Page 1

nspsocorro.com.br

PRAIA DA COSTA - FEVEREIRO - 2018 #45

REVISTA DA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO

VILA VELHA - ES

SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO

No ano do leigo, a Igreja convida à reflexão do que é “ser Igreja”

JOVENS Em meio às festividades do verão, jovens criam programação para manter a rotina de oração e amizade

12

LITURGIA Cinzas: início da caminhada de jejum, caridade e oração

CONSCIÊNCIA CRISTÃ Eleições 2018: o papel do cristão na mudança da sociedade

16

34


Nesta edição você encontra:

Serviços Gerais

Produtos:

Condomínios de frente para o mar Mármores e granitos Produtos para construção civil Mercearia e Padaria Restaurante e lanchonete Materiais de Construção Posto de Combustível Material Médico Automóveis Hortifruti granjeiros Materiais ortopédicos e hospitalares Alimentos para cães e gatos Óticas

Expediente:

Paróquia N. Senhora do Perpétuo Socorro Pároco: Padre Anderson Gomes da Silva Contato: (27) 3329-4282 | Rua São Paulo, S/N Praia da Costa, Vila Velha - ES www.nspsocorro.com.br Produção Editorial: Parresia Comunicação Católica Contato: (27) 3535-4045 www.parresia.com Coordenação/Jornalista responsável: Christine Mendonça MTb 1879 - ES Fotos: Colaboração Antônio Ferrão e Pascom Tiragem: 3.000 exemplares Distribuição: Praia da Costa Vila Velha - ES Contato Comercial: Agência Parresia (27) 3535 4045 Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro Rua São Paulo, S/N (Esquina com a Rua 15 de Novembro), Praia da Costa, Vila Velha – ES, 29101-300 Comunidade Santo Antônio Rua Rio Branco, 37 – Parque Castanheiras, Vila Velha – ES, 29101-130

Entrega-te ao Senhor

S U M Á R I O

Engenharia e construção civil Corretora de imóveis Atendimento médico Atendimento odontológico Idiomas Educação Clínicas Atendimento psicológico Turismo Música

4

EDITORIAL

Serviços:

6

A sua voz na Revista Panorama

8

VOZ DO PAPA

Bullying: uma triste realidade

10

ARQUIDIOCESE

Vinde e Vede 2018 recebe público recorde JOVENS

12

Verão é tempo de... GJ em ação

14

ARQUIDIOCESE

Campanha da Fraternidade reflete sobre a violência LITURGIA

16

Cinzas: o início da caminhada de oração, penitência e jejum

20

ARQUIDIOCESE

Arquidiocese tem novo coordenador de Pastoral ESPECIAL

22

“Sal da Terra e Luz do Mundo”

28

PERSONAGEM

HERMES E LEONILDA: Igreja doméstica a serviço da vida DEVOCIONAL

Comunidade Santa Luzia R. Santa Leocádia – Praia da Costa, Vila Velha – ES, 29101-030

32

Nossa Senhora, a padroeira dos navegantes e dos viajantes

Conselho Editorial:

CONSCIÊNCIA CRISTÃ

Andrea Almeida Antônio Ferrão Camila Sampaio Carol Zorzanelli Giovanna Pulcheri Kenia Puziol Lara Thiebaut Liandra Carpanedo Luiz Alberto de Carvalho Max Rege Myriani Fambre Paula Padilha Paulo Soldatelli Soeli Uliana

***Os artigos e matérias da Revista Panorama são produzidos por colaboradores, membros do Conselho Editorial e da Pastoral da Comunicação da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

FALA PARÓQUIA

34

Eleições 2018: o poder de mudança em nossas mãos IGREJA EM AÇÃO

40

Projeto Igreja Irmã edifica uma igreja viva e acolhedora

3

REVISTA PANORAMA


EDITORIAL

ENTREGA-TE AO SENHOR Por que Deus não cura nossa doença? Por que ficamos doentes? Por que sofremos? Por que às vezes procuramos a Deus e não nos sentimos confortados? Às vezes passamos por dificuldades e traumas que nos machucam e nos tiram o

ânimo e a coragem. A sogra de Pedro também esteve nesta situação, deitada,

paralisada. Muitas vezes o que nos derruba não é a doença física, mas o ódio, o egoísmo, a depressão e tantos outros sentimentos.

A Bíblia nos conta o drama de Jó, que passou por muitas tristezas e decepções

na vida, embora fosse extremamente temente e fiel a Deus. “Os meus olhos não voltarão a ver a felicidade”, disse ele, que perdeu todos os seus bens e filhos. Há dores que nos desestabilizam e nos tiram a vontade de viver, fazendo com que

nos prostremos. Por que isso acontece? Onde está Deus? Por que Ele não cura a todos? São perguntas que nos fazemos nessas horas.

O sofrimento não vem de Deus. O salmista diz para louvarmos a Deus porque Ele é bom, o amparo dos humildes. Então, dEle não pode vir nenhuma coisa ruim. Pe. Anderson Gomes da Silva

PÁROCO

Porém, se vivermos uma vida “torta”, alguns sofrimentos vão surgir. Deus nos dá

nossa vida e, com liberdade, fazemos nossas escolhas. Tais escolhas, podem trazer consequências que nos fazem sofrer.

Quando, nesses momentos de sofrimento, retornamos a Deus e lhe pedimos Siga-me nas redes sociais

ajuda, Ele, em sua bondade infinita, nos acolhe e tenta nos devolver a alegria.

Mas, para isso, precisamos passar por algumas situações que ainda não nos são agradáveis. É daí que vem a dor de Deus. O que Deus provoca em nós não é o

sofrimento pelo sofrimento, mas a dor para voltarmos a sermos como éramos. Quase um renascimento; e todo parto traz uma dor.

Voltemos ao exemplo de Jó e da sogra de Pedro que, mesmo em meio ao sofri-

mento, encontraram a paz em Deus. Eles se colocaram diante do Senhor e confiaram, abrindo verdadeiramente seus corações e deixaram que Ele agisse. Às vezes há situações que nos paralisam, mas mesmo assim precisamos crer no Senhor e pegar em sua mão. É “crer para ver e não ver para crer”. Se você quer ser curado, seja qual for a sua dor, deixe-se ser conduzido pelo Senhor.

4

REVISTA PANORAMA


FALA PARÓQUIA Essa comunidade é muito acolhedora. Padre Anderson,

belo cantor, é um ótimo padre, sem contar os inúmeros

eventos que todos fazem com muito carinho; Jesus, o Sol

da Nossa Praia, por exemplo, é o melhor. O passeio de bike é minha paixão! Amo servir a Deus. Que Nossa Senhora da

Penha continue abençoando todos vocês”. ARIANO CARLOS CARREÇO via Facebook

Merecida a reportagem com o nosso querido fotó-

grafo Antônio Ferrão. Parabéns para quem eterniza os

momentos lindos e especiais que acontecem em nossa Paróquia com tanto carinho”.

DULCE CLERIA VERVLOET Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Excelente a revista de janeiro! Ótimos artigos e bem articulados. Parabéns!” CARLOS ALBERTO MACEDO Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

pascom@nspsocorro.com.br

Rua São Paulo, s/n – Praia da Costa-ES

6

REVISTA PANORAMA


Nossa Paróquia é show!!! Amamos a nossa

Igreja e o nosso pároco!”

RENATO LORENA DE ANGELI via Facebook

Parabéns, Padre Anderson, Deus abençoe seu lindo trabalho e continue te dando força e sabedoria na condução da nossa comunidade. Suas palavras são sempre precisas e sábias. Você nos faz refletir e aprender a cada homilia. Obrigada por cuidar da nossa comunidade com tanta dedicação”.

Parabéns, Pe. Anderson! Deus

te conduza sempre com sabedo-

ria, inteligência, dedicação, amor e

muita garra. Adoro ir à missa todos

os domingos ouvir a Palavra de Deus tão bem

MARCELI STANGE no Facebook pelo aniversário de 13 anos de ordenação do pároco

explicada; me comove demais. Obrigada, Deus te proteja muito”.

ELISA PEREIRA OLIVEIRA no Facebook pelo aniversário de 13 anos de ordenação do pároco

Somos abençoados por poder ouvir, vivenciar e

aprender o que é amar a Deus sobre todas as coisas.

Um testemunho de fé. Parabéns, Padre Anderson. Que Nossa Senhora te cubra com o seu manto de luz”. MONICA DEBBANÉ no Instagram pelo aniversário de 13 anos de ordenação do pároco

7

REVISTA PANORAMA


VOZ DO PAPA

BULLYING: UMA TRISTE REALIDADE

E

QUEM NUNCA OUVIU FALAR OU FOI ALVO DE BRINCADEIRAS DE MAU GOSTO?

m mais um encontro da funda-

guagem dos gestos, linguagem esta

Para Francisco, as agressões como

expressou sua opinião sobre o

sorriso (sorriso que dá esperança),

dem uma profunda maldade e um

ção pontifícia, o Papa Francisco

bullying sofrido por crianças e adultos em todo o mundo, ressaltando as guerras, a necessidade de diálo-

go, respeito e amor, e a necessidade

que às vezes é uma palmada, um

olhar nos olhos, gestos de aprova-

ção ou de paciência, de tolerância, entre outros, que são necessários.

de “construir pontes e não muros” para a construção de um mundo melhor.

Nesse sentido, Francisco ressalta o

tema, muito abordado atualmente,

que começa com uma perseguição

escolar, se estendendo para a igreja, onde as pessoas estão buscando a

Deus. Todos nós somos pecadores, seja por pensamentos, palavras,

ações. Ressalta ainda o valor da lin-

8

REVISTA PANORAMA

o “bulismo ou bullying” escon-

mundo cruel, que justificadas como “brincadeiras”, originam as guerras.

O Santo Padre destaca mais uma vez


VOZ DO PAPA

a necessidade de diálogo, a importância de ter um bom ambiente,

“esse clima de comunicação que

nos une e que representa um desafio neste mundo que sempre corre o risco de ser atomizado. Quando

os povos se separam, as famílias se

separam, os amigos se separam: na separação somente se encontra a

inimizade, inclusive o ódio”, continuou.

“No entanto, quando as pessoas se

Deste modo, o Papa conclui que

que está acontecendo hoje, porque

zade fraterna; e se dá uma cultura

e a soberba, “porque o orgulho e

disse”.

unem, se dá a amizade social, a amido encontro, que nos protege de

qualquer tipo de cultura de descarte. Obrigado por isso e por aquilo

que vocês estão fazendo”, expressou.

O Papa acredita que, para se construir um mundo melhor é preciso

pensar muito antes de falar, resumir as falas para, assim, falar sem ofen-

sas, sem críticas, ou seja, reconhecer cada pessoa por sua identidade, e isso merece respeito.

Em seu discurso, o Santo Padre

recordou que “o diálogo também é uma ponte. Trata-se de juntamente ir colocando as propostas para avançar juntos. No diálogo todo

mundo ganha, ninguém perde. Na discussão, há um que vence e um

que perde: mas na realidade ambos

se deve deixar de lado o orgulho

a soberba sempre acabam mal” e

faltam todas essas atitudes que eu

não levam a lugar nenhum. Que

Alguns versículos para meditação:

mais amor, e não homens distantes

“Aquele que murmura do seu

clamam com os lábios quando o

truirei; aquele que tem olhar altivo

todos sejam homens de bem, com de Deus nas atitudes, que O pro-

coração está longe demais dEle. Se,

por acaso, hoje nos encontramos ou nos vemos como pessoas que têm

próximo às escondidas, eu o des-

e coração soberbo, não suportarei”. Salmos 101, 5

prazer em humilhar o seu próximo,

“A soberba do homem o abaterá,

ou de qualquer outra característica,

de espírito”. Provérbios 29, 23

em rir de sua aparência, do seu jeito que peçamos a Deus que mude

mas a honra sustentará o humilde

nossos corações. Que ao tratar o

“Abominação é ao Senhor todo o

e consideração, e isso no mínimo

pune mesmo de mãos postas”.

próximo, seja com amor, respeito voltará para nós. Saiba que fazemos parte do mesmo reino, do Reino de

altivo de coração; não ficará imProvérbios 16, 5

Deus, e fique sabendo que Ele fica

“Assim é o homem que engana o

taria e como Ele nos ensinou”.

cadeira”. Provérbios 26, 19

feliz, pois assim agirá como Ele gos-

seu próximo, e diz: Fiz isso por brin-

perdem. O diálogo é a capacidade

E, assim, o Santo Papa conclui:

“Bem-aventurado o homem que

outro, construir pontes. E, dentro do

lhor? Nosso mundo precisa dimi-

ímpios, nem se detém no caminho

de ouvir, colocar-se no lugar do

diálogo, se eu penso diferente não devo discutir, mas persuadir com mansidão”, acrescentou.

“Como construir um mundo me-

nuir o nível de agressão. Precisa de

ternura, de mansidão, de escuta, de

caminhar juntos. Senão, isto e aquilo

9

REVISTA PANORAMA

não anda segundo o conselho dos dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”. Salmos 1, 1


ARQUIDIOCESE

VINDE E VEDE 2018 RECEBE PÚBLICO RECORDE

SEGUNDO MAIOR EVENTO CATÓLICO DO ESTADO ACONTECE ANUALMENTE NO FERIADO DO CARNAVAL

E

nquanto algumas pessoas

entregue a instituições de caridade

Ela lembra que esta foi a 25ª edição

a folia no Carnaval, outras

participantes ouviram a Palavra e a

mil pessoas. Entre elas estava o se-

aguardam meses para curtir

preferem reservar a folga para um

momento espiritual. O maior retiro de Carnaval do estado, o Vinde e

da Grande Vitória. Desta forma, os

colocaram em prática, ajudando o próximo.

Vede, teve muita espiritualidade,

Elaine Oliveira Marconi, coordena-

O retiro é o segundo maior evento

o objetivo principal é promover

além de atrações nacionais e locais. católico do Espírito Santo, perdendo apenas para a Festa da Penha em público participante.

Marcado pelo caráter religioso e

social, o Vinde e Vede não tem fins lucrativos e reúne, em sua maio-

ria, jovens e famílias inteiras. Para participar, basta ir ao local. A en-

trada é gratuita, mas a Renovação

Carismática Católica, organizadora do evento, pediu a colaboração de todos na campanha de doa-

ção de 1 kg de alimento, que foi

dora do Vinde e Vede, explica que

quatro dias de muito louvor e aprofundamento na Palavra de Deus,

por meio da Santa Missa, adoração, oração e pregações. “Para apro-

do evento, que recebeu cerca de 40 minarista Lucas Folador Muniz Pina.

“Desde 2009 eu frequento esse retiro de carnaval. Meu primeiro Vinde Vede teve o tema ‘Vem Viver meu

Amor’. Com o tema deste ano, a minha expectativa era que realmente eu pudesse retornar à primeira vez

que participei, naquela experiência que tive com o Senhor”, conta.

fundarmos no tema deste ano,

O paroquiano Francisco Manete

calipse 2, 4b), tivemos as presenças

ano que vou é melhor que o ou-

‘Retornai ao primeiro amor’ (Apo-

de Rodrigo Ferreira, integrante da

Banda Louvor e Glória; João Cláudio Rufino, pregador nacional e internacional; Padre Fábio Cosme, do

Instituto Verbo Encarnado; e Ironi Spuldaro, do Ministério de Pregação”, conta.

10

REVISTA PANORAMA

também marcou presença. “Cada tro.Há três sirvo lá. É bom demais

participar e ver como as coisas acontecem, os milagres, é muito bom!”, afirma.


PRIVILEGIE NOSSOS PARCEIROS NA EVANGELIZAÇÃO


JOVENS

VERÃO É TEMPO DE... GJ EM AÇÃO

N

“JÁ PINTOU O VERÃO, CALOR NO CORAÇÃO, A FESTA VAI COMEÇAR...” ão, espera! Achou que verão

mês de janeiro, foi elaborada uma

pela programação de “veraneio”,

só festa em Guarapari e

As ações incluíram terço na praia,

grupo.

de jovem perpetuano era

praia? Não, não! Seguindo as novas diretrizes de organização, o Grupo de Jovens (GJ) não parou durante o verão, mas, preocupou-se em

programação especial para o verão. karaokê, luau, manhã esportiva e,

em fevereiro, o bloco de carnaval do GJ.

oferecer atividades diferentes aos

Janeiro é um mês conhecido por

projeto“Jesus, o Sol da Nossa Praia”.

viajando”, mas nossos jovens pro-

jovens, em paralelo aos eventos do

Apesar de algumas das atividades

fixas (adoração e terço) terem sido

suspensas por breve período, entre o início de dezembro e meados do

ser de distância, “tá todo mundo

varam o contrário. Essas iniciativas

foram importantes para promover, ainda mais, a integração entre os

participantes do grupo de jovens. A participação foi intensa e, atraídos

12

REVISTA PANORAMA

novos jovens entraram para o

Além de atividades religiosas, houve também momentos de descontração, como a noite de karaokê, e a manhã esportiva. A combinação

desses eventos faz com que os jo-

vens pudessem se conhecer não só no plano de integrantes do grupo,

mas também no plano de formação de amizades.


JOVENS Os jovens mantiveram uma intensa programação durante o verão, atraindo a participação de novos integrantes

Confira alguns depoimentos que

vieram para que, em ambientes

Diego Caldas,

verão:

sempre enxergar Deus nas coisas

26 anos.

relatam a experiência vivida neste

Luiz Felipe Guerra,

jornalista, 22 anos. “As atividades de verão são ótimas

porque quebram

a nossa rotina, então, mesmo

mais simples e louvá-lo onde quer

em todas as estações”.

anos, professora

Anholetti, 26 de Música

Usar a praia para reunir todo

mundo é uma vantagem muito

“Estive presente

grande, porque aumenta ainda

em todos os dias

do ‘Jesus, o Sol da

Por isso eu gostei bastante

Nossa Praia’ e nos eventos do GJ

especialmente as do GJ!”

dos nossos jovens juntos. Tudo o

de engenharia civil, 19 anos.

“Acredito que os

eventos de verão

do grupo

o cristão precisa do calor de Deus

aproveitando eventos diferentes!

Tonini, estudante

de verão

essas ações, pois tenho certeza que

sentir um gostinho de férias,

Ana Caroline

programação

importância que só aumentem

Dryelen

das atividades da Paróquia,

“Participar da

que estejamos. Acho de extrema

quem está trabalhando consegue

mais essa sensação de relaxamento.

médico,

diferentes, como a praia, possamos

Verão. Foi incrível ver a participação que mais queremos é que sejam

sempre mais e mais participantes, e que nesses eventos possamos

ver uma igreja jovem presente, não necessariamente confinada dentro do templo”.

13

REVISTA PANORAMA

de jovens é

sempre algo

gratificante, que nos faz crescer

tanto como grupo quanto como

jovens cristãos. O Papa Francisco em uma carta aos jovens disse: ‘Não tenhais medo de ouvir o

Espírito que vos sugere escolhas audazes, não hesiteis quando a consciência vos pedir que

arrisqueis para seguir o Mestre’. Acredito que quando fazemos

atividades na praia, por exemplo, mostramos que ser jovem na

igreja não é aquela coisa chata que muitos pensam de só ir à

missa no domingo, mostramos

que podemos nos divertir e fazer amigos”.


ARQUIDIOCESE

CAMPANHA DA FRATERNIDADE REFLETE SOBRE A VIOLÊNCIA ABERTURA OFICIAL FOI REALIZADA NO CAMPINHO DO CONVENTO DA PENHA NO ÚLTIMO DIA 18

A

Arquidiocese de Vitória

realizou, no último dia 18, a abertura oficial da Campa-

nha da Fraternidade 2018. O tema

escolhido para este ano foi “Frater-

nidade e a superação da violência”,

com o lema “Em Cristo todos somos irmãos”.

“A Campanha acontece no período

quaresmal. Enquanto a Igreja se prepara, na caminhada penitencial que realiza para a Solenidade da Páscoa, propõe a todos os fiéis um tema

atual e exigente para a nossa vida de discípulos missionários. É um

convite para mantermo-nos otimistas, apesar da violência, da mentira

e da desonestidade que campeiam pelo nosso país”, afirma Dom Luiz

O secretário-executivo das Campa-

brasileira em suas múltiplas esfe-

que conduziu a celebração.

Bispos do Brasil (CNBB), padre Luiz

fraternidade entre as pessoas que

Mancilha Vilela, arcebispo de Vitória,

Na subida do Convento, os fiéis en-

contraram representadas as diversas formas de violência que a sociedade sofre. O objetivo foi conduzir a todos a uma reflexão sobre o que

fazer para superar cada uma delas. “A Igreja não pode ficar calada. A

Igreja precisa ser sinal de esperança

nhas da Conferência Nacional dos Fernando da Silva, explicou que o

tema foi escolhido em razão do alto crescimento dos índices de crimi-

cultura de paz”.

Dom Luiz concorda: “os sinais de

contexto em que o país vivia a re-

nossos olhos. Embora nos sintamos

discutido na década de 1980, num cessão militar e foi possível mapear as diversas formas de violência”.

Na opinião de padre Luiz Fernan-

instâncias de opinião e governo”,

superada com a união de todos.

pontua o arcebispo.

se unem para implementar uma

nalidade no país: “Esse assunto foi

e deve dar testemunho perante um país violento e desonesto em suas

ras, o caminho para superá-la é a

do, a violência no Brasil só será

“A violência atinge a sociedade

14

REVISTA PANORAMA

descristianização estão diante de

pequenos e fracos precisamos unir a nossa voz fraca junto aos pequenos. Para Deus nada é impossível! Ele transforma a face da terra! Há

pessoas de boa vontade em todas

as instâncias que influenciam e conduzem a nação”.


16/02 Saída: Hotel Quality Sentido: Curva da Sereia 23/02 Saída: Com. Santo Antônio Sentido: Rua Espírito Santo (Com. Perpétuo Socorro) 02/03 Saída: Com. Santa Luzia (Praia do Ribeiro) Sentido: Rua Fernando Lindenberg (Contorno do Morro do Moreno)

Sempre às 5h30 da manhã!

09/03 Saída: Com. Perpétuo Socorro Sentido: Rua São Paulo (Rua do canal e contorno do Morro do Moreno) 16/03 Saída: Com. Perpétuo Socorro Sentido: Hospital Praia da Costa 23/03 Saída: Residencial Pasárgada Sentido: Av. Champagnat


LITURGIA

CINZAS: O INÍCIO DA CAMINHADA DE ORAÇÃO, PENITÊNCIA E JEJUM “NOS CONCEDA, SENHOR, O PERDÃO E NOS FAZ PASSAR DO PECADO À GRAÇA E DA MORTE PARA A VIDA...RECORDA QUE PÓ ERAS E EM PÓ TE CONVERTERÁS”

E

m alguns meses, chegará a

festa mais importante do ano, a celebração do aconteci-

passamos esse dia fazendo jejum,

também como sinal de penitência.

mento central e máximo de toda a

Serão, então, quarenta dias de pre-

E porque ela é tão grande, merece

da Fraternidade deste ano, à luz da

história da humanidade: a Páscoa. uma preparação à altura, o que se

dá com a celebração da Quarta-feira de Cinzas, onde começamos a nossa preparação para a Páscoa.

E como inauguramos esta prepara-

ção? Colocando cinza sobre a nossa cabeça, como sinal de penitência,

isto é, como sinal de que estamos

dispostos a nos alinharmos no ca-

minho de Deus com seu projeto de

justiça e paz para todos. Além disso,

paração: Quaresma. A Campanha

Palavra de Deus, vai nos ajudar na preparação da Páscoa, refletindo sobre o atual clima de violência

que penetra por todos os poros

de nossa sociedade. Seu tema é

precisamente este: Fraternidade

e a Superação da Violência, com o lema “Em Cristo somos todos irmãos” (Mt 23,8).

Quarta-feira de cinzas! Celebra-

mos neste dia o mistério do Deus

16

REVISTA PANORAMA

misericordioso que acolhe nossa

penitência, nossa conversão, isto é, o reconhecimento de nossa condição de criaturas limitadas, mortais,

pecadoras. Conversão que consiste em crer no Evangelho, isto é, aderir

a ele, viver segundo o ensinamento

do Senhor Jesus. Numa palavra, trata-se de entrar no caminho pascal

de Jesus. “Convertei-vos e crede no Evangelho”: é o convite que Jesus faz (cf. Mc 14,15).

Esta palavra, a gente ouve, rece-

bendo cinzas sobre a nossa cabeça. Por que cinzas? É para lembrar que, de fato, somos pó! Mas não reduzidos a pó! A fé em Jesus ressus-


LITURGIA

citado faz com que a vida renasça

nossa condição de criaturas limita-

pela queima de palmas usadas na

reconhece sua condição de criatura

de imposição das cinzas sobre a

rior. Lembram, portanto, o Cristo

das cinzas. Quando o ser humano

realmente necessitada da ação de

Deus, em Cristo e no Espírito, então, Jesus Cristo faz brotar vida de nossa condição mortal. Reconhecer-se

assim, é entrar numa atitude pascal, isto é, de passagem com Cristo da morte para a vida.

No rito da celebração da Quarta-feira de Cinzas, após a Liturgia

da Palavra, em que se proclama o

trecho do Evangelho em que Cristo recomenda a oração, o jejum e a

esmola como exercícios de conversão (cf. Mt 6,1-18), realiza-se o rito da imposição das cinzas. Elas são

sinal de penitência, no sentido de conversão. A conversão consiste,

sobretudo, no reconhecimento de

das, mortais e pecadoras. No gesto cabeça das pessoas, o sacerdote

ou o ministro diz: “Convertei-vos e crede no Evangelho”. A conversão consiste em crer no Evangelho.

Crer é aderir a ele, viver segundo

os ensinamentos do Senhor Jesus. Pode-se usar também a fórmula

tradicional: “Lembra-te que és pó e

ao pó hás de voltar”. Numa das orações de bênção das cinzas se diz: “Reconhecendo que somos pó e

procissão de Ramos do ano antevitorioso sobre a morte. A palma é símbolo de vitória e de triunfo.

Assim, se os cristãos aceitam reconhecer sua condição de criaturas mortais, e transformar-se em pó,

ou seja, passar pela experiência da morte, a exemplo de Cristo, pela

renúncia de si mesmos, participa-

rão também da vida que ressurge das cinzas.

que ao pó voltaremos, consigamos,

Aqui vale a pena lembrar uma

obter o perdão dos pecados e viver

fabulosa que durava muitos séculos

pela observância da Quaresma,

uma vida nova, à semelhança do Cristo ressuscitado”.

A origem das cinzas usadas tem

seu significado. Elas são preparadas

17

REVISTA PANORAMA

lenda egípcia. Fênix era uma ave

e, queimada, renascia das próprias cinzas. Foi fácil perceber que ela é

símbolo da ressurreição de Cristo e

dos que aceitam viver na atitude de Cristo.


LITURGIA

“Lembra-te que és pó, e ao pó hás de voltar”. (Gn 3,19)

Certamente não é fácil aceitar ser

penitência, corrige nossos vícios,

Junto com a oferta total de Cris-

ressuscitado faz com que a vida

nosso espírito fraterno e, assim, nos

Liturgia Eucarística, une-se tam-

cinza. Contudo, a fé em Jesus Cristo renasça das cinzas. Jesus Cristo faz brotar a vida, onde o ser humano

reconhece sua condição de criatura necessitada da ação de Deus. É entrar na atitude pascal.

Esta páscoa se vive na conversão,

através dos exercícios da oração, do jejum e da esmola.

A imposição das cinzas não cons-

titui um mero rito a ser repetido a

cada ano. É celebração da vocação

do ser humano, chamado à imortalidade feliz, contanto que realize o

mistério pascal de morte e vida em sua vida fraterna.

A Páscoa que celebramos na Eucaristia, pela qual aclamamos Deus

como aquele que, acolhendo nossa

eleva nossos sentimentos, fortifica dá a graça de nos aproximarmos

do seu jeito misericordioso de ser, e nos garante uma eterna recompensa.

Por isso que o presbítero, em nome

to ao Pai, pelo Espírito Santo, na

bém a oferta de nossa penitência

quaresmal. E Deus, por sua vez, nos

recompensa com o corpo entregue e o sangue derramado de seu Filho Jesus, na santa comunhão.

de toda a assembleia, canta na

Que o Cristo pascal nos ajude, para

santo, Deus eterno e todo-podero-

agradável a Deus e nos sirva de

Oração Eucarística: “Senhor, Pai

so..., vós acolheis nossa penitência como oferenda à vossa glória. O

jejum e abstinência que praticamos, quebrando nosso orgulho, nos convidam a imitar vossa

misericórdia, repartindo o pão com os necessitados [...] Pela penitência da Quaresma, vós corrigis nossos

vícios, elevais nossos sentimentos, fortificais nosso espírito fraterno e

nos garantis uma eterna recompensa” (Prefácio da Quaresma III e IV).

18

REVISTA PANORAMA

que o nosso jejum seja realmente remédio para a cura dos nossos

vícios. E assim possamos celebrar dignamente a santa Páscoa de Cristo e nossa Páscoa.

Matéria composta pelo texto de “Viver

o Ano Litúrgico – Reflexões para os

domingos e solenidades”, de Frei

Alberto Beckhauser, Editora Vozes, e

pelo texto da ficha 23 da formação em

mutirão, de Frei José Ariovaldo da Silva,

publicações CNBB.


ARQUIDIOCESE

ARQUIDIOCESE TEM NOVO COORDENADOR DE PASTORAL ANTES EXERCIDA PELO PADRE ANDERSON GOMES, A FUNÇÃO PASSA A SER RESPONSABILIDADE DO PADRE RENATO CRISTE

20

REVISTA PANORAMA


ARQUIDIOCESE

N

o dia 13 de dezembro, a

tenham vida e para que a tenham

vidos sob a coordenação do Pe.

transferiu a coordenação

tor”, diz Jesus (Jo 10,10). A pastoral é

belo trabalho de implantação do

Arquidiocese de Vitória

de Pastoral para as mãos do padre Renato Criste Covre, pároco da

Paróquia Nossa Senhora da Vitória. Feliz com a nova missão recebida,

ele concedeu uma entrevista para a

em abundância. Eu sou o Bom Pas-

o agir da Igreja no mundo! Similar à

ação dos pastores, tem como intenção coordenar, “animar”, “defender” e “alimentar” a evangelização.

Revista Panorama para contar suas

O trabalho pastoral é toda a tare-

função. Confira.

comunidade, a fim de contribuir

expectativas e os desafios da nova

fa de serviço desenvolvida pela

no processo de evangelização. É

Revista Panorama: Como se a ação organizada da Igreja para sentiu com a indicação para a atender uma determinada situação, função? uma realidade específica. No caso Padre Renato: Posso resumir em

três palavras: alegria, pois trata-se

de um cargo de confiança (embora não ter mérito); humildade, para

aceitar e reconhecer que nem tudo

o que fazemos, dizemos ou somos, é perfeito, daí as capacidades de cada um são como presentes de Deus,

para servir os irmãos. E, finalmente, medo, porque entendo que são

muitos os desafios e o futuro ainda

não sabemos. Acima de tudo conto com a graça de Deus.

Quais são as atividades do coordenador de pastoral? Primeiro precisamos entender o

significado da palavra “pastoral” que deriva de pastor. Seu significado

está estreitamente ligado à alegria do “Bom Pastor”, Jesus intitulou-

da nossa Arquidiocese de Vitória, contamos com um departamen-

to na Mitra onde os trabalhos são desenvolvidos e monitorados.

Além dos funcionários do depar-

tamento, temos os coordenadores das comissões arquidiocesanas

com suas respectivas pastorais ou

movimentos. Ainda contamos com

os padres coordenadores para cada área pastoral da Arquidiocese de

Vitória. Como vemos, o trabalho é colegiado.

Quais suas expectativas? A coordenação deve ser mais alegria que sofrimento, porque a palavra

“Evangelho”, em si, é “Boa Notícia”, e

um coordenador estressado, desani-

mado ou acomodado não consegue anunciá-lo bem à comunidade.

-se pastor das ovelhas. A pastoral,

Quais os principais desafios?

à ação do pastor no cuidado das

Primeiro, dar prosseguimento aos

portanto, está diretamente ligada ovelhas. “Eu vim para que as ovelhas

trabalhos iniciados e desenvol-

Anderson Gomes, que realizou um plano pastoral da Arquidiocese de Vitória para o último triênio com

base no Primeiro Sínodo Arquidio-

cesano. Hoje, precisamos manter e

animar alguns trabalhos já consolidados e dar continuidade a outros iniciados.

Neste ano vamos celebrar os 60

anos da criação da Arquidiocese de Vitória e já temos a programação

dos eventos definidos. Resta agora desenvolver as propostas para co-

memorar nossa história. E, vivemos a expectativa da chegada de um novo

arcebispo. Queremos acolher e ouvir o sucessor de Dom Luiz. No entan-

to, fazer pastoral é dar continuidade à missão de Jesus. E, a Igreja de

Vitória, com a condução dos seus

pastores, tem favorecido grandes avanços.

Finalmente, em nível pessoal é

integrar essa nova função às demais já assumidas: sou pároco, professor

e assessor da Pastoral Familiar, com os desdobramentos de cada uma dessas funções. Por isso, conto

com a colaboração de todos e com

suas orações. A pastoral é essencialmente comunitária. É toda a Igreja,

hierarquia e leigos, que é responsável pela pastoral. Cada um, porém,

conforme seus dons e carismas, isto é, na medida em que participa de Cristo-Pastor.


ESPECIAL

“SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO”

CRISTÃOS LEIGOS, SUJEITOS NA “IGREJA EM SAÍDA”, A SERVIÇO DO REINO

“A igreja é uma célula viva de Cristo, cabe a cada um de nós, cristãos batizados em nome do Espírito Santo, seguir os passos e exemplos de Jesus”. Cinira Vairo, coordenadora da comunidade Santa Luzia.

“Deus espera que sejamos servos úteis e disponíveis, assim nos comprometemos com as necessidades de todos e buscamos o bem comum”.

Ana Lúcia Silva Coutinho Pin, coordenadora da comunidade Santo Antônio.

“A igreja possui uma série de atividades abertas aos leigos, com o intuito de

promover a integração, harmonia e bem-estar não somente das pessoas que nelas servem, mas principalmente da sociedade onde estamos inseridos”. Lauro Fassarella, coordenador da comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

22

REVISTA PANORAMA


ESPECIAL

O

s depoimentos dos coorde-

A crescente participação dos leigos

“Saí para evangelizar, a Igreja clama

da Paróquia Nossa Senhora

o Concílio Vaticano II. Vinte anos

outro, o que atrai e une em Cristo

nadores das comunidades

do Perpétuo Socorro realçam a

importância do Ano do Laicato,

que será comemorado ao longo

na vida da Igreja se intensificou com após o Concílio, um novo documento, escrito pelo Papa João Paulo II, a

do os avanços alcançados e possi-

fermento, para a santificação do

ação evangelizadora. É com eles que

bilitando novas aberturas de cons-

Cristo “a todos os povos”.

Os leigos são chamados a transmitir a fé, testemunhando os valores

do Evangelho também no mundo

econômico e político, trabalhando

tium afirma que o conjunto dos fiéis

é chamado por Deus a contribuir,

novamente luz a esse tema, firman-

se realiza a missão de levar Jesus

Jesus”. O documento Lumen Gen-

Exortação Christifideles Laici, trouxe

de 2018. Na Igreja, os leigos devem

assumir o papel de protagonistas da

por vós! Sair para ir ao encontro do

ciência para que o laicato se revele

como verdadeiro dom de Deus para a Igreja. Agora, na comemoração

dos 30 anos da Christifideles Laici, o

Ano do Laicato possibilita destacar esses avanços.

do interior da Igreja, à maneira de mundo, por meio do cumprimento do próprio dever, guiados pelo

espírito evangélico. Não há vocação inferior, todas são para a busca da

salvação e da santificação. Por isso,

a vocação leiga é ser a face de Cristo no meio da humanidade.

para que o Reino de Cristo aconte-

De acordo com o Papa Francisco,

as relações pessoais, semeando a

injustiças e não levar à comunidade

Um chamado para todos

que vem de Cristo. O Santo Padre

Para acoordenadora do Conselho

ça no mundo. Assim, transformam

justiça e fazendo valer no mundo o mandamento do amor, apontando para a esperança do Reino.

não dá para ficar indiferente às

a esperança do amor que brota e

nos exorta no Evangelii Gaudium:

Nacional de Leigos do Brasil (CNLB) do Regional Sul 3, Edi Rossi Pradier, o Ano do Laicato é uma oportunidade de evangelização. “Faço

um chamado muito afetuoso para nossos bispos, presbíteros, religiosos, leigos e leigas para olhar este

Ano do Laicato com olhos de quem

quer ver mais além e fazer mais pelo Reino de Deus”, afirma.

O tema do Ano do Laicato, “Cristãos Leigos e Leigas, sujeitos na ‘Igreja

em saída’, a serviço do Reino”, e o

lema “Sal da Terra e Luz do Mundo” são fruto dos estudos realizados

pela Igreja no Brasil, que resultou

no documento 105: “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade”. Para Edi Pradier, o Ano do Laicato é uma oportunidade de evangelização

23

REVISTA PANORAMA

O documento, aprovado na 54ª As-

sembleia Geral dos Bispos do Brasil,


ESPECIAL

acentua que o leigo é membro do

anúncio e no testemunho do Evan-

mos o que diz o Espírito Santo aos

pela evangelização, sendo fermento,

Jesus Cristo a todos os recantos da

ação transformadora na Igreja e no

corpo de Cristo Jesus, responsável sal da terra e luz do mundo.

Para Edi Pradier, o documento 105

apresenta três novidades: a primeira é a missão do leigo de trabalhar

pelo Reino dentro e fora da Igreja;

gelho. Por isso, são capazes de levar terra. Leigo é aquele que é consa-

grado, e enquanto consagrado tem

uma missão, sendo ele enviado para “atuar” no mundo que não é con-

sagrado. Essa é a missão secular do

nossos corações e assumirmos a

mundo. A obra é de Deus e de todos nós”, afirma o presidente da Comis-

são Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB, Dom Severino Clasen.

leigo.

O assessor da Comissão para o Lai-

de todas as etapas de um plane-

O catecismo ensina sobre a vocação

Azevedo, aponta que é preciso

pensar, elaborar, executar e avaliar

mais avançada da vida da Igreja:

a segunda: o leigo deve participar jamento de pastoral. Participar no

tudo com os religiosos e ordenados. Já a terceira novidade é a sugestão

dos próprios bispos, em Assembleia Geral, quando afirmaram a necessi-

dade de criar os conselhos de leigos e leigas nas dioceses e paróquias.

que os fiéis leigos estão na linha

graças a eles a Igreja é o princípio

vital da sociedade humana. Por isso, especialmente, eles devem ter uma consciência sempre mais clara, não somente de pertencerem à Igreja,

mas de ser Igreja, isto é, a comunidade dos fiéis na terra sob a dire-

cato, Laudelino Augusto dos Santos a abertura do coração, presença

e participação de todos. “É parti-

cipando que a gente vai adquirir

conhecimentos, experiências, vai

entender melhor a nossa identidade como cristão leigo e leiga, a nossa

vocação, espiritualidade e missão”, garante.

ção do chefe comum, o Papa, e os

bispos em comunhão com ele. “Isso

Leigos e leigas assumem esse com-

“O Ano do Laicato nos empolga e

Lição que vem da juventude

são a maioria do povo de Deus no

vel expectativa, para juntos escutar-

o papel de cada cristão dentro da

A vocação do Batismo promisso no dia do batismo. Eles

é a Igreja”.

fomenta em nós uma feliz e agradá-

No ano do leigo, pode-se destacar Igreja. E como será que os jovens

estão se saindo nessa caminhada de fé diante de um mundo tão atrati-

vo, com tanta tecnologia, acesso à informação, novidades e baladas?

Será que a igreja ainda é um lugar

que desperta a atenção dos jovens? Pelo visto sim!

É o caso do estudante do 2º ano do Ensino Médio Daniel Tonini Demu-

ner, de 15 anos. Membro da Pastoral do Adolescente (PA) da Paróquia

Perpétuo Socorro, ele também serve

na Paróquia São João Paulo II, no En-

24

REVISTA PANORAMA


ESPECIAL Daniel (ao centro) participa de várias iniciativas da Paróquia e também das ações sociais promovidas pela Pastoral do Adolescente

contro de Adolescentes com Cristo

perfeitamente santa, a fim de ser a

interessante participar na Igreja, pois

serviços, quando precisam de ajuda,

para o mundo, que tanto carece

muito bem. É a minha segunda

(EAC), além de participar de outros

e de frequentar adorações semanais. “Ainda assim pretendo servir em

mudança e o amor em sua essência disso”, enfatiza.

outras pastorais”, afirma.

Daniel ainda deixa uma lição sobre

Para ele, a grande motivação para

Igreja é “transparecer Deus para as

servir é a busca por uma vida santa.

“Comecei o engajamento a partir do

III EAC, em 2015. Ao fazer o encontro comecei a servir na PA como equipe de animação. No início, frequentava

mais pelas amizades e pela diversão (creio que a maioria começa assim),

pessoas, isto é, em todas as nossas ações manifestar o amor cristão,

que nos leva a uma vida totalmente

dedicada aos nossos irmãos (Marcos 12 30:31), recusando egoísmos e vaidades”.

Outra adolescente muito atuante

na igreja (como eu preciso dela!) e

Médio Victória Lima Honorato, de 16

a importância dos trabalhos reali-

zados tanto na pastoral quanto na

igreja como um todo. Desde então frequento em busca de uma vida

casa”, destaca.

como ser Igreja. Segundo ele, ser

mas, após certo tempo, vi a necessidade que eu mesmo tinha de estar

era e ainda é um lugar que me deixa

é a estudante do 1º Ano do Ensino

anos. Ela também frequenta a PA e é catequista de Crisma. Sua trajetória na igreja começou cedo: desde a

Primeira Comunhão. “Sempre achei

25

REVISTA PANORAMA

Atuante na Igreja desde quando recebeu a Primeira Eucaristia, Victoria a considera sua segunda casa


ESPECIAL

Victória acredita que ser Igreja é ser imagem e semelhança de Deus e

que viver em comunidade é seguir

na saúde, ou seja, em todo lugar, sendo verdadeiramente sal e luz.

os mandamentos de Cristo. “Com

Lauro Fassarella, coordenador da

nada. Deus está conosco o tempo

pétuo Socorro, destaca a importân-

toda certeza, sem Deus eu não sou todo, nos ajudando, interceden-

do por nós, enfim, Ele nunca nos

abandona. Então, somente acredite no poder dEle, e faça de tudo para

conseguir ser imagem e semelhança de Deus”, acrescenta.

Já Daniel dá um recado para os

jovens: ser Igreja não é deixar de aproveitar a vida. “Não tenham

medo de dedicar-se a ela. É possível

pacientes, tolerantes, comprometi-

das, amigas, acolhedoras e atuantes nos serviços da Igreja.

comunidade Nossa Senhora do Per-

Nesse sentido, ele explica que

cia da preparação do leigo para sua

Paróquia possui uma série de ati-

missão. Segundo ele, assim como o corpo precisa do alimento biológico e da educação profissional para a formação intelectual, também

é necessária a escola da fé para o

entendimento religioso e sustento espiritual. Em sua concepção, a

formação religiosa e o alimento

espiritual tornam as pessoas mais

além das celebrações semanais a vidades abertas aos leigos, como as pastorais e os grupos litúrgi-

cos, com o intuito de promover a

integração, harmonia e bem-estar não somente para as pessoas que

nelas servem, mas principalmente para a sociedade onde estamos inseridos.

ser santo sem deixar de ser jovem.

O mundo pode não querer santos, mas precisa deles. A vida em Deus

é muito mais feliz do que podemos compreender”, finaliza.

O ano do laicato quer destacar a importância da vocação leiga no mundo Afinal, hoje a sociedade necessita

de cristãos leigos que amem o que fazem e que levem suas experiên-

cias com Cristo a todos à sua volta. Mostrar a vocação de leigo, que é ser amor de Deus ao próximo,

fará transparecer a face de Jesus

à sociedade, levando a verdade e

a justiça na política, na educação,

Victória (à esquerda) e Daniel (ao centro) dão o exemplo desde cedo do que é ser sal da terra e luz do mundo

26

REVISTA PANORAMA


ESPECIAL

Cinira Vairo, coordenadora da comunidade Santa Luzia, considera

que está ocorrendo uma transfor-

mação da região da Praia da Costa, da inércia ao envolvimento nos

movimentos que ajudam as pessoas no campo espiritual, social, emocional e físico. Como exem-

plo, ela cita as Missões Populares, o Cerco de Jericó, as missas na

praia, passeios, corridas, encontros, retiros e outros eventos.

“As ações realizadas na comunidade Santa Luzia procuram aproxi-

mar as pessoas da Palavra de Deus e, assim, transformar as dificul-

dades e tristezas do dia a dia em fé e esperança”, avalia Cinira. Ela

considera que, por meio das orientações do pároco e de centenas

de leigos que atuam com dispo-

nibilidade e boa vontade, a Igreja se faz presente nos mais diversos ambientes sociais. Na avaliação da coordenadora, tudo o que é

verdadeiro deve frutificar. “O leigo que abraça o projeto de Jesus, de

termos uma sociedade justa e fra-

terna, deve agir como testemunho

ao encontro do outro através de

liturgia celebrada, com a presença

tânea, com amor, palavras e ações

ção”, disse.

leigos que se colocam a serviço

do Pai de forma simples e espondiárias”, pontua.

Na opinião de Ana Lúcia Coutinho

Pin, coordenadora da comunidade Santo Antônio, com a colaboração dos leigos é possível almejar uma

nova ordem social para a Igreja. A

ação da comunidade deve promo-

ver a paz e a justiça, e isso só pode ser realizado quando “a Igreja vai

diferentes formas de evangeliza-

Para Ana Lúcia é preciso estar

atento às necessidades do povo

que celebra e ser Igreja de forma

abrangente para levar a Boa Nova de forma real. “É na oração que

vamos alcançando sabedoria, pois

corremos o risco de nos distanciarmos do que Cristo espera de nós”. Ela também comenta que a cada

27

REVISTA PANORAMA

real do “Cristo Palavra e Pão” os

necessitam meditar sua postura

cristã e se questionar sobre a conduta nos diferentes locais em que vivem, de que forma estão sendo família, cidadãos, funcionários e

patrões. Ela conclui que o ano do leigo é muito mais que um mo-

mento para se falar do serviço dos não ordenados, mas sim chamar a atenção para “como” servimos.


PERSONAGEM

HERMES E LEONILDA: IGREJA DOMÉSTICA A SERVIÇO DA VIDA

28

REVISTA PANORAMA


PERSONAGEM

Q

uem vê esse casal com seus

do espaço, daquela que seria a igre-

ativos da Comunidade San-

participação na comunidade.

mais de 70 anos, membros

to Antônio, pode imaginar a riqueza de uma vida doada à Cristo e sua

igreja, na fé, esperança e caridade. Ele, caminhoneiro, natural de Var-

gem Alta, Cachoeiro de Itapemirim, e ela, do lar, natural da localidade

de Córrego do Prata, Castelo. Pais

de quatro filhos, destes, três estão

vivos. Filhos de famílias muito católicas, o amor pelos serviços à igreja começou ainda na juventude. Sr.

Hermes antes de se casar já ajudava nas obras da construção da igreja localizada em sua cidade natal.

D. Leonilda era catequista e cuidava da arrumação da igreja desde

menina. Depois de casados ainda moraram um tempo no interior e

depois foram para Campo Grande, em Cariacica. Sempre atuantes,

ajudaram na construção da igreja da Comunidade São Geraldo. Lá

participavam das equipes de serviço e pastorais. Mudaram-se para Vila Velha em 1994 e foram morar no Parque das Castanheiras.

Relatam com precisão que, no dia 30 de setembro de 1995, ouviram

um carro de som anunciando que

haveria uma missa numa rua próxi-

ma, na casa que era do Sr. João, que serviu como templo para cele-

brações até a construção da atual

comunidade Santo Antônio. Nessa missa, Frei Ladir entregou a chave

dessa casa para Sr. Moisés, que logo convidou Sr. Hermes para ajudá-lo nas obras de reforma e ampliação

ja provisória. E assim começou sua

Enquanto isso, D. Leonilda se en-

gajou no grupo de mulheres que faziam visitas a uma casa de pas-

sagem de adolescentes localizada na Praia do Ribeiro. Depois de um tempo esse grupo passou a fazer visita aos doentes do Crefes. Ela

tem muitas lembranças e histórias de todo esse tempo. Conta com

entusiasmo que para as visitas fazia

viu também na equipe de acolhida, sempre com muita alegria e amor. Sr. Hermes continua ajudando nas obras e nos eventos da comuni-

dade, nas montagens de barracas, sempre com um sorriso no rosto.

Por ocasião do Natal, ajuda na montagem do presépio. Está sempre pronto para servir. O casal relata

com muita alegria sobre as visitas

que fazem ao Crefes às terças-feiras pela Pastoral da Saúde.

uma torta e um bolo para levar aos

Nessas visitas, iniciam sempre com

muitos internos não queriam mais

cantos e distribuição da Sagrada Eu-

internos. E por causa do lanche

ir para casa, pois não tinham o que

comer e ali tinham a oportunidade

de se alimentar. Relata que todo fim do mês festejavam os aniversários

dos internos e que num desses dias, uma senhora chorou muito durante a comemoração porque em 56

anos foi a primeira vez que alguém cantou “parabéns” para ela. Esses

são alguns dos “causos” que contou com emoção.

Leonilda foi durante muito tempo

coordenadora desse grupo e exibe

um belo momento de oração,

caristia. Sr. Hermes é o responsável

pelo recolhimento e distribuição das cestas básicas que a Comunidade

Santo Antônio doa, mensalmente, para os internos, pois muitos dos

que vivem ali não têm o que comer quando voltam para suas casas.

Muitos nem querem sair dali por

esse motivo. Sente um prazer enor-

me em fazer esse serviço de muitos anos. Eles têm um carinho muito grande por todas pessoas dessa equipe.

com muito orgulho uma placa de

D. Leonilda ainda dedica um tempo

do deixou a função. Ainda, naquela

anos. Todo mês, passa uma sema-

prata que recebeu da equipe quanépoca, na Comunidade Santo Antô-

nio, foi criada a equipe de bordados e ela foi convidada a participar e ali

atua até nos dias de hoje. Conta que no início, elas faziam entre elas uma rifa de um pacote de biscoito para comprar o material dos bordados

pois não tinham qualquer ajuda. E

assim o grupo foi crescendo e existe até hoje. Além desses serviços, ser-

29

REVISTA PANORAMA

para cuidar da mãe, que tem 102

na em Córrego da Prata para ficar

com ela, cuidados que divide com outras irmãs. Sr. Hermes sempre

foi convidado a estar presente em

momentos importantes da história

da comunidade Santo Antônio. Participou da negociação para compra

do terreno da atual igreja e, recentemente, participou da assinatura do contrato das obras de ampliação.


PERSONAGEM

O casal marcou presença na comemoração natalina dos internos do Crefes

Amigos de fé e

seguido. Está sempre pronta a

uma palavra de conforto aos que se

caminhada

medir esforços. É uma criatura

de suas vidas”.

Somente quem convive com o

casal pode dar um testemunho do amor, generosidade e humildade no seu servir a Deus e a igreja. Essas são palavras de Leide

acolher os mais necessitados sem de Deus muito ungida. Vive

verdadeiramente os ensinamentos

Para Ana Lucia Pin, coordenadora

ter me dado a oportunidade de

casal Hermes e Leonilda é para a

de Cristo. Agradeço ao Pai por conviver com ela”, afirma.

Fassarella, membro da Pastoral

Quem também fala sobre a atua-

os doentes do Crefes junto como

Abreu que participa da pastoral. “O

da Saúde e da equipe que visita

o casal. “A vida me reservou uma

amizade muito especial. Conheci Leonilda no Crefes há muitos

anos. Fazemos parte da equipe da Pastoral da Saúde. Todas as terças estamos juntas na visita

aos enfermos daquela instituição. A disponibilidade de Leonilda para fazer o bem ao próximo

é para mim um exemplo a ser

encontram em um momento frágil

ção do casal é Ositha Vandekoken

casal Hermes e Leonilda se doa em um trabalho voluntário de amor ao próximo com muito carinho, humildade e dedicação. Ele é o

responsável por arrecadar cestas básicas, doadas pela Comunida-

de Santo Antônio, para todos os

internos do Crefes. Ela, participante ativa das visitas que se realizam

todas às terças-feiras, sempre com

30

REVISTA PANORAMA

da Comunidade Santo Antônio “o comunidade um belo testemunho de vida cristã, com seu servir silen-

cioso, discreto e disponível! A história da Comunidade Santo Antônio

se mistura com a vida dos dois, que ao longo dos anos são exemplo de

amor à Eucaristia por sua participação constante nas missas e da vida

em comunidade, por sua dedicação e empenho nas festas e eventos

que realizamos. São tesouros valio-

sos para todos nós e nos fortalecem no caminho em direção à vivência do Evangelho”.


PRIVILEGIE NOSSOS PARCEIROS NA EVANGELIZAÇÃO


DEVOCIONAL

NOSSA SENHORA,

A PADROEIRA DOS NAVEGANTES E DOS VIAJANTES

A

primeira razão da devoção a

muito comum que os marinheiros

que têm muitos pescadores e se usa

gantes é por sua proteção

dia; e pelas estrelas durante a noite.

voção a Virgem Maria sob este título

Nossa Senhora dos Nave-

contra os perigos do mar. Foi por esse motivo que essa devoção

chegou ao Brasil, juntamente com

os navegantes portugueses, desde a época do descobrimento, em 22 de abril de 1500. Naquele tempo,

se orientassem pelo sol, durante o

Dessa forma, a “Estrela do Mar”, que é a Virgem Maria, tornou-se a Se-

nhora dos Navegantes, que por ela se orientavam nas “noites escuras” das suas viagens.

as embarcações eram menores e

Muitas são as comunidades paro-

isso, os tripulantes não sabiam se

Senhora dos Navegantes como pa-

menos seguras que as atuais; por voltariam com vida. Além disso, os recursos de navegação eram quase inexistentes. Então, era

quiais, e até cidades, que têm Nossa droeira por todo o Brasil. A sua festa

é celebrada no dia 2 de fevereiro. Especialmente nas cidades litorâneas,

32

REVISTA PANORAMA

muito o transporte marítimo, a de-

é muito popular, atraindo milhares de peregrinos em suas festas.

Nossa Senhora dos Navegantes,

portanto, é a “Estrela do Mar”, que guia e protege os pescadores,

marinheiros e viajantes em suas

jornadas pelos mares e os leva a

um porto seguro. Em sentido ainda

mais profundo e espiritual, a Virgem Maria é a Estrela que nos conduz

ao porto seguro da salvação, que é


DEVOCIONAL

Jesus Cristo. Da mesma forma que os magos do oriente foram guia-

dos pela estrela para Belém, para lá

encontrar o Menino Deus e o adorar, também nós somos guiados pela Estrela do Mar até nos encontrar

definitivamente com seu divino Fi-

lho, no porto seguro, que é o Reino

dos Céus. Por isso, Nossa Senhora é

modelo de Igreja, intercessora e au-

xílio nas tribulações, e Mãe de todos nós, seus filhos e escravos de amor.

Diante dessa bela e luminosa Estrela do Mar, que é Maria Santíssima, não temos que temer as tempestades,

os mares revoltos, as grandes ondas que por vezes ameaçam nos levar ao naufrágio.

Como disse o Papa Emérito Bento XVI: “A vida é como uma viagem

principalmente quando a escuridão

raios e ressacas não perturbem a

enevoada e tempestuosa, uma via-

tem enxergar para onde vamos. Por

nenhum, nem incidentes impre-

no mar da história, com frequência

gem na qual perscrutamos os astros que nos indicam a rota. As verda-

deiras estrelas da nossa vida são as pessoas que souberam viver com

retidão. Elas são luzes de esperança. Certamente, Jesus Cristo é a luz por antonomásia, o sol erguido sobre

todas as trevas da história. Mas para chegar até Ele precisamos tam-

bém de luzes vizinhas, de pessoas

que dão luz recebida da luz d’Ele e

oferecem, assim, orientação para a

ou densas névoas não nos permi-

isso, não tenhamos medo, mas nos

vistos, causem alteração e atraso à

Senhora: “Vós permaneceis no meio

rota traçada. Virgem Maria, Senhora

confiemos inteiramente a Nossa dos discípulos como a sua Mãe,

ensinai-nos a crer, esperar e amar

ondas impetuosas que ameaçam

Maria, Mãe de Deus, Mãe nossa,

convosco. Indicai-nos o caminho

para o Seu Reino! Estrela do mar, brilhai sobre nós e guiai-nos no nosso caminho!”.

ções, os fracassos e as desilusões são afundar minha frágil embarcação no abismo do desânimo e do desespe-

ro. Nossa Senhora dos Navegantes, nas horas de perigo, eu penso em

vós e o medo desaparece; o ânimo

esperança?”.

Ó Nossa Senhora dos Navegantes

No mar tempestuoso da história

terra, dos rios, lagos e mares; prote-

Estrela da Esperança, que nos guia

dos Navegantes, minha vida é a tra-

vessia de um mar furioso. As tenta-

Oração

da salvação, a Virgem Maria é esta

minha viagem, nem me desviem da

como Mãe da esperança. Santa

nossa travessia. E quem mais do que

Maria poderia ser para nós estrela de

minha embarcação e que monstro

e a disposição de lutar e de vencer

Mãe de Deus, Criador do céu, da

gei-me em todas as minhas viagens.

Que ventos, tempestades, borrascas,

33

REVISTA PANORAMA

tornam a me fortalecer. Com a vossa proteção e a bênção de vosso Filho, a embarcação da minha vida há de

ancorar segura e tranquila no porto da eternidade. Nossa Senhora dos Navegantes, rogai por nós.


CONSCIÊNCIA CRISTÃ

E

ELEIÇÕES 2018: O PODER DE MUDANÇA EM NOSSAS MÃOS

ste ano voltaremos às urnas

Apesar do desânimo e da descrença,

fundador da ONG Transparência

te, governador, deputados

corrupção, podemos mudar a atual

que é doutorando em História pela

para escolher nosso presiden-

federal e estadual e senadores. Mas,

será que estamos conscientes sobre este importante instrumento de mudança que é o voto popular?

causados por tantos escândalos de

realidade do Brasil, mas isso depende

que cada um de nós saia de seu casulo e se envolva com os temas públi-

cos. Isso é o que acredita o membro

34

REVISTA PANORAMA

Capixaba, Rafael Cláudio Simões, Universidade Federal do Espírito

Santo (Ufes) e professor da Univer-

sidade de Vila Velha. Veja na íntegra a sua entrevista para a Panorama.


CONSCIÊNCIA CRISTÃ

Em 2018 haverá eleições presidenciais e também para os poderes

legislativos. Mas, os últimos anos foram de grandes denúncias de

corrupção e escândalos, envolvendo, inclusive, os últimos presiden-

tes da República. Vimos um verda-

deiro espetáculo de desperdício do

dinheiro público, benefícios indevidos e pouco caso com a sociedade

brasileira. Tudo isso deixou o cidadão de bem extremamente triste

e sem perspectivas para o futuro.

Como você avalia esse cenário da

Rafael Simões acredita que o Brasil pode ter um futuro melhor, entretanto, destaca que isso dependerá do

política nacional? Temos razão em não termos esperança ou é possí-

vel acreditar em um futuro melhor para o Brasil?

Os últimos anos foram muito difíceis para os brasileiros. Podemos dizer que tivemos uma “tempestade

negativa perfeita”: crise econômica, crise social, crise política, crise

institucional e crise ética. É positi-

vamente espantoso que estejamos

saindo de algumas dessas crises sem uma situação de violência político-

-institucional, mas é negativamente

compreensível que, nesse processo, tendamos a nos afastar ainda mais

envolvimento dos cidadãos nos assuntos públicos

somente, nem principalmente, à

ser o único elemento a ser consi-

dar exemplos de nossa região: será

que ainda nem estão por aqui. Que

política partidária e/ou eleitoral. Para que nós como usuários e moradores nos preocupamos com a conserva-

ção e a limpeza da Praia da Costa, da

mos a pequena atitude de levar

política eleitoral ainda é um elemen-

que quando vamos à praia toma-

uma sacolinha para recolher o nosso lixo? Será que quando caminhamos

no Morro do Moreno nos preocupamos como estará esse local alguns anos à frente?

Por mais negativo que tenha sido,

política. Ética tem a ver, ou pode

medida em que nos interessarmos

pelos assuntos públicos, condições de progressivamente resolver a situação.

Quando falo de interesse pelos

assuntos públicos não me refiro tão

remos a esses futuros brasileiros?

Por certo, mesmo tendo perdido a

Engana-se, penso eu, quem acha

e ainda seja, o cenário, temos, na

cidade, que estado, que país, lega-

Praia de Itapoã e de Itaparica? Será

da política e dos poderes. Isso, no entanto, penso eu, não é bom.

derado. Devemos pensar naqueles

importância que tinha anos atrás, a

to significativo para estabelecermos os parâmetros do nosso bem-estar presente, ou que desejamos para nós, e o bem-estar futuro, que

devemos legar para nossos descendentes.

que ética é tão somente ética na

Nesse contexto, penso ser possível

ter a ver, com todos os aspectos da

para nós e os próximos. Vai depen-

nossa vida. Diz respeito ao passa-

do, mas, talvez principalmente, ao presente e ao futuro. Ética tem a

ver com um compromisso intergeracional, daqueles que aqui estão

com aqueles que aqui estarão. Nosso bem-estar presente não deve

35

REVISTA PANORAMA

ter esperança de um Brasil melhor, der, no entanto, de nosso envolvi-

mento com os temas públicos. Sair do nosso casulo e olharmos para

nossa rua, nosso bairro, nossa cida-

de etc. Como demonstrou o cientista político norte-americano, Robert

Putnam, em suas pesquisas na Itália


CONSCIÊNCIA CRISTÃ

e nos Estados Unidos, a qualida-

de de vida nas comunidades tem relação direta com a participação dos cidadãos nos assuntos públi-

cos: quando ela aumenta, melhora a qualidade de vida, e vice-versa.

Se nos dispusermos a dedicar uma pequena parcela de nosso tempo

aos assuntos públicos – e isso hoje é facilitado pelas tecnologias de infor-

mação e comunicação – poderemos erguer, como um povo vibrante,

confiante e trabalhador que somos,

um grande país no século XXI. Muito além dos avanços que tivemos ao longo de nossa história. Como diz

a música de Ivan Lins “depende de

nós, quem já foi ou ainda é criança, quem acredita ou tem esperança, quem faz tudo pra um mundo melhor”.

Por que a política brasileira é tão contaminada?

Essa é a pergunta de 1 milhão de dólares. Avançaria – se nenhuma

pretensão de esgotar o tema – duas

Podemos dizer que o Brasil é um país sem ética na política?

ideias: a primeira, que já destaquei

Essa é uma pergunta difícil. Como

ticipação dos cidadãos nos assuntos

nha”, que sei não foi voluntária, qual

anteriormente, que é a pequena parpúblicos, e a segunda – concordando com o filósofo norte-americano

Michael Sandel, que é a penetração dos valores de mercado em esferas

que antes não estavam afetas à sua

ação. O mercado, por certo, tem seus méritos na criação de riqueza, mas

quando seus valores são transmiti-

dos a todas as esferas da vida, e dos assuntos públicos, isso contribui para gerar/agravar a corrupção.

diriam alguns, contém uma “pegadiseja: se respondo sim, parece que

Você acredita que o DNA do povo,

com o famoso “jeitinho brasileiro”, também contribua para práticas indevidas? Ou seja, nós também

somos corruptos e antiéticos, de certa forma?

ficamos sem saída, se respondo não,

Tal como a anterior essa contém o

não vive em nosso país no nosso

corrupção? Não penso. Toda corrup-

parece que sou um alienado que

tempo. Gostaria de propor a ideia

que práticas antiéticas se espalha-

ram por nosso sistema político-insti-

tucional, mas, para usar uma expressão médica, por mais que a situação do paciente seja grave, ainda tem

plenas condições de recuperação.

36

REVISTA PANORAMA

mesmo dilema. Todo “jeitinho” é

ção é igual? Também não concordo. Por certo furar uma fila de banco ou desviar dinheiro público são

formas de conseguir uma vantagem privada indevida, ganhar tempo

para você ou ganhar dinheiro para você e/ou outros, mas a forma de


CONSCIÊNCIA CRISTÃ

combater esses problemas, de

enfrentá-los, de, eventualmente, puni-los deve ser diferente.

Assim, diria que práticas antié-

ticas, presentes na política, mas

em todos os aspectos do nosso dia a dia, devem ser enfrentadas e combatidas, devemos

deixar claro, como temos feito ao longo do tempo, que tais e quais ações e; ou atitudes não são aceitáveis em nosso dia a

A democracia, me parece, com todas as suas falhas e imperfeições, algumas estruturais, outras conjunturais, o regime político que permitirá construir um país melhor.

lógicos, humanos e financeiros, entre outros – escalonar o urgente, o emergente, o

fundamental e o acessório. O brasileiro está mais consciente de suas obrigações

enquanto cidadão? Ou seja,

o voto é uma arma muito poderosa. Acha que o brasileiro tem essa noção?

Penso que muitos brasileiros

dia e em nossa política. Devemos

Como podemos mudar a realidade

têm – ou já tiveram – essa noção,

to, privado e público, buscando

Brasil, não me refiro apenas à

ficou um pouco desgastada ou

todos rever o nosso comportamennos construirmos, como cidadãos

e sociedade, em pessoas e em um local, que têm os seus interesses,

política do Brasil? E quando digo política nacional, mas também à

política dos estados e municípios.

mas reconhece os outros como

Participando, participando, parti-

e deveres quanto nós mesmos. Esse

panhando e acompanhando.

sendo portadores de tantos direitos

é um exercício cotidiano, não é fácil, é a regra de ouro da ética, cada um deve tratar o outro como gostaria

de ser tratado. Por sinal, regra pre-

sente nas três grandes religiões monoteístas e em diversas politeístas.

cipando. Acompanhando, acomCobrando, cobrando e cobrando.

Criticando, criticando e criticando.

Sugerindo, sugerindo e sugerindo,

mas sempre tendo a capacidade de ouvir o outro, e perceber a impor-

tância de, com os recursos – tecno-

37

REVISTA PANORAMA

mas diante da crise essa noção

desacreditada. O voto, no entanto, será um potente instrumento

(prefiro não falar em arma) na mão dos cidadãos se ele vier temperado de participação nos assuntos

públicos. Votar e não se interessar depois pelo que fazem os nossos representantes (ou ficar apenas

reclamando depois no facebook ou no whatsapp) não fará muita diferença.


CONSCIÊNCIA CRISTÃ

Fonte: O GLOBO

Muitas pessoas desestimuladas

pensam em votar branco ou nulo. O que diria para elas?

Diria que estão – mesmo que

compreensivelmente irritadas e

descrentes – abdicando de uma parte importante do seu poder

de decisão de influenciar o futuro de nossa sociedade por meio dos representantes que teremos. Se gastarmos um pouco do nosso

tempo, poderemos arranjar um

candidato razoável, ao menos, ou mesmo um bom candidato aos

diversos cargos. Por certo não será

perfeito, nem concordaremos com todas as opiniões desse eventual

candidato, mas é um exercício de aproximação.

Outras pessoas estão tão chatea-

das, que têm defendido inclusive

a volta da ditadura ou de possíveis candidatos que simpatizam com a ideia. Qual o perigo desses votos

de protesto e dessa mentalidade que vai contra a democracia?

A democracia, me parece, com

todas as suas falhas e imperfeições, algumas estruturais, outras conjunturais, o regime político que

permitirá construir um país melhor. A contribuição da Constituição de

problemas. A insegurança pública, o aumento da criminalidade, a

deficiência na ação das instituições públicas etc, mas, como fizemos

com outros, também esses problemas podemos resolver. Não é fácil. Como diz um amigo, se fosse fácil

alguém já teria feito, mas podemos.

1988 – com todas as suas imperfei-

A ONG Transparência Capixaba tem

– para a melhoria da qualidade de

consciência política da sociedade,

ções e incompletudes ou excessos vida no país é substantiva. Nesses

trinta anos – mesmo com todos os problemas que tivemos nas instituições – é inegável o avanço da

atuado para ajudar a despertar a

acompanhando ações, denunciando, se manifestando. Quais são os planos para este ano eleitoral?

cidadania no país. Não por acaso,

Como em outros anos faremos cam-

tativa de vida de pouco menos de

e realizaremos o Interage, quando

por exemplo, ampliamos a expec60 anos para pouco mais de 75

anos, aumentamos a quantidade

de vacinas disponíveis ao público e a cobertura vacinal, o acesso à

educação aumentou, bem como

programas de seguridade e assistência social. Por certo, existem

38

REVISTA PANORAMA

panhas de esclarecimento do voto entrevistamos os candidatos aos

cargos majoritários (governo e Senado, no caso) sobre suas propostas e

ideias, com transmissão ao vivo pela Internet e participação do público nas perguntas.


IGREJA EM AÇÃO

PROJETO IGREJA IRMÃ EDIFICA UMA IGREJA VIVA E ACOLHEDORA PARÓQUIA VAI IMPLEMENTAR O PROJETO IGREJA IRMÃ QUE TEM A FINALIDADE DE “ADOTAR” OUTRA COMUNIDADE PARA COLABORAR EM SUAS NECESSIDADES

40

REVISTA PANORAMA


IGREJA EM AÇÃO Padre Anderson acredita

que o projeto Igreja Irmã seja uma oportunidade de o cristão exercer a caridade

Projeto Igreja Irmã que será implementado a partir de março.

Segundo o Pároco Paulo César Ma-

galhães, desde 2012 a igreja tem se

empenhado na formação de leigos, mas com a parceria da Paróquia

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

“N

oferecidas pelas pastorais e pela

pelo sal da terra e luz do mundo a

aproximadamente 1.500 pessoas

serviço dos irmãos na construção do reino de Deus”. A frase é do Pároco

Paulo César Magalhães, da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes du-

rante entrevista à Panorama sobre o

e Oficina de Oração. A obra social

Fraternidade e Oração faz parte dos projetos em andamento.

através do próprio Deus que nos

tequistas participem de formações

borem com sua vocação batismal

mens, EJC, ECC, RCC, Círculo Bíblico

Familiar e colaborar na formação

bém será oportuno para que os ca-

os cristãos leigos cola-

Apostolado da Oração, terço dos ho-

Para o Pároco, é na caminhada dos

dos agentes. Ele acredita que tam-

muito importante que

que compõem a Legião de Maria,

será possível ter mais condições de investir na implantação da Pastoral

este Ano do Laicato é

Batismo e com os movimentos

Arquidiocese de Vitória (Aves).

Além dos trabalhos pastorais nas

21 comunidades, a Paróquia Nossa

voluntários que podemos observar ensina a partilhar o que vivemos no

seu reino. “Neste servir construímos uma vivência com mais dignidade junto às pessoas que carecem de

serviços essenciais, alimentos, ves-

tuário, saúde, entre outros”, ressalta Padre Paulo.

Senhora dos Navegantes atende

O propósito do Projeto Igreja Irmã,

gratuitamente com o auxílio de uma

Gomes, é aproximar as igrejas para

assistente social, uma psicóloga e

uma advogada. A Igreja hoje está estruturada com seis pastorais: Criança, Juventude, Catequese, Liturgia,

41

REVISTA PANORAMA

de acordo com o Padre Anderson que possam por meio da carida-

de e do servir melhorar a vida das pessoas que passam por falta de assistência.


IGREJA EM AÇÃO

O Dia do Pobre, realizado em novembro de

2017, foi a ação que deu o pontapé inicial às atividades do projeto Igreja Irmã

“Após a realização das ações em

penhar para que possamos atender

lizam a participar como voluntários

nha Um Natal para Todos em que

“Percebemos que é grande o envol-

realidade, nasceu a vontade de

2017 do Dia do Pobre e da Campaacolhemos 400 famílias da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes vimos que por meio do Projeto

podemos aproximar as comunida-

essa carência em breve”, afirma.

vimento dos paroquianos em nossa comunidade e muitos se disponibi-

em nossos projetos. Diante dessa

ajudar outras comunidades”, explica Padre Anderson.

des com o intuito de apadrinhar os

Fique por dentro do Projeto

religiosa da Páscoa ou Domingo da

voluntária. Os voluntários são a alma da Igreja, serão eles os respon-

mais necessitados. Na festividade Ressurreição vamos dar continui-

dade a esse trabalho assistindo as famílias”, disse.

O Projeto Igreja Irmã tem como objetivo a captação de mão de obra sáveis por fazer o projeto acontecer. Muitas comunidades deixam de desenvolver atividades pastorais em suas dependências por falta de pessoal especializado para atender.

Outra ação importante destacada

As funções dos voluntários na prática são: servir ao próximo, dar tes-

nha para arrecadar filtros de água.

cias pessoais e profissionais para garantir o direito e acesso à informa-

pelo Padre Anderson será a Campa“Percebemos durante nossas ações na comunidade que algumas casas

não possuem filtros. Vamos nos em-

temunho de caridade e amor aos irmãos, utilizando de suas experiênção, formação e saúde. “Se alguém tem o dom do serviço, exerça-o como graça dada por Deus.” (I Pd4, 11b)

42

REVISTA PANORAMA


UM SONHO COM TODOS OS DETALHES PERTINHO DE TUDO NA PRAIA DA COSTA

4Q

até 4 suítes

Área de lazer com 13 itens

Vista para o mar*

3201-6999

/canal.construtora /construtoracanal

Av Gil Veloso, 442 - Praia da Costa *Referente as colunas 02, 03 e 04

Marca de qualidade e confiança

www.construtoracanal.com.br

Creci 2877j

VISITE DECORADO

Panorama - Fevereiro 2018  

Edição de fevereiro de 2018

Panorama - Fevereiro 2018  

Edição de fevereiro de 2018

Advertisement