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nspsocorro.com.br

PRAIA DA COSTA - MAIO - 2018 #48

REVISTA DA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO

VILA VELHA - ES

EDIÇÃO ESPECIAL CORPUS CHRISTI

MISTÉRIO SUPREMO DA FÉ CATÓLICA: A Santíssima Eucaristia, presença real de Cristo no Sacramento do Altar


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Expediente:

Paróquia N. Senhora do Perpétuo Socorro Pároco: Padre Anderson Gomes da Silva Contato: (27) 3329-4282 | Rua São Paulo, S/N Praia da Costa, Vila Velha - ES www.nspsocorro.com.br Produção Editorial: Parresia Comunicação Católica Contato: (27) 3535-4045 www.parresia.com Coordenação/Jornalista responsável: Christine Mendonça MTb 1879 - ES Fotos: Colaboração Antônio Ferrão e Pascom Tiragem: 3.000 exemplares Distribuição: Praia da Costa Vila Velha - ES Contato Comercial: Agência Parresia (27) 3535 4045 Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro Rua São Paulo, S/N (Esquina com a Rua 15 de Novembro), Praia da Costa, Vila Velha – ES, 29101-300 Comunidade Santo Antônio Rua Rio Branco, 37 – Parque Castanheiras, Vila Velha – ES, 29101-130

Sejamos comunidade e todos irão crer

S U M Á R I O

Engenharia e construção civil Corretora de imóveis Atendimento médico Atendimento odontológico Idiomas Educação Clínicas Atendimento psicológico Turismo Música

4

EDITORIAL

Conselho Editorial:

***Os artigos e matérias da Revista Panorama são produzidos por colaboradores, membros do Conselho Editorial e da Pastoral da Comunicação da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Eucaristia: Fonte de força e fé JOVENS

8

Eucaristia e Adoração: Relação Inseperável

10

ARQUIDIOCESE

Recife será sede do próximo Congresso Eucarístico Nacional LITURGIA

12

Eucaristia: Ação de Graças, ceia do Senhor, Banquete de Vida

16

ADOLESCENTES

A primeira experiência com Jesus Eucarístico

18

IGREJA EM AÇÃO

Irmãs de Jesus na Eucaristia: 90 anos de presença no mundo

22

CONSCIÊNCIA CRISTÃ

“Dai-lhes vós mesmos de comer” PERSONAGEM

28

Missionários do Amor

EXEMPLOS DE VIDA

32

Paroquianaos zelam pelas Alfaias Litúrgicas

Comunidade Santa Luzia R. Santa Leocádia – Praia da Costa, Vila Velha – ES, 29101-030

Andrea Almeida Antônio Ferrão Camila Sampaio Carol Zorzanelli Giovanna Pulcheri Kenia Puziol Lara Thiebaut Liandra Carpanedo Luiz Alberto de Carvalho Max Rege Myriani Fambre Paula Padilha Paulo Soldatelli Soeli Uliana Talles Krull Tatiana Sanchez

6

VOZ DO PAPA

DEVOCIONAL

36

Sustento para os Santos VOCÊ SABIA?

39

Para onde vão as hóstias consagradas durante a celebração COMUNIDADE

40

Cristo vai ao encontro dos doentes

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REVISTA PANORAMA


EDITORIAL

SEJAMOS SERES EUCARÍSTICOS Eucaristia é gratidão, é partilha, é doação. Quando a Igreja nos pede que sigamos o exemplo de Jesus é por este caminho, o da Eucarístia, pois Cristo foi Eucarístico a vida toda. Ele nos deu tudo que tinha: Suas palavras, Sua mãe, Seu corpo, Seu sangue, Seu espírito. E também foi grato ao Pai!

Ao receber o corpo e sangue de Jesus devemos nos voltar para o nosso irmão. Ao repartir o pão, que é seu corpo, Jesus nos envia a ser alimento para o outro, a ser

um “perigo” para o mundo que insiste em nos vender o egoísmo e gera cada vez mais infelicidade.

A pessoa que se alimenta da Eucaristia automaticamente é levada, induzida e

chamada a dar-se a outros. A comunhão nos faz ir além de nós mesmos. Não posso comungar e ficar em mim, me fechar no meu mundo. Quanto mais comungo mais devo doar-me. A instituição da Eucaristia se deu numa ceia, na qual Jesus antecipou o que viveria na Sexta-Feira Santa, e partilhou o seu próprio corpo

ao dar aos discípulos o pão e o vinho. Esta, assim como diversas ações de Jesus, Pe. Anderson Gomes da Silva

PÁROCO

aponta sempre para a partilha.

O que é comungar hoje? É receber o Cristo que passa a estar em nós, dentro de

nós! Se Jesus curou aqueles que o escutaram, tocaram Suas vestes, imagina o que não faz com quem O recebe e passa a ser um com Ele. Desejo cada dia mais que Siga-me nas redes sociais

tenhamos a clareza do valor real da Eucaristia. O pão e vinho quando deixam de ser apenas pão e vinho se transformam em remédio para a alma.

E foi pensando na importância de celebrar a memória do amor, que a Igreja instituiu a festa de Corpus Christi no calendário litúrgico. A partir da Idade Média este passou a ser um grande momento da liturgia. A Eucaristia faz parte do nosso dia dia, mas foi necessário escolher um dia para essa festa e assim reforçar a importância deste sacramento, assim como Cristo nos pediu: “Fazei isso em memória

de mim!”. A missa é atualizar o sacrifício, a memória que Ele nos pediu. Temos de valorizar a presença real de Cristo na Eucaristia.

Somos a religião da Palavra, que está além do livro, da bíblia. Temos a graça de

experiênciar Jesus na Palavra, em Espírito e na Eucarística, que é fonte de vida. Por

isso, não devemos nos afastar jamais caso não possamos comungar pela situação da vida. Cristo Vivo é o melhor remédio para uma alma enferma!

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REVISTA PANORAMA


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VOZ DO PAPA

EUCARISTIA: FONTE DE FORÇA E FÉ

“APROXIMEMO-NOS DA EUCARISTIA: RECEBER JESUS NOS TRANSFORMA N’ELE, NOS FAZ MAIS FORTES. É TÃO BOM E TÃO GRANDE O SENHOR!”

“Q

uem come a minha

seus discípulos o seu Corpo e o seu

experimentar a íntima união com

sangue tem a vida eter-

continua ainda hoje pelo ministério

tidade: Ӄ um convite que alegra

carne e bebe o meu

na e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeira-

mente uma comida e o meu sangue verdadeiramente uma bebida”.

Em uma de suas reflexões, o Papa Francisco inspirou-se no Evange-

lho de São João (6,54-55) para falar sobre a Comunhão. “Celebramos

a Eucaristia para nos nutrirmos de

Cristo, que doa a si mesmo, quer na

Palavra, como no Sacramento do altar, para conformar-nos a Ele”, disse

Sangue na última Ceia - explicou do sacerdote e do diácono, ministros ordinários da distribuição aos irmãos do Pão da vida e do Cálice

da salvação. Depois de ter partido o Pão consagrado, isto é, o Corpo

de Jesus, o sacerdote o mostra aos

fiéis, convidando-os a participar do banquete eucarístico”, dizendo as

palavras: “Felizes os convidados para a Ceia do Senhor: eis o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo”.

o Santo Padre.

Este convite inspirado em uma

“O gesto de Jesus que deu aos

dou o Santo Padre, nos chama a

passagem do Apocalipse, recor-

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REVISTA PANORAMA

Cristo, fonte de alegria e de san-

e ao mesmo tempo impele a um


VOZ DO PAPA

exame de consciência iluminado pela fé. Se por um lado, de fato,

vemos a distância que nos separa da santidade de Cristo, por outro acreditamos que o seu Sangue

é ‘derramado pela remissão dos

pecados’. Todos nós fomos perdoados no batismo e todos nós somos

e seremos perdoados cada vez que nos aproximarmos do Sacramento da Penitência. E não esqueçam,

Jesus perdoa sempre. Jesus não se cansa de perdoar, somos nós que nos cansamos de pedir perdão”.

O Papa recordou Santo Ambrósio: “Eu que peco sempre, devo sempre dispor de remédio!”, e com

essa fé “também nós voltamos o

nosso olhar ao Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo e

sacerdote que diz “Corpo de Cristo”,

recorda que após a Comunhão, para

que comporta tornar-se Corpo de

bido, “nos ajuda o silêncio, a oração

se reconhece “a graça e o empenho Cristo. Pois quando tu recebes o

Corpo de Cristo, tu te tornas Corpo de Cristo.

o invocamos” com as palavras: ‘Ó

Enquanto nos unimos a Cristo,

em minha morada, mas dizei uma

a Comunhão nos abre e une a todos

Senhor, não sou digno que entreis palavra e serei salvo’. Isso dizemos

em cada Missa. Se somos nós a nos mover em procissão para fazer a

Comunhão, nós vamos em direção ao altar em procissão para fazer a comunhão. Na realidade é Cristo

que vem em nosso encontro para assemelharmo-nos a Ele. Há um

encontro com Jesus! Nutrir-se da

Eucaristia significa deixar-se transformar enquanto O recebemos”.

Cada vez que nós comungamos, mais nos assemelhamos a Jesus,

separando-nos de nossos egoísmos,

tanto, como também cantar um

Salmo ou um hino de louvor, que nos ajude a estar com o Senhor”.

nome de todos, o sacerdote dirige-

reforça que a Igreja deseja que os fiéis recebam o Corpo do Senhor

“com hóstias consagradas na mes-

ma Missa” e que “o sinal do banque-

te eucarístico se expressa com maior plenitude se a santa Comunhão é

feita sob duas espécies, ainda que

a doutrina católica ensine que sob uma espécie somente se recebe o Cristo inteiro”.

como estabelecido pela Conferência

tia viva. Ao responder “Amém” ao

do com Jesus no coração, nos ajuda

mos aquilo que recebemos. O Papa

prodígio da Comunhão: nos torna-

dos no Corpo e Sangue do Senhor, fé são transformados em Eucaris-

aquele momento de silêncio, falan-

A oração após a Comunhão con-

O fiel se aproxima e comunga em

assim, aqueles que os recebem com

silenciosa. Prolongar um pouco

aqueles que são um só n’Ele. Eis o

mais nos transformamos em Jesus.

Como o pão e o vinho são converti-

custodiar no coração o dom rece-

pé com devoção ou de joelhos,

Episcopal, recebendo o Sacramento na boca ou, onde é permitido, na

mão, como preferir. O Santo Padre

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REVISTA PANORAMA

clui a Liturgia Eucarística. “Nela, em

-se a Deus para agradecer a Ele por nos fazer seus convidados e pedir

que o que foi recebido transforme

a nossa vida. A Eucaristia nos torna

fortes para dar frutos de boas obras para viver como cristãos”, afirma Francisco.

Significativa, disse o Papa ao concluir sua fala, é a oração de hoje,

em que pedimos ao Senhor que “a

participação ao seu sacramento seja para nós remédio de salvação, nos

cure do mal e nos confirme na sua

amizade. Aproximemo-nos da Eucaristia: receber Jesus nos transforma

n’Ele, nos faz mais fortes. É tão bom e tão grande o Senhor!”.


JOVENS

EUCARISTIA E ADORAÇÃO: RELAÇÃO INSEPARÁVEL JOVENS DA PARÓQUIA DESCOBREM O PODER TRANSFORMADOR DA EUCARISTIA POR MEIO DA ADORAÇÃO SEMANAL AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

D

entre as proposições do Sí-

comunhão e prolonga-se nos atos

começou em 2014. “Sentíamos a

caristia, há uma que afirma

Deus Pai em Espírito e Verdade, em

lacionamento cotidiano com Deus.

nodo dos Bispos sobre a Eu-

que comungar significa entrar em

comunhão com o Senhor e com os Santos da Igreja terrestre e celeste.

da piedade eucarística, adorando a

Cristo ressuscitado e vivo, presente realmente entre nós.

Por isso, comunhão e contempla-

Matheus Severnini Fassarella conta

Não se pode comungar sacramen-

vens na comunidade Santa Luzia

ção implicam-se reciprocamente. talmente, sem fazê-lo de modo

que a adoração do Grupo de Jo-

necessidade de melhorar nosso re-

Nos primeiros meses, dependíamos de outros para conduzir nossos

momentos de oração. A adoração semanal ajudou nossa juventude a formar pregadores, músicos e

ministros da Eucaristia”, explica.

pessoal: “Eu estou à porta e chamo. Se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta, entrarei em sua casa,

cearei com ele e ele comigo” (Ap 3, 20). Esta é também a verdade mais profunda da piedade eucarística.

Para a Igreja Católica, a atitude de

adoração é reservada não só à celebração da Eucaristia, mas também ao seu culto fora da Missa, como “valor inestimável” destinado à

“Comunhão, sacramental e espiri-

tual” dos fiéis. Na Liturgia Bizantina, durante os ritos de Comunhão

canta-se ‘Vimos a Luz’, pois con-

templar a Eucaristia não é presun-

ção, enquanto é abuso alimentar-se

Muito atuante no Grupo de Jovens,

dela sem discernimento (cf. 1 Cor

Matheus contou que a participação

11, 28). Na Igreja Latina, há que

semanal na adoração tem contribuído para sua aproximação com Deus

conservar e reforçar o que foi transmitido pela fé do segundo milênio.

A adoração da Eucaristia começa na

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REVISTA PANORAMA


JOVENS

Para ele, “a adoração ao Santíssimo é a oportunidade de nos reconectarmos com Deus na nossa rotina, além das nossas orações diárias.

É muito bela a oportunidade que

nossa Igreja nos dá, de olhar para o próprio Deus e adorá-lo diretamente, ver e admirar aquele que

é o centro da nossa fé. Uma forma de estar junto dEle além da própria Comunhão. Antes da ado-

ração, muitas vezes não consigo

me preparar propriamente para o

encontro, devido à vida corrida que

acabamos por levar. Mas quando se inicia, tento inicialmente esquecer

os problemas e os pedidos pessoais para adorá-lo sem qualquer interes-

André: “saio das adorações mais leve,

se. Após isso, de acordo com o que vou sentindo e o que Deus coloca

grato e motivado a mudar”

no meu coração, vou me abrindo

Para Nuno Pupa Dadalto, 22 anos,

fazer essa ‘preparação’. A adoração

sinto-me renovado e pronto para o

gia do Grupo de Jovens, adorar

onde eu sei que Deus está me

para o diálogo com ele. Ao final, dia a dia”.

que faz parte da equipe de litur-

Jesus Eucarístico é uma forma de demonstrar todo seu amor por Ele. “Eu tento demonstrar isso todos os dias, nas coisas mais

simples; mas, na quarta-feira à

noite, é um momento entre mim

sempre aquela vontade de servir mais a Deus”.

estudante André Natalli Machado,

Eucaristia”.

Ele fala como se prepara para as adorações. “Eu procuro esvaziar

seu amor por Jesus Eucarístico

perceba isso. E após a adoração fica

toda grandeza do Deus que se

por mim e se eternizou através da

adoração é uma forma de demonstrar

que no momento eu não sinta ou

Participando há três anos da ado-

fez homem para morrer na cruz

de liturgia do Grupo de Jovens, a

ouvindo e falando comigo, mesmo

e Ele, de intimidade. Além de ser

um momento onde eu posso ver

Para Nuno, integrante da equipe

é um momento de intimidade,

meus pensamentos para me con-

centrar em Jesus apenas. Quando

consigo, vou à missa que ocorre na própria Santa Luzia, às 19h30, para

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REVISTA PANORAMA

ração dos jovens na Santa Luzia, o de 19 anos, às vezes ajuda a con-

duzir os momentos de oração com os amigos e conta que a prática

tem tido efeitos muito importantes em sua vida. “Trata-se de um

momento de intimidade em que

Deus vem humildemente até nós.

Saio das adorações muito diferente

de quando entrei. Mais leve, grato e motivado a mudar”, conclui.


ARQUIDIOCESE

RECIFE SERÁ SEDE DO PRÓXIMO CONGRESSO EUCARÍSTICO NACIONAL

R

ealizado pela primeira vez em

cos. O ano que acontece e a cidade

A Eucaristia é o maior tesouro

iniciativa de um grupo de fiéis

colhidos pela Conferência Episcopal

presença do próprio Jesus Cristo

1881, em Lille, na França, por

leigos apoiado por São Pedro Julião Eymard, o Congresso Eucarístico é

um momento de convergência das

pessoas que professam a fé católica na realidade da Eucaristia e que de-

sejam dar testemunho público de fé. O Congresso Eucarístico Nacional é

realizado em todos os países católi-

que sedia o evento são sempre esdo país. No Brasil, a realização dos

congressos teve início em 1933, em Salvador (BA). O último aconteceu

em Belém (PA), em 2016, nas comemorações dos 400 anos da capital

paraense, com o tema “Eucaristia e partilha na Amazônia Missionária”

e o lema “Eles o reconheceram no partir do Pão”.

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REVISTA PANORAMA

da Igreja Católica, porquanto é a

no meio do povo de Deus. O povo das Escrituras caminhava para a

terra prometida levando consigo a arca da aliança, com as tábuas

da lei, sendo orientado por meio

de Moisés e seus colaboradores. O

povo do Novo Testamento caminha

na história, em vista de novos céus e novas terras, levando consigo Jesus


ARQUIDIOCESE O Marco Zero, cartão-postal do Recife, tem no seu piso uma rosa dos ventos, obra do pintor modernista Cícero Dias

Cristo, alimentado pela Palavra das Escrituras e pela Eucaristia.

reparação; e manifestar a universalidade e unidade da Igreja.

Um Congresso Eucarístico quer ser

Posteriormente, passaram a se

que professam a fé católica na reali-

aspectos sócio-políticos diversi-

a convergência de todas as pessoas

dade da Santíssima Eucaristia, e que desejam dar um testemunho pú-

blico de sua fé na presença real do

Senhor Jesus, animando, consolan-

do e convertendo os fiéis. O evento é uma demonstração pública de fé pessoal: anuncia-se Sua morte e se proclama Sua ressurreição!

Deste modo, reafirma-se a certeza de vida eterna. A partir dessa profissão explícita de fé na Eucaristia, o Congresso Eucarístico busca as

consequências práticas, o compro-

preocupar também com outros ficados e temáticas específicas, como irradiar para a Igreja e a

sociedade os frutos da Eucaristia na ação social; seminários temáticos

para públicos específicos: crianças, jovens, militares, universitários,

operários, políticos e empresários,

casais e idosos, doentes e deficientes, prisioneiros e dependentes de

Santíssimo Sacramento: adoração e

de 12 a 15 de novembro de 2020.

Será a 18ª edição do CEN, sediado pela segunda vez na capital pernambucana – a primeira foi em 1939, no Parque 13 de Maio. O

tema para 2020 será “Pão em todas as mesas” e o lema, “Repartiam o

pão com alegria e não havia necessitados entre eles” (cf. At 2, 46).

também um representante do

comunicação social.

atividades diversificadas, entre

prestar culto público e solene ao

nal a cidade de Recife e vai ocorrer

caristia, evangelização e meios de

Eucaristia e Missionariedade; Eu-

gressos Eucarísticos tiveram três

a doutrina cristã sobre a Eucaristia;

XVIII Congresso Eucarístico Nacio-

O evento reunirá pessoas de todas

Para atingir seus objetivos, os

características essenciais: aprofundar

A CNBB escolheu como sede do

drogas, marginalizados e excluídos;

misso desse gesto tão sublime de adoração. Desde o início, os Con-

favor dos pobres e excluídos.

Congressos Eucarísticos realizam elas reflexões teológico-pastorais; solenes celebrações; programas

populares de educação da fé: mis-

sões populares; jornadas sociais em

11

REVISTA PANORAMA

as partes do Brasil e receberá

Vaticano, designado pelo Papa para participar. “Vamos trabalhar para

fazer um belo Congresso e ajudar aquela comunidade a cada vez

mais se comprometer com o Cristo Eucarístico”, prometeu o arcebispo de Olinda e Recife (PE), dom Antônio Fernando Saburido.


LITURGIA

EUCARISTIA: AÇÃO DE GRAÇAS, CEIA DO SENHOR, BANQUETE DA VIDA “COMAM DO PÃO, BEBAM DO CÁLICE, QUEM A MIM VEM NÃO TERÁ FOME. COMAM DO PÃO, BEBAM DO CÁLICE, QUEM EM MIM CRER NÃO TERÁ SEDE”

Na noite em que ia ser entregue....

Projeto de uma nova sociedade

lha, até nas estruturas sociopolíticas,

Para vivermos e compreendermos

A missa não existe somente para a

é sinal que profetiza, antecipa e

gia Eucarística, será preciso voltar

eclesial; não basta celebrar entre

a missa, e principalmente a Litur-

à última ceia de Jesus, relatada no

Novo Testamento. O que Jesus fez? Por que o fez? Como as comunida-

des dos discípulos entenderam essa ceia? Como a entendemos hoje?

própria Igreja, para a comunidade

nós, e não basta criar laços fraternos entre os membros da comunidade.

Na missa está embutida uma missão social e política: a de criar comu-

nhão e participação na sociedade, de abrir espaço para o Reino de

Deus, que é de fraternidade, parti-

12

REVISTA PANORAMA

econômicas e culturais. A Eucaristia apressa esse Reino (como pode-

mos ver nas passagens no livro de Isaias 25, 6 e 55, 1-2; Mateus 8, 11;

22, 2-14; 26, 29; Apocalipse 3, 20 e

principalmente, Lucas 14, 15-24). As

missas em nossas comunidades têm

expressado a realidade da sociedade e a mudança para que o Reino de Deus possa crescer?


LITURGIA

Domingo, dia para celebrar a Eucaristia

O Domingo é o dia para celebrar a

vocação do cristão, que é celebrada na Eucaristia, no anúncio da Palavra

busca viver a proposta do Reino

do-a somos convidados a cultivar o

do, num esforço de testemunho e

recebidos ao longo de nossa exis-

por Jesus anunciado e concretiza-

comunhão, no serviço ao próximo e no anúncio da Boa Notícia a todos.

espírito de agradecidos pelos dons

tência e pela fé que nos consagrou para o serviço ao Reino de Deus.

de Deus, no exercício da missão

A celebração eucarística é o ponto

“O gesto, porém, da fração do pão,

no sacerdócio universal de Cristo.

acredita. O documento 43 da CNBB

nos tempos apostólicos, manifes-

profética, na convivência fraterna, Dia de expressar a fé por meio de gestos e palavras, manifestar a

vitória da morte e de toda opressão. Na celebração eucarística, o próprio

Senhor nos dirige sua Palavra: “...São estas as palavras que eu lhes falei,

quando ainda estava com vocês: é

preciso que se cumpra tudo o que

está escrito a meu respeito na lei de Moisés, nos profetas e nos salmos” (Sc 24,44 ). O mesmo Senhor que falou reparte o pão. “Sentou-se à

mesa com os discípulos, tomou o

pão e abençoou, depois o partiu e deu a eles” (Lc 24,30).

A Eucaristia é a celebração que

visualiza a Igreja. Deste sacramento

os fiéis devem participar “não como estranhos ou simples espectado-

res”. Essas e outras orientações do

Vaticano II colocam a Eucaristia no

centro da vida eclesial. Na Eucaristia

alto da caminhada do povo que diz que: “A celebração da Missa,

como toda celebração, é sempre

tempo especial, que os batizados tomam para fazer o memorial da

ação de Deus em favor de seu povo: o que Deus fez ontem, faz hoje e

fará sempre” (CNBB, Doc. 43 n. 203).

que por si só designava a Eucaristia tará mais claramente o valor e a

importância do sinal da unidade

de todos num só pão, e da caridade fraterna pelo fato de um único pão ser repartido entre irmãos” (IGMR, n. 283).

O mesmo documento diz: “A missa

Comungar, portanto, não é um ato

ressurreição de Cristo, acontecimen-

tária. Não é simplesmente “receber

é que melhor celebra a morte e

to fundante não só da Liturgia, mas

de toda a história” (CNBB, Doc. 43 n. 204). Celebrar o mistério pascal de

Cristo é manifestar Cristo em nossa

vida, portanto, ela não se torna uma celebração alheia.

“O mistério Pascal de Cristo é celebrado, não é repetido; o que se repete são as celebrações; em cada uma delas sobrevém a efusão do Espírito Santo que atualiza o único

individualista; é uma ação comuniJesus na hóstia sagrada”, “receber

Jesus em nosso corpo, alma, espírito e coração”. É assumir, como Igreja-

-comunidade, o projeto de vida de Jesus; é prontificar-se a continuar

a missão dEle, mesmo sabendo de todas as nossas limitações.

O sentido de comer do pão e beber do vinho acaba sendo um ato de

louvor e agradecimento, pois nos

unimos corporalmente a Jesus Cristo,

mistério” (CIC 1104 ).

que fez de sua vida um só louvor

as esperanças que nos animam na

Em cada Eucaristia recordamos e

vinho da bênção eucarística, nós

Senhor que nos transforma. Nela a

quando partiu o pão: sentimento

congregamos a história que temos,

caminhada e a espera pela vinda do comunidade, congregada ao redor da mesa da Palavra e da Eucaristia,

revivemos os sentimentos de Jesus de ação de graças. Jesus agradeceu

ao Pai conosco e por nós. Celebran-

ao Pai. Assimilando esse pão e esse mesmos somos transformados em

louvor, bênção, ação de graças. Toda nossa vida se torna “Eucaristia” (cf. 1cor 11, 17s).


LITURGIA

Sentou- se à mesa com eles

Participar, comer do pão e beber do

Será que podemos, de fato, vê-lo?

Comer e beber é indispensável à so-

para nós esse sentido de forte união

parentes o suficiente para deixar

brevivência. Mas o fato de sentar juntos à mesa, de comer e beber juntos, acrescenta muito ao simples ato de

vinho da mesa do Senhor está tendo e compromisso com Jesus e com os excluídos da sociedade?

comer e beber. Os evangelhos nos

Estamos reunidos para fazer a ceia

e bebendo com alguém. Parece que

co de Jesus, de sentar-se à mesa com

mostram a toda hora Jesus comendo eram para Ele momentos privilegia-

dos de sua missão. Também naquela noite em que ia ser entregue, Jesus sentou-se à mesa com os seus.

A cada vez que nos sentamos à mesa para fazer a ceia em memória do

Senhor, estabelece-se essa mesma cumplicidade, a mesma comum

união, o mesmo compromisso, a

mesma alegria e anúncio de vitória, (passado, presente e futuro...).

do Senhor. Aquele gesto característi-

Será que as nossas missas são transaparecer o Senhor nos sinais da mesa posta, da cesta com o pão, da jarra com o vinho, no convívio solidário

entre os irmãos, no pão partilhado, no vinho saboreado?

os seus, com os convidados do Reino

Devemos reconhecer o Senhor pela

rístico que identifica a comunidade

ações simbólicas e rituais que ele

do Pai, ficou sendo o gesto caractedos discípulos de Jesus, depois de sua morte. A cada celebração Ele

está presente, glorioso, ressuscitado, em cada um dos ministros, em cada

um dos participantes da ceia em seu nome. Podemos vê-lo presidindo a

fé, mas esta precisa dos sinais, das nos deixou para celebrar sua pás-

coa. O que podemos fazer para que “apareça” claramente que a missa é uma ceia, mesa de convívio com o ressuscitado?

mesa, dando graças ao Pai, repartin-

Façam isto em memória de mim

vinho.

Ao fazer memória, um fato passado

do o pão, passando o cálice com o

14

REVISTA PANORAMA


LITURGIA

é trazido para o presente, dentro de

Cristo nos é comunicado em alimen-

toda a criação, que vem de um Deus-

Nós nos tornamos participantes

é comunicado o penhor da futura

da vida e a busca da convivência

nossa atualidade, no aqui e agora. deste acontecimento importante,

graças à ação ritual, simbólica, que

to, o espírito é repleto de graça e nos glória” (SC, n. 47).

-comunhão, que deseja a promoção

pacífica entre todos (cf. DGAE 15-17).

evoca esse fato. Na missa, fazemos

O sentido de comunhão é estar em

“Tomai e comei, tomai e bebei”

de sua morte e ressurreição à qual

da da vida pessoal, de fé, perceber

É um convite universal à participa-

profunda comunhão com a comuni-

nas à assembleia presente. “Felizes

memória da última ceia de Jesus e essa ceia se refere. O que Jesus fez

na última ceia, Ele o faz de novo com o seu povo reunido: toma o pão e o vinho, dá graças...

O sentido do banquete ou ceia fraterna

“A Eucaristia é o memorial de sua

morte e ressurreição, sacramento de

piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal, em que

comunhão com a Igreja, na caminhaque sua ação evangelizadora exige

dade eclesial. O testemunho de cada pessoa é essencialmente comunitário. O próprio Jesus enviou seus discípulos “dois a dois” (Lc 10,1).

A comunhão fraterna é o ideal da comunidade cristã, que deseja ser ‘um só coração e uma só alma’ (At 4,32).

Viver a comunhão, numa comunida-

de, é também sentir-se solidário com

15

REVISTA PANORAMA

ção na Ceia do Senhor e não apeos convidados para as bodas do

cordeiro” (Ap 19, 9): proclama que

a comunidade participa da Ceia do Céu e que a comunhão no Corpo

e Sangue de Cristo une as pessoas a toda a Igreja de todos os lugares e de todos os tempos, realiza a “Comunhão dos Santos”.


ADOLESCENTES

A PRIMEIRA EXPERIÊNCIA COM JESUS EUCARÍSTICO

A

ADOLESCENTES CONTAM COMO É A EXPECTATIVA PARA RECEBER O CRISTO EUCARÍSTICO PELA PRIMEIRA VEZ

adolescência é marcada por

à vida cristã. A Sagrada Eucaristia é o

anos, revela que quer encontrar

corporais, hormonais e até

Seu Corpo e o Seu Sangue para que

este momento. “Eu espero provar

diversas transformações

mesmo comportamentais. E, para

os cristãos, este momento traz uma mudança a mais, um tempo de

sacramento em que Jesus entrega o também nos entreguemos a Ele em

amor e nos unamos a Ele na Sagrada

Jesus e que está rezando muito por do Corpo de Cristo!”, adianta.

Comunhão.

Já o catequizando Lorenzo Rodri-

grande parte, pelo primeiro encon-

Apesar de muito novos, os ado-

acredita que após receber o corpo

da Primeira Comunhão.

receber Jesus Eucarístico pela pri-

crescimento espiritual, movido, em tro com Jesus Eucarístico por meio

Este sacramento, chamado de Pri-

meira Comunhão ou Primeira Eucaristia, juntamente com o batismo e

a confirmação, faz parte da iniciação

lescentes que se preparam para

meira vez já entenderam o recado. Quando questionada sobre o que espera desse encontro, a cate-

quizanda da comunidade Santo

Antônio, Maria Victoria Tetzlaff, 10

16

REVISTA PANORAMA

gues Cappi Pereira, de 10 anos,

e sangue de Cristo é preciso muita perseverança. “Estou muito ansioso para receber a Eucaristia. É um

momento importante e que quero prolongar, participando da Per-

severança e buscando não pecar mais”, conta.


vida comunitária. “Eu comecei a

que estão na catequese e que gera

participavam e minha mãe disse

momento muito esperado pelos certa ansiedade e medo. “Estou

tentando ser a mais calma possí-

vel, mas estou bem ansiosa e com um pouco de medo por conta da responsabilidade que é, mas sei

frequentar porque alguns amigos

Para Jaqueline, coordenadora da

eventos, estou mais ativa”, avalia

é que perseverar na fé, estar ligado

rotina na Igreja, vou sempre aos Roberta, de 12 anos.

Outro adolescente que tem per-

reira, da comunidade Santa Luzia.

Soares, de 13 anos. Frequentador

A Sagrada Comunhão é frutuosa,

conserva e renova a vida da graça

recebida no batismo, faz-nos crescer no amor para com o irmão e

aumenta a nossa união com Cristo e com a Sua Igreja. Um exemplo

severado na caminhada é Lucas da comunidade Nossa Senhora

do Perpétuo Socorro, ele acredita estar no caminho certo. “Agora

tenho momentos mais sérios na

missa, pois posso participar mais

Assim como a parceria entre fa-

dade à vida cristã na Perseverança.

sucesso do aluno, na Igreja os pais

Para a adolescente Roberta Sommer, paroquiana na comunidade Nossa Senhora no Perpétuo Socorro, estar no grupo é uma

motivação para participar mais da

Perseverança, esta etapa nada mais e alimentado daquilo que é propósito de Deus, e construir o reino de Deus hoje. “Para nossas crianças a Perseverança é uma oportunida-

de de amadurecimento espiritual junto do amadurecimento físico

ao qual eles passam nessa idade,

assim geramos adolescentes verdadeiramente saudáveis”, comemora.

ativamente”, comenta.

disso são os adolescentes que após o fim da catequese dão continui-

“balançada”, desmoronar.

que é importante, e mudou minha

que ao aceitar Jesus não terei mais medo”, confessa Júlia Rosário Pe-

çada sobre a areia e, na primeira

ADOLESCENTES

Receber Jesus na Eucaristia é um

mília e escola é importante para o também são figuras importantes para a evangelização dos filhos

na fé cristã. A catequese familiar é

fundamental para que a catequese ministrada na Igreja não seja vazia, pois ela corre o risco de ser alicer-

Perseverantes se reúnem toda segunda-feira, às 19h30, e aos sábados, às 16h, no Centro Pastoral anexo à comunidade Perpétuo Socorro

PREPARAÇÃO PARA A PRIMEIRA EUCARISTIA • É importante que a criança saiba realmente (não

• Tenha conhecimento de quem é Deus e Cristo;

principais verdades da religião, de modo propor-

• Conheça e deseje a Eucaristia;

repetir palavras e frases que não compreende) as cional à sua capacidade;

• Tenha disposição para perseverar na vida cristã,

• Esteja iniciada conscientemente nos grandes

hábitos da vida cristã: estado de graça, orações

diárias, Missa de preceito, desejo de cumprir os mandamentos, fé viva e obediência à Igreja;

17

depois da Primeira Comunhão. Fonte: Aleteia

REVISTA PANORAMA


IGREJA EM AÇÃO

IRMÃS DE JESUS NA EUCARISTIA: 90 ANOS DE PRESENÇA NO MUNDO

A

Congregação das Irmãs

caminho do seguimento a Jesus

lissas numa creche que acolhia

fundada em 10 de outubro

o Orfanato em Pianello, Itália. Essa

Superiora solicitou que fosse pedir

de Jesus na Eucaristia foi

de 1927, em Cachoeiro do Itapemirim, pela madre Gertudres de São

José, que nasceu em Chiuro, Itália. Filha de Giovani Baptista Toloni e

Caterina Rodolfi, recebeu o nome

de Martina Tolonina e era a caçula

ainda criança, quando levada para experiência a fortalece na Inserção Missionária no serviço aos pobres, marginalizados e junto à juventude; e na espiritualidade centrada na devoção à Eucaristia.

de três filhas. Mas, não teve o pri-

Ela veio transferida da Itália para

Gertrudes inicia sua experiência no

para trabalhar com as Irmãs Car-

vilégio do convívio familiar. Madre

a cidade de Angola, Minas Gerais,

18

REVISTA PANORAMA

crianças carentes. Então, a sua

esmola para a creche no norte do Espírito Santo. Como tinha um

carro que seguiria até Cachoeiro,

permaneceu ali alguns dias, andan-

do no meio do povo, ficando muito conhecida por todos. Foi assim que os cachoeirenses pediram

para ela fundar uma congregação

para ajudar no processo de estudo


IGREJA EM AÇÃO

de crianças e jovens, uma vez que

Convento da Penha e Igreja do Ro-

nidade de Vila Velha foi crescendo,

viço ali. Aceitou o desafio e fundou

e centro de formação, situados na

espaços: Obra Social e Centro de

havia muita necessidade desse seruma congregação e uma escola.

A congregação passou a chamar-

-se Irmãs de Jesus na Eucaristia. O

sário. Mais tarde, tornou-se pensão rua Pedro Palácios, na Prainha, em Vila Velha ES.

Colégio ganhou o nome de Irmãs

No início chamou-se Obra Social

apenas o Colégio Cristo Rei, que

hóstias, curso de bordados, pintu-

Cristo Rei, que depois tornou-se existe até hoje.

A decisão do nome Jesus na

Eucaristia foi porque a Eucaristia

falava alto na vida dela. A força que Madre Gertudres expressou na Eucaristia, na confiança e fé no Deus

decidiram dividir o local em dois

Formação, que passou a se chamar Martina Toloni em homenagem à Irmã Gertudres.

Santa Zita, onde havia fábrica de

Atualmente, a Obra Social tor-

ra, corte costura, datilografia, que

oferece radiostesia, massagem, po-

atendiam a comunidade e eram-

dados pelas próprias irmãs. Madre Gertrudes permaneceu em Ca-

choeiro até seu falecimento, em 7

de agosto de 1962. Como a comu-

nou-se um centro de saúde que

dologia, farmácia popular, psicanálise, acupuntura e terapia corporal.

Nesse local ficam também as irmãs idosas. Essas atividades atendem pessoas carentes e o trabalho é

providente e na luta pelos direitos dos mais fracos. O sonho dela era

estar com crianças, jovens e idosos. A primeira coisa que colocou na casa foi o Sacrário. A Fundação

da Congregação teve o apoio do

Bispo e padres responsáveis pela Província do Espírito Santo e sua

coragem de enfrentar os desafios da vida tornou o projeto uma realidade.

Já o Colégio era um internato para

crianças e jovens do sexo feminino. Mais tarde, deixou de ser internato e tornou-se escola com abertura

para receber mulheres e homens.

Madre Gertudres veio acompanhada de uma postulante, Irmã Josefi-

na, que a ajudou a enfrentar todos os desafios. Muitas das jovens do internato tornaram-se freiras e,

assim, a congregação foi crescendo e se espalhando por todo o Brasil e até fora dele. Foi assim que vieram para Vila Velha, onde fundaram,

inicialmente, o noviciado da Con-

Irmã Maria das Graças está há 25 anos na

Congregação Irmãs de Jesus na Eucaristia

gregação. As noviças ajudavam no

19

REVISTA PANORAMA


IGREJA EM AÇÃO

feito por voluntários. O Centro de Formação Martina Toloni atende diversas modalidades de treina-

mento, cursos, retiros espirituais, tanto religiosos como de outras finalidades.

O carisma Seu carisma é “Revelar ao mundo

a compaixão do Pai Providente”. A

espiritualidade Eucarística abrange três áreas de missão: educação, saúde e evangelização. O texto

bíblico que é fonte de inspiração

para a congregação é Mc 6, 30-44. A Congregação tem atualmente

90 Irmãs espalhadas pelo Brasil e

seis no exterior. Estão presentes na Bolívia e na África.

Por que decidiram entrar na

Congregação? “O que chamou a

atenção foi o nome ‘Jesus na Eu-

caristia’. É o chamado para a vida.

Eucaristia é para todos. É a missão

no serviço aos irmãos”, afirma com convicção a Irmã Maria das Graças Almeida, há 25 anos na Congre-

gação. “Compaixão e misericórdia,

A italiana Madre Gertrudes foi a fundadora da Congregação

todos precisam e somos chamados a vivê-la”, complementa ela.

Perguntada sobre o que é Eucaristia, afirma que “é o sustento na fé. Pre-

sença de Jesus que caminha conosco. Ela cura, salva, liberta e transforma. É uma força que nos mantém de pé no caminho da vida”.

Em 2017, a Congregação completou 90 anos e para celebrar esse

momento o tema escolhido foi

Providente, no gesto de alimentar

espiritual e missionária”, com o

A alegria de levar o perdão onde

“À luz do carisma, fazer memória lema “Olhar o passado com grati-

dão, viver o presente com paixão e

abraçar o futuro com esperança”. A missão iniciada por Madre Gertru-

des continua na vida de cada Irmã de Jesus na Eucaristia, no “revelar ao mundo a compaixão do Pai

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REVISTA PANORAMA

a multidão faminta e desamparada. há ofensa, a luz onde reinam as trevas, o bálsamo onde crucia a dor, a paz onde nasce a discórdia e o

amor onde impera o ódio”. (Madre Gertrudes)


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CONSCIÊNCIA CRISTÃ

“DAI-LHES VÓS MESMOS DE COMER” EUCARISTIA É PARTILHA E SOLIDARIEDADE QUE ALIMENTA O PRÓXIMO

I

nstituída pelo próprio Cristo para

participação na Eucaristia celebrada

volta, a Eucaristia é a perfeita

lica Mane Nobiscum Domine, João

perpetuar sua presença até sua

em comunidade”. Na Carta Apostó-

autêntica de viver a Eucaristia”, recordou.

conexão com a unidade, caridade,

Paulo II chama a atenção dos fiéis

A participação no banquete da

amor e a alma é coberta de graça

mento, muitas vezes esquecida na

um impulso para a transforma-

um banquete onde recebemos o

e vida eterna. Eucaristia também é partilha, que na definição de São

João Paulo II, é a “autenticidade da

para esta dimensão social do sacraespiritualidade cristã. “Empenhar-se para diminuir a fome no mundo

e em volta de nós é uma maneira

22

REVISTA PANORAMA

Eucaristia tem sido para os cristãos ção da sociedade? Para reduzir a desigualdade no mundo e para partilhar?


CONSCIÊNCIA CRISTÃ

A multiplicação dos peixes e pães

voados comprar algo para comer.

e os peixes antes de dividi-los para

Ao longo do evangelho, o maior

Jesus, tranquilamente, respondeu:

gesto que Jesus fará na Última

exemplo de partilha talvez seja a

multiplicação dos pães e dos peixes.

Diante da proposta dos apóstolos, ‘Dai-lhes vós mesmos de comer’.

O Papa Francisco considera o milagre

Diante da situação, os discípulos

“compaixão, partilha e Eucaristia”.

o qual cada um deve pensar em si

da multiplicação um exemplo de

Jesus realiza esse milagre ao longo do lago da Galileia, em um lugar

isolado. Ele havia se retirado com os seus discípulos depois de saber da

morte de João Batista. No entanto, muitas pessoas seguiram Jesus. Vendo a multidão, Jesus sentiu

compaixão. Para o Papa Francisco, o que Jesus sente não é simples-

raciocinam segundo o mundo, para mesmo. No outro lado está Jesus,

que age segundo a lógica de Deus, que é a da partilha. “Quantas vezes

nós nos viramos para outro lado para não vermos os irmãos necessitados! E este olhar para outra parte é um

dessa compaixão são as numerosas curas por Ele realizadas naquele

dia. “Jesus nos ensina a colocar as

ram e ficaram satisfeitos e mesmo

Deus nunca vai deixar faltar o ‘nos-

so pão cotidiano’ se nós soubermos compartilhá-lo com os irmãos. Por

último, Francisco diz que o milagre dos pães prenuncia a Eucaristia. O

gesto de Jesus de abençoar os pães

necessidades dos pobres antes das

nossas. As nossas necessidades, por

mais legítimas que sejam, nunca serão tão urgentes como aquelas dos pobres, que não têm o necessário para viver”, reflete o Papa.

Além da compaixão, o milagre de

Jesus nos ensina a partilhar. A rea-

ção dos discípulos, diante do povo

cansado e faminto, é muito diferen-

te da reação de Jesus. Os discípulos, preocupados com a hora tardia,

querem que Jesus despeça a multidão para que possam ir aos po-

pão, mas o pão de vida eterna doa a Si mesmo, oferecendo-se ao Pai

por amor a nós. Por este exemplo nós devemos ir para a Eucaristia

com aqueles sentimentos de Jesus,

isso é, a compaixão e aquela vontade de compartilhar”, diz o Papa.

a Eucaristia é celebrar a memória

assim sobrou! Isso demonstra que

Papa Francisco destaca que o sinal

tor. “Na Eucaristia, Jesus não dá um

isto é egoísmo”, alerta o Papa.

-se sozinhos’. E isto não é de Jesus:

que sofre, a ponto de tomar esse Ele sofre conosco, sofre por nós.

perpétuo do seu Sacrifício reden-

O paroquiano Frederico Freire

Realizada a partilha, todos come-

sofrimento para si. Assim é Jesus:

Ceia, quando instituirá o memorial

modo educado para dizer ‘arranjem-

mente piedade. “Com-paixão” é o ato de se identificar com o outro

distribuir entre o povo é o mesmo

O milagre da multiplicação é um exemplo de partilha

23

REVISTA PANORAMA

Boaventura considera que celebrar de Cristo. “Na maioria das histó-

rias que temos sobre Ele, sempre somos remetidos à partilha e ao amor incondicional ao próximo. Assim, a Eucaristia não é só um

convite à reflexão, à proximidade

com o Cristo Vivo celebrado a cada

missa, mas ao serviço, à entrega e à partilha. Viver a Eucaristia é reviver o exemplo do Cristo”, reflete.


CONSCIÊNCIA CRISTÃ

Banquete é sinal de amor de Deus por nós

O banquete como sinal do Reino de Deus

tarão e comerão à saciedade de seus frutos (Is 65,20-25).

Os livros do Antigo Testamento falam

A melhor imagem que representaria o

rezar. Abraão oferece um banquete

mesa, com alimentação farta e bebida

mais em comer do que em jejuar ou a três viajantes que passam por sua

tenda (Gn 18,1-8). Seu sobrinho Lot oferece um banquete a dois anjos

que chegam à Sodoma (Gn 19,1-3).

Ester oferece um banquete a um rei

persa para salvar a vida de seu povo (Et 5-7).

No livro dos Salmos é dito que Deus é o Pastor e por isso prepara uma

mesa ao seu povo, bem na frente

de seus opressores (Sl 23 [22],5). Ele sacia a alma do fiel com um rico banquete de festa (Sl 63 [62],6).

Reino de Deus deveria ser uma grande da melhor qualidade, com gente

feliz ao redor da mesa partilhando o

alimento. Por outro lado, o paroquiano José Carlos Costa lembra que no Evangelho de São João não encontramos

a passagem sobre a ceia pascal, mas a do “lava-pés”. Isso fortalece o sentido

da Eucaristia. “Comungar é se comprometer com o serviço, que gera uma

nova comunidade, sinal e instrumento do Reino. Entre os seguidores de

Jesus não se justifica nenhum tipo de

desigualdade, superioridade, exclusão e injustiça”, diz.

ponto de ser chamado de comilão

e beberrão (Mt 11,9). Jesus participa de muitos banquetes. Foi a uma

festa na casa de Mateus, com muitas

pessoas consideradas de má vida (Mt 9,10-13); participou de um jantar na

casa de Zaqueu, cobrador de impostos como Mateus (Lc 19). Foi a um

banquete oferecido em sua homenagem na casa de Simão fariseu

(Lc 7,36) e também a um almoço

na casa de outro fariseu (Lc 11,37),

além de frequentar a casa de amigos, como a dos irmãos Lázaro, Marta e Maria (Lc 10,38-42). No evangelho

de João, Jesus participa de uma festa de casamento juntamente com seus discípulos, onde transforma água

em vinho da melhor qualidade (Jo 2, 1-11) e apresenta-se a si mesmo

como sendo alimento no discurso de

O profeta Isaías fala do convite feito

A prática de Jesus

mesa farta que Deus quer oferecer a

Os evangelhos mostram muitas

Assim, na Bíblia, o pão se torna

de que neste reino futuro todos plan-

que gostavam de comer e beber, a

é, ao mesmo tempo, o pão mate-

a todos para que se aproximem da

seu povo (Is 55,1-3) e fala da utopia

vezes Jesus rodeado por pessoas

24

REVISTA PANORAMA

Cafarnaum (Jo 6).

símbolo de tudo que precisamos: Ele


liberta de colocar nossa segurança

talece a fim de que possamos realizar

está presente na oração que Jesus

segurança em Deus (cf. Mt 6,25-34).

Cristo ama. A Eucaristia questiona as

palavra e a Eucaristia). Por isso, o pão ensinou para os apóstolos. O Pai Nos-

em bens materiais, e confiar nossa

so nos convida a realizar o projeto de

Pedir pelo pão nosso é pedir pela

desejar o Reino; fazer sua Vontade.

da terra. Do contrário, ele seria o

Deus no mundo: santificar o Nome; Em seguida, a oração nos ensina

a pedir pelo “pão nosso”. Quando

pedimos o pão, reconhecemos que Deus é um pai bondoso que cuida

de nós, que nos dará aquilo que nos é necessário para vivermos. Isso nos

o novo mandamento: amar como desigualdades existentes.

partilha fraterna de todos os bens

Sem a nossa união contra todo tipo de

“pão da discórdia”, em um mundo

progresso humano. Por isso, quando

marcado por lutas entre a vida e a

morte, pelo egoísmo que atua como

instrumento de exploração e divisão. A celebração da Eucaristia nos une à

mal, injustiça e pecado, nunca haverá rezamos ao Pai comum em nome de

Jesus, nós nos sentimos responsáveis pelas angústias dos outros.

caridade do próprio Cristo e nos for-

Tomados pela graça da Eucaristia, cristãos devem combater a fome e a miséria no mundo

A fome é uma das maiores mazelas no mundo

“Participar da Eucaristia, do sacrifício

nidade da pessoa, criada à imagem

pela Igreja ao longo dos séculos”, de-

paroquiana Sandra Marcia Ribeiro.

Os cristãos não podem abandonar

e semelhança de Deus”, reflete a

de Cristo, é um mistério de salvação

A fome é uma das maiores mazelas

transformação das estruturas injustas

bastam assistências emergenciais “que

que nos convida a participar da

da sociedade para restabelecer a dig-

no mundo. E para combatê-la, não

têm sido praticadas com generosidade

25

REVISTA PANORAMA

clara o padre Antônio Aparecido Alves. essas ações que atendem às necessidades mais imediatas e às situações

de emergência, mas é necessária uma ação maior, que se preocupe com a

transformação das estruturas gerado-

CONSCIÊNCIA CRISTÃ

rial (alimento) e o pão espiritual (a


CONSCIÊNCIA CRISTÃ

ras da miséria e da fome. “Existe alimento para todos”, afirmam os Bispos do Brasil. Portanto, a fome não é resultado do aumento da po-

pulação ou de outras causas naturais, mas fruto do desperdício e, espe-

cialmente, de um sistema injusto e

desigual, que não distribui a riqueza produzida (CNBB. Exigências éticas

de superação da miséria e da fome. Documento 69, n. 2).

João Paulo II afirmou no documento

Sollicitudo rei socialis que a miséria

não é fruto da fatalidade, mas de

mecanismos perversos (n. 9) que se

encarnam em verdadeiras estruturas de pecado (n. 16). Por isso, as comunidades cristãs precisam criar uma cultura da solidariedade, que de-

nuncie e desmonte estas estruturas perversas.

Partilhar o pão é partilhar a vida com a comunidade cristã, reforçando os valores de unidade e amor ao próximo

A Eucaristia no Novo Testamento No Novo Testamento, a celebra-

tia era celebrada num contexto de

um compromisso, tanto para trans-

“fração do pão” e “ceia do Se-

e na alegria, num clima de louvor a

de morte, quanto para realizar

ção eucarística recebe o nome de nhor”, nome intimamente ligado

à refeição. Tal refeição tem caráter comunitário, ou seja, celebra-se

de maneira aberta e não somente familiar ou socialmente.

Esta celebração permitia que a co-

munidade entrasse em “comunhão com o corpo e o sangue do Se-

nhor” e vivenciasse a presença viva do Ressuscitado. Assim, a Eucaris-

vida comunitária, na simplicidade

Deus, onde se dá o encontro com o Ressuscitado.

Papa Francisco não se cansa de

formar uma economia geradora

pequenos gestos de solidariedade com os mais sofredores (Evangelii

Gaudium 53;188).

dizer que não podemos dormir

“Quem vai à Eucaristia sem ter

pessoas com fome no mundo. Não

sem compartilhar não se encon-

sossegados enquanto houver

podemos tolerar que se jogue comida no lixo, enquanto há tantos famintos. O desafio “dai-lhes vós

mesmos de comer” (Mc 6,37) exige

26

REVISTA PANORAMA

compaixão pelos necessitados e

tra bem com Jesus”, lembra Papa Francisco.


CONSCIÊNCIA CRISTÃ

Lição para a vida Conta-se que um missionário cristão foi trabalhar em uma tribo indígena e levou pães consigo, para completar a sua alimentação. Todos os dias, ele comia alguns pães em sua tenda. Um dia, um indiozinho entrou por acaso na tenda quando ele comia e se assustou com a cena. Perguntou-lhe o missionário: “Nunca viu ninguém comendo pão?” Respondeu-lhe o indiozinho: “Sozinho e escondido não”. Enquanto estivermos comendo nosso pão assim, não teremos aprendido a lição do banquete da Eucaristia.

Paroquianos testemunham a alegria de receber Jesus na Eucaristia A Eucaristia é a ressurreição diária na minha ida. Todas as vezes que recebo o corpo de Cristo sinto-me curada de todas as coisas e, assim, experimento um renovo e recebo a força para recomeçar”. Adriana Bortolon Carvalho Cardoso, 47 anos.

“Temos a presença viva de Jesus na Eucaristia. É algo que não conseguimos mensurar, mas é algo que podemos

sentir e amar. Nossa Igreja nos dá um presente especial a cada missa, receber Jesus em nossos corações e fortalecer a nossa fé”.

Marcus Vinícius de Castro Silva, 51 anos.

“Eucaristia: receber o Cristo e se tornar santuário do Espírito Santo, sacrário vivo de Deus. Comunhão total. É ter Cristo na totalidade de seu ser: receber seu corpo santo e deixá-lo percorrer todo nosso corpo pecador. Uma perfeita comunhão”.

Emerson José Mayer, 43 anos

27

REVISTA PANORAMA


PERSONAGEM

MISSIONÁRIOS DO AMOR CONHEÇA A VIDA DOS QUE SERVEM NO MINISTÉRIO DA SAGRADA EUCARISTIA E LEVAM CRISTO ÀS PESSOAS

N

esta edição especial sobre Eucaristia vamos

res das três comunidades da Paróquia Nossa Senhora

nistros da Sagrada Eucaristia. Com perfis bem

é a sua vida, da sua função na Igreja e o que a Eucaris-

conhecer um pouco mais da vida de três mi-

diferentes e propósitos em comum, homens e mulhe-

do Perpétuo Socorro contam um pouco mais de como tia representa em suas vidas.

A universitária Thayná Costa

Moraes, de 25 anos, é uma das

pessoas que disseram sim para o chamado ao Ministério. Paro-

quiana na comunidade Santo

Antônio desde que veio do Rio para o Espírito Santo, sentiu a

necessidade de servir logo que chegou, dando continuidade à

caminhada que percorre desde que nasceu. A primeira equipe em que serviu foi o EJC.

Há aproximadamente um ano e meio veio o convite para ser ministra da Eucaristia, o que

pegou Thayná de surpresa. “Não

esperava esse convite/chamado, o que mais me motivou foi que vi nesta missão a possibilidade

A universitária Thayná Moraes durante missa de investidura de ministros

28

REVISTA PANORAMA


PERSONAGEM

de levar Jesus a quem não consegue ir até Ele, além de estar ainda mais perto de Jesus Eucarístico”, conta.

Durante este tempo servindo pertinho de Jesus, a universitária, que além de Ministra participa do Grupo de

Oração (GOJ) Sentinelas da Manhã, revela que se sente

realizada ao servir e que o amor motiva e dá forças.

“Eu sirvo por amor e por prazer. A Eucaristia representa uma força, um alimento, um amor incomparável. Me

sinto mais forte ao comungar, ao receber o corpo e o sangue de quem tanto me amou e morreu por nós”, afirma.

Aloisio e Ivana Gavioli servem como ministros há cerca de um ano e meio

Além do amor, o serviço no Ministério da Sagrada Comunhão também

traz conhecimento, como aconteceu

a participar da comunidade Santa Luzia.

com o industriário, natural do Paraná,

A primeira equipe de serviço foi a

frequentava a Paróquia Bom Pas-

damente um ano e cinco meses

Aloisio Gavioli, 56 anos. Inicialmente tor, na Praia da Costa, mas após ser convidado por um amigo passou

Pastoral do Dízimo e, há aproximafoi convidado para ser Ministro. A

necessidade de entender melhor os

29

REVISTA PANORAMA

ritos fez com que Aloisio buscasse mais conhecimento por meio da

leitura e dos cursos oferecidos pela Paróquia. “Quanto mais conhecemos, mais amamos! Acredito que

a fé vai aumentando na proporção que compreendemos o que celebramos”, justifica Aloisio.


Aloisio afirma que estar ministro é ter um profundo

daquele momento carregá-Lo dentro de nós, acaba re-

junto e levar para as outras pessoas o corpo de Cristo. “É

na capacidade de levar Cristo a quem precisa”, conclui

respeito pelo sagrado, além de responsabilidade de estar muito gratificante sentir a presença de Jesus tão perto e

a generosidade de Deus de estar presente em nós é algo que impressiona e gratifica”, comenta.

Para Aloisio, a Eucaristia é algo profundo, misterioso e

belo. “Ter o corpo de Cristo dentro da gente, e a partir

fletindo em nossas atitudes, gestos, palavras, sorrisos e ele, que atualmente tem seu gesto concreto de amor ao próximo com o trabalho voluntário na creche “Lar frei Aurélio”, e mantém junto com sua esposa, Ivana

Gavioli (também ministra na Santa Luzia), a Barraca do Nordeste da Igreja Bom Pastor durante a festa junina.

Outra paroquiana que também se sente impulsionada a ir ao encontro do outro a partir da Eucaristia é Celi Frisso, 63

anos, professora. Ela recebeu seu chamado de Deus através

dos fiéis da comunidade e prontamente respondeu “Eis-me aqui senhor!”.

Ministra há um ano e quatro meses, foi motivada a servir

para se tornar íntima, mais próxima de Cristo ressuscitado, presente na Eucaristia, vivendo-a na sua essência. “Sinto

muita alegria no meu coração quando estou servindo. É

um momento que me leva a experimentar uma paz que

só Jesus Cristo pode nos dar. Uma sensação de gratidão ao Senhor pelo alimento que cura, liberta e dá a vida eterna”, revela.

Para a ministra, a Eucaristia é o maior milagre de amor que Ele

deixou para ela e para o mundo. “É um remédio que fortaleceu minha caminhada de Fé, alimentando minha alma, vencendo os pecados de cada dia”, conclui.

Servir ao ministério fortaleceu a fé de Celi Frisso

30

REVISTA PANORAMA


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EXEMPLOS DE VIDA

PAROQUIANOS ZELAM PELAS ALFAIAS LITÚRGICAS PARAMENTOS RECEBEM CUIDADOS ESPECIAIS

D

e início o nome pode

parecer estranho e pouco conhecido por grande

muito especial dentro do contexto litúrgico.

parte dos fiéis, mas a alfaia é bem

Alfaias são o conjunto de paramen-

para Tariza, Silvana e Ângela, três

ral, sanguíneo, pala, manustérgio e

familiar para outros, em especial

paroquianas que têm a missão de

cuidar dos pequenos tecidos que, bordados, ganham uma função

tos litúrgicos compostos por corpovéu do cálice, utilizados na Liturgia Eucarística. As alfaias são feitas de linho, e têm os bordados, que as

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REVISTA PANORAMA

diferenciam dos tecidos comuns. Os objetos usados nas celebra-

ções devem ser feitos de materiais nobres, ornados de tal forma que

invoquem a riqueza dos mistérios que eles servem.

Por servirem ao culto divino e a

uso sagrado os materiais litúrgicos


na matriz desde dezembro de 2014.

manustérgio) é simples. Em uma

de modo displicente, muito menos

me pediu para substituí-la por um

coloca-se um pouco de água para

pecial, não podem ser manuseados de forma desrespeitosa.

Após serem utilizados nas missas

e celebrações e terem recebido o

Corpo e Sangue de Jesus, as alfaias são cuidadas por pessoas espe-

cíficas em cada comunidade da

Paróquia. Esse é um rito marcado por muita fé, devoção e respeito.

A paroquiana Tariza de Souza Merlo Campos é a responsável por cuidar das alfaias na comunidade Santo

“A responsável anterior viajou e

período que se perpetuou até hoje. Para mim esse servir é uma oração, me sinto próxima de Jesus, gosto

muito. Poder cuidar das alfaias alegra minha alma. É uma felicidade

após a missa do domingo à noite,

poder levar Jesus para minha casa, nas pequenas partículas que sempre ficam nos corporais e sanguí-

neos. Nessa noite o Senhor passeia

e abençoa toda minha casa”, conta emocionada.

Antônio desde agosto de 2014.

Na comunidade Santa Luzia uma

a formação para Ministro Extraor-

zelar pelas alfaias é Marisa

“Quando recebi o convite para fazer dinário da Distribuição da Sagrada

Comunhão eu senti no coração um chamado para cuidar dessa tarefa.

Hoje somos cinco, e ainda sinto no coração que cuidar das alfaias é

escolher uma das melhores partes do ministério”, conta.

Para Tariza lavar as alfaias acalma a alma. “Sinto como se o céu se

fizesse presente. Costumo conversar com Jesus durante o processo, até me pego cantando cânticos

de Adoração. É uma honra cuidar

dessa tarefa, um presente de Deus.

Tinha uma planta da casa de minha mãe que estava praticamente

morta, mas regando-a com a água em que as alfaias são lavadas, ela cresceu e ficou verde e saudável novamente”, testemunha.

das que têm a responsabilidade de

molho por volta de 30 minutos.

Essa primeira água não pode ser

descartada de qualquer jeito, ela contém fragmentos pequeninos

das partículas consagradas, então é

descartada em algum jardim ou em plantas. Depois se tem o cuidado de olhar se há alguma mancha

ou detalhe que mereça deixar de

molho ou alvejar. Por fim, retira-se

todo o sabão e coloca-se para secar em lugar com luminosidade.

Passa-se a ferro observando a forma de dobradura correta.

Ministra Extraordinária de Distribuição da Sagrada

Comunhão há quatro anos, conta que na comunidade a função é dividida entre

todos os ministros. “Todos

nós temos muito cuidado e respeito na lavagem das al-

faias, pois o Corpo de Cristo sempre está contido nelas. É um privilégio para nós

este serviço, pois levamos o corpo de Cristo para dentro de nossas casas e é principalmente uma responsa-

bilidade muito grande ao

lavá-las, o que fazemos com muito cuidado e respeito.

Para todos nós este servir é uma graça!”, conclui.

O Cuidado com as alfaias

Silvana Rossi da Rocha Bresciane.

O processo de lavagem das

Ela é responsável pelos paramentos

mergulhar as alfaias e deixa-se de

de Oliveira Pontes Merçon.

Outra agraciada com a respon-

sabilidade de cuidar das alfaias é

bacia, que só é usada para esse fim,

alfaias (corporal, sanguíneo,

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REVISTA PANORAMA

Silvana observa as alfaias das quais cuida com muito carinho há quatro anos

EXEMPLOS DE VIDA

necessitam de um cuidado todo es-


EXEMPLOS DE VIDA

CONHEÇA AS ALFAIAS LITÚRGICAS E QUAL A FUNÇÃO DE CADA UMA Corporal Quando vamos às missas, vemos que o padre pega um tecido e desdobra sobre o altar. Este pano é chamado de corporal, porque nele o padre consagra o corpo, o sangue, a alma e a divindade de nosso Senhor Jesus Cristo. O corporal tem alguns detalhes. Por exemplo, ele é dobrado de três formas,

muito especial e tem um bordado muito

a toalha que o padre enxuga as mãos

bonito. A pala menor tem a mesma

após lavá-las, depois que ele coloca

função e é utilizada com a ambula para

o pão e o vinho sobre o corporal. É

comunhão em duas espécies, assim,

importante frisar que o padre não lava

quando há comunhão de duas espécies,

as mãos porque estão impuras, mas sim

a pala fica sobre a ambula para evitar

porque o grande mistério é tão profun-

que impurezas caiam.

do que ele precisa lavá-las como um simbolismo de que não é digno de tocar em Jesus. Então, precisa-se de lavar as

que dão nove quadrados. Podemos dizer

Sanguíneo

que seria a Santíssima Trindade três ve-

O sanguíneo tem esse nome porque sig-

zes e serve para limitar onde o padre vai

nifica sangue. Ele é dobrado em três par-

consagrar o corpo e o sangue de Jesus.

tes em relação à Santíssima Trindade.

Véu do Cálice

E é importante porque, caso algum frag-

O paramento é usado para se purificar,

Outro paramento litúrgico é o Véu do

mento caia, este ficará no próprio tecido.

quando há a consagração com a água

Cálice, que fica por cima do cálice. Ele

e, depois, ele é usado para limpar. Assim

fica na credência, pois como se coloca

como o corporal, ele precisa de cuidado

o sangue de Cristo, é um local muito

São, basicamente, dois tipos de palas na

especial na lavagem, com água, sabão

sagrado. Então, o véu vem para tampar

Igreja. A pala grande é usada para cobrir

neutro e, depois, essa água precisa ser

e dar também uma solenidade, uma

o cálice, onde será colocado o sangue

colocada em uma planta.

importância para esse vaso sagrado. Por

Pala

de Cristo, para que nenhuma impureza

isso coloca-se o véu para representar

atravesse durante a celebração litúrgica.

Manustérgio

A pala também vem com um tecido

Manustérgio vem da palavra ‘mãos’, e é

34

mãos.

toda a santidade de Jesus.

REVISTA PANORAMA


10 a 12 jUnHo

Tríduo em louvor a

2018

S a nto A ntô nio

“ nos inspiSr anto Antônio, Mestre do Evangelho, undo!” e a viver nossa missão de Leigos no m 1º Dia do Tríduo 10/06 – Domingo – 18h Missa com Frei Paulo Roberto Lema: "Santo Antônio e os Pequeninos" 2 º Dia do Tríduo 11/06 – Segunda-feira – 19h30 Missa com Pe. Renato Christe Lema: "Santo Antônio e a Missão do Leigo" 3º Dia do Tríduo 12/06 – Terça-feira – 19h30 Missa com Pe. Diego Carvalho Lema: "Santo Antônio e a Palavra que direciona às Famílias" Dia do Padroeiro 13/06 – Quarta-feira – 19h30 Missa Solene com Pe. Anderson Gomes

9 dE jUnHo

Festa Junina Após a Missa das 18h com Frei Florival


EXEMPLOS DEVOCIONAL DE VIDA

SUSTENTO PARA OS SANTOS

EUCARISTIA É O CAMINHO PARA UMA VIDA EM DEUS, LONGE DO PECADO

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REVISTA PANORAMA


deste pão e beberdes deste cálice, estareis proclamando

cansaram de exaltar durante suas vidas. Todos

em seguida adverte: “Portanto, todo aquele que comer

valor extraordinário que todos os santos não se

eles, sem exceção, compreenderam de maneira profunda e existencial que Jesus está presente ali na Eucaristia.

Pelo testemunho de vida dos santos e pelo que vivemos

a morte do Senhor, até que venha” (1Cor 11, 23-26), que do pão ou beber do cálice do Senhor indignamente será culpado contra o corpo e o sangue do Senhor”.

particularmente em cada missa, concluímos que a Euca-

Ao longo da história da humanidade, a Eucaristia tem

próprio Cristo, ou seja, é “fonte e ápice”.

os pecadores doentes de alma, alívio para os aflitos e

ristia contém todo o bem espiritual da Igreja, a saber, o

Desde sua instituição, na Santa Ceia, a Eucaristia é fonte

de vida, um remédio para os doentes de alma. É também memória viva da Paixão do Senhor, como nos recorda o apóstolo Paulo: “De fato, todas as vezes que comerdes

se apresentado cada vez mais como um remédio para sustento na caminhada dos santos.

Conheça alguns ensinamentos de grandes santos da Igreja sobre a Eucaristia.

São João Maria Vianney, patrono dos párocos

São Vicente Ferrer

“Se conhecêssemos o valor do Santo Sacrifício da Missa que

“Há mais proveito na Eucaristia que em uma semana de jejum

zelo não teríamos em assistir a ela”.

a pão e água”.

“Cada Hóstia consagrada é feita para se consumir de amor em um coração humano”. São Francisco de Sales, doutor da Igreja

São João Crisóstomo, doutor da Igreja “A Eucaristia dá-nos uma grande inclinação para a virtude, uma grande paz e torna mais fácil o caminho para a santificação”.

“A Missa é o sol da Igreja”.

“Não comungar seria o maior desprezo a Jesus que se sente

“Duas espécies de pessoas devem comungar com frequência:

‘doente de amor’”. (Ct 2,4-5)

os perfeitos para se conservarem na perfeição, e os imperfeitos para chegarem à perfeição”. São Bernardo de Claraval, doutor da Igreja “A comunhão reprime as nossas paixões: ira e sensualidade

Santo Ambrósio, doutor da Igreja “Eu que sempre peco preciso sempre do remédio ao meu alcance”.

principalmente”.

São Gregório Nazianzeno, doutor da Igreja

“Quando Jesus está presente corporalmente em nós, ao redor

“Este pão do céu requer-se que se tenha fome. Ele quer ser

de nós, montam guarda de amor os anjos”.

desejado”.

Santa Teresa D’Ávila, doutora da Igreja “Não percamos tão grande oportunidade para negociar com Deus. Ele [Jesus] não costuma pagar mal a hospedagem se o

“O Santíssimo Sacramento é fogo que nos inflama de modo que, retirando-nos do altar, espargimos tais chamas de amor que nos tornam terríveis ao inferno”.

recebemos bem”.

Santo Agostinho, doutor da Igreja

“Devemos estar na presença de Jesus Sacramentado, como os

“Não somos nós que transformamos Jesus Cristo em nós,

Santos no céu, diante da Essência Divina”.

como fazemos com os outros alimentos que tomamos, mas é

São Tomás de Aquino “A Comunhão destrói a tentação do demônio”.

Jesus Cristo que nos transforma nele”. “A Eucaristia é o pão de cada dia que se toma como remédio para a nossa fraqueza de cada dia”. “Na Eucaristia Maria perpetua e estende a sua maternidade”.

EXEMPLOS DEVOCIONAL DE VIDA

A

sagrada Comunhão do Corpo de Cristo têm um


DEVOCIONAL

Santo Afonso de Ligório, doutor da Igreja

var um coração puro aos 20 anos. Não pode haver castidade sem a Eucaristia”.

“A comunhão diária não pode conviver com o desejo de aparecer, vaidade no vestir, prazeres da gula, comodidades, conversas frívolas e maldosas. Exige oração, mortificação,

Santa Catarina de Gênova

recolhimento”.

“O tempo passado diante do Sacrário é o tempo mais bem

“Ficai certos de que todos os instantes da vossa vida, o tempo

empregado da minha vida”.

que passardes diante do Divino Sacramento será o que vos dará mais força durante a vida, mais consolação na hora da

São João Bosco

morte e durante a eternidade”.

“Não omitais nunca a visita a cada dia ao Santíssimo Sacramento, ainda que seja muito breve, mas contanto que seja

Santa Maria Madalena de Pazzi

constante”.

“Os minutos que vêm depois da comunhão são os mais precio-

“Quereis que o Senhor vos dê muitas graças? Visitai-o muitas

sos que temos em nossa vida; os mais apropriados de nossa

vezes. Quereis que Ele vos dê poucas graças? Visitai-o poucas

parte para entender-nos com Deus e, da parte de Deus, para

vezes. Quereis que o demônio vos assalte? Visitai raramente

comunicar-nos o seu amor”.

a Jesus Sacramentado. Quereis que o demônio fuja de vós? Visitai a Jesus muitas vezes. Quereis vencer ao demônio? Refu-

São Gregório de Nissa

giai-vos sempre aos pés de Jesus. Quereis ser vencidos? Deixai

“Nosso corpo unido ao corpo de Cristo, adquire um princípio de imortalidade, porque se une ao Imortal”.

de visitar Jesus (…)”. São Josemaria Escrivá de Balaguer:

Santa Teresinha de Lisieux, doutora da Igreja

“É preciso adorar devotamente este Deus escondido. Ele é o

“Não é para ficar numa ambula de ouro que Jesus desce cada

mesmo Jesus Cristo, que nasceu da Virgem Maria; o mesmo

dia do céu, mas para encontrar um outro céu, o da nossa alma,

que padeceu e foi imolado na cruz; o mesmo, enfim, de cujo

onde Ele encontra as suas delícias”.

peito trespassado jorrou água e sangue”.

“Quando o demônio não pode entrar com o pecado no santuário de uma alma, quer pelo menos que ela fique vazia, sem

São PIO X

dono e afastada da comunhão”.

“Se os anjos pudessem sentir inveja, nos invejariam porque podemos comungar”.

São Filipe Néri “A devoção ao Santíssimo Sacramento e a devoção à San-

Informações retiradas do livro: “Como preparar-se bem para

tíssima Virgem são, não o melhor, mas o único meio para se

comungar”. Prof. Felipe Aquino. Ed. Cléofas

conservar a pureza. Somente a comunhão é capaz de conser-

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REVISTA PANORAMA


VOCÊ SABIA?

VOCÊ SABE PARA ONDE VÃO AS HÓSTIAS CONSAGRADAS DURANTE UMA CELEBRAÇÃO? A Santíssima Eucaristia é o verdadeiro

é poder levar a Santíssima Eucaris-

do Senhor Jesus, que Ele instituiu

por isso, precisa ser guardada digna-

ausentes da Santa Missa, ou seja, pes-

retorno, o sacrifício da Cruz, confian-

corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo, mente em um Sacrário ou Taberná-

culo, conforme prevê o Catecismo da Igreja Católica (item 1379).

No Sacrário, a Santíssima Eucaristia é

armazenada dentro de um recipiente específico, chamado cibório, envolto por véu. Ele precisa ser inamovível e sólido, não transparente e fechado, de tal modo que se evite perigo de profanação. Por isso, normalmente

há um único Sacrário em cada igreja. A Eucaristia no Sacrário é um sinal

pelo qual o Senhor está constante-

mente presente em meio a seu povo e é alimento espiritual para doentes. De acordo com o ministro Luiz

Claudio, na Paróquia Nossa Senhora

do Perpétuo Socorro os ministros co-

tia para os doentes, moribundos e

soas que estejam impossibilitadas de participar da Missa.

solicitá-la a outra, dentro ou fora da

vez ao ano, em estado de graça, e

na comunidade, o ministro poderá

Paróquia, para poder suprir a necessidade apresentada.

Conheça algumas curiosidades sobre a Eucaristia

A festa de Corpus Christi se aproxima e para vivenciar e participar integralmente desta solenidade

buscamos algumas curiosidades

sobre a Eucaristia que podem nos

ajudar a compreender melhor esse mistério de fé.

tículas, de modo que toda a assem-

pois Cristo deu graças ao Pai quando

seja formada a Reserva Eucarística. O objetivo é que a Reserva Eucarística

dure no máximo 15 dias. A finalidade

sua Morte e Ressurreição.

E é por esta unidade que a Igreja nos

A palavra Eucaristia significa “Ação de

bleia possa comungar, bem como

do assim, à sua Igreja, o memorial de

Caso não haja Reserva Eucarística

locam para consagrar na Missa pelo

pároco um número suficiente de par-

para perpetuar pelos séculos até Seu

graças” e se aplica a este sacramento, a instituiu e a Santa Missa é a melhor maneira de dar graças a Deus pela

Sua Bondade. A Comunhão é o pró-

prio sacrifício do Corpo e do Sangue

manda comungar pelo menos uma

recomenda a comunhão frequente. Para bem receber Jesus devemos

fazer um jejum eucarístico, que consiste em deixar de comer qualquer

alimento ou bebida ao menos uma hora antes da Sagrada Comunhão,

exceto água e remédios. Os doentes

e seus cuidadores podem comungar embora tenham tomado algo na hora imediatamente antes.

Outra forma de se preparar é a confissão. A pessoa que comunga em

pecado mortal comete um pecado grave chamado sacrilégio. Aqueles

que desejam comungar e estão em pecado mortal não podem receber a comunhão sem antes receber

o sacramento da Penitência, pois

para comungar não basta o ato de contrição.


COMUNIDADE

CRISTO VAI AO ENCONTRO DOS DOENTES COMUNHÃO EM CASA APROXIMA OS ENFERMOS DA VIDA COMUNITÁRIA

P

articipar da Santa Missa e receber a Sagrada

Uma comunidade cristã responsável deve cuidar de

Porém, para alguns fiéis, nem sempre é possí-

sibilitado de ir à Igreja, fiquem marginalizados quanto

Eucaristia é uma grande graça para os católicos.

vel participar da Santa missa, seja por enfermidade ou

pelas limitações impostas pela idade. Para integrar essas pessoas à vida comunitária, a Igreja disponibiliza ministros da Sagrada Comunhão que visitam e levam Jesus Eucarístico até eles.

seus doentes e não pode permitir que, por estar imposà celebração e recepção da Eucaristia. Deve-se fazer o

possível para que se ofereça, generosamente, aos enfermos a possibilidade de comungar, e para que aqueles que o desejam o solicitem confiadamente sem medo de incomodar.

Levar Jesus àqueles que se ausentem da missa por justo

O fiel impossibilitado de participar da Santa Missa,

ressaltar que o ato de comungar em casa não abran-

é parte de sua comunidade, sente-se apoiado por seus

motivo está entre os dogmas e preceitos da Igreja. Vale ge somente o ato da fortificação pela comunhão em

irmãos em Cristo, e sabe que, apesar de suas limitações,

si, o ato de estar unido a Cristo pela transfiguração,

mas, também reforça o pertencimento à comunidade. Segundo a Igreja, o ideal é que os doentes pudessem

receber a comunhão, no mínimo, uma vez por semana, preferencialmente no sábado à tarde ou no domingo.

40

quando recebe a comunhão em sua casa, percebe que

está unido a seus irmãos de comunidade por intermé-

dio da Eucaristia. Os fiéis que recebem a comunhão em

casa estão unidos em Cristo intimamente, pois também participam do banquete sagrado.

REVISTA PANORAMA


COMUNIDADE

Receber Jesus Eucarístico em casa tem sido fonte de

alegria para muitos enfermos, como é o caso de Lisete Assad Soares, 90 anos. Devota de Nossa Senhora e apaixonada por Jesus, ela veio a adoecer há três anos, mas logo procurou alguém na comunidade

que levasse a comunhão com Cristo a ela. “Trabalhei por vários anos nos bazares promovidos para

angariar fundos para a construção da comunidade

Santo Antônio e também servi na Pastoral da Saúde no Santuário do Divino Espírito Santo. Receber a

comunhão em casa é uma fonte de vida e força, pois me sinto próxima a Jesus e isso me deixa mais feliz e plena!”, revela.

Receber a comunhão em casa fortalece a fé de D. Lisete

presença real do Senhor, manifestados pública e externamente.

A distribuição da Eucaristia aos fiéis enfermos foi o primeiro passo para a adoração ao Santíssimo

Para levar a comunhão até os enfermos, as hóstias

dentre as paredes das igrejas. Este culto de adora-

recipiente fechado. A veste deve ser transportada de

Sacramento, que até então era conservado somente ção apoia-se em fundamentos firmes e válidos na

consagradas devem ser levadas em uma teca ou outro acordo com a circunstância do lugar.

PODE-SE DAR A SAGRADA COMUNHÃO FORA DA MISSA EM QUALQUER DIA E HORÁRIO, ENTRETANTO, ALGUMAS RESSALVAS SÃO FEITAS QUANTO À SEMANA SANTA:

- Na Quinta-feira Santa a comunhão só pode ser distribuída dentro da missa, à exceção dos fiéis enfermos;

- Na Sexta-feira Santa a comunhão só pode ser distribuída durante a celebração

da Paixão do Senhor, com exceção apenas dos fiéis enfermos e impossibilitados de comparecer;

- No Sábado Santo, a comunhão só pode dar-se como viático.

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REVISTA PANORAMA


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Revista Panorama - Maio 2018  
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