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HUMANOS, GRAÇAS A DEUS!


JONATHAN MENEZES

HUMANOS, GRAÇAS A DEUS!

Em busca de uma espiritualidade encarnada


Copyright © Editora Novos Diálogos, 2013 Publicado no Brasil com autorização e com todos os direitos reservados.

Editora Novos Diálogos Rua Conde de Bonfim, 125 Cob.2 Rio de Janeiro - RJ - CEP 20.520-050 www.novosdialogos.com Twitter: @NovosDialogos Facebook.com/novosdialogos Equipe Editorial Clemir Fernandes | Flávio Conrado | Wagner Guimarães Capa e Diagramação Olga Loureiro

Catalogação na fonte Jônatas Souza de Abreu, CRB 4 - 1823 M543h

Menezes, Jonathan.

Humanos, graças a Deus / Jonathan Menezes. -- Rio de Janeiro:

Novos Diálogos, 2013.

220 p.: 15,5 x 23 cm.

ISBN: 978-85-64181-33-5.

1.Espiritualidade 2. Disciplinas espirituais3.teologia espiritual

4.Teologia da cultura. I.Título.

CDD 248.4 CDU 27-584.5


Para Cibele e Cauã. Tudo o que tem tornado minha vida mais bela e doce, simples e complexa, magnificamente humana e divina vem de vocês. É com muito amor e gratidão no coração que lhes dedico cada página deste livro.


Só te quero ajudar a reparar na importância capital do ‘fator homem’ no santo, no cristão. Por isso falaremos principalmente, não do que este há de fazer para alcançar a santidade, mas daquilo que o homem tem de humano e deve santificar. — Jesus Urteaga

Deus é mais plenamente Deus onde o homem se torna mais plenamente homem. — Harvey Cox


AGRADECIMENTOS A Deus, autor da minha existência, para o qual tudo o que sou e realizo graciosamente converge. À minha “grande família”, particularmente e com amor, aos meus pais, Zenir e Nelson, pela educação, pelo apoio, carinho e dedicação em todo o tempo que tenho vivido. Ao grande amigo e pai por afinidade e adoção Carlos Xavier, pela amizade e carinho, pelo exemplo de integridade e ministério profético, e por ter me dado o privilégio de fazer parte de sua família. Ao mentor e amigo Marcos Orison, por ter me empurrado muito cedo para o mundo dos livros teológicos, e servido de modelo para que me encantasse pela vocação ao magistério. Ao pastor e amigo Antonio Carlos Barro, por ter me incentivado a escrever há muitos anos, e por ter sido o primeiro a acreditar que esses escritos valiam alguma coisa. Aos parceiros de caminhada e conspiradores Flávio Henrique, Julio Zabatiero, Marcos Monteiro e Ziel Machado, por terem aceitado com tanto interesse e apreço o desafio de ler, criticar e endossar este livro. À Faculdade Teológica Sul Americana, pelo investimento e apoio, desde o tempo de estudante até agora, como docente, e aos inestimáveis colegas, alunos e professores, com os quais tenho partilhado nos últimos anos boa parte do que aqui subscrevo. Aos editores, Flávio Conrado e Clemir Fernandes, por terem depositado tanta confiança em meu trabalho, desde o começo com a revista, e agora com a publicação deste livro. Por fim, em especial, aos amigos e amigas que, por amizade, se fizeram leitores, e aos leitores e leitoras de tudo o que tenho escrito no blogue Escrever é transgredir e que, de repente, se fizeram apreciadores de caminhos muito parecidos.


SUMÁRIO

PREFÁCIO.............................................................................. 11 Introdução. . ....................................................................... 15 Parte 1 — Interioridade................................................... 19 1 Inquietude......................................................................... 21 2 Paradoxo. . ......................................................................... 25 3 Narcisismo........................................................................ 29 4 Mudança........................................................................... 35 5 Transgressão..................................................................... 41 6 Vaidade............................................................................. 45 7 Fragilidade........................................................................ 47 8 Oração (I).......................................................................... 53 9 Oração (II)......................................................................... 59 Parte 2 — Deus................................................................... 65 10 Transgressor. . .................................................................... 67 11 Vontade............................................................................. 71 12 Riso.................................................................................. 75 13 Mal. . .................................................................................. 79 14 Adestramento.................................................................... 83 15 Nascimento....................................................................... 89 16 Dança.. .............................................................................. 93 17 Santo................................................................................ 97 18 Religião........................................................................... 101 Parte 3 — Alteridade.. ..................................................... 107 19 Vida.. ............................................................................... 109 20 Amores. . .......................................................................... 113 21 Perdão............................................................................ 119 22 Diálogo . . .......................................................................... 125 23 Comunidade.................................................................... 129


24 Felicidade (I). . .................................................................. 137 25 Felicidade (II)................................................................... 143 26 Sexo.. .............................................................................. 149 Parte 4 — Teologia.......................................................... 155 27 Integridade...................................................................... 157 28 Nouwen........................................................................... 165 29 Nomear........................................................................... 171 30 Verdade (I)....................................................................... 179 31 Verdade (II)...................................................................... 189 32 Cultura............................................................................ 197 33 Pedras.. ........................................................................... 203 34 Eficácia........................................................................... 207 35 Fim . . ................................................................................ 211 Epílogo — O valor divino do humano......................... 215 Bibliografia........................................................................... 218


Prefácio Tenho um amigo, muito especial, do outro lado do mundo, de quem tenho saudades, em especial de nossas conversas. Ele deixou marcas profundas em meu coração pela forma como me ouvia e me convidava ao silêncio atento e à escuta amorosa. Todas as vezes que nos encontrávamos em algum país para as reuniões de trabalho, buscávamos um espaço livre na pesada agenda para nossas conversas, que tinham um formato bem peculiar. Funcionava da seguinte maneira: saíamos caminhando em determinada direção por uns quarenta minutos aproximadamente e durante este período ele me fazia algumas perguntas direcionadas às “coisas do coração”, a sonhos, preocupações, temores. Ele me escutava atentamente, nunca me interrompia ou fazia qualquer observação. Quando ele sentia que eu havia terminado de responder, propunha uma nova pergunta, e enquanto caminhávamos, eu ia elaborando minhas respostas de forma pensada, pausada e tranquila. Quase sempre me surpreendia com as novas correlações que surgiam enquanto eu me escutava respondendo a cada pergunta proposta. Logo descobri que devia levar sempre comigo algo que me permitisse tomar notas, para não esquecer o que surgia naqueles momentos. Aproximando-se da primeira hora de conversa, quando só eu falava, procurávamos um lugar para sentar e ali ele tentava verificar se havia entendido corretamente o que eu lhe havia dito. Com suas palavras fazia um breve resumo de minhas afirmações. Quando lhe assegurava de que havia me entendido corretamente, ele tomava algum tempo para pensar e depois me convidava a retornar ao nosso ponto de partida. Neste caminho de volta era o meu momento de ficar em silêncio para ouvi-lo atentamente. Às vezes ele comentava sobre minhas respostas, outras vezes fazia algumas sugestões de possíveis formas de aprofundar minhas reflexões, outras vezes me contava histórias, relatos de sua vida, experiências de aprendizados, compartilhava suas dúvidas ou preocupações. Seguíamos assim até concluir nossa cami-


nhada ao lugar de origem. Chegando ali, buscávamos outro lugar para sentar e ali orávamos juntos sobre o que tínhamos compartilhado. Por algum tempo tivemos a oportunidade de nos encontrar duas vezes por ano, cada vez em um lugar diferente, com a dinâmica de nossas conversas seguindo o mesmo padrão, até o dia em que chegou o momento da transição, já que ele já não estaria mais presente nestas reuniões que possibilitavam nossos encontros. Foi então que eu vi como aquela dinâmica de conversa havia criado raízes profundas em mim, de como me era necessário aquele tempo de mentoria compartilhada, da palavra que nasce do silêncio, do escutar atento e da oração. Na ausência deste amigo convidei outro amigo para seguir na mesma dinâmica, e até o dia de hoje sou profundamente abençoado por esta forma de aprender. Resolvi compartilhar com vocês este relato pois ao começar a ler este livro do meu amigo Jonathan Menezes tive a impressão de que ele também estava me convidando para uma caminhada, onde sou levado a, de forma atenta, ouvi-lo em profundo silêncio, e a considerar, sem pressa, suas ponderações. As palavras aqui contidas não são filhas do agito, bem ao contrário, foram geradas na escuta cuidadosa, no silêncio reverente, no desejo de fazer e de encontrar sentido. Com uma variedade temática organizada em torno de quatro eixos, somos relembrados de nossa humanidade e convidados a viver uma espiritualidade que não nos tira da história, mas que nos permita viver de forma integral a vida, com um profundo senso de gratidão a Deus. Como disse, ele nos convida a caminhar com ele, ouvi-lo, ponderar, questionar. Pode ser que em determinados momentos você se surpreenda com uma forma diferente de analisar determinada situação, ou que seus conceitos sejam confrontados. Neste momento é bom continuar ouvindo de forma reflexiva, afinal até aquilo que difere pode ser útil para fortalecer nossas próprias convicções; mas o desafio é continuar ouvindo de forma atenta. É com alegria que encorajo cada leitor(a) a fazer esta breve caminhada com Jonathan Menezes, um jovem teólogo, querido amigo, com quem tenho tido o prazer de correr algumas provas de corrida de rua mas que, quando escreve, muda completamente o ritmo, prefe-

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rindo caminhar ao nosso lado, compartilhando o que tem aprendido, desejoso de que suas reflexões animem a todos que com ele desejam fazer o caminho de volta àquilo que nos faz e nos mantém plenamente humanos, conforme a intenção daquele que nos criou. Obrigado amigo Jonathan por partilhar seus momentos e por nos convidar a esta caminhada, silenciosa, acolhedora, reflexiva e amorosa. Boa leitura! Ziel J.O. Machado

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INTRODUÇÃO Antes mesmo de começar a escrever este ou qualquer outro trabalho, coloquei-me como leitor-observador do que os grandes escritores de meu tempo e do passado fizeram — e este livro é resultado dessas observações, que se conjugam ora com um olhar mais analítico (mais próximo do acadêmico), ora com um olhar mais pessoal e apaixonado. Este breve olhar metodológico serve antes para meu senso de orientação e propósito aqui. É fruto também de muitas das percepções que venho partilhando com amigos e alunos nestes anos de sala de aula — nos quais aprendi que o conteúdo deixa de ser relevante quando desvinculado da vida e seus modos de ser e fazer. Elas não apenas justificam, mas demarcam o caráter de “busca” que procurei dar às reflexões reunidas neste livro. Venho escrevendo este livro há alguns anos. Ele nasce de minhas ainda precoces peregrinações pelo mundo da teologia e da vida. Não foi programado de antemão. Contudo, há um cantus firmus nessa caminhada de vida e reflexão em busca de uma espiritualidade encarnada, que, mesmo despretensiosamente, acabou por dar coesão e coerência à maioria dos ensaios aqui reunidos. A este “canto” resolvi dar um título, que é parte afirmação-celebração, parte denúncia-protesto: Somos humanos, graças a Deus! Mas, por que eu escrevo? Por que desejo relatar minhas percepções, pensamentos e resultados de pesquisa em um livro? Afinal, qual a finalidade e função disso? Mais um livro, dentre tantos? Para quê? Minha resposta mais imediata à questão poderia ser: escrevo porque o ato de escrever me ajuda a articular meus pensamentos para que não vagueiem ao ponto de se dispersar ou se perder. Em outras palavras, quanto mais escrevo, melhor eu penso e articulo meu discurso, minha própria maneira de dizer. Na escrita, como em qualquer outra “arte de fazer” (Michel de Certeau) vale a máxima de que é a prática que conduz à perfeição. Escrevo também porque a escrita me transforma, dá asas à chance do encontro, do diálogo, do crescimento e, com eles, a possibilidade de modificar nem que seja uma mínima e quase insignificante


parcela do mundo — aquela que acredita no poder revolucionário de livros e leitura na vida de alguém. Minha história, e as de tantos outros, tem sido prova disso. Para quem eu escrevo? Em primeiro lugar, como já deve ter ficado evidente, para mim mesmo, como forma de aprendizado e de externalização de ideias que fervilham e sentimentos que transcorrem — ainda que as ideias sejam mutáveis e os sentimentos perigosos, e até por isso é preciso deixar o texto “de molho” quando se escreve tomado por eles. Em segundo lugar, escrevo para gerar algum tipo de impacto, por menor que seja, mesmo que de indignação em alguém — mas é óbvio que a intenção é fomentar o bem nas pessoas. Escrevo, enfim, porque quero provocar a fome de pensar! Mas o que busco, afinal? Uma experiência, um modo de ser, pensar e agir que preconizem a convergência entre o cristão e o humano, entre o santo e o profano, entre ser discípulo e ser gente, de acordo com o tipo de gente que Jesus foi — verbo encarnado, chamado de “glutão e beberrão”, amigo de pecadores, que chorou, sorriu, festejou e sofreu. E, mais que isso, defendo que viver a fé cristã, buscando fidelidade ao Cristo, não nos isenta de ter de encarar a nós mesmos tal como somos no mais profundo do ser, com nossas virtudes e bondade, bem como nas nossas idiossincrasias, pecados e demônios. Lembrando do que disse Padre Brown, personagem de G.K. Chesterton: “Sou um homem... e, por isso mesmo, tenho todos os demônios do mundo em meu coração”1. E, também, das palavras autobiográficas de Leonardo Boff: “Participo, penosamente, da condition humaine onde vige a porção sim-bólica junto com a porção dia-bólica. Sou teólogo mas também pecador. Peregrino e também me desgarro. Por isso sou devedor de desculpas e suplicante de perdão”2. Igualmente, pontuarei que a vida na fé não nos blinda contra as intempéries naturais dessa existência debaixo do sol — seus paradoxos, seu inventário de possibilidades boas e ruins — nem é um convite para que nos retiremos da história, ou para que deixemos de nos envolver visceralmente nela. Não! Ser humano, conforme os rastros de 1 Chesterton, 2011: 191. 2 Boff, 2008.

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humana-divindade e o exemplo deixados por Jesus, significa assumir a identidade, a história e o devir humanos num tempo, espaço e cultura específicos para, assim, e somente assim, poder ser parceiros do Espírito nas revoluções e transformações que Ele vem realizando nesta mesma história desde seu alvorecer, e após a ressurreição. Por fim, uma das vantagens que você, leitor(a), tem ao se debruçar sobre este livro, é que pode lê-lo sem pressa, aos poucos, aleatoriamente — isto é, não necessariamente seguindo a sequência nele proposta —, e com o mesmo espírito que me moveu enquanto escrevi estas linhas: o de caminhante, peregrino em busca das surpresas que o caminho reserva. Boa viagem!

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INQUIETUDE

Por que estás abatida, ó minha alma? E por que te agitas dentro de mim? — Salmo 42

Existe conversa mais crucial que aquela travada com a própria alma? Pois é o que o salmista faz no repetido verso da canção de profunda angústia e inquietação por ele entoada no Salmo 42, na qual convida sua alma para um bate-papo, querendo entender a razão de tanto abatimento. Uma das coisas mais sadias e razoáveis que alguém pode fazer quando não dá conta de algo é ser honesto consigo mesmo, com os A vida na fé — não a infantil, outros e com Deus. No caso do salmas a que ruma para a matumista, essa honestidade se apresenridade —, ao contrário do que ta na forma de perguntas: Por que muitos pensam, é opção por me sinto tão abatido? Até quando situações e posturas contraditóessa situação vai perdurar? Onde rias do ponto de vista humano. É está o meu Deus? Por que permauma vida aberta às possibilidanece calado por tanto tempo? des e ao paradoxo. Perguntas como essas evidenciam dúvidas e temores que assolam até o mais seguro de si — embora gente muito segura de si tenha a tendência a não abrir mão de sua fachada de austeridade — e cujas respostas não são simples nem exatas. Aliás, em se tratando da vida e do sofrimento humano nada pode ser simples ou exato. Por isso a linguagem dos trovadores e profetas é recheada de honestidade, paradoxos e de bela, ilógica e não equacionável poesia.


A inquietude, quando não abafada com consolos artificiais, atrai e torna-se parceira dos paradoxos. O paradoxo pode até existir fora da mente, mas não pode ser reconhecido sem que se dê lugar à inquietude, a qual provoca o pensamento que nos desperta quando algo não vai bem e nem, necessariamente, irá ficar bem — ao menos não do jeito desejado, tampouco com falsas garantias, do tipo “Basta acreditar, que tudo vai dar certo!”. O enfrentamento do paradoxo, por sua vez, promove, na linguagem do poeta, o que chamo aqui de aceitação inquieta — a aceitação que não se confunde com mera rendição. Ou seja, aceitar uma determinada condição não implica em se render ou resignar-se. Por exemplo: reconhecer e aceitar que a política no Brasil é permeada por corrupção não implica em se render à falácia de que todo mundo que nela se envolve é ou fatalmente será um corrupto, ou que nada pode ser feito a respeito da corrupção. Ademais, a realidade não se reduz ao que vemos. O que se vê é apenas uma parte do real, tanto quanto o olhar em si é parcial. Como bem disse Paulo, “agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho...” (1Co 13.12). Assim, aceitação inquieta é aquela que indica a presença de uma fé que não banaliza nem suprime a realidade tal como a vemos ao mesmo tempo em que afirma, mesmo relutando, a possibilidade e a imperiosidade de sua transformação. Por esta razão, a linguagem dos salmos — tão recheada de expressões como “por que” e “até quando” — também vem temperada com “contudo”, “apesar de” e “ainda que”, denotando fé na presença, persistência e fidelidade divinas em meio às mais variadas circunstâncias. O silêncio, e aparente ausência, de Deus não é sinal de indolência ou paralisia de sua parte, assim como minhas eventuais dúvidas, reclames e inquietações também não são sinais da falta ou morte da fé em mim. Pelo contrário, a inquietude não apenas provoca na mente o encontro com os paradoxos, como retira a fé dos escombros da passividade e da falsa retidão, tornando-a um organismo vivo, atuante e em constante transformação. A maturidade, desta forma, está mais para um tesouro a ser perseguido pelos cantos da existência e ao longo da vida na fé, que para um

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porto seguro onde se pode atracar de uma vez por todas. A soberba, ou o chamado “orgulho espiritual”, é que precisa de portos seguros de tal natureza. A “paz que excede todo entendimento” não excede, mas existe paradoxalmente no meio de todo sofrimento, dúvida e inquietude que possamos ter. A fé bíblica se alimenta, então, de uma espera inquieta e de uma inquietude expectante, em que uma mesma pessoa pode, em tom realista, indagar: “Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim?”. E ainda assim em tom esperançoso declarar: “Espera em Deus, pois ainda o louvarei” (Sl 42.11).

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