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Próxima Edição • Viagem ao Alaska • Festa dos Milagres • Visita do Cônsul ao Hawaii • Festa em Napa • Festa de St. Antonio, Tracy • Festa de S.Antonio, Pismo • America's Cup

Anos

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SEGUNDA PÁGINA

EDITORIAL

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esta data e durante os ultimos dez anos falámos do jornal, do passado e das gentes que o fizeram. Este ano vamos deixar perguntas àcerca do futuro. Que futuro queremos ter em termos de comunicação social? Que futuro iremos ter com ou sem jornais? Que futuro queremos construir com ou sem programas de televisão? Que futuro teremos como comunidade? Que futuro queremos ter daqui a 25 anos como comunidade? Que futuro vão ter as nossas festas e as nossas organizações? Que futuro vão ter os nossos filhos e netos em termos de relação com a nossa comunidade? Num fórum recente sobre comunicação social foi abordado o tema

do futuro e foi interessante que uma das ideias vindas à discussão foi precisamente àcerca da comunicação social de proximidade, tal como o Tribuna hoje faz. Somos um orgão comunitário porque só assim interessa à nossa comunidade. Vivemos comunidade, fazemos quinzenalmente comunidade e por via das novas tecnologias todo o mundo pode ver aquilo que fazemos, onde vivemos e como actuamos. É verdade que com a crise perdemos leitores, mas estamos a ganhar novos leitores de outra idade etária que nos apraz registar. Quem diria há trinta e quatro anos o que seria hoje o Tribuna e o seu percurso? Hoje não olhamos para trás, olhamos para a frente a tentar compreender o que devemos fazer melhor para que a nossa comunidade se reveja cada vez mais naquilo que fazemos. Parabéns a todos nós!

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ais uma vez a América vai tentar resolver problemas que não são os seus como País. Entrar numa guerra sem o beneplácito do Congresso é ilegal, e abre um precedente perigoso para o futuro. A America não pode entrar numa guerra destas sem ser mandatada pelo menos pela ONU.

O pior é que, como retaliação do ataque americano à Síria, o Irão ameaça Israel, mas eles nem sonham onde se metem. Israel não brinca às guerras. Sempre que os atacam sabe-se bem do que eles são capazes, mesmo sendo um pequeno País. Só mesmo a força do complexo militar deste País é que pode condicionar negativamente a possibilidade do Presidente decidir o que não deveria decidir por si só. Os ares de Washington mudam as pessoas por muito bem intencionadas que são quando lá chegam.

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ombeiros, quem são eles?

Sempre que chega o verão temos este cenário de fogos, muitos deles provocados por pessoas doentes, pagas, doidas. Só em Portugal já apanharam 41 pessoas criminosas de atearem fogos, mas depois de irem a tribunal os juízes mandam-os para casa. Vá lá compreender-se esta justiça. Ser bombeiro hoje em dia requer um conhecimento profundo do seu trabalho e é por isso que os bombeiros voluntários tem de ser altamente treinados para poderem estar ao lado daqueles que o são de profissão e assim poderem ser mais úteis. Ser bombeiro é uma vida dedicada às comunidades e todos nós já temos visto daquilo que eles são capazes nos momentos bons e nos momentos maus. Aqui fica pois a nossa Homenagem a estes Heróis de todos os dias.

uem é que se lembra quantas vezes Carlos César prometeu reduzir os preços das viagens da SATA dos Açores para a America?

Quantas? Não ouvi bem? Muitas vezes e todas elas foram um fiasco, um gozo, enfim o costume. Agora o novo e jovem Presidente do Governo dos Açores estando na Festa do Espírito Santo da Costa Leste vai daí e promete mundos e fundos. Quem é que acredita? Quantos? Poucos ou nenhuns. Isto é fado que já deu guitarra. Isto é fado que nem engana os ceguinhos. Isto nem chega a ser uma chamarrita do Pico de tanto gasta que está. Trabalhem para que isso aconteça e só anunciem quando chegar a hora. Parem com promessas tolas e descaradas. Mas esta gente pensa que somos tolos? jose avila

Year XXXIII, Number 1162, Sept 1st, 2013 $45.00


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PATROCINADORES

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TAUROMAQUIA

Quarto Tércio

José Ávila josebavila@gmail.com Os forcados, quer os nossos da California, quer os nossos da Terceira, viajaram e pegaram toiros. Al-

Forcados da TTT em França

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gumas pegas foram fáceis e outras complicadas até porque os toiros também gostam de dar show. Os Forcados do Aposento de Turlock foram à Terceira pegar toiros na Corrida das Festas da Praia da Vitoria e depois pegaram toiros na Feira da Graciosa. Os Forcados de Merced foram ao Canadá também. Os da Terceira além de irem a Portugal Continental foram à França e até ganharam prémios. Estão também de malas feitas para irem pegar toiros ao México. Enhora buena! Na realidade, a festa brava pode sempre contar com os forcados, com a sua valentia, com o seu amor à festa, o que muitas vezes não acontece com outros artistas, como se viu nas Feiras da Graciosa e Terceira. Ganhar dinheiro trazendo cavalos de segunda e terceira classe é um atentado à nossa festa, às organizações e até à festa brava em geral. O grande problema é que nós açorianos, cá e lá, somos muito esquecidos e para o ano que vem convidamos os mesmos se for caso disso. Está escrito no vento. Somos assim. Ponto final parágrafo.

Tiro o meu chapéu à CaliforniaTaurina.com por nos ter

dado a possibilidade de ver todas as corridas realizadas na Terceira e na Graciosa. Só precisamos evoluir na maneira de filmar, taurinamente falando.

Forcados da Tertulia Terceirense em Bayonne, França. Fizeram três pegas à primeira tentativa. Tomás Ortins, Álvaro Dentinho e José Vicente. Álvaro Dentinho sagrou-se vencedor do Prémio em disputa atribuído pela Peña Francesa “La Campera” de Bayonne.

Forcados do Aposento de Turlock pegaram toiros na Terceira e Graciosa


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Rasgos d’Alma

Luciano Cardoso lucianoac@comcast.net

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oje, com muito prazer e alguma saudade, começo por recuar cinquenta anos no

tempo. Aproximava-me da tenra idade dos sete e preparava-me para me matricular na escola primária. Já tinha a ardósia, a sebenta, a tabuada, o lápis de pedra, a pena para molhar no tinteiro e o respetivo mataborrão, entre os demais utensílios indispensáveis ao arranque oficial da minha académica aventura pelos anos fora. Sonhava estudar para ser alguém e, um dia mais tarde, poder garantir uma profissão de ganhar bem sem ter de esfolar o cabedal. Seduzia-me então esse mimoso sonho de puto esperançado em lograr fugir à canseira diária e árdua das gentes da terra, sempre de costas vergadas ao pão nosso de cada dia. O começo do ano escolar arrancava na primeira semana de Outubro. Faltava pouco mais de um mês. Gozava eu os fins de Agosto, ainda na gema do Verão, quando a severa escola da vida, sem quaisquer datas marcadas, me chamou à parte para mais uma valiosa lição. Nado e criado a norte da formosa Ilha Liláz, ainda numa era em que a minha airosa freguesia de ber-

ço era sinónimo do bom vinho da região, logo no despertar da meninice, tive aportunidade de me aperceber, in loco, da suada trabalheira que o laborioso pessoal do meu lugar tinha para preparar uma boa pinga. Eram meses a fio de cuidados esmerados para que a vinha produzisse bagos da melhor qualidade possível. A fama do vinho de cheiro dos Biscoitos, nesse tempo, ia longe. As vindimas, há meio século, eram uma festa. Mas davam imenso trabalho e requeriam robustez de braços em abundância, porque os cachos multiplicavamse maduros por inúmeros alqueires de terrenos férteis e empedrados a perder de vista. Vindimar, ao calor do abrasante sol de Agosto para Setembro, deixava marcas profundas e deixou-me recordações gratas para o resto dos meus dias. Não foi um dia qualquer, aquele do meu primeiro part-time improvisado ao redor da vinha a pedir para ser vindimada. Sem ter sequer ainda aberto um livro nem feito qualquer conta de sumir ou somar, vi-me obrigado a abandonar esse suave sonho dum emprego leve para me agarrar logo à reles realidade do trabalho duro e pago consoante a cara do freguês. Carinha espantada de rapazinho

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Pinga Divinal a acabar de criar-se, lá ia ganhar um escudo à hora. No início dos anos sessenta, bem vistas e pensadas as coisas, até não era nada mau para um fedelho como eu, entretido na apanha da uva, depois esmagada e fermentada no lagar antes de ser espremida em

barris de vinho novo. Cheiravam que consolavam os meus pitorescos Biscoitos de então, aquando envoltos na festeira azáfama das vindimas. Claro que muita coisa mudou. Os tempos são outros. Até a arte de vindimar deixou de ser o que era. As adegas tem vindo a perder o fulgor de outrora. Muita vinha foi abandonada. E os bons vinhateiros continuam a envelhecer, para não dizer desaparecer.

O que, felizmente, não desaparece é a prova sempre deliciante dum bom verdelho. Quanto mais velhinho… melhor. Aqui há dias, abri uma garrafa já com idade de ser minha tia e, quase ia tombando. Lacrada a rigor pelo saudoso Manuel Custódio, que também tocava viola e curtia aguardente da terra como ninguém, a pinga era divinal. Fui ao céu e vim sem me sentir. Confesso que gostei. É raro, muito raro mesmo, ouvir alguém dizer que não gosta do verdelho dos Biscoitos. Claro que, por lá, os segredos divergem quanto ao modo de aperfeicoá-lo e não falta quem se gabe sempre de fermentar a pinga melhor. Apesar de, nem sempre os que se julgam mais entendidos conseguirem satisfazer os paladares mais exigentes. Durante anos e anos, da Casa Agrícola Brum, onde hoje figura o conhecido Museu do Vinho, verteu o melhor verdelho da região. Com o poste-

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rior aparecimento da sua Adega Cooperativa, os Biscoitos enriqueceram ainda mais a sua mui apreciada produção vinícola. É, no entanto, na garrafeira particular de adegas quase anónimas que o segredo melhor se preserva. O meu velho amigo Alberto Linhares, que tem o carro à minha espera para as próximas três semanas, pode muito bem atestá-lo. A sua divinal pinga é do melhor que há por lá. Nada paga os preciosos momentos de sã cavaqueira que nos inspira. Estou pronto para a viagem. Cinquenta anos depois do meu primeiro emprego remunerado com um escudo à hora, e embora já tanto tenha mudado, os bonitos Biscoitos teimam em seduzirme, surpreender-me, deliciar-me, como sempre, inconfundíveis no seu paisagístico património recortado à beira-mar. Os seus padrões, paredões, curraletas e múltiplos muros de magma vinícola não deixem de me impressionar. A sua maresia deleita-me. Estou-lhes grato para sempre. Foram berço de uva doce, bago maduro, pinga sempre apetecida. São e serão meu conforto, inspiração para toda a vida.


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Antero de Quental

Memorandum

Poeta-peregrino com passaporte da liberdade (*)

jlmedeiros@aol.com

João-Luís de Medeiros

Sugerir uma breve reflexão colectiva na data da morte de Antero de Quental, poderia à primeira vista gerar um sentimento estranho àquelas pessoas pouco avisadas da universalidade artísticofilosófica do bardo micaelense. Nessas circunstâncias, o nosso cuidado esteve baseado em conciliar o perfil dos mensageiros com a especificidade da mensagem. Naquele fim de tarde de Setembro de 1891, Antero de Quental talvez nos quizesse lembrar que a morte “é metafisicamente necessária”. Se o ser humano fosse imortal, adorava-se! Mas hoje, caríssimas(os) não vamos mergulhar nessas escuridades filosóficas. No seio dos entusiasmos oficiais, há sempre os laivos de admirações prudentes – ou seja, a tensão do ideal nem sempre é contínua...

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s discípulos anterianos costumam cognominar o mês de Setembro como época ideal para vindimar ideias. O convite à vindima dispensa a recitação de discursos fúnebres alusivos ao derradeiro episódio da via-sacra do grande filósofo-poeta Antero de Quental (Setembro 11, 1891). Aliás, não faz mal acreditar que os profetas espirituais não morrem – simplesmente, emigram para outras órbitas siderais, na esperança de que os seus poemas sirvam de referência cósmica na jornada-missionária da “comunhão ideal do eterno Bem”. Em Setembro de 1991(época em que ainda residia e trabalhava em Fall River, Massachusetts) tivemos o cuidado de assinalar, pu-

blicamente, o primeiro centenário da morte de Antero de Quental. Para o efeito, conseguimos congregar um grupo de imigrantes que teve a boa sorte de contar com a cooperação voluntária de dirigentes interessados no sucesso da experiência: Ateneu LusoAmericano, Associacão Cultural Lusitânia, Sociedade Cultural Açoriana, SER-Jobs for Progress, o antigo Centro Cultural Lusófono da UMass/Dartmouth, e ainda alguns órgãos da imprensa e rádio locais... Apesar do objectivo em vista não prometer visibilidade garantida ao habitual elitismo da confraria académica, a sessão pública foi visitada por algumas das mais gradas figuras das Letras & Artes da área. De resto, a nossa saudável ‘teimosia’ não hesitou seguir

em frente, fingindo-se distraída da habitual mornaça da indiferença do pseudo-monarquismo étnico. Curiosamente, houve gente que compareceu , porventura ‘tocada’ pela evidente raridade do evento. E assim foi: durante a sessão, falámos de Antero (sobretudo da sua honorabilidade cívica e humana); houve ainda tempo para a leitura dos conhecidos sonetos eivados de religiosidade espiritual, designadamente, “À Virgem Santissima” e “Na Mão de Deus”. No final do evento, ficámos com a sensação de que o ‘terreno étnico’ ficara cavado de fresco para organizar futuras sessões mais condizentes com o perfil do apostolado social anteriano (sem descurar outras figuras artísticas da diaspora lusófona)...

Constituição do Conselho Consultivo do Consulado de São Francisco Membros por inerência de funções (6) Cônsul-Geral, Nuno Mathias Delegada do AICEP em São Francisco, Ana Sofia O’Hara Coordenador do Ensino do Português na Califórnia, Diniz Borges Coordenador do Ensino do Português na Califórnia, José Luís da Silva Leitora do IC em Berkeley; Catarina Gama Chanceler, Júlia Chin

Representantes da Comunidade (9) António Goulart Deolinda Adão Elmano Costa Manuel Eduardo Vieira Manuel Bettencourt Idalmiro da Rosa Manuela Silveira Nelson Ponta Graça Davide Vieira

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omo nunca é demais recordar, Antero de Quental nasceu e morreu em Ponta Delgada (Abril 18, 1842 – Setembro 11, 1891). A sua vida foi uma peregrinação intelectual acidentada e repartida pelos ignotos continentes da Nova Ideia; trazia na sua ancestralidade sanguínea não só o ímpeto doutrinário do orador sacro Bartolomeu do Quental (sem ignorar o inquietismo liberal paterno, Fernando Quental, um dos bravos do Mindelo), mas também a interioridade e a pacatez religiosas de sua mãe, respeitável dama da burguesia micaelense. Na ânsia de traduzir as perplexidades do percurso intelectual anteriano, não vejo maneira de me ausentar da encruzilhada das suas doridas interrogações. Recordo ter começado a ‘gaguejar’ os seus versos na primavera de 1957, felizmente alheio à pomposidade pequeno-burguesa do sapateado académico! Mais tar-

de, comecei a notar que a poesia anteriana desvendava dois mundos contraditórios: um da relatividade e da contigência; outro onde circulam notícias da virtude e do eterno. No primeiro, tudo é efêmero e nada tem em si a sua causa; no segundo, é a promessa da constância e da estabilidade. Eis algumas das suas sensatas sugestões: “a conveniência de sacrificar a satisfação do que é passageiro ao que não é”... ... numa das cartas a Oliveira Martins, datada de Junho de 1891( época em que o Poeta acabara de regressar a São Miguel, cerca de três meses antes do fatídico gesto que iria interromper a sua extraordinária existência), o “génio que era um santo” confidenciava ao seu amigo alguns sentimentos que não perderam actualidade: “... tenho estranhado, mais do que suponha, a mudança de clima: é verdade que esta quadra do ano é a pior aqui... e aos próprios da terra oiço queixarem-se da depressão fisiológica produzida por este ar de estufa (.../...) pelas conversas que tenho tido com vários dos meus visitantes vejo que o espírito separatista tem aqui diminuído, o que explico pelo facto da prosperidade actual da ilha. De resto, ninguém aqui faz ideia da gravidade da crise porque a nação está passando...”. (*) excertos do texto incluído no livro ‘Canteiro da Memória’ – 2010).


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Agua Viva

Ao Cabo e ao Resto

Filomena Rocha

Victor Rui Dores

filomenarocha@sbcglobal.net

Napa Valley - Fonte de Partilha dos Beirões

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longa a caminhada, feita sem pressas, porque o tráfico é sempre muito para aqueles lados, mas com a espectativa da chegada e da Festa, a viagem faz-se com gosto. Pelo caminho, visitámos Sousa’s Liquors para as munições que nos lembrámos de levar, e juntar a outros “matabicho” da tasquinha pitoresca que se abre depois da Missa. Parecia sempre longe, mas a nossa ânsia acabou quando lá chegámos, ao escutarmos os cânticos e a voz do sacerdote na homilia. Toda gente estava atenta! O Divino Espírito Santo é sempre Palavra certa, na Hora certa das nossas vidas. Um dos momentos altos da celebração é o pequeno cortejo até ao improvisado Império de Espírito Santo, da Família Beirão, onde à porta o celebrante, coroa todos os presentes que por ventura queiram receber a bênção ao toque do Hino do Espírito Santo, com Banda formada por amigos músicos, que sempre se juntam para esta celebração anual. Seguiu-se depois uma amena tarde de convívio gostoso, pelos mais diversos sabores de petiscos trazidos pelos convidados. Dois dedos de conversa, dos mais diversos assuntos, onde não falta a actualidade política e social do País onde vivemos e da terra das nossas origens, em que a saudade é sempre motivo de nos juntarmos para celebrar as nossas crenças e tradições. Pela tarde dentro, a Banda toca no terreiro para os que decidiram ficar na cavaqueira, à sombra dos velhos carvalhos e pinheiros, até o Sol quase desaparecer. No interior da Adega Beirão algumas senhoras jogam às cartas, “perdidos à rua”, até à hora do jantar. A mesa já está posta, e a Lua dá mais brilho à toalha bran-

ca, onde são colocados os pratos e talheres para sopa que já cheira nas panelas. As terrinas de sopa são colocadas à nossa frente, assim como a carne e o repôlho, e ainda o vinho de cheiro ou tinto que dá mais sabor a este delicioso repasto, as sopas de Espírito Santo, a que os nossos emigrantes se habituaram, em cada cidade, onde se celebre este quase milagre da abundância. Após o jantar, os tocadores da Viola e do Sax, juntaram-se para formalizarem a alegria do encontro com o Fado, a canção, a poesia, as modas regionais por velhos e novos talentos, que tanto dizem do nosso sentir de Açorianos até fazerem estrangular de emoção as nossas vozes... É a hora da partida, que se aproxima. Na rua, sente-se o cheiro da folha de roca, junto ao tanque do chafariz, cuja bica corre cristalina fazendo côro com o cantar das cigarras e dos grilos. Vigilante, em frente à entrada e saída deste lugar de eleição, fica o Império do Espírito Santo, cuja coroa em Altar ainda nos brinda com o perfume das caducas agulhas do pinheiro, postas nos chão, como nas nossas velhas casas da Ilha. Estava completo o meu dia e o da minha família, depois de um interregno de 16 anos, com o regresso à partilha do Casal Hélio e Maria das Dores Beirão, que com a sua Família e amigos, souberam dar e receber, mais uma vez, o abraço apertado da amizade, da alegria e da generosidade. Bem-haja! Que vivam para sempre, com a inspiradora bênção do Divino!

victor.dores@sapo.pt

Da açorianidade. Sabia que...? I História … em rigor, a ave típica dos Açores não é o milhafre, mas a águia de asa redonda? … durante o povoamento dos Açores vieram estrangeiros de vários países da Europa, nomeadamente os flamengos (da Flandres), cujos nomes assim se aportuguesaram: van Huertere – Dutra; van Gouvaert – Goulart; van Brugge –Bruges; van der Bruyn – Brum; van der Haegen – Silveira; van Aard –Terra; van Bulscamp – Bulcão; van der Roose – Rosa ? ... durante o recontro da Batalha da Salga (25 de Julho de 1581), na ilha Terceira, Frei Pedro concretizou a ideia de lançar grande quantidade de gado bravo sobre os espanhóis que tomavam de assalto a costa da ilha, mandado untar os rabos das vacas com pez (substância resinosa, tipo alcatrão) ateando depois fogo aos mesmos? E que o resultado foi o gado ter investido com tal fúria sobre os invasores, causando pesadíssimas baixas, sendo a tropa castelhana dizimada e derrotada? … que o espólio escrito deixado pelos Jesuítas na Horta foi “desterrado” para a ilha de São Miguel para servir um triste desígnio: o de enrolar sabão nas mercearias de Ponta Delgada? … devido à ação da família Dabney, a Horta foi a primeira localidade da Europa a possuir uma representação consular norte-americana logo após a independência dos Estados Unidos da América? … em 1918, Franklin Roosevelt, então Secretário da Marinha e futuro Presidente dos Estados Unidos da América, apontou a cidade da Horta como possível sede das Nações Unidas? … nos anos 20 do século passado, havia, segundo o escritor faialense António Baptista, mais pianos do que máquinas de costura na cidade da Horta? … cinco Presidentes da República do Brasil tinham ascendência açoriana: Getúlio Vargas (Faial), Eurico Dutra (Faial), João Goulart (Faial), Tancredo Neves (Terceira) e Jânio Quadros (Graciosa)? … o dr. Freitas Pimentel, médico e governador civil, referindo-se à nova ilha formada pelo Vulcão dos Capelinhos em 1957, na ilha do

Faial, afirmou ao escritor Miguel Torga: “Sou o único Governador que, depois dos Descobrimentos, acrescentou o território português”? … 15% da população açoriana canta e toca música em público e para o público? E que esta percentagem indicia que os Açores possuem a maior concentração de cantores e músicos por km 2 a nível nacional? … o único local da Europa onde atualmente se faz o cultivo do chá é na ilha de São Miguel? II Cultura … em 1814, o jovem João Baptista da Silva Leitão de Almeida (mais tarde, Almeida Garrett), então com 15 anos de idade, escreveu, na ilha Graciosa, os seus primeiros versos? … Carlos Nascimento (1885-1966), açoriano da ilha do Corvo, foi o primeiro editor do grande poeta chileno Pablo Neruda? … no seu livro As Ilhas Desconhecidas, Raul Brandão escreveu que “O Corvo é uma democracia cristã de lavradores”? … com 16 anos de idade, Vitorino Nemésio concluiu, em 1918, no então Liceu da Horta, o curso geral dos liceus, sendo que no museu da actual Escola Secundária Manuel de Arriaga se preserva os Termos de Exames de Alunos Externos do Curso Geral, onde se encontram os resultados das provas escritas e orais obtidos por aquele jovem terceirense e futuro escritor no exame do 5º ano? … que aquele mesmo escritor escreveu, no seu livro Corsário das Ilhas que “os Açores são um portaaviões de 600 Km, tantos quantos separam Santa Maria do Corvo”? … que o escritor norte-americano Mark Twain (1835 - 1910), pseudónimo de Samuel Langhorne Clemens, passou no Faial em 1867, tendo-se deslocado de burro para visitar a Caldeira daquela ilha? … a mãe do grande escritor brasileiro Machado de Assis e a avó da consagrada poetisa brasileira Cecília Meireles eram naturais da ilha de S. Miguel? … Maria Madalena Pinheiro Nogueira, mãe de Fernando Pessoa, era natural da ilha Terceira?

... existem atualmente nas ilhas açorianas, com excepção do Corvo, 55 órgãos de tubos? … na ilha do Corvo existem atualmente 12 professores para 40 alunos? … a ilha Terceira, através das suas Danças de Entrudo, possui a maior manifestação de teatro popular de Portugal? … a ilha do Faial possui a marina oceânica mais internacional do mundo? … a ilha das Flores é a ilha mais cabalística dos Açores, pois tem sete lagoas, sete baías e sete vales? III Ciência … foi a navegar da ilha Terceira para ocidente e para sudoeste que Diogo de Teive descobriu os ventos alíseos? … o terceirense, tenente-coronel José Agostinho, militar de carreira que se distinguiu como meteorologista e naturalista de renome internacional, foi o inventor do nefoscópio, aparelho que serve para medir a velocidade do vento à altitude das nuvens? …existem atualmente 1.350 vulcões nos Açores? … um cachalote come em média 500 kg de lulas por dia? … a ilha Terceira possui 20 ganadarias e cerca de 2.500 cabeças de gado bravo? E que aquela ilha oferece uma média de 250 a 260 touradas à corda por ano, sendo que as referidas ganadarias são verdadeiras reservas biológicas, pois se não existissem a Terceira não possuiria as manchas endémicas que hoje ostenta? … os muros de pedra dos “currais” das vinhas da Paisagem Protegida da Cultura e da Vinha da ilha do Pico, se fossem colocadas em linha recta, dariam duas voltas ao equador? … a montanha do Pico é o ponto mais alto de Portugal? … a biodiversidade, nos Açores, inclui cerca de 450 espécies endémicas? … a Furna do Enxofre, na ilha Graciosa, é um fenómeno vulcanológico raro e geologicamente único no mundo? … os Açores possuem mais de 2 milhões de km 2 de espaço marítimo sob a sua gestão? IV Desporto … o Fayal Sport Club, fundado no dia 2 de fevereiro de 1909, é o decano dos clubes desportivos açorianos e o 6º mais antigo a nível nacional, logo a seguir, por ordem cronológica, ao Boavista (1903), Benfica (1904), Sporting (1906), Porto (1906) e Leixões (1907)? ... o jornal desportivo “A Bola” foi concebido em 1932, à mesa do Café Internacional, na cidade da Horta, pelo jornalista Cândido Oliveira (1896-1958), então deportado político na ilha do Faial? … que Pauleta não foi o único açoriano a ser jogador internacional de futebol, pois antes dele dois faialenses lograram tal posição nas décadas de quarenta e sessenta do século XX, respectivamente: Joaquim Teixeira (“Semilhas”), jogador do Benfica, e Mário Lino, que alinhava pelo Sporting?


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Reflexos do Dia–a–Dia

Diniz Borges d.borges@comcast.net "um dia viveremos numa nação onde os meus quatro filhos não serão julgados pela cor da sua pele mas pela essência do seu caráter" Martin Luther King Jr.

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oi há 50 anos, mais precisamente, a 28 de Agosto de 1963 que Martin Luther King Jr., em frente de milhões de americanos, fez o seu mais famoso, memorável e icónico discurso, I have a Dream (Tenho um sonho). O movimento que encheu autocarros e comboios, transportando milhões de norte-americanos à capital dos EUA, foi, indubitavelmente, um dos momentos mais marcantes, e seguramente o mais emocionante, do ano de 1963. Aos pés da estátua de Abraham Lincoln, o Dr. King, num dia intensamente quente no fim de Agosto, perante um número record de manifestantes, apresentou uma das mais poéticas e emotivas alocuções da história americana. O evento, importantíssimo para o movimento dos direitos civis nos Estados

nifestação realizou-se no meio de onda de violência que assolava o país. As entidades em Washington estavam nervosíssimas, ao ponto de tentarem, por várias vezes, cancelar a manifestação. É que hoje, 50 anos mais tarde, este evento, e o discurso de Martin Luther King, estão airosamente incutidos na mitologia americana. São poucos os americanos que se lembram, ou sabem, que a administração de John F. Kennedy tentou, tudo por tudo, para cancelar o evento; que um grupo de Senadores racistas, do sul e de outros estados, empregou as mais ignóbeis manobras para desacreditar os líderes do movimento; que mais de 60% dos americanos tinham um ponto de vista negativo sobre a realização da manifestação. É que tal como afirmaria King: "nada no mundo é mais perigoso que a verdadeira ignorância e a estupidez conscienciosa." Porém, com o discurso de King, a América mudou. É que toda a retórica do discurso, englobada numa mensagem quase messiânica de esperança, moveu milhões de americanos que o acompanha-

1 de Setembro de 2013

O Sonho tem 50 anos

esporádicas de grupos racistas, de conservadores retrógrados e intolerantes, a América de 2013 é muito diferente da América de 1963. E em grande parte, devemos essa transformação ao Discurso do Sonho. Um filme que vale a pena ver

S Unidos, foi visto na televisão por milhões de cidadãos e teve a presença em Washington de nomes consagrados das artes, como Bob Dylan e Joan Baez, entre outros. Foi o culminar de um esforço organizado por uma coligação de grupos que há vários anos lutavam pela igualdade para todos os americanos, independentemente da cor da sua pele. Porque tal como afirmaria: da montanha do desespero poderemos cortar uma pedra de esperança. Metade de uma século mais tarde, há que dizer-se que esta ma-

ram pela televisão, e eletrificou os manifestantes presentes no Washington Mall. O discurso também transformou Martin Luther King. É que a partir do dia 28 de Agosto de 1963, tornou-se, sem ser eleito para qualquer posto governamental, numa das figuras nacionais mais conhecidas e respeitadas. O discurso foi o ímpeto necessário para que o Congresso dos Estados Unidos, no ano seguinte, em 1964, aprovasse a proposta de lei sobre os direitos civis que havia sido apresentada pela administração Kennedy. A manifestação "March on Washington" e o discurso de Martin Luthey King Jr., inspiraram milhões de pessoas, dentro e fora dos Estados Unidos. O discurso fez os americanos de então sentirem-se donos da sua democracia. É que apesar de tudo ter piorado, antes de ter melhorado, nomeadamente, com as atrocidades cometidas no sul pelos grupos racistas, é mais do que sabido que o discurso de 28 de Agosto de 1963, há 50 anos, mudou a América, para sempre, quer politicamente, quer culturalmente. É que mesmo com as ofensivas

omos de memória curta e daí que precisamos, muitas vezes, das artes para nos reavivarem acontecimentos que marcaram a nossa sociedade e a nossa história. É que coincidindo com os 50 anos do famoso discurso de Martin Luther King Jr., acaba de sair nos cinemas norte-americanos e um pouco por todo o mundo o Filme, The Butler. Os críticos cinematográficos estão um bocado divididos, mas mesmo os mais cínicos concordam que o filme é extramente emotivo e agarra pelos sentimentos dos espectadores. Vi-o com a minha mulher na semana que saiu e gostei. Acho que

é uma magnifica mostragem dos dilemas que a população afroamericana tem vivido neste país de grandes contrastes. É um filme épico porque em pouco mais de duas hortas passa por cinco presidentes dos EUA e conta as várias nuances do movimento dos direito civis americanos. O filme está ainda cheio de cenas maravilhosas, algumas com grande ternura e outras com grande brutalidade. Não é um filme perfeito. Nem que existem filmes perfeitos. É sim, um filme que documenta, através da vida de um servente, as lutas e as injustiças dos americanos de descendência africana neste país. É que de todos os povos que habitam este grande país, não haja dúvida que o povo africano, pela cor da sua pele, tem sido o mais vitimado. Ainda bem que este filme foi feito. Que muita gente o veja. Talvez algum dia poder-se-á acabar, de uma vez por todas, com esta terrível praga do racismo. Praga que, in-

felizmente, também ainda assola a nossa comunidade de origem portuguesa. Basta ouvir-se os comentários pejorativos e vergonhosos de muita gente nossa. Fico muito triste quando ouço a nossa gente a fazer comentários depreciativos e até mesmo cruéis sobre alguém, simplesmente pela cor da sua pela, pela sua crença religiosa, pela sua orientação sexual, enfim, pela sua diferença. Vejam esta obra cinematográfica, e talvez mais importante, levem os vossos filhos e netos para que eles tenham oportunidade de contemplar um bom filme e conhecer ainda mais um pouco, sobre esta parte, menos bonita, da história americana. É que tal como foi dito no filme pelo principal protagonista: na América, por vezes, temos a tentação de omitir passagens da nossa história que foram brutais e que foram nocivas para muitos habitantes deste país.


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Temas de Agropecuária

Egídio Almeida almeidairy@aol.com

Uma subida na 4b ... e soro é possível na California Está-se preparando um compromisso para que temporáriamente a CDFA suba os preços destes 2 produtos, ao mesmo tempo impulsionar o esforço para a Federal Order of California. Com a finalidade de ajuda financeira para as famílias produtoras de leite e processadores da California,

proposta lei AB 1038, da autoria do Deputado EStadual Dr. Richard Pan (DSacramento). Esta proposta lei declara a intenção da Legislatura de encorajar a CDFA em realizar sessões de trabalho sobre os futuros preços do leite, tais como: - Uma sessão para emendar a decisão de Junho 2013 “the emergency price relief” - Uma sessão para resol-

nistração e actividades de Task Force sejam pagas por avaliações colectadas pela Secretaria da Agricultura à industria dos lacticínios. Ainda de acordo com a WUD, esta industria sofreu mais de $2 biliões de perdas nos passados 5 anos, forçando cerca de 400 “dairy farms” (produtores), à completa ou parcial falência. Continuando com a mesma

... esta industria sofreu mais de $2 biliões de perdas nos passados 5 anos, forçando cerca de 400 “dairy farms” (produtores), à completa ou parcial falência. a industria de lacticínios chegou a um acordo num processo em que está pedindo à California Department of Food & Agriculeture” (CDFA) uma subida de $.46 “per cwt.” No preço da Class 4b, e expandir a “Scale” do soro da sua presente capa de $.75 para $1.00. Espera-se que esta subida na class 4b adiciona-rá $110 milhões de dólares ao “Producers Pool”, de acordo com estimativas de Western United Dairymen (WUD). Este Progresso deve-se quando a California Senate Ag Committee realizou uma audiência especial na

ver mudanças na “scale” correntemente usada para determinar a quantia depositada no “milk pool” pelos produtores de queijo. e mais concretamente processadores de soro da California. Adicionalmente esta proposta de lei encarregaria a “California Dairy Future Task Force” cujos membros são produtores e processadores, com a missão de providenciar materiais de investigação económica, e propor mudanças estruturais no “California dairy industry’s milk Pooling” e “milk pricing programs”. A lei requerirá que a admi-

fonte de informação as 1.500 explorações, ainda existentes, estão em luta pela sua sobrevivência. Um empurrao pela CDFA adicionará ‘ fuel” para a “California Federal Milk Marketing Order”. No passado mês de Junho, California Ag Secretary, Karen Ross, anunciou um ajustamento temporário na fórmula que ajusta o preço mínimo, resultando em uma mudança positiva calculada em $.125 c “cwt” mais, pago aos produtores de leite do Estado pelo leite produzido entre Julho 1 e Dezembro 31, 1013. Esta decisão da Sacretária pre-

dominou a recomendação do painel da CDFA de que um ajustamento fosse recuperado mas apenas a 50%. Numa carta que acompanhou a decisão, a Secretá-

ria opiniou em repetição que acredita de que simplesmente levantar os preços pagos à produção, não vai resolver as dificuldades da industria.

Este pequeno ajuste nos preços, quer indicar-nos que as organizações de produtores da California, que estavam esperando uma adição de $1.20 cwt, vão seguir em frente com projectos para criar uma California Order dentro de “Federal Milk Marketing Order System”. Um novo relatório indica que os produtores de leite do Estado poderiam ser beneficiados, com esta mudança. Membros das 3 maiores Cooperativas, produzindo cerca de 80% do leite da California, “California Dairies, Inc.”(CDI), “Dairy Farmers of America” (DFA) e Land O’Lakes” (LOL), comissionaram um estudo de 5 meses, no ultimo Inverno, conduzido pelo Dr. Mark Stephenson “University of WisconsinMadison”, e o Dr. Chuck Nicholson, “Penn State University”. Enquanto que detalhes específicos não forem publicados, um resumo indica que se correctamente elaborada “FMMO for California” beneficiaria as famílias produtoras de leite da Californnia. Estas 3 Cooperativas estão planeando sessões de trabalho e estudo com os seus membros e colaboradores, sobre esta possível mudança.


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1 de Setembro de 2013

Perspectivas

Quem era Santo António

C

onhecido por portugueses, brasileiros e espanhóis como Santo António de Lisboa, e por italianos e outros como Santo António de Pádua, este muito popular taumaturgo nasceu na cidade de Lisboa, em Portugal, em 15 de Agosto de 1191. Seus pais, de ilustres famílias aristocráticas, segundo alguns historiadores, foram Martinho de Bulhões e Maria Teresa de Taveira. Foi batizado com o nome de Farnão (Fernando) Martins de Bulhões. Faleceu em 13 de Junho de 1231, nas vizinhanças da cidade de Pádua, na Itália, com apenas 40 anos de idade. Santo António viveu na primeira parte do século XIII, em plena Idade Média, quando, por quase toda a Europa, se criavam ou se desenvolviam os burgos e as cidades extramuros, e novas classes sociais de mercadores, artesãos, banqueiros e provedores de cuidados de saúde emergiam, e se afirmavam, ganhando, assim, a burguesia grande influência e definitivo poder em todas as sociedades medievais. Resumidamente, a enciclopédia WIKIPEDIA acrescenta e enfatiza: “Na Europa formavam-se as nacionalidades sob a égide do Sacro-Império, e os exércitos dos anglos, francos e germanos dominados pelo espírito da cruzada combatiam os turcos muçulmanos no Oriente (na Terra Santa) e os berberes muçulmanos no Ocidente (na Península Ibérica).” Durante este período de omnímoda evolução na Europa, em Portugal ocorreram as sucessões de três reis: 1 --- D. Sancho, filho de D. Afonso Henriques, dedicou-se ao alargamento e ao povoamento do território da nova nação conquistada e fundada por seu pai; 2 --- Seguidamente, D. Afonso II, neto de D. Afonso Henriques, concentrou-se em questiúnculas e lutas civis contra as suas irmãs, ocasionando assim, a perda dos territórios previamente conquistados aos mouros a sul do rio Tejo; 3--- O seu filho, D. Sancho II, reconquistou vários territórios, mas também envolveu-se em disputas com a Igreja Católica e com o Papado as quais resultaram na sua excomunhão e na sua deposição do trono real pelo Papa Inocêncio IV a favor do seu irmão D. Afonso III, que então era conde de Bolonha. Vasculhando os anais de esse muito distante período cronológico da Idade Media, lê-se que os primeiros estudos de Fernão (Fernando) foram-lhe ministrados na prestigiosa escola dos Cónegos Regulares do convento da Ordem de Santo Agostinho, nas proximidades de Lisboa. Provavelmente, esses estudos englobaram o tradicional currículo das “artes liberais” do TRIVIUM e do QUADRIVIUM, muito em voga na Europa medieval da época. Aos 15 anos de idade, sentindose vocacionado para o sacerdócio, o jovem estudante, partiu para Coimbra, que, saliente-se, era então o lugar de residência do Rei de Portugal e, também, nessa época, o centro intelectual de país. Ali, nesse ambiente cultural,

e como noviço da Ordem de Santo Agostinho, Fernão (Fernando) dedicou-se, durante 10 anos, ao estudo de matérias humanísticas, linguísticas, oratórias, filosóficas e teológicas, especializando-se em Sagrada Escritura, muito da sua preferência. Foi ordenado sacerdote com a idade de 25 anos. Teria sido lógico se, terminados os estudos da sua formação sacerdotal, o Padre Fernando tivesse ingressado imediatamente na carreira de docente de futuros noviços, ou tivesse enveredado nas tarefas da evangelização cristã, um dos principais objectivos da Ordem de Santo Agostinho. Mas assim não aconteceu,,,

pado nas exéquias fúnebres. Profundamente impressionado pelo espírito de abnegação e caridade franciscanas, no verão de 1220, o Padre Fernando entrou para a Ordem Franciscana, ou, mais apropriadamente, para a Ordem dos Frades Menores (Ordo Fratrum Minorum), fundada por (São) Francisco de Assis. Como era da praxe da Ordem, ele mudou o seu nome para António. A seu pedido, foi enviado para Marrocos, onde desembarcou em Novembro de 1220. Revelam os anais históricos que Frei António foi imediatamente acometido de uma febre muito alta que o reteve acamado e muito doente durante todo o inverno; os seus superio-

Fernando M. Soares Silva fmssilva@yahoo.com e um dos maiores oradores sacros de todos os temos! Prontamente, o Provincial de Frei António encarregou-o de acção apostólica contra os hereges das regiões romanas e nortenhas da Itália, onde ele se revelou grande e fascinante pregador. Os anais da época testemunham que ele era também engenhoso no confronto a opositores heréticos... Um dia, na cidade de Rimini, na costa adriática, os hereges tentavam impedir o povo de ouvir uma pregação de Frei António, procurando obstruir a sua audição. Reagindo a essa oposição, o frade franciscano virou-se para o mar e, perante o espanto da multidão, começou a pregar aos peixes que acorriam a ouvir as suas palavras, erguendo as cabeças fora da água. Atónitos e confusos, os hereges abandonaram o local... A notícia e a fama deste milagre espalharam-se por todas aquelas regiões. A eficácia dos seus esforços evangelizadores e a fama dos seus sermões e ocasionais actos miraculosos tornaram o dinâmico e humilde frade franciscano muito popular e benquisto por onde ele passava, e, de um modo especial, na Itália onde ele trabalhou muito e afincadamente. Mas Frei António também laborou na França, onde, seguindo os conselhos de (São) Francisco de Assis, ele confrontou e convenceu os pertinazes hereges albigenses.

O Ainda antes da sua ordenação sacerdotal em Coimbra, o Mosteiro de Santa Cruz, onde Fernando residia e estudava, era visitado com frequência por frades franciscanos em busca de esmolas e donativos para os numerosos pobres e carentes auxiliados pela respeitada ordem mendicante. Assim ele teve várias oportunidades de trocar impressões com alguns dos frades, entre os quais havia 5, já sacerdotes, que, um dia, lhe disseram que, em breve, navegariam em rumo a Marrocos, no norte da África, em missão de evangelização cristã. E convidaram Fernando a ir com eles, com o mesmo objectivo. Por motivos desconhecidos, Fernando não acedeu ao convite dos franciscanos. Os cinco missionários lá partiram com muita fé e cheios de entusiasmo. Mas, pouco depois, no ano de 1220, a horrenda notícia do martírio dos cinco missionários, --- vítimas de brutal espancamento e assassínio por bandos de ferozes marroquinos islâmicos,--- chocou e consternou o povo português. Os restos mortais dos cinco missionários foram trazidos para Portugal e expostos à veneração pública em Coimbra, tendo o Padre Fernando partici-

res decidiram no seu regresso a Portugal, onde ele receberia adequado tratamento. Mas o veleiro que o transportava com destino a Portugal, fustigado por medonha tempestade e ventos fortíssimos acabou por ser levado para a Sicília, na Itália, onde António, pela primeira vez, se encontrou com (São) Francisco de Assis, o carismático fundador da Ordem dos Frades Menores, mais tarde conhecida como Ordem Franciscana. Sabe-se que, a convite do seu fundador, o frade português participou no Capítulo Geral da Ordem iniciado a 20 de Maio de 1221.

O

s seus invulgares e extraordinários dotes oratórios começaram a evidenciar-se quando, na cidade de Forti, na Itália, em Setembro de 1221, nas solenes cerimónias da ordenação sacerdotal de frades franciscanos e dominicanos, ele fez um sermão que maravilhou todos e suscitou o apreço e a admiração dos seus superiores, que, cedo, o nomearam membro do Capítulo Geral da Ordem. Estava lançado o grande pregador

s seus 77 sermões que sobreviveram o rodar dos séculos demonstram uma eloquência impressionante, convincente e persuasiva, um zelo marcadamente messiânico nos seus enérgicos ataques aos hereges, na sua acérrima luta contra as injustiças do seu tempo, na sua constante preocupação com a defesa dos pobres, das ignoradas e desprotegidas classes sociais, e no seu destemido criticismo aos déspotas daqueles distantes tempos. Globalmente considerados, os seus diversos escritos demonstram que o pregador itinerante era também invulgarmente culto e inteligente. Assim, compreende-se que, finda a sua campanha evangélica na Franca, ele tenha sido convidado a lecionar na muito prestigiosa Universidade de Bolonha,na Itália, (Esta universidade, --- onde o termo “universitas” surgiu primeiro --- foi fundada em 1088, e é considerada o mais antigo instituto de estudos superiores em contínua operação). Aí, Frei António brilhou como mestre na explicação e na discussão de variados e complexos tópicos teológicos e de matérias relacionada com as Sagradas Escrituras. Notam os historiadores que a competência de Frei António não se limitava a assuntos religiosos, mas também abrangia outras áreas como reflectem os seus numerosos escritos e comentários sobre autoridades clássicas, como Sócrates, Platão, Aristóteles, Cicero, Séneca, Varrão, Plínio, o Velho, Ovídio, Horácio, Juvenal, Terêncio, Donato, Josefo, Lucano e muitos outros. Os seus conheci-

mentos de ciências naturais, física, cosmografia, zoologia, botânica, e astronomia iam muito além do tradicional currículo de artes liberais medievais. Por tudo isto, ele foi também convidado a leccionar em outras universidades contemporâneas na Itália, bem como em Toulouse, Montpellier e Limoges, na França. O seu dinamismo também o levou a ser incumbido de importantes missões e encargos na Ordem Franciscana. Em Outubro de 1226, após a morte do fundador (São) Francisco de Assis, ele, como emissário especial da Ordem, foi a Roma para entregar ao Papa Gregório IX a Regra da Ordem. Em 1227, foi nomeado Provincial de Romagna, e exerceu as respectivas funções até 1230, data em que solicitou ao Papa a dispensa dessas obrigações para que pudesse dedicar-se novamente à pregação no mosteiro que ele havia fundado em Pádua. Sempre compassivo e pronto a pugnar pelos pobres e necessitados, Frei António não hesitou em envolver-se em questões políticas, como quando viajou a Verona para demandar a libertação de gente cruel e injustamente aprisionada pelo tirano Ezzelino. Em 1231, ele conseguiu persuadir os autarcas de Pádua a formular uma lei que proibiu aprisionamento por dívidas, na hipótese da possibilidade de outras formas de compensação. A curta vida de Santo António foi um longo manancial de prestimosos, compassivos e abnegados serviços à humanidade do seu tempo. A fama de sua santidade era tamanha que o Papa Gregório IX, concordando com a vontade do povo, efectuou a sua canonização no dia 30 de Maio de 1232, menos de um ano após a sua morte. Entre os santos mais amados do Cristianismo, Santo António é, ainda hoje, objecto de rico folclore sobretudo em Portugal, Madeira, Açores, Brasil e Itália, onde várias graças e milagres lhe são atribuídos. Reconhecendo o seu valor global e expressando o sentimento universal da Igreja, em 16 de Janeiro de 1946 o Papa Pio XII solenemente proclamou Santo António “Doctor Ecclesiae”, Doutor da Igreja, com o título de Doutor Evangélico. Num excelente e expressivo comentário, a enciclopédia WIKIPEDIA sumaria: “A sua fama de santidade levou-o a ser canonizado pela Igreja Católica pouco depois de falecer. Distinguindo-se como teólogo, místico, asceta e sobretudo notável orador e grande taumaturgo, Santo António de Lisboa é também tido como um dos intelectuais mais notáveis de Portugal do período pré-universitário. Tinha grande cultura, documentada pela colectânea de sermões escritos que deixou, onde fica evidente que estava familiarizado tanto com a literatura religiosa como com Aristóteles, entre muitas outras. O seu grande saber tornou-o uma das mais respeitadas figuras da Igreja Católica do seu tempo”.


Uma questão de bom nome

O

Sr. José “Furtado”, do Raminho, era um homem discreto. Assim se referiam os antigos às pessoas que lhes mereciam o maior respeito por serem honestas, sérias e trabalhadoras. Era vê-lo atarefado, pelas ruas da cidade, de repartição em repartição, com a sua pasta cheia de documentos, a tratar de assuntos que lhe tinham sido confiados por clientes de todas as freguesias que o procuravam, sobretudo para ajudar a resolver assuntos de partilhas de bens e valores. Essa coisa de dividir um cerradinho de dois alqueires ou um pomar de laranjeiras entre três ou quatro herdeiros às vezes era obra bicuda e nesse aspecto a astúcia, inteligência e experiencia do Sr. José “Furtado” eram primordiais para que se chegasse a uma solução que satisfizesse todos os interessados. Porém, contou-me ele, um caso que se afigurava de fácil desfecho, tornou-se complicado e teve que ser levado às barras do Tribunal. O litígio era entre duas famílias que se digladiavam por causa de... um bando de pombas! “Que não há semente que eu bote à terra que esses diabos não mas comam! Vocês têm que dar cabo dessa praga, são pior que ratos!”, dizia um dos vizinhos. Na casa ao lado, onde dois pombais feitos de caixotes de sabão Sonasol abrigavam umas dezenas dos alados bicharocos, os adversários faziam ouvidos de mercador porque “As pombas já aqui estavam quando eles se mudaram para cá”. O carrancudo Juiz, a olhar por cima dos óculos pendurados na ponta do nariz, indagou da identidade de um dos três réus. “Eu sou o dono das pombas”, respondeu um moço que ainda nem tinha ido às sortes. “E aí o senhor ao lado, quem é você?”. “Senhor Doutor Juiz”, respondeu respeitosamente o homem de meia idade, “Eu sou o pai do dono das pombas”. O Magistrado já dava sinais de impaciência mas, ainda assim

e por obrigação legal, lá confrontou o último dos réus, um imberbe rapazola que tremia de medo só de ver a peruca encaracolada do Juiz. “Eu sou o filho do pai do dono das pombas”, disse o rapaz todo senhor do seu nariz. Lembrei-me desta estória por causa da importância que os nomes de família e, até nalguns casos as alcunhas, têm na vida das pessoas. No assunto acima referido, os três réus nem se dignaram mencionar os seus nomes de baptismo, fazerem-se apresentar pela forma como o fizeram foi suficiente. Pessoas há e houve que serão para sempre conhecidas por uma simples alcunha. Quem nunca ouviu falar no “Charrua”, no “Tenrinho”, no “João dos Ovos”, no “Conselheiro” da Graciosa, do “Ti Bailhão” e tantos outros que ficarão para a história como figuras simpáticas (Augusto Gomes até a muitos chamou de Filósofos) que nos enriqueceram a vida com bons exemplos de educação, cultura, ditos espirituosos e feitos mais ou menos famosos consoante a interpretação de cada um. No meu caso pessoal tive a sorte e a honra de ser bafejado por nome e alcunha de que muito me orgulho. Confesso que gostaria de ter tido o cuidado de ter aprendido ou descoberto mais pormenores sobre a genealogia da minha família, de onde viemos, qual a origem do nome que nos tem unido. São várias as histórias que fui ouvindo, principalmente da boca do meu pai, que não perdia a oportunidade de nos contar algo que o fazia recuar no tempo e recordar os seus antepassados... A bisavó que, dizia-se, era filha ilegítima do Governador do Castelo e tinha sido deixada na

Casa da Roda; do avô Machado, carroceiro e cantador ao desafio; do tio João, empregado de balcão e famoso encenador de peças de teatro e ensaiador de grupos corais na Praia da Vitória; do tio António, nascido no Brasil e de onde regressou ainda jovem mas

já com a alcunha de Bailhão... Infelizmente não sei como se originou o nome de “Bendito” mas penso que também terá tido origem no Brasil, para onde os trisavós de meu pai terão imigrado.

N

a Ilha Graciosa, onde ainda hoje se faz sentir a influência dos nomes brasileiros, é frequente ouvir o pronome “Bendito” atribuído a um “pobre de espírito, desgraçado” e espero que não tenha sido essa a verdadeira origem do nome, salvo seja! Contudo, a estadia em terras de Vera Cruz não terá sido muito longa, por volta de 1890 já a estirpe estava de regresso à Terceira. Com o passar do tempo

Câmara de Ponta Delgada distingue obra de Gilberto Nóbrega Gilberto Nóbrega, conhecido fotógrafo, foi muito mais do que um empresário de referência no concelho de Ponta Delgada. Empreendedor por natureza, foi pioneiro em diversas iniciativas que levaram as belezas do concelho além-fronteiras. A riqueza intelectual e artística da sua vasta obra será reconhecida pela Câmara Municipal de Ponta Delgada através da atribuição, a título póstumo, do Diploma de Reconhecimento Municipal. Gilberto Nóbrega ficou conhecido, entre outros motivos, por ter de forma visionária promovido a divulgação de S. Miguel por via de uma série de postais, onde figuravam os ex-libris da ilha, de boas festas que acabaram por percorrer o mundo.

A Câmara de Ponta Delgada, liderada por José Manuel Bolieiro, irá assinalar o Dia Mundial da Fotografia reconhecendo o legado patrimonial de Gilberto Nóbrega. É de salientar, ainda, que a autarquia tem valorizado a fotografia com a realização de várias mostras não só de fotógrafos locais, mas também de fotógrafos de renome a nível nacional. A cerimónia de atribuição da distinção a Gilberto Nóbrega é aberta ao público e decorrerá a 19 de agosto, pelas 19h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. Esta será também uma oportunidade para os presentes conhecerem ou relembrarem alguns dos trabalhos mais marcantes realizados por Gilberto

Nóbrega, pois estará patente nos Paços do Concelho uma exposição, cuja realização está a cargo da filha do homenageado, Ana Nóbrega. Gilberto Nóbrega é um exemplo, entre vários, de um homem que não sendo natural de S. Miguel a amou como se da sua terra natal se tratasse, eternizando a sua beleza através da sua arte, porque afinal “uma imagem vale mais que mil palavras”. in correio dos açores

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Antigamente era assim

João Bendito bendito@sbcglobal.net até o nome de família sofreu modificação, já que ainda me lembro de ver o meu pai assinar Bemdito com “M”, assim como o fazia o Tio António. A partir da minha geração o “M” foi substituído por “N”, talvez por culpa de algum escriturário do Registo Civil vi-

sionário de futuros acordos ortográficos. Agora, o que sei de certeza é que o Tio António Bailhão e o seu irmão mais velho, o meu avô José, não iriam gostar de ver a sua famosa alcunha ter sido adulterada. Nas crónicas tauromáquicas que António escrevia para “A União” sob o pseudónimo de “Estirau” ele não se esquecia de acrescentar a sua alcunha para que não houvesse equívocos na origem do escrito e fazia-o com “H”. Os cerrados onde os dois irmão produziam os melhores legumes e hortaliças da cidade, passaram a ser conhecidos como os “Cerrados do Bailhão”, embora nunca tivessem sido propriedade da família. Mas o que nunca vou entender é porque vias se passou a usar o nome do lugar como Bai-

lão (sem “H”) embora reconheça que será essa a forma correta de escrever a palavra que se relacione com baile. Que me expliquem os puristas em terminologia! Claro que não vou promover abaixo-assinados ou fazer petição oficial à Câmara Municipal

para que se volte a usar o antigo nome num lugar que agora é propriedade de todos. Mas gostaria, isso sim, que se fizesse justiça ao nome e alcunha de que tanto me orgulho. Fiquem os meus amigos sabendo que me podem chamar Bailhão para o resto da vida, mas por favor, quando o escreverem, façamno com “H”. Obrigado. Na foto, pormenor do Cerrado do Bailhão, com o tanque de água que servia para aguar as hortas. No tempo, nem o Campo de Jogos Municipal tinha sido construído. Foto de José Leite, da colecção de Luis M. Brum.


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PATROCINADORES

1 de Setembro de 2013

N 達 o f a l t e a e s t a l i n d a f e s t a


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Tribuna da Saudade

Ferreira Moreno

Recordando Memórias

W

halers Cove (enseada de baleeiros) está localizada na Point Lobos State Reserve a três milhas sul de Carmel, Califórnia. Ali funcionou, de 1861 a 1884, uma estação de baleeiros portugueses. Nas imediações dessa pequena enseada, originalmente chamada Carmelito Cove, os baleeiros construiram as suas modestas moradias, cultivaram as suas hortas, criaram porcos, galinhas e cabras. A maioria dos baleeiros era oriunda dos Açores, alguns dos quais viviam na companhia das respetivas famílias. As atividades dessa estação baleeira cessaram quando a disponibilidade da menos dispendiosa querosene suplantou o óleo de baleia. Nova indústria surgiu ali quando os japoneses estabeleceram uma fábrica de conservas, exportando toneladas de abalone enlatado p’ró Japão, e fornecendo abalone p’ra centenas de restaurantes na Califórnia. Após um período de 25 anos o comércio dos japoneses cessou em 1928. Finalmente, em 1933, o Estado da Califórnia adquiriu a área de Point Lobos e remodelou-a numa reserva de recreio p’ra acesso público. Ainda hoje se ergue na Whalers Cove uma envelhecida estrutura de madeira conhecida por Whalers Cabin (cabana de baleeiros). Por longos anos serviu de residência p’rós rangers (guardas), mas em 1988 abriu como centro interpretativo e museu albergando valiosas amostras associadas com a história da antiga baleação portuguesa na Carmelito Cove. Ignora-se

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quem construíu essa cabana, visto que dela fizeram uso baleeiros portugueses e pescadores chineses. Provavelmente os chineses chegaram à enseada em princípios dos anos 1850 e partiram em fins de 1870. Na outra banda de Point Lobos, ao sul da Reserve, existe igualmente a enseada retendo o nome de China Cove, onde esteve situada uma vila de famílias chinesas, qe por lá andavam na

de Baleeiros

pesca, mas apenas nos meses de verão. Point Lobos é uma magnífica ponta de terra, arborizada e rochosa, na Baía de Carmel, que o famoso aguarelista Francis McComas descreveu como sendo o mais grandioso encontro da terra e do mar no mundo. O célebre fotógrafo Ansel Adams alcunhou Point Lobos “a jóia na coroa dos Parques do Estado da Califórnia.” Point Lobos inspirou Robert Louis Stevenson a escrever o seu livro “Treasure Island”, ou seja, a obra clássica “Ilha do Tesouro”, mais tarde adaptada p’ró cinema e televisão. Point Lobos há também servido Hollywook p’ra cenário de muitas dezenas

de filmes. Originalmente denominada La Punta de Los Lobos Marinos (Point of the Sea Wolves) pelos exploradores espanhóis, Point Lobos mereceu tal designação pela abundância de harbor seals e sea lions, que ainda aparentam exercer domínio territorial nesta área. Situado a 19 milhas sul de Half Moon Bay temos Pigeon Point, outra localidade da Califórnia onde funcionou, de 1862 a 1895, uma estação de baleeiros portugueses, nomeadamente açorianos. O episódio, que ora tenciona narrar neste recordando, ocorreu em Pigeon Point aos 19 de novembro 1868. O navio americano “Hellespont” despedaçou-se ao embater nuns rochedos na vizinhança de Pigeon Point, causando a morte a sete dos 18 tripulantes. Um dos náufragos, bastante ensanguentado e enfraquecido, conseguiu chegar à praia, e arrastando-se na escuridão foi bater à porta da cabana dum baleeiro adormecido.

Tão depressa o baleeiro acordor e abriu a porta, logo começou a gritar julgando que o náufrago era um fantasma. Retrocendo p’ra dentro da cabana, precipitou-se e ficou estendido no chão. O náufrago, que o segui, tropeçou e caiu desamparado em cima do aterrorizado baleeiro. Foi tanta a gritaria que os outros baleeiros, saindo alvoraçados das suas cabanas p’ra acudir à barulheira, tomaram e apinharam-se sobre os corpos do companheiro e do desfalecido náufrago. Era tudo confusão e terror! Quando finalmente se deu inteira conta da situação, os baleeiros (que tinham vindo em socorro) compreenderam que uma tragédia havia ocorrido na praia. E p’ra lá desceram imediatamente, salvando os restantes náufragos. São memórias como estas, nostalgicamente registadas neste recordando, que têm fortalecido a minha admiração por esses valentes e corajosos baleeiros de Point Lobos e de Pigeon Point, que um dia, num já distante passado, trocaram a sua isolada existência nos Açores por essoutra vivência mais solitária em desabridas parcelas da costa californiana! Balear por balear, Nunca no mar baleei, Balearam os meus olhos Quando eu p’ra ti olhei. Nas ondas do mar um dia Teus olhos vi mergulhar; Não me importava morrer, Meu amor, p’ra te salvar. Eu estive toda a noite Volta à terra e volta ao mar, P’ra ver à tua porta Se podia fundear. Quando fores, hás-de vir À minha porta embarcar; Meus braços serão os remos, Minhas lágrimas o mar. Nota: este livro encontra-se à venda na Portuguese Heritage Publications of California.

Já à venda na California: Bacalhau Grill, San José Padaria Popular, San José Tribuna Portuguesa

$7.00 266 fotos 92 páginas 40 Anos dos Forcados da Tertúlia Terceirense Crónicas da Terceira, Graciosa e California


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COMUNIDADE

1 de Setembro de 2013

Festa da Assunção

Aspecto da Missa da Juventude na linda Igreja que celebrou 15 anos. Embaixo: Muitos dos Presidentes que ajudaram a fazer este bonita festa durante estes anos todos.


Jorge e Graça Duarte, Presidente da Festa acompanhados pelos seus três filhos, Lizete, Duarte e Mónica.

Elza e Francisco Rebelo (Secretário); John e Fátima Mendes (Tesoureiro)

É importante referir que o espectáculo realizado na Sexta-feira à noite, foi com artistas comunitários: Os Rouxinóis, 7 Colinas, Mónica Silva, Megan Avila, Lisa Fontes, George Costa Jr., Moisés Fagundes, Nancy Lourenço, Melanie Oliveira, Lysandra Joge, Zélia Freitas, Tito Rebelo, Aurélio Oliveira. No Sábado e vindos da Ilha de São Jorge tivemos a presença do Conjunto Tributo, um dos melhores conjuntos açorianos, que já tinham pisado terras california-

COMUNIDADE A festa decorreu de 5 a 18 de Agosto com as Novenas, Missas, Unção dos Enfermos. No dia 15 depois da Missa reconheceram-se todos os antigos Presidentes. Seguiu-se a abertura da quermesse e a actuação dos Grupos Folclóricos das Crianças da Paróquia e do Grupo Mar Alto. Houve a apresentação de um vídeo comemorando os 40 Anos da memória da Paróquia, acabando a noite com Zé Duarte e o seu Zé da Adega. Na Sexta-feira, dia 16, Missa seguida de Procissão das Velas, seguindo-se no Salão Fados e Canções com artistas locais acompanhados pelos Conjuntos Sete Colinas e Os Rouxinóis. No Sábado, Missa em louvor a Santo Antão, seguindo-se o Bodo de Leite com o tema "Aparições de Nossa Senhora". Desfile de carros alegóricos, acompanhados pela Lira Açoriana de Livingston. Pézinho. Benção e leilão de animais. Durante a tarde actuações dos grupos folclóricos: Grupo Etnográfico do Vale de San Joaquin, Grupo

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Etnográfico Pérolas do Atlantico. Arraial e arrematações. Às 5 horas houve Vésperas comemorativas do 15° aniversário da Igreja Nova. À Noite cantigas ao desafio com Maria Clara e Manuel dos Santos seguindo-se o espectáculo do Tributo, vindo de São Jorge. No Salão baile com Rogério DJ. No Domingo da Festa houve várias Missas, almoço de tri-tip e galinha, para todos os presentes, concertos de filarmónicas: Lira Açoriana, Azores Band e Nova Artista Açoriana. Depois da Missa da Juventude houve a tradicional e bonita procissão com todos os Santos Portugueses existentes na Igreja. À noite cantoria com Maria Clara, Manuel dos Santos, Alberto Sousa, António Azevedo, Vital Marcelino e José Ribeiro, acompanhados por Dimas Toledo, Carlos Arruda, Steve Soares e Tommy Vieira. No Salão houve baile com o Conjunto Luso Tones.

Hélio e Angela Couto, Vice-Presidente, com os seus filhos

nas, mas neste caso actuaram num palco e não num salão, o que faz uma grande diferença para este tipo de conjunto. Foi uma grande aposta da organização. As cantorias decorreram muito bem como é apanágio destes poetas improvisadores da nosso comunidade com a presença querida da jovem terceirense Maria Clara. O Bodo de Leite teve um tema religioso

"Aparições de Nossa Senhora" que foi muito bonito e apreciado. Como sempre uma festa para recordar.

O ultimo Presidente, Duarte e Lucia Soares, com os filhos Daniel e Matthew Embaixo: primeiro e segundo Presidentes: António Borba e Artur Vieira


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COMUNIDADE

1 de Setembro de 2013

No programa da Festa podia-se ler o seguinte, escrito pelo Pároco desta linda Igreja: "Ao longo de 40 anos temos honrado Maria, a Mãe de Jesus e nossa Santíssima Mãe, na Festa da nosso Padroeira. Este ano celebramos quatro décadas de pormos em prática nas nossas vidas o SIM que Ela deu e que nos trouxe o Salvador do mundo. Quarenta anos da Festa e 40 anos da benção e dedicação da Capela do Centro Cultural Português, agora Paróquia pessoal de Nossa Senhora da Assunção. Bem hajam todos os que serviram

como Presidentes, membros da direcção e da comissão desta Festa ao longo desta maravilhosa peregrinação. Obrigado aos nossos benfeitores e a todos os que nos tem ajudado e participado connosco. D. Stephen Blaire, Bispo de Stockton, presidirá à Procissão do Domingo e o Pe. Manuel Carlos Sousa Alves, Pároco da Serreta, Ilha Terceira, estará a cargo da pregação. Em nome de Jesus e Maria, bem-vindos a todos". Padre Manuel Fontes Sousa, Pároco


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Turlock em Agosto está sempre em Festa

No fim da Procissão o Adeus à Senhora da Assunção


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COMUNIDADE

Assunção - 40 anos

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Como é habitual a Procissão foi presidida pelo Bispo de Stockton, Stephen Blaire, acompanhado por vários sacerdotes portugueses

O pregador da Festa foi Manuel Carlos Sousa Alves, Pároco da Serreta, Ilha Terceira

Como sempre temos dito, esta Festa em Louvor de Nossa Senhora da Assunção em Turlock é sempre muito bem concebida em todos os seus aspectos, quer religiosos, quer artisticos. Tudo é feito com muita antecedência, por isso nunca há surpresas de ultima hora. Jorge e Graça Duarte lideraram uma equipa que trouxe a bom porto a festa deste ano. Embaixo: Stephen Blaire, Bispo da Dioecese de Stockton nunca falta a esta festa a que dedica um carinho muito especial. É o quinto Bispo de Stockton, nasceu em Los Angeles, e foi o 12° filho de uma famíia de 14 filhos. Estudou em St.John's Seminary College em Camarillo e foi ordenado no dia 29 de Abril de 1967 por James Cardinal McIntyre. Em Fevereiro de 1990 tornou-se Bispo Auxiliar de Los Angeles e Titular Bishop de Lamzella, pelo Papa João Paulo II. Tornou-se Bispo de Stockton a 18 de Janeiro de 1999.

No fim da Procissão tem sempre palavras para a nossa comunidade.

Lifeteen cantando na Missa da Juventude


COMUNIDADE

Nossa Senhora de La Salette

Nossa Senhora de Fátima

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Nossa Senhora de Lourdes

Nossa Senhora das Graças

Dimas Toledo, Manuel dos Santos, António Azevedo, Vital Marcelino, Maria Clara, José Ribeiro e Alberto Sousa

Nossa Senhora de Guadalupe

Zélia Freitas, Melanie Oliveira, Lysandra Jorge e Nancy Lourenço

Aurélio Oliveira e Zélia Freitas no final de uma bonita noite de música, organizada por Tito Rebelo.

Tributo


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CONVENÇÃO

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SPRSI e LAFF - Novas lideranças

Fotos de Jose Enes

SPRSI Line Officers: Geraldine Thomas, Arlinda Soares, Mary Jane Silva Warren, Manuela de Borba Cross (Pres.), Emily Santone, Susan Goodman

Luso American Life Insurance Sales Team Top Left: Manuel Madruga da Silva, Danny Sequeira, Fernanda Rinehart, Mize Violante, Lisa Amaral, Frank Estrela, Bernice Pelicas, Brian Martins, John Avila Bottom Left: Marydonna Mattos, Anthony Sozinho, John Parreira, Olga Bove.

Manuela Cross and Cristina Cross. Cristina is the SPRSI Convention Queen.

Social Directors: Top Left: Georgannne de Melo, Carol Silva, Deolinda Trovão, Alvarina Vargas, Mary Coelho, Fatima Azevedo. Bottom Left: Andrea Vieira, Natalie Bettencourt, Liz Hales, Emily Ascenco, Fernanda Rinehart

Luso American Fraternal Federation Line Officers: from Left: Liz Motta, Maria Conceicao Batista, Paulo Matos, Anthony Sozinho, Lisa Amaral, Manuel Vieira, Judy Teixeira


CONVENÇÃO

Luso American Board of Directors and Line Officers Top Left: Anthony Sozinho, Frank Dias, Bernice Pelicas, Arnold Rodrigues, Ted Lourence, Liz Ferreira, August Correira Jr., Cynthia Weekley, Tisha Cardoza, Danny Pinto. Bottom Left: Liz Motta, Maria Conceicao Batista, Paulo Matos, Lisa Amaral, Manuel Vieira, Judy Teixeira.

20-30’s President, Abel Dutra; Luso President, Paulo Matos; Youth President, Anthony Machado Luso American Youth Administration: Topt Left: Luke Sousa, Jessica Shepherd, Grant Silva, Anthony Sales, Elisabeth Vieira, Jaclene Nunes, Joey Peixoto, Andrew Borba Bottom Left: Nicholas Vieira, Ethan Vieira, Anthony Machado, Nicole Bettencourt, Carlos Carreiro

Luso American 20-30’s Administration: Top Left: Sandy Garcia-Zucker, Melissa Correia, Michael Teixeira, Natalia Rosa Bottom Left: Monica Xavier, Abel Dutra, Frank Trovão

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PATROCINADORES

1 de Setembro de 2013

Uma organização fraternal fundada por Portuguêses, para o benefício da comunidade Portuguêsa.

LUSO is a world in itself – a world where Family Values prevail, where we stand by and believe in our young people and ultimately a world where our Portuguese language and culture are kept alive for future generations. All this, while providing the life insurance protection we know we need – Luso-American.

For More Information Call:

877.525.5876 Luso-American Home Office: 7080 Donlon Way, Suite 200 Dublin, CA 94568

www.luso-american.org


COMUNIDADE

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Homenagem a Mary Lou e Joe Laranjo Portugueses que se distinguem

H

á pessoas que vem ao Mundo para fazerem a diferença. Pessoas que põem os outros acima deles próprios. Este casal a que me refiro, são anjos da guarda sem asas. A obra deles é gigantesca, cheia de amor e sacrifício. Pertencendo a uma das Sociedades Portuguesas encontraram-se num conselho pequenino de muita necessidade humana. A pobreza do máximo. As crianças sem sapatos para irem para a escola, sem roupas, a dormirem no chão enroladas em toalhas. Alguns sem frigoríficos, camas ou fogões, sem nada.Este casal muito impressionado com o que viram, à sua volta deitaram mãos a obra. Chamaram amigos, foram a mercados publicos, lojas de segunda mão, e de boca em boca, para a sua surpresa, encontraram o samaritano pronto para os ajudarem. Com o seu truck, horas e horas de trabalho angariaram caixotes e caixotes de roupas, mobílias, colchões, frigoríficos, fogoes, etc.. Tudo armazenado no salão da escola até ao dia em que abriram as portas para centenas de necessitados, que pacientemente esperavam em linhas desde madrugada. O

milagre aconteceu. Desde então várias vezes por ano, eles enchem de conforto os menos afortunados que agradecem a Deus por terem deparado com um casal tão genuino e fantástico, o Anjo da Guarda. Mary Lou e Joe Laranjo merecem o nosso apreço e consideração. Sao pessoas humildes mas de uma força espiritual espectacular. Não há obstáculos que não possam ser ultra passados. A missão deles é ajudar os que necessitam e sempre prontos para angariar seja o que for daqueles que lhes queiram dar os extras. Se tens na tua casa algo que já não uses e que não te faz falta chama-os e eles estarão lá para recolher seja o que for, pois o que tu não precisas irá ajudar muito outros. Embora a saude de Mary Lou não seja das melhores não impede a sua obra. Segue sempre de cabeça erguida e cheia de entusiasmo a sua jornada de caridade. Ao seu lado o Joe que também faz parte do programa e tem uma energia inexplicável.Ambos sao um casal como não há outro igual. Também servem comida várias vezes por ano a toda a comunidde nao faltando o São Nicolau

pelo Natal e prendas para todas as criancas. Que Deus vos ajude e abençoe. Obrigada em nome de todos aqueles que tens tocado com a vossa mágica maneira de ser. Junto seguem fotos e a homena-

gem dada pela escola de Traver onde eles tem dedicado todo o sem tempo livre. O livro anual da escola foi dedicado a eles. Que orgulho. Uma admiradora que não poude deixar de registar a diferença que

Quem lê o Tribuna

consola-se

alguns portuguesas fazem nesta terra. São dignos de louvor. Uma grande amiga de sempre,

Estela Simas


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CULTURA

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Se não fosse o Onésimo...

Victor Rui Dores

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e que falamos nós quando falamos de Onésimo Teotónio Almeida? Falamos de fogo de rajada, porque Onésimo é uma outra forma de dizer desassossego criativo… Pensador livre e frontal, fino observador do real que se lhe oferece em palco, embarcadiço e homem de todos os lugares (“homo errabundus”), mestre da dialética e da ironia, interlocutor precioso e minucioso, conversador inveterado, autor reflexivo e realista, impenitente grafómano em permanente diálogo com o seu tempo, Onésimo é homem pragmático e tem o vírus da escrita e o ouvido afinado pela oralidade. Atento ao risível das coisas, este professor catedrático, filósofo (aristotélico), ensaísta, cronista e estudioso prossegue uma reflexão cultural e uma teorização estética, dotado que é de um pensamento profundo e acutilante, autor que olha o mundo com uma imensa curiosidade e apetite – o que faz dele um compulsivo contador de histórias. Por isso digo: Se não fosse o Onésimo… … os Estudos Portugueses e Brasileiros nas universidades americanas não teriam a dinâmica que têm hoje. … a expressão L(USA)LÂNDIA não teria sido criada. … o Atlântico não seria um rio entre a Europa e a América. …a questão da literatura açoriana não teria ainda sido resolvida. …não existiria a Gávea-Brown e José Martins Garcia nunca teria escrito esse admirável livro de poesia que dá pelo títu-

Apenas Duas Palavras

Diniz Borges d.borges@comcast.net

lo de Temporal. …Eduardo Lourenço e Eugénio Lisboa teriam menos conhecimentos sobre os Açores. …desconheceríamos aspetos ligados às vidas e obras de Jorge de Sena, José Rodrigues Miguéis e Eduíno de Jesus. … não teríamos as traduções para inglês de Pedras Negras, de Dias de Melo, Mau Tempo no Canal, de Vitorino Nemésio, e A Viagem Possível, de Emanuel Félix. Consequentemente Gregory McNab, Francisco Cota Fagundes e John M. Kinsella teriam sentido menos dores de cabeça, mas os seus currículos ficariam incomparavelmente mais pobres. … não saberíamos o que são “prosemas”. … saberíamos menos anedotas. … as crónicas não seriam “ensaios em mangas de camisa”. Vem tudo isto a propósito do último livro deste autor, Quando os bobos uivam (Clube do Autor, 2013), trocadilho ao título do romance Quando os lobos uivam, de Aquilino Ribeiro, publicado em 1958. A obra reúne quatro estórias que poderiam ser outros tantos guiões cinematográficos - são narrativas muito visuais, apresentadas em forma de um (quase) diário. “Story teller”, Onésimo gosta de contar histórias com princípio, meio e fim, escrevendo-as com engenho e arte. E isto num tempo em que os mandarins da lusa literatura querem-nos fazer crer que isto de cronicar e escrever “short stories” é coisa de somenos importância. Já se sabe: o que hoje está a dar é uma literatura da desconstrução, do indizível, da não-história eivada de coisas vagas, difusas e indefinidas, segundo o modelo de António Lobo Antunes, que, nesta matéria, vai fazendo escola junto de uma nova geração de plu-

mitivos que ostentam flores hermenêuticas e brincos semióticos… Quando os bobos uivam é a prova provada de que é completamente falso esse mito que se instalou na cabeça de muitas e desvairadas gentes e que assim reza: quem escreve difícil é que é profundo. Nada de mais errado. No livro em apreço, Onésimo, que para cada narrativa se disfarça na pele de outros (e assim baralha deliberadamente os dados), abriu a sua caixa de Pandora e de lá retirou uma série de histórias pessoais que são, afinal, a sua melhor fonte para a ficção. Aliás, ele tem feito da experiência da sua vida vivida uma experiência de arte: “A arte, muitas vezes, não vai além de uma pálida imagem do que a vida é capaz de inventar”, escreve na página 198, o que diz muito da exegese onesiminiana. Pouco dado a simplificações e a verdades absolutas, Onésimo, que há quatro décadas vive em terras americanas, lança, neste livro, olhares lúcidos e desassombrados sobre a experiencia da diáspora, a identidade e a assimilação de duas culturas diferentes. E isto sem nunca perder de vista o leitor, com quem vai dialogando. De forma omnisciente e autodiegética. Aqui se cruzam histórias, citações, memórias, peripécias, revisitações, referências, acontecimentos e mundividências – em histórias bem urdidas e carpinteiradas que se leem com infinito prazer. (Embora me custe, não ouso levantar, nesta recensão, nenhum fio da meada, já que o meu propósito é o de aguçar a curiosidade do leitor). Um outro aspeto caracteriza este açoriano do mundo: “a suprema disponibilidade para servir os outros” (pág. 87). Como todos os escritores, Onésimo escre-

Esta é a Maré Cheia, a única página de artes e letras, que, consistentemente, tem o seu espaço num jornal de língua portuguesa em terras norte-americanas. Todas as edições tentam refletir a discussão das artes das comunidades e da nossa terra. Um diálogo constante entre os vários criadores, críticos, analistas e agente culturais em ambos os lados do atlântico. Esta edição não foge à regra. Temos dois textos. Um do poeta Victor Rui Dores sobre o mais recente livro de um dos melhores cronistas e contador de histórias da língua portuguesa, Onésimo Teotónio Almeida, cujo livro estou a ler, e é tudo o que o poeta Victor Rui Dores diz na sua ótima recensão. É o Onésimo, no seu melhor. Mais um grande livro deste verdadeiro intelectual. Comprem-no e leiam-no. O segundo texto é de outro amigo, o poeta Álamo Oliveira sobre um casal bastante paradigmático nas nossas vivências açorianas, além arquipélago, os meus queridíssimos amigos, Hélio e Maria das Dores Beirão. Um texto que foi publicado no suplemento de artes e letras que Vamberto Freitas e Álamo Oliveira coordenam nos Açores. Um texto cheio de ternura, como só o Álamo sabe escrever. abraços, com votos da continuação de um bom fim de verão,

vinho da Califórnia se aquieta no silêncio das adegas, o Casal Beirão gere a sua açorianidade sob a bênção do Espírito Santo, que mora em casa própria no espaço que

é deles, com direito a festa solene num prezamento de fé e de saudade. A função rescende aos cuidados postos na confeção da sopa, do cozido e da alcatra. O Hélio é

um excelente «maître de cuisine», embora prefira ser apenas bom cozinheiro. E é. O Casal Beirão está no Vale de Napa como a nossa melhor reserva de açorianidade – um vinho que mantém a autenticidade de uma casta enformada pela solidariedade e pelo jeito muito especial de distribuir afetos. É impossível não guardar o seu sorriso. Rever agora o Casal Beirão é reencontrar a amizade em estado puro; sentir como a humildade é a estrutura do talento; provar como o amor se alimenta da partilha. Rever o Casal Beirão é também uma forma de lembrar uma poesia adoçada com «beijos de abelha» e ouvir uma música de sons transparentes como fios de água. Independentemente das propostas de leitura que este suplemento hoje apresenta, aceitem esta sugestão: leiam a poesia da Maria das Dores; ouçam a viola nas mãos do Hélio Beirão.

diniz ve para lutar contra o esquecimento. E este é um livro imperdível, rico de espessura evocativa e escrito com os olhos da memória.

BEIRÃO

Q

uando conheci o Casal Beirão aconteceu um caso de amor à primeira vista. Foi uma apresentação sumária que precedeu um serão cultural onde Maria das Dores disse poemas de sua autoria, acompanhada pelo Hélio com a sua «viola da terra» (a da Terceira). É óbvio que o talento dos dois me fascinou. Desde então, nunca mais quis perder os encontros que o acaso me proporcionou tanto na Califórnia como nos Açores. Num desses encontros, a Maria das Dores apresentou o seu primeiro livro de poesia e o Hélio um Cd com interpretações singulares de música tradicional terceirense e composições do próprio. O livro e o Cd são estimáveis. E quem conhece este Casal dificilmente separa a poesia da música. Há o casamento perfeito entre a palavra e o som, embora só se encontrem unidos pela alma da geminação. Em pleno coração do Vale de Napa, onde o

Álamo Oliveira


Uma nova maneira de ver as Touradas da Terceira O Hugo Salvador juntamente com o seu colega Luís Carneiro criaram um projecto inovador e completamente pioneiro relacionado com as touradas à corda. Estes dois joveens são da Ilha Terceira e criaram um site, www.azoreantraditionalshow.com onde colocam filmagens das touradas à corda completas. Utilizando várias câmaras filmam todo o arraial e depois o utilizador do site de uma forma gratuita pode ver as touradas e escolher que câmara quer acompanhar o touro a cada momento ou optar em determinado momento ver todas ao mesmo

tempo. Sendo um projeto unico e completamente diferenciador será do agrado de todos os emigrantes, muito em especial os aficionados à tourada à corda e também servirá para que possamos ver as nossas freguesias de diferentes ângulos. No seu site pode-se ler a apresentação a esta nova maneira de encurtar distâncias:

Azorean Traditional Show é uma marca criada pela empresa Ideias Globais Lda. Através deste novo projeto, foi desenvolvida uma plataforma online que tem como objetivo divulgar e promover a Cultura Açoriana. Foi dada prioridade às transmissões das touradas à corda da Ilha Terceira, cobrindo todo o arraial e intervenientes destes espetáculos. Esta plataforma irá conter uma extensa base de dados de vídeos onde o utilizador será o próprio realizador das filmagens, podendo escolher, graças às câmaras sincronizadas temporalmente ao longo de todo o arraial, qual a zona que pretende visualizar em cada momento. O utilizador poderá visualizar as imagens em mosaico, onde aparecerão as imagens de cada câmara ou se o preferirem, poderão selecionar apenas uma das câmaras ao clicar sobre a sua respetiva imagem na lateral direita. A visualização dos vídeos desta plataforma são gratuitos, veja e reveja as vezes que entender. Aproveite e boas touradas.

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Também podem segui-los através do facebook em: https://www.facebook.com/azoreantraditionalshow Nota: Quanto mais rápida for a sua internet, melhor poderá disfrutar das touradas.

Se conhece alguém que está procurando comprar ou vender casa nós gostaríamos de ter a oportunidade de ajudá-lo a atingir os seus objectivos imobiliários.


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COMUNIDADE

1 de Setembro de 2013

Os Fadalistas de novo na California

Depois do recente sucesso eis que regressam à California os Fadalistas. A sua estreia será a 27 de Setembro no Salão da Azores Band of Escalon. A não perder.

Diga-se o que se disser... As melhores panorâmicas dos Açores são de José Enes Tel. 562-802-0011


Ao toque de caixa

U

ma vez que outra bato de frente, com pessoas que não concordam com o acordo ortográfico, entre os países que falam Português. E então uma das razões de certos indivíduos não concordarem é que não querem ser brasileiros. Eu não quero desencadear aqui uma guerra. O que é certo, é que não troco alguns amigos brasileiros que eu tenho, por certos portugueses que eu conheço e vice versa. Há gente boa e má em todo o lado. As nacionalidades nada têm a ver com o carácter de cada um. Já disse, várias vezes, que concordava que os países que falam e têm como língua oficial o Português, terão que acordar a maneira como escrever, para que a língua seja unificada. Um dia em conversa com o meu filho sobre este assunto, ele me disse que qualquer país no mundo que fala Português, é uma ilha. Eu fiquei sem perceber o que ele quis dizer com isso. Mas, depois da sua explicação, compreendi que tinha razão: não há país nenhum no mundo onde o Português se fala, que tenha fronteira com outro país que fale a mesma

língua. Ora, vejamos o caso do Brasil. Na América do Sul há 12 países independentes. O Brasil faz fronteira com a maioria menos com o Chile e o Equador – e não aceita nenhum manual de instruções, a não ser que venha impresso em Português. Pode vir em Inglês e Português, porém em Espanhol, não! Dos 12 países da América do sul, só há 3 que não têm como língua oficial o Espanhol ou Castelhano, como lhe queiram chamar. A Guiana Francesa que, como o nome indica, a língua oficial é o Francês; o Suriname, antiga Guiana Holandesa, cuja língua oficial é o Holandês e o Brasil que como nós sabemos, a língua oficial é o Português. Devido à potencia económica em que o Brasil se está a tornar, alguns habitantes desses outros países que são vizinhos, estão a aprender Português. Vocês já pensaram a confusão que não será se os portuguese teimarem em escrever catorze e os brasileiros quatorze, uns escreverem peugada e outros pegada. Os senhores catedráticos terão que fazer uma revisão total à nossa língua e ao nosso dicionário para que não se encontre por exemplo: planejar,

o mesmo que planear, envesso, o mesmo que avesso. Ora bolas para isso! Afinal é avesso ou envesso? Mas que mixórdia é essa? Que está tudo do avesso hoje em dia, sei eu. Todavia, não será já

tempo de por a nossa língua às direitas, de uma vez por todas? A palavra “sopas” por exemplo, vem do alemão, “saupa”. Não sei como desapareceu o “a” em Português e apareceu o “o”. No entanto, conheço imensa gente da ilha do Pico que escreve “soupas”, em vez de sopas. Será que foi alguma colónia de alemães para o Pico? De qualquer maneira, penso que é tempo de acabar com, “os mesmos que”... (como sempre explica o dicionário), e haver uma maneira única de es-

Apontamentos da Diáspora

Caetano Valadão Serpa v.serpa@verizon.net

A

bordo do um avião da Alitalia, em trânsito do Rio de Janeiro para Roma, depois da bem sucedida jornada mundial da juventude católica promovida pelo bispo de Roma, Francisco I encontrou disponibilidade para dialogar com os meios de comunicação e fazer uma das afirmações mais arrojadas por qualquer responsável máximo da Igreja Católica até agora: quem sou eu para julgar! Julgar foi sempre e ainda é uma das prerrogativas mais marcantes da igreja, dos papas, dos bispos e do clero em geral, usurpando com frequência o lugar da divindade que não lhes compete no mistério da relação entre a pessoa humana e Deus, sobretudo a nível da consciência individual e responsabilidade pessoal. Estes excessos de zelo constituem um longo espólio da história do cristianismo, sobretudo no mundo católico. A igreja, uma vez com liberdade de culto, após dois séculos de perseguição, depressa se envolveu e aceitou a teocracia do império romano, julgando e condenando, anatematizando e excomungando quem dela descordasse, criando até um sistema penal dos mais cruéis com tortura e penas de morte e condenações em chamas de fogo perpétuo mesmo para depois da morte. Quem sou eu para julgar, pelo recém eleito sucessor de Pedro parece pôr um ponto final ou, pelo menos, dar inicio a uma reflexão muito séria sobre os abusos de poder da hierarquia eclesiástica. Isto não foi dito por um eclesiástico qualquer, cardeal, patriarca, arcebispo, cónego etc. Veio da boca do único homem sobre a face da Terra que é considerado infalível, quando fala ex cate-

dra de fé e costumes. Sabemos que não foi numa ocasião tão formal como aquelas em que são definidos dogmas, isto é, verdades que é preciso aceitar sob pena de heresia. Foi abordo de um avião numa entrevista com jornalistas sobre diversos assuntos entre os quais o da homossexualidade. O assunto é muito sério e atual. Um dos mais quentes e polémicos do agora do mundo ocidental onde se expandiu o cristianismo depois de escorraçado do Médio Oriente pelo avanço muçulmano do século VIII. Todo o mundo sabe que a homossexualidade existe, e a questão é se será intrinsecamente má, mesmo pecaminosa, ou outra expressão da natureza humana, menos conhecida e discutida, embora inadmissível por muita gente? Ou poderá, pelo menos, admitir-se como algo natural que nos acontece sem o nosso consentimento como o próprio nascimento e a progenitura; ninguém escolhe o pai e a mãe, nem mesmo o sexo, nem tão pouco o próprio nome e o lugar de nascimento?! Já lá vão os tempos em que falar de homossexualidade era tabu, assunto encapotado e proibido, vergonha da espécie. Conheci um/a jovem que até à pré-adolescência foi considerado rapaz, quando então um exame médico revelou que tinha nascido com órgãos sexuais externos masculinos, pénis e testículos, e internos, femininos, ovários e útero. Produto do ocaso, erro ou aberração da natureza, maldição divina ou simplesmente exceção à regra normal e mais comum?! Portanto também natural! O que Francisco I disse quanto à homos-

COLABORAÇÃO

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Ao Sabor do Vento

José Raposo raposo5@comcast.net crever uma palavra. Penso que basta de exemplos. Se o brazileiro, ou brasileiro, diz “diferentche” e nós dizemos diferente, a escrita deverá ser a mesma. Os habitantes do estado de Santa Catarina, no Brasil, têm um falar muito mais parecido com os açorianos do que os dos outros estados, principalmente o Nordeste. Nós sabemos perfeitamente que entre ilhas há sotaques diferentes e muitas vezes até, dentro da mesma ilha. Sei que haverá sempre alguém que vai teimar em escrever da maneira como aprendeu e não vai querer de forma alguma evoluir ou aceitar o acordo. Aconteceu que a discussão que eu tive foi com um distinto músico de uma das nossas filarmónicas. Então o Sr., dizia: -Eu não quero ser Brasileiro. Ao que eu respondia que ele não tinha que ser. Ele poderia falar à

moda da sua terra, mas escrever respeitando o acordo dos países de língua Portuguesa. Eu acho que esse acordo, sendo feito com cabeça, só vem beneficiar e enriquecer mais a nossa língua. Eu tentei dar um exemplo que, talvez não seja o mais acertado. Digo isto, porque não conheço uma letra de música. Mas que eu saiba, a letra de música é igual em todo o mundo. E nós poderemos ter dois músicos a executar as mesmas notas, um num trombone e outro num clarinete. As notas são as mesmas. A altura, a duração e a intensidade poderão ser iguais mas o timbre é diferente. Assim acontecerá numa escrita unificada. Uns poderão falar mais alto, alongaremse mais na palavra, ter mais ou menos intensidade, mas a escrita será a mesma. Independentemente da escrita, vai haver sempre quem pronuncie as palavras de uma maneira diferente, assim como há alguém que não consegue marchar ao toque da caixa...

"Quem sou eu para julgar" sexualidade é muito sério. Se ele se recusa a julgar quem o poderá fazer na Igreja Católica? Mas se os ensinamentos da igreja quiserem ser coerentes com esta afirmação algo terá de mudar na igreja, não só quanto à maneira de falar/pregar, mas também de agir! Francisco I é produto religioso da América Latina, doutrinariamente, conservadora, tradicional, milagreira, folclórica, como a religião católica em todos os continentes e regiões menos influenciadas pela reforma luterana; os Açores e Portugal são um bom exemplo desta religiosidade. Até agora, o maior esforço de reforma religiosa na América Latina foi o movimento da Teologia da Libertação, que João Paulo II e Bento XVI combateram com “esmero missionário”, considerando-o produto da ideologia marxista. Falar de justiça ou injustiça social é menos pacífico e rendoso que promover beatificações e canonizações, e mais arriscado para o mundo capitalista dos teres e haveres supérfluos à custa da pobreza de quem tem pouco ou

quase nada para matar a fome e cobrir o corpo. Todavia, ser da América Latina é viver num dos continentes muito próximo da pobreza e injustiça. Ainda bem que Francisco I, (primeiro, porque nunca houve um papa Francisco, e outros virão, estou certo, por apelo deste primeiro e inspiração do santo poeta de Assis!) parece amante da simplicidade e preocupado com a pobreza, não perdendo tempo a iniciar a reforma do modus vivendi do Vaticano, começando por si próprio, ao renunciar habitar no palácio pontifício, ao dispensar a cruz peitoral de ouro e ao dizer que se sente envergonhado com o luxo da Cúria Romana... Oxalá tenha energia e carisma para reformar a instituição mais avessa à mudança que conheço, e conheço-a bem, sim, talvez, demasiado bem.


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COMUNIDADE

1 de Setembro de 2013

Tribuna do Leitor

Ex. Sr. Director da Tribuna Portuguesa

É com imensa pena que li no seu jornal a maneira que o Sr. Padre Eduino Silveira foi tratado pela pessoa que escreveu no seu jornal o artigo àcerca da Festa do Espírito Santo de Monterey. O Sr. Padre Eduino tem feito muitas Coroações em grande parte da California, sendo sempre bem recebido e nunca mal tratado como desta vez, tendo a pessoa que escreveu não tendo sido capaz de assinar o seu nome. Até dizendo que paradas não são coroações, já sabíamos disso há muito tempo, não necessitamos de lições de português. Sr. Padre Eduino já faz esta Coroação do Divino Espirito Santo e da Nossa Senhora de Fátima há vinte anos tendo sido respeitado e nunca tratado por Eduino Silveira, coroando a Rainha e o aspecto parcial da missa campal, é tão bom saber respeitar para que possa ser respeitado. Bem haja quem pode falar bem dos outros para que possa manter a sua consciência limpa. Agradecia que esta carta fosse publicada no seu jornal, desde já o meu agradecimento. Dorothy Fagundes Pacific Grove Exmo Sr. Director Como leitor assíduo da Tribuna, venho por este meio manifestar a minha indignação por um artigo publicado neste jornal falando àcerca da Festa do Divino Espírito

Santo em Monterey e atacando o Sr. Padre Eduíno Silveira de uma maneira rude e ofensiva e não tendo coragem de se identificar. A propósito quero dar a saber a este senhor que a comunidade portuguesa que aqui vive, embora pequena, sabe distinguir uma parada de uma coroação ao Divino Espírito Santo. Em Portugal há um ditado que diz que os cães ladram e a caravana passa, ignorando a má lingua e estupidez para não dizer cobardia. Se possivel agradecia que esta carta fosse publicada. Respeitosamente José António Ribeiro Seaside

Nota do Editor: Não calculam a alegria que sentimos quando recebemos cartas dos nossos leitores, sejam elas a criticar, a louvar ou a dar ideias. Estas cartas são e deveriam ser sempre uma peça importante do Tribuna. Sentimos pena que outras pessoas não nos escrevam a dar a sua opinião sobre o jornal, sobre acontecimentos comunitários ou tantos outros. A nossa comunidade precisa de dizer o que pensa sobre a nossa vivência na California. Podem ser cartas simples, podem ser cartas falando sobre tanta gente boa que nos rodeiam e que às vezes nem sequer notamos, se não for ajudado por todos vós.

Estas duas cartas trouxeram um assunto sobre um caso recente, que foi um caso num dia e que já passou à historia. Todos nós sabemos que há dias que somos mais abertos naquilo que dizemos, e há outros dias que as coisas não saiem como queremos. Conhecemos Eduino Silveira, um padre já com muitos anos entre a nossa comunidade e que sempre a serviu exemplarmente. Por respeito aos homens e às mulheres e mesmo aos não crentes, não vou repetir as palavras ipsi verbis pronunciadas nalguns poucos segundos do sermão numa Missa Campal muita bonita, num dos lugares mais encantadores da California. Acredito piamente que o que foi dito não representa o pensamento desse padre, muito em especial agora que temos um Papa com uma abertura às pessoas e tão elogiado por todo o mundo. Tal como escrevi, há momentos esquisitos na nossa vida e que, sem nos apercebermos usamos palavras e termos não adequados ao mundo cristão e ao mundo comunitário. Deixámos aquela nota no jornal precisamente para que aprendamos a evitar estes casos, até porque a nossa língua portuguesa que é tanto rica, pode de vez em quando pregar-nos alguns sustos e ser traiçoeira. Todos nós temos um dia, uns minutos da nossa vida para esquecer. Ainda outro dia, Cavaco Silva, Presidente da Republica, fez um discurso no Dia de Portugal muito infeliz e que foi recriminado por centenas e centenas de pessoas. Estas coisas acontecem, mas é preciso evitá-las. Está estudado científicamente que depois de 10/12 minutos a ouvirmos alguém falar, há um certo clique no nosso célebro que faz com prestemos menos atenção a partir

daí ao que se diz à nossa volta. Acredito que nem todos naquela missa prestaram a devida atenção ao assunto em questão. No fim da Missa fomos abordados por várias pessoas que nos perguntaram se tínhamos ouvido o sermão, porque acharam alguns conceitos um tanto ou quanto fora de contexto naquela missa. Já agora devo recordar que todas as fotografias de festas e todos as notas não assinadas são da nossa inteira responsabilidade, como director deste jornal. Também gostaríamos de dizer que este jornal tem uma característica humanista, tal como muita outra imprensa mundial, o que quer dizer em termos simples, que damos primazia aos nomes próprios das pessoas, ao valor dessas pessoas, não aos seus títulos académicos ou profissionais que possam ter e que só os beneficia a eles e à nossa comunidade e de que sentimos muito orgulho. Em relação ao que escrevemos no jornal da quinzena passada, poderia-se aplicar este inteligente pensamento de Santo Agostinho: "Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam, porque me corrompem". Agradeçemos reconhecidamente a estes dois assinantes terem expresso a sua opinião. Assim se faz comunidade. E já agora, escrevam sempre. Serão sempre benvindos às nossas/vossas páginas.


Amizade Verdadeira

A

amizade verdadeira - A amizade quando realmente é verdadeira, nasce, mantem-se e perpetua-se durantes anos, diria mesmo para toda a vida. A amizade significa sentimentos de quem é Amigo. Há dias recebemos na nossa casa a Catarina, que vive noutro Estado, para passar alguns dias na nossa companhia e conhecer uma parte, muito reduzida, de algumas (poucas) cidades deste fabuloso Estado. A amizade entre ela e a minha mulher iniciou-se há mais de 50 anos, quando frequentaram o Liceu de Angra, e manteve-se por todo este tempo, com a sua consolidação agora com a sua visita. Confesso que nunca tinha conversado com ela pessoalmente, mas a sua personalidade, a sua abertura de comunicação, a sua simplicidade, a sua vasta cultura intelectual, fez-me sentir incluído na amizade a que me refiro. A nossa amizade agora a 3, fez-nos passar serões noturnos que se prolongaram até de madrugada, com o transmitir de ocorrências verificadas e vividas nas vidas das 2 amigas, com a auscultação, observação e atenção da minha parte. Ocorrências positivas umas, negativas outras, mas que a amizade ajuda a manter as positivas e esquecer as negativas, pelo menos temporáriamente. Depois de trocadas diversas confidências entre ambas, é chegado o momento de levá-la a conhecer alguns pontos turísticos, não muito distantes da cidade de San José. Um passeio noturno a Santana Row, espaço muito atraente e elegante, com um jantar muito apetitoso à mistura. No dia seguinte rumámos até à cidade de Los Ga-

tos, muito apreciada pela nossa convidada. Uma visita à cidade de San Francisco era imprescindível, sem esquecer a maior rua mais torta do mundo, a que os portugueses chamam-na as Sete Ladeiras, localizada na Lombard Street, e a passagem obrigatória na ponte Golden Gate, com o nosso destino até à cidade de Sausalito, também muito elogiada pela nossa Amiga. Outro dia, outro destino, desta vez às cidades de Carmel e Monterey. O último dia foi passado na cidade de San José, visitando lugares e edifícios de interesse turístico, incluindo a Igreja Nacional das Cinco Chagas, exteriormente. Não se entende por que motivo não é possível uma visita interior, durante o dia, a uma igreja que tanto nos orgulha e dignifica como portugueses? Depois percorremos e visitámos, também exteriormente, as nossas Sociedades, I.E.S. (Irmandade do Espírito Santo), P.A.C. (Portuguese Athletic Club), Sociedade Filármónica de San José, Sociedade Filarmónica Nova Aliança, Sociedade União Popular e finalmente a Sociedade Aliança Jorgense. Quando terminámos a visita exterior a estas Organizações ou Sociedades, fui confrontado com a seguinte pergunta: “Por quê tantas Sociedades e tão próximas umas das outras?” É uma resposta e um assunto que pretendo tornar público, um dia no futuro. Estou certo que a nossa amizade saíu reforçada e que só acabará quando deixarmos de existir, no fim das nossas vidas. Catarina, espero que quando a Tribuna Portuguesa chegar às tuas mãos, com este meu simples apontamento, te sintas tão fe-

Sabores da Vida

Quinzenalmente (nem sempre) convidaremos uma pessoa a dar-nos a receita do seu prato favorito, com uma condição que saibam cozinhá-lo. Carmen Wing

Pudim de Atum

Ingredientes: 3 lata de atum (ou 1 lata grande) 1 cebolas 4 dentes de alho 1/2 copo de azeite 1 lata de azeitonas verdes fatiadas 3 pãezinhos franceses leite integral (suficiente para amolecer o pão) 1 pimentão vermelho sal pimenta paprika 3 ovos cozidos (para a guarnição) salsa Preparação: Pré-aqueça forno a 350 graus. Refogar no azeite a cebola, o alho e o pimentão, picados em pedacinhos pequenos. Desfazer o pão no leite até fazer um mingau grosso. Misturar o pão o refogado, atum, azeitonas, salsa picada, sal e pimenta agosto. Rectificar os temperos. Fazer um "bolo" misturando tudo com muito Amor. Levar ao forno em forma untada de manteiga e deixar assar por cerca de 45 minutos ou até o bolo ficar seco e tostadinho por cima. Depois de cozido deixe esfriar. Deitar o pudim de atum de no meio de um prato grande. Decore com a sala verde, fatias de tomate e ovos cozidos.

COLABORAÇÃO

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Uma Vez por Outra

Carlos A. Reis reis0816@aol.com

sem necessitar da ajuda do Governo Central. Será mesmo? O referido governante que até é terceirense mas, desde que assentou arraiais em Ponta Delgada, nunca mais se interessou pela ilha que o viu nascer e que o elegeu políticamente. “Ou será que santos de casa não fazem milagres”, importância do Monte Brasegundo o seu paracer? A imagem que se sil - A minha alusão ao Monte apresenta e oferece aos turistas que nos viBrasil não é de maneira nenhusitam e, é bom não esquecer, que o Pico ma no campo histórico, apesar das Cruzinhas é um ponto primordial a vide ser um entusiasta da História Universal sitar na cidade de Angra, não é positiva e e da História de Portugal. A minha interá que ser corrigida por quem tem essa tenção é descrever o Monte Brasil como responsabilidade. Ou será que o turismo é ponto turístico e de lazer, muito procurado palavra vã e não interessa à Terceira? por quase todos os angrenses, especialVoltando ao Monte Brasil e ao lazer que mente os residentes na freguesia da Sé, nos proporcionava, é de toda a conveniênbem mais perto do mesmo, e claro pelos cia não esquecer, que nos meses quentes turistas que nos visitam. O Monte Brasil do verão, ou seja durante os meses de juera usado para fazer grandes ou pequenas nho a agosto, aos sábados, as famílias precaminhadas a pé, com destino ao Farol, ao paravam o seu farnel para no dia seguinte Pico do Facho, à Vigia da Baleia, à Ermida de Santo António, à casa onde esteve rumarem ao Monte Brasil para procuraexilado o rei D.Afonso VI durante 7 anos, rem os lugares mais aprazíveis e frescos, aos lugares por onde andou e viveu anos sob as enormes e frondosas árvores, que Reinaldo Frederico Gungunhana, ex-rei existiam nos lugares pretendidos. A mide Gaza, Moçambique e os seu filhos An- nha família instalava-se normalmente ao tónio Godide e Roberto Zixaxa, a cratera lado da Ermida de Santo António. Era aí extinta do vulcão local onde se realizavam que se reuniam todos os vizinhos e amias touradas à corda, bem do gosto e en- gos. A nossa refeição era constituída por tusiasmo dos terceirenses, e finalmente o chicharros fritos, pão de milho, batata da Pico das Cruzinhas, com uma vista impo- terra cozida, ovos cozidos e uma boa pinnente e única sobre a cidade de Angra, Sil- ga do nosso vinho de cheiro, que naqule veira e parte da freguesia de São Mateus. tempo era muito bom, e como sobremesa, Normalmente quando regresso à minha a saborosa e sempre fresca melancia. Esilha, visito este monumento para disfru- tendia-se no chão um cobertor de tamanho tar da vista panorâmica e recordar bons considerável onde era servida a refeição. e felizes momentos que passei na ilha e, Finda esta, depois de tudo arrumado e limparticularmente no Monte Brasil. Não se po, o referido cobertor servia-nos de cama compreende como têm sido desprezadas e para relaxar, dormir um bom sono e para pouco cuidadas a pintura e a limpeza do criar forças físicas para os trabalhos que Pico das Cruzinhas! Naturalmente que iriam ser retomados no dia seguinte, dia não é por falta de fundos porque o Vice- de trabalho. Sentíamo-nos felizes com tão Presidente da Região diz que o Governo pouco. Regional está bem de saúde financeira, Até breve! liz após a leitura do mesmo e que sintas, uma vez mais, que valeu a pena a tua deslocação à Califórnia e ao nosso convívio, pois este é também o nosso sentimento, com uma amizade do tamanho do mundo.

A

COMUNICADO O Consulado-Geral de Portugal em São Francisco apresenta os seus melhores cumprimentos aos órgãos de Comunicação Social Portuguesana Califórnia e tem a honra de informar que, à semelhança dos anos anteriores, a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas vai organizar mais uma edição do Programa “Portugal no Coração”, como objectivo de trazer a Portugal cidadãos portugueses com mais de 65 anos de idade, residentes fora da Europa e que, por razões de ordem económica, não visitem o nosso país há mais de 20 anos. O programa decorrerá este ano entre 21 e 30 de Outubro e contemplará até ao máxi-

mo de 15 participantes. As candidaturas terão que dar entrada no Consulado-Geral antes do próximo dia 16 de Setembro. Os interessados podem solicitar as fichas de candidatura junto do Consulado-Geral (3298 Washington Street, San Francisco, CA 94115) ou através dos telefones (415) 346-3400, extensão 200 /204, do fax (415)346-1440 ou ainda através do endereço electrónico: congenportugal@cgsfr.dgaccp.pt São Francisco, 19 de Agosto de 2013.

Noite Regional em Hilmar Com o fim de angariar fundos para a gravação de um CD com o Grupo Musical AMIGOS, NA SAUDADE, realiza-se na Casa dos Açores em Hilmar um serão de musica ligeira, desgarradas, cantigas ao desafio. Haverá arrematações também. O serão começa à 7 horas no dia 14 de Setembro de 2013. O Grupo Musical AMIGOS, DA SAUDADE é composto pelos seguintes artistas: - Isalino dos Santos - António Isidro Cardoso - Dimas Toledo - Luís Garcia - Sam Lino

- Adelino Toledo - Tony Correia - Marylou Lawrence

A Comunidade Portuguesa é cordialmente convidada a participar neste evento.

TODOS SÃO BEM-VINDOS


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DESPORTO

1 de Setembro de 2013

LIGA ZON SAGRES Sporting em primeiro lugar

www.lpfp.pt

O começo fulgurante de um jovem Sporting

Liga Zon Sagres 1Sporting 2FC Porto 3Rio Ave 4Estoril 5SC Braga 6V. Guimarães 7Gil Vicente 8Benfica 9Olhanense 10Marítimo 11Nacional 12P. Ferreira 13Belenenses 14V. Setúbal 15Arouca 16Académica

Liga 2

1Moreirense 2Penafiel 3Porto B 4Chaves 5Atlético 6Leixões 7União 8Covilhã 9Braga B 10Sporting B 11Tondela 12Benfica B 13Aves 14Portimonense 15Marítimo B 16Académico 17Trofense 18Beira-Mar 19Feirense 20Farense 21Santa Clara 22Oliveirense

J 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2

V 2 2 2 2 2 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0

E 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0

P 6 6 6 6 6 4 3 3 3 3 1 0 0 0 0 0

J 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 3 3

V 3 3 3 3 2 2 2 2 2 2 2 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0

E 1 1 1 0 2 1 1 0 0 0 0 2 2 1 1 1 2 2 2 2 1 1

P 10 10 10 9 8 7 7 6 6 6 6 5 5 4 4 4 2 2 2 2 1 1

Fundação: 1906 Alcunha: Leões Palmarés nas competições da UEFA (finalista vencido entre parênteses) • Taça UEFA: (2005) • Taça dos Vencedores das Taças: 1964 História • Inspirado pela aristocracia lisboeta, tal como José Holtreman Roquette (conhecido como José de Alvalade por ser neto do Visconde de Alvalade), o clube foi fundado com uma enorme ambição: "Queremos que este seja um grande clube, tão grande como os maiores da Europa." Provisoriamente conhecido como Campo Grande Sporting Club, a equipa lisboeta adoptou o nome actual no dia 1 de Julho de 1906. • O Sporting venceu o primeiro título português em

1922/23 e afirmou-se como um dos grandes nas décadas de 1940 e 1950, período em que conquistou dez campeonatos e 13 Taças de Portugal. A linha ofensiva formada por Fernando Peyroteo, José Travassos, Jesus Correia, Manuel Vasques e Albano Pereira ficou conhecida como "Os Cinco Violinos" e, nos últimos anos, os "leões" têm-se especializado em formar extremos de grande nível como Paulo Futre, Luís Figo, Ricardo Quaresma, Simão, Nani e Cristiano Ronaldo. • Com um registo nacional tão impressionante frente aos rivais Benfica e do FC Porto, o Sporting foi uma das 16 equipas convidadas a participar na primeira edição da Taça dos Campeões Europeus. E o primeiro jogo da prova foi disputado no Estádio Nacional, em Lisboa, com João Martins a tornar-se no autor do primeiro golo da

competição, durante o empate (3-3) com o FK Partizan. • O primeiro troféu europeu foi alcançado na Taça dos Vencedores das Taças de 1964, com um triunfo, por 1-0, sobre o MTK Budapest, no jogo de repetição. João Morais foi o autor do golo solitário, obtido na transformação de um canto directo. Antes do duelo decisivo, o Sporting bateu os cipriotas do APOEL FC por 16-1, resultado que é, até hoje, um recorde das competições europeias. • Um período de 18 anos sem qualquer título acabou em 1999/2000, com o Sporting a voltar a conquistar o campeonato, e a Taça de Portugal, em 2001/02. No dia 6 de Agosto de 2003, o renovado Estádio José Alvalade foi inaugurado - o clube tinhase mudado do Estádio do Lu-

miar para o novo recinto em 1957 - e, dois anos depois, o Sporting atingiu a final da Taça UEFA, que seria disputado no seu próprio recinto. No entanto, os "leões" perderam, por 3-1, com o PFC CSKA Moskva. Recordes do clube Mais jogos disputados: Vítor Damas (743) Mais golos marcados: Fernando Peyroteo (694) Vitória mais folgada: Sporting 21-0 SC Mindelense (Taça de Portugal, 23 de Maio de 1971) Derrota mais pesada: FC Bayern München 7-1 Sporting (UEFA Champions League, 10 de Março de 2009)


COLABORAÇÃO

Lançamento do livro "Os Meus Versos" na Ilha do Pico

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esloquei-me esta quarta-feira, dia 14 de agosto, à ilha do Pico, mais precisamente à Silveira, nas Lajes, para participar no lançamento do livro “Os Meus Versos”, do autor José Pereira Mancebo, mais conhecido por José Cavalheiro, que decorreu no lindo Salão da Silveira (Centro Social, Cultural e Recre-

ativo da Silveira) pelas 21h00m. “Os Meus Versos” foi publicado em 2012, pela minha Editora (Turiscon), contém 444 páginas e muitos versos. Foi lançado na Casa dos Açores de Lisboa no dia 22 de junho do mesmo ano, numa cerimónia muito sentida e participada, que encheu o salão principal da instituição açoriana na capital portuguesa.

O autor, José Cavalheiro, demonstra no seu livro, e nos seus versos, um amor e carinho indiscritível à ilha do Pico, sua terra natal. No lançamento em Lisboa, conversando com o seu amigo Manuel Eduardo, o autor descartou a possibilidade de retornar à ilha montanha, atendendo ao seu estado de doença que o prende a uma cadeira de rodas. Mais tarde repensou e com o acompanhamento especial de duas pessoas decidiu aceitar o convite do amigo. Manuel Eduardo Vieira ficou muito feliz e, para além de ter ajudado toda a edição do livro, patrocinou toda a deslocação do amigo para estar presente no lançamento do seu livro no Salão da Silveira. A cerimónia de lançamento foi integrada na Festa da Mãe de Deus, que se celebra na Silveira no feriado de 15 de agosto. O evento, dirigido magistralmente por Tomás Orlando, começou com a atuação da Filarmónica Liberdade Lajense, comandada pelo seu maestro António Bettencourt. A Mesa de Honra era composta por Tomás Orlando Cardoso, presidente da Assembleia Geral do Salão, Cláudio Lopes, presidente da Assembleia Municipal, Roberto Silva, presidente da Câmara Municipal, Manuel Eduardo Vieira, patrocinador, Ricardo Vieira apresentador

Por Terras da California Liduino Borba

geral@liduinoborba.com

do livro, Rui Pereira, presidente da direção do Salão, José Cavalheiro, autor do livro, e por mim, na qualidade de editor. Tomás Orlando foi introduzindo os artistas e oradores com um texto onde incluiu alguns versos sabiamente escolhidos para o momento. Depois da atuação da Filarmónica, usou da palavra o Dr. Ricardo Vieira que, com muita criação, apresentou o livro. Seguiu-se as intervenções do Eng.º Cláudio Lopes e do Eng.º Roberto Silva, tendo-me ser dada a palavra a seguir para dissertar sobre a edição do livro. Por último, o momento tão aguardado, a intervenção do autor, que sobe agradecer a todos quantos contribuíram para tão emotiva festa e expressar o apego à localidade que o viu nascer. Seguiu-se a atuação divinal da Tuna do Salão, a que posteriormente se juntou o Grupo Coral

Is Senate Immigration Bill Better Than the Status Quo?

S

enate passage of immigration reform legislation, S 744, begs the question: Is it better than current law? Probably, but the answer could change.

migrants might never attain legal status — dooming us to repeat history. The amnesty legislation in 1986 offered a speedier and more direct path to legalization. Yet

while increasing transparency and public support. Instead, S 744 limits its role and places it in an inappropriate Homeland Security subagency with no research or

Applicants for Registered Provisional Immigrant status — the status afforded to qualifying unauthorized immigrants in S 744 — must pay processing fees and back federal taxes, as well as meet minimum income and employment tests, and then go to the back of the imaginary immigration “line.” The result? An estimated one-fourth to one-half of the 11 million unauthorized

da Igreja da Silveira que finalizaram com o Hino da Silveira. A sessão de autógrafos decorreu com a normalidade possível, na Mesa de Honra, com a colocação de um “carimbo” com a assinatura de José Pereira Mancebo, na impossibilidade deste movimentar os membros, acompanhada duma dedicatória feita pelos seus acompanhantes a “ordens” dele. No fundo da sala, em paralelo foi decorrendo o abundante beberete oferecido a todos os participantes. Na rua, em frente ao Salão, começava os famosos bailes de chamarritas, em grande ambiente de festa, que se prolongaram pela madrugada dentro. Todos parecem ter saído satisfeitos de mais uma grandiosa festa associada ao lançamento de mais um livro.

Daniel Costa similar jobs will double in size. The Senate apparently doesn’t care that wages have been flat and unemployment in double digits for years in these occupations. The tech sector’s lobbying firestorm — based on unsupportable claims about severe labor shortages in science, technology, engineering and math fields — paid off. S 744 nearly triples the troubled H-1B guest worker program without fixing its loopholes and abuses despite little evidence of a high-tech labor shortage. Most H-1B guest workers are employed in information technology jobs, where wages are stuck at 1990s levels and unemployment remains above pre-recession levels.

Parts of the bill do improve both the immigration system and the labor market. New rules limit abuses of internationally recruited workers, make union organizing easier and protect immigrants from employer retaliation. S 744 also prioritizes permanent immigrants with skills over family connections and creates a Bureau of Immigration and Labor Market Research that would make the system more data-driven. And regularizing unauthorized migrants would bring exploitable workers and their families out of the shadows, allowing them to assert their rights and bargain collectively. Both immigrants and Americans would benefit as wages rise, and law-abiding employers would no longer have to compete in a race to the bottom. But much more should have been achieved.

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it turned out to be too restrictive, leaving out 2 million to 3 million immigrants, who became the core of today’s unauthorized population. The new Bureau of Immigration and Labor Market Research should be an independent agency that can give Congress the information needed to adjust immigration levels to real-world economic conditions,

analytic expertise and that serves corporate clients. Too much of the bill is corporate giveaways, at the expense of wage growth and job opportunities for U.S. workers. A massive guest worker program will fill yearround jobs in lower-skilled occupations like housekeeping and landscaping, and a separate, existing seasonal program for

To the benefit of contractors and supplier firms, the bill wastefully spends $46 billion for more drones, equipment and manpower to further militarize the southern border. The additional 20,000 border patrol agents the bill mandates will have little to do since the net flow of unauthorized migrants from Mexico is already near zero and, because of Mexican demographic trends, is unlikely to increase significantly. Nota do editor: Daniel Costa é um jovem advogado, analista de emigração. Trabalha no EPI - Economic Policy Institut em Washington DC.


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COMUNIDADE

1 de Setembro de 2013

Margie Vieira lança livro Seeing Again: Through the Eyes “gift,” but Amanda is adamant to reveal the truth to Sam, even if it is painful. Will of a Child by Margie Vieira

she accomplish her life’s calling by opening Sam’s eyes to see the truth? Sam’s life enters a path of uncertainty. Will his fate lead him to die prematurely in a gang fight or will his life have a happy ending with his true love? The answers can be found in this intriguing story as Sam learns, “Everything happens for a reason.” This is some insight to the story:

About the Book A journey of immeasurable faith as well as believing in what cannot be seen or felt is at the heart of Seeing Again:Through the Eyes of a Child. This fascinating novel about clairvoyance delves into things we cannot see with our eyes, but know with certainty in our hearts. At age three, Sammy witnesseshis parents’ murder. Afterward, he meets his grandmother Amanda for the very first time when she adopts him. Sam did not ask for nor did he want his so-called

Amanda, the grandmother, meets her grandson in the police department. She adopts him and soon begins to notice that Sam has a gift to see in the moment and react to what is shown to him. Through out the years, Sam begins to see and believe that every individual that remains near him will be hurt or taken from his life. He decides he wants nothing to do with his gift and begins to create a barrier. Doubt becomes his companion. Amanda is in dire need to show Sam that what he believes to be true, is far from the truth. Sam and his friends go to a high school 'Winter Formal'. The light hearted atmosphere of the evening is soon overshadowed by a gang encounter. Emotional events: Love, Doubt, Faith, the feeling of betrayal, along with forgiveness drive this story line to a reality unforeseen. Come along on the roller coaster of life.

Escola Jorge de Sena começa em Setembro Jorge de Sena Portuguese Language School will start on Monday, September 16th at Our Lady of Assumption Hall in Turlock. Classes will be from 5:30 p.m. to 7:30 p.m. Children who are currently enrolled in Kindergarten through sixth grade are eligible to attend. We also offer an adult class for adults who want to learn how to speak Portuguese. If you are interested in enrolling your child (or an adult) in Portuguese language and cultural classes, you may pick up the registration forms at the Elim Elementary School Office. There is an $80 fee per student. Once classes are filled, names will be placed on a waiting list. Applications are due by Friday, September 6th, 2013. If you have any questions or would like an application e-mailed to you, please contact Maria Freitas at mfreitas@ hilmar.k12.ca.us or call (209) 632-7780. Please note that we will not be registering students on the first day of school.

A Escola Jorge de Sena de Língua e Cultura Portuguesa começará na segunda-feira, dia 16 de Setembro nos salões da Igreja de Nossa Senhora da Assunção em Turlock. As aulas tem inicio às 5:30 até às7:30 da noite. Crianças que estão matriculadas no Jardim de Infância até ao sexto ano podem participar. Se tiverem interessados em matricular o seu filho/filha nas aulas de Língua e Cultura Portuguesa, podem adquirir as formas de inscrição na oficina da Escola Elim em Hilmar. O custo é $80 por cada criança. Se a classe do seu filho/ filha tiver cheia, o nome de o seu filho/ filha será colocado numa lista de espera. As inscrições podem ser feitas até sextafeira, dia 6 de Setembro. Se tiverem alguma pergunta, podem contactar com Maria Freitas pelo número (209) 632-7780 ou email mfreitas@hilmar.k12.ca.us. Por favor lembrem-se que nós não estaremos registando os estudantes no primeiro dia de escola.

Youth America's Cup

Nota: Podem adquiri o livro através do Amazon.com

Novos CD's de artistas da Comunidade Portuguesa dos Estados Unidos Uma equipa de jovens de Cascais participa neste Red Bull Youth America's Cup com um catamaran de 45 pés. São 10 participantes e as corridas começam a 1 de Setembro e duram 4 dias. Vejam as corrida no Youtube.com


Portuguese Wine Country Weekend

Café Lucia has brought a little bit of Portugal to downtown Healdsburg with its Cozinha Nova Portuguesa (new Portuguese cuisine) since opening last December. Now, Café Lucia is presenting a Fado Night event on Sunday, October 6, 2013, at 7:00 p.m., at its very own Raven Theater. This is part of “Portuguese Wine Country Weekend” which includes Portuguese folk dancing at Raymond Burr Winery on Saturday. Fado (meaning “Fate” in Portuguese) is the national song style of Portugal and is loosely described as Portuguese Blues or Portuguese soul music. Fado Nights are very popular in the larger cities in Portugal. If you have traveled to Portugal or dined at Café Lucia, you have heard Fado music. Lucia Azevedo Fincher, who coowns Café Lucia with her brother, Chef Manuel Azevedo, has lived in Healdsburg for the past 20 years. Lucia has always been passionate about enrichment in schools, focusing primarily on fundraising during her many years as a PTO volunteer. Holding a community event that benefits music enrichment through the Healdsburg Education Foundation (HEF) is a way for Lucia to give back in a different capacity. Fado Night is an opportunity for the community to learn about the Portuguese culture while supporting local children’s music programs. Bring the entire family. Tickets are available at www. brownpapertickets.com or at Café Lucia, located at 235 Healdsburg Avenue, Suite 105, Healdsburg; telephone: 707 431-1113.

Portuguese Wine Country Weekend Join Café Lucia and Raymond Burr Vineyards the weekend of October 4th through 6th as they present traditional Portuguese

folk dancing, Fado music and wonderful Portuguese food, of course! At Raymond Burr Vineyards October 5th 11am-5pm Dia de São Martinho Come celebrate the Portuguese heritage of proprietor Robert Benevides and his Azorean friends. Complimen- tary wines and Azorean inspired food, $5.00 per person. Music provided by Filarmónica Recreio do Emigrante Português and Azorean folk dancing group Tempos de Outrora. Raymond Burr Vineyards is located at 8339 West Dry Creek Road, Healdsburg, CA 95448, 707-433-8559. For more information, go to www. raymondburrvineyards.com. At The Raven Theater October 6th, 7pm-9pm Fado Night Presented by Café Lucia David Garcia, Sandra Pinheiro Pacheco, and Sete Colinas will perform Fado. Proceeds will be donated to the Healdsburg Education Foundation, specifically to benefit music programs in schools. Tickets: $35 VIP, $25 General, $10 Under-18. Tickets at www. raventheater.org or http://cafeluciafado.bpt.me/ At Café Lucia October 4th to October 6th Café Lucia will be serving Carne de Porco à Alentejana (AlentejoStyle Pork and Clams) to complete the Portuguese Wine Country Weekend experience. Café Lucia is open daily for lunch and dinner and serves weekend brunch. For more information, go to www. cafelucia.net or call 707.431.1113.

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California’s 100th K of C State Deputy is Portuguese-American Timothy Carvalho Portuguese-American Timothy Carvalho is the 100th Knights of Columbus California State Deputy. The Knights of Columbus is the world’s largest Catholic, family, fraternal, service organization. In his message as State Deputy, Timothy Carvalho focused on Catholicism and Family. The Knights of Columbus councils “support seminarians, both financially and with much needed moral support [... and] locally, the knights support catholic schools by raising funds as well as teaching religious education classes, making necessary repairs to school facilities and tutoring.” He further writes that “our order is working hard to protect and restore solid, healthy family life. [...] It provides an arena in which husbands, wives and children can share among themselves in the context of friendship and of belonging with other like-minded Knights of Columbus families.” Carvalho concludes his message by showing his Portuguese devotion to “Our Lady of Fatima (Portuguese: Nossa Senhora de Fátima) is a title for the Virgin Mary due to her reputed apparitions to three shepherd children

at Fatima, Portugal om the thirteenth day of six consecutive months in 1917, beginning on May 13. The title of Our Lady of the Rosary is also used to refer to the same apparition (although it was first used in 1208 for the reputed apparition in the church

of Prouille), because the children related to the apparition called herself the “Lady of the Rosary.” It is also common to see a combination of titles, i.e., Our Lady of the Rosary of Fatima (Portuguese: Nossa Senhora do Rosário de Fátima). The significance of why I choose Our Lady of Fatima to be my Patron Saint this year is

that I am Portuguese 100% and she is the patroness of Portugal. Also there are many Portuguese in California and they will understand. In addition, the Supreme Knight just announced the Marian Prayer Program and it is the Immaculate Heart of Mary, which is the title she gave herself at the last apparition in Fatima.” The Knights of Columbus was founded in New Haven, Connecticut, in 1882 in the basement of St. Mary’s Catholic Church by Fr. Michael J. McGivney and a handful of Catholic laymen. The aim of the founder and those first members was to set up a parish-based lay organization that offered insurance benefits. Today, the Knights of Columbus has grown to 12,500 councils in the United States, Canada, Mexico, the Philippines, Puerto Rico, Cuba, the Dominican Republic, Panama, the Bahamas, the Virgin Islands, Guatemala, Guam, and Saipan. Membership is over 1.68 million dues-paying members plus their families, totaling about 5 million people. “Protecting Families for Generations” is a motto that captures the Knights’ adherence to the legacy of its founder and fidelity of his vision.

Chef Manuel Azevedo presents his cookbook at CSU Stanislaus Chef Manuel Azevedo of LaSalette Restaurant in Sonoma will be presenting his book at a reception on Saturday, September 28, 2013 at 6:00 p.m. at East Lake Ranch, located at 14011 East Avenue in Turlock, CA. Admission is free. Copies of the cookbook will be available for purchase. The California State University (CSU), Stanislaus Center for Portuguese Studies to pleased to announce a special presentation and reception with Chef Manuel Azevedo, owner and chef of Sonoma’s top-rated LaSalette Restaurant (2013 Bib Gourmand recipient), newly opened Café Lucia in Healdsburg, and author of the LaSalette Cookbook. The cookbook contains recipes from LaSalette’s exciting seasonal menus that encapsulate Chef Azevedo’s “Cozinha Nova Portuguesa” or new Portuguese cuisine, which celebrates the diverse flavors of Portugal while

promoting the use of fresh, local seasonal ingredients. LaSalette Cookbook provides readers with endless menu combinations to cook up and also includes a section devoted to recipes for Portuguese base flavorings to encourage home chefs to take their own experimental approach to cooking. The LaSalette Cookbook not only contains over 270 of Chef Azevedo’s extraordinary and original recipes presented through complete dishes in seasonal chapters., it also offers readers extensive information about Portuguese cuisine generally and each dish specifically, from historical stories to personal tales, through thoroughly researched sidebar-style texts and recipe introductions. The large book is replete with stunning photographs from Portuguese photographer Henrique Bagulho, with images accompanying each recipe that

will ensure the book will be as at home on the coffee table as on the kitchen counter. Manuel Azevedo took his passion for food and his birthplace and made it his life work. In 1998, he opened LaSalette Restaurant, appropriately named after his mother, serving “Cozinha Nova Portuguesa” dishes, and more recently published LaSalette Cookbook, the culmination of years of hard work and dedication to spread Cozinha Nova Portuguesa to foodies everywhere and promote the cause of Portuguese cuisine to as wide an audience as possible. For more information about the reception, contact Dr. Elmano Costa, Director, Center for Portuguese Studies at (209) 6673638 or ecosta@csustan.edu. More information about the CSU Stanislaus Center for Portuguese Studies can be found at www. csustan.edu/cps.

Immortalize a loved one in brick The Artesia DES has built a brick area at their Portuguese Hall. This fundraiser will assist it in paying off the new facilities. Donors can immortalize a loved one or their family by having a brick engraved in this new plaza in front of the hall near the bandstand. Each brick will cost $200 and the donation will go directly to pay off the debt on the new hall. Donors should make their dona-

tions as soon as possible to ensure a spot on the brick walkway. If you are interested please email John Martins at jcmartins14@ yahoo.com. John Martins can assist you with the wording if you are not sure what you want your brick to say. Members may put their membership number on their brick. This is meant to be a memorial dedicated to honor past and present members of Portuguese de-

scent and their families in the local community. This is only open to individuals and their families and no business names accepted. Artesia DES reserves the right to refuse any order that it feels does not meet these standards. Make checks payable to: Artesia DES Brick Fundraiser and send to Artesia DES at 11903 Ashworth Ave. Artesia, CA 90701 Contact John Martins at 562.818.1154 with any questions.


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TRIBUNA PORTUGUESA

1 de Setembro de 2013


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Sonhos of the Azores (1)

A

year ago last June, my niece, Cindy, and I took a trip to the Azores Islands. This two-week sojourn was an idyllic journey for us both. The Azores captured our hearts. We loved every minute of exploring the rustic and majestic Pico where my father had been born over 110 years ago. Our taxi driver, Maria drove us up to the halfway point on Pico mountain. It was there that the clouds shrouding the top revealed the glorious peak and light came shining down on us. I took it as a sign of my father’s approval that I should return to his beginnings. I sensed his presence so strongly that tears streamed down my face as I looked at that peak that he had once climbed so long ago. This special connection continued to be felt as we drove to various sites around the island. We stopped at the Regional Museum of Handcraft in Santo Amaro. It was there that we saw artifacts of the antique ways. Those very things were what I had encountered my first trip to Pico back in 1964: the beds with straw-filled mattresses, the alparcas or shoes fashioned out of tires, the straw hats that provided protection from the sun, the ovens built deep into the walls for baking, and, so much more were depicted through photographs and displays.

Memories came flooding back of mornings in 1964 when I was washing clothes by hand out by the water tanks and listening to the sounds of the roosters and the multitude of birds singing their melodious songs. The view of the ocean below and the sound of the fireworks above alerting whalers of the first siting of a whale were strong in my mind. Those were the days when whalers still earned their living by hunting those gigantic mammals. These were memories of times past that were now considered antique. Lunch one day last summer with cousins Maria and Manuel Serpa Madruga and their daughter Monica was a special time. It gave Cindy a glimpse of what every day life in the Pico of 2012 was like. Their lovely home was filled with all the modern conveniences that we here in America take for granted. The foods served by Maria were typical of Pico, linguíça, torresmos, and inhames. As if that wasn’t enough, Manuel had barbecued chicken to add to the already overflowing table. Hearty food and plenty of it seemed to be the motto of this family. Cindy in her delightful fashion charmed my cousins with her smile and openness. We continued our vacation by visiting the islands of Terceira and Sao Miguel. Tourada à corda at night brought both excitement and danger thanks to our taxi guide, Francisco. He happened to also be a bullfighter and an official overseeing the local tourada. We couldn’t have had a better guide. He found us safe perches from which to watch the night’s activities. He took us up on top of the bulls’ box pens so we could look down

at those angry animals awaiting their release. What a thrill! He brought us afterwards to a friend’s house to partake of a table full of their culinary creations. Everything was prepared so beautifully that we just stood there mesmerized, not knowing where to begin. Our visit to São Miguel was cut short because of an air traffic control strike that started in mainland Portugal. What was supposed to have been two full days of touring this island, ended up being only a day and a half. Our guide in São Miguel, Ricardo Amorim, owner of Amazing Tours, proved the accurate name of his company. In that mere one and a half days, he drove us up mountains, into valleys with waterfalls and lakes so incredibly beautiful. We visited the tea factory. Because it was Sunday and closed, Ri-

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Joann M. Flinn

cardo provided the full presentation on how tea was grown, how it was harvested, and the remarkable fact that black tea, green tea, and orange pekoe tea all come from the same plant. We visited a garden at Point Sossego, which means “peaceful point”, that was very manicured, full of flowers and overlooked the sea. Just one man takes care of this garden and treats it like it’s his own backyard. You could see the pride that he had when people visited and remarked on its beauty.

(to be continued)


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1 de Setembro de 2013

Santo António de Hanford

Rainha Pequena Kylee Ribeiro e aias Kelsi Ribeiro e Kasey Ribeiro

As Festas de Santo António de Hanford começaram no dia 26 de Julho com o leilão de gado e prosseguiram no dias 2 a 7 de Agosto. Na Sexta-feira, dia 2 houve Missa pelo sacerdote convidado, Daniel Avila, seguindo-se fados no Salão. No dia 3, bodo de leite como tradicional Pézinho e à noite apresentação das Rainhas e Oficiais e depois baile com Alcides Machado. No Domingo, depois do içar das bandeiras nacionais, a procissão seguiu desde o Fraternal Hall até à Igreja de Santa Brígida, onde foi rezada missa presidida por Daniel Ávila e coadjuvada por João Fontes Sousa, diácono naquela Paróquia. Depois

do regresso ao Salão a todos os presentes foi oferecido almoço de Santa Maria Steak. Durante a tarde houve arrematações e à noite novamente baile com Alcides Machado e apresentação das Rainhas e Grande Marcha. Na Segunda-feira. dia 5 de Agosto teve lugar a tradicional tourada à corda. A direcção da festa foi constituida pelos seguintes elementos: Joe e Luisa Pacheco - Presidente Tony e Diane Dias - Vice-Presidente Elizabeth e Paul Gracia - Tesoureira Maria Idalina e Steven Wildes Secretária. Esta festa começou em 1981.

Esquerda: Rainha Grande Zaria Pacheco e aias Kayla Sousa e Dezireah Perez


COMUNIDADE

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Joe e Luisa Pacheco (Pres.), Tony e Diane Dias (VP)

Rainhas do ano passado

Hanford tem uma área de 16.5 milhas quadradas (43 km2), uma população de 55,479 habitantes. Interessante verificar que tendo uma área mais pequena do que a Ilha Graciosa (64 km2) tem uma população quase igual à Terceira. Hanford é um importante centro comercial e cultural no centro sul do Vale de San Joaquin. Fica a 28 milhas a sudeste de Fresno e 18 milhas a oeste de Visalia. A área de Hanford foi habitada pelos índios Tachi Yokut durante milhares de anos antes da vinda dos euro-americanos. O nome Hanford vem de James Madison Hanford, um executivo dos Caminhos de

Ferro Southern Pacific Rairoad. O primeiro Correio foi instalado em 1887, e o primeiro Liceu abriu em 1892, com 14 alunos. 31,000 pessoas trabalham em serviços, 14, 400 em empregos governamentais, 6,400 na agricultura e 5,700 em fábricas. Tem um aeroporto municipal com uma pista de 1,577 metros. Tem dois hospitais, três clínicas, 91 médicos e 30 dentistas. Tem 15 escolas primárias, 3 Junior High Schools, 4 Liceus. Obrigatório uma visita ao Hanford Carnegie Museum e ao Kings Art Center.

Tem uma Cidade irmã no Japão - Setana, Hokkaido.


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1 de Setembro de 2013

Portuguese Tribune - September 1st 2013  

Portuguese Tribune - September 1st 2013

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