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LITURGIA

Sentou- se à mesa com eles

Participar, comer do pão e beber do

Será que podemos, de fato, vê-lo?

Comer e beber é indispensável à so-

para nós esse sentido de forte união

parentes o suficiente para deixar

brevivência. Mas o fato de sentar juntos à mesa, de comer e beber juntos, acrescenta muito ao simples ato de

vinho da mesa do Senhor está tendo e compromisso com Jesus e com os excluídos da sociedade?

comer e beber. Os evangelhos nos

Estamos reunidos para fazer a ceia

e bebendo com alguém. Parece que

co de Jesus, de sentar-se à mesa com

mostram a toda hora Jesus comendo eram para Ele momentos privilegia-

dos de sua missão. Também naquela noite em que ia ser entregue, Jesus sentou-se à mesa com os seus.

A cada vez que nos sentamos à mesa para fazer a ceia em memória do

Senhor, estabelece-se essa mesma cumplicidade, a mesma comum

união, o mesmo compromisso, a

mesma alegria e anúncio de vitória, (passado, presente e futuro...).

do Senhor. Aquele gesto característi-

Será que as nossas missas são transaparecer o Senhor nos sinais da mesa posta, da cesta com o pão, da jarra com o vinho, no convívio solidário

entre os irmãos, no pão partilhado, no vinho saboreado?

os seus, com os convidados do Reino

Devemos reconhecer o Senhor pela

rístico que identifica a comunidade

ações simbólicas e rituais que ele

do Pai, ficou sendo o gesto caractedos discípulos de Jesus, depois de sua morte. A cada celebração Ele

está presente, glorioso, ressuscitado, em cada um dos ministros, em cada

um dos participantes da ceia em seu nome. Podemos vê-lo presidindo a

fé, mas esta precisa dos sinais, das nos deixou para celebrar sua pás-

coa. O que podemos fazer para que “apareça” claramente que a missa é uma ceia, mesa de convívio com o ressuscitado?

mesa, dando graças ao Pai, repartin-

Façam isto em memória de mim

vinho.

Ao fazer memória, um fato passado

do o pão, passando o cálice com o

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REVISTA PANORAMA

Revista Panorama - Maio 2018  
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