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”Leonardo, o rebelde”


Era uma vez, um furão chamado Babálo que tinha um amigo muito especial, o Jaguar Nani. Os dois frequentavam a mesma escola selvagem, mas eram muito diferentes. Babálo é um furão muito “à frente”, branco e com uma crista cor-derosa choque, olhos vivos, cor de esmeralda, nariz pequeno e arredondado, com uma boca pequena e com dois dentinhos afiados, é pequeno e semelhante a um peluche. Babálo é preguiçoso, engraçado e esperto. Adora passar o dia a apanhar banhos de sol ou a fazer corridas debaixo da terra. Não gosta muito da escola, mas como junto da sua casa vive o seu inimigo, o Leão Leonardo, o Babálo vai à escola, porque lá se sente seguro. Na escola tem o seu amigo Nani que o protege do Leão Leonardo. O seu amigo Nani é um Jaguar muito particular, ele é vegetariano, também é simpático, gosta de ajudar os outros, é brincalhão e adora a escola. Um dia, enquanto Babálo se escondia do Leão Leonardo, dentro de um armário das limpezas, já que o seu amigo ainda não tinha chegado à escola, tocou sem querer na vassoura. De repente o chão desapareceu e este escorregou até uma gruta misteriosa. A gruta não tinha nada, senão uma pequena caixa amarela, qual não foi o seu espanto quando a abriu e viu um objecto esquisito, era semelhante a um lápis mas também tinha uma lanterna e uma lupa. - Para que serviria? - pensou Babálo. - Já que está tão escuro aqui dentro, vou utilizar esta lanterna! -Assim que a acendeu viu dois cristais

verdes

muito

brilhantes,

mas

rapidamente

percebeu que afinal aqueles lindos cristais eram os olhos do Leão Leonardo…


Entretanto, Babálo desatou a correr para ver se encontrava alguma passagem secreta, tropeçou numa pedra e, ao cair, abriu-se uma porta que dava directamente para um elevador subterrâneo. O elevador começou a subir e foi parar a um labirinto, a porta abriu-se e o Babálo ao sair, reparou que o seu amigo Nani também estava ali perdido. - Olá Nani! – disse Babálo – Ainda bem que te encontro! - Então porquê? O que se passa? – perguntou Nani. - O leão Leonardo quer apanhar-me. – afirmou Babálo, muito cansado. - Não te preocupes, os dois juntos conseguimos derrotá-lo! – exclamou Nani. - Então e tu, como vieste aqui parar? – perguntou Babálo muito intrigado. - Eu fui ao sótão da escola à procura da minha mochila, descobri uma porta e abri-a. – explicou Nani – Entrei e caí num tubo que veio aqui parar! Estavam os dois amigos nesta animada conversa, quando ouviram um barulho estranho e uma porta a abrir-se. De repente, surgiu o leão Leonardo e os dois amigos, mais uma vez, conseguiram fugir, passando por entre as patas do inimigo.

Os amigos, aflitos, correram até que

algo

aconteceu –

de

inesperado


E

surgiram-lhes

três

passagens

secretas.

Tinham de rapidamente escolher uma das opções. Seguiram por um caminho e entretanto o Leão Leonardo correu atrás deles, só que não viu para onde tinham ido. Escolheu uma passagem diferente. Nani

e

Babálo

seguiram

e

quando

se

aperceberam estavam na sala de aula. Sorrateiramente, sentaram-se no seu lugar e começaram a trabalhar.

O Leão Leonardo seguiu o seu trajecto, à medida que se aproximava sentia um mau cheiro horrível, insuportável! Tinha escorregado e caído em água suja. E, pior ainda, viu perto de si, uns pares de olhos pequeninos a observarem-no – eram ratos De seguida, viu um clarão a aparecer e ouviu um barulho. Alguém estava a abrir a tampa do esgoto, era um funcionário dos SMAS. O leão furioso, empurrou a tampa e derrubou o senhor, que ficou magoado no chão. Com toda a fúria o leão desatou a correr à procura dos seus inimigos.


O leão não sabia onde é que o furão e o jaguar estavam, mas tinha um palpite. Pensou que eles estivessem na Escola e assim, dirigiu-se, o mais depressa que conseguiu, para lá. Com um enorme pontapé o leão partiu a porta da sala de aula e entrou disparado. Rapidamente, o professor elefante levantou o Leonardo com a tromba e levou-o ao gabinete do Director. Este, era um rinoceronte grande e forte e o seu gabinete metia medo. As paredes estavam cobertas de teias de aranha e pó, no tecto viviam morcegos e a luz estava constantemente a acender e a apagar. Os armários estavam cheios de esqueletos de vários animais e isso deixava perceber que o director era professor de arqueologia. O soalho do gabinete tinha muitos buracos e rangia quando se andava sobre ele. O rinoceronte tinha sido escolhido para director por ser muito bom professor, respeitado entre os animais selvagens e porque era muito inteligente. O director, sentado na sua enorme cadeira, perguntou ao Leonardo: - Diz-me lá então o que se passou? Com medo e a tremer, o Leonardo respondeu: - Na verdade… eu estava muito furioso e queria bater no Babálo e no Nani. - E qual é a razão para tu lhes quereres bater? – perguntou o director.

- Se se senhor di di director eu que que queria bater-lhes porque eles fizeram-me uma maldade e fizeram troça de min. – respondeu o Leonardo cheio de medo. _ Qual foi a maldade? E a troça? Não acredito que aqueles dois tenham feito isso ao rei da selva. Acho que me estás a enganar. – Respondeu o director Paulo. O rinoceronte já não estava a gostar muito daquela história. - A maldade foi que eles falaram mal de mim aos meus melhores amigos e troçaram do meu nome, que é muito bonito. É uma homenagem ao meu bisavô que foi um grande rei da selva. - Agora vais para a aula e chamas os teus colegas para eu tirar isto a limpo. E eu vou também consultar as câmaras de vigilância da selva.


O furão Babálo e o jaguar Nani foram um a um à sala do director Paulo. - Então furão, porque motivo o Leonardo te quer bater? O que fizeste? - Eu não fiz nada, ele é que anda sempre atrás de mim para me apanhar porque diz que o seu prato preferido é furão assado na grelha. – respondeu Babálo com algum receio. - Então se ele gosta de furão porque é que também quer apanhar o jaguar? – perguntou o director já um pouco arreliado com aquela história. - O Leonardo só anda atrás do jaguar porque ele é o meu guarda-costas e também diz que ele dará um belo casaco. – explicou o Babálo. O director chamou o jaguar que confirmou tudo o que o furão disse e depois de consultar as câmaras de vigilância da selva resolveu falar com os três em conjunto para resolver o problema. - Já sei toda a verdade, e também tenho a solução. – disse o director. - Tu Leonardo, vais passar a ser vegetariano como o Nani e assim já não haverá mais problemas nesta escola com vocês os três. Ao ouvir estas palavras o Leonardo desmaiou e o furão e o jaguar deram saltos de alegria.

FIM !!!


Leonardo o rebelde