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Núcleo de Estudantes de Engenharia do Ambiente

VIII Semana de Integração do Caloiro

N.º 8, Novembro 2002

Índice NEEA ENEEA O Ambiente em Portugal Pág.2 Visões de Engenheiro Eng. ª Helena Martis Pág.3 No DAO.. Prof. Doutor Luís Tarelho Pag. 4

VIII Semana de Integração do Caloiro de Ambiente Pág. 05 Comissão Pedagógica de EA Pág. 06 Agenda Pág. 06 Desporto em EA Pág. 06

Calendário Eleitoral NEEA Prazo para entegra de listas Campanha

13 de Novembro 15 / 20 Novembro

Eleições

21 Novembro

NEEA - Núcleo de Estudantes de Eng. º Ambiente

Patrocínio

AAUAv

Departamento de Ambiente e Ordenamento –UA Campus Universitário de Santiago 3810-193 Aveiro Tel 234 370 200 Ext 22644 Fax 234 429 290 Email neea@dao.ua.pt

Apoio Dep. Ambiente e Ordenamento


NEEA “delegação de Aveiro” ao... Poucos, mas animados podia ter sido o nosso lema... Às 7h32 da madrugada de dia 31 de Outubro, saimos de Aveiro rumo à capital, com a expectativa de participarmos no II ENEEA, onde esperavamos apredender algumas coisas e que nos abrisse os horizontes para coisas “inovadoras”, tal como indicava o tema.

primaram pela sua objectividade e que conseguiram de facto transmitir à paleita alguma da experiência dos oradores enquanto Engenheiros do Ambiente, e as próprias visitas tecnicas... Mas no geral o balanço não é dos mais positivos, tendo sido a cenralização deste Encontro em Lisboa, quer ao nível da organização como ao nível dos oradores, um dos aspectos negativos a apontar.

Não se pode dizer que a experiência não teve os seus pontos altos, como algumas das intervenções, que

Ao nivel das conclusões do Encontro, se é que podem assim ser designadas, consideramos ser de salientar

a necessidade de uma maior comunicação entre os estudantes e a Ordem dos Engenheiros e de uma especificação das competências dos Engenheiros do Ambiente, como salvaguarda e valorização da profissão. Gostariamos de agradercer à Universidade a cedência do transporte, que acreditamos ter colaborado no “engrossamento” desta “delegação, mesmo assim tão diminuta.

O Ambiente em Portugal.... dia 20 Novembro, anf. DAO Não é uma pergunta fácil de responder aquela que colocamos... Todos temos a consciência de que o desenvolvimento não pode ser obtido a todo o custo, mas também sabemos que diariamente os valores ambientais são postos de parte em nome dos interesses económicos. Ora, num País como o nosso que ainda está a conquistar o seu espaço na Europa, como alcançar o equilíbrio entre as duas vertentes: ambiental e económica? Acreditando que com o filtro feito pelos órgãos de comunicação social é difícil ao cidadão comum ter a noção de qual é a realidade ambiental portuguesa, pretendemos pois convidar pessoas que já tiveram a seu cargo a pesada tarefa de procurar este equilíbrio e de definir e implementar uma política de Ambiente em Portugal. Tendo por base o objectivo de permitir que a população académica aveirense, e todos aqueles que visitam a UA na Semana Aberta da Ciência e Tecnologia, possam ter acesso em primeira mão à opinião de duas

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pessoas de mérito inegável, com vastos conhecimentos sobre a realidade portuguesa e uma noção própria das dificuldades inertes aos mesmos, Eng.º José Socrates (actual deputado e ex Ministro do Ambiente) e Dr. José Eduardo Martins (Secretário de Estado do Ambiente), iremos organizar um seminário de duração de uma tarde, durante o qual iremos desafiar os nossos convidados a falarem dos principais problemas ambientais de Portugal e a apontarem soluções compatíveis com o desenvolvimento económico de que País precisa. Sendo esta uma iniciativa ligada aos problemas ambien-

Com o apoio

tais, e esperando nós uma plateia forte em Eng.os Ambiente (futuros e em exercício), convidamos para moderador uma pessoa ligada à área da Economia, o Prof. Doutor Borges Gouveia, do Dep. Economia, Gestão e Engenharia Industrial da UA .


Visão de Engenheiro B.I.

DICAS

Nome Helena Margarida Gonçalves de Oliveira Martins

N.º matriculas com que acabou o curso 5

Local de trabalho

Se gostam de investigação.... deixem-se cair na tentação! As bolsas de investigação são uma das hipóteses que têm ao vosso dispor quando acabam o curso. Uma hipótese válida!

Departamento de Ambiente e Ordenamento, Universidade de Aveiro

Responsabilidades actuais Bolseira de investigação do GEMAC (Grupo de Emissões, Modela-

ção e Alterações Climáticas)

Dificuldades sentidas? Lidar com burocracias!!! Falta-me conhecimento prático de industria. Como comecei logo a trabalhar nos "produtos finais", i.e. na identificação das emissões pontuais e difusas, sinto alguma dificuldade em conhecer

os processos produtivos da indústria. Para se saber o que é emitido nas industrias é essencial saber o que entra e como se transforma...

Falhas do curso? Falta de formação na área da economia e economia do ambiente. Pouca atenção dada à área da energia. Inadequação dos curricula de algumas

A ideia generalizada de que as bolsas dificultam a entrada no mundo do trabalho não corresponde à realidade. As bolsas, além da componente de investigação por vezes com cariz mais académico, incluem a realização de trabalhos práticos com aplicação na “vida real”. E tudo depende do tipo de trabalho que idealizam para o vosso futuro. No entanto, actualmente a carreira de investigação em Portugal praticamente “não existe”, sendo apenas um caminho para atingir um fim. Não será sempre assim... Como em qualquer área, hoje em dia não há “empregos para a vida”, a incerteza faz parte do percurso e como em tudo na vida é preciso pesar os prós e os contras e arriscar...

disciplinas (por vezes os objectivos da disciplina não são concretizados).

Pontos fortes do curso Formação de base muito sólida. Área da poluição atmosférica – a melhor

do país.

Percurso Profissional Estágio profissional na Sondar, Lda Aveiro (1998/99) Responsável da área ambiental na STA – Saúde, Trabalho e Ambiente,

Lda (2000) Bolseira de Investigação do GEMAC no DAO/UA (desde 2001)

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No DAO... Prof. Doutor Luís António da Cruz Tarelho Professor Auxiliar Convidado do DAO Email: Ltarelho@dao.ua.pt Domínio de Especialização: Tecnologia da combustão, Reactores químicos, Controlo de efluentes gasosos

A produção de energia a partir de combustíveis fósseis, e com ela associada a emissão de poluentes atmosféricos, tem sido e continua a ser um dos desafios mais profundos que se coloca às sociedades modernas. Hoje em dia a combustão fornece mais de 90% da energia mundial, e as projecções apontam para que permaneça a fonte de energia dominante para o futuro. A combustão é também responsável pela maior parte da emissão antropogénica de poluentes para a atmosfera. A combustão em leito fluidizado começou a dar os primeiros passos na década de 70, e desde então tem-se tornado uma tecnologia estabelecida e com provas dadas na produção de energia a partir de carvões com elevado teor em enxofre e carvões de baixo rank, de uma forma económica e ambientalmente aceitável, constituindo um dos desenvolvimentos mais importantes em termos da combustão do carvão. Mais recentemente, e em resultado da flexibilidade dos leitos fluidizados no que toca à natureza do combustível, a sua aplicação tem vindo a estender-se à incineração de resíduos sólidos. Uma das particularidades da tecnologia do leito fluidizado assenta na sua baixa temperatura de operação (gama 750-950ºC), o que limita à partida a oxidação do azoto atmosférico, ficando a formação do NOx limitada à oxidação do azoto existente no combustível. Além disso, a própria natureza do sistema reactivo promove a destruição in situ do NOx formado. Por outro lado, a injecção de calcário na câmara de combustão permite ainda a remoção in situ do SO2 formado du-

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rante a oxidação do carvão. Numa perspectiva de contribuir para uma melhor compreensão dos fenómenos que ocorrem durante a combustão em leito fluidizado, foi desenvolvida e construída no DAO uma instalação experimental à escala piloto. A instalação é composta por três sistemas: o sistema reactivo, o sistema de amostragem e análise gasosa e o sistema de controlo e aquisição de dados. O sistema reactivo assenta num reactor de leito fluidizado construído em aço refractário AISI 310, com cerca de 0.25 m de diâmetro interno e 3 m de altura. O sistema de amostragem e análise gasosa é composto por um conjunto de analisadores automáticos de gás, sensores de pressão e temperatura, um conjunto de unidades de controlo e distribuição de gás e por sondas de amostragem de gás localizadas ao longo do reactor. Os analisadores de gás destinamse a medir a composição do gás em termos de O2, CO2, CO, N2O, SO2, NO e hidrocarbonetos totais. A operação da instalação é efectuada com recurso a um sistema de controlo computadorizado, que assenta numa plataforma de hardware e software de controlo e aquisição de dados. Relativamente ao trabalho experimental desenvolvido, numa primeira fase foi analisada a combustão de carvão. Para o efeito foram utilizados dois carvões algo distintos, uma antracite portuguesa e um carvão betuminoso sul africano. Nesse âmbito, foi testado o efeito de algumas variáveis operatórias (temperatura do leito, excesso de ar,

combustão com ar por estágios e adição de calcário) sobre a emissão de vários compostos, em especial sobre o CO, NO, N2O, SO2 e hidrocarbonetos totais. Mais recentemente, a investigação efectuada na instalação tem sido direccionada para o estudo da viabilidade da incineração de alguns resíduos em leito fluidizado. Neste contexto, foi analisada a incineração, e coincineração com carvão, de resíduos de biomassa resultantes das fileiras do sector da produção da pasta de papel, bem como alguns tipos de lamas secundárias provenientes do tratamento biológico de efluentes líquidos. Para o efeito foram desenvolvidos sistemas de alimentação dos resíduos e estabelecidas algumas condições operatórias (humidade dos resíduos, temperatura do leito). Foram analisados problemas relacionados com a questão da desfluidização, bem como o efeito de algumas variáveis operatórias sobre a emissão de alguns compostos (CO, NO, N2O, SO2 e hidrocarbonetos totais). Numa próxima fase pretende-se dar início ao estudo do comportamento de alguns metais contidos nos resíduos, bem como à identificação de algumas espécies de hidrocarbonetos emitidos durante o processo de combustão/incineração. Grupo de Investigação: Fernando Jorge M. Antunes Pereira Manuel Arlindo Amador de Matos Luís António da Cruz Tarelho


SICA E mais uma SICA se passou.... Como já é tradição, o curso promoveu mais uma semana de integração ao caloiro de ambiente (SICA), que teve o habitual sucesso e o impacto característico na academia aveirense. De notar uma extraordinária adesão dos próprios caloiros, que apareceram em força e em numero!

ultrapassa já as fronteiras do curso e que foi largamente comentado. Quem esteve lá (e foram muitos os presentes) divertiuse e fez divertir, pois a indumentária tem vindo a melhorar a olhos vistos. Vejam com os vossos próprios olhos... Foi inesquecível! Mas como não podia deixar de ser,

Neste 8º ano de SICA, nada de novo se fez (desculpem, mas já não tivemos tempo nem imaginação para inovar quando a “receita” funciona tão bem?)... Foi com agrado que verificámos uma adesão em massa da caloirada (mais de 40!...) e daqueles que já não sendo caloiros, e que até já somam muitos anos de academia, brindaram a SICA com a sua presença, boa disposição e o indispensável contributo para a realização da mesma, fazendo com que as tradicionais actividades levassem a uma efectiva integração dos lodos/lamas de Ambiente na Academia e na cidade de Aveiro, e Não havendo espaço para descrever todas as iniciativas desta “semana”, vamos seleccionar algumas que maior sucesso tiveram! A viagem a S. Jacinto é sempre um momento alto da SICA, com uma componente mais “ambiental”, e depois de uma viagem de lancha pela tão famosa ria de Aveiro, pudemos pois desfrutar o prazer de ir até uma praia lindíssima (só é pena a poluição..). Esta viagem promove ainda um agradável convívio entre os presentes (acreditamos que existirão partes em que os caloiros não sejam da mesma opinião...) onde as brincadeiras e a boa disposição são constantes. Não poderemos deixar de falar da Festa Parola que atingiu um sucesso que

que antecedeu o baptismo. Na segunda parte da SICA, integrada na Semana do Caloiro, tivemos um grande jantar de curso no dia do baile do caloiro. O jantar do caloiro demonstrou todo o espírito do curso, e foi notória a união do mesmo. Este jantar foi sem dúvida (dizem os “velhos”..) um dos melhores, e quem esteve presente certamente o irá recordá-lo como um dos best off do curso. Ficaram por referir as muitas noites no TAKUZE e as festas na 8 Graus, que permitiram que o pessoal se fosse conhecendo.

esta semana teve também a sua componente cultural (a cultura não ocupa lugar. .): a visita ao Museu da padroeira da nossa cidade Sta Joana permitiu aos caloiros conhecerem um pouco da história da cidade de Aveiro. A seguir a um passeio cultural, nada melhor que conhecer a cidade de Aveiro, através do peddy-paper, que lhes deu a conhecer não só a cidade, como também os bares onde passarão muitas das suas noites.

Os nossos agradecimentos a todos que permitiram e contribuíram para a realização da oitava edição da SICA. Espero que os lodos e lamas recordem a SICA VIII com a saudade com que recordo a minha, e que vejam nela um momento Kodak (para mais tarde recordar...). E assim, mais uma SICA passou...

O pano baixou (o da SICA, claro!) com o tradicional Baptismo de Curso, onde mestres e caloiros foram baptizados. Os mestres deram um grande contributo à animação do evento, o que se percebe tendo em conta a almoçarada

NOTAS Para os Lodos e Lamas que ainda não têm o seu diploma e cartaz, apareçam no NEEA. As fotografias estão já disponiveis na sala do Núcleo, e aceitam-se encomendas até ao final do mês.

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A COMISSÃO DE CURSO INFORMA... Caros Colegas, venho por este meio informar que os representantes de ano e respectivamente de curso mudaram. Como tal as informações disponíveis neste momento são poucas em virtude das eleições se terem realizadas à pouco tempo. Apenas informamos que o nosso curso se encontra em avaliação relativamente ao ano 01/02, e apelamos à participação de todos, assim como, nas iniciativas referentes aos cortes orçamentais organizadas pela AAUAv. Como nova representante de curso apelo à cooperação de todos para melhor exercer as minhas funções.

Agenda 15 – 17 . 11 XIII Encontro Nacional das Associações de Defesa do Ambiente / ONGA Local: Museu da Água da EPAL, Lisboa. Mais informações: CPADA - Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente tel: 213620792 fax: 213542819 e-mail: cpada@mail.telepac.pt ou FPCUB - Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta tel: 213159648 fax: 213561253 e-mail: fpcubicicleta@clix.pt 19 - 22. 11 Semana Aberta da Ciência e da Tecnologia da Universidade de Aveiro Consulta o site\.

27 – 29 . 11 V Colóquio para a Valorização do Montado - A Produção Florestal Sustentável Local: Portel, Organização: CM Portel, Associação Terras Dentro, Universidade de Évora, Direcção Regional de Agricultura do Alentejo, Ass. Produtores Florestais do Vale do Sado e Imobiente. Mais informações: Associação Terras Dentro Rua do Moinho, 19 7220-408 Portel tel: 266611574/75; fax: 266612305 ou e-mail: atd.portel@terrasdentro.pt 29 – 30 . 11 II Encontro Nacional do Colégio de Eng. Ambiente “A Engenharia do Ambiente e o Desenvolvimento Sustentável” Local: Escola Superior de Biotecnolo-

gia – Univ. Católica (Porto) Tel 222 054 102 Preço para estudantes não membros da Ordem dos Eng. – 75,00 euros 05- 08 . 12 Situação da Rede Natura 2000 nos Países Mediterrânicos II Congresso Internacional Local: Lisboa Para mais informações Liga da Protecção da Natureza-LPN, Estrada do Calhariz de Benfica, 187, 1500-124 Lisboa, tel.: 21 778 00 97 fax: 21 778 32 08 e-mail: lpn.natureza@mail.telepac.pt site: www.lpn.pt

Desporto em EA Neste momento está a organizar-se uma equipa de Engenharia do Ambiente para o Torneio de Futsal Masculino, e uma equipa feminina do Departamento de Ambiente e Ordenamento para o Torneio de Futsal Feminino. Tendo em conta, os bons resultados obtidos no ano passado, desde já desejamos boa sorte aos desportistas do curso!

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NEEA - Folha Informativa 8 (2002)  

8ª edição da folha informativa do Núcleo de Estudantes de Engenharia do Ambiente.

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