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QUINZENÁRIO INDEPENDENTE AO SERVIÇO DAS COMUNIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA

2 a Quinzena de Julho de 2011 Ano XXXI - No. 1113 Modesto, California $1.50 / $40.00 Anual

O Céu ficou mais rico...

Alberto Lemos 1922 - 2011 Pág. 9,25 Frank R. Dias 1926 - 2011

Pág. 9

A. L. Gilbert is the Aggie of the Year A. L. Gilbert Co., foi reconhecido, 2011 Agriculturista do Ano, pela “California State Fair”. Esta honra é considerada como o maior galardão na Agricultura da California, que lhe foi apresentado numa cerimónia no State Fair-Gala no dia 8 de Julho.

Pág. 11

Brazil Today

comemorou 20 anos Para colmatar o vazio da saudade do Brasil, em 1 de Junho de 1991 nasceu o Brazil Today. Até então desconhecia-se qual a grandeza da comunidade brasileira na California. Este jornal veio trazer toda a informação necessária a uma comunidade crescente. Tribuna sauda o jornal irmão de língua portuguesa.

www.portuguesetribune.com

www.tribunaportuguesa.com portuguesetribune@sbcglobal.net


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SEGUNDA PÁGINA

15 de Julho de 2011

Coisas da Vida Maria das Dores Beirão

EDITORIAL

winesao@gmail.com

Somos cada vez menos

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uas grandes figuras da nossa comunidade partiram para destinos desconhecidos, mas deixaram obra feita nesta terra da California. Quantos de nós não usaram os préstimos e a ajuda destes dois portugueses de grande gabarito intelectual e serviçal? Podemos ser ainda muitos, mas temos criado poucos líderes dignos de nota. É necessário e urgente criarmos uma elite que nos possa guiar em tempos de trabuzana. Visitámos Toronto durante uma semana e a impressão que nos ficou é que o Canadá continua a trabalhar, a construir em grande ritmo, a preparar-se para o futuro. Nós por cá, vamos mal e não nos recomendamos a ninguém. Falamos tanto da Europa que nos esquecemos que a California está na bancarrota e que a América para lá caminha, se não forem dados passos seguros para prosseguir uma politica de verdade e de controle orçamental. Não se pode gastar o que não se tem. Ponto final parágrafo. E de repente o mundo explodiu financeiramente. Este mundo que era muito controlado pelos maiores economistas, de repente deu a volta e a pergunta é muito simples: na realidade os economistas que nos governavam não percebem nada de economia. Escândalo da semana; California State University Trustees raised tuition by extra 12%. The same trustees give San Diego State University's new President a salary of $400,000, an increase of $100,000 from his predecessor. (the same as President Obama). Can you believe this? Yes, you should...

jose avila

Os Açores

vistos de longe Quando deixei a ilha, nos fins da década dos sessenta, deixei o mundo que conhecia, porque a ilha era do tamanho do mundo, tão grande, quão a distãncia do meu epicentro ao horizonte circular alcançado pelo meu olhar. Quando me achei no espaço sem medida do meu novo mundo, perdi a noção do espaço de estar em qualquer lugar, apenas cedi ao espanto da vastidão sem lmites, sem mar a fechar o circulo. Habituei-me ainda mais à facilidade com que viajavam as minhas ideias, sem barreiras, sem marés de medo, sem ciclones de ameaças, sem silêncios fingidos de ignorância. À medida que os anos passaram os hábitos estabeleceram-se a vida tomou rumo, as raizes foram-se nutrindo mantendo sempre o humus da origem mas penetrando o novo solo alimentadas por duplicidades e afeições que por nada as trocaria. Todavia, as imagens, as recordações, as alegrias, as dores, o todo daquilo que foi a

geografia dos acontecimentos, isso então visto e pensado de fora para dentro, da lonjura do tempo e do espaço, tornam-se teimosas e quase agressivas, não querendo abdicar à mudança e ao progresso. O emigrante quando pisa no primeiro regresso o solo da sua ausência, quer fazê-lo em chão esburacado como o que deixou, quer olhar os pedregulhos que lhe marcaram os joelhos, quer fitar o medo, olhos nos olhos e despir a capa dos preconceitos nas ruas do seu palmilhar. Quando depara com a fragilidade das suas memórias, então agarra-se a elas mais do que nunca, constroi um cofre invisível, guarda-as lá e atira a chave no mar que nada lhe nega. Só depois vê o presente, colorido pelas pinceladas do progresso, imagina o que foi e compara com o que é, gosta e desgosta, sente-se bem com tudo o que há de belo e afectivo, mas depara com a saudade, sempre a saudade, desta vez, da terra que agora já não é aquela, porque o seu olhar olha e não vê o que queria ver, a sua alma sente-se alheia, as suas mãos não tocam os objectos das suas lembranças. A vida prega-lhe mais uma partida, oferece-lhe na palma da

mão a outra face da saudade, a terra onde um dia se sentiu estrangeiro, é agora a terra dos filhos e dos netos, é a terra que recebeu no seu ventre os corpos sem vida de parentes e amigos e que um dia receberá o seu tambem. Sente vontade de voltar a casa e então realiza que esta inquietação de ser e não ser, estar e não estar é uma forma de estar na vida que tem que enfrentar e aceitar. Só mais tarde, quando reafeito do primeiro desapontamento, se habitua às partidas e às chegadas é capaz de ver o belo que a Ilha tem para lhe oferecer, nega à saudade o poder usado para o vitimar, sente-se que vale por dois, porque sente a dobrar os sentimentos essenciais de um ser humano, ama duas pátrias, leva e trás pedaços delas e quando dá por si, fez do seu lugar o seu mundo e chega a pensar...isto é a minha ilha. É importante compreender que estou falando dum outro tempo, em que as distâncias eram imensuráveis, em que se dizia ...adeus e não até à volta, em que sentir saudades era sinal de virtude, enfim tentei apenas comparar o que foi e já não é, porque a minha geração tem mais passado do que futuro, e saber não ocupa lugar. Até à volta.

Year XXXI, Number 1113, July 15th, 2011


FESTA DE SEBASTOPOL

Sebastopol - 100 anos de Festa

Celebrar 100 anos de festas em Louvor ao Divino Espírito Santo é algo que merece um carinho muito especial, tendo em consideração a localização desta organização, no Norte da California, onde a presença de portugueses, hoje em dia, não será numerosa. O Presidente Joe Ocacio tomou a liderança deste importante aniversário, com a ajuda dos seus directores, Joan Schiavona (Secretária), Angela Perez (Tesoureira), David Silveira, Joe Silveira, David Aguire, Ed Silva, Val Aggio. Foi uma festa muito bonita, que juntou as organizações mais próximas de Sebastopol, num dia radiante de Sol californiano. A Coroação saíu do Salão de Sebastopol em direcção à Igreja de São Sebastião que ficava a uma distância de cerca de duas milhas, onde o Padre Raul Lymus celebrou a Missa da Festa. No fim da Missa teve lugar a habitual Coroação das Rainhas e depois houve o regresso ao Salão, onde foram servidas Sopas e carne, cozinhadas pelo David e Linda Aguire, que mostraram serem bons mestres. A Rainha Grande foi Taylor Ocacio (neta do Presidente) e as suas aias Jessica Brimhall e Talitha Nielson.

A Rainha Pequena foi Angelina Leal, tendo como aias Emma Huntsinger e Grace Silveira. Um pouco de história: Os portugueses vieram para Sonoma County por volta de 1890. Trabalhavam na industria de lacticinios e da madeira. Sebastopol Holy Ghost Society teve a sua primeira festa em 1911. Bella Vista foi a primeira Rainha. Há poucas noticias sobre os primeiros tempos desta organização, mas sabe-se que em 1912 houve baile no novo Holy Ghost Hall, abrilhantado pelo Torino Band of Santa Rosa e que os organizadores foram F.B. Silva, Joseph Ramos, A.B. Tavares e M.S. Brown. No dia 12 de Outubro de 1947 o Salão de Festas foi destruído num incêndio, quando se preparava uma festa, possívelmente a Festa das Contas. Em 1949 construíu-se o novo Salão (ver foto) e Sebastopol Holy Ghost Society nunca mais parou de fazer as suas três festas anuais.

David e Linda Aguire cozinharam as boas sopas com a ajuda de muita gente

(dados do The Holy Ghost Festas)

Rainhas antigas quiseram estar presentes no 100º Aniversário da Festa

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FESTA DE SEBASTOPOL

15 de Julho de 2011

Rainha Grande Taylor Ocacio, com as aias Jessica Brimhall e Talitha Nielson

Em cima: Rainha Pequena ?? Esquerda: Coroação da Rainha Grande Taylor Ocacio

Padre Raul Lymus coroando a Rainha Pequena

Jody Ocacio e seu pai Joe Ocacio, Presidente da Festa


COLABORAÇÃO

California Chronicles

Ferreira Moreno

I

n past years I have traveled several times to Visalia, in the "heart" of San Joaquin Valley, to attend some annual state conventions of the Portuguese fraternal societies. Known as the "City of Beautiful Trees", and having the valley oak as the official city symbol, Visalia was founded in 1852, when a group of settlers from Iowa and Texas located in the area and erected a log fort on the north bank of Mill Creek, for protection in case of possible raids by Native Americans. The settlers named the site Fort Visalia. It was probably suggested by a member of their group, Nathaniel Vise, whose family home was in Visalia, Kentucky, originally named in 1820 for one of Nathaniel’s relatives. After the county seat was moved from Woodsville to Visalia, the supervisors changed the name to Buena Vista in December 1853. At the insistence of the local residents, the name was changed back to Visalia in February 1854. Although it was not incorporated until 1874, Visalia is still both the seat and the largest city of Tulare County. Long ago, Visalia was chosen as a favorite site for the establishment of a Franciscan Mission. In 1806 Gabriel Moraga (1765-1823) went into the river country on the western side of the San Joaquin Val-

ley to search for mission sites. On his return trip he ascended the Kings River a short distance, crossing what is now Tulare County, seven miles east of Visalia at Venice Hills, known as Kaweah Hills to the local Native Americans and early pioneers, Gabriel Moraga, whose father was the famous explorer Jose Joaquin Moraga (1741-85), arrived with his mother in California from Mexico when he was still a teenager, and he became the leading explorer of the Central Valley (1805-17) on several expeditions that took him inland and far north in California. It was Gabriel Moraga who, originally, gave the names to several places in California, like Calaveras, Mariposa, Merced, Sacramento, and San Joaquin. Curiously, the valley and town of Moraga, in Contra Costa County, were named for his son, Joaquin, also a soldier in San Francisco as well as the co-grantee of Rancho Laguna de los Palos Colorados in the above-mencioned county. In l814 an expedition under the leadership of Juan Ortega, accompanied by Padre Juan Cabot, the expedition's chronicler, went into the tulares (name for the valley's bulrushes), also in search of mission sites. The

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Mission Site Search following year, Ortega and Cabot were on the march again, leading a second expedition, this time to hunt for Native Americans who had run away from Mission San Miguel, founded in 1797 and located in San Luis Obispo County. Proceeding up the Kings River, the expedition crossed over to the Kaweah River in Tulare county, and from there went on to the area of Venice Hills. According to "Historic Spots in California", all those expeditions reported favorably on the region near the present city of Visalia, and considered it especially suitable for mission sites, even going as far as recommending that both, a mission and a presidio should be established in the valley. The site selected was approximately at the location of present day Mooney Grove Park, (with a Museum and Pioneer Village), which I have visited. It had the three requisites of water, timber and friendly Native Americans. Unfortunately, in 1819, when lieutenant Jose Maria Estudillo went into the Valley in an attempt to subdue uprisings among the Native Americans, he got the idea that the local natives were "too many and too

Jose Joaquin Moraga

hostile", so, neither mission nor presidio were ever built in Visalia. Jose Maria Estudillo was the father of Jose Joaquin Estudillo, who later became grantee of Rancho San Leandro. Padre Juan Cabot (1781-1856), a native of the Spanish Isle of Mallorca, had a brother, Padre Pedro Cabot (1777-1836), who was stationed at Mission San Antonio from 1808 to 1830, while Juan served for many years at Mission San Miguel, thirty miles away. As reported by Msgr. Francis Weber (Encyclopedia of California's Catholic Heritage), Pedro was ni-

PHPC announces the release of its latest publication, the luxury edition of the book IV International Conference on The Holy Spirit Festas, a hard cover, full color, 100-page, photojournalist’s report of the June 2010 conference in San José, California, by Miguel Valle Ávila, Assistant Editor of The Portuguese Tribune. All author proceeds revert in benefit of the San José State University Portuguese Studies Program.

cknamed El Caballero, because he resembled a fine, portly, gentlemanly, educated man of courteous, dignified manners, and was exceptionally beloved and esteemed for his piety and devotion. On the other hand, Juan was nicknamed El Marinero, for being a burly, rough sailor-like man, full of snaps and turns, generous and hospitable to a fault, and immensely popular among the ranchero people. Pedro died in 1836 and was buried at Mission San Fernando. Juan returned to Mallorca in 1835, where he died and was buried in 1856.

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15 de Julho de 2011


COLABORAÇÃO

Uma Voz na Diáspora

Rasgos d’Alma

Luciano Cardoso lucianoac@comcast.net

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uando, ainda bem miudinho, ouvi pela primeira vez dos “calafonas” que vinham da América de cima para “matar saudades” na ilha, ingénuo, deixei-me ludibriar pelo simbólico marabilismo da curiosa expressão. “Matar a saudade? Que mal lhes fez?” Obviamente, puto desinformado, desconhecia ainda que aquele era um tema adulto, acerca de gente embarcada e suas pesarosas famílias. Só mais tarde, quando também embarquei, lhe descobri a marosca. No nosso caso, envolvia duas costeiras nações separadas apenas pela dolorosa imensidão do Atlântico. Uma, valente e imortal mas sem recursos nem oportunidades para satisfazer os seus dez milhões de habitantes, sacrificados e sempre forçados a apertarem o cinto ou – que remédio! – a partirem para bem longe em cata duma vida melhor. A

outra, dispersa pelos confins da vasta America do Norte, com biliões de seres humanos a dinamizarem-lhe diariamente a robustez económica, sempre acolhedora aos demais milhares que continuavam a chegar de todos os cantos do mundo. A diferença estava à vista. Não podíamos ser mal agradecidos. E lá viemos por aí fora, de mão estendida mas com uma tremenda vontade de vencer. A nossa reconhecida capacidade de trabalho ajudou-nos muito a fazermos dos “States” a nossa segunda pátria. Fixamo-nos um pouco por toda a parte e, sobretudo cá, no grandioso oeste americano, fizemos sentir a nossa laboriosa influência. A California jamais poderá apagar da sua fabulosa história o prestimoso contributo da magnânima alma lusa, bem presente da Arcata a San Diego. Tal como a força do nosso labor, o valor da nossa cultura, costu-

mes e tradições deixa marcas vincadas por onde passamos. E porque passámos a frequentar com assiduidade o mercado da saudade, pouco a pouco, fomonos apercebendo de que o nosso pequenino e pobrezinho Portugal (mesmo rotulado de “lixo”) continua dono duma soberba riqueza cultural que muito nos orgulha. De região em região, de ilha para ilha, de comunidade a comunidade, para matar a tal saudade, exibimos sem complexos a candura dos nossos bailhados e a harmonia dos nossos cantares entoados em modas e ritmos prenhes de boa disposição. Apesar de saudosos, somos um povo bem disposto. Adoramos as nossas festas. Não há crise que nos entristeça. Essa sempre foi uma garantia na minha Terceira. A alegria dos seus arraiais cura as mágoas a quem os frequenta. Ninguém escapa ao fulgor tradicional do típico arraial terceirense, genuíno na sua garrida animação, onde não pode faltar o despique improvisado duma boa cantoria ao desafio. Desde miudo, lá nos pal-

porto na nossa ilha resumiase ao futebol, considerado o Desporto Rei e pouco mais a algumas modalidades chamadas Desportos Pobres como sejam: hóquei em patins, voleibol, futebol de salão, ténis de mesa, e ainda andebol e basquetebol estas mais a nível escolar. Em boa hora o meu amigo Luís Bretão, a quem já foi reconhecido (muto justamente) pública e oficialmente a sua dedicação, empenhamento e trabalho que desenvolveu em todas as ilhas do grupo central em prol do desporto, tendo sido atribuído ao original Rinque de Patinagem o nome de Pavilhão Luís Bretão, que decidiu rodearse de um grupo de amigos, que não vale a pena referir nomes, a fim de invadir todas as freguesias da ilha no sentido de promover e influenciar os residentes das mesmas a praticar as modalidades dos chamados desportos pobres, substituindo esta designação por Desportos Extra-futebol dando-lhe assim uma imagem mais positiva e menos depreciativa. Não houve resultados imediatos mas a mensagem foi

Uma Vez por Outra

Carlos A. Reis O Desporto na Terceira de outrora e de agora Enquanto me mantive na Terceira, minha terra natal e onde sempre vivi até imigrar para os Estados Unidos da América, com a excepção de alguns anos que tive que me ausentar no cumprimento do meu serviço militar, andei sempre ligado ao desporto, não tivesse nascido e sido criado nas ruas dos Quatro Cantos e Canos Verdes, não longe do S.C. Lusitânia e da Sociedade Recreio dos Artistas, as grandes paixões de toda a minha vida, uma desportiva e a outra Recreativa e Cultural, e que ainda hoje fazem parte do me user humano mesmo depois de ter emigrado há 34 anos. Mas no meu apontamento de hoje esqueçamo-nos da Recreio dos Artistas e debrucemo-nos no desporto. No meu tempo de jovem e de atleta o des-

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cos e praças da ilha, habituei-me a apreciar esta arte soberbamente rimada por intérpretes dotados duma veia repentista sem rival. Cantar de improviso é um dom excecional que não calha a qualquer um nem a qualquer uma. Não vai ser preciso ir agora ao encontro dum Charrua ou duma Turlú para me justificar. Vou ficar cá pela nossa comunidade californiana, muito bem servida nesse aspeto. São vários os expoentes do improviso que abrilhantam continuamente as nossas festividades, de norte a sul. Um, com especial relevo, acaba de ver o seu talento realçado meritoriamente em livro de bom gosto que já circula de mão em mão. Adelino Toledo deu brado na Terceira no mês passado, nomeadamente nas suas benquistas Fontinhas onde a elogiada obra, “Adelino Toledo – Uma Voz na Diáspora”, da autoria de Liduíno Borba, foi lançada em festa concorrida por centenas de conterrâneos atentos ao seu invejável percurso de repentista por excelência.

passada e quem sabe se ouvida (?) agora com o desenvolvimento desportivo que se verifica e que já se faz sentir em todas as freguesias da Terceira. O futebol do nosso tempo era praticado e vivido com muita dedicação e amor dos atletas aos seus clubes, mesmo sem as condições mínimas para a prática do futebol. Recordo que existiam sòmente três campos de terra batida para a prática do futebol, um em Angra do Heroísmo, outro na Praia da Vitória e o terceiro na Vila Nova, sem quaisquer garantias de segurança física para os atletas que em cada uma caída no terreno era uma mazela na perna ou no braço. Recordo que, por diversas vezes, a Câmara Municipal de Angra tinha esgotado a verba mensal para a manutenção do Campo Municipal e éramos nós os atletas a suportar a despesa com o aquecimento da água para nos lavarmos, depois dos treinos semanais a que estavamos sujeitos. Mas, apesar de todas estas dificuldades, assistimos no velho Campo de Jogos de Angra a partidas de futebol com muito nível entre equipas continentais e açorianas, mesmo até a nível de Seleções. Entre todas as equipas açorianas o Sport Clube Lusitânia foi sem dúvida a que maior projecção atingiu. Mas os jogos disputados entre Lusitânia, Angrense, Praiense, União Praiense, Vilanovense e mais tarde

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Foi uma sessão plena de emoções próprias do sentido regresso de um filho imigrante ao humilde torrão que o vira nascer. Presente, dentre uma entusiástica multidão de amigos do cantador e da cantoria, o vereador para a Cultura no concelho da Praia da Vitória, Paulo Codorniz, ao botar palavra, fez questão de sublinhar a famosa quadra lá cantada pelo Adelino Toledo ao falecido José Pereira, em prévia viagem de saudade no ano de 1988: “Eu vim ver-vos face a face, Matar saudades sem fim. Porque se eu não as matasse, Elas matavam-me a mim.” Uma quadra inspirante – a que o versado vereador ousou replicar com o melancólico lirismo que nos vai ao fundo da alma e lá nos obriga a refletir: “Mas se hoje aqui voltaste, No tempo que agora corre, É porque não as mataste: A saudade nunca morre.” Porque será?

o Lajense, tinham sempre muito interesse e grandes assistências por parte dos amantes do futebol. Especialmente os jogos entre o Lusitânia e o Angrense eram empolgantes, viris e de um campo completamente repleto de vibrações e de apoio por parte da assistência, sobressaindo os seminaristas cuja maioria era adepta do Angrense, o que nunca cheguei a entender o por quê disso (?). Felizmente que os tempos são outros, actualmente há campos de futebol, por quase toda a ilha, uns com relva natural outros com relva artificial, sobressaindo e de que maneira, o excelente Estádio João Paulo II, com boas instalações sanitárias para os atletas e melhores condições de acomodação para os assistentes aos jogos. Não conseguimos entender a falta de assistência nos campos de futebol, mesmo com todas as facilidades e melhorias verificadas e atrás apontadas. As freguesias da Terceira (umas mais do que outras) têm tido uma atividade desportiva muito positiva, não só no futebol com em muitas outras modalidades, que se tem imposto no desporto regional e nacional, caso do basquetebol e do voleibol e foi nesta modalidade que a freguesia das Fontinhas conquistou este ano o campeonato nacional da modalidade, para a alegria de todos nós terceirenses e açorianos.


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COLABORAÇÃO

15 de Julho de 2011

Agua Viva

Filomena Rocha filomenarocha@sbcglobal.net

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hega-se o Verão e a quem não dá o desejo de uns dias de bom e merecido descanso... ? À beiramar, vendo o bailar das ondas, o embalo dos barcos sobre elas, mesmo que se fique sempre mais à beira-terra... adormecendo, ou vendo de longe os jóvens fazendo acrobacias na crista das ondas nesse desporto a que muitos aderem hoje chamado Surf. E até desta palavra já se fazem novas palavras e o verbo “surfar” (sarfar). Do mesmo modo que se diz “parkar” e um sem-número de outras que passaram a fazer parte do dia-a-dia da nossa gente imigrada há muito tempo. A princípio estranhei muitíssimo. Não me conformava. Com o passar dos anos, fui-me habituando e de vez enquando já “embarco” na mesma viagem das palavras inventadas por quem apenas trouxe na bagagem um molho de saudades e mil esperanças de vencer dentro de uma saca de retalhos, que é como ficou a alma de quem partiu e viu partir os que amava. Hoje, já parece que não é assim. Da neces-

sidade passou-se ao luxo de viajar, de conhecer outros povos, outros mundos, outras culturas. Abriram-se fronteiras para a realização de outros sonhos. À medida que o tempo passa e que os parentes e amigos vão sendo menos, viaja-se para dentro do país onde se vive e arredores. É neste caso uma forma necessária de integração que já devia ter sido. Este ano, por exemplo escolhi o Estado de Oregon, o trigésimo terceiro estado dos Estados Unidos desde 14 de Fevereiro de 1859, como destino de descanso. Mesmo que em apenas um prolongado fim-de-semana, valeu a pena. Segundo reza uma das histórias, Oregon foi nome dado por um Navegador Português... Há tanta maravilha escondida por entre a Natureza, ainda por descobrir na costa do Pacífico. No Inverno as suas árvores cobrem-se de branco como noivas no seu dia mais sonhado e belo. Depois do degelo, florescem e tornam-se imaculadamente verdes. Há pinheiros por todos os lados! Parece que é sempre Natal! À beira-estrada, nos montes e vales, nas

Lufada de Ar Fresco

Paul Mello pjmello87@yahoo.com

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om o chegar do verão, e em especial no mês de Julho, muitos jovens estudantes universitários fazem as malas e regressam aos Açores para visitar a família assim como para matar saudades daquele pequeno paraíso. Trata-se de um hábito bastante comum por parte daqueles que deixam as respectivas ilhas para irem estudar nas universidades em Portugal Continental ou estrangeiro. Até há relativamente poucos anos, uma grande percentagem destes mesmos estudantes regressava à ilha de origem para iniciar a sua carreira profissional. Isto claro, acontecia num altura em que não abundavam jovens com cursos superiores assim como também correspondia a um período em que a situação económica do país, e em particular das ilhas, era bastante mais risonha. Presentemente, a maioria dos jovens que partem para estudar em Portugal Continental ou estrangeiro, continuam e provávelmente continuarão a voltar aos Açores, mas a maioria voltará comprando sempre uma passagem de ida e volta. Durante a minha estadia na Terceira este verão, aproveitei para por a conversa em dia com colegas antigos e até conversei

Descobrir Oregon...

cidades e vilas vêem-se árvores de todos os portes onde as eras e outras trepadeiras parecem fazer festim paradisíaco em volta dos seus troncos e ramos. De quando em quando sobressaiem nos canteiros, típicas flores silvestres brancas e as rosas que nos cativam o olhar pela sua cor rubra. Até pa-

rece que também ali, se poderia erguer um outro Altar ao Divino Espírito Santo.

Foto: Cidade de Portland

Regressar a Casa... Mas só de Férias

com alguns pais de colegas do meu tempo de liceu para saber como vão as vidas dos meus antigos colegas, pois apesar de nos mantermos em contacto via internet, há sempre algo que fica por dizer. Há relativamente poucos dias tive uma longa conversa com uma senhora de nome Ana Mendes, mãe de um antigo colega meu, e que devido às suas experiências como bancária e professora, possui um largo conhecimento nas áreas de economia e educação. Para além disso, tem um filho já licensiado em Gestão e outro filho mais novo actualmente também a estudar Gestão na Universidade Católica em Lisboa. A nossa conversa teve como tema central o estado da educação em Portugal, o qual constantemente comparamos com o estado da educação nos Estados Unidos. Mas foi ao falar do mercado de trabalho que me foram reveladas algumas duras realidades com as quais os jovens licensiados Açoreanos se deparam presentemente. Ao questioná-la sobre o futuro profissional dos jovens recentemente licensiados, a sua resposta foi rápida e realista: “Hoje, começar carreira profissional cá na ilha é quase uma missão impossível”. Ao falar deste e daquele, acabamos por

concluir que mais de 75% dos meus antigos colegas do 12º ano estão, ou irão proseguir as suas carreiras profissionais fora dos Açores, com a larga maioria a ficar em Portugal continental mas também vários a optarem por desafios no estrangeiro. Os motivos que levam cada um a proseguir uma vida profissional fora dos Açores são variados, pois alguns partem em busca de melhores condições de trabalho, outros procuram um desafio maior, enquanto alguns acabam mesmo por preferir viver em Portugal continental ou estrangeiro. Presentemente, e na maioria dos casos, este êxodo (partida dos Açores) começa a ser explicado por uma simples razão: não há emprego nas ilhas para tanto jovem licensiado. Ao longo dos últimos anos, a percentagem de jovens Açoreanos a optar por tirar cursos superiores tem subido em flesha, aumentando portanto o número de jovens qualificados para preencher potenciais postos de trabalho, o que consequentemente contribui para um acréscimo de concorrência devido a tal abundância de candidatos. E claro, se a isto juntarmos a redução de postos de trabalho devido à corrente situação económica, a concorrên-

cia é ainda maior. Ao saber do estado do mercado de trabalho Açoreano, a maioria dos jovens já parte para estudar com a ideia de que eventualmente terão de procurar emprego para além da ilha onde foram criados. Alguns dos aproximadamente 25 colegas da minha antiga turma do 12º ano já trabalham, embora alguns, como eu, ainda se encontrem a estudar. Aqueles que já trabalham estão, na sua maioria, em Portugal Continental, enquanto alguns estão a fazer uso dos seus cursos nos Estados Unidos, Angola, Holanda, Espanha, e até em Singapura. Sinceramente fico feliz ao saber que as capacidades dos meus colegas estejam a ser reconhecidas tanto em Portugal continental como no estrangeiro. Infelizmente para os Açores, o archipélago está a transformarse num exportador de talentos, os quais na sua maioria, apenas irão contribuir para o desenvolvimento do arquipélago através das suas futuras visitas turísticas.

ACTUAÇÕES DE

ALCIDES MACHADO Mês de Agosto

07/23/BUHACH 07/30/HALF MOON BAY 08/06/SAN DIEGO 08/15/ROSAIS Sao Jorge 08/20/PVT 08/21/ PISMO 08/27/PV


Perspectivas Fernando M. Soares Silva fmssilva@yahoo.com

A

pós quase 40 anos no comando do centenário JORNAL PORTUGUÊS, então não só o mais antigo órgão da imprensa lusíada da Califórnia e dos Estados Unidos da América, como também de todos os países da diáspora portuguesa, ALBERTO S. LEMOS confiou, antes do verão de 1994, os destinos do seu prestimoso semanário a novo

dono e mais jovem timoneiro. Havendo chegado ao Estado Dourado do Pacífico no já distante e nebuloso ano de 1955, quando a vitoriosa América do período pós-guerra mundial vibrava ainda no entusiasmo contagiante dum febril progresso que tudo parecia reanimar, ALBERTO LEMOS optou pela carreira jornalística, pondo-se a trilhar novos caminhos num mundo novo e gigan-

tesco, mas que não o amedrontava. E foi assim que, em 1957, se tornou proprietário e director do JORNAL PORTUGUÊS, que ele desde então conduziria com mão firme por entre escolhos insidiosos e borrascas esporádicas. Durante esses 37 anos, que, por coincidência, também abrangem o que provavelmente ficará arquivado na história como a época áurea do desenvolvimento geral

da imensa Califórnia, ele testemunhou e nunca deixou de estimular a enorme evolução sócio¬económica que, em uníssono com a nova renascença nacional, se passou também a registar nas Comunidades Lusíadas da Califórnia, e muito contribuiu para uma major afirmação do bom nome do nosso povo nestas paragens e nesta hercúlea nação. Quer como membro dinâmico

COLABORAÇÃO

Faleceu Alberto Lemos

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Decano da Imprensa da Disapora Lusiada das comunidades lusófonas da Califórnia, quer como sócio de várias organizações comunitárias, ou ainda como membro dos quadros directivos de agremiações e sociedades fraternais, ALBERTO LEMOS soube participar intimamente na vida associativa das vastas comunidades servidas pelo seu jornal, o velho paladino que, em 1988 celebrou o centenário da sua multiforme e valiosa existência em prol da cultura e das causas portuguesas. Entre outros empreendimentos dignos de registo, ele acompanhou activamente a consolidação das Sociedades Fraternais União Portuguesa Continental e Beneficente, sob o novo nome de Federação Fraternal Luso-Americana, iniciativa imprescindível, que, como já tem sido salientado muitas vezes, ficará assinalada na história das comunidades lusocalifornianas como um dos movimentos mais eficazes e positivos para a reorganização dos interesses associativos comunitários. Durante as quatro décadas desta crítica fase evolutiva, aparentemente o derradeiro período dos gigantes comunitários dos tempos áureos da afirmação Lusíada, ALBERTO S. LEMOS impulsionou com o ardor da sua pena, e muitas vezes a custo de enormes sacrifícios pessoais, o grande movimento cultural que então se verificou em toda a dimensão comunitária, patrocinando o crescente desejo consolador da educação do nosso povo que afluía cada vez mais, e continua a afluir aos institutos técnicos, às universidades e ao ensino, em geral, em rumo a uma maior afirmação social, política e intelectual colectiva. Retrospectivamente, como so-

bretudo o confessam políticos americanos, é espantoso o que ALBERTO S. LEMOS conseguiu empreender no aspecto de promoção sócio-política das causas portuguesas e comunitárias. As edições especiais e comemorativas do JORNAL PORTUGUÊS, consistentemente recheadas de mensagens, com fotos, e tributos dos Presidentes dos Estados Unidos, Portugal e Brasil, dos Presidentes das Regiões Autónomas, de Governadores, Bispos e Cardeais, Senadores, Congressistas, Deputados, Embaixadores e outros políticos, e muitíssimas entidades distintas que assim também distinguiam o nosso povo e a nossa cultura, exibem claramente a sua mestria na difícil arte de relações públicas. Lutando, por vezes, contra obstáculos tremendos e incompreensões irritantes, ALBERTO S. LEMOS nunca esqueceu o significado pleno das palavras do antigo Embaixador de Portugal nos Estados Unidos da América, João de Bianchi, que, já no distante ano de 1935, dizia: “A Imprensa Portuguesa da Califórnia, a par dos serviços que tem prestado a várias gerações de portugueses, é um repositório da gloriosa história do quinhão que coube ao povo Português no deslumbrante desenvolvimento deste próspero Estado, e, transpondo essas mesmas barreiras, como contemporânea que foi dos primeiros passes de tão vertiginoso progresso, encerra a crónica de toda a vida da Califórnia”. Nem da sua mente jamais se sumiram os ecos das palavras que, em 1938, o já falecido médicocirurgião, diplomata e líder comunitário Dr. Carlos Fernandes havia registado nas páginas do

Número Especial do JORNAL PORTUGUÊS: “A Imprensa, ainda hoje,... ocupa lugar selectivo na formação da opinião pública e na orientação das multidões. A Imprensa Portuguesa é na América o porta-voz do Portugal distante; ela é, ao mesmo tempo, o álbum precioso dos registos, dia a dia, da vida da nossa gente. Ela é... sentinela alerta em defesa dos interesses da nossa gente; ela aconselha, ela avisa, exortando sempre a que saibamos ser bons cidadãos... desta esplendorosa nação americana”. ALBERTO LEMOS soube manter-se leal aos seus princípios e às causas dos portugueses da Califórnia, mesmo em horas menos sorridentes quando muitos desistem de batalhas que se consideram inúteis... O próprio Governo Português reconheceu, dum modo insólito, o grande mérito de grande parte dos seus esforços ao outorgar-lhe a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique e a Medalha de Mérito das Comunidades Portuguesas, e ao homenagear o seu JORNAL PORTUGUÊS como Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique e, mais tarde, com a Placa da Medalha de Mérito das Comunidades Portuguesas. Nem a neblina dos tempos, nem a indiferença humana, assim a cremos, poderão obliterar o contributo generoso e a dedicação suprema de ALBERTO S. LEMOS, o Decano da Diáspora Lusíada, que, precisamente no limiar do seu nonagésimo aniversario natalício, acaba agora (7 de Julho de 2011) de entregar o seu espírito ao seu e nosso Criador.

Frank R. Dias: Prominent Leader in California's Portuguese Community Frank was born in Newcastle, California on Sept. 22, 1926. Frank and his mother left Newcastle, to return to the Azores Island of Pico, after the death of his father, when Frank was 10 years old. Frank then moved to Faial to work and it was there that he met and married Mary Alice Neves DaSilva on November 9, 1946.

Frank R. Dias, age 84, passed away on July 9, 2011. He leaves his wife of 64 years, Mary (Neves-DaSilva) Dias, daughter,

Judy Dias-Allen, and husband Larry, Son, Gary Dias and wife Janet, 5 grandchildren, and many relatives and close friends.

In January 1948, he was hired at the California State Department of Motor Vehicles, (DMV) as a Clerk, and retired after 37 years. After he retired, the Director of the DMV presented him with a “Gold Star Award”, for his additional 18 years since of service coordinating the DMV booth at the State Fair, as well as the Sacramento, Los Angeles and Fresno county fairs. While at the Department of Motor Vehicles, Frank assisted many Portuguese in obtaining their driver-licenses. He translated the motor vehicle handbook into Portuguese and was instrumental in obtaining other translations of the booklet In 1968, he established the ra-

dio program Portuguese Echoes (Ecos Portugueses) in Stockton, and subsequently began broadcasting from his home in Sacramento for over 40 years. The program broadcasted Portuguese and Brazilian music together with news and a community calendar, and at 9:00 a.m the Portuguese Mass from St. Elizabeth Church in Sacramento. Frank, through his radio program conducted many outreach programs to assist the Portuguese people. One most noteworthy example was in 1973, when he went without being compensated, to Faial and Pico in the Azores during the devastating earthquakes, which affected more than 5,000 people. He filmed the destruction, returning to show the films from the valley to southern California, raising thousands of dollars to aid the victims. Frank was active in many Portuguese organizations such as the Sacramento Portuguese Holy Spirit Society, for which he ser-

ved as their first President, and also Luso-American Fraternal He was recognized by the Portuguese government, receiving the Ordem de Bemerencia from then President Mario Soares in 1986, for his service to the Portuguese community. In 1991, he was decorated by the Secretary of the State of Portuguese Communities, with the Medal of Merit. . In 1994, he was decorated with the “Medalha de Cristo em Ouro” for his contribution to the church by his Holiness Pope John Paul, for his dedicated service to the church. Viewing Cemetary.on Friday, July 15, 2011 at 5pm followed by rosary at 7:00 pm. at St. Elizabeth’s Church, 12th and S St., Sacramento, with funeral mass at 10:00 on Saturday July 16, 2011. Internment at St. Mary’s In lieu of flowers donations may be made to the “Luso-American Education Foundation”, (lusoamerican.org/foundation) for a scholarship in his name.


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Antigamente era assim

João Bendito bendito@sbcglobal.net

T

io Manuel “Marreta” era muito cuidadoso com as suas cavalas. Bem limpas, escaladas a preceito, salgadas com mão de mestre, até os olhos brilhantes lhe davam uma vida que já não era deste mundo. Homem asseado, punha os peixes secos que vinha vender bem acomodados dentro do cesto, todas viradinhas com as cabeças para fora e os rabos para o centro, o rótulo com o preço escrito à mão bem à vista e expostas em lugar estratégico, mesmo à entrada da mercearia. Tinha sido pescador desalmado, daqueles que São Mateus já tinha poucos, agora limitava-se a mercar o peixe que os outros iam apanhar e amanhava-o no quintal de casa, mesmo virado para os calhaus do Biscoitinho. Aquilo era um tal esbandalhar serviço, ele, a Maria e os filhos num instante davam tafulho a umas dúzias de cavalas e vejas que deixavam estendidas ao sol e à mercê da resalga , sempre com um olho em cima delas, não fossem as cagarras fazer-lhe uma desfeita. Na Loja do Tio João Bailhão, Manuel “Marreta” deixava o produto à consignação, o lucro para o caixeiro era acertado e o vendedor é que estipulava o preço de venda ao público. Passava uns dias mais tarde a espiolhar como estavam

as modas, renovava o stock e recolhia as que mostravam ares de já estarem meio ardidas, que este negocio de peixe seco não é brincadeira de canalha. Tinha sorte, o “Marreta”, as cavalas vendiamse muito bem porque realmente eram de qualidade superior, muita gente das freguesias levavamnas para acompanhar o caldo das couves e os senhores da cidade também as procuravam para completar um jantar de petisqueira, puxavam bem uns copos de vinho de cheiro. Como remédio ou para gente que estava em dieta, era fugir delas, o sal que lhes cobria as carnes não era lá muito aconselhável. Mais apetitosos e menos doentios eram os queijos de cabra, mormente os que a tia Benta mandava separados no balde vermelho, próprios para os clientes especiais que os iam comprar quase por receita médica. Também desapareciam depressa, tinham grande procura e aceitação, talvez devido às recomendações do Dr. Monjardino, que não os dispensava na sua própria dieta. Tio João viu logo de onde a senhora vinha, o grande envelope amarelo das chapas não enganava ninguém. Com ar nervoso, rosto preocupado e olhos a percorrerem a Loja devagarinho como que a estudar um lugar onde nun-

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O sexo das sardinhas ca tinha estado, a novel cliente esperou a sua vez, cumprimentou o Sr. Ivo com um acanhado boatarde (a que ele nem pestanejou, não por má educação mas só porque estava em dia de ressaca e as cataratas toldavam-lhe o curto horizonte), e prostrou-se com os olhos fixos no cesto das cavalas secas. “A senhora faça favor de dizer o que deseja?”, a costumeira pergunta do Tio João teve o condão de acalmar a senhora que conseguiu arranjar forças para, timidamente, responder ao caixeiro. “Sai agora mesmo do consultório do senhor doutor e ele disse-me que viesse comprar uns queijinhos para o meu marido, mas tem que ser sem sal. O senhor ainda tem?”. Claro que sim, ainda restavam uns poucos, custam dois escudos e meio cada um, a senhora quantos queria, Ti João foi respondendo e perguntando ao mesmo tempo que botava o olho para o lado da taberna, já lá o esperavam dois soldados do Pico. Que queria uns três, para experimentar, se gostasse então voltava por mais. E, mergulhando o olhar no cesto das cavalas, aventurou outra pergunta... “Ò senhor, estas cavalas são macho ou fêmeas?” questionou num tom que quase deixou Tio João meio sem pio,

era homem que já ouvira de tudo, mas aquela pergunta... A senhora tentou explicar “É que eu tenho um desconsolo muito grande de peixe seco mas o senhor doutor diz que eu não posso comer peixe fêmea, faz-me mal à pele”. Nem que cavalas secas ainda tivessem ovas! Até Sr. Ivo quase que caiu do banco abaixo, focou o olhar no merceeiro e ficou à espera da reação do Tio João Bailhão, conhecendo-o como o conhecia, sabia que dali não ia sair coisa boa. “Minha estimada senhora”, começou Tio João, com o seu tom didático adquirido nos longos anos a enfrentar todo o género de clientes, “As cavalas secas não sei se serão macho ou fêmeas, mas tenho aqui umas latas de conservas que, tenho a certeza, não lhe vão fazer mal, estas posso assegurar que são machos”. “Mas como é que o senhor sabe de certeza que são sardinhas macho?”, perguntou de novo a incrédula senhora, talvez já a adivinhar que se havia metido num pé de vento e que não sabia como se desenriçar. Com um sorriso do tamanho da

Loja inteira, o bom mas, às vezes, sarcástico comerciante lá explicou, em tom jocoso, “Minha senhora, está escrito nas latas, SARDINHAS COM TOMATES”! Até a boquilha amarelada que o senhor Ivo trincava entre os dentes foi parar à parte de dentro do balcão, tal a força da gargalhada!

Vasco Cordeiro convidado das Grandes Festas do Espírito Santo da Nova Inglaterra O secretário regional da Economia do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, vai participar, a convite da comissão organizadora, nas Grandes Festas do Divino Espírito Santo da Nova Inglaterra. Estas festividades, que este ano assinalam o seu 25º aniversário, decorrem entre os dias 25 e 29 de Agosto, na cidade de Fall River, tendo o governante açoriano sido já o convidado de honra das festividades do ano passado. Para o secretário regional da Economia estas “são celebrações que se alicerçam nas marcas características da religiosidade, dos costumes e da tradição dos açorianos que emigraram, mas que não esquecem as suas raízes”. Destacando o facto deste ano se comemorarem as bodas de prata desta iniciativa, “o que só demonstra a vitalidade da comunidade açoriana radicada na América do Norte”, Vasco Cordeiro considera que este “será, por isso, um momento em que, vindos dos mais diferentes locais, os emigrantes açorianos relembram, não apenas os Açores que deixaram, mas, também, o desejo de voltar a uma terra que, todos os dias, se moderniza e avança na conquista de cada vez mais desenvolvimento e qualidade de vida”. A comissão organizadora das Grandes

Festas do Divino Espírito Santo da Nova Inglaterra foi agraciada este ano, no Dia dos Açores, com a Insígnia Autonómica de Mérito, “o que vem demonstrar, também, o contributo que tem sido dado para manter vivas as tradições regionais e para afirmar o nome dos Açores junto dos países de acolhimento das nossas comunidades emigrantes, neste caso em especial nos Estados Unidos da América”, lembrou Vasco Cordeiro.


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Memorandum jlmedeiros@aol.com ventado pelo temeroso-fatalismo judeo-cristão... Embora à distância, mas não distanciado, coloco esta (pro)vocação missionária da palavra na taça da solidariedade açoriana. Exemplo: em meados da década de 80 do século transacto, deixei arquivado na imprensa da diaspora lusófona o testemunho (precoce?) de que não só da Europa vive o açoriano. Foi nessa mesma época que enrijeci a opinião de que o arquipélago açoriano era (e continua a ser) um factor geo-político de comprovada valia para os gestores da teoria equidistante do poder euro-atlântico. Na minha longínqua condição de parlamentar da I Legislatura da ALRA (há mais de três décadas a escrever em voz alta nas fileiras da diáspora) não ignoro

Reflexos do Dia–a–Dia

Diniz Borges d.borges@comcast.net Quem tem pouco paga por quem tem muito É mais difícil lutar contra a pobreza num país rico do que num país pobre Madre Teresa de Calcutá

O

s Congressistas Republicanos em Washington estão sempre prontos a reduzirem programas de assistência social e os impostos dos ricos. Acontece que a liderança republicana na Câmara dos Representantes acaba de propor para o orçamento geral do estado para o próximo ano de 2012, uma redução nos programas de nutrição para mulheres e crianças, no valor de 883 milhões de dólares. Um programa social conhecido como dos mais eficientes no país, e que em 2010 ajudou mais de 9 milhões de pessoas, entre as quais, quase um milhão de mulheres grávidas, 2,2 milhões de bebés e 4,9 milhões de crianças. As reduções significarão que entre 325 a 500 mil mulheres e crianças perderão este apoio, decisivo para a sua alimentação diária. É ir-se mesmo ao fundo da injustiça social para se poupar uns dólares dum orçamento que todo o mundo sabe só será equilibrado quando os ricos pagarem a sua parte e pararmos de gastar milhões e milhões em armas e guerras. Os conservadores justificam estas medidas dacronianas alegando o sempre presente défice no orçamento geral do estado e a necessidade dos sacrifícios serem partilhados por todos. Porém a verdade, e a partilha do "sacrifício nacional" no pensamento republicano, diz-nos que a redução nos impostos dos 300 mil milionários que vivem nos EUA, durante apenas uma semana, daria para subsidiar este programa social. É que segundo o Center for American Progress, as reduções fiscais de Bush II, que insistiram tinham que continuar, deram a cada milionário neste país 139 mil dólares por ano, ou seja 2700 dólares por semana, nada mais nada menos do que 866 milhões de dólares por Semana que

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a (dí)vida dos ausentes

João-Luís de Medeiros

.../... creio fazer parte do reduzido número dos que ainda procuram preservar a coloração cívico-ideológica, apesar da longa travessia do deserto barreleiro da emigração. Como sobrevivente anónimo do ‘mitridatismo’ político pós-revolucionário, não temo recordar que uma das minhas (antigas) prioridades cívicas é a de proteger o indivíduo da disfarçada-ditadura da maioria. Todavia, caríssimas(os), sem recaídas nostálgicas nem arremessos de culpas antes do apuramento de resultados, atrevo-me a admitir que o “meu” 25 de Abril não resistiu à revolução. De resto, o vocábulo “revolução” deveria ser aplicado à noção de percurso democrático extraordinário, e não usado como palavrosidade de recurso adversa ao messianismo angélico in-

COLABORAÇÃO

o pormenor de que as minhas opiniões costumam descer em pára-quedas até ao chão da indiferença autista dos governantes deslumbrados pela própria sombra. Logo se vê que os meus dizeres civico-políticos jamais foram sufragados pela vitrina do academismo oficioso. Paciência! Há ainda uma risonha confusão entre a opinião adventícia dos assalariados diplomados pelo establishment e o testemunho praticado e conferido pelos militantes competentes da oposição... Vejamos: de quando em vez assistimos ao espectáculo de líderes euro-americanos que consideram as ilhas açorianas como ‘petiscos’ geo-político para consolo das eventuais merendas logísticas da arbitragem do militarismo norteatlântico... Após quase meia dúzia de séculos de povoamento, a história nos ensina que o “todo” regional açoriano não deve ser inventariado como soma aritmética das respectivas micro-especificidades insulares. No contexto autonómico em vigor, cada ilha é

se gasta com os benefícios fiscais dos mais endinheirados deste país à custa dos mais marginais, dos mais necessitados. Esta é a verdade. E já dizia meu pai: quem diz a verdade não merece castigo. Falando em reduções fiscais, os famosos cortes nos impostos, as medidas preferidas desta nova direita americana, um dos pretendentes da nomeação do Partido Republicano para concorrer à presidência dos EUA em 2012 é o antigo governador de Minnesota, Tim Pawlenty, o qual nunca viu uma redução de impostos de milionários que não gostasse. É que no dia em que o país celebrou o décimo aniversário da maior redistribuição da riqueza nos EUA, na história contemporânea, ou seja: as reduções dos impostos dos mais ricos de Bush II, Pawlenty anunciou que se for presidente dos EUA proporá uma redução adicional nos impostos na ordem dos 2 triliões de dólares, reduções que serão principalmente para milionários e companhias globais, ambos os quais já sabem, muito bem, esconder os seus lucros para não terem que pagar impostos. É que o antigo governador de Minnesota, neste momento o candidato preferido da antiga governadora do Alasca, Sara Palin, anunciou que é seu desejo eliminar o imposto federal conhecido como "estate tax" o único imposto que ainda temos para a riqueza herdada. E recorde-se que já se pode herdar um milhão de dólares sem pagar qualquer imposto. Mas Pawlenty quer que todas as heranças dos multimilionários sejam livre de impostos. Quer ainda que a percentagem de impostos dos multimilionários passa de 35% para 25%. Quer ainda eliminar o chamado "capial gains taxes". Ou seja: os impostos que o governo federal vai impor, numa administração de Pawlenty seria os impostos sobre vencimentos e não sobre investimentos, ou lucro nos investimentos. É mais do que óbvio: a classe média cujo lucro vem do seu trabalho, honesto e cada vez com mais horas e menos regalias, pagará impostos e os ricos cujo vencimento vem de investimentos não pagarão nem um centavo. E ainda há gente da classe

reconhecida na peculiaridade da respectiva fisionomia sócio-geográfica; de resto, a autonomia política e administrativa não deve ser trivializada como património partidário, sujeito às flutuações emocionais do mercado eleitoralista. Pelo contrário, deveria ser cultivada (incessantemente aperfeiçoada) como ferramenta institucional para legitimizar os orgãos de governo próprio: autonomia preventiva não como emblema decorativo, mas como instrumento constitucional para garantir a longevidade democrática... Sempre que um país (ou região autónoma) reconhece a magreza dos respectivos recursos naturais, não seria aconselhável (re)inventar comissões de notáveis para concluir que o capital humano não cresce sem investimento na Instrução e na Cultura. Insisto: antes de treinar cérebros, há que educar os cidadãos: ajudá-los na redescoberta e na aplicação dos próprios talentos...Mas... antes, penso que seria boa ideia neutralizar o secretismo hedonista dos inquilinos dos ‘palácios de cristal’ do elitismo académico: acabar com a fulanização do fenómeno cultural, que continua a efervescente numa ambiência

porreirista, sem debates, todavia apetrechada com as tradicionais “ceias dos cardeias”. Na tradição portuguesa, salvo as dignas excepções, os intercâmbios universitários nem sempre são dirigidos com base na permuta comparada da obra feita; os pactos de reciprocidade são geralmente desenhados e implementados à sombra da táctica diplomática de garantir a consequente equivalência favorecedora, no âmbito do turismo académico... Pois alevá! Na dialéctica da diaspora, a distância não foi inventada pela ausência: penso que a distância e a ausência são viajantes de braço-dado em circuito paralelo. Atrevo-me a sugerir que o delírio lusitano orientado na distribuição folclórica de aspirinas da saudade, pode ser uma forma de paternalismo retógrado. Aliás, em tempo de crise, seria aritmética de mau gosto político-cultural vasculhar a (dí)vida dos ausentes para com os seus compatriotas (e vice-versa)...

Canto da Poesia

Roberto P. Avila

Sapateia do Meu Bem Canto a vida e a maresia em teu corpo solto e quente minha ilha é suada e fria meu canto é triste e dolente trago a ilha como quem cria saudades que o coração sente canto a vida e a maresia em teu corpo solto e quente

média que apoia este candidato e a senhora maluca do Alasca. Há gente que não aprende, ou melhor há gente que pensa por ter meia dúzia de dólares no banco, ou um negociozinho, em que vive da mão para a boca, poupando uns dinheiros aqui e aco-

e há sempre um cais e uma baía e um mar antigo à nossa frente que o meu povo parte descontente e vive em terra estranha e fria canto a vida e a maresia Antologia Poética dos Açores, II Volume

Vitor Rui Dores

lá, está à beira de ser multimilionária. Triste destino este das classes trabalhadoras votarem contra os seus interesses económicos e apoiarem candidatos como o Sr. Pawlenty que dizem, abertamente, que vão tirar dos trabalhadores para dar aos grandes patrões.


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FESTA DE TRACY

15 de Julho de 2011

Tracy em festa A Irmandade Portuguesa da Festa do Divino Espírito Santo de Tracy teve a sua festa nos dias 25 e 26 de Junho de 2011. Foi Presidente este ano Joe e Sheryl Pimentel, tendo como Vice-Presidente Robert e Nicola Rocha. A Rainha Grande foi Rachel Pombo, filha de Ricahrd e Annete Pombo, aias Alexandra Trovão, filha de Alfred e Cecilia Trovão, e Julia Jurado, filha de Darin e Jeanette Jurado. A Rainha Junior foi Jiana Pimentel, filha de Jerod e Julianne Pimentel, aias Giovanna Alegre, filha de Stephen e Richelle Alegre, e Kayla Rocha, filha de Keith e Lucy Rocha. A Rainha Pequena chamava-se Jaylee Pimentel, filha de Jerod e Julianne Pimentel, aias Audrianna Alegre, filha de Stephen e Richelle Alegre, e aia Mya Rocha, filha de Keith e Lucia Rocha. Nos dias 21 a 23 de Junho rezou-se o Terço na capela do Salão. No Sábado, dia 25 de Junho, houve baile com o Zodiac, seguindo-se a apresentação das Rainhas. No Domingo, às 9 horas houve a formação da procissão para a Igreja de St. Bernard's, onde Monsenhor Ivo Rocha celebrou Missa de Festa. Depois do regresso ao Salão, houve almoço de sopas e carne. Arrematações durante a tarde, jantar e baile com o Conjunto Sem Duvida. Na Sexta-feira, dia 1 de Julho, realizouse a Corrida de Toiros na Praca do Campo Pequeno em Tracy, com toiros de Frank Borba e Filhos.

Aia Julia Jurado, Rainha Grande Rachel Pombo, aia Alexandra Trovão

Aia Kayla Rocha, Rainha Junior Jiana Pimentel, aia Giovanna Alegre. Embaixo: Aia Mya Rocha, Rainha Pequena Jaylee Pimentel, aia Audrianna Alegre


FESTA DE TRACY

Troca de Coroas

Monsenhor Ivo Rocha coroando as Rainhas de Tracy Velma Pimentel, Presidente Joe e Sheryl Pimentel, Vice -Presidente Robert e Nicole Rocha

Fotos de Jorge Avila "Yaúca"

Coroação do Presidente Joe Pimentel e Família Entrada da Igreja de St. Bernard de Tracy

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FESTA DE PATTERSON

15 de Julho de 2011

Patterson - desde 1917 até aos nosso dias

O folclore está sempre presente nos nossos Bodos de Leite

Eliseu Mendonça Jr (segundo) , com a sua equipa directiva: Lizabeth Machado, Bernardete Avila e Lucio Toste

Rainha Grande Jessica Lopes, aias Kathleen Correia e Veronica Santos. Rainha Pequena Isabel Toste, aias Amanda Amaral e Madelyn Mello


FESTA DE PATTERSON

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Aia Amanda Amaral, Rainha Pequena Isabel Toste, aia Madelyn Mello Direita em cima: Monsenhor Myron Cotta coroando a Rainha Grande Jessica Lopes e embaixo coroando a Rainha Pequena Isabel Toste, bem como o Presidente Eliseu Mendonça Jr.

Aia Kathleen Correia, Rainha Grande Jessica Lopes, aia Veronica Santos

Fotos de Jorge Avila "Yaúca" De 29 de Junho até 1 de Julho rezou-se o Terço diáriamente na Capela. No dia 2 de Julho houve Bodo de Leite, com um numero de carros de bois acima do normal, seguindo-se almoço de caçoila, arrematações de animais. À noite houve baile abrilhantado pelo Conjunto Sem Dúvida. No outro salão cantoria com Manuel dos Santos, João Pinheiro, António Azevedo, Vital Marcelino, acompanhados pelo Dimas Toledo, Pedro Reis e Manuel Avila. Lisandra Jorge também cantou Fados. Para acabar a noite houve apresentação das Rainhas e Oficiais da Festa. No Domingo, a Coroação partiu do Salão da FDES e seguiu para a Igreja do Sagrado

Coroação de Jesus de Patterson, onde houve missa de festa com o Coro da Igreja da Senhora do Rosário de Hilmar. Depois de percorrer algumas ruas da cidade, regressaram ao Salão onde teve lugar o almoço de Sopas e Carne. Arremataram-se muitas ofertas à tarde, houve jantar de sopas, baile com os Sem Duvida e novamente apresentação das Rainhas. No dia 8, Sexta-feira, houve a tradicional corrida de toiros na Praça de Gustine, com o cavaleiro praticante João Garcia e matador Cesar Castaneda, Forcados do Aposento de Turlock e Amadores de Merced. Toiros da Ganadaria Pico dos Padres.


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COLABORAÇÃO

Temas de Agropecuária

Egídio Almeida almeidairy@aol.com

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ara muitas comunidades este título ou galardão talvez passe despercebido, mas para a Comunidade Portuguesa e particularmente a agropecuária isso seria impossível, não só pelo seu dinamismo, pelo seu empenho na promoção da cultura e tradições Portuguesas, mas pela sua disponibilidade, amizade e profissionalismo, amigo dos seus amigos, dos mais poderosos aos mais humildes, incluindo a nossa própria familia. Bob Gilbert, Gerente da Companhia de concentrados e de todos os tipos de rações e misturas para a alimentação de animais domésticos ou de produção agrícola. A L Gilbert Co., foi reconhecido, 2011 Agriculturista do Ano, pela “California State Fair”. Esta honra é considerada como o maior galardão na Agricultura da California, que lhe foi apresentado numa cerimonia no State Fair-Gala no dia 8 de Julho. Bob Gilbert graduou-se na Universidade da California em Berkeley em “Agricultural Economics”, e está ainda hoje activo na promoção e suporte desta Instituição Educacional, fazendo parte do corpo directivo do “College of Agriculture and Natural Resources”, e é ainda membro do “Stanislaus County Hall of

Fame”. Homem humilde e caritativo, tornou-se realmente uma figura respeitada e estimada. A sua Companhia, debaixo da sua chefia nos ultimos 60 anos, ajudou os produtores a organizar com eficiência as suas produções individuais, além do mais na politica da agricultura foi um dos promotores e patrocinadores de “Gonçalves Milk Pooling Act of 1967” , e outras acções governamentais responsáveis pelo grande sucesso da agropecuária da California nas ultimas décadas do passado século. A sua Companhia, que oferece presentemente cerca de 250 postos de trabalho, foi uma das pioneiras em nutrição, e Bob Gilbert, pessoalmente percorreu este Estado de Norte a Sul, ajudando a implementar muitos programas individuais, e ainda hoje mantém contacto com a sua clientela que conhece toda, na familiaridade dos primeiros nomes. Desde 1892, quando foi fundada por Amos Lawrence Gilbert, A.L. Gilbert tem sido uma parte integral das comunidades deste Vale de San Joaquin, e um guia nesta industria na California e em todo o Oeste dos Estados Unidos. Homen humanitário, a generosidade de Bob Gilbert, incalculá-

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Bob Gilbert is Aggie of the Year

vel, e por vezes talvez em excesso ao que poderia chama-se razoável, sempre ajudou e patrocinou organizações cívicas, sociais e religiosas, tais como Sociedades Fraternais, Festas do Espirito Santo, Festas

de caris religioso e muito particularmente a Comunicacao Social Portuguesa e da agricultura em geral. Estas são reconhecidas razões para desejarmos a este Grande

Amigo da nossa industria e das nossas comunidades, e sua excelentíssima familia e colaboradores, as maiores filicidades e venturas… Parabéns.

Fotos de Jorge Avila "Yaúca"


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COMUNIDADE

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Vencedora do Açor Talentos gravou CD A vencedora do concurso Açor Talentos, Margarida Cabral, já gravou o CD single na Califórnia em S. Francisco numa produção NPG Productions que passou por várias fases de produção desde a captação vocal no Hyde St. Studios em San Francisco, instrumental em San Jose e mistura em Fremont. Nesta passagem pela Califórnia, Margarida Cabral, teve a oportunidade de fazer a apresentação do seu CD single num dos mais prestigiado clube de S. José, no Sillicon Valley Capital Club. A AzoresTV, anfitriã deste evento, aproveitou a ocasião para promover a identidade cultural dos Açores através deste trabalho de Margarida Cabral, que contou também, com uma pequena participação de um outro finalista do concurso, Carlos Baião, que cantaram, também, o tema de Zeca Medeiros o "Bailado da Garça" para um auditório com figuras de relevo e as principais instituições da comunidade portuguesa e da cidade de S. José. Pela ocasião foram oradores o Cônsul -Geral de Portugal, António Costa Moura

Nelson Ponta-Garça

e Nelson Ponta Garça, Produtor do CD que exaltaram a importância da identidade cultural açoriana nos EUA. Nancy Pyle, Council de S. José e Tim Quigley Chairman da AzoresTV foram, também, oradores deste

evento que nas suas intervenções enalteceram a grande importância da realidade Açoriana no seio das terras do Tio Sam. Foi neste calor de fim de tarde que Margarida Cabral cantou e encantou com o tema do seu CD “Give me Something Good”. O single irá ser lançado brevemente em Ponta Delgada.

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COMUNIDADE

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Festa de São Pedro em Easton/Fresno Uma das mais bonitas festas no Sul do Vale de San Joaquin. Casa cheia, tascas à moda da nossa terra, missa, procissão, muita comida grátis, baile e espectáculo. Tudo isto no Sábado dia 9 e Domingo dia 10 de Julho. Estão de parabéns os Presidentes, Armando e Susie Couto, e toda a Comissão. O entretenimento esteve a cargo de Alcides Machado da California e Nélia, Vinda da Costa Leste. (ver foto abaixo). Easton (antigamente chamado Covel e Covell) está situada no Condado de Fresno. Tem uma população de 2,083. Fica situado a 7.5 milhas a sul da baixa da Cidade de Fresno. Tem como representante no Senado Estadual Dean Flores e o Deputado Estadual é Juan Arambula e Jim Costa no Congresso, em Washington DC.. Todos eles pertencentes ao Partido Democrático.

Fotos de Alcides Machado

Alcides Machado, Susie Couto, Nélia e Armando Couto

Todas naturais da Vila de São Sebastião, Ilha Terceira

Comissão da Festa de São Pedro de Easton/Fresno Embaixo: Chamarrita


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TAUROMAQUIA

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Um dia para não ser esquecido...

Dundalk - a capital taurina do Canadá

Perguntaram-me numa entrevista o que é que eu pensava do Élio Leal, e eu respondi muito francamente, que ele era um doido varrido, como se dizia na minha terra. Só mesmo um doido e ainda por cima aficionado, pode sonhar construir uma praça tão linda de toiros numa País

as, e que fica a 80 milhas da baixa de Toronto. No Sábado, dia 8 de Julho, ainda se davam retoques na praça, porque a Primavera tinha sido muito chuvosa, o que atrasou o final da construção. Elio andava de lado para lado a fazer o "check" para que tudo corressse bem.

rumando. Pelas 3 horas, entraram na nova Praça, todos os artistas participantes da festa, bem como autoridades locais e o Cônsul de Portugal em Toronto, ladeando os casais Élio Leal e Fernando Gonçalves. António Perinú, Director do Jornal O Sol Português

Elio Leal, Vitor Mendes, Fernando Gonçalves e Luisa Leal

onde os toiros passam mais tempo fechados, devido a um clima muito friorento e com muita neve, do que a apanhar sol. Mas, o mundo está cheio deste tipo de visionários, que ao fim e ao cabo é que fazem girar esta bola gigante em que nós vivemos. Mesmo assim é preciso muita coragem, muito apoio familiar, muita ajuda de amigos para se poder erguer uma estrutura como aquela em Dundalk, uma localidade de 2,000 pesso-

Ao mesmo tempo, no picadeiro, Rui Santos, Tiago e João Pamplona treinavam com cavalos, quase todos adquiridos na California. Vitor Mendes e Nuno Velasquez, por sua vez, treinavam-se entre si. O Domingo chegou lindo, com muito Sol. Ao lado da Praça estava instalado uma enorme tenda onde as pessoas podiam comer ou descansar longe dos raios quentes do sol canadiano. Ao lado, num enorme cerrado, os carros iam-se ar-

de Toronto e Director da Corrida, foi o mestre de cerimónias. Algumas entidades falaram, bem como Elio Leal, Fernando Gonçalves, Vitor Mendes. Cantaram-se os hinos do Canada, da America e de Portugal. Vitor Mendes cortou a fita de 30 e tal metros, vermelha e verde em cada metade, daquela que vai ser conhecida como a Monumental Vitor Mendes. Estava dado o primeiro passo de um dia inesquecível de

aficion e de amizade. Correram-se 5 toiros do Pico dos Padres (comprados pelo Elio Leal) para as lides a cavalo e dois toiros da Casa Agrícola Manuel Machado, da California, para os matadores. Grupos de Forcados de Turlock e Amadores do Canada pegaram os cinco toiros. Cavalos de Elio Leal, todos comprados na California a Irmãos Martins, Joe Souza, António Cabral e treinados nos ultimos três meses pelo cavaleiro de alternativa Rui Santos. Que dizer do espectáculo? Num dia de festa desta natureza e com uma assistência deveras alegre e participativa, podemos dizer que foi um dia bom de aficion, de toiros, de forcados e só no toureio a pé não pudemos encher os olhos de arte e de emoção. Rui Santos nos seus dois excelentes toiros esteve muito bem, a subir de nível, de bandarilha em bandarilha. Foi um prémio compensador daquele que tem treinado os cavalos durante os ultimos meses, para que os outros cavaleiros pudessem enfrentar bem os toiros. Convém dizer que nesta corrida se estrearam dois cavalos. Os cavaleiros da Terceira estiveram por cima dos seus oponentes e fizeram o seu melhor. Vitor Mendes apanhou um toiro que desde logo enquerençou nas tábuas e foi ali que foi toureado. Teve um par de bandarilhas ao seu estilo antigo. Nuno Velasquez durante alguns momentos comunicou bem com o toiro e viuse alguns bons passes. A Forcadagem também foi a grande triunfadora deste dia de festa. Os Forcados de Turlock com 3 grande pegas à primeira tentativa e os Forcados do Canadá, estiveram muito bem na primeira pega, e na seguinte à segunda tentativa. Parabéns a todos, por este memorável dia em Dundalk.

Quarto Tércio

José Ávila josebavila@gmail.com Tiro o meu chapéu três vezes ao Élio Leal e a todos aqueles que o ajudaram a construir

uma linda praça de toiros em Dundalk, Canadá, de 3000 lugares, com 13 burladeros e com curros. Esta praça foi toda construida com equipamentos do Élio Leal e custou cerca de $600,000.

Tiro o meu chapéu às 2500 pessoas pagantes ($50.00 barreira e $45.00 para os restantes lugares) que quase encheram a linda praça de Dundalk. Até de Boston, New York, California vieram aficionados e amigos do Elio e do Fernando Gonçalves. Os meus amigos Antonio Salvador e Rafael Marcelino conduziram 685 quilómetros desde Montreal, para estarem presentes num dia de grande festa e alegria. Tiro o meu chapéu a todos aqueles que reconheci nesta festa tão linda de toiros. Não vou mencionar os nomes porque posso esquecer-me de alguns. Até o Padre que abençoou a Praça, era da Ilha Terceira. Uma saudação amiga ao meu amigo Vitor Mendes. Vejam 118 fotos no meu facebook = jose avila

José Manuel Martins, 35 anos como rabejador

Rui Santos, 10 anos de alternativa

Nuno Velasquez Embaixo: o primeiro passeio dos artistas na nova Monumental Vitor Mendes em Dundalk


TAUROMAQUIA

Em cima: pega de George Martins Jr. A meio: pega de Manuel Cabral Embaixo: pega de Michael Lopes (todos do Grupo de Forcados de Turlock)

Vitor Mendes

Em cima Ă  direita: pega de Nelson Mendes A meio: pega de Nathan Gores (ambos do Grupo de Forcados do CanadĂĄ)

Embaixo: todos os participantes na corrida

Rui Santos foi o triunfador da corrida bem como os dois grupos de forcados

Tudo preparado para o corte de fita na Monumental Vitor Mendes.

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COMUNIDADES

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Alberto Lemos passed way on July 7 Alberto, born in Rio de Janiero, Brazil on September 9, 1921 and raised in Portugal, emigrated to the USA in 1955. Alberto’s mother (Elvira Almeda Santo Lemos) moved the family from Brazil to Portugal when he was four years old. His father (Casimiro da Costa Lemos) continued to work for a number of years in Brazil to support the family. Together, Alberto, his brother Afonso, his sister Marina, and his mother lived in Caria, Concelho de Moimenta da Beira, Distrito de Viseu.

Alberto Lemos passed away on Thursday evening, July 7, 2011 at the age of 89 after struggling with lung disease. Alberto was considered both a leader and voice of the Portuguese-speaking community of California through his work as owner and editor of the Jornal Português for 39 years.

After four years his father returned from Brazil and moved the family to Lisbon. Alberto finished his schooling and worked in Lisbon for a number of years. During WWII he worked at the British embassy for four years, an experience he later credited for being a seminal influence. During that time he earned his first college degree at the Instituto Comercial de Lisboa and the British Institute

and completed additional studies in English and French. After the consulate he worked at the Bank of London and South America (BOLSA) in Lisbon for 10 years. In 1955 he was sponsored by Maria and Artur Gonçalves (of Neto Sausage in Santa Clara) and emigrated from Portugal to the United States. In 1957 he acquired the Jornal Português (The Portuguese Journal), a weekly Portuguese language newspaper which traces its origin back to 1888. During his time as owner and editor of the Jornal, Alberto obtained a certificate in Journalism from Laney College in 1974 and a Bachelor’s degree in Mass Communications and Latin American Studies with Honors from California State University at Hayward in 1976. Through his work as owner and editor of the Jornal Português (originally in partnership with Manuel Bettencourt who left the paper after a few years), Alberto came to be a community leader and representative, a voice for and of the Portuguese speaking community of California according to many of his contemporaries. Through the Portuguese Journal Alberto advanced many Portuguese causes and the political voice of the Portuguese speaking community. To maintain his journalistic integrity and neutrality, he did not participate directly in many Portuguese social organizations but he did help to found Portuguese Americans for Political Action (PAPA). The Portuguese government recognized his work by bestowing him with the Medal

Graduação Travis Gonsalves Class of 2011 CONGRATULATIONS are in order for this remarkable young man! We were privileged to be one of the guests attending the High School Graduation celebration of Travis Gonsalves. The evidence of his remarkable character was present along with so many friends and family. Being a part of an incredible heritage such as his Portuguese Community is truly a blessing, and no doubt a huge part of who he's become today. Delicous food, unlimited drinks, and festive music were just a few things to engage all those who attended; but perhaps the most memorable part was a letter read to Travis, written by his mother, Maria. The pride and joy that radiated to the audience as Maria remineced his childhood to young man stage, was contagious and thru tears of joy we could only nod in absolute confirmation how incredible Travis truly is and his responsible choices that has driven him this far!

of Merit for service to Portuguese communities and inducting him into the Order of Prince Henry the Navigator. Alberto owned and operated the Jornal Português from 1957 until 1994 when he sold the newspaper. After his ‘retirement’ he continued to volunteer his time for the newspaper until it closed in 1997. Later in his retirement, until 2010, Alberto traveled to Portugal annually to keep in touch with family. He was an avid reader, a real estate investor, and maintained an active interest in serving his peers and community through the Contra Costa County Advisory Council on Aging. Alberto is survived by: his sister Marina of Portugal, her daughter/his niece Teresa; his nephew Luis (son of his deceased brother Afonso Lemos); by his ex-wife Heike: son Henrik (married to Andrea) and his granddaughter Naomi all of Rochester, NY, daughter Monica of Richmond, CA; by his second wife Marcia and his stepdaughter Maiza (married to Fernando) and his step-granddaughter Johannah. A Rosary was held at 7pm on July 13. Funeral Mass was on Thursday, July 14 at 11am at St. Callistus Church, 3580 San Pablo Dam Road, El Sobrante followed by burial at St. Joseph's Cemetery in San Pablo. Memorial gifts may be sent to the American Lung Association, the National Heart Council, or the Humane Society of the United States.

As Testemunhas de Jeová convidam todos a assistir ao Congresso “Venha o Reino de Deus!”

Congratulations and much success to you! The world is brighter because of your existence!

FAIRFIELD — As Testemunhas de Jeová convidam a todos nesta região para assistir a um congresso que destaca um governo pelo qual milhões, talvez bilhões, de pessoas oram. O governo do Reino de Deus, que as pessoas pedem na oração-modelo ensinada por Jesus e conhecida no mundo todo, será o assunto principal do Congresso de Distrito de 2011 “Venha o Reino de Deus!”, que será realizado no Salão de Assembléia das Testemunhas de Jeová, Fairfield, CA. As Testemunhas de Jeová acreditam que há um significado profundo no pedido pelo Reino de Deus, em Mateus 6:10, que faz parte da oração-modelo (também conhecida como Pai-Nosso). Elas também acreditam que a resposta a essa oração trará importantes mudanças para a Terra e para a humanidade. O congresso das Testemunhas de Jeová apresentará detalhes intrigantes da explicação bíblica dessas mudanças. Começando neste fim de semana e pelas próximas três semanas, as Testemunhas de Jeová farão um esforço extra para entregar um convite pessoal a todos os moradores da região Norte e Sul da California para assistirem ao congresso com elas. Este evento de três dias que será considerado interamente na língua Portuguesa será realizado em Fairfield, CA tendo início na sexta-feira, 12 de Agosto de 2011, às 9:20 a.m. O tema para cada dia é baseado em um texto bíblico, incluindo Mateus 4:17, Mateus 6:33 e 2 Pedro 1:11. O congresso destacará o fortalecimento da fé de que esse Reino é real. Não será cobrado ingresso. Os congressos das Testemunhas de Jeová são totalmente custeados por donativos. As congregações das Testemunhas de Jeová da região apoiarão a atividade de distribuição dos convites para o congresso. Estimase que entre 750 a 1,000 pessoas irão estar presentes no Salão de Assembléia das Testemunhas de Jeová em Fairfield, CA durante os dias 12 – 14 de Agosto para assistir ao congresso bíblico.

Friend of the Family Lisa Tacheira Modesto, CA

Nos Estados Unidos, haverá 381 congressos em 98 cidades. No mundo todo, há mais de 7,5 milhões de Testemunhas de Jeová em mais de 107 mil congregações.

Travis com a mãe Maria Fagundes-Bettis e os avós Adelaide e João Fagundes Ronald Bettis, Travis e Maria

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ARTES & LETRAS

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De Gaspar de Froes e de Colonos e Coronéis Espero que não falhe a capacidade de improvisar, que sempre foi uma virtude dos portugueses históricos. Luiz António de Assis Brasil, Um Quarto de Légua em Quadro

Vamberto Freitas

E

stou em crer que a “sorte” crítica inicial de Um Quarto de Légua em Quadro, o romance de estreia de Luiz António de Assis Brasil, publicado originalmente em 1976, terá muito a ver com a sua época distintamente brasileira, e depois latino-americana em geral. O país estava aprisionado, ou pelo menos sequestrado, por uma das mais duras ditaduras na sua história, a qual se dedicava a um suposto milagre económico mantendo a classe média aparentemente satisfeita e obediente, pelo menos no teatro do absurdo em que se sempre se tornam os regimes autoritários. Mantinham-se as sacrossantas estruturas societais históricas desde a colonização, só que chamando agora a si as novas forças económicas e tecnologicamente modernizadas, as que supostamente serviriam de escudo a qualquer futura mudança radical. Para um leitor português, acaba por ser uma história demasiado próxima, familiar. O romance de Assis Brasil, mais do que ser visto como o magnífico acto linguístico e estético que é, era usado quase só como ponto de partida para mensagens ideológicas e políticas possíveis que rebatiam claramente a opressão devastadora que então reinava violentamente no país. A arte também serve, e deve servir, como retrato ou representação na luta pela dignidade humana. Um Quarto de Légua em Quadro receberia naturalmente toda a atenção em variada imprensa, e o seu jovem autor largamente elogiado pela sua audácia revisionista do cenário histórico rio-grandense tornado metáfora de todo um país-continente, e da América ibérica no seu todo. Feliz da obra romanesca cuja força ideológica em nada desfaz na sua outra e bela verdade artística. Uma leitura açoriana de Um Quarto de Légua em Quadro não poderá nunca descurar a sua historicidade, o seu ajuste de contas com o falhanço de uma sociedade, a nossa, e a heroicidade desse mesmo povo na construção de outra, sofrendo exactamente a mesma estrutura raivosa de capitães e capitanias, de colonos e coronéis. O romance parte dos factos históricos que foi retirar das ilhas a meados de Setecentos centenas de famílias rumo ao Brasil, com a promessa de nova terra e vida, indefesos escudos humanos na luta pela demarcação de novas fronteiras contra a Espanha. Essa é a trama principal do romance de Assis Brasil, a revisitação desconstrutivista, uma vez mais, da história sulista brasileira -- seguida pelo percurso consciente e filosoficamente existencialista do seu inesquecível protagonista, o Dr. Gaspar de Froes, médico natural da Ilha Terceira, este em fuga não há miséria dos

colonos com quem viajou em pequenos barcos para o Brasil, mas sim à infelicidade pessoal e descrença irremediável na vida das ilhas. Froes, cujo diário aqui inventado vai de 2 de Janeiro de 1752 a 17 de Setembro de 1753, torna-se num dos nossos mais eloquentes símbolos do intelectual paralisado pelas incontáveis afrontas sociais e políticas em seu redor, incapaz de qualquer intervenção enquanto convive por igual com os opressores e oprimidos, incapaz, sequer, aos quarenta e poucos anos de idade, de novos amores ou satisfação na companhia de outrem. Resta-lhe uma única saída, uma única redenção: escrever obsessivamente o seu diário registando tudo quanto vê nos outros e particularmente em si próprio, castigando e auto-emolando-se num processo sem retorno de dor e culpa até ao seu desaparecimento total e misterioso. Os colonos seus compatriotas, entretanto, morrem mas não perecem. Tinham saído das ilhas com a promessa oficial dessa porção de terra, alfaias e demais condições à sua sobrevivência e prosperidade. Os que haviam chegado antes, idos de todo o Reino, já se tinham apoderado de tudo e do melhor, já se tinham tornado nos imbatíveis “coronéis” terratenentes que a colonização lusa criou e alimentou em toda a parte, começando pelos Açores alguns séculos antes. Quando o fictício diário é “descoberto” e “editado”, a sua última página traz, no entanto, a breve notícia no português do seu tempo que resume e redime toda a história e sorte açoriana no Brasil e nas Américas, do extremo norte ao extremo sul: “Os ilhéos, -- escreve o editor inventado de Um Quarto de Légua em Quadro – huma vez que as missoens nam se desocuparam, já se accomodam & alguns athe tornaram-se grande proprietários & abastados fazendeiros. (…) Já nam querem mais voltar para o Archipelago, apezar de jamais esquecerem os padecimentos sem conta que passaram”.

P

ara além desta historicidade social e política revisionista, fundamentada e feita antítese dos verdadeiros arquivos da construção nacional daquela parte do Brasil, Um Quarto de Légua em Quadro é sobretudo construído através de linguagens que simultaneamente nos remetem para a mundividência

e olhares da sua época referencial como nos remetem para o intimismo psicológico do protagonista na sua avançada modernidade. Gaspar de Froes, por outro lado, é como que um Fernão Mendes Pinto, andando à descoberta do outro e de si, só que aventurando-se na loucura entre os seus, na sua língua e num mundo demasiado antigo e por ele bem conhecido. Médico formado em Coimbra e ilhéu de bem, as suas leituras são inteiramente europeias, as suas respectivas heresias vindas do Iluminismo que quase nos passou ao lado mas não impediram a construção de novas e ricas nações, onde imperava – onde impera -- a desigualdade sem apologias ou vergonha mínima. Pelo contrário, dir-se-ia que foi a recusa absolutista lusitana em construir riqueza casa adentro que nos levou sempre a navegar e a tentar reproduzir o pequeno e cercado reino guerreiro em terras distantes -- e para benefício dos mesmos. Há no romance um humor muito refinado, subtil: de página a página aparecem os “paulistas” em acção, esses bandeirantes luso-brasileiros cuja violência dizimou índios e empurrou fronteiras até aos seus limites, deixandonos um legado que é aquele mapa fantás-

Apenas Duas Palavras

Diniz Borges d.borges@comcast.net Mesmo de férias o nosso amigo Diniz Borges não se esquece de participar neste espaço literário no nosso Tribuna, enviando-nos esta crónica/crítica de um dos nossos mais antigos colaboradores. Vamberto Freitas fala-nos hoje no romance de Assis Brasil, que foi publicado em 1976. Vale sempre a pena lê-lo.

jose avila

é, quer alguns brasileiros se lembrem ou não, obra. Algumas das apreciações feitas ao romance pela altura da sua publicação falavam na desmontagem de mitos e, uma vez mais, na revisão da história. Se a última afirmação era inevitável, já a miticidade não é desfeita, mas sim reposta; se a arte literária, segundo muitos dos seus teóricos, é também, ou mesmo sobretudo, o contínuo fazer de mitos, Um Quarto de Légua em Quadro mantém a magnífica grandiosidade que foi a sobrevivência de um povo desde sempre enganado e espoliado. Que este romance viria a ser republicado nos Açores pela Direcção Regional das Comunidades já em 2005, deve significar alguma coisa de importante para a nossa memória colectiva. À paralisação intelectual de Gaspar de Froes junta-se a paralisação afectiva. A distância que mantém ante a miséria que testemunha entre os colonos encarregados de construir e legitimar a nova geografia brasileira é a mesma que mantém ante a possibilidade do amor e da paz interior. Todos aqui estão num nicho de frieza e fingimento, inclusive a mulher, vinda de Portugal, que lhe desperta paixão mas não coragem. A deriva do coração parece a metáfora da deriva do próprio continente em disputa entre portugueses e espanhóis. A solidão e o desamparo dos nossos colonos no sul do Brasil são quase irrespiráveis na magistralidade destas páginas. Luiz António de Assis Brasil, Um Quarto de Légua em Quadro (5ª edição), Editora Movimento, Porto Alegre, 1986. O romance tornar-se-ia no filme Diário de Um Novo Mundo, em 2005.

tico no domínio de todo um continente. Não há grandeza sem pecado, original ou fabricado. O Desterro, hoje Florianópolis, capital ilhada de Santa Catarina, e Rio Grande, hoje Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, são uma criação de memória tão magoada como esplendorosa. Que um pequeno povo como o açoriano viria a merecer o maior monumento no centro da maior cidade do sul do Brasil


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DESPORTO

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Comunidades do Sul

Fernando Dutra

N

esta pequena cidade no Sul da California, os portugueses continuam a celebrar as tradicionais festas em honra do Divino Espírito Santo. Há muitos anos que os portugueses que residiam nesta cidade, em virtude do crescimento da mesma, foram obrigados a mudarem os seus ranchos ou leitarias, para outras cidades entre as quais Artesia e Chico, mas no entanto a sociedade continua e a festa é realizada por portugueses residentes nas cidades circunvizinhas. Este ano os festejos tiveram lugar nos dias 25, 26 e 27 do passado mês de Junho, e sempre na quarta semana daquele mês. No passado foi sempre no Domingo e na Segunda, recentemente adicionaram o Sábado. No Sábado, dia 25, houve a apresentação das rainhas e respectivas aias, alguns eventos culturais, musica e serão dançante com DJ Production, de George Avila. Domingo pelas 10:00 foram içadas as bandeiras americana e portuguesa, ao som

dos respectivos hinos, interpretados pelas filarmónicas do Chino e Artesia. Seguidamente foi formada a procissão a qual seguiu para a Igreja Católica de Nossa Senhora do Rosário, onde foi celebrada missa pelo Padre Domingos Machado. Após a missa solene a procissão regressou

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Espírito Santo em Paramount

Rainha Grande, Sãozinha Raquel Lourenço, aias Monique Marie Loureiro e Kaleigh Alexandra Jennings Rainha Pequena (na foto de baixo), Alexis Lorraine Cota, aias Marisa Fatima Martines e Nicole Isabel Garcia

à sociedade. Tomaram parte na mesma, as duas filarmónicas presentes, rainhas e suas aias, directores, convidados, diversas representações e óbviamente a Imagem da Rainha Santa Isabel, ladeada por um grupo de Nights of Colombus e transportada pelo Grupo de Forcados de Artesia.

Do Tempo e dos Homens

Manuel Calado

N

FESTA DE PARAMOUNT

As deliciosas sopas foram servidas das 10:00 até às 4:00 horas. Durante a tarde foram muito apreciados os concertos pelas duas filarmónicas presentes, após estes, seguiu-se serão dançante animado pelo conjunto Beira-Mar, incluindo a Grande Marcha. Na Segunda-feira, dia 27, como nos anos anteriores, inúmeras presenças para saborearem o delicioso prato de feijão com

carne. Realmente, tanto as sopas como o feijão, tudo foi excelentemente confeccionado pelo chefe de gastronomia, Frank Borba, de Artesia. Seguiu-se mais um serão dançante animado pelo conjunto "Rock Harbor". A Direccão está de parabéns na pessoa do seu Presidente Leo Cota, extensivos a todos os directores e colaboradores pelo êxito obtido.

Mais um do Onésimo

mbcalado@aol.com

ão sei se já tem vinte ou trinta na estante mas, Onésimo, (o professor Onésimo Almeida) acaba de publicar mais um. Livro, claro. Desta vez, intitulado, “Onésimo, português sem filtro”. Não sei se o filtro aqui, é como o dos cigarros, para eliminar a nicotina. E sem filtro, é o escritor todo inteiro. Ainda não recebi a minha cópia, devidamente autografada, pelo que nada posso dizer acerca desse novo rebento. Que, para quem escreve, os livros são como filhos. Uns mais filhos, mais estimados, outros, assim assim. Que o professor da Brown não faz cerimónia, e uma piada a tempo, pode salvar um casamento - como ainda se diz em Água de Pau. E ele não regateia os frutos da sua verbe. E ainda bem, porque a vida é muito complicada, para fazer história ou salvar o mundo. Que, diga-se em abono dos profetas

biblicos, o mundo esteve “tem-te Maria não caias”, e não se foi à viola por um triz. Gosto da prosa do Onésimo e do seu linguajar “impretensioso”, terra-a-terra, entermeado aqui e acolá, com uma pimentinha das ilhas, antigo viagra ilhéu, de fazer filhos p'ra emigração. “Ah monin dum corisco !” Mas, gracinhas à parte, o dr. Onésimo sabe o que diz, e como o diz. E dizê-lo como quem cava batatas, com todos os olores e temperos das gentes da sua terra, com carinho e compreensão humana, é uma das suas mais apreciadas qualidades de dizer e de comunicar. Eu, que sou um pixote amador nisto de “cronicar”, um dia, há muitos anos, tercei armas com o professor Onésimo. E o engraçado, é que não me lembro sobre qual foi o assunto. Que, decerto, não bradou aos céus. Escrevemos dois artigos cada um, em defesa da nossa dama, e depois, levantamos a bandeira branca da paz,

e o mundo respirou de alivio e voltou à normalidade. Há três ou quatro anos, Onésimo fez duas entrevistas comigo, no programa que apresenta no Canal Vinte, da TV lusa. E parece que lhe disse então, que a minha entrada para o jornalismo, deveu-se a uma polémicazinha que travei com Anibal Branco, malogrado secretário geral e fundador da Uniâo Portuguesa Continental. Eu, era então um “green horn”, como diziam, chegado há pouco de Portugal, com os meus vinte e quatro anos, e ele, era um jornalista conhecido e antigo funcionário do Consulado português. Dessa discussão lembro-me do tema, o fado. Eu contra, ele a favor. Eu, com a minha ousadia de filho da terra, ledor de livros e tratados, de contos e romances, e dos pioneiros do Neo-realismo português, e ele, com a sua “saudade” lusitana e o seu amor ao fado. Eu era uma espècie de David, e ele

o Golias, conhecedor do jornalismo “colonial”, como se dizia então, e foi esse bate-papo, que me deu entrada no extinto “Diário de Noticias” de New Bedford, que duraria por 50 anos, antes de dar a alma ao Criador.

E

tudo isto, dito apenas para lembrar a polémicasinha que tive com o Onésimo, sobre um assunto que não existe no meu arquivo memorial. Actualmente, quando me encontro com o professor da Brown, geralmente em palestras ou lançamento de livros na Casa dos Açores, em East Providence, não deixo de ouvir com regalo, algumas anedotas da sua extensa coleção, que eu tenho retribuido com algumas boas piadas do Padre Castelo, da Igreja de Santo António, no Cape Cod. E pronto. Não disse tudo acerca do último livro de Onèsimo, porque ainda não o li. Por isso nâo

faço nenhuma daquelas considerações de cerimónia, porque ele sabe perfeitamente, que os elogios exagerados dos amigos, às vezes são retórica barata. E estou certo que ele gostaria mais de ouvir um aceno de pura amizade, no estilo de António Lobo Antunes, ao lamentar a morte de um amigo intimo --“Fazes-me tanta falta, meu cabrão”.


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FESTA DE STEVINSON

15 de Julho de 2011

Stevinson na sua festa maior

Padre Jacinto Bentoa, da Ilha Terceira, coroando a Rainha Grande Kendra Silveira

Fotos de João Freitas Photography

Rainha Grande Kendra Silveira e aias Sasha Gonçalves e Michaela Carvalho

Presidente Jorge Cardoso sendo coroado Embaixo: Presidente Jorge Cardoso e toda a sua equipa de trabalho, juntos com o Padre Jacinto Bento, no Bodo de Leite.

Rainha Pequena Gracie Sawyer, aias Nicole Elizabeth Matos e Kalissa Maria Seja

Falecimento

Maria Freitas Avis Maria Freitas Avis, 98, of Watsonville, passed away peacefully among loved ones Saturday July 9, 2011. She was born on January 19, 1913 in Terceira, Azores Portugal. She moved to California in 1967. Maria enjoyed reading, crocheting, and taking care of her flowers. She was a member of the Young Ladies Institute No. 138 of Watsonville, Lady of Fatima at Valley Church and Irmandade da Santissima Trindade of Watsonville (ISTW). She attended St. Joseph’s Catholic Church in Capitola where she enjoyed the Life Teen mass. Maria is survived by her daughter and son-in-law Goretti Avis and John A. Carvalho; grandchildren Shanne A. Carvalho, Victor A. Carvalho, Dr. Erik A. Carvalho, and Chris A. Carvalho, all of Watsonville; and her great granddaughter, Lycia A. Carvalho of Aptos. She is preceded in death by her husband of 47 years, Carlos Avis; and son, Victor Manuel Avis. Rosary and mass will be held on Monday, July 18th, 2011 at 10 am at Saint Joseph Catholic Church at 435 Monterey Ave, Capitola. Burial will follow at Saint Francis Cemetery at 2401 East Lake Avenue, Watsonville. The family would like to extend their thanks to Pat and Yvonne, Maria’s caregivers, for their devoted care and attention. In lieu of flowers, memorial contributions maybe made to: Hospice of Santa Cruz, 940 Disc Drive, Scotts Valley, CA 95066 Mel’s Colonial Chapel is in charge of arrangements.


FESTA DE ARCATA

Festa do Espírito Santo em Arcata Realizou-se nos dias 17, 18, e 19 de Junho de 2011 a Festa em Louvor do Divino Espírito Santo em Arcata. A Coroação saíu do Salão Português para a Igreja de Santa Maria. Depois da Missa da Festa seguiuse a Coroação e o regresso ao Salão, onde foram servidas as deliciosas sopas e alcatra. Durante a tarde houve as habituais arrematações e convívio fraternal. Na Sexta-feira e Sábado houve baile, animado pelo Conjunto "Loucura" de Hanford. Os mordomos da festa deste ano foram: Lu Coelho, Michael Fraga, Joseph Rodrigues, Kyle Avelar, Nelson Gomes, Jesse Homem e Leandro Leal. "Os primeiros portugueses chegaram ao Condado de Humbolt em 1870 e instalaram-se em Ferndale. As festas começaram em 1908 em Arcata. Os primeiros conselhos fraternais começaram a formarse, primeiro a IDES em 1910 e depois a UPEC em 1913, SPRSI em 1913, APPB em 1918, Sociedade da Santíssima Trindade em 1925, UPPEC em 1931, SES em 1941, Sociedade de Santo António em 1959."

As Rainhas já depois de coroadas

(in The Holy Ghost Festas)

Mordomos da Festa de 2011: Lu Coelho, Michael Fraga, Joseph Rodrigues, Kyle Avelar, Nelson Gomes. Ausentes: Jesse Homem e Leandro Leal.

Aia Malia Long, Rainha Pequena Sienna Long, aia Thea Valadão

A rectaguarda de qualquer festa: Cecília Mendonça, Alvarina Gomes, Joe Gomes, Joe Pacheco, Maria Sousa e a grande cozinheira da festa Maria Janeiro, a quem agradecemos o envio das fotos.

Aia Patsy Fraga, Rainha Grande Sarah Sturges, aia Anna Forquhar

Fotos de Tony Gonçalves

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15 de Julho de 2011


The Portuguese Tribune, July 15th 2011