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// Pesquisa 2015 : Levantamento aponta necessidades de empresas

// Canon lança

câmera 4k

// Aliança estratégica A Revista da Tecnologia da Informação do Espírito Santo / Publicação Oficial do Sindinfo – ES

Parcerias que fazem o setor de TI crescer

// Infonews

Novidades do Parque Tecnológico de Vitória

Armazenamento:

mais informação em menos espaço // M urilo Ferraz Entrevista TI-ES-07.indb 1

“Empreender em inovação precisa vir de dentro”

// Entendendo o

Sistema Indústria:

Conheça as ações do Senai

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8//Hardware Evolução do armazenamento na era da memória flash

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//Aliança estratégica gera benefícios para todos

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//Pesquisa aponta características do setor de TI

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//Lançamentos: Samsung apresenta supersmartphone

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TI ES//NOVEMBRO 2013

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// Infonews: Modelo do Parque Tecnológico fica pronto ainda em 2015

14 //Entrevista /Murilo Ferraz:

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Produção sustentável que atravessa fronteiras

Artigo // Rodrigo Vervloet Atividade de informática e sua fiscalização pelo conselho profissional de Administração

29 Artigo // Leonardo Carraretto Mídias sociais: da recepção ao cafezinho

39 Artigo // Tadeu Pissinati Crise, oportunidade e sustentabilidade

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//Entendendo o Sistema Indústria: Senai

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//Evento:

Sindicato realiza ‘Vinho com TI”

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22// Gadgets 40// APP 47// Associados

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// EDITORIAL

Juntos, somos mais fortes

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onho que se sonha junto é realidade”, já dizia um famoso cantor brasileiro. Em tempos em que parcerias são fundamentais para o crescimento na economia, é cada vez mais comum uma aliança estratégica entre empresas. Na área de TI, essa integração tem registrado grandes resultados no Espírito Santo, com a criação de soluções de destaque no mercado. Confira as vantagens dessa iniciativa e um exemplo de como a união de forças pode gerar benefícios para todos. Se há 50 anos o armazenamento de dados e de informações acontecia em computadores imensos e pouco práticos, hoje é possível guardar um gigantesco volume de conteúdo em um espaço muito reduzido. Dos antigos rolos de fitas magnéticas para os atuais cartões SSD, que se destacam pela tecnologia flash, empresas ganharam em dinamismo, espaço físico e funcionalidade. Conheça mais a respeito desse novo recurso, que vem superando o uso de CDs e DVDs graváveis. O Sindinfo divulga nesta edição dados de sua Pesquisa 2015 sobre o setor de TI. Uma radiografia das empresas de tecnologia associadas ao Sindicato, o estudo aponta as necessidades e as características da área e detalhando como os seus profissionais enxergam questões como capacitação de mão de obra, oferta de cursos e oportunidades de crescimento. Feito através do Sistema de Pesquisa de Opinião (Sipos), o levantamento ouviu 82 empresas associadas ao Sindinfo. Criador da Treebos, o empreendedor Murilo Ferraz apresentou ao mercado uma nova maneira de produzir e precificar alimentos. Essa ideia fez com que o capixaba chegasse ao Vale do Silício, que é considerada a meca da inovação nos Estados Unidos. Formado em Medicina, Tecnologia em Processamento de Dados e Jornalismo, Ferraz mostrou como uma iniciativa que começou trabalhando o conceito de sustentabilidade pode resultar em melhorias na qualidade de vida e mais oportunidades para pessoas de vários países. Esta edição traz ainda as últimas novidades sobre o Parque Tecnológico de Vitória, um sonho antigo que está cada vez mais perto de ser finalmente realizado; a trajetória da Geocontrol, empresa com 16 anos de atuação e que se especializou em soluções em áreas como mobilidade urbana e defesa nacional; e o “Vinho com TI”, evento promovido pelo Sindinfo e que movimentou empresários do setor; entre outros assuntos. Luciano Raizer Presidente do Sindicato das Empresas de Informática no Espírito Santo

Errata

Na última coluna “Por que me associei?” (TI-ES, nº 6, página 39), o nome correto do diretor-executivo da DBM Sistemas é Antônio Carlos de Bone, e não Antônio José de Bone. Já na página 40, a matéria sobre o destaque da Allware no Prêmio MPE Brasil-ES traz uma foto que não corresponde ao quadro de funcionários da empresa, e sim de colaboradores da Cesan recebendo o Prêmio Qualidade Espírito Santo. A revista se desculpa por qualquer inconveniente causado.

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A Revista da Tecnologia da Informação do Espírito Santo

Presidente: Luciano Raizer Moura Vice-presidente: Benízio Lázaro Diretor secretário-geral: Franco Machado Diretor 1º Tesoureiro: Emílio Augusto Barbosa Diretor 2º Tesoureiro: Roubledo Demiam Gasoni Suplentes: Franco de Barbi Cazelli, José Antônio Bonna Conselho Fiscal - Efetivos: Carlos Augusto Ferreira de Almeida Marco Antônio Malini Lamêgo José Luiz Coco Suplentes: José Fernando Etienne Dessaune Domingos Sávio de Almeida Pinto Evandro Polese Alves Delegados Representantes Junto à Findes: Efetivos: Luciano Raizer Moura e Benízio Lázaro Suplente: Franco Machado Diretor Regional de Colatina: Daniel Rossi de Jesus Diretor Regional de Cachoeiro de Itapemirim: Roubledo Demiam Gasoni Diretor Regional de Linhares: Franco de Barbi Cazelli Executiva: Ilma Aurora Moreira Contato: Avenida Nossa Senhora da Penha, nº 2053, Ed. Findes, 3º andar, Santa Lúcia, Vitória/ES CEP: 29.056-913 Tel.: (27) 99841-9371 secretaria@sindinfo.com.br www.sindinfo.com.br Produção Editorial

Diretor: Mário Fernando Souza Gerente de Produção: Cláudia Luzes Textos: Andréa Nunes, Gustavo Costa e Rafael Moura Editoração e apoio: Michel Sabarese e Dayanne Lopes Fotografia: Jackson Gonçalves, Renato Cabrini, fotos cedidas e arquivos Next Editorial Colaboraram nesta edição: Leonardo Carraretto, Rodrigo Vervloet e Tadeu Pissinati Contato: Av. Paulino Müller, 795 Jucutuquara – Vitória/ES - CEP 29040-715 Telefax: (27) 2123-6500 redacao@lineapublicacoes.com.br www.lineapublicacoes.com.br

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//hardware

Evolução do armazenamento de dados em discos físicos

Tecnologia de memória flash reduz tamanho de dispositivos e aumenta velocidade para guardar os arquivos

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o princípio da era da Tecnologia da Informação (TI), o armazenamento de dados e de informações acontecia em computadores gigantescos, barulhentos, que aqueciam os ambientes e precisavam de muito investimento para sua manutenção e refrigeração. Com a evolução da tecnologia e a incalculável quantidade de terabytes compartilhados diariamente, esses mecanismos

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foram aprimorados a ponto de serem capazes de guardar extensos arquivos. Os dispositivos, que eram imensos, hoje cabem tranquilamente na palma da mão. E os longos rolos de fitas magnéticas, tão comuns na década de 50, dão lugar, por exemplo, a cartões SSD, que se destacam pela tecnologia flash e a cada dia mais superam o uso de CDs e DVDs graváveis. Seis décadas foram necessárias até chegar ao estágio atual da memória flash, que converge, em termos de armazenamento, o presente e o futuro da computação. Esse dispositivo se diferencia dos discos rígidos comuns pela seguinte razão: mantém informações guardadas sem a necessidade de uma fonte de energia. A memória flash é frequentemente empregada em eletrônicos portáteis. Eles estão contidos em dispositivos de música digital (MP3), smartphones e câmeras digitais, além de aparelhos de armazenamentos removíveis como os pendrives e os cartões SSD. Essa tecnologia também é usada para executar o boot de computadores – processo de inicialização

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Computadores na década de 50 - As unidades de memória na década de 50 ajudaram a reforçar os computadores da época. A unidade de fita Uniservo, em 1951, era gigantesca e só guardava 128 bits por cada polegada. Cinco anos depois, a IBM lançou um enorme computador comercial, o 305 Ramac, no qual cada unidade de disco guardava até 4,4 MB. Disquetes - Os primeiros disquetes surgiram em 1976. Eles tinham o tamanho de 5,25 polegadas (comparável ao de smartphones), mas conseguiam armazenar apenas 1,2 MB. Depois, apareceram os de 3,5 polegadas, populares até a década de 90, com armazenamento variável de 700 KB a 5,76 MB. Zip drive - Foi uma evolução dos disquetes e chegou ao mercado de computação em 1994. Com tamanho de um disquete de 3,5 polegadas, o dispositivo conseguia armazenar até 100 MB de arquivos e os transferia para os computadores com uma velocidade de até 1 MB/s. Seu preço também era bastante atrativo para a escolha dos usuários naquela época. CDs e DVDs - Os CDs graváveis surgiram a partir de 1990. Eles mantêm até hoje a taxa de armazenamento: 700 MB. Mesmo com a chegada dos pendrives e de outros tipos de memórias flash, os CDs, e depois os DVDs, ainda conservam suas serventias no segmento de Tecnologia da Informação.

Disco rígido - Os primeiros discos rígidos, também conhecidos como HDs, foram lançados em 1980, com 5 MB para armazenar. No entanto, a revolução veio com a linha Seagate Barracuda, em 1996, que trouxe capacidade de guardar 2,5 GB de dados.

das máquinas –, além de compor cartões de memória, modens e placas de vídeo. O armazenamento flash difere dos mais comuns, conhecidos como EEPROMs, que apagam a sua memória e ao mesmo tempo reescrever conteúdo, o que os torna mais lentos para atualização. A memória flash ainda pode eliminar e apagar os dados em blocos inteiros, tornando-se útil para aplicações que requerem uma atualização frequente de grandes quantidades de arquivos, como no caso de um cartão de memória para um dispositivo eletrônico digital. “A memória flash veio para resolver um problema para o armazenamento, numa situação que ainda houvesse velocidade maior para a transmissão dos arquivos. Isso trouxe um ganho muito grande, especialmente para os dispositivos menores. De certa forma, essa evolução da memória flash foi possibilitando que ela fosse adotada por mais dispositivos”, revelou o coordenador da Unidade de Computação e Sistemas da Faesa, Rober Marcone Rosi.

Armazenamento A informação dentro de um chip flash é captada em células. Há um sistema com transístor, que auxilia na passagem da corrente elétrica e protege os dados escritos em cada célula. Em média, aparelhos como pendrives e cartões SSD possibilitam regravações por até 200 mil vezes, dependendo do tipo do dispositivo.

SSD - A memória flash se destaca nos pequenos cartões SSD, considerados futuro e realidade do armazenamento de dados. Lançados originalmente em 2008, eles já tinham a capacidade de guardar 64 GB de diferentes arquivos que os usuários desejassem.

Atualmente, a memória flash já consegue estar até se apresentar como um disco rígido em computadores para armazenar seus dados, substituindo os mais antigos e mais comuns, compostos por discos magnéticos e também mecânicos. Além disso, não há partes móveis para serem danificadas. Destaca-se ainda nessa tecnologia o baixo ruído, se comparado com um disco rígido tradicional, a sua portabilidade e o seu tempo de acesso, muito mais rápido.

Usabilidade Empresas no Espírito Santo já vêm se aproveitando dos benefícios que a memória flash pode propiciar. Uma delas é a capixaba Spirit Linux, que atua no mercado há 11 anos.

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Com 27 clientes espalhados pelo Brasil e também pelo exterior, a companhia, especializada em implantação e segurança de sistemas de Linux, utiliza gadgets que contenham a tecnologia flash para tornar os serviços muito mais rápidos. O gerente de Segurança e Tecnologia da Spirit Linux, Gleydson Mazeoli da Silva, explicou que o processo de boot das máquinas, que são gerenciadas pela empresa, se tornou muito mais eficaz. “Em vez de carregarmos os materiais de boot de Linux em CDs e DVDs, como fazíamos antigamente, atualmente preferimos levá-los em pendrives, por exemplo”, explicou o gerente. Silva ainda frisou que há um grande benefício para a troca dos CDs para esses dispositivos móveis dotados da tecnologia da memória flash. “Com os CDs, não conseguíamos fazer o boot da máquina e gravar arquivos ao mesmo tempo. Já com esses aparelhos de memória flash, podemos fazer isso”, avaliou. Outro ponto destacado pelo gerente é a velocidade de transferência dos arquivos – muito mais ágil do que a de discos compactos. “Sem contar que muitos desses equipamentos têm proteção contra choques ou tolerância à água. Se você pisa em um CD, provavelmente ele vai deixar de funcionar. Com um pendrive ou cartão SSD, a história é outra, havendo muito mais proteção”. Especialistas e empresários confirmam a tendência de essa tecnologia, cada vez mais, se tornar o presente e o futuro para o armazenamento, muito por conta da agilidade na transferência de dados e da simplificação para que sejam guardados. Um dos exemplos citados por “feras” da tecnologia está relacionado aos discos rígidos. Os modelos mais tradicionais, que foram colocados no mercado internacional a partir da década de 1980, vinham com uma estrutura montada por um disco magnético e outro mecânico para viabilizar o seu funcionamento. “Com esses dois tipos de discos no HD, há uma redução na velocidade do desempenho da máquina, tornando-a lenta, justamente numa era em que se valoriza muito o armazenamento. Quanto mais, melhor. Os HDs que já dispõem da tecnologia flash,

“O computador funciona muito mais rápido com a memória flash. O acesso aos dados é direto com ela”, disse o gerente de Segurança e Tecnologia da Spirit Linux, Gleyson Mazeoli da Silva

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// Vantagens de usar o armazenamento flash •E sses tipos de mecanismos estão mais preparados para guardar os dados, que a cada ano crescem cada vez mais, do que os dispositivos de disco mecânico. A velocidade é cada vez mais importante para as empresas; elas exigem maior eficiência e melhor resposta para manter sua vantagem competitiva. •A cesso mais rápido aos dados é garantido com esses produtos. As empresas têm um acesso mais ágil às informações, para que possam processar mais transações e acelerar as aplicações e os serviços, resultando em aumento do desempenho e em vantagem competitiva como negócio. •A tecnologia flash, que antes era o futuro, agora já é o presente. Se antes os discos rígidos mecânicos dominavam em gadgets como computadores, hoje é praticamente inconcebível que estejam em smartphones ou em tablets. O reparo deles também é mais fácil, e o backup mais seguro é outra vantagem. •A ntes suficiente, o disco rígido atualmente é muito lento para permitir o aumento da eficiência e da produtividade da infraestrutura de empresas de Tecnologia da Informação (TI). •O preço está cada vez mais acessível para cada tipo de estrutura de empresa. Há planos e aparelhos que se adequam às mais diferentes realidades.

que têm uma estrutura única, possibilitam maior velocidade nas atividades. Isso se reflete em grandes vantagens para as empresas”, avaliou Silva. Outros benefícios ressaltados pelos especialistas são as pequenas parcelas de memória flash adicionadas em HDs convencionais, para abrigar o sistema operacional. O coordenador da Unidade de Computação e Sistemas da Faesa ainda elogiou a estrutura de discos rígidos com essa tecnologia, se comparados aos convencionais, com partes magnética e mecânica. “Há muito mais rapidez de acesso e segurança, porque a resistência dos discos sólidos a impactos é muito boa. Por exemplo: um HD do tipo SSD não empena; já o comum, com parte magnética e mecânica, sim. A vida útil dos dispositivos comuns tende a ser maior do que os HDs mecânicos, pelo fato de os primeiros não ter condições de serem violados ou de começarem a corroer”, contou Rosi. Outra vantagem destacada em aparelhos de memória flash é a possibilidade de recuperar dados. Quando os arquivos são simplesmente apagados, eles não somem de vez de dispositivos como pendrives e cartões de memória. Precisam passar por diversos processos para serem eliminados de vez. Com a ajuda de programas adequados, conteúdos podem ser recuperados. Isso serve como pano de fundo para o quesito segurança. Devido à possibilidade de recuperar informação que possam ser importantes para uma pessoa ou para uma empresa, gestores de segurança sugerem que haja a criptografia dos dados, como uma forma de impedir que informações sigilosas possam cair em mãos erradas.

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“O dispêndio de energia é muito menor com o uso da memória flash”, avaliou o coordenador da Unidade de Computação e Sistemas da Faesa, Rober Marcone Rosi

A densidade de acúmulo de dados em locais tão pequenos também impressiona, conforme apontou Gleydson Mazeoli da Silva. “O cartão microSD, capaz de guardar uma grande quantidade de gigabytes, é do tamanho de uma unha. Se você for analisar, antigamente não tinha nem como armazenar tantos dados no computador. Hoje cabe nessa pecinha”, pontuou.

Redução de custos A tecnologia de memória flash surgiu recentemente no mercado de computação. Os produtos que começaram a dinamizar o seu uso foram criados em meados da década de 2000. Logo de início, era preciso pagar um valor elevado para se ter um cartão de memória de 128 MB. Com o que era gasto há 10 anos nesse dispositivo de armazenamento, atualmente é possível adquirir um mesmo cartão, mas de 128 GB. Prova da constante evolução do sistema, bem como da redução de preços dos gadgets. Essa baixa de custos também tem ajudado as empresas a se tornarem mais competitivas, especialmente aquelas que funcionam como data centers, que armazenam dados nas nuvens. Nos Estados Unidos, já há complexos totalmente equipados com tecnologia de HDs SSD – dotados de memória flash – que têm oferecido máquinas virtuais a preços mais baixos para os clientes. Há até opções disponíveis por US$ 5 (por cada máquina virtual). “O dispêndio de energia é muito menor com o uso da memória flash, e isso faz com que se torne vantajoso. Considerando que a sua vida útil é maior e seu consumo de energia menor, a conta provavelmente será positiva”, explicou Rosi. Outro ponto indicado pelos especialistas é o fato de que a popularização dessa tecnologia possa ainda se tornar no mecanismo dominante para o armazenamento de dados, superando, por exemplo, o uso dos HDs comuns, compostos dos discos magnéticos e mecânicos. “A tendência é que haja uma curva de decaimento dos preços. À medida que o investimento é recuperado, o preço tende a cair. Acredito que, ao longo do tempo, os HDs sólidos vão, sim, ultrapassar o uso dos comuns”, frisou o coordenador da Unidade de Computação e Sistemas da Faesa. Gleydson Mazeoli da Silva também se mostra empolgado com a redução dos preços em torno dessa tecnologia. “Cada vez mais, o preço do armazenamento de megabytes vai cair”, enfatizou o gerente de Segurança e Tecnologia da Spirit Linux.

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// sindinfos

Linhas de crédito são destaques do “Café com TI” Estudo setorial de TI no Espírito Santo mostra características das empresas e do mercado

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ma iniciativa do Sindinfo, o “Café com TI” é um espaço de integração e divulgação de informações úteis para profissionais do setor de tecnologia. A última edição do evento, que aconteceu no dia 6 de maio, no Edifício Findes, em Vitória, apresentou oportunidades em várias frentes. Após o café de confraternização, a programação foi aberta pelo analista técnico IEL-ES, Cassiano Orsi Hemerly, que falou sobre a certificação na Norma ISO 29110 e as suas vantagens para o desenvolvimento de softwares. Em seguida, o analista de Projetos em Inovação da Findes, Bruno Bom Alves Nunes, detalhou o Edital Senai e Sesi de Inovação 2015. Já a gerente de Relações com o Mercado Sesi-Senai, Simone Sarti, abordou os produtos disponibilizados pela Findes, com redução de até 80% dos custos. O “Café com TI” foi encerrado pelo gerente de Relacionamento do Bandes, Ezequiel Nascimento, ressaltando as linhas de crédito do banco, além das oportunidades do Finep e do BNDES. Segundo o presidente do Sindinfo, Luciano Raizer Moura, o evento conseguiu cumprir o seu objetivo. “As nossas pesquisas indicavam que o interesse dos nossos associados para um evento como esse era o fomento. Ou seja, o crédito para o desenvolvimento de produtos de suas empresas. Então, organizamos uma reunião com a participação do Bandes, que tem linhas específicas para a área de inovação e construídas em conjunto com o Sindinfo para o setor de Tecnologia de Informação. Mostramos também o Inova Findes, com o Edital Senai e Sesi e que apoia técnica e financeiramente novos projetos. Já a Norma 29110 é um produto do Sindicato com o IEL para a melhoria da gestão. E apresentamos ainda mais de mil serviços oferecidos pelo Sistema Findes aos industriais do Estado, e mais especificamente para os empresários do segmento

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O gerente de Relacionamento do Bandes, Ezequiel Nascimento, falou sobre as linhas de crédito oferecidas pelo banco

de TI. Então, tivemos uma manhã muito produtiva e temos certeza de que o público saiu deste evento com uma série de informações sobre as ferramentas que existem para ajudar as suas empresas”, comentou Raizer. Ele falou ainda sobre as próximas ações do Sindinfo e que mov iment arão a áre a. “E st amos organizando um workshop especial, que contará com uma consultora internacional do Vale do Silício, Michelle Messina. Estamos programando esse evento para o dia 1º de julho, na Findes. Além disso, teremos uma missão ao Polo Tecnológico de Recife. Temos muito trabalho pela frente”, frisou.

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// entrevista

Murilo Ferraz “Não sigam cartilhas. Empreender em inovação é algo que precisa vir de dentro. Você tem que acreditar”

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em empresa capixaba fazendo sucesso no Vale do Silício. Liderada por Murilo Ferraz, a Treebos apresentou uma nova maneira de produzir e precificar alimentos. Essa ideia fez do empreendedor um destaque nacional e impulsionou sua chegada à meca da inovação, nos Estados Unidos. Formado em Medicina, Tecnologia em Processamento de Dados e Jornalismo, Ferraz começou a pesquisar há alguns anos a viabilidade de um modelo padronizado de bosque que pudesse ser replicado em diversos lugares. Nascia aí o negócio deste empresário que acredita que a tecnologia pode ser usada para trazer melhorias na qualidade de vida e oferecer oportunidades de desenvolvimento sustentáveis Como e quando surgiu o projeto Bosque do Futuro? E como ele evoluiu para a Treebos? O projeto surgiu de uma iniciativa particular de um grupo de amigos que queriam plantar árvores em um local e que depois de um tempo, com as árvores adultas, teriam um bosque para visitar e curtir momentos de lazer com amigos e família. Como havia uma previsão de falta de alimentos no futuro, decidiram plantar árvores frutíferas de forma agroecológica. E como surgiam novas

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tecnologias, na época, resolveram criar um sistema que permitia o monitoramento do bosque à distância. Como perceberam que havia mais gente querendo plantar, foi necessária a criação de um sistema que descobrisse onde estavam essas pessoas, pra isso, nasceu o sistema Treebos. Quais os principais produtos e serviços oferecidos pela empresa? Como ela chega ao consumidor? O principal produto da Treebos é uma assinatura que permite que o usuário tenha uma árvore plantada em um de nossos bosques e receba informações sobre a árvore que ele plantou. Ele pode acompanhar o crescimento da sua árvore e receber as frutas que ela produzir no endereço que quiser. O senhor é médico, da área de ginecologia. Alguma vez imaginou que mudaria radicalmente de ares, sobretudo na área de atuação da Treebos? E como vê essa decisão hoje? Eu nunca esperei uma mudança tão radical. Médicos não recebem treinamento para gestão e muito menos são estimulados a empreender. A experiência com a Treebos me deu a oportunidade de aprender bastante, discutir

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“As grandes pessoas do Vale sabem que novos ‘Facebooks’ e ‘Googles’ podem nascer todos os dias” muito e agir a respeito de campos que eram totalmente estranhos à minha área de atuação. Tive oportunidades incríveis de estar em contato com pessoas que são verdadeiras referências em gestão e empreendedorismo no Brasil e no mundo todo. Como foi o caminho até fazer com que a ideia se transformasse realmente em negócio? O caminho foi e tem sido muito difícil, pois não havia uma cartilha para seguir. Iniciamos um negócio que era inovador e que não tinha benchmarking, mas a persistência e o comprometimento têm sido as características que têm nos levado a acreditar, cada vez mais, que estamos no caminho certo.

ideia de se lançar, rapidamente, produtos inacabados. Cada vez mais, o Vale tem se tornado exigente. “Se você pode fazer lá, você pode fazer em qualquer lugar”. Essa expressão eu ouvi de um investidor que é muito respeitado no Vale e que pela primeira vez se interessou em um negócio que envolve agricultura e tecnologia, mas exigiu que a nova ferramenta da Treebos tenha o grau de sofisticação que o Vale merece. Por isso, estamos tendo que construir um novo sistema e com conceitos muito diferentes do que está no ar atualmente. Como funciona a dinâmica de se trabalhar lá? As grandes pessoas do Vale sabem que novos “Facebooks” e “Googles” podem nascer todos os dias. Eles já estavam lá quando isso aconteceu e vão continuar lá depois. Eles precisam ser tocados. Precisam se interessar pela sua proposta, mais do que isso, têm que acreditar que, apesar de mais difícil que pareça, você terá a capacidade de executar. Assim, eles não lhe cobram para

Como e em que momento a empresa tomou um rumo de atuação internacional? E como chegou ao Vale do Silício? Durante o Fórum Mundial, na França, recebemos uma proposta de um grupo de investidores para levarmos a empresa para a Europa. Como ainda precisávamos amadurecer muito, optamos por organizar um plano de trabalho que tinha o objetivo de criar uma ferramenta on-line (site ou app) que realmente conseguisse traduzir o que tanto pregávamos em nossas apresentações pelo mundo. Nessa época, conhecemos a Apex, e eles nos incentivaram a fazer uma viagem para conhecer seus Centros de Negócios ao redor do mundo para que pudéssemos escolher um, onde iríamos desenvolver o perfil internacional da empresa e buscar informações para a construção das novas ferramentas tecnológicas. Naturalmente, o CN da Apex em San Francisco foi escolhido pois poderia nos oferecer a maior quantidade de informações de que precisávamos, já que estávamos falando de um negócio inovador. Ser notado na “meca do empreendedorismo” é algo sonhado por muitos empresários. Quais são, para o senhor, os benefícios de trabalhar no Vale? O Vale lhe traz oportunidades de testar seus conceitos o tempo todo com pessoas e instituições com muita expertise em diversas áreas ao mesmo tempo. Também é possível construir uma network completa que permita que todas as áreas vitais ao desenvolvimento de seu negócio estejam cobertas por algum especialista. É lá que você também vai encontrar as maiores dificuldades pois, ao contrário do que lemos em muitos livros, já não é tão valorizada mais a SINDINFO ES

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// entrevista

ajudar você. Eles querem que você prometa o mais importante, que você vai fazer aquilo funcionar e, quando isso acontecer, que eles vão ter alguma porcentagem do novo negócio que surgir. A Treebos nasceu de uma ideia ligada ao plantio de árvores frutíferas. Um negócio focado em sustentabilidade e respeito ao meio ambiente tem mais importância no cenário internacional? Existe um movimento internacional em busca de inovação focada em sustentabilidade. Qualquer inovação é bem-vinda, mas percebe-se que as novas tecnologias que geram algum tipo de impacto social ou ambiental, mesmo que ainda não esteja ajustada, encontra organismos criados para fomentar seu desenvolvimento. Como é a sua rotina atualmente? Como divide o seu tempo profissional e como concilia a Treebos com sua paixão pela medicina? Fiquei dois anos fora dos hospitais. Foi um acordo com os dois primeiros investidores que tivemos

“Acredite. Arrisque. Se não der certo, na próxima tentativa você vai estar mais bem preparado. Se der certo, obrigado! Você também estará ajudando a construir um mundo melhor” na Treebos. Me dediquei, durante esse período, 100% à gestão e ao desenvolvimento do negócio. Agora, tenho algumas agendas internacionais a cumprir, sou Treebos durante 24 horas do dia, mas com a ajuda de alguns sócios, tenho podido estar pelo menos uma vez por semana em contato com a medicina novamente. Quais são os planos para os próximos anos no que se refere ao desenvolvimento da empresa? Todo nosso foco está no lançamento do novo site, que acontecerá nos próximos dias. Ele virá totalmente preparado para o ambiente internacional e oferecerá oportunidade de plantio em nosso primeiro bosque internacional, que ficará a menos de 65 milhas do Vale do Silício, na Califórnia. Ele funcionará como um serviço de pré-venda antes de plantarmos as árvores, definitivamente. Nesse novo projeto, recebemos uma proposta de um investidor do Vale, e essa rodada está atrelada ao resultado da pré-venda. Esse mesmo investidor está buscando outros que se interessem ou entendam um pouco mais por negócios ligados a produção de alimentos e sustentabilidade. Como vê o cenário das empresas de TI no Espírito Santo? Vejo que as empresas capixabas estão preparadas. As pessoas enxergam o Estado apenas com o seu potencial agrícola e de mineração, mas sabemos que o ecossistema de TI do Espírito Santo é muito forte e preparado para desafios. Nessa indústria que tanto é e será demandada, o Estado tem excelentes pessoas e empresas e ainda vai surpreender muito. Qual dica poderia dar quando se fala em empreendedorismo? O que um empreendedor deve observar para fazer uma ideia virar realidade? Eu peço às pessoas que não sigam cartilhas. Empreender em inovação é algo que precisa vir de dentro. Você tem que acreditar. Existem ótimos guias teóricos, muitos bons cursos e metodologias, mas quem realmente tem que decidir a hora de pivotar ou parar tem que ser o empreendedor. Não se pode responder a um formulário e descobrir que sua ideia não tem futuro. Não é só porque não tem ninguém fazendo aquilo que significa que não existe mercado para o que você quer fazer. Acredite. Arrisque. Se não der certo, na próxima tentativa você vai estar mais bem preparado. Se der certo, obrigado! Você também estará ajudando a construir um mundo melhor.

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// Artigo

Atividade de informática e sua fiscalização pelo conselho profissional de Administração A

tualmente, várias empresas do ramo de informática vêm sendo autuadas pelo Conselho Regional de Administração – CRA/ES. Tais procedimentos, segundo a entidade fiscalizadora, são fundamentados na ausência de registro profissional das companhias de TI, apesar de estas estarem atuando na atividade regulada de “administradoras”. A legislação vigente dá aos Conselhos profissionais a função de regulação e fiscalização das atividades técnicas específicas a serem dispostas ao mercado. Esse controle é essencial para a proteção do público quanto a essas atividades, que são de natureza eminentemente técnica, sendo necessário que sua expertise mínima seja constatada por esse agente do Estado. Ocorre que a fiscalização acerca da atividade de administração sofre uma peculiaridade importante, e que, nestes casos, tem sido deixada de lado pelo entendimento dos CRAs. É que qualquer atividade econômica minimamente organizada exige naturalmente um operacional administrativo inerente à sua atividade-fim. A interpelação das empresas de informática, por estas atuarem com organizacional administrativo, induz ao raciocínio de que qualquer outra empresa, de qualquer ramo, estaria à mercê do Conselho e, portanto, vulnerável à fiscalização punitiva.

A legislação vigente dá aos Conselhos profissionais a função de regulação e fiscalização das atividades técnicas específicas a serem dispostas ao mercado Fica claro, pelas sumas razões acima delineadas, que o desenvolvimento lógico proposto é falho. A legislação que trata do assunto é, de fato, obscura, mas a interpretação não poderia levar à suposição aqui já transcrita. Ao contrário, o que intenta a lei é que sejam fiscalizadas pelos CRAs aquelas empresas que disponibilizam ao mercado, como atividade-fim, os serviços descritos como exclusivos de administrador, tais como recursos humanos, administração de material, administração financeira etc. Nesse sentido, fica evidente que as autuações do CRA/ES face as empresas de TI deste Estado são inteiramente ilegais e inoportunas, esbarrando completamente na melhor interpretação da legislação vigente, devendo ser revertidas de imediato.

Rodrigo M. Vervloet Advogado e sócio do escritório Minassa e Vervloet - Advogados Associados SINDINFO ES

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//mercado

Aliança estratégica Parcerias entre empresas promovem o crescimento do setor de TI

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ada vez mais comum, uma aliança estratégica é a colaboração entre empresas – ou ainda entre duas ou mais organizações – resultando em uma relação formal que tem a finalidade de alcançar uma meta ou oferecer um determinado produto ou serviço. A formação dessas parcerias tem registrado bons frutos, com vantagens para todos os envolvidos. Na área de Tecnologia da Informação, essas iniciativas vêm gerando projetos tão inovadores quanto eficazes. Através delas, as empresas podem unir conhecimentos e competências de outros parceiros. No Espírito Santo, ideias de sucesso surgiram após a partilha de conteúdos, perícia e recursos. É o caso do sistema Stone BI, que nasceu da união de um software criado para trabalhar com o segmento de mármore e granito com um sistema de business intelligence (BI). A carência do mercado em soluções especializadas em tomada de decisão e ferramentas gráficas e visuais para o setor de rochas foi o grande apelo da solução. O Stone BI une a experiência da Allware Software e a especialidade da Pentago em fazer softwares com BI. “Cada um trazendo o que tinha de melhor e tendo um nicho ainda inexplorado neste ramo de business intelligence é que resultou na criação desse novo produto. Seu objetivo principal é unir a tomada de decisão em tempo real, a mobilidade de acesso de qualquer lugar e os gráficos indicativos de performance do negócio de mármores e granitos em um único instrumento que fosse fácil, leve e prático de utilizar. Depois, em pesquisa de mercado descobrimos ser o primeiro produto 18

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// Vantagens em alianças estratégicas: • Troca de conhecimentos • Sinergias comerciais e tecnológicas • Acesso a novos mercados com riscos reduzidos • Redução de custos para o desenvolvimento de soluções

em nível nacional específico cedendo BI para o setor de rochas”, disse Alessandro Andrade, sócio-diretor da Allware. A parceria foi criada em uma das reuniões do Sindinfo para entrega das certificações ISO 29.110. Na ocasião, Andrade e Ivan de Vargas Lopes, CEO da Pentago, conversaram sobre a ideia de criar um produto único, exclusivo e de valor agregado para o setor de rochas ornamentais, até então um campo pouco explorado pelos grandes fabricantes de softwares. “O balanço foi um lançamento do produto na Vitória Stone Fair 2015 e uma grande procura por conhecer e testar o produto. Estamos alinhando agora o lançamento em várias visitas pelo Espírito Santo e buscando clientes da própria Allware Software que se interessaram em utilizar o produto”, explicou Andrade. Para Ivan de Vargas Lopes, o Stone BI é resultado de um cenário visto nos últimos anos, no qual os empresários do segmento de tecnologia se aproximaram graças a ações de entidades como a Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação do Espírito Santo (Assespro) e o Sindinfo. “Os empresários perceberam que,

unindo forças para fortalecer o mercado, todo mundo ganha. Nesse sentido, dentro desses encontros de negócios para discutir o setor no Estado, conversas acabam resultando em sinergias que se completam para gerar novos produtos. Com poucas conversas, percebemos que a união de nossas capacidades poderia gerar algo inovador para esse mercado especializado. Após o lançamento, constatamos o sucesso, a inovação no segmento e a demanda que o produto gerou”. Agora, Lopes adiantou que já existe a ideia de lançar o Stone BI em uma feira internacional do setor, a Marmomacc em Verona, na Itália. O CEO da Pentago enfatiza que nessa primeira iniciativa, foi estabelecido um modelo de parceria que possui todos os elementos para ser forte e duradoura. “Já estamos planejando expandir nossas soluções tecnológicas e de gestão para outros segmentos em que a Pentago atua há mais de uma década, assim como oferecer outras soluções que surgirão como fruto dessa parceria. Outras empresas também estarão conosco dentro desse modelo de parceria de sucesso”, disse. SINDINFO ES

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Soluções mais completas e mais baratas Para Franco Machado, diretor comercial da Mogai e diretor do Sindinfo, a percepção de que empresas de um mesmo setor são obrigatoriamente concorrentes é um obstáculo que precisa ser vencido quando se fala em parcerias. “Isso passa pela questão da maturidade dos empresários. Quando somos mais novos, achamos que todos são nossos concorrentes. E em boa parte das vezes não é bem assim. Mesmo vendendo para o mesmo segmento, não é todo mundo que é concorrente. O mercado é muito amplo e a partir do momento em que você tem esse conhecimento, percebe que é melhor buscar parcerias do que tratar outra empresa como adversária na luta por um cliente. Mas isso é mesmo o tempo que ensina, é mais comum vermos empresários mais maduros pensando em alianças do que os mais novos. De qualquer forma, vejo as parcerias como um caminho natural na nossa área”, enfatizou Machado. O diretor não deixa de citar as vantagens para o mercado a partir das alianças estratégicas. “Ganhamos sempre produtos melhores, mais competitivos e mais adequados, já que as empresas estão apresentando algo no qual são especialistas. Então, o mercado acaba recebendo um produto melhor e com custo menor de outros similares”. Para Machado, o Sindinfo tem tido um importante papel criando o networking entre empresários. “Tudo começa na confiança. É preciso conhecer a empresa com a qual você pretende fazer um projeto. E a confiança você ganha com o relacionamento. É por isso que batemos na tecla da integração nos eventos do Sindinfo. Eventos como o ‘Vinho com TI’ promovem a questão do relacionamento entre gestores. Aproximando os empresários, criamos o lugar para afinidades no trabalho, que terminam gerando ideias para parcerias. Nenhuma empresa é uma ilha, principalmente em um setor como o de TI. Você tem, por exemplo, uma empresa que faz soluções para granito, outra que faz produto para o setor de siderurgia. Em tese, um mercado não tem nada em comum com o outro. Mas a tecnologia que um tem para um setor pode ser aplicável para outra área. E assim, nascem as parcerias de sucesso”, frisou. O especialista na área de tecnologia Gilberto Sudré afirma que os empresários precisam ter em mente que a união de forças possibilita um produto ainda mais vigoroso e competitivo. “É preciso perder a ideia de que uma empresa tenha que controlar todo o processo, que dependa tudo dela. Sempre existe a opção

“Sempre existe a opção de contar com parceiros que trabalham em áreas complementares. Nenhuma empresa é boa em 100% das coisas. E é aí que entra a parceria” Gilberto Sudré, especialista na área de Tecnologia 20

Alessandro Andrade, sócio-diretor da Allware, e Ivan de Vargas Lopes, CEO da Pentago: aliança resultou no Sistema Stone BI, voltado para o setor de rochas ornamentais

de contar com parceiros, que trabalham em áreas complementares, e uma parceria resultará em um produto mais competitivo. Você é bom em algo? Ótimo, explore isso. Custa caro ser bom. Nenhuma empresa é boa em 100% das coisas, e é preciso reconhecer que podem existir outras alternativas. E é aí que entra a parceria”. No ponto de vista de Sudré, a questão da aliança precisa ser mais disseminada. “Creio que no Estado podemos caminhar mais nesse sentido. É preciso deixar a visão de que tudo depende da sua empresa e que ela é obrigada a conhecer tudo. A sua empresa e outras podem crescer muito com isso”. De acordo com o especialista, reconhecer um bom parceiro é fundamental para quem deseja uma aliança de sucesso. “Decidir por uma parceria é um processo longo e que precisa ser muito estudado. Demanda negociações, contratos, ajustar o modus operandi das empresas. Então é algo que precisa ser construído. Mas vale a pena”, falou. A tendência hoje é de ampliação dos espaços de cooperação e parcerias tanto na solução de problemas quanto, e principalmente, na busca de competitividade numa perspectiva sistêmica. Essa é a opinião do economista Orlando Caliman. Segundo ele, a divisão do trabalho, antes mais circunscrita à gestão interna da empresa, agora acontece num campo mais amplo de operações. “Isso, por exemplo, pode ser observado no setor de rochas ornamentais no Espírito Santo, como também nos setores moveleiro, metalmecânico e de confecções, sem esgotar a lista. Há um processo de aprendizado que avança com o que chamamos de desverticalização integrada, que nada mais é do que a integração de elos de especializações em cadeias produtivas. A aliança estratégica é processo simples de ser compreendido pelas empresas. Eu diria que no caso do Brasil, especificamente, existe um espaço enorme para avançar em termos competitivos em áreas como de serviços. Refiro-me, por exemplo, a logística, utilização da internet, tratamento de dados, computação nas nuvens. Exatamente onde os países asiáticos estão mais avançando e se diferenciando”, explicou. O ganho proporcionado pelas alianças se dá principalmente através do legado do aprendizado coletivo, da disseminação de informações, do compartilhamento de competências. Assim, o mercado se torna mais transparente, com efetiva redução dos custos de transações. É mais um caso em que o velho ditado “a união faz a força” continua atual e verdadeiro.

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//iNFONEWS

Capixabas participam da Autocom 2015

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Expo Center Norte, em São Paulo, recebeu, entre 7 e 9 de abril, o principal evento de automação para o comércio da América Latina, a Autocom - Feira e Congresso Internacionais de Automação para o Comércio. O encontro reuniu fabricantes de hardware e periféricos, software houses, suprimentos e canais de distribuição, e foi movimentado pelas novidades do setor. O evento contou com uma missão promovida pelo Sebrae-ES e o Sindinfo, e formada por um grupo de 12 empresas do Espírito Santo. Durante o primeiro dia de congresso, foram realizados os painéis “Como tornar o seu e-commerce um negócio lucrativo”, com Maurício Trezub, da CIA Shop; “O aumento da produtividade através do RFID”, com Antônio Almeida, da Brascol; “Como o Geomarketing pode apoiar o varejo”, com Flavio Levi, da Waze; e “A situação não está tão negra quanto parece”, com o consultor Steven Kanitz. No dia 8, aconteceram os painéis “Como utilizar as informações oferecidas pelos clientes em favor do seu negócio”, com Rodolfo Ohl, da SurveyMonkey, Claudio Santos e Enio Garbin (IBM); de “Avanços e desafios do processo de M&A”, com André Macedo (Zero Paper); e “Economia brasileira: novos rumos”, com Luiz Shermam, do Itaú, e Marcelo Moreira, do Sebrae. E fechando o evento, no dia 9, o destaque ficou para painel de soluções fiscais e “Conveniência trazendo inovação para o varejo”. Para Allison Lepaus, gestor do projeto fortalecimento do polo de Tecnologia da Informação e Comunicação do Sebrae-ES, a missão foi um importante momento de integração entre os profissionais da área. “A ação aproximou empresas e seus fornecedores, criando

Sebrae-ES levou 12 empresas para o evento, em São Paulo

// Empresas que participaram da missão: • Allware Software • Databelli Automação Comercial • DBM Sistemas • EF Casotti Automação • Elpro Informática • Exata Consultoria e Projetos • Exodus Serviços • Flexa Soluções e Sistemas • Mhacker Consultoria e Auditoria de Sistemas • Mitis Tecnologia Eireli • MPS Servicos Eireli • Simples Sistemas

ou fortalecendo futuros negócios. Os empresários aprovaram o evento e demonstraram interesse em voltar a participar dessa feira e de outras voltadas para o setor. O congresso foi excelente, e os painéis foram muito interessantes, atendendo plenamente nossas expectativas. Agora vamos nos preparar para as próximas”, falou ele. SINDINFO ES

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// Gadgets

Fotos: Divulgação

Câmera fotográfica 4K A Canon lançou oficialmente a XC10, uma máquina capaz de capturar vídeos em qualidade 4K. Embora se destaque no quesito de gravação de vídeos, o gadget também tira fotos de 12 MP e consegue extrair imagens a partir dos frames audiovisuais. A câmera deve chegar às prateleiras internacionais em junho, custando US$ 2.499 (aproximadamente R$ 7.545). O diferencial da XC10 é o seu tamanho. Ela mede menos de 12 cm em quaisquer dimensões (altura, largura e volume) e pesa 1,43 kg, já com bateria e cartões de memória. Segundo a Canon, a câmera pode ser carregada em um drone, o que facilita a realização de imagens aéreas. A traseira conta com uma tela touch de LCD de três polegadas. Há ainda obturador mecânico, microfone embutido e entradas para fones de ouvido e microfone externo.

Extensor de sinal O TP-Link Easy WiFi Boost, modelo TL-WPA4220KIT, é um extensor de sinal de internet sem fio que custa R$ 360. Com a promessa de expandir o alcance do sinal Wi-Fi a até 300 metros quadrados, ele é de fácil instalação e consegue ampliar sua abrangência. No estilo plug and play, para começar a usá-lo, basta conectar a caixa menor (TL-PA4010) a uma tomada próxima ao roteador. Em seguida, é preciso plugar uma ponta do cabo de rede ao aparelho e a outra à entrada LAN do roteador. A senha oferecida para aumentar o sinal da internet é segura e fica longe de ser genérica. Se o consumidor desejar alterar o nome da rede ou a chave de segurança, é preciso instalar um programa presente em um CD que acompanha o produto.

Tomada USB A Siemens lançou no Brasil uma nova tomada com entrada USB, que facilita a recarga de bateria de aparelhos eletrônicos diversos, como smartphones, tablets e câmeras, entre outros. Parte da linha BRAVA!, o acessório possui um desempenho 75% mais rápido do que os meios antigos para recarga – como entradas de computadores – e possui um sistema interno de proteção contra variações de tensão. Segundo a fabricante, a novidade está disponível em três formatos diferentes: apenas o módulo; em conjunto montado com USB; e em conjunto montado com carregador USB+ tomada. A nova tomada da Siemens já está disponível para venda em todo o país, com preço sugerido de R$ 71.

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Tablet e notebook num lugar só A HP trouxe para o mercado brasileiro o notebook conversível HP Pavilion x360, que funciona como laptop ou tablet, se o usuário desejar. Ele é o primeiro equipamento híbrido a adotar o processador Intel Core M de 5ª geração, a mais recente versão dos processadores Intel para dispositivos móveis. A tela do produto é sensível ao toque, de 11,6 polegadas, e tem resolução HD, ou seja, de 1200 x 720 pixels, podendo ser girada em 360º. Essa tela pode ser destacada do computador para funcionar como um tablet. O híbrido conta com conexões para sinais Wi-Fi e Bluetooth, além de uma entrada USB 2.0, duas portas USB 3.0 e uma saída HDMI. Ele já vem de fábrica com o Windows 8.1 que, segundo a própria Microsoft, será atualizado para o Windows 10 em breve. O gadget está disponível no mercado pelo valor de R$ 2.300.

TVs com sistema Android A Sony iniciou a venda de sua nova linha de TVs com sistema operacional Android, do Google, nos Estados Unidos – que em breve deverá chegar ao Brasil. Os preços dos televisores variam de US$ 479,99 (R$ 1.455) a US$ 2.999 (cerca de R$ 9 mil). As Smart TVs rodarão o sistema operacional Android TV e terão o chip X1, que é compatível com altas resoluções como o 4K e dá mais vida às cores e contraste nas imagens exibidas. Os modelos também terão compatibilidade com imagens HDR, que estão se tornando padrão na indústria de games e cinema. Haverá variação no tamanho das polegadas dos televisores. Eles terão de 40 a 75 polegadas, de acordo com a fabricante japonesa.

Pendrive para iPhone A SanDisk lançou no Brasil os pendrives para smartphones Android, que têm sistema operacional do Google, e os primeiros feitos especialmente para iPhones e iPads, de sistema iOS. O Ultra Dual Drive USB 3.0 terá edições de 16 GB, 32 GB e 64 GB, que custam, respectivamente, R$ 69,90, R$ 119,90 e R$ 229,90. Já o iXpand, para dispositivos da Apple, será mais caro e terá modelos de R$ 399,90 (16 GB), R$ 599,90 (32 GB) e R$ 779,90 (64 GB). Para aparelhos Android, o Ultra Dual Drive USB 3.0 tem dois conectores retráteis, o microUSB e o USB. Basta escolher qual ponta do produto para conectar no dispositivo móvel ou no computador. O iXpand segue o padrão de funcionamento do Ultra Dual Drive e consegue reproduzir vídeos que não são aceitos pela Apple.

Scanner com conexão a smartphones Disponível pelo preço médio de R$ 1.560 no mercado, o scanner da Fujitsu Scansnap X100I se conecta a smartphones e dispositivos móveis que têm os sistemas Android, do Google, e iOS, da Apple. A integração entre os produtos se dá por uma rede Wi-Fi criada pelo próprio scanner. Com uma bateria, o gadget oferece portabilidade e autonomia de uso para digitalizar até 260 páginas. Escanear uma página A4 colorida leva, em média, cinco segundos, e a resolução oferecida pelo aparelho é de 300 ppi. Quando ligado a um computador com sistema Windows ou Mac OS X, o Scansnap x100i tem a capacidade de digitalizar as imagens com a tecnologia chamada OCR. Com isso, torna-se possível editar o texto presente na página registrada, seja em um documento ou em uma planilha. SINDINFO ES

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//especial

Pesquisa 2015 Levantamento do Sindinfo pontua necessidades do setor de TI entre as empresas associadas

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ma radiografia da realidade das empresas do setor de Tecnologia da Informação, apontando as necessidades e características das organizações como os seus profissionais enxergam questões como capacitação de mão de obra, oferta de cursos e oportunidades de crescimento. Essa é a edição 2015 da Pesquisa do Sindicato das Empresas de Informática do Espírito Santo (Sindinfo), que se baseia em um formulário enviado a 82 empresas associadas.

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Foram apresentadas diversas perguntas, organizadas em nove blocos distintos, e abordados o uso dos serviços do Sistema Findes; a formação e qualificação de pessoal; feiras e missões empresariais; os eventos realizados pelo Sindinfo, o mercado de TI; a pesquisa de clima; a atuação do Sindicato, os serviços do Sebrae; e outras questões.

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A consulta mostrou que grande parte das empresas capixabas ainda não usou os serviços disponibilizados pelas entidades da Findes. De acordo com a Pesquisa, 56,52% dos empreendimentos ouvidos responderam que ainda não recorreu a iniciativas do Serviço Social da Indústria do Espírito Santo (Sesi-ES), que oferece soluções para as indústrias capixabas, seus trabalhadores e dependentes. Outras 23,91% definiram os serviços como “muito bons”. As demais opções citadas foram “bons, mas podem melhorar” (8,69%), “devem melhorar muito” (6,52%) e “excelentes” (4,34%). Nenhuma empresa considerou os serviços do Sesi “ruins, de péssima qualidade”. Já a respeito das ações oferecidas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), 57,78% das entrevistadas escolheram a opção “não usei os serviços”. Além disso, 20% sinalizaram “muito bons”. O levantamento sobre a entidade prosseguiu com os campos “bons, mas podem melhorar” (15,56%); “devem melhorar muito” (4,44%), “excelentes” (2,22%) e “ruins, de péssima qualidade” (0%). Por outro lado, a Pesquisa apontou que a maioria das empresas de TI usa os serviços promovidos pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL). E 41,30% das organizações consultadas cravaram a alternativa “muito bons”, enquanto 30,43% optaram por “não usei os serviços”. Completam a lista “bons, mas podem melhorar” (10,87%); “excelentes” (8,70%), “devem melhorar muito” (6,52%%), e “ruins, de péssima qualidade” (2,17%). Quando perguntadas se conheciam a tabela de descontos dos serviços oferecidos pelas entidades do Sistema Findes e que pode gerar abatimentos de até 80% para associadas ao Sindicato, 65,22% responderam “sim” e 34,78% “não”. Além disso, 53,19% afirmaram que sabem que a Findes oferece mais de mil tipos diferentes de iniciativas, entre cursos, assessorias, consultorias e exames. E 93,62% avaliaram que gostariam de receber informações sobre os serviços, contra apenas 6,38%, de citações negativas.

Necessidades de contratação A Pesquisa abordou também o planejamento de contratações das empresas em 2015 e 2016. De acordo com o levantamento, neste ano serão criadas 574 vagas, com destaque para estagiários (110), desenvolvedor dotnet – C# ou ASP.NET (90), desenvolvedor em Java (75) e suporte de sistemas (74). Já para 2016, surgirão 461 oportunidades. As maiores necessidades apontadas foram estagiários (91), desenvolvedor dotnet – C# ou ASP.NET (84), desenvolvedor em Java (75), suporte de sistemas (61) e desenvolvedor mobile (33). Já no que se refere aos cursos mais solicitados, foram estimadas 352 vagas em 2015. Os maiores números estão em mobile (56), dotnet – C# ou ASP.NET (38), análise de requisitos (36), dimensionamento de software por pontos de função (28), projeto de software (27) e teste de software (25). Um setor que acredita em novos talentos, a Tecnologia da Informação oferece sempre oportunidades de estágio para estudantes capixabas. De acordo com o levantamento, 51,1% das empresas responderam que seus estagiários estudam em instituições privadas na maioria das vezes. Outros 20% não contratam estagiários, enquanto 17,78% dão chances para alunos do Instituto Federal

“Queremos ouvir as empresas, suas necessidades, o que esperam e como se posicionam no mercado” - Luciano Raizer Moura, presidente do Sindinfo

// Contratação e qualificação DBA - Oracle

6 8

DBA - MySQL ou PostGree

5 11

2016 - total 461 vagas 2015 - total 574 vagas

DBA - SQL Server

9 13

Arquitetura de software

9 13

Outros

10 13

Design de interface

10 14

Profissional de redes de computação

10 16

Desenvolvedor em Delphi

10 18

Desenvolvedor em PHP

15 18

Desenvolvedor ABAP (SAP)

20 20

Analista de negócios Testador de software Desenvolvedor mobile

19 22 15 27 33 32

Suporte de Sistemas

61 74

Desenvolvedor em Java

54 75

Desenvolvedor dotnet - C# ou ASP.NET Estagiários

84 90 91 110

do Espírito Santo (Ifes) e 11,11% para estudantes da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Eventos e missões A presença das empresas de TI nos maiores eventos corporativos no Estado, no país e no mundo foi lembrada SINDINFO ES

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// EncaTI: Quais temas você sugere serem abordados? Financiamento para empresas de TI

15,79%

Benefícios fiscais que podem ser utilizados por micro e pequenas empresas de Informática

13,68% 12,63%

Formação de mão de obra Mercado de TI

12,63%

Programas de subvenção para empresas de TI

12,63%

“O sucesso dessa parceria gerou resultados que serviram de referência para outros sindicatos do Sistema Findes” Domingos Sávio, diretor da Polaris Informática

Parque Tecnológico

9,47%

Certificações de empresas de TI

pela Pesquisa. No cenário regional, 27,12% participaram da Infoshow, feira promovida pelo Sindinfo; 15,25% citaram a Super Acaps PanShow, ligada ao varejo; e 11,86% mencionaram a Vitória Stone Fair, tradicional evento de mármore e granito. Em âmbito nacional, as mais apontados foram Forum Mobile+, com 22,67%; Rio Info, com 18,67%; e InfoTrends, com 12%. Já no âmbito internacional, os destaques ficaram para a CeBIT - a maior exposição comercial do mundo no domínio dos serviços de telecomunicações digitais e TI - com 31,58%; e a Consumer Electronics Show (CES), com 28,95%. O Encontro Capixaba da Indústria de Tecnologia da Informação (EncaTI) foi citado pela Pesquisa, que buscou saber o que as empresas capixabas querem ver sendo abordado nas próximas edições do evento do Sindinfo. E o assunto número um é o financiamento para as companhias de TI, com 15,79%. Em seguida vieram benefícios fiscais que podem ser utilizados por micro e pequenas empresas do setor, com 13,68%; e formação de mão de obra (12,63%). Foi analisada ainda a periodicidade do Café com TI, outra iniciativa do Sindinfo: 36,17% dos ouvidos gostariam que o evento acontecesse a cada três meses; já 25,53% preferem que o encontro ocorra duas vezes por ano. A troca de experiência entre os profissionais do setor, que também é uma das prioridades do Sindinfo quando se fala em desenvolvimento, também foi analisada na questão que tratou das missões realizadas. O destaque foi a missão empresarial no Vale do Silício, na cidade de São Francisco,

7,89%

Informações sobre pesquisas nacionais sobre as empresas de TI

7,37%

Informações sobre pesquisas internacionais sobre as empresas de TI

4,21%

Certics

3,16%

Outros

0,53%

Estados Unidos. A viagem aconteceu entre os dias 29 e 31 de outubro e foi organizada pelo Sindicato, contando com o apoio de Sebrae, Sistema Findes e Senai. Na Pesquisa, a missão foi citada por 25,84% das empresas. Excursões para Recife (PE), Florianópolis(SC) e outras cidades também apareceram no estudo. Apenas 10,78% afirmaram não ter desejo de participar das missões. Ao abordar o mercado de TI, a Pesquisa registrou que 34,41% das empresas ouvidas atuam com desenvolvimento e licenciamento de software como produto. Outras 30,11% trabalham com serviços de tecnologia em geral. No que se refere a outras iniciativas que o Sindinfo poderia promover para ampliar a atuação das empresas no mercado, as pesquisadas enfatizaram a realização de encontros de negócios com grandes companhias locais, com 16,87%. A seguir ficaram o cadastro de produtos e serviços das associadas, com 16,87%, e a realização de eventos que incentivem ou propiciem alianças estratégicas, como fusões ou consórcios, com 15,66%.

// Participação em feiras regionais 27,12% 15,25 %

Infoshow

26

Acaps

11,86 %

Vitória Stone Fair

11,86 %

Construshow

10,17 %

10,17 %

Feira do Mármore e Granito de Cachoeiro

ISA Show

8,47 % Outras

5,08 % Vitória Moda Show

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// Missões Interior de Brasília Santa Catarina 3,92% Outras 3,92% Porto 4,90% Alegre 4,90% Curitiba

Vale do Silício

o aperfeiçoamento tecnológico: respectivamente, 50%, 47,62% e 45% das ouvidas gostariam de conhecer melhor os serviços. E 41,38% das 82 empresas disseram que precisam melhorar o seu processo produtivo. Outras 18,97% necessitam se preparar para buscar uma certificação. As soluções do Sebrae Mais também foram destacadas: 48, 78% gostariam de mais informações sobre o desenvolvimento de novo modelo de negócio, processo, equipamento ou serviço; 48,78% buscam mais dados sobre certificação; e 48,72% desejam conhecer o estudo de viabilidade econômica da entidade.

25,49%

7,84%

8,82% 18,63%

Campinas 10,78%

Recife

10,78% Florianópolis Não pretendo participar

// Mercado de TI Manutenção de hardware 3,23% 3,23%

Produção de hardware

Representação de softwares de outros estados ou países

6,45%

Desenvolvimento e licenciamento de software como produto

Outras 7,53%

34,41%

15,05% Serviços de TI em geral

30,11% Desenvolvimento de sistemas por demanda

Sebrae Tradicional apoiadora do desenvolvimento e sempre com soluções personalizadas e oportunidades de negócios, o Sebrae também participou da Pesquisa. As empresas responderam sobre o que pensam de ações disponibilizadas pela entidade: 55,81% gostariam de conhecer mais a respeito do desenvolvimento de projeto de apoio à inovação no encadeamento produtivo, do Sebraetec. Já 48,78% desejam mais informações sobre o desenvolvimento de novo modelo de negócio, processo, equipamento ou serviço. Outras iniciativas que chamam a atenção são a oficina tecnológica, a capacitação tecnológica e

Ferramenta inovadora O levantamento foi feito através do Sistema de Pesquisa de Opinião (Sipos), ferramenta criada por um empreendimento capixaba. Com a filiação da Polaris Informática ao Sindinfo, em 2013, o diretor da empresa, Domingos Sávio, foi convidado para fazer parte da direção do Sindicato. “E durante as reuniões, identifiquei que o Sipos poderia ajudar o Sindicato a conhecer as necessidades dos seus associados, possibilitando planejar as ações a serem realizadas em consonância com esses anseios. As empresas do Sindinfo receberam e-mail com convite para participarem da Pesquisa, contendo link de acesso de cada empresa ao formulário. A Pesquisa foi realizada durante o mês de janeiro deste ano”, disse Sávio. O diretor lembra que a parceria da Polaris com o Sindinfo já permitiu realizar dois levantamentos, que foram utilizados nos planejamentos de 2014 e 2015. “O sucesso dessa parceria gerou resultados que serviram de referência para outros sindicatos do Sistema Findes, que já estão se articulando para também efetuarem pesquisas com seus associados utilizando o próprio Sipos”, reforçou ele. Para o presidente do Sindinfo, Luciano Raizer Moura, o estudo possibilitou uma maior verificação dos desejos dos profissionais do setor de TI no Estado. “É essa aproximação cada vez maior o que buscamos. Queremos ouvir as empresas, suas necessidades, o que esperam e como se posicionam no mercado. Independente do resultado apresentado, a Pesquisa é importante por abordar os anseios do setor de TI no Espírito Santo. Os dados deste ano mostraram que as empresas se preocupam com uma capacitação cada vez maior, com a formação de novos talentos, estão atentas aos serviços oferecidos e participam com entusiasmo de encontros e eventos. A partir disso, é possível planejar ações importantes e que darão muito frutos. Estamos no caminho certo rumo ao desenvolvimento de nossas empresas”, falou ele. De fato, tendo a Pesquisa como bússola, o Sindinfo conduz suas associadas a novos horizontes. Novos desafios serão vislumbrados e, graças às informações obtidas, mesmo as intempéries do mercado serão mais facilmente enfrentadas, em uma jornada rumo ao desenvolvimento do segmento como um todo. SINDINFO ES

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// sindinfos

Diagnóstico detalha setor de Tecnologia Estudo setorial de TI no Espírito Santo mostra características das empresas e do mercado

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esempenhando um papel estratégico no crescimento econômico, profissional e social do Brasil, o setor de Tecnologia da Informação é indispensável para a informatização das indústrias, a modernização de entidades de ensino e sistemas de segurança, além de promover a ampliação e a agilização dos serviços públicos e a automação fiscal. No Espírito Santo, não é diferente, e o segmento segue avançando ano a ano. Atualmente, já são mais de 700 empresas trabalhando com Tecnologia da Informação em terras capixabas. Mas quais são essas empresas? Em que área atuam e que tipo de serviço ou produto oferecem para os seus clientes? Para responder a essas e outras questões, o Sindicato das Empresas de Informática do Espírito Santo (Sindinfo) realizará o Diagnóstico Estudo Setorial de TI no Estado. Com ele, é possível informar oportunidades, apoiar o empresariado na tomada de decisões estratégicas e identificar as necessidades e os desafios do setor. A pesquisa que compõe o Estudo, além da elaboração de planejamento, estruturação do questionário e captação dos dados, foi feita em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Educacional e Industrial do Espírito Santo (Ideies) e com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-ES). O Diagnóstico é apontado pelo Sindinfo como fundamental para atualizações de informações acerca do porte das empresas, como mercado de atuação, ramo de atividade, representação de software e hardware, licenciamento de produtos, desenvolvedores de soluções próprias, parceria com grandes empresas, clientes, mão de obra, infraestrutura, fornecedores, gestão, linhas de crédito e muito mais.

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// Etapas do diagnóstico Diagnóstico setorial 1º Questionário pela internet 2º Levantamento de dados e visitas 3º Tabulação dos dados 4º Relatório impresso 5º Portifólio eletrônico

Portifólio

Impresso

Versão digital

De acordo com o presidente do Sindinfo, Luciano Raizer Moura, o trabalho tem natureza aplicada, uma vez que os conhecimentos adquiridos poderão ser utilizados para uso prático visando à solução de problemas concretos do setor. Ele lembra que a iniciativa terá duas frentes. “Faremos o Diagnóstico com dados sobre o setor de TI e um portfólio com informações sobre as empresas. O levantamento dessas informações é muito importante para saber em que nível de desenvolvimento estão as empresas e como elas podem dar os próximos passos. O portfólio terá uma versão impressa e outra eletrônica, com ferramenta de busca no site do Sindinfo (www.sindinfo.com.br). Segundo Raizer, o Diagnóstico deve levar aproximadamente três meses para ser concluído.

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// Artigo

Mídias sociais: da recepção ao CEO D

o momento da descoberta, quando ficamos encantados com o poder de pessoas comuns comunicarem para audiências de todos os tamanhos, à euforia mais recente, na capa de todas as revistas semanais, as mídias sociais desempenham cada dia mais um papel estratégico nas organizações. Assemelham-se ao gerenciamento de projetos e à tecnologia da informação, conhecimento base para proporcionar as atividades fundamentais da empresa. Não se trata de uma responsabilidade do marketing. Faz parte de toda a cadeia de valor do negócio, com potencial para vários setores dentro das instituições, como: • Pesquisa e Desenvolvimento - Mapeamento de tendências, prototipagem, participação dos consumidores na criação de novos produtos e serviços; • Atendimento ao Cliente - O chamado SAC 2.0, no pré ou no pós-venda; • C omunicação Interna - Compartilhamento da informação rapidamente por aplicativos de mensagem; • Novos Negócios - Identificação de demandas e oportunidades; • Relações Públicas - Canal aberto de relacionamento com todos stakeholders; • R ecursos Humanos - Descoberta de novos talentos, desenvolvimento do conhecimento dos colaboradores; • Gestão - Entendimento de movimentos e caminhos estratégicos; • Distribuição e Logística - Descobrimento de falhas, entre outros. E o processo de evolução das ferramentas (leia-se redes e aplicativos) caminha para cada vez mais atender demandas corporativas. Recentemente o Facebook anunciou o “At Work”, para levar a experiência da rede social para dentro das empresas. Existem vários estágios no aproveitamento das mídias sociais. O essencial é se fazer presente, de acordo com o objetivo e o público que se deseja alcançar, nas redes e nos aplicativos relevantes. Esse é o primeiro passo para desenvolver uma cultura organizacional bem conectada.

O essencial é se fazer presente, de acordo com o objetivo e o público que se deseja alcançar, nas redes e nos aplicativos relevantes. Esse é o primeiro passo para desenvolver uma cultura organizacional bem conectada Deixo aqui três dicas para isso: 1) Se a sua marca (e aqui podemos praticar o conceito de que marca é uma promessa que sua empresa e seus serviços oferecem ao mercado) fosse um aplicativo de celular, qual seria a funcionalidade que ela ofereceria nas mídias sociais? Qual o benefício que ela traria e que se tornaria indispensável ao usuário desse app? Leve esse conceito de utilidade e benefícios para quem acompanhar os canais sociais de sua empresa e a probabilidade de sucesso é imensa. 2) Pratique a evolução da lei do menor esforço, a lei do MELHOR esforço. Não são obrigatórias muitas postagens e interações. Mas é fundamental que elas sejam relevantes para os dois lados. Não apenas para quem acompanha, mas principalmente para os objetivos de negócios. 3) Incentive a cultura “social” na sua empresa ou organização. Colaboradores conectados são mais bem-humorados, aprendem mais rápido, mantêm-se mais atualizados, relacionam-se melhor dentro e fora da empresa. A euforia passou. A hora é de aproveitar os benefícios das mídias sociais com maturidade e orientação estratégica para resultados. Fica o desafio: que tal parar e pensar como as mídias sociais podem alavancar os seus resultados em um ano que requer inovação para vencer a recessão ?

Leonardo Carraretto Diretor-executivo da WIS Educação, especialista em marketing e negócios SINDINFO ES

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//iNFONEWS

Modelo de gestão do Parque Tecnológico tem verba garantida e fica pronto este ano A verba já está depositada e, após processo licitatório, o projeto deve ser elaborado ao longo de seis meses

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ais um passo está prestes a ser dado na longa caminhada da luta pelo Parque Tecnológico de Vitória. Com o sonho cada vez mais perto de ser finalmente realizado, a próxima etapa agora é a licitação para contratação do modelo de gestão do complexo. Uma empresa será contratada para a elaboração do projeto que vai definir como funcionará o empreendimento. Nos próximos meses, também há previsão de início das obras de infraestrutura no terreno da família Dadalto, que integra a área do Parque, para a livre comercialização dos lotes junto às companhias de base tecnológica. A organização designada para fazer o modelo de gestão fará uma análise do mercado no qual a estrutura será inserido para identificar a vocação do empreendimento, da demanda, da mão de obra e de outros aspectos. “Eles analisam todo o mercado. A empresa vai identificar qual é a melhor vocação do Parque, se é melhor atuar em metalmecânica, robótica, nanotecnologia, como está a formação das pessoas em Vitória atualmente, se tem mão de obra para trabalhar no Parque”, exemplificou o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Vitória (CDV), André Gomyde.

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// Como será o Parque Tecnológico Metropolitano de Vitória Contará com quatro áreas, que juntas somam 300 mil metros quadrados. A área 1, de 100 mil metros quadrados, vai abrigar núcleos da Universidade Federal do Espírito Santo e do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) A área 2, de 80 mil metros quadrados, é um terreno privado, da família Dadalto, e será comercializado para empresas de base tecnológica. As obras de infraestrutura para a comercialização dos terrenos começam nos próximos meses. O Centro de Inovação compreende a área 3, com 25 mil metros quadrados, e já está com o projeto pronto e aprovado na Prefeitura de Vitória. A área 4, de 100 mil metros quadrados, será ocupada futuramente, no processo de expansão do parque.

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“A empresa vai identificar qual é a melhor vocação do Parque, se é melhor atuar em metalmecânica, robótica, nanotecnologia, como está a formação das pessoas em Vitória atualmente, se tem mão de obra para trabalhar” - André Gomyde presidente da Companhia de Desenvolvimento de Vitória (CDV)

A verba para a empresa montar o modelo de gestão do Parque Tecnológico está garantida. Já as obras de infraestrutura do terreno particular do complexo, que será comercializado para empresas de base tecnológica, devem começar nos próximos meses

// Florianópolis é modelo em inovação tecnológica A ideia é colocar o desenvolvimento do Espírito Santo em sintonia com outros grandes centros urbanos que já se desenvolveram na área tecnológica graças à instalação de parques, como o que será construído em Goiabeiras. Entre os exemplos está o complexo de Florianópolis, capital de Santa Catarina, que se tornou um polo tecnológico de referência e já conta com as grandes incubadoras Celta e Midi Tecnológico, além dos parques tecnológicos Alpha e Sapiens Parque e do Centro de Inovação Acate. Segundo dados da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico Sustentável, um fator que colabora para a ambiência tecnológica da ilha de Florianópolis, que possui 400 mil habitantes e 600 mil empresas de base tecnológica, é o fato de a capital contar com três universidades públicas e uma privada, o que fortalece a qualificação da mão de obra local. Os negócios ligados à tecnologia foram incorporados ao perfil de atividade econômica da cidade e formam uma das atividades que mais pagam Imposto Sobre Serviços (ISS) no município, além de ter faturamento alto e impulsionar outros setores da economia, como construção civil, turismo de negócios e serviços.

O projeto vai abordar desde questões mais técnicas, como mão de obra disponível e análise de mercado, até as mais burocráticas, como taxa de condomínio, segurança e circulação de veículos. Todo o funcionamento do Parque, inclusive quem ficará responsável pela gestão, será balizado a partir desse projeto.

Licitação Segundo Gomyde, a verba para a licitação da empresa já está garantida, depositada em uma conta no valor de R$ 1,1 milhão, captados por meio do Ministério de Ciência e Tecnologia. O edital de licitação está previsto para ser publicado em meados de maio, e o processo deverá durar 60 dias. “A expectativa é de que em agosto contrataremos a empresa, que vai fazer um trabalho de seis meses de duração. No final do ano, com o modelo pronto, poderemos definir inclusive quem cuida do Parque, se será montada uma empresa para isso ou uma ONG, por exemplo, para que possamos começar a fazer os trabalhos de conexão com os mercados nacional e internacional”. Outra etapa que está em andamento é a negociação para a captação de verba com o Governo do Estado para a construção no complexo do Centro de Inovação, cujo projeto no complexo já está pronto e aprovado na Prefeitura de Vitória. “Está tudo pronto para avançar para a próxima etapa, estamos apenas aguardando os recursos do Governo do Estado. Sabemos que o país e o Estado estão em um momento de ajuste de contas e sabemos também que o Executivo capixaba é parceiro e assim que possível vai liberar o recurso”, afirmou o presidente da CDV. SINDINFO ES

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// Lançamentos

Supersmartphone da Samsung A Samsung trouxe para o Brasil o seu novo supersmartphone. Trata-se do Galaxy S6, que chega para competir com a linha iPhone 6. O Galaxy S6 tem dois modelos. O S6, comum, é a evolução do S5, e já está disponível para venda no país o modelo que tem capacidade de armazenamento de 32 GB (R$ 3.300). Já o S6 Edge apresenta o diferencial de contar com a tela curva. Suas capacidades de armazenamento são de 32 GB (R$ 3.800) e 64 GB (R$ 4.300). Os produtos têm tela de 5,1 polegadas, bastante resistente a choques. A câmera traseira é de 16 MP, enquanto a frontal é de 5 MP, ideal para selfies e videoconferências. No Brasil, os aparelhos poderão ser encontrados nas cores White Pearl (branco-perolado), Black Sapphire (preto-safira), Gold Platinum (dourado) e Green Emerald (verde-esmeralda).

Drone para filmagens A DJI, fabricante de drones, lançou seu mais novo gadget. Trata-se do Phantom 3, vendido em duas versões: uma com captura de vídeos em Full HD, Professional, e outra que possui a capacidade de filmar em 4K, Advanced. O produto consegue, inclusive, fazer transmissão ao vivo a partir de uma conexão de internet. O modelo Full HD sai por US$ 999 (cerca de R$ 3 mil), enquanto o 4K tem valor inicial de US$ 1.259 (aproximadamente R$ 3,9 mil). O sistema de posicionamento funciona agora com Glonass – sistema russo de geolocalização com algumas semelhanças com o GPS – e ainda tem a função Lightbridge, que permite ao drone ir para uma distância de até 2 km de onde o usuário está.

Sony lança concorrente do iPhone A Sony entrou na briga para concorrer com os supersmartphones mais desejados do mercado: o iPhone 6, da americana Apple, e o Galaxy S6, da sul-coreana Samsung. Para seguir competitiva no mercado, a empresa japonesa apresentou seu novo produto, o Xperia Z4. O aparelho, lançado primeiramente no Japão, ganhará uma versão global no fim de maio. O valor desse smartphone ainda não foi definido. O destaque fica com o processador de 64 bits Snapdragon 810 — que auxilia no uso de inúmeros aplicativos ao mesmo tempo e não deixa o celular ficar tão lerdo — e para a nova cor azul na carcaça. A tela do smartphone tem 5,2 polegadas e resolução de 1.080 p, ou seja, tendo a qualidade Full HD, presente em TVs e monitores.

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Computador em um pendrive O Google anunciou novidades em sua linha de dispositivos que rodam o sistema operacional Chrome OS. A criação que teve o maior destaque foi o Chromebit, um aparelho do tamanho de um pendrive que pode ser conectado a qualquer tela, transformando-a em um computador completo rodando Chrome OS, o sistema operacional do Google. Os Chromebits serão fabricados pela Asus e custarão US$ 100 (R$ 320,74) no mercado americano. Seu lançamento mundial está previsto para junho, segundo publicação feita pelo Google em seu blog corporativo.Com o Chromebit, o usuário não precisa de um notebook ou netbook – basta conectar o pendrive na entrada HDMI de uma tela, como um televisor ou monitor, em casa, no trabalho ou em um café. O Chrome OS é um sistema operacional “peso leve” — em comparação com o Windows —, originado a partir da tecnologia do navegador Google Chrome.

Tablet econômico A Microsoft apresenta seu novo tablet de linha econômica. Chamado de Surface 3, o aparelho é uma alternativa bem mais em conta ao Surface Pro 3. Uma das mudanças mais importantes do novo modelo de entrada do Surface é a troca do Windows RT pelo Windows 8.1. A Microsoft também tirou o chip ARM do Surface 2 em troca do mais recente Atom X7 “Cherry Trail”, da Intel. Por US$ 500 (R$ 1.510), é possível adquirir um tablet com 64 GB de armazenamento, a mesma quantidade de espaço disponível na versão de US$ 800 (R$ 2.415) do Surface Pro 3. Com 10,8 polegadas, a tela do Surface 3 é um pouco menor do que as de 12 polegadas do Surface Pro 3. Mas a resolução continua a mesma, de 1.920 x 1.080 pixels.

Economia de dados O Google lançou uma extensão gratuita chamada Data Saver para o navegador Chrome, que economiza o consumo de internet necessário para abrir algumas páginas na web. A tecnologia de compressão de dados é a mesma utilizada pela empresa na versão do Chrome para smartphones. Quando uma página é acessada, as informações contidas nela são processadas pelos servidores do Google e enviadas ao computador. O Google informou, em março de 2013, que essa tecnologia de compressão poderia economizar até 50% do consumo de dados necessários para visitar um site.

Relógio inteligente da Apple Um super-relógio com medidores de atividade física e sinais vitais, como os batimentos cardíacos, e que também faz ligações telefônicas, envia e-mails e ainda efetua pagamentos. Essas são algumas das funções do Apple Watch, o novo produto da Apple, que se tornou sonho de consumo de inúmeros fãs de gadgets. O gadget deve chegar às lojas físicas mundiais a partir de junho. O aparelho vai custar, no mínimo, US$ 350 (R$ 1.085) nos EUA. Uma versão de luxo, com ouro 18 quilates, será vendido a partir de US$ 10 mil (R$ 31 mil). Com o relógio, que tem um microfone embutido, é possível receber ligações. O Apple Watch ainda permite fazer pagamentos, via Pay Pal, chamar um carro via Uber, realizar check-in em voos e usar o assistente pessoal Siri, que “fala” com o usuário. A bateria tem autonomia de até 18 horas.

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//sindinfos

Evento contou com a palestra de Murilo Ferraz, da Treebos

Sindinfo promove o “Vinho com TI”

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m encontro idealizado para integrar o setor de tecnologia do Estado, em um ambiente leve e agradável. Assim foi o “Vinho com TI”, evento que o Sindinfo promoveu no Edifício Findes, no dia 25 de março. Empresários do setor marcaram presença e acompanharam as novidades do sindicato, apresentadas pelo seu presidente, Luciano Raizer Moura. Enquanto degustavam um bom vinho, eles foram informados a respeito da pesquisa e do plano de trabalho da entidade para 2015. Além disso, o público conferiu uma palestra com o CEO da Treebos, Murilo Ferraz. Utilizando o conceito de crowdfunding, aplicado à agricultura de pequena escala, a empresa do capixaba se transformou em um sucesso internacional, chegando inclusive ao famoso Vale do Silício, nos Estados Unidos. Luciano Raizer aproveitou a oportunidade para falar sobre um projeto que deve fazer com que a realidade da Treebos seja comum a outras empresas do Estado. “Os empresários hoje conversaram de maneira tranquila e descontraída, trocaram ideias e conheceram um caso incrível, com a empresa de um capixaba tendo sucesso no Vale do Silício. É um exemplo a ser seguido, uma coisa inspiradora. Se ele conseguiu trilhar esse caminho, significa que é algo possível. E nós queremos proporcionar aos associados do Sindinfo um projeto chamado conexão Vitória-Vale do Silício. Trata-se de um conjunto de ações que ajuda as empresas locais nesse caminho. Teremos em breve a primeira ação desse projeto, um seminário internacional com consultores do Vale, falando sobre a necessidade de uma visão global em uma empresa de tecnologia. Queremos mostrar que a cultura do Vale do Silício já está aqui”, disse ele. Esse evento acontecerá no dia 1º de julho e contará com o apoio do Senai-ES e do Sebrae-ES.

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// sindinfos

Encontro mostra a ação de aceleradora de startups

A empresa capixaba MidStage Ventures apoia projetos inovadores

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om o objetivo de mostrar a realidade de uma aceleradora de startups, o Sindinfo reuniu no Edifício da Findes, em Vitória, profissionais de TI no dia 16 de abril. O convidado foi o CEO da MidStage Ventures, o capixaba Lucas Pimenta Júdice. A aceleradora capixaba de startups foi reconhecida como a segunda empresa do segmento mais ativa do Brasil e a 12ª da América Latina em 2014, em uma pesquisa realizada com 50 organizações desse tipo na América Latina. Entre os projetos apoiados pela MidStage estão o SuperCooler, um dispositivo para resfriar bebidas em dois minutos; e a Astan Bike, a primeira bicicleta no mundo feita de fibra de coco. Júdice tirou dúvidas dos presentes e falou sobre as diferenças de mercado entre o Brasil e os Estados Unidos. “O evento mostra a atenção que a Findes e o Sindinfo têm com o empreendedorismo, a inovação e o potencial das startups. É mais uma oportunidade

para que grandes grupos empresariais, Governo e entidades possam ajudar novos empreendedores que estão buscando uma nova linha de atuação. Ao mesmo tempo, faz com que os profissionais do setor possam se atualizar a respeito da linguagem de startups, vendo novas ideias para produtos web, como aplicativos, ou ainda produtos físicos, sempre com uma pegada diferente”, explicou ele. A MidStage é uma venture builder que auxilia pessoas a construírem negócios novos e disruptivos. “Conseguimos oferecer vários serviços que uma startup precisa, mas não tem dinheiro para bancar. Ou, quando possui recursos, R$ 20 mil ou R$ 30 mil na conta, não teria como pagar tudo o que precisa, ou não saberia como contratar esses serviços. São pessoas que muitas vezes têm uma ideia ótima para um produto, mas não sabem quanto gastarão com marketing, jurídico, financeiro, etc. E é aí que entra a MidStage”, falou.

Nova diretoria do Assespro é empossada A nova diretoria da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação do Espírito Santo (Assespro) foi empossada durante evento realizado no dia 6 de fevereiro, na Tec Vitória. Ela será responsável por conduzir a entidade no biênio 2015-2016. O novo presidente é Carlos Augusto Ferreira de Almeida , da MD Soluções Corporativas. Para ele, o ano será de muito trabalho. “Temos muitos desafios pela frente. O país passa por mudanças, e a economia vive um momento de incertezas. Sempre contando com a parceria do Sindinfo, trabalharemos muito em prol das empresas de TI. Queremos estreitar a comunicação com o Governo e também ficaremos atentos com a questão da desoneração na folha de pagamento. O ano de 2015 será complicado, mas estaremos todos juntos, buscando o crescimento do setor de tecnologia”, disse.

// Diretoria Assespro 2015-2016 • Presidente: Carlos Augusto Ferreira de Almeida • Vice-presidente de Articulação: Marcelo Martins Alves Siqueira • Suplente: Franco Machado • Vice-presidente de Associativismo e Senso de Sustentabilidade: Almir da Luz Ramos Dias • Suplente: Alvaro Braga de Abreu e Silva • Vice-presidente de Comunicação e Marketing: Luiz Eduardo Lozer • Suplente: Gilnei de Assis • Vice-presidente de Qualidade e Planejamento: Ivan de Vargas • Suplente: Benízio Lázaro

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//iNFONEWS

Vitória vai receber R$ 45 milhões para investir em tecnologia O programa Cidades Inteligentes vai transformar a capital capixaba em uma cidade moderna, automatizada e preparada para o desenvolvimento tecnológico

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itória está entre os 10 municípios brasileiros selecionados para receber uma verba de R$ 45 milhões que será destinada à implantação do conceito de cidade tecnológica na capital. A ideia é tornar o município mais agradável para se viver, trabalhar e se divertir. O projeto, denominado Cidades Humanas Inteligentes (Human Smart Cities), é uma iniciativa da União Europeia, e os recursos serão injetados pelo Banco Mundial. A verba deverá ser usada para equipar a região com infraestrutura que permitirá, entre outras mudanças, o uso de tecnologia na iluminação pública, no gerenciamento do tráfego, nas unidades de saúde e até no controle de estacionamentos rotativos. Com isso, Vitória vai se tornar mais competitiva para o desenvolvimento de novas tecnologias na área de Tecnologia da Informação (TI), potencializando ainda mais o desenvolvimento do setor. 36

A ação integra um programa da União Europeia que busca formar cidades inteligentes humanas ao redor do mundo. No Brasil, além da capital capixaba, o trabalho será realizado em Porto Alegre (RS), Rio das Ostras (RJ), Recife (PE), Olinda (PE), Brasilia (DF), Belém (PA), Colinas do Tocantins (TO), Paulista (PE) e Anápolis (GO). A articulação foi realizada pelo Fórum Nacional da Ciência e Tecnologia da Frente Nacional de Prefeitos, liderada pelo presidente da Companhia de Desenvolvimento de Vitória (CDV), André Gomyde, numa parceria com a Comissão Europeia. Foi o Fórum Nacional de Ciência e Tecnologia quem atuou para que o Brasil e o município pudessem ser contemplados na iniciativa. O dinheiro deverá chegar em 2016, após o desenvolvimento do Plano Diretor de Cidade Inteligente - elaborado em conjunto com a Comissão Europeia e com o Fórum -, ao qual os municípios contemplados deverão aderir até dezembro deste ano, para que

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// Os 10 municípios brasileiros que serão contemplados no projeto Anápolis (GO) Belém (PA) Brasília (DF) Colinas do Tocantins (TO) Olinda (PE) Paulista (PE) Porto Alegre (RS) Recife (PE) Rio das Ostras (RJ) Vitória (ES)

Dinheiro será usado para tornar a cidade mais moderna e melhor para se viver, com investimento em tecnologias que elevem as condições de mobilidade urbana e a saúde, por exemplo

// Benefícios para Vitória ao se tornar uma Cidade Inteligente Humana A proposta: aplicar a verba de R$ 45 milhões, cedida pelo Banco Mundial, no desenvolvimento de tecnologias que tornem a cidade mais humana, ou seja, mais agradável para se viver, trabalhar e se divertir, melhorando a educação, a mobilidade urbana, a saúde e o desenvolvimento urbano. Na prática: o município será submetido a um Plano Diretor de Cidade Inteligente, elaborado em conjunto entre os atores envolvidos, que irá direcionar como o dinheiro deverá ser aplicado. Entre as mudanças, serão implantados telegestão da iluminação pública, melhorias nos sistemas de videomonitoramento, semáforos inteligentes que controlam o tráfego e melhoram a mobilidade urbana, sistemas de software que facilitam a marcação de consultas médicas via web e conexão de escolas a outros centros de pesquisa ao redor do mundo. Estrutura: serão implantados cabos de fibra ótica e sensores e antenas com identificador por radiofrequência, de forma a abranger toda a cidade. A manutenção desse sistema poderá ser realizada via concessão pública.

“Isso, para o setor de TI e desenvolvimento de tecnologias inovadoras, é fundamental. Poderemos estar na frente para que as empresas de tecnologia tenham toda a estrutura no desenvolvimento de produtos que aproveitem esse conceito de cidade inteligente” Franco Machado, presidente do Conptec em 2016 seja assinado o contrato com o Banco Mundial para o envio de recursos. “A verba será usada para construir a infraestrutura que será proposta no Plano Diretor. O município vai montar a infraestrutura e depois dará a concessão para alguém. Por exemplo, vamos oferecer infraestrutura para que as empresas de telefonia possam usar para fornecer internet 4G, sinal de telefonia, etc. Será um grande avanço que conseguimos trazer para Vitória”, afirmou o presidente da CDV e do Fórum, André Gomyde. Segundo o presidente do Conselho Temático de Política Industrial e Inovação Tecnológica (Conptec), Franco Machado, o setor de TI aguarda com expectativas pela implantação do projeto em Vitória. “Isso, para o setor de TI e desenvolvimento de tecnologias inovadoras, é fundamental. Poderemos estar na frente para que as empresas de tecnologia tenham toda a estrutura no desenvolvimento de produtos que aproveitem esse conceito de cidade inteligente”, comemorou Machado. A criação de um modelo de cidade inteligente em Vitória contará com o apoio do Sistema Findes, e há expectativa para que seja formada uma força-tarefa no sentido de viabilizar a sua implementação. “Temos que mobilizar todos os setores da sociedade para que esse projeto vá adiante. Vamos ter todo o apoio da Findes e também vamos mobilizar o Governo do Estado, pois, apesar de ser uma iniciativa da Prefeitura de Vitória, o Espírito Santo inteiro será beneficiado, de alguma forma”, acrescentou o presidente do Conptec. Segundo Gomyde, ainda há questões burocráticas que deverão ser respeitadas até o início da implantação do projeto, como a adesão ao Plano Diretor de Cidades Inteligentes. “Ainda precisamos passar pelos trâmites que envolvem o Plano Diretor, mas é certo que essa verba vem para Vitória. Sou presidente do Fórum Nacional de Ciência e Tecnologia e ator nesse processo”, garantiu. SINDINFO ES

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Franco Machado (Mogai), Hugo Cristo (Ufes) e Renzo Colnago (Prodest): empreendedorismo em foco

Nest é inaugurado com bate-papo sobre inovação

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m local criado para transformar ideias em negócios. Com essa premissa, foi inaugurado na Praia do Canto, em Vitória, o coworking Nest. E o evento que abriu o espaço, no dia 22 de abril, movimentou os profissionais de TI do Estado. Com o tema “Inovação”, foi organizado um bate-papo com Franco Machado, diretor comercial da Mogai, Renzo Colnago, diretor-presidente do Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Espírito Santo (Prodest), e Hugo Cristo, professor do curso de Design da Ufes. “A conversa foi muito produtiva e reuniu pessoas de várias áreas. A discussão foi rica, já que as dificuldades e expectativas são parecidas, e a troca de experiências é fundamental para que todos cresçam. Poder contar hoje com um ambiente que tem o apoio de grandes empresas e instituições para debater temas tão importantes é mostra de que o mercado veio se profissionalizando. E isso não é de agora, é um trabalho de longo prazo, que dá agora os resultados em termos de articulação”, falou o professor.

Voltado para o empreendedorismo, o Nest oferece estações de trabalho, consultorias com especialistas do mercado, cursos e outras oportunidades. Para o coodenador do espaço, Jair Júnior, o debate chamou a atenção para a necessidade de empresas e órgãos trabalharem juntos. “O evento foi muito bom, esperávamos cerca de 60 pessoas e recebemos quase 120. A proposta era unir Governo, universidade e setor privado para debater sobre e inovação e sobre o que podemos fazer para que projetos inovadores possam aparecer cada vez mais no nosso Estado. Foi passada a importância de se trabalhar em conjunto para alcançar melhores resultados e soluções inovadoras”. Ele lembrou que, ao término dos últimos arranjos, deverão acontecer novos eventos. “A partir de maio, a casa passará a receber os coworkers. Seremos o espaço de reunião para os criativos e empreendedores do Espírito Santo”, explicou. Com 250 m² de área, o Nest está localizado na Rua Elesbão Linhares.

“Desafio da Inovação” trata do reúso da água A necessidade do debate de medidas em tempos de crise hídrica motivou a criação de uma plataforma de inovação aberta pela agência E-brand em parceria com o Sebrae. Chamada de “O Desafio da Inovação – Uso e Reúso da Água”, a iniciativa contou com uma competição entre empreendedores, profissionais da indústria, técnicos de meio ambiente, gestores públicos, universitários e sociedade civil organizada. Usando o modelo Start Up, o Desafio propôs aos participantes desenvolver em dois dias uma ideia que normalmente demoraria seis meses para ser elaborada. Em menos de 36 horas, 120 participantes criaram 48 ideias, que deram origem a nove equipes, orientadas por um time de 16 especialistas até o julgamento final. E a grande vencedora foi a Irrigatech, que conquistou um contrato de pré-aceleração no valor de R$ 50 mil em 38

serviços, além do suporte da Secretaria de Agricultura do Estado para o estudo de viabilidade técnica, e um plano de negócios do Sebrae-ES. Trazendo não só economia de água como um novo modo de pensar, o projeto da Irrigatech foi uma válvula direcional automatizada de múltiplas vias para controlar a irrigação das plantações por meio do aplicativo ou da plataforma web. Para Gilber Machado, sócio-diretor da E-brand, a ação teve êxito em criar uma competição para que diferentes públicos pudessem participar. “Com isso, aparecem ideias que se transformam em projeto de inovação. E fazemos isso focando alguns segmentos e com um tema específico. O evento foi um sucesso, e essa ação continuará. Em breve, teremos outras competições.

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// Artigo

Crise, oportunidade e sustentabilidade T

ormenta no radar. O fim do ciclo de alta de preços internacionais das commodities impactou longas cadeias de valor no país. Depois, vieram a crise hídrica, ameaçando o fornecimento de energia elétrica, e, na esteira da seca, a crise de água tratada para o consumo. Aos cenários internacional e climático, somaram-se erros na gestão macroeconômica do país. Nas eleições, mentira como principal arma política. Ânimos acirrados na cidadania. Encerramos 2014 com a Operação Lava Jato: grandes empresários presos e sob investigação. “Tempestade perfeita”. O ano começa com falta de água e energia. A economia piorou nos 100 primeiros dias do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff e dos governos estaduais. Queda de arreadação, renegociação de dívidas e imposição de fortes cortes orçamentários. O ajuste econômico imposto pelo Governo Federal, em contradição ao discurso de campanha, despertou a desconfiança da população. Avançou a Lava Jato, contaminando o ambiente político. Líderes da República investigados. Paralisia de grandes empresas em setores estratégicos. Choque tarifário. Endividamento crescente das pessoas e das empresas. A Petrobras quase quebrada, perdendo grau de investimento e vendendo ativos para pagar dívidas. Gargalos de competitividade. O desemprego reaparecendo. Ministros demitidos via imprensa. Não bastassem tantos fatores internos ruims, veio o ajuste econômico global. Sobe o dólar. A inflação acelera. O povo na rua: “fora”, “contra”, mas sem apontar caminhos para a solução. Previsão de queda de 1% no PIB nacional este ano. Quem arrisca palpites para a política? E para as governanças pública e privada? Temos pouco mais de dois séculos (desde a vinda da Corte Portuguesa, em 1808), dimensões continentais, o sexto maior PIB do mundo e 200 milhões de habitantes de várias origens. A democracia mostra um vigor jamais visto. O empreendedorismo nacional se destaca. Inovação se tornou tônica empresarial.

Somos capazes de uma sociedade verde, e, por que não dizer, azul, branca e amarela, africana e indígena. Ela requer sistemas de inteligência, gestão, comunicação, automação e colaboração A cultura brasileira é reconhecida e valorizada internacionalmente, gerando economia criativa. Meio ambiente e clima preocupam, mas, com incontáveis riquezas naturais, sustentabilidade é viável. Somos inteligentes, diversos e criativos. O que falta, então? Começa por desemperrar a máquina do Estado. E ajustar seu tamanho, foco e eficiência. A grande transformação será priorizar a dupla hélice dupla do desenvolvimento: educação e ciência, tecnologia e inovação. A saída da crise é coletiva. Cooperação, que em estágio avançado, se torna colaboração e, no nível supremo, aliança, cada vez mais depende de ferramentas que promovam o novo ambiente de negócios sustentáveis. Somos capazes de uma sociedade verde, e, por que não dizer, azul, branca e amarela, africana e indígena. Ela requer sistemas de inteligência, gestão, comunicação, automação e colaboração. Com muitos bytes e poucos átomos, podemos ser mais eficientes e competitivos com relação às velhas estruturas da política e da economia. Empreendamos.

Tadeu Pissinati Professor do Ifes

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// Apps Fotos: Divulgação

Free

Riff O Facebook lançou um novo app, o Riff. Ele tem como foco o compartilhamento de vídeos em redes sociais (principalmente no Facebook) e na internet. O usuário precisa criar um tópico para seu post audiovisual, de até 20 segundos. A estrutura chega para rivalizar com o Vine, explorado bastante no Twitter, e, também, com o Instagram, que suporta conteúdos de até 15 segundos. Os amigos podem responder com outro vídeos que também correspondam ao tópico original. Eles podem ser visualizados também no navegador – na página do Riff (www.321riff.com) – ou então incorporados a outros sites. Para usar o aplicativo, é preciso baixá-lo e fazer um cadastro. Em seguida, o usuário já está liberado para criar os vídeos. O internauta pode fazer as produções escolhendo temas pré-determinados.

Plataforma: iOS e Android Idioma: português

Consulta

Free

Plataforma: Windows Idioma: português

Plataforma: Android Idioma: português

SIM – Sistema Integrado de Monitoramento

Tutti Frutti

Solução desenvolvida pela capixaba Trevit para controle total de infraestrutura, o SIM atende 100% das necessidades de uma companhia, segundo a fabricante. As empresas precisam de arquitetura de alto padrão para suprir as demandas de seus negócios. Isso significa estar preparado para detectar problemas ou, então, futuras situações problemáticas. E com o SIM isso é possível. Trata-se de uma plataforma que aponta falhas e antevê problemas que possam prejudicar o desempenho dos serviços de missão crítica.

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Que tal jogar um puzzle casual para passar o tempo? O Tutti Frutti, desenvolvido pela capixaba Blue Pixel, é um quebra-cabeça de deslizar peças simples, bonito e divertido. Ele conta com temas naturais e relacionados a frutas. Para se divertir com os desafios de diversos tamanhos e imagens, basta clicar na peça adjacente ao espaço vazio e arrastá-la para mudá-la de lugar. O objetivo é colocar cada peça em seu local correto.

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Free

Plataforma: iOS, Android, Windows e Mac Idioma: português

InstantCam

Plataforma: iOS Idioma: Inglês

InstantCam é um aplicativo gratuito para iOS que permite fazer fotos, especialmente as selfies, de uma maneira bem diferente. Por meio de sons, ele registra suas imagens com palmas, estalar de dedos, grito ou qualquer outro ruído. Para isso, é preciso ajustar o nível do ruído e o temporizador. O programa também oferece ferramentas de correção de imagem e compartilha o resultado em redes sociais. Para facilitar o uso do app, há uma interface simples e intuitiva. Pode-se escolher pela câmera frontal ou traseira, e por disparos com ou sem flash. As fotos, porém, vêm com marca d’água. Para retirá-la, o usuário precisa fazer um pagamento específico pelo serviço. O programa tem sido indicado para o iPhone 6, para seu melhor uso.

BlueStacks App Player O BlueStacks App Player é uma ferramenta que permite executar aplicativos criados para o sistema operacional móvel Android, do Google, no Windows e no Mac. Com ele, é possível utilizar um programa destinado para plataformas mobile no desktop. A primeira inicialização exige que se respondam algumas perguntas antes de abrir a tela inicial. São apenas dados para configurar o ambiente de trabalho, como o idioma, a existência de um dispositivo Android plugado no PC e o e-mail do usuário. Depois disso, o programa exibe sua tela principal com uma miniárea de trabalho na área de trabalho do PC, com os aplicativos instalados e uma barra de acesso rápido na parte central da tela do Windows. Plataforma: Windows e Mac Idioma: Português

Free

Free

Duolingo Duolingo é uma plataforma colaborativa que permite o aprendizado de línguas estrangeiras. Com um simples cadastro, o serviço libera ferramentas didáticas e exercícios para aprender idiomas como inglês, francês, alemão e espanhol, tudo gratuitamente. Além da versão on-line, disponível para o Windows, há as opções móveis para Android, iOS, Windows Phone e com extensão para o Chrome. O site divide o conteúdo por assunto (como comida, animais, roupas, cores etc.) e separa em lições que trabalham habilidades como pronúncia, escrita e compreensão oral. Ao concluir um módulo, outros mais complexos são abertos, e assim se segue até os níveis mais avançados.

Smart Switch Mobile O aplicativo Smart Switch Mobile, da Samsung, voltado para a plataforma Android, possibilita transferir para ele dados e informações pessoais de qualquer dispositivo de mesmo sistema operacional ou iOS. Com sistemas Google, o procedimento é feito totalmente sem fios. Já em iPhones e outro telefones, é necessária a utilização de cabos. Apesar de ser direcionado aos celulares da linha Galaxy, o aplicativo é compatível e permite transferência a partir de outras marcas de dispositivos. Porém, nem todos os modelos são suportados. O programa consegue também importar dados a partir do iCloud e até do iTunes, desde que esteja utilizando um computador para realizar o procedimento. O software não migra somente o conteúdo do aparelho, mas também do cartão SD, se houver. Ele é compatível com praticamente todos os modelos de Samsung Galaxy a partir da versão S2.

Free

Plataforma: Android Idioma: Inglês

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// Infonews

Entendendo o Sistema: Senai Referência em educação profissional e serviços técnicos, entidade oferece cursos para vários segmentos

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m atuação no Espírito Santo desde 1952, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-ES) é uma entidade do Sistema Findes voltada para qualificação de pessoas, contribuindo para que profissionais capacitados possam chegar ao setor industrial. Dez anos após a criação do Senai Nacional, a extensão capixaba foi resultado de um acordo entre a então Companhia Vale do Rio Doce (atual Vale) e o Senai do Rio de Janeiro. Na época, a necessidade era de mão de obra para a manutenção da Estrada de Ferro-Vitória Minas (EFVM).Tempos depois, o Senai-ES passou a incorporar a Escola Ferroviária de João Neiva. Em 1964, foi inaugurada em Vitória a primeira unidade do Senai no Espírito Santo, batizada como Centro de Formação Profissional Jerônimo Monteiro. A partir daí, a entidade passou a ser referência em educação profissional e grande incentivadora da inovação e de transferência de tecnologias para a indústria capixaba. Contando hoje com unidades operacionais localizadas em Anchieta, Aracruz, Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Linhares, São Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória, o Senai-ES sempre se colocou como uma entidade de vanguarda, ampliando a sua oferta de serviços técnicos e cursos. E mesmo as cidades sem uma unidade do Senai são atendidas pelas Agências de Treinamento Municipais (ATMs) e pelas Escolas Móveis. A ATM é um novo conceito para a educação tecnológica e profissional. Por meio delas, os municípios terão acesso aos serviços profissionalizantes oferecidos pelo sistema Sesi/Senai/IEL, em parceria com os governos locais. Para a implementação de uma ATM, é necessário realizar a avaliação da demanda local a partir de um estudo

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de viabilidade no município. Uma vez comprovada a viabilidade da iniciativa, a prefeitura encaminha um projeto de lei para a Câmara local, para garantir o amparo legal necessário. O conceito de ATM se baseia na grande demanda por mão de obra qualificada no Estado. Já o projeto Escola Móvel tem o objetivo de oferecer diversas opções de cursos, conforme a demanda industrial da região. A unidade é montada com módulos educacionais articuláveis que formam salas de aulas e laboratórios. Segundo o diretor regional do Senai, Luis Carlos Vieira, a entidade busca identificar a vocação e a demanda de cada setor produtivo. “Aquela ideia de preparar um funcionário só para um posto no mercado de trabalho acabou. O trabalhador precisa dominar tecnologias complexas, aprender a pensar, inovar, criar, se desenvolver. E tudo isso é um processo educacional. No mundo contemporâneo, o próprio Senai evoluiu. A entidade nasceu com a aprendizagem industrial, que exigia até a 8ª série. Com o desenvolvimento da indústria, logo passou a oferecer o curso técnico. Mais tarde, abriu uma grande quantidade de treinamentos, qualificação e aperfeiçoamento. E na fase atual, com a vinda da automação e outras novas tecnologias, visa também o curso superior e até o MBA. O Senai faz cooperação internacional, busca tecnologia das grandes universidades e cria institutos. É impossível imaginar hoje a escola distante da fábrica e vice-versa. Os nossos profissionais precisam estar preparados para chegar a essa indústria moderna que vemos agora e conhecer as tecnologias”, disse ele.

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//Cursos do Senai-ES para a área de TI: • Teste de Software • DBA – MySQL • Desenvolvimento utilizando a linguagem de programação PHP • Desenvolvimento utilizando a linguagem de programação Java • Desenvolvimento Móvel com Google Android • Análise de Requisitos • Dimensionamento de Software por Pontos de Função • Programação com C# na Plataforma.Net • Programação Delphi • Design de Interface • BD Oracle® utilizando a Linguagem SQL • Desenvolvimento de páginas em Html5 • Arquitetura de Software • DB – SQL Server • Desenvolvedor ABAP (SAP)

Capacitando o setor de TI Grande parceiro do Sindinfo, o Senai-ES oferece nada menos que 15 cursos criados especificamente para os profissionais de TI. Do Desenvolvimento Móvel com Google Android à Programação com C# na Plataforma.Net, passando ainda por Arquitetura de Software, os cursos são novidades celebradas pelas empresas capixabas. Além disso, há nas suas unidades espalhadas pelo Estado cursos gerais e que também podem ser utilizados pela área, como Auto Cad 2D, CAD Inventor Avançado e CAD para Mecânica AutoDesk Inventor. De acordo com Luis Carlos, essas ações estão no caminho certo e mostram que a parceria entre o Senai-ES e o Sindinfo deve crescer ainda mais. “Não existe escola boa sem pesquisa de desenvolvimento e inovação. Especialmente para um setor como o que o Sindinfo representa, o Senai precisa estar atento às demandas da área. O setor de TI se reinventa constantemente por razões óbvias. Desenvolve processos, produtos, softwares, e o Senai está próximo desse importante segmento, trazendo a realidade tecnológica para dentro das salas de aula. A educação do Senai é pensada para a economia, e para isso, precisa atuar no tempo certo, com a máquina apropriada e o profissional especializado. A parceria com sindicatos que representam empresas de tecnologia, como o Sindinfo, será cada vez mais forte. A ideia é estar sempre junto do presidente Luciano Raizer e das empresas, buscando saber quais são as necessidades e como podemos implantar programas específicos. Queremos inclusive trazer o profissional de TI dentro do Senai, ensinando e oferecendo ainda mais conhecimento nos nossos cursos”, falou o diretor. Criando oportunidades para o crescimento dos profissionais da indústria, o Senai-ES tem dado importante contribuição para o desenvolvimento de vários setores. Com 63 anos de história, a entidade segue um caminho de conquistas que é compartilhado com empresas e com a sociedade de forma geral.

Fonte: S

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//iNFONEWS

Sindinfo lança prêmio para trabalhos acadêmicos Premiação integrará ainda mais academia, mercado e alunos da área de tecnologia

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romover a integração entre academia, mercado e alunos da área de tecnologia, além de buscar o alinhamento entre o foco das pesquisas e os estudos nas instituições de ensino superior (IESs) com as demandas do mercado capixaba. Com essa premissa, o Sindicato das Empresas de Informática no Estado do Espírito Santo (Sindinfo) lançou, com apoio da Start You Up e sua organização de educação empreendedora Startify, o “Prêmio Sindinfo para Trabalhos Acadêmicos”. Para entrar nessa disputa, é necessário ser aluno de cursos de graduação da área de tecnologia em instituições sediadas no Estado e que já tenha defendido e aprovado trabalho de conclusão de curso. Serão aceitos projetos desenvolvidos em grupos de até cinco componentes. As inscrições começaram em 15 de maio e vão até 1º de junho. O participante deve enviar documentos e informações listadas através do formulário eletrônico disponível no site do Sindinfo (www.sindinfo.com.br). A análise dos trabalhos será realizada pela Comissão Avaliadora, formada por profissionais de destaque no mercado capixaba, convidados pelo Sindicato. A examinação dos

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conteúdos ocorrerão nas etapas “Classificação” e “Apresentação”, utilizando os critérios de atendimento ao regulamento, clareza e objetividade, caráter inovador, possibilidade de aplicação prática e impactos positivos para a sociedade. Os 10 melhores trabalhos selecionados na primeira etapa serão reconhecidos como “Finalistas” e se classificarão para a fase de “Apresentação”, que acontecerá em evento organizado pelo Sindinfo. O campeão receberá um notebook, uma placa de reconhecimento para cada componente do grupo, a análise da equipe de aceleração para uma possível vaga na turma 2016 da Start You Up e uma bolsa de 100% para o programa Lean Start You Up para todos os integrantes. O segundo lugar ganhará tablet, placa e análise da equipe de aceleração para uma possível vaga na Start You Up. Já o terceiro levará celular, placa e análise para uma possível vaga na Start You Up. Os classificados entre o quarto e o 10º lugar obterão “Certificado de Finalistas do Prêmio”. Para Emílio Barbosa, diretor do Sindinfo, o prêmio é um dos destaques do Sindicato em 2015. “A ideia é valorizar os bons alunos e as boas ideias, além de promover o alinhamento entre o foco das pesquisas com as demandas do mercado”, disse.

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// Case

Tecnologia que gera segurança

Da esquerda para a direita: Luiz Lozer, Rogério Tristão e Sidnei Job

Com 16 anos de mercado, Geocontrol se especializou em soluções em áreas como mobilidade urbana e defesa nacional

S

egunda maior preocupação dos brasileiros, de acordo com pesquisa divulgada em 2014 pelo Instituto Datafolha, a segurança pública conta com um reforço capixaba na busca por soluções tecnológicas e gerenciais. Trata-se da Geocontrol, empresa sediada em Vitória, que está há 16 anos no mercado e se especializou ainda em criação, desenvolvimento e produção de tecnologias para outras áreas, como mobilidade urbana, gestão compartilhada de cidades, controle de frota e defesa nacional. Entre os destaques da empresa, estão o desenvolvimento e o fornecimento do Computador Tático Militar (CTM), que compõe a arquitetura computacional dos blindados Guarani, veículo mais moderno do Exército Brasileiro (EB). Esse contrato possibilitou à Geocontrol ser qualificada como Empresa Estratégica de Defesa (EED), grupo formado por 48 empreendimentos que estão habilitados a ser fornecedores prioritárias das Forças Armadas. Existe ainda o Teleatendimento Integrado de Demandas Emergenciais (Tide), fruto de um Termo de Cooperação Técnica entre a Geocontrol e a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro (Seseg-RJ), e que integra aplicativos e tecnologias destinadas a dar suporte ao atendimento oferecido pelo Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). Liderada pelos sócios Luiz Lozer, Rogério Tristão e Sidnei Job, a Geocontrol conta com uma equipe

altamente capacitada, formada por cerca de 100 profissionais, entre engenheiros, desenvolvedores, designers, especialistas em sistemas de informação e gestão de projetos, administradores e técnicos, além de consultores especializados. Presente nos estados de Rio de Janeiro, Pernambuco, Sergipe e Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal, a Geocontrol disponibiliza equipamentos para serviços de atendimento de emergência – sobretudo policiais militares – tendo equipado mais de 3 mil viaturas de projetos inovadores de tecnologia. Aliado ao software TIDE e ao Georast, sistema de rastreamento veicular, é possível garantir comunicação entre equipes internas e externas, com troca de mensagens e repasse de informações, através de acesso a dados on-line e off-line. Junto ao Sindicato das Empresas de Informática do Espírito Santo (Sindinfo), a Geocontrol pretende dar sua contribuição para o fortalecimento do setor de tecnologia da informação capixaba. “Temos percebido que a instituição é um bureau de informações que funciona em duas vias. Do sindicato, partem dados, notícias, eventos e cenários que ajudam o empresário a entender o ambiente empresarial. E no sentido inverso, as empresas associadas mostram suas demandas e gargalos. Com o Sindinfo e instituições parceiras como a Assespro-ES, é possível ter força para buscar soluções junto aos poderes públicos e privados”, frisou Lozer. SINDINFO ES

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//Por que me associei?

Como se associar Os interessados devem procurar o Sindicato pessoalmente para fazer a filiação. Caso queiram mais informações, os empresários podem buscá-las por telefone e e-mail ou pelo site do Sindinfo, canais nos quais são fornecidos todos os detalhes para se filiar.

“A Mitis é uma empresa capixaba com abrangência nacional e já conta com mais de mil clientes em todo o Brasil. Contém soluções inovadoras e com alto grau de usabilidade, contemplando processos certificados pela ISO. Ao nos filiarmos ao Sindinfo, vimos uma oportunidade de estarmos mais próximos e atentos ao que acontece no mercado de TI no Espírito Santo. Com isso, já conseguimos aproveitar boas palestras e ter maior visibilidade no mercado. Ser filiado é participar dos projetos de TI no Estado, sendo beneficiado pelo fortalecimento do setor”. Rodrigo Maxwel Carvalho e Barbosa, CEO da Mitis

“Inicialmente, ao nos associarmos, pensamos nos benefícios como plano de saúde com valor reduzido, cursos, entre outros. Porém, participando do último evento e podendo acompanhar mais de perto o trabalho do Sindinfo, tivemos a grata surpresa em perceber que muitos trabalhos estão sendo feitos em prol das empresas de tecnologia do Espírito Santo. Portanto, estamos fazendo parte de um grupo muito bem representado pelo Sindicato, que busca maior reconhecimento para as nossas empresas, novas oportunidades no mercado e até mesmo uma ponte entre as associadas, facilitando o relacionamento, gerando novos negócios e parcerias”.

“Pela especialização de nossos serviços, nossa demanda atualmente é mais forte fora do Espírito Santo. Decidimos pela associação ao Sindinfo como forma de nos ajudar a estreitar nossa relação com as demais empresas do Estado. Depois que nos associamos, percebemos outros benefícios. Um deles é a parceria do Sindinfo com o Aiesec, que dá descontos no programa de intercambistas. Iniciamos esse programa como uma das nossas ações de internacionalização, e só o desconto concedido por essa parceria já cobre nosso custo de associação”. Guilherme Siqueira Simões, sócio-diretor da Fatto Consultoria e Sistemas

Yuri Teixeira, sócio-proprietário da Made Informática

// Sindicato das Empresas de Informática do Espírito Santo (Sindinfo) Endereço: Av. Nossa Senhora da Penha, 2053 – Edifício Findes – Santa Lúcia – Vitória – ES Telefones: 27 3334-5691/ 99841-9371 // Fax: 27 3225-1833 // secretaria@sindinfo.com.br // www.sindinfo.com.br

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// ASSOCIADOS

Associadas

Produtos / Serviços

Contato

Aequus Consultoria S/S Ltda

Consultoria em gestão empresarial

27 3235.7546

AEVO TI

Gestão de processos, business intelligence, portais, gestão de portfólio de projetos, GED e colaboração

27 3337.0137

Allware Software Ltda

Software integrado de gestão empresarial

27 2123.0020

Alterdata Software

Desenvolvedora de softwares e soluções para gestão empresarial

27 3345.7346

AP Utility

Projeto, construção, suporte e gestão de infraestrutura e serviços de TI

27 3041.7240

AOB Software Informática Ltda - ME

Software comercial NF-e, PAF-ECF, serviços customizados

27 3063.1055

AS Auditoria Sistemas e Representações Ltda

Sua empresa sob controle

27 3298.3366

AT3 Tecnologia Ltda

Suporte técnico, manutenção e outros serviços em Tecnologia da Informação

27 3258.4661

Athenas 3000 Informática Ltda

Desenvolvimento e comercialização de software ERP

27 2104.6525

Atip Informática Ltda

Software de Automação Comercial Customizado, PAF-ECF e Nf-e

27 3752.1172

Atual Sistemas

Desenvolvedora de software e prestação de serviços

27 3727.8800

BL Tecnologia em Informática Ltda - ME

Desenvolvimento web e soluções corporativas em software

27 3343.0650

Bitável Tecnologia em Informática Ltda - ME

Soluções para planejamento e controle de projetos

27 3315.6492

Blue Pixel Entretenimento Digital

A melhor empresa de desenvolvimento de jogos do mundo

27 98193.6762

Brasit Tecnologia em Informação Ltda

Sistemas de recuperação de crédito e call center

27 3041.7260

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// ASSOCIADOS

Associadas

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Produtos / Serviços

Contato

Conectiva Sistemas

Soluções inteligentes para sua empresa

27 3726.1139

Conesoft

Sistemas de automação comercial

27 3752.1271

Conexo Projetos e Sistemas

Softwares inovadores, soluções inteligentes

27 3324.6219

CSI - Centro de Soluções em Informática

Soluções em Tecnologia da Informação

27 3204.5111

Databelli Automação Comercial Ltda

Sistema de automação comercial

27 3325.0586

Databelli Desenvolvimento de Sistemas Ltda - ME

Desenvolvimento e licenciamento de programas de computador e treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial

27 3325.0586

Dataci – Companhia de Tecnologia da Informação

Qualidade em TI na gestão pública

28 3521.2001

Devena Tecnologia e Inovação Ltda

Mobilidade e tecnologia comercial

27 3100.0857

DBM Sistemas Ltda

Tecnologia inteligente na gestão de empresas

27 2127.4900

Ebalmaq Comércio de Informática Ltda

Controle de acesso de relógio de ponto, catracas, venda e assistência técnica

27 3200.3937

Ebase Sistemas

Sistemas sob medida para as necessidades da sua empresa

27 3727.0569

E-brand Estratégias On Line Ltda

Marketing e comunicação com inovação

27 2104.0822

EBR Informática Ltda - ME

Rede metropolitana, interconexão, data center, backup as a service

27 2122.2122

EBR Internet Ltda

Serviço de internet e telefonia

27 2122.2122

EBR Telecomunicação Ltda - ME

Serviço de internet e telefonia

27 2122.2122

EcoSoft Consultoria e Softwares Ambientais Ltda

Desenvolvimento e fornecimento de soluções ambientais

27 3325.8516

E&L Produções de Software Ltda

Softwares integrados de modernização da gestão pública

27 3268.3123

Etaure Desenvolvimento de Sistemas Ltda - ME

Softwares sob medida para empresas

27 3062.2875

Exodus Tecnologia

Software de gestão financeira, fiscal e gerencial

27 3204.8404

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// ASSOCIADOS

Associadas

Produtos / Serviços

Contato

Fatto Consultoria e Sistemas

Consultoria: medição, estimativa e requisito de software

27 3026.6304

Formalis Informática Ltda

Soluções inovadoras em Tecnologia da Informação

27 3062.8087

FRJ Informática Ltda (Qualidata)

Qualidata - Soluções em informática

27 3434.4400

Geocontrol Ltda

Desenvolvimento de soluções em tecnologia para as áreas de mobilidade urbana, segurança pública e defesa nacional

27 3041.3333

Gestor Matriz

Empresa especializada em softwares para Industria de Confecções

27 3120.3891

GS Informática Comércio e Serviços Ltda

Soluções em telecomunicações, gestão de contas telefônicas, locação e venda de equipamentos de telefonia e rede e outros serviços em TI

27 3334.0300

Inflor Consultoria e Sistemas Ltda

Desenvolvimento de tecnologias para o agronegócio, geoprocessamento (GIS), implantação dos módulos SAP

27 2122.0888

InNet Soluções Ltda

Soluções para RH, financeiro, fiscal e produção de roupas

27 3371.7485

Inova Automação Comercial

Software para gestão varejista

27 3373.7100

Integro Consultores Associados

Soluções de social bussines, cloud computing e desenvolvimento de sistemas em plataformas Microsoft e IBM

27 3325.4040

ISH Tecnologia

Segurança da informação e infraestrutura de TI

27 3334.8934

Infosis Consultoria em Sistemas Ltda

Desenvolvimento e implantação de sistemas corporativos e soluções integradas

27 3211.1445

Infotec Sistemas

Sistema de automação comercial

28 3515.2300

ITConsulti Inovation Business

Soluções estratégicas em Tecnologia da Informação

27 3324.0595

Jeveaux Soluções e Ensino Ltda

Adena - Plataforma de e-commerce profissional, um produto Giran

27 3026.0264

Jnnet Telecomunicações Ltda

Acesso à internet

27 3258.4661

José Luiz Coco

Desenvolvimento de web personalizado

27 3033.6302

Linhares On Line

Internet banda larga, interligação e soluções empresariais

27 2103.8100

Lobotech Intelligence

Tecnologia e inovação ao seu alcance

27 3063.1063

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// ASSOCIADOS

Associadas

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Produtos / Serviços

Contato

Made Informática

Conheça o Plano de Saúde digital, sua empresa agradece

27 3225.5540

Mantis Tecnologia Ltda

Tecnologia Wi-Fi

27 3019.1166

Megatraining

Formações oficiais microsoft, treinamentos EC-Council e formação oficial android

27 3763.5970

Megawork Consultoria e Sistemas Ltda

Desenvolvimento e licenciamento de programas de computador e consultoria em Tecnologia da Informação

27 3315.2370

MD Sistemas de Computadores Ltda

Soluções de gestão empresarial (ERP)

27 2122.6300

MGS Tecnologia da Informação

Soluções em infraestrutura de rede e servidores

27 2121.1470

Mindworks Informática Ltda

Infraestrutura e segurança em Tecnologia da Informação

27 3015.1812

Mitis

Soluções inteligentes

27 3067.9292

Mogai Tecnologia da Informação Ltda

Software inteligente em logística e produção industrial

27 3337.1818

MR Consultoria e Sistemas Ltda

ERP - Dolphins - Soluções em sistema de informação para a gestão de processos empresariais

28 3526.7160

Multiconecta

Service Desk - Soluções e consultoria comercial para aquisição de infraestrutura

27 3205.3740

Neski Soluções Ltda

Software inteligente

27 3264.5500

Nexa Tecnologia & Outsourcing Ltda

Soluções corporativas de TI e contact center

27 2104.8000

Objetiva Soluções

Software para gestão varejista

27 3373.7100

Outview Innovative It Solutions Ltda

Consultoria especializada e soluções de gestão de TI, monitoramento e segurança da informação

27 3203.3100

Pentago Consult Brasil Tecnologia e Negócios Ltda - EPP

Modelagem, desenho e automação de processos (BPMS), fábrica, NET/Java, BI e Serviços de gerenciamento de aplicações baseado em disponibilidade (ITIL Based)

27 3325.6828

Polaris Informática Ltda

Pesquisa de opinião e clima, desenvolvimento de sistemas e portais

27 3227.2375

Prime - Centro de Formação Profissional Ltda

Treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial

27 3066.9300

Pro-Control Automação Comercial

Sistema para Financeiro,Cupom Fiscal, Nota Fiscal,Transporte e Veículos

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Projeta Sistemas de Informação Ltda

Software premiado - Gestão de locadoras de automóveis

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Raizer Moura Tecnologia

Sistema de gestão da qualidade e sistema para gerenciamento operacional, administrativo e financeiro

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Produtos / Serviços

Contato

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Soluções em software de gestão em saúde e educação

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Precisão e simplicidade

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SLE Consultoria e Desenvol. de Sistemas Ltda

BPO, BI e fabricação de software

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Sol Representações Comerciais Ltda

Representante comercial

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ERP, CRM e outros

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Sophia Informática Ltda

Consultoria e desenvolvimento de sistemas contábeis e administrativos

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Spassu Tecnologia e Serviços Ltda

Suporte técnico, manutenção e outros serviços em Tecnologia da Informação

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SPG Negócios de Informática e Telecomunicações Ltda

Consultoria/Fábrica software para múltiplas plataformas

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Spirit Soluções em Informática Ltda

Virtualização, backup, clusters, MySQL e BGP

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Team Software Ltda

Licenças e Implantação de Pacotes de Software

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Tecnofoco TI

Especializada em infraestrutura de TI e segurança da informação

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TecsystemTecnologia em Software Ltda - EPP

Desenvolvedora de software

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Associadas

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Produtos / Serviços

Contato

Tectrilha Informática Ltda - ME

Desenvolvimento e licenciamento de programas de computador e treinamento em informática

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Telemasters

Soluções em Telecomunicações ,Infra estrutura, rede Óticas,CATV,CFTV, Suporte Técnico, Manutenção de equipamentos de Comunicação

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Tempro Software Ltda

Softwares para saúde suplementar e indústria de rochas

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Trevit Sistemas Ltda

Desenvolvedora de software

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Trust Image

Digitalização de documentos com alta performance

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Totale Tecnologia da Informação Ltda

Softwares de gestão específicos para o setor de rochas

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Totvs ES

Venda, treinamento e implantação de software de gestão

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Touti TI

Suporte técnico em tecnologia da informação

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Único - Agência Digital

Sites, sistemas web e marketing digital - monitoramento de redes sociais, Google Adwords e e-mail marketing

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VGA Serviços Ltda

Telecomunicações, rede - estrutura

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Vipphone Com. De Equi. de Telecom Ltda - EPP

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Vixsystem Soluçao em Tecnologia da Informação

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