o quinto maior volume registrado, representaram 154 mil toneladas, com US$ 289 milhões. Por fim, as exportações para a Europa extraUE representaram 73,5 mil toneladas e US$ 159 milhões. Em relação aos tipos de produtos embarcados, as exportações de cortes de frangos – principal produto da pauta – totalizaram 1,182 milhão de toneladas entre janeiro e julho deste ano. Em seguida, os embarques de frango inteiro totalizaram 846,1 mil toneladas. Terceiro produto mais exportado, os “industrializados” somaram 106,5 mil toneladas. Já os embarques de carnes salgadas representaram 103,3 mil toneladas. No ranking dos estados exportadores, o Paraná reassumiu a liderança em volumes, com total de 81,1 mil toneladas embarcas em julho de 2011, com receita de U$S 157 milhões. Líder em receita, Santa Catarina exportou 79,4 mil toneladas no mês, com resultado de US$ 196,6 milhões. Terceiro maior exportador em volume e receita, o Rio Grande do Sul embarcou 62,7 mil toneladas, com total de US$ 131,1 milhões. No quarto lugar, São Paulo registrou 23,3 mil toneladas, com US$ 48,2 milhões. Ocupando o quinto posto, as exportações mato-grossenses totalizaram 19,1 mil toneladas e receita de US$ 40,5 milhões. Ovos – Os embarques de ovos brasileiros acumularam queda de 53,2% nos sete primeiros meses de 2011, com total de 8.200 toneladas neste ano, frente a 17,7 mil toneladas do ano anterior. A receita, de US$ 14,6 milhões, foi 43,9% menor que o resultado de 2010, com US$ 26,1 milhões. Custos de produção e câmbio – O custo de produção e a política cambial foram alguns dos principais entraves para as exportações no mês de julho. Em relação a custos, o valor médio da saca de 60 quilos de milho no sétimo mês deste ano foi de R$ 30,67, preço 38,4% maior que o registrado no mesmo período de 2010, de R$ 18,89. No caso do farelo de soja, a alta foi de 1,1%, vendida por R$ 0,608, o quilo. Com relação ao dólar, com cotação média de R$ 1,56, houve registro de queda de 13,1% em relação a julho de 2010.

E o sonho virou realidade tem sido fundamental o papel das consultorias, da Extensão Rural, da Assistência Técnica, na difusão e avaliação das respostas oriundas da combinação dessas tecnologias. Até pouco temo era comum nos depararmos com agricultores, agentes de extensão rural e da assistência técnica questionando pelos motivos que não se conseguia obter os mesmos rendimentos alcançados nos experimentos, em suas propriedades. No

entanto a aproximação ou igualdade de resultados de pesquisa com os resultados de lavouras vem acontecendo principalmente após a correta adoção de algumas tecnologias, como: uso de semente de alto potencial genético, semeadora e equipamentos de maior qualidade e precisão, mão de obra melhor qualificada, melhor manejo da cultura (distribuição espacial das plantas e fertilização, etc) e principalmente a melhor gestão na propriedade.


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Sexta-feira, 26 de agosto de 2011

EXTENSÃO RURAL

Cearenses conhecem e destacam organização do trabalho regional FOTOS ROSA LIBERMAN

A organização das famílias, no que tange a permanência das mulheres e jovens no campo é o que chamou atenção do grupo que esteve visitando a região nesta semana, buscando levar alternativas diferenciadas de trabalho para o Ceará

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a quarta e quinta-feira, um grupo de seis pessoas, formado por agrônomos, técnicos e extensionistas do Ceará esteve na região buscando conhecer o trabalho realizado em extensão rural, já que o Estado é referência neste trabalho. De acordo com a assistente técnica estadual da Emater, Vera Carvalho, a Emater Estadual tem se mostrado referência em extensão rural e por isso, constantemente tem recebido solicitações de vários locais do país para conhecer o que é desenvolvido no Estado. Neste caso, o grupo do Ceará possui um projeto do MDA em gênero, ligando mulheres e jovens ao campo, também abrangendo a permanência destes no campo e formas de evitar o êxodo rural – situação que ocorre em algumas regiões daquele estado. Para tanto, foi elaborada uma programação, para que os visitantes pudessem retirar proveito de técnicas e processos realizados que posam ser enquadrados dento de suas realidades. Na quarta-feira, foram feitas vi-

Cearenses destacam a organização dos pequenos produtores com a comercialização da produção na Feira do Produtor

sitas nas propriedades de Zélio e Odécio Ficagna, na comunidade de São Valentim, interior de Passo Fundo, onde averiguaram o trabalho na agroindústria de embutidos. A família comercializa os produtos na Feira do Produtor três vezes por semana e entrega também para o PAA e PNAE. Em seguida, a visita foi realizada na propriedade da família de Cerineu Badaloti, na mesma localidade. A família produz feijão, hortaliças, ovos, que são vendidos na Feira. Pela tarde, o grupo seguiu para a Feira do Produtor. O agrônomo Marcos Monteiro, integrante do grupo, diz que já foram percorridos diversos estados (Minas Gerais, Santa Catarina, Brasília, Ma-

naus, Pernambuco e Rio Grande do Sul), para conhecer o trabalho que é realizado, visando levar para o Ceará técnicas que viabilizem a permanência do jovem no campo e alternativas de trabalho que gerem lucro. “Buscamos sistemas de cooperativismo e a organização dos produtores, como a Feira nos atraiu. Vamos levar o que pudermos de diferencial e que se adéqüe a nossa realidade”. Em sua região de trabalho, Oeste do Estado, que abrange seis municípios, 40% da população vive no meio rural, sendo que destes 60% é composta por pessoas mais velha e 40% de jovens, mas que tem atividades econômicas na cidade. “Queremos tentar reverter esta situação, levando alternativas atraentes e que gerem renda”, acrescenta. O agrônomo e gerente regional da região Ibiapiaba, Cicero Teles, comenta que sua área de atuação é de 10 municípios e que metade da

população reside no campo. Para ele, o que mais impressionou foi a forma sustentável de trabalho, especialmente na família Badaloti, onde a frente de trabalho são duas jovens, que optaram por permanecer no campo e também fazem a venda dos produtos. “Temos exemplos parecidos em nossa região, mas é algo insipiente ainda”, diz. As irmãs Josiane (21 anos) e Ariane (15), trabalham diretamente no campo, de 25 hectares. São produzidos feijão, milho, mandioca, hortaliças e elas mesmas vendem os produtos na Feira. Josiane destaca que foi uma opção a permanência no interior, mas não está conseguindo conciliar os estudos (além do ensino médio) com o trabalho. “Depois que começamos com a feira, estamos vendo o retorno que é nossa única fonte de renda e como gostamos, pretendemos nos aperfeiçoarmos e permanecer com nossos mais na agricultura”, acrescenta. Já o técnico agrícola João Alves Menezes, gerente regional do Médio Garuaribe, tem sua área compreendida por oito municípios, e somente 30% das pessoas vivem no interior. Segundo ele, a produção é direcionada a piscicultura, leiteira, e frutas irrigadas. Ainda na quarta feira, o grupo conheceu o Consórcio Santa Gema de Plantas Medicinais, sendo que a família Casanova atua nesta atividade há nove anos. Além da agroindústria a jovem atua na propriedade com produção de hortaliças, mudas de plantas condimentares e flores. No segundo dia de visitas, alem de pontos turísticos, os cearenses tiveram a oportunidade de conhecer em Victor Graeff, a casa do Artesão, o Caminho das Topiarias, Flores e Aromas com visitação em propriedades e camping. O almoço foi organizado pela Associação de Turismo, com passeio ao jardim e floricultura em duas propriedades.


AgroDiario 26-08-2011