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QUINZENÁRIO INDEPENDENTE AO SERVIÇO DAS COMUNIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA

1 a Quinzena de Novembro de 2010 Ano XXXI - No. 1097 Modesto, California $1.50 / $40.00 Anual

Cavaleiros da Tradição

Festa de Thornton - cavaleiros como estes desfilam sempre nos nossos Bodos de Leite - Dennis Nunes, Élio Leal e Ezequiel Correia

Novo livro Maria Fernanda Simões Maria Fernanda de Melo Soares Simões, nasceu no lugar das Terras, Ilha do Pico, Açores. Desde muito nova que se interessou pela leitura e pela história oral, especialmente àcerca dos antepassados. Emigrou para os Estados Unidos em 1971. Cursou-se em "Liberal Arts" pelo Sequoia College e foi instrutora numa Escola Primária do Programa bilingue. Já escreveu dois livros: "Os meses das nossas raízes" e "As Lavadeiras, suas lidas e maluqueiras"

www.portuguesetribune.com

Gala da PALCUS

Pág. 29

Fernando Gonçalves Rosa, Chairman of Board of Directors, PALCUS, André Bradford, Secretário do Governo Regional Açores, Embaixador João de Vallera, M. Teresa Paiva Weed, President of RI Senate, Katie Stevens, American Idol (Prémio Promessa), Otília Ferreira (Filantropia); Rui Machete, ex-administrador da FLAD (Lifetime Award) ; Christine de Melo, Escola Espírito Santo e Manuel Canito, Maestro (Prémio Comunitário ) foto de Henrique Mano

www.tribunaportuguesa.com portuguesetribune@sbcglobal.net


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SEGUNDA PÁGINA

EDITORIAL

Promessas, leva-as o... Ao ler o artigo do Dinis Borges "O Dito por não dito", lembro-me de ter escrito outro dia, porque razão não podemos nós implementar o nosso próprio Ensino da Língua Portuguesa nas Américas. Será que precisamos de Portugal para nos dizer que, b se lê bê, u se lê ú, r se lê erre, r se lê erre, ó se lê ó = burro? Não podemos estar à mercê dos desvarios políticos dos partidos portugueses e de quem os segue e à espera sempre de uma esmola deles e das suas políticas. Deixemos Portugal com a sua crise existencial e de falta de produtividade e criemos as nossas próprias regras de Ensinar Português. Parecendo que não, as nossas comunidades, quer daqui quer da Costa Leste, mexem e bem, sem que às vezes não nos apercebamos de tudo o que acontece. Basta ver, não só a belezas das nossas últimas festas - Thornton, Hilmar e Tracy - como a lição de história trazida na ponta da língua pela Susana Costa, desfile de modas no PAC, noite de políticos em Santa Clara, Gala Anual da PALCUS, na Costa Leste, o lançamento de mais um livro da Maria Fernanda Simões, Semana Cultural em Tulare, Festival de Folclore em Hilmar, Festival Cabrilho em San Diego, ensaios para o Carnaval de 2011, envolvendo centenas e centenas de pessoas, o Festival das Bandas em San Diego, o Fórum da Educação em Washington DC., as SOPAS e mais coisas que andam por aí, fazendo o orgulho daquilo que somos. Às vezes o jornal pode não aparecer em vossas casas por problemas do Correio, mas a última edição parece que teve jornais a mais. Houve pessoas (tal como eu) que receberam o mesmo jornal duas vezes com um intervalo de uma semana. E esta? jose avila

1 de Novembro de 2010

Aprender a nossa História O Center for Portuguese Studies da Universidade da California/ Stanislaus, com o apoio de firmas locais e a direcção de Elmano Costa, trouxe à California, Susana Goulart Costa, professora da Universidade dos Açores, para falar do seu livro "Açores, Nove Ilhas. Uma História". A coordenadora deste projecto foi Deolinda Adão, professora da Universidade de Berkeley, que na apresentação do livro diz o seguinte: " Este projecto nasceu da necessidade de preencher uma lacuna sentida por professores de Língua e Cultura Portuguesa em geral, e Cultura Açoriana em particular... O texto resultante é fruto de vários anos de total dedicação da Dra. Susana Costa, que escreveu uma narrativa que embora ancorada em pesquisa científica é de leitura aprazível... e evidencia a trajectória e o progresso de cada uma das ilhas do arquipélago e atravessa camadas sociais e divisões políticas..." Este evento teve lugar no dia 23 de Outubro em Turlock. Pena que este evento não se possa multiplicar por toda a California, Costa Leste e Canadá. Susana Goulart Costa e Elmano Costa

foto de Tony Salvador

Year XXXI, Number 1097, Nov 1st, 2010


PATROCINADORES

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COLABORAÇÃO

1 de Novembro de 2010

"A gente não faz amigos, reconhece-os"

Sabor Tropical

Elen de Moraes elendemoraes_rj@globo.com

N

uma acirrada campanha para eleger o novo Presidente do Brasil, quando a imprensa destampa a panela de pressão da corrupção e nomeia quem cobrava propinas e quem as oferecia dentro do atual governo e aponta do lado do outro candidato os erros dos políticos do seu Partido, quando a maioria de católicos, espiritualistas e protestantes se une contra a promessa da liberação do aborto e do casamento entre pessoas do mesmo sexo, escolhi não escrever a respeito, porque quando o Tribuna estiver em vossas mãos, o povo já terá escolhido, em 31 de outubro, quem presidirá nosso País pelos próximos quatro anos. Falarei, então! Entretanto, um feito me tem chamado a atenção: os amigos! Quase todos os meus amigos comungam das minhas convicções políticas. Nada combinado, tampouco nenhum tenta converter o outro às suas idéias. Acontece, simplesmente. E fico imaginando se “escolhemos” nossos amigos porque se parecem conosco ou porque têm aquele “algo mais” que nos falta ou, por outra, que nos completa. Ao sermos apresentados a alguém sabemos, naquele exato momento, se vamos ser amigos ou não, pelo grau da empatia ou rejeição que sentimos em relação àquela

pessoa. Coisa da alma? Pode ser, porque o mesmo se dá no virtual: ao teclarmos com alguém pela primeira vez ou ao ouvirmos sua voz mesmo sem lhe ver a imagem, sabemos se vai ou não acontecer a amizade. E não adianta insistir, nem investir num futuro relacionamento porque se a nossa intuição ligou o “alerta”, não vai rolar. Aliás, como saber se alguém que julgamos amigo é mesmo nosso amigo? Ouvir nossa intuição deveria ser a primeira medida. Não sei dizer se um amigo está para o homem como a amiga está para a mulher, ou seja, até que ponto a amizade entre os homens é a mesma que existe entre as mulheres. Dizem que entre eles há mais cumplicidade e lealdade. Será? As mulheres também são leais e cúmplices, no entanto, como os homens são mais seletivos (ou arredios?) ao escolherem seus amigos, talvez esteja aí a diferença. Porem, não resisto, aqui vou destilar um “venenozinho”: há homens que chamam todas as mulheres que conhecem de ‘amigas’, ou seja, tem mais amigas do que amigos. Por que será, hein? Nós mulheres tendemos a confiar mais nas amizades, fazemos confidências, falamos dos nossos planos, dos nossos amores, dos nossos problemas familiares e conjugais e muitas vezes nos damos mal porque acreditamos mais do que deveríamos em quem

Tenho um Amigo (com A maiúsculo mesmo) que me recrimina toda vez que me ouve chamar “amiga/o” as pessoas que eu mal conheço e explica que amigo não é um conhecido qualquer, é aquela pessoa que nos quer bem, que nos conhece profundamente e que nos aceita como somos. Ele sempre diz que há certas pessoas que não são amigas, mas que ele também não as quer como inimigas. E certa vez ao apresentá-lo a alguém, durante a conversa que se seguiu a pessoa o chamou de amigo e ele respondeu: “não me chame de amigo porque não sou teu amigo”. Não há espaço para contar sobre os momentos embaraçosos que se seguiram e, claro, com troca de palavras ásperas. Segundo Aristóteles há três tipos de amizade: aquela cujo motivo é o interesse,

quando alguém se diz amigo só porque o outro lhe é útil; aquela cujo motivo é o prazer, não em virtude do caráter das pessoas, mas porque são companhias agradáveis e a verdadeira amizade, a perfeita, que é a que subsiste entre aqueles que são bons e cuja similaridade consiste na bondade, pois esses desejam o bem do outro de maneira semelhante. São amigos especialmente aqueles que desejam o bem a seus amigos por si mesmo, porque assim se sentem em relação a eles, e não por uma mera questão de circunstâncias. Gosto de uma crônica do Vinicius de Moraes sobre os amigos que expressa bem mais que menos o que presumo da amizade. Diz assim em alguns trechos: “... E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências. … Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. A gente não faz amigos, reconhece-os!”

E ninguém bateu palmas

Ao Sabor do Vento

José Raposo

E

se diz amigo, mas não demonstra afeto e sinceridade. Bom lembrar que nem sempre aquela pessoa que entra em contato para “atualizar” as novidades, para saber como estamos passando e acaba falando mal de outras amigas, é nossa amiga de verdade! E fará o mesmo conosco. E aquela velha história, então, que ouvimos de vez em quando que “meu marido me traiu com minha melhor amiga” não existe! Se sequer eram amigas, não poderia ser a melhor entre todas.

raposo5@comcast.net

u já perdi a conta das vezes que minha mãe veio à Califórnia. Sempre que vem, diz que é a última vez e que não gosta nada da América, mas passa o tempo, sente saudades e volta. Desta vez, assim que ela cá chegou, disseme logo : - “Eu vim, mas tens que me ir levar a Boston. -Ó senhora! As vezes que minha mãe já veio cá, deveria saber o caminho de cor e algumas palavras em Inglês. - E sei - diz ela - “Sharape”. Tu vás e pronto, que quem paga a passagem sou eu. Como era que eu ia discutir? Mestre mandar, marinheiro fazer! Compramos passagem e vi que teria que ficar 18 horas no aeroporto de Boston à espera de vôo de regresso à Califórnia. Disselhe que poderíamos ir a Fall River que ficava perto ou ir até Cambrige e comer num dos restaurantes portugueses que lá há. - Não vou nada comer a lado nenhum, a tua mulher já me comprou daqueles biscoitos gordos e moles (bagels) e com queijo dá para eu comer e tu vais comer essa porcaria desses “rato dogues”, ramburgas ou o

que quiseres. Enfim, desta vez não me esqueci do cartão de crédito. Comi algo no avião, mas quando cheguei a Boston já tinha fome. Procurei um restaurante e entrei no “Dine Boston Bar & Grill”. Minha mãe fez um comentário qualquer e a moça que nos ia atender virando-se para ela diz: - Muito obrigado. Ai que a menina fala Português diz ela. - Falo sim senhora, sou brasileira. Minha mãe que disse que não tinha fome alguma, pegou logo na ementa e começou a ver as fotos para escolher algo. Eu olhando para a empregada que disse chamar-se “Thais”, pedi para que ela me surpreendesse com a comida. Poucos minutos depois vieram os pratos e minha mãe em pouco tempo contou metade da sua vida à moça e ela muito delicadamente escutou também dizendo as razões que haviam feito com que ela tivesse deixado o seu belo Brasil para vir tentar uma nova vida nas terras do tio Sam. Lá fomos comendo e falando com a Thais que faz parte da gerência do restaurante e quando demos por isso já se tinha passado umas

quantas horas. A refeição foi estupenda, boa, abundante e bem confeccionada e a companhia da Thais foi deveras apreciada. Para mim é um lugar perfeito para qualquer pessoa que tenha que tomar uma refeição enquanto espera a Sata. Encontramos uma passageira tanto ou mais nervosa que minha mãe, que também iria no mesmo avião e lá consegui que a menina da Sata mudasse o número do assento para que as duas fossem companheiras de viagem. O avião levantou vôo, pelas 10,30 da noite, minha mãe lá se foi levando consigo a imagem do Santo António e de Nossa Senhora do Socorro que ela traz e leva sempre na mala de mão. Fui-me despedir da moça brasileira ao restaurante e fiquei a andar de uma lado para o outro, sentando-me algumas vezes, até às 8 da madrugada hora que parti de Boston, no avião da Virgin American. Mesmo com o barulho dos motores, como estava muito cansado e sonolento, logo dormi e só acordei quando uma das hospedeiras estava a passar com o carrinho da comida. Pedi uma sandwich e ela respondeu que eu tinha que ter encomendado

pelo computador que estava à minha frente, nas costas da cadeira. Eu ainda meio tonto, esfreguei os olhos e disse: - What?! - Yes! You have to order on the touch screen. Eu lá comecei a ler o écran, fiz a minha escolha, paguei com o cartão de crédito e estava à espera que a sandwich caísse, por qualquer buraco como caem as latas das máquinas de refrigerantes. Pergunto à menina de bordo por que não acontecia assim e ela sorrindo me diz que seria a próxima coisa a inventar, mas que eu teria de esperar mais uns anos. Foi uma gargalhada e fiquei mais bem disposto. Tenho a dizer que o serviço dessa companhia aérea foi formidável,

o preço do bilhete (138 dólares), muito melhor e os seus tripulantes uns santos. Esse computador que tem nas costas da cadeira da frente, não só serve para encomendar a comida como serve para ligar à internet, ver filmes e vai dando o percurso do avião. A qualquer pessoa que tenha que viajar para Boston, recomendo a comida no “Dine Boston”, a simpatia da Thais e as graças da santa “Virgin American”. Tive sempre a curiosidade de saber a que velocidade o avião toca na pista quando aterra. A 2 minutos de o fazer, estava a uma altitude de 562 pés, vinha a 146 milhas por hora, as rodas tocaram o solo, numa aterragem impecável, a 139 e ninguém bateu palmas...

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COLABORAÇÃO

Tribuna da Saudade

Ferreira Moreno

A

os 5 de Setembro p.p., na sua coluna semanal publicada aos domingos no “Correio dos Açores”, o meu distinto conterrâneo e bom amigo, Ezequiel Moreira da Silva, discorreu amplamente àcerca da ribeira que deu o nome à antiga vila micaelense Ribeira Grande, agora cidade desde 1981. Visto que eu nasci e cresci na Rua da Ponte Nova, bem juntinha a essa ribeira, que ao tempo tive sempre na conta de vizinha inseparável, confesso que a leitura do artigo de Moreira da Silva deixou-me bastante sensibilizado pelas saudosistas recordações que prontamente despertou. Indubitavelmente, como acentuou o articulista, a Ribeira Grande deve muito à existência da sua ribeira, começando pelo próprio nome que, desde o início do seu povoamento, lhe foi afixado: “Correndo pelo meio daquela extensa e plana várzea, prometendo ela logo a existência de boas terras aráveis por debaixo do matagal denso que a cobria, foi a sua localização que determinou a fixação dos primeiros ribeiragrandenses. Foi essa abundância de água com caudal permanente que, certamente, muito os atraiu”. Curiosamente, nas faldas da Serra de Água de Pau e paredes meias com a Lagoa do Fogo, nas proxi-

midades dos pontos onde a ribeira inicia o seu longo percurso, ainda hoje continua a correr ao abandono uma água mineral, altamente carbonatada que, em tempos idos, era vendida comercialmente em pequenas garrafas. Refiro-me, evidentemente, à célebre Água das Lombadas, proveniente e presenteada por esta ribeira de largos recursos, pois que a partir dali ela se engrossa com outras águas, vindas doutros lados, desfilando encosta abaixo, e dispensando generoso concurso em diversos empreendimentos industriais. Tivemos assim, como anotou Moreira da Silva, os engenhos p’rà preparação do Pastel, p’rà produção do linho e sua transformação em tecidos, p’rà moagem dos cereais através de levadas condutoras da água necessária p’ra mover os moinhos espalhados ao longo da ribeira, bem como utilizada na característica e vasta rede do regadio agrícola. Neste momento estou a lembrarme que a minha família tinha uma propriedade (com casa de arrumação p’ràs colheitas) no Rego Esquerdo, sítio assim conhecido por ter acesso ao método antigo de aguar os terrenos de cultivo. A água encomendada (pagava-se pelas horas de

A ribeira minha vizinha consumo) corria num rego (vala) finalizar, apraz-me transcrever Lavadeiras, lavadeiras, ladeando o muro da propriedade, uma vez mais, (pois já o fiz em Debruçadas na corrente, entrando a água por uma abertu- crónicas transactas), um rol de Lavai nas águas ligeiras ra adequada. O rego ou vala fica- quadras da autoria do mui es- As mágoas que o peito sente. va precisamente à esquerda do timado e saudoso, sr. Ezequiel caminho rasgado nessa área. Moreira da Silva (1892-1974), Mãe d’água dos namorados Efectivamente, em diversas par- professor e conferencista, poeta Ardendo sempre em desejos, tes do percurso da ribeira e a e autor, jornalista e empresário, Andam nos ecos guardados altitudes diferentes, criaram-se e pai do Ezequiel mencionado ao Ruídos de muitos beijos. as chamadas “mães-de-água” longo desta ligeira crónica. (reservatórios) cujas águas serSaltando de mata em mata, viram p’ra dessedentar milhares Ó minha Ribeira Grande Por noites de lua cheia, de alqueires de terra, causando Teu encanto espalha mágoas, Pareces fita de prata, igualmente o funcionamento de Por toda a parte se expande Onde minh’alma se enleia. caldeiras movendo fábricas de A benção das tuas águas. chá, desfibração de espadana, Já te cortaram em duas, serrações de madeira, e outras Os moinhos a moer, Tão grande caudal trazias, empresas, a que devo acrescentar As turbinas a girar, Agora passas nas ruas, esta particular e importante refe- Pão p’rà gente comer, Separando as freguesias. rência: A primeira luz eléctrica Luz p’ra nos alumiar. que alumiou a Ribeira Grande e Duas vezes nos sustentas, Correm as fontes contentes, outras partes de S. Miguel resul- Minha ribeira velhinha; Alegria das estradas, tou profusamente desta ribeira Água das tuas nascentes, Molhas as terras sedentas, “minha vizinha de antigamente”. Mudas o grão em farinha. Cantando as mesmas toadas. Citando Moreira da Silva: “E ainda agora é a ribeira que continua E quando o milho se some O mar vem esperar-te à ponte a produzir energia eléctrica e a Nos povoados vizinhos, Sob os arcos triunfais, ajudar a de outras origens (a ge- Muitos vêm matar a fome Onde a rainha do monte otérmica). É ainda dessa ribeira, À porta dos teus moinhos. Celebra os seus esponsais. e das nascentes que a alimentam, que vem uma grande parte da água potável que dessedenta PHPC announces the release a população of its latest publication, the da Ribeira luxury edition of the book Grande, do IV International Conference on seu concelho The Holy Spirit Festas, a hard e de outras, cover, full color, 100-page, também”. A photojournalist’s report of the June 2010 conference in San José, California, by Miguel Valle Ávila, Assistant Editor of The Portuguese Tribune. All author proceeds revert in IV International Conference on the Holy Spirit Festas benefit of the San José State Miguel Valle Ávila University Portuguese Studies Program.

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COMUNIDADE

Casamento Elegante

1 de Novembro de 2010

Fotos de João Freitas

Família da noiva - Kevin, Michael, Lena e Paulo Azevedo, Odelta e João Jorge

No dia 25 de Setembro, Lena de Fátima Jorge e Paulo Jorge Azevedo casaram na Igreja de Nossa Senhora da Assunção em Turlock. A Festa da Boda teve lugar no Salão da mesma Igreja. Lena Jorge é filha de Odelta e João Jorge e Paulo Jorge Azevedo, filho de Fátima e António Azevedo. São ambos nascidos neste Estado. O jovem casal ficou a residir em Santa Maria, California e foram passar a Lua-de-Mel à Jamaica.

VENDE-SE Terra de Semeadura e Arvoredo, com mais de 776,000 m2, localizado nas Travessas, Freguesia da Ribeira Seca, melhor conhecida pela “Ferreira da Marceneira”, “O Coração da Ribeira Seca”, Concelho da Calheta, Ilha de São Jorge, Açores. Tem uma frente junto ao Caminho, a estrada central da ilha. Tem uma excepcional vista para a Ilha do Pico. Os interessados devem chamar para (408) 258-1347

A Foto da Quinzena Procissão de Nossa Senhora do Rosário em Hilmar A única preocupação destas miudas era saber se chovia ou não chovia

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Do noivo: Tony, Fátima e António Azevedo, Lena e Paulo, Carlos, Stephanie e John Azevedo


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Cesto de duas asas

Rasgos d’Alma

Luciano Cardoso lucianoac@comcast.net

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alavra d’honra tenho que empenhar, hoje e aqui, em como, até há coisa duns minutos, não me tinha decidido pelo tema a alinhavar. Bem que martelava a cachimónia e até rasguei a inspiração ao meio, tentando rabiscar à balda algo de útil sobre o teor do meu voto, já nas urnas. Contudo, ao repensar a figura triste que a política e os políticos, em Sa-

e, antes de me roubar um cacho, disparou a máquina sem sequer me convidar a sorrir. Talvez tivesse razão. Sorrir com aquele peso todo em riba do lombo tambem não ia ser lá muito fácil. Até me dá a impressão que, na altura, estava a fazer uma careta. Numa foto repentina, caretas improvisadas, numa cara feia como a minha, acho que são perfeitamente desculpáveis.

cramento, tem feito e vão continuar a fazer com os nossos votos contados depois das eleições, desanimei. Não vale a pena. Procurei concentrar-me um pouco mais mas nada de jeito me ocorria. Valeu-me então o meu simpático primo George, aquela cara perfeita, que nasceu na Artesia mas mora ali para as bandas do Chino, ao enviar-me o retrato que me tirou na vindima de há dois meses no quintal de meu irmão Carlos, que tambem já morou cá, na Califórnia, mas presentemente reside nos Biscoitos – pitoresco torrão ilhéu, por ele adorado como a sua pequenina América – ao norte da ilha Terceira. Apanhou-me o George com um cesto de duas asas às costas, caregadinho de uva de cheiro madura

Tenho muito mais dificuldade em desculpar o que se passou a seguir com este meu fiel computador, ferramenta preciosa que já não consigo dispensar ao escrever seja o que fôr, muito menos cá para o jornal. Sem mais nem menos, foi-se abaixo. Sem mais nem menos, toca a ligar para o número grátis da necessária assistência técnica que, como alguns talvez já tenham experimentado, reside na Índia. Da Índia, já com a orelha assada e o ouvido a ensurdecer do telefone, após quase meia hora de conversa fiada, lá me diagnosticaram o problema e reavivaram o aparelho. O computador começou aos poucos a vir a si. Todavia, quando me recusei aceder em comprar a nova garantia que me pediam (e

que custava quase metade do preço dum computador novo) para curá-lo do vírus de que sofria, não querem crer que o diacho do “mexim” se deixou ir abaixo? Em vez de careta, deu-me a verneta. Enfureci-me mas não me despistei. Antes pelo contrário. Lembrei-me do meu amigo Joel, que tambem percebe da poda e fá-lo sensatamente por preços muito mais razoáveis. Pedi licença ao técnico indiano para fazer uma chamada rápida e liguei para o telemóvel do Joel que me disse logo: “No problem! We’ll do that over lunch.” “Wow!” Que grande alívio! Voltei a ligar para a Índia e expliquei que já não necessitava de assistência por aquele preço porque, para além de julgar que os meus requesitados serviços devessem estar cobertos pela garantia original, já tinha quem me ajudasse a resolver o problema

por cá. Aí, já me queriam baixar o preço e aumentarem-me logo a amabilidade. “Better deal? Too late! Thanks but no, thanks!” Tomei fôlego depois de desligar o telefone e fui ao frigorífico buscar uma cerveja gelada. Tinha que resfriar as goelas e espicaçar os ânimos. Aquela conversa tinha-me posto as ideias a ferver. “Ando há anos a votar de boa vontade em politicos bem falantes que nos prometem mais emprego e melhor nível vida para, de olhos fixos no umbigo inflamado da sua politiquice aguda, andaremnos a exportar os empregos para a Índia, China, conchinchina e depois tramarem-nos a vida bem tramada. A coisa, assim, não vai lá.” Liguei de novo para o meu amigo Joel: “Are you ready for lunch?” Ele ficou abananado: “Do you know it is already time for dinner?” De facto, já eram ho-

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ras de jantar. Com o computador engasgado e a precisar de concerto, perguntei-lhe se não estava na disposição para comer linguiça com ovos estrelados e feijão guisado. Ele não hesitou em dizer-me que já lhe estava a crescer água na boca mas que se eu tivesse um bom vinho…’inda melhor. Tive que relembrá-lo então do pitoresco lugar onde nasci e cresci habituado ao cheirinho são da uva madura, à alegre azáfama das vindimas e às pandegas provas do bom vinho de cheiro nas saudosas adegas da minha longínqua mocidade. Quando, à mesa, com o computador já a funcionar, lhe disse que aos treze anos de idade já carregava às costas com pesados cestos de duas asas rasos de uva quase a verter vinho, ele arregalou-me os olhos com cara de gozo: “Are you drunk?” Podia parecer mas não estava.


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1 de Novembro de 2010

Agua Viva

Filomena Rocha filomenarocha@sbcglobal.net

É

Novembro, é já Outono e apesar do grande ciclo das Festas Religiosas ter terminado, ainda há muito para celebrar. Segundo o calendário Católico Romano, o primeiro dia deste mês, é dedicado a todos os Santos. Ainda se fala deles? É dia de ir à Igreja, logo de manhã, para se iniciar a celebração da vida e morte de quantos tenham levado uma vida consagrada a Deus, tanto quanto possível em isolamento, em reclusão, em retiro, em abandono das riquezas terrestres. No meu tempo, a par das lições do catecismo, ouvíamos falar das vidas de Santos, pessoas de vivências diferentes, transcendentes, que nos deixavam o incentivo para atingir um grau de consciência mais elevado, mais sublime até à vontade de seguir o exemplo . Hoje raramente ouvimos falar

É sempre tempo de celebrar

de Santos. Com a mudança de regimes políticos nos países, muitos valores se vêm perdendo, como se de algo ofensivo se trate. Podemos ouvir falar de políticos, cientistas, e todas as outras profissões, nem sempre com a melhor formação ou qualificação profissional, que tudo bem. Mas se se trata de falar dos que estudaram com afinco para aprofundar os conhecimentos da Teologia ou que por mera vocação seguiram a simplicidade de uma vida de voluntariado e desprendimento nas mais diversas causas e que por elas atingiram outro patamar espiritual, então desses quase ou nada se diz... Atenção à palavra voluntariado, porque há quem se intitule de Voluntário, e é tudo menos isso. Tais “santos e santas” sempre me chocam pela falta de honestidade e de vergonha... No dia seguinte ao de todos os Santos, 2

Coisas da Vida Maria das Dores Beirão

de Novembro, é o dia dos Finados, isto é: dos Fiéis Defuntos. É hábito de os Católicos irem à sua igreja orar pelos seus ente-queridos, visitarem as campas dos cemitérios e depositarem flores onde repousam os seus restos mortais. Nem que seja num dia só por ano. Antigamente as igrejas enchiam-de fiéis para prestarem tributo aos que, novos e velhos têm como destino certo.

M

as neste mês ainda se comemora o dia de São Martinho...que só de ir à adega e provar o vinho, entre castanhas e sardinhas assadas, se converte num Santinho alegre, bem disposto dividindo com os demais o agasalho da sua capa pelos despidos da sorte. E são tantos os que existem, mesmo dentro da nossa comunidade orgulhosamente rica, mas tan-

ta vez desprovida de alma, porque o jogo da mentira e da calúnia pesa sempre mais na balança da inveja e mesquinhês da sua vida com pensamento disfuncional. Este ano, o Dia de Acção de Graças, celebra-se a 25, dia de Santa Catarina da Alexandria, outra figura de exemplo que devíamos saber seguir quando falamos dos outros, do que temos e do que somos. Que a abundância desse dia seja igual para todos na medida da qualidade interior de cada um.

Adeus, minha querida Adelina

winesao@gmail.com

M

eus caros leitores e amigos, confesso que ainda não sei bem onde me irá levar esta mensagem, apenas tenho a ceteza que tenho um enorme desejo de conversar convosco e desabafar alegrias e tristezas que neste momento se alojaram no meu coração. É que a amizade é este sentimento estranho que partilho, através da nossa Tribuna, não apenas com os meus Amigos que conheço os seus nomes e as suas cumplicidades e de quem recebo uma enorme força, mas também por outros que sinto estão partilhando neste momento as mesmas fragilidades humanas que fazem parte das nossas vivências. Foi um verão quente e alegre com incalculáveis bençãos proporcionadas pela família e pelos amigos. No aspecto social e cultural, foi duma enorme riqueza. Não posso,

nem devo deixar de mencioanar a Conferência àcerca Do Divino Espirito Santo em S. José, devido à magnitude deste evento, ao mgnetismo que existiu e se viveu, à diversidade dos conferencistas, à competência da organização, à força da fé que gira em volta da Tradição das festas ao Divino Espírito Santo, à colaboração e participação de gente maravilhosa vinda de longe e de perto, ao prazer de ver abraçar amigos e amigas do Brazil, Canada, Açores e outros tantos das mais diversas partes deste país, enfim estar apta a construir uma amálgama de memórias ricas. Apesar destas memórias e outras que acumulámos durante estes ultimos meses, outras muito dolorosas estavam em embrião. Em Abril, a nossa sobrinha Adelina foi diagnosticada com cancro raro e avassalador, tinha então 42 anos, marido e três

filhos. A luta foi tremenda, a sua força foi heroica, a sua fé contagiante e sobretudo a sua coragem e doação à família. Meus amigos e leitores, estou a escrever àcerca desta Grande Mulher, apenas pelo facto dela ter falecido, como acontece a tanta boa gente, nem pelo facto de ser minha sobrinha, mas sim porque nos meus anos de existência não encontrei mulher mais corajosa, mãe mais sublime do que ela. Nunca se considerou vítima, tratou por tu o sofrimento físico e, sempre, até ao ultimo momento pôs em causa o bem estar dos que a rodeavam. Durante os meses que viveu com o peso da sentença que a esperava, nada para ela foi mais importante do que o bem estar e a educação dos filhos. Tudo disse, tudo fez, tudo preparou para que a sua ausência como mãe não causasse nenhum im-

pedimento na sua vida escolar, quer a nível secondária, quer a nível universitário. Deixou documentado, em forma epistular, conselhos e advertências para o futuro deles, sempre com o ênfase na importância da Educação, da Ética, da Fé e da Família. Marcaram-me sobretudo as nossas ultimas visitas, porque já sabíamos que restavam apenas dias. Nunca mais esquecerei o olhar dela e pressão da sua mão na minha. O seu corpo fora invadido por um acto de terrorismo, cujas armas falharam combater, mas cujo espírito nunca se mostrou derrotado. Mesmo quando já vomitava a vida aos poucos, ainda tinha a gentileza de pedir desculpa pelo mal estar que essa visão pudesse causar aos presentes. Chegou à California com treze anos, na companhia dos pais, quatro irmãos e uma irmã. Casou com o amor da sua vida. Na sua casa sempre se falou português, espanhol (lingua do marido) e é claro o inglês, ao mesmo tempo que se viviam as três culturas, que ela teimava em manter vivas. Até neste aspecto a Adelina foi cidadã exemplar. À sua volta teve sempre a presença assídua dos cinco irmãos. Como veêm, não escrevo apenas acerca duma sobrinha muito querida, não escrevo apenas àcerca duma jovem vítima duma doença terrível, escrevo sobretudo acerca da Mulher, que numa curta passagem pelo mundo deixou a maior lição de vida para quem teve a dita de a conhecer. Adeus, minha querida Adelina. Até à volta

1600 Colorado Avenue Turlock, CA


Perspectivas Fernando M. Soares Silva

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Quem inventou os Óculos?

fmssilva@yahoo.com

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omo muitas outras, a invenção dos “óculos” surgiu nos remotos e áureos tempos da antiga civilização egípcia. As mais antigas referências históricas relacionadas com a aparição e o uso de óculos aparecem em hieróglifos do quinto século antes do nascimento de Cristo. Mais especificamente, esses hieróglifos exibem o uso de lentes meniscais de vidro, isto é, lentes convexas num lado e côncavas no lado oposto, com o específico propósito de “magnificar” a visão, corrigindo-a ou ampliando-a. Outras evidências históricas aparecem mais tarde, no primeiro século da Era Cristã, em escritos do famoso filósofo estóico e brilhante escritor romano Lucius Amaeus SENECA (c .3 A.C.-65 D.C.). Referindo-se à magnificação de diversas lentes oculares usadas pelo imperador NERO (de quem ele era um dos dois tutores imperiais), SENECA frisou que “letras quer pequenas ou indistintas são vistas ampliadas e mais claramente mediante um globo ou um tubo cheio de água”. O mesmo escritor também refere que NERO (37-68 D.C.) seguia jogos e combates entre gladiadores usando uma grande esmeralda como lente correctiva. Dois séculos mais tarde, ou mais precisamente no ano de 1235, no seu tratado “De Iride”, ROBERT GROSSETESTE (c.1175-1253 D.C.), o filósofo, teólogo escolástico e chanceler da Universidade de Oxford e mais tarde bispo de Lincoln, na Inglaterra, menciona o uso de meios ópticos “para ler as mais pequenas letras a incríveis distâncias”. ROGER BACON (1214-1294 D.C.,), o distinto filósofo franciscano cognominado o “doctor mirabilis” do século 13 D.C., e grande impulsionador da metodologia empírica, é também conhecido pelas suas pormenorizadas referências aos processos de magnificação (graduação) de lentes oculares efectuados em 1262. Saliente-se que os primeiros óculos de protecção contra a intensidade dos raios solares surgiram na CHINA aproximadamente durante o século 13 da Era Cristã. No entanto, é importante frisar que as respectivas lentes não usavam magnificação (graduação) ou lentes correctivas e eram apenas coloridas para minimizar os nocivos ou incomodativos raios solares.

A PRIMEIRA GRANDE EVOLUÇÃO DOS ÓCULOS SURGIU NO SÉCULO 14 A posterior invenção dos óculos com duas lentes encaixilhadas em aros em armações de metal assentáveis na parte superior do nariz é atribuída por vários historiadores ao italiano SALVINO D’MATO (1258-1312),. O pintor TOMASSO DA MODENA. numa pintura a óleo por ele feita do cardeal Hugh de Provence, em 1352, parece conformar a existência e o uso de tais óculos no século 14. (Veja a pintura seguinte) Existem, no entanto, outras teorias relacionadas com a invenção dos óculos tradicionais. Em 1676, FRANCESCO REDI, professor de medicina da Universidade de Pisa, na Itália, escreveu haver descoberto e possuir um manuscrito de 1289, cujo autor se refere aos benefícios por ele recebidos de uma recente invenção de lentes oculares. O mesmo professor universitário apresenta outra evidência: um sermão proferido em 1305 pelo frade dominicano, GIORDANO DA RIVALTO, no qual ele relata que os óculos em referência tinham sido inventados havia menos de 20 anos. Baseado nesta evidência e em outros relevantes dados, o professor Redi atribuiu a invenção a outro frade dominicano, ALESSANDRO DA SPINA. Não obstante a controvérsia da invenção dos oculos tradicionais, toda a evidência aponta que essa descoberta foi feita entre os anos 1280 e 1300 na Itália. O cardeal Hugh de Provence, pintado por Tomaso da Modena em 1352 É importante salientar aqui que a invenção das duas “pernas” que, ligadas à armação das lentes, seguram-na repousando-a sobre as orelhas do utente, só apareceram séculos mais tarde, como o comprovam a pintura anterior e a seguinte. O “Apóstolo dos Óculos” –pintura de Conrad Von Soest (1402) O desenho e a constução da armação das lentes dos primeiros óculos tradicionais começou a evoluir ao rolar dos anos, de acordo com os desejos pragmáticos e de maior conforto dos utentes. Originalmente, os óculos eram posicionados manualmente diante dos olhos ou pressionados contra a parte superior do nariz (pince-nez) O radical monásti-

co GIROLAMO SAVONAROLA (1452-1495) aprsentou uma sugestão interessante, embora complicada: os óculos poderiam ser posicionados em frente dos olhos, atados a uma fita estendida sobre a cabeça do utente; a fita seria segurada pelo peso de um chapéu. A ideia foi implementada, mas começou a cair em desuso desde 1727, quando o oculista britânico EDWARD SCARLETT desenhou armações que não só se assentavam na parte superior do nariz como também se seguravam e se apoiavam sobre as orelhas da pessoa que os usava; enfim, de modo semelhante aos dos modernos óculos.

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odavia, a popularidade da nova invenção não foi imediata e vários e diferentes estilos persistiram por muitos anos. Um destes foi o interessante, mas pouco prático, modelo de “pedestal” (também denominado “tesoura”) a grande moda do Império francês, a qual perdurou até ao início do século 19.

O modelo imperial francês (c. 1805) PROGRESSIVA INVENÇÕES DE LENTES CORRECTIVAS E OUTRAS INTERESSANTES CURIOSIDADES As convexas lentes dos óculos tradicionais ofereciam alívio ou solução para problemas visuais típicos em pessoas de idade avançada, tais como hiperopia ou presbiopia. A descoberta dos benefícios das lentes convexas no tratamento da miopia é atribuída ao professor e cientista NICHOLAS VON CUSA (c.1401-1464). Todavia, só muito mais tarde, em 1604, o famoso astrónomo, matemático e filósofo naturalista austríaco JOHANNES KEPLER (1571-1630), num dos seus estudos, explicou

devidamente as vantagens das lentes convexas e côncavas no tratamento da presbiopia e da miopia. O dinânico cientista, político e escritor norte-americano BENJAMIN FRANKLIN (1706-1790), que sofria de miopia e presbiopia, inventou lentes bifocais em 1784, especificamente para eliminar o seu incomodativo problemauso de ter de usar dois diferentes pares de óculos nas suas tarefas diárias. As primeiras lentes para corrigir astigmatismo foram inventadas pelo astrónomo e matemático britâmico GEORGE BIDDELL AIRY (1801-1892 ) no ano de 1825. No começo do século 20, o cientista polaco MORITZ VON ROHR (1868-19400), ao serviço da corporação Carl Zeiss, elaborou as lentes esféricas de pontofocal Zeiss Punktal que dominaram o mercado internacional durante várias décadas. A MARAVILHA DAS LENTES DE CONTACTO As lentes de contacto surgiram na primeira metade do seculo 20, e cedo se tornaram populares devido, sobretudo, à inovativa versão de lentes de contacto maleáveis (soft) inventadas pelos cientistas quómicos OTTO WICHTERLE

e seu assistante DRAHOSLAV LIM. Os historiadores apontam, curiosamente, que a ideia de lente de contacto foi primeiro apresentada, em 1508, pelo génial LEONARDO DA VINCI, que as descreveu e dersenhou municiosamente. Recentes estimativas calculam em mais de 300 milhões o número de pessoas que actualmente usam lentes de contact correctivas, terapeuticas ou cosmeticas, em disersos ponos do mundo. Não obstante a grande conveniência das lentes de contacto para muitos, e apesar dos conhecidos benefícios da diversificada cirurgia correctiva visual para outros tantos, a maior parte das pessoas com problemas visuais continua a preferir usar óculos, também porque estes dois métodos aqui mencionados não lhes são aconselháveis. Novas tecnologias têm aperfeiçoado o fabrico, e o desenho das armações dos óculos, bem como a qualidade e a crescente funcionalidade de muitas das modernas lentes.


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COLABORAÇÃO

Reflexos do Dia–a–Dia

Diniz Borges d.borges@comcast.net

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uando o acto eleitoral de 2010 aqui nos EUA for uma mera notícia, e os eleitos entrarem nos seus gabinetes, o que acontecerá dentro de alguns meses, será o momento certo para, mais uma vez, analisar-se a economia americana e apostar-se em mais uma infusão de fundos governativos, particularmente, nas infraestruturas. É que o país, precisa de renovar-se. Nos Estados Unidos, apesar do nosso exorbitante défice no orçamento geral do estado, não podemos ficar à mercê de outros países, nem deixar que a economia esteja completamente dependente de segundos e terceiros, e muito menos, da "generosidade" do mítico mercado livre. Foram as infra-estruturas americanas que tornaram este país num baluarte da classe média. Essas mesmas infra-estruturas estão numa situação caótica. É urgente consertar a rede de auto-estradas, renovar os aeroportos, aperfeiçoar as nossas pontes, modernizar os nossos transportes públicos, incluindo a rede ferroviária, uma das mais arcaicas dos países ocidentais. É que, independentemente de quem controle o poder legislativo, é importante passar-se da retórica à acção. Sejamos honestos, a América é o que é, em termos económicos, porque os governos do passado, independentemente da cor política, souberam investir nas infra-estruturas do país. Sem uma América renovada, jamais haverá recuperação económica, e se a houver, será uma recuperação extremamente débil. Ali-

ás, com os juros baixíssimos, faz todo o sentido que mesmo com dinheiro emprestado, o governo invista e avance com a modernização do país. É do conhecimento geral que apesar do desemprego nacional ser na ordem dos 9,5%, no sector da construção civil a taxa de desemprego ultrapassa os 17%. Mais uma razão para pegarmos em mais uns 500 biliões de dólares de dinheiros públicos e investirmos na América, na criação de postos de trabalho com vencimentos dignos, os quais, por seu turno, criarão ainda outros postos de trabalho. Haverá quem diga, mais 500 biliões de dólares?! Então não se acabou (há uma ano) de investir 750 biliões de dólares com o "American Recovery and Reinvestment Act"? Não deixa de ser verdade que já se ingeriu quase um trilião de dólares na economia, para tentar salvar um sistema que ninguém quer questionar (mas isso é outro tema), porém, se queremos salvar este sistema, há que investir ainda mais. O governo tem que investir. E para os meus amigos conservadores que acham que tais investimentos são um absurdo, diria: e a guerra do Iraque? Então não podemos investir um trilião de dólares para salvaguardar a classe média americana, mas podemos gastar mais de um trilião a destruir e a reconstruir um outro país. É que o patriotismo começa em casa.

O dito por não dito. Depois de ter anunciado que teríamos um política de ensino da língua

1 de Novembro de 2010

O dito por não dito... e cultura portuguesas para os EUA, Canadá e Venezuela, com o Instituto Camões a ouvir parceiros e a pôr em prática essa política com estratégias e programas específicos à nossa realidade, o Secretário de Estado das Comunidades acaba de chumbar tudo. A culpa: o estado da economia portuguesa. Em 2009, o Secretário de Estado das Comunidades, António Braga, que tutela o Instituto Camões, anunciou que a rede do EPE (Ensino de Português no Estrangeiro), em funcionamento há anos na Europa e na África do Sul, iria ser alargada aos Estados Unidos, ao Canadá e à Venezuela. Agora dá o dito por não dito. A notícia dada pela agência LUSA a 27 de Outubro (portanto há poucos dias) com o título: Orçamento do Instituto Camões impede alargamento da rede do português no estrangeiro, é indicativa que em Portugal, desde governo a sindicatos, ninguém vê as comunidades para além da Europa. Aliás, já o tinha vivido na pele quando estive no Conselho Das Comunidades Portuguesas, e foi uma das razões porque não me recandidatei. Segundo foi anunciado pelo sindicalista João Dias da Silva, o Instituto Camões vai ter uma redução no seu orçamento, daí que terá, segundo disse à LUSA " de gerir melhor o menos dinheiro que vai ter, garantindo sempre que tem de haver oferta de EPE com qualidade”. Claro que esqueceu-se de dizer, ensino da língua portuguesa, pago pelo governo português, para a Europa e apenas para a Europa. Portanto, uma redução no orçamento não significa que haverá reduções na Europa, para se implementar a rede nos

Apontamentos da Diáspora

Caetano Valadão Serpa v.serpa@verizon.net

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riaram-se coros musicais de crianças para complementarem as assembleias do culto litúrgico. Canta-se em todas as celebrações e ocasiões festivas como expressão de alegria e até de tristeza, e, particularmente, canta-se rezando ou reza-se cantando. A música, uma das expressões artísticas e emocionais mais apreciada por toda a gente, foi e ainda é hoje, componente indispensável da manifestação de fé no Além, em grande parte desconhecido. O cristianismo, a religião mais influente do mundo ocidental, não foi excepção. A mística natalícia, homenagem a Jesus Menino, produziu das mais belas composições musicais jamais escritas. Obras estas que têm resistido ao desgaste dos tempos e às ideologias mais diversas e controversas, e às maiores crises, mesmo quando estas ultrapassam os limites da decência e entram no domínio da violência. O Cristianismo dos três primeiros séculos, no seu período subterrâneo, com certeza, foi passado grandemente em silêncio, nas catacumbas, com medo das

perseguições do Império Romano. Nos séculos seguintes, igreja e império acomodaram-se e fundiram-se como instituições interdependentes, tornando possível coabitarem livremente. E a igreja sobreviveu ao império, embora, ainda hoje permaneçam abundantes resíduos desses tempos. Quem não vê na maior parte da pompa, vestimentas e cerimonial dos mais solenes eventos religiosos do presente, sobretudo pontifícios e episcopais, herança fiel da época imperial!? Nesta devoção de cantar, as vozes mais ‘angélicas’ foram encontradas nas tenras cordas vocais das crianças. Para tal criaram-se grupos musicais profissionais, os famosos Coros de Crianças do sexo masculino para a música sacra e não só, Boys Choirs, as meninas devido às regras de ‘decência feminina’ não faziam parte destes coros. Talvez, o mais famoso, o da Capela Sistina, no Vaticano, onde também se deram graves abusos, como a castração física para que a voz se mantivesse refinadamente infantil. Entre outros coros de crianças famosos, o de Viena de Áustria, a cidade

EUA, no Canadá e na Venezuela, significa sim que a Europa tem supremacia e os emigrantes e luso-descedentes nos Estados Unidos, no Canadá e na Venezuela, continuarão como emigrantes e luso-descendentes de segunda classe. Nem que não o soubéssemos. Nem que não fossemos, na vasta maioria, gente descendente de ilhéus, dos Açores, bem longe do terreiro do Paço.

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do conhecimento geral que Portugal atravessa uma grande crise (económica e identitária) e que a ordem do dia é reduzir nos gastos públicos. Porém, se o Senhor Secretário de Estado das Comunidades quisesse ser justo, retiraria uma fatia do bolo à Europa e implementaria, mesmo em menor escala, a rede nos EUA, Canadá e Venezuela. Mas pedir justiça a este Secretário de Estado é pedir demais. Já há muito que sabemos que é uma palavra que não utiliza, não a conhece. Sabe-se também que os votos aqui no continente norte-americano, para as legislativas portuguesas, não são muitos, e cada vez serão menos, mas a implementação de uma rede de ensino jamais deveria estar relacionada com os votos que se possa, ou não, conseguir para os deputados pela emigração para a Assembleia da Republica. Sabe-se ainda que nas nossas comunidades, infelizmente, pouco ou nada se dirá sobre o assunto. Os nossos líderes, mais preocupados com a corrida às condecorações, continuarão a convidar o senhor Secretário de Estado para os seus banquetes, desfiles e ro-

marias. E ele aceitará e numa viagem à América gastará o suficiente para se colocar livros adequados em várias escolas comunitárias. Esta medida não vem matar o ensino da língua e cultura portuguesas nos EUA e Canadá. Nem por sonhos. Desde sempre, que o ensino da nossa língua e cultura passa pelo esforço das comunidades, dos professores, e de alguns líderes (muito poucos) cuja visão vai além do vedetismo que andam a procurar e que, infelizmente, estraga muita gente. Porém, há que ser-se realista: se queremos a perseverança da nossa língua e a nossa cultura temos que ter escolas que a ensinem. É que o nosso movimento associativo ainda não compreendeu que sem estabelecimentos de ensino, onde a nossa língua e a nossa cultura estejam presentes, as comunidades, pouco a pouco desaparecerão, ficarão diluídas no "melting pot" americano. Utilizando uma metáfora terceirense: há que pegar o touro pelos cornos. Há que pegar no futuro das comunidades, hoje. Há que o fazer sem o paternalismo e a condescendência das entidades portuguesas. E há que ornamentar as nossas festas com o que temos de bom nas nossas comunidades. Aliás, não seria má ideia que cada vez que acharmos por bem convidar um político para os nossos eventos, convidássemos um politico do mundo norte-americano, mundo esse, quer queiramos, quer não, somos parte integrante, ou pelo menosé o mundo das novas gerações, das comunidades do amanhã de manhã.

Uma vez mais as CRIANÇAS Uma crise sem fronteiras

da ópera, e de Regensgurger na Alemanha, dirigido, durante 30 anos, pelo irmão de Bento XVI. Todavia, os escândalos de abusos físicos e sexuais até contra as crianças destas instituições católicas, por homens “consagrados” a Deus por votos perpétuos de castidade, agora tornados públicos, bradam aos céus! Nos Estados Unidos, Canadá, Irlanda, Alemanha, Áustria, Brasil, Portugal, e, talvez, em menor escala, por toda a parte onde o catolicismo se implantou, os escândalos sexuais do clero católico até contra crianças, sucedem-se. Que mais será necessário para a hierarquia católica repensar, com verdade e coragem, o tão decrépito estatuto celibatário, que ela continua a impor ao clero, sabendo que nunca foi devidamente observado? A posição oficial da Igreja Católica é que o celibato do clero não tem nada a ver com os abusos sexuais do clero, mesmo quando se trata de crianças. Ao que parece também não tem ajudado! Mas, creio que bastará pôr a simples questão: - se esses clérigos abusadores de crianças fossem

pais e maridos não teriam pelas crianças outro respeito e consideração? Ou se o papa, os bispos, os cardeais e os superiores religiosos tivessem tido algum dia a felicidade e a responsabilidade de reterem nos braços uma criança, carne da sua carne, seu próprio filho ou filha, neto ou neta, poderiam permanecer silenciosos e coniventes nos abusos físicos e sexuais destas crianças? É um facto que o actual papa, quando arcebispo de Munique, a sua diocese permitiu que padres abusadores de crianças continuassem a exercer e a lidar com crianças; é um facto que o papa Bento XVI, quando Prefeito da Congregação da Doutrina da Fé, pela sua congregação passaram centenas e, talvez, milhares de casos de abusos sexuais do clero. Durante várias décadas, em muitos países, numerosos bispos conhecedores dos abusos sexuais do clero nas suas dioceses nada fizeram e o condescendente Vaticano tem-se limitado a uma simples convocatória sem consequências, no maior sigilo possível, tipo segredo dos deuses, como aconteceu ao anterior car-

deal de Boston. Até ao presente, apenas na Irlanda, uns poucos bispos tomaram a iniciativa de resignarem. Perante toda esta triste situação, a responsabilidade recai primariamente sobre a alta hierarquia eclesiástica, o papa e os bispos, que dispõem do poder institucional incontestável da mais vertical hierarquia que existe sobre a face da Terra. Ainda anteontem, o cardeal de Viena de Áustria sugeria a necessidade da Igreja Católica repensar a imposição do celibato eclesiástico e a formação dos candidatos ao sacerdócio, sendo logo contestado pelos monsenhores/bispos/cardeais entrincheirados na Cúria Romana, mais interessados na imobilidade do status quo que os protege, que na evolução duma igreja mais evangélica e cristã. Neste andar e com esta atitude, a crise não deixará de aumentar e causar as maiores injustiças mesmo contra as mais inocentes e desprotegidas vítimas, as crianças.


COLABORAÇÃO

Temas de Agropecuária

Egídio Almeida

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A nova lei da Agricultura

almeidadairy@aol.com A nova proposta de lei da Agricultura - concordar ou discordar?

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empre tem havido uma boa percentagem dos produtores de leite, que individualmente estariam de acordo para limitar a sua produção de leite e minimizar o crescimento da produção em geral, se houvesse incentivos adequados para tal. Esta percentagem cresceu precipitadamente com a baixa de preços e prejuízos que destruiram décadas de poupanças, merecida recompensa de trabalho àrduo. Mas surpreedentemente esse sentido de urgência e desespero, se podemos chamar-lhe de tal, de muitas familias na agricultu-

ra, não tem sido reconhecido e apresentado com eficácia pelos representantes da indústria. Produtores de leite por toda a Nação sentem-se mais abandonados que nunca. De facto, durante todo o processo de experimentar a encontrar um plano para aumentar e estabilizar os preços do leite, muitos produtores e outros na indústria estão frustrados, com a falta de cooperação e unidade, que deveriam estar patentes numa indústria que económicamente tem sofrido efeitos negativos. As organizações activas e outros grupos de produtores de leite e da agricultura em geral, tem mais que nunca, debruçar-se sobre os problemas da mesma, muitas vezes estão apenas atentos às suas

próprias iniciativas, ignorando outras apresentadas por outros grupos, apresentando uma divisão que nunca foi favorável à industria, políticamente falando. “The National Milk Producers Federation” com a sua “Foundation for Future Policy Iniciative” ocupa um lugar previligiado no Congresso, devido à influência política dos membros das suas Cooperativas afiliadas. No entanto, o “National Milk” tem um problema de imagem, porque muitos produtores julgam que a organização está a ser controlada por uma mão cheia de membros chave, que estão mais interessados em lucros cooperativos, de que margens justas para a produção. Grupos, tais como “Holstein As-

sociation, Dairy Farmas of America, Milk Producers Council”, e outros, tem prestado bons serviços trazendo o tópico, (Disciplina na Produção), para a mesa de conferências, mantendo o debate aberto, mas estes grupos tem dificuldade em manter o suporte de uma maioria, e tal a divisão da industria. A seguir está o “Dairy Industry Advisory Council” de (USDA) que é um grupo que se tem manifestado diversificado, e poucos acreditaram que possam chegar a um acordo, e é este grupo, e não o Congresso, que vai escrever a nova Proposta Lei da Agricultura. O Congresso votará a mesma, o que não se anticipa antes 2012, especialmente quando o novo Congresso ainda está por esco-

lher e os Candidatos parecem mais interessados em se minimizarem uns aos outros, de que indicar-nos como vão ajudar a governar. Entretanto, os peritos na agropecuária nao prevêem mudanças económicas, rápidas e necessárias à produção.

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FESTAS

1 de Novembro de 2010

Festa em Buhl, Idaho

Sandy e Mal Machado, Presidente; Vice-Presidente Jason e Ali Nunes

O I.D.E.S. de Buhl, Idaho, levou a efeito a sua festa em Louvor a Nossa Senhora de Fátima nos dias 9 a 17 de Outubro. No Sábado, dia 16 houve Procissão das Velas e baile com Mike Silva DJ. No Domingo, Procissão seguida de Missa pelo Padre Eladio Vierya e cantada pelo Coro Português do Magic Valley. Houve arrematações de gado e donativos. Actuação do Grupo Folclórico Filhos de Portugal, do Magic Valley. A festa acabou com Baile pelo mesmo DJ. Fotos de Mike Silva

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FESTAS

1 de Novembro de 2010

XXVIII Festival de Folclore

Fotos de José Enes

Realizou-se em Hilmar o 28º Festival de Folclore. Estiveram presentes nove grupos da California e um de Idaho. Os grupos presentes foram: Alma Ribatejana, de Fremont; Portuguese American Dancers, de San Diego; Retalhos Antigos, de Artesia; Tempos de Outrora, de San José; Mar Bravo, Casa dos Açores de Hilmar; Mar Alto, de Turlock; Vira Virou, de Newark; Portugal em Acção, de San Leandro; Saudade do Bravo, de Tulare e Filhos de Portugal, do Estado de Idaho. Os grupos representaram três regiões de Portugal, nomeadamente Açores, Minho e Ribatejo.

Arnaldo Batista


FESTAS

Festa de N.S. de Fátima em Thornton

Luís Duarte, Ana Vinagre, Rosa Maria, João e Hermínia Inácio, Fátima e João Lopes, Maria José Meirinho, Zélia Freitas, Halie Pimentel, João Pinheiro, Paulo Matos Sentados: Helder Carvalheira, Manuel Escobar e João Cardadeiro

Em cima: Luís Duarte Ao centro: Zélia Freitas Embaixo: Rosa Maria

À direita: Ana Vinagre Ao centro: João Pinheiro e Halie Pimentel Embaixo: Lucy e Bela

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FESTAS

1 de Novembro de 2010

O tema do Bodo de leite de Thornton foi o apareciento de Nossa Senhora em Fátima Manuel dos Santos, José Ribeiro, António Azevedo, Abel Raposo, Alberto Sousa, João Pinheiro

Maria José Meirinho (Vice-Presidente), Fátima e João Lopes (Presidente), Padre José Rodrigues, Hermínia e João Inácio (Past President), Frank Chaves (Grand Marshal). Embaixo - Rainhas e aias de 2010

Esta festa em Louvor a Nossa Senhora de Fátima de Thornton completou este ano o seu 40º Aniversário. Para quem conheceu os principios desta festa e agora a vê a crescer de ano para ano, tem de dar crédito a todos aqueles que a têm mantido viva. Do dia 11 a 15 houve as habituais novenas presididas pelo Rev. José Rodrigues, que veio das terras frias e lindas de Bragança, Portugal. Na quinta-feira, dia 14, depois da novena e benção dos doentes, houve no Salão um espectáculo musical com a presença de duas artistas vindas do Canadá - Lucy e Bela. Na Sexta-feira e durante a novena, a Comissão das Festas presidida por João e Fátima Lopes, decidiu homenagear todos os antigos presidentes com uma oferta. Seguiuse a Grande Noite de Fado, com a jovem Halie Pimentel, Rosa Maria (Costa Leste), Zélia Freitas, Luís Duarte (Canadá), Ana

Vinagre (Costa Leste), que foram acompanhados pelos 7 Colinas, Helder Carvalheira, Manuel Escobar e João Cardadeiro. Como sempre, João Pinheiro cantou a desgarrada, desta vez com a jovem Halie Pimentel, que ainda não estava à altura de tal feito. No Sábado houve Bodo de Leite, subordinado ao tema do Aparecimente de Nossa Senhora em Fátima. À Tarde houve a tradicional Corrida de Toiros, e à noite Procissão de Velas, depois da missa. Baile e Cantoria finalizaram o dia. No Domingo, cinzento e chuvoso, realizou-se a Missa de Festa com a presença do Bispo de Stockton, Stephen E. Blaire e do Cônsul-Geral de Portugal em San Francisco, António Costa Moura. A Procissão foi feita com alguma chuva, que tirou brilho à função. Seguiu-se o almoço para toda a gente. Na segunda-feira, 2ª Corrida da Feira Taurina de Thornton. Parabéns a Thornton.

Coro de Manteca, que abrilhantou a Missa da Festa Embaixo: uma amostra muito pequena das pessoas que ajudam a festa


FESTAS

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Missa da Festa, presidida pelo Bispo de Stockton Stephen E. Blaire e tendo como pregador o Padre José Rodrigues, vindo de Bragança. João Lopes ajuda a sua neta e rainha Pequena Gabriella Weiss a oferecer flores a Nossa Senhora de Fátima

Devido à repentina baixa de temperatura e à chuva, as Rainhas e Aias viram-se obrigadas a não usarem as capas e a vestirem casacos durante a Procissão. Nunca tinha acontecido

Presidente da Festa de Thornton, João e Fátima, vendo ainda o Bispo de Stockton Stephen E. Blaire e Padre José Rodrigues

Aspecto parcial dos participantes da Missa de Festa


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FESTAS

1 de Novembro de 2010

Aspecto parcial do ambiente em volta da Missa de Festa, ainda antes da chuva e do frio. Todas as organizações que vieram a Thornton viram-se obrigadas a desfilar em situação anormal, como nunca tinha acontecido.

Em cima: Maria José Meirinho, João e Fátima Lopes Esquerda: Presidentes a serem coroados pelo Padre José Rodrigues Padre José Rodrigues coroando a Rainha Grande Christina Borges

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FESTAS

Aia Melissa Silveira, Rainha Grande Christina Borges, aia Samantha Borges

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Bispo de Stockton Stephen E. Blaire saudando a comunidade portuguesa

Aia Makayla Avila, Rainha Junior Faith Weiss, aia Kaitlyn Avila Aia Jordan Sousa, Rainha Pequena Gabriella Weiss, aia Lillyanna Azevedo

Padre José Rodrigues coroando a Rainha Pequena Gabriella Weiss e a Rainha Junior Faith Weiss

Frankie, Patricia, Maria José Meirinho, João Miguel, Fátima e João Lopes, José Rodrigues, Laurinda Chaves e António Costa Moura


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COMUNIDADE

1 de Novembro de 2010

Crónica de Montreal

Antonio Vallacorba avallacorba@aol.com

A

VI Semana Cultural da Casa dos Açores (Caçorbec), subordinada ao tema "Os Açores na Comunidade Europeia", distinguiu-se este ano com o lançamento e/ ou apresentação de cinco obras literárias. Houve quem achasse isso talvez um pouco demasiado, mas para quem aprecia estas coisas, foi uma semana em cheio! Dessas sessões, seguidas ou anticipadas de conferências, apraz-nos registar a do nosso comum amigo, Duarte Miranda, conselheiro para os negócios internacionais, que presidiu aos lançamentos do livro "Senhor Santo Cristo", da autoria da dra. Lalanda Gonçalves, e ao do DVD do Senhor Santo Cristo, "O Olhar humano de Deus". Foi precedida pela exibição do vídeo sobre os 40 anos do Aeroporto de Ponta Delgada, apresentada por Jorge C. Silva, enquanto se mantinham patentes ao público e a suscitarem muito interesse, as exposições dos quadros a óleo da pintora Mercês R. dos Reis e a das "7 Maravilhas de Ponta Delgada", da conceção do já referido Jorge C. Silva. Seguiu-se o momento por que tanto se esperava, depois das breves palavras de saudação da praxe pelo presidente da Caçorbec, Benjamim Moniz, ladeado por Duarte Miranda e por Fernando Ranha, da editora pontadelgadense "VerAçor", que publicou a obra a ser seguidamente apresentada. Fernando Ranha, continental e estabelecido em São Miguel onde casou localmente e que trouxe consigo para este certame uma interessante coleção de livros turísticos sobre os Açores, tendo-os expostos e à

Semana Cultural da Casa dos Açores de Quebeque

disposição de quem os quizesse adquirir, surpreendeu-nos profundamente, ao falar sobre o livro do "Senhor Santo Cristo", da razão que o inspirara a publicá-lo e que teve a ver com o incêndio que certa vez ocorrera em sua casa, em cujo lugar escapara, intacta, uma estampa do Senhor Santo Cristo dos Milagres! Sendo o Duarte micaelense, natural das Calhetas, Ribeira Grande, participante em romarias, entre outras manifestações da sua fé, não admirou o estado de emocão com que nos proporcionou com este olhar mais intimo sobre a presença do "Ecce Homo" na sua vida. Aliás, algo comum a todos os presentes, estou certo, e revivido ao longo das palavras narrativas do Duarte, desde a Caloura ao Convento da Esperança, numa caminhada histórica de joelhos a sangrar e de palavras que nos prendem com profunda saudade ao Convento da Esperança, no Campo de S. Francisco. Dois livros que me "chegaram" às mãos, por gentileza do referido Fernando Ranha, foram "São Miguel, Açores", e "Ponta Delgada, Memórias de Uma Cidade", aguarelas e desenhos de António Eduardo Soares de Sousa, ambos editados pela "Ver Açor, Lda'" O primeiro, profusamente ilustrado com imagens de grande qualidade, tem no texto a qualidade literária que reconhecemos em Daniel de Sá, com que, neste caso, vai descrevendo a paisagem ou imagem de cada foto no folhear do livro, com o qual a "VerAçor" pretende contribuir para a divulgação do vasto património cultural,

religioso, paisagístíco e arquitectónico que os Açores oferecem aos seus visitantes. (Curiosa a foto da Gruta do Carvão, por me fazer lembrar que ela estava ali tão perto de mim, da rua onde eu morava, a Vila Nova de Cima, sem que eu soubesse. Foi preciso ter emigrado para saber da sua existência)! "Ponta Delgada, Memórias de Uma Cidade", de António Eduardo S. de Sousa, traz-nos uma Ponta Delgada mais ao jeito do meu tempo, mais rústica portanto e com imagens assaz familiares, do Largo de Camões, arredores onde eu trabalhava, de quem entra na cidade e de quem sobe a Rua dos Mercadores. Fernando Aires, que prefacia esta obra, traz à memória o saudoso pintor Victor Câmara (vejo-o a descer a Vila Nova com as suas botas até aos joelhos), ao dizer que ele nasceu com a "capacidade de, nas suas telas, deixar momentos tão insulares de nevoeiros esparsos, de ventos uivantes e de azuis por entre verdes pascigos".

PARQUE DOS AÇORES Nesse mesmo dia, realizava-se no Parque dos Açores a cerimónia da inauguração do monumento dedicado aos açorianos

locais. O parque é uma homenagem da cidade de Montreal à comunidade açoriana, para sublinhar sobretudo a extraordinária participação dos Açorianos no desenvolvimento sócio-económico da cidade de Montreal. Soube, graças à gentileza do meu bom amigo e ex-dirigente da Caçorbec, Manuel A. Pereira, que o acontecimento contou com as presenças do Cônsul-Geral de Portugal em Montreal, dr. Fernando D, Brito; Michel Prescott, conselheiro municipal; Emanuel Linhares, presidente do Conselho da Administração da Caixa Económica Portuguesa; e pessoas ligadas a este projeto, tais como Armando Loureiro, cabeleireiro; Roberto Medeiros, antigo ex-presidente da Câmara Municipal de Lagoa, São Miguel, entre outros, assim como representantes das coletividades comunitárias e do público em geral. O monumento é composto por 4 blocos de pedra basáltica amaciada (oriunda dos Açores) maciça, de 25 cm. de espessura por 2m de altura. As 9 ilhas açorianas são representadas por nove buracos executados no bloco de pedra. A representação do açor, está esculpida em baixo relevo na própria pedra.


Lufada de Ar Fresco

Paul Mello pjmello87@yahoo.com

A

caba de chegar ao fim o mês de Outubro e como este é o mês de prevenção do cancro da mama, não podia deixar de abordar o tema. Durante este passado mês foram realizadas várias campanhas aqui nos Estados Unidos para altertar a população, em particular o sexo feminino. Jogadores de futebol utlizaram braçadeiras e botas cor de rosa, assim como podíamos encontrar caixas de, ceriais ou iogurtes, com marcas em tons de rosa e com promessas de doar para a investigação do cancro da mama uma certa percentagem relativa às receitas da venda dos respectivos produtos. Enfim, um mês inteiro onde várias pessoas e instituições se juntaram para alertar a população para uma doença contra a qual a melhor arma continua ser o diagnóstico precoce. A mais recente estatística do Center for Disease Control and Prevention é baseada em dados do ano 2006 e mostra que o número de novos casos do cancro da mama foi de 191,410 naquele ano. Deste número, um total de 40,820 mulheres acabaram por não resistir à doença. Este ano são esperados aproximadamente 207,000 novos casos . As estatísticas também revelam que uma em cada oito mulheres acabará por ser diagnosticada com cancro da mama durante a sua vida. Os números são assustadores e não mentem. No entanto, é esperado que o número de mortes devido a este tipo de cancro seja ligeiramente inferior ao registado em 2006, muito devido ao substancial melhoramento de métodos de tratamento e também devido ao facto de mais pessoas estarem a ser diagnosticadas precocemente, algo que confirma o sucesso das recentes campanhas de informação acerca desta doença. A maior mensagem que é transmitida através de tais campanhas é a necessidade das pessoas olharem pela sua saúde e estarem atentas a anormalidades de modo a permi-

COLABORAÇÃO

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Cancro da mama: atitude proactiva é essencial

tir um diagnóstico o mais precocemente possível. Ao apanhar o cancro cedo, aumenta a probabilidade de cura, pois evita o alastramento ou metastize para outros orgãos e regiões corporais fazendo com que o prognóstico seja mais positivo e o tratamento menos agressivo. Em 2009, o United States Preventitive

Service Task Force (USPSTF) aconselhou os profissionais de saúde a recomendarem que todas as mulheres a partir dos 50 anos

façam mamografias anualmente, ou pelo menos, de dois em dois anos. Curiosamente, o mesmo organismo, responsável por tal decisão tinha indicado há sete anos que tal análise deveria acontecer apartir dos 40 anos de idade. Tal mudança de ideias deve-se à descoberta da quantidade de radiação emitida durante uma mamografia e também se deve à influência governamental que tinha por objectivo diminuir as despesas com este tipo de exames. Pessoalmente, sou da opinião que iniciar mamografias aos 40 é o mais adequado. Também acredito que tais recomendações gerais não devem ser seguidas por pessoas que tenham historial de cancro da mama na sua família, pois tais pessoas têm um risco acrescido de contrair a doença. O facto de apenas recomendarem mamografias após os 50 não significa que uma pessoa mais jovem não corra o risco de contrair o cancro da mama, embora a probabilidade seja bastante reduzida. A verdade é que pode acontecer a qualquer uma pessoa. Durante o passado mês de Outubro conheci duas jovens, uma de 26 e outra de 17 anos, que em vez de estarem a estudar ou a trabalhar nos seus empregos, estavam a lutar contra o cancro da mama. Como mulheres (e até homens também, embora a percentagem seja extremamente baixa) de todas as idades podem contrair a doença, é recomendando que, desde jovens começam a fazer auto-exame das mamas mensalmente, logo após o período de

menstruação. Até hoje, as causas para o aparecimento do cancro da mama são desconhecidas, apenas se sabe que o risco de contrair esta doença é maior se tal doença fizer parte do historial familiar de uma pessoa. Aliás, o mais recente avanço na investigação do cancro da mama foi feito no campo da genética com a descoberta de dois genes responsáveis pelo aparecimento desta doença. Em condições normais, os genes de nome BRCA1 e BRCA2 geralmente funcionam como guardas do organismo contra o desenvolvimento do cancro da mama. Mas quando occorem mutações nestes genes, o mecanismo de defesa do corpo contra este tipo de tumores deixa de funcionar, fazendo com que a pessoa corra um risco altíssimo de vir a ter o cancro da mama. Os progresso ciêntifico no campo da genética está de tal forma avançado que permite a uma pessoa saber se tem a versão anormal deste gene. Aliás, muitas mulheres hoje em dia fazem esta análise e algumas das quais acabam por saber que têm esta anormalidade genética. Ao ter esta anormalidade, a mulher fica a saber que tem uma probablidade de 60 a 80% de vir a ter cancro da mama na sua vida. Ao saber isto, muitas mulheres acabam por decidir fazer uma mastectomia, removendo ambos os ceios, de modo a eliminar o tormento de viver sabendo de tais probabilidades. Os avanços na ciência têm permitido prever, até um certo ponto, a probabilidade de contrair o cancro da mama, mas ainda se desconhecem as causas do seu aparecimento, assim como ainda não existe tratamento que seja 100% eficaz. Por isso, por agora, o melhor é ter uma atitude proactiva e olhar pela sua saúde de forma a permitir que um eventual diagnóstico seja feito o mais cedo possível.

Baptizado de Catarina Amarante

Baptizado realizado no passado dia 10 de Outubro, na Igreja Nacional das Cinco Chagas, em bonita cerimónia, após a qual foi oferecido um copo-de-água, na Casa do Benfica aos convidados, para celebrar o primeiro rebento

da Família Ávila e Amarante. A bebé chama-se Catarina Isabel Amarante e os seus pais são David e Lisa Amarante Os padrinhos foram Danilo e Amy Ávila

Avós paternos são Luis e Diamantina Amarante Avós maternos, Milton e Ana Reis Foi celebrante o Pastor Donald Morgan

COMUNICADO Campanha de esclarecimento, inscrição consular e recenseamento O Consulado-Geral de Portugal em São Francisco apresenta cumprimentos e informa que o Cônsul-Geral e funcionários da Chancelaria estarão presentes, nas datas, horários e locais abaixo indicados, para prestação de esclarecimentos, recolha de inscrições consulares e operações de recenseamento eleitoral. Para as inscrições consulares e para o

recenseamento eleitoral é necessário que cada pessoa vá munida do original e de uma fotocópia de um documento de identificação válido (passaporte, bilhete de identidade ou cartão do cidadão), para além de informação sobre a morada actual, 2 fotografias “tipo passe” e $8.89. Data: Dia 7 de Novembro de 2010, Hora: Das 11 horas da manhã às 2 horas da tarde Local: Salão do Espírito Santo de Santa Clara, SES Corp., 1375 Lafayette St.

Santa Clara, junto a Lewis St. Data: Dia 19 de Novembro de 2010 Hora: Das 2 horas às 5 horas da tarde Local: Recinto do Salão Paroquial de Nossa Senhora da Assunção, 2602, S. Walnut Ave., Turlock. INSCREVA-SE NO CONSULADO PARA MELHOR EXERCER OS SEUS DIREITOS INSCREVA-SE NO RECENSEAMENTO ELEITORAL PARA VOTAR EM PORTUGAL

AJUDE A CONSTRUIR UM PORTUGAL MAIOR! São Francisco, 27 de Outubro de 2010. O Cônsul-Geral António Costa Moura


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PATROCINADORES / COMUNIDADE

Sabores e Sons dos Açores A associação estudantil SOPAS-Society of Portuguese-American Students-das escolas secundárias Tulare Union, Tulare Western e Mission Oak, apresenta no sábado, 20 de Novembro, o seu sétimo anual Sabores e Sons dos Açores (Tastes and Sounds of the Azores). É uma noite com uma mini feira gastronómica, onde as pessoas terão oportunidade de provar mais de 30 pratos e sobremesas diferentes da nossa rica gastronomia açoriana. Este acontecimento terá lugar no refeitório da nova escola secundária Tulare, a Mission Oak, na avenida Bardsley no sábado, 20 de Novembro, a partir das 19h00— sete da noite. O preço é de $12 por pessoa e os bilhetes são limitados. Para mais informações devem contactar com qualquer jovem director desta associação de jovens estudantes ou com o professor encarregado na escola secundária Tulare Union, Diniz Borges pelo telefone 559-686-7611. Os bilhetes serão vendidos até ao dia 17 de Dezembro e não teremos bilhetes à porta. Para além da comida haverá a apresentação dos alunos de Português-IV com algumas modas tradicionais dos Açores. Com os melhores cumprimentos Luís Rebelo , presidente SOPAS-Tulare Union Serena Silvestre, presidente SOPAS- Mission Oak

Michael Correia, presidente SOPAS-Tulare Western

1 de Novembro de 2010


DESPORTO

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Taça de Portugal Muitos vão ficar pelo caminho

Ronaldo, o melhor? O avançado Cristiano Ronaldo é o único português entre os 23 futebolistas nomeados pela FIFA para o prémio Bola de Ouro, enquanto José Mourinho é um dos 10 candidatos a treinador do ano. Em quem é que você vota?

Liga Zon Sagres 2010/2011 FC Porto Benfica Académica Sp. Braga Guimarães Olhanense Sporting Setúbal U. Leiria Paços Ferreira Nacional Beira-Mar Portimonense Marítimo Naval Rio Ave

J 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8

V 7 5 4 4 3 3 3 3 3 2 3 1 2 1 1 0

E 1 0 2 2 3 3 3 3 2 5 1 5 1 3 1 3

D 0 3 2 2 2 2 2 2 3 1 4 2 5 4 6 5

P 22 15 14 14 12 12 12 12 11 11 10 8 7 6 4 3

E 2 3 0 2 2 1 3 3 3 3 3 0 2 1 3 3

D 0 0 2 1 1 2 1 1 1 1 1 3 2 3 2 2

P 11 9 9 8 8 7 6 6 6 6 6 6 5 4 3 3

E 1 1 1 2 2 2 2 2 1 0 0 2 2 1 1 0

D 0 0 1 1 1 1 1 1 2 3 3 2 2 3 4 5

P 13 13 10 8 8 8 8 8 7 6 6 5 5 4 1 0

Liga Orangina 2010/2011 Gil Vicente Feirense Moreirense Estoril Penafiel Fátima Arouca Leixões Trofense Belenenses Oliveirense Sp. Covilhã Desp. Aves Santa Clara Varzim Freamunde

J 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5

V 3 2 3 2 2 2 1 1 1 1 1 2 1 1 0 0

II Divisão Zona Sul 2010/2011 Atlético CP Operário Juventude Louletano Mafra Oriental Torreense Pinhalnovense Carregado Madalena Atlético SC Farense Real Casa Pia Lagoa Praiense

J 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5

V 4 4 3 2 2 2 2 2 2 2 2 1 1 1 0 0

Sorteio da Taça de Portugal O F.C. Porto, detentor da Taça de Portugal, recebe o Limianos, da III Divisão, na terceira eliminatória da prova, sorteada nesta terça-feira. O Benfica recebe o Arouca, da Honra, e o Sporting joga em casa do Estoril, também do segundo escalão. Há apenas um encontro entre equipas da Liga, o Naval-Marítimo. Os encontros estão marcados para 17 de Outubro. Benfica e Sporting pediram a antecipação para 16, o Sp. Braga para 14 ou 15.

Jogos da terceira eliminatória U. Leiria (I)-U. Madeira (II) Pinhalonovense (II)-Fafe (II) Benfica (I)-Arouca (H) Ribeirão (II)-Belenenses (H) F.C. Porto (I)-Limianos (III) Estoril (H)-Sporting (I) Rio Ave (I)-Estrela Vendas Novas (III) Merelinense (II)-Farense (II) Carregado (II)-Fátima (H) Lagoa (II)-Torreense (II) Nacional (I)-Padroense (II)

J 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5

V 5 3 2 2 2 1 0 0 0 0

E 0 2 3 1 1 2 3 3 3 2

D 0 0 0 2 2 2 2 2 2 3

P 15 11 9 7 7 5 3 3 3 2

in açorianooriental

in maisfutebol

Liga:

veja as equipas que aproveitam as bolas paradas

Nacional e Académica lideram a tabela

Total de golos de bola parada por equipas:

Com 11 golos obtidos a partir de lances de bola parada, a 8ª jornada estabeleceu um novo máximo na actual edição da Liga. O maior destaque vai para os três golos resultantes de livres indirectos em Braga, mas Coimbra foi palco do encontro entre as equipas que melhor partido tiram das situações de laboratório: a Académica, através de Markus Berger, marcou o sexto golo da temporada e o Nacional, por Danielson, marcou pela sétima vez.

Nacional, 7 Académica, 6 F.C. Porto, 5 Sp. Braga, 5 Olhanense, 5 Benfica, 4 Sporting, 4 U. Leiria, 4 Paços, 3 Portimonense, 3 Beira Mar, 2 V. Guimarães, 2 Naval, 2 Rio Ave, 1 Marítimo, 1 V. Setúbal, 1

O F.C. Porto só precisou de um golo de bola parada (o de Varela) na goleada ao U. Leiria, e foi também dessa forma que o Benfica chegou à vitória frente ao Portimonense. Rio Ave, Marítimo e V. Setúbal são as equipas que menos exploram esse tipo de situações. Na contabilidade, registam-se os golos obtidos a partir de penalty, livre directo, livre indirecto, canto e reposições em jogo (lançamentos laterais ou pontapés de baliza). Até ao momento, marcaram-se 55 golos de bola parada, que representam 40 por cento do total.

III Divisão - Série Açores 2010/2011 Angrense Lusitânia Santiago U. Micaelense Prainha Vilanovense Capelense Vitória Boavista Sp. Ideal

Bombarralense (III)-Louletano (II) Tirsense (II)-Sampedrense (III) P. Ferreira (I)-São João Ver (III) Sp. Espinho (II)-Pontassolense (II) 1º Dezembro (III)-Sp. Braga (I) Sertanense (II)-Olhanense (I) V. Guimarães (I)-Malveira (III) Anadia (II)-Feirense (H) Naval (I)-Marítimo (I) Leixões (H)-Mafra (II) Mondinense (III)-Coimbrões (II) Portimonense (I)-Cinfães (III) Juv. Évora (II)-Santa Clara (H) Varzim (H)-Gondomar (II) Operário (II)-Moreirense (H) Gil Vicente (H)-V. Setúbal (I) Cesarense (II)-Académica (I) Santa Maria (III)-Penalva Castelo (III) Mirandela (III)-Beira Mar (I) Atlético (II)-Macedo Cavaleiros (II) Tourizense (II)-Aliados Lordelo (II)

Nacional, 1 Beira Mar, 1 Naval, 1 Rio Ave, 1 U. Leiria, 1 Marítimo, 1 Olhanense, 1 Canto: Nacional, 4 Benfica, 3 Académica 3 Paços, 2 Olhanense, 2 F.C. Porto, 1 Sp. Braga, 1 V. Setúbal, 1 Naval, 1

Livre directo:

Penalties:

F.C. Porto, 1 Sp. Braga, 1 U. Leiria, 1 Paços Ferreira, 1 Nacional, 1 Beira Mar, 1

Sporting, 2 Olhanense, 2 U. Leiria, 2 F.C. Porto, 1 V. Guimarães, 1 Académica, 1 Nacional, 1

Livre indirecto:

Outros:

Sp. Braga, 3 F.C. Porto, 2 Benfica, 1 Académica, 1 V. Guimarães, 1 Portimonense, 1

Portimonense, 2 Sporting, 2 Académica, 1

in maisfutebol

Liga concede apoios financeiros Liga concede apoios financeiros aos clubes com vista a melhorias das instalações A Liga vai assinar contrato com 19 emblemas (12 da Honra, sete da I Liga) tendo em conta a implementação da Fase 2 do Sistema Extraordinário de Incentivos Financeiros aos Clubes. O projecto visa melhorias

de condições, como substituições de relvados, construção de postos de primeiros socorros, instalação de sistemas de controlo de entradas e vídeo vigilância, entre outros. in maisfutebol


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TAUROMAQUIA

1 de Novembro de 2010

Temos que exigir

Quero-vos dizer que sou e continuarei a ser muito exigente em tudo o que se relacione com a Feira Taurina de Thornton - quer em toiros, quer em toureiros e mesmo em organização. A Feira de Thornton, já o escrevi há muitos anos, é a nossa Madrid, a nossa Sevilha e mesmo a nossa Terceira. Não pode haver desculpas de ninguém, para que as coisas não saiam da melhor maneira. É verdade que o comportamento dos toiros pode ficar aquém das expectaivas, mas tudo o resto não. Se o curro da ganadaria do Pico dos Padres tinha peso e trapio, o curro enviado pelos meus amigos de Escalon, Frank Borba & Filhos, não o tinha, por isso, teria sido melhor para toda a gente, a ganadaria ter-se recusado a participar na Feira Taurina mais bonita da California. Este problema de não haver toiros com os necessários requesitos numa

certa época do ano, acontece a toda os ganaderos, desde Portugal a Espanha e até ao Mexico. O que pedimos às ganadarias é que sejam capazes de dizer NÃO, quando não puderem fornecer um curro com idade, apresentação e trapio. A família de Frank Borba não precisa ficar mal vista por esta má decisão de quem teve a responsabilidade de escolher aqueles novilhos. Convém dizer, que eu não me importo de ver novilhos naquela praça, logo que eles tenham o critério que já defini. Não nos esqueçamos que há novilhos e novilhos. Podem estar com 340 quilos, com 450 ou mesmo 500 quilos. É tudo uma questão de estrutura morfológica e de alimentação. Já que estamos com a mão na massa, deixem-me dizer que fiquei muito triste ao ver a falta de rigor dos dois ganaderos, na apresentação das famigeradas bolas de coiro à portuguesa.

Os remendos das bolas usadas fazemse, ou como o mesmo produto ou com um semelhante. Se a ganadaria do Pico dos Padres remendou com fita adesiva cinzenta, os novilhos de Escalon vinham com fita pink. Uma miuda ao meu lado, de cerca de sete anos, quando viu o terceiro toiro sair, virou-se para a amiga e disse, alto e bom som: "Parece que já estamos no Halloween". Os ganaderos não têm necessidade de serem "gozados" por estas pequenas coisas que não custariam nada se fossem bem feitas. Eu lembro-me muito bem que, há poucos anos, falaram tanto mal do ganadero Joe Rocha, por ele ter remendado as bolas dos seus toiros com fita adesiva cinzenta. Já ninguém se lembra disso? Ninguém remenda calças ou camisas com tecidos de outras cores. Isto é tão natural, que até parece anedota.

Quarto Tércio

José Ávila josebavila@gmail.com Tiro o meu chapéu comovidamente e com alguma lágrima nos olhos ao

Michael Meneses, do Grupo do Aposento de Turlock e ao Magina, do Grupo de Forcados de Turlock, por terem tido o bonito gesto de oferecerem as suas pegas a dois sobreviventes do cancro - Hermínia Parreira e ao ex-forcado Alberto Paula. Foi mesmo bonito de se ver. Foi o momento mais alto da 1ª Corrida da Feira de Thornton. A isto chama-se ser FORCADO.

A classe e a experiência de Rui Salvador Feira de Thronton 16 de Outubro de 2010

Cavaleiros - Rui Salvador, Paulo Ferreira e Filipe Gonçalves Forcados Amadores de Turlock e Amadores do Aposento de Turlock Toiros da Ganadaria do Pico dos Padres (3) e de Frank Borba & Filhos (3) Director de Corrida - Duarte Braga Banda Açoriana de Escalon Toiros da Ganadaria Pico dos Padres com apresentação e trapio e toiros de Frank Borba & Filhos, muito aquém das expectativas. O primeiro toiro do Pico dos Padres serviu às mil maravilhas para o toureio artístico, classissista de um dos melhores cavaleiros portugueses. Toiro negro, bonito de morfologia, que deu jogo e Rui Salvador não se fez rogado mostrando toda a sua classe, a sua técnica e a seu à vontade, em frente deste toiro nobre e bravo. Os ferros foram-se sucedendo, e muito em especial nos curtos, o publico foi-se apercebendo que estava em frente deles um cavaleiro de eleição. Foi mais uma consagração deste grande cavaleiro. Donaldo Mota, do Grupo de Forcados de Turlock, fez uma grande pega a este bom toiro do Pico dos Padres. Infelizmente o primeiro ajuda foi cuspido violentamente e ficou magoado. No seu segundo, toiro de Frank Borba & Filhos, castanho de pelagem, sem muito peso e trapio, a lide nunca poderia ter sido muito boa. Rui empenhou-se mas sem toiro as coisas não são bonitas. Quando se toureiam toiros pequenos a cavalo, fica sempre a sensação que falta qualquer coisa naquela lide. Só há emoção quando o toiro tem uma certa apresentação e o cavaleiro tem de medir terrenos para tourear bem. Darren Mountain, do Grupo do Aposento de Turlock, teve uma pega boa de combóio, bem fechada pelo grupo. Coube a Paulo Ferreira o segundo toiro do Pico dos Padres, toiro esse alguns furos abaixo do primeiro. Paulo esteve muito profissional, muito embora nos compridos tivesse aliviado um pouco nas tiras. continua na página seguinte

No Domingo de manhã e quando me preparava para o pequeno almoço no Hotel, uma senhora perguntou-me se eu sabia o que se tinha passado no Sábado à noite em Thornton. Eu disse-lhe que não sabia de nada e ela contou-me que tinha havido distúrbios entre um cavaleiro e um forcado e depois os distúrbios continuaram entre alguns elementos dos dois grupos de forcados que participaram na corrida. Mais disse que a Polícia tinha vindo em força e que havia alguns feridos, que tinham ido ao hospital receber tratamento. Mais tarde ouvi outras versões desta história macabra, que eu nunca poderia acreditar poder acontecer numa festa tão querida do nosso povo e de tão alto significado religioso. Como era possível que jovens, que batalham contra toiros, para mostrarem a sua coragem e a sua aficion, pudessem fazer o mesmo entre si? Como é possível, que estes jovens não respeitem o lugar onde estão e a festa que os contratou? Como é possível acontecerem estas coisas nas nossas festas mais queridas? E se tivessem havido prisões? Como é que se justificam estas coisas? Algo está mal quando as nossas diferenças não podem ser discutidas olhos nos olhos, sem que a violência ocorra. Tenho sempre defendido a forcadagem, quer a de cá, quer a de Portugal, sabendo no fundo do meu coração, que muitas vezes aquilo que eu defendo, não é tão verdadeiro como parece. Algo tem de ser feito. Se a forcadagem, qualquer que ela seja, não compreende a sua função social e taurina, então que se acabe muitos dos grupos de forcados que existem, pois não fazem falta nenhuma. A Festa Brava viverá bem sem desordeiros, sem gente que pensa em si, em vez de pensar na função de camaradagem que deve existir nestes ainda chamados Românticos da Festa. Ser forcado é ter responsabilidade. Ser forcado é não se representar a si, mas sim todo o grupo e mesmo o lugar donde vem. Ser forcado é ser um HOMEM de H grande e de saber estar entre os seus pares. Ser forcado é saber competir com inteligência, com técnica e com muita aficion. Ser forcado é compreender e respeitar o público que paga o seu bilhete para os ver e aplaudir. Ser forcado é ser líder e ser um guia para muitos jovens. Ser forcado é comprender que hoje as coisas podem não correr tão bem ao seu grupo e sentir-se satisfeito que outros de outro grupo sejam os vencedores da noite para gáudio dos espectadores. Ser forcado é respeitar todos os intervenientes da mais bonita das festas - A FESTA DOS TOIROS. Ser forcado é ter cultura taurina bastante, para compreeender todas as nuances que acontecem num espectáculo taurino e saber responder a essas ocurrências de uma forma responsável. Ser forcado é ir para casa de cabeça levantada, depois de muito sofrer na cara dos toiros, sabendo do dever cumprido e de ter agradado àqueles que gostam de toiros e que enchem as praças, para que eles possam existir. Ser forcado é tudo isto e o mais que eu não consigo dizer neste tão curto espaço de papel.


PATROCINADORES

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Los Nietos - uma tradição espanhola muito querida do ganadero Ti' Manuel de Sousa, agora seguida pelo seu filho Manuel de Sousa Júnior. Em Portugal sómente se usa a entrega das chaves do curro nas Corridas à Antiga Portuguesa

Esteve alegre e com a experiência que tem e com aqueles cavalos que bem conhece, portou-se muito bem nos curtos, e esteve sempre por cima do seu opositor. Michael Meneses fechou-se muito bem, numa bela pega, mesmo quando o toiro se desviou para a esquerda e depois para a direita, aguentando-se sempre muito bem na cabeça. O grupo fechou-se bem. No seu segundo toiro, de Frank Borba & Filhos, aconteceu a Paulo Ferreira o mesmo que tinha acontecido ao Rui. Toiro pequeno, sem transmitir emoção e que foi aborrecendo o público presente. A pega esteve a cargo de Dominic Hacteon dos Forcados de Turlock. Chamou o toiro bem e no último segundo o toiro desviou-se para a esquerda, mas os rápidos reflexos do jovem forcado fizeram com que ele se pudesse embarbelar e aguentarse na cabeça até ao fim. Filipe Gonçalves apanhou o primeiro toiro, terceiro na lide, de Frank Borba & Filhos e houve um burburinho à saída do mesmo, quando as pessoas notaram que o tamanho do toiro não estava condizente com a categoria desta Feira. Até me lembrei do escândalo da quarta corrida das Sanjoaninas deste ano, quando a organização autorizou, mediante o pagamento de uma multa, um novilho de 370 quilos ser toureado pelo Rui Fernandes. Que as vergonhas dos outros não nos sirvam de exemplo, são os meus desejos. Filipe esteve diligente, foi cravando, mas como já dissemos anteriormente não se pode aceitar tal tipo de novilho. David Magina, recordando outros bons tempos, pegou bem neste toiro, mas teve algumas dificuldades quando o toiro o tentou derrotar. Aguentou-se e o primeiro ajuda teve influência na consumação da pega. No seu segundo toiro, da ganadaria do Pico dos Padres, negro e com trapio, Filipe Gonçalves esteve mais atento, pois o toiro era duro de roer. Era do tipo malcriado, que investia com sentido, duro. Nalguns

casos o toiro adiantava-se ao cavalo, tendo havido a necessidade de sair em falso. Foi uma actuação positiva com alguns ferros de valor. Fernando Machado Júnior, do Aposento de Turlock, podia ter feito a pega do dia, mas depois de tanto aguentar os derrotes deste toiro, nos últimos segundos faltoulhe a ajuda dos companheiros. Foi uma pena sentida por toda a gente. A velocidade do toiro fez com que o primeiro ajuda, Michael Fernandes, não conseguisse ajudar e depois o grupo não conseguiu parar o toiro antes que as forcas faltassem ao Junior. O toiro aprendeu a lição e na segunda tentativa o Junior ficou logo mal colocado na cabeça e caíu. Na terceira, Junior aguentou-se mais uma vez, mas o grupo demorou muito a ajudar. Na quarta tentativa a sesgo e carregada, Junior portou-se muito bem e mesmo assim o grupo teve dificuldade em travar o toiro que teve sempre muita força.

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Foi uma corrida com sabor a pouco, mas com boas referências dos forcados, do Rui Salvador e do primeiro toiro do Pico dos Padres. Esperemos que todos, mas todos, aprendam a lição de como participar na nossa melhor feira taurina. O Director da Corrida Duarte Braga esteve bem em geral, mas com o pormenor negativo de deixar os peões de brega abusarem dos nossos toiros na entrada da arena. Quem cria toiros durante 4 anos não os quer ver diminuidos logo à saída do curro. Se os directores não fazem o que diz o regulamento, então caberá aos ganaderos não deixarem os peões de brega tentarem "abusar" dos seus toiros. Nota: não tinha custado nada ter-se aguado a praça logo no segundo toiro. Já basta o pó que temos em todo o Vale Central. Tem de haver maior respeito pelas pessoas que pagam o seu bilhete e querem ver o espectáculo sem serem incomodadas.

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ARTES & LETRAS

1 de Novembro de 2010

Andanças de pedra e cal

Apenas Duas Palavras

de Álamo Oliveira: a exclamação do silêncio na oficina da poesia o silêncio dói.

Álamo Oliveira, andanças de pedra e cal

N

ão haverá nada mais satisfatório do que ler um poeta na sua fase de maturidade sem idade, na sua capacidade agora total de observar os mundos à sua volta e saber dizê-los, quer estejam literalmente à nossa porta ou nas terras distantes. Por toda a obra de Álamo Oliveira perpassa um fio de continuidade temática e estética, sem que o autor perca nunca a capacidade de nos surpreender não só com a fluência de linguagens dobradas a significados fluidos conforme o “objecto” olhado, mas ainda por via de novas ou “(re)encontradas geografias nos seus percursos de viajante desprogramado e aberto a todas originalidades que se lhe deparam, ou ainda conforme os rituais quotidianos ou comemorativos da nossa e de outras gentes. Se a Natureza é uma realidade inescapável para a maioria dos escritores açorianos, dada a sua instabilidade e constantes manifestações de certos humores e cor, dada a nossa obsessão com o cerco do mar e as suas antigas ameaças de nos fechar do mundo (hoje, só memória, claro está), a poesia de Álamo Oliveira nunca acontece sem a presença do elemento humano centrado viva mas solitariamente, ou em estado apático e incerto no seu olhar fixado no longe e no inefável para além da junção do céu e mar, tentando adivinhar o que poderia ter sido um outro destino. Quase toda a poesia açoriana parece um choro sem lágrimas, nunca acusatório, das saudades do futuro que nunca (nos) chega, as saudades das terras distantes para as quais inventamos as nossas próprias fantasias, e de onde depois lamentamos até à morte a nossa partida do torrão natal. É o perpétuo ciclo existencial, a condenação dos náufragos e a libertação dos ilhéus navegantes. Andanças de pedra e cal, recentemente lançado em Angra do Heroísmo, é quase um diário poético que resume muito de toda a poesia de Álamo Oliveira. Não será por mera coincidência que abre e fecha com uma revisitação ao seu imaginário ilhéu (particularmente situado na Ilha Terceira, mas não só), o singular detalhe das coisas e gente incutindo a todos e tudo uma espécie voz interior, um diálogo a sós chegando baixinho ao leitor com a força e a razão do que é dito serenamente: vista de cima é a exclamação/do silêncio, escreve Álamo num verso de “ilha de s. jorge”. Até a escolha de minúsculas mesmo nos títulos de cada poema parece querer reforçar a ideia de que a “caminhada” interessa mais do que o cenário completo que encontraremos no fim, o estarmos vivos e atentos ante uma humanidade que nos rodeia, a redenção maior tanto do poeta como dos seus eventuais leitores. Nessas duas sequências das ilhas, falam-nos a história, as ruas, as pedras, as igrejas e os palácios, toda uma humanidade em silêncio e em passo lento, presa do destino, a fuga para fora o único sonho que sempre lhe restou: a baía mostra um corte de navalha/de betão com cicatriz emersa/numa amplidão truncada para sempre, reclama o poeta em “sprital da misericórdia”. Entre essas duas sequências açorianas de andanças de pedra e cal--como que na sempre esperada partida e regresso--

temos as outras cidades de sonhos e desventuras, umas nas nossas “pátrias” sentimentais nas Américas, outras, bom, a leste e no “estrangeiro”. Também não será de surpreender aqui que o correlativo objectivo nalgumas cidades europeias são a sua beleza e frieza, o leitor acompanhando o poeta que lá chega (real e simbolicamente, creio) no Outono: o frio tem os dedos cinzentos (“genéve”); o silêncio retorcido como/cão doente tem o peso/de todos os remorsos – “truthof (natzwiller – schirmeck)”. São quatro poemas “europeus” de um admirável vigor metafórico e precisão formalista, mas mal avistamos neles a humanidade, vemos coisas e dolorosos factos históricos, um acto puramente intelectual, com a emoção contida numa história com a qual pouco teremos a ver, mas sem que da mesma imoralidade mortífera ninguém escapou ou poderá escapar. É certo que cada um de nós parte das suas circunstâncias para qualquer leitura deste ou doutros textos, a subjectividade o elemento fundamental e enriquecedor da própria obra em foco, a multiplicidade de interpretações sendo sempre a razão primeira da literatura. Só que a voz do próprio autor aí está, quer o receptor a saiba descodificar ou não, “acertando” ou “errando” (misreading) na sua leitura. Tal como no repartido espaço açoriano de andanças de pedra e cal, é nas cidades a oeste e a sul da nossa antiga e/imigração e labor histórico que Álamo Oliveira deixa correr livremente razão e coração. Certo, revisita aí o nosso passado e presente por um visor que capta os mais inesperados pormenores (será isso também o que distingue um grande poeta e escritor), leva-o necessariamente ao que os teóricos pósmodernistas chamam de essencial “reavaliação” de todos e tudo num outro jogo de espelhos, reposicionamento social e até político, o outro agora falando para os centros que são ou já foram dominantes, os que nos “definiam” por palavras e modos nem sempre simpáticos, quando não abertamente racistas, a mentira fantasiosa que nos cortava a alma e negava a nossa dignidade no Novo Mundo. Nem sequer alguns intelectuais brasileiros durante quase todo o século XX escaparam a essa vertigem sócio-histórico, que mais não fez senão adiar o confronto com a sua própria imagem e incapacidade de transformar o que dizem ter sido uma má herança lusíada. Vejam as cidades que os nossos irmãos do outro lado Atlântico mostram ao mundo de hoje para captar simpatias internas e externas e assim finalmente valorizar ainda mais o país-gigante recentemente levantado do chão, vede a arquitectura da beleza, da calçada portuguesa à torre de qualquer igreja do Rio e Bahia a Ouro Preto, e ainda a língua em que se fundamenta e desenvolve uma das mais vivas literaturas do mundo. ão onze os poemas destas outras viagens de Álamo Oliveira pelos seus mundos de eleição, ou ocasião. Um deles tem como referencial a famoso Yosemite National Park no centro da Califórnia (“o que diz o índio em yosemite”), e outro de título “mazatlan”, a sensual cidade mexicana de veraneio na costa do Pacífico. Eis aqui também outra desconstrução em andanças de pedra e cal da mítica do Bom Selvagem e das Fanta-

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sias Crioulas, que desde há muito vêem e choram o seu caído paraíso, o paraíso dos sonhos de europeus e que um dia nos fez navegar. Os outros situam-se nalgumas das cidades da nossa imigração californiana--Tulare, Gustine, Berkeley, São Francisco; depois o Rio de Janeiro, São Paulo, e alusões claras a Porto Alegre, Ouro Preto, e a Tiradentes. Todos estes poemas são declarações de amor, velha história e gente reencontrada, e a inevitável “acusação” (do poeta) das manchas que o tempo e a vida lhes impuseram, o registo da condição humana no seu ciclo universal. É nestes poemas que a emoção e sentimento de pertença sobressaem novamente, as nossas pátrias tanto são reais como imaginárias, os nossos afectos nascidos tanto de vivências quotidianas como de mãos e corações estendidos na distância aos que connosco partilham identidades e origens ancestrais. Toda a nova literatura mundial chama a si estas referências múltiplas, a geografia física tendo perdido toda a sua importância e barreiras de outrora. a Califórnia o poeta experimenta a saudade que os nossos lá sentem pelos tempos perdidos a meio Atlântico, dando origem aos rituais comunitários agora metamorfoseados por culturas mistas, nem sempre de significados precisos. A força das raízes, sempre. andanças de pedra e cal sai das comunidades luso-americanas para ver e rever com outros olhos e entendimento uma outra América, São Francisco e a vizinha cidade universitária de Berkeley despertando a vontade de se viver a liberdade, com ou sem flores na cabeça, os seus cidadãos como que dizendo à restante nação que se esta não gosta de cor e estética, o seu lugar não será ali. Nem o Poder mais enraizado ousa contestar esta audácia e criatividade; aprendeu a lição nos anos sessenta e nunca mais a esqueceu.

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Os poemas brasileiros são “ditos” com as linguagens do espanto e naturalmente a da afectividade pura. À beleza natural estonteante e de biquíni do Rio de Janeiro, Álamo Oliveira faz lembrar a fome favelada; na grandeza assombrosa de São Paulo convivem a poesia e arte em toda a parte com a realidade do que ele chama a amazónia de betão, mulher grafitada dos pés à cabeça. No poema “fantasia sobre uma cidade do sul” volta a olhar uma história de dor, a chegada dos que procuravam terra e futuro (açorianos) e encontraram pobreza, solidão e desterro que resultaram, como sempre, das inescapáveis mentiras e má fé de governantes aqui desta margem atlântica, reerguendo-se depois, apesar de tudo, como povo para fundar não só cidades, mas toda uma civilização que hoje merece o maior e mais alto monumento em Porto Alegre; em “cidade das minas” passeia por Ouro Preto e pela cidade de Tiradentes, recorda de novo os heróis banidos e esquartejados, fazendo lembrar nitidamente, quase num diálogo consciente ou subconsciente, alguns dos melhores momentos de Cecília Meireles no Romanceiro da Inconfidência. São os poemas “do sul” que mais poderão surpreender quem conhece a obra poética de Álamo Oliveira. Se na ficção de Já Não Gosto de Chocolates tinha dado pro-

Diniz Borges d.borges@comcast.net Acho que não há leitor desta página de artes e letras do Tribuna Portuguesa que não conheça o poeta e dramaturgo Álamo Oliveira. Reside na ilha Terceira, mas tem sido uma presença constante nas nossas comunidades, particularmente no estado da Califórnia. Há poucos meses lançou o seu último livro. Uma colectânea de poesia. Graças à colaboração do crítico literário Vamberto feitas, temos um magnífico ensaio sobre esta nova obra de Álamo Oliveira. Há anos, num prefácio que tive a honra de escrever um prefácio para uma colectânea de textos de Álamo Oliveira, publicada pela Câmara Municipal de Angra do Heroísmo com o título de "Meu Coração é Assim" escrevi: Se a literatura é o sonho acordado das civilizações, como escreveu algures, António Cândido, a escrita de Álamo Oliveira é o sonho vivo da luta pela dignidade de todo o ser humano. É que este escritor açoriano, para além das preocupações estéticas que todos os cultivadores das palavras têm, é, sobretudo, um exímio observador da vida, um homem do seu tempo e da sua terra, intranquilo com todas as injustiças, que à semelhança de Jean Pual Sartre, acredita que a arte deve estar ao serviço da humanidade, que a literatura não pode ser gratuita, que é inaceitável que seja apenas uma forma de entretenimento, que tem que ser séria e coerente, porque como escritor, através dos seus livros, pode ser uma voz importante no seu mundo, pode mudar a sociedade. Daí que Álamo Oliveira, escritor do Raminho, de Angra do Heroísmo, da Terceira, dos Açores e da língua portuguesa, seja, acima de tudo, um escritor universal." Este novo livro de Álamo Oliveira é testemunho desse universalismo. Leiam com atenção o ensaio de Vamberto Freitas. abraços diniz vas de outras afinidades electivas--nomeadamente com as nossas comunidades no oeste americano--é em andanças de pedra e cal que expande todo um outro imaginário além-fronteiras, para ele as pátrias íntimas por razões de sangue, história e destino. Ouve-se constantemente por cá que temos-temos?--de “sair” das ilhas para darmos provas de qualquer e mal pensado “universalismo” na literatura. Trata-se, por certo, de um equívoco, para não dizer ignorância, de quem pouco lê os escritores açorianos e é incapaz de enxergar para além do esporádico mar de chumbo que nos rodeia e das nuvens cinzentas que frequentemente nos ameaçam afogar.

Vamberto Freitas Álamo Oliveira, andanças de pedra e cal, Angra do Heroísmo, BLU edições, 2010.


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N.Sa.de Fátima em San Leandro Como já vem acontecendo desde 1972, a irmandade de N. S. De Fátima, de San Leandro, realizou nos dias 4 a 10 de Outubro, a sua festa anual. O programa constou de novenas até ao dia 7, procissão de velas no dia 8, continuando no sábado dia 9 com uma missa vespertina seguindo-se um jantar dançante animado pelo conjunto “Nova Edição”. Os festejos prosseguiram no Domingo, dia 10, com uma missa solene na St. Leander’s Church, celebrada pelo Padre luso americano Fernando Cortez, tendo como co-celebrante o diácono Victor Silveira, iniciando-se após a cerimónia religiosa uma procissão que partiu do referido templo, percorrendo as ruas adjacentes, e na qual se incorporaram centenas de fieis sempre entoando canticos á virgem, ao som dos acordes da Filarmónica Artista Amadora de San Leandro, culminando com a Benção do Santissimo Sacramento em frente á igreja. As festividades terminaram com um jantar, e baile no “Ryan-O’Connel Hall” da mesma paróquia que se prolongou-se durante toda a tarde. Para a organização e o sucesso desta celebração muito se deve aos esforços do presidente Roger Brum e sua esposa Nancy assim como aos restantes membros da direcção que é composta por; Arlene Chaves, vice-presidente; Fátima Garcia, tesoureira; Maria Cunha, secretária; Carmen Silveira, secretária assistente; e Victor Silveira, diretor religioso. Fazem parte ainda do “Board of Directors”, Linda Brum, Suzanne Chaves, Luis e Lisa Costa, Anna Monteiro, Connie O’Connor, Diana Sena, Filomena Simão e Robert Simas.

Legendas das fotos Andor de Nossa Senhora de Fatima Aspecto da igreja e procissão Presidente Roger & Nancy Brum Padre Fernando Cortez Benção do Santissimo Sacramento Pastorinhos

FESTAS

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Texto e fotos de Armando Martins


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The Portuguese Tribune, November 1st 2010  

Tribuna Portuguesa, 1a Quinzena de Novembro

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