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NUNO PAMPLONA

Portfolio de Arquitectura


“é bem verdade que não basta gravar o nome numa pedra, a pedra fica, sim senhores, salvou-se, mas o nome, se todos os dias não o forem ler, apaga-se, não está cá.”

José Saramago


Curriculum Vitae

Dados Pessoais

Nuno Castro Godinho Rangel Pamplona 10 de Junho de 1988 Porto, Portugal

Contactos

nunorangelpamplona@gmail.com (+351) 916573003

Formação

2008-... Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP) 2007-2008: Escola Superior Artística do Porto (ESAP)

Workshops

2012: C+C+W - Conferência, Colóquio e Workshop 2011: Espaço Público

Concursos

2016: Re-Habitar o Centro (Braga, Portugal) FINALISTA Login Gate (Jarfalla, Suécia) FINALISTA Fear of Columns (Barcelona, Espanha) 2015: Porto Pool Promenade (Porto, Portugal) 2014: Barraca da Queima das Fitas da AE FAUP (Porto, Portugal) 2014: GO Architecture - 48 horas (Porto, Portugal) 2013: 120 hours (Geiranger, Noroega)

Experiência Profissional

2013 Colóquio e Oficina Internacional - Arquitetura, Desenho e Representação: metodologias de desenho no ensino de projecto - Monitor. 2012 A Life (Black and White) - performance desempenhada para Nedko Solakov no Museu da Fundação de Serralves.

Instrumentos de Trabalho

Autodesk: AutoCad Rhinoceros Google Sketchup V-Ray Adobe Creative Cloud: Illustrator; InDesign; Photoshop Microsoft Office: Word; Excel; Power Point Desenho Maquetas

Principais Qualidades

Criatividade Trabalho em equipa Comunicação

Outros Interesses

Cinema Música Literatura


Projectos Seleccionados

Centro de Documentação Caixa Forte . 06

Piscinas Urbanas Promenade Emergente . 10

Colunata Presença e Ausência . 12

Pórticos Park update . 14

Re-habitar o Centro DiverCidade . 18


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Centro de Documentação Caixa Forte

Âmbito: Académico Ano: 2013 Local: Porto, Portugal Pedido: arquivo, salas de estudo, salas de exposição, auditório, bar, loja, w.c’s, administração, câmara de expurgo, sala de recepção e tratamento de documentos, sala de catalogação de documentos

Acoplado a uma das artérias centrais do Porto, o terreno a intervir caracteriza-se pelo vazio resultante das grandes obras realizadas no final do século XIX que, não concluídas, deixaram o quarteirão parcialmente destruído. A proposta aproveita-se então deste factor – deste vazio e destes fragmentos restantes – para concentrar o programa, ancorando-o ao limite norte do terreno, e, assim, libertar grande parte do espaço à cidade. Propõe-se um espaço público amplo, uno e contínuo: uma praça inclinada, que acompanha a pendente da avenida e se relaciona com o adro da igreja e com a praça da estação de metro; e um largo, à cota alta do terreno, que pretende rematar as traseiras do casario, absorver e facilitar alguns fluxos pedonais. O Centro de Documentação solta-se dos edifícios pré-existentes, evidenciando as antigas demolições, com a intenção de expor os vários elementos que constituem a cidade, os vários textos que compõe e ajudam a compreender parte da evolução histórica do lugar. Eleva-se como um monólito pétreo, construído com centenas de monólitos mais pequenos; um todo feito de partes. Homogéneo e abstracto no lado de fora, como as capas dos documentos que pretende albergar, exteriormente pouco mais nos oferece do que um título, do que uma primeira aproximação. Só depois de nos aventuramos no seu interior é que podemos conhecer as suas particularidades.


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B

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C

A'

A

Planta piso 1 B'

C'

Alรงado Sul

PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT Corte longitudinal


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Planta piso 0 B'

C'

A

A' B

C


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Piscinas Urbanas Promenade Emergente

Âmbito: Concurso Co-autoria: Luís Choupina Ano: 2015 Lugar: Porto, Portugal Pedido: espaço performativo, piscinas, balneários, sauna, wc´s públicos, porto, estacionamento automóvel, estacionamento de bicicletas, quiosque, loja de pesca, bar, restaurante.

A partir do muro existente gera-se um novo limite, uma nova espessura, um espaço público inspirado nas arcadas da Ribeira e de Miragaia. Aqui, mais do que uma imagem, procura-se a atmosfera e as vivências livres e descompremetidas que estas loggias potenciam. Sugere-se um dispositivo urbano uno e contínuo, propício à realização de várias actividades, nas diferentes alturasdo ano; um espaço livre e sem fim, pouco especializado mas bastante incisivo, em que edifício e espaço público se confundem na paisagem. As suas linhas remetem às do Porto – nas ruas estreitas, nos largos irregulares, nas grandes escadarias – confluíndo todos os percursos na piscina, como se de uma praça (de água) se tratasse. Transparece uma atitude bruta e delicada, rígida e orgânica, seca e emotiva, num projecto que se quer sedutor, ténue, mas também arrojado.


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Colunata

Presença - Ausência

Âmbito: Concurso Co-autoria: Alexandar Georgiev, Diogo Zenha e João Pedro Ferreira. Ano: 2016 Lugar: Barcelona, Espanha Pedido: Reconstituição das oito colunas e dos dois pedestais, desenhados por Josep Puig i Cadafalch, que existiram em frente ao Pavilhão de Barcelona, de Mies van der Rohe.

A memória é a parte que se salvou daquilo que está ausente, reflexos de fragmentos passados que sobreviveram ao presente. A memória torna real algo que já desapareceu e sustenta a noção de ausência por manter a lembrança – aliás, a falta de alguma coisa só é sentida, precisamente, por determos a sua presença em nós, por reconhecermos a sua existência mesmo que já não exista no plano físico. Não poderá a sensação de ausência despontar uma intensa e forte presença? Não será isso que se sucede com a colunata, em que a sua desaparição, principalmente após a reconstrução do pavilhão, despertou e fez notar ainda mais a necessidade da sua comparência?

Partindo desta premissa, tenta-se sugerir a perda que a praça sentiu após a remoção da colunata, sensibilizar à falta que esta faz enquanto moderadora do diálogo entre pavilhão e a cidade, enquanto espaço-transição, como elemento de abertura e fechamento (filtro) que, numa gradação da escala urbana à humana, anunciava o pavilhão e ao mesmo tempo o resguardava. Assim, com uma atitude irónica mas crítica, tenciona-se revelar as colunas e os pedestais pela sua ausência, evoca-los a partir da cristalização do seu vazio, desenha-los com ar e luz, tornando a sua omissão no seu corpo presente.


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Para este efeito, propõe-se uma sucessão de planos verticais negros que preencham o que antes era o espaço intercolúnio, assim libertando o espaço que as colunas e ospedestais ocuparam. Estes planos, estes megálitos, separam-se para dar espaço às novas colunas, e, devido à sua espessura considerável, permitem que estas, além de atravessáveis, sejam agora habitáveis. Estas fenestrações abrem-se a diferentes mas específicos enquadramentos, emolduram frames verticais que limitam a visão para o pavilhão e deste para a cidade. Contudo, estes pontos de vista parciais das aberturas são contrapostos, através das superfícies reflectoras dos

monólitos, com pontos de vista mutáveis que alteram conforme a posição do observador. O vazio restringe e o cheio amplifica esta multiplicidade de perspectivas que procuram inquietar e despertar a curiosidade de quem passa, expondo a obra de Josep Puig i Cadafalch e de Mies van der Rohe sobre de uma nova luz. Retrata-se a ausência das pegadas do passado, que espelham os passos que trilham o presente, pondo em perspectiva possíveis caminhos para o futuro; sobram vazios a ser preenchidos, para reflectirem e para se reflectir.


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Pórticos

Park update

Âmbito: Concurso Estatuto: FINALISTA Co-autoria: Alexandar Georgiev, Diogo Zenha e João Pedro Ferreira. Ano: 2016 Lugar: Jaarfalla, Suécia Pedido: Desenhar dois pórticos de entrada novos para o parque da cidade.

Variações dos alçados e das plantas

Sê bem vindo! Deixa o telemóvel por momentos; mexe-te, usa o corpo CAIXA – tira uma e altera a arquitectura – senta-te, deita-te; interage directamente com os outros, comunica, exprime-te. Contamina o parque com cor, pinta-o, modifica a sua PaiSageM!


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Re-habitar o Centro DiverCidade

Âmbito: Concurso Estatuto: FINALISTA Co-autoria: Alexandar Georgiev, Diogo Zenha e João Pedro Ferreira. Ano: 2016 Lugar: Braga, Portugal Pedido: Reabilitação de quatro edifícios do final do século XVIII, transformando-os em habitações

Corte longitudinal

A retoma ao centro antigo de Braga tem conjugado um abrangente leque de pessoas, o que tem gerado uma maior heterogeneidade e aumentado as interacções sociais e pessoais. Este projecto pretende reforçar, precisamente, essa diversidade, atrair estudantes, trabalhadores, turistas, jovens casais e famílias, tentando proporcionar o aproveitamento da cidade e sua história a um maior e mais variado número de pessoas, ao mesmo tempo que procura intensificar um sentido de comunidade. Neste sentido, sem comprometer ou descaracterizar demasiado a arquitectura pré-existente, com algumas altarações desenha-se uma entrada e um logradouro uno aos quatro edifícios, bem como espaços de uso comum que sirvam os moradores. Para se reunir um grupo heterogéneo de pessoas numa proposta una, são fundamentais espaços que consigam dar resposta a diferentes modos de habitar, e, por isso, que se adaptem a diferentes necessidades e usos. Gera-se, então, uma teia de possibilidades que permite várias distribuições tipológicas, tal como diferentes organizações internas. Essa polivalência espacial é conseguida através da demolição das escadas dos edifícios das extremidades, que se encontram em mau estado; de aberturas estratégicas nas paredes de meação; e a partir de um sistema de armários que podem variar conforme o espaços pretendidos. Mais do que uma fórmula, pretende-se desenvolver um modo de operar que seja incisivo mas aberto, e que possa ser aplicável noutros casos de estudo.


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Planta piso 2

Planta piso 1

Possibilidades Tipológicas

Corte transverssal

Possibilidades Programáticas

T0

Circulação

T1

WC/Arrumos

T2

Espaço Comum

T2/T3

Espaço Íntimo


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nunorangelpamplona@gmail.com

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