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QUINZENÁRIO INDEPENDENTE AO SERVIÇO DAS COMUNIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA

1 a Quinzena de Abril de 2012 Ano XXXII - No. 1129 Modesto, California $1.50 / $40.00 Anual

Sporting de Santa Clara Tribuna Goals for a Cure donates $30,000 to El Camino Hospital vai criar to fight breast cancer. Over $94,000 raised since 2008. Fundação Atendendo a que as Ordens Honoríficas Portuguesas têm-se esquecido durante tantos anos em reconhecer entidadades da nossa diáspora americana, resolveu o Tribuna Portuguesa criar um Fundação para suprir essa falta. Em 2013 a Fundação emitirá os seus primeiros reconhecimentos. Será criada uma Comissão de Avaliação com o fim específico de desenvolver as características das condecorações a atribuir em diversos graus e em diversas categorias.

Larry Soares Norma Jean de Sousa

Fraternalista do Ano

Pág. 14

CEO da Luso-American Fraternal Federation vai reformar-se

Pág 17

Miguel Canto e Castro o ADEUS depois de 51 anos na Rádio

O Programa "Saudades da Nossa Terra", da autoria de Miguel Canto e Castro, transmitido pela KIGS, teve o seu fim no dia 19 de Março, dia do Pai em Portugal, depois de 51 anos no ar, primeiro na KLBS durante 40 anos e nos ultimos onze na KIGS. Miguel Canto e Castro, na sua despedida, disse um verso de uma das musicas mais bonitas do Conjunto Tributo de São Jorge, "Outros Ventos": "Mudam os tempos e as vontades Mudam-se os ventos, pensamentos e vaidades" Pág. 2, 31

J. Larry Soares, actual CEO da Luso American Life Insurance Society (LALIS) durante a reunião do passado dia 11 de Fevereiro de 2012, informou os directores presentes do desejo de se reformar, iniciando assim o processo de recrutamento para o cargo do novo Executive Vice-President/CEO. Larry Soares é membro da Luso American Life Insurance desde a tenra idade de 20 meses. Começou a trabalhar para a LALIS em 1992 como “Regional Field Manager” do Vale Central, mais tarde foi promovido a “Director of Sales” e depois assumiu o cargo de “Vice-President/Secretary” durante 10 anos. Larry Soares é Executive Vice-President/CEO desde 1 de Janeiro de 2009.

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SEGUNDA PÁGINA

1 de Abril de 2012

Bifes, no

EDITORIAL

O Adeus de um HOMEM

please

Crónicas do Perrexil

J. B. Castro Avila

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epois de 51 anos, Miguel Canto e Castro despediu-se da Rádio no dia 19 de Março, dia do Pai em Portugal. Despediu-se elegantemente às 8 horas e dez minutos, explicando as razões da sua retirada e dizendo que esse programa de duas horas seria o seu ultimo. Depois de acabar a explicação, Miguel Canto e Castro começou a tocar uma das mais bonitas canções do Conjunto Tributo, que nem chegou a meio, porque incompreensívelmente, deselegantemente, os responsáveis pela KIGS interromperam o programa e começaram a tocar musica que não era a dele. Foi mesmo muito esquisito a maneira como trataram o decano da Radio da California. A KIGS errou ao proceder desta maneira. Quem o mandou fazer, não prestou atenção às regras do jogo da boa educação, esqueceu-se das regras da amizade, fez tábua rasa das regras do respeito que deveriam ter, não só para o Miguel, mas para todos os milhares de ouvintes assíduos que ele tinha diáriamente. Esta manhã de 19 de Março de 2012 ficará conhecida na história como a manhã mais negra da nossa rádio. Afinal João e Odelta Pereira vão deixar muitas saudades. Eu não sei quantas pessoas é que recebem o boletim "O Progresso" da Portuguese Historical and Cultural Society, de Sacramento. Toda a nossa comunidade deveria recebê-lo. É um verdadeiro jornal de 12 páginas apenas, mas cheio de interesse - cultural, social, comunitário e mesmo noticioso. Os nossos parabéns à editora Marilia Coquim Wiget e a toda a direcção da PHCS. jose avila

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e um ser extra-terrestre viesse de um outro planeta e assistisse à maioria dos nossos jantares nas organizações portuguesas, ficaria com a impressão que só haveria um produto que os terrestres comiam - bifes (steaks). Com a excepção do tempo das matanças e do caranguejo, é na realidade uma obcessão servirem-se bifes na maioria das nossas festas. E o grande problema é que muitos cozinheiros ainda não compreenderam que a maioria das pessoas não gosta de bifes mal passados. Convido-vos a irem ás cozinhas das nossas festas depois dos jantares de bifes para poderem apreciar o desperdício de dinheiro gasto num jantar onde se devolve tanta quantidade de carne e de

gordura. Parece que não há outras comidas para oferecer, quer de peixe e mesmo de carne, sem ser necessáriamente bifes. Ficamos contentes em saber que em Hayward no dia 28 de Abril, na noite de fados, vai ser servido bacalhau. Aleluia... Estas novas tecnologias deixamme doido. O dia não tem muitas horas para eu as poder gozar. Com o meu iPhone ou iPad e o Apple TV, posso ver tudo o quero na televisão. Tudo, tudo. Incrível. Estas novas brincadeiras só devem ser usadas por reformados, porque, se foram usados por jovens, lá se vai o estudo, o emprego, a namorada. Para os de meia-idade, o mesmo conceito se aplica - lá se vai o tempo de familia, o cuidar dos filhos, o brincar

com eles, e até o divórcio. Já que falamos em tecnologia deixem-me referir que o facebook está a atravesssar um deserto, porque muita gente usa-o como uma janela religiosa de reflexão. A religião é um assunto muito importante para ser discutido num qualquer "social networking". Para isso existem outros meios e outras tecnologias. Deixem o fb ser aquilo que deve ser - um encontro de amigos, uma partilha, um fait divers. Aproxima-se o tempo da Conferência sobre a Educacão, da Luso-American Education Foundation, que se realiza este ano na Universidade Estadual de San José e noutros locais. Todos os anos penso a mesma coisa e todos os anos nunca acontece aquilo que eu penso. Nunca vimos ainda fazer uma reflexão daquilo que se passou entre uma conferência e outra - o que se aprendeu, o que correu bem, o que não correu tão bem. Há dois anos, salvo erro, houve ideias de alterar um pouco o conceito da Conferencia, mas, o vento leva as ideias e estas perdem-se nas madrugadas frias do Inverno. Mudanças custam a fazer...

Year XXXII, Number 1129, Apr 1st, 2012


PATROCINADORES

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COLABORAÇÃO

Comunidades do Sul

Fernando Dutra

Visita a Artesia do Presidente Estadual da Sociedade Fraternal Portuguesa da America

No dia 4 do corrente a comunidade de Artesia preparou-se para a visita anual do Presidente Estadual desta Sociedade Fraternal. Após a visita, no dia 3, a San Diego, a caravana nortenha dirigiu-se para Artesia, para a visita oficial ao conselho nº 76, no entanto o presidente Richard Castro, não acompanhou os restantes visitantes, em virtude de em San Diego, ter sido acometido de doença inesperada, tendo regressado ao norte por via aérea, tendo ficado hospitalizado, pelo que desde já desejamos-lhe rápidas melhoras. Pelas 14:00 ho-

ras teve inicio a hora social com beberete. A partir das 15:00 horas teve início o magnifico lanche, muito bem apresentado, bem confecionado e abundante. Moises Lourenco, mestre de cerimónias, cumprimentou a audiência, apresentou o programa do evento e fez as apresentações de praxe. Maria Medeiros, integrada nos executivos da sociedade, substi-

tuíu o presidente, fez os respectivos agradecimentos, enaltecendo a forma como foram recebidos nesta comunidade e iniciou a troca de ofertas entre o conselho local, oficiais da cidade e alguns ex-oficiais dos quatro conselhos que formaram a atual sociedade. O evento teve início com o seguinte programa: Hinos Nacionais Americano e Português, respetivamente por Julio Romeiro e Moisés Lourenço, actuação do grupo de violas de David Barcelos, grupo Hora Social, de Manuel Madruga da Silva. A desgarrada entre pai e filha, Alberto Sousa

e Julie Sousa Romeiro, foi muito apreciada, derivada ás varias piadas cantadas referentes a pessoas ou atos praticados no seio da comunidade, por conseguinte, do conhecimento geral de todos os presentes. A comissão deste conselho está de parabéns pelo êxito obtido nesta magnífica recepção à caravana presidencial.

1 de Abril de 2012

O "charme" discreto de ser imigrante 1 – Imigração – a ‘dor do parto’ de partir Subscrevo o veredicto de que os imigrantes são geralmente bons gestores da orfandade linguística. A maioria já consegue decifrar o alfabeto do futuro, chegando alguns a ultrapassar, com discreta galhardia, os efeitos próximos da revolução planetária gerada pela internet – espécie de tsunami silencioso que traduz o tempo e o espaço em golpes de ‘instantaneidade’. Diria ainda que o presente serve apenas de cais de embarque da nave da emergência rumo à incerteza do futuro… Mas é curioso notar que há por aí alguns mordomos da imigração que não ganham pró susto ! O acesso democrático à cidadania do conhecimento continua a espantar a mirrada psique dos instalados – gente que resiste à mudança. Nunca é demais relembrar que, durante séculos, a sabedoria pertencia à herança monopolista conferida às castas que se arvoravam em alcaides exclusivos da fortaleza do saber. Alguns sectores petulantes da intelectualidade portuguesa continuam a padecer dessa perturbante hereditariedade, valorizadora do discurso em prejuízo da mensagem. Lamentavelmente, a maioria dos democratas portugueses continua caloira no alfabeto da liberdade. Afinal, somos co-herdeiros do património cultural de oito séculos de monarquia. Os partidos politicos portugueses comportam-se como instituições monárquicas, com os seus príncipes e vassalos, suas alfaias e demais aleluias ideológicas, tipo diet coca-cola… Por outro lado, não é difícil notar que a novísssima classe tecnocrata portuguesa aprendeu depressa a ‘confraternizar’ com a democracia – ferramenta útil ao exercício dos seus privilégios, mas temida sempre que lhes recorda os valores inalienáveis da ética política. Seria porventura cansativo repetir que as comunidades de expressão portuguesa parecem por vezes ‘mimadas’ quando são tratadas como oásis do ‘portugal-dos-pequeninos’. A nossa gente precisa de aprender a ‘ler o mundo’ e a responder às exigências da ‘global literacy’. Segundo recente estimativa da Linguistic Society of America, existem cerca de 6.800 línguas faladas no nosso planeta, habi-

Memorandum João-Luís de Medeiros jlmedeiros@aol.com tado por 7 biliões de seres humanos. Curiosamente, a língua inglesa (apesar de ser a terceira maior língua mundial, e língua franca da internet) está a perder gradualmente os pergaminhos aristocráticos da sua matriz anglo-saxónica… Entretanto, os novos cruzados políticos da ‘pureza’ lusitana fingem acreditar que a língua portuguesa irá ser a nova caravela que transportará para os mercados bancários de madame Europa as especiarias do século XXI… (as vantagens, vícios & virtudes do Atlânticosul). Veremos…

2 – cultura ornamental versus cultura civilizacional Todos reconhecemos que, nos últimos 150 anos, o património cultural da Diaspora açoriana (embora multifacetado pela dispersão insular da sua ancestralidade atlântica), possui uma componente de pendor eclesial. E não admira. O primeiro instituto de ensino superior açoriano vai em breve celebrar um século e meio de serviço em prol do Catolicismo: refiro-me ao Seminário episcopal de Angra do Heroísmo, fundado em 1862 (quase meio século antes da implantação da República). A circunstância de não ter sido estudante-seminarista, facilitame a referência ao facto de que o sucesso das Artes & Letras da diaspora lusófona deve muito ao perfil cultural dos imigrantes oriundos daquele vetusto Seminário episcopal açoriano. Claro que há excepções de reconhecido valor. Apetece revisitar (em passo de corrida) algumas dessas excepções: - Jorge de Sena, engenheiro, escritor, poeta que andou ‘emigrado de língua em língua’. Jorge de

Sena cedo impacientou-se com a ausência de virilidade psicopolítica do patronato literário do seu tempo. Por isso, foi supliciado no altar da indiferença; - José Rodrigues-Miguéis, valoroso cavalheiro das Letras, exilado, evitado, esquecido; todavia manteve sempre uma aprumada dignidade literária, por vezes um silêncio olímpico, perante o baronato oficioso das influências literárias sacramentadas; - Eduardo Mayone-Dias – porventura, um dos prestimosos sobreviventes da velha-guarda da ‘arte de bem cavalgar toda a sela’ da sapiência literária: escritor fraternal, pedagogo sólido, enfim um cavalheiro sério sem solenidades adjectivas, fino sem ser piegas, cuja presença na imprensa comunitária continua assídua e desejada; - Alfred Lewis (na foto) – um poeta com algum parentesco psico-literário com o seu conterrâneo Roberto de Mesquita; dános a impressão de que o poeta A.Lewis viveu 50 anos na sua California, sem nunca ter saído da sua inseparável ilha Flores… a mais ocidental ilha açoriana. (A minha saudosa colega Margarida Cymbron Barbosa já não pode confirmar se estou ou não correcto nesta minha antiga percepção)… P.S. – Claro que teríamos muito gosto em revisitar a Obra dos saudosos autores Charter Peter, Thomas Braga, Belmira Tavares, Laurinda Andrade, Urbino de San-Payo… Além do mais, não dispomos de espaço bastante para entabular uma conversa amena e demorada àcerca dos navegadores das Artes & Letras que continuam, felizmente, operacionais e criativos, tais como: Onésimo Almeida, Maria das Dores Beirão, Diniz Borges, Manuel Calado, José F. Costa, Francisco Fagundes, Ferreira Moreno, Eduardo Bettencour Pinto, José Raposo, Caetano Valadão Serpa, José Luís Pereira da Silva, Katherine Vaz, e alguns outros mais …) (por decisão pessoal, o autor não escreve segundo o recente Acordo Ortográfico)


COLABORAÇÃO

Tribuna da Saudade

Ferreira Moreno

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Recordando Cantares (1)

om o evocativo título “Cantares de Além-Mar”, o ilustre Dr. Mayone Dias publicou em livro, em 1982, “uma colectânea de poesia vivencial popular de emigrantes portugueses nos Estados Unidos”. Como criteriosamente anotou Mayone Dias, “todos estes autores são gente de trabalho. Claro que lhes falta refinamento poético. Mas o seu cantar é todo maravilhosa espontaneidade”. Justificando a apelidação de poesia vivencial, Mayone Dias apontou que “quase toda ela é narrativa, à boa maneira do romance tradicional. A experiência emigrante, desde que se toma a decisão de partir, constitui o tema central de muitas destas composições. Em várias delas os preparativos da viagem, sobretudo os problemas burocráticos, parecem ser tão ou mais traumatizantes que o embate da chegada”. Foi o caso, por exemplo, de António de Freitas Pimentel, natural da ilha das Flores, descrevendo uma série de peripécias em S. Miguel:

O médico inspeccionou-me, Sem nem ver o defeito da mão.

Fiz análises ao sangue, Que ficaram negativas; Que estava com grande medo, Que ficassem positivas.

Temos um outro exemplo em Jerónimo Gonçalves Trigueiro, também natural da ilha das Flores, após ter recebido em outubro a chamada p’ra se apresentar no consulado americano na ilha de S. Miguel. Embarcou no “Carvalho Araújo” aos 13 de novembro, com destino à ilha do Faial, aonde chegou no dia seguinte, permanecendo na cidade da Horta até levantar o passaporte aos 30 de novembro. Novamente a bordo do “Carvalho Araújo” partiu p’rà ilha Terceira aos 14 de dezembro,

Fui ao médico tirar chapas, Fiz as minhas orações; Sairam bem claras, Não havia nada nos pulmões. Fui à inspecção médica, Tremia o meu coração;

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Os motores a trabalhar, O avião no campo corria; Adeus, meu Portugal, Adeus, minha querida ilha.

Fui requerer o visto, Já de tudo estava farto; Deram-me oito semanas, P’ra eu ser avisado. Pimentel teve a sorte em abreviar a estadia: “Era muito tempo de esperar / E isto nem podia ser / Ao fim de três dias / Mandaram-me comparecer”. Uma vez levantado o visto, aviou as malas sem mais delongas ou aborrecimentos: Naquela bela manhã Estava com muita alegria P’ra embarcar na SATA Directo a Santa Maria. Cheguei a Santa Maria, Parecia-me que perdia o juízo; Embarcava na Pan-América Com destino a San Francisco.

Caminhava o avião A subir p’ró ar; Nunca mais pude ver Nem a terra nem o mar. ali chegando ao anoitecer, seguindo depois p’ra S. Miguel. Da Terceira p’ra S. Miguel, Foi o vapor sempre de lado; A bordo morreu seis reses, E os passageiros sempre enjoados. A dezasseis de dezembro A S. Miguel eu chegava, Mas um pouco pensativo, Na viagem ainda pensava. Ali estive dez dias, Mais papéis p’ra arranjar; Foi a vinte de dezembro, O visto fui levantar. Na presença do cônsul Estava a bandeira no ar; Era a bandeira americana E por ela tive de jurar. Embora com a passagem marcada p’ra se apresentar na ilha de Santa Maria aos 21 de dezembro, Trigueiro ficou retido em Ponta Delgada devido ao cancelamento do voo da SATA. Com a continuação do mau tempo, decidiu prosseguir viagem via marítima: Foi no dia vinte e sete No Cedros eu embarquei P’las duas horas da tarde A Santa Maria cheguei”. A partida p’rós Estados Unidos ocorreu aos 28 de dezembro, descrita seguidamente num misto de nostalgia e humorismo: Num avião da Pan-América, Companhia já antiga, Era esse o transporte, P’rà América nos conduzia.

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Estando eu em conversa, Quando o alarme ouvi dar, P’ra todos os passageiros, Com os cintos se apertarem. Era uma queda de ar Que se aproximava; O avião todo rangia, Acima e abaixo ele andava. Várias vezes se deu isto, Eu ia bem assustado; Pois, se caminho a pique, Ainda tenho d’ir amarrado? Evidentemente que todo e qualquer emigrante sente-se deveras atrapalhado quando não domina, de forma alguma, a língua da terra p’ra onde emigrou, como ficou expresso neste par de quadras de Maria Etelvina Azevedo Lima: Aqui vamos a um doutor, Seja oculista ou dentista, Temos que levar um professor, P’rà conversa ficar certa. Vamos p’rà igreja rezar, Fica uma pessoa pateta; Não se entende o padre a pregar, Nem se a missa está certa. Igualmente não é novidade que a muitos emigrantes deparam-se-lhes, em terra estranha, vicissitudes a que não estavam acostumados na terra de origem, como tenciono narrar na crónica da próxima semana. Até lá: Já fui à terra da América Já fui uma, já fui duas Nada me ia matando Senão as saudades tuas

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COLABORAÇÃO

1 de Abril de 2012

Rasgos d’Alma

Luciano Cardoso

Diluir a distância

lucianoac@comcast.net

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emana sim, semana não, o Tribuna franqueia-me o espaço. Empenhome a trabalhar centenas de palavras para que façam sentido cá nas leves leituras da diáspora e esforço-me por reproduzi-las em rasgos da minh’alma que se esforça dentro do que pode e sabe. Façoo sempre por gosto. Nesta edição – não o nego – o gostinho é mesmo especial. Embora metade das palavras não sejam minhas, garanto-vos que o prazer é todo meu. Visitam-nos os amigos da Praia da Vitória. Simpáticos, ao romper de cada Primavera, atravessam o Atlântico e esta América de costa a costa para nos estreitarem o abraço. Cai-nos bem esta visita. Trazem-nos o berço bordado de saudade e a gente gosta de embalá-lo. Não faltamos ao convívio. Irmana-nos. Reaproxima-nos. A mensagem cola-se normalmente ao tema das Festas de Agosto. Este ano, a Praia prepara-se para homenagear o coração festeiro da ilha na garrida folia dos seus divertidos carnavais. O carnaval do mês passado abriu os seus palcos a uma bonita dança da Sociedade Recreio Lajense, com mais um elogiado enredo de Hélio Costa. As cantigas de despedida e as de saudação, da autoria de Paulo Codorniz, mereceram igualmente rasgados elogios. São rasgos da alma de um grande amigo que vive e sente o concelho da Praia em todo o seu dinamismo cultural, sílaba a sílaba, estrofe a estrofe, ao longo do ano inteiro. Apraz-me aqui reproduzir, em termos abreviados, esse seu lírico modo de saudar, poema digno de se aplaudir: Abrir a alma a cantar, Para vos cumprimentar, É, hoje, com toda a certeza,

Chegou num carro do bodo, Traz com ela o povo todo, E hortênsias de fantasia Para o tapete do chão, Onde passa a procissão, Com roqueiras d’alegria.

Abrir a porta a sorrir E convidar-vos a vir Comer connosco à mesa. Taça erguida de partilha, Hino ao povo e à ilha Em açafate de encanto, Charamba à nossa maneira Viva o povo da Terceira Padre, Filho, Espír’to Santo.

O carnaval rompe a ilha Terceira Como um foguete que estala no ar O povo todo põe a passadeira Que o seu teatro está quase a chegar E traz rainhas, tiranos e santos, Heróis, amores, os filhos, os pais Há gargalhadas, sorrisos e prantos Há despedidas choradas no cais

Somos bravos desta terra Que entre o mar e a serra Assentaram arraiais. Convivemos com vulcões E em terreiros e salões Somos reis de carnavais. Num arco-íris de afectos Somos filhos, somos netos De gente da mesma sorte. Terra de seara erguida, De chegada e de partida. Mas bravos até à morte Carnaval é chamarrita É uma peça bonita Dançada na ponta do pé, É terço que a gente reza Por alma de quem se preza, Nossa profissão de fé. É abraço de amizade, É aperto de saudade Com gosto de aguardente, É peça que contagia, Moda que o povo assobia, E só sabe quem a sente. A lava negra num manto, E os olhos pretos de pranto Branqueiam no Carnaval. São filhós e anis doce Que o Samacaio salvou-se E a Lira vive, afinal.

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E no final os aplausos são tantos Que nós ficamos sem querer partir mais. Passou-se com muitos de nós. Partimos com vontade de ficar. Agora é tarde demais. A comitiva já está no salão à nossa espera. Agosto ainda é daqui a quatro meses. Desfrutemos primeiro o despertar de Abril, os mimos da Primavera e o convite ao convívio que nos dilui a distância.


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COLABORAÇÃO

1 de Abril de 2012

Agua Viva

Ao Cabo e ao Resto

Filomena Rocha

Victor Rui Dores

filomenarocha@sbcglobal.net

victor.dores@sapo.pt

Viva o Emigrante de boa memória O Dia das mentiras, de pêtas ou outros nomes que lhe dão, é coisa mais do que comum, não só no dia 1º de Abril, mas nos tempos que vivemos, todos os dias. Quando começou a mentira? – Ora, mas que pergunta! Quando começou o engano, a falsidade, a manipulação, o estratagema, o abuso, a calúnia, a difamação, a chantagem! – Resumindo e baralhando, a mentira começa quando a verdade acaba.... E toda esta lenga-lenga, só por causa de 1 de Abril! Por um dia, estão todas e todos perdoados. Vamos sobreviver de todas as patranhas do dia, indo às festas!!! Por que não? As festas fazem-nos distraír, encontrando os mesmos ou outros mentirosos... Mas também os verdadeiros amigos que nos dizem quem são os traiçoeiros e inimigos! E como me divertem! Olho para esses estúpidos palhaços, tão ignorantes, que gostam de levar e trazer recados de malvadez e ignomínia... Pagos a peso de ouro! O melhor é ir à festa! A festa, que se faz de cantigas, de saborosa comida e boa disposição! Quem é que não gosta de ir por exemplo ao jantar do grupo folcl. “Tempos de Outrora”, para regressar no tempo e “ficar na ilha” por umas horas, pretender que as sôpas, o cozido e a alcatra, postos na mesa, ainda são de abundância pelo sabor da saudade, regada a vinho de cheiro. Celebrar o Dia do Emigrante, foi outro tipo de encontro que realizou o P.A.C., com um programa diferente, mas onde não faltaram as nossas tradições, como a música do nosso Folclore e a arte de bem-receber, junto com as Artes Plásticas. Duas pintoras de grande talento exposeram os seus trabalhos

com muito mérito, na sala do Athletico: Goretti Carvalho e Lucínia Ellis. Pinturas a óleo e aguarela, saíram da sua inspiração para as grande telas que prenderam os olhares dos presentes. A Banda de São José, composta por juventude que tocou à estante um pequeno concerto, sob a batuta de Joe Amaral, obras de grandes compositores, incluíndo rapsódias da nossa linda música portuguesa. Porque os olhos também comem, a decoração da sala também tem importância. Helena Oliveira, Fernanda Silva e suas amigas alimentam a nossa vista. O estômago é que se vinga nas saborosas iguarias com um Porto de Napa Valley que cai a preceito, para honrar o Emigrante de todos os quadrantes. Ao fechar esta Água Viva, o meu Porto de Honra, que devia no caso ser um Pico, ergue-se a um Emigrante e Amigo Picoense especial: Miguel do Canto e Castro, Voz Radiofónica de meio século de “Saudades da Nossa Terra”, veterano da Comunicação Social falada, na California. Queremo-lo de volta; esta voz não pode ficar calada, só porque a KIGS, de triste e reles decisão o calou.

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Um bom malandro chamado Belarmino

ada terra tem os seus marginais que são, quase sempre, os bodes expiatórios de todos os males da sociedade. E, no entanto, muitos deles são dotados de consciência crítica e possuem uma grande riqueza humana. O Belarmino foi um desses infelizes que, aqui há algumas décadas atrás, deu muito que falar na ilha do Pico. Solidário e generoso, ele era um homem igual a si próprio: roubava para comer e partilhava o produto do roubo com outros desgraçados como ele. Marginalizado pela sociedade, acusavam-no por tudo e por nada e a todos servia de bombo da festa: era o terror das crianças, a chacota dos jovens, o escárnio dos velhos. Porém, o Belarmino lá tinha as suas artimanhas. Era perito em evadir-se da cadeia e mestre na arte do disfarce. Ocultava-se em furnas e sob copas de árvores. Roubava utilizando um gancho, com o qual retirava dos fumei-

ros a comida que lhe havia de matar a fome. Dele ouvi várias histórias que me foram contadas pelo padre Idalmiro Ferreira. Retive estes dois episódios que passo a relatar. Certa vez, e como era seu hábito, o Belarmino, iludindo a vigilância, evadiu-se da prisão e, após caminhar muitos quilómetros, chegou à Candelária. Nesse dia havia festa rija em casa do cardeal Costa Nunes. O Belarmino rondou a casa e aguardou o momento propício para introduzir-se nos aposentos, o que viria a acontecer com a maior das facilidades. Dirigiuse à cozinha de onde retirou abundante manjar que guardou numa saca. Depois percorreu o caminho de regresso à cadeia e, sem que os guardas o vissem, entrou na cela e dividiu a comida roubada com os outros reclusos. De outra vez, em plena audiência do Tribunal da Comarca de São Roque do Pico, o Belarmino, reincidente dos reincidentes, aguardava que o enviassem, uma vez

mais, para a prisão. Porém, naquele dia, andava a o juiz furioso, pois o processo do Belarmino pura e simplesmente havia desaparecido. O juiz vira-se então para o Belarmino e diz: -Raios partam! Só cá faltava esta! O seu processo levou sumiço! Já andei aí a chatear os funcionários, mas não há maneira de o processo aparecer. Bom, vou ter que adiar o julgamento.

E então, muito pachorrentamente, o Belarmino retirou de um dos bolsos do sobretudo o seu próprio processo, que ele havia roubado dias antes, e disse: -Ó sr. dr. juiz! Não me diga que anda à procura destas folhinhas… Exasperado, o juiz vociferou: - Ah, seu refinado patife! E o Belarmino continuou a ser um quebra-cabeças para a justiça.

Direcção da Casa do Benfica Assembleia- Geral

Presidente - Nello Bettencourt Vice-Presidentes- António Dutra 1º Secretário - José Mendes 2º Secretário - Luis Melo

Conselho Fiscal Presidente - Luciano Pinheiro Vice-Presidente - Alfredo Cunha Secretário - Jorge Pires Relator - João Barreto

Direcção Presidente - Jorge Bernardino Vice-Presidente - João Soares VP Administrativo - Tony Avila Secretário Geral - Orlanda Mendes VP Ass. Soc. e Culturais - Lisa Marie Sousa VP Assuntos Desportivos - Manuel Monteiro VP Património - Tony Ribeiro VP Adjunto - Jorge Leal VO Adjunto (Bar) - Manuel Cunha


Ao Sabor do Vento

José Raposo raposo5@comcast.net

O Fado veio a Novato

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uero deixar bem explicado que eu não sou critico de fados e vou fazer minhas as palavras da amiga Maria das Dores, quando disse – e muito bem - que não iria entrar nas origens desse nosso género musical, quando teve a tarefa de ser Mestre de Cerimónias, na noite de fados, em Novato, no passado dia 17, e ao afirmar ser ele a expressão da alma Portuguesa. A dada altura acrescentou que o fado foi, há pouco tempo, considerado património mundial, pela UNESCO.  E  sendo assim, em minha opinião, as pessoas que se encarregam dessas noites a

ele dedicadas, têm que procurar agradar a todos, quer seja ao escolher a ementa para o jantar ou selecionar os fadistas. Portanto, para os que não vieram prestigiálo, porque a comida era “corned beaf  and  cabage”, está-se a ver que para esses interessa mais os sabores da comida Portuguesa do que, realmente, ouvir o fado. Eu até acho quequem escolheu o cardápio e por ser dia de São Patrício, escolheu bem. Assim aproveitaram para celebrar o Santo Irlandês e alegrarem a nossa alma com os acordes do grupo “Sete colinas”, que cada vez está a tocar melhor.  Eu devo dizer que vou ao fado para ouvir fado. O “corned  beaf  and  cabage”, com a linguiça que lhe foi junta, estava excelente. Porém, quero fazer aqui um aparte para congratular a Maria Ramos pelo excelente pudim de bolacha Maria. Embora diabético, quis experimentar e não sei se ela colocou algum produto especial, pois que a minha glicose não subiu muito.  A amiga Maria das Dores fez como era de se esperar, um excelente trabalho. A noite abriu com a  Crystal  Mendes, a quem tive a oportunidade de ouvir pela primeira vez. Uma moça nascida aqui, mas que muito bem interpreta o fado e tem uma linda voz. Parabéns e  continua. A seguir veio a Jesualda Azevedo e, francamente, ela está como o vinho do Porto. Já disse há anos que ela é a única pessoa que eu conheço

que nestes espetáculos que consegue agradar a gregos e troianos. Tem habilidade de lidar com o povo e mesmo que o microfone falhe, ela não se enerva de maneira alguma. A música para, ela muda de microfone, recomeça e canta ainda muito melhor, como se nada tivesse acontecido e é aplaudida como merece.  Chegou a vez de a  Carmencita  cantar e embora sendo outra moça nascida nesta terra, tem uma vontade e uma voz como bem poucas. No entanto, teve azar e eu pensava que o problema era devido aos aparelhos auditivos que tenho que usar e que havia sido a única pessoa a dar por isso.

Quando ela começou a cantar deve ter havido qualquer campo magnético que alterou o som, e a voz não estava a sair clara, nem como o que dela se esperava. Se bem que ela deu por isso e como, claro, é uma jovem que não tem ainda a experiência das fadistas que cantam há mais tempo, fez das tripas coração e não parou. O responsável pelo som, devido à sua longa experiência, resolveu a questão e por fim a coisa saiu bem. Depois das três vozes femininas, veio o David Silveira. Penso eu que foi a terceira ou quarta vez que o ouvi cantar. Se o David cantasse ópera seria o Pavarotti Português. Tem uma força de voz que enche a sala. Embora cante fado há pouco tempo já provou que tem a presença de espírito e calma que os grandes cantores têm. A noite acabou com os fadistas a cantarem juntos e devo dizer que as vozes estavam bem afinadas. Em suma, as pessoas presentes aplaudiram, minha cunhada Margarida e a Maria Ramos que são as propulsoras dessas noites de fado em Novato, ficaram satisfeitas por tudo ter corrido bem. As outras pessoas que muito ajudaram,  mostravam também o seu contentamento e eu não tive que sair da cidade onde moro para ouvir o fado. Desta vez o fado veio a NOVATO.

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Parque de Diversões

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urante a minha infância, tinha a minha volta, tudo o que uma criança curiosa, nunca se cansaria de admirar. De manha, da nossa janela, via onde o céu e o Mar se encontravam! via o sol, como uma bola de fogo... todas as manhâs despontando... ali, tão perto de mim! podia ouvir o mar, a bater nas pedras! respirar o ar puro e o cheiro das lapas mansas, caramujos, algas e musgos verdes que a mará vazante, ao descobrir as pedras... trazia! cheiro de caminho molhado! da flor da faia da terra! da cal branca na casa caiada de fresco! da vinha florida e nas arvores de frutas que ela tinha! ouvir pássaros chilrear, comendo a baga negra, tao gostosa! ouvir o balouço do vento, passando na espiga dourado do trigo! andar atras de gafanhotos, grilos, bicho charvão , (o bicho da batata doce), de cores lindas! criar bichos da seda! e visitar: o pé da MADRESSILVA do MATO que ficava a passos, da nossa casa! aquele MATO, era o meu: PARQUE DE DIVERSÕES! A MADRESSILVA, espalhava-se em cima de faias rasteiras, algumas caídas e de lajas de pedra negra de lava, que formavam o mato, espreguiçando-se para espalhar as suas astes...todos os anos ia visitá-la esperando ansiosa, vê-lá florir! quando o tempo começava aquecer, em poucos dias enchia-se de flores, as cores douradas nunca pareciam iguais, tinham também as cores do arco iris, as abelhas e os zangãos não me intimidavam, eu não ia ali apanhar nenhuma das flores, sabia se fossem colhidas perderiam a graça, só eram viçosas alimentadas pelas suas raízes, mas... à medida que os meses iam passando, as flores iam ficando cada vez mais escassas, até a ultima cair! Nesse MATO, a minha Mãe tinha as suas galinhas à solta! Náo passava um dia, que eu não fosse lá tratar delas e passar nos lenheiros para pegar os ovos do dia.

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Julia Borba

Tinha que deixar sempre o indez que seria o ultimo que a galinha tinha posto, assim o ovo nunca estragava, se alguma galinha começava a mostrar sinais de choco, tinha que dizer à minha Mãe, ela é que destinava, se queria botá-la em choco ou não! Se a galinha era mais velha não era muito fácil convencê-la... a deixar o quentinho do seu lenheiro Adorava, quando uma galinha desaparecia, já sabia que ela era mais sabida, tinha escolhido fazer o seu lenheiro mais para o interior do mato, onde as faias eram mais densas haviam muitas pedras e rolos de silvas, longe dos dedos da Julia, lugares que eu não gostava de ir sózinha, com medo do VELHO DA LEPRA, passadas mais ou menos 3 semanas, lá aparecia ela toda refolhada com um rebanho de pintainhos atrás de si! era um dia de festa para mim, abria o regaço do meu avental e enchia-o com os pintainhos e a galinha confiante, vinha atrás de mim, até a casa, aonde minha Mãe a cercava para melhor tratar dos filhotes! O meu PARQUE DE DIVERSÕES nunca me decepcionou! De todos os animais domésticos os meus preferidos eram os que tivessem penas, não só as galinhas mas patos, pombas, pássaros... só o mato para mim era um paraíso. Quando ia chegando ao tempo da Páscoa, as faias começavam a brotar, nunca me cansava do cheiro da flor de faia, sabia que era tempo de achar um lenheirinho de canário e usar alguns ovos azuis pintadinhos de branco, para a minha Mãe botar no meu folar pequenino, que ela fazia no tempo da Páscoa. Alguém me convenceu, que mesmo que eu tirasse os ovos à canária, ela tornava a pôr mais, o que era certo, mas a pobrezinha tinha que trabalhar dobrado. Tinha sempre uma gaiola com um canário! E em cima da casa, uma caixa com pombas! Nunca niguém me convenceu a brincar com bonecas de pano, inertes... Não haviam muitos brinquedos... nunca soube jogar muito bem ao pião! E bolas de estrique... também não! Hoje, o meu parque, está cheio de casas! Espero que as sementes da madressilva... tenham sido espalhadas ... e levadas no vento...


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1 de Abril de 2012

Reflexos do Dia–a–Dia

Diniz Borges

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d.borges@comcast.net

á coisas boas a acontecer com o ensino da língua portuguesa na Califórnia e nos Estados Unidos da América. Ensinar a língua e cultura portuguesas na Califórnia não tem sido um mar de rosas. Porém, ultimamente, temos tido algumas boas notícias que trazem, obviamente, alguma esperança e acima de tudo alguns necessários incentivos, e com eles, a expectativa que se aumentem, significativamente, o número de alunos nas nossas aulas, quer do ensino oficial americano, quer das escolas ligadas ao nosso movimento associativo. É que, para além das famílias (cada vez menos, infelizmente, mas compreensivelmente) em suas casas falando a língua portuguesa, diariamente, as escolas, são os melhores veículos para passarmos, às novas gerações, a nossa língua e o nosso legado cultural. Daí que quando foi autorizado pelo estado da Califórnia a realização de um exame para que professores certificados neste estado pudessem ter uma via para a certificação em português, as possibilidades para que a língua portuguesa atingisse outros patamares aumentaram, significativamente. Foi, indubitavelmente, um passo importante e que definirá, não só a nossa capacidade organizativa, mas, simultaneamente, a nossa habilidade coletiva sobre uma forma de salvaguardar a nossa herança linguística e cultural. Este é um momento a não perder. Esta é uma oportunidade singular. Primeiro, há que fazer justiça a quem trabalhou, arduamente, para que este exame, uma velha aspiração de quem se interessa pelo ensino da língua e cultura portuguesas neste estado, se tornasse numa realidade. Foi a dedicação, a persistência, a capacidade de trabalho e os contactos

profissionais do Professor Doutor Duarte Silva, da Universidade Stanford, que tornaram esta antiga pretensão numa realidade. Há muito que o meu amigo Duarte Silva se preocupa com a presença da língua e cultura portuguesas nas escolas públicas americanas. O Duarte tem trabalhado diligentemente para que tenhamos mais oportunidades. Este seu último trabalho, a concretização de uma exame para certificar professores de português é, notavelmente, a melhor prenda que poderíamos ter para aumentarmos o número de escolas com cursos de português. A comunidade portuguesa tem uma grande divida para com Duarte Silva.

ordenação de Ensino e da Associação de Professores de Português (APPEUC/NAPTA) a realização de um curso de duas semanas, numa universidade portuguesa, pago por esta organização. Este é mais um momento único. Segundo, há que usufruir esta nova conjuntura. Temos, um pouco por todo o estado da Califórnia, muitos homens e mulheres ligados ao ensino público, quer primário, quer secundário. Com esta nova diligência, com esta nova possibilidade, é imperativo que tenhamos dezenas de candidatos a este exame. É que esta é uma situação única para salvaguardar os cursos existentes e começarmos novos cursos. A partir de agora, qualquer professor certificado pelo estado da Califórnia, para lecionar num escola pública, tem a possibilidade de fazer o exame de certificação em português e poderá, com o apoio da sua comunidade, começar um curso de portu-

Elen de Moraes elendemoraes_rj@globo.com

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guês na escola onde leciona. Daí a magna importância de, um pouco por toda a Califórnia, haver candidatos ao exame. Aliás, até mesmo a nível de currículo individual, esta é uma oportunidade chave para que professores certificados tenham mais uma saída profissional e mais uma certificação no seu portfólio - se é que ainda acreditamos que o saber não ocupa lugar. Que saibamos desfruir esta nova oportunidade e que com ela criarmos uma amalgama de cursos de língua e cultura portuguesas, particularmente onde as nossas comunidades têm algum impacto. Não fiquemos, ainda mais uma vez, apáticos. Esta poderá

A FLAD acaba de anunciar, com a colaboração aqui nos EUA da Co-

Sabor Tropical

uem nasce nas cidadezinhas do interior do Brasil cresce ouvindo, invariavelmente, histórias que passam dos pais para os filhos, sem que se saiba explicar como surgiram, se são verdadeiras ou não e na Quaresma elas tomam maiores proporções, porque é a época preferida dos contadores nos assombrarem com seus causos de almas do outro mundo, superstições e outras crendices. Contadas nas rodas de amigos, nos bares, em torno das fogueiras acesas em noites frias, em reuniões de família, entre vizinhos ou nas cozinhas das antigas fazendas enquanto se aproveita o calorzinho do fogão a lenha, para a maioria são digeridas como bom divertimento, para outros, principalmente crianças, causam terror e influenciam, às vezes, a sua vida adulta. Ouvi muitas dessas historinhas na minha infância. Quando ainda pequenina, meus pais mudaramse do Rio de Janeiro para Iúna, pequena cidade no interior do Estado do Espírito Santo, e fomos morar numa fazenda que pertencera à família paterna. O casarão à beira da estrada, abandonado por ser mal assombrado, diziam, estava lá resistindo ao tempo. Os

Ensino da Língua Portuguesa na California: oportunidades e desafios

vizinhos evitavam passar por ali à noite porque tinham a impressão de ouvir pessoas arrastando os pés, ao som do piano, como se dançassem. Contava-se que seu dono, o meu bisavô Theodoro, nos finais de semana, quando anoitecia trancava a esposa e os filhos menores em seus quartos, recebia os amigos e suas “namoradas” para festinhas à luz dos lampiões, ao som do piano que ele tocava

ser a nossa última oportunidade. E as boas notícias têm vindo também do outro lado do atlântico, particularmente da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD). Esta organização acaba de fazer o que o estado português nunca fez: organizar e subsidiar (quase na totalidade) um curso de verão para professores de língua e cultura portuguesas, do ensino oficial americano, em terras portuguesas. A FLAD acaba de anunciar, com a colaboração aqui nos EUA da Coordenação de Ensino e da Associação de Professores de Português (APPEUC/NAPTA) a realização de um curso de duas semanas, numa universidade portuguesa, pago por

esta organização. Este é mais um momento único. Também aqui é essencial que os professores usufruam desta oportunidade para aperfeiçoarem os seus conhecimentos da língua e cultura portuguesas e das novas ferramentas para se ensinar português como língua estrangeira. Mais, a mesma FLAD, acaba também de lançar um projeto inovador para incentivar os alunos das escolas do ensino oficial americano a aperfeiçoarem a suas leituras em português, criando, simultaneamente, um intercâmbio com alunos e escolas portuguesas. Embora este projeto seja mais difícil para este ano letivo, uma vez que a partir de Abril, aqui na Califórnia, as escolas publicas entram em "testing mode" e haver a necessidade de se considerar aspetos legais das viagens com alunos, a iniciativa da FLAD é louvável e, se continuar, será mais um contributo importante para apoiar o ensino da língua e cultura portuguesas neste estado e em todos os estados da união americana. Aí estão algumas conjunções para que o ensino da língua e cultura portuguesas na Califórnia tenha ainda mais pernas para andar. Como todas as oportunidades, a realização dependerá da capacidade de cada comunidade, dos nossos professores, das nossas associações culturais, da nossa comunicação social, e acima de tudo, do nosso desejo coletivo de termos a língua e cultura portuguesas presentes nas instituições do ensino oficial americano. É que como me dizia o meu professor da quinta classe aqui nos EUA: you can lead a horse to water, but you can't make him drink it pode-se levar o cavalo à fonte, mas não se pode obrigá-lo a beber.

Quaresma, almas penadas e crendices muito bem. Dançavam e bebiam até altas horas. Deixou, ao morrer, ordens expressas proibindo a venda daquele instrumento. E no canto da sala o encontramos ao ocuparmos a casa. Foram semanas terríveis ouvindo os “tais fantasmas” dançando madrugada adentro, até que meu avô decidiu desvendar o mistério e destruiu o piano ao exterminar os ninhos de ratos que nele encontrou. Se as almas penadas se foram porque eram ratos ou porque o piano foi destruído, jamais se descobriu. Tempos depois fomos embora dali porque os boatos dos vizinhos sobre pessoas vestidas de branco entrando e saindo da casa, à noite, acabou por minar a nossa resistência. Torneime adolescente ouvindo causos de fantasmas vagueando pelos cafezais, mula sem cabeça, etc, e mesmo sem acreditar nessas histórias, desenvolvi uma estranha mania: quando estou sozinha em casa de estranhos ou em hotéis, só consigo dormir se me deitar ao contrário, com a cabeça virada para os pés da cama. E nunca

no escuro! A análise ajudou-me a descobrir que era medo de estar ocupando o lugar de alguém que já tivesse morrido. O medo eu perdi. A mania não. Há muitas histórias engraçadas pelo nosso Brasilzão, como a do Senhor Zé Magalhães, contada ao repórter Luiz Gustavo, para o jornal Hoje, da TV Globo. O homem em questão, diante de testemunhas, confirmou que ensaiou o próprio velório. Chamou alguns amigos, pagou umas crianças para chorar - que acabaram por rir o tempo todo - entrou num caixão, enfeitaram-no com flores, tiraram fotografias e velaram o “corpo” por algum tempo. Perguntado sobre o que o levara a essa atitude, respondeu que queria saber como organizar e ver o resultado de como seria o seu funeral. Outro “causo” conhecido e interessante é o do Padroeiro de Costa Rica, cidade do Estado do Mato Grosso do Sul, que se destaca por suas belezas naturais, mas ficou famosa pela historia do seu Santo fujão. Conta-se que o major Martim Gabriel de Melo Taques e sua esposa fugiram da guerra dos Farrapos, no Rio Grande do Sul, nos meados de 1800 e se instalaram no Mato grosso, levando

consigo uma imagem do Senhor Bom Jesus. Fundaram a Fazenda Santo Antonio dos dois córregos e nela construíram uma capela para a Imagem. Após a morte do major, os moradores continuaram cuidando da capela. Muitos anos depois, construíram outra maior na cidade, porque a antiga caia de tão velha. No dia seguinte à mudança da imagem, constataram que o Senhor Bom Jesus havia voltado, à noite, para a antiga capela, lá na fazenda. Trouxeramno de volta e ele tornou a fugir. Quantas vezes o buscavam, tantas ele fugia. Assombrados, os fieis não vendo outra saída, cortaram os pés do Santo e dizem que ele nunca mais fugiu. Hoje em dia essas histórias já não têm a mesma graça nem nos assustam ou arrepiam, porque são contadas pela televisão, em sites da internet, com reportagens mostrando em vídeos os locais dos acontecimentos, desmistificando-as. Além do mais, perderam o mistério, a conivência das sombras da noite, que era o que as faziam medonhas e eloquentes, pois atiçavam a nossa percepção e nos estimulavam a imaginar criaturas tétricas, como exigia nossa fantasia.


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Temas de Agropecuária

Egídio Almeida almeidairy@aol.com

Sinais positivos no ar O balanço de importsexports de carne é agora favorável para os Estados Unidos

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ela primeira vez na história, a balança económica das exportações de carne de gado, é agora favorável aos Estados Unidos. Não há duvida de que os bons preços praticados no mercado, e os preços recorde das vacas de carne, contribuíram para um aumento da convergência de vacas produtivas para o mercado da carne, o que caso contrário contribuiria para excessos na produção do leite.

Como o maior produtor de carne mundial, os EUA tem por longos anos sido a principal fonte global das melhores qualidades de carne de gado de valores adicionados “grain-fed,” no entanto pelo seu incrível apetite pela famosa “hamburger” tem forçado os mercados a serem nítidamente importadores de carnes de alta qualidade, de Países como a Austrália, Nova Zelândia, Argentina e Brasil. Esse modelo voltou-se ao contrário pela primeira vez no ultimo ano por uma variedade de razões, incluindo altos preços das rações à volta do mundo, grandes secas em alguns Países, e mudanças radicais na oferta e procura. Recentemente a China e outras economias em crescimento, aumentaram a procura nos mercados que tradicionalmente exportavam para os Estados Unidos, aumentando os preços, e criando uma excessiva demanda à volta do globo. A China ao mesmo tempo impor-

tou 100.000 novilhas da Australia e Nova Zelandia, para aumentar a sua produção leiteira e os Estados Unidos enviaram também 50.000 futuras vacas leiteiras para mercados internacionais, e tudo isto tem um efeito directo nos mercados de leite e carne. A agropecuária é no entanto uma pequeníssima parcela do mercado de carne doméstico, com menos de 3 milhões de cabeças por ano, num mercado de mais de 30 milhões, enquanto que os numeros de vacas de leite tem continuado estáveis, com o seu mais alto numero em 1975, o mesmo não tem acontecido na produção de animais para carne, cujos numeros, segundo o Departamento da Agricultura “USDA,” diminuiram para os numeros presentes, os seus mais baixos das ultimas seis décadas. Em Novembro do ano passado, ultimo mês com dados concretos publicados, as exportações de carne de vaca naquele mês, atingiram 105.268 toneladdas metricas com o valor $456.25 milhões de dolares. Estes são quantidades e valores idênticos ao mês anterior, Outubro 2011. Em comparação com o mesmo mês do ano passado, as exportações em Novembro subiram 4% em volume e 17% em valor, em relação aos numeros recorde de Novembro de 2010. Olhando os primeiros 11 meses em 2011 - Janeiro-Novembro houve um aumento total de 22% no volume das exportações, para 1.179 milhões de toneladas metricas, e 35% no valor para $4.944 biliões de dolares. Quando chegarem os numeros para o mês de Dezembro 2011, espera-se que o total valor real ultrapasse a marca dos $5 biliões anuais pela primeira vez na história.

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1 de Abril de 2012

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Antigamente era assim

João Bendito

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A brincar às vendas

bendito@sbcglobal.net

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s noites quentes de Verão eram o pretexto para a rapaziada descer a rua, sob o olhar vigilante da Mãe, em direção à Loja, com a desculpa de ir ajudar o Pai a fechar a porta da Loja. Acompanhados do nosso inseparável triciclo, lá íamos a correr Miragaia abaixo com a alegria própria de crianças de seis ou sete anos, convencidos que, se não fosse com o nosso trabalho, o dia de negócio não teria valido nada, todo o labor e esforço que o Pai dispendera desde as nove da manhã só seria atenuado com a nossa preciosa colaboração! Então dividiamos as tarefas: um encarregava-se de fechar as portas, outro de ir lavar os copos, outro punha-se a varrer o chão. Alguns dos trabalhos requeriam esforço de equipa, a grande tranca de madeira da porta da mercearia exigia a força muscular combinada de vários braços e até mesmo o uso de um dos banquinhos redondos para que fosse colocada com sucesso no seu lugar próprio. A lavagem dos copos era geralmente feita pela Mãe mas lá uma vez por outra éramos autorizados a desempenhar a função, sempre com os constantes avisos para se ter muito cuidado “porque os copos são muito caros” ou “não vão cortar os dedos nalgum vidro partido”. Esperávamos com ansiedade os dias que se recebiam por correio os pacotes com as sementes vindas de Lisboa ou do Porto, directamente das casas da especialidade. Em encomendas maiores vinham as ervilhas de “olho preto”, o feijão “Rei dos Foices”, o de trepar, o feijão “Frade”. Nos pacotinhos mais pequenos , embrulhados em camadas de papel de jornal, vinham as outras sementes mais miudas, os nabos, couves, cenouras de todas as qualidades, para além das sementes de alfaces, coentros, salsas, rabanetes, enfim, um sem número de especialidades que os bons hortelões sabiam onde íam encontrar. Ao abrir os pacotes, tinhamos que separar o que restava dos papeis

de embrulho para serem depois usados na venda do sabão Azul e Branco. Os recortes dos jornais mereciam uma atenção especial, principalmente se eram folhas dos jornais desportivos, então uma raridade a que dificilmente tinhamos acesso, ou se eram parte das páginas humoristicas, com anedotas e cartoons que deliciavam as nossas mentes infantis. As fotos da Gina Lolobrigida e da Claudia Cardinal eram guardadas às escondidas para futura observação mais cuidada. Os selos, recortados fora dos envólucros com uma tesoura, seriam guardados para serem devolvidos a um dos fornecedores de Lisboa, colecionador que nos deve ter rogado muitas pragas devido à enorme quantidade de envelopes cheios de selos repetidos que lhe entravam pela porta dentro. Com muita minúcia e esmerado apuro, porque realmente era um trabalho delicado para mãos de criança, éramos muitas vezes incumbidos de encher os pacotinhos de papel para venda das sementes. Depois de correctamente pesados na pequena balança de dois pratos, eram colados com goma arábica e então expostos, separados pelas diferentes qualidades, sempre com o cuidado de não misturar as couves com as cenouras. Com os dedos apegados uns aos outros por excesso de uso da cola, era altura então para outra brincadeira, saltávamos para cima das sacas da cevada, no canto fora do balcão e imaginávamos um inconquistável castelo onde os mouros não entravam ou mesmo um daqueles fortes que os pioneiros Americanos construíam para se defenderem dos ataques dos “peles vermelhas”. As vasouras serviam de espingardas ou espadas, umas rolhas de cortiça substituiam as balas, uma saca de lona era a capa ideal do “Zorro” e mesmo um barril de vinho seria o melhor dos cavalos que o John Wayne nunca teve. Regressávamos à realidade da nossa vida de futuros comerciantes quando o Pai requesitava a nossa atenção a fim de colocarmos no respectivo mostroário os maços de tabaco, todos direitinhos e ordenados. E ali púnhamos os “Ca-

sino” no canto superior direito á espera da visita diária do sr. Saraiva, um empregado do Correio que era o único cliente daquela marca, os cigarros com filtro nas prateleira de cima e os sem filtro, o “Santa Justa”, o “Comercial” forte e o “Comercial “ fraco nas de abaixo e mais à mão. Havia ainda lugar para os maços de tabaco de cheirar e para os pacotinhos com folhas de papel próprio para fazer cigarros e cigarrilhas. As latas de sardinhas de conserva tinham que ser separadas por qualidades e dispostas com os respectivos letreiros bem à mostra dos fregueses na prateleira corrida junto ao teto, ao lado das garafas de bebidas finas e vinhos do Porto. Pai tinha um cuidado especial em não nos deixar manusear e guardar os venenos para ratos e caracóis até que já éramos mais crescidos. Estavam fechados num armário fora do nosso alcance de crianças, mesmo ao lado onde se expunham os pacotinhos com as sementes de flores, armário esse com os vidros cobertos por fotografias recortadas dos calendários coloridos que os vendedores continentais mandavam para publicidade. Um estabelecimento comercial de mercearias naquela altura era um poço de experiências e aprendizagens que ajudavam muito no desenvolvimento das nossas mentes jovens. Tinhamos que aprender o valor dos pesos e medidas, desde as pequenas porções avaliadas em cinco ou dez gramas para as sementes, até à maneira de calcular grandes quantidades no uso da balança decimal onde eram pesadas as sacas de lona cheia de favas, cevada ou milho. A habilidade manual era praticada e treinada a encher os sacos de papel com açúcar ou feijão ou a embrulhar os diferentes produtos que se vendiam avulso. Ainda hoje parece-me que seria capaz de fazer um embrulho com o movimento coordenado das duas mãos ,deixando o papel entrançado de modo a não espalhar nada.

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Nas bebidas, havia que ser destro a manejar os canjirões de vinho, os fúnis para encher as garrafas de litro ou os garrafões de cinco litros e saber diferenciar os decilitros dos centilitros. Uma das tarefas que me dava mais gozo e para a qual me voluntariava de bom grado era o abrir das pipas e barris, era jeitoso no maneio da grande púa manual que fazia rodar até conseguir abrir o buraco perfeito onde era instalada a torneira de madeira préviamente preparada com um pedaço de serrapilheira em volta para evitar derrames do precioso nectar. Não foi preciso chegar, anos depois, às aulas de Física no Liceu para aprender as propriedades e forças de pressão de um líquido nas paredes do vaso que o contém, eu sabia que, se não se desse folgo ao batoque no cimo da pipa, o vinho não corria na torneira. O dia tinha sido longo e era hora de se começar os preparativos para o ritual de fechar as portas. Dava-se a última busca ao redor dos diferentes compartimentos a ver se não havia pontas de cigarros acessas que pudessem causar algum fogo, vigiava-se se não estaria algum amigo do alheio escondido debaixo das pipas ou no urinol, subia-se a um dos bancos altos para desligar o contador da energia eléctrica e então estava tudo pronto para fazer rodar as chaves na fechadura da porta da taberna. Eram duas as chaves e até tinham nomes, uma era a Chave Grande e a outra era … a Chave Pequena. Para maior tranquilidade e sossego, era sempre dado um aperto final com a Chave Pequena metida tipo alavanca na argola da Chave Grande ao mesmo tempo que se dava um empurrão para certificar que estava a porta aferrolhada com segurança. Nas amenas noites de verão, a Mãe e o Pai sentavam-se a descançar um pouco num dos bancos do Largo Prior do Crato e aí continuávamos com as nossas brincadeiras e correrias de triciclo ao redor da estátua do Luis de Camões e a fazer gincanas para baixo e para cima nos desníveis do peque-

no jardim. Não nos desviávamos muito da zona porque “está ali o polícia á porta”, era a maneira de nos controlar e assustar com a presença do guarda de sentinela ao posto da PSP então sediado em dependência do Palácio dos Capitães Generais mesmo ao lado da Igreja do Colégio. Uma distração dos Pais permitia uma corrida na grande escadaria da Igreja até á esplanada do “Esquimó” mas isso dava sempre azo a uma repeenção porque “aqueles senhores finos não gostam que corram ali à volta deles!” As camionetas de carreira da EVT, estacionadas no seu descanço noturno,, eram também um bom esconderijo para as tropelias do jogo do apanhar ou do esconder, e o facto de não haver práticamente trânsito automóvel a circular ali á volta àquela hora permitia umas fugidas até ao portão dos Correios ou ao pátio do Comando Militar para uma caçada aos grilos que mantinhamos prisioneiros dentro de caixas de fósforos que já haviamos guardado com esse propósito. hora de fechar o Jardim Público e a passagem de famílias de regresso a casa era sinal que nós também tinhamos que iniciar a subida do Calvário da Miragaia, como o Pai dizia e ele lá sabia melhor do que ninguém a que se estava a referir, depois de passar mais de dez horas todos os dias em pé e em constante caminhar de um lado para outro da Loja, ter que subir aquela ladeira não era brincadeira. Para nós também a subida era penosa e demorada, cançados de correr e pular agora já brigávamos para decidir quem tinha que empurrar o triciclo até ao cimo da rua. A consolação que restava era que depois de uma noite bem dormida, aí pelas sete da manhã já estávamos de volta a descer a Miragaia em direção à Prainha, carregados de bóias e toalhas para um refrescante banho de mar.

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Parlamento aprova elevação da vila de Lagoa a cidade A Assembleia Legislativa Regional aprovou hoje, por unanimidade, o diploma que eleva à categoria de cidade a vila de Lagoa, sede do concelho do mesmo nome, na ilha de São Miguel. A futura cidade, a sexta a ser criada no arquipélago açoriano e a terceira na ilha de São Miguel, integra as freguesias de Nossa Senhora do Rosário e de Santa Cruz, cuja população totalizava cerca de 9040 habitantes no censo de 2011. Sede do concelho do mesmo nome, a vila de Lagoa, que se situa na costa sul da ilha de São Miguel, foi criada a 11 de Abril de 1522, por carta régia de D. João III. Com cerca de 14.430 habitantes e 45,6 quilómetros quadrados de superfície, este concelho micaelense é constituído pelas freguesias de Água de Pau, Ribeira Chã e Cabouco, para além das duas freguesias (Nossa Senhora do Rosário e de Santa Cruz) que integram a sede de concelho.


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COMUNIDADE

1 de Abril de 2012

Santa Clara Sporting Club donates $30K

Santa Clara Sporting 93 Girls graduating in May and heading-off to play collegiate soccer.

Santa Clara Sporting President, Sebastian Goncalves, Lea Morgan from El Camino Hospital and Cecelia Hinz that raised over $1,000 on her own to lead the club’s fundraising efforts.

Itinerário da Semana Santa Paróquia de N.S. Assunção, Turlock TRÍDUO PASCAL:

The Santa Clara Sporting Club held their annual Goals for a Cure donation ceremony on February 10, 2012, and the club donated $30,000 to the El Camino Hospital to fight breast cancer. The Santa Clara Sporting Club has now raised over $94,000 since Goals for a Cure since 2008. Santa Clara Sporting President, Sebastian Goncalves, the Sporting 95 Boys White Team and Cecelia Hinz attended to hand the $30,000 check to Lea Morgan from El Camino Hospital. The Santa Claea Sporting 95 Boys White Team raised over $3,000 last October, and Cecelia Hinz raised over $1,000 on her own to lead the club’s fundraising efforts.

Matteo Studios and the Santa Clara Sporting Club launched Goals-for-a-Cure during the month of October 2008, to raise awareness and money to fight breast cancer. All Santa Clara Sporting Teams participate in a Goal-A-Thon Fundraiser during the month of October, and the club raised over $94,000 to fight breast cancer between 2008-2011. The funds raised were used to support women who need financial assistance to get a breast screen exam at El Camino Hospital in Mountain View. Check-out the Goals-for-a-Cure blog for all the stories and pictures! Thanks to everyone for the support!

CURSOS DE VERÃO EM PORTUGAL PARA PROFESSORES DE PORTUGUÊS NOS EUA Concurso de 2012 – Faculdade de Letras de Lisboa

de de Lisboa Custo individual do curso: US$ 4,000 – inclui propinas, passagem aérea, alojamento, refeições e transportes locais do programa cultural. Bolsa: A todos os seleccionados será atribuída uma bolsa no valor de US$3,000 pelo que, cada participante pagará apenas uma taxa de participação de US$ 1,000, desembolsada da seguinte forma: US$500 – nos 8 dias seguintes à comunicação da selecção; US$500 – até ao dia 4 de Julho de 2012.

Quinta-feira Santa, 5 de Abril 7:30 pm Missa bilingue da Ceia do Senhor com Lava-Pés. Após a Missa segue-se a procissão e adoração ao Santissimo até à meia-noite no salão Sexta-feira Santa, 6 de Abril 3:00 pm Via-Sacra de Devoção da Divina Misericordia, Português e inglés 7:30 pm Solene Celebração da Paixão do Senhor e Procissão do Senhor Morto Sábado Santo, 7 de Abril 3:00 pm Novena da Divina Misericórdia em Português e Inglês 8:30 pm Vigilia Pascal com Baptismo dos eleitos Domingo de Pácoa, 8 de Abril 9:30 am Missa Solene da Ressurreição em Inglês 11:15 am Missa Solene da Ressurreição em Português 3:00 pm Novena á Divina Misericórdia Não haverá missa às 8 da manhã, nem às 6 horas da tarde no dia de Páscoa NOVENA CONTINUARÁ ÀS 3 HORAS DA TARDE DURANTE A SEMANA, ATÉ À FESTA DA DIVINA MISERICÓRDIA, DOMINGO 15 DE ABRIL.

Fundação Portuguesa de Educação para o Centro da California COMUNICADOS 1. A Fundação Portuguesa de Educação para o Centro da California atribuirá bolsas de estudo aos alunos que terminem o Liceu (High School) e estejam interessados em frequentar Colégios ou Universidades. As bolsas de estudo também poderão ser atribuidas a alunos que já se encontrem matriculados em Colégios ou Universidades. Os interessados em obter os boletins de inscrição para bolsas de estudo, devem, a partir de 1 de Março, contactar os seguintes membros da direcção atraves do respectivo correio electronico: Luis DeOliveira - luis.deoliveira@kagomeusa.com; Dr.Elmano Costa - ecosta@csustan.edu; Joao Dias - jdangola@aol.com Todos os boletins de inscrição deverão ser devolvidos à Fundação até ao dia 20 de Maio de 2012. 2. Abertura de Candidaturas para ESTUDANTE, EDUCADOR, CIDADÂO, EMPRESARIO DO ANO e EMPRESARIO DO ANO AGRO-PECÜÁRIO A Fundação Portuguesa para a Educação do Centro da Calif6mia vem por este meio anunciar que as candidaturas para estudante, educador, cidadão e empresário do ano estáoabertas e deverão ser remetidas em envelope fechado para a Fundação até ao dia 1 de Outubro de 2012. Os candidatos nao têm que ser membros da Fundação Portuguesa para a Educação do Centro da Calif6mia nem de descendência portuguesa. Para mais informações, devem contactar: Luis DeOliveira (209) 704-8850 - luis.deoliveira@kagomeusa.comElmano Costa (209)-632-6921 - ecosta@csustan.edu

A Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, em parceria com a Comissão Fulbright Portugal, o Camões I.P. - Coordenação do Ensino de Português nos EUA e a Associação de Professores de Português dos Estados Unidos e Canadá, lançam um novo programa de apoio à promoção da língua e da cultura Portuguesa nos Estados Unidos. A primeira edição dos Cursos de Verão em Portugal para Professores de Português nos EUA é ministrada e certificada pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. O curso está estruturado para uma turma de 20 (vinte) participantes, tem a duração de duas semanas compostas por: parte curricular, destinada ao aprofundamento e reforço das competências no ensino da língua e da cultura portuguesa; visitas de estudo de imersão na sociedade e cultura portuguesa (museus, passeios turísticos, instituições, etc.). Destinatários Professores que nos Estados Unidos leccionem língua e cultura portuguesa nos níveis básico, secundário e universitário na vertente de ensino da metodologia e didáctica da língua. Data: de 2 a 13 de Julho de 2012 Local: Faculdade de Letras da Universida-

Candidaturas As candidaturas decorrem até ao dia 22 de Abril e devem obrigatoriamente ser apresentadas em formulário online com os seguintes elementos: Carta de motivação (uma página), expondo os motivos de interesse em participar no programa e a forma como este se insere no seu percurso profissional; Curriculum Vitae Carta de recomendação Outras informações Anúncio dos resultados da selecção: até 14 de Maio de 2012 Data limite para pagamento de 50% da taxa de participação: até 21 de Maio de 2012 Data limite para pagamento do remanescente da taxa de participação: até 4 de Julho de 2012 A organização reserva-se o direito de não realizar a acção se não for possível seleccionar o número de participantes requerido.


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Semana do Emigrante no PAC

Realizou-se no Portuguese Athletic Club no dia 15 de Março de 2012, uma sarau cultural comemorativo da Semana do Emigrante. Houve exposições de pintura (Goretti Carvalho e Lucina Ellis) e fotografia (Carlos Silva), actuação do Grupo Folclórico Tempos de Outrora e concerto pela Banda de San José.

Fados na Casa dos Açores de Hilmar

Lyzandra Jorge

Carmencita cantando "Eu quero-te cantar um Fado"

Teve lugar no dia 3 de Março, na Casa dos Açores de Hilmar uma Noite de Fados, com a presença de Carmencita, Lyzandra Jorge e António Isidro Cardoso, acompanhados por Victor Pedro Reis e Dimas Toledo, além do próprio fadista António Cardoso (foto acima) vindo de São Jorge.

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1 de Abril de 2012

18º Aniversário do GF Tempos d'Outrora

Kevin Brasil e Bruna Ferreira, recipientes de bolsas de estudo

No passado dia 10 de Março, a sala principal da I.E.S., encheu-se de convivas para celebrar mais um aniversário deste grupo, que tem já um bom palmarés de actuações, em diversas cidades americanas, para sociedades e organizações portuguesas e americanas, expandindo-se aos Açores e Canadá. Como sempre, após o delicioso jantar regional e actuação de Grupo com as modas do Bailho, foram entregues pelo Grupo Folclórico, três bolsas de estudo, a jóvens pertencentes ao mesmo e que vão entrar no Colégio. Foram eles: Bruna Ferreira e Kevin Brasil, na foto acima, e Lizandra Coelho, ausente por morte do seu avô. No dia seguinte, todo o grupo assistiu à Missa Dominical, seguindose actuação no Adro da Igreja das Cinco Chagas e almoço na IES, a todos os elementos e pessoas que ajudaram nesta Festa da preservação das nossas Tradições Açorianas.

fotos e texto de Filomena Rocha


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Fraternalista do Ano - Norma Jean

The California Fraternal Alliance-Branch No.1 honored P.F.S.A. Fraternalist of the Year Mrs. Norma Jean De Sousa of Merced with a luncheon held on Saturday, February 4th at the Willow Park Golf Course in Castro Valley . Norma Jean has been providing volunteer services to our fraternal organizations, community and churches for many ye-

John Avila, Norma Jean De Sousa, Brenda Fox

ars. Norma Jean speaks, reads and writes fluently English, Spanish and Portuguese and has assisted many immigrants in translating and interpretations. Mrs. Sousa retired from the County of Merced after 26 years as a retirement officer, where she continues to be an active member of the Retired Employees Merced County Association and serves on their Scholarship

Committee. Norma Jean is a Life Member of Soroptimist International of Merced, where she served as Treasurer and chaired the International Goodwill and Understanding Committee. She is a member of Portuguese Fraternal Society of America, where she serves as the Secretary of PFSA Fraternal Council No. 20; a member of the Young Ladies Institute a Catholic Women’s

Organization; a member of St. Anthony’s/ Immaculate Conception Parish in Atwater and a member of S.P.R.S.I.

Texto e fotos de Lidia Mata

Richard J. Castro, Supreme President PFSA

Olga Bove, MC of the evening

Norma Jean De Sousa was accompanied by her son Richard De Sousa


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1 de Abril de 2012

Apresentação das Rainhas 2012 em Turlock e Modesto

Aspecto do Salão de Festas de Turlock Pentecost Association depois da apresentação das Rainhas e Comissão da Festa do Centenário

Presidente da Festa de Turlock, Bobby e Belina Estácio. A Festa do 100º Aniversário terá lugar de 29 de Maio a 4 de Junho. Haverá o lançamento de um livro comemorativo, feito por Liduino Borba

Rainhas de Turlock de 2011 e 2012: Rainha Grande 2012 - Courtney Estácio, aias Makayla Toste e Mckenzie Neves. Rainha Pequena: Kaytlin Cunha, aias Lauren Olvera e Alexandria Pereira

A Comissão da Festa de Modesto acompanhados pelas Rainhas de 2011 e 2012 Embaixo: Presidente da Festa, Serafim e Sãozinha Silva. A Festa é de 26 a 29 de Maio.

Rainhas de Modesto Pentecost: Rainha Grande - Makayla Fontes, aias Kaytlin Batista e Morgan Amarante. Rainha Junior - Evelyn Fontes, aias River Machado e Madison Fontes. Rainha Pequena - Alia Santos, aias Sonia Santos e Ariana Flores.

Fotos de Jorge Avila "Yaúca"


Perspectivas Fernando M. Soares Silva fmssilvaazor@yahoo.com (Continuação da edição anterior) 18--- A COLÓNIA PORTUGUESA --No dia 18 de Março de 1924, o médicocirurgião DR. ABÍLIO REIS, o advogado ALBERTO MOURA, e o escritor, poeta e empresário da rádio ARTHUR VIEIRA ÁVILA fundaram em Oakland, como sucessor de “O LAVRADOR PORTUGUÊS” (1912) (no. 13), este periódico que serviu as comunidades portuguesas até ao mês de Junho de 1932. 19--- A ABELHA --- Iniciativa do empresário ALFREDO GOMES e do escritor ANTÓNIO DA CONCEIÇÃO TEIXEIRA, ex-proprietário e director de “O REPÓRTER” (1897) (no. 7), esta publicação humorística foi lançada na cidade de San Francisco, em 1924, sendo mais tarde editada em Oakland. Teve existência efémera. 20--- A CRÓNICA PORTUGUESA --- Este jornal de crítica geral, que teve vida muito curta, foi publicado, em 1926, na cidade de San Leandro, por MÁRIO BETTENCOURT DA CÂMARA, antigo proprietário e director de “A CRÓNICA” (1895) (no. 8). 21--- JORNAL PORTUGUÊS --- No dia 24 de Julho de 1932, efectuou-se a fusão formal dos três semanários “O IMPARCIAL”(1903) (no. 10), “JORNAL DE NOTÍCIAS” (1917) (no. 17), “A COLÓNIA PORTUGUESA” (1924) (no. 18). A esta fusão foi dado o nome de “JORNAL PORTUGUÊS”, que foi publicado na cidade de Oakland até ao ano de 1978, data da sua transferência para a cidade de San Pablo por ALBERTO S. LEMOS, que, em 1957, o adquiriu da antiga proprietária e directora, MARIA NUNES SILVEIRA, viuva de PEDRO L. C. SILVEIRA , (Ver os números 5 e 17). Sob a dedicada direcção de ALBERTO S. LEMOS, o periódico serviu as comunidades lusíadas espalhadas pela imensidão da Califórnia e do Oeste Americano até ao mês de Abril de 1994, data da sua venda a ALBERT MATOS SOARES PACCIORINI. Três anos mais tarde, alegando dificuldades financeiras e falta de apoio comunitário, o novo proprietário suspendeu a publicação do vetusto e prestimoso semanário. 22--- O PROGRESSO --- ALFREDO SILVA, co-proprietário e director de “O LAVRADOR PORTUGUÊS” (1912) (no. 13), fundou este semanário, em 1933, na cidade de Sacramento, capital do Estado da Califórnia. O periódico existiu até ao ano de 1940. 23--- AS NOVIDADES --- Publicado na cidade de Newman, este semanário apareceu em 1933, sendo publicado apenas durante alguns meses. 24--- PORTUGALIA --- Iniciativa do escritor e professor DR. JOAQUIM LEITE, que também era seu redactor, esta valiosa revista literária teve a curtíssima duração de apenas alguns meses. 25--- O HERALD --- Lançado em Oakland, em 1933, e editado como órgão oficial da Igreja Metodista Portuguesa, pelo Pastor REV. J. J. VIEIRA, foi publicado mensalmente até ao ano de 1959. 26--- THE LUSITANIAN --- Esta revista mensal, redigida em inglês, foi fundada e dirigida por ZÓZIMO DE SOUZA, que a manteve durante mais de uma dezena de anos até cerca de 1950, data da sua suspensão definitiva. Publicada na cidade de

COLABORAÇÃO

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Os meios de Comunicação Social em Língua Portuguesa IV

Oakland, destinava-se não só às novas gerações de luso-americanos que não dominavam a língua portuguesa, como também ao meio americano interessado na cultura lusíada. 27--- A VOZ DE PORTUGAL --- Em 1961, na cidade de Hayward, GILBERTO LOPES DE AGUIAR, antigo tipógrafo do “JORNAL PORTUGUÊS” (no. 21) no período imediatamente anterior à transferência deste jornal para a cidade de San Pablo, lançou-se à publicação de novo periódico que teve vida curta, devido ao falecimento do seu fundador e director. Após a sua morte, o jornal foi publicado pela família ,muito rara e esporadicamente, por poucos anos.

Jornais do período pós-Capelinhos Como aconteceu com a Radiodifusão Portuguesa (ver “Primeira Parte” deste estudo), a Imprensa Luso-Californiana foi profundamente influenciada pelas novas ideias e perspectivas trazidas ao Golden West pelos imigrantes da diáspora de Capelinhos. Novos e mais modernos formatos foram adoptados e outros importantes e diversificados melhoramentos foram implementados por alguns dos emergentes jornais fundados e dirigidos por elementos dessa nova onda imigratória. Dos seis periódicos lusíadas que, até agora, apareceram na Califórnia após a diáspora de Capelinhis, só um, “The Portuguese Tribune” (Tribuna Portuguesa), ainda continua a ser publicado regularmente. 28--- THE PORTUGUESE TRIBUNE --- Fundado em Setembro de 1979, por JOÃO P. BRUM, escritor oriundo da ilha do Pico, Açores, este periódico foi publicado semanalmente no vasto centro populacional luso-americano que é a grande cidade de San José. Finda meia dúzia de anos, o jornal, que tinha sido formulado em moldes atraentes e de cariz contemporânea, entrou em crise financeira e administrativa, passando, finalmente, a ser governado pela nova administração dos empresários ALBERT SOARES, JOHN RODRIGUES SILVEIRA e ARTHUR V. THOMAS, que confiaram a direcção do periódico ao escritor e conferencista ARTUR DA CUNHA OLIVEIRA. Mais tarde, após a eleição deste para o Parlamento Europeu como Deputado pelo Partido Socialista em representação de Açores e Portugal, a publicação passou por momentos incertos, e de publicação irregular, que cessaram quando a escritora FILOMENA ROCHA surgiu como directora, durante um período que não excedeu 2 anos. Seguidamente, o jornal passou a ser dirigido pelos açorianos ARMANDO M. ANTUNES, secundado por HELDER F. ANTUNES e JAIME LEMOS. Actualmente, a equipa de “THE PORTUGUESE TRIBUNE” ou TRIBUNA PORTUGUESA como é agora denominada, é constituída e presidida por JOSÉ ÁVILA, publisher e editor; este empresário, natural da cidade de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, Açores, e durante muitos anos associado à grande empresa norte-americana Hewlett Packard, no denominado Silicon Valley da Califórnia, lidera, com sua esposa Ilda Maria Vale, o Tagus Group, a organização publicitária proprietária deste jornal. MIGUEL VALLE ÁVILA, filho do presidente, é editor assistente; ARMANDO ANTUNES, editor desportivo; ROBERTO ÁVILA, director artístico e HELDER F. ANTUNES, consultor técnico. O jornal, continua a bem servir as comunidades portuguesas da Califórnia, como publica-

ção quinzenal, de moldes modernos. 29--- NOTÍCIA --- Com o apoio do empresário da rádio BATISTA VIEIRA, este semanário foi lançado, em 1985, na populosa cidade de San José por JOSÉ JOÃO ENCARNAÇÃO, conhecida figura da rádio luso-americana. Em 1986, o semanário foi vendido ao fundador e primeiro director de “THE PORTUGUESE TRIBUNE”, JOÃO P. BRUM, que, após alguns meses, mudou seu título para PORTUGAL-USA (no. 30). 30--- PORTUGAL-USA --- Esta publicação semanal fundada pelo açoriano natural da ilha do Pico, nos Açores, JOÃO P. BRUM, em San José, em 1986, e publicada anteriormente sob o nome de “NOTÍCIA” (no. 29), foi também uma iniciativa apoiada pelo empresário da rádio BATISTA VIEIRA. Apareceu pela última vez em Dezembro de 1987. 31---LUSO -AMERICANO - - - CALIFÓRNIA--- Esta “extensão” do jornal “LUSO-AMERICANO”, de Newark, no Estado de New Jersey, foi estabelecida na cidade de Hayward, em 1992, ficando MANUEL ÁVILA SIMAS a dirigir a edição da Califórnia, na capacidade de editorassociado de ANTÓNIO MATINHO, proprietário do periódico. Em 1995, o jornal voltou a ser editado inteiramente na cidade de Newark, em New Jersey, após a saída de MANUEL ÁVILA SIMAS e de vários problemas administrativos. 32- - -PORT UGU E SE -A M ER ICA N CHRONICLE --- Fundado em 1997 e estabelecido na cidade de Tracy, na Ca-

lifórnia, por um grupo dirigido por JOÃO P. BRUM e FRANK J. SILVA, este semanário ilustrado, de moldes modernos e de cunho noticioso, após a demissão de JOÃO BRUM passou a ser dirigido, por TONY J. MANINHA, em 1998. No ano seguinte, foi efectuada nova remodelação dos quadros administrativos e editoriais, tendo o empresário agrícola e rancheiro FRANK J. SILVA assumido, temporariamente, as funções conjuntas de Director e Editor que, ainda em 1999, passaram a ser desempenhadas por JOHN DE MELO. Logo após, o jornal, sob a presidência de Frank J. Silva, começou a ser publicado quinzenalmente em moldes modernos, e a ser liderado por MARIA del CARMEN ODOM, que assumiu as funções de Editora, coadjuvada pela editora associada MARY L. SILVA, esposa de Frank J. Silva. Em Julho de 2005, Portuguese-American Chronicle foi adquirido por Robert Matthews, proprietário, “publisher” e presidente de Tracy Press, diário sediado na cidade de Tracy, e também de outros similares periódicos em diversas cidades da mesma região. Sob a nova direcção e diferente orientação editorial e gráfica não coadunada às expectativas e aos desejos comunitários, o quinzenário atravessou passou por uma desapontadora fase que culminou com a sua suspensão definitiva ao findar o mês de Fevereiro de 2006.

(conclui na próxiam edição)


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1 de Abril de 2012

FALECIMENTO

Maria do Espírito Santo Madruga

Após longa e pertinaz doença, faleceu com a provecta idade de 93 anos no dia 27 de Fevereiro de 2012, no Centro de Saúde da Madalena do Pico, Maria do Espírito Santo Madruga. Era oriunda da Silveira do Pico e residia na Areia Larga da Madalena há já vários anos. Em simbiose com a sua irmã gémea Maria da Conceição já falecida, foram autênticas abelhas mestras, no apoio e sustentáculo ao seu mano Padre Filipe Madruga, no exercício do seu múnus sacerdotal por diversas paróquias desta Ilha Montanha, desde a avoenga Vila das Lajes à sorridente freguesia e Santuário de S. Mateus, não protelando S. Caetano. Por onde passou, desempenhou um verdadeiro apostolado cristão de solidariedade social. Ora como catequista, enfermeira improvisada ou conselheira espiritual, muita gente auxiliou naqueles tempos de precariedade. Em consonância com o seu irmão Padre, participou com entusiasmo, na formação do grupo desportivo Boavista de S. Mateus. Na Madalena, ainda na companhia da sua inseparável irmã, conviveram e cuidaram até à sua morte outro distinto irmão Dr. Manuel F. Madruga, ex-Director da antiga Aeronáutica Civil. Senhora autodidacta, muito culta, os seus passatempos eram: rezar, leitura e crochet. A sua memória e lucidez de espírito mantiveram-se incólumes, até à sua derradeira hora. Deixa a lamentar a sua morte, muitos amigos, conhecidos, alguns familiares residentes nos Açores, duas cunhadas e muitos sobrinhos (as) na California. A família enlutada agradece encarecidamente a todas as entidades ou pessoas, que assistiram a nossa tia na sua última viagem. No Pico - Corpo Clínico e todo o pessoal envolvente quer de enfermagem ou auxiliar, pertencentes ao Centro de Saúde e Santa Casa da Misericórdia da Madalena, pela atenção dispensada, carinho e forma dignificante como actuaram. A todos os participantes no cortejo e exéquias fúnebres. Ao Clero do Pico pela sua inestimável participação, com 3 sacerdotes na celebração da missa de corpo presente, na Igreja de São Bartolomeu da Silveira. Na California - a participação do Clero e coros na celebração da missa em sua memória, no dia 9 de Março, na Igreja Nacional Portuguesa de S. José. À estação rádiofónica KSQQ pela transmissão dos anúncios. A todos

os amigos(as) que através de visitas, telefonemas, ofertas em dinheiro para missas, comidas confeccionadas em casa, arranjos florais e outras manisfestações de amizade. A todos bem hajam. Requiescat in pacedescanse em paz Rufino e Maria da Conceição Madruga Vargas Tribuna envia condolências a toda a familia Madruga


DESPORTO

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LIGA ZON SAGRES Braga se ganhar fica em primeiro lugar LIGA ZON

1FC Porto 2Benfica 3SC Braga 4Sporting 5Marítimo 6V. Guimarães 7Olhanense 8Nacional 9Gil Vicente 10P. Ferreira 11Rio Ave 12V. Setúbal 13Académica 14Beira-Mar 15UD Leiria 16Feirense

J 24 24 23 24 23 24 24 24 23 24 24 24 23 24 24 24

LIGA ORANGINA 1Estoril 2Desp. Aves 3Moreirense 4Naval 5Leixões 6Atlético 7Penafiel 8Trofense 9Oliveirense 10Arouca 11Freamunde 12Santa Clara 13Belenenses 14U. Madeira 15Sp. Covilhã 16Portimonense

J 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24

II - Zona Norte

J 1Varzim 25 2Desp. Chaves 25 3Mirandela 25 4AD Fafe 25 5Limianos 25 6Ribeira Brava 25 7Tirsense 25 8Ribeirão 25 9Mac. Cavaleiros 25 10Famalicão 25 11Marítimo B 25 12Vizela 25 13Camacha 25 14Lousada 25 15Merelinense 25 16AD Oliveirense25

II - Zona Sul

J 1Torreense 25 2Oriental 25 3Carregado 25 4Pinhalnovense 25 5Fátima 25 6Mafra 25 7Sertanense 25 8Louletano 25 9Est. Vendas Novas25 10Juv. Évora 25 11At. Reguengos 25 121º Dezembro 25 13Tourizense 25 14Monsanto 25 15Moura 25 16Caldas 25

III Divisão - Açores

J 1Lusitânia 18 2Praiense 18 3Santiago 18 4Prainha 18 5Boavista S. Mateus18 6Guadalupe 18 7Sp. Ideal 18 8U. Micaelense 18 9Fayal 18 10Águia 18

V 17 17 17 13 12 11 6 8 6 7 7 6 5 5 5 3

E 6 5 4 5 6 3 11 5 8 4 3 6 8 5 3 8

D 1 2 2 6 5 10 7 11 9 13 14 12 10 14 16 13

P 57 56 55 44 42 36 29 29 26 25 24 24 23 20 18 17

V 14 11 12 9 10 9 8 9 8 6 6 7 6 6 6 6

E 7 10 5 10 5 7 8 4 6 10 10 7 9 8 7 5

D 3 3 7 5 9 8 8 11 10 8 8 10 9 10 11 13

P 49 43 41 37 35 34 32 31 30 28 28 28 27 26 25 23

V 16 13 12 13 10 11 9 8 9 8 8 7 7 6 2 1

E 7 8 8 4 8 5 9 12 8 7 7 10 8 7 6 6

D 2 4 5 8 7 9 7 5 8 10 10 8 10 12 17 18

P 55 47 44 43 38 38 36 36 35 31 31 31 29 25 12 9

V 13 14 13 14 13 9 10 10 10 8 5 6 5 4 6 3

E 10 5 7 3 6 12 7 7 4 4 10 7 10 10 4 8

D 2 6 54 8 6 4 8 8 11 13 10 12 10 11 15 14

P 49 47 46 45 45 39 37 37 34 28 25 25 25 22 22 17

V 13 12 11 8 6 6 4 3 3 1

E 4 2 4 5 9 2 7 6 4 3

D 1 4 3 5 3 10 7 9 11 14

P 43 38 37 29 27 20 19 15 13 6

F.C. do Porto escorrega em Paços de Ferreira O FC Porto deixou escapar dois pontos na deslocação a Paços de Ferreira, ao empatar 1-1. Um autogolo de Ricardo deu vantagem aos dragões e Melgarejo empatou para os pacenses. O FC Porto foi a equipa que criou mais oportunidades na primeira parte mas Janko revelou desacerto na finalização, primeiro com uma bola ao poste e depois a falhar um golo em teoria fácil (defesa para a frente de Cássio). O Paços foi uma equipa que lutou mas à qual faltou chegar à baliza contrária. Apenas Michel tentou levar a equipa para a frente. No início da segunda parte, o FC Porto teve a recompensa que já merecia na primeira. Hulk passou como quis por Melgarejo e Ricardo acabou por fazer um autogolo. Os dragões tiveram oportunidades para fazer o segundo mas, como quem não marca sofre, o Paços empatou, aos 79 minutos, por Melgarejo, curiosa-

mente um jogador emprestado pelo Benfica. O FC Porto foi a melhor equipa em campo mas isso não se revelou suficiente. Os dragões não aproveitaram, assim, o empate do Benfica em Olhão e continuam com um ponto

de vantagem sobre os encarnados. No entanto, o FC Porto pode perder a liderança do campeonato, caso o SC Braga vença a Académica, em partida a disputar-se esta segundafeira. in abola.pt

Benfica cede empate etapa complementar e Javi García cabeceou com muito perigo aos 55 minutos. No entanto, a missão "encarnada" sofreu um rude golpe aos 63 minutos, quando Pablo Aimar, entrado ao intervalo, viu o cartão vermelho directo por uma falta sobre Rui Duarte.

O Benfica igualou este sábado provisoriamente o FC Porto na liderança da Liga portuguesa, isto apesar de não ter ido além de um nulo no terreno do Olhanense. Pablo Aimar foi expulso 18 minutos após ter sido lançado no encontro.

A primeira parte do encontro que se realizou em Olhão foi muito disputada, mas não ofereceu uma única oportunidade de golo digna desse nome, pese embora o Benfica tenha tido um ligeiro ascendente. A equipa visitante acentuou a sua pressão na

Apesar da inferioridade numérica, o Benfica não desistiu de tentar chegar ao golo da vitória, com o Olhanense igualmente a aparecer com mais perigo na área contrário, o que originou uma recta final emocionante. Contudo, o nulo imperou mesmo, pelo que o Benfica fica agora à espera do que fará o FC Porto no domingo, em Paços de Ferreira. in uefa.com

Braga: 13ª Vitória vale liderança No culminar da 24.ª jornada, o SC Braga poderá assumir a liderança isolada da Liga. Para tal é imperioso vencer na receção à Académica (20.15 horas), deixando então para trás FC Porto e Benfica. Dragões e águias empataram nas deslocações a Paços de Ferreira e Olhã, deixando o caminho da liderança aberto para o SC Braga, isto quando estamos a seis jornadas para o final do campeonato. Para a equipa de Leonardo Jardim, o jogo com a Académica reveste-se assim de importância especial, até porque os bracarenses almejam a 13.ª vitória consecutiva na competição, igualando a marca histórica de José Mourinho no FC Porto em 2002/03

Sporting

regressa às vitórias ao vencer Feirense

Depois de ter perdido na última ronda frente ao Gil Vicente, o Sporting regressou às vitórias ao bater o Feirense por 1-0. Os leões dominaram a primeira parte mas quase eram surpreendidos por um perigoso Feirense na segunda. O Feirense nunca conseguiu incomodar Rui Patrício na primeira parte. Já o Sporting ameaçou por Wolfswinkel e marcou de penalty, por Capel, aos 15 minutos mas depois disso optou por controlar e não por partir à procura do segundo, pelo que o jogo se tornou morno e pouco interessante.

Na segunda metade, o Sporting podia ter morto o jogo com duas grandes ocasiões de Capel e Wolfswinkel mas a verdade é que o Feirense veio transfigurado do intervalo e foi uma equipa que conseguiu incomodar Rui Patrício e a defesa do Sporting em várias ocasiões, com Buval, Ludovic e Carlos Fonseca a disporem de muito espaço para usar a sua velocidade. O Sporting aguentou a vitória até final apesar de algumas dificuldades físicas que levaram, por exemplo, às saídas de Renato Neto e Elias. Os leões estão de regresso ao quarto lugar, ainda que à condição, visto que o Marítimo apenas joga na segundafeira. in abola.pt


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TAUROMAQUIA

1 de Abril de 2012

Cartel da Feira da Graciosa e das Sanjoaninas

Grupos de Forcados: Tertúlia Tauromáquica Terceirense e Amadores do Ramo Grande Toiros: Falé Filipe Dia 13 de Agosto, Segunda-feira Cavaleiros: João Moura, Tiago Pamplona e João Pamplona Grupos de Forcados: Tertúlia Tauromáquica Terceirense e Amadores do Ramo Grande Toiros: Rego Botelho

Quarto Tércio

José Ávila josebavila@gmail.com Sempre sonhou ser artista amador, desde o dia em que, ao visitar Madrid, viu tourear dois matadores já com uma certa idade - Rafael de Paula e Antoňete. Então pensou: "se eles podiam tourear

No respeitante à Terceira, os artistas que compõem os carteis são os seguintes: Já se conhecem os carteis da Feira

da Graciosa:

11 de Agosto, Sábado Cavaleiros: João Moura, Tiago Pamplona e Miguel Moura

Cavaleiros: Victor Ribeiro e João Salgueiro, matadores Miguel Angel Perera, Ivan Fandino, José Luiz Moreno e Artur Salivar. A feira será composta por três corridas: uma à portuguesa, uma mista e uma apeada.

Forcados Amadores do Ramo Grande na California O grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande irá estar presente na corrida de toiros, que se realizará no próximo dia 4 de Junho, incluída nas festividades dos 100 anos em honra do Divino Espírito Santo da Cidade de Turlock. A corrida conta com as presenças dos cavaleiros Rui Santos, Paulo Ferreira e Alberto Conde, Grupo de Forcados Amadores de Turlock, Grupo de Forcados do Aposento de Turlock e do Grupo Terceirense do Ramo Grande. Lidam-se nesta tarde toiros da Ganadaria Pico dos Padres, de Manuel Sousa Jr. & Família. in Terceira Taurina

Toiros continentais no Concurso de Ganadarias da Corrida das Festas da Praia A Corrida das Festas da Praia 2012 já começou a ser delineada, tendo como novidade este ano a presença de três ganadarias continentais, que irão disputar os prémios em disputa com outras três ganadarias terceirenses. Estarão presentes a 6 de Agosto pelas 20 horas na Praça de Toiros Ilha Terceira, as prestigiadas ganadarias de Passanha, Brito Paes e Falé Filipe, sem dúvida três ganadarias de renome que irão partilhar cartel com outras três ganadarias locais, a serem anunciadas brevemente. in Terceira Taurina

Temporada 2012 na California A temporada de 2012 na California terá o seu início a 14 de Abril com um Festival na Praça de Stevinson, com os cavaleiros Paulo Ferreira, Joe Correia e Sário Cabral. No dia 23 de Abril, Corrida da Festa de Santo Antão, com Paulo Ferreira e Sário Cabral, lidando toiros de Joe Sousa, Açoriana e Germano Soares (estreia como ganadero). No dia 28 de Maio, Corrida da Festa de Modesto, com Paulo Ferreira e Filipe Gonçalves, que lidarão toiros da Açoriana e Joe Parreira. No dia 4 de Junho, Corrida da Festa de Turlock, com o cartel já acima referido na noticia dos Forcados do Ramo Grande. A 25 de Agosto haverá uma Corrida de Toiros de Beneficiência, numa praça e com artistas a designar mais tarde. Rectificação - na nossa ultima edição chamámos Manuel Correia Jr. ao Cavaleiro Joe Correia. As nossas desculpas pelo lapso.

com aquela idade, também ele, sendo um nado na Terceira, o poderia fazer, depois de ser ensinado". Andou mais de um ano na famosa Escola Espanhola da Preta, e aprendeu os rudimentos do toureio. Como é muito estudioso, leu tudo sobre tauromaquia e possívelmente é um dos mais instruídos amadores de todo o mundo. Sente-se orgulhoso do que conseguiu e pensa estrearse este ano num festival a ter lugar em Tulare. Até me convidou para ser seu padrinho fora da arena. Sinto-me orgulhoso pela escolha. Daremos mais informações logo que saibamos a data do festival. Este artista amador é professor e colabora de vez em quando no Tribuna Portuguesa. O seu traje foi desenhado por um dos mais famosos estilistas do mundo da moda Nicolás Felizola.


COLABORAÇÃO

Apontamento

Serafim Cunha

E

scunha98@aol.com

m consequência do problema económico e político mundial, Portugal encontra-se num estado de restrição a todos os níveis. Pela primeira vez, e nos últimos 37 anos, o governo e o povo compreenderam o desequilibrio económico em que viveram. O governo seguiu a filosofia financeira do endividamento usando indiscriminadamente o apoio financeiro da UE, que parecia inesgotável. Como tudo acaba um dia, a UE está económica e politicamente sufocada, porque as diferenças tecnológicas, industriais, socioeconómicas, culturais e étnicas entre os países membros são enormes. As guerras, a falta de confiança e respeito mútuo, consequência dos fatores históricos do século passado ainda não estão saradas, nem se sabe quando o serão, pondo-se até em questão o fim da UE ou do euro. O entendimento desta matéria

para muitos dos melhores economistas nacionais e internacionais, incluindo o professor Paul Krugman (Premio Nobel da Economia, 2008), indicam que a saída de Portugal do euro ou da UE é iminente, mesmo com o esforço admirável do país quanto ao pagamento da divida. Contudo, a “troika” não está em Portugal porque o povo é simpático ou pacifista, só se preocupa consigo e com a capitalização dos juros elevados exigidos ao país, mantendo este em continuas medidas de austeridade para não perder um cêntimo do seu investimento. Finalmente o governo nacional e os governos insulares chegaram à conclusão que tanto a agricultura como a pesca são importantes e necessárias para o desenvolvimento do país. Porém, os benefícios que podem advir da reabilitação da agricultura e das pescas, neste momento, necessitará pelo menos uma década para que os

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Portugal: um olhar à distância com uma visão alargada resultados sejam visíveis, o que não ajudará a crise presente. A UA (Alemanha) com a sua filosofia de controlo absoluto desmantelou a já fragilizada agricultura e pescas portuguesas na década de setenta/oitenta, pondonos dependentes dos mercados europeus e internacionais nas áreas mais básicas, e indispensáveis à sobrevivência e subsistência das diferentes regiões. O presente e o futuro de um povo está na sua auto-suficiência. Foi então que os agricultores para sobreviverem se voltaram para a agropecuária, que era apoiada pela UE, embora se soubesse que tanto o leite, como a carne, eram produtos excedentários na Europa. Será que o governo vai deixar de apoiar a produção leiteira nos Açores, para usar os fundos na reabilitação da agricultura? Tempo o dirá! Hoje vive-se com constantes aumentos de impostos e de custo de vida, cortes, e indústrias a falir levando o povo a limitar a compra e a despesa o que afecta o comércio e a indústria, bem como, a receita dos impostos que o governo desesperadamente necessita. Se assim for a dívida nunca será paga, e os impostos continuaram a subir. Os trabalhadores portu-

gueses precisam de liderança, oportunidade e sensibilidade social para que possam ter confiança no governo e empresas para quem trabalham. A presente austeridade pode levar o país à insolvência. A confiança está-se perdendo. O empreendedorismo institucional não existe, e em geral as empresas não têm essa filosofia de trabalho, sendo poucas as escolas técnico-profissionais / universidades / politécnicos que preparam jovens nesta área. Existem excelentes indústrias em Portugal, até com renome internacional, contudo o número continua insignificante. Os produtos portugueses com mais aceitação no mercado internacional, são os têxteis, sapatos e cortiça que se têm vindo a inovar nas últimas décadas. A criação e produção de artigos que aplicam as novas tecnologias, embora com bons resultados estão numa fase embriónica, porque só há poucos anos técnicos portugueses, na sua maioria formados no estrangeiro (mestrados/ doutoramentos) regressaram com o espírito empreendedor que o país necessitava. Não é um grupo reduzido de empreendedores que dará a volta económica e política ao país, mas este pode ser um bom exemplo

para os empresários portugueses e jovens que procuram um futuro, um emprego. A ambição alemã de liderar a Europa nunca foi tão real como hoje, e como tem estruturas industrias e comerciais bem desenvolvidas, os trabalhadores são devidamente treinados, remunerados e respeitados pelo empregador, estes sentem-se reconhecidos, contribuindo satisfatoriamente para a estabilidade económica da companhia e do país, o que não acontece em Portugal. Nos países desenvolvidos as empresas procuram jovens com formação sólida, boas proficiências sociais, habilidade para trabalhar em grupo e tecnologias de ponta, capacidade criativa e boa articulação verbal. Estas são competências que as instituições educacionais portuguesas devem dar prioridade no ensino. A emigração é a palavra do dia, mas esquecesse que as dificuldades de inclusão profissional, cultural, económica e social na maioria dos países no mundo é sempre complexa, por vezes, discriminatória e requer muita vontade e persistência, independentemente do estrato social a que se pertence.

Do Brasil com amor Carlos Alberto Alves jornalistaalves@hotmail.com

O

O Ângelo Medeiros que passou por Moçambique

Lusitânia dos Teixeiras (Manuel e José), dos Gastões (Tarrafeiro e Janina), dos Ângelos (Teixeira, Faria e Medeiros) e, numa época muito mais recente dos Borges (Orlando, Jorge, Paulo e João Gabriel). No que concerne aos Ângelos, já aqui trouxemos à estampa a figura do Ângelo Faria, que passou pelo Porto. O Ângelo Teixeira pela Académica de Coimbra e o Ângelo Medeiros, (primeiro da direita ajoelhado, na foto) ao invés de muitos outros, rumou para Moçambique onde representou o Ferroviário de Lourenço Marques. Da família do Ângelo Medeiros, conheci mais de perto os dois irmãos, com quem sempre fui mantendo um contato mais direto, nomeadamente com o Eliseu. Ângelo Medeiros foi outro dos grandes esquerdinhos que passou pelo Lusitânia (não esquecendo o Baunilha, que era conhecido pelo “argentino”), com bom tempo de arrancada e o sentido de oportunidade quando penetrava na área adversária. Fez parte de equipas de glória, décadas de 40 e 50, do clube verde-branco, que conquistaram onze campeonatos distritais consecutivos, uma delas com Valdemar Cupido, Orbelo, Pira, Humberto Cunha, Ângelo Medeiros, Elvino, Macoco, Rafael, Ângelo Faria, Góis e Gastão Silva (Tarrafeiro). Outros que fizeram parte deste trilho vitorioso: Ângelo Teixeira, Mário, Manuel Teixeira, José Teixeira,

Picanço, Gastão Rodrigues (Janina), Manuel Leonardo, Manuel Homem de Meneses, Ezequiel Borges Barcelos, Manuel “Pau Preto”, Alfredo Esteves (que depois foi árbitro) e tantos outros. O Lusitânia com Elvino na direita, Ângelo Medeiros na esquerda, Macoco no centro, e o municiador Ângelo Faria, era de fato uma fábrica de dores de cabeça para as defensivas contrárias. E também uma fábrica de fazer golos. Hoje, deste lote fabuloso, poucos estão vivos. Elvino ainda continua entre nós com uma boa disposição, de acordo com as fotos e vídeos que vimos nos recentes almoços promovidos pelo Lusitânia. Ângelo Fernandes Medeiros era uma pessoa que revelava uma impressionante calma, nunca se envolvendo em desordens dentro do campo, inclusive quando era impiedosamente ceifado por mais diretos opositores, um deles o João Homem do Angrense, vulgarmente conhecido pelo “es-

franfalha” (penso que era este o alcunha) e que utilizava muito o seu porte físico, por vezes além das marcas, mas era a sua forma de jogar, mais força do que técnica, que era pouca. É possível que o Ângelo Medeiros, no seu regresso ao Lusitânia depois de ter estado em Moçambique, tenha enfrentado o Carlos Meneses, outro lateral-direito do Angrense de fibra, daqueles do... “ou vai ou racha”. Era assim o Carlinhos, com quem convivemos em duas deslocações feitas ao Canadá. Dentro do possível, creio que fui de encontro ao desejo do sobrinho do Ângelo Medeiros, o nosso bom amigo Jorge Eliseu Fernandes, que reside na Califórnia e que sei tratar-se de um dos meus leitores. O Jorge sempre fica radiante quando se fala do seu tio, na verdade uma grande glória do futebol açoriano. O Lusitânia contou com três Ângelos de se lhe tirar o chapéu.


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ARTES & LETRAS

1 de Abril de 2012

Diskordâncias ortográphicas

Onésimo Almeida

D

e uma organização portuguesa, perguntam-me se estarei disposto a participar num debate sobre o Acordo Ortográfico. Querem um leque diversificado de pontos de vista. Respondi assim: Sobre o Acordo Ortográfico, sou pragmático a vários níveis: 1. Está decidido e legislado, não me resta senão aceitar. O mal português é andarmos sempre a fazer e a desfazer. Mesmo que discordasse, a altura de intervir no debate e mobilizar forças políticas era antes. 2. De cá de fora, e num Departamento de Estudos Luso-(Afro)-Brasileiros, dá jeito a uniformização gráfica. 3. Olho para as inúmeras transformações do português ao longo dos séculos e enca-

ro esta apenas como mais uma. 4. Vejo uma página escrita segundo o novo acordo e acho mínimas as diferenças. 5. Por preguiça e falta de tempo, ainda não me pus a aprender as regras todas do acordo agora vigente. Escrevo à antiga e autorizei a que, o Jornal de Letras, a LER, a PNETLiteratura onde colaboro regularmente, e mais quem quer que seja que receba prosa minha, me a(c)tualizem a ortografia. 6. Para terminar desdramatizando a questão, pois há problemas muito mais graves a exigirem intervenção cívica em Portugal, contei aquela de um professor muito conservador de há cem anos, aquando da reforma ortográfica (“alteração”, se quiserem) de 1911. Na aula, chamou um aluno carregando nas letras a negro: - Ignácio da Assumpção Baptista. O aluno fazendo o mesmo: - Prompto! O professor: - Óptimo!

Ora a ligação desta notícia com o Acordo Ortográfico vem então porquê? Explico: o Daniel não quer saber do Acordo e escreve à antiga. Arranjou, porém, uma maneira engenhosa de ser um cidadão cumpridor da lei. No início do livro, incluiu a seguinte nota:

Nem de propósito, ontem mesmo, ao deitar-me, comecei a ler o mais recente livro do Daniel de Sá, por ele oferecido na minha recente passagem em S. Miguel - O Deus dos Últimos - uma madura e escorreitíssima escrita num magnificamente encadernado livro de contos de Natal, edição da Ver Açor. A leitura avança depressa porque muitos deles foram extraídos de um outro seu livro, A Longa Espera, que já tinha lido.

PS – Mandei cópia desta entrada do meu “diário ocasional” ao Daniel de Sá. Momentos depois, arribava-me dele um email corrigindo-me: a palavra facto mantém-se inalterada, pois o acordo assim o permite visto o “c” ser pronunciado. Resolvi não alterar o final do meu comentário e deixar aqui essa prova da minha negligência na leitura do Acordo. Não vou vestir o fato de sabichão fingindo que conhecia o que desconhecia. Factos são factos.

Não faço parte dos que se entusiasmaram com o Acordo Ortográfico. Por isso, ao rever estes contos, optei por uma espécie de greve de zelo. Retirei todas as palavras abrangidas pelo dito, substituindo-as por sinónimos ou mudando a frase, porque a Língua Portuguesa é maior do que o Acordo e tem soluções para tudo. Solução, no mínimo, original, convenhamos. E valeria a pena cotejar os textos reproduzidos de A Longa Espera, a ver como o autor recriou as frases para fugir às palavras autoproibidas. Não é invenção minha, esta. É um facto. Embora termos como este mesmo não possam figurar no livro.

Apenas Duas Palavras

Diniz Borges d.borges@comcast.net Os textos de Onésimo Teotónio Almeida não precisam apresentação. Os leitores desta página conhecem, muito bem, o escritor, o filósofo, o intelectual, o poeta e o exímio contador de histórias. É com imenso prazer que temos nesta Maré Cheia, mais uma das suas crónicas. Ele que tem a generosidade de partilhar com os nossos leitores os textos que publica em Portugal e em outras partes do mundo lusófono. Tanto se tem falado sobre o acordo ortográfico, mas ninguém ainda o tinha tratado como o faz, neste texto, verdadeiramente delicioso, Onésimo Almeida. Publicamos ainda um bibliografia (talvez incompleta) de Onésimo Almeida para que os nossos leitores tenham conhecimento da dimensão da obra deste escritor. Por mim, apenas posso citar o que escreveu Eugénio Lisboa: "o bem que os livros do Onésimo me têm feito-não sei como pagá-lo." Não tenho mesmo forma de pagar o que tenho aprendido com a escrita de Onésimo Almeida. abraços diniz

Bibliografia Selecionada da Obra de Onésimo Almeida

Publicações – Contos: (Sapa) teia Americana (1ª ed. 1983; 2ª ed. 2000, Lisboa, Salamandra. Saiu uma tradução parcial deste livro, por David Brookshaw: Tales from the Tenth Island (Bristol. UK, seagull/Faoilán, 2006); Aventuras de um Nabogador (Bertrand, 2007). Teatro: Ah! Mònim dum Corisco!...(1978; 2ª ed. 1989; 3ª ed. 1998, Lisboa, Salamandra); No Seio Desse Amargo Mar (Lisboa, Salamandra, 1991). Crónicas: Da Vida Quotidiana na L(USA)lândia (1975); L(USA) lândia – A Décima Ilha (1976); Que nome é esse, ó Nézimo? –

E outros advérbios de dúvida (Lisboa, Salamandra, 1994); Rio Atlântico (Lisboa, Salamandra, 1997); Viagens na Minha Era (Lisboa, Temas e Debates, 2001); Livro-me do Desassossego (Lisboa: Temas e Debates, 2006); Aventuras de um Nabogador & Outras Estórias-emSanduiche (Lisboa: Bertrand Editora, 2007); Onésimo. Português sem Filtro - uma antologia (Clube do Autor, 2011). Prosemas: Onze prosemas (e um final merencório) (V.N.Gaia, Ausência, 2004).

Ensaios: A Questão da Literatura Açoriana (1983); Mensagem – Uma Tentativa de Reinterpretação (Prémio de Ensaio Roberto de Mesquita, da Secretaria Regional da Educação e Cultura dos Açores, 1987); Açores, Açorianos, Açorianidade (1989); National Identity – a Revisitation of the

Portuguese Debate. NUI Mainouth Papers in Spanish, Portuguese and Latin American Studies. No. 5 (Mainouth, Ireland, National University, 2002); De Marx a Darwin: A Desconfiança das Ideologias (2009; Prémio Seeds of Science para Ciências Sociais e Humanidades 2009); organizou e prefaciou The Sea Within – A Selection of Azorean Poetry (1983); José Rodrigues Miguéis – Lisbon in Manhattan, (1985; edição portuguesa revista e aumentada: José

Rodrigues Miguéis – Lisboa em Manhattan, Lisboa: Editorial Estampa, 2001); Da Literatura Açoriana – Subsídios para um Balanço (1986); seleccionou, organizou e prefaciou o volume Aforismos & Desaforismos de Aparício, de José Rodrigues Miguéis, (1996) e dois volumes de poemas de João Teixeira de Medeiros: Do Tempo e de Mim (1982) e Ilha em Terra (1992); e organizou (com Alice Clemente) e prefaciou o volume George Monteiro: The Discrete Charm of a Portuguese-American Scholar (Providence, GáveaBrown, 2005). Tem também escrito prefácios a diversos livros e introduções a traduções, como Está a Brincar, Sr, Feynman!, de Richard Feynman (1988) e Inteligência Emocional, de Daniel Goleman (1996). Organizou ainda o volume The Abbé Corrêa in América, 1812-1820 – The Contributions of the Diplomat and Natural Philosopher to the Foundations of Our National Life, de Richard B. Davis (1993); O Peso do Hífen. Ensaios sobre a experiência lusoamericana (Imprensa das Ciên-

cias Sociais, 2010). Co-organizou ainda os volumes Eugénio Lisboa - vário, intrépido e fecundo (Opera Omnia, 2011), com Otília Pires Martins; e Fernando Aires - Era Uma Vez o Seu Tempo (Instituto Cultural de Ponta Delgada, 2011), com Leonor Simas-Almeida e Maria João Ruivo. Publicou ainda uma segunda edição alargada de Açores, Açorianos, Açorianidade (Instituto Açoriano de Cultura, 2011) in- http://alfarrabio.di.uminho. pt/vercial/onesimo.htm


COMUNIDADE

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Falecimento

Frederick Costa, 88, of Modesto passed away on March 6, 2012 at Bethel Home in Modesto. Known to all as Fred, he was born on September 14, 1923 in Hickman, CA and has called Modesto his home his entire life. Fred managed various restaurants/ bars his entire working career. He was an avid baseball fan and loved the game. During his high school years at Ceres High School he was the star pitcher and quarterback. He loved the game of baseball so much that he went to Indonesia to teach the children how to play. He also enjoyed his walks with his long time companion Elnora VanWey. A very special token of appreciation and gratitude is being given to Community Hospice and to the staff at Bethel Retirement Home for the care they showd Fred. Thank You!! His survivors include his long time companion Elnora VanWey; his sons Fred Costa Jr and his wife Rita ofTexas; Jerry Foster and his wife Paulette of Nevado: Herman Costa of Modesto; and Dan Costa and his wife Denise of Modesto; numerous grandchildren and greatgrandchildren; his siblings: James "Rocky" Costa and his wife Jan of Tuolome; Don Costa and his wife Jean of Turlock; Dolores Coelho and her husband Jim of Turlock; and Francis Costa and his wife Marylou of Ceadar Falls, Iowa; and

numerous nieces and nephews. He was preceded in death by his siblings: Helen Wedel; Evelyn Borges; Tony Costa; Lawrence Costa and Louie Costa. Franklin & Downs Colonial Chapel have been entrusted with the arrangements. A prayer service was held on Monday, March 12,2012 at 100m at Franklin & Downs Colonial Chapel 704 12th St., Modesto. His final resting place was in Lakewood Memorial Park. Tribuna Portuguesa envia condolências a toda a família Costa

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Take me out To the ball game Take me out With the crowd Buy me some peanuts And crackerjack I don't care if I never get back Let me root, root, root For the home team If they don't win It's a shame For it's one, two Three strikes you're out At the old ball game!

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1 de Abril de 2012

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ENGLISH SECTION

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Aristides de Sousa Mendes remembered across US during 2012 Yom Hashoah opportunity arises to say ‘thank you’ for something as monumental as being alive,” said Dr. Olivia Mattis, co-founder of the Sousa Mendes Foundation. “Aristides de Sousa Mendes was harshly punished by his government for his action, and his family suffered terribly as a result. This event will be a unique occasion for the rescued families to learn about their own history and to thank the family that suffered so that they might live,” she added. There will be a second screening of the film at the Cinema Arts Centre on Sunday, April 22, 2012 at 10:15 a.m., accompanied by a bagel brunch.

EAST COAST On Holocaust Remembrance Day (Yom Hashoah), Wednesday, April 18, 2012, there will be an unprecedented gathering of families rescued from the Holocaust by Aristides de Sousa Mendes, the “Angel of Bordeaux,” during which they will have the opportunity to meet one another, learn about their shared history, and especially to meet and thank the grandson of the man who enabled them to escape the Nazis. Aristides de Sousa Mendes was the Portuguese Consul General stationed in Bordeaux, France, during World War II. His government had issued strict orders to all its diplomats, in a document called Circular 14, to deny visas to Holocaust refugees seeking to escape Occupied Europe through Portugal. Sousa Mendes defied these orders and issued Portuguese visas to an estimated 30,000 people in May and June of 1940 in an operation described by the Holocaust scholar Yehuda Bauer as “perhaps the largest rescue action by a single individual during the Holocaust.” The rescued families ended up in the United States, Canada, Brazil, Israel, Australia and elsewhere across the globe and began new lives, while Sousa Mendes himself was put on trial by the Portuguese government for “disobedience” and was harshly punished. The April 18th event, open to the

public, will begin at 4:00 p.m. at the Cinema Arts Centre, 423 Park Avenue, Huntington, NY, with the U.S. theatrical premiere of Disobedience: The Sousa Mendes Story, directed by Joel Santoni and starring Bernard Lecoq as Aristides de Sousa Mendes. The film will be introduced by Mr. Santoni and by Louis-Philippe Mendes, grandson of the hero. The film premiere will be followed by a buffet dinner, also at the Cinema Arts Centre. The event will continue at 7:30 p.m. at Temple Beth El, 660 Park Avenue, Huntington, NY, with a ceremony in memory of the victims and heroes of the Holocaust. The featured speaker will be Dr. Sylvain Bromberger, professor emeritus at MIT and a recipient of a life-saving visa from Aristides de Sousa Mendes. “This year, along with remembering the six million who died, we will honor the families who survived and the heroes like Sousa Mendes who made that survival possible,” said Rabbi Jeffrey Clopper of Temple Beth El. “Among the terrible darkness of those times, there were small shimmering lights to be found, righteous individuals who demonstrated remarkable strength, courage and moral fortitude. Aristides de Sousa Mendes was one such person. He worked tirelessly to save men, women and children who faced certain death at the hands of the Nazis,” he continued. “It’s rare when the

Wednesday, April 18, 2012 4:00 p.m. Cinema Arts Centre, 423 Park Avenue, Huntington, NY. U.S. theatrical premiere of film Disobedience: The Sousa Mendes Story introduced by the filmmaker Joel Santoni and Louis-Philippe Mendes, grandson of Aristides de Sousa Mendes, and in the presence of families who were rescued by Aristides de Sousa Mendes; buffet dinner to follow ($20 Cinema Arts Centre members/$25 non-members — price includes dinner). 7:30 p.m. Temple Beth El, 660 Park Avenue, Huntington, NY Yom Hashoah Observance honoring the memory of the victims of the Holocaust and with special emphasis on the Portuguese rescuer, Aristides de Sousa Mendes, Righteous Among the Nations. Keynote address by Dr. Sylvain Bromberger, Sousa Mendes visa recipient, followed by complimentary coffee and dessert. Sunday, April 22, 2012 10:15 a.m. Cinema Arts Centre, 423 Park Avenue, Huntington, NY. Bagel brunch followed by a second screening of Disobedience: The Sousa Mendes Story ($9 Cinema Arts Centre members/$13 non-members). For ticket information please contact the Cinema Arts Centre box office at (631) 423-7611.

WEST COAST Beginning Monday, April 9, 2012 the exhibit “These are my people! The story of Aristides de Sousa Mendes” will return to Silicon Valley, opening at the Santa Clara County Government Building and starting on Saturday, April 21 at the Levy Family Campus Jewish Community Center. The nationally touring exhibition tells the story of the heroic actions of Aristides de Sousa Mendes, who helped 30,000 people escape the horrors of World War II. The exhibit is free and open to the public in both venues. It is sponsored by the Community Relations Council of the Jewish Federation of Silicon Valley, in partnership with the Sousa Mendes Foundation. The Santa Clara County Board of Supervisors is the venue host at the downtown

San José location, and the Levy Family Campus Jewish Community Center is the venue host in Los Gatos. Through his work as a Portuguese diplomat, Sousa Mendes created an escape route through Spain, to Portugal, for World War II refugees. Holocaust historian Yehuda Bauer has called his heroic feat “the greatest act of rescue by a single individual during the Holocaust.” Sousa Mendes was censured by his country’s government and died in poverty in 1954. These are my people! tells the story of Sousa Mendes through 20 panels of photographs, documents and text. The County exhibition is being presented in conjunction with the Santa Clara County Holocaust Remembrance Ceremony on Tuesday, April 17 at 4:00 p.m. in the Council Chambers, featuring Sheila Abranches, Aristides de Sousa Mendes’ granddaughter. The Los Gatos exhibition is presented in conjunction with the special event “Heroic Diplomats of WWII” on Sunday, April 29 at 6:30pm in the Auditorium of the Levy Family Campus Jewish Community Center, co-sponsored with the Addison-Penzak Jewish Community Center for Jewish Life and Learning. Along with the exhibition the event features a screening of “The Rescuers”, a film by the Emmy Award-winning filmmaker Michael King which uncovers the largely unknown stories of 13 heroic diplomats who, like Aristides de Sousa Mendes, saved thousands of Jews at tremendous personal cost to their own lives. “One cannot hear the story of Sousa Mendes’ immense bravery and integrity, without feeling personally inspired and also better understanding the Talmudic verse that says “whoever saves a life, it is considered as if he saved an entire world,”

said Eric Rosenblum, chair of the Community Relations Council of the Jewish Federation of Silicon Valley. For more information, please contact Diane Fisher, Director of the Community Relations Council of the Jewish Federation of Silicon Valley, or diane@jvalley. org. www.jvalley.org/jcrc. April 9 – 20, 2012 Santa Clara County Government Building 70 W. Hedding St., San José Ground floor breezeway, 8am – 5pm, Monday - Friday Tuesday, April 17, 2012, 4 PM Santa Clara County Supervisors’ Chambers 70 W. Hedding St, San José April 21 – May 4 Levy Family Campus Jewish Community Center 14855 Oka Road, Los Gatos Ground floor lobby, 5am-10pm Monday – Friday, 7am – 7pm Saturday-Sunday

ABOUT SMF Founded in 2010, the Sousa Mendes Foundation is dedicated to honoring the memory of Aristides de Sousa Mendes and to educating the world about his good work. It has a twofold mission: raising funds for the creation of a Sousa Mendes Museum and Human Rights Center in Portugal, and sponsoring US-based projects that perpetuate the legacy of Aristides de Sousa Mendes. The Foundation’s major current initiative is a Visa Recipient Database Project, for which it is seeking to identify, locate and contact families worldwide who were rescued by this hero. The foundation was selected as The Portuguese Tribune’s 2011 Organization of the Year. The foundation’s website is www. sousamendesfoundation.org.


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COLABORAÇÃO

1 de Abril de 2012

California Chronicles

Ferreira Moreno

S

an Pablo, the name of the great apostle and missionary, St. Paul, is attached to a number of important features in Contra Costa County, namely San Pablo Bay, Strait, Point, Creek, Reservoir, Dam and, of course, the city itself. The tip of Point San Pablo is still cluttered with glimpses of burnedout remains from the West Coast's last whaling station, where whalers hauled in gray whales and other species until 1971, when the business was shut down by federal order after the United States banned commercial whaling. Presently, the area is off limits for public access. San Pablo townsite dates its inception to 1823 when Rancho San Pablo was granted to Francisco Maria Castro (1773-1831), married to Maria Gabriela Berryessa. The family had eleven children. The youngest, Maria Martina, was married to Juan Bautista Alvarado, the 12th Mexican governor of California (1836-42). In 1864, when the Catholics living in and around the townsite of San

Pablo convened to build a local lchurch, it was Alvarado who donated the land for that purpose. Logically, the church was named St. Paul's after the ranch's patron saint. Reportedly, the church was dedicated in July 1864 by Archbishop Joseph Sadoc Alemany as an official mission of Oakland's St. Mary's parish. Five years later, however, it was raised to parochial status and given its own resident pastor. According to George Emanuels (1), "a large group of Portuguese moved onto the ranches around San Pablo in 1853. For a long time they were the dominant element in San Pablo. They maintained strong fraternal activities, and their religious festival, the Holy Ghost parade, banquet and dance, held annually, became the best attended of all the social activities in the community." Robert Daras Tatam (2) stated: "Many Portuguese sailors who had originally visited San Pablo in whaling boats came back in the 1850's to buy farms. The former sailors and their families brou-

San Pablo and the Portuguese ght a centuries-old tradition with them from the old country, the Holy Ghost Festival. I't has been held annually in San Pablo for more than a hundred years. Some of the events include the crowning of a queen by the parish priest, a parade to and from the church, and a dance at the hall. There is

also a feast featuring SOPAS, a special seasoned gravy with meat eaten with French bread." In fact, the San Pablo Holy Ghost Association was organized by the Portuguese in the 1880's with the primary purpose of celebrating

the Holy Ghost Festa once a year. In 1908 the association purchased two and one-quarter acres of land, located at Church Lane near San Pablo Avenue, where a chapel and the social hall were built. The hall became known as Maple Hall, apparently because of its beautiful maplewood dance floors. The original hall was destroyed by fire in 1944, but shortly after the fire the Portuguese constructed a new and sturdier structure also known as Maple Hall. In 1975 the City of San Pablo acquired the two and one-quarter acres of land from the association and built the San Pablo Civic Center. However, the association still owns part of the complex known as the Madeira Room. At the entrance of the Civic Center there is an "Original Site Monument" dedicated to the history of the Portuguese and their contributions to the city of San Pablo. (3)

The adobe house where the Alvarados resided during their retirement years, was torn down in 1954, but it was later replaced with a repltca, built on the same site in 1976. The Alvarado Adobe is presently located on Alvarado Square, at the corner of Church Lane and San Pablo Avenue, displaying State Historic Landmark Number 512. A1vararado Square is part of the San Pablo Museum and Historical Society, and the complex also houses San Pablo city offices. (1) California's Contra Costa County, An llustrated History, Panorama West Books, Fresno, California, 1986. (2) Old Times in Contra Costa, Highland Publishers, Pittsburg, California, 1996, (3) The Holy Ghost Festas, A Historic Perspective of the Portuguese in California, Portuguese Chamber of Commerce of California, San Jose 2002.

Portuguese Immigrant Week After a lapse of a couple of years, the Portuguese Immigrant week once again will be celebrated, this time to include all the communities throughout our State of California where our distinguished and immortal Portuguese Immigrants established their roots and left us heirs to a boundless legacy of culture. and traditions. A committee that is still in formation met informally before Christmas. The committee comprised of Jacqueline Monteiro Flynn, husband, Joe; Richard Castro, Timothy Borges, Isolete Gracio, Joanna V. Camara, husband, Jose; Dr.Decio Oliveira, and wife, Helena. Others throughout the State

were invited to participate add plan activities in their local communities for this homage to our great immigrants be celebrated on a state-wide basis. Scheduled dates of festivities, all tentative at the present: March 2, 2012 - March 15, 2012. This worthy and justifiable "Week of the Portuguese Immigrant," dates back to-a~proclamation signed in 1967 by then California Governor, the former U.S. President, Ronald Reagan. Preceding this historical document, and leading up to this act was the unveiling of the Statue of the Portuguese Immigrant on March 13, 1964 in Root Park in San Leandro. This was the impetus that started the mo-

vement requesting that more be done to honor the achievements of our illustrious immigrant. The result was the second week of the Month of March of each year be dedicated to our heroic pioneers. This year celebrating it's 45th anniversary. The program will revolve around activities beginning in the City of San Diego and the Cabrilho National Monument, also the Artesia area, San Jose, San Leandro, Turlock, and many other locations and many more commmnity panticipants.

Joanna V. Camara Committee Member

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COMUNIDADE

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Gertrudes Martins - 100 anos

No dia 3, de Março de 2012, celebrou os seus 100 anos de vida Gertrudes Soares Martins. Nasceu a 3 de Março de 1912, na freguesia de São Bartolomeu dos Regatos, no lugar do Pesqueiro, filha de João Joaquim Soares e Rosa Vieira Soares, de uma familia de 12 filhos (as), foi a décima a nascer. No dia 26 de Maio de 1941, casou com João Inácio Martins (já falecido) e que era da mesma freguesia, e de uma família de 11 filhos (as), e fixaram residência no lugar dos Regatos. Gertrudes é mãe de 3 filhas, Liduina Martins Macedo, casada com Gabriel Macedo, residentes no Rio de Janeiro, Brasil; Almerinda Martins Almeida, casada com Ildebrando Almeida, residentes em Tulare, e Goretti Martins Borges casada com David Borges, residentes em Tulare. Tem 10 netos (as), 9 bisnetos (as),

e 1 trisneto. No dia do seu aniversário juntou toda a família, incluindo a cunhada, a unica vivente dos Martins, Carmina Martins viuva de José Martins (Vigairinho), todos os sobrinhos, ex-vizinhos da porta de São Bartolomeu, e muitos amigos amigos. Foi surpreendida pelos que vieram do Brasil, Canada e de New Jersey. Continua com a sua mente muito lúcida, falou e relembrou muitas coisas do passado e presente. Os netos e sobrinos-netos tocaram musica para ela, incluindo a chamarrita, em que ela dançou alguns passos da mesma com a filha Almerinda, e com a moda “Só só mais um” ela tomou um traçado com o neto Michael Borges. O seu passatempo durante o dia é ouvir o programa de Rádio de Miguel Canto e Castro, ler as

suas orações e o Portuguese Tribune no dia em que o mesmo chega no correio, ouvir as notícias da RTPi, ver os jogos de futebol, especialmente os do Sporting, pelo qual ás vezes reza uma Avé Maria para que as coisas corram

bem no campo. Continua a gostar de ouvir concertos de filarmónicas, ver umas touradas e danças de carnaval, ouvir as notícias do Fox News às 10 da noite e regressa ao seu quarto para descanssar até ao próximo dia.

Gertrudes Martins e toda a família agradecem a todos quantos compartilharam com ela este dia tão memorável, com a promessa de todos se encontrarem de novo no seus “101”. Texto e fotos de D.B.

Canto e Castro Casamento Elegante Miguel A Despedida depois de 51 anos a fazer Rádio Caríssimos amigos ouvintes do Programa "Saudades da Nossa Terra"

Realizou-e no dia 18 de Fevereiro, no The Bridges Golf Club, em San Ramon, o casamento de André Ribeiro e Maly Nguyen. O noivo é oficial da Polícia de San José e a Maily, trabalha numa importante empresa, como Especialista de Empréstimos Bancários. Os pais do noivo são Liliana e Mário Ribeiro e a mãe da noiva Than Tran. O jovem casal reside em San José e vai brevemente passar a Lua-de-mel ao Hawai. Parabéns.

Hoje tenho uma notícia a dar-vos que talvez seja alegre para uns e triste para outros. Ei-la: esta nossa emissão de hoje - 2ª Feira, 19 de Março de 2012 - será a última emissão do Programa Saudades da Nossa Terra, depois de 50 anos, 8 meses e 11 dias (Julho 2, 1961). Agora quero-vos dar a razão desta nossa decisão. Todos devem estar lembrados que no dia 1 de Dezembro de 2005 o programa passou a emitir mais uma hora, portanto, das 8 até às 10. De certeza que a maioria de vós devem ter pensado que deveria haver mais anunciantes e que naturalmente o programa precisava de mais uma hora. Pois foi exactamente o contrário! A economia do País piorou e o programa perdeu mais de metade dos seus anunciantes. Chamei o amigo Tony Vieira e disse-lhe que não podia continuar e que ia terminar o programa. O Tony foi falar com a Sra. Odelta

Pereira, que quando ouviu da minha decisão, disse imeditamente que o Tony arranjasse alguma maneira de eu continuar com o programa. Foi então que, entre a dona da Estação, Sra. Odelta Pereira, o nosso Tony e eu , nasceu um novo contrato. Eu deixava de ser um produtor independente, fazia uma hora para a estação (das 9 às 10), passava também a traduzir e gravar anúncios e os poucos assinantes meus, passavam a pertencer à Estação KIGS. Aceitei, e nunca me arrependi. Desde esse dia em Dezembro de 2005, já lá vão 6 anos e 3 meses, que nunca mais recebi um centavo que fosse. Mas foi assim que eu aceitei, e volto a repetir, "nunca me arrependi". Volto a falar da boa Sra. Odelta Pereira - a sua preocupação foi sempre a de bem servir a nossa comunidade portuguesa sem olhar a lucros... mas sim manter a Estação KIGS financeiramente estável e, claro está, sem prejuizo. Penso que esse fim foi sempre conseguido até hoje. Agora sim, ouçam e prestem atenção à letra da can-

ção "Outros Ventos" do Grupo Tributo: "Mudam os tempos e as vontades / Mudam os ventos, pensamentos e vaidades". E assim eu digo que chegaram outros ventos, outras vontades, novos donos apareceram com outras ideias e exigências e na minha idade já não há pachorra para mudanças, nem discussões. Eu nunca fiz vida da rádio e os ultimos 6 anos foram de e por amor à camisola. Infelizmente esses "amores à camisola" hoje em dia estão ultrapassados. Despeço-me agradecendo a amizade, apoio e boa vontade da nossa comunidade para com o meu programa. Agradeço também os muito anunciantes que ao longo de meio século me acompanharam, alguns desde o início. Que eu saiba este é o unico programa de língua portuguesa que ultrapassou os 50 anos. Devo essa façanha a todos vós, amigos e ouvintes do meu programa "Saudades da Nossa Terra". Até sempre!

Miguel Canto e Castro


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TRIBUNA PORTUGUESA

1 de Abril de 2012

The Portuguese Tribune, April 1st 2012  

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