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Gazeta das Coisas que Ocorreram no Fórum dos Numismatas e seus Eventos no Ano de Dois Mil e Doze | Especial S. Elói.

NÚMERO 03 2012

www.numismatas.com

A colecção Vida & Obra Moedas Medalhas ...


ESPECIAL SÃO ELÓI

A Colecção Uma série inteiramente dedicada ao santo padroeiro dos numismatas, pensada e desenhada por toda a equipa do fórum.

A identificação dos autores de cada ilustração é feita no próprio pacote pelas assinaturas que aqui mostramos:

(MS) Miguel (AP) Alberto (LS) Luís (PC) Paulo (TG) Teresa (CP) Carlos

As várias colecções de açúcar produzidas pelo Fórum Numismatas revelaram-se um sucesso entre os periglicófilos e uma importante fonte de receita para a conta corrente, que como sabem se destina à aquisição de artigos a sortear/premiar em futuros eventos da casa. O dia 1 de Dezembro foi escolhido pela Sociedade Numismática Brasileira como o Dia do Numismata. A escolha residiu na data do calendário católico, alusiva a Santo Elói ou Elígio, talentoso ourives e mestre da casa de moeda no reinado de Clotário II. O culto a este santo é um dos mais antigos da cristandade e a data corresponde ao dia da sua morte. São Elói é solenizado como padroeiro dos numismatas, ourives, ferreiros, mercadores de cavalos, cocheiros e metalúrgicos. Encontrámos mais de duzentas referências a S. Elói, passando pela numismática, medalhistica, pintura, escultura, cerâmica, ourivesaria e tapeçaria comprovando a sua importância histórica. Foi a partir dessas referências que criámos as várias imagens alegóricas ao Santo. Pela primeira vez a série será composta por ilustrações da autoria da Teresa (argolas), do Paulo (sagh), do Miguel (MS), do (Luis lmsalgado), do Alberto (Bandadolopes) e do Carlos (Destrans), ao invés de um único ilustrador. Garantido o enquadramento na área da numismática, a equipa magicou esta série especial, totalmente dedicada a uma personalidade histórica, acompanhada por uma mini edição da gazeta Mealha, exclusiva para os conjuntos distribuídos no fórum. A produção continua a ser MySugar, numa emissão única e limitada para as nossas colecções pessoais. O apoio, como sabem é do jasscard: www.jasscards.net

A assinatura de S. Elói

A assinatura de Santo Elói, proveniente do documento de fundação da Abadia de Solignac (França), foi o grande impulsor da aparência desta colecção. É a partir desta adornada rubrica de Santo Elói, oriunda das suas próprias mãos, e da marca monetária presente nas moedas da sua oficina, que nasce a imagem que representa esta colecção de açúcar. Juntámos ao seu nome a bigorna, o martelo e as punções, artefactos primários do trabalho de ferreiro e que personificam esta personalidade, resultando em dez composições distintas presentes no verso dos pacotes desta série.


ESPECIAL SÃO ELÓI

Elói, mestre moedeiro O enorme talento como artesão ourives valeu-lhe o respeito de Clotário II, que lhe confia o cargo de Mestre da oficina de cunhagem do reino e responsável pela casa de moeda de Paris. Ao longo de vinte anos de serviço martelou vários Sólidos e Trientes de ouro, com a inscrição da sua assinatura ELIGI ou ELICI, aliada a uma Cruz Ancorada, assim chamada, pela âncora que a encima. Esta representação da Cruz, lembra aos cristãos que a esperança está em Cristo. É também o símbolo de São Clemente, Bispo de Roma que de acordo com a lenda, terá sido lançado ao mar amarado a uma âncora por ordem do imperador Trajano. Os anversos, como é natural, apresentavam os respectivos retratos dos monarcas francos. Exerceu a função com grande prestígio, tendo sido ensaiador, gravador e mestre de inúmeras moedas, não só em nome de Clotário, mas também do filho Dagoberto I e de Clóvis II. Como é apanágio dos grandes reis, os três soberanos mandaram lavrar moeda em seu nome, em todas as oficinas do reino. Mas de todas as casas e respectivos mestres moedeiros foi Elói o que mais se destacou.

Mais informações sobre esta série em: www.numismatas.com

A sua assinatura, aliada a uma Cruz Ancorada, são as suas marcas


ESPECIAL SÃO ELÓI

Vida & obra De 588 a 659

Elói ou Elígio nasceu em Chaptela, nas proximidades de Limoges no ano de 588, no seio de uma nobre família Galo-Romana. Seguindo a orientação dos pais, ainda jovem, ingressou na escola de ourives de Limoges, a mais conceituada da Eura à época e ainda hoje respeitada. Formou-se como mestre ourives tendo alcançado fama pela sua competência, integridade e honestidade. Corria o século VII quando o rei Clotário II, rei de Nêustria e mais tarde rei de todos os francos, desejoso de possuir um trono de ouro, reuniu grande quantidade desse metal e procurou um ourives que lhe executasse o serviço. Todos os ourives que encontrou, sendo desonestos, lhe diziam que o ouro acumulado não era suficiente. Afamado pelo seu rigor e honestidade, S. Elói foi incumbido da construção do trono, declarando que aquele ouro era suficiente para a confecção do trono. Aproveitou bem o ouro recebido e conseguiu com ele fazer não um, mas dois tronos, facto que lhe valeu a promoção a chefe da casa da moeda, ourives oficial e guardião e administrador do tesouro real, funções que manteve durante o reinado de Dagoberto II, filho de Clotário. Exerceu a função com grande prestígio, foi autor de diversas moedas que circularam com a sua assinatura e chegou em certa altura a lavrar moeda de Marselha. Após a morte de Clotário II, Dagoberto II manteve-o nas mesmas funções acrescentando-o ainda das incumbências de conselheiro e diplomata. De tal sorte exerceu de forma eficaz estes cargos, que muitas vezes era ele quem se encontrava com os emissários estrangeiros antes destes se encontrarem com o rei, evitando assim o despoletar de conflitos, dado o temperamento e carácter conhecidos do soberano, não só na vida pública como inclusivamente na privada, onde São Elói também exerceu muitas vezes as suas influências apaziguadoras.

Medalhas a S. Elói A composição inicial deste projecto incluía a produção de uma medalha em nome de S. Elói. Infelizmente e por motivos orçamentais não nos podemos permitir tal feito, podendo uma fraca adesão à sua aquisição influenciar negativamente iniciativas seguintes. Contudo, agrupámos algumas medalhas que encontrámos na nossa pesquisa, em evocação ao Santo padroeiro dos Numismatas, onde se inclui um peso monetário para moedas portuguesas.

Além dos imensos encargos foi um benemérito, tendo estado implicado na libertação de escravos, no acudir à pobreza e no conforto levado a prisioneiros. Demitiu-se de todos os cargos em 639 aquando da morte do rei e entrou para a vida eclesiástica. Foi nomeado Bispo em Ruão a 14 de Maio de 641, após ter sido ordenado sacerdote por Deodato, Bispo de Mans. Fundou, como se disse, mosteiros, entre os quais um perto de Solignac em Limousin, outro dedicado a S. Martinho de Noyon e ainda outro a dez quilómetros de Arrás, numa colina que depois se chamou Monte de Santo Elói (Santo Elígio). A sua fama espalhou-se por toda a Europa. Faleceu no ano de 659, a 1 de Dezembro com 71 anos de idade.

MEALHA Nº3 Gazeta das Coisas que Ocorreram no Fórum dos Numismatas e seus Eventos

ILUSTRAÇÕES Alberto Praça, Carlos Pernas, Luís Salgado, Miguel Soares, Paulo Carreira e Teresa Guimarães

PRODUÇÃO Numismatas

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Mealha 3 | Especial S. Elói  

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