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jornal novo varejo, líder em comunicação para o varejo de autopeças

Em visita ao Brasil, especialista em varejo John Ryan fala sobre as tendências do setor pág. 10

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Veja quais são os atributos mais valorizados pelos varejistas na escolha da marca vendida na loja pág. 38

ano 18 outubro 2011

Desenvolvimento sustentável

exige conscientização do varejo Evento dirigido aos engenheiros da mobilidade antecipa novidades da indústria

Fabricantes e sistemistas mostram suas inovações tecnológicas no SAE Brasil 2011 pág. 54

Novo índice mede satisfação do varejo com a distribuição de autopeças pág. 12

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Ações sociais estão entre as primeiras atitudes que devem merecer atenção dos empresários varejistas

A expansão da economia no longo prazo só é viável se ocorrer em bases socialmente inclusivas e ambientalmente neutras. O mercado de manutenção de veículos tem dado exemplos de boas práticas para o desenvolvimento sustentável, mas no varejo o conceito ainda dá os primeiros passos. pág. 46

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editorial

Por Claudio Milan claudio@novomeio.com.br

www.novomeio.com.br

Chegou o Índice Novo Varejo Prestar serviços de verdadeira relevância ao mercado de manutenção automotiva criando soluções inéditas para o setor é algo que o jornal Novo Varejo vem fazendo desde sua primeira edição. Quem nos lê há tempos já se acostumou a encontrar inovações permanentes em nossas páginas – muitas delas repercutindo também fora do ambiente editorial. Nossa filosofia – na verdade, nossa obrigação – é fazer sempre o que ninguém fez. Não nos interessa requentar ideias e repetir fórmulas. Nesta edição, mais uma vez apresentamos um serviço inovador, que estabelecerá uma inédita referência em direção às melhores práticas da distribuição de autopeças em todo o país. Está nascendo aqui o Índice Novo Varejo (INV), um indicador que irá medir mensalmente a satisfação dos varejistas de autopeças com os serviços prestados pelos distribuidores de componentes automotivos. Para realizar este importante trabalho, nos unimos ao respeitado Instituto da Qualidade, entidade que conhece em profundidade o aftermarket independente. É do IQ a metodologia

criada para a apuração do índice, assim como a tabulação dos dados e a interpretação dos resultados – que você começa a conhecer na página 12. Mensalmente, o Índice Novo Varejo vai funcionar como uma preparação para a pesquisa anual “Os maiores e melhores em distribuição de autopeças”, que completa nosso leque de avaliações à fundamental atividade exercida pelas empresas que abastecem o varejo em todo o Brasil. Porém, é importante destacar que, ao contrário da pesquisa, o INV não investiga a satisfação dos lojistas em relação às empresas, mas sim com o segmento como um todo, a partir de atributos determinados pelos próprios varejos. Com o passar do tempo, o INV permitirá a criação de bases comparativas mês a mês, resultando em uma ferramenta valiosa para a estratégia de atuação dos distribuidores de autopeças – que terão em mãos as curvas de satisfação dos clientes em relação a seus principais serviços e poderão, com isso, detectar e corrigir as carências do segmento em que atuam. E assim prestamos mais um serviço consistente e criativo ao mercado, com vocação para contribuir com a evolução das re-

Com o passar do

tempo, o INV permitirá a criação de bases comparativas mês a mês, resultando em uma ferramenta valiosa para a estratégia de atuação dos distribuidores de autopeças

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lações que regem a cadeia de negócios do setor. É assim que se faz diferente. Evolução também é uma palavra-chave para a nova editoria que inauguramos nesta edição. A partir de nossa matéria principal deste mês, vamos dedicar agora um espaço fixo para a sustentabilidade. E nem é preciso explicar muito os motivos desta decisão. O universo do automóvel cada vez mais está presente nas discussões que envolvem o desenvolvimento sustentável. Aqui no Brasil, a questão está mais visível no pilar da preservação do meio ambiente, mas – como você verá em nossa reportagem – a questão vai muito além disso. E, graças a essa amplitude de conceitos, há infinitas possibilidades de engajamento dos varejos de autopeças na prática do desenvolvimento sustentável. Em nossa nova editoria, vamos tratar de todos esses conceitos e, especialmente, dar espaço para que as pessoas e as empresas do mercado possam não apenas divulgar suas ações, mas também mostrar todos os atalhos do caminho das pedras que eventualmente tenham percorrido até viabilizar suas atitudes responsáveis. O desenvolvimento sustentável não é mais apenas uma tendência nem uma atitude reservada às grandes corporações. É, acima de tudo, uma rotina que deve ser implementada não apenas em nossas atividades profissionais, mas também em nossas vidas. É a criação e o amadurecimento de uma consciência que renova a esperança de que, apesar de tudo a que assistimos dia após dia, ainda é possível acreditar na essência positiva de ser humano.

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Ano 18 - # 203 - outubro de 2011 Distribuição nacional Tiragem de 25.000 exemplares

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sumário

outubro de 2011

Especialista norte-americano em varejo defende ações simples e bom humor 10,0 no dia a dia da loja.

Cartão BNDES é ferramenta importante para financiar as compras do varejo de autopeças.

ÓTIMO

10

9,5

18

9,0

BOM

8,5 8,0 7,5

REGULAR

7,0 6,5 6,0 5,5 5,0

RUIM

4,5 4,0 3,5

46

PÉSSIMO

3,0 2,5 2,0 1,5 1,0

Consolidação dos conceitos de desenvolvimento sustentável na reposição passam pela adesão do varejo às práticas responsáveis.

HÁ 100 EDIÇÕES

12

INV – Índice Novo Varejo mede satisfação dos varejistas com os distribuidores de autopeças.

54

Fabricantes de autopeças e sistemas automotivos antecipam suas tecnologias inovadoras no Congresso e Exposição SAE Brasil 2011.

Reposição em expansão

Destaques do mercado de autopeças 100 meses atrás, uma história que só o Novo Varejo pode contar A Automec é um evento que supera suas próprias marcas a cada edição realizada. Em 2003, a sexta edição da feira era avaliada como a melhor de todas. Na edição 103, o Novo Varejo apresentava a cobertura completa do evento. Os executivos entrevistados exaltavam o caráter mais profissional dos visitantes e a busca por contatos e relacionamentos que pudesse resultar em negócios efetivos.

Um dado interessante é que, há 100 meses, o assunto predominante na feira foi exportação. Outra questão importante tratada era a elevada taxa de juros básicos da economia, na época na casa de 26,5% ao ano. Um castigo severo para a indústria de autopeças. Segundo levantamento feito pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, os

juros representavam então 25% dos custos de produção no caso dos componentes automotivos. INTEGRAÇÃO Na edição 203, o novo varejo trazia também uma entrevista com o novo gestor do GPE, Werner Odenheimer. O GPE – Grupo de Planejamento Estratégico antecedeu o GMA – Grupo de Manutenção Automotiva. Suíço radicado no Brasil desde 1957, Odenheimer inicia-

va sua gestão admitindo as dificuldades que encontraria pela frente, mas feliz com o desafio. “Nós queremos incentivar o treinamento gerencial, pois estamos sentindo que uma das recomendações dos grupos de trabalho é para que melhore o treinamento gerencial de muitas empresas de toda a cadeia, especialmente aquelas empresas familiares que são carentes de gerenciamento. A disseminação da informação

técnica é um ponto crítico. Acho que todos os elos da cadeia têm que aprender a enfocar o principal, que é o consumidor final, mesmo que o seu cliente não seja de fato o cliente final. Nem sempre essa visão é muito clara. Eu acho que a cadeia toda tem de aprender cada vez mais a incrementar valor, não só pegar uma peça aqui e levar para lá. Há muitas maneiras de agregar valor”, analisava o entrevistado.

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Sumário NV203.indd 4

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indicadores

outubro de 2011

Faturamento do e-commerce Inflação do Carro sobe 0,65%em setembro deve crescer 36% em 2011 Estimativa feita pela Empresa de Inteligência e Comércio Eletrônico (Ebit) e apresentada em evento promovido pela FecomercioSP prevê faturamento de R$ 18,7 bilhões para o comércio eletrônico em 2011. Esse montante representa um crescimento de 36% em relação ao ano passado, quando faturou R$ 14,8 bilhões. O Brasil é o quinto país com maior número de

usuários de internet (80 milhões), com 27 milhões de consumidores eletrônicos. Somente esse ano, 4 milhões de pessoas fizeram sua primeira compra online, sendo que 61% pertenciam à classe C. Eletrodomésticos e produtos de informática lideraram as vendas virtuais no primeiro semestre deste ano. Na sequência, aparecem os produtos de informática, saúde, beleza e

Depois de uma leve deflação em agosto (- 0,28%), a Inflação do Carro teve alta de 0,65% em setembro. Segundo análise da Agência AutoInforme, responsável pela apuração do índice, os combustíveis continuam pressionando os custos para manter o automóvel para cima, e outros itens vêm registrando altas expressivas em 2011. No total, o motorista está pagando, na média, 6,57% mais caro para

medicamentos, livros e assinaturas de jornais e revistas e eletrônicos. Para o CEO e criador do Busca Descontos, site que reúne cupons de descontos de grandes redes varejistas do Brasil, o crescimento do poder aquisitivo da classe C, a popularização da internet e a grande quantidade de lojas virtuais são fatores que colaboram com o atual crescimento do e-commerce.

andar e fazer a manutenção do carro este ano. Entre as peças de reposição, o jogo de velas subiu 17,01% nos nove primeiros meses do ano. Em setembro o item que mais subiu foi o álcool, (2,47%), seguido do estacionamento (2,26%) e lavagem (2,16%). Já a lona de freio (-0,72%), o balanceamento (-0,59%) e a correia dentada (- 4,86%) foram os itens que mais caíram no mês.

Itens que mais subiram

Produção de veículos cai 19,7% em setembro números divulgados pela Anfavea, as vendas de veículos no mercado interno, incluindo nacionais e importados, chegaram a 311.648 unidades, também queda na comparação com agosto (4,9%), mas crescimento de 1,5% sobre setembro de 2010.

Produção

No acumulado dos primeiros nove meses de 2011, foram produzidos 2.604.108 veículos (+ 3,3% sobre o mesmo período de 2010) e as vendas somaram 2.682.706 unidades (+ 7,2% na comparação com o período de janeiro a setembro de 2010).

261 mil

Setembro 11

311,6 mil

Agosto 11

395 mil

Agosto 11

327,6 mil

Set 11 / Ago 11

- 19,7%

Set 11 / Ago 11

-4,9%

Setembro 10

278,4 mil

Setembro 10

307,1 mil

Set 11 / Set 10

-6,2%

Set 11 / Set 10

+ 1,5%

Jan – Set 11

2,60 milhões

Jan – Set 11

2,68 milhões

Jan – Set 10 Jan – Set 11 / Jan – Set 10

2,52 milhões

Jan – Set 10 Jan – Set 11 / Jan – Set 10

2,50 milhões

+3,3%

Últimos 12 meses

Últimos 12 meses

3,46 milhões

Out 10 – Set 11 (A)

3,70 milhões

Out 09 – Set 10 (B)

3,35 milhões

Out 09 – Set 10 (B)

3,34 milhões

Variação % (A/B)

+ 3,4%

Variação % (A/B)

+ 10,6%

2,47

12,94

Estacionamento p/ 2 horas

2,26

14,29

Lavagem completa

2,16

0,27

Cambagem

1,96

1,74

Variação %

Acumulado %

Lona de freio

-0,72

1,85

Balanceamento

-0,59

3,08

Correia dentada

-0,55

4,86

Após mudança no IPI, venda de importados cresce 10,5%

+ 7,2%

Out 10 – Set 11 (A)

Álcool

Fonte: Agência AutoInforme

Licenciamento

Setembro 11

Acumulado %

Itens que mais caíram

Fonte: Anfavea

Setembro não foi um mês bom para as montadoras instaladas no Brasil. A produção de veículos atingiu 261.184 unidades, número que configura queda de 19,7% na comparação com agosto e recuo de 6,2% em relação a setembro de 2010. Segundo

Variação %

A Abeiva – Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores informa que 20 das 27 marcas associadas à entidade apresentaram crescimento em seus números de emplacamentos em setembro na comparação com agosto. Foram 22.569 unidades emplacadas, 10,5% a mais que em agosto, quando 20.420 veículos foram vendidos. “Nossa expectativa para setembro era de ficar entre 16 mil e 18 mil unidades emplacadas, mas com o anúncio do Decreto 7.567 houve uma corrida às concessioná-

rias, já que o estoque na rede de revenda estava garantido com preços sem o repasse de 30 pontos porcentuais do IPI. Por esse motivo, nossas vendas alcançaram 22.569 unidades”, diz José Luiz Gandini, presidente da entidade. Na comparação com setembro de 2010, quando foram emplacados 11.826 veículos, o total de 22.569 unidades representou aumento de 90,8%. No acumulado de janeiro a setembro, as associadas à Abeiva já emplacaram 151.850 unidades, 108,9% mais que igual período de 2010.

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Indicadores NV 203.indd 6

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entrevista

Por Patrícia Malta de Alencar patricia@novomeio.com.br

Fotos Divulgação

Especialista defende simplicidade e bom humor nas ações do varejo Consultor norte-americano, John Ryan, reforça a importância das estratégias de comunicação John Ryan trabalhou como comprador da gigante varejista de moda, C&A, por cerca de 15 anos. No final da década de 90, já era consultor, escritor e jornalista do setor varejista. Hoje, vive e trabalha em Londres, Inglaterra, onde

é editor das publicações Retail Week e EMAP, além de escrever para uma variedade de revistas e jornais que cobrem o setor de varejo. Aproveitamos a primeira edição do Seminário Internacional do Marketing no Varejo

(Simvarejo) para conversar com o especialista. O evento reuniu profissionais de diferentes nacionalidades para debater as principais tendências e práticas internacionais de merchandising, arquitetura comercial, comunicação visual e sinalização. Organizado pela Popai Brasil (The Global Association for Marketng at Retail), associação

Há mais

semelhança entre os varejos norteamericanos, europeus e brasileiros do que muitas pessoas que nunca visitaram o país podem imaginar inter nacional dedicada exclusivamente ao desenvolvimento e valorização da comunicação e do marketing no Ponto de Venda, o Seminário também contou com a realização da 11ª edição do Prêmio Popai Brasil, que premia os melhores trabalhos de marketing para o varejo, como displays, campanhas promocionais e demais peças de comunicação direcionadas aos pontos de venda. Em conversa com a reportagem do Novo Varejo, Ryan fa-

lou sobre tendências, práticas e o futuro do varejo. Segundo ele, uma das próximas inovações para o setor será a consolidação dos displays digitais. Ao mesmo tempo, ele aponta a volta às origens como um provável caminho a seguir. Novo Varejo – Quais são as principais tendências para o varejo? John Ryan – Prever o futuro é sempre muito complicado e o melhor que você pode esperar, se conseguir perceber o que está acontecendo agora, é que uma coisa ou outra ganhe impulso, dando pistas sobre o que pode ser o futuro. Então, acho que seria justo dizer que uma abordagem com foco na simplicidade e no “retorno às origens” parece que vai dominar nos próximos anos. É importante ressaltar também que o futuro digital, em que os varejistas usarão displays digitais para se diferenciar, ainda se transformará em realidade. NV – Essas mudanças no mercado varejista se aplicam a qualquer segmento, como o automotivo? JR – Possivelmente, uma vez que a maioria das pessoas no setor de serviços está sujeita ao mesmo tipo de pressão. Então, a resposta tende a ser similar. NV – Qual é a mudança mais importante no perfil dos consumidores nos últimos anos?

JR – A valorização do serviço. O serviço tem que ser mais do que apenas perguntar “como vai você”, quando um cliente em potencial entra na loja. Mas um serviço de verdade, infelizmente, muitas vezes tem faltado no varejo, e ele precisa estar lá porque pode ser um diferencial real. NV – O que veio primeiro: a mudança no comportamento do consumidor ou a evolução do varejo? JR – Os melhores varejistas pegam todas as pistas deixadas pelos compradores, ouvindo e entendendo o que eles querem. Qualquer bom desenvolvimento do varejo tem que ser uma resposta à demanda do consumidor – não funciona no sentido inverso. NV – Que mensagem você trouxe para o público no Seminário Internacional do Marketing no Varejo realizado recentemente no Brasil? JR – Que ele mantenha as coisas simples. Especialmente quando se tratar de criar oportunidades, como colocar displays no interior da loja, por exemplo, exagerar, na maioria das vezes, não é o melhor. NV – E o que você ganhou com esta experiência do seminário? JR – Meu primeiro olhar para o Brasil, é claro. É um longo caminho da Europa para cá e a oportunidade de viajar até aqui não aparece com tanta frequência. Curiosamente, no

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outubro de 2011

que diz respeito ao varejo, existem mais semelhanças do que diferenças.

Em um

mundo multicanal, o problema será decidir como você vai se comunicar

NV – O que é essencial na comunicação de um pequeno varejo e o que ele pode fazer para ter vantagem hoje em dia? JR – Não complique demais a sua mensagem e mantenha o senso de humor. A melhor comunicação não se faz gastando dinheiro, mas a partir de uma boa ideia. NV – Você teve a oportunidade de visitar alguns varejistas brasileiros? O que achou deles? JR – Certamente. Eu fui a todos os lugares que pude, da loja-conceito da Havaianas ao varejo voltado para casa, como o Etna, e ainda dei uma olhada em alguns varejistas de moda local, como a Melissa. Há mais semelhança entre os varejos norte-americanos, europeus e brasileiros nunca visitaram o país podem imaginar.

John Ryan na palestra da primeira edição do Simvarejo

Entrevista NV 203-2.indd 11

NV – Qual a importância das mídias sociais para o varejo? JR – Isso, sim, depende de onde você está e do que você está vendendo. Globalmente, o Facebook é uma ferramenta vital para os jovens e o Twitter, para um público um pouco mais velho. A questão é que,

em geral, uma coisa boa que aparece em uma rede social tem muito mais autoridade do que uma campanha publicitária padrão, e o feedback pode ser mais ou menos instantâneo. NV – Teremos outras formas de comunicação para o varejo? JR – Existe, provavelmente, mais do que o suficiente no momento! Em um mundo multicanal, o problema será decidir como você vai se comunicar. NV – Em sua apresentação no seminário, você reforçou a importância da tecnologia, da simplicidade e, principalmente, do humor. Você pode explicar melhor o benefício do senso de humor? JR – Bons varejistas se levam muito a sério, mas isso não significa que colocar um sorriso no rosto das pessoas não seja marketing sério. Se os compradores veem algo que provoca um sorriso, a recompensa pode ser eles darem uma olhada na sua loja.

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distribuição

outubro de 2011

Por Claudio Milan claudio@novomeio.com.br

Novo índice mede satisfação do varejo com a distribuição

Tudo o que você precisa saber sobre o INV O QUE É?

Pesquisa mensal da Editora Novo Meio e do Instituto da Qualidade trará parâmetros para a evolução dos serviços prestados pelos distribuidores de autopeças Líder em pesquisas no mercado brasileiro de manutenção de veículo, a Novo Meio inaugura nesta edição mais um serviço inédito para o setor. É o INV – Índice Novo Varejo. O novo estudo é resultado de uma parceria com o consagrado IQ – Instituto da Qualidade, que desenvolveu a metodologia e irá realizar mensalmente a tabulação dos resultados. “A Novo Meio já foi pioneira na avaliação dos distribuidores com a criação, em 1996, da pesquisa ‘Os maiores e melhores em distribuição de autopeças’. Agora, com o INV, será possível também saber como essa avaliação muda ao longo de todo o

ano, mês a mês”, explica Roberto Leme, diretor de projetos do IQ. Porém, ao contrário da tradicional pesquisa realizada há mais de 15 anos, o novo trabalho não analisa os serviços oferecidos pelas empresas individualmente, mas sim pelo segmento de distribuição como um todo. “Será um verdadeiro termômetro que medirá a satisfação dos varejistas com a distribuição de autopeças. Para isso, a pesquisa investiga cinco atributos básicos, aqueles que qualquer varejista espera receber de seu fornecedor. Os resultados mostrarão o que vai bem no segmento e o que precisa melhorar. Ao receber o Novo

Varejo aponta os atributos de valor mais importantes em relação aos distribuidores Numa primeira etapa da pesquisa foram investigados os cinco principais atributos de valor que os varejistas esperam de um distribuidor de autopeças. São eles: qualidade do atendimento pessoal no momento da compra (presteza, atenção); disponibilidade dos produtos que se desejou comprar; cumprimento dos prazos de entrega; preço dos produtos comprados; e condições

de pagamento adequadas. A importância relativa desses atributos foi definida pelos próprios varejistas. Nesta etapa, não houve a proposta de avaliar a satisfação dos varejistas, mas sim o grau de importância relativa de cada um dos quesitos apontados por eles. A importância relativa dos cinco atributos de valor soma 100%. O resultado é o seguinte:

Varejo mensalmente, os distribuidores saberão quais são os pontos vistos como deficientes pelos varejistas e poderão investir no aprimoramento desses serviços. Uma pesquisa como essa tem vocação para gerar um movimento de evolução permanente em favor do mercado”, conclui Roberto. A seguir, você acompanha os primeiros resultados do INV. A partir da próxima edição, já será possível estabelecer bases comparativas, com gráficos de variação do índice, proporcionando um banco de dados cada vez mais rico e, como sempre, inteiramente à disposição do aftermarket automotivo brasileiro.

O INV — Índice Novo Varejo é o resultado de uma pesquisa realizada mensalmente com as lojas de varejo de autopeças para identificar o grau de satisfação com os distribuidores dos quais compram. QUEM REALIZA A PESQUISA? A pesquisa é uma iniciativa da Editora Novo Meio e operacionalizada pelo Instituto da Qualidade, uma consultoria especializada em gestão da inteligência da informação e relacionamento com clientes. QUANDO É REALIZADA A PESQUISA? A pesquisa é realizada mensalmente. A primeira coleta de dados foi feita em setembro de 2011. COMO É REALIZADA A PESQUISA? Mensalmente, a pesquisa é aplicada através de entrevistas telefônicas a uma amostra de 370 varejistas de autopeças, em todo o território brasileiro, sendo que a quantidade em cada estado é proporcional ao número de lojas existentes.

EM QUE ÉPOCA DO MÊS É REALIZADA A PESQUISA? A pesquisa é aplicada sempre entre a primeira e a terceira semana de cada mês e os resultados publicados na edição do jornal Novo Varejo do mês seguinte. COMO OS RESULTADOS SERÃO APRESENTADOS? Os resultados serão apresentados através de gráficos que irão considerar os resultados obtidos junto às lojas de varejo de autopeças do Brasil todo. Não haverá resultados específicos por região, estado ou distribuidor. Também não serão identificados distribuidores ou varejistas. E PARA QUE SERVE A PESQUISA? Para avaliar como anda a satisfação dos varejistas em relação aos distribuidores de autopeças e identificar, principalmente, em quais pontos eles devem atuar para melhorar seus serviços. Muito importante, também, é que o estudo proporciona ao varejo de autopeças um parâmetro mensal sobre o serviço oferecido por seus fornecedores.

Atributos de valor

Importância Relativa

Qualidade do atendimento pessoal no momento da compra (presteza, atenção).

20,5%

Disponibilidade dos produtos que se desejou comprar.

21,3%

Cumprimento dos prazos de entrega.

18,9%

Preços dos produtos comprados.

23,6%

Condições de pagamento adequadas.

15,7%

IMPORTÂNCIA

Acima da média

Na média

Abaixo da média

12

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distribuição

outubro de 2011

Avaliação pelo varejo dos atributos de valor em relação aos distribuidores de autopeças Numa segunda etapa, os varejistas avaliaram a sua satisfação em relação aos principais distribuidores de autopeças dos quais compraram nos últimos 30 dias, para os cinco atributos de valor: ■ Qualidade do atendimento pessoal no momento da compra (presteza, atenção). ■ Disponibilidade dos produtos que se desejou comprar. ■ Cumprimento dos prazos de entrega.

INV – Índice Novo Varejo Esse índice é composto pela ponderação entre a importância relativa e a nota média de satisfação dos cinco atributos de valor pesquisados. ■ A primeira coluna “Áreas/ Atributos” apresenta o enunciado de cada um dos cinco Atributos de Valor.

■ A segunda coluna “Importância Relativa” apresenta o peso de importância de cada um dos cinco Atributos de Valor. A soma da importância de todos os atributos é 100%. ■ A terceira coluna “Nota Média” apresenta a nota média de satisfação dos

varejistas, em relação aos distribuidores de autopeças, para cada atributo. ■ A quarta coluna “Taxa de Desempenho” apresenta a ponderação entre a importância e a nota média de satisfação de cada atributo, conforme a fórmula:

■ Preço dos produtos comprados. ■ Condições de pagamento adequadas. A nota de satisfação foi dada em uma escala de

1 a 10 :

(IR X NM) TAXA DE DESEMPENHO = 100

GRAU DE SATISFAÇÃO COM OS DISTRIBUIDORES DE AUTOPEÇAS

Muito satisfeito Satisfeito Nem satisfeito nem insatisfeito Insatisfeito Muito insatisfeito

10

Onde:

IR = Importância Relativa do Atributo.

NM = Nota Média (de 1 a 10) de avaliação para o atributo.

9 8 7 6 5 4 3 2 1

Ao final da tabela é apresentado o INV – Índice Novo Varejo, que nada mais é que a somatória das Taxas de Desempenho de todos os atributos.

ÓTIMO

INV – Índice Novo Varejo

O INV pode variar de 1 a 10. Quanto maior for o índice, maior é satisfação dos varejistas em relação aos distribuidores de autopeças. Nesta edição, apresenta-

mos o primeiro resultado, relativo ao mês de setembro. A partir da próxima edição, teremos resultados mensais, compondo uma série histórica.

10,0 9,5 9,0

20,5

8,1

1,66

Disponibilidade dos produtos que se desejou comprar.

21,3

7,8

1,66

Cumprimento dos prazos de entrega.

18,9

7,7

1,46

Preços dos produtos comprados.

23,6

7,1

1,68

Condições de pagamento adequadas

15,7

7,7

1,21

RESULTADO DO MÊS DE SETEMBRO/2011

100,0

7,7

REGULAR

Qualidade do atendimento pessoal no momento da compra (presteza, atenção).

7,5 6,5 6,0 5,5 5,0 4,5

RUIM

Atributos de valor

8,0 7,0

4,0 3,5

7,7

3,0

PÉSSIMO

Áreas/Atributos

Nota Taxa de Import. Média Desemp. Relat. (%) RESULTADO GERAL

BOM

8,5

2,5 2,0 1,5 1,0

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distribuição

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Média por atributo de valor

Matriz de definição de melhorias para os distribuidores de autopeças Nesta última parte do relatório, apresentamos uma análise do quesitos em que os varejistas gostariam que os distribuidores de autopeças melhorassem. Para isso, foi construída a Matriz de Definição de Melhorias para os Distribuidores de Autopeças, assim apresentada: ■ No eixo horizontal, a importância relativa de cada Atributo de Valor pesquisado.

Qualidade do atendimento pessoal no momento da compra (presteza, atenção).

■ No eixo vertical, a nota média de satisfação dos varejistas em relação a cada atributo. Na matriz também são apresentadas duas médias:

Disponibilidade dos produtos que se desejou comprar.

7,8

Cumprimento dos prazos de entrega.

7,7

Preço dos produtos comprados.

■ Média da importância: representa a média da importância de todos os atributos pesquisados. ■ INV: que é o Índice Novo Varejo, o índice mensal que mede a satisfação do varejo com os distribuidores de autopeças.

3

OPORTUNIDADES DE MELHORIA

7,0

1 2 •

INV – SET/11

8,0

4

6,0

■ PONTOS POSITIVOS: primeiro os atributos posicionados no quadrante superior direito (desempenho acima da média e importância também acima da média). Depois os atributos posicionados no quadrante superior esquerdo (desempenho acima da média, mas importância abaixo da média).

■ PRIORIDADES DE MELHORIA: primeiro os atributos posicionados no quadrante inferior direito (desempenho abaixo da média e importância acima da média). Depois os atributos posicionados no quadrante inferior esquerdo (desempenho abaixo da média e importância abaixo da média).

ATRIBUTOS DE VALOR

1 Qualidade do atendimento

5,0

pessoal no momento da compra (presteza, atenção).

4,0

2

Disponibilidade dos produtos que se desejou comprar.

3,0

3

Cumprimento dos prazos de entrega.

2,0 1,0

10

Desta forma, é fácil enxergar os pontos positivos e as oportunidades de melhoria:

10,0

5

7,7 1

MÉDIA DE IMPORTÂNCIA

9,0

7,1

Condições de pagamento adequadas.

MATRIZ DE DEFINIÇÃO NOTA MÉDIA DE SATISFAÇÃO

8,1

4 15,0

17,0

19,0

21,0

IMPORTÂNCIA RELATIVA (%)

23,0

25,0

Preço dos produtos comprados.

5

Condições de pagamento adequadas.

Av. Brig. Faria Lima, 628 8º andar (11) 2842-4900 iq@iqbr.com.br www.iqbr.com.br

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crédito

Por Perla Rossetti jornalismo@novomeio.com.br

Distribuidor deve se cadastrar para receber pagamentos com o cartão

Cartão BNDES financia compras do varejo Varejista parcela em até 48 vezes, com juros de 1% ao mês. Poucos distribuidores conhecem o meio de pagamento, um aliado no financiamento das empresas

Uma queixa antiga das empresas da reposição automotiva é a falta de financiamento na cadeia de negócios do setor. Se antes o problema eram linhas de fomento que não contemplavam o aftermarket, hoje é a desinformação que impede varejistas e distribuidores de beneficiaremse do uso do crédito, com meios como o Cartão BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social), que permite ao varejo parcelar a compra de mercadorias em até 48 vezes, com apenas 1% de juros ao mês, índice bem inferior aos empréstimos e taxas para faturamento no mer-

cado ou cartões de crédito, que chegam a 500% ao ano. A novidade passou a ser oferecida aos varejistas no começo de 2011, já que o BNDES, através do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), está ampliando o leque de indústrias e setores subsidiados para crescer nos próximos anos, e pode ser utilizado para aquisição de produtos que tenham índice de nacionalização de no mínimo 60%. O governo está deixando de financiar as grandes empresas e as liberações para pequenas e médias via operações com agentes financeiros vêm avan-

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çando. Em 2010, a parcela dos desembolsos destinados a elas diminuiu quase 10% em relação a 2009, quando as companhias absorveram 82,5% do total liberado pela instituição. Já as micro e pequenas empresas passaram a representar 14% do total financiado – anteriormente, eram 8,5%. E o BNDES vem estimulando a participação dos bancos Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal nas operações de crédito, já que repassam cerca de 70% dos empréstimos de médio e longo prazo da instituição, cerca de R$ 168,4 bilhões.

Sócio da Noguti III Auto Peças, em Suzano (SP), Fabio Noguti comenta que há um ano a gerente de sua conta corrente no Banco Bradesco ofereceulhe o cartão BNDES, e os juros baixos, de 1% ao mês, somados à possibilidade de parcelamento em até 48 vezes foram irresistíveis para incrementar o capital de giro, embora ele nunca tenha financiado a compra de mercadorias. “Dá um reforço para aumentar os itens no estoque e temos usado quando é necessário. Os juros são baixos e não nos comprometem”. Os distribuidores de autopeças precisam se cadastrar para receber o cartão, já que são eles os fornecedores dos varejistas, geralmente compradores de pequenos volumes diante de uma frota de veículos tão diversificada. Uma das distribuidoras a receber dos clientes o cartão BNDES para compra de autopeças da linha pesada é a F Confuorto, de Guarulhos,

na grande São Paulo. Diretora da empresa, Filomena Confuorto explica que o interesse partiu das inúmeras solicitações dos clientes. “Especialmente nas regiões norte e nordeste, eles pedem para pagar com o cartão. Na medida em que eles fazem o cadastramento na agência bancária, já se informam sobre os fornecedores que o aceitam. Então, buscamos informações e vimos como nos cadastrar no site do BNDES”. Por enquanto, apenas 1% do faturamento da distribuidora é proveniente do pagamento com o cartão. Ainda assim, a empresária acredita que o meio é seguro para evitar inadimplência. “O crédito do cliente tem de ser aprovado pelo BNDES. Às vezes, ele tem problema de documentação e não de crédito no banco, que pode ou não liberar a compra”.

Processo de cadastramento é lento e burocrático O cadastro dos fornecedores no sistema do BNDES, que informa aos proprietários do cartão onde podem utilizá-lo, exige paciência, apesar de inúmeros manuais que orientam todo o processo. “Demorou uns seis meses, é um processo difícil porque você precisa cadastrar seus produtos por cadeia de itens,

como caixa de bateria, com foto, no site, respeitando um layout de tamanhos e descrições”, explica Filomena Confuorto, diretora da distribuidora F Confuorto. Atualmente com 80% dos produtos que vende cadastrados, Filomena ressalta que é preciso destacar um funcionário da empresa para tratar

as imagens e os dados e inserir uma grande quantidade de informações no site. A complexidade se dá porque há duas formas de compras: a direta, feita por meio do portal do BNDES, e a tradicional, em que o varejista fala com o distribuidor no balcão ou telefone. No primeiro caso, o lojista entra no site do cartão

BNDES, faz o login digitando o CNPJ da empresa, e acessa a lista de produtos cadastrados pelos fornecedores, define o número de parcelas do financiamento e a quantidade de itens. O fornecedor, ao receber o pedido via sistema, emite a nota fiscal e providencia a entrega. Para receber o pagamento, informa os dados ne-

cessários também no portal. Para o fornecedor, não há diferença de valores no recebimento via Cartão BNDES ou cartão de crédito convencional, já que recebe o montante integral da compra 30 dias após a operação, descontada a taxa de administração da bandeira do cartão de crédito, Visa ou Mastercard.

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crédito

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Saiba mais O QUE É O CARTÃO BNDES?

QUEM PODE TER O CARTÃO BNDES?

Criado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Cartão BNDES é um instrumento de crédito para as micro, pequenas e médias empresas financiarem bens de capital, insumos e serviços selecionados.

Empresas sediadas no país com faturamento bruto anual de até R$ 90 milhões, desde que estejam em dia com o INSS, FGTS, tributos federais e RAIS, além de não possuir restrições na Serasa, SPC e/ou Banco Central.

COMO FUNCIONA?

CONDIÇÕES FINANCEIRAS

As compras dos produtos/serviços são efetuadas por meio do Portal do Cartão BNDES, de fornecedores cadastrados (www.cartaobndes.gov.br). O Cartão BNDES não funciona como um cartão de crédito convencional.

- Limite de crédito de até R$ 1 milhão por cartão. A Caixa Econômica Federal possui limite de R$ 250 mil e condições de pagamento de 12, 24 ou 36 parcelas.

BANCOS EMISSORES? Banco do Brasil, Banrisul e Caixa Econômica Federal, por meio das bandeiras Visa e Mastercard.

- Prazo de parcelamento: de 3 a 48 meses. Em quatro meses a parcela mínima é de R$ 100,00 (o simulador de crédito no portal apresenta as opções de parcelamento disponíveis para o valor da transação). - Taxa de juros: prefixada, informada mensalmente, sem alíquota de IOF.

COMO OBTER O CARTÃO BNDES?

1)

Acesse www.cartaobndes.gov.br e faça seu cadastro, clicando no link “Solicite seu Cartão BNDES”;

2) Na página seguinte, preencha o formulário com as informações da empresa; 3) Escolha o banco que emitirá o cartão, leia as cláusulas e, depois de confirmar, dirija-se à agência do banco escolhido portando os documentos exigidos; Fonte: CNI

RESUMO S.Y.L O Cartão BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social) permite ao varejo parcelar a compra de mercadorias em até 48 vezes, com apenas 1% de juros ao mês, índice bem inferior aos empréstimos e taxas para faturamento no mercado ou cartões de crédito, que chegam a 500% ao ano. Para obtê-lo, o empresário do segmento deve acessar o site www.cartaobndes.gov.br, fazer seu cadastro

clicando no link “Solicite seu Cartão BNDES” e seguir os procedimentos indicados. Os distribuidores também precisam estar cadastrados para receber os pagamentos por meio desta ferramenta. Esse processo é lento, pode demorar cerca de seis meses por conta da complexidade do cadastramento dos produtos comercializados.

Antônio Carlos Bento é coordenador do GMA (Grupo de Manutenção Automotiva) – Programa Carro 100% - www.carro100.com.br

ARTIGO

De olho no consumidor Mais do que nunca, o setor da reposição automotiva se volta para o consumidor final que vai a uma das mais de 92 mil oficinas no Brasil para fazer manutenção no seu veículo, movimentando toda a cadeia produtiva. Por isso, estar próximo do reparador e conhecer as suas necessidades, assim como promover o seu desenvolvimento, é uma missão que envolve fabricantes de autopeças, distribuidores e varejo. Essa questão foi um dos temas do Seminário da Reposição Automotiva, realizado em setembro em São Paulo. Entre os assuntos apresentados

motiva detém 80% de participação na reparação dos veículos, enquanto nos Estados Unidos é 60% e na Alemanha o índice é 40%. O setor da reposição é responsável pela manutenção de 80% da frota circulante estimada em 32,5 milhões de veículos, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, segundo dados do levantamento do Sindipeças, e precisa aprimorar o conhecimento técnico para continuar a atender às necessidades deste mercado, que deve chegar a 50 milhões de unidades até 2015. Com a tecnologia aplicada nos

Estar próximo ao

reparador e conhecer as suas necessidades é uma missão que envolve toda a cadeia neste importante fórum de discussão da reposição, a certificação profissional do reparador foi um dos temas em destaque. O GMA – Grupo de Manutenção Automotiva, responsável pelo Programa Carro 100% / Caminhão 100%, reconhece a importância da qualificação da mão de obra do setor de reparação e, por isso, firmou parceria com o Senai para a criação da certificação do profissional. Os trabalhos começam a avançar para a finalização de todo o projeto, com base na norma ABNT 15681, que trata justamente dessa questão. Desta forma, será possível estabelecer padrões de serviços de qualidade na reparação e melhorar o atendimento ao consumidor. Diferentemente de outros mercados, o Brasil ainda é um dos poucos países em que o setor de reposição auto-

veículos e o aumento de marcas e modelos, a qualificação do reparador é fundamental e deve ser constante. A certificação profissional do Senai, acreditada pelo Inmetro, terá prazo de validade para garantir o aperfeiçoamento contínuo da mão de obra, assim como já acontece, por exemplo, no setor da construção civil. O profissional certificado receberá uma carteirinha de identificação, mostrando que está qualificado para desempenhar determinada função na oficina.

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mercado

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Gates reforça equipe de executivos O mercado sul-americano é uma das prioridades para a Gates em seu centenário. Entre as prioridades para os próximos meses estão os lançamentos de produtos e reforços nas áreas de vendas, marketing e suporte técnico. No comando das operações estará Antonio Teodoro, novo presidente para a América do Sul. Engenheiro de materiais, retorna ao país após ocupar a vice-presidência mundial de novos negócios da empresa em Denver (EUA). A Gates também tem agora um diretor de aftermarket para a região. É o administrador e economista

César Costa, com 28 anos de experiência em indústrias de autopeças e profundo conhecedor dos produtos comercializados pela marca no Brasil. E, para unificar a imagem da Gates nos diferentes segmentos onde atua, o publicitário Fabio

Murta, coordenador de marketing, passará a cuidar das ações de relacionamento dirigidas aos profissionais das montadoras e mercado de reposição, setor industrial, empresas de energia e do agronegócio em toda a América do Sul.

Murta, Teodoro e Costa reforçam time de executivos da Gates

Rede Âncora se reúne na Autonor Aproveitando a Autonor, o conselho da Rede Âncora se reúne em Pernambuco nos dias 28 e 29 de outubro para fazer um balanço das atividades da rede, discutir as tendências e novidades do mercado e apresentar plano de marketing 2012 aos membros. As estratégias e

ações foram desenvolvidas pela comissão de marketing, juntamente com a assessoria especializada da Mappa Marketing e Estratégia. O plano foi construído em diversas etapas, através da análise de informações obtidas a partir de pesquisas, levantamento de dados e conhe-

cimento do mercado. A reunião será também a última realizada pelos diretores e presidentes estaduais e nacionais que ocupam tais cargos desde a eleição de 2009. A votação dos novos diretores e presidentes acontecerá em novembro nos centros de distribuição da rede.

Grupo Comolatti tem novo diretor na área financeira Ricardo Mattos é o novo diretor financeiro do Grupo Comolatti. Com 23 anos de experiência na área financeira, Mattos tem pós-graduação em administração contábil e financeira pela FAAP. O executivo vem do

mercado editorial, onde atuou, nos últimos dez anos, como sócio diretor financeiro e operacional da IOB – Informações Obje-

tivas. Também ocupou cargos na Editora Abril e no jornal O Estado de S.Paulo. Mattos fica no lugar de José Sardinha, que assume o cargo de superintendente administrativo.

Mattos chega para otimizar os serviços da área e atender às necessidades das empresas do grupo

Revenda de autopeças tem alíquota zero para PIS/COFINS O Sincopeças de São Paulo informa que o Diário Oficial da União publicou no último dia 12 de setembro de 2011 a solução consulta nº 41 firmada pela Secretária da Receita Federal, sustentando estar reduzida a 0% (zero por cento) a alíquota de PIS/COFINS relativa à venda de autopeças realizadas pelo comerciante varejista e atacadista, mesmo que

a empresa esteja sujeita à sistemática cumulativa, e desde que os produtos tenham sido adquiridos no mercado interno. O Sincopeças-SP lembra que as “soluções consulta” foram criadas pela Receita para oferecer mais segurança jurídica aos contribuintes na medida em que se tornam orientação aos fiscais, vinculando em decisões futuras.

Mobensani tem aplicativo para iPhone e iPod A Mobensani apresenta ao mercado automotivo seu aplicativo para iPhone e iPod. O recurso pode ser baixado gratuitamente na loja virtual da Apple, a APP Store. Com ele, o usuário tem acesso ao catálogo virtual de peças da empresa, além de informações sobre a Mobensani e muito mais na palma de sua mão.

Recurso pode ser baixado gratuitamente na loja virtual da Apple

Sindipeças e Abipeças estimam vendas estáveis para 2012 A Assessoria Econômica do Sindipeças e Abipeças conclui as estimativas para o desempenho deste ano e as projeções para 2012. No ano que vem, as vendas do setor, em dólares, devem permanecer praticamente estáveis, com leve crescimento de 0,3%. Em reais, o crescimento pode chegar a 4,7%. Em relação ao atual momento da balança comercial do setor, de janeiro a agosto, o

déficit brasileiro de autopeças cresceu 30% sobre o resultado de igual período de 2010, e chegou a US$ 3,2 bilhões. As exportações somaram US$ 7,36 bilhões e as importações, US$ 10,57 bilhões. A Argentina manteve o primeiro lugar na lista dos maiores importadores das autopeças brasileiras e os Estados Unidos, o dos principais mercados de origem dos produtos importados.

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Nissan anuncia fábrica Tonini abre filial em São Paulo no Rio de Janeiro A montadora japonesa Nissan investirá US$ 1,5 bilhão na construção de sua primeira fábrica no estado do Rio de Janeiro. O anúncio foi feito por seu presidente, o brasileiro Carlos Ghosn. A planta terá produção estimada de 200 mil

veículos por ano e deve gerar dois mil empregos diretos e pelo menos outros dois mil indiretos. A marca não tem fábrica própria no Brasil e produz dois modelos de veículos no complexo da sócia francesa Renault, no estado do Paraná.

A produção na nova fábrica, que será construída na cidade de Resende, começará no primeiro semestre de 2014. Com a planta, a Nissan espera passar de uma fatia de 1,7% no mercado brasileiro hoje para pelo menos 5% em 2016.

Montadora produz atualmente na planta da Renault, no Paraná

A distribuidora Tonini, especializada em peças para motores, está abrindo uma filial em Campinas (SP). Com a nova unidade, a empresa atenderá com mais eficiência os seus clientes, disponibilizando um número de telefone local sem custo de inte-

rurbano. Haverá, ainda, duas formas de liberação dos produtos: retirada na filial em horário comercial e serviço de entrega personalizado para toda a região metropolitana. A nova unidades fica na Avenida Ana Beatriz Bierrembach, 175, Vila Mimosa.

Timken reestrutura operações para dobrar faturamento Keko inaugura parque industrial em Flores da Cunha A Keko Acessórios inaugurou oficialmente em 7 de outubro seu novo complexo, com 21 mil m2 de área construída em um loteamento de 190 mil m2 no município gaúcho de Flores da Cunha. A estrutura foi planejada para atender a expansão da companhia – que vem crescendo numa taxa média de 29% ao ano – e as demandas crescentes do setor automotivo. Nela foram investidos R$ 35 milhões. O parque fabril irá proporcionar ganhos de produtividade e de logística ao concentrar num espaço único todas as operações, até então espalhadas

em três unidades na cidade de Caxias do Sul (RS). Também permitirá a duplicação da capacidade instalada nos segmentos atuais e a abertura

de espaço para o desenvolvimento de novos projetos. Os atuais 430 empregos diretos devem se aproximar de 500 até dezembro.

Estrutura adota o conceito de produção enxuta, o lean manufacturing

A Timken projeta dobrar seu faturamento no Brasil até 2016. A empresa realizou um processo de reestruturação e investimento em suas operações no país e, com isso, espera já para 2011 crescimento de 100% nas vendas em comparação a 2009. “A Timken traçou uma estratégia de negócios no Brasil que já deu resultado e vai ampliar ainda mais o valor dos negócios da empresa no mercado doméstico”, diz Wagner Benson, diretor geral da Timken do Brasil. A empresa está presente em um dos segmentos que é um dos principais indicadores de atividade econômica: o transporte rodoviário de cargas, responsável por mais de 60% das mercadorias entregues em todo o país. No mercado automotivo, estima-se que o segmento de caminhões pode registrar um crescimento em 2011

em torno de 17%. “A Timken fornece rolamentos de roda e de transmissão aos principais sistemistas que abastecem os setores onde atuamos”, diz Luiz Boccato, gerente de Vendas Automotivo OE e Fora-de-Estrada.

Benson destaca os resultados obtidos já em 2011

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feira

Por Redação Novo Meio jornalismo@novomeio.com.br

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Autonor espera 60 mil visitantes em 2011 Feira pernambucana é destaque no calendário do mercado de reposição este ano A força do nordeste brasileiro mais uma vez poderá ser vista no principal evento do mercado independente de manutenção de veículos na região. Entre os dias 26 e 29 de outubro, o Centro de Convenções de Pernambuco, em Recife, recebe a Autonot 2011 – Feira de Tecnologia Automotiva do Nordeste. Para esta edição, a sexta, os organizadores preveem um público visitante na casa das 60 mil pessoas, que conhecerão os produtos e serviços apresentados por aproximadamente 450 expositores.

Ao longo deste século, o crescimento registrado a cada edição vem consolidando a Autonor como a segunda maior feira do setor no país, atrás apenas da Automec, realizada a cada dois anos em São Paulo. A feira tem crescido não apenas devido ao bom momento da indústria nacional de veículos, mas também porque Pernambuco tem se consolidado cada vez mais como polo distribuidor de autopeças – todas as grandes empresas estão representadas no estado, dividindo o mercado também

O que você encontra na Autonor • Autopeças • Acessórios • Máquinas, equipamentos e serviços para indústria automotiva, concessionárias, oficinas mecânicas, postos de serviços, transporte e armazenagem de cargas, retíficas, pintura, solda, máquinas, vulcanização e recauchutagem de pneus • Ferramentas • Testagem mecânica, automação e robotização • Alinhamento • Informática • Óleos, aditivos e outros componentes para lubrificação • Bancos • Entidades fomentadoras do segmento • Publicações e marketing • Serviços

com as forças regionais. A localização estratégica do estado de Pernambuco, com área de influência abrangendo os estados do Rio Grande do Norte, Paraíba e Maceió, proporciona condições adequadas para que distribuidores, lojistas e representantes comerciais desses estados visitem a feira de maneira efetiva, vindo individualmente ou em caravanas. A feira é uma promoção e realização da Autonor Empreendimentos e Consultoria. Mais detalhes podem ser obtidos no site www.autonor.com.br.

2011 Autonor em números EDIÇÕES

VISITANTES

EXPOSITORES

2001

10.000

70

2003

20.000

120

2005

30.000

190

2007

37.000

270

2009

45.000

350

PREVISÃO PARA 2011 2011

60.000

450

Grandes marcas mostram produtos e serviços no evento A Autonor 2011 contará com 300 estandes, que reunirão aproximadamente 450 expositores. Muitas das principais marcas do mercado brasileiro de manutenção automotiva mais uma vez estarão apresentando seus produtos e serviços na feira. A Gates, por exemplo, participará de evento em clima de aniversário: a empresa comemora seu centenário exatamente neste mês de outubro e quer envolver todos os visitantes na festa A empresa apresentará em seus estande os últimos lançamentos em correias, tensionadores, polias, manguei-

ras e kits, além de conversar com as equipes de vendas, assistência técnica e marketing. Os reparadores poderão participar, gratuitamente, do ciclo de palestras técnicas da Gates, que terá dois treinamentos por dia. Já a Mastra destacará seus catalisadores, escapamentos e lançamentos, como a nova linha Fiat Uno Mille Economy e GM Vectra Sedan e GTX 2009. O conhecimento da legislação permite a empresa empregar nas peças a originalidade e a tecnologia específica para cada automóvel. Outra marca presente à feira é a DHB Componentes Au-

tomotivos. Para esta edição, a empresa apresentará sua linha completa, com destaque para as bombas hidráulicas para veículos comerciais leves, e o carro em corte DHB System, protótipo que apresenta o funcionamento do sistema de direção. No estande da DPL, os visitantes da Autonor encontrarão foco na linha de injeção eletrônica e elétrica. Neste ano, a empresa já lançou bombas de combustível, bicos injetores, bobinas de ignição, sensores de rotação, velas e palhetas. As principais novidades poderão ser conferidas na feira.

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Feira retrata expansão pernambucana A localização estratégica de Pernambuco faz com que o estado atraia cada vez mais o interesse de investidores brasileiros e estrangeiros. Com 184 municípios distribuídos em uma área de 98,5 mil km² e uma população de 8,15 milhões de habitantes, Pernambuco se consolidou como centro logístico do nordeste, concentrando e distribuindo um completo leque de produtos e serviços para os demais estados da região. Outra consequência da expansão econômica do estado é o crescimento e a diversificação da frota, o que tem favorecido o mercado de manutenção de veículos e feito com que as atenções se voltem cada vez mais para eventos com o alcance da Autonor. A força de Pernambuco também pode ser medida pelos crescentes investimentos no

Luiz Marins é antropólogo e consultor. Autor de 23 livros sobre gestão empresarial. Tem programas de TV na Rede Vida e Rede Bandeirantes.

ARTIGO

estado, que terá 15 novas indústrias, com investimentos de R$ 675 milhões e geração de 3.361 empregos diretos. E 60% destas empresas serão instaladas fora da região da Grande Recife, representando investimentos de R$ 430 milhões e 2.198 empregos. Do total de 397 empreendimentos anunciados entre 2007 e 2011, 150 se consolidaram no interior, com investimentos de R$ 3 bilhões e gerando 18.836 empregos. Quanto aos próximos passos de crescimento no estado, um

bom exemplo é o consórcio Petrobras-Petrogal, que arrematou por R$ 7,6 milhões licença para exploração do subsolo pernambucano. No total, serão investidos R$ 90 milhões, gerando 640 novos empregos. Outro grande empreendimento confirmado é a nova planta termelétrica de coque verde de petróleo do Complexo Industrial Portuário de Suape. A unidade terá capacidade de 265 megawatts, com aporte de capital estimado em US$ 250 milhões, gerando um total de 600 novos empregos.

• POLO PETROQUÍMICO DE SUAPE: investimento de R$ 700 milhões, gerando 400 empregos. O polo conta com a junção das empresas âncoras Citepe e Petroquimica-Suape, somando investimentos de US$ 862 milhões e capacidade de gerar 1,3 mil empregos diretos, 42,9 mil indiretos e 4,5 mil na construção. • POLO FARMACOQUIMICO: Hemobras, Lafepequimica e Novartis. Investimento de US$ 500 milhões da Novartis deverá gerar 500 empregos diretos.

Recife

População 2010

8.796.448

Área (km²)

98.146,315

Densidade demográfica (hab/km²)

89,63

Número de municípios

185

Frota 2010 Automóvel

850.633

Caminhão

68.389

Caminhão trator

7.430

Caminhonete

101.102

Camioneta

54.302

Micro-ônibus

10.540

Motocicleta

577.278

Motoneta

53.885

Ônibus

13.666

Trator de rodas

179

Utilitário

6.707

Outros

30.278

Total de Veículos

1.774.389

Fonte: IBGE

• ESTALEIRO ATLÂNTICO SUL: investimento de R$ 670 milhões e expectativa de criação de 27 mil postos de trabalho.

Capital

O tempo voa! Essa constatação deve nos fazer pensar em como usar melhor o tempo ou, como dizemos, em como não “perder tempo”. Nossa inteligência existe para nos fazer distinguir, discernir, saber o que é essencial, importante e acidental em nossa vida frente aos nossos objetivos, isto é, o que cada um de nós deseja para sua própria vida. Essencial é aquilo que devo fazer em primeiro lugar. É aquilo que me levará mais rápido em di-

as coisas essenciais que as levarão à felicidade ou ao sucesso. Assim, quando chegamos ao trabalho devemos nos perguntar: o que é essencial agora? Ao chegarmos em casa, de volta do trabalho, a mesma pergunta deve ser feita: o que é essencial agora? Será brincar um pouco com seus filhos? Abraçar sua esposa ou seu marido? Uma vez a inteligência nos tendo apontado o que é essencial, devemos dominar a

Muitas pessoas

querem vencer no trabalho ou ter uma vida familiar feliz, mas deixam de fazer as coisas essenciais para que tudo aconteça

Investimentos em Pernambuco • REFINARIA ABREU E LIMA: investimento de US$ 4,05 bilhões e expectativa de criação de 230 mil postos de trabalho.

As coisas essenciais da vida

reção ao que desejo da vida naquele momento presente em que estou fazendo o discernimento. Importante é o que devo fazer, mas só depois de ter feito o que eu havia considerado antes como essencial. E acidental é aquilo que só irei fazer depois de ter feito o que eu havia antes considerado como importante e como essencial. A todo instante devemos nos perguntar se aquilo que estamos fazendo é essencial, importante ou acidental, para que possamos nos concentrar nas coisas essenciais e não nas coisas acidentais. O tempo passa e há pessoas que só fazem coisas acidentais ou até mesmo importantes, mas nunca

vontade para fazer esse essencial e não fugir dele para coisas acidentais. Muitas pessoas querem vencer no trabalho ou ter uma vida familiar feliz, mas deixam de fazer as coisas essenciais para que tudo aconteça. Lembre-se que a nossa felicidade ou sucesso dependem das escolhas que fazemos na vida. Temos que saber o que queremos, quais são os nossos motivos maiores ou a nossa “motivação” e nos concentrar nas coisas essenciais que nos farão chegar onde desejamos. Não podemos perder tempo com coisas acidentais que nos desviam do caminho. Pense nisso. Sucesso!

Fonte: Ministério da Justiça, Departamento Nacional de Trânsito - DENATRAN - 2010. NOTA 1: Atribui-se zeros aos valores dos municípios onde não há ocorrência da variável. NOTA 2: Atribui-se a expressão “Dado não informado” às variáveis onde os valores dos municípios não foram informados.

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indústria

Por Patrícia Malta de Alencar patricia@novomeio.com.br Foto Divulgação

outubro de 2011

Bosch faz 125 anos e tem novo comando Gigante mundial de autopeças apresenta novo presidente e vice-presidente executivos e vice-presidente de aftermarket A Bosch comemora em 2011 125 anos de existência e 150 anos do nascimento de seu fundador, Robert Bosch. Nada melhor do que comemorar as datas com novidades. E elas são muitas para o grupo na América Latina. Sucedendo o presidente Andrea Nobis, que se aposentou, o engenheiro Besaliel Botelho assumiu a presidência em outubro. Graduado em Engenharia Eletrônica e Telecomunicação e com MBA, Botelho iniciou sua carreira no Grupo Bosch em 1985, atuando nas áreas

de engenharia e desenvolvimento do produto e vendas técnicas. Desde 2006, ocupava a vice-presidência executiva da empresa. Em paralelo, o executivo foi diretor do Sindipeças e presidente da SAE. No cargo deixado por ele, assume o administrador de empresas Wolfram Anders. O novo vice-presidente executivo, alemão de Ludwigsburg, dedica-se à empresa desde 1986, onde já atuou em diversas áreas administrativas e comerciais, tanto na Alemanha como na Espanha. Sua

O engenheiro Besaliel Botelho é o novo presidente da Bosch América Latina

última posição, antes da chegada ao Brasil, foi como diretor de vendas da fábrica em Ansbach, Alemanha, cargo que ocupava desde 2006.

Delfim Calixto é o novo vice-presidente do Aftermarket A divisão Automotive Aftermarket também tem uma cara nova. Delfim Calixto assumiu o cargo antes ocupado por Ruediger Saur, que retornou à Alemanha para comandar a diretoria mundial de

filtros. Calixto trabalha no Grupo Bosch desde 1989 e desenvolveu toda a sua carreira na divisão Automotive Aftermarket, ocupando cargos na Alemanha, Brasil, Argentina e no México, onde

era diretor do Aftermarket desde 2008. O executivo é formado em Administração de Empresas com habilitação em Comércio Exterior e pós-graduado em Gestão Estratégia de Negócios.

Empresa prevê crescimento na América Latina Para o fechamento de 2011, a Bosch espera manter na região o mesmo ritmo de crescimento do último ano, mas com elevação no faturamento na ordem de 8%, valor superior ao crescimento médio do PIB na América Latina. Em 2010, foram R$ 5,3 bilhões em vendas, sendo R$ 4,5 bilhões provenientes do Brasil (85%) e 73% do setor automotivo – no mundo, o setor representa 59%. Nos últimos cinco anos, o Grupo Bosch investiu na América Latina R$ 362,2 milhões em ativos fixos. Em 2011, a expectativa é de investimento de R$ 103,4 milhões. O setor automotivo receberá a maior parte, com foco na expansão da capacidade produtiva e na instalação de novas linhas de

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produtos como sensores de pressão e temperatura; bobinas de ignição e corpos de borboleta, para o mercado interno e exportação. “Mais de 90% dos investimentos virão para o Brasil porque as linhas de produção estão quase todas aqui”, explica Besaliel Botelho, novo presidente do grupo para a América Latina. A empresa ainda pretende diversificar os negócios na região e investir em mineração, energia e petróleo. No segmento de energia, a Bosch inicia as atividades da divisão Solar Energy, com geração de energia elétrica por meio de placas fotovoltaicas. A partir de 2012, a Bosch quer instalar uma fábrica de coletores solares para aquecimento de água. Segundo Botelho, o inves-

timento em energias alternativas é uma tendência. “O veículo do futuro é o veículo elétrico. A questão é quando será esse futuro em escala. Em 2020, cogitamos que 95% dos veículos ainda tenha propulsão interna”, afirma. Em Pesquisa & Desenvolvimento, a empresa manterá o patamar de investimento em 4% do faturamento da região, destinados principalmente às novas tecnologias para o uso de combustíveis alternativos e, em 2012, à instalação da linha de produção do ABS geração 9 e ESP – Programa Eletrônico de Estabilidade, na qual planeja investir cerca de R$ 22 milhões. A expectativa, nas palavras de Botelho, é atender todo o mercado nacional em 2014.

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indústria

Por Robson Breviglieri robson@novomeio.com.br Foto Divulgação

outubro de 2011

Vice-Presidente da Veyance Technologies completa 35 anos na empresa Com foco na reposição, Renaldo Calderini dedica especial atenção à prestação de serviços e qualificação dos profissionais do mercado Do chão da fábrica ao comando da empresa, assim começou e segue vigorosa a trajetória de Renaldo Calderini, vice-presidente e gerente geral América Latina da Veyance Technologies, fabricante da marca Goodyear Produtos de Engenharia. Calderini tem impulsionado a expansão da empresa para setores até então inexplorados, como a prestação de serviços e a qualificação de profissionais do mercado de reposição. Em 1º de novembro, Calderini

completa 35 anos de empresa. “Comecei na tecelagem que fazia tecidos para pneus e correias. Depois passei para a área de produtos de engenharia, produção, área técnica, de desenvolvimento”. Calderini é engenheiro mecânico e cursou marketing nos EUA, com especialização em planejamento estratégico e recuperação de emprego. A Veyance tem 32 fábricas pelo mundo. Calderini é responsável pela região da América Latina, com uma

fábrica na Venezuela, uma no Chile e três no México. No Brasil são seis fábricas, um centro de distribuição, e 1.350 funcionários. “Fabricamos correias transportadoras, mangueiras industriais, correias em V, automotivas e industriais, molas pneumáticas para suspensão de caminhões e ônibus, e serviços. E quando me perguntam qual o nosso foco, digo que somos especializados em transporte. Esse é o nosso negócio”, exalta.

Prestação de serviços traz forte valor à marca A Veyance é baseada em quatro pilares: mineração, petróleo, agrícola e indústria de transformação, que inclui o setor automotivo (as mesmas fábricas produzem correias automotivas e produtos para indústria de transformação com a mesma tecnologia). Há três anos começou a atuar no setor de serviços, com presença significativa no norte e nordeste. “Prestamos serviços de manutenção e instalação de correias transportadoras”, diz Renaldo Calderini. No seu entender, a prestação de serviço agrega valor. Por isso, a empresa começou a desenvolver ações especiais para a reposição. “Ano passado treinamos 5.000 mecânicos. Temos que especializar o reparador porque é impossível hoje alguém conhecer todas as marcas. Já existem oficinas especializadas em carros franceses ou japoneses. É uma tendência e nós temos que acompanhar”. A Veyance fabrica mais de 1.000 itens automotivos com a marca Goodyear Engineered Products, para veículos leves e pesados, e 21.000 para o segmento industrial. 34

Aftermarket cresce, mas precisa se especializar Renaldo Calderini entende que a frota está se renovando, modernizando e a reposição tem que ser cada vez mais especializada, mais focada em tecnologia do que simplesmente na troca de peças. “Hoje não dá mais para fazer isso. Você até pode colocar uma correia de segunda linha em alguma máquina de lavar, mas no seu carro você não coloca. Ninguém vai querer ficar na rua por uma pequena diferença de preço. Estamos sempre focando em alta tecnologia, para que a durabilidade dos nossos produtos seja maior que a concorrência, mesmo porque não há nesse

mercado um concorrente de segunda categoria”, comenta. O executivo lembra que até pouco tempo as montadoras demoravam cinco anos para desenvolver um carro, que ficava dez anos na linha. “Hoje se desenvolve um modelo em menos de um ano e temos que acompanhar essa evolução. Por isso, temos que fortalecer todo o mercado de reposição, treinando e especializando seus profissionais”, alerta. Neste ano, a empresa já lançou a linha de tensionadores. Outro segmento em que prepara novidades é o de molas pneumáticas.


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Entidades

Equipe com quase duas décadas de especialização no aftermarket

Parceria consolidada com associações e dirigentes

Profissionais

Para chegar sempre novo ao leitor, somente se aliando com quem pensa à frente. Formando uma equipe liderada por especialistas no setor. Recebendo apoio de entidades e órgãos regulamentadores. Dividindo as páginas da publicação com grandes marcas. Unindo tudo isso para levar o novo a um mercado que não para de se reinventar.

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ades

novo

leitor Ações de comunicação com as principais empresas do setor

onsolidada ociações entes

® Marcas

Novo Varejo. Sempre Novo.

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pesquisa

outubro de 2011

Por Claudio Milan claudio@novomeio.com.br

Qualidade determina compra dos varejistas Pesquisa Inova 2011 apurou os fatores mais valorizados pelo varejo no momento de abastecer seus estoques Na edição passada, revelamos as marcas vencedoras do Prêmio Inova 2011 – Indústrias do Novo Varejo. Para a realização deste trabalho, foram entrevistados 500 varejistas predominantemente de componentes para veículos leves em todo o Brasil. A eles foram feitas 25 perguntas para que indicassem, segundo percepção e critérios próprios, a melhor indústria de autopeças em cada um dos quesitos pesquisados. O objetivo do estudo foi detectar os fabricantes que mais se desta-

cam no mercado através dos seus serviços e produtos. Mas a pesquisa Inova permite também apurar alguns fatos e tendências do mercado por meio de perguntas complementares ao questionário principal. Uma dessas perguntas investiga os principais atributos considerados pelos varejistas no momento da escolha dos produtos que irá oferecer em sua loja. Não se trata de uma pesquisa formal, mas sim de uma consulta. Ao entrevistado, foi permitido apontar apenas um ou mais fatores, por

Nordeste

ordem de importância, a partir dos seguintes atributos: atendimento, marca, qualidade e preço. Com o objetivo de oferecer mais parâmetros para a evolução do mercado brasileiro de manutenção de veículos, apresentamos nesta edição os resultados desta consulta, divididos por região. Com esses indicadores, os fabricantes e distribuidores de autopeças ganham mais elementos para desenvolver estratégias que atendam as expectativas dos clientes varejistas em todo o país.

Sul

Atributo

(%)

Atributo

(%)

Qualidade

33,33

Qualidade

22,62

Preço/Qualidade

13,64

Marca

19,05

Atendimento

10,61

Preço/Qualidade

13,10

Marca

7,58

Preço

11,90

Qualidade/Atendimento

7,58

Preço/Marca

9,52

Marca/Qualidade/Atendimento

6,06

Preço/Atendimento

5,95

Preço/Marca

4,55

Preço/Qualidade/Atendimento

4,76

Preço/Qualidade/Atendimento

3,03

Atendimento

3,57

Preço

3,03

Marca/Qualidade

2,38

Preço/Marca/Atendimento

3,03

Marca/Atendimento

2,38

Marca/Qualidade

3,03

Preço/Marca/Qualidade

1,19

Marca/Atendimento

1,52

Qualidade/Atendimento

1,19

Preço/Marca/Qualidade/Atendimento

1,52

Marca/Qualidade/Atendimento

1,19

Preço/Atendimento

1,52

Preço/Marca/Qualidade/Atendimento

1,19

TOTAL

100,00

TOTAL

100,00

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pesquisa

outubro de 2011

Norte Atributo

(%)

Qualidade

53,85

Atendimento

15,38

Preço/Qualidade

11,54

Preço

11,54

Preço/Atendimento

3,85

Marca

3,85

TOTAL

100,00

Centro-Oeste Atributo

(%)

Marca

28,89

Qualidade

24,44

Preço/Qualidade

20,00

Preço

15,56

Atendimento

4,44

Preço/Atendimento

4,44

Preço/Marca

2,22

TOTAL

100,00

Vânia Lúcia de Oliveira é consultora organizacional, MBA em Gestão Estratégica de Pessoas e Executive Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching.

ARTIGO

Acordos de gaveta A cada dia torna-se mais importante para o empregador conhecer a legislação trabalhista do país. O Brasil é campeão em ações trabalhistas e isto ocorre, muitas vezes, pela total falta de conhecimento de quem contrata. Como profissional de RH, confesso que constantemente me vejo consultando a CLT e Convenções Coletivas de Trabalho, pois me vejo diante de situações que fogem ao que é previsto pela legislação. Acordos entre empregado e empregador que foram aceitos pelas partes envolvidas, ferindo a CLT, convenções e às vezes até a Constituição Federal marcam inúmeros conflitos nas empresas. Quero ilustrar citando aqueles em que o empregado abre mão do direito às horas extras e opta pelo banco de horas. Tais acordos ferem o princípio da irrenunciabilidade, em que o empregado não pode renunciar ao direito do recebimento por

mento de salário e pagamento de pensão alimentícia, decretada por meio de determinação judicial. Nestes casos a Justiça tem determinado a penhora. São muitos os casos que podem gerar ações na Justiça, pois acordos de gaveta não têm valor legal. Tudo é bom, enquanto atende aos interesses de ambas as partes. Mas sabemos que as relações de trabalho são marcadas por conflitos, onde quem remunera acredita que paga muito e quem recebe acredita que ganha pouco. Para que possamos exigir posturas profissionais, precisamos adotá-las em nossa prática de contratação. Já presenciei empresários tendo que pagar mais do que deveriam por optarem por não seguir a legislação. No caso das empresas varejistas, vale atenção aos acordos da categoria, dissídios e pisos salariais,

O empregado não

Sudeste Atributo

(%)

Qualidade

27,46

Marca

16,55

Preço/Qualidade

15,85

Preço

8,10

Atendimento

6,34

Preço/Atendimento

5,28

Qualidade/Atendimento

4,93

Preço/Qualidade/Atendimento

3,87

Preço/Marca/Qualidade/Atendimento

3,17

Preço/Marca

3,17

Marca/Qualidade

1,76

Marca/Qualidade/Atendimento

1,76

Preço/Marca/Qualidade

0,70

Preço/Marca/Atendimento

0,70

Marca/Atendimento

0,35

TOTAL

100,00

pode renunciar ao direito do recebimento por horas extras através de acordo individual horas extras através de acordo individual. Também é comum o empregador mudar a função do empregado sem alterá-la na Carteira de Trabalho. Neste caso, o empregado atua em um cargo e recebe por outro. Isso também fere o princípio da primazia da realidade, em que o contratorealidade se sobrepõe ao documento formal. As anotações em carteira são consideradas provas relativas, não absolutas. Assim, prevalece a realidade dos fatos. Nossos juízes, em vários casos, optam pela lei mais favorável ao empregado. Ele é considerado a parte mais fraca economicamente e a lei do trabalho tem como objetivo protegê-lo. Perante a lei, o empregador é aquele que assume os riscos econômicos do negócio. Ele só pode repassar ao empregado prejuízos do negócio se comprovado dolo ou culpa, sendo esta prevista em cláusula contratual. Só poderá alterar o salário do empregado em situações de desconto de adianta-

pagamentos de comissões, premiações e jornadas de trabalho excessivas, sem pausa de no mínimo uma hora em jornadas de oito horas diárias. É preciso ainda atenção às contratações sob a forma de terceirização, que só são válidas para fins de execução de “atividades meio e não atividades fim da empresa”. Temos ainda inúmeras empresas que mantêm os chamados contratos flex de trabalho, onde há pessoas contratadas pela CLT e outras como consultores (PJ) trabalhando sob regime de subordinação, habitualidade, remuneração e pessoalidade. Pode parecer economia para o empregador, mas resultar no contrário. As relações pessoais devem dar espaço às relações contratuais, em que ambos acordam sobre direitos e deveres que deverão estar claros nos regulamentos internos das empresas, CLT e convenções.

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lançamentos

outubro de 2011

BorgWarner lança corrente para motor GDI da Hyundai e Kia

Valclei traz válvula termostática do Zetec Rocan Flex Empresa especialista em produtos para sistema de arrefecimento, a Valclei lançou a válvula termostática do motor Ford Zetec Rocan Flex, uma solicitação

constante dos aplicadores e lojistas em feiras, eventos e palestras realizadas pela marca. Atualmente, são mais de 300 itens na linha de válvulas termostáticas.

Item vinha sendo solicitado por varejistas e aplicadores

Kits de rolamento e comando de válvulas são novidades da Decar Fabricante de autopeças fundada em 1945 e que atua com a própria marca DC desde 1977, a Decar lança na reposição seu kit de rolamentos da roda. A nova linha vem com tudo o que é necessário para o aplicador realizar seu trabalho: como rolamento, retentor, anel elástico,

travas, porcas, cupilhas, parafusos e graxa. Além das linhas de rolamentos, a Decar investe também em outros conjuntos, como o kit comando de válvulas GM com o jogo de retificação de válvulas, chamado de Kit Comando de Válvulas Plus. A maior vantagem dos produtos é ofe-

Mais de 10 mil Ducato rodam pelas ruas brasileiras

baixos níveis de ruído, de vibração e aspereza (NVH), além de maior durabilidade, quando comparada às correntes de roletes existentes com a mesma finalidade. Além da corrente silenciosa, para os motores Theta II do Hyundai Sonata e do Kia Sorento, Kia K5 e Kia Sportage, a BorgWarner também fornece os componentes da árvore de balanceamento, incluindo tensionador, braços de controle e guias.

Cada vez mais comuns nas ruas, veículos coreanos recebem atenção do mercado de reposição

recer ao cliente todas as peças usadas na retificação de válvulas quando há necessidade de trocar o comando. Especializada nas linhas de motor, câmbio, suspensão e freios para veículos leves, a empresa oferece mais de 25.000 itens para veículos nacionais e importados.

Novos produtos Dayco para furgões Fiat, Peugeot e Citroën Chegou ao mercado de reposição a nova correia Dayco para as linhas de furgões Fiat Ducato, Peugeot Boxer e Citroën Jumper. A correia 7PK1070 é para aplicação no virabrequim, alternador e direção hidráulica do motor 2.3 16V turbo diesel do Fiat Ducato e dos motores 2.3 16V HDI do Citroën Jumper e Peugeot Boxer – para os três veículos produzidos a partir de 2010. Segundo pesquisa da Jato, existe no país uma frota de aproximadamente de 10.200 veículos Fiat Ducato, 3.900 Peugeot Boxer e 2.300 veículos Citröen Jumper.

A BorgWarner lançou uma nova corrente, do tipo “silent”, da árvore contrarrotativa de balanceamento do motor Theta II de quatro cilindros, gasolina, injeção direta (GDI) e turbocompressor. O produto é destinado aos modelos Hyundai Sonata, Kia Sorento, Kia K5 e Kia Sportage. Projetada para as difíceis condições – esforços extremos e altas temperaturas – dos motores GDI, a corrente proporciona

Velas Super Plus Premium Bosch ganham nova embalagem A linha de velas Super Plus Premium da Bosch está de embalagem nova. O principal diferencial em relação à anterior são as informações importantes para a instalação do produto, apresentadas de forma mais atrativa e prática. As embalagens agora trazem, por exemplo, uma tabela

detalhada de instalação e de torque correspondente para facilitar o dia a dia do aplicador. A Super Plus Premium é uma linha de velas multicombustível que traz eletrodo com V-Groove, que facilita a ignição sob quaisquer condições e garante partidas mais seguras e rápidas.

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sustentabilidade

Por Adriana Chaves adriana@novomeio.com.br

Fotos Divulgação

Varejo tem papel importante no desenvolvimento sustentável do mercado Desenvolvimento sustentável é aquele que procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades. Essa é a definição exposta no documento “Nosso futuro em comum”, um relatório elaborado, em 1987, pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento e que tentava traçar novos rumos para o planeta. Desde então governos, cidadãos e empresas – grandes e pequenas – têm adotado medidas e ações mais ou menos ostensivas que sugerem uma conduta econômica, social e ambiental mais

Clarissa Lins lembra que o dever por práticas sustentáveis é de todos

responsável – sim, porque, ao contrário do que muitos pensam, a questão não está relacionada apenas à preservação do meio ambiente. De fato, segundo a diretora executiva da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), Clarissa Lins, o conceito pressupõe maior equilíbrio entre essas três dimensões – econômica, social e ambiental. Isto significa que só é viável pensar no desenvolvimento econômico de longo prazo se ele for socialmente inclusivo e ambientalmente neutro. “Há uma visão mais equilibrada dos três pilares de crescimento (lucro, pessoas e planeta), bem como uma visão de longo prazo”. Clarissa Lins lembra, ainda, que o dever pelas práticas sustentáveis é tanto do setor privado, quanto do público e do próprio cidadão. O setor privado tem sua parte a cumprir e, dependendo do país, está mais ou menos adiantado. No caso do Brasil, ainda há muito a ser feito. Particularmente, as pequenas e médias empresas do varejo ainda engatinham nas

Recursos escassos não justificam falta de postura sustentável

ações e medidas, mas é válido ressaltar que há modelos que podem ser citados como referências nos mais diversos setores da economia. AUTOPEÇAS No caso específico das lojas de autopeças, ainda são poucas as empresas que dão atenção necessária para as demandas do desenvolvimento sustentável. Mesmo assim, ações isoladas, partidas especialmente de varejistas que também oferecem serviços de aplicação de produtos ou manutenção de veículos já podem ser notadas. Essas ações, apesar de quase sempre voltadas para questões ambientais, já demonstram uma mudança de postura. E também há bons exemplos na área de responsabilidade social. O consultor do Sebrae Vadson do Carmo, lembra que o conceito de desenvolvimento sustentável veio para ficar. “Essa não é uma tendência passageira. A sociedade já pressiona grandes empresas e governos e a empresa que ainda não se adequou precisa mudar de atitude”. E começa sempre assim, pelos grandes. Mais cedo ou mais tarde, a pressão se estende a toda uma cadeia de negócios. É, portanto, apenas uma questão de tempo para que a cobrança por atitudes e ações sustentáveis também chegue à sua loja.

Vadson: empresas precisam procurar novas práticas junto às entidades

Para o consultor do Sebrae, Vadson do Carmo, a realidade das micro e pequenas empresas, inclusive aquelas do setor varejista de autopeças, é muito “cruel”, pois elas precisam estar todo tempo ligadas às suas atividades operacionais e, com isso, esgotam recursos, agenda e tempo, não havendo condições para dedicar atenção a questões sociais. Ele lembra, porém, que nem todas as ações precisam de muitos recursos. ”É mais uma mudança de postura. É parar e olhar para o seu negócio”. Opinião semelhante tem Clarissa Lins, diretora executiva da FBDS. Segundo ela, um pequeno ou médio empresário pode buscar atitudes sustentáveis inicialmente medindo o impacto de suas atividades no ambiente em que se encontra. “É preciso estabelecer metas de redução dos impactos negativos e investir no desenvolvimento de soluções tecnológicas e ambientalmen-

te favoráveis, como reuso de água, eficiência energética e logística reversa”. do Carmo lembra que há diversos casos de empresas dos mais diferentes setores que buscaram conhecer detalhes de seus processos para aprenderem a reutilizar matérias-primas, eliminando desperdícios, uma atitude que não requer maiores investimentos. “Às vezes é uma questão de organização e de procurar novas práticas junto a outras empresas e entidades que possam sugerir um novo caminho”. O empresário do varejo de autopeças e da reparação Odair Silva, da Autopotência, em Londrina, no Paraná, cita que foram poucos os gastos que fez para implantar boas práticas ambientais, ainda em 1992. Em relação a estes investimentos, ele defende que valeram a pena. “É um custo muito pequeno pelo benefício que você acaba fazendo para o ser humano”.

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outubro de 2011

Criar um braço social é ação de rápida aplicação pelo empresário As questões e os impactos sociais talvez sejam, entre os três vértices que apoiam o conceito de desenvolvimento sustentável, aqueles que mais rapidamente os empresários podem colocar em prática. Isso porque seus princípios sustentam ações que estão diretamente ligadas ao comportamento da empresa perante a sociedade. Essa postura vai desde o cumprimento das legislações trabalhistas até ações que atingiam o entorno de onde a empresa está. A obediência às leis trabalhistas está relacionada, segundo o consultor do Sebrae, Vadson do Carmo, à geração de cidadania e é tida como uma questão chave da responsabilidade social no varejo. O entendimento é que nenhuma empresa é sustentável se, em seu próprio ambiente, aqueles que estão diretamente ligados a ela não

têm seus direitos respeitados. “Isso é algo ao alcance do varejo, que também tem que se preocupar com questões ergonômicas, condições adequadas de trabalho, além de certa padronização de ações”. Outro ponto a considerar é a relação da empresa varejista com seu entorno. Nesse caso, inserirse na sociedade, bairro e comunidade onde se encontra pode ser mais uma forma de auxiliar o ambiente. “Isso pode acontecer de várias formas, que vão desde trabalhos voluntários até a adoção de uma praça como forma de contribuir com a região”. NORMA Após cinco anos de trabalho, que envolveu 450 especialistas de 99 países, a Norma Internacional de Responsabilidade Social, ISO 26000, foi publicada no dia 1º de novembro de 2010. Segundo o Inmetro, sendo uma norma

de diretrizes, sem o propósito de certificação, ela é aplicável a todos os tipos e portes de organizações – pequenas, médias e grandes – e de todos os setores – governo, ONGs e empresas privadas. A norma define que responsabilidade social é a responsabilidade de uma organização pelos impactos de suas decisões e atividades na sociedade e no meio ambiente, por meio de um comportamento ético e transparente que contribua para o desenvolvimento sustentável, inclusive a saúde e o bem-estar da sociedade; leve em consideração as expectativas das partes interessadas; esteja em conformidade com a legislação aplicável; seja consistente com as normas internacionais de comportamento e esteja integrada em toda a organização e seja praticada em suas relações.

Ações sociais inserem empresas na comunidade

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sustentabilidade

outubro de 2011

Varejo ainda caminha a passos lentos, mas já há bons exemplos Apesar de ainda serem poucos os exemplos de lojas de autopeças – com e sem serviços de aplicação – que mantenham um trabalho de responsabilidade social, alguns modelos existem e mostram como ações simples fazem a diferença. Esse é o caso da Autopotência, em Londrina (PR), que realiza uma ação social e ambiental ao mesmo tempo. Um programa implantado na empresa faz com que todos resíduos gerados em todos os setores sejam recolhidos e vendidos para empresas de reci-

Programa Arborização da cidade de Paripiranga

clagem. “A receita conseguida com essa venda é repassada para os funcionários em forma de benefícios”, explica o proprietário, Odair Lopes da Silva. O empresário paranaense, em 1992, quando inaugurou a Autopotência, mandou fabricar e instalar caixas coletoras (que não existiam na época). Silva acredita que a mentalidade dos empresários, em geral, está mudando. “Já existe uma conscientização quanto à responsabilidade social em relação à comunidade, funcionários e ao meio ambiente”. Outro projeto que também

Quem faz Santana Auto peças Paripiranga Bahia

Conjunto de ações de responsabilidade social

G&B Peças Alternativas Guarulhos São Paulo

Responsabilidade social empresarial

Autopotência mecânica multimarcas Londrina Paraná

causou impacto ambiental e social na comunidade foi o programa de arborização da cidade de Paripiranga, na Bahia. Implantado pela Santana Auto Peças, o projeto teve apoio de outras empresas da cidade, que fizeram doações em dinheiro para a compra de grades que protegessem as árvores. O projeto demorou seis anos e plantou centenas de árvores na região. Veja no quadro outros bons exemplos de empresas do mercado de autopeças investindo em ações sustentáveis de bons resultados.

Trabalhos com a comunidade são exemplos de responsabilidade social

O que faz O projeto da empresa visou arborizar a cidade baiana. A organização contou com a parceria de outras empresas, que doaram dinheiro para a compra de material para grades que protegessem as árvores. O trabalho começou em 1996 e, em 2002, a região escolhida estava totalmente arborizada. Convênio Apae: a empresa oferece às pessoas portadoras de necessidades especiais a oportunidade de integração à sociedade e sua inserção na empresa. Estes colaboradores passam por treinamento e acompanhamento para facilitar sua integração. A empresa mantém dois estagiários especiais. Legião G&B: grupo de colaboradores voluntários que contribuem mensalmente auxiliando a comunidade de Guarulhos a melhorar as condições de vida na região. Entre as entidades já beneficiadas estão o Asilo Abrigo Ideal, a Escola Municipal Siqueira Bueno, a Associação Amigos da Sopa e a Apae de Guarulhos. O programa tem tanto um cunho social quanto ambiental. A empresa, além de limpar toda a água que usa antes de enviar para o esgoto, recolhe todos os resíduos que gera como papel e plástico e vende para empresas de reciclagem. Todo o valor dessa receita é revertido para os funcionários em forma de benefícios. O Projeto Pescar surgiu da necessidade de ter uma atividade educacional transformadora voltada à comunidade na qual está fixada. O projeto busca a formação educacional de jovens entre 15 e 18 anos que vivem em situação de pobreza e vulnerabilidade. O projeto tem quatro anos, já formou 81 jovens, sendo que 70% deles encontram-se trabalhando formalmente. O pescando o lixo é dividido em 4 etapas: - Oficina de Brinquedos de Sucatas: os jovens separam alguns tipos de sucatas gerados na empresa, que antes eram enviados apenas para reciclagem, e transformam tais materiais em brinquedos educativos. Os jogos de damas, da velha, de ludo, de trilha, resta um e as panelinhas de latinhas de alumínio são entregues pelos jovens em escolas e/ou empresas prestadoras de serviço da Riffel.

Pescando o lixo

Riffel Moto Peças Blumenau Santa Catarina

- Lixeiras de Coleta Seletiva: os jovens pegam latas vazias, que eram apenas enviadas para reciclagem, pintam e identificam; transformando-as em latas específicas para coleta seletiva. - Palestras de Conscientização dos Funcionários: os alunos preparam e ministram palestras sobre reciclagem de resíduos para os funcionários da empresa. - Implantação do Projeto Pescando o Lixo: os jovens vão até escolas e/ou empresas prestadoras de serviço, proferem palestras de como implantar a coleta seletiva e instalam as primeiras lixeiras para incentivar todos a reciclar. Como incentivo, as empresas e alguns participantes recebem os kits de coleta seletiva e os brinquedos feitos de material reciclado para demonstrar que muito pode ser feito pelo meio ambiente e que podemos ainda tirar proveito destas atitudes. O objetivo principal do projeto é conscientizar os alunos da importância da preservação ambiental através da reciclagem. Fazer com que eles sejam agentes de transformação e conscientização nas comunidades onde estão inseridos, visando o benefício das gerações futuras. Fonte: FGV

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Voluntariado nasce de uma atitude cidadã que contagia uma empresa A distribuidora G&B, localizada em Guarulhos (SP), é uma colecionadora de ações sociais, com destaque para a parceria com a Apae para a contratação de estagiários. Uma forma de inserir jovens especiais no mercado de trabalho. O destaque, no entanto, é para o grupo de voluntariado, o LGB – Legião G&B. O grupo é exemplo de como a ação de um cidadão faz a diferença. Em 2002, um funcionário ajudava na distribuição de sopa em São Paulo para pessoas em situação de risco. Ele decidiu montar uma ONG dentro da empresa, mas infelizmente, meses depois veio a falecer. Seus colegas, no entanto, decidiram levar seu ideal para frente. Um dos coordenadores do grupo, Dorival Garcia Jr., explica como

fazer um trabalho voluntário no mercado de autopeças. Como funciona a LGB? Por meio do capital de ajuda, a empresa colabora mensalmente com um percentual; e os funcionários, através de uma apresentação do projeto, contribuem com o valor que podem. Também arrecadam recursos em eventos como bailes, jantares e outros meios para arrecadar fundos. Quem executa as tarefas? O grupo é composto por 12 voluntários. Entre outras funções eles convidam colegas da empresa e amigos para participar dos eventos. Quais as atividades executadas? E de que forma? Primeiro é feita uma vistoria preliminar e então é marca-

da uma data para a reforma ou atividade necessária, como aplicação dos 5S (práticas de certificação de qualidade). Quem a LGB ajuda hoje? E de que forma? A Casa Bom Pastor, o projeto Amigos da Sopa, o Centro de Amparo a Excepcionais, com aquisição de produtos de limpeza, e outras doações que aparecem ao longo do mês. Além disso, trabalha com o Conselho Municipal da Pessoa Idosa. Entre as ações da LGB destacam-se: as reformas do Abrigo Ideal, da Casa são Francisco de Paula, da Fundação Padre Reinaldo Cruz e do Asilo São Vicente de Paula. Doações de brinquedos para a Casa de Davi e doação de alimentos para a Casa Kibô-nô-iê.

Conheça os 7 princípios da responsabilidade social, um dos pilares do desenvolvimento sustentável Accountability (responsabilização): ato de responsabilizar-se pelas consequências de suas ações e decisões, respondendo pelos seus impactos na sociedade, na economia e no meio ambiente, prestando contas aos órgãos de governança e demais partes interessadas declarando os seus erros e as medidas cabíveis para remediá-los.

(stakeholders): ouvir, considerar e responder aos interesses das pessoas ou grupos que tenham um interesse nas atividades da organização ou por ela possam ser afetados.

Transparência: fornecer às partes interessadas de forma acessível, clara, compreensível e em prazos adequados todas as informações sobre os fatos que possam afetá-las.

Respeito pelas Normas Internacionais de Comportamento: adotar prescrições de tratados e acordos internacionais favoráveis à responsabilidade social, mesmo que não haja obrigação legal.

Comportamento ético: agir de modo aceito como correto pela sociedade – com base nos valores da honestidade, equidade e integridade, perante as pessoas e a natureza – e de forma consistente com as normas internacionais de comportamento.

LGB: ações em favor de crianças e idosos

Respeito pelos interesses das partes interessadas

Respeito pelo estado de direito: o ponto de partida mínimo da responsabilidade social é cumprir integralmente as leis do local onde está operando.

Direito humanos: reconhecer a importância e a universalidade dos direitos humanos, cuidando para que as atividades da organização não os agridam direta ou indiretamente, zelando pelo ambiente econômico, social e natural que requerem. Fonte: Inmetro

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Para começar, descubra impactos e proponha soluções O mercado de autopeças precisa estar mais atento a ações que promovam o desenvolvimento sustentável. Essa é a opinião do presidente do Sincopeças de São Paulo, Francisco De La Torre. “Está começando a nascer uma legislação voltada para o nosso segmento baseada na logística reversa. E isso será aprofundado, ou seja, num futuro muito próximo para tudo aquilo que vendermos, seremos responsáveis por recolher os resíduos”. Entre a legislação a que se refere De La Torre destaca-se a lei 12.305, mais conhecida

como Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que trata de processos e procedimentos sobre a correta destinação de resíduos dos mais diversos tipos, como embalagens plásticas e peças, por exemplo. O compromisso do varejo será fazer a coleta seletiva desse material descartado, inclusive aquele deixado ou levado pelo consumidor final. Para o consultor Vadson do Carmo, do Sebrae, o papel do pequeno e do médio empresário ainda pode ser mais efetivo no que diz respeito à aplicação de uma gestão ambiental

RESUMO S.Y.L Embora muitos relacionem desenvolvimento sustentável apenas à preservação do meio ambiente, o conceito é mais amplo e significa satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades. No mercado de autopeças, tais atitudes responsáveis ainda estão restritas às grandes organizações. Mas é possível aos varejos também adotarem uma postura coerente com as mais avançadas práticas, bastando para isso dar o pontapé inicial, que pode ser a criação de um braço social na empresa.

que promova o uso racional de recursos naturais. “Uma ação que precisa avançar mais é o consumo consciente de energia. Buscar formas de reduzir o uso em todos os elos da cadeia, inclusive no varejo, é imprescindível”. O consultor do Sebrae aposta numa mudança gradativa da sociedade em relação às questões ambientais. “Na Europa é comum o cidadão querer saber o que é feito no descarte de materiais e no uso de matérias primas. Ainda não é a cultura do brasileiro. Mas estamos caminhando para isso”.

Novo Varejo inaugura espaço fixo para a sustentabilidade Desenvolvimento sustentável e responsabilidade social são temas com presença constante nas páginas do Novo Varejo. Com a reportagem principal desta edição, o jornal inaugura uma editoria fixa sobre o tema. Vamos tratar mensalmente de ques-

tões sustentáveis, conceitos para a aplicação prática de novas ações comprometidas com as tendências de gestão responsável e, especialmente, apresentar exemplos concretos do mercado brasileiro de manutenção automotiva. Você, leitor, está

convidado a sugerir pautas para está seção e mostrar aquilo que realiza em favor do desenvolvimento sustentável de sua empresa e da sociedade como um todo. Envie as informações para nossa redação pelo e-mail jornalismo@novomeio.com.br

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Por Redação Novo Meio jornalismo@novomeio.com.br

Fotos Divulgação

Automóveis de entrada ganham direção elétrica DHB Chevrolet Volt retrata um dos focos do evento: a mobilidade com base em soluções mais sustentáveis

SAE BRASIL 2011 é vitrine da tecnologia automotiva

A direção E3D e a bomba hidráulica são as mais recentes tecnologias desenvolvidas pela DHB. Ambas estavam no estande da empresa no SAE 2011. O sistema E3D representa uma opção de direção elétrica para veículos de pequeno porte. Com isso, o comprador de automóveis de menor custo passa a ter a possibilidade de contar com um sistema moderno, cô-

modo, positivo para o meio ambiente e que reduz o consumo de combustível. A nova tecnologia já está pronta e à disposição das montadoras. Já a bomba hidráulica de alta performance garante, segundo o fabricante, eficiência 20% superior com 30% a menos no consumo de potência. O produto também pesa menos: 45% em relação aos similares.

Principal evento brasileiro da mobilidade antecipa inovações e debate anualmente o futuro do automóvel Uma vez por ano os principais sistemistas e fabricantes de autopeças do país, além das montadoras, apresentam as inovações tecnológicas em desenvolvimento no país e até no exterior. O palco desta vitrine de novidades é o Congresso e Exposição SAE Brasil, o maior evento da indústria brasileira da mobilidade e direcionado à classe aos engenheiros, público que integra a SAE.

Em 2011, a feira foi realizada entre os dias 4 e 6 de outubro no Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte, em São Paulo. Foram mais de 140 estandes, de 83 empresas automotivas. No total, o espaço de exposições e os painéis de debate e conteúdo costumam reunir um público superior a 10 mil visitantes. E, mais uma vez, em ambas as frentes prevaleceram os temas que irão

ditar os passos da indústria automobilística nos próximos anos: preservação do meio ambiente, segurança dos ocupantes dos veículos e ferramentas multimídia de conectividade. Não por acaso, esses três eixos estavam presentes em praticamente todas as novidades e tecnologias de ponta apresentadas aos visitantes, e que você vai conhecer nos destaques apresentados a seguir.

E3D leva a direção elétrica aos consumidores de menor renda

Carro conceito da TRW mostra sistemas de segurança Air bags estão por todos os lados no carro conceito exibido na feira

Produzido em acrílico e MDF (Medium Density Fiberboard – Fibra de Média Densidade), o carro conceito da TRW vem sendo exibido em grandes feiras internacionais e foi a atração do estande da empresa no SAE Brasil 2011. Do tamanho real de um automóvel de passeio, ele permite a visualização das mais avançadas tecnologias da empresa com foco na segurança ativa e passiva. Uma delas é o air

bag de teto. O carro também é equipado com air bags de joelho e de tórax; cintos de segurança com retratores; sistema elétrico de direção; sistemas de freio ABS; freio elétrico de estacionamento; sistema elétrico de suspensão; volante integrado a sensores (avisa o motorista quando o carro sai da faixa, por exemplo); sistema de monitoramento da pressão do pneu; e a próxima geração de unidade de controle, projetada

com a máxima flexibilidade para permitir a integração de uma série de funções eletrônicas, incluindo sensores de air bags, cintos de segurança, sensores acústicos e sensores inerciais para o controle de estabilidade e de rolagem. Ainda no estande da TRW, os visitantes puderam apreciar o novo painel de controle sensível ao toque, com diversos aplicativos, entre eles os de conectividade: GPS, bluetooth e internet.

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Tecnologia Schaeffler contribui para redução de emissões Por meio de simulações em computador baseadas em modelos de análise estrutural, dinâmica e mapas de consumo e emissões, os engenheiros do Grupo Schaeffler atingiram resultados expressivos para o novo conceito LESS de redução de emissões, apresentado na exposição. A proposta é desenvolver e otimizar sistemas e componentes para motor, transmissão e chassi, por meio da redução do consumo de combustível e emissões de CO2, com melhora da eficiência energética. O resul-

tado foi um ganho de 2,5% em eficiência de consumo. A empresa deu destaque especial para tecnologias e soluções para sistemas de motor, transmissões e chassi, com foco na consciência ecológica. Entre elas, VCP – Sistema de Válvula Variável, UniAir, rolamento de suspensão, Switchable Valve Train, Wheel Bearing with Face Spline, Twin Tandem Hub, Ball Screw Drive, diferencial compacto Schaeffler, dupla embreagem e a linha de revesti-

mentos, que agora está incorporada ao portfólio do grupo.

Entre os destaques do estande, o sistema de dupla embreagem

Tecnologias do futuro presentes no carro conceito da Visteon Uma das atrações do espaço de exposição do SAE Brasil 2011 foi o C-Beyond, um carro conceito que reúne mais de 40 tecnologias com foco em informação, entretenimento, conectividade, climatização, interior e iluminação veicular. Apresentado pelo Visteon como o automóvel do futuro, o protótipo foi desenvolvido a partir de pesquisas realizadas em todo o mundo pela empresa junto a montadoras e consumidores com o objetivo de apurar expectativas e demandas para a melhor interação entre o usuário e seu carro. O levantamento detectou que os carros do futuro deverão ser equipados com materiais que contribuam para a sustentabilidade do planeta. Por isso, no C-Beyond há componentes produzidos a partir de fibras naturais e materiais recicláveis. Também constatou-se que os consumidores desejam se manter conectados com o mundo exterior enquanto estão dentro do veículo. Para atender a essa

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necessidade, a empresa desenvolveu diversos recursos para assegurar a conectividade completa através do sistema de informação e entretenimento flexível no veículo, permitindo aos ocupantes baixar músicas, navegar em mídias sociais ou gerenciar e-mails. O CBeyond conta também com pai-

néis com comandos sensíveis ao toque, controles remotos para interação homem máquina utilizando dispositivos portáteis (como celular e smartphones), sistemas inteligentes de iluminação, conceito de controle de climatização avançado com fluxo de ar vertical, entre outras tecnologias.

C-Beyond concetra mais de 40 tecnologias que envolvem conectividade, segurança e conforto

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Fiat leva controle inteligente de válvulas aos automóveis de passeio Desenvolvido inicialmente para os veículos comerciais, o sistema MultiAir está fazendo sua estreia nos automóveis de passeio. Produto da Fiat Powertrain, a tecnologia acaba de chegar ao motor fire 1.4 16V do novo Fiat 500. O sistema proporciona o controle inteligente das válvulas de admissão de ar. No MultiAir, a borboleta do acelerador deixa de controlar a quantidade de ar admitida pelos cilindros – o componente continua existindo, mas só opera em situações específicas. Funciona da seguinte maneira: um pistão, movido por um came de entrada mecânico, é conectado à vál-

vula de admissão por meio de uma câmara hidráulica, controlada por uma válvula solenóide on/off normalmente aberta. Quando a válvula solenóide é fechada, o óleo na câmara hidráulica se comporta como um corpo sólido e transmite para as válvulas de admissão o movimento de abertura imposto pelo came mecânico. Quando a válvula solenóide é aberta, o óleo na câmara hidráulica pode escorrer livremente de volta para o motor, assim as válvulas de admissão não seguem mais o came de admissão e se fecham sob a ação da mola da

válvula. A parte final do percurso de fechamento da válvula é controlada por um freio hidráulico dedicado, para garantir uma fase de assentamento suave e regular em qualquer condição operacional do motor.

Sistema MultiAir agora equipa motor fire 1.4 16V do novo Fiat 500

Montadoras apostam na propulsão elétrica A busca por matrizes que representem alternativas aos combustíveis derivados do petróleo está cada vez mais em evidência. No SAE Brasil

2011, a tendência esteve presente em diferentes estandes. No caso das montadoras, mereceu especial atenção. A General Motors, por exemplo, Carros híbridos e elétricos estão na ordem do dia

exibiu o carro conceito elétrico Volt, atração em diferentes salões do automóvel pelo mundo. O veículo alcança autonomia de 64 km movido exclusivamente por eletricidade. Quando combina o uso de motor a combustão com o elétrico a autonomia sobe para até 544 km. No estande da Honda, os visitantes puderam apreciar o esportivo CR-Z, primeiro híbrido equipado com transmissão manual de seis velocidades. O carro é equipado com um motor 1.5 SOHC i-VTEC 16 V a gasolina, que desenvolve potência de 128 cavalos, e um motor auxiliar elétrico de 13 HP de potência.

Magneti Marelli Cofap reúne rastreador e bloqueador em sistema único A integração entre navegação, informação, entretenimento e dispositivos eletrônicos de consumo, com várias funções que simplificam e melhoram a vida a bordo dos veículos, foi o mote da Magneti Marelli Cofap no evento. A proposta está alinhada com as tendências do setor automotivo hoje. A empresa também exibiu o T-Box, que reúne rastreador e bloqueador em uma única unidade. Além do acompanhamento a distância do veículo, o sistema de rastreamento permite medir a eficiência dos combustíveis utilizados. O produto pode ainda ser usado como ferramenta de transmissão de dados, coletando informações

sobre as características de tráfego de uma cidade e contribuindo para a formação de estatísticas de trânsito. Para o sistema de suspensão, a empresa mostrou duas novas soluções: Full Displacement e F-Respond. A primeira é uma válvula de duplo efeito que substitui a tradicional no amortecedor bitubular, proporcionando ao veículo melhor dinâmica, agilidade, estabilidade, desempenho, conforto e segurança. Já o F-Respond é um sistema de amortecimento variável sensível à frequência, mecanicamente acionado, sem utilização de controles eletrônicos. A variação é obtida a partir do acionamento de válvulas.

Novos rolamentos SKF reduzem emissões de CO2 A SKF do Brasil traz ao país duas novas linhas de rolamentos que contribuem para a redução das emissões de gases causadores de efeito estufa. O rolamento de roda de peso reduzido (low weight bearing unit) contém alumínio em sua composição, metal mais leve que o aço. Com a utilização desse material, o novo rolamento – importado da Itália – ajuda a reduzir em até 30% o peso da suspensão do veículo. O produto está, por enquanto, disponível apenas para aplicação das montadoras como item de fábrica. Outra novidade é o set de rolamentos para embreagem dupla (dual clutch, em

inglês). A tecnologia, já bastante usada na Europa, chega ao Brasil com a perspectiva de equipar os automóveis no futuro. Segundo o fabricante, além do conforto, o sistema proporciona redução no consumo de combustível quando comparado aos tradicionais câmbios manuais e automáticos.

Low weight hub bearing unit é solução para veículos de passeio e comerciais leves

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Gerenciamento energético e telemetria são destaques da Delphi Garantir a adição de mais funções elétricas e eletrônicas nos veículos, incluindo opcionais, dentro de uma mesma solução de arquitetura veicular, permitindo ainda novos opcionais após o lançamento dos modelos é a proposta da MAPEC (Multiple Application Electrical Center), apresentada pela Delphi no SAE 2011. O produto gerencia de forma muito mais eficiente todos os processos elétricos do veículo e substitui uma série de equipamentos mecânicos por eletrônica embarcada em veículos de entrada. Com isso, elimina fusíveis, relês e módulos eletrônicos. A partir da gestão energética eficiente é possível otimizar e miniaturizar os circuitos existentes na distribuição elétrica, o que proporciona ganhos como a melhoria do

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layout; aumento na durabilidade de elementos como lanternas e motores; mais confiabilidade dos sistemas elétricos; redução no peso de cobre utilizado nos circuitos elétricos e, portanto, no peso total do veículo. Outra tecnologia em alta é a telemetria. Nos veículos pesados, com a adoção do OBD a partir de 2012, ela será regra nas linhas

de montagem. No SAE, a Delphi exibiu a telemetria em um carro equipado com a nova MAPEC 3.0. A empresa explica que, por meio de uma placa de comunicação GSM/GPRS, é possível realizar a distância a leitura de informações sobre o veículo, como nível de combustível e estado de regulagem do motor. Tudo por uma linha de comunicação OBD.

MAPEC é uma central elétrica que substitui equipamentos mecânicos por eletrônica embarcada em veículos de entrada

Bicicleta motorizada é proposta da Bosch Encontrar uma alternativa para reduzir o caos do trânsito é um dos desafios da indústria da mobilidade. A Bosch dedicou atenção ao tema expondo o sistema eBike, que usa um motor elétrico para auxiliar o ciclista a percorrer distâncias com menor esforço. O produto não elimina a necessidade de pedalar a bicicleta, apenas torna o movimento mais leve. O eBike é composto por uma unidade de acionamento, que inclui motor e sensores, uma bateria de íons de lítio recarregável e a interface de controle. Quanto às tecnologias automotivas, a Bosch mostrou o ESP - Programa Eletrônico de Estabilidade geração 9, sistemas bicombustíveis para veículos

diesel (diesel + GNV e diesel + etanol), Flex Start (que elimina o reservatório da gasolina em veículos flex), Start/Stop (liga e desliga automaticamente o motor, ideal para o trânsito congestionado) e Steering Motors (atuadores para utilização em sistemas de direção elétrica). Outro sistema apresentado foi o Driver Assistance. Nele, o Radar de Média Distância e o Radar de Longa Distância trazem funções inovadoras como o Controle de Cruzeiro Adaptativo. Já a Câmera de Múltiplas Funções conta com tecnologia de vídeo capaz de reconhecer as faixas de rolagem na pista e alertar o motorista quando o veículo muda de faixa de forma não intencional.

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Conteúdo, relacionamento, debate, soluções. A Editora Novo Meio, o Sincopeças-SP e o Sindirepa-SP realizam em julho o primeiro fórum do mercado de manutenção automotiva de 2011. Os Fórum Novo Meio Sincopeças-SP Sindirepa-SP reúnem a cada edição representantes de todos os elosdebate, da cadeia de negócios da reposição independente, formadores de opiniãorealizam e especialistas nos mais Conteúdo, relacionamento, soluções. A Editora Novo Meio, o Sincopeças-SP e o Sindirepa-SP diferentes temas pertinentes à evolução do mercado e das empresas de comercialização de componenem outubro o segundo fórum do mercado de manutenção automotiva de 2011. tes automotivos e reparação de veículos, estimulando a troca de informações e a busca por caminhos que levem aoSindirepa-SP desenvolvimento do asetor. Os Fórum Novo Meio Sincopeças-SP reúnem cada edição representantes de todos os elos da cadeia de negócios da reposição independente, formadores de opinião e especialistas nos mais diferentes temas Todo o conteúdo pelos encontros será divulgado e repercutido pelo jornal Novo Varejo e as repertinentes à evolução do mercado e das gerado empresas de comercialização de componentes automotivos e reparação Sincopeças-SP e Mais em reportagens exclusivas. de veículos, estimulandovistas a troca de informações e a Automotive busca por caminhos que levem ao desenvolvimento do setor.

Conteúdo, relacionamento, debate, A Editora Novo Meio, o Sincopeças-SP e o Sindirepa-SP marca nãosoluções. pode Todo o conteúdo geradoSua pelos encontros seráfaltar. divulgado e repercutido pelo jornal Novo Varejo e as revistas Sincorealizam em novembro o terceiro fórum do mercado de manutenção automotiva de 2011. peças-SP e Mais Automotive em reportagens exclusivas. Faça parte do Fórum Novo Meio Sincopeças-SP Sindirepa-SP, valorize e exponha sua marca durante o Os Fórum Novo Varejoevento Sincopeças-SP Sindirepa-SP reúnem a cada de edição representantes dedos todos e em 50 mil exemplares nas reportagens cobertura e repercussão encontros. Sua marca não pode faltar. os elos da cadeia de negócios da reposição independente, formadores de opinião e especialistas nos mais diferentes temas pertinentes à evolução do mercado e das empresas de comercialização de TEMA: ONDE VAI O MERCADO Faça parte do Fórum Novo Meio PARA Sincopeças-SP Sindirepa-SP, valorize e exponha sua marca durante o evento e em componentes automotivos e reparação de veículos, estimulando a troca de informações e a busca por 50 mil exemplares nas reportagens de novos cobertura e repercussão dos encontros. razão dos movimentos caminhos que levem aoEm desenvolvimento do setor. envolvendo fornecimento e compra de autopeças, o que esperar da reposição e seus protagonistas a partir de agora? TEMA: PARA ONDE VAI Opelos MERCADO Todo o conteúdo gerado encontros será divulgado e repercutido pelo jornal Novo Varejo e as revistas e Mais Automotive reportagens exclusivas. Em razãoSincopeças-SP dos novos movimentos envolvendo em fornecimento e compra de autopeças, o que esperar da reposição Cota única de patrocínio (por evento)..........R$ 2.300,00 e seus protagonistas a partir de agora?

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CUPOM FISCAL ELETRÔNICO NO VAREJO E FERRAMENTAS DE FISCALIZAÇÃO TRIBUTÁRIA III IIFórum – Sincopeças-Sindirepa 2011 FórumNovo NovoVarejo 2011 IMeio-Sincopeças-Sindirepa Fórum Novo Meio-Sincopeças-Sindirepa 2011 804 17dedenovembro outubro julho

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Agência Sebrae de Notícias

Garantias são necessárias para fechar transações

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Uma das principais barreiras que impedem o acesso das micro e pequenas empresas ao crédito é a necessidade de apresentar garantias para fechar a transação, o que encarece a operação. Para facilitar, o Sebrae criou duas alternativas de apoio em que atua como uma espécie de fiador da transação. O Fundo de Aval da Micro e Pequena Empresa (Fampe) é desenvolvido desde 1995 com recursos do Sebrae e operado por bancos parceiros – Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. A finalidade é complementar as garantias exigidas pelas instituições

Crédito para microempresas cresce 48% em 12 meses Convênio com

financeiras em até 80% do volume total. Mais de 178 mil empresas já foram atendidas e mais de R$ 4,7 bilhões foram concedidos em aval. As Sociedades de Garantia de Crédito (SGC) são uma alternativa importante para tornar realidade o acesso ao crédito pela micro e pequena empresa, seja para investimento ou para capital de giro. Atualmente, há quatro sociedades em funcionamento no Brasil: uma no Rio Grande do Sul e três no Paraná. Até o fim de 2011, mais duas sociedades devem entrar em funcionamento – no Rio de Janeiro e em Minas Gerais – e outras sete devem começar a operar até 2013.

Segundo Banco Central, volume de recursos disponíveis pelas instituições financeiras para microempresas passou de R$ 809 milhões para R$ 1,2 bilhão

instituições financeiras facilita acesso ao dinheiro

Brasília - Com a ampliação de opções de financiamentos para as micro e pequenas empresas (MPE), o Sebrae está diversificando suas ações para orientar os empreendedores sobre o uso do crédito. Segundo dados do Banco Central, o volume de recursos disponíveis pelas instituições financeiras para microempresas passou de R$ 809 milhões, em junho de 2010, para R$ 1,2 bilhão, em junho de 2011. Dois anos atrás, a oferta não passava de R$ 586 milhões. O crescimento foi de 48% entre 2010 e 2011 e alcançou 104% em dois anos. Com mais dinheiro disponível para as micro e pequenas empresas, o Sebrae vem intensificando o apoio a quem precisa de crédito. São três linhas de ação direcionadas aos donos de micro e pequenos negócios e aos empreendedores individuais. As medidas vão da parceria com instituições financeiras que concedem financiamento

O Sebrae mantém convênio com quatro bancos públicos – Banco do Brasil, Caixa Econômica, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste – e com quatro privados – Bradesco, Itaú, HSBC e Santander. Também possui acordo com o Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob). Juntas, essas instituições financeiras concedem mais de 80% do crédito no país. Os convênios, renovados periodicamente, preveem que o Sebrae capacite os bancos para oferecerem produtos e serviços para MPE. Já as instituições financeiras oferecem os produtos do Sebrae a seus clientes. Os acordos foram feitos para suprir uma demanda do mercado. Levantamento do Sebrae mostra que apenas um terço dos empresários donos de negócios de pequeno porte buscam empréstimos no sistema financeiro. A

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ao apoio com garantias, passando pela difusão de informações sobre as linhas disponíveis e dicas sobre como utilizar bem o dinheiro emprestado. “Nos últimos dez anos aumentou muito a oferta de crédito e o que precisamos é fazer o crédito chegar ao nosso cliente, uma parte dos clientes do Sebrae não tem acesso. Por exemplo, o Empreendedor Individual (EI) não tem a cultura de ir ao banco. Nós precisamos criar essa cultura. E atuamos também no pós-crédito para ajudar o empreendedor a utilizá-lo da melhor maneira possível”, explica o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto. Para ajudar as empresas a usar o crédito da melhor maneira, a instituição desenvolve cursos de capacitação subsidiados ou gratuitos. As capacitações podem ser conhecidas no site do Sebrae e as inscrições podem ser feitas nas unidades estaduais da instituição.

principal fonte de crédito para eles é o próprio fornecedor, mas ainda recorrem a agiotas, cheque especial de pessoa física, entre outras formas. O apoio também se dá ao desenvolvimento de linhas de microcrédito. As unidades estaduais do Sebrae estabelecem parcerias com instituições que atuam direta e indiretamente com operações de microcrédito. Cabe ao Sebrae capacitar os empreendedores, realizar consultorias e organizar eventos. A instituição possui acordo com a Associação Brasileira das Operadoras de Microcrédito e Microfinanças (ABCRED) e com a Associação Brasileira das Sociedades de Crédito ao Microempreendedor. Em junho deste ano, de acordo com o Banco Central, o montante de recursos emprestados com as condições de microcrédito – até R$ 10 mil por operação – passava de R$ 2,4 bilhões.

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informações e peças para veículos importados

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ano 7 outubro 2011

Salão de Frankfurt antecipa novidades que em breve estarão rodando pelo Brasil Mostra de automóveis mais importante da Europa recebeu mais de 900 mil visitantes na edição 2011 Uma das vantagens da globalização é poder prever, com uma boa margem de acerto, as novidades automobilísticas que num futuro não muito distante chegarão às ruas brasileiras. Estes novos modelos geralmente fazem suas estreias nos salões internacionais e, devido à rápida evolução de nossa frota – resultado de uma concorrência cada vez mais acirrada – não demoram muito a

HYUNDAI I30

desembarcar por aqui. Entre 15 e 25 de setembro, a 64ª edição do IAA Cars, o conhecido Salão de Frankfurt, recebeu 928 mil visitantes, número 10% maior que a edição anterior. Lá puderam apreciar as mais recentes novidades das montadoras, que também apresentaram modelos que em breve deverão chegar ao Brasil. A seguir, você conhece alguns deles.

FORD RANGER

O hatch sulcoreano é um grande sucesso no mercado brasileiro. A nova geração chega em março de 2012 na Europa e também desembarcará por aqui no segundo semestre. A aposta da Hyundai é no design, que está mais ousado e cheio de curvas. A meta é continuar ocupando a liderança de vendas em sua categoria em nosso mercado. Ainda

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falta saber detalhes da mecânica destinada ao Brasil. Na Europa, o carro terá motores 1.4 e 1.6, com injeção direta, sendo que o maior rederá 135 cavalos de potência. Também será comercializado com propulsor diesel, que, claro, não virá para cá. São duas as caixas de transmissão: manual ou automática, ambas com seis velocidades.

Apresentada na edição 70 do Novo Balconista, a nova geração da Ford Ranger deve chegar ao Brasil em 2012. O modelo atualiza a versão hoje vendida por aqui, já sem condições de competir com veículos muito mais modernos, como a Toyota Hilux ou a VW Amarok. O novo utilitário terá o

motor Duratorq 2.2 turbo de 4 cilindros, que desenvolve 126 cv e gera 33,6 mkgf de torque, além de transmissão de seis marchas. A picape também será equipada com diferentes recursos que garantem eficiência, segurança e praticidade, muitos deles, no entanto, opcionais. Entre as tecnologias

oferecidas estarão air bags para o motorista e o passageiro da frente, cortina para proteção da cabeça e laterais nos bancos da frente. Haverá ainda controle eletrônico de estabilidade, controle de estabilidade de reboque, controle de carga adaptativo e assistência de frenagem em emergência.

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importados

outubro de 2011

VOLKSWAGEN UP!

KIA RIO

A coreana Kia se tornou um case no mercado brasileiro e hoje seus automóveis estão entre os mais desejados pelo consumidor nacional. A versão hatch do compacto Rio foi apresentada em Frankfurt e está cotada para

importados

o Brasil no ano que vem. O carro terá motor 1.4 flex com potência máxima de 107 cavalos e torque de 13,8 kgfm. Entre os refinamentos tecnológicos, comando de válvulas continuamente variável no ciclo de admissão. Na

Europa, tem transmissões mecânica e automática, de seis marchas. Com visual moderno, tem tudo para agradar. O problema pode ser o preço, que com o aumento do IPI pode passar e muito dos R$ 50 mil.

CHEVROLET CRUZE HATCH

Para o público brasileiro, o compacto Up! foi, provavelmente, a principal atração do Salão de Frankfurt. Moderno, compacto e muito econômico, o carrinho deve desembarcar aqui no final de 2013 ou primeiro semestre de 2014. Será o modelo de entrada da Volkswagen no país e, com ele, a marca pretende retomar a liderança perdida para a Fiat. Embora ainda não haja detalhes sobre a versão que virá para nosso mercado e nem mesmo

a sua produção na planta de Taubaté (fala-se em possível fabricação no México), o pequeno Up! seguramente será equipado com um motor 1.0 e terá acabamento superior à atual geração 4 do Gol, que faz o papel de modelo mais barato da marca. Na Europa, o carro será vendido por pouco menos de 10 mil euros, preço que o colocaria hoje em condição de desvantagem frente aos mais baratos à venda no Brasil.

CITROEN DS5

O substituto do Vectra já chegou ao Brasil na versão sedã. Assim como seu antecessor, terá aqui também uma versão hatch, com apelo mais esportivo, que foi apresentada no IAA 2011. Desconsiderando o polêmico e até esquisito design das partes frontais de todos os Chevrolet lançados no Brasil ultimamente, o restante da linha é

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bastante moderno, atraente e harmonioso – especialmente a parte traseira, principal diferencial de um modelo hatch. A mecânica deverá ser a mesma que já equipa o Cruze brasileiro: o novo e moderno motor Ecotec flex 1.8 16V, que rende 144 cv de potência com etanol e traz comando de válvulas continuamente variável.

A montadora prepara um upgrade em sua estratégia para o mercado brasileiro em 2012 a partir da introdução da sofisticada linha DS – porém, as alterações no IPI podem mudar os planos. O apelo principal desses automóveis é o luxo e o requinte, buscando atender a um perfil de consumidores muito mais exigentes. Em Frankfurt, a marca mostrou o atraente

DS5, que se destaca pelo ousado design, que mistura elementos de automóveis hatch e crossover. O interior também é muito avançado e impressiona pelas formas e qualidade do acabamento. Na Europa, o carro foi apresentado com propulsão híbrida, trazendo motor 2.0 diesel e outro elétrico. Para o mercado brasileiro, certamente não será essa a escolha.

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uma nova publicação para um novo profissional

Balconista de Autopeças comemora seu dia na Câmara dos Vereadores #

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Data, já oficializada no município de São Paulo, terá sessão solene na casa legislativa da cidade

ano 7 outubro 2011

Os três pilares para a formação de um bom balconista Comprometimento Estar comprometido com o trabalho e com os resultados e metas faz do balconista um profissional eficiente. É importante gostar do que faz e não fazer simplesmente por fazer, É preciso gostar de ser balconista.

Conhecimento Conhecer a loja onde trabalha, inclusive a parte administrativa e os produtos que ela vende, é crucial para o atendimento de qualidade. Além disso, o balconista precisa conhecer o cliente que visita a loja e saber o que ele precisa. Treinamento em informática não é uma opção, mas uma obrigação.

Desejos Ninguém sai do lugar se não tem sonhos. Saber o que deseja para o futuro faz da pessoa, e, portanto, do profissional, alguém mais focado. É preciso ter objetivos profissionais, pessoais e espirituais.

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No dia 26 de novembro um dos profissionais mais importantes do setor automotivo comemora seu dia, o balconista de autopeças. Diretamente responsável pelo atendimento nas lojas, é ele a chave no relacionamento com o cliente. Seu conhecimento e simpatia podem ser decisivos na hora de fidelização da clientela e na decisão pela marca vendida. Este ano, a data será também lembrada de uma maneira diferente: a Câmara Municipal de São Paulo realiza em 9 de dezembro uma solenidade especial em homenagem a estes profissionais. O evento vai contar com a presença de balconistas de autopeças, empresários do varejo, lideranças do mercado de reposição, parlamentares, além do vereador Celso Jatene, autor do projeto de lei que oficializou a data na capital paulista. Comemorar o Dia do Balconista de

Autopeças é uma forma de reconhecer a importância desse profissional para o mercado. O presidente do Sincopeças-SP, Francisco de La Torre, lembra que essa é uma justa homenagem àquele que faz “a intersecção de todo o setor de reposição com o dono do automóvel. RECONHECIMENTO Todos os elos da cadeia do aftermarket reconhecem o balconista como fundamental no setor. Para o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Autopeças (Anfape), Roberto Monteiro, por exemplo, o balconista precisa estar sempre muito bem qualificado. “Ele é como um farmacêutico que analisa a receita e entrega ao consumidor aquilo que ele foi comprar”. E os balconistas sabem da importância que têm. Mauricio Marini, da Zoinho Autopeças, cita que sem um

bom atendimento a loja não vai para frente. “Balconista tem que cativar o consumidor, dar sempre uma boa explicação para o cliente voltar”. Marini afirma que conseguiu unir na profissão que exerce há cinco anos o gosto por carros e pelo atendimento ao público. “Eu gosto de trabalhar em lugar aberto, com pessoas, sem ficar preso em lugar nenhum”. O dia do balconista de autopeças foi instituído em 2001 pela Editora Novo Meio e, com o apoio do SincopeçasSP, oficializado pela Câmara Municipal em 2010, colocando a data no calendário da cidade de São Paulo. A data foi escolhida porque marca o inicio do período de maior movimento do comércio, que envolve as festas de fim de ano e as revisões de férias. Estimativas do mercado mostram que as vendas chegam a crescer até 20% nessa época.

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capa

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Relacionamento é a base do bom negócio O consultor Sebastião Nelson Freitas destaca que, no comércio varejista, o sucesso de um negócio é baseado na relação entre os três elos da cadeia: proprietário, balconista e cliente. De acordo com ele, os três mantêm uma relação que “quando madura” sustentam uma fluidez na relação comercial. “O relacionamento, se é maduro, necessariamente dura”. Freitas lembra que muitas vezes a falta de comunicação entre proprietário e balconista é o primeiro sinal de problemas nos negócios. Não raramente clientes que não foram bem atendidos, muitas vezes por profissionais descontentes, quebram o vínculo de fidelidade com a loja. “O proprietário e o gerente precisam estar atentos a isso. A falta de simpatia, de um sorriso, pode ser crucial. Se o balconista está descontente tem que saber o

porquê e o que pode ser feito”. Freitas afirma que qualquer cliente percebe a insatisfação do atendente. Outro ponto que o consultor defende é a necessidade constante de treinamentos. Para ele o balconista precisa ser munido de cursos e informações que o auxiliem no atendimento ao cliente. “Isso também é algo que exige atenção do proprietário. Quais cursos eles têm? Quais treinamentos eles receberam?”. Freitas levanta ainda que na relação entre balconista/loja e cliente é absolutamente imprescindível que promessas sejam cumpridas. Ele explica que quando o balconista se compromete a indicar um produto – ou mesmo na finalização de um serviço –, o cliente espera e exigirá que o compromisso seja cumprido sob o risco do balconista e a loja perderem a credibilidade.

Esse profissional é, e precisa ser, sempre bem informado. Alguém em quem se possa confiar

Roberto Monteiro, diretor executivo da Associação Nacional de Fabricantes de Autopeças (Anfape)

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Assim como

o mecânico, o balconista é quem leva ao consumidor toda a expertise do segmento automotivo e todo o empenho e trabalho de cada um entre todos os que compõem o segmento de manutenção, desde o fabricante até a mídia especializada

Frascico De La Torre, presidente do Sincopeças-SP

O balconista

de autopeças é um grande consultor que está presente em todas as horas para auxiliar e poder tornar possível a entrega da peça no tempo certo, garantindo a qualidade do serviço prestado pelas oficinas

Antônio Fiola, presidente do Sidirepa-SP

A oficialização

do dia do balconista de autopeças representa mais do que apenas um dia de comemoração, é um marco para toda a categoria

Vereador Celso Jatene, autor do projeto de lei que oficializou o Dia do Balconista de Autopeças em São Paulo

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novo catálogo de produtos 2012

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carro

Por Redação Novo Meio jornalismo@novomeio.com.br

Fotos Divulgação

Toyota híbrido será vendido em 2012 Um dos pioneiros no uso da tecnologia híbrida, Prius terá inicialmente 15 unidades vendidas no país

Por dentro do Prius Bateria do motor híbrido A tecnologia Toyota Hybrid Synergy Drive utiliza uma potente bateria autônoma, que alimenta o motor elétrico, com potência máxima de 27 kW, para o armazenamento de energia. Ela dispensa carga externa e não necessita manutenção nem troca periódica. Freios regenerativos Quando o veículo desacelera ou o freio é acionado, o motor elétrico funciona como um gerador, convertendo a energia cinética em energia elétrica, carregando tanto a bateria híbrida quanto a bateria regular.

O interior tem design moderno, como o motor

Modos de condução O Prius permite ao motorista selecionar quatro modos de condução no painel de instrumentos, para otimizar a dirigibilidade: normal (os dois motores otimizados automaticamente), EV-Electric Vehicle (100% elétrico), ECO-Economy (usado para calibragem da resposta de aceleração) e PWR-Power (que modifica a resposta do veículo em aceleração, intensificando a potência).

Modelo tem sete air bags de série

Consumo de combustível No modo de condução Normal, o Prius atinge até 25,5 km/l, com uma autonomia de 1.150 quilômetros.

Em tempos de sustentabilidade, o uso de combustíveis alternativos ganha espaço na pauta das discussões do setor automotivo. Para os veículos leves, a tecnologia flex deu um novo impulso ao etanol, antes desacreditado por conta de crises de abastecimento e variações bruscas de preços – resultado da eterna falta de sintonia entre governo federal e os usineiros. Recentemente, o Brasil começou a receber também automóveis híbridos, que utilizam um misto de propulsão a gasolina e elétrica. Os primeiros modelos a chegar ao país foram trazidos pela Mercedes-Benz e pela Ford. Agora, a Toyota anuncia que irá comercializar aqui, no segundo semestre de 2012, um automóvel que se tornou referência internacional na categoria, por conta de seu pioneirismo e sucesso comercial. Trata-se da terceira geração do Prius, modelo equipado com

um motor a gasolina de ciclo Atkinson, quatro cilindros em linha e 1.798 cm3 de cilindrada. A Toyota explica que este motor a combustão se destaca por dispensar a utilização de uma correia auxiliar para mover outros componentes do veículo, como o compressor do ar-condicionado, a bomba de água e a assistência elétrica da direção, que funcionam com a eletricidade gerada pela potência do sistema de baterias, colaborando para a redução do consumo de combustível. Em sincronia com o propulsor de combustão interna trabalha um motor elétrico de 650 volts, dotado de corrente elétrica alternada trifásica. Este casamento perfeito potencializa o desempenho em altas velocidades e impulsiona as rodas quando o veículo está funcionando exclusivamente no modo elétrico. O resultado é um automóvel silencioso, econômico e que oferece ao motorista potência máxima combinada de 138 cavalos.

Prius com motor a gasolina de ciclo Atkinson

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outubro de 2011

FICHA TÉCNICA Toyota Prius 2011

Porsche foi o primeiro a pensar em propulsão híbrida

► Motor a gasolina: 1.8L 16V 4 Cilindros em linha VVT-i ■ Potência máxima: 98 cv @ 5200 rpm ■ Torque máximo: 14,5 kgfm @ 4000 rpm ► Motor elétrico: 650 V ■ Potência máxima: 60 kW ■ Potência combinada (motor Elétrico + motor a combustão): 138 cv ■ Consumo urbano* (km/l): 25,5 Emissão de CO2 urbano* (g/km): 90 *números baseados em resultados da Toyota, podem variar de acordo com as condições de uso do carro.

Motor híbrido da Toyota

O Prius foi lançado em 1997 e conquistou o privilégio de ser o primeiro veículo da história equipado com motores a gasolina e elétrico a ser produzido em escala comercial. Até hoje, suas vendas acumuladas já alcançaram a marca de 2,3 milhões de unidades em todo o mundo. Mas a propulsão híbrida surgiu muito antes do Prius, em 1899, quando o jovem engenheiro austríaco Ferdinand Porsche, já em seu segundo protótipo, trazia a inovadora propulsão a gasolina e eletricidade. Funcionário de uma indústria de carruagens, Porsche instalou um motor elétrico

no interior de cada roda. As baterias desses motores eram recarregadas por um gerador alimentado pelo propulsor a gasolina. Na década de 1970, com a crise do petróleo, a busca por combustíveis alternativos ganhou força. Nos Estados Unidos, o refugiado russo Alex J. Severinsky passou a se dedicar à tecnologia híbrida. Após inúmeros estudos, patenteou em 1994 o Hyperdrive. A tecnologia viabilizou definitivamente a propulsão híbrida na medida em que permitiu a integração operacional perfeita entre motores elétricos e a gasolina. Graças ao Hyperdrive, a transição

de um motor para outro e a integração do torque de ambos passou a ocorrer de forma quase imperceptível. Severinsky não inventou o carro híbrido, mas foi decisivo para sua viabilização. Pouco tempo depois, a Toyota lançou o Prius e seu sucesso se deveu em grande parte à qualidade operacional proporcionada pela tecnologia patenteada pelo engenheiro russo. Embora a Toyota tenha desevolvido o sistema em paralelo a Severinsky, a montadora acabou perdendo para ele um processo por violação de patente e agora está obrigada a pagar a ele royalties a cada Prius vendido.

Modelo traz bom pacote de segurança e conforto O Prius vendido no Brasil a partir de 2012 terá sistema de freios ABS com Distribuição Eletrônica de Frenagem (EBD), controle de tração e estabilidade (VSC) e assistência de frenagem (BA). O VSC atua nas quatro rodas de forma independente e incorpora ainda uma

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assistência ativa à direção. De série, o carro traz três air bags frontais (para motorista, passageiro e para os joelhos do condutor), dois laterais para os passageiros dianteiros e dois airbags de cortina, que cobrem as duas fileiras de assentos. É também equipado com trans-

missão continuamente variável do tipo eletrônica CVT. A partida do motor aproveita as funções do sistema de travamento central, dispensando a inserção da chave de ignição para o seu acionamento. Para ligar o motor, basta pressionar o botão “Power” no painel de instrumentos.

O Prius dispensa o uso de chave de ignição

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atendimento

outubro julho de 2011

O que é um bom atendimento?

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Na próxima edição iremos falar sobre os passos do atendimento e vendas. Enquanto isso, resolva o enigrama abaixo:

Cinco homens estão na fila do caixa da loja de autopeças para pagar pelos produtos comprados. A partir das dicas abaixo, descubra o nome completo de cada homem, seu lugar na fila e o produto que cada qual está comprando.

Objetivo: resolver o enigma com a ajuda de pistas e de um quadro de solução. Quando você descobrir uma pista negativa, por exemplo, “O homem que está comprando uma nova lanterna não é o terceiro da fila”, marque N de “Não” na interseção das

1. O homem que está comprando uma nova lanterna não é o terceiro da fila.

7. Um dos homens (mas não o Bruno) tem a mesma letra inicial no nome e no sobrenome.

Segundo

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Davi Jader Roberto

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5. O homem de sobrenome Jardel (que não se chama Davi) não é o quarto da fila.

Primeiro Posição

6. Jader Samoa não está comprando amortecedores.

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3. O homem que está em segundo lugar na fila está comprando fluido para freios. 4. Davi é o quinto da fila. Ele não está comprando amortecedores ou lanterna.

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2. Samuel está um lugar atrás do homem de sobrenome Davis, que está comprando um jogo de lonas.

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colunas em questão. Se você descobrir uma pista positiva, marque S de “Sim” e localize todos os N decorrentes disso, vertical e horizontalmente. Se você tiver 4 N em uma mesma linha ou coluna, marque S na casa que sobra.

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interesse pelo seu cliente fazendo perguntas apropriadas para descobrir mais sobre suas necessidades. 9. Responsabilidades e metas – Além das metas e responsabilidades que você tem com a loja, fixe as suas próprias. Se você ganha comissão pelas vendas, estabeleça uma meta ainda maior. Assim, com o tempo, você poderá realizar seus sonhos. 10. Oferecer – Não se limite a apenas entregar aquilo que o consumidor solicitou. Se você perguntou e escutou com atenção, poderá oferecer outras peças ou acessórios que deixarão o cliente satisfeito e aumentarão suas vendas.

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Veja a resposta ao caça-palavras da edição passada, para conhecer as características e atitudes necessárias ao bom atendimento.

sobre o seu segmento: novos produtos, concorrentes, informações técnicas, etc. 5. Comunicação – O importante não é o que falamos e sim aquilo que as pessoas entendem. Use uma linguagem adequada a cada tipo de público. 6. Criatividade e iniciativa – Descubra novas maneiras de fazer seu trabalho, tornando-o mais ágil e produtivo. 7. Equipe, exemplo e humor – Colabore, respeite e seja um exemplo para seus colegas. Passamos na loja a maior parte do dia. Tenha bom humor e ajude a tornar esse ambiente mais agradável. 8. Interesse – Demonstre

Terceiro

Américo José da Silva Filho é diretor da Atco Treinamento e Consultoria www.atcotc.com.br

1. Agilidade – Todos os consumidores esperam rapidez. Por isso é preciso ser ágil no atendimento, tomando cuidado para não parecer pressa e nem cometer erros. 2. Cumprimentar, agradecer e ser cordial – Cumprimentar antes de iniciar o atendimento e agradecer ao terminá-lo demonstra cordialidade e valoriza o consumidor. 3. Ter atenção e escutar – Dedique-se a escutar seu cliente com atenção. Isso evitará erros e auxiliará você a identificar oportunidades para fazer vendas adicionais. 4. Atualizar o conhecimento – Procure manter-se informado

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(Adaptado de Coquetel – Problema de Lógica)

Boa diversão!

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Jornal Novo Varejo 203  

Novo Varejo é uma publicação mensal da Editora Novo Meio Ltda, de circulação dirigida aos varejistas de autopeças.

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