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jornal novo varejo, líder em comunicação para o varejo de autopeças

Carla Nórcia é a nova diretora de Marketing e Desenvolvimento de Negócios da Editora Novo Meio pág. 10

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Talento, criatividade e experiência a serviço da evolução do mercado

201

ano 18 agosto 2011

prêmio inova

indústrias do novo varejo

Definidos os finalistas da pesquisa Inova pág. 42

Mercado ainda cresce, mas velocidade é menor que em 2010 pág. 34

Agente logístico é alternativa para reduzir custos de distribuição pág. 22

Atuando como prestadores de serviço, operadores logísticos podem representar nova solução para a reposição independente

Risco de desindustrialização ameaça também setor de autopeças Para Paulo Skaf, da Fiesp, Brasil vive desindustrialização precoce

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O déficit na balança comercial de autopeças supera os 2,2 bilhões de dólares. As condições favoráveis à importação estimulam a substituição de produtos nacionais por similares fabricados no exterior. pág. 14

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editorial

Por Claudio Milan

www.novomeio.com.br

Em busca do ponto de equilíbrio Representantes dos setores da indústria e dos trabalhadores se reuniram recentemente na sede da CNI para discutir alternativas que possam conter o processo de desindustrialização em curso no Brasil. Durante o encontro, o cenário atual foi avaliado como muito grave. Representantes sindicais chegaram, inclusive, a sugerir manifestações nos portos para evitar a entrada indiscriminada de produtos importados ao país. Nas últimas semanas, o presidente da Confederação Nacional da Indústria Robson Braga de Andrade, tem alertado para o problema, citando como preocupante a situação nos setores de autopeças, máquinas e equipamentos. A desindustrialização é, de fato, um problema grave para a economia nacional e que não tem merecido a necessária atenção da sociedade. Substituir sem critérios manufaturas nacionais por importadas traz consequências como desemprego, queda de investimentos no desenvolvimento tecno-

lógico, sucateamento do parque industrial local e dependência do mercado externo. Significa despejar um enorme contingente de mão de obra qualificada no setor de serviços, que nem sempre consegue absorver esses trabalhadores. O Novo Varejo tem acompanhado com atenção a drástica reversão na balança comercial do setor, reflexo claro de que cada vez mais produtos importados estão invadindo as linhas de montagem das montadoras e as prateleiras das lojas de autopeças. Nesta edição, decidimos dar destaque a este tema para levantar com mais propriedade a discussão em nosso meio. Os números mostram que é o momento de trazer à pauta do mercado o debate sobre as consequências de substituir produtos nacionais por similares importados. E não há aqui nenhum viés protecionista. O que pretendemos é convidar o mercado e nossos leitores a se aprofundarem no assunto para apontar caminhos que possam levar ao desejável ponto de equilíbrio,

Os números

mostram que é o momento de trazer à pauta do mercado o debate sobre as consequências de substituir produtos nacionais por similares importados

algo fundamental em qualquer relação comercial saudável. Quero aproveitar este espaço para agradecer a todas as manifestações que recebemos após a publicação do Novo Varejo 200. Além de estabelecer uma marca histórica em nosso segmento, a edição trouxe uma nova proposta gráfica e editorial. Este profundo processo de evolução está apenas começando. Sim, porque nenhuma grande mudança nasce pronta. Demos os primeiros passos, aprendemos um pouco e vamos continuar evoluindo nos próximos meses. Para chegar ao produto final que buscamos, sua participação é muito importante. Sinta-se convidado a interagir com nossa redação, opine, critique, sugira. Queremos que este jornal cada vez mais atenda plenamente aos interesses de informação de nossos leitores. Para isso, começamos o trabalho por alguns pilares importantes: modernidade, conteúdo, agilidade e criatividade. Mas nós queremos ainda mais. Queremos saber o que você espera de uma publicação segmentada hoje elaborada para atender exclusivamente às suas necessidades de conteúdo. Aproveite este momento de transformações e contribua para que o Novo Varejo venha a ser como você quer que ele seja. Leia as próximas edições com especial atenção, analise os novos recursos visuais e a disposição das informações – mudanças que estão rigorosamente em sintonia com as mais avançadas soluções adotadas pelos principais jornais do Brasil – e envie sua opinião para o e-mail jornalismo@ novomeio.com.br. Juntos, faremos o jornal que você quer ler.

Diretor Geral Ricardo Carvalho Cruz (rccruz@novomeio.com.br) Diretor de Jornalismo Claudio Milan (claudio@novomeio.com.br) Diretor Comercial Paulo Roberto de Oliveira (paulo@novomeio.com.br) Direção de Marketing e Desenvolvimento de Negócios Carla Nórcia (carla.norcia@novomeio.com.br)

Ano 18 - # 201 - agosto de 2011 Distribuição nacional Tiragem de 25.000 exemplares

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Novo Varejo é uma publicação mensal da Editora Novo Meio Ltda, de circulação dirigida aos varejistas de autopeças. Tem como objetivo

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sumário

agosto de 2011

Mercado tem boas expectativas para os próximos meses, mas crescimento não repete ritmo de 2010.

Carla Nórcia é a nova diretora de Marketing e Desenvolvimento de Negócios da Editora Novo Meio.

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Processo de desindustrialização preocupa empresários e trabalhadores brasileiros e atinge setor de autopeças.

HÁ 100 EDIÇÕES

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Agente logístico é alternativa de solução para a redução de custos na cadeia de reposição automotiva.

Conheça os finalistas da Inova 2011, a pesquisa em que o varejo elege as melhores indústrias.

Quem financia a solução?

Destaques do mercado de autopeças 100 meses atrás, uma história que só o Novo Varejo pode contar O financiamento faz parte da dinâmica do mercado independente de reposição. Em determinados segmentos da cadeia, sem prazos para pagamento não há negócio fechado. O problema é que o dinheiro está cada vez mais caro e menos disponível. Na edição 101, o Novo Varejo flagrava a insatisfação dos distribuidores com o drástico encurtamento dos prazos oferecidos por seus fornecedores.

Os fabricantes, por sua vez, alegavam que não são instituições financeiras e que não cabia a eles arcar com esse ônus. INOVAÇÃO Ao buscar referências no exterior para conhecer os mecanismos de financiamento da cadeia, nossa reportagem de capa se deparou com um solução em vias de implantação nas redes Pepboys e a AutoZone. Pelo novo

sistema, chamado Pay-OnScan (POS), as indústrias receberiam o pagamento pelos produtos fornecidos às duas redes somente quando estes fossem vendidos na ponta, para o cliente das lojas – ou seja, quando a venda no varejo fosse computada a partir da leitura do código de barras do produto – vale lembrar que tais redes não compram de distribuidores.

DESCONTENTAMENTO Ao mesmo tempo, nossa reportagem mostrava que aqui no Brasil as indústrias eram o principal alvo de reclamações de distribuidores, que atribuiam grande parte de suas dificuldades à falta de financiamento nos pagamentos das autopeças. Eles alegavam que deveria haver mais flexibilidade por parte dos fabricantes, especialmente porque o distribuidor financiava sua venda para varejis-

tas, que financiavam para aplicadores que, por sua vez, também financiavam a conta para os proprietários de veículos. As indústrias respondiam lembrando que também tinham seus pesares e que sua rentabilidade, igualmente reduzida, andava voltada para todos os compromissos relativos à produção, incluindo a compra de equipamentos e o aprimoramento tecnológico constante.

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qualidade

Por Redação Novo Meio jornalismo@novomeio.com.br

Inmetro determina novas obrigatoriedades na certificação de autopeças Portaria define mais oito componentes que só poderão ser comercializados com o selo de qualidade do instituto A luta do mercado independente pela qualificação das autopeças comercializadas pelo varejo e aplicadas nas oficinas ganhou mais um reforço em 21 de julho. Nesta data, o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) publicou a portaria nº 301, que estabelece novas obrigatoriedades de certificação para autopeças. Segundo determina o documento, o selo do Inmetro será obrigatório para mais oito linhas de autopeças destinadas a veículos fabricados ou impor-

tados a partir de 1º de janeiro de 2000. A portaria ressalva, no entanto, que ficam isentos da obrigatoriedade componentes

para linha de montagem, recall e de veículos de produção descontinuada fabricados até 31 de dezembro de 1999.

Componentes de certificação compulsória do Inmetro • Amortecedores de suspensão

• Pistões de liga leve de alumínio

• Bombas elétricas de combustível para motores do ciclo Otto

• Anéis de pistão

• Lâmpadas para veículos automotivos • Pinos e anéis de trava (retenção)

• Bronzinas • Buzinas ou equipamentos similares utilizados em veículos rodoviários automotores

Conheça os prazos para adequação às novas regras

GMA comemora portaria

- A fabricação e importação das peças com o selo do Inmetro deverão ter início a partir de 18 meses após a publicação da portaria, ou seja, em JAN/2013.

Segundo o coordenador do GMA (Grupo de Manutenção Automotiva), Antônio Carlos Bento, a medida anunciada pelo Inmetro atenderá a 71% da frota circulante no país, estimada em mais de 40 milhões de veículos, entre automóveis, comerciais leves, motos, caminhões e ônibus. “Estamos dando um passo importante para garantir a procedência e o padrão de qualidade dos produtos no mercado da reposição. O consumidor poderá exigir peças com o selo do Inmetro”.

- A comercialização de fabricantes e importadores para o mercado de reposição ocorrerá a partir de seis meses após a obrigatoriedade da fabricação e importação e começará em JUL/2013. - Para a comercialização dos itens pelo varejo, a medida entrará em vigor após 36 meses da data de publicação da portaria, portanto, a partir de JUL/2014.

Produtos regulamentados antes da portaria nº 301 • Conversores catalíticos Portaria Inmetro nº 346, de 3 de outubro de 2008: Já em vigor. • Rodas automotivas Portaria Inmetro nº 445, de 19 de novembro de 2010. Entra em vigor em 19 de novembro de 2011. • Fluido para freios tipos DOT 3, DOT 4, DOT 5 Portaria Inmetro nº 78, de 03 de fevereiro de 2011.

agosto de 2011

Fotos Divulgação

José Palacio é auditor técnico do IQA Instituto da Qualidade Automotiva.

ARTIGO

Técnico ou empresário? Dicas para os novos tempos Em muitas empresas em que somos convidados a realizar pré-auditoria para certificação, seja oficina de reparação ou comércio varejista de autopeças, a primeira e maior dificuldade que encontramos é o entendimento do proprietário de que ele precisa investir em bons profissionais administrativos. Não é raro encontrar uma oficina com o chão brilhante ou uma loja bem arrumada, mas quando o assunto é documento, aí sim a bagunça e desorganização é maior. Falta controle das

pesa mensal? Em que tenho gasto tanto dinheiro? Por quê? Existe alguma forma de gastar menos? E o pior é que, por não saber exatamente qual é o ganho, as retiradas mensais acabam sendo maiores do que o lucro, o que, além de não permitir que sobrem recursos para investimentos em novas tecnologias, ainda descapitaliza a empresa, que no decorrer do tempo se vê obrigada a encerrar as atividades. Essas perguntas revelarão se o dinheiro está sendo bem empregado ou

Nenhuma empresa

sobrevive sem saber quanto gasta e com o que gasta contas, da entrada de dinheiro, dos cheques pré-datados, quadro de funcionários, entre outros. Todo o dinheiro ganho na operação é perdido na falta de organização e administração, o que reflete de forma negativa no negócio. O que fazer nesta hora? Existem diversas alternativas, desde contratar um profissional de administração até a realização de cursos específicos que ensinam como lidar com tantos papéis. Sempre ouço o pessoal que visito dizer que não é possível deixar uma pessoa estranha tomando conta do dinheiro, e que isso deve ser feito por alguém da família. Este caso é típico e muito frequente nas empresas familiares: enquanto uma pessoa faz a parte operacional (técnica ou vendas), o companheiro (esposa, filho) cuida do financeiro-administrativo. Não há nada errado nesse modelo, desde que as habilidades sejam similares. Como fazer isso? Existem algumas perguntas que você pode se fazer frequentemente, para saber se tudo está bem ou se é preciso melhorar. Algumas delas são: qual é minha des-

não, se existe oportunidade de fazer o mesmo gastando menos, mas sem se esquecer da qualidade. Nenhuma empresa sobrevive sem saber quanto gasta e com o que gasta. Um relatório bem simples pode ser criado, com anotações diárias de tudo que é gasto no dia. Neste mesmo caderno, é possível criar uma coluna com os valores do dinheiro que entra, com o descritivo da venda realizada. Este, caros amigos, é o livro caixa, que para muitos é básico, mas outros não sabem nem que existe. E aqui vai uma dica: os cheques pré-datados podem ser registrados na data de depósito, porém, a venda, na data em que foi realizada. Em ambos os casos, devese anotar uma referência, para que no futuro seja fácil a compreensão. Algumas instituições têm cursos específicos, como os Senais e Sebraes. A nós, do IQA, cabe indicar os caminhos, pois estes são os primeiros passos para a certificação.

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entrevista

Por Claudio Milan claudio@novomeio.com.br

Fotos Arquivo Pessoal

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Vanguarda e compromisso com a informação Executiva de resultados no setor automotivo, Carla Nórcia assume Marketing e Novos Negócios da Editora Novo Meio Em 20 anos de vivência no universo do Marketing e Comunicação de grandes corporações do mercado brasileiro de autopeças, Carla Nórcia foi testemunha das principais transformações impostas à reposição independente. Entendeu a fundo as virtudes e carências do setor e reuniu uma massa consistente de conhecimentos em planejamento estratégico, trade-market, gestão de projetos de mudança organizacional e implantação de ações inovadoras, um conteúdo que a partir de agora está à disposição dos leitores, amigos, parceiros e anunciantes das publicações da Novo Meio. Com passagens destacadas por empresas como Freios Varga e Dana, Carla agora é diretora de Marketing e Desenvolvimento de Negócios da editora. Na entrevista a seguir, ao mesmo tempo em que antecipa alguns de seus planos, a executiva comenta a nova etapa profissional e fala sobre a prática do Marketing pelo varejo de autopeças.

Novo Varejo – Após uma carreira de sucesso em grandes in-

dústrias de autopeças, o que você espera deste novo desafio profissional, agora em uma empresa de soluções em comunicação e serviços para o mercado de reposição? Carla Nórcia – Independentemente de ter atuado durante muitos anos na indústria, sempre estive envolvida com o pensar e o construir soluções em comunicação e serviços. Então, estar na Novo Meio é muito familiar para mim. A única diferença é que troquei de lado, o que entendo, vai me dar a oportunidade de continuar aprendendo, de ter novas percepções e sugerir um novo olhar aos processos com os quais estarei envolvida, tanto para nossos clientes, como leitores e para a própria Novo Meio. NV – Como ser inovador em um mercado muitas vezes conservador? CN – Vejo alguns valores essenciais para dar suporte a uma cultura da inovação em qualquer ambiente: questionamento, risco, abertura, paciência e confiança. Além disso, não percebo a inovação dissociada de qualquer tipo de atividade e de quem está interessado em empreender, em

A boa mídia

crescer, em ser visto com diferenciais. Inova quem tem uma atitude consciente e sistemática, que combina a percepção da necessidade de promover uma mudança, de entender que algo pode melhorar, de calcular os riscos de permanecer parado mas, sobretudo, de vislumbrar

especializada é um instrumento assertivo para atingir públicos específicos, que estão antenados, em busca de informações e novidades. Quem não reconhecer isso está dando um passo na contramão

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entrevista

como tudo pode ficar melhor depois da ação. Além disso, é papel de qualquer profissional ser inovador e empreendedor, não importa o tamanho da empresa e nem o segmento de mercado. Perguntar “e se” é um incrível começo, isso seguido de ideias bem desenvolvidas, um plano de como aplicá-las de maneira que não custem um monte de dinheiro ou tempo, mais uma pitada de ousadia e coragem, de preferência com uma liderança com um olhar empreendedor, são atitudes infalíveis e irresistíveis até para os conservadores. Inovar não é um gesto irresponsável, mas sim uma das garantias de sobreviver em um mundo competitivo. NV – Qual a importância da mídia especializada para a evolução do mercado de manutenção de veículos? CN – A importância é total! Por algum tempo presenciamos o reinado da mídia de massa, claro que ela não está com os dias contados, mas vale a pena observar com critério o que está acontecendo. Veja o caso da TV aberta e da TV por assinatura: a audiência escolhe pontualmente o que quer assistir e até em que momento isso vai acontecer. Além disso, a mídia de massa é tradicionalmente inacessível ou inviável para pequenas e médias empresas quando se fala em custo. O marketing e as ações de comunicação devem, cada vez mais, estar orientados pelo perfil do consumidor, criando, de maneira profissional, relacionamento com o cliente,

prestando serviços, criando identidade de marca – e a mídia especializada possibilita que isso aconteça com custo muito inferior e dispersão zero. NV – De que forma esses atributos da mídia segmentada são aplicados no mercado de manutenção de veículos? CN – Na manutenção automotiva, especificamente, a mídia segmentada é um meio de orientar e formar profissionais, funciona como uma extensão educacional e de capacitação, além de proporcionar aos profissionais dos diferentes segmentos do setor melhores decisões na escolha de processos, equipamentos, produtos, parceiros e em gestão administrativa e estratégica. A boa mídia especializada é um

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instrumento assertivo para atingir públicos específicos, que estão antenados, em busca de informações e novidades. Quem não reconhecer isso está dando um passo na contramão.

Vejo alguns

em linhas gerais, sempre se caracterizou por utilizar os conceitos e disciplinas do marketing como ferramentas mais de administração de vendas, o que não é ruim, mas é insuficiente. No momento de se diferenciar de concorrentes, de sair na frente na comparação, ser “certinho” não basta, é preciso entregar mais do que boa administração e preço competitivo. A percepção do cliente passa necessariamente pela política comercial, pelos suportes comercial e técnico, mas essa matriz só fica completa quando o suporte promocional, de comunicação, o relacionamento e a imagem são levados em conta.

valores essenciais para dar suporte a uma cultura da inovação em qualquer ambiente: questionamento, risco, abertura, paciência e confiança NV – Como você avalia a prática dos conceitos e das disciplinas do marketing no aftermarket independente? CN – O mercado do aftermarket,

NV – Quais dessas ferramentas e conceitos poderiam ter aplicação efetiva nos varejos de autopeças, empre-

sas geralmente familiares e que muitas vezes acham que marketing é só para grandes organizações? CN – Quem sabe quem é e como pensa seu cliente e usa isso em benefício do seu negócio em uma relação ganha-ganha, já está fazendo marketing. Mas várias ferramentas simples podem ser úteis: tudo começa com um bom banco de dados, que deve ser usado para obter informações. Utilizar seu ponto de venda também é fundamental – limpeza, organização, comunicação visual, tudo isso é identidade de marca. Participar de eventos do setor, realizar promoções, prestar serviços, além dos já disponibilizados por fabricantes e distribuidores, também são importantes; e, falando neles, as parcerias são uma excelente opção para o varejo de autopeças de gestão familiar ou não. NV – Qual será a cara do marketing da Novo Meio a partir de sua gestão? CN – A Novo Meio continuará na posição de empresa agente em movimentos que fomentem discussões e soluções para os mercados em que atua; promoverá encontros intelectuais para compartilhar ideias, experiências que auxiliem na integração e nos processos de decisão dos profissionais do segmento e lançará mão de recursos inovadores para isso. Nossos clientes e leitores podem esperar compromisso com informação e muita vanguarda.

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economia

Por Larissa Andrade e Patrícia Malta de Alencar jornalismo@novomeio.com.br

Fotos Divulgação

Desindustrialização preocupa empresários brasileiros Com moeda valorizada e um custo de produção altíssimo, cresce ameaça de substituição das manufaturas nacionais por itens importados. Setor de autopeças também corre risco O processo de desindustrialização em uma economia pode ser desencadeado por diferentes fatores. Pode ser motivado por uma etapa do desenvolvimento do país em que a perda de participação do setor industrial se dá pelo crescimento do setor de serviços, situação que não é necessariamente negati-

va. Pode também ser resultado de uma mudança de foco da exploração industrial. Conhecido como “doença holandesa”, o declínio da indústria manufatureira motivado pela maior exploração dos recursos naturais já foi visto em muitos países, mas o episódio do gás natural na Holanda ficou estigmatizado

Balança comercial de autopeças (Jan-Jun/2011 sobre Jan-Jun/2010)

Mês

Exportação 2011

2010

janeiro

702.517.858

506.707.922

fevereio

761.863.951

março

Variação mês/mês (%) 2011/2010

Importação 2011

2010

38,64

1.081.362.511

910.777.747

584.639.473

30,31

1.098.393.762

940.877.423

823.340.786

14,28

abril

860.619.463

749.525.184

maio

1.016.686.156

junho Acumulado (Jan-Jun) Variação no período (%) 2011/2010

Variação mês/mês (%) 2011/2010

Resultado Balança Comercial 2011

2010

18,73

-378.844.653

-404.069.825

881.607.909

24,59

-336.529.811

-296.968.436

1.365.435.611

1.156.135.952

18,10

-424.558.188

-332.795.166

14,82

1.228.134.353

1.053.709.400

16,55

-367.514.890

-304.184.216

801.961.934

26,77

1.329.560.231

1.050.293.412

26,59

-312.874.075

-248.331.478

956.944.982

818.204.696

16,96

1.348.759.688

1.075.382.014

25,42

-391.814.706

-257.177.318

5.239.509.833

4.284.379.995

22,29

7.451.646.156

6.127.906.434

21,60

-2.212.136.323

-1843.526.439

Fonte: MDIC/Secex/Depla/SRF. Exportações e Importações em US$ FOB

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pa

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a ponto de dar nome ao fenômeno econômico – na década de 60, a explosão dos preços do gás fez com que os Países Baixos focassem na exportação do produto, o que resultou na queda dos demais setores na década seguinte. A desindustrialização pode, ainda, em seu pior cenário, ser reflexo macroeconômico de uma economia liberal: baixas taxas de câmbio, que fortalecem a moeda nacional em relação ao dólar e, assim, impulsionam as importações, prejudicando a indústria do país e, em certos segmentos, substituindo os produtos locais por similares estrangeiros. Este é o fenômeno que vem se agravando no Brasil. Para o setor de autopeças, isso significa que distribuidores e até varejistas perceberam uma vantagem econômica em buscar peças no exterior; e que muitas indústrias, para conseguir a mesma vantagem, estão produzindo,

por exemplo, na China e embalando no Brasil. “Isso começou com ferramentais e há uns três anos já se fala em indústrias trazendo peças. Hoje há distribuidores se dedicando efetivamente à importação, principalmente da China”, diz Roberto Monteiro, diretor executivo da Anfape (Associação Nacional dos Fabricantes de Autopeças).

US$ 2,21 bilhões, com crescimento de cerca de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. “A importação é negativa para o empresário, mas é a única forma de competir. Se eu importo e você não, você fica fora do mercado. Dificuldades todo mundo tem. É preciso buscar soluções”, analisa Monteiro.

DÉFICIT Um bom indicador para medir a invasão de autopeças importadas é o crescimento dos gastos do país com a compra de produtos no exterior. Este volume subiu de US$ 9,12 bilhões em 2009 para US$ 13,14 bilhões no ano passado. Desde 2007, a balança comercial do setor – tradicionalmente superavitária – vem contabilizando déficits. Monteiro entende que a importação é negativa Em 2011, o depara o empresário, mas sempenho nemuitas vezes representa sua sobrevivência gativo chegou a

Balança comercial de autopeças (milhões de US$ FOB)

2005

2006

2007

2008

2009

2010

Exportações

7.486,2

8.764,0

9.131,3

10.071,3

6.636,2

9.602,6

Importações

6.655,0

6.779,2

9.215,6

12.610,2

9.124,0

13.149,4

Resultado

+831,2

+1.984,8

-84,2

-2.538,9

-2.487,7

-3.546,8 Fonte: Sindipeças / Abipeças

Nesse momento, há quem cobre e há quem critique a interferência do governo por meio de medidas de proteção à indústria nacional. Para o executivo da Anfape, os empresários brasileiros não devem esperar passivos por elas. “Quem ficar assistindo passivamente às transformações sem tomar alguma atitude vai ficar para trás. É muito cômodo importar, mas aquele produto foi feito para

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determinada realidade, não para a nossa. Então, vamos enfrentar problemas, como já enfrentamos com lâmpadas. Claro que tem coisa boa, porque eles aprendem rápido. O mercado mundial daqui a pouco estará abarrotado de peças”. A dica do diretor é produzir pensando também no mercado internacional e valorizar nossos talentos. “A tendência é

continuar aumentando a importação. A China produz para a exportação, é uma diferença muito grande de pensamento e essa é uma das vantagens competitivas em relação a nós”. As importações brasileiras de autopeças da China no primeiro semestre de 2011 cresceram 57,22% em comparação ao mesmo período do ano passado.

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economia

Solução tem duas Indústria têxtil perde frentes: pública e privada participação no varejo A falta de competitividade dos fabricantes brasileiros diante dos produtos importados faz crescer o risco de desindustrialização no país, fenômeno que já trouxe reflexos negativos em setores como o têxtil e de brinquedos. Para mudar esse cenário, é preciso tanto que o setor público adote medidas para desonerar a indústria quanto que os empresários busquem alternativas criativas. Segundo nota da assessoria do Sindipeças, “o sindicato entregou a vários representantes do governo estudo que aponta didaticamente as ações governamentais de curto prazo necessárias para que o setor de autopeças se recupere da perda de competitividade que vem enfrentando nos últimos anos”. O pleito foi feito no último mês de maio. Entre as ações remediadoras

estão a redução de encargos trabalhistas; a disponibilidade de recursos para financiamentos competitivos de longo prazo; o reforço das regras de conteúdo local, para determinar com clareza o que pode ser importado para a montagem de um veículo; a eliminação de impostos sobre investimentos e a melhor classificação da NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul), para que a identificação dos itens importados seja clara – hoje, os primeiros itens na lista dos mais importados estão sob a denominação “Outros”. “Somos reféns da valorização do real sobre o dólar e nosso mercado está escancarado”, diz o presidente do Sindipeças, Paulo Butori. Ele participou, em 2 de agosto, de uma reunião com lideranças empresariais em Brasília (DF) e da cerimônia de lançamento do Plano Brasil Maior, um conjunto de medidas do governo federal que beneficia inicialmente apenas alguns setores industriais. Para Butori, “Vamos aguardar a reindústria é refém gulamentação do regida valorização do real e o mercado me tributário especial está escancarado para a indústria automotiva, que está sendo elaborado”, afirma Butori. Lançado no começo do mês pela presidente Dilma Rousseff, o Plano Brasil

Maior inclui um novo regime automotivo, cujos benefícios ainda estão em estudo. Entre as exigências para o enquadramento no regime, Butori menciona questões como aumento de investimento, valor agregado – “maior conteúdo local de partes, peças e componentes, com equivalente redução do IPI” –, transferência tecnológica, emprego e inovação, para montadoras e fabricantes de autopeças. Roberto Monteiro, diretor executivo da Anfape, é descrente da intervenção do governo e acha que mexer na carga tributária, que seria uma das possíveis soluções, é difícil. “As montadoras são as primeiras a importar, como impedir que uma montadora traga a peça? Aumentando a alíquota? Dirão que você está fechando a fronteira”. O representante das indústrias nacionais independentes de autopeças prefere acreditar na força empreendedora do brasileiro. “O estado, como diz o senador Pedro Simon, dirige olhando para o retrovisor, só reage em cima do que já está acontecendo. Nós, empresários, temos que partir para buscar soluções que nos levem a ganhar mesmo com o dólar nesse nível. O dólar não vai voltar nunca mais a valer 4 reais”.

Propostas do Sindipeças para que as indústrias brasileiras se tornem mais competitivas • Redução de encargos trabalhistas • Mais recursos para financiamentos competitivos de longo prazo • Reforço das regras de conteúdo local • Eliminação de impostos sobre investimentos • Melhor classificação da Nomenclatura Comum do Mercosul para a identificação dos itens importados

Setor fechará ano com déficit de US$ 5 bilhões

Olhar para outros setores é um bom exercício para vislumbrar os riscos impostos ao parque industrial de autopeças nacional. Com a quinta maior indústria têxtil do mundo, o Brasil vem sofrendo para manter a produção e concorrer com os importados. “A indústria é muito grande. Por ter grande porte e capilaridade, ela não desaparece da noite para o dia. Mas ano após ano temos uma participação menor no varejo. Isso é um sintoma claro de que estamos perdendo fatia de mercado”, diz o diretor-superintendente da ABIT (Associação Brasileira de Indústria Têxtil e de Confecção), Fernando Pimentel. Segundo ele, a balança comercial positiva do setor começou a mudar em 2005,

com a forte apreciação do real. “Não podemos pensar que vamos só usar o câmbio como ferramenta de competitividade, mas não se pode ter câmbio desfavorável, juros altos, falta de estrutura. Esse é um conjunto que vem pesando. Os concorrentes asiáticos se agarram ao dólar e também têm incentivos e subsídios”. Em 2011, a indústria têxtil reduziu em 12% sua produção, e as importações do vestuário, em quantidade, cresceram mais de 40%. O déficit da balança é crescente e deve chegar a US$ 5 bilhões negativos neste ano, o que significará a não geração de 200 mil postos de trabalho. “Não somos contra importação, somos contra as variáveis de competitividade assimétricas”.

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Apesar dos desafios, Delphi investe no mercado interno Para o diretor comercial da Delphi para a América do Sul, Valdir de Souza, não se deve falar em desindustrialização no setor automotivo, já que o país é o sexto maior fabricante de veículos do mundo e o quarto maior mercado. “Desindustrialização num país como o Brasil, que tem tradição de mais de 60 anos de

indústria, não pode ser uma palavra adequada. Há uma tendência de aumentar a importação de produtos manufaturados para aumentar a competitividade”. No caso da Delphi, ele explica que os investimentos são em médio prazo, o que inviabiliza essa ideia. “Quando você pensa em desenvolver um sistema de freio, injeção ou ar-condicionado, por exemplo, isso leva cerca de dois a dois anos e meio. Toda essa questão de desindustrialização não pode ser considerada dessa forma. Para Valdir Além disso, a logística é de Souza, desindustrialização complicada: tivemos pronão é uma palavra blema do vulcão na Islânadequada para o que se vê no Brasil dia, do terremoto e tsunami do Japão, tudo isso que envolve uma complexa logística de movimentação

de materiais traz custos”, explica. No entanto, Souza concorda que há uma situação econômica e tributária desfavorável. “Esperamos que o governo passe a adotar políticas que facilitem ou diminuam impactos no Custo Brasil. A carga social que a indústria aqui paga na mão de obra é de 85%, enquanto a Argentina paga 35%. A carga de impostos sobre o automóvel no Brasil é de 38%, nos Estados Unidos, 5%”. O diretor comercial da Delphi avalia que a indústria não pode se basear apenas no câmbio para ser competitiva. O segredo é investir nos mercados em que está presente. “Fabricamos para o mercado local, desenvolvendo a tecnologia necessária. Oitenta por cento do nosso conteúdo é nacional”.

ABIMAQ cobra redução do Custo Brasil O assessor econômico da presidência da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Mario Bernardini, explica que o desafio da concorrência em situações desfavoráveis com produtos importados é antigo: começou na década de 80 com a abertura comercial sem ajuste de câmbio, resultando em uma abertura unilateral. “O pano de fundo é uma política macroeconômica que há décadas privilegia a aplicação financeira ao trabalho. Vivemos uma forte valorização cambial do real, causada por juros elevados, o que levou à

estagnação da indústria”, diz. Para Bernardini, a decisão de muitas empresas de importar componentes e até produtos prontos de suas filiais em outros países é um movimento de autodefesa. “Se isso implica em não produzir aqui, assim será feito. Se isso vai implicar em perda de emprego, isso a gente vai ver. Tal situação acontece não apenas com autopeças, em todos os setores temos aumento de importação de produtos acabados. E esses, ao contrário de componentes, fazem um estrago grande porque não exigem nada. Se

Déficit da balança comercial do setor de máquinas 2005 a 2010

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importo uma camisa pronta, não preciso de botão, costureira, máquina”, exemplifica. Na avaliação da ABIMAQ, em curto prazo o Brasil precisa reduzir juros, ter câmbio mais competitivo, baixar o Custo Brasil, o custo de energia e o carregamento de imposto. “Não houve redução no Custo Brasil e, sem isso, o resto é quebra-galho”, resume.

Mario Bernardini entende que qualquer solução que não reduza o Custo Brasil será mero quebra-galho

US$ 45 bilhões

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economia

Déficit na balança de manufaturas pode chegar a US$ 100 Para entender como o fenômeno da desindustrialização pode atingir a economia brasileira e o mercado de autopeças, o Novo Varejo conversou com Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Novo Varejo – Desde quando a desindustrialização vem sendo percebida no Brasil? Paulo Skaf – Em meados da

década de 1980, a participação da indústria de transformação no PIB nacional era de cerca de 27%. Atualmente, está em aproximadamente 16%. Apesar da argumentação de que a redução do peso da indústria é um “fenômeno natural”, esse processo se iniciou no Brasil em um nível de renda per capita muito mais baixo do que o observado em outros países. Portanto, trata-se de uma desindustriali-

zação precoce, que tem impacto negativo sobre o crescimento econômico do país. NV – Como definir esse fenômeno? PS – A partir da queda persistente na participação do valor adicionado pela indústria no PIB e a participação de seus empregos no total de empregos da economia. Ou seja, a perda relativa do dinamismo

Plano Brasil Maior ajuda, mas ainda é insuficiente Lançado no último dia 2 de agosto pela presidente Dilma Rousseff, o Plano Brasil Maior visa aumentar a competitividade das indústrias nacionais por meio de ações como a redução de impostos sobre a compra de máquinas, equipamentos para a indústria, materiais de construção, caminhões e veículos; entre outras. Para os especialistas ouvidos pelo Novo Varejo, as medidas são importantes, mas não suficientes. Para o assessor econômico da presidência da ABIMAQ, Mario Bernardini, as medidas anunciadas não têm efeito na concorrência com os importados. “A única que terá al-

gum resultado é a reintegração, mas é como colocar um bandaid num tumor”, analisa Bernardini sobre a medida que vai dar até 3% dos ganhos com a exportação para os exportadores de bens industrializados. “A maior parte, como a prorrogação da isenção de IPI, já existia, o que mostra que não é uma política industrial. As intenções são boas, mas não aumentam nossa competitividade”. Fernando Pimentel, diretor-superintendente da ABIT, diz que o programa está na direção certa, mas só isso não basta. “Temos que acelerar o passo, isso ainda não é o suficiente para resolver as questões que têm potencializado as diferenças de preço: carga tributária, juros, burocracia. A direção é correta, mas a intensidade não é suficiente”. Em sua visão, é importante aumentar o imposA direção é correta, to de importação mas a intensidade não é suficiente, segundo de setores que Pimentel, da ABIT estejam sofrendo ataque. O setor têxtil foi um dos beneficiados pelo

plano com a isenção de pagamento da contribuição de 20% para a Previdência Social, mas, em contrapartida, essas indústrias pagarão um percentual sobre o faturamento. O setor automotivo também deve ser impactado pelo programa com a redução do custo de contratação de colaboradores. O governo anunciou ainda a redução do IPI para as montadoras até 31 de julho de 2016. O diretor comercial da Delphi para a América do Sul, Valdir de Souza, diz que essas não são medidas que “venham a ajudar tremendamente. Não se está criando muita coisa nova para ajudar a indústria”. O presidente do Sindipeças, Paulo Butori, participou da cerimônia de lançamento do Plano Brasil Maior, em apoio à indústria. “Vamos aguardar a regulamentação do regime tributário especial para a indústria automotiva, que está sendo elaborado”, diz Butori. A entidade espera a exigência de maior conteúdo local de partes, peças e componentes, com equivalente redução do IPI.

da indústria na geração de emprego e renda. NV – O que motiva esse processo hoje? PS – O fator que mais agride a competitividade da indústria de transformação é a taxa de câmbio, que torna-se cada vez mais sobrevalorizada. Com isso, nossos produtos industriais ficam mais caros no exterior e a manutenção dos mercados internacionais conquistados fica mais difícil, o que acaba refletindo na perda de participação dos produtos manufaturados na pauta exportadora. Da mesma forma, o câmbio sobrevalorizado facilita a entrada de importados no país – esses produtos ainda recebem incentivos fiscais de vários estados, prejudicando ainda mais a produção nacional e “exportando” empregos que seriam gerados aqui. NV – Qual é o impacto na balança comercial dos produtos manufaturados? PS – Nosso déficit no comércio exterior de produtos manufaturados deve atingir os US$ 100 bilhões no final desse ano. Em 2010, o déficit foi de US$ 71 bilhões. Ainda existem outros obstáculos ao desempenho competitivo da indústria de transformação nacional, como o elevado patamar dos juros domésticos – que, além de atrair capital especulativo externo e valorizar ainda mais o real, encarece o custo de capital –, a infraestrutura precária, e a alta carga tributária que incide sobre a indústria. NV – São fatores unicamente internos ou há externos também? PS – Os dois. Os primeiros são os citados anteriormente: taxa de

câmbio, juros, tributos e infraestrutura precária. Mas o cenário externo também contribui. Os países centrais ainda não se recuperaram da crise e muitos países exportadores deslocaram suas vendas para o Brasil, que apresentou recuperação rápida na crise. O elevado nível dos preços das commodities causou impacto inflacionário interno, de modo que as pressões para o aumento desnecessário dos juros se tornaram mais fortes. NV – Quais foram os setores mais atingidos? PS – A indústria de transformação sofreu esse impacto de uma forma geral. Desde os setores que utilizam mais intensamente conhecimento e alta tecnologia – como os eletrônicos, diversos tipos de máquinas e equipamentos – até os setores intensivos em mão de obra, como têxtil, calçados e móveis. O custo alto de se produzir no Brasil inibiu os investimentos nesses setores durante anos, o que acabou refletindo na queda de importância da indústria no PIB. NV – O que pode ser feito pelo setor público e pelas próprias indústrias para contornar essa situação? PS – O governo tem adotado medidas para tentar impedir a

Paulo Skaf cita que muitas autopeças importadas não oferecem a mesma qualidade do produto nacional

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US$ 100 bilhões valorização excessiva do real, com aumentos da alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) na entrada de recursos do exterior. No entanto, essas medidas podem servir temporariamente, mas o fundamental seria reduzir a taxa Selic e diminuir seu diferencial em relação ao nível dos juros vigentes no mercado internacional. Isso diminuiria a entrada de capital especulativo e reverteria a tendência de valorização cambial observada nos últimos anos. Também é crucial uma reforma tributária que desonere a produção e as exportações de manufaturados, de modo a conferir isonomia competitiva à indústria brasileira. Incrementar os programas de financiamento à inovação e o apoio à exportação de manufaturados. NV – O que esperar do Plano Brasil Maior? PS – Ele contempla desonerações à produção, medidas de apoio à exportação de manufaturados e à defesa comercial, estímulos ao investimento e à inovação. Trata-se de um início correto para a política industrial, mas precisamos aguardar para saber como serão os resultados dessas medidas na prática. NV – Como a desindustrialização tem afetado o setor de autopeças? PS – O setor de autopeças sai bastante prejudicado com a onda de aumento das importações. E muitos desses produtos não atendem os requisitos e padrões de qualidade exigidos dos similares produzidos em território nacional. A consequência é o deslocamento da produção e a “exportação” de empregos nesse setor, principalmente para a China.

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Indicadores flagram processo de desindustrialização em curso no país Trajetória de valorização do real frente ao dólar estimula importações

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R$ 1,8480

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10/08/2009

R$ 1,8470

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10/02/2009

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Fonte: Thomson Reuters

Participação dos produtos manufaturados nas exportações brasileiras 2000

59%

2011*

36%

* Previsão Fonte: AEB – Associação dos Exportadores do Brasil

Participação da manufatura na geração de renda e empregos no Brasil Meados da década de 80 Dias atuais

25% do PIB 16% do PIB

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

Para economista, governou acordou tarde “O primeiro dos elementos que nos pegou fortemente é, sem dúvida, a defasagem cambial. Com o real afrouxado, as mercadorias importadas ficam muito baratas em relação à oferta nacional. Então, as importações de partes, peças de conjuntos, sistemas e produtos ficaram estimuladas e destruíram as indústrias nacionais. E a indústria de autopeças já havia sido, tempos atrás, objeto de desindustrialização”. Assim, o economista Celso Cláudio de Hildebrand e Grisi, diretor presidente do Instituto Fractal de Pesquisa de Mercado, enxerga o cenário atual do setor de autopeças brasileiro. Para ele, a desindustrialização em curso é resultado de uma conjunção de elementos macroeconômicos. “Você tem um Custo Brasil muito grande, uma carga tributária absurda e encargos trabalhistas muito altos. Tudo isso adicionado à falta de infraestrutura: alto custo de transporte, estocagem e seguro”. O governo foi negligente, na sua opinião. “A gente vem discutindo o assunto nos últimos dez anos, mas o governo tem feito ouvidos de pescador. Não quer reduzir seu índice de popularidade, então não enfrenta um problema que deveria

ter sido enfrentado há muito tempo. O resultado é o caos, a ponto da nossa balança comercial hoje ser representada basicamente por commodities, por matérias-primas agrícolas, petroquímicas, industriais, metálicas, não metálicas, enfim, chegamos ao fundo do poço”. É com esse tom de desilusão que Hildebrand e Grisi sentencia a vulnerabilidade da indústria brasileira. E por que o assunto voltou à pauta agora? Porque o governo teria começado a ver complicações no emprego e na renda e porque passou a temer, sobretudo, uma crise internacional que venha derrubar o preço das commodities. “O governo começou a reagir, mas acordou muito tarde, e mostrando a sua pouca vocação nesse ramo porque não a exercita há muitos anos. Não existe competência em política industrial instalada no seio do governo. Mas agora os esforços serão grandes e demandarão muitos recursos. O governo tem que preservar o empresário brasileiro, sem que isso constitua um cartório. O empresário deve pôr o dinheiro dele junto, correr riscos simultaneamente com o governo e ser cobrado por metas”. Cada um tem que fazer a sua parte.

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varejo

Por Patrícia Malta de Alencar patricia@novomeio.com.br

Fotos Divulgação

Dispemec realiza evento de integração em São José dos Campos Varejo reúne reparadores e fabricantes no Vale do Paraíba Em comemoração ao aniversário de 243 anos da cidade de São José dos Campos (SP), a Dispemec realizou, em 27 de julho último, a segunda edição do Integra – Encontro de Ideias de Profissionais do Segmento Automotivo. O evento, que tem por objetivo promover a integração da cadeia de autopeças, contou com cerca de 20 expositores, como TRW, Schaeffler, KS e Total ELF, e mais de 500 participantes. Se no primeiro ano o atrativo foi a exposição de carros antigos, neste a Dispemec bolou uma programação completa para toda a família. Para os reparadores foi organizado um workshop

com o tema gestão de oficinas, ministrado pelo consultor administrativo da empresa e que teve a presença de mais de 100 reparadores. Para contribuir com a cidade no processo de redução da emissão de gases poluentes na atmosfera, produzidos por veículos mal conservados, foi aberto um pit stop gratuito. Uma praça de alimentação montada no local – o estacionamento da loja – e brinquedos infantis, como o pula-pula inflável e uma cartilha lúdica sobre as regras de trânsito, completaram o cenário. PARCEIROS Para Celso Caires Jr., diretor comercial da

Dispemec, a receptividade foi fantástica. “Neste ano faltou espaço, teve fabricante querendo participar até em barraca”. O evento, que é voltado para os reparadores da cidade, teve ainda a participação de empresas de São Paulo (SP) e de distribuidores da região. “A exposição era como uma Automec, com representantes das marcas apresentando lançamentos, fazendo demonstração técnica dos produtos, brincadeiras, sorteio de brindes. A Dispemec é o elo de aproximação entre os reparadores e os fabricantes”, completa.

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Inspeção avaliou emissões A grande novidade do Integra neste ano foi o apelo ambiental proporcionado pela inspeção ambiental veicular gratuita realizada durante todo o evento, das 10h às 17h, no local. Segundo Júnior, a iniciativa foi divulgada com antecedência, por meio de um comercial na televisão que chamava o público para participar. Mas o resultado foi surpreendente até para o diretor: 50% dos carros foram reprovados, sendo que, na maioria, foram carros

novos que participaram. “A Tecnomotor trabalhou ativamente na parte da inspeção e reprovou a maioria dos carros por escapamento furado”, afirma Júnior. Foram mais de 50 veículos, que fizeram, ainda, o teste dos amortecedores, realizado pela Cofap. A NGK, que também participou do pit stop, levou um carro estilizado do programa Lata Velha, do apresentador Luciano Huck, para entreter os motoristas.

Diversas empresas apresentaram seus produtos no II Integra

Loja apresenta mascote no evento

Concurso escolherá o nome do mascote da Dispemec

Outra novidade do Integra foi o lançamento do mascote da Dispemec. Ainda sem nome, o cachorro ganhou uma campanha, que teve início na feira, para que os clientes lhe batizassem. Vânia Lúcia de Oliveira, consultora organizacional da empresa, explica a brincadeira: “As pessoas podiam dar um nome

ao mascote e concorrer a um GPS. A campanha foi prorrogada até o final deste mês, então deixamos o cachorrinho inflável de três metros de altura, que é uma belezinha, exposto na porta da loja para que mais pessoas participem. O melhor nome será votado”. Para Júnior, o mascote escolhido é um animal que é “sinônimo de amigo, de parceiro, de fidelidade e de uma série de

atributos nesse sentido”. O Integra também teve como destaque o relançamento da marca, que ganhou um novo logotipo, o lançamento oficial do site e da loja virtual da Dispemec. O evento mobilizou a empresa e está a cada ano maior. Para Vânia, a aceitação do público foi muito positiva. “Nós tivemos nesse segundo Integra pessoas que participaram do primeiro e que re-

tornaram. Então a ideia é que nós continuemos crescendo, tentando sempre trazer estratégias diferentes. No primeiro ano o destaque foi para a campanha ‘Eu sou mais Dispemec’, de fidelidade e aproximação junto aos clientes, e agora foi a inspeção veicular”. O Integra acontece no próprio estacionamento da Dispemec, uma vez por ano. Fique de olho para não perder o próximo.

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Por Larissa Andrade larissa@novomeio.com.br

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Fotos Divulgação

Terceirização logística pode ser solução na cadeia de comercialização de autopeças

Mercado deve estudar agente Remuneração vem da logístico como solução para reduzir prestação do serviço custos e ganhar competitividade Cada vez mais presente em diferentes segmentos de mercado, o agente logístico pode ser uma saída interessante para fabricantes e distribuidores de autopeças na busca pela redução de preços e custos. O assunto foi destaque durante o recente Fórum Novo Varejo Sincopeças Sindirepa, realizado em 4 de julho em São Paulo. A diretora da consultoria PróMarketing – especializada em inteligência de mercado –, Edith Wagner, explica que o agente logístico é um centro de distribuição que presta serviços de logística. “Em outras épocas, logística era confundida com ‘transporte’ ou ‘transportadora’. Esse, entretanto, é um conceito de engenharia, cujo objetivo é otimizar tempo, custo e recursos disponíveis para que um produto saia do seu produtor e chegue ao seu intermediário – ou

Peter Wanke ressalta que agente logístico pensa a inteligência do negócio

mesmo ao consumidor final – no tempo certo, de maneira certa, pelo menor custo”. O coordenador do Centro de Estudos em Logistics do Coppead (instituto de pós-graduação e pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro), Peter Wanke, esclarece que o operador logístico não é um simples transportador. “O transportador é um prestador de serviço tarefeiro enquanto o operador vai pensar a inteligência do negócio. Ele desenha a gestão de estoque, armazenagem, soluções fiscais, indica onde colocar o sistema de distribuição e pode atuar no desembaraço de carga. Os operadores logísticos também estão virando empresas de consultoria”. Edith Wagner acrescenta que, antes, distribuidores, representantes e atacadistas atuavam apenas como intermediários, comprando o produto e revendendo. “Na medida em que a concorrência aumentou, estes intermediários tiveram que melhorar o seu trabalho e passaram a ser ‘prestadores de serviços’”. TRADE MARKETING Segundo a especialista, surgiu daí a função do “trade marketing”,

que interage entre as áreas de marketing e vendas das empresas. O profissional de trade marketing se tornou, então, responsável pelo ‘tráfego’ de informações, servindo de suporte operacional às duas áreas internas. “A área de vendas, na maioria das empresas, continua sendo própria. Entretanto, a área de logística pode ser terceirizada e abrange várias atividades que as empresas mantêm em suas estruturas e que representam uma alta porcentagem de seus custos, o que se reflete no preço. Uma das grandes oportunidades para esse tipo de prestação de serviços é a nossa legislação trabalhista e tributária”. Edith Wagner lembra que a legislação tributária se modifica em termos contábeis com a contratação do agente logístico. “Se antes todas estas atividades eram lançadas na estrutura de custos do fabricante, isso fazia parte da formação do preço final do produto e, portanto, incorporava todos os tributos. Quando pagamos prestação de serviços a terceiros, lançamos esse pagamento como despesa e isto antes do cálculo do Imposto de Renda”. E aí o agente logístico é sinônimo de economia no bolso.

Como prestador de serviços, o agente logístico cobra por atividade e não por comissão sobre vendas. “Podese fazer uma analogia com os antigos bureaux de processamento de dados, que cobravam por emissão de cada documento, ou da folha de pagamento. Isto se chama ‘prestação de serviços terceirizados’. Um agente logístico enviará a seus clientes, no final do mês, uma fatura

que será lançada na contabilidade como despesa. Assim, representará saída de caixa antes do Imposto de Renda. Se eu tiver todos estes serviços dentro de minha empresa, pagarei todos os tributos trabalhistas e financeiros e lançarei tudo como custo. E sobre este custo, pagarei impostos e terei que incorporálos aos meus preços”, explica Edith Wagner, da consultoria Pró-Marketing.

Veja alguns serviços que podem ser terceirizados para o agente logístico aluguel de espaço para armazenagem em m2 ou m3 segurança e controle de estoques emissão de documentos relativos à administração de vendas (recepção de pedidos, baixa em estoques, emissão de notas fiscais e faturas) controles de validade cronogramas de entrega transporte entregas de emergência e muitas outras atividades de atendimento à venda

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País está atrasado no ranking da competitividade A adoção do agente logístico é apenas uma alternativa para buscar atributo em que o Brasil ainda está muito atrasado: a competitividade. Levantamento feito pelo Instituto Internacional para o Desenvolvimento da Administração, da Suíça, apontou que o país é apenas o 44º no ranking global de competitividade, apesar de oscilar entre a sétima e a oitava economia do mundo. Entre os motivos para a má colocação estão a baixa produtividade, alto custo de vida, sobrecarga tributária e in-

fraestrutura ruim. “Assim como todos já perceberam, o Brasil se torna cada vez menos competitivo mundialmente e passamos a importar da China, da Índia. Mesmo que as taxas de importação sejam de mais de 100%, a relação entre preços e custos é vantajosas”, diz Edith Wagner. Daí o benefício do agente logístico. Quando os custos citados são terceirizados, os resultados são contabilmente mais vantajoso, sem dimensionar ou incluir os problemas e complicações trabalhistas, tributários e sindicais.

Vantagens fiscais da terceirização logística O advogado tributarista do escritório Dannemann Siemsen, Daniel Gudiño, enumera custos que podem ser reduzidos com a contratação de um operador logístico. “A contratação de terceiros pode gerar créditos para fins de apuração de PIS e Cofins em regime não cumulativo. Isso reduziria a tributação de PIS e Cofins para aquelas empresas optantes por esse regime de tributação”, explica Gudiño. O especialista diz ainda que, com o agente logístico, o contratante poderia reduzir sua folha de pagamento, já que várias atividades relacionadas à logística da empresa passariam a ficar sob os cuidados do operador. “Com isso, o empresário reduz seus encargos sobre folha, contribuição previdenciária patronal e demais encargos trabalhistas”. Outro aspecto fiscal atinge empresas com filiais em vários estados – como os grandes distribui-

dores de autopeças: a cobrança do ICMS. “Tem muita gente que utiliza diferentes centros de distribuição em operações interestaduais onde há cobrança do ICMS, mas é uma tendência estar cada vez mais sujeito à ST. Com centros de distribuição estabelecidos em locais estratégicos, é possível conseguir diferir a tributação do ICMS também. Para diferir o momento da antecipação de pagamento de impostos, você poderia estabelecer em outro estado um centro de distribuição. E aí entra o operador logístico como alugador, que permite melhorar seu fluxo de caixa, porque você não precisa an-

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Agente logístico em autopeças Na cadeia de comercialização de autopeças, um segmento em que preço competitivo e agilidade são fundamentais – já que os produtos comercializados são geralmente os mesmos –, o agente logístico pode ter um papel importante. Segundo Edith Wagner, o próprio distribuidor pode exercer essa função, desde que tenha um CNPJ diferente – ou seja, deve abrir uma nova empresa para lhe prestar esse serviço. Isso porque a atividade do agente logístico não é vender, sua finalidade é prestar serviços como estocagem e entrega de produtos. A especialista diz ainda que, quanto mais aumentar sua eficácia, maior será o número de clientes que a empresa poderá atender, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas, já que há uma tendência de commoditização dos produtos. “O único diferen-

tecipar o pagamento”. O coordenador do Centro de Estudos em Logistics do Coppead, Peter Wanke, complementa. “O operador faz o desenho da rede. O cliente aluga um armazém do operador logístico para poder transferir e faturar a partir de lá e evita crédito de ICMS”.

Daniel Gudiño lembra que cada vez mais as empresas estarão sujeitas à Substituição Tributária

cial será a prestação de serviços e estes só serão valorizados ou diferenciados se assim forem percebidos pelo cliente ou consumidor final. Apenas para efeito de ilustração, para qualquer bem de consumo, ou bem de conveniência, como leite, batata, combustíveis, cachaça, água e mesmo conservas, alimentos, farmacêuticos, brinquedos, roupas ou uma refeição em self-service, 65% dos

custos se referem à logística, que também contém custos tributários. No caso de flores ou outros produtos perecíveis, o custo de logística pode chegar a mais de 80%. Portanto, recomenda-se que qualquer atividade econômica leve estas variáveis em consideração, uma vez que será a logística que viabilizará as menores perdas físicas e de oportunidades de mercado”, ressalta.

Edith Wagner diz que distribuidor de autopeças pode ter seu agente logístico

Call center é bom exemplo de terceirização O conceito de terceirização para redução de custos não é novidade. Edith Wagner cita que um bom exemplo da terceirização de mão de obra acontece nos call centers. “Eles cresceram exatamente por causa da legislação trabalhista e por questões sindicais que encareceram esta mão de obra fantasticamente, considerando-se as restrições de horas de trabalho, impostos trabalhistas e benefícios. A própria terceirização de mão de obra,

justamente para que a empresa não tenha custos tão elevados, fez com que a qualidade das pessoas e a sua remuneração decaíssem bravamente. Então, principalmente em função de exigências sindicais, tenta-se terceirizar ao máximo e isso desvaloriza as pessoas e a qualidade entra em decadência brava. Uma solução para permitir a ‘competitividade’ é a redução de custos, sendo os trabalhistas e tributários os mais significativos”.

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Lego é case de sucesso no uso das melhores práticas em logística Uma das principais empresas de brinquedos do mundo, a Lego fabrica 500 peças por segundo na planta da Dinamarca. Destas, apenas uma a cada mil apresentam falhas. Crianças e adultos gastam cinco bilhões de horas por ano brincando com Lego – mas nem imaginam quanta tecnologia há por trás da empresa dinamarquesa. A Lego adotou um novo sistema logístico em 2005, em parceria com a DHL, que resultou em economia de 40% nos custos com logística em 2009. De armazéns e centros distribuídos pelo continente, a empresa passou a contar com um único centro de distribuição, localizado nos arredores de Praga, capital da República Tcheca, que tem 140 mil divisões em 100 mil m2 e atende toda a Europa e a Ásia. Entre as razões que pesaram na escolha da República Tcheca estão os baixos custos trabalhistas e a mão de obra qualificada. As lojas dessas regiões fazem

seus pedidos diretamente à DHL, em formulários feitos especificamente para cada mercado. Uma das vantagens desse CD está no fato de que se a demanda muda para uma certa região, o sistema inteiro – desde a modelagem até a distribuição – tem capacidade de se ajustar e atender essa demanda em até dez dias. A DHL Exel Supply Chain gerencia o envio de cargas diariamente, mas a Lego seleciona seus fornecedores do serviço de transporte e lida com as negociações de contrato com eles. Houve também uma economia de espaço e tempo, já que antes os produtos passavam por dois ou três CDs antes de chegar ao cliente, enquanto agora eles são tratados apenas uma vez. Além disso, quando um produto estava fora de estoque em um CD, este acabava recebendo outros produtos; enquanto hoje em dia há um estoque de segurança.

Fábrica extremamente sofisticada abastece o mundo todo. Haja eficiência logística

Luft desenvolve soluções em operação logística Com 36 anos de história, a Transportes Luft passou de uma empresa familiar com atuação no estado do Rio Grande do Sul, dedicada ao transporte de commodities e gêneros de consumo de primeira necessidade, para um grupo com unidades de negócios em diversas áreas, como a Luft Food Service (que atende redes de varejo alimentício) e a Luft Express (voltada à logística de cargas fracionadas). Uma dessas unidades, hoje chamadas de verticais de cadeias logísticas, é a Luft Solutions, que opera a logística dos varejos tradicional e eletrônico. “A estratégia dedicada a cada cadeia permite à empresa proporcionar soluções sob medida

para os clientes, com tecnologia específica, ativos adequados e profissionais especializados”, explica o diretor de Marketing, Luiz Alberto M. da Silva. O executivo aponta as vantagens da contratação de um operador logístico como a Luft, que faz desde a armazenagem até a logística reversa. “Ela permite oferecer serviços estendidos e altamente especializados para cada segmento. O profundo entendimento dos negócios faz com que se desenvolva tecnologia específica e o emprego de ativos adequados, melhorando a eficiência e a produtividade. O cliente dedica, então, os seus recursos humanos e financeiros para o seu core business”.

Serviços oferecidos pela Luft Solutions • Projetos logísticos • Planejamento • Compras e controle de inventário • Operações In House • Transferências entre centros de distribuição • Armazenagem • Embalagem • Etiquetagem • Montagem de kits • Distribuição para todo o Brasil • Logística Reversa • Controle e tratamento de avarias/devoluções • Suporte técnico e logístico para destinação legal de resíduos

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negócios

Por Larissa Andrade larissa@novomeio.com.br

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Fotos Divulgação

Presidente da ATR fala sobre parceria com DPK

Grupo fortalece negociações com fornecedores

Depois de participar em maio do Encontro de Acionistas da ATR International AG, onde a DPK foi formalmente apresentada aos outros membros do grupo, o presidente da associação, Roland Dilmetz, conversou com o Novo Varejo sobre a adesão da empresa brasileira e a atuação da ATR em 46 países. “A DPK foi recomendada à ATR por diversos fornecedores. Como nossas abordagens e valores (confiabilidade, sustentabilidade e responsabilidade) são idênticos, ficou claro rapidamente que nos encaixaríamos perfeitamente”. O executivo disse que vê no Brasil um país que vivencia experiências bastante interessantes – que também vêm acontecendo em outros países –, como o forte papel desempenhado pelas marcas próprias e a presença das peças asiáticas. Além disso, muitos dos fornecedores com quem a ATR

“O principal foco internacional da ATR está na coordenação de compras, como especialistas da informação entre nossos membros e os fornecedores de autopeças e equipamentos de oficina”, contou o presidente da associação, Roland Dilmetz. Atualmente, o grupo congrega 30 membros de 46 países, todos eles em posição de destaque em vendas no aftermarket independente. “No escritório da ATR, negociamos acordos adicionais com os fornecedores como um grupo centralizado para beneficiar todos os membros. Além disso, temos em comum, por exemplo, atividades de marketing (na Alemanha e Áustria), workshops (principalmente na Alemanha,

possui acordos internacionais têm suas próprias plantas de fabricação no Brasil e em outros países da América do Sul. Dilmetz contou que o primeiro encontro com os diretores da DPK aconteceu na Automechanika Frankfurt, em setembro de 2010. Depois, em fevereiro, os brasileiros visitaram o escritório

da ATR em Stuttgart, assim como escritórios e centros de distribuição dos membros alemães do grupo. A decisão sobre a adesão da DPK foi tomada pelo Conselho da ATR durante um encontro com os diretores da empresa brasileira em abril e, em seguida, a DPK participou do Encontro de Acionistas em Los Angeles.

mas também no exterior), TI (contato com fornecedores de serviços, como ajudar nossos membros a introduzir catálogos eletrônicos) e representamos nossos membros na Federação Internacional de Fabricantes e Importadores do Aftermarket Automotivo, que está fazendo um trabalho de lobby na Europa”, disse o executivo. Dilmetz ressaltou que todos os membros da ATR mantêm seu nome e sua estrutura. O benefício está no acesso ao banco de dados do grupo e na participação de encontros – como o que aconteceu em maio, em Los Angeles –, eventos que proporcionam contato próximo direto e a troca de experiências entre os membros.

Acionistas participam de encontro em Los Angeles, onde a DPK foi apresentada

Vendas em 2010 Vendas em 2011 (expectativa) Filiais de vendas Total de funcionários (membros)

4,7 bilhões de euros 5,5 bilhões de euros 2.167 27.781

Fonte: ATR International AG

ATR em números

Soluções para a cadeia integram portfólio

Dilmetz diz que Brasil vive momento interessante

Ciente das dificuldades técnicas enfrentadas pelas oficinas independentes e do pouco tempo que os empresários da reparação têm para se dedicar a estratégias de marketing, relacionamento com o cliente, otimização dos estoques e soluções de TI, a ATR oferece alguns modelos de negócio

para oficinas e varejos que funcionam como um pacote de serviços para essas empresas independentes. São quatro “soluções”: AC Auto Check, autoPartner, Meisterhaft e ACC AutoCheckCenter, sendo que as três primeiras estão focadas principalmente no mercado alemão e a última é internacional, focada na oficina mecânica, e já está presente em países como Hungria, Romênia, Turquia. Roland Dilmetz explica que

essas soluções-conceito não funcionam como franquias nos moldes mais comuns, mas têm certa flexibilidade. “Recomendamos que nossos clientes usem os módulos (como a plataforma de marketing na internet, folhetos, publicidade padrão, cartazes, uniformes dos funcionários), mas eles devem usar uma identidade corporativa nas oficinas”, diz ele sobre a ACC AutoCheckCenter. Sobre a chegada dessa “bandeira” ao mercado brasileiro,

o presidente da ATR International afirma que essa é uma possibilidade. “É uma decisão livre da DPK se quiserem usar a ACC AutoCheckCenter no Brasil. Como já mencionei, nós daremos suporte com nosso know-how, se necessário. Já tivemos reuniões com nossos parceiros na República Tcheca, Reino Unido, Rússia, etc., que mostraram interesse na ACC”. No início desse ano, já havia 122 oficinas participantes em quatro países.

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Por Patrícia Malta de Alencar patricia@novomeio.com.br

Fotos Novo Meio

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Na PRPK Auto Peças, a empresa e a família crescem juntas

Mercado aquecido e plano de carreira

P de Paulo, R de Renata, P de Paulinho e K de Karina, essa é a família que está à frente da loja há dez anos

Para quem já passou por várias crises econômicas, hoje o mercado está aquecido e, para a PRPK, a projeção é de continuidade de crescimento ou até de aumento. “A inspeção ambiental ajudou bastante. Mas o Brasil ainda é uma economia que vem se tornando forte. Com o dólar alto, eu não conseguia comprar o que precisava e atender a cadeia de suprimentos. Uma coisa que mudou muito nosso mercado foi a invasão de produtos chineses”, afirma Paulinho. Com o dólar baixo, cerca de 65% das vendas têm sido de importados. Essa demanda, com certeza, está muito relacionada ao preço: “A gente acaba sendo obrigado a comprar

Negócio em família: os irmãos Karina, Paulinho e Renata se dividem nas funções financeira, comercial e administrativa, respectivamente. Ao pai Afonso, cabe aconselhar os filhos com a experiência de mais de 40 anos

Paulo Afonso Pires Calvo é Paulinho, administrador que seguiu os passos do pai, também Paulo Afonso, e hoje tem sua própria loja de autopeças. Sua e das irmãs Renata e Karina, que, juntos, batizam a empresa da Avenida do Cursino, na zona sul de São Paulo (SP). Paulinho hoje tem 27 anos, mas

já são 13 de experiência, desde quando começou a trabalhar na primeira loja da família, a PKR, na Vergueiro, aos 14 anos. Hoje a loja está fechada para reforma e, enquanto isso, o pai, Afonso, é o conselheiro dos filhos na PRPK. São mais de 40 anos de experiência que ele tenta passar para a segunda geração da

família à frente do negócio. A PRPK é uma empresa familiar. Karina é responsável pelo departamento financeiro e Renata, pelo administrativo. Paulinho fica com o comercial, mas ele começou no estoque, ainda na loja do pai, e já passou pelo atendimento, vendas e até financeiro. “Tem gente que pensa que quem assume o negócio dos pais começa lá em cima, mas eu comecei de baixo. É importante conhecer o negócio como um todo, só assim você entende as dificuldades que a sua equipe enfrenta no dia a dia”, diz ele. Foi com essa experiência e filosofia que ele acabou optando pelo curso de Administração de Empresas, em que se especializou para melhor gerenciar os negócios, conciliando os conhecimentos prático e teórico.

porque temos que manter um preço competitivo. Mas eu, sinceramente, não gosto de trabalhar com produtos chineses. O que é muito barato eu desconfio”. MÃO DE OBRA Não está fácil encontrar profissionais capacitados para o varejo de autopeças. A solução adotada por Paulinho foi trazer de volta alguns funcionários antigos, que tinham saído da loja do pai, bem como contratar jovens, traçandolhes um plano de carreira, do estoque até o balcão. Treinamento é o principal foco de investimentos hoje na PRPK, principalmente para os funcionários do balcão e do telemarketing.

De ponto queimado à referência na região A PRPK fez dez anos nas mãos da família, mas o ponto já existia na Avenida do Cursino. Quando eles decidiram expandir o negócio e abrir uma segunda loja, a localização foi escolhida por ser um bom ponto comercial. “Nós compramos a loja da Tateno Autopeças, que era uma empresa renomada, com mais de 30 anos de mercado. Mas o ponto estava queimado, eles já tinham parado de investir, não compravam

mais peças”. Para levantá-lo, a família teve que arregaçar as mangas. “Era um grande desafio e o ser humano é movido a desafios. A avenida do Cursino tem várias autopeças que trabalham com lanternagem, lataria, nacionais, importados, mas faltava uma grande autopeças, com variedade de produtos novos”, afirma Paulinho. Eles investiram em mão de obra, construindo uma nova equipe; trabalharam a comunicação, o

contato com os clientes e desenvolveram um site institucional; atualizaram a informatização de toda a loja, cujo estoque possui 70 mil itens cadastrados, nos 1.800 m² distribuídos em quatro andares; e criaram o delivery, com 20 motoqueiros e dois carros que fazem entregas em toda a Grande São Paulo. “Conseguimos levar a PRPK para outros pontos da cidade, não ficamos restrito só ao ponto”, completa.

A PRPK possui 70 mil itens cadastrados, nos 1.800 m2 distribuídos em quatro andares

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Por Larissa Andrade e Patrícia Malta de Alencar jornalismo@novomeio.com.br

Reposição segue em crescimento, mas não mantém ritmo de 2010

8,1%

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Peso

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Contribuição

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2,1%

7,9% Fonte: Serasa Experian

Concorrência com importados preocupa fabricantes locais O déficit na balança comercial de autopeças flagra o acirramento da concorrência com os produtos importados. Para alguns dos executivos ouvidos pela reportagem, a indústria só não vai de vento em popa porque existe um receio quanto à

Ecaterina chama atenção para a importação direta pelos próprios clientes

capacidade do governo de segurar a desindustrialização. Para Ecaterina Grigulevitch, gerente Nacional de Marketing e Administração de Vendas da Monroe, é preciso ficar de olhos abertos. “O primeiro semestre foi bom, nossos resultados foram superiores aos do ano passado. O que nos preocupa um pouco é a questão cambial, que está aumentando a concorrência com os produtos importados”. A confiança no mercado, porém, ainda está na agenda. “O governo já está tomando medidas porque a preocupação não é só no nosso setor. A gente tem visto nossos clientes importando direto. Esse é

o risco e a realidade”. A esse excesso de produtos importados, soma-se a concorrência desleal. “Há uma percepção crescente de importadores ou fábricas nacionais que estão complementando sua linha com importados. O que temos receio é que a competição, em alguns casos, não se dá de forma igualitária. Já ouvimos falar de triangulação, importações subfaturadas ou outros artifícios para distorcer essa competição em bases igualitárias. O Brasil tem condições de competir desde que as condições sejam consistentes”, adverte Feres Macul, diretor-presidente da TMD Friction do Brasil.

17,4%

Faturamento acumulado das indústrias de autopeças em 2011 em comparação com o mesmo período do ano anterior 11,8%

10,6%

11,1%

10,8%

10,5%

previsão

5,4%

Fonte: Sindipeças

Variação

Jan-Jul

Total

Jan-Jun

Dívidas não Bancos Protestos Cheques bancárias

gísticos e de competitividade, principalmente em relação aos importados. O desafio é construir uma relação de valor com o mercado”, completa Freitas. Feres Macul, diretor-presidente da TMD Friction do Brasil, também cita a expansão da frota como fator favorável, mas faz uma ressalva: “A demanda cresceu bastante, mas a produção no país não vem crescendo no mesmo ritmo e isso ocorre tanto em relação ao consumo de veículos como o de peças de reposição”, afirma. Silvio Ricardo Alencar de Almeida, diretor-comercial da Spaal, chama a atenção para alguns fatores. “Revisão dos estoques por parte dos distribuidores, elevação dos juros e aumento da inadimplência no varejo. Com esses impasses todos em relação à corrupção e ajustes fiscais, há muitas licitações e projetos parados e isso faz com que o dinheiro não venha para o mercado. A minha expectativa é mais positiva para o último trimestre do ano”.

Jan-Mai

Decomposição do Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor Junho/2011 X Maio/2011

Ragazzon estima que Fras-le crescerá até 12%

Jan-Abr

rado por conta da equalização de estoques no varejo. Já o cenário nas lojas é bastante amplo. Há cidades em que o crescimento do varejo é significativo, enquanto em outras a concorrência é acirrada e as vendas não têm crescido tanto devido à falta de crédito. Nas oficinas mecânicas, serviço não falta, mas há dificuldade em manter o quadro de funcionários completo para atender essa demanda.

Jan-Mar

rável quanto o do ano passado, também não se pode falar em pessimismo: o mercado segue, sim, aquecido; e dá sinais de modernização no sentido de melhorar a eficiência e tornar a gestão mais profissional. Os fabricantes mantêm números positivos, mas estão preocupados com a desindustrialização e a concorrência com os importados; enquanto os distribuidores apresentam crescimento mode-

Com boas taxas de crescimento em relação ao ano passado, as grandes indústrias multinacionais de autopeças presentes no país estão otimistas e investindo. A Fras-le cresceu cerca de 10% no 1º semestre sobre o mesmo período do ano passado, segundo seu diretor comercial, Rogério Luiz Ragazzon. “O mercado está bom, com demanda, e obviamente isso vem em função do aumento da frota e da economia ativa”. A Fras-le aposta em investimentos constantes em novas formulações, lançamentos e desenvolvimento de tecnologia. “Isso faz também com que a gente ganhe mais um pouco de market share”. O executivo tem como meta para o segundo semestre continuar crescendo entre 10 e 12%. Na Corteco, o plano é crescer 25% no mercado de reposição, segundo Luiz Freitas, diretor de Marketing da empresa para a América do Sul. “No mercado você vê recorde de produção e de vendas, oficinas cheias e com uma demanda de serviço muito boa. Efetivamente a frota está aumentando”. A empresa aproveita o aquecimento do mercado para investir na ampliação do seu portfólio e no fortalecimento da marca. “Existem ajustes a serem feitos, problemas lo-

Fonte: Magrão Scalco

Cenário permanece positivo para as indústrias

Expectativa de empresários e gestores é de melhores resultados até o final do ano Depois de registrar um crescimento superior a 18% em 2010, o mercado de reposição como um todo vem vivenciando um ano de alta em 2011 – mas não em um ritmo tão acelerado. Empresários ouvidos pelo Novo Varejo relatam um cenário positivo, mas também destacam preocupação com o crescimento das importações e o endividamento do consumidor. O Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor fechou o primeiro semestre de 2011 com alta de 22,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Como resultado do endividamento, o consumidor adia a manutenção do veículo, o que acaba se refletindo em toda a cadeia. Se o momento não é tão favo-

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II Fórum Novo Varejo – Sincopeças-Sindirepa 2011 II Fórum Novo 2011 IMeio-Sincopeças-Sindirepa Fórum Novo Meio-Sincopeças-Sindirepa 2011 17 17de deoutubro outubro 04 julho

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Crescimento moderado na distribuição Na visão dos distribuidores de autopeças ouvidos pela reportagem do Novo Varejo, 2010 foi exemplar e 2011, apesar dos resultados positivos, não conseguiu manter o ritmo acelerado de crescimento verificado no ano passado. Entre os motivos estão o alto custo de vida, o endividamento do consumidor e a equalização dos estoques nos varejos. Mas a coordenadora de Marketing da Cobra no Brasil, Regina Alves, aposta num cenário mais promissor nesse segundo semestre. “O mercado não está estagnado, mas apresenta crescimento modesto. No primeiro semestre se percebeu comportamento de cautela por parte do consumidor final, que optou por realizar apenas os reparos estritamente necessários, como no caso das revisões para inspeção veicular. Acredita-se que esse comportamento se deve aos gastos de final de ano e do início de 2011, como IPVA, IPTU, etc.; portanto, a expectativa é de crescimento mais significativo no segundo semestre”. O diretor da SK Automotive, Gerson Prado, compartilha dessa opinião. “O que a gente está sentindo é que o mercado não está tão vigoroso quanto em 2010, mas isso não significa que está ruim. Pela p e rc e p ç ã o , o que a aparentemente está acontecendo é que o custo

Nilton Rocha de Oliveira destaca que mercado cauteloso resulta em rentabilidade menor

do dinheiro está mais alto e o varejo está investindo menos no estoque. Na oficina, a percepção é que o movimento continua o mesmo”. No geral, a visão se repete na Pellegrino. “O mercado não está se apresentando tão aquecido como no primeiro semestre ou no ano passado. E a primeira vítima quando o mercado está mais cauteloso é a rentabilidade, são as margens. Podemos notar que existe essa questão de dar descontos, conceder preços mais agressivos porque ninguém quer perder volume”, diz o diretor comercial da empresa, Nilton Rocha de Oliveira. Regina Alves concorda que o comportamento de compra está mudando. “Muitos varejos se abastecem dos estoques dos distribuidores, não estocando mais em suas lojas e sim dividindo a demanda em várias compras menores. E isso requer das distribuidoras uma logística rápida e eficiente. Cada vez mais varejos têm aderido às cotações eletrônicas, aumentando o número de cotações que não necessariamente virarão pedidos. Isso gera para o distribuidor a necessidade de mais profissionais trabalhando para um mesmo volume efetivo de vendas”. Para o diretor comercial da Pellegrino, o desafio da distribuição no momento está dentro de casa. “A distribuição deve estar focada numa boa gestão das premissas (de administração), cuidar bem do estoque, da rentabilidade, manter foco no atendimento, cuidar da inadimplência. Nos preocupa o aumento da taxa de juros e as restrições ao crédito, pois isso diminui a liquidez no mercado e quando a dose é muito pesada, há uma retração no consumo”, diz Oliveira.

Na Rocha Autopeças, inadimplência e crédito são questões que preocupam

Varejo enfrenta competição acirrada e desempenho é estável A situação do varejista de autopeças varia bastante de acordo com a região do país em que a loja está. Grandes cidades, como São Paulo, vêm sofrendo com a concorrência acirrada, enquanto outras regiões estão em pleno desenvolvimento e comemoram resultados positivos, como é o caso da Auto Peças Mangueira, localizada na capital mineira. “O mercado está aquecido e nós crescemos cerca de 15% nos últimos meses. Eu acredito que isso é localizado porque em nossa região houve um aumento muito grande da população por conta de obras, moradia do governo. Como aumentou o movimento de carros, surgiram novas ofici-

de apreensão por conta das políticas macroeconômicas, conforme conta o proprietário, Roberto Rocha. “A Associação Comercial tem informado que aumentou a inadimplência. Nós também enfrentamos problemas de crédito, com mecânicos atrasando o pagamento”. Os varejistas entendem que um dos desafios atuais é ter um estoque que atenda à frota cada dia mais diversificada, e saber distinguir aquilo que é efetivamente produto de qualidade. “Hoje há uma diversidade marcas e uma mesma peça custa R$ 10, R$ 15 e R$ 20. Você nem sempre sabe qual presta e não tem como avaliar a qualidade da peça”, diz Rocha.

nas”, diz o proprietário, Vicente Francisco de Paulo Filho. Para Ednei Gonzaga dos Santos, gerente da Auto Peças Biroska, de Curitiba (PR), não foi apenas a demanda que cresceu, mas também a concorrência, reduzindo sua participação no mercado. “O mercado está crescendo porque tem um monte de gente abrindo lojas, mas não está crescendo em vendas para mim. Cada concorrente que abre reduz a demanda de peça por loja. Com isso, o volume que eu vendia um ano atrás já não consigo repetir hoje. Está ficando bom para o cliente, que está ditando os preços”. Já na Rocha Autopeças, de Campinas (SP), a situação é

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Anual (**)

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Total

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0,0%

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Super e hipermercados, alimentos e bebidas

-3,2%

0,7%

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4,8%

6,1%

5,7%

5,3%

5,5%

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Móveis, eletroeletrônicos e informática

0,7%

0,0%

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8,3%

7,8%

9,5%

9,3%

9,1%

Combustíveis e lubrificantes

1,1%

-0,2%

-0,9%

11,0%

11,4%

8,2%

7,9%

8,5%

8,4%

Veículos, motos e peças

2,5%

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-1,6%

5,5%

5,5%

-2,4%

0,5%

1,3%

0,8%

Tecidos, vestuário, calçados e acessórios

1,2%

-0,3%

0,7%

-0,3%

0,2%

0,2%

-1,1%

-0,9%

-0,7%

Material de construção

1,8%

-2,9%

-0,3%

12,0%

10,0%

7,6%

13,4%

12,8%

12,0%

(*) com ajuste sazonal / (**) em relação ao mesmo mês do ano anterior / Fonte: Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio

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mercado

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Peça não falta, mas mão de obra, sim Com mais distribuidores no mercado, diferentes opções de fornecimento e maior capilaridade para a distribuição de itens originais, de segunda linha ou importados, falta de peça é um problema que ficou para trás nas oficinas e centros de reparação. A mão de obra é que se tornou a questão crítica. Falta de capacitação, poucos profissionais no mercado e salários supervalorizados estão na pauta de discussão dos empresários este ano. Mesmo com este desafio longe de ser superado, o mercado vem crescendo. “Do ano passado para este, o mercado está melhor, está crescendo, aumentando o fluxo de carros”, analisa Reginaldo Kuboyama, proprietário do Tokio Centro Automotivo, de São Paulo (SP). Para não

ficar apenas à mercê da volatilidade econômica, Kuboyama investiu na empresa, fez uma reforma estrutural. “Ficou mais organizada e mais informatizada, acho que isso fez aumentar a demanda também”. Em Goiânia (GO), Priscila Paula Fortuna, gerente geral do Centro Automotivo Canaã, entende que o mercado vai bem, mas sofre para encontrar mão de obra qualificada. “Os mecânicos não ficam muito tempo, às vezes falam que são profissionais e não são, faltam muito ao serviço. Já procuramos por profissionais prontos, porque é difícil capacitar”. Para a Branello Centro Automotivo, de Curitiba (PR) essa é a solução: “Estamos tentando qualificar a mão de obra para

atender melhor nossos clientes e abrir novos leques de serviços. Antes a gente trabalhava só com suspensão, freio, amortecedores; hoje fazemos outros serviços, como funilaria e pintura e instalação de acessórios”, diz o gerente comercial Paulo Abreu. O empresário percebeu que esse é um mercado em que não se pode ficar parado. “Eu senti que nem todos estão indo bem, mas nós somos mais agressivos, vamos atrás do cliente”. A busca de mercado também é um dos desafios da Mecânica Kyodai, de São Paulo (SP). O outro, segundo a administradora Elaine Endo, é o treinamento, encontrar mão de obra qualificada. “Como você equaliza a demanda maior sem a mão de

Reginaldo Kuboyama, à direita, investiu na oficina e aumentou o movimento

obra para trabalhar? A gente lida com serviço, não somos simples trocadores de peça”. Para José Natal, proprietário do Mega Car Centro Técnico Automotivo, também de São Paulo,

a falta de mão de obra é um problema sério. “Hoje, estou com cinco reparadores na oficina, o que representa 50% do meu quadro. Posso dizer que é um momento dramático”.

Serviços vinculados

à inspeção reduzem ritmo e se pulverizam

Mais oficinas estão oferecendo serviços de pré-inspeção

Quem achou que o aumento de 20 a 40 % nos serviços motivado pela Inspeção Ambiental Veicular fosse continuar ficou frustrado. Muitos empresários da reparação paulistanos que contavam com a continuidade do crescente boom causado pelo programa estão desiludidos em 2011. Elaine Endo, administradora da Mecânica Kyodai, faz parte desse grupo. “A inspeção ambiental foi uma divisão de águas: aquela pessoa que nunca fazia manutenção está tendo que fazer. Sempre tive um

volume de vendas significativo de janeiro até o Carnaval, mas neste ano janeiro foi um mês atípico, em que faturei como nos outros meses. Mas não foi ruim, ele se manteve estável”. O aumento da concorrência também justifica a queda nos serviços vinculados à inspeção na Kyodai. “Muitas empresas tiveram que se adequar e, com isso, você pulveriza tais serviços”. José Natal, proprietário do Mega Car Centro Técnico Automotivo, também da capital paulista, endossa a avaliação

da administradora da Kyodai. “O ano passado foi atípico para nosso negócio, todo mundo trabalhou demais e não dava conta do serviço com a equipe montada. No início desse ano, caiu um pouco em relação ao ano passado, mas o mercado continua aquecido”. Para Natal, a queda na demanda se deve ao fato de que no ano passado eram poucas as oficinas e profissionais preparados para a IAV e, agora, mais oficinas começaram a absorver parte do serviço. “Houve dispersão. Algumas

oficinas não tinham investido antes porque acreditavam que a inspeção não ia perdurar – e até hoje ainda há muitos reparadores que acreditam nisso. No ano passado, o serviço de pré-inspeção chegou a 50% do meu movimento, e nesse ano deve chegar a 30%”. A isso, soma-se outro fator: muitos proprietários que, na primeira inspeção, optaram por levar seus veículos às oficinas para uma revisão prévia, hoje optam por fazer antes a inspeção, recorrendo aos reparadores apenas no caso de reprovação.

RESUMO S.Y.L O mercado de reposição não vem repetindo em 2011 o movimento verificado em 2010. Embora os índices de crescimento sejam menores, o desempenho ainda é favorável, segundo representantes de todos os elos ouvidos pela reportagem do Novo Varejo. Entre os fatores de risco que merecem atenção, os entrevistados citam a inadimplência, queda na rentabilidade, falta de mão de obra qualificada e concorrência desleal com produtos importados.

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educação

Por Claudio Milan claudio@novomeio.com.br

agosto de 2011

Fotos Divulgação

Vânia Lúcia de Oliveira é consultora organizacional, MBA em Gestão Estratégica de Pessoas e Executive Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching.

ARTIGO

Luis Norberto, presidente do Grupo DPaschoal, anunciou o nascimento de um propósito

Empresa de gerações

Grupo DPaschoal lança divisão para capacitar o mercado Maxxi Training foi inaugurada em agosto com feira do conhecimento para profissionais da reparação A qualificação dos profissionais e gestores do mercado de reposição é uma das principais carências do setor. Ciente disso, o Grupo DPaschoal apresentou sua nova divisão com foco na educação. A Maxxi Training iniciou atividades promovendo a 1ª Feira do Conhecimento Técnico. O evento foi realizado de 16 a 18 de agosto na Escola Profissionalizante Fitel, em Campinas (SP), reuniu exposição de produtos e módulos de

treinamento para os reparadores, abordando temas como sistema de freio, suspensão, injeção eletrônica, retentor e juntas, reparo de bombas, barramentos e direção, motor e pneus. “Promoveremos mais quatro eventos em 2011. No ano que vem, serão 15 feiras do conhecimento, utilizando escolas parceiras, inclusive o Senai”, anunciou Armando Diniz, diretor da Maxxi Training. O conteúdo foi elaborado e ministrado por fornecedores e

parceiros do grupo: Affinia, Alfatest, Bosch, Cofap, Grand Prix, Goodyear, Loctite, Magneti Marelli, Metal Leve, Nakata, Sabó, TRW. “Estávamos havia seis anos sonhando com um projeto integrado com os fornecedores. O que nasce aqui não é uma empresa, é um propósito. A educação é o transporte para o futuro”, comentou Luís Norberto Pascoal, presidente do Grupo DPaschoal, durante a cerimônia de lançamento da Maxxi Training.

Cursos serão estendidos para outros elos A 1ª Feira do Conhecimento teve como foco o público reparador, contemplando 200 profissionais – cada um pôde escolher três de seis cursos oferecidos. Conforme explicou Tânia Rios, supervisora da Maxxi Training,

além dos eventos técnicos haverá também módulos em gestão, direcionados aos empresários da reposição independente, e comerciais, com foco no aprimoramento dos balconistas de autopeças.

Tânia (à dir.) diz que haverá cursos para gestores e balconistas

Após anos de consultoria em empresas familiares, desenvolvendo processos de sucessão, tenho obtido inúmeros aprendizados. É comum vermos empresas em que há duas ou três gerações atuando conjuntamente e, em todas elas, nos deparamos com conflitos de gerações que desejam implementar seu modelo próprio de gestão. O mais comum é vermos duas gerações, em que a primeira afirma que quer parar e deseja que os filhos assumam os negócios; o que muitas vezes

disputa pelo poder nem sempre revelada. É necessário um diálogo aberto entre as gerações e respeito pelo que cada uma pode contribuir no processo de desenvolvimento da empresa. Quem está saindo precisa sentir-se reconhecido e útil, assim como os jovens precisam se sentir apoiados. Pais e filhos podem gerenciar juntos, ajudando-se mutuamente; compartilhando de um lado a experiência e, do outro, a ousadia. Podemos somar esforços, ao invés de dividi-los em disputas pelo poder e pela razão, em que

Pais e filhos

podem gerenciar juntos, compartilhando experiência e ousadia torna-se doloroso para ambas. Os pais nem sempre transformam esse desejo em atitudes, pois não permitem de fato que os filhos errem e lhes impõem seu modelo de gerenciamento, pois o julgam certo. Quando se monta uma empresa, cometem-se erros no processo que favorecem o aprendizado e o amadurecimento de todos. Não há como aprender sem errar. O que foi útil no passado, muitas vezes não é tolerado pela segunda geração. A frase “se fosse eu, teria feito diferente” traz um sentimento de fragilidade e insegurança a muitos jovens empresários. Alguns até se rebelam e tomam suas próprias decisões, mais para contrariar do que para trazer resultados. É uma

todos perdem ou deixam de ter ganhos maiores por não assumirem suas fragilidades e suas competências. É válido refletirmos como estamos administrando os poderes dentro da empresa, que, muitas vezes, passa a ser um membro da família. É necessário separarmos os ambientes, para termos as relações familiares preservadas dos acordos comerciais. Assim, vale abrir espaço para a franqueza entre pais e filhos sobre os rumos da empresa e a forma desejada de gerenciar processos, pessoas e resultados, através da orientação de profissionais especializados que nos auxiliem na administração de “EGOS” e favoreçam uma transição harmoniosa de gerações.

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indicadores

Em alta, inadimplência atinge 8,55% em julho

Licenciamento de veículos sobe 0,6% em julho

Pelo sexto mês consecutivo, a inadimplência do consumidor registrou alta, segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito. No mês passado, a elevação foi de 8,55% na comparação com julho de 2010. De acordo com o SPC Brasil, a inadimplência acumulada nos sete primeiros meses de 2011 está em 4,91% e a causa seria o ciclo de aperto monetário promovido pelo Banco Central e o peso desse aperto no custo médio do crédito. Em relação ao mês imediatamente anterior – junho –, o índice de inadimplência registrou

As vendas de veículos no Brasil continuam apresentando bom desempenho, apesar das iniciativas do governo para reduzir o consumo. No mês de julho, segundo a Anfavea, foram licenciados 306,23 mil automóveis,

Produção

mais provável é que a inadimplência feche o ano em alta, ou, no máximo, em estabilidade.

Indicador CNDL – SPC Brasil de vendas e inadimplência Série histórica (%) Mês contra igual mês do ano anterior

307,2 mil

Julho 11

306,2 mil

Junho 11

295,6 mil

Junho 11

304,3 mil

Jul 11/jun 11

+3,9%

Jul 11/jun 11

+0,6%

Julho 10

290,7 mil

Julho 10

302,3 mil

Jul 11/jun10

+5,7%

Jul 11/jun10

+1,3%

Jan-jul11

2,02 milhões

Jan-jul11

2,04 milhões

Jan-jul 10

1,93 milhão

Jan-jul 10

1,88 milhão

Jan-jul 11 / Jan-jul 10

+4,3%

Jan-jul 11 / Jan-jul 10

+8,6%

Ago 10 - jul 11

3,46 milhões

Ago 10 - jul 11

3,68 milhões

Ago 09 - jul 10

3,31 milhões

Ago 09 - jul 10

3,29 milhões

Variação % (A/B)

+4,6%

Variação % (A/B)

+11,8%

Últimos 12 meses

Já as consultas no SPC Brasil – que representam parâmetro para medir o nível de atividade no varejo – cresceram 6,61% em julho de 2011 na

Vendas

Julho/11

8,55%

6,61%

9,14%

Período

Junho/11

6,90%

8,66%

4,25%

Maio/11

8,21%

7,76%

7,36%

Vendas

Recuperação de crédito

Julho/11

-0,91%

-1,13%

9,51%

Junho/11

-10,09%

-4,79%

0,41%

Maio/11

-0,27%

17,66%

9,67%

Acumulado do ano Período

Inadimplência

Vendas

Recuperação de crédito

Julho/11

4,91%

5,22%

Junho/11

4,25%

Maio/11

3,61%

comparação com o mesmo mês do ano passado. A comparação entre julho e junho mostra queda nas vendas a prazo de 1,13%, o segundo

resultado negativo para as compras feitas com cheque pré-datado ou no crediário. No ano, o indicador registra alta de 5,22%.

Consultas (%)

Consultas ao SPC BRASIL

Inadimplência

Inadimplência

Últimos 12 meses

Fonte: Anfavea

Período

Período

Licenciamento

Julho 11

Recuperação de crédito

Mês contra igual imediatamente anterior

2011, foram comercializados 2,04 milhões de veículos no Brasil. A Anfavea projeta recorde de vendas em 2011: 3,69 milhões de unidades, superando a marca de 2010, que foi de 3,52 milhões.

Variação

Mês

Mês imediatamente anteior

Mesmo mês ano anterior

Acumulado do ano

Jul.11/Jun.11

-1,13

Abril

+0,26

+7,23

+2,77

Jul.11/Jul.10

+6,61

Maio

+17,66

+7,76

+4,12

Jan - Jul.11/Jan - Jul.10

+5,22

Junho

-4,79

+8,66

+5,05

Os cancelamentos de registros – indicador que serve de referência para medir o nível de recuperação de crédito no

varejo – apresentaram alta de 9,14% em julho ante o mesmo mês de 2010. A variação é duas vezes maior que a re-

gistrada em junho deste ano, quando o índice de cancelamentos apurado teve uma elevação de 4,25%.

Cancelamentos (%)

Cancelamento de registros no SPC BRASIL Mês

Mês imediatamente anteior

Mesmo mês ano anterior

Acumulado do ano

+9,51

Abril

+7,16

+2,52

+3,02

Jul.11/Jul.10

+9,54

Maio

+9,67

+7,36

+3,34

Jan - Jul.11/Jan - Jul.10

+6,51

Junho

+0,41

+4,25

+5,85

Período

Variação

6,51%

Jul.11/Jun.11

5,05%

5,85%

4,12%

3,34%

Fonte: SPC Brasil / Sistema CDL

A tendência

Fonte: Fonte: SPC Brasil / Sistema CDL

comerciais leves, caminhões e ônibus. O número é 0,6% maior na comparação com junho e representa alta, de 1,3%, também quando comparado ao mesmo mês de 2010. No acumulado dos sete primeiros meses de

Fonte: SPC Brasil / Sistema CDL

discreta queda, de 0,91%. “A tendência mais provável é que a inadimplência feche o ano em alta, ou, no máximo, em estabilidade”, prevê o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior.

40

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agosto de 2011

Importadores independentes vendem menos em julho As empresas filiadas à Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores) registraram queda de 4,1% nos emplacamentos em julho de 2011 na comparação com o mês anterior. Foram 18.346 unidades contra 19.130 veículos de junho. Com esse resultado, a participação dos im-

relação a 2010, com 108.861 automóveis emplacados no total. A entidade mantém a previsão de emplacar 185 mil unidades em 2011. As 30 marcas representadas devem encerrar o ano com 1.092 concessionárias. Hoje, essas empresas respondem por cerca de 800 pontos de atendimento em todo o país.

portados no mercado total caiu de 6,67% para 6,37%. Ante o mês de junho do ano passado, porém, houve aumento de 117,8%. São 18.346 unidades contra 8.424 veículos emplacados em igual período de 2010. Já no acumulado dos primeiros sete meses do ano, as empresas filiadas à Abeiva registraram alta de 117,4% em

China lidera vendas mundiais de veículos

Fonte: Jato Dynamics do Brasil

Com quase 7 milhões de veículos comercializados, a China fechou o primeiro semestre no topo do ranking mundial de vendas de veículos. O país cresceu 7,1% na comparação com o mesmo

mento de 9,5% em relação ao ano anterior. Como sempre, os números relativos ao mercado chinês incluem apenas veículos de passeio. Nos demais casos, englobam carros e comerciais leves.

1° sem. 2010

1° sem. 2011

Var % 1° sem. 2010-2011

Junho 2010

Junho 2011

Var % junho 2010-2011

China

6.492.685

6.951.872

7,1%

1.009.318

1.086.523

7,6%

EUA

5.614.407

6.332.501

12,8%

983.750

1.053.248

7,1%

Japão

2.637.446

1.903.775

-27,8%

445.206

349.955

-21,4%

Alemanha

1.559.445

1.731.323

11,0%

306.412

307.019

0,2%

Brasil

1.495.036

1.637.766

9,5%

247.492

286.925

15,9%

Top 10 marcas 1°

mento de 17,5% na comparação com 2010. A Ford segue em segundo lugar e a Toyota agora em terceiro,

1° sem. 1° sem. 2010 2011

VOLKSWAGEN 2.139.387

2.513.367

Depois de apresentar queda de 3,27% em junho, a Inflação do Carro subiu em julho. O índice medido pela Agência AutoInforme teve alta de 1,8% no mês passado. O fator determinante para a elevação do índice foi o preço do álcool

combustível, que subiu 6,32% no mês passado. A despesa mensal do motorista com seu veículo – combustíveis, peças, serviços, impostos e seguros – ficou em R$ 976,32. De janeiro a julho, a inflação do carro acumula alta de 6,2%.

Itens que mais subiram

País

Quanto ao desempenho por marcas, a Volkswagen encerrou o primeiro semestre na liderança, com cresci-

Fonte: Jato Dynamics do Brasil

período do ano passado. De acordo com dados divulgados pela Jato Dynamics do Brasil, os Estados Unidos permanecem em segundo lugar. Já o Brasil ficou com a quinta colocação, com au-

Inflação do Carro sobe 1,8% em julho

apesar da queda nas vendas ainda em consequência dos incidentes ocorridos no Japão em março.

Var % 1° sem. 2010-2011

Junho 2010

Junho 2011

Var % junho 2010-2011

17,5%

393.652

438.422

11,4%

FORD

2.162.275

2.408.706

11,4%

385.841

441.084

14,3%

TOYOTA

2.759.496

2.333.980

-15,4%

460.100

364.460

-20,8%

CHEVROLET

1.742.574

2.024.308

16,2%

299.999

365.090

21,7%

NISSAN

1.526.608

1.705.151

11,7%

263.544

297.008

12,7%

HYUNDAI

1.423.756

1.627.395

14,3%

240.705

281.747

17,1%

HONDA

1.556.603

1.369.356

-12,0%

274.992

189.407

-31,1%

FIAT

958.383

949.852

-0,9%

162.503

170.490

4,9%

KIA

767.701

941.602

22,7%

140.248

167.641

19,5%

10°

RENAULT

855.934

881.131

2,9%

159.831

150.703

-5,7%

Item

Julho

Acumulado

Estacionamento (2 horas)

6,36%

9,24%

Álcool

6,32%

10,09%

Estacionamento (mensal)

2,77%

11,18%

Limpeza de bico injetor

1,74%

-6,40%

Jogo de velas

1,23%

9,12%

Itens que mais caíram Item

Julho

Acumulado

Alinhamento

-3,71%

-5,16%

Filtro de óleo

-2,38%

1,50%

Óleo motor

-1,34%

0,19%

Filtro de combustível

-0,82%

1,25%

Filtro de ar

-0,80%

2,71%

Fonte: Agência AutoInforme

Faturamento das MPEs paulistas cresce no primeiro semestre No acumulado dos primeiros seis meses de 2011, as micro e pequenas empresas do estado de São Paulo apresentaram crescimento de 4,7% no faturamento. O índice foi apurado pela pesquisa Indicadores de Conjuntura, realizada pelo Sebrae-SP, com apoio da Fundação Seade. Segundo os técnicos das entidades, a expansão foi ala-

vancada pelo bom desempenho dos setores de serviços (+10,5%) e comércio (+3,8%). Já a indústria apresentou queda de 1,1% no período. Na comparação entre os meses de junho deste ano e do ano passado, o faturamento real cresceu 8,2%. O universo das MPEs teve uma receita estimada de R$ 27,2 bilhões em junho de 2011. 41

Indicadores NV 201 b.indd 41

17/8/2011 12:24:46


pesquisa

Saíram os finalistas da segunda edição da Pesquisa Inova Estudo ouviu 500 varejistas de autopeças em todo o Brasil, que elegeram as melhores indústrias do país Os quadros a seguir trazem, em ordem alfabética, os fabricantes mais citados por 500 varejistas de autopeças de todo o Brasil durante a realização da segunda edição da Pesquisa Inova – Indústrias do Novo Varejo. O estudo foi criado em 2009 com o objetivo de oferecer um novo e inédito serviço ao mercado, proporcionando aos varejistas um meio para avaliar o desempenho das indústrias de autopeças segundo os produtos oferecidos e os serviços prestados ao segmento. A todos os proprietários de lojas ou profissionais responsáveis por compras foram feitas as mesmas 25 perguntas. Nesta edição, apresentamos as três marcas mais citadas por eles – sempre em ordem alfabética. Em setembro, você vai conhecer em detalhes quais são as Indústrias do Novo Varejo.

Por Claudio Milan claudio@novomeio.com.br

Filtros

correias

componentes para motor

fram mann tecfil

dayco gates goodyear

bosch cofap mahle metal leve

Disco de freio

componentes para sistema de freio

Embreagem

Fremax Hipper Freios TRW Varga

bosch controil trw varga

luk sachs valeo

componentes para suspensão

injeção eletrônica

vela de ignição

cofap monroe axios nakata

bosch magneti marelli cofap mte thomson

bosch magneti marelli ngk

câmbio e diferencial

acessórios

ações promocionais

affinia eaton zf sachs

bepo karina tg poli

affinia bosch magneti marelli cofap

serviço 0800

menor índice de defeitos

garantia

bosch luk magneti marelli cofap

bosch magneti marelli cofap NGK

bosch luk magneti marelli cofap

42

Pesquisa NV 201b.indd 42

19/8/2011 10:03:02


agosto de 2011

óleo lubriFicante

pastilHa de Freio

castrol petrobras/lubrax texaco/havoline

cobreQ fras-le s.y.l.

rolamento

amortecedor

fag ina skf

cofap monroe nakata

borracHas

componentes elÉtricos

borflex monroe axios sampel

bosch marilia mte thomson

material tÉcnico

treinamentos

bosch luk magneti marelli cofap

bosch magneti marelli cofap ngk

a melHor rede de distribuidores

indÚstria mais admirada

bosch magneti marelli cofap trW varga

bosch magneti marelli cofap ngk

43

Pesquisa NV 201b.indd 43

19/8/2011 10:03:05


lançamento Fabricante fornece para linha de montagem da montadora italiana

Francisco De La Torre é presidente do Sincopeças-SP.

ARTIGO

Setor de duas rodas continua sua trajetória TMD/Cobreq lança pastilhas de crescimento Dedico a edição deste artigo ao mercado de duas rodas, um setor que continua sua trajetória de crescimento e — apesar de uma leve desaceleração — ainda apresenta bons resultados. Para se ter uma ideia da representatividade desses números, segundo dados divulgados recentemente pela Abraciclo (Associação Brasilei-

setor de duas rodas registrou evolução de 17,50%, passando de 146.098 para 171.658 unidades. Todo este cenário favorável prepara o setor para um segundo semestre repleto de atividades, como a 11ª edição do Salão Duas Rodas, que acontece em outubro, na cidade de São Paulo, e que promete reunir as principais marcas do setor, além

Foram comercializadas para o mercado interno 160.720 motocicletas em junho, o que representa uma elevação de 15% em comparação com o mesmo mês de 2010 ra dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), foram comercializadas para o mercado interno cerca de 160.720 motocicletas em junho, o que representa uma elevação de 15% em comparação com o mesmo mês de 2010. Os números de emplacamentos também são significativos. Especificamente sobre o setor de duas rodas, o volume de vendas aumentou 9,22% na comparação entre os acumulados de 2011 e 2010, saltando de 692.555 para 756.402 unidades. De abril para maio, o

de toda a cadeia relacionada a bicicletas, acessórios, equipamentos, vestuário e serviços. FÓRUM AUTOMOTIVO Por fim, gostaríamos de agradecer a presença dos diversos varejistas e profissionais do mercado da reposição e indústria que nos prestigiaram recentemente na primeira edição de 2011 do Fórum Sincopeças Sindirepa Novo Varejo. Nosso objetivo é realizar novas edições do evento, sempre colocando em pauta o mercado da reposição automotiva independente.

para 16 modelos Fiat A TMD Friction do Brasil apresentou em julho ao mercado de reposição novas pastilhas de freio dianteiras da marca Cobreq para 16 modelos da Fiat, montadora da qual é fornecedora de produtos originais. As aplicações são as seguintes: • Punto (todos): a partir (>) de julho de 2009; • Idea 1.4: > julho de 2009;

• Idea 1.8: > maio de 2010; • Palio 1.8: > julho de 2009; • Palio Weekend 1.8: > julho de 2009; • Siena 1.8: > julho de 2009; • Strada 1.8: > julho de 2009; • Doblò: > novembro de 2009; • Stilo 1.8: > fevereiro de 2010;

• Uno Mille Economy: > outubro de 2010; • Uno Mille Economy Way: > agosto de 2010; • Fiorino: > julho de 2010; • Bravo Essence 1.8 16V: > dezembro de 2010; • Bravo Essence 1.8 16V Dualogic: > dezembro de 2010; • Bravo Absolute 1.8 16V: > dezembro de 2010.

Bieletas e bombas-d’água na linha Autho Mix

As novidades, entre elas as bombas-d’água, integram um portfólio total de mais de mil itens

A marca Autho Mix lança um novo pacote de produtos nas linhas de bieletas e bombas-d’água. As duas linhas, com foco em suspensão e motor, passam a integrar um portfólio de mil itens disponíveis para o mercado de reposição. Os varejistas e aplicadores que quiserem

conhecer mais a marca e os produtos Autho Mix, incluindo os novos lançamentos, podem entrar em contato com o serviço de atendimento pelo telefone (11) 21686110, pelo e-mail sat@authomix.com.br ou diretamente nas filiais das distribuidoras Roles e RPR.

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agosto de 2011

DPL apresenta 15 novos modelos de bicos A DPL apresentou ao mercado 15 novos modelos de bicos. Com esses lançamentos, a marca completa 25 modelos. As novas aplicações se destinam a modelos de diferentes montadoras e são as seguintes: DPL-90.9043 - Cód. originais: Magneti Marelli: 501.010.02 - Short code: IWP 043 - VW: Gol, Parati, Quantum, Santana, Saveiro 2.0 (MPI - álcool) 97>; DPL-90.9058 - Cód. originais: Magneti Marelli: 501.022.02 Short code: IWP 058 - VW: Gol 1.0 8V (MPI - gasolina) 03>; DPL-90.9066 - Cód. originais: Magneti Marelli: 501.015.02 - Short code: IWP 066 - FIAT: Palio, Siena, Strada, Weekend 1.5 (MPI - álcool) 97>00; DPL90.9071 - Short code: IWP 071 – MERCEDES-BENZ: Classe A (A160/190) (gasolina) 99>05; DPL-90.9092 Cód. originais: Magneti Marelli: 501.025.02 - Short code: IWP

092 - VW: Polo 16V 1.0 (MPI - gasolina) 01>; DPL-90.9101 - Cód. originais: Magneti Marelli: 501.023.02 - Short code: IWP 101 - FIAT: Siena, Weekend Fire 1.0 16V (MPI) 03>; DPL-90.9119 - Cód. originais: Magneti Marelli: 501.032.02 Short code: IWP 119 - FORD: Ka (RoCam), Novo Fiesta 8V 1.0L/1.3L (gasolina) 04>; DPL-90.9131 - Cód. originais: Magneti Marelli: 501.029.02 Short code: IWP – 31 - FIAT: Palio, Siena, Strada, Weekend RST 8V 1.3L (Fire - flex) >03; DPL-90.9143 - Cód. originais: Magneti Marelli: 501.026.02 Renault: 8 200 128 959 - Short code: IWP 143 - PEUGEOT: Partner 1.8 8V (MPI - gasolina) 01> - RENAULT: Clio, Scénic 1.6 16V 01> Obs.: todos com motor K4M; DPL-90.9157 Cód. originais: Magneti Marelli: 501.027.02 - Short code: IWP 157 - FIAT: Doblò 1.8L 8V (ga-

solina) 03> Palio RST 1.8L 8V (gasolina) 04>; DPL-90.9168 - Cód. originais: Magneti Marelli: 501.031.02 - Short code: IWP 168 - FIAT: Palio RST II 1.8 (Fire - Flex) (MPI - álcool/ gasolina) 04; DPL-90.9170 Cód. originais: Magneti Marelli: 501.028.02 - Short code: IWP 170 - VW: Fox 1.0L 16V (MPI - gasolina), Gol (Total flex) 03>; DPL-90.9174 - Cód. originais: Magneti Marelli: 501.001.02 - Short code: IWP 174 - FIAT: Tempra 2.0L 16V 95>99 - VW: Gol, Parati 2.0L 16V (MPI - gasolina) 96>; DPL-90.9500 Cód. originais: Magneti Marelli: 501.002.02 - Short code: IWM 50001 - VÁRIAS: Fiat, Ford, Renault, VW 1.5/1.6L (SPI gasolina) - Obs.: monoponto; DPL-90.9523 - Cód. originais: Magneti Marelli: 501.003.02 Short code: IWM 52300 - VÁRIAS: Fiat, VW 1.0L (SPI - gasolina) - Obs.: monoponto.

Novidades no catálogo da Centerparts A distribuidora de acessórios automotivos Centerparts lançou o seu novo catálogo de produtos. A publicação conta com cerca de 640 páginas, disponibilizando acesso a mais de 21 mil itens entre acessórios, produtos para iluminação e ferragens. Entre as novidades, a empresa destaca a visualização de preço para todos os itens, 3 mil itens novos e a distribuição não apenas local, mas por todos os seus clientes espalhados pelo Brasil.

São mais de 21.000 itens entre acessórios, produtos para iluminação e ferragens

Antônio Carlos Bento é coordenador do GMA (Grupo de Manutenção Automotiva) – Programa Carro 100% - www.carro100.com.br

ARTIGO

Certificação com o selo do Inmetro para autopeças A recente publicação da portaria nº 301 de 21/07/2011 que trata da certificação compulsória de autopeças destinadas ao mercado de reposição e contempla oito componentes (amortecedores de suspensão, bombas elétricas de combustível para motores do ciclo Otto, buzinas ou equipamentos similares utilizados em veículos rodoviários automotores, pistões de liga leve de alumínio, pinos e anéis de trava – retenção –, anéis de pistão, bronzinas e lâmpadas para veículos automo-

É importante que lojistas e reparadores fiquem atentos aos prazos estipulados para que o mercado se adapte às novas regras. A fabricação e a importação das peças com o selo do Inmetro deverão ter início a partir de 18 meses após a publicação da portaria, ou seja, em janeiro de 2013. Já a comercialização de fabricantes e importadores para o mercado de reposição será a partir de seis meses, após a obrigatoriedade da fabricação e importação, e começará em julho 2013.

Lojistas e reparadores devem ficar atentos aos prazos estipulados para que o mercado se adapte às novas regras tivos) iguala o Brasil às nações mais desenvolvidas e com frota circulante importante, como Europa, Estados Unidos e Austrália. O selo do Inmetro será obrigatório para autopeças destinadas a veículos fabricados ou importados a partir de 1º de janeiro de 2000. Ficam isentos da obrigatoriedade componentes para linha de montagem, recall e de veículos de produção descontinuada fabricados até 31 de dezembro de 1999. A medida atenderá a 71% da frota circulante no país, estimada em mais de 40 milhões de veículos, entre automóveis, comerciais leves, motos, caminhões e ônibus e significa um passo importante para garantir a procedência e o padrão de qualidade dos produtos no mercado da reposição. O consumidor poderá exigir peças com o selo do Inmetro.

Para o varejo, a medida entrará em vigor após 36 meses da data de publicação da portaria, portanto, a partir de julho de 2014. Até lá, é importante que lojistas e reparadores se informem sobre o assunto, esclareçam dúvidas e se preparem para, em julho de 2014, comercializarem apenas peças com selo do Inmetro, conforme a portaria exige para esses componentes. O não cumprimento da medida pode gerar sanções na Justiça. O Ipem fará a fiscalização dos estabelecimentos e também receberá denúncias de consumidores.

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internet

Fotos Divulgação

Navegue pelo conhecimento e pe la VÍDEOS

+ Veja mais sobre as matérias dessa edição

+ Capacitação

Desindustrialização na pauta governamental

Preço não é tudo

http://www.youtube.com/watch?v=7zUslEQVm_4&feature=related

http://www.youtube.com/ watch?v=0v0cMn53tyk

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/08/governo-abremao-de-r-24-bilhoes-em-impostos-para-estimular-industria.html

A reportagem do Jornal Nacional do último dia 2 de agosto, intitulada “Governo abre mão de R$ 24 bilhões em impostos para estimular indústria”, traz informações sobre o lançamento do Plano Brasil Maior pela presidente Dilma Rousseff. O plano é uma medida do governo para diminuir a carga tributária das indústrias, melhorando as chances de competitividade com as importações crescentes no país.

Segundo pesquisa do IEMI (Instituto de Estudos e Marketing Industrial), bom atendimento conta mais que preço baixo na hora da compra. Nesta reportagem da TV Brasil, vemos que um bom vendedor é aquele que busca conhecer seu cliente, sem, no entanto, importuná-lo, empurrando produtos pelos quais ele já revelou desinteresse.

Os 5 sensos Entrevista de seleção

http://www.youtube.com/watch?v=fd3nfG8rMcQ&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=8_4yzvx1Mj4&feature=related

Max Gehringer, especialista em carreira, ensina, nesta edição do programa Emprego de A a Z, transmitido pelo Fantástico (TV Globo), como se virar na temível entrevista de seleção de emprego.

Negociar e vender

Os cinco “S” da administração japonesa são valores que hoje trabalhamos nas nossas empresas. Seiri, seiton, seiso, seiketsu e shitsuke significam, respectivamente: senso de utilização, ordenação, limpeza, higiene e disciplina. Confira um pouco mais sobre cada uma das lições nesse vídeo animado e reflita sobre sua aplicação no dia a dia do seu trabalho.

O especialista em negociação e coaching João Alberto Catalão fala sobre o seu livro: Negociar e vender – 40 reflexões e ferramentas negociais comentadas por líderes de opinião (Editora Lidel), em que ensina como fazer uma gestão eficaz do varejo. Para o autor, negociar é inerente ao homem.

Gestão de processos http://www.youtube.com/ watch?v=XgvR-5iHHSQ

Nessa entrevista para Inácia Soares, no Mesa de Negócios, a pedagoga e coach Soraya Gervásio comenta sobre o diagnóstico da causa e efeito dos processos; a programação em curto prazo do que deve ser feito, por quem e como; as formas de controle; e a melhoria do processo e planejamento de quando fazê-la.

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pe la informação

Acompanhe as dicas do mês para você aprimorar a gestão de sua empresa, ficar por dentro do mercado e expandir os temas tratados pelo Novo Varejo.

Notícias em tempo real

Novo Varejo www.novovarejo.com.br

Tempo é dinheiro

http://www.youtube.com/watch?v=0d2mL4Whixo&feature=related

Cursos online do Sebrae

http://www.ead.sebrae.com. br/hotsite/

Este é mais um vídeo sobre a importância da gestão do tempo no universo profissional. Clipe breve, com dicas rápidas sobre como organizar melhor as tarefas do dia a dia como “Aprenda a dizer não e pergunte a você mesmo: eu sou a pessoa certa para essa tarefa?”.

O Sebrae oferece gratuitamente dez cursos pela internet. Entre eles, Aprender a empreender, Análise e planejamento financeiro, Como vender mais e melhor, D-Olho na qualidade, Atendimento ao cliente, Empreendedor individual, Iniciando um pequeno e grande negócio e MEG - Primeiros passos para a excelência.

Como falar bem http://www.youtube. com/watch?v=Wa0UIGP Tcio&feature=related

Neste vídeo da série “Como falar bem”, a fonoaudióloga Leny Kyrillos ensina a harmonizar os gestos das mãos com a mensagem que se quer transmitir ao interlocutor. Confira também os vídeos que enfocam a voz e a postura.

A editora Novo Meio, responsável pelo jornal Novo Varejo e outros títulos voltados ao segmento automotivo, disponibiliza suas publicações online e veicula, em primeira mão, as principais notícias do mercado.

@novomeio http://twitter.com/novomeio

+ Para se divertir Nissan e os pôneis malditos

http://www.youtube.com/watch?v=X3yGSJE53kU

Mercedes-Benz e Nadal

http://www.youtube.com/watch?v=mUCobDz7aec

O Novo Varejo também está presente na rede social Twitter. Siga-nos e fique por dentro de tudo o que acontece no varejo e no mercado automotivo.

Novo Meio by mail A montadora japonesa, que sempre teve vídeos polêmicos entre suas ações de marketing, lançou recentemente mais uma pérola, para sua Nissan Frontier 172 cv. O comercial faz uma brincadeira com a potência da marca, diferenciando as que têm cavalos das que teriam pôneis. Na internet, o vídeo tem um adendo, outra brincadeira, ameaçando o espectador que não repassar o vídeo para pelo menos dez pessoas com a maldição de não esquecer a musiquinha da propaganda.

www.novomeio.com.br Em uma brincadeira, o tenista espanhol Rafael Nadal acerta, com uma pontaria brilhante, milhares de bolinhas de tênis dentro do Mercedes-Benz novinho do seu técnico, pelo teto solar que estava aberto. Ele só descobrirá quando for embora e sofrer uma avalanche de bolinhas ao abrir a porta do carro.

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mercado

Knorr-Bremse inicia obra de nova fábrica

Maquete da nova fábrica em Itupeva (SP)

A cidade paulista de Itupeva – cascata pequena ou, em tupi-guarani, águas pequenas – será a sede da nova fábrica da Knorr-Bremse, empresa com mais de cem anos de vida, 35 de Brasil, e fabricante mundial de sistemas de freios para veículos comerciais e ferroviários. A cerimônia de lançamento da pedra fundamental da nova planta aconteceu em 10 de agosto e contou com a presença de Klaus Deller, responsável pela divisão de veículos comerciais no Conselho Executivo da KnorrBremse AG, do presidente da Knorr-Bremse do Brasil, Oliver Erxleben, do prefeito de Itupeva, Ocimar Polli, autoridades municipais e personalidades do mercado automotivo. A unidade será erguida em área de 153 mil metros quadrados e terá 30 mil metros de área construída. Com a nova fábrica, a

empresa deve desenvolver novos serviços, principalmente na área de carros de passageiros. “Nossa fábrica em São Paulo chegou ao limite de produção e espaço. Encontramos em Itupeva as condições adequadas para a instalação de uma fábrica moderna, funcional, com novos processos e totalmente equipada”, afirmou Oliver Erxleben. O projeto é totalmente sustentável, com grande área verde preservada e nenhum uso de recursos hídricos. Para os grandes parceiros da cadeia de distribuição dos produtos Knorr-Bremse, a expansão da fábrica engrandece o mercado. O diretor e gerente geral da Pellegrino, Antonio Carlos de Paula, enfatiza que é muito importante que uma multinacional europeia e centenária cresça e invista no mercado nacional. “A Knorr-Bremse é um

parceiro importante da Pellegrino. Atuamos no segmento pesado e é uma satisfação vermos os nossos parceiros crescendo e investindo no Brasil. E isso beneficia todo o segmento porque a nova fábrica vai permitir uma produção maior, vai atender melhor o distribuidor e oferecer mais produtos para os seus clientes”, diz Antonio Carlos. Para Ana Paula Cassorla Malusardi, diretora de marketing e compras da Pacaembu Autopeças, distribuidora de peças para veículos pesados, a Knorr-Bremse é um parceiro de mais de 30 anos. “Para nós é uma honra atuar com uma empresa que prima pela qualidade e atua com produtos originais. Essa nova fábrica vai atender melhor ainda o nosso mercado e com certeza o consumidor final, que vai ter um excelente freio quando ele precisar frear”.

Koga & Koga tem novo diretor comercial Com 46 anos de atuação no mercado, José Roberto Fanucchi até que tentou se aposentar. Só tentou. Com menos de 15 dias de folga, recebeu convite de Wilson Koga para dirigir a área comercial da Koga & Koga Distribuidora de Autopeças. Fazer o quê? Aceitou. E, tão animado quanto um garoto em seu primeiro emprego, Fanucchi promete atuar forte num segmento que a Koga & Koga foi pioneira: a abertura de hipermercados de autopeças. “Vamos ampliar nossa atuação com abertura de outras unidades de hipermercados, expandir no atacado e impulsionar nossas equipes de representantes e televendas”, avisa Fanucchi. Em seu currículo, o executivo registra

passagens pela Pellegrino, CAV-Lucas, Varga, Fapeças (atuação própria) e SK, por onde permaneceu durante 13 anos e estruturou toda a rede de filiais. “Pretendo desenvolver na Koga & Koga uma atuação semelhante de expansão, com o diferencial de criar pontos de atacado e lojas de hipermercados”, enfatiza Fanucchi.

Distribuidora contrata José Roberto Fanucchi para expandir atuação comercial

Executivo do mercado recebe homenagem merecida José Antonio Santos, o Santão, recebeu homenagem de empresas e entidades do setor pela grande parceria em mais de 40 anos de mercado de autopeças. Santão recebeu a homenagem das mãos de Osmar Alfredo Gottschfsky, diretor da Sama – filial

RS. Estavam presentes à cerimônia Enio Raup, presidente do Sindirepa-RS; Milton Ribeiro, da Fecomércio; Sérgio Galantin, da Ginjo; Wanderley Nogueira, da Embrepar; Mauro Akita, da Auto Peças Alvorada; e Sérgio Spina, da Arisel Representações.

Santão (à direita) recebe homenagem das mãos de Osmar Alfredo Gottschfsky, da Sama

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o

ireita) agem smar hfsky, Sama

agosto de 2011

Empresa Amiga da Oficina ganha apoio da Tecfil Criado com o objetivo de atualizar o profissional da reparação e promover conhecimento, o projeto Empresa Amiga da Oficina, do Sindirepa-SP, agora também conta com a participação da Tecfil. A iniciativa está em sintonia com as práticas da empresa fabricante de filtros, que já promove treinamentos em todos os estados. A Tecfil conta

com uma equipe de Assistência Técnica e laboratórios móveis que viajam por todo o país levando na bagagem atualizações e palestras para mecânicos e vendedores. Em breve, disponibilizará também um centro de treinamento em sua sede. As indústrias participantes do programa podem utilizar o selo Empresa Amiga da Oficina.

Vendas da Visteon crescem no segundo trimestre A Visteon Corporation anunciou lucro líquido de US$ 26 milhões, ou 50 centavos de dólar por ação diluída. As vendas somaram US$ 2,18 bilhões, o que representa aumento de US$ 201 milhões em rela-

ção ao segundo trimestre de 2010. “As vendas e lucros da Visteon continuam a demonstrar progresso, refletindo tanto no volume de produção dos nossos clientes e em algumas das ações que adotamos para

aumentar a competitividade e sucesso da companhia”, disse Donald J. Stebbins, presidente e CEO da Visteon. A empresa possui unidades em 26 países e emprega aproximadamente 26.500 pessoas.

Fiamm tem novo diretor geral Elias Mufarej é o novo diretor geral da Fiamm Latin America Componentes Automobilísticos, fabricante de buzinas localizada em São Bernardo do Campo (SP). Desde 2008, Mufarej ocupava a posição de diretor comercial. Formado em Administração e Direito, tem larga

experiência na indústria de autopeças, com passagens pela Sogefi, Standard Products, Metagal, Cibié, Wapsa e Cofap. Elias Mufarej é também conselheiro do Sindipeças, responsável pela área de feiras e eventos, e membro do GMA (Grupo de Manutenção Automotiva).

Heliar apresenta site mais moderno e completo A partir dos resultados de pesquisas de mercado, benchmarking, entrevistas e testes de utilização e navegação, a Heliar apresenta ao mercado seu novo site na internet. O fabricante de baterias avisa que o portal foi desenvolvido com um layout limpo e moderno, que proporciona navegação simples e agradável aos diferentes públicos da marca. A página conta com um menu no topo

da homepage para direcionar o internauta para cada página – com diferentes conteúdos –, de acordo com seu interesse e segmentação: consumidor final, revendedor e distribuidor. Existe ainda uma seção dedicada à tecnologia PowerFrame, principal responsável pela evolução na durabilidade das baterias automotivas da Heliar e da ampliação do prazo de garantia para até 24 meses.

Bosch abre vagas para programa de trainee A Bosch anuncia que abriu inscrições para seu programa de trainee para 2012. Até 4 de setembro os interessados poderão inscrever-se pelo site www.bosch.com.br/trainee. São 13 vagas disponíveis, divididas nas seguintes localidades: Campinas-SP (6 vagas), Curitiba-PR (4 vagas), Aratu-BA (1 vaga), Pomerode-SC (1 vaga), Atibaia-SP

(1 vaga). O salário oferecido pelo programa 2012 é de R$ 5.100,00. Para se candidatar, o interessado deve ser formado ou estar cursando o último ano do ensino superior em um dos seguintes cursos: Administração de Empresas, Administração de Empresas com ênfase em Logística, Ciências Econômicas, Economia, Ciências Contábeis ou ainda, uma

das Engenharias: Mecânica, Mecatrônica, Elétrica, Eletrotécnica, Eletrônica, Controle e Automação, Industrial, Produção ou Processos e Materiais. Também são prérequisitos a fluência no idioma inglês e a disponibilidade para mudança nacional ou internacional. Pós-graduação, concluída ou em andamento, é um quesito desejável.

Site foi desenvolvido a partir de pesquisas

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sindipeças

agosto de 2011

Faturamento das indústrias mantém trajetória positiva 11,0%

Janeiro - 2011

9,6% 8,6% 8,3% Emprego em 2011 7,2% variação mensal 6,7% (comparação com o mesmo 6,7% mês do ano anterior)

Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho - previsão

Capacidade ociosa 2010-2011 variação mensal - %

Participação porcentual do faturamento* por destino da autopeça (faturamento do segmento acumulado no período sobre total)

10,9

13,7

12,8

12,4

11,9

11,7

12,3

12,0

69,1

70,4

69,2

69,9

70,4

71,1

67,8

69,0

67,8

69,2

68,9

69,4

69,2

15,3%

previsão

jul-11

jun-11

mai-11

abr-11

mar-11

fev-11

jan-11

dez-10

out-10

set-10

ago-10

nov-10

Jan-Jul previsão

Jan-Jun

Jan-Mai

Jan-Mar

Jan-Fev 2011

10,5%

Jan-Dez

10,8%

4,2% 4,1% 4,1% 4,0% 3,4%

Jan-Nov

Jan-Jun

5,3% 4,6%

Jan-Out

11,1%

previsão

5,5%

Jan-Set

10,6%

(comparação com o mesmo período do ano anterior)

6,0%

11,8%

Jan-Mai

Jan-Jul

6,8%

17,4%

* Faturamento em reais deflacionado pelo índice da FGV (peças e acessórios para veículos automotores) e pelo dólar médio (exportação)

Jan-Abr

mai-10

7,9%

Jan-Fev 2011 Jan-Mar

Consumo de Energia Elétrica Acumulado em 2011

8,5%

(comparação com o mesmo período do ano anterior)

Jan-Abr

Faturamento acumulado* em 2011

abr-10

Montadora

mar-10

previsão

Reposição

Jan-Ago

Exportação

fev-10

Jan-Fev Jan-Mar Jan-Abr Jan-Mai Jan-Jun Jan-Jul

jan-10

Intrassetorial

Jan 2011

Jan-Jul 2010

Jan-Jul Jan-Ago Jan-Set Jan-Out Jan-Nov Jan-Dez 2010

16,6%

12,6

18,6%

12,4

15,1%

13,1

16,0%

12,2

20,9%

12,3

16,1%

5,7 13,1

17,6%

5,7 12,5

16,5%

5,7 13,6

17,3%

5,6 13,3

16,8%

5,4 14,3

15,6%

5,3 12,9

16,0%

5,1 13,5

jul-10

5,0 13,0

16,1%

5,0 12,1

jun-10

5,2 12,5

18,6%

5,2 12,4

17,2%

4,9 12,5

19,0%

5,0 13,6

19,7%

* Faturamento em reais deflacionado pelo índice da FGV (peças e acessórios para veículos automotores) e pelo dólar médio (exportação)

19,3%

Pesquisa realizada com 91 empresas associadas ao Sindipeças e à Abipeças, que representam cerca de 31,23% do faturamento total da indústria de autopeças no Brasil, mostra que a previsão de faturamento para o setor no período de janeiro a julho de 2011 ficou na casa de 10,5%. Os gráficos a seguir trazem mais indicadores do desempenho dos fabricantes.

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Por Dilma Tavares Agência Sebrae de Notícias

Proposta do governo beneficia empresas exportadoras 72

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Declaração Anual do Simples Nacional será extinta Outro benefício apresentado pela proposta é a simplificação de alguns procedimentos, como a alteração e o fechamento do negócio do Empreendedor Individual por meio eletrônico, a redução do prazo de fechamento de microempresas de três para um ano e a criação de uma declaração única de informações sociais do EI, visando facilitar a contratação de

empregado. Também acaba com a Declaração Anual do Simples Nacional, sendo que as declarações mensais serão consolidadas pela RF. “São medidas concretas que permitem o crescimento das empresas e possibilitam que elas continuem e até reforcem o seu papel determinante na manutenção e geração de empregos”, avalia Luiz Barretto, presidente do Sebrae.

Recolhimento de ICMS e ISS terá sublimites Pela proposta de alteração da Lei Geral da PME, haverá ainda sublimites estaduais para recolhimento do ICMS e do ISS. O sublimite é fixado em R$ 2,4 milhões. Para estados com participação no PIB nacional de até 1%, o su-

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blimite é de R$ 1,6 milhão ou R$ 2,52 milhões. Aqueles cuja participação vai de 1% a 5%, o sublimite é de R$ 1,8 milhão ou R$ 2,52 milhões. O sublimite não pode ser adotado por estados cuja participação no PIB nacional supera 5%.

Elas poderão exportar até o dobro do seu faturamento, sem serem excluídas do Supersimples Brasília - A proposta de alteração da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, anunciada no último dia 9 de agosto pela presidente Dilma Rousseff, abre para as empresas exportadoras que integram o Simples Nacional a possibilidade de exportar até o dobro do seu faturamento sem serem excluídas do sistema. A empresa que estiver no teto máximo do Simples – hoje de R$ 2,4 milhões e que deve passar para R$ 3,6 milhões – poderá exportar o mesmo valor, podendo faturar até R$ 7,2 milhões – metade com mercado interno e metade com o exter-

no. A medida será anexada ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 591/10, que tramita na Câmara dos Deputados. “É mais um incentivo aos empreendedores e que ocorre pouco tempo depois de o governo editar a Medida Provisória 529, que reduziu de 11% para 5% a contribuição dos empreendedores individuais para a Previdência Social”, comemora o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto. A proposta mantém os principais pontos do PLP 591/10. O governo decidiu reajustar em 50% as tabelas de tributação do Sim-

ples Nacional e respectivos tetos da receita bruta anual das empresas do sistema. Assim, por exemplo, a empresa com receita bruta anual de até R$ 120 mil, que está na menor faixa de tributação, passa para R$ 180 mil; aquela com receita intermediária de R$ 1,2 milhão passa para R$ 1,8 milhão e quem está no atual teto máximo de R$ 2,4 milhões passa para 3,6 milhões. Segundo o ministro Guido Mantega, também haverá redução nas alíquotas de tributação. “Isso dará a possibilidade para que novas empresas ingressem nessa modalidade”, diz.

Empresas poderão parcelar dívidas tributárias A proposta também inclui a possibilidade de parcelamento de débitos tributários das empresas do Simples – o que hoje não é permitido. Conforme o ministro Guido Mantega, aprovada a lei, os empresários poderão parcelar seus débitos em até 60 meses. A medida deverá beneficiar cerca de 500 mil empresas devedoras do Fisco que correm risco de exclusão. “Isso permitirá a reabsorção de setores que estavam sendo empurrados para fora do sistema”, lembrou Mantega.

Ministro Mantega avalia que parcelamento irá beneficiar 500 mil empresas

José Cruz/ABr

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informações e peças para veículos importados

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ano 7 agosto 2011

Instabilidade mundial preocupa importadores Dólar baixo torna importação vantajosa, mas empresários acreditam que governo vai dificultar a entrada de autopeças de outros países

Por Larissa Andrade larissa@novomeio.com.br

Fabricantes do exterior focam Brasil Apesar da instabilidade, a crise financeira trouxe um aspecto positivo para os importadores brasileiros. Como muitos mercados grandes reduziram seu volume de compras, fabricantes que antes forneciam para eles passaram a voltar suas atenções ao Brasil. Com isso, o leque de bons fornecedores aumentou. “Hoje não estamos amarrados só a Taiwan, China. Passamos a comprar de

outros países também”, diz o gerente de importação da T-Parts, Alexandre Rego. Para o diretor da Isapa, Roland Setton, a oscilação do dólar não é exatamente um desafio. “Temos que responder ao que acontece. Mas somos importadores há 13 anos, já pegamos dólar a R$ 4, R$ 3, R$ 2; então qualquer que seja o cenário, nós vamos importar”.

Importadores consideram certificação fundamental Para os importadores responsáveis, que sabem da importância da peça de qualidade e selecionam os fornecedores com cuidado, a certificação de autopeças pelo Inmetro é uma conquista significativa. “A gente vê que vários produtos que importamos entraram na lista do Inmetro e achamos isso muito positivo. Vai me dar mais trabalho, mas

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vai separar os importadores dos oportunistas”, explica o diretor da Isapa, Roland Setton. O gerente de importação da TParts, Alexandre Rego, também ressalta a necessidade dessa certificação para que haja uma concorrência justa. “Isso vai aumentar as vendas da nossa empresa e as que não têm respeito vão começar a sair do mercado”.

Cada vez mais competitivos devido a razões como dólar desvalorizado e o Custo Brasil, os produtos importados ganharam as prateleiras de supermercados, lojas de vestuário e calçados, eletrônicos e também das autopeças, setor em que as importações cresceram 21,60% no primeiro semestre desse ano na comparação com o mesmo período de 2010. Mas com a balança comercial cada vez mais deficitária e as empresas brasileiras reclamando da concorrência, os produtos importados se tornaram o vilão da economia. A definição é do diretor da Isapa, Roland Setton, que vê o cenário com outros olhos. “Nós não compartilhamos dessa visão porque importamos muita coisa que o mercado local não faz ou faz em pequena escala. Se não houvesse os importados, os preços desses produtos seriam muito mais altos”, justifica. Para o gerente de importação da T-Parts, Alexandre Rego, os

importados permitem um fornecimento mais completo de peças que não são fabricadas com tanta variedade no país. “Vejo que a indústria brasileira não tem interesse nas peças de reposição dos carros importados e estão dando margem para as empresas de fora ganharem mercado aqui”. Em seu negócio, Rego conta que registrou aumento de faturamento no primeiro semestre, mas agora está estável. “Acho que as pessoas estão se prevenindo para uma futura grande crise. Mas uma vantagem é que o brasileiro não gosta de ficar com o carro quebrado, então vai haver uma continuidade”. Roland Setton teme que o governo dificulte a entrada de importados por meio de novos impostos na tentativa de equilibrar a balança comercial, o que acabaria impactando na rentabilidade do negócio, que já vem enfrentando os desafios da instabilidade global. “Essa insegurança atual faz com que os

preços fiquem instáveis. Se falam que o aço vai subir, sobem os preços. Antes demorava 60 dias para as peças chegarem, hoje são 90, às vezes 120 dias. Está mais difícil conseguir trazer os produtos que a gente precisa e isso pode piorar e gerar um pequeno desabastecimento”, diz o diretor da Isapa. Roland Setton, diretor da Isapa

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uma nova publicação para um novo profissional

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ano 7 agosto 2011

PARA ENTENDER MELHOR

Planejamento Estratégico Pessoal 1. Missão a) O que está incompleto em sua vida? b) O que gostaria de aprender? c) O que faria se ganhasse um grande prêmio numa loteria? d) O que faria se tivesse somente seis meses de vida?

2. Valores a) Identifique os princípios que governam sua vida. b) Coloque-os em ordem de prioridade. c) Escreva um parágrafo para cada um dos valores escolhidos.

3. Visão a) Imagine-se daqui a alguns anos. b) Adote um “diário do futuro”. c) Projete o filme da sua vida. Fonte: Tom Coelho, diretor da Infinity Consulting, consultor, professor universitário, escritor e palestrante.

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Planejamento de carreira é atitude que deve partir do profissional Não espere que a loja determine os caminhos que você vai seguir. Cabe ao próprio balconista saber aonde quer chegar e como vai atingir seus objetivos Por Robson Breviglieri robson@novomeio.com.br

O mercado de manutenção de veículos vive um período de grande carência de mão de obra qualificada. Para os proprietários de lojas de autopeças e oficinas mecânicas, isso representa um problema, já que é cada vez mais difícil preencher uma vaga. Mas, para os profissionais, representa uma boa oportunidade de buscar a valorização na empresa em que trabalham ou mesmo um novo desafio em outro emprego. Porém, a evolução do balconista não pode e não deve depender de fatores relacionados ao momento do mercado. Ela deve estar prevista em um plano de carreira desenhado pelo próprio profissional. Afinal, aonde você quer chegar e o que terá que

fazer para atingir seus objetivos? Tradicionalmente, os balconistas de autopeças começam aprendendo no estoque. Muitos têm a ambição de chegar à gerência da loja ou até mesmo abrir seu próprio negócio. Mas como vencer essas etapas? GERENCIAMENTO A primeira coisa que você precisa saber é que o maior interessado no gerenciamento da carreira é você – não adianta esperar que a empresa desenhe a trajetória profissional de cada um de seus colaboradores. E esse planejamento deve contemplar não apenas pontos de partida e chegada, mas também os cursos e treinamentos relativos a cada passo a ser dado. Afinal, é importante

que os investimentos em educação possam ser revertidos na prática na atividade profissional. Também é preciso prever as transformações do mercado e os produtos comercializados, mantendo sintonia com as novas etapas e tendências da profissão. Assim, fica claro que é importante somar o aprendizado da escola à experiência do dia a dia, complementando as competências e habilidades. Afinal, o emprego quase vitalício, característica comum no passado, hoje deu lugar ao dinamismo, tanto do profissional quanto da empresa. É preciso estar em movimento constante para se manter no mercado e evoluir conforme o planejamento estabelecido.

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Balconistas falam de expectativas e evolução na carreira A reportagem do Novo Balconista conversou com quatro profissionais do varejo de autopeças para saber como foi o começo no mercado e o que eles planejam para a evolução de suas carreiras “Comecei com 17 anos trabalhando no estoque da PKR Autopeças, outra unidade do grupo em que atuo. Lá aprendi a identificar corretamente a aplicação das peças, guardar e conhecer os códigos. Foi um processo rápido. Fiquei oito meses no estoque e depois já virei vendedor, fui para o balcão. Comecei como vendedor e agora estou como gerente da área de telemarketing. Esse caminho profissional foi acontecendo naturalmente, mas foi um processo rápido, demonstrei bastante vontade em aprender

Vinícius começou no estoque e hoje cursa Engenharia

e veio o reconhecimento. Hoje estou estudando, cursando 4º ano de Engenharia, e pretendo continuar na área mecânica. Enquanto isso, é aqui na loja que eu tenho minha segurança, meu emprego, minha comodidade. Esse é um ramo bom, você consegue dar sustentação pra sua família se trabalhar com empenho, não demora muito para você crescer no mercado, faltam muitos profissionais, mas hoje em dia está difícil um jovem virar vendedor, a gente vê que a média de idade é alta, mas se tudo correr certinho e você demonstrar interesse não é um ramo difícil para entrar e se dar bem. O que aconselho para os balconistas é nunca deixar de estudar, estar sempre se atualizando, fazendo cursos, que é muito importante, principalmente cursos de atendimento. Fiz esse curso, participei de

palestras e no dia a dia você vai aprendendo a lidar melhor com as pessoas. Para mim, esse é o fator mais importante. Atendendo bem o cliente, ele sempre vai voltar. Agora estou trazendo toda minha experiência de balcão para o telemarketing. Nossa intenção é tirar o telefone do balcão e deixar somente o atendimento pessoal, porque o telefone no balcão atrapalha muito. Nosso telemarketing é direcionado ao atendimento de centros automotivos cadastrados conosco. É uma venda selecionada que objetiva agilizar a entrega para esses clientes que são muito exigentes”.

experiência. Aprendi muito com os mais velhos. Depois, minha curiosidade ajudou a conhecer novas peças, me habituei a ler catálogos, jornais e revistas especializadas. Hoje, a internet ajuda bastante a atualizar as informações. Além disso, sempre assisti a palestras de distribuidores e fabricantes. Aqui, no mercado de Vitória, tem muito campo para trabalhar, mas tem que

querer trabalhar. Esse mercado não é um bicho de sete cabeças, não é complicado aprender, mas tem que se dedicar muito, aliás, como qualquer outra profissão”.

Vinícius Roberto de Andrade 7 anos na profissão PRPK Distribuidora de Autopeças São Paulo - SP

“Iniciei minha carreira no estoque, guardando peças, limpando, recebendo. Não tínhamos computador e era tudo na base da etiqueta. Aí comecei a conhecer as peças, seus códigos e aplicações. Depois de um ano e meio já tinha conhecimento suficiente e comecei a trabalhar no balcão durante as trocas de turnos dos balconistas. A primeira coisa que aprendi foi escutar quem tem

Luciano Geremias Correia 16 anos na profissão Local Comércio de Autopeças Vitória - ES

“Fui aprendiz de oficina antes de vir para a loja. Por opção, mudei, já tinha conhecimento de peças e fui ganhar mais. Comecei no estoque, identificando peças, suas aplicações e códigos. Fiquei seis meses e tive a oportunidade de ir para o balcão quando abriu uma vaga. Sempre me dediquei a aprender sobre tudo, estudando catálogos e indo atrás das novidades. Com a entrada dos importados e a chegada de muitos modelos novos, o mercado teve um crescimento rápido. Fiquei mais atento e nunca deixei de participar das palestras dos fabri-

cantes. Com esse crescimento, o mercado está aberto para quem trabalha com dedicação. Quem entrar no ramo tem que se interessar em conhecer os produtos. Hoje até mesmo os mecânicos precisam da ajuda do balconista para identificar corretamente a peça e isso só valoriza nosso trabalho”.

Raimundo Nonato Cardoso Alves 15 anos na profissão Skina Autopeças São Luis – MA

“Na nossa loja só trabalha mulher no balcão. Comecei como caixa e aprendi a conhecer as peças. Sempre me mantive atualizada, indo olhar direto nos carros. Temos aplicação e quando não conhecia alguma peça eu ia lá ver como era, para que servia, etc. Quando saí do caixa para o balcão, fiz curso de atendimento no Senac. Aí tudo ficou melhor. O curso e as palestras que participei me ajudaram. Quem não participa, para no tempo. Aqui em Florianópolis o mercado está aberto para os novos profissionais. Se já tiver algum conhecimento,

não fica sem emprego. Mas tem que ser comunicativo e conhecer as peças. Mas tem que dar muita atenção ao cliente. Como aqui só trabalha mulher, no começo sofremos preconceitos. Antes, quando tinha um balconista homem, mesmo que ele estivesse ocupado o cliente preferia ficar esperando para ser atendido. Mas isso mudou”.

Janaína da Silva 10 anos na profissão Pantanal Autopeças Florianópolis – SC

RESUMO S.Y.L O balconista é o principal interessado no gerenciamento d sua própria carreira. Esse planejamento deve contemplar não apenas pontos de partida e chegada, mas também os cursos e treinamentos relativos a cada passo a ser dado. Também é preciso prever as transformações do mercado e os produtos comercializado, mantendo sintonia com as novas etapas e tendências da profissão.

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carro

Por Redação Novo Meio jornalismo@novomeio.com.br

Fotos Divulgação

Motor 2.0 multiválvulas rende 136 cavalos O J6 é equipado com motor 2.0 16V com duplo comando de válvula do cabeçote. Desenvolvido pela própria JAC Motors para o mercado brasileiro – na China o motor usado é 1.8 –, gera potência de 136 cv a

Modelo

Minivan é nova aposta da JAC para o Brasil J6 já está à venda oferecendo preço competitivo, mas não baixo, e amplo pacote de equipamentos Com uma campanha de marketing agressiva e oferecendo automóveis completos por preços competitivos, a chinesa JAC Motors vem ganhando espaço no Brasil. Em julho, vendeu 1.550 unidades do hatch J3, emplacando com ele a 33ª posição do ranking de automóveis. Nada mal se considerarmos que, além de ser uma montadora até então completamente desconhecida, é também oriunda da China, o que significa falta de tradição entre nossos consumidores e até certo preconceito. Se às

O J6 Diamond terá 7 lugares ou dois e 2.200l de bagageiro

vendas do J3 forem somadas as 1.085 unidades do J3 Turim, o sedã, teremos 2.635 JAC J3 comercializados no mês passado, o que colocaria o modelo à frente de veículos consagrados, como Chevrolet Astra e Meriva, Honda Civic e City, Fiat Palio Weekend e Idea e Ford Focus. No total, já são mais de 10.000 veículos emplacados desde março. É com esse apetite que a montadora asiática apresenta seu segundo modelo para o mercado brasileiro: a minivan J6. Além dos argumentos de ven-

da já aplicados ao J3, o carro chega com amplo espaço de bagagem e interessantes soluções internas. VERSÕES São duas para o mercado brasileiro: com 5 e 7 lugares. Essa última, denominada Diamond, não está disponível na China, foi desenvolvida aqui. Em ambas, os bancos da frente têm regulagem de altura e, os traseiros, regulagens individuais. Na Diamond, o acesso à terceira fileira é feito pelas portas laterais traseiras. Na versão de 7 lugares o espaço do porta-malas é de 198 litros, subindo para 720 litros sem os bancos da terceira fileira. E sem os bancos da segunda fileira, o espaço aumenta para 2.200 litros. As duas versões já estão disponíveis para vendas nas concessionárias da JAC, em versões completas, por R$ 58.800 para o J6 e R$ 59.800 para o J6 Diamond. A montadora espera vender aqui de mil a 1.500 minivans por ano.

5.500 rpm. O torque máximo é de 187 Nm (19,1 kgfm) a 4.000 rpm. Segundo números divulgados pela montadora, o carro acelera de 0 a 100 km/h em 13,1 segundos e atinge a velocidade máxima de 183 km/h.

J6

J6 Diamond

Motor

2.0 DOHC 16V

Dimensões totais Comp. x Larg. x Alt. (mm)

4550 x 1775 x 1660

Entre eixos (mm)

2710

Peso em ordem de marcha (kg)

1500

Capacidade do porta-malas (l)

720/2200

198 / 720/ 2200

Capacidade do tanque de combustível (l)

68

Tipo de motor

4 cilindros em linha

Deslocamento volumétrico (cm 3)

1997

Diâmetro (mm)

85

Curso (mm)

88

Comando de válvulas

DOHC 16V

Relação de compressão

10:1

Potência Máxima (cv/rpm)

136/5500

Torque Máximo (Nm/rpm)

187/4000

Transmissão

Manual de 5 Velocidades

Suspensão dianteira

Independente, tipo McPherson com molas helicoidais e barra estabilizadora

Suspensão traseira

Independente, tipo Dual Link com molas helicoidais

Freios

Dianteiro a disco ventilado e traseiro a disco sólido com ABS e EBD

Pneus

205/55 R16

Rodas

Em liga de alumínio 16”

Velocidade máxima

183 km/h

Aceleração de 0 a 100 km/h

13,1 segundos

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Modelo já vem completo de fábrica Oferecer veículos completos por preços competitivos é uma das receitas para que os carros chineses conquistem seu espaço no mercado brasileiro. O J6 não é exceção. As duas versões vêm de série com itens como ar-condicionado

com regulagem eletrônica de temperatura, freios com ABS e sistema EBD, airbag duplo, pneus 205/55 aro 16”, faróis de neblina dianteiros e traseiros e sensor de estacionamento. Veja no quadro abaixo os equipamentos disponíveis na nova minivan.

Modelo

J6

J6 Diamond

Vidros elétricos dianteiros e traseiros Desembaçador traseiro Retrovisores elétricos Faróis com regulagem elétrica de altura Luzes de neblina dianteira Brake light Protetor de cárter Luzes de leitura Retrovisor interno antiofuscante Barras laterais no teto Limpador traseiro com temporizador Espelho retrovisor elétrico com desembaçador e repetidor de direção Volante revestido em couro Volante com comandos multifunção

JAC anuncia fábrica no Brasil A primeira fábrica da JAC Motors fora da China será construída no Brasil. Serão investidos R$ 900 milhões na unidade, com capacidade inicial para produzir 100 mil veículos por ano, gerando cerca de 3.500 empregos e 10 mil indi-

retos. O investimento será feito em conjunto pela JAC Motors e o Grupo SHC, que representa os negócios da marca no Brasil. O local para a construção da planta ainda não foi definido. A montadora não anunciou qual modelo será fabricado no país.

Bancos intermediários individuais (2ª fileira) Bancos traseiros individuais (3ª fileira) Assento do motorista com ajuste de altura Assento central com apoio de cabeça Assentos intermediários rebatíveis e removíveis Air bag duplo Chave com destravamento remoto das portas Trava central das portas Alarme antifurto Travamento automático das portas a 15 km/h Freio ABS com EBD Sensor de estacionamento traseiro Para-sol com espelho iluminado Antena impressa no para-brisa Volante com regulagem de altura Direção hidráulica Ar-condicionado digital CD player com entrada USB

Boa oferta de itens de série

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Abertura interna da tampa do tanque de combustível Seis alto-falantes

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na interseção das colunas e localize todos os N decorrentes disso, vertical e horizontalmente. Se você tiver 3 N em uma mesma linha ou em uma mesma coluna, marque S na casa que sobra e verifique se há outros N a serem marcados.

Pistas

Quinta-feira

3. Foi um homem que comprou um jogo de palhetas, no início da semana.

2. Leonor não comprou bateria e nem filtro de ar. E veio à loja um dia depois do Nicolau.

Quarta-feira

1. Malu veio à loja na terçafeira, mas não para comprar filtro de ar.

Terça-feira

cliente e mostra que você é um profissional qualificado. 5. Quando não for possível atender a uma solicitação do cliente, EXPLIQUE as RAZÕES e ofereça OPÇÕES. 6. Demonstrar EMPATIA é colocar-se no lugar do cliente, procurando entender seus SENTIMENTOS e, com isso, auxiliá-lo na solução de suas necessidades. 7. SORRIA sempre, ao abordar um cliente e ao se despedir dele, até mesmo falando ao telefone. A pessoa que está no outro lado da linha perceberá sua disposição.

Na loja: quatro clientes fizeram compras em sua loja, em diferentes dias da semana. Encontre para cada um o dia de compra e o produto adquirido.

Regra do jogo: quando você descobrir uma pista negativa, por exemplo, “Malu não comprou filtro de ar”, marque N de Não na interseção das colunas em questão. Se você descobrir uma pista positiva, por exemplo, “Foi um homem que comprou um jogo de palhetas”, marque S de “Sim”

Agora resolva o Enigrama abaixo para identificar o que cada um dos clientes compra em sua loja. Na próxima edição falaremos sobre como ter uma marca reconhecida.

Segunda-feira

1. Atenda o cliente imediatamente, assim que ele entrar. Demonstrar INTERESSE é o primeiro passo para criar um relacionamento. 2. Quando for apropriado, pergunte o NOME do seu cliente e passe a usá-lo. As pessoas ficam muito satisfeitas quando percebem que foram reconhecidas. 3. Sempre que for solicitar algo ao seu cliente, não se esqueça de usar expressões como POR FAVOR e OBRIGADO. 4. Dê INFORMAÇÕES úteis ao vender um produto para o consumidor final. Isso auxilia o

Objetivo: resolver o enigma com a ajuda de pistas e de um quadro de solução.

como os mostrados ao lado ele terá a percepção de que a loja e seus vendedores são diferentes dos demais, contribuindo assim para a construção de uma Marca.

Correia em V

O P Ç O E S E X P L I Q U E N I N T E R E S S E I O N M R O E R M N I E M P A T I A A R A O O Z R S O I N F O R M A Ç O E S S A V O O B R I G A D O

Em nosso segmento é muito importante que o cliente enxergue a qualidade da loja, pois os produtos são os mesmos em todas. Somente através de itens

Filtro de ar

Na edição de número 70 do Novo Balconista, deixamos para vocês um Dominox que deveria ser resolvido com as palavras em destaque nas “Sete dicas para um bom relacionamento com os clientes”. Veja agora a solução.

Não basta ter qualidade, é preciso que o cliente enxergue qualidade

Jogo de palhetas

Américo José da Silva Filho é diretor da Atco Treinamento e Consultoria www.atcotc.com.br

Estamos iniciando uma nova maneira de falarmos sobre atendimento e vendas em lojas de autopeças, que será através de testes de perfil, lógica, raciocínio, concentração e diversos outros desafios.

agosto julho de 2011

Por Américo José da Silva Filho americo@atcotc.com.br

Bateria

atendimento

Malu Leonor Nicolau Valter Segunda-feira Terça-feira Quarta-feira Quinta-feira

Boa diversão!

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novo catálogo de produtos 2012

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Jornal Novo Varejo 201