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QUINZENÁRIO INDEPENDENTE AO SERVIÇO DAS COMUNIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA

2 a Quinzena de Novembro de 2010 Ano XXXI - No. 1098 Modesto, California $1.50 / $40.00 Anual

Festa emHilmar

SATA

Hilmar

Quatro mosqueteiros com sangue português

Azores Express

Depois do sucesso da campanha de 2010, a SATA já anunciou que o primeiro voo de Oakland/Terceira terá lugar no dia 7 de Junho de 2011. A partir daí e todas as Terças-feiras até 27 de Setembro de 2011 teremos voos regulares. Os preços ainda não são conhecidos.

- a boa disposição reinava entre estes quatro sacerdotes

Congressistas eleitos Dennis Cardoza (Distrito 18, Democrata), Jim Costa (Distrito 20, Democrata), Devin Nunes (Distrito 21, Republicano) e Deputado Estadual David Valadão (Distrito 30, Republicano)

A Futura Igreja de Tracy O projecto engloba um Centro Recreativo, já construído, uma Escola com a capacidade para 600 alunos e uma Igreja com o nome de "Christ The King Roman Catholic Church". No centro recreativo com a capacidade para 1500 pessoas já se celebram quatro missas dominicais. O prosseguimento da obra depende de muitas contribuições futuras.

www.portuguesetribune.com

www.tribunaportuguesa.com portuguesetribune@sbcglobal.net


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SEGUNDA PÁGINA

15 de Novembro de 2010

Adelino Toledo EDITORIAL

Os Açores ali tão perto... Numa entrevista ao Diário Insular, de Angra do Heroísmo, o Cônsul dos EUA nos Açores, disse o seguinte: “Turismo açoriano devia virar-se para a América” sustentando que “existem nichos de mercado na Região, como o golfe, que podem ser atrativos para os americanos”. Aqui está o que andamos há anos a dizer e que os açorianos ainda não compreenderam. Ainda não perceberam que estão a 4 horas de um mercado de milhões de pessoas. Os Açores poderiam ser o Hawaii português para os americanos e Canadianos da Costa Leste. E sabem porquê? Porque simplesmente, tirando a água do mar que é mais quente nas Caraíbas e as lojas de marcas onde não se pagam impostos, os nosssos Açores são muito mais bonitos do que aquelas ilhas todas juntas. Nunca compreenderam isso. São apenas 4 horas de voo. Uma viagem ainda mais curta do que ir da California ao Hawaii. Para isso é preciso e necessário haver agentes de viagens, hoteis, gente com visão e liderança que possam abrir os olhos às realidades que podemos oferecer aos americanos e canadianos. O golfe, a pesca, o montanhismo, o mar, a comida, a calma, a falta de stress, são atrativos bastantes para satisfazer qualquer bom cliente destes desportos de lazer. Haja vontade, saber e querer. jose avila

poeta improvisador

O

escritor terceirense, Gervásio Lima, no seu livro "A Turlu na California" publicado em 1938, diz o seguinte falando dos cantadores de improviso: “Gente simples, quase analfabeta, que se apresenta cantando, construindo quadras de quatro rimas, verdadeiras quadras literárias, num momento apenas, respondendo de pronto, com acerto e com graça, a quantas lhe são dirigidas em duelos públicos que duram várias horas, proferindo, entre algumas banalidades, por vezes verdadeiras jóias que honrariam qualquer poeta de nome." Talvez a única coisa, com respeito a poesia, que herdei dos meus queridos pais foi o gosto em ouvir ou ler e não o talento para escrever a rimar … e tenho tanta pena! Há já vários anos que venho ouvindo o meu bom amigo Adelino Toledo a cantar ao desafio com outros repentistas da diáspora e sempre pensei que muitas das suas cantigas mereciam ser guardadas e publicadas. Pois olhem que o meu íntimo desejo vai ser realizado. E já vos digo como. A notícia foi dada no programa “Voz dos Açores” do meu velho amigo Euclides Alvares, sobre a publicação

Cantinho do Miguel Miguel Canto e Castro

dum livro com as cantigas de Adelino Toledo, pelo escritor e amigo Liduino Borba que nos visitou recen-

MEU JARDIM Meu jardim encantador Que cuido com tanto amor Tirando a erva ruim, Este jardim onde estou Revela aquilo que sou Venham ver o meu jardim. Lírios é que eu tenho mais E rosas dos meus Rosais Onde nasci, donde vim, Se querem ver a beleza Duma rosa portuguesa Venham ver o meu jardim. Não pagam nada p'ra ver Só me dá gosto e prazer, Que venham todos enfim: Venha filha, avó, e mãe, E que tragam mais alguém Venham ver o meu jardim

temente para o lançamento do seu ultimo livro “História de São Hateus da Calheta". Óptima notícia! E para terminar deixo-vo estas sextilhas escritas pelo Adelino Toledo a pedido de sua cunhada, Maria Almeida Toledo, natural de Rosais, S. Jorge, sobre o seu lindo jardim na California.

As flores já me conhecem As vezes até parecem Estar sorrindo p’ra mim; Se querem ver tal sorriso Sentirem-se num Paraíso Venham ver o meu jardim..

Adelino Borges Toledo

3/8/2002

Year XXXI, Number 1098, Nov 15th, 2010


PATROCINADORES

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COLABORAÇÃO

Ao Sabor do Vento

José Raposo raposo5@comcast.net

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alar sobre pessoas que já morreram e dizer que eles eram uns santos isso é muito fácil. Eu até costumo a dizer que se bem que não seja rico, daria tudo o que tenho para morrer pela manhã e voltar à noite só para escutar o que certas pessoas diriam de mim. Alguns sei o que diriam, outros, porém, é difícil de adivinhar quais são os seus sentimentos porque o que dizem da boca para fora não é o que lhes vai lá dentro. Mas deixemos isso para lá. Vem esta minha introdução a propósito de alguém na nossa comunidade querer beatificar um padre que morreu há tempos e que como nós sabemos, se bem que o homem deveria ter algumas coisas boas, foi pelas más que ele é lembrado por muitos. No entanto, perdemos um, o padre Macedo que na minha opinião foi um grande Homem. Tive o prazer de contactar, falar e discutir com ele, sim discutir, várias vezes e achei nele sempre um indivíduo de bom carácter. Quando o via arranjava sempre maneira de falar sobre um daqueles pontos da Bíblia que para mim não fazem sentido.

15 de Novembro de 2010

Não Sei...

E ele, sempre muito delicado me dava a sua opinião não só como sacerdote que acredita que a Bíblia é a palavra de Deus, sim porque eu sou capaz de jurar que alguns padres há que se bem que vistam a batina e todos os parâmetros que manda a Santa Madre Igreja aquilo para eles é unica e simplesmente uma maneira de ganhar a vida. Mas, o padre Macedo além de padre era um homem com dignidade, trabalhador, amigo do próximo e sempre pronto a ajudar sem que precisassem pedir. Várias vezes lhe telefonei para lhe fazer uma ou outra pergunta e fui sempre bem atendido. Durante uns anos íamos todas as primeiras sextas-feiras do mês ao Centro Leonino a São José ao almoço dos amigos da Ribeira Grande. Enquanto ele pude, estava sempre presente. Se os amigos da Ribeira Grande não tiverem lugar no céu não deve ser por falta do padre Macedo e já agora do padre Ferreira, meu amigo também, não terem intercedido nas suas rezas por eles. Sei que há pessoas com muitos mais conhecimentos do que eu para falarem sobre o pa-

dre Macedo. Um homem que se incorporava nas nossas paradas a tocar o seu saxofone e bem. Uma vez, em Petaluma, uma senhora criticou-o por ser padre e andar a tocar música numa filarmónica. Eu disse para ele: - O Senhor padre não se preocupe porque se a ignorância e a estupidez pagassem imposto, essa estava toda carimbada. O padre Macedo quando deixou a Igreja das Cinco Chagas, deixou-a numa boa situação financeira. Um dia destes alguém me disse que eu deveria escrever sobre o que se está a passar com a Igreja das Cinco Chagas. Eu não tenho conhecimento do que se passa exactamente e como não moro em São José, pouco ou nada me interessa tal situação. Também francamente eu penso que muitos vão à Igreja mais por descargo de consciência, ou para que os outros vejam que eles são bons católicos, do que por devoção. No

entanto será de lamentar se os Portugueses perdem o controlo, ou será que já perderam, e ainda não deram por isso, dum dos marcos mais importantes da nossa comunidade em terras Californianas. Algo tem que ser feito e já. O que é? Não sei…

Sabores da Vida

Quinzenalmente convidaremos uma pessoa a dar-nos a receita do seu prato favorito, com uma condição - que saibam cozinhá-lo. Hoje temos uma receita de Polvo, feito à maneira de São Miguel, da nossa amiga Gabriela Leite, residente em San Lorenzo. Vale mesmo a pena experimentar. Os san-miguéis são mesmo bons cozinheiros. POLVO Corta-se o polvo em pedaços não muito pequenos e põe-se a marinar em alho picado, pimenta moída e vinho tinto (aproximadamente 1 litro). Escorre-se o polvo, que se põe numa panela a destilar. Entretanto faz-se um refogado com cebola, louro, alho e massa de tomate. Quando a cebola está loira, adiciona-se o polvo que se refoga por algum tempo em lume brando. Depois de bem puxado, junta-se lentamente a marinada e o destilado e continua a cozer até estar quase pronto. Nesta altura deve-se verificar os temperos – vinho, sal e pimenta moída. Enquanto isto, descascam-se e cortam-se batatas em metades ou quartos. Transfere-se o polvo para um recipiente que possa ir ao forno e cozem-se as batatas no líquido que cozeu o polvo. Quando quase cozidas, põem-se no pirex com o polvo, a mistura do destilado e do vinho d’alhos e vai ao forno a acabar de cozer. Enquanto no forno, adiciona-se mais vinho ou água conforme necessário e vai-se pincelando por várias vezes com esta mistura. Bom proveito!

Serviços para a Comunidade Lusa Genealogia da Madeira 1ª. Consulta Gratuita

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COLABORAÇÃO

Tribuna da Saudade

Ferreira Moreno

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Madeira tem o seu Porto Santo e os Açores possuem um Porto Formoso, em S. Miguel e um Porto Judeu, na ilha Terceira. Na distante Costa do Pacífico, a Califorlândia apresenta o seu convidativo Port Costa, uma pitoresca comunidade localizada entre Martinez e Crockett, cidades encravadas no condado (concelho) de Contra Costa. Port Costa derivou o nome quando uma estação ferroviária foi ali estabelecida em 1878. A designação “port” adveio do facto dessa localidade constituir um importante centro p’ró embarque de produtos agrícolas, nomeadamente cereais. Originalmente, o sítio chamava-se Bull Valley. Lê-se em crónicas antiquadas que, nos tempos da corrida ao ouro (gold rush), o Vale fora invadido por um bull elk (alce, espécie de grande veado das regiões nórdicas). Dando crédito a outras crónicas, dubiamente curiosas, foram os mexicanos que lançaram touros no vale a fim de desalojar os nativos americanos, que por ali rondavam. Transitando agora de novidades quiméricas p’rós concertos registos históricos, convém adiantar que nos anos de 1880 os depósitos de Port Costa armazenavam cerca de setenta mil toneladas de cereais p’ra exportação. Era frequente

ver dúzias de navios ancorados em Port Costa à espera de serem carregados com destino aos mercados europeus. Devido ao incremento nos serviços ferroviários transcontinentais, os cereais passaram a ser transportados nas carruagens dos comboios até aos portos da Costa Leste dos Estados Unidos, abreviando assim o tempo da descarga final dos cereais na Europa. Na década após o colapso do mercado internacional cerealífero, ocorrido em 1893, os wharves (cais) foram gradualmente abandonados. Port Costa, no entretanto, continuou a ser um importante railcar ferry terminal (estação de vagões p’ra travessias de barco). Os grandes warehouses (armazéns) que, no século passado, marcaram presença notável em Port Costa, bem como o extensivo comércio local, entraram em declínio e ruína. Alguns desses armazéns foram destruídos por incêndios, ou simplesmente desapareceram na baía. Presentemente, Port Costa é apenas uma réstia existencial doutra era, arrimando-se a um pequeno aglomerado de arcaicos edifícios no termo do arruamento Canyon Lake Drive. Ali temos, por exemplo, o Burlington Hotel, a única relíquia do

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Porto de Cereais e Museu de Bonecas

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primitivo total de nove hotéis, e o isitei Port Costa re- ras), empilhadas e distribuídas único que, segundo crónicas apócentemente e fiquei em três quartos. crifas, não serviu de bordel e não com a impressão de Muriel era quem, pessoalmente, foi incendiado. que o cenário pouco vinha à porta da sua residência Junto ao Burlington Hotel, res- ou nada mudou, desde a última receber os visitantes, guiando-os taurado em estalagem tipicamen- vez que por ali deambulei em ao longo da vasta colecção de bote modelar do século passado, épocas transactas. No entanto, necas e outras curiosidades, regasitua-se o Bull Valley Inn ser- quando procurei averiguar àcerca lando a todos com histórias transvindo de restaurante. Em fren- duma risonha e popular residen- bordando humor e imaginação. te ao Burlington encontra-se o te, de nome Muriel Whitmore, Embora o casual visitante não Warehouse (armazém ou depó- fui informado que Muriel tinha tivesse interesse algum numa sito), parcialmente ocupado, mas falecido em 1990, contando 84 demonstração de bonecas, a enem décadas transactas serviu de anos de idade e que o seu famoso genhosa Muriel transformava a café, livraria, joalharia, sala de e apreciado Dollhouse Museum “tour” numa visita deveras pregelados, restaurante, antigualhas, (museu de bonecas) havia desa- ciosa e memorável. Petite Muriel borbulhava energia mobília e quinquilharia. Além parecido por completo. desses bricabraques, lembro-me De pequena estatura, mas alta- e boa disposição, a que aliava ainda doutros, tais como “Trea- mente carinhosa, essa velhota sempre um espírito perspicaz e sures & Trivia, Ellen’s Closet & era, simultaneamente, a proprie- genuinamente simpático. Oliver Oddities”. tária, administradora e cicerone O edifício, de dois andares, foi do fabuloso Muriel’s Dollhouse realmente um warehouse, usado Museum, aberto ao público e exip’ra armazenar cereais, forragem bindo uma extraordinária colece batatas, durante os anos 1880 e ção avaliada em mais de três mil 1890, que marcaram um extraor- bonecas (nacionais e estrangeidinário período de prosperidade em Port Costa. Construído em 1886 à base de tijolos, o PHPC announces the release acima referiof its latest publication, the do warehouse luxury edition of the book sobreviveu a IV International Conference on diversos foThe Holy Spirit Festas, a hard gos e cover, full color, 100-page, terramotos. photojournalist’s report of the June 2010 conference in San José, California, by Miguel Valle Ávila, Assistant Editor of The Portuguese Tribune. All author proceeds revert in IV International Conference on the Holy Spirit Festas benefit of the San José State Miguel Valle Ávila University Portuguese Studies Program.

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COMUNIDADE

15 de Novembro de 2010

Falecimento

Traços do Quotidiano

Margarida da Silva santamarense67@yahoo.com

Democracia

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termo democracia vem do grego demokratía ( governo do povo) que teve início em meados dos séculos 5-4 antes de Cristo. Democracia é um sistema político em que o poder governamental é derivado do povo, tanto por directo referendo, directa democracia ou por meio de eleito representante, democracia representativa. Liberdade e igualdade são identificadas como importantes condições da democracia desde tempos antigos, cujos princípios garantiam a todo o cidadão igualdade perante a lei e igual acesso ao poder. Na democracia representativa todos os votos tem igual medida sem restrições para quem queira ser representante. A liberdade do cidadão é assegurada por direitos legítimos que são protegidos ao abrigo da constituição. O governo maioritário é frequentemente descrito como um aspecto da democracia que não proporciona protecção governamental ou constitucional às liberdades individuais de cada pessoa. É possível para uma minoria de indivíduos serem vítimas de opressão provocada pelo abuso do poder da maioria. Um processo essencial na democracia representantiva são eleições competitivas que, no seu conjunto, devem ser justas e

imparciais. Porém, como às vezes acontece, nem sempre na democracia as eleições são ganhas de modo equitativo. A liberdade de expressão política, liberdade da fala, e liberdade da imprensa são essenciais para que o cidadão esteja bem informado e apto a votar nos seus próprios interesses. No entanto, muitos eleitores preferem votar no “Partido” apesar dos resultados adversativos. Enquanto a democracia teve as suas raízes na antiga Grécia, houve outras culturas que contribuiram significativamente para a sua evolução, tais como: a democracia da antiga Roma e a do norte e sul da América. A noção da democracia representativa é derivada de ideais fomentados durante a Idade Média da Europa e nas Revoluções Americana e Francesa. A democracia é considerada a última forma de governo e tem-se espalhado consideravelmente por todo o mundo. A Nova Zelândia foi o primeiro país a garantir a todos os seus cidadãos o direito universal do voto em 1893. Agora que ocorreram as eleições na América em que o partido da oposição conquistou a maioria de membros na Câmara dos Representantes, os congressistas tem que cumprir as promessas fei-

tas durante uma hostil e renhida campanha. Eles devem interessarse no progresso económico deste país em vez de dar luta constante e partidária a todas as propostas presidenciais. Felizmente, para contrabalençar o poder legislativo, o Senado continua com a mesma liderança. Ao contrário do que muitos dizem, julgo que alteração no Congresso dos Estados Unidos, não foi propriamente um referendo à política do actual presidente, mas, sim, motivado pelo facto de haver tanta gente que ainda não se conformou com a vitória de um homem negro como presidente deste país. Infelizmente, nessa lista há, também, alguns familiars e amigos, o que me causa grande pesar. Olhem, tenham paciência! Quer queiram quer não, Barak Obama será o presidente de todos nós por, pelo menos, mais dois anos. Quando observo o aspecto politico no resto da América, cada vez me sinto mais priveligiada por viver na Califórnia e especialmente num lugar como o Marin County onde posso expressar livremente as minhas convicções políticas sem receio de repercussão.

VENDE-SE Terra de Semeadura e Arvoredo, com mais de 776,000 m2, localizado nas Travessas, Freguesia da Ribeira Seca, melhor conhecida pela “Ferreira da Marceneira”, “O Coração da Ribeira Seca”, Concelho da Calheta, Ilha de São Jorge, Açores. Tem uma frente junto ao Caminho, a estrada central da ilha. Tem uma excepcional vista para a Ilha do Pico. Os interessados devem chamar para (408) 258-1347

A Foto da Quinzena Alvaro Magina e Joe Silva Mestres em arrematações

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No dia 15 de Outubro com 71 anos de idade, vitíma de doença súbita faleceu Manuel S. Goulart. Natural dos Cedros Faial, actualmente residia em S. José da California. Deixa a chorar a viúva D. Maria Goulart, filhos e netos. Como encarregado da jardinagem da Igreja das Cinco Chagas, a ele se deve o lindo jardim repleto de roseiras, que embeleza o perimetro circundante da nossa Igreja. Era um paroquiano sempre pronto a ajudar a nossa Igreja e as nossas organizações comunitárias. Como salientou e muito bem o nosso pastor Father Morgan, era respeitador e respeitado por todos, o que foi comprovado pelo elevado número de paroquianos que assistiram às exéquias fúnebres. A sua morte causou muito pesar e consternação na nossa comunidade. O seu corpo jaz no cemitério do Calvário em S. José. A família, na impossibilidade de o fazer individualmente, vem por este meio, agradecer penhoradamente, a todos os que manifestaram de forma diversa a sua amizade, conforto e ajuda. Sentidas condolências a toda a família enlutada.

Mary Vargas


COLABORAÇÃO

Outono Vivo

Rasgos d’Alma

Luciano Cardoso

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lucianoac@comcast.net

omparado ao bronzeante calor do Verão que se foi, ao ríspido rigor do Inverno aí a chegar, mas sobretudo ao vívido fulgor da Primavera lá mais adiante, sem desprimor para a sua sonolenta pacatez, o Outono costuma ser visto normalmente como mero tempo morto. É uma perceção, bem sabemos, que se encosta ao gradual esmorecer da natureza em tonalidades mais sombrias e temperaturas menos agradáveis. As folhas a caírem. O tempo a arrefecer. E a gente tambem a resmungar quando a hora muda e nos encurtece as tardes dos dias já sem grande animação lá por fora. Há até quem não lhe apeteça tanto a sair de casa e se comece a aconchegar mais junto ao “faiapleice” com o olho preso na “televeja”. Confesso que não sou de perder tempo à toa com programação que não me interessa. Não vejo televisão só por ver nem a uso para queimar tempo que me faça

falta. Por outro lado, se o programa me diz qualquer coisa, tambem não o dispenso. Há um segmento televisionado semanalmente pela RTP-Internacional para a diáspora que julgo não ser facilmente dispensado por ninguém no seio das Comunidades. Está bem concebido, muitíssimo bem apresentado e, duma forma geral, toca-nos sempre bem cá dentro. Quer sejamos das nove ilhas dos Açores ou das duas da Madeira, sentimos renovado prazer em vê-lo por nele nos revermos e com ele nos identificarmos. Aduba-nos as raízes e estreita-nos os laços melhor do que outro qualquer. O Atlântida-Açores da semana passada entrou-me cá em casa e apanhou-me atento a olhar para o aparelho com redobrado interesse. Estava a ser diretamente transmitido da novel Academia da Juventude e das Artes da Ilha Terceira, ali, em frente ao areal da Praia da Vitória, dando mere-

cida projeção ao relevante evento cultural que se tem vindo a impor de ano para ano sob o sugestivo título de “Outono Vivo”. Na “nossa” Praia, por mérito indiscutível do seu dinâmico vereador, Paulo Codorniz e sua diligente equipa de trabalho, o Outono movimenta-se e não adormece babado à sombra dos louros ou elogios arrecadados nas concorridas Festas do Verão. Com um pouco de imaginação e o necessário apoio de magras verbas dispensadas para esse efeito, tirando partido do seu soberbo Auditório bem como das magníficas instalações da Academia, no espaço duma semana enriquecida por gente conceituada nas Letras e nas Artes, a Praia vibrou ao acolher manifestações artísticas de nível assinalável. Nemésio orgulhar-se-ia, sem dúvida, em vê-la rodopiar radiante dum carinho cultural que muito nos apraz registar. Com a participação ativa de prestigiantes convidados

e a adesão pronta do público já afeito a este destacado acontecimento a merecer justo realce no panorama cultural açoriano, sob o tema geral “Medicina e Arte”, promoveram-se palestras, exposições, conferências, concertos, workshops; apresentou-se teatro, cinema e montou-se a habitual “Feira do Livro”, com mais de catorze mil publicações expostas ao leitor/consumidor onde, uma vez mais, as sempre procuradas obras de Vitorino Nemésio se esgotaram num abrir e fechar d’olhos. Como não podia deixar de ser, é tambem com inspiração seletiva na empolgante escrita destre ilustre filho da casa que se realiza anualmente um aliciante concurso literário. Este ano, abordando o tema “O milagre da Arte na construção da Casa do Homem”, concorreram dezenas de participantes, inclusive alguns filhos da diáspora. Aos poucos, a louvável iniciativa começa a redimensionar-se além fronteiras.

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Ao sucesso do certame não escapa tambem o facto significativo de terem sido mais de duas mil as crianças a visitarem as valências deste elogiado evento que abraça todas as idades com um objetivo preponderante: projetar a Praia como cidade pequenina no seu acolhedor espaco físico mas enorme na alma da ilha onde moramos todos nós, os de perto e os de longe. Cá à distância, o orgulho em acolhermos as imagens e a temática do Atlântida em nossas casas é tambem enorme. Irmanados neste forte abraço de transatlânticas emoções, mesmo pretendendo às vezes alhearmo-nos do melancólico bater das marés contra os nostálgicos rochedos que nos embalaram, jamais deixaremos de abraçar as origens, os amigos e esta vontade danada de puxarmos pelo que é nosso e uns pelos outros. Sabe tão bem, cá ao longe, sentirmo-nos sempre mais perto.


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COLABORAÇÃO

Agua Viva

Filomena Rocha

15 de Novembro de 2010

A Arte de improvisar

filomenarocha@sbcglobal.net

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e os meus dedos tivessem boca, todos eles faziam versos e todos eles cantavam... “ – Era assim que Charrua se exprimia acerca da sua forte veia poética e sobre a sua enorme facilidade na Arte de improvisação. Nem todos tiveram esse dom, nem te-lo-ão concerteza muitos dos que mesmo em cima de um palco ou palanque das fregruesias, para dizerem em forma de rima o que pensam, dando resposta a todos os assuntos trazidos à baila, com argumento, ciência, inteligência e conhecimento de causa como o saudoso Charrua. Com a mesma destreza de quem dá a volta ao

toiro na Arena, metendo as farpas sem fazer sangue, que é assim que gosto de ver uma tourada, Charrua era limpo no seu cantar, culto por natureza e curiosidade em aperfeiçoar o seu vocabulário. Não houve, dizem os entendidos na matéria, quem soubesse dar uma reposta a tempo e hora como ele, fosse qual fosse o assunto. Mas nunca houve também quem pudesse confrontá-lo como o fez em todas as circunstâncias, Maria Angelina Turlú. sempre com água ao leme, amizade, respeito e muito amor um pelo outro como aconteceu nas suas vidas, cujo destino teimou em fazer sempre dos dois uma história de cantigas e de romance. O que tem de ser,

tem muita força! Se muita força tem o Amor, não menos força tem esta bonita Arte de rimar que cada ano, não só pelas festas do Espírito Santo no Terreiro, mas também pelas danças e bailinhos de Carnaval, onde os assuntos, quer no drama quer na comédia são feitos em rima vicentina e para os quais nem toda a gente consegue pôr de pé com sabedoria, brilhantismo e elegância. Eu diria mesmo que nos dias de hoje não existe essa perfeição, sendo substituída pela quadra popular, forma mais rápida e acessível ao entendimento. Nem todos os cantadores de improviso, porém, mesmo os mais

populares, foram capazes de escrever para os temas de Carnaval. E alguns muito a custo se dedicaram a essa modalidade. Como também conheço actualmente alguns autores de peças, que embora não sendo improvisadores, se vão dedicando a este conceito, por gosto ou por necessidade de novos criadores. Mas é já por esta altura do ano que começam os encontros entre os diversos grupos independentes ou não, para a escolha dos papéis e consequentes ensaios das danças e bailhinhos, que durante poucos dias hão-de colorir as sociedades e farão rir os mais sisudos ao Rei Mômo. Há quem delire com este género de divertimento e faça

questão de todos os anos entrar numa peça do género e há quem não goste mesmo nada e prefira ficar no seu canto de inverno a ler um livro, a fazer crochet, jogar às cartas, ou a ver televisão até adormecer. O certo é que são sempre mais os que se deslocam aos salões das sociedades para apreciar quem escreveu melhor assunto, quem vestiu a melhor roupa e levou a melhor piada ao dia-a-dia da Diáspora. Se Improvisar, é uma arte que só alguns conseguem, pelo talento repentino de fazer versos a cantar, Representar é a arte de transmitir o que outros escreveram – a outra forma de Improviso.

Festa de Nossa Senhora em Watsonville Festa N. S. Fatima Our Lady Help of Christians, em Watsonville nos dias 16 e 17 de Outubro

Natalie Costa, Maria Avelar, João Matos, Padre Helio Nuno Soares, Celeste Carvalho e Maria Lacerda Foto de Natália Costa (Presidente da Comissão da Festa)

Baptizado Qarin Lina Silva foi baptizada na Igreja Our Lady Help of Christians em Watsonville no dia 24 de Outubro de 2010. Os pais são Mário e Lina Silva. Foi celebrante o Padre Hélio Nuno Soares, natural de São Jorge, actualmente Pároco do Corvo.

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COLABORAÇÃO

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João-Luís Medeiros reuniu em livro a colaboração nos jornais e na Rádio

J

oão-Luís de Medeiros achou que é tempo de arrumar as memórias e reuniu em volume e em jeito autobiográfico, as crónicas e os poemas dispersos pelos jornais e rádios da diáspora lusófona nos EUA (Portuguese Times, Tribuna Portuguesa e pelas emissoras Rádio Clube Português e Voz do Emigrante) e das ilhas açorianas onde nasceu (Açoriano Oriental, Correio dos Açores e RDP). Chamou-lhe “Canteiro da Memória (o rosto enrugado da espera)” e dedicou o livro ao “ao saudoso tio Carlos (Tavares) Ferreira, exemplo de valentia anti-fascista. Roubaram-lhe a vida, aos 30 anos, mas foram impotentes para decepar o valioso testemunho libertador”. Carlos Ferreira, estufeiro-sindicalista e um dos fundadores da Casa do Povo de Fajã de Baixo, morreu aos 33 anos, em 1937, na Fortaleza de S. João Baptista, Angra do Heroísmo, presumivelmente vítima de agressões dos guardas, mas vive na memória do sobrinho, para quem foi certamente um herói, embora João-Luís não o tenha conhecido (nasceu em 1941). Outro dos heróis de João-Luís é Antero de Quental, sobre o qual escreve com frequência, admitindo que ainda menino aderiu ao hábito de celebrar o 18 de abril (a data de nascimento do poeta-filósofo) e confirma com a fotografia de um grupo estudantil de que fez parte e que, em 1951, em Ponta Delgada, assinalou o aniversário natalício de Antero. Mas João-Luís não vive apenas o 18 de abril, viveu também o 25 de abril, foi um dos fundadores do PS-Açores, deputado à primeira Assembleia Regional Açoriana (1976) e à Assembleia da República, onde

teve a frontalidade de denunciar exageros do regionalismo então vividos, como aconteceu em abril de 1978, com a agressão do ministro Almeida Santos em Ponta Delgada: “Existe de facto, em Ponta Delgada, uma situação de banditismo organizada que há anos vem actuando impunemente.... Tenho conhecimento de dezenas de pessoas, alguns técnicos de pensamento socialista, que vão abandonar Ponta Delgada, porque não sentem a sua vida nem os seus haveres seguros; alguns já estão a viver em Lisboa, embora com grandes dificuldades. Em Ponta Delgada, verifica-se a presença de pessoas estranhas que nada têm a ver com a autonomia região nem com a população micaelense. São indivíduos que geralmente trazem consigo, não só um sig- João-Luís Medeiros na Livraria Solmar em Ponta Delgada apresentando e assinando o seu nificativo espólio financeiro, como ainda novo livro "Canteiro da Memória" uma forte carga de ódio e de intolerância. Tudo leva a crer que está em curso um tenebroso plano de aliciamento de gente desse quilate”. Os receios de João-Luís não se confirmaram, mas a coragem de denunciar a situação tê-lo-ão obrigado a vir, em finais de 1980, para Fall River, a décima ilha, onde viveu até 1999, quando decidiu transferirse para a Califórnia. Se tivesse permanecido nos Açores teria continuado a ser parlamentar, e eventualmente viria a fazer parte do governo regional. Optou pela diáspora e tem talvez sido mais útil aos Açores do que se lá tivesse continuado. Só lhe falta agora escrever essa crónica e até nos permitimos sugerir o título: O deputado que preferiu ser imigrante. in portuguesetimes.com

U.S Airways and SATA sign interline agreement to the Azores and beyond Portuguese airline SATA Internacional and US Airways have established a comprehensive interline agreement, providing new and convenient connection options for both SATA and US Airways customers Boston, MA – Portuguese airline SATA Internacional and US Airways have established a comprehensive interline agreement, providing new and convenient connection options for both SATA and US Airways customers wishing to travel between US Airways’ domestic cities and Portugal. Effective October 12, 2010, travelers are able to purchase a single itinerary for travel on flights of both carriers in one simple transaction, with connecting service between most US Airways cities and SATA’s hubs in the Azores, Lisbon and Madeira via Boston Logan Airport.

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181 countries. Together with its US Airways Express partners, the airline serves approximately 80 million passengers each year and operates hubs in Charlotte, N.C., Philadelphia and Phoenix, and a focus city in Washington, D.C. at Ronald Reagan Washington National Airport. Azores Express (part of the SATA Group) connects New England with the islands of the Azores. SATA has been offering flights between the nine islands of the Azores for more than 60 years. In the past two-decade, SATA has linked Boston to all the islands of the Azores, Mainland Portugal, Madeira, and now Spain. Yearround flights are available from Boston, with connecting service to Lisbon, Porto and Madeira. To book travel, call 800-762-9995 or visit www.sata.pt for more details.


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Reflexos do Dia–a–Dia

Diniz Borges d.borges@comcast.net

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s conservadores ganharam as eleições intercalares nos Estados Unidos, ficando com o controle da Câmara dos Representantes, mais 4 lugares no Senado, mais governadores e legisladores estaduais do que tinham antes do dia 3 de Novembro de 2010. Daí que os analistas digam que esta foi a terceira revolução do Partido Republicano. A terceira vez que entram no governo prometendo, precisamente o que falharam, cada vez que têm estado no poder. É que mais uma vez afiançaram que modificarão, profundamente, o relacionamento entre o soberania e o povo. Mas a história é inequívoca. Nunca o fizeram. Nem o farão desta vez! Mais dia menos dia o eleitorado americano vai descobrir esta farsa, ou talvez não. A primeira revolução foi a anunciada por Ronald Reagan. Recorde-se que durante a campanha de 1980, para além de assaltar Jimmy Carter, acusando-o de pessimista, o antigo governador da Califórnia, e o movimento conservador, anunciava, que ao entrarem no governo aboliriam todas as medidas sociais da administração de Lyndon Johnson, a denominada Great Society. Reagan prometeu menos impostos e menos governo. É do conhecimento geral que de facto modificou a carga fiscal dos americanos, particularmente dos mais endinheirados. Poderse-á dizer que foi uma remodelação histórica. Porém, a redução do governo nunca aconteceu.

Aliás, entre 1981 e 1985 o défice no orçamento geral do estado duplicou. No segundo mandato, porque finalmente aumentou um os impostos, o défice viu um ligeiro decréscimo. Aliás, nos bastidores, falava-se que o novo arquétipo seria: pedir empréstimos e gastar. É que apesar da retórica dos conservadores, toda a gente sabe que os gastos governamentais têm efeitos positivos na economia do país e beneficiam, directamente, o mítico mercado livre. A segunda revolução do Partido Republicano aconteceu na década de 1990, durante o chamado Contrato com a América de Newt Gingrich. Por irónico que pareça, o sucesso relativo dessa “revolução” deveu-se mais a Bill Clinton do que aos Republicanos. Aliás, uma leitura da história da presidência de Clinton, indica, claramente, que muitas das modificações significativas, em relação à redução do défice tinha começado antes das eleições intercalares de 1994, quando os Republicanos entraram no poder. O equilíbrio, e os sucessivos excessos no orçamento geral do estado americano, aconteceram, primordialmente, porque no primeiro ano de governação Clinton aumentou os impostos, particularmente dos mais ricos do país. Mais, se os Republicanos estivessem, verdadeiramente, interessados em reduzirem o défice, tinham-no feito em 2002, quando controlaram a Casa Branca e ambas as Câmaras do Congresso.

Memorandum João-Luís de Medeiros jlmedeiros@aol.com (*) explicação prévia:

C

omo se trata de um texto publicado há 28 anos, em órgãos de comunicação social da diáspora lusófona, designadamente, no “Correio dos Açores” de Ponta Delgada e no “Portuguese Times” de New Bedford, Massachusetts (Outubro/Novembro,1982) o signatário, antes de avançar com o convite à leitura comparativa dos seus dizeres, decidiu cumprir o elementar dever de alertar o eventual leitor para se defender da relativa antiguidade do “memorandum” ora transcrito. Obrigado. À medida que vamos procurando resistir às vicissitudes da classe laboral norte-americana, talvez valha a pena um ‘olhar’ (se não comovido, pelo menos rápido) à situação sócio-política do nosso “atrapalhado” Portugal. Em vésperas de eleições autárquicas (1982), conviria ter (ou procurar ter) uma ideia geral da “temperatura política” da enfermidade cívica portuguesa. Afinal, tanto lá como cá, existe uma dada similaridade: primeiro, a ameaça ciclópica do desemprego ou su-

bemprego; depois, o secreto pavor (nem sempre bem disfarçado) perante a (pre)visível perspectiva de um dia serem obrigados a trabalhar para viver... Ora vejamos: vamos procurar não resistir ao imperativo de socializar a alegria! Por exemplo, em vez de cuidarmos em saber se Balsemão continuará primeiroministro (graças à conveniência expressa dos seus adversários ou mercê da apatia táctica dos próprios correligionários), valeria melhor a pena que exultássemos de legítimo contentamento latino face ao Nobel recentemente atribuído a Gabriel García Marquez. Mais: em vez de estancar o passo face aos tais 12 milhões de dollars da dívida externa portuguesa (isto para não insistir na referência dos milhares de contos de mariscos importados que Lisboa consome mensalmente... o que, aliás, confirma a versão de que somos uns pobretões mui suis-generis e muito saudosistas dos nossos pergaminhos manuelinos), talvez fosse nossa obrigação fazer um “alto” nessa cega correria rumo ao 24 de Abril de 74... Entretanto, fechemos as orelhas à algazarra poluidora da “música” recaixotada; atentemos na men-

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Viva a California! Porém o resultado desse poder foi a maior expansão do governo e o maior aumento do orçamento geral do estado em duas gerações. George W. Bush, com a bênção do Congresso Republicano, decidiu reduzir a carga fiscal, com benefícios especiais para os mais endinheirados, dar mais benefícios nos medicamentos dos mais idosos e orquestrar duas guerras. Tudo isto sem dinheiro nos cofres do estado, daí que tudo isto foi feito com dinheiro emprestado. Desta vez os conservadores dizem que tudo será diferente. Empurrados pela franja do Partido, mais concretamente pelos legisladores eleitos que se dizem do Tea Party, os chazeiros, os Republicanos dizem que vão mesmo reduzir, drasticamente, no orçamento geral do estado, mas quem quiser ter os pés no chão, sabe que é mera retórica eleitoralista. A verdade é que os conservadores não têm um plano concreto para reduzirem o défice. Nenhum elemento das chefias tem a vontade política para um programa que reduzirá, significativamente, o défice orçamental. Há apenas dias opções: ou reduz-se, drasticamente, os gastos nas forças armadas, a reforma nacional (Social Security) e o serviço de saúde pública dos reformados (Medicare) ou aumenta-se os impostos. Da nova liderança republicana, nem uma palavra sobre as reduções nos gastos militaristas, e apesar de muitos gostarem de abolir com as reformas nacionais e a saúde para os mais

idosos, porque nunca acreditaram em apoiar o cidadão comum, sabem, muito bem que isso seria suicídio político. Bush tentou e não conseguiu. Daí que a única política sensata para se reduzir no défice do orçamento geral do estado é voltar-se à percentagem da carga fiscal que tivemos durante a administração de Bill Clinton. E o Partido Republicano sabe que só assim voltaremos a ter alguma sanidade fiscal. Porém, preferem a demagogia, e estão convencidos que essa hipocrisia continuará a ganhar eleições. Estão capacitados que o eleitorado americano é de memória curta. E, infelizmente, até têm razão!

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iva a Califórnia! Num ano em que os Republicanos conseguiram vitórias em todo o país, a Califórnia manteve-se fiel aos seus princípios. Não só reelegemos a Senadora Democrata Barbara Boxer, como um governador Democrata, Jerry Brown e a não ser que Jim Costa perca o seu lugar, manterão os mesmos Congressistas do Partido Democrático. Na verdade, num ano de eleições intercalares, em que os conservadores tiveram vitórias em muitos estados a Califórnia ficou imune, ao que muitos analistas cognominaram

de "um tsunami político." Aliás, a nível estadual o poder executivo será mais azul do que era, e na Assembleia Estadual os Democratas conseguiram mais um lugar ficando com 52 legisladores, uma grande maioria. A nível de executivo, ganharam praticamente todas os cargos de grande influência política. Esta nossa Califórnia continua a ser uma luz num túnel cada vez mais escuro. Esta Califórnia é a verdadeira América, um país multicultural, multiracial, multiétnico, que acredita numa soberania ao serviço do verdadeiro soberano, o povo. Ainda bem, que a Califórnia continua igual a si própria e é dos poucos estados que há muito compreendeu a duplicidade conservadora. Concordo com a minha amiga e colega cronista deste jornal, Margarida da Silva, cujos artigos políticos são sempre elucidativos: é mesmo bom viver na Califórnia.

Reflexões de um imigrante caloiro sagem libertadora trazida pela voz ímpar de Adriano Correia de Oliveira, cujo corpo (um pouco disperso por essa Europa, e que há semanas foi a enterrar) não conheceu os arrepios do medo nem as curvaturas da cobardia... Mas... não choremos os mortos que estão “vivos”. Lamentemos – isso sim – os vivos que fingem viver à base da ilegal aspirina dançarina... Ah! aquele nosso Portugal sempre tão meigo a importar tudo: desde o camarão às ideias; de futebolistas às subordinações ditadas pelos donos do mundo; o mesmo Portugal que corre, pressuroso, a exportar a juventude; ah! aquela classe política tão cansada do mesmo travestti, ideologicamente desbotado; aquele “viver partidário” tão consensual no seu feudalismo simpático... Oh! como é frustrante assistir, à distância, ao florescimento do fulanismo político, e ao interminável desfile das sumidades financeiras da cena portuguesa – aspirantes à tarefa de (des)governar Portugal e (simultâneamente) promovidas a “intérpretes/agentes” perfumados do F.M.I. (Fundo Monetário Internacional)... No meio dum tal vazio ministe-

rial lastimoso, os leigos (como é o nosso caso de operário fabril) continuam de olhos húmidos, vendo ministros mais ocupados com a redacção dos respectivos pedidos de demissão do que empenhados na restauração gradual da economia portuguesa... Resta-nos apenas uma réstea de ironia para dizer: bem bom... ao menos o veterano código comercial ‘Veiga Beirão’ vai ser actualizado, reformulado, quiçá adaptado ao século XX... Mas... cuidado: não desesperemos! Existe por aí (algures dispersa mas solidária) o que se convencionou chamar “Reserva da República”: politicos que o 25 de Abril veio apanhar ainda muitos novos e com fragilidades transitórias inerentes ao espontaneísmo da respectiva juventude. Claro que a veterania republicana teve de liderar o processo. Entretanto, haverá que construir as “pontesdoiradas” para a sua gradual e irreversível retirada: incensá-los, se preciso for, com tarefas representativas de prestígio protocolar. Em suma, sossegá-los! Depois – e porque não? – havemos de ver como Portugal irá reagir à fase pós-ideológica, no período posterior à demorada puberdade

(*)

partidária dos seus utentes... Neste sentido, subscrevo aquilo que aprendi há dias dum articulista da imprensa lisboeta: “vejo uma linha de preferência, em política, pelo homem intelectualmente honesto em desfavor do homem apenas hábil; do homem do rigor de análise, ultrapassando o homem da palavra fácil; do homem de estudo, tomando a dianteira ao homem da propaganda; do homem das reuniões para o diálogo construtivo, com todos os grupos válidos de cidadãos, em vez do militante de voz sonante nos comícios, perito em agitar bandeiras e manipular emocões...”. Pois é. Há muito a fazer em prol do nosso Portugal distraído. Não esperemos seja ele a dar o primeiro passo na direcção da cruzada pós-salazarenha... (*) Fall River, Massachusetts Novembro, 1982


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Temas de Agropecuária

Egídio Almeida almeidadairy@aol.com

As eleições podem mudar o panorama da agropecuária

Eleições podem mudar o mocratas na “House Agriculture panorama politico da agro- Committee,” uma das primeipecuária em Washington ras fatalidades pode ser a Nova Nas últimas eleições um sentimento de mudança dos votantes resultou em que os Republicanos ganharam o controle da “U.S. House of Representatives”. Isto dá o poder aos seus dirigentes de preparar a agenda da Casa dos Representantes e controlar as “Congressional Committees”. Enquanto que o Senado não tem uma maioria Repulicana, os Democratas perderam a maioria de 60 votos necessários para quebrar a “filibuster”. O balanço do poder está bem dividido e o próximo ano pode ser políticamente interessante. Com a perda de 15 dos 28 De-

Proposta da Lei da Agricultura agendada para o próximo ano, que pode ser puxada um ano mais tarde, antes que haja uma comissão funcionável, principalmente porque a lei da Agricultura, que é discutida em cada quatro anos, é das mais complexas e difíceis, que vai desde a protecção do solo, preços do leite, até ao conhecido programa “The Food Stamps”. Mais um ano completo sem resolver alguns destes programas urgentes da Agropecuária, pode ser difícil para a indústria em geral, mas especialmente para a produção, que infelizmente não tem controlo nos custos nos seus custos, que continuam numa su-

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bida vertiginosa, ao mesmo tempo que os preços do leite ainda estão na corda bamba. A agricultura de Wisconsin, segundo maior produtor de leite da União, especialmente a Agropecuária, que por algumas décadas tem ocupado um lugar privilegia-

do e de poder político no Congresso dos E.U. perdeu na noite das eleições parte da sua magia política com a derrota do Representante, Steve Kagen e o Senador, Russ Feingold, um astuto arquitecto das Leis da Agropecuária dos Estados Unidos nos ultimos anos. Aqui na California especialmente no Vale de San Joaquin, a Agricultura em geral, mas particularmente a Agropecuária, vão continuar a ter um forte aliado no Congressista Jim Costa, Democrata de Fresno, reeleito para o Congresso. Ele tem uma longa e prestigiada folha de

servicos, a nivel local, Estadual e Federal, que será dificil de igualar, inclusivamente é co-autor de uma Proposta Lei, a que nos referimos numa passada edição do TRIBUNA, que está presentemente no Congresso e que se adoptada, viria trazer algum controlo na (oferta-procura) dos produtos do leite que continua a ser o (cancro) desta indústria. Sem entrar em posições políticas, o que não é aqui a nossa missão, num Distrito onde a Agropecuaria é uma grande base económica, francamente, parece não haver um interesse comum em resolver os problemas desta industria. Estaremos procurando regressar ao “Old American West”, onde os mais rápidos são os que vivem mais tempo?

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Do Pacifíco ao Atlântico

Rufino Vargas

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Igreja Nacional Portuguesa das Cinco Chagas, localizada em San José da California está a celebrar o vetusto nonagésimo sexto aniversário da sua existência. Foi fundada a 13 de Novembro de 1914 pelo Monsenhor Henrique Augusto Ribeiro e inaugurada a 13 de Julho de 1919 por Sua Ex. Rev. D. Edward J. Hanna, venerando Arcebispo de San Francisco.Monsenhor Ribeiro, faialense de quatro costados, natural da freguesia dos Cedros, era um grande obreiro e visionário de alta estirpe. Antes de emigrar para a California em 1912, durante o exercício do seu múnus sacerdotal na ilha das Flores, foi a pedra angular na fundação de 2 Igrejas e do jornal «O Ocidente». Foi o último Padre elevado ao posto eclesiástico de Monsenhor durante a Monarquia. Mais uma vez a nossa paróquia está a atravessar certas dificuldades causadas, pela intrusão de uma minoria Católica que ao invés dos ditames estabelecidos pelo Concílio Vaticano II, teimam denodamente em celebrar os rituais religiosos em Latim, em vez do vernáculo ou seja na língua local. Eu penso que os paroquianos foram ludibriados pela hierarqia eclesiástica. Embora o Vaticano e Bispo de San José tolerem essa dissidência, os paroquianos deveriam ter sido informados e consultados sobre este assunto. Foi um complot, isto é, uma manobra, não clarividente, que só veio exacerbar a desconfiança dos paroquianos vis-à-vis á autoridade religiosa. Felizmente, Sua Exa. Rev. o Bispo de San José, perante a indignação da comunidade Portuguesa, de forma diplomática claro,

"Quo Vadis" Cinco Chagas (IV)

pôs termo e ordenou o cancelamento desse ritual dissentista no nosso venerando templo. Os problemas que a nossa Igreja sofre, não é nada de novo. Parafraseando o Monsenhor Ribeiro, os filhos dos Portugueses frequentam com brilho as universidades, os liceus, só não se matriculam no Seminário de Menlo Park (perto de S.

Francisco). Actualmente, apenas dois se encontram ali, um dos quais veio das ilhas dos Açores. Decorridos quase 100 anos o problema de falta de padres persiste, não só na América, mas também em Portugal. Há uns anos atrás numa reunião, entre paroquianos e representantes diocesanos, um destes disse-me: se vocês querem um padre Português mandem os seus filhos para o Seminário. Contra este facto não há argumento. A verdade núa e crua é que temos que usar a prata da casa, de forma

que os nossos interesses sejam preservados para a posteridade. Prosseguindo o Monsenhor acrescenta, se os Portugueses nascidos neste Estado tivessem frequentado o seminário, ter-nos-íamos emancipado a pouco e pouco, com a devida obediência aos superiores hierárquicos, da tutela de padres estrangeiros que, não conhecendo as nossas tradições e os religiosos costumes da nossa Pátria, muitas vezes nos desprezam e em vez de nos atrair nos afastam da igreja. Essa visão constitui uma realidade existente nos nossos tempos. E o Monsen hor continua… se na California tivéssemos desde o princípio, feito convergir para o benefício da religião católica, só os proventos da Festa do Espírito Santo, hoje teríamos em muitos lugares, igrejas, escolas e até santas casas da misericórdia para doentes, pobres e indigentes da nossa nacionalidade. Que grande lástima. governo regional dos Açores liderado por Carlos César asumiu a responsabilidade de restaurar as igrejas e não só, depois da

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calamidade provocada pelo terramoto. Foi uma obra louvável. Aqui na América essa responsabilidade recai sobre os paroquianos. O sobrado que nós andamos, os bancos que nos sentamos, o telhado que nos protege das intempéries climáticas, num valor total de milhares de dólares, é obra dos Portugueses. Que eu saiba, entre as 52 paróquias que constituem a Diocese de San José, a nossa Igreja é a única que através da celebração de várias festas angaria anualmente milhares de dólares, destinados exclusivamente à nossa Igreja. Felizmente há muitas almas boas na nossa Paróquia. A Cozinha de Santa Isabel, fundada pelo Padre Noia, além de funcionar como banco alimentar, para assistir os mais carenciados, também representa a nossa solidariedade, agradecimento e retribuição pelo bom acolhimento que recebemos neste grande País. Na década de noventa eram 100 pessoas por mês que procuravam a nossa porta, hoje são aproximadamente 1,500. A cozinha de Santa Isabel deveria ser mudada para a escola, presentemente encerrada, onde existe imenso espaço. O orgão de tubos que é uma raridade preciosa, necessita de ser restaurado. As sineiras estão desprezadas, porque ninguém olha para o Céu. Ficaria tão bonito ter ao menos um relógio na fachada da Igreja para nos lembrar que tempus fugit, isto é, o tempo vôa. A Igreja carece de alarmes contra furto e incêndio. O espólio histórico da nossa Igreja tem que ser preservado hic et nunc, isto é, o mais rápidamente possível num museu Português, independente da nossa Igreja. Ad multos annos. Feliz Aniversário.

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FESTAS

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Senhora do Rosário em Hilmar

George Costa Júnior, fadista da nova vaga. Esquerda: "Duo Ilha", Filomena Rocha e Manuel Mendes

Carmencita cantando Fado Aspecto parcial da assistência ao espectáculo. Embaixo: Virginia Pereira

O Bodo de Leite tinha por tema "Quem somos Nós Portugueses na California". Foram convidados alguns representantes de diversas organizações comunitárias que desfilaram com alegria. Podem ver na reportagem alguns desses convidados. Por falta de espaço não pudemos mostrar todos. A representação mais numerosa foi a da empresa de A.V. Thomas Produce, de Manuel Eduardo Vieira, com muitas maquinaria. É tema para repetir com outras entidades.

TEMA DO BODO DE LEITE Esquerda: muita gente no Bodo de Leite. Família de Manuel Eduardo Vieira também desfilou. Embaixo: Operadores de Lacticínios


HILMAR

Produtores de Lacticínios

Transporte de Leite

Advocacia

Uma casa portuguesa na California

Ganadaria Brava

Agricultura - batata doce Touradas à Corda. Embaixo: Construção, Rádio Portuguesa e Serviços dentários

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HILMAR

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PROFESSORERS - Carlos Rocha, Natália Lemos, Maria Anacleto, Maria Salvador No outro lado e pela mesma ordem: António Freitas, Carmina Pacheco, Maria Freitas, Isabel Cabral-Johnson

Santo Antão, Padrono dos Animais, não falha um único Bodo de Leite.

Monsenhor Ivo Rocha presidiu à Missa da Festa. Podem-se reconhecer os P

A Foto final da Festa em Honra de Nossa Senhora do Rosário de Hilmar, pr


Padres Hilary Silva e Leonard Trindade

residida pelo George e Dorothy Martins

HILMAR

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George e Dorothy Martins, Presidentes da Festa, agradecendo a todos a participação e a ajuda na festa de Hilmar, que teve uma participação muito expressiva, mesmo com o tempo a assustar muita gente.


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HILMAR

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Imagem de Nossa Senhora do Rosário de Hilmar acompanhada pelos Knights od Columbus

Imagens de Nossa Senhora dos Milagres, Sagrado Coração de Jesus, Santo Cristo e Santo António

Secretário Manuel e Maria Almada; Tony Pacheco, Tesoureira Mary Xavier; Vice-Presidente John e Mary Kay Leonardo; Presidente George e Dorothy Martins, Past Presidente Anne Marie Silveira


HILMAR

Imagens de Santa Isabel, Santa Teresinha e Nossa Senhora de Fátima

Mal se chega à Igreja de Hilmar apercebemo-nos logo que alguma coisa está diferente. Na realidade, o parque de estacionamento, quer do lado de cá do Salão quer do lado oeste é totalmente novo e custou $1.2 milhões de dólares. Este projecto é o começo de um maior que englobará a construção de uma nova Igreja, cuja apresentação feita pelos arquitectos da obra foi efectuada no dia 7 de Novembro. De 15 a 21 de Outubro tiveram lugar a Recitação do Terço e Missa. Na Sexta-feira, dia 22, depois do terço e missa, houve um espectáculo de variedades com artistas locais: Duo Ilha, Jorge Costa Júnior, Carmencita e Virginia Pereira, acompandos pelos jovens guitarristas da Casa dos Açores. No Sábado houve o tradicional Bodo de Leite, este ano subordinado ao tema "Quem Somos Nós Portugueses em Terras da California", onde desfilaram algumas representações de variadas profissões. A Filarmónica Lira Açoriana acompanhou o cortejo e o Pézinho. Depois da Benção dos Animais feita por Monsenhor Ivo Rocha, seguiu-se a distribuição de massa doce e leite. Durante a tarde houve arrematações de animais e ofertas e espectáculos de folclore com Mar Bravo, da Casa dos Açores, Luso do Conselho #4, de Modesto, Mar Alto de Nossa Senhora da Assunção e Grupo Etnográfico do Vale de San Joaquin. À noite houve Missa e Procissão de Velas. Cantoria pelos improvisadores Manuel dos Santos, João Pinheiro, António Azevedo, Adelino Toledo e José Ribeiro,

acompanhados por Justin Rocha, George Costa Jr., Michael Machado e Steve Soares. Para os mais jovens dança com o DJ Fisher. No Domingo pelas 10:30 realizou-se a Missa da Festa presidida por Monsenhor Ivo Rocha e cantada pelo Coro Português da Paróquia. De recordar a homília de Ivo Rocha. Nem todos sabem falar assim. Seguiu-se a Procissão de Nossa Senhora do Rosário, acompanhada pelas Imagens das Paróquias locais. Abrilhantaram a procissão a Lira Açoriana de Livingston, União Popular de San José, Banda Portuguesa de San José e Filarmónica Portuguesa de Tulare. Almoço de torresmo foi servido a toda a gente presente. Durante a tarde houve concertos das filarmónicas convidadas. À noite actuação de Eduardo Santana e Ruth Marlene e no Salão dança com o Marson Brothers D.J. Muito embora o tempo estivesse muito incerto, foi bonito de ver a participação de muita gente, até porque as condições de estadia estão cada vez melhores. Basta ver as muitas motorhomes presentes. A Comissão da Festa é constituida por: Presidente Jorge e Dorothy Martins, Vice-Presidente John e Mary Kay Leonardo, Secretária Maria e Manuel Almada, Tesoureira Mary Xavier, Pároco Hilary Silva. Parabéns a todos. Cozinheiras/os da festa - sempre o mesmo empenho ano após ano. Embaixo: missa da festa

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HOMENAGEM

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Homenagem aos participantes de Bodos de Leite

Vacas leiteiras de grande qualidade sempre desfilando nas nossas festas

Merced County Sheriff's Posse - Laurette Locke, Rick Ellington, Randy Edwards Transporte de Leite

Bela junta de bois, criados sómente para esta função dos bodos de leite

IMPROVISADORES - Luís Nunes, seleccionador de grandes vozes, com Manuel dos Santos, Manuel de Fátima, António Azevedo, José Ribeiro e Adelino Toledo.

Além da comida oficial da festa , há sempre à volta da mesma, grandes farras culinárias dignas de boa boca. À direita - os grupos folclóricos sempre presentes TOCADORES: o futuro mesmo à nossa frente: George Costa Jr, Justin Rocha, Michael Machado e Steve Soares. Numa outra edição mostraremos as nossas bandas de musica


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PATROCINADORES / COMUNIDADE

Saramago celebrado em Tulare O Instituto Camões promove, na terça-feira, 16 de Novembro, uma celebração mundial dedicada a José Saramago, dia em que se fosse vivo celebraria os seus 88 anos de vida. Em universidades, escolas, e centros de cultura por todo o mundo serão lidos excertos da obra de Saramago, numa verdadeira celebração mundial do único Nobel de Literatura em Língua Portuguesa. Daí que a cidade de Tulare, no centro da Califórnia, fará parte dessa celebração mundial. Ao longo do dia (terça-feira 16 de Novembro), nas aulas de português da escola secundária Tulare Union, realizar-se-ão leituras da obra de José Saramago e pela noite, a partir das 19h30, na sede da Filarmónica Portuguesa de Tulare, haverá uma sessão cultural dedicada à obra de José Saramago. Este evento tem entrada livre e está aberto a toda a comunidade, terminando a noite com um serviço de doces e refrescos. Esta celebração da obra literária de José Saramago é uma organização do Centro Português de Evangelização e Cultura, com a colaboração do Instituto de Estudos Açor-Americanos. Para além da leitura de alguns excertos da sua obra, esta sessão contará ainda com uma apresentação dos livros de José Saramago e uma exposição sobre a vida e a obra de Saramago preparada pelos alunos de Português IV das escolas secundárias de Tulare.

15 de Novembro de 2010


DESPORTO

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LIGA ZON SAGRES Para quando os jogos em alta definição?

Alta definição? Nada justifica que não possamos ver os jogos de Portugal em alta definição. A SportTv se o faz em Portugal, deveria fazê-lo também para as Américas e resto do Mundo.

Porto goleou Benfica 5-0

Liga Zon Sagres - 09-11-2010

J

V

E

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P

FC Porto V. Guimarães Benfica Nacional Académica Sporting Braga Olhanense Beira-Mar V. Setúbal ULeiria P.Ferreira Marítimo Portimonense Rio Ave Naval

10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10

9 5 6 5 4 4 4 3 3 3 3 2 1 2 1 1

1 3 0 1 3 3 2 5 5 4 3 5 5 2 4 2

0 2 4 4 3 3 4 2 2 3 4 3 4 6 5 7

28 18 18 16 15 15 14 14 14 13 12 11 8 8 7 5

Liga Orangina 2010/2011

J

V

E

D

P

Gil Vicente Estoril Feirense Trofense Penafiel Arouca Leixões Moreirense Desp. Aves Santa Clara Oliveirense Fátima Sp. Covilhã Freamunde Belenenses Varzim

7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7

4 3 3 3 3 2 2 3 2 2 1 2 2 1 1 0

3 3 3 3 2 4 4 1 2 2 4 1 1 3 3 5

0 1 1 1 2 1 1 3 3 3 2 4 4 3 3 2

15 12 12 12 11 10 10 10 8 8 7 7 7 6 6 5

O FC Porto aumentou para dez os pontos de vantagem sobre o Benfica, segundo classificado da Liga portuguesa. No "clássico" deste domingo no Estádio do Dragão, os portistas venceram tranquilamente por 5-0, mercê de uma primeira parte de grande qualidade. Os comandados de André Villas-Boas entraram melhor, foram sempre superiores e aos 29 minutos já venciam por 3-0, aproveitando da melhor forma a noite menos acertada das "águias" no seu flanco esquerdo defensivo. Hulk e Fernando Belluschi construíram inúmeras jogadas por esse lado, criando muito perigo para o guarda-redes Roberto. E aos 12 minutos o FC Porto chegou ao golo. Hulk fugiu pela direita a David Luiz, desta vez posicionado a lateral-esquerdo, e cruzou atrasado para Silvestre Varela, que só teve de encostar para o fundo da baliza. Foi o começo de uma caminhada vitoriosa para os "dragões, que chegaram ao 2-0 aos 25 minutos. Belluschi efectuou um excelente trabalho na esquerda, centrou e Falcao, de calcanhar, fez um golo espectacular, de levantar o estádio.

Embalado e moralizado, com muitos espaços para explorar, os portistas chegaram depressa ao 3-0, de novo com Belluschi na esquerda a servir Falcao. O colombiano não desperdiçou, e fez com facilidade o 3-0. O jogo ficou praticamente decidido em termos de vencedor e até deu para o FC Porto tirar o pé do acelerador e dar espaço ao Benfica para atacar. Os "encarnados" nunca tiveram espaços para criar perigo e apenas conseguiram chegar-se à baliza adversária através de lances de bola parada, sem resultado. O intervalo chegou com o Porto claramente por cima e o Benfica apenas conseguiu reagir aos 60 minutos, com David Luiz, em zona frontal, a atirar para excelente defesa de Helton. Mas aos 65, Luisão complicou a vida à sua equipa, ao ver o cartão vermelho directo por agressão a Fredy Guarín. O FC Porto conseguiu fazer o 4-0 aos 80 minutos, por Hulk, de penalty, a castigar falta de Fábio Coentrão sobre o brasileiro na grande área. O "incrível" bisou em cima do minuto 90, com um remate cruzado que fechou a contagem. Quem também perdeu foi o Sp. Braga, e logo em casa, na recepção ao Beira-Mar. Os homens de Aveiro venceram por 3-2, e estiveram a vencer por 3-0, golos de Leandro Tatu (24') e Ronny (53' e 69'). O Braga reagiu e esteve perto de empatar, mas só conseguiu marcar por duas vezes, por Meyong (75'), de penalty, e Lima (88'). O Beira-Mar apanhou mesmo o Braga na classificação, partilhando o sétimo lugar, com 14 pontos. Nos outros jogos de domingo, a Naval empatou 1-1 com o Olhanense, o mesmo resultado do Marítimo-Leiria. in wefa.com

Sporting - a ganhar por 2-0, perdeu por 3-2

II Divisão Zona Sul 2010/2011

J

V

E

D

P

Atlético CP Operário Juventude Mafra Torreense Louletano Carregado Pinhalnovense Oriental Madalena Real Casa Pia Farense Atlético SC Lagoa Praiense

7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7

5 4 4 3 3 2 3 2 2 3 2 2 1 2 1 0

2 2 2 3 3 4 1 3 3 0 2 2 4 0 1 2

0 1 1 1 1 1 3 2 2 4 3 3 2 5 5 5

17 14 14 12 12 10 10 9 9 9 8 8 7 6 4 2 Maniche assume que não teve a melhor atitude no jogo com o Vitória de Guimarães e promete não voltar a desapontar os adeptos. O jogador, em declarações ao Sítio Oficial do Sporting, pede desculpa pelo gesto que teve.

III Divisão - Série Açores 2010/2011

J

V

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D

P

Angrense Lusitânia Santiago Prainha U. Micaelense Vilanovense Boavista Sp. Ideal Capelense Vitória

7 7 7 7 7 7 7 7 7 7

5 3 3 3 3 2 1 1 1 0

1 3 3 2 2 2 4 3 3 3

1 1 1 2 2 3 2 3 3 4

16 12 12 11 11 8 7 6 6 3

in açorianooriental

O Vitória de Guimarães subiu ao segundo lugar da Liga portuguesa, em igualdade pontual com o Benfica, após derrotar fora o Sporting, por 3-2, num jogo em que esteve a perder por 2-0. A jogar em casa, o Sporting tinha uma oportunidade de ouro para igualar o seu rival citadino Benfica, já que os campeões nacionais tinham sido goleados (5-0) pelo líder FC Porto na noite de domingo. E esse objectivo parecia bem enca-

minhado face aos golos de Hélder Postiga (16 minutos) e Simon Vukcevic (30'), mas a expulsão de Maniche aos 73 minutos precipitou a reviravolta no marcador. O Guimarães começou por reduzir cinco minutos volvidos, através do suplente Tiago Targino, sendo que o mesmo jogador restabeleceu a igualdade dois minutos depois. O golpe de teatro acabou por acontecer a um minuto dos 90, quando Bruno Teles não deu hipóteses ao

guarda-redes Rui Patrício. A equipa vimaranense passou a somar 18 pontos na tabela classificativa, a dez do FC Porto e com três de vantagem sobre o seu adversário desta noite. in wefa.com


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TAUROMAQUIA

15 de Novembro de 2010

A forcadagem despediu-se bem da temporada 2ª Corrida da Feira Taurina de Thornton

Praça de Toiros de São João 18 de Outubro de 2010 Cavaleiros - Rui Salvador e Paulo Ferreira Matador - José Luís Gonçalves Forcados Amadores de Turlock Toiros - 3 de Manuel Costa Jr. (primeira parte da corrida) e 3 da Ganadaria Açoriana Director da Corrida - Duarte Braga Banda de Escalon Praça cheia Curros muito aquém das expectativas

Rui Salvador Só mesmo o querer dar tudo por tudo de Rui Salvador é que definiu esta lide. O toiro era manso, estava sempre pouco interessado no cavalo mas respondia à investida do cavaleiro (melhor nos curtos) quando este o citava e foi por isso que se viu um bom segundo comprido e três bons curtos. Rui Salvador passeou a sua classe e o seu saber tentando entusiasmar o toiro para alegrar a noite de fim de Outubro. Diga-se em abono da verdade que os bregas andaram muito mal. Num toiro já de si parado e sem fulgor, dar dezenas de capotazos não interessa à festa, nem sequer ao cavaleiro. Já tenho saudades de ver bregas a saberem o que fazer dentro de uma arena. Dar capotazos por dar capotazos qualquer pessoa é capaz de fazer. Entender o toiro e tentar ajudar o cavaleiro isso é outra música. Não é para todos. O toiro era bonito e tinha trapio. O forcado Tiago Pereira chamou bem o toiro mas este mal o sentiu nos cornos derrotou alto, não dando hipóteses do grupo poder ajudá-lo a tempo. Na segunda tentativa, Tiago esteve melhor na cara do toiro, muito bem ajudado pelo primeiro e segunda ajuda, mas mesmo assim o toiro com a velocidade que levava, empurrou-os a todos e ficou solto. Para a terceira tentativa veio Michael Lopes que pegou bem, com boa ajuda de todos e quando toda a gente pensava que a pega estava consumada, o toiro desviou-se para a direira e escapuliu. Quarta tentativa de Michael Lopes com uma boa pega de raiva e grande ajuda. De repente, quando todo o grupo estava em cima do toiro este derrotou-os, ficando Michael sempre nos cornos até o grupo reagrupar-se e parar o toiro. Foi uma pega de encher os olhos. Rui Salvador despediu-se da Feira toureando um toiro colorado, médio de peso, gravito, que não quiz ajudar a despedida. O toiro cedo desinteressou-se da luta e do cavalo e o tempo foi passando. Nos compridos nada a referir, mas nos curtos gostámos dos três últimos. Rui calmamente foi levando a água ao seu moinho, por isso acabou bem. Pena que o toiro não quisesse colaborar melhor com este excelente cavaleiro, para que saíssemos desta feira mais contentes e felizes. George Martins Junior embarbelou-se bem no toiro, mas este virou a cabeça para a direita e o George ficou caído para a esquerda. Na segunda tentativa, George aguentouse bem, e teve boa primeira ajuda, consumando um boa pega. Aconteceu a mesma coisa com este forcado, quando o toiro de repente fugiu às ajudas ficando o George e um companheiro sózinhos. Seria bom que o grupo quando se fechasse, cobrisse os dois pitons do toiro, para obstar a que o toiro possa sentir um dos lados sem ajuda e virar-se para ele. Foi isso que aconteceu.

Quarto Tércio

José Ávila josebavila@gmail.com Tiro o meu chapéu agradecidamente a nossa amiga Leocadia Hernandez, residente em

Kansas City, que num gesto amigo nos ofereceu a orelha que lhe tinha sido presenteada pelo grande matador de toiros espanhol El Viti numa corrida realizada em Marbelha em 1962.

Paulo Ferreira Paulo recebeu um toiro negro, com patas e barriga branca e com peso. O toiro andou fugidio e sem se fixar durante um bom bocado. Os bregas, mais

toureados e este era um deles. Paulo não deu volta à praça. Muito bem. Jason McDonald ofereceu a pega ao matador José Luís Gonçalves que se despedia da aficion da California.

Na terceira tentativa, o toiro derrotou alto e Jason teve a preciosa participação do primeiro ajuda, mas o toiro ao levantar-se, depois de cair, quase que cuspiu o forcado e foi aí que apareceu o primeira ajuda a ser brilhante naquilo que deve fazer - recolocar o forcado na cabeça do toiro. Grande pega e grande primeira ajuda. Volta merecida para ambos os forcados. Paulo Ferreira recebeu o seu segundo toiro, colorado, menos gravito que o seu irmão e médio de peso. No princípio o toiro mostrou-se pouco interessado em dar luta ao cavaleiro, mesmo assim Paulo consegiu um bom segundo comprido. No primeiro ferro curto aconteceu por duas vezes o ferro ter escorregado no velcro e ter caído no chão. Paulo excitou-se com estes falhanços, tentou entusiasmar o toiro para a sua última actuação da temporada e assim cravou três ferros de bom nível. Pena o toiro não ter querido colaborar com um cavaleiro que se sente muito bem nas nossas arenas e que conhece os cavalos que lida como ninguém. Paulo teve um temporada muito boa.

uma vez abusaram dos capotazos desnecessários e sem nexo algum. O Paulo não se deu bem com este tipo de toiro, que não investia, ficava curto nas sortes, por isso a necessidade de sair em falso quatro vezes. Paulo cravou cinco ferros mas não houve nenhum que enchesse as medidas de um aficionado. Há toiros que não querem ser

Na primeira tentativa o toiro ao chegar ao forcado desviou-se e seguiu o seu caminho. Na segunda tentativa Jason aguentou-se muito bem com os derrotes, mas o toiro ao fugir ao grupo, desiquilibrou-o e não se pôde aguentar.

Manuel Cabral não teve problemas com este toiro, Citou, aguentou-se muito bem e todo o grupo se fechou a tempo e horas. Boa pega do Manuel.

José Luís Gonçalves Foi pena o ganadero Manuel da Costa Júnior não ter percebido a tempo e horas a importância que esta corrida tinha em relação ao matador José Luís Gonçalves. O ganadero não percebeu isso e mandou um novilho avacado que nunca deveria ter sido oferecido na despedida de um matador. Quando não se tem toiros à altura de uma Feira diz-se NÃO. O ganadero não precisa ficar mal visto por estas coisas. Ser ganadero é ter responsabilidades e saber a importância das corridas. Ser ganadero não é só ter toiros. Ser ganadero implica compreender as necessidades das organizações. Não há história nesta faena do matador angolano. Nem com o capote nem com a muleta. O importante até nem foi o toiro ter sido manso. O importante é que o toiro não tinha categoria, nem cara para estar em frente de um matador e muito menos numa festa de despedida. No seu segundo toiro, colorado e médio de peso, vimos um muito bom primeiro tércio com quatro verónicas templadas, quatro chicuelinas cingidas e uma rebolera, para acabar o tércio, com o toiro a portar-se muito bem. Com a muleta as coisas não correram tanto bem. O toiro foi de mais a menos mas ainda deu tempo para se ver alguns derechazos de bom estilo deste matador que se despede das nossas arenas. A partir de certa altura o matador ficou mais "inquieto" com o comportamento do toiro. Alguma coisa ele viu que eu não vi. (conclui na página seguinte)


PATROCINADORES O toiro pode-lhe ter feito algum "estranho" e ele ter ficado receoso. Claro que não era esta a despedida ideal de um toureio que nos visitou muitas vezes, muito embora os toiros da California nunca lhe tenham proporcionado grandes faenas, a não ser uma excelente em Madera e outra muito boa em Artesia.

RESUMO Foi uma Feira abaixo das expectativas em matéria prima. Com a excepção de um toiro, os restantes não ofereceram aos aficionados muitas alegrias. Os artistas estiveram na arena oferecendo aquilo que sabem fazer e Rui Salvador foi aquele que mais brilhou, até porque toureou o melhor toiro. Os forcados foram os grandes vencedores desta Feira. Estiveram em frente de toiros toiros duros, sonsos, mas deram a resposta adequada. Gostaria de lembrar que uma figura pública como um cavaleiro de alternativa, não pode e nem deve reagir a "bocas" que se dizem. Vejam-se os árbitros de futebol

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que ouvem cobras e lagartos e que engolem em seco. Ser uma figura pública muitas vezes implica termos de ouvir "bacoradas" mas saber sair sempre por cima. Foi pena o que aconteceu em Thornton no Sábado à noite. Esperemos que nunca mais aconteça em nenhumas das nossa festas. Uma nota de congratulação à Comissão de Thornton por ter homenageado o Cavaleiro Rui Salvador pelos seus 25 anos de alternativa e o matador José Luís Gonçalves por se despedir da aficion californiana. Já agora, para que fique na história, convém dizer que José Enes e Tribuna Portuguesa foram os patrocinadores da homenagem. De saudar a estreia de um forcado muito jovem, ao quarto toiro - Justin Martins. De mencionar, que, talvez pela primeira vez, uma organização festiva, deu a oportunidade aos ganaderos de escolherem os toiros para a Feira. Sauda-se tal ideia. Assim é que deveria ser sempre. Até para o ano!

George Martins Jr.

Michael Lopes

Jason McDonald

Manuel Cabral


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ARTES & LETRAS

15 de Novembro de 2010

A Lagoa dos Castores e Outras Narrativas da Minha Diáspora

C

de Francisco Cota Fagundes

atedrático de Português na Universidade de Massachusetts Amherst, onde lecciona há décadas, o Professor Francisco Fagundes goza há muito da sólida reputação de excelente professor e investigador de gabarito, o que lhe grangeou o reconhecimento dos seus colegas dentro e fora da universidade, nos EUA e em Portugal. Ano após ano, foi publicando livro após livro, estudos sobre obras de autores portugueses, mas também muitas traduções para inglês de obras de literatura portuguesa. Há dez anos surpreendeu o público com algo completamente diferente: uma autobiografia cobrindo a primeira parte da sua vida – Hard Knocks – an Azorean Odyssey. Acertada auto-classificação essa; na verdade, a sua infância, bem como a primeira e segunda adolescências, constituiram uma verdadeira odisseia - nesse livro narrada em páginas pungentes, agarradas à vida e ao sofrimento. Páginas em que o autor revela um conhecimento notável da natureza humana nas suas facetas mais cruéis, mesquinhas, humilhantes, se não mesmo vis. A obra é indiscutivelmente um mergulho no lado negro da vida, donde tantos emigrantes nunca conseguem escapar. O jovem Francisco, em contrapartida, quase contra o destino, socorre-se dos seus múltiplos talentos naturais para se erguer e libertar das amarras de um passado que o impedia de respirar e de plenamente exercer as suas múltiplas capacidades. O livro é hoje um clássico da literatura emigrante portuguesa, mas todos os que o têm lido, mesmo não sendo portugueses consideram que ultrapassa de facto as fronteiras do nosso grupo étnico. Continuando a leccionar, a fazer comunicações em congressos académicos, alguns dos quais por ele organizados, aqui e em Portugal, além de publicar livros de crítica literária, decidiu um dia atirar-se a contar estórias em português. Foi assim que surgiu a sua primeira colectânea de narrativas, O Vale dos Pioneiros, sobre que já escrevi, por sinal no prefácio do mesmo. Agora, O Lago dos Castores é fundamentalmente a continuação dessa obra, espécie de segundo volume de estórias, com todas as marcas que notabilizaram o primeiro. O estilo mantem-se fluente e incisivo; a voz é também ainda a do mesmo narrador, os contos e as personagens continuam a ser da Terceira, da Califórnia, de Amherst, ou de Portugal, incluindo os Açores. O seu universo prossegue fazendo-se coincidir quase por inteiro com o da vida do imigrante e universitário, Professor Fagundes, muitas vezes citando nomes da vida real, como por exemplo o de Maria Deolinda, sua mulher. Mas isso não significa que tudo nessas narrativas seja autobiográfico. O escritor reservou-se o direito de decidir, quando bem lhe apeteceu, sair da história (com h) e passar à estória (com e), onde a liberdade impera e o autor tem o direito de criar o que bem entende. De tal modo assim é que, na maior parte dessas estórias, o leitor não terá nunca a certeza se elas aconteceram na vida, ou apenas na cabeça, mais propriamente na imaginação, do Professor Fagundes. São narra-

tivas, mesmo quando pícaras, carregadas de densidade humana. Talvez, ao menos até certo ponto, por serem ditadas por uma memória emocional que foi impressionada por situações duras na vida e, por isso, o autor guarda essas experiências continuando a relembrá-las com dor, com mágoa e até com raiva (estou a lembrar-me particularmente da estória de um voyeur, o tio Ambrósio, a quem ao narrador apetecia – e

por boas razões - partir a cabeça). Há estórias de tudo e para todos os gostos neste livro, a começar com essa verdadeiramente doce, mas que se desenrola e termina numa luta política renhida, muito americana, uma situação que nem lembra ao diabo. Ela surge logo a abrir o volume e a dar o título à colectânea – “A Lagoa dos Castores”. E a série termina nessa última, espécie de apêndice, um episódio de correios, verdadeiramente surrealista, que acontece já quando o livro estava pronto e a ser enviado para ao escritor Daniel de

Sá, a fim de ele escrever o belo prefácio que abre o volume. Enfim, não faltam situações insólitas e escrevivências de uma intensidade quase trágica. É só folhear. Não, não é bem assim. É só ler página atrás de página. Há também ocorrências profundamente americanas e extremamente modernas como a do jovial Professor Jean-Paul, cuja vida real tinha, ao fim e ao cabo, muito menos jovialidade do que aparentava; bem como a de outros professores – um tal Custódio, e ainda um outro a sugerir o terceirense Alberto Machado da Rosa, eminente académico professor da UCLA, figura injustamente esquecida. Foi professor de Francisco Fagundes, que dele guarda belas lembranças. Mas não são apenas académicas as estórias deste livro. Longe, muito longe disso. O amor e as personagens-mulheres entram nele em força. Desde Joanne Piston e Georgina, “a de má raça”, à Mercês, agora de oitenta anos, a “Menina de Ouro da nossa infeliz família”, e à Jeannie, igualzinha à minha amiga Marsie Hoffmann. Como se o autor a conhecesse também. E depois há a figura do pai, ou talvez melhor, o espectro dessa figura que o autor acha dever amar, perdoar e compreender. Mas entre ambos há velhas, duríssimas contas nunca devidamente resolvidas, saldadas ou sanadas. Do pai, de quem guarda sérias mágoas, o Francisco Fagundes diz que sentiu as dores de emigrante, foi explorado pelo primo. Com ele, o filho trocou cassettes em vez de cartas porque ele não sabia ler. Temos ainda o caso do Felisberto, com o seu fascínio pelas mulheres de Oklahoma, um emigrante de sucesso que acaba descendo a pique com a mesma velocidade com que subiu a sua conta no banco. O Antonico, “um cabrão bem sucedido”, “protótipo do sonho américas e filho predilecto dos bancos”. De permeio, há estórias puramente divertidas, como a do engano do narrador ao entrar numa casa às tantas da manhã. Se fosse no Texas, decerto um revólver teria dado cabo dele– a sorte foi ter sido no libérrimo estado de Massachusetts. Há relatos sobre escolas, a do filho e a da mulher Deolinda, enredos sobre a opressão do politicamente correcto, com cheiro a autêntico. Outras, a do falso frade Antone, por exemplo, que poderia dar romance, como também dariam um romance várias outras personagens destas páginas. Há essa do morto na rua em Washington a fazer lembrar a cena do filme Midnight Cowboy, que tanto impressionou a minha geração em Portugal nos anos sessenta. Pungente é a narrativa dos emigrantes portugueses denodada e cegamente envolvidos no trabalho da limpeza de asbestos, sem a menor

Apenas Duas Palavras

Diniz Borges d.borges@comcast.net Eis mais uma edição da Maré Cheia. Mais um magnífico texto do nosso distinto colaborador e amigo, o Professor Doutor Onésimo Teotónio Almeida, catedrático na prestigiosa Brown Univeristy em Providence, RI. É a apresentação da nova obra, de outro distinto catedrático açoriano em terras americanas, o Professor Doutor Francisco Cota Fagundes. O livro acaba de ser lançado na Costa Leste dos Estados Unidos e tem recebido boa aceitação crítica, o que já se esperava. Não fosse Francisco Cota Fagundes, para além de exímio professor universitário e investigador, um excelente ensaísta, tradutor e desde o seu primeiro livro de ficção, lançado há dois anos, um criador literário. Fiquem com o texto de Onésimo Almeida e comprem o novo livro de Francisco Cota Fagundes. abraços diniz

noção dos perigos que a sua saúde corre. Há páginas de auto-deprecação, como a estória dos enfartes do autor, e outras bem ternas, como a do “diamante de Deus”, do terço como sendo mais capaz de trazer paz à vida do Stanley do que o viagra. E há ainda a do Senhor Secretário de Estado que não compareceu a um compromisso (ocorrência que eu mesmo posso testemunhar ser totalmente verdadeira porque eu estava lá, nesse colóquio co-organizado pelo Professor Francisco Fagundes na Universidade de Lisboa em 2007). Ficção ou verdade? - não importa. São todas elas estórias repletas de verdades sobre a vida, sobre a experiência da diápora, sobre o mundo açor-americano ou luso-americano e sobre a dureza da existência. Além de outras salpicadas de pilhéria e graça, ou sobre as coisas doces de que a vida também é feita, se bem que nas estórias de Francisco Fagundes estas pareçam acontecer com muito menos frequência do que as agruras, as dificuldades, as lutas e as derrotas. Até há uma estória de morte, embora tratada com objectiva distância, acerca da compra de uma campa para a própria protagonista . Tudo isto se resume simplesmente assim: este contador de estórias sabe narrá-las e sabe fazê-lo como os grandes mestres da ilha em que nasceu. Um deles é Nemésio, de quem por sinal Francisco Fagundes traduziu para inglês o famoso romance Mau Tempo no Canal. Os seus patrícios, da Terceira, dos Açores e, de resto, de Portugal, de certeza que vão ler com imenso prazer este livro de quem sabe também contar causos da vida dele, que são em simultâneo, directa ou indirectamente, da vida de todos nós. 16 de Outbro de 2010

Onésimo Teotónio Almeida


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ENGLISH SECTION

15 de Novembro de 2010


ENGLISH SECTION

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Carlos Vieira Foundation The Mission The Mission of the Carlos Vieira Foundation (CVF), a nonprofit charity organization, is to assist in strengthening local communities in Central California and communities around the globe by offering its services and raising money for multiple organizations that generously dedicate their time and assist people in need. It is our hope that our actions will help to empower children, individuals and families to achieve lifelong successes and improve their overall health, wellbeing and quality of life.

Carlos Vieira Foundation was founded by Carlos Vieira utilizing his race team not only to be a team at the track but also to be a team that helps different organizations. Team 51 FIFTY started in 2007 by raising money for the Children's Hospital, Central California. In 2008 they increased their fundraising efforts with an Autism Dinner/Dance Fundraiser where they were able to raise $22,700, which was donated to Challenged Family Resource Center in Merced, CA. which is an organization that helps families living with Autism in the local area. In 2009 Carlos Vieira Racing, Inc. started a fundraising campaign called Race for Autism. They dedicated their whole racing season to raising money for Autism Awareness. Throughout the season they donated all of their race winnings and held multiple events to help reach their goal of $51,500. At the end of the season

they had surpassed their goal and raised a total of $53,468, which was all donated to three different organizations, Autism Speaks, F.E.A.T (Families for Effective Autism Treatment) and Challenged Family Resource Center. As their efforts grew Carlos decided to start his own foundation. The Carlos Vieira Foundation, a non-profit 501(c)(3) organization, not only helps families living with Autism but they also dedicate their time to helping support other organizations. So far in 2010 they have held a clothing drive and successfully filled up their race trailer with clothing and household items that were donated to Merced Rescue Mission and they also made it possible for a local church group to go to Haiti and aid in the aftermath of the earthquake by sponsoring some of its members. For more information about the Carlos Vieira Foundation, please contact: Carlos Vieira (209)-201-4025 carlos@carlosvieirafoundation.org 257 E. Bellevue Rd., PMB 5150 Atwater, Ca. 95301

About autism Autism is a complex neurobiological disorder of development that lasts throughout a person's lifetime. Because persons with autism exhibit different symptoms or behaviors, ranging from mild to serious, autism is a "spectrum" disorder, or a group of disorders with a range of similar features. Autism is characterized by varying degrees of impairment in communication skills, social interactions, and restricted repetitive and stereotypical patterns of behavior. At worst, a person with more profound autism may never learn to speak or care for themselves.

California Facts • More than two new cases each day - 7 days a week in California alone • From 1987-1998 there was a 633% increase in Autism in the state • From 1998-2002 there was an additional 96% increase • There were 35,626 reported cases of Autism in California as of September 2007

U.S. Facts • A new case of autism is diagnosed nearly every 20 minutes • There are 24,000 new cases in the U.S. per year • Autism receives less than 5% of the research funding of many less prevalent diseases • Autism is the fastest growing developmental disorder in the U.S. today

2010 Clothing Drive

2010 World Autism Awareness Day

2010 Autism Speaks Luncheon

Fundraiser Dinner in Livingston on Oct 23rd, 2010: Art Hidalgo, Joe Cordeiro, Brian Escobar, Carlos Vieira, Gerson Possadas, Frank Lucas, Bobby Burks, Jose Correia


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TRACY

15 de Novembro de 2010

Festa de Nª.Sª. de Fátima em Tracy

Fotos de Jorge Ávila "Yaúca"

Laurénio Bettencourt chamou ao palco todos os 24 ex-Presidentes que foram homenageados pela Comissão de Festas. Também homenagearam Monsenhor Ivo Rocha

A Fadista Ana Maria cantou acompanhada pelo Helder Carvalheira, Manuel Escobar e João Cardadeiro

Eduardo Santana entusiasmou a audiência com as suas canções românticas

Homenageados: Fernando Ferreira, João Pires e Cecila, José Silveira e Laurência, Alvaro Magina, Joe Silva, Mary e Fernando Silva

Enquanto a futura Igreja chamada "Christ The King Roman Catholic Church" não for construída, a Festa em Louvor a Nossa Senhora de Fátima de Tracy, divide-se por duas localidades. No Sábado e no novo "St. Bernard's Holy Family Center", realizou-se um almoço, com homenagens a todos os ex-Presidentes da festa e àqueles que muito têm constribuído para a mesma. A Comissão da Festa também quiz homenagear aquele que tem sido um bastião desta tão bonita e simples festa Monsenhor Ivo Rocha. Houve exibições de dois grupos folclóricos da Luso - o de Gustine/Los Banos e o Tracy. Seguiuse o espectáculo com Eduardo Santana, acabando com a fadista Ana Maria, acompanhada pelo Helder Carvalheira, Manuel Escobar e João Cardadeiro. O novo Centro que custou cerca de 11 milhões de dólares, está inserido num grande projecto da construção da nova Igreja e de uma Escola para 600 alunos, cujo custo total rondará os 50 milhões de dólares. O novo centro vale

bem uma visita de toda a comunidade. No fim das obras este centro será o Ginásio do complexo. Hoje serve para celebrar 4 missas aos Domingos (2 em espanhol e 2 em Inglês). É realmente uma obra digna de elogios, com uma valência impressionante. Só o material da cozinha, todo em inox (stainless steel) custou 300 mil dólares e deve dar um imenso gozo cozinhar em tal ambiente. O estacionamento para o Centro já está todo construído. No Domingo, houve Missa da Festa com a presença de Monsenhor Agostinho Tavares, Reitor do Santuário de Santo Cristo em São Miguel, seguindo-se a Procissão habitual. A Comissão da Festa foi constituída pelos seguintes elementos: Presidente Michael & Jessica Cardoso, Vice-Presidente Mary & Luís Correia, Secretário Laurénio Bettencourt, Tesoureira Noémia Oliveira, Pároco Monsenhor Ivo D. Rocha. Foi uma bonita festa. Parabéns.

A cozinha do Holy Family Center


Igreja de St. Bernard em Tracy

ProcissĂŁo nas ruas circunvizinhas da Igreja

Monsenhor Agostinho Tavares dirigindo-se as pessoas antes que Nossa Senhora recolhesse ao seu Altar A direita: Jessica e Michael Cardoso, Presidente e o Vice-Presidente Mary e LuĂ­s Correia Embaixo - Aspecto parcial do excelente Holy Family Center

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15 de Novembro de 2010

The Portuguese Tribune, November 15th 2010  

The Portuguese Tribune, November 15th 2010

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