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Posto de abastecimento sustentável GALP

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>tipo 1

A implantação do posto de abastecimento do Tipo 1 em contexto urbano denso revela a necessidade de espaço levantada pela instalação de uma infraestrutura com 4500 m2. Simula-se o contexto de uma cidade tradicional, “rue corridor”, ocupando o posto, meio quarteirão. A disponibilidade de uma área com esta escala no contexto urbano é sempre limitada, pelo que a instalação de um posto de abastecimento será uma dificuldade acrescida. Na procura de transformar a dificuldade em oportunidade, propõe-se que o posto crie o suporte físico para que a cidade passe a beneficiar de mais um espaço aberto, de fuga à densidade existente.

Planta de cobertura | esc.: 1/1000

Oportunidade de acrescentar à cidade espaços verdes, dotados de vegetação, espaços permeáveis, de integrar o posto de abastecimento no sistema verde urbano, de gerar continuidades mais do que, criar rupturas.

O posto de abastecimento do Tipo 1 é considerado o mais completo dos tipos propostos. Como tal será desenvolvido como modelo, do qual outros tipos para outros contextos poderão derivar. A contextualização em auto-estrada parece a mais verosímil para este tipo de empreendimento dada a necessidade da disponibilidade de amplas parcelas de terreno - 4.500 m2 - situação que parece difícil noutros contextos (áreas urbanas densas, por exemplo, É também interessante verificar que, este tipo de infraestrutura é, por norma, instalado ou implantado nas áreas de protecção às vias. Faixas verdes onde, pontualmente , a urgência do abastecimento aliada à força económica do sector petrolífero e distribuidor, interrompe o espaço desejadamente natural para dar lugar ao pragmatismo formal, funcional e tipológico de uma estação de serviço. Uma leitura atenta do programa a instalar no posto, revele esse pragmatismo com base comercial, na medida em que, não só propõe a disposição de serviços complementares como a estação de serviço e a loja de conveniência, como também, o próprio discurso, parece induzir a forma das construções, e os próprios processos construtivos. Questionando alguns desses pressupostos, propõe-se uma ocupação que pretende minimizar algum do impacto que estas infraestruturas comportam, tirando partido da sua localização em áreas naturais e, portanto, permeáveis. A concentração dos serviços num único edifício permite concretizar sistemas de consumo de energia se de água com recurso a fontes renováveis tais como o vento, o sol e a

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chuva. A concentração implica interdependência, que se pretende, se traduza em eficiência e consequentemente, sustentabilidade.

>tipo 2

A implantação do Tipo2 em contexto urbano denso, para além de levantar a questão da disponibilidade de área 3500 m2 comum aos dois tipos de postos de abastecimento, graças à sua redução de escala, pretende demonstrar que o edifício proposto e os espaços exteriores associados, criam, em determinadas circunstâncias, situações urbanas de especial interesse, contrariando a ruptura espacial que, por norma, estas infraestruturas significam. Procurou-se uma situação de gaveto, colmatação do quarteirão, desempenhando o edifício (e a cobertura sobre a área de abastecimento) o papel de viragem entre um arruamento e outro, dando origem a uma clara relação de continuidade do contexto urbano, apesar da infraestrutura. O carácter abstracto e icónico do edifício é fundamental para o reconhecimento de um momento singular.

Planta de cobertura | esc.: 1/1000 O posto de abastecimento do Tipo 2 difere do posto do Tipo 1 na área de implantação, na quantidade de bombas de abastecimento, nas áreas de circulação, nas áreas verdes e de estacionamento. No que diz respeito ao edifício, as alterações necessárias à adaptação verificam-se apenas na cobertura sobre a área de abastecimento, reduzindo o seu comprimento. A estrutura e organização gerais mantêm-se, remetendo para o edifício descrito no Tipo 1. Note-se que onde a adaptação mais se faz sentir é na área de circulação automóvel. Se no Tipo 1, o utente (automobilista) entra na área do posto, e todos os serviços estão disposto ao longo do seu percurso até à saída, neste caso, o mesmo acontece com a área de abastecimento, mas já não se verifica para a área dos serviços (lavagem e estação de serviço). A redução de área e consequente reorganização do espaço, remete os serviços para o extremo oposto ao abastecimento, sendo que a deslocação para estes pontos exige, no regresso, a inversão de marcha. A faixa de 6 metros disponível nos dois Tipos para circulação permite esta adaptação sem necessidade de redimensionamento. A quantidade de llugares de estacionamento

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apenas diminui 1 unidade. Continuam a existir duas áreas para este efeito, dotadas com 1 e 2 lugares para deficientes.

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>edifício | organização

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tipo 1

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tipo 2

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>tipos | híbridos Da questão já abordada da limitação na disponibilidade de terrenos com 4500

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m2 e 3500 m2 em contexto urbano denso, e tendo simulado equadramentos

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que não representam a maioria das nossas cidades, a sustentabilidade é,

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agora, abordada na sua vertente territorial. Perante o (des)ordenamento de muitos dos aglomerados densos que compõem o tecido territorial, parece fundamental especular a viabilidade física do posto de abastecimento em contextos de ordem formal mais complexa. Dos tipos 1 e 2 derivam novas organizações que, mais do que reduzir as áreas verdes e as áreas de circulação automóvel, demonstram a capacidade de se adaptarem a outras configurações, ainda que, em determinados casos, a omissão de um ou dois serviços. O edifício de apoio

isso signifique será

o único comum a todas as configurações, por aí se

estação de serviço 212.5 m2 passagem 13 m2

concentrarem

os

serviços

funcionamento

do

posto.

A

essenciais existência

ao e

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viabilidade de um ou outro serviço dependem de factores económicos, sendo porém fundamental que, associada à organização espacial existente, a

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forma e configuração do edifício não comprometam a instalação do posto. Pretende-se com este exercício cobrir um leque de hipóteses suficientemente vasto, de pátio 180 m2

modo que, quaisquer que sejam os serviços a instalar e a forma do terreno disponível, a

lavagem 189 m2

instalação do posto é possível, demonstrando v e r i f i c a

Lavagem Jet wash aspiração

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que, também nesta vertente, o edifício a

s u a

sus

tentabilidade.

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edifício de apoio 215 m2

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wetland

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Simulação | esc.: 1/2000

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Posto de abastecimento sustentável GALP

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esc: 1 / 6.000.000.000

>3.000.000.000 pneus dispostos inapropriadamente

>abordagem

A construção do posto apoia-se, quase na integra, na utilização do pneu reciclado. Se o programa que serve de base ao projecto do posto de abastecimento sustentável deixa transparecer a inevitabilidade da standardização, a proposta desenvolvida funda a construção em técnicas construtivas resultantes da inovação, originando uma linguagem arquitectónica de excepção, suficiente para marcar o seu tempo e destacar a marca distribuidora. Retoma a investigação construtiva com origem nas questões da contemporaneidade, revestindo-se de forte pertinência social e de determinante expressão lúdica. Pátio e cobertura representam a continuidade com a tradição construtiva do homem, e são os expoentes da sustentabilidade edificada. O pátio, com raizes na construção romana, jardim interior iluminado naturalmente, e a

ár

permeáv

el

cobertura, elemento básico de expressão, é o lugar do aproveitamento da energia solar e da água.

ea

+16 +20 % %

aumento de áreas permeáveis

ár e

as v

er de s77 0

vista geral

m 2

áreas verdes

A disposição dos serviços em círculo em torno de um pátio impluvium - resulta numa forma quase icónica, e, para além da facilidade de circulação automóvel, promove a concentração dos serviços que possibilita a concepção do sistema de reciclagem de águas. O pátio, associado ao edifício de apoio, transforma o posto num espaço de utilização mais intensa por parte de não condutores. É uma oportunidade para aumentar a área permeável do posto, de criar um espaço exterior alheio ao trânsito automóvel, de conectar edifício e envolvente.

ea

permeáv

el

ár

estacionamento

+30 %

pneus usados

cio na m en

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m2

re rial cicla te

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do

utilização materiais reciclados/reutilizados

ma

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asfalto modificado com borracha

as -2 10 0

pátio m2

Sendo a parte pavimentada para circulação ou estacionamento automóvel, aquela que consome maior área, impermeabilizando-a na totalidade, optou-se por dois tipos pavimento. Na expectativa de ver aumentada a proporção de área permeável, as áreas de estacionamento são concebidas no prolongamento das áreas verdes. O recurso ao pneu usado repete-se, desta feita com a integração de vegetação com raíz funda, garatindo a fixação ao solo, e a ausência de criação de lamas. Uma segunda solução é adoptada para as áreas de circulação automóvel, substituíndo o tradicional betuminoso por asfalto modificado com borracha de pneu.

recurso a energias renováveis

6 painéis fotovoltaicos

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reciclagem de água

A fim de combater o previsível défice de água, urge implementar medidas que contribuam para a redução do seu consumo e restrição da sua distribuição. A captação de águas pluviais e a reciclagem de águas cinzas são sistemas que garantem o fornecimento de água corrente sem recurso a água potável, contribuindo de forma decisiva para a diminução do seu consumo. A forma do edifício promove, para além do pátio, uma cobertura com a superfície suficiente para funcionar como colector de águas pluviais. Estas serão depositadas em reservatório colocado sobre o edifício de apoio.

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estacionamento

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Planta geral | esc.: 1/500

co

e ág u a od

-35 %

tável po

nsum

1 - edifício de apoio | 2 - estação de serviço | 3 - lavagem de automóveis | 4 - abastecimento de combustíveis | 5 - enchimento à distância | 6 - estacionamento | 7 - pátio | 8 - ar/água

Alçado lateral esquerdo

cobertura do edifício reservatório de água rervatório de águas cinzas tratadas pátio com “wetland” dispositivo de reciclagem de águas cinzas tipo

circulação

Alçado de trás

Alçado lateral direito

Alçado da estrada 0

5m

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Concurso "Posto de Abastecimento Sustentável Galp"  

Proposta para o Concurso "Posto de Abastecimento Sustentável Galp" - 2007

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