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QUINZENÁRIO INDEPENDENTE AO SERVIÇO DAS COMUNIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA

1ª Quinzena de Setembro de 2012 Ano XXXIII - No. 1139 Modesto, California $1.50 / $40.00 Anual

Igreja de Nossa Senhora

Assunção

foto de miguel avila

A Igreja de Nossa Senhora da Assunção fez 14 anos. A Festa decorreu com o habitual brilho e religiosidade

Pág. 14 a 19

Lançamento do livro Quarteto da Igreja da Assunção Manuel Eduardo Vieira A Maior Revelação do Ano "Rei da Batata Doce"

Zélia Freitas, Melanie Oliveira, Nancy Lourenço e Lysandra Jorge

Pág. 14,15,28,29

30º Festival de Folclore 2012 29 de Setembro - IES San José

Realizou-se na Quinta-feira, dia 17 de Agosto, no Salão de Festas de Nossa Senhora da Assunção, o lançamento da biografia de Manuel Eduardo Vieira, de Liduino Borba. Pág13

www.portuguesetribune.com

Pág.21

Cantoria da Festa de Nossa Senhora dos Milagres em

Gustine: João Angelo, José Eliseu, Maria Clara, Bruno Oliveira, Manuel dos Santos, Alberto Sousa, Adelino Toledo, José Ribeiro

Pág. 10

www.tribunaportuguesa.com portuguesetribune@sbcglobal.net


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SEGUNDA PÁGINA

EDITORIAL

Eleições

A

s eleições aproximam-se a grande velocidade. Em três meses teremos um novo eleito Presidente, que tanto pode ser Obama como o candidato republicano Mitt Romney. Como o sistema eleitoral americano está ultrapassado, tudo pode acontecer. Este sistema pode ser usado em países democráticos que têm presidentes decorativos e verbos de encher, como a Itália e a Alemanha, onde o sistema parlamentarista é que tem força. O Presidente não tem reconhecimento público nesses países. Possívelmente mais de 90 % da população não sabe o seu nome. Leiam tudo o que possam àcerca das propostas dos dois candidatos, projectem essas ideias no futuro e votem conscientemente no melhor. Nos Açores, e pela primeira vez, teremos um mulher a concorrer a Presidente do Governo Regional, pelo PSD. É uma óptima novidade ver mulheres a concorrer a altos cargos políticos. O Partido Socialista está no poder desde 1996, quando Mota Amaral fez as malas e embarcou para Lisboa. Carlos César é um "animal político" e soube atravessar uma época de vacas gordas, sabendo aplicar em muitas das vezes o dinheiro, vindo da Europa e de Portugal para a melhoria de vida das populações. O grande problema dos partidos que se prolongam no tempo, tem a haver com as "cliques" que vegetam à volta deles e pensam que mandam mais que o povo que os elegeu. São tantos os exemplos que poderíamos encher este jornal de histórias dignas da Carochinha. O povo açoriano vai ter pois a decisão nas suas mãos, mas queremos crer que, mesmo que vença o que lá está, é urgente e salutar uma limpeza total nos camaleões e nas sanguessugas que nele vegetam. Votem bem. jose avila

1 de Setembro de 2012

Lixo? O que é lixo?

Crónicas do Perrexil

J. B. Castro Avila

U

ma fotografia vale mais que mil palavras. Alguém pode-me dar uma explicação daquilo que todos nós estamos a ver nesta fotografia? Faz algum sentido deitar garrafas e copos para o chão quando perto temos um bidão de lixo? Eu não acredito que ninguém trate o seu quintal como muitos de nós tratamos os recintos das nossas festas: Stevinson, Assunção, Gustine, San José, Tulare, Thornton, etc.. Desde quando é que somos assim, se não somos assim nas nossas casas? Aposto que ninguém da nossa comunidade se porta assim na Disneylandia, no Pier 39, no Yosemite Park, em Santana Row, no Garlic Festival. Então porque razão o fazemos nas nossas festas? E vamos nós para as Igrejas bater no peito, ouvir bonitas homílias em que se fala no respeito, no amor pelos outros e mal saímos a porta tornamo-nos animais selvagens. Isto tem de acabar. Nem respeitamos as centenas de pessoas que trabalham tanto para

que as nossas festas tenham o brilho e o sucesso que têm tido. Já pensaram que depois de saírem das festas e irem para vossas casas, muitos amigos vossos vão trabalhar para recolher todo o lixo que deixaram no chão? E possívelmente eles têm de se levantar cedo também para irem trabalhar no outro dia. Sinto uma enorme vergonha ao ver como tratamos as nossas festas e as nossas gentes. Esta mesma teoria se podia aplicar a todas as nossas Ilhas dos Açores. Será que isto está nos genes de todos os açorianos?

Este conceito de falta de respeito e de responsabilidade, também se aplica às cadeiras oferecidas pelas festas, que são mudadas do seu sítio ao sabor das necessidades das pessoas e que depois ficam onde foram usadas. E depois, quem é que as vai buscar? Claro, sempre os mesmos... Aqui fica um convite aos nossos padres para que usem este artigo como reflexão nas vossas homílias. O povo que enche as Igrejas é o mesmo povo que faz estas coisas todas. Será um bom tema para uma boa missa.

Year XXXIII, Number 1139, Sept 1st, 2012


COMUNIDADE

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57th Annual Youth Theatrical Program (2) da LAFF

Youth Council #18 - Gustine/Los Banos - "The New Generation - Unmasked" - Category: Dance; Youth Director: Manuel Avila. Grupo Vencedor na categoria de Dança - 53 elementos

Youth Council # 24 - North San Joaquin Valley - "San Joaquin Always Twists Up The Tradition" - Category: Dance; Youth Director: Michelle Morris Rocha - Ficaram em 3º lugar (66)

Youth Council # 13 - Artesia - "A Arte de Uma Matança" - Category: Musical /Variety; Youth Director: Crystal Gilbert. Ficaram em 2º lugar na sua categoria. - 46 elementos

Youth Council # 1 - Fremont/Union City - "Bridging te Gap...Um Passeio a Ponta da Barca" - Category: Dance; Youth Director: Carla Moreira - 50 elementos

Como prometemos na nossa ultima edição, aqui deixamos para memória futura os restantes sete grupos de jovens que engalanaram o Teatro Saroyan de Fresno com a sua juventude, a sua alegria e a sua maneira de mostrar de onde vêm e para onde vão.


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PATROCINADORES

1 de Setembro de 2012

Youth Council # 28 - Norco/Corona - "I Love Luso"- Ricky ignores Lucy - Big Festa! Category: Musical/Variety; Youth Director: Sandra Alves - 19 elementos

Youth Council # 25 - Tracy - "Viramos ao Minho" - Category: Dance; Youth Director: Liz Ferreira - 19 elementos

Youth Council # 16 - Contra-Costa - "Celebrando 45 Anos" - Category: Musical/Variety: Youth Director: Joe Peixoto - 26 elementos

Gabriel Teixeira - Prémio Individual de Dança - Youth Council # 18 - Gustine/Los Banos Direita: Alicia da Silveira, Prémio Individual de Musica/Variety - Y.C. # 32 de Dan Diego


COLABORAÇÃO

Tribuna da Saudade

Ferreira Moreno

O

saudoso “Mestre”, dr. Francisco Carreiro da Costa, nasceu a 6 de março de 1913 na antiga Vila da Lagoa e faleceu em Ponta Delgada a 29 de junho 1981. Matriculou-se em 1932 na Faculdade de Direito em Lisboa, transferindo-se dois anos depois depois p’rà Faculdade de Letras e licenciando-se em Ciências Históricas e Filosóficas em 1940. A 17 de setembro 1938 consorciouse na Lagoa com Alzira Martins Botelho. O casal foi abençoado com duas filhas. De regresso a S. Miguel em 1940, Carreiro da Costa fixou residência em Ponta Delgada. Notabilizou-se através duma extraordinária operosidade jornalística, cultural, educativa, científica e político-administrativa. Em reconhecimento pelos seus trabalhos de história e etnologia açorianas, foi condecorado com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique em 1973. Seria por demais fastidioso enumerar todas as funções e encargos que desempenhou. Por ora bastará recordar que em 1944 assumiu a vice-presidência da Comissão Reguladora dos Cereais do Arquipélago dos Açores, cargo que manteve até ao fim da instituição em simultâneo a posição de redator e editor do Boletim da

C.R.C.A.A. Em abril 1945, no Emissor Regional dos Açores, iniciou o programa semanal “Tradições, Costumes & Turismo”, somando um total de 1.520 palestras radiofónicas até maio de 1974, quando (por imprevistos motivos nunca divulgados) foi silenciado. Relembro, no entanto, que estas

Recordando Carreiro da Costa compilação de escritos da autoria de Carreiro da Costa. Durante duas décadas, desde 17 de janeiro 1948 até 20 de janeiro 1968, Carreiro da Costa manteve aos sábados no Diário dos Açores a coluna “Fim de Semana”, assinada com um simples F (Francisco). Constituiu uma das minhas mais favoritas leituras e influenciou a

“ao verificar que a Terra onde se nasce não esquece nunca; antes lembra mais, sempre que da mesma se fala.” palestras foram transcritas nos jornais A Ilha, Açoriano Oriental e Diário dos Açores. Em 1976, no Instituto Universtário dos Açores, orientou o curso “História da Sociedade & Cultura Açorianas.” As lições apresentadas nas aulas foram editadas em livro, cuja cópia retenho religiosamente numa oferta da dra. Lúcia Costa Melo. Numa iniciativa de Rui Sousa Martins, com o apoio da Câmara da Lagoa e Universidade dos Açores, foram publicados (1989 e 1991) dois volumes ao título “Etnologia dos Açores”, contendo uma preciosa

minha inclinação p’rós temas regionais. Em 1953 tive a oportunidade de me entrevistar com Carreiro da Costa, que me acolheu na sua residência com um carinho e amizade que me deixaram bastante sensibilizado, e incrementaram a admiração que por ele nutria. Em maio 1975, juntamente com a esposa, Carreiro da Costa fez uma digressão pela Califórnia, onde participou num Simpósio na Universidade da Califórnia em Los Angeles e apresentou “Notícia sobre o Adagiário Popular Açoriano”, que a Revista Insula-

na transcreveu. (Vols. 33-34, Pgs. 79-123, Anos 1977-1978). Cabe-me agora recordar que foi numa sexta-feira à tarde (16 de maio) quando recebi a visita do Casal Carreiro da Costa. Fomos jantar no típico restaurante polinésio “Castaways” localizado no panorâmico Jack London Square em Oakland. Desde as decorações e ambiente das salas, aos aperitivos e ementas, bebidas e comidas, tudo concorreu p’ra um aprazível convívio que ficou admiravelmente memorizado por Carreiro da Costa na série “Impressões de Viagem”, (Diário dos Açores, 11-julho-1975). Lembrome nitidamente do que ele me segredou à despedida, naquele tom de graça que lhe era tão peculiar: “A salada tinha mais “dressing” do que as empregadas.” Tratavase duma curiosa alusão ao traje das atrativas polinésias servindo às mesas do restaurante! No sábado à noite (17 de maio), o “Mestre” deu lição no Centro Cultural da UPEC em San Leandro, extasiando-nos com a conferência “Vamos Matar Saudades” que, francamente, acabou por avivá-las ainda mais. Ele próprio admitiu isso nas impressões de viagem, declarando: “Quando terminei, vi-me envolvido por tantos abraços e por tantos olhos cheios de lágrimas, que também

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chorei.” Aliás, Carreiro da Costa reconheceu o conforto e alegria que sentiu, “ao verificar que a Terra onde se nasce não esquece nunca; antes lembra mais, sempre que da mesma se fala.” Finalizo recordando ser inadmissível a data de 25 de maio 1975 atribuída ao falecimento da Dona Alzira. Tenho arquivada uma carta (julho 1975) onde Carreiro da Costa me envia abraços amigos dele e da esposa. Silva Júnior, escrevendo em 1981, anotou que nos últimos três anos, logo após a morte da esposa, a saúde de Carreiro da Costa agravara-se profundamente. É aparente que o desenlace teria ocorrido em 1978. Em conversa telefónica com Daniel de Sá, concluimos que D. Alzira teria falecido a 5 de maio 1978. A triste ocorrência aconteceu “numa noite, pouco depois dum calmo passeio pela cidade, em Segunda-feira do Senhor Santo Cristo.” (Insulana, pg. 28, vols. 36-37, anos 1981-1982).


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COLABORAÇÃO

1 de Setembro de 2012

Rasgos d’Alma

Luciano Cardoso lucianoac@comcast.net

Lírica Emoção

E

stou de férias no meu paraíso liláz. A ilha cai-me sempre bem. Em Agosto, o tempo passado aqui sabe ainda melhor. Hoje nem jantei. Fui aos toiros mas não vi os primeiros quatro. A culpa foi do quinto. Deslumbrou-me. Tinha uma apresentação fabulosa. Fez-me e refez-me as delícias. Há porventura quem ainda desconheça a beleza gastronómica e confraternal do quinto toiro terceirense? Espero bem que não. Nada se lhe compara. Deixa-nos mais do que saciados. À boca da noite, para ajudar a digestão, costumo dar uma volta a pé rente à costa. Se me apetece, sento-me e saboreio o espraiar da maresia. Deste calhau onde me recosto, cá no berço rústico onde nasci, ao norte da Ilha Liláz, observo o sol a descer no poente. Encosta-se ao sul da Ilha Branca e desaparece, deixando atrás um soberbo colorido refletido sobre as ondas mansas do mar imenso. Mal se mexe. Convida à leitura. Por acaso, trouxe comigo alguns livrecos da diáspora, que há muito tencionava ler. Até porque, hoje não me apetece escrever. Deparo-me nesta encruzilhada pessoal, que tantas vezes me interpela: escrevo ou leio? Não estou na disposição de ler nada profundo nem alongado demais. Quero algo que me descontraia por uns instantes. Busco uma leitura ligeira, suavizante, aprazível. Trouxe o livrinho certo. Convida-me a ir dar uma volta pela Ilha Verde, onde passei a minha adolescência a marrar em livros e mais livros, alguns dos quais o caruncho já estragou. Este apresenta-se airoso às solenes portas da vaidosa cidade de Ponta Delgada com um sugestivo título, “Encruzilhadas”, sublinhado a negro no azul lindo do céu. Na capa, bem conseguida numa imagem só, vejo o Cristo-Rei sobre o Rio…ao lado das Sete Cidades… encostadas à Golden Gate. A poesia do José Raposo faz-nos viajar por esse mundo fora e cá dentro de nós próprios. São múltiplas as encruzilhadas, rimadas e não só. O poeta nasceu na Candelária e já publica há quase vinte anos. A sua poesia é apai-

Os meus suspiros e ais. Para nós, entes mortais, Grande mistério tu és, Quando varres o convés Com enormes temporais. Eu hei-de sempre te amar Com o meu maior fervor E tuas vagas abraçar, Como abraco o meu amor. Só tu poderás lavar A tristeza e minha dor.

xonante e abundante. O homem tem musicalidade na alma. Não é por acaso que também se distingue como impulsionador duma filarmónica onde se incorpora alegre e empenhadamente. Dá-lhe vida. Já enganou a morte por mais do que uma vez mas a sua veia poética não nos engana. Deleitanos. Estou aqui a olhar para o mar e para estas duas páginas centrais, abertas lado a lado no coração do livro, e não resisto à tentação de pôr esse “corisco” poeta amigo a escrever por mim: Mar de Ilusões Vivia num mar de rosas Quando teus olhos encontrei. E tanto, tanto chorei… Que um vasto mar de lágrimas Aos meus pés eu formei. Mar de sonhos, mar de gente, Mar de mágoas, mar de luzes… Muitas vezes mar de cruzes Em um mar de solidão. Mar de trevas tão escuras! Mar de muitas ilusões, Muitas vezes sepulturas De tantas embarcações. Mar – a – mar Ó mar, que tanto me atrais Quando me banhas os pés… Entrego às tuas marés

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Estou de férias e, de forma alguma, dispenso o mar que me embalou desde pequenino. Molha-me os pés, banha-me a alma e mergulha-me no coração. A poesia do José brinda-nos com o murmúrio afável das ondas, estrofes dóceis e férteis de lírica emoção. Agradeço-lhe esta preciosa achega.


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COLABORAÇÃO

1 de Setembro de 2012

Agua Viva

Ao Cabo e ao Resto

Filomena Rocha

Victor Rui Dores

filomenarocha@sbcglobal.net

Estar Vigilantes

N

ão é só porque vivemos num mundo cada vez mais violento.... É porque de todos os modos, há mesmo dentro da Meca do Cinema, gente com mente diabólica... Para fazer dinheiro que compra e vende o diabo mais velho e inventa seja o que for. É claro que a maioria das pessoas não vai concordar e vai mesmo dizer que aqui a tolinha sou eu. Para mim, dá no mesmo. Não me aquece nem arrefece! Mas pensem bem. Aproxima-se a data 11 de Setembro e essa será sempre uma péssima memória, um espinho no coração dos que perderam os seus ente-queridos, uma flecha na alma de um País que de uma forma ou outra tem ajudado tantos outros a erguer-se, a seguir rumos desejados, embora nem sempre da forma mais conveniente, mais pacífica, mas a que se pode e consegue, ainda que à custa de muitas vidas. Todos estão lembrados... Quem poderá esquecer um caso assim? Quem poderá esquecer que mal o sol desponta para um dia de trabalho, vê entrar um avião pela janela? Quem poderá esquecer que não foi por acaso, por azar, mas sim de propósito! Quem poderá esquecer milhares de vidas que se perderam de forma diabòlicamente brutal e cruel? - Tinha de ter vindo de uma mente diabólica tudo o que foi perpetrado, planeado para ferir gente inocente que vive num País que até inocentemente abrigou estes diabos, nas escolas, nos liceus, nos colégios e nas universidades... Só de pensar que lhes foi dada a oportunidade de instruir “monstros” da humanidade, fico a pensar se não deveria de haver mais cuidado em saber quem se mete não só no país, mas nas nossas instituições de ensino? Que falta para que

se averigue estes estranhos jóvens que de um momento a outro destróiem, não só as suas vidas, mas também as dos demais? Comecei por dizer que a Meca do Cinema cria até o impensável e é esse “impensável” que até os mais pequenos vêem, quando ainda não têm uma mente bem formada e a desenvolvem com as ideias dos outros... Como se isso fosse pouco, os próprios pais oferecem aos filhos brinquedos que conduzem à violência, tais como: jogos de violência, monstros e armas de plástico, feitas à semalhança das verdadeiras, alimentando o gosto pela vingança, a destruição, a vontade de matar. Quanto tempo falta, o que se tem de fazer para que os pais entendam a existência de tantas outras opções de entretenimento para os filhos e netos, que ajudem à formação de pessoas de bem e de carácter... Por estes dias, fazse o regresso às aulas e há que estar vigilantes em todos os aspectos, às reacções e atitudes das nossas crianças, às suas alegrias e tristezas, às suas mudanças de humor, ao não querer voltar às classes, aos seus medos e receios, ao seu súbito desinteresse pelas mais pequenas coisas... De forma a que saibamos em que mundo, seguro ou não, vivemos... Estar vigilantes, é contribuír, não só para um futuro Mundo melhor, mas para que descansem as almas dos que tão inocente e abruptamente perderam as suas vidas num triste dia 11 de Setembro de 2001.

victor.dores@sapo.pt

Dos faialenses e dos picarotos – algumas especulações empíricas à memória de Fernando Melo

U

m picaroto é um faialense desconfiado… E um faialense é um picaroto maldisposto… Ambos gostam de música e são calmos por fora e muito agitados por dentro. Bem sei que é sempre perigoso enveredar por generalizações deste tipo, mas, ironias à parte, conscientemente aqui venho arriscar alguns traços distintivos entre faialenses e picoenses que resultam da minha vivência de 30 anos na ilha do Faial. E o que, desde já, se me oferece dizer é que os dados da experiência mostram claramente que faialenses e picarotos são irmãos desavindos condenados ao entendimento. Sim, o Faial e o Pico, ilhas irmãs, não passam uma sem a outra, apesar de alguns bairrismos históricos… Resquícios, afinal, do tempo em que os faialenses mais abastados eram os proprietários e os donos das terras do Pico, sendo os picarotos gente operosa: os rendeiros, os feitores, os quinteiros, os vinhateiros, os caseiros, e os trabalhadores de morgados, barões, fidalgos e de outros senhores do Faial… O faialense fez da montanha do Pico objeto diário da sua contemplação estética, arranjou sempre maneira de não se esforçar demasiado, até porque tinha outros a trabalhar por ele e para ele… Além disso, convirá não esquecer que muito do desenvolvimento faialense está ligado ao contributo estrangeiro: os flamengos que cultivaram e exportaram o pastel e a urzela; a família norteamericana Dabney e os negócios da vinha, da laranja, da baleia e do apoio à navegação; os ingleses, os americanos e os alemães dos Cabos Telegráficos Submarinos, os rebocadores holandeses e o iatismo internacional que, no Faial,

deixaram marcas profundas a nível do social, do económico, do cultural e do desportivo … Apelidado de arraia-miúda, foi o picaroto que desbravou o difícil e penoso solo, levantou a enxada mais alto e a cravou mais fundo, rebentando a crosta queimada para poder cultivar a vinha que protegeu com muros soltos de pedra lavosa; foi o homem do Pico que concebeu os maroiços (recordo aqui a frase lapidar do saudoso António Duarte: “Os maroiços são a epopeia de pedra do homem do Pico”), ensaiou as culturas, garantiu as subsistências. Devido a esse tremendo esforço físico, e tendo ainda em conta fatores que se prendem com o património genético – e cá vai mais um dado para esta minha especulação empírica – o picaroto é, em média, mais alto, mais vigoroso, mais rijo, mais entroncado e tem mais arcaboiço do que o faialense. Vê-se a olhos vistos. De igual modo, a mulher do Pico é, percentualmente, mais alta e mais corpulenta do que a mulher do Faial. “Os homens do Pico são os homens mais sãos que conheço. Vejo-os diante de mim como torres e um olhar que não engana”, escreveu Raul Brandão em As Ilhas Desconhecidas (1926).

T

ambém Vitorino Nemésio sabia do que falava quando escreveu: “O picaroto é a nata das ilhas e, em verdade, nenhum açoriano se lhe avantaja na conceção séria da vida”, Corsário das Ilhas (1956). O facto de eu há três décadas residir no Faial, ser natural da Graciosa e ter vivido dez anos na Terceira deixa-me à vontade para dizer isto: a maior beleza natural do Faial é mesmo o Pico – espetáculo e barómetro de todo o ano para os faialenses. É claro que a vingança picarota serve-se fria e em doses de catártica ironia: “O

melhor que o Faial tem é a lancha para o Pico”, ou aquela de se avistar, da Madalena, “três ilhéus: o Deitado, o em Pé e o Luminoso” (sendo este último referente ao Faial em frente)… Para as gentes do Pico acabaramse para sempre as mordomias e as subserviências para com os faialenses que, supostamente, não lhes deixam espaço para o desenvolvimento. Ripostam os faialenses que andam fartos dos canoros queixumes dos picarotos. (Se Freud fosse para aqui chamado, eu diria mesmo que estamos perante uma questão edipiana mal resolvida)… Estou a tecer diferenças que são ancestrais e profundas: o faialense é mais mar do que terra. Isto é, o Faial, através da sua cidade, desde muito cedo evoluiu para o mar, pois que sempre esteve dependente dele e do que dele (pro) vinha – comércio marítimo, reabastecimento de frotas, porto de acolhimento, reparação e repouso das tripulações. A partir de finais do século XVIII a Horta abriuse a gentes de todas as raças e de todas as proveniências. Tal circunstância padronizou a vida, os hábitos e os costumes dos faialenses. Estes, já no século XIX denominados “contrabandistas espertos”, souberam disso tirar partido: adaptaram-se a essa coabitação e assim se tornaram “ilustrados”, “cultos” e “hospitaleiros”, adjetivos recorrentes na literatura de viagens do século XIX. Inversamente o picaroto é mais terra do que mar. E isto porque o Pico, ”ilha maior”, virou-se para dentro de si próprio, para o interior dos seus numerosos povoados, para o trabalho da terra (o do mar foi sempre um complemento), revendo-se, com orgulho, na sua esplêndida e assombrosa montanha, fonte de todas as energias, magias e meteorologias. Sim, o Pico é uma ilha poética e profunda! O que no picaroto é aspereza, no faialense é “cosmopolitismo”. O picaroto é aferro ao trabalho. O faialense é preguiça contemplativa. O picaroto tem manha e sotaques mil. O faialense tem a soberba flamenga. O picaroto é destemido e tenaz. O faialense é indolente e exuberante. O Pico é ruralidade, casticismo e tradição. O Faial é urbano, gosta de iates e tem a cultura náutica da “Semana do Mar”… Há 30 anos que me encanta assistir a tudo isto nos dois lados do Canal. E podem crer: je m´ amuse, que é como quem diz – divirto-me à brava.


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COLABORAÇÃO

1 de Setembro de 2012


COLABORAÇÃO

Temas de Agropecuária

Egídio Almeida almeidairy@aol.com

A SECA Um Facto que deve ser to- perdidas. Os efeitos desta seca estão já afectando os preços das mado a sério: a Seca Os Estados Unidos estão sofrendo uma seca em larga escala, mais de 60% da Nação está a ser afectada. O Departamento da Agricultura, (USDA) já declarou mais de 1.000 Condados, acima de um terço da Nação, estado de desastre natural. Esta é a maior declaração, em quantidade de Condados, alguma vez feita por este Departamento. Estes números podem continuar a aumentar se a seca persistir. A seca é real, e está causando destruição nacional. Na California a seca é sempre uma preocupação, a estação chuvosa nem sempre é normal e a demanda é imensa, mas nesta altura grandes regiões dos Estados Unidos, dependentes das chuvas nas quatro estações, estão já sentindo os efeitos da seca que pode criar uma crise nacional para produtores de carnes e leite. Mas aqui perto de nós, por exemplo “Kings County”, está decidindo se vai ou não renovar a declaração de emergência da seca em efeito desde 6 de marco. Modesto declarou estado (1) de seca, e pela primeira vez em 134 anos o Vale Central não recebeu nenhuma precipitação durante o ultimo mês de Dezembro. A época de 2010-2011 proporcionou grandes quantidades de neve nas Serras, que foi capturada nos reservatórios, o que pemitiu que este ano corrente oferecesse uma certa normalidade. A previsão para o próximo Inverno é de que grandes tempestades “El Nino” virão do Pacífico no fim deste ano e a California vai apanhar uma boa “molha”, caso contrário será motivo de inquietação. A presente seca no “Midwest & East” combinada com grande calor e alta humidade do ar, está fazendo notícias nacionais. De acordo com “U.S. Drought Monitor”, temperaturas altas e seca, estão contribuindo para a rápida deterioração das colheitas e dos solos, com algumas importantes colheitas, tais como milho e sorgo (sorghum), quase totalmente

rações para aves e animais, que inevitávelmente vai passando ao consumidor, assim como todos os produtos alimentares que usam produtos acessórios do milho nas suas confecções, e são muitos. A California que já se habituou à poupança da água, devido à sua grande demanda por este precioso líquido, tem sido motivo de controvérsia a sua distribuição, entre meio ambiente, agricultura e uso doméstico. Muito mais terá que ser feito se a demanda continuar a aumentar, mas na agricultura o uso da água tem declinado desde 1980, devido à grande inovação dos sistemas de irrigação e escolha das culturas certas para cada região, e o uso da água nas áreas urbanas tem-se mantido estável desde 1990. Um estudo feito por “Policy Institute of California” indica que as faltas de água não tem desencorajado o crescimento. Afortunadamente a California aprendeu a gerir as suas reservas de água, assim como as carências desta em anos de seca, usando reservatórios à superfície, as suas bacias de água subterrânea, programas de conservação e mercados de água para voluntáriamente relocalizar as suas reservas. O Estado não pode no entanto evitar uma grande catástrofe de “1.000 anos”, tais como um grande sismo, que possa pôr em perigo o coração do sistema de colheita da água do “Sacramento River & San Joaquim River Delta”. Se imaginarmos uma falha num dique no Delta num ano de seca, poderia trazer a água salgada da Baáa de San Francisco e manchar as reservas de água doce do Delta, interrompendo a sua exportação por todo o Estado num círculo de dois anos. A USDA nas suas estimativas no mês de Julho, anunciou uma possivel redução de cerca de “20 bushels” por acre, na produção de milho-grão, a maior descida mensal nestas estimativas desde a seca de 1988. Se for este o caso, será uma perda de incalculáveis proporções.

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COMUNIDADE

Graciosa

Procissão do Senhor Santo Cristo

Realizou-se em Santa Cruz da Graciosa a tradicional Festa em Louvor ao Senhor Santo Cristo. No Domingo, o dia esteve muito mau com muita chuva e vento e mesmo assim e incompreensívelmente decidiram fazer a Procissão de qualquer maneira. Fotos da Foto Iris Graciosa

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COMUNIDADE

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Apresentada a biografia de Manuel Eduardo Vieira

Carlos Vieira, Manuel Eduardo Vieira, Maria Hortênsia Silveira, Manuel Fontes Sousa, Liduino Borba e Duarte Soares.

Manuel Fontes Sousa, Pastor da Igreja de Nossa Senhora da Assunção e grande amigo dos Vieiras, falou sobre o biografado bem como da sua família.

Com o Salão de Festas de Nossa Senhora da Assunção cheio de gente, realizou-se no dia 17 de Agosto, a apresentação da biografia de Manuel Eduardo Vieira, "O Rei da Batata Doce", da autoria de Liduino Borba. Carlos Vieira serviu de MC e foi apresentando os convidados da noite: Duarte Soares,

Duarte Soares, Presidente da Festa de Nossa Senhora da Assunção, agradeceu a presença de todos e convidou-os a disfrutar a festa

Liduino Borba historiou a feitura do livro e agradeceu a oportunidade de ter contribuido para que muitos conheçam a vida de Manuel Eduardo Vieira como industrial

Manuel Sousa, Liduino Borba e Maria Hortênsia Silveira (à direita), que apresentou o livro. No fim, Manuel E Vieira contou algumas passagens da sua vida e emocionado agradeceu a presença de tantos amigos. Foi uma noite para ser lembrada.


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FESTAS

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Festa de Nossa Senhora da Assunção

Grupos Folclóricos das Crianças da paróquia fizeram movimentar jovens desde os 3 aos 15 anos

Tudo pronto no Bazar - muitos e bons prémios para a rifa

Um leque de grandes cantadores: Adelino Toledo, José Ribeiro, António Azevedo, Vital Marcelino, Bruno Oliveira (jorgense e primeira vez na California) e António Isidro Cardoso

Peça de Teatro, encabeçada por Adelino Toledo - um tribunal meio-pateta

Grupo Etnográfico do Vale de San Joaquin

A Festa de Nossa Senhora da Assunção de Turlock comemorou o 14º Aniversário da nova Igreja e o programa da festa estava muito bem eleborado. As novenas presididas pelo novel padre santa-barbarense Tiago Tedéu, decorreram do agrado do povo. As pregações foram condizentes com o tema da festa. Na Quinta-feira, dia

16, e depois da Novena realizou-se folclore juvenil no coreto, seguindo-se uma peça de teatro no Salão, terminando a noite de uma maneira estrondosa com a estreia do Quarteto de Nossa Senhora da Assuncão (ver foto abaixo) que brilharam até mais não poder. Foi um momento inesquecível para a nossa comunidade. Quem o perdeu

vai lastimar-se por muito tempo. Na Sextafeira, apresentação da biografia de Manuel Eduardo Vieira, seguindo-se cantoria, que acabou já passava da uma hora da manhã, com salão super cheio. No Sábado, Bodo de Leite com o tema "Música e Carros do Passado" e Pézinho, seguindo-se concertos, folclore. As 4:30 houve Fado na Igre-

ja e à noite espectáculo com Nélia e o seu conjunto e também cantoria entre Bruno Oliveira e António Isidro, cujo tema não entusiasmou a multidão que lá estava. Domingo, missas e procissão, concertos, arraial e à noite O Quarteto mais os dois jovens, acabando com as Maxi Girls.


FESTAS

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No Domingo houve várias missas, seguindo-se almoço oferecido a todos os presentes. Concertos das Bandas convidadas: Azores Band of Escalon, Lira Açoriana de Livingston e Nova Artista Açoriana de Tracy. Arrematações e arraial. Depois da Missa da Juventude houve a habitual Procissão, presidida por Stephne Blaire, Bispo de Stockton e acompanhada por muito Aspecto da Igreja um pouco antes do começo da Missa de Festa das 11:00 horas. O pregador foi Tiago Tedéu, vindo da gente. Terceira e muito recentemente ordenado padre

Muita criatividade no Bodo de Leite, com a participação de muita juventude e de lindos carros antigos

Fátima e João Mendes (Tes.), Jorge e Graça Duarte (VP), Lucia e Duarte Soares (Pres.)

Os loucos anos dos 60's com os Beatles Manuel Sousa e Tiago Tedéu em frente à imagem de Santo Antão Coro da Igreja de Nossa Senhora da Assunção

Elvis Presley e os seus fans

Homenagem ao Fado na Igreja - "O Fado Português como Experiência de Fé". Um dos momentos mais altos da festa. Tito Rebelo, Lysandra Jorge, Melanie Oliveira, Zélia Freitas, Adelino Toledo e Aurélio Oliveira, acompanhados por Helder Carvalheira, Manuel Escobar e João Cardadeiro. Um grande espectáculo. Embaixo: Grupo Folclórico Nove Estrelas


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FESTAS

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Começo da Missa da Festa com a Igreja cheia de fiéis como é habitual. Este ano o pregador foi um jovem padre ordenado há apenas dois meses. Possívelmente foi caso inédito ser pregador de uma festa tão cedo na vida sacerdotal de qualquer padre. Foi uma aposta ganha de quem aceitou tal desafio.

Manuel Fontes Sousa, pastor da Igreja de Nossa Senhora da Assunção; Victor Si

Nancy Lourenço, Lysandra Jorge, Melanie Oliveira e Zélia Freitas Aspectos da Missa e da Procissão Embaixo: Durante o Ofertório Dimas Toledo e Melanie Oliveira


FESTAS

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ilveira, diácono; Tiago Tedéu, recentemente ordenado padre e João Fontes Sousa, diácono

Tiago Samuel Ormonde Tedéu, com Ordenação Presbiterial na Sé Catedral de Angra a 17 de Junho de 2012, e Missa Nova a 8 de Julho na Igreja Paroquial de Santa Bárbara das Nove Ribeiras, natural desta mesma freguesia, teve a sua mais importante estreia na vida sacerdotal, pregando nas novenas e nas Missas de Festa realizadas na Igreja de Nossa Senhora da Assunção. Foi uma aposta corajosa, quer no convite quer na aceitação. Se houvesse uma classificação a atribuir ao seu desempenho, poderia-se dizer que o jovem padre teve nota muito alta e foi muito apreciado pela nossa comunidade.

Stephen Blaire, Bispo de Stockton presidiu à Procissão e no fim teve palavras de muito apreço pela festa em Louvor de Nossa Senhora da Assunção


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Graça e Jorge Duarte (Vice-Presidente) e família Aspectos da Procissão, presidida por Stephen Blaire, Bispo de Stockton

Lucia e Duarte Soares agradecem a presença de todos, bem como a ajuda de toda a comunidade. O Bispo de Stockton tem vindo muitíssimas vezes à Procissão de Nossa Senhora da Assunção. É uma pessoa muito conhecida da nossa comunidade. Famíla Soares, que presidiram este ano às festividades em Turlock


Knights od Columbus sempre presentes nas nossas festas

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1 de Setembro de 2012


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30° Festival

folclore

Português da Califórnia

Sábado,

29 de Setembro, 2012 Salão da I.E.S.

1401 E. Santa Clara St. San Jose, CA 95116 11h00 – Missa Campal no Parque da I.E.S. em frente à capela.

12h00 – Almoço Tradicional de sopas e cozido, arroz doce, vinhos e sumos, servido no salão. Adultos - $15.00/Crianças 6 a 12 - $7.50. 14h30 – Sessão de Aprendizagem sobre o folclore Açoreano na sala do P.A.C. grátis a todos com a presença do Sr. Manuel Goulart

Serpa, palestrante e professor vindo da ilha do Pico. 16h45 – Hinos e Início das Actuações dos 17 Grupos Folclóricos da Califórnia e Idaho no parque da I.E.S. 21h00 – Baile ao ar livre com o conjunto “Raça”.

Durante a tarde haverá quermesse, snack bar, venda de massa sovada e filhós fresquinhas, leilão silencioso, e bom convívio. Para mais informações poderá contactar 408-472-1051.

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COMUNIDADE

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XV Assembleia Geral das Casas dos Açores tos (Criaçores; Publiçor; “Sabores da Diáspora”; Centro Regional de Apoio ao Artesanato, Galeria Fonseca Macedo).

Realiza-se em Ponta Delgada de 30 de Agosto a 3 de Setembro a XV Assembleia Geral das Casas dos Açores. A casa dos Açores de Hilmar estará representada por Manuel Eduardo Vieira. PROGRAMAÇÃO

Dia 01 de setembro (sábado):

Dia 30 de agosto (quinta-feira):

10:00hs - Apresentação de novos temas propostos pela Presidência do CMCA para posteriores debates (a definir pela Casa dos Açores de Santa Catarina)

18:00hs – Audiência com Sua Excelência Presidente do Governo Regional, Palácio de Santana, Ponta Delgada. 19:30hs - Jantar de abertura, Teatro Café, Ponta Delgada com a intervenção da Diretora Regional das Comunidades, Dra Maria da Graça Castanho. 21:30hs – Peça de teatro “7 Viagens de Jeremias Garajau”, Teatro Micaelense. Dia 31 de agosto (sexta-feira): 10:00hs - Sessão de abertura da Assembleia Geral, com os seguintes tópicos: • Apresentação de todos os participantes, representantes das Casas dos Açores; • Apresentação de nova candidatura para membro do CMCA;

• Aprovação geral da programação apresentada; • Leitura e possível ratificação da ata da última Assembleia Geral realizada; • Divulgação das personalidades a serem homenageadas com as Medalhas de Honra ou Mérito do CMCA, apresentando os critérios considerados para a escolha destas personalidades; • Divulgação da escolha do “Produto Açoriano de Qualidade”. 11:15hs - Início das intervenções livres dos primeiros 4 (quatro)

Contactar:

Anna Maria

408-377-3060

am.stauss@toockies.com

representantes de cada Casa dos Açores, sendo por ordem de antiguidade com tempo máximo estipulado de 10 minutos para cada Casa. 14:30hs - Continuidade das intervenções livres, com mais 4 (quatro) representantes de cada Casa dos Açores. 16:15hs - Término das intervenções livres, com os restantes dos participantes. 17:15hs - Apresentação de proje-

• Discurso do Presidente empossado; • Encerramento da XV Assembleia Geral por Sua Excelência Presidente do Governo Regional; • Entrega das Placas alusivas ao XV Assembleia Geral do CMCA e troca de lembranças entre as Casas dos Açores participantes. 18:30hs - Encerramento dos trabalhos do dia. 19:00hs - Cocktail de encerramento, Hotel VIP. • Cerimónia de entrega das Medalhas de Mérito do CMCA; • Entrega da distinção “Produto Açoriano de Qualidade”.

11:30hs - Debate e conclusão sobre os temas apresentados anteriormente. 14.30hs – Continuidade dos trabalhos: •Debate: “Presente e Futuro do CMCA”. 16:15hs - Continuidade dos trabalhos: • Conclusões da Assembleia Geral; • Entrega da Bandeira do CMCA ao novo Presidente; • Discurso do Presidente cessante;

Não falte às Corridas de

Toiros na California.


TAUROMAQUIA

Reflexões Taurinas

Quarto Tércio

Joaquim Avila

José Ávila

bravoi3@sbcglobal.net

josebavila@gmail.com

A Época Taurina 2012 na sua recta final

O

tempo realmente passa muito depressa. Não foi há muito tempo que começou esta época taurina e já estamos a falar nas ultimas corridas. Segundo parece falta ainda um festival e três corridas. O festival com certeza que já se realizou quando este jornal sair mas não gostaria de deixar de o mencionar devido à boa causa para que foi montado. Um festival de beneficência é sempre algo de bonito que se possa fazer para bem de uma boa causa, neste caso sendo a favor das crianças com Autismo e Cancro. Normalmente nos festivais todas as rixas são postas de parte para bem da causa. Os organizadores têm sempre o cuidado de convidarem o maior número

participam no festival. Não seria muito melhor os organizadores convidarem os três grupos como fizeram com todos os cavaleiros locais para poderem chamar o maior numero de pessoas

de artistas possíveis, para atrair os aficionados afim de adquirirem maiores proveitos. É claro que não se pode convidar todo o mundo, mas num meio taurino pequeno e muito restrito como o nosso da Califónia, não se consegue perceber como é que os Forcados Aposento de Turlock não

para beneficio das crianças? É realmente pena que as politiquices dos malditos partidos conseguissem manchar tão boa iniciativa. Com tudo isto não deixo de desejar o maior sucesso possivel porque quem beneficiará com isso são as crianças necessitadas. No mês de Setembro e

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Outubro teremos as ultimas corridas da época. A começar com a corrida da Festa de Nossa Senhora dos Milagres, diria que a corrida está muito bem montada em vários aspectos. Primeiro diria que um concurso de ganadarias é sempre uma boa aposta. Depois estarão presentes os três grupos de forcados locais. Quanto aos cavaleiros, além de Paulo Ferreira, estarão Tiago Pamplona e Rui Lopes, da Terceira (na foto à esquerda). O Tony Nunes foi bastante astuto na montagem desta corrida porque sabia de antemão que iria despertar interesse à grande maioria dos aficionados. Aqui é que se poderá dizer que os partidos podem-se tornar benéficos para a festa porque os aficionados quererão ver o seu melhor ganadeiro, o seu melhor grupo de forcados e o seu melhor cavaleiro. Assim sim, podemos dizer que é bom ter partidos logo que seja para o bem da festa brava. Quanto a Thornton teremos um dos melhores cavaleiros de hoje em dia a tourear em Portugal que é Luis Rouxinol. Em praça com ele, para tourearem no Sábado, estarão Sónia Matias (foto abaixo) e Sário Cabral. Também estarão

os três grupos de forcados locais para pegarem touros de Manuel do Carmo e de Germano Soares. É realmente um cartel de chamar gente, principalmente para uma corrida em que não há bilhetes oferecidos. É bom ver Manuel do Carmo reaparecer com os seus touros na praça de S. João de Thornton aonde já conseguiu bons triunfos. Para Germano Soares esta corrida será de grande responsabilidade por ser a sua estreia numa feira importante como a de Thornton. Para finalizar mesmo a época taurina de 2012, teremos a corrida da Segunda-Feira com Luis Rouxinol, Paulo Ferreira e Luís Procuna (ultima foto à direita). Touros da Açoriana e o grupo de forcados Amadores de Turlock. Corrida também bem montada tendo um aspecto a realçar que é o de haver dois touros para o toureio a pé. Se formos a ver, nesta época taurina muito pouco se viu tourear a pé. É realmente pena esquecerem-se que as corridas tradicionais, tanto na Terceira como aqui, eram sempre montadas com dois matadores e um cavaleiro, mas as coisas mudaram tanto lá como aqui. Não quero dizer que deveria ser sempre dois matadores e um cavaleiro, mas pelo menos haver mais corridas com matadores, especialmente com a facilidade de se contratarem matadores do México que viriam a bom preço. Para as ultimas corridas desta meta final de 2012, os nossos maiores desejos de grandes triunfos. Todas elas têm todos os elementos necessários para haver sucesso, agora só precisa haver a participação dos aficionados com a sua comparência nos eventos, com zelo para contribuir para o progresso da festa brava. A bem da Festa Brava

Saudo todos aqueles que par-

ticiparam na ultima Corrida de Dundalk no Canadá e muito em especial os vencedores dos prémios em disputa: Joana Andrade, melhor lide a cavalo; Tony Oliveira, do Grupo de Merced, melhor pega. Saudo Élio Costa por tentar implementar com consistência a festa brava no Canadá, este ano prejudicada pelo mau tempo. fotos de luis melo

Pamplonas na Graciosa A Feira da Graciosa decorreu bem, com cartéis do agrado do publico. Tourearam os seguintes artistas: João Moura, Tiago e João Pamplona (na foto). Forcados da Tertulia Terceirense e do Ramo Grande. Triunfos dos Irmão Pamplonas. João Moura esteve ao seu nível. Toiros incomodaram os forcados.


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COMUNIDADE

1 de Setembro de 2012

P.F.S.A deu Boas Vindas ao Cônsul-Geral de Portugal No passado dia 10 de Agosto a Portuguese Fraternal Society of América recebeu oficialmente o Senhor Dr. Nuno Vaultier Mathias, Cônsul Geral de Portugal em São Francisco na sua sede em San Leandro. CEO Timothy L. Borges recebeu o Cônsul e depois duma visita ao Museu da P.F.S.A e à Biblioteca J. A. Freitas, o Dr. Nuno Mathias teve a oportunidade de conhecer vários membros da Directoria e Oficiais Supremos. Entre os presentes estavam John A. R. Salvador, Presidente do Conselho de Administração, Mary G. Medeiros, Presidente de Assuntos Fraternais e Richard Castro, Presidente Supremo da Sociedade. Entre os convidados estiveram o Presidente da Camara de San Leandro, Stephen Cassidy e Senhora D. Manuela Silveira recentemente aposentada do seu cargo de Vice-cônsul de Portugal em São Francisco. Cerca de 60 convidados tiveram a oportunidade de falar com o Senhor Cônsul. Depois dum delicioso jantar, Dr. Nuno Mathias dirigiu a palavra a todos os convidados falando sobre a importância de mantermos fortes os laços entre Portugal e a Califórnia e nos planos que tem, como Cônsul, em participar e ajudar em projectos que beneficiem a comunidade portuguesa. O Presidente da Câmara falou das contribuições que a comunidade Portuguesa de San Leandro tem feito nos últimos cem anos.

Esq/dir: John A. R. Salvador, Chairman of the Business Board; Duarte T. Teixeira, Supreme Vice President; Richard J. Castro, Supreme President; Dr. Nuno Vaultier Mathias, Consul General of Portugal in San Francisco; Mary G. Medeiros, Chairman of the Board of Trustees; Stephen Cassidy, Mayor of San Leandro and Timothy L. Borges, CEO

Para terminar, o Presidente Supremo Richard Castro agradeceu a presença de todos os convidados e ofereceu ao Senhor Cônsul uma placa Congratulatória e de Boas Vindas.

IFG fotos de Lidia Mata

Nuno Mathias e Richard Castro


Opinião Maria Mercês Coelho mercescoelho@gmail.com

N

ascido na primavera de 1916, nas Doze Ribeiras da vizinha Ilha Terceira, Manuel Machado Ávila, veio tenro para a Graciosa supervisionar obras públicas. Instalou-se, floriu duas vezes em descendência, fazendo por 60 anos da ilha branca o seu "horizonte liberto", até que o poderoso barqueiro o levou na grande viagem em 2001. Tornou-se uma nossa Instituição, porque se deu de corpo e alma ao exercício da sua actividade, sendo de inteira justiça e boa hora, a mostra que o Museu da Graciosa nos oferece à reflexão, numa homenagem sem favor, devida a um homem generoso, pertinaz e criativo, com elevado sentido de cidadania, que se dedicou a tempo inteiro à causa pública e ao bem servir o próximo. Foi meu Professor de Introdução ao Direito, numa cadeira basilar com que se abria o 1º ano, tão vasta e árida, como aterradora, porque cheia de conceitos abstractos, um homem exigente, seco de carnes, e de comportamento austero e distanciador. Em dado momento esmiuçava ao detalhe sobre a significância do conceito jurídico e filosófico do que era uma Instituição, sintetizando que esta, tanto podia ser um conjunto de circunstâncias ou de patrimónios imateriais, como podia ser encarnada em alguém cuja força e efeito se difundia na sociedade, tornando-a genuinamente sua e com ela se confundindo em identidade ou presença. O Lente entusiasmou-se, ao referir que uma Instituição era para ele, sem nenhuma dúvida, o caso de Amália Rodrigues, porque alguém que se afirmava atravessando o país no todo ou fora dele, tornando-se num autêntico símbolo de portugalidade. À dimensão do nosso tamanho de ilhéus, o Sr. Ávila, é uma personalidade referente nos nossos dias,

com registo na obra que desenvolveu no desempenho profissional, no toque criativo e estético que foi seu timbre deixar, e que o fez distinguir dos demais na sociedade e no tempo em que se integrou. É por isso, que me faz convocar para dentro dos seus feitos, o conceito de institucionalidade, que antes ligeiramente, referi. Manuel Machado Ávila é uma Instituição que prestigia a Graciosa e nos orgulha evidenciar! Tarefa difícil esta a que me encarregou o Director do Museu, Dr. Jorge Cunha, qual seja o de apresentar esta personalidade, um homem de quem já foi muito dito e muito há para dizer. Nem méritos académicos tenho para teorizar sobre o assunto, e um outro tanto de distância, no tempo, nas circunstâncias, ou na convivencialidade, com a personalidade curiosa e cheia de curiosidades, que foi Manuel Machado Ávila. Conheci o Sr. Ávila, homem feito e despojado, pai de família, assumindo causas sociais, espírito religioso e de convicções fortes, dinâmico, no pleno das suas responsabilidades profissionais. Batalhava num tempo de escassos meios e modos de acção bem diversos daqueles que nos oferece a nossa contemporaneidade. Era ele, o rosto e a guarda avançada da Junta Geral Autónoma das Estradas, sedeada em Angra do Heroísmo, organismo que tinha a seu cargo, entre outras missões, rasgar e conservar as vias públicas, que a Graciosa possui na grandeza indirecta do seu tamanho de pouca terra. Homem inquieto, quase hiperactivo, de passo apressado, mãos e braços envolvendo envelopes cheios de papelada, nunca se eximia de parar à conversa com alguém, ouvir algum reparo, responder a alguma solicitação no âmbito das suas perícias ou negociar algum aspecto que exigia

COLABORAÇÃO

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Lembrar

Manuel Machado Ávila

diplomacia. Tudo era tempo ganho. Tudo dele merecia entusiasmo e dedicação. Tinha o Sr. Ávila mais vontade do que método, mas a palavra NÃO não fazia parte do seu dicionário de vida. Afadigado, estava porém, disponível para tudo e todos, respondia como podia e com o melhor do seu empenhamento e destreza, esquecendo horários, fértil em deixar esfriar a refeição em casa, e não raro enchendo de cuidados pela demora, a esposa, a Sr.ª D. Domitília a quem ele venerava, compensando a generosa compreensão do seu estar ausente de casa, em tarefas ao serviço dos outros. Dizia-se socialista convicto e era-o no seu mais genuíno sentido da humanidade de serviço a favor do próximo. Se fosse preciso fazer um projecto duma moradia, algo para um evento, o desenho de uma janela, um simples croqui, era da sua pena, às vezes ali mesmo, no meio da rua, que o Sr. Ávila puxava da caneta ou do lápis para demonstrar o que era preciso em excelentes desenhos que ultrapassavam um mero esquiço. É disso exemplo um que apresentou no Tribunal para evidenciar um acidente de viação ocorrido entre uma viatura dos serviços e um particular, ou outro, para documentar um arrombamento na casa da paróquia de Santa Cruz, nos quais o nosso Sr. Ávila se expandia em pormenores de localização que ultrapassavam em muito a mera forma esquemática como era pedida em juízo. Não fora esse gosto, e não teríamos tão vasta a matéria para nos debruçarmos e apreciarmos hoje. Distinto aluno nos bancos

da escola que frequentou em Angra do Heroísmo, Manuel Machado Ávila, não desiludiu os seus dotes na vida civil. Homem tímido, reservado, pouco dado a festas ou à visibilidade social, reflectia e partilhava também, a seu modo, as convicções que tinha, quando escrevia textos. Publicou um livro de autor

com sonetos e quadras, o "Horizonte Liberto"; escreveu artigos de opinião em jornais e neles, divulgou poemas, intervindo com espírito cívico, crítico e criativo. Desenhador exímio e retratista, pintava, foi escultor, fazendo alguns moldes alusivos a personalidades de relevo que considerava, como é o caso do busto do Sr. Dr. Manuel Gregório Júnior, em frente ao então Hospital da ilha, na Avenida Mouzinho de Albuquerque. Igualmente, saíram de suas mãos o desenho de rótulos dos vinhos e aguardentes "Terra do Conde". Numa das vezes acompanhei o Eng. Raul Costa para opinar sobre o projecto do desenho, já que o Sr. Ávila estava inseguro sobre o resultado da sua criação. Argumentava faltar, um cacho de uvas num canto, ou uma faixa em outro ponto, e apesar do agrado e do elogio do efeito, havia aquele perfeccionismo que ele buscava que o perseguia à tormenta, antes de dar ao mundo os seus traços. O desenho era para ele uma paixão, quase um vício! Falar do Sr. Ávila é pois abrir uma caixa sem fundo e dela tirar efeitos variados e incompreendidos. Para além do acima dito, e é pouco e residual, porque apenas fogachos da vida que não se espartilha em

palavras de ocasião, não ficaria completa a personalidade deste graciosense de percurso, sem referir as suas recorrentes e insólitas distracções, que dão um pitoresco colorido aos nossos momentos de convívio. Convoco algumas das mais célebres: - aquele dia, quando confidenciava a alguém na Praça a sua preocupação por algo que tinha na mão, que não sabia o que era, e de repente se ter lembrado que era o filho que trouxera pela mão e havia deixado fechado, "por esquecimento" no gabinete de trabalho; - como deixou cair uma máquina de escrever que transportava na mão, para com a mesma mão, cumprimentar alguém que desembarcava no navio; - de como saiu para a missa com duas gravatas assentes no colarinho da camisa; - ou o de se ter passeado por engano, com a troca dum seu casaco por outro da farda de um músico da filarmónica, que jantava na sua casa. Quando lhe lembravam essas ocorrências, divertia-se e gracejava, afirmando que esses episódios ou o facto da sua acentuada miopia, nunca o terem impedido de aprofundar o essencial da vida. Tinha razão. Num soneto de sua lavra, fez o seu auto-retrato, com fina ironia, que cito em excerto: "prefere à vil grandeza, o que é modesto/ na terra... mau nariz, bom coração/ na lua...passa a vida sem protesto!/ Teimoso, e com manias de poeta/ de todo míope, embora aquele cegueta/ às vezes veja mais de que o Diabo.../ com menos qualidades que defeitos/ senhor do seu nariz, sem preconceitos/, mas terrível se alguém lhe trinca o rabo!" Perseverante e empenhado até ao fim, o seu desempenho profissional foi louvado pelas hierarquias. O Sr. Ávila agradeceu com dignidade e orgulho, e sem nenhuma soberba aceitou a merecida distinção. Respeitado e respeitador, tinha o seu quê de irreverência e de insubmissão. Afirmava que, se lhe davam autorização para abrir uma estrada com 5 ou 6 m, ou melhorar alguma curva, lhe acrescentava uma margem maior, insistindo pela necessidade ou pelo efeito prático da durabilidade ou eficácia, fosse com um muro de pedra, fosse, um passeio de empedrado, que

desenhava com gosto, tudo acertado por outras mãos hábeis que caboucavam sob a sua orientação. São de sua responsabilidade e primorosos, como bordados de filigrana, os desenhos calcetados dos passeios exteriores da Praça Fontes Pereira de Melo; na Avenida: o logótipo dos CTT em frente aquele edifício, ou os símbolos da Justiça, em frente das então casas de função dos magistrados. De sua autoria entre outras, são as escadas e muros exteriores da Igreja Matriz, da Igreja da Misericórdia (de Santo Cristo), em Santa Cruz, o arranjo do Largo de Guadalupe, o da Ribeirinha com seu coreto ao centro, etc. Pelas estradas da Ilha derramam-se muros de pedra, por ele harmoniosamente gizados, sendo dos últimos trabalhos o arranjo de cantaria no aeroporto, onde o Sr. Ávila sonhava edificar um monumento ao Emigrante. Falar do Sr. Ávila é pois abrir uma caixa sem fundo e dela tirar efeitos variados e incompreendidos. E muitas interrogações, algo incómodas, como estas: - Manifestámos o nosso apreço e gratidão a este homem? - Terá ele sentido afecto por parte dos graciosenses? - Terá sido feliz o Sr. Ávila? Questões sem resposta, perante a verdade de que "Saberemos cada vez menos o que é um ser humano". Ficam estas notas. Simples, subjectivas, e de incompletas banalidades. O público sim ajuizará pelos seu próprio olhar sobre os méritos dos trabalhos, que aqui se apresentam em exposição. Numa leitura de Lídia Jorge encontrei uma passagem eloquente que sintetiza melhor o que quis dizer, e não soube, e cito: "Dizem que a lembrança é a mamã da História. É mentira, só o registo é o pai da História, e também o seu filho. De resto, lembrança é lembrança, fica e mora connosco, mais nada. Tão longa e tão curta quanto a nossa vida. A nossa vida, se bem vivida, não é da História, é do seu sentido". * Texto de apresentação na inauguração da exposição "Vida e obra de Manuel Machado Ávila 19162001", patente no Museu da Graciosa. in graciosaonline


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ENGLISH SECTION

1 de Setembro de 2012


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FESTAS

Festa do ES em Arcata

Realizou-se nos dias 2 e 3 de Junho a Festa em Louvor ao Espírito Santo em Arcata, no Norte da California. No Sábado, dia 2, depois do Terço, houve jantar de linguiça e feijão, acabando-se a noite com o Grupo Folclórico Tempos de Outrora, e baile com a Outra Banda, ambos de de San José. No Domingo, dia 3, ás 10 horas realizou-se a Coroação desde o Salão Português até à Igreja de St. Mary's, onde houve a Missa da Festa, com Coroação das Rainhas. Depois do regresso ao Salão, serviram-se Sopas e Alcatra. Houve arrematações durante a tarde.

1 de Setembro de 2012

Fotos de Tony Gonçalves


Festa de S. António em Tracy

Festa de Santo António em Tracy, realizada nos dias 11 e 12 de Agosto. Rainha Grande: Victoria Ortiz, aias Adriana Aliva e Diana Tulley. Rainha Junior: Madison Kingberg. Aias Madisyn Windmer e Kaitlyn Castro. Rainha Pequena: Makayla Gomes. Aias Alissa Thompson e Gabriela Godinho Festa Co-Chairman: Elaine Tavares. Festa Co-Chairman: Frank Gomes. Grand President: Marissa Fuller (foto à direita)

FESTAS Fotos de Jorge Avila "Yaúca"

Rose Silva King, falando durante a missa de festa

O Pastor de Nossa Senhora da Assunção Manuel Sousa também quiz participar nesta bonita festa de Fátima em Tracy.

Rainhas Grande (em cima), Junior (embaixo) e Pequena (à esquerda)

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1 de Setembro de 2012

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The Portuguese Tribune, September 1st 2012  

The Portuguese Tribune, September 1st 2012