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Cena Independente

Pará

#01

A coletânea Cena Independente Pará é um projeto do grupo Novas Cenas Pará, que busca apresentar o que há de mais novo no fervilhante cenário musical independente do estado. O Programa #01 vem repleto de baixos nervosos que dispensam guitarras, calor caribenho exaltando deuses pagãos e o suor, aparelhagens tocando no mangue, sons alternativos, progressivos e poesia questionadora. Aprecie. A fotografia de capa é da fotógrafa paraense Yasmin Alves. Este e outros de seus trabalhos podem ser vistos em sua página no Facebook.

novascenas@gmail.com novascenaspara.wordpress.com https://www.facebook.com/novascenas.pa


The Tump – Diasepam eletrobass rock

Sintetizadores, contrabaixos e aplicativos de celular... O The Tump surgiu a partir de uma ideia fixa: no guitarristas! A banda começou a gravar as primeiras musicas no inicio de 2012, com Bárbara Lobato, Alex Lima, dois contrabaixos, aplicativos de celular e baterias programadas. Sem muita fantasia, levando um som sujo com letras debochadas e diretas.

Para quem gosta de: New Order, The -B52s, The Cigarretes

Fan Page: https://www.facebook.com/TheTumpBand?ref=br_tf


01. DIASEPAM (The Tump)

Ahh, se você pudesse me dar um doping Ahh, um diasepam ou uma cibalena Esqueceria deste mundo cruel Esqueceria que você não foi fiel Ahh, se você quisesse me dar um doping Ahh, um diasepam ou uma dilena Esqueceria deste mundo cruel Esqueceria que você não foi fiel

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A República Imperial – Segundo Ato alterlatino

A República Imperial tem como características marcantes a carga humana e lírica das letras e o instrumental baseado em ritmos hispano-americanos, brasileiros e caribenhos. O universo dos textos teatrais (presente no eu lírico das músicas), a atmosfera densa de películas como as de Quentin Tarantino, e o realismo mágico de Gabriel Garcia Márquez também influenciam o processo inventivo do grupo. Para quem gosta de: Novos Baianos, Buena Vista S. C., Real Combo Lisbonense

Fan Page: www.facebook.com/ARepublicaImperial


02. SEGUNDO ATO (A República Imperial)

De adornado Cernuno Vim pra gandaia da fé celebrar Gozar, profano, teso e augusto Na massa doida exaltando suar. Tez, coxas, nalgas e bustos Postas expostas em par Tudo num drama volupto Salve, Evoé, Saravá! Já eu de Vênus - um luxo Vim lambuzada baiando ao luar Num mar de movimentos astutos Sussurros, urros e beijos de arfar. Viva o cortejo dos Buffos! Viva o que odara cantar! Flores e vinhos e frutos! Bem vindos ao nosso altar! Quem adentrar que venha Viver da nudez de amar Para adorar dei prendas diante o belo prazer de se dar. Pra viver da nudez de amar Diante o belo prazer. Que essa oração te faça bailar E a desilusão já era! Viva o ensejo em conluio Onde o intuito ao rogar Vem te provar que sem julgo Pecado algum nem um há! Quem adentrar que venha Viver da nudez de amar Para adorar dei prendas diante o belo prazer de se dar. Pra viver da nudez de amar Diante o belo prazer.

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Casa de Folha – Musa nortisses/carimbó

O Grupo Casa de Folha nasce em 27 de maio de 2010, originário de Belém do Pará, a forte marca de suas percussões, a rabeca bragantina e o letreiro popular vagueiam pelas canções do grupo. Juntar versos, compor “cantações” e ressaltar traços deste universo virou missão. Com 02 anos de existência, o “Casa de Folha” segue agarrado a cultura popular, suas histórias e sotaques no cotidiano de seus chegados e aconchegados. No musical deste imenso Brasil e na sonoridade deste universo Amazônida. Os integrantes, oriundos de vários espaços de arte educação de Belém, trazem consigo o dia a dia com as produções dos espaços culturais de Belém, e mediante a premiação no edital MicroProjetos Amazônia Legal do Minc/Funarte foi possível foi possível a aquisição de seus instrumentos e dar pé aos trabalhos sonhados

Para quem gosta de: Lia Sophia, Lenine, Chico César

Fan Page: https://www.facebook.com/CasadeFolha


03. MUSA (Casa de Folha)

Girassol, gira a menina Nesse canto que desatina Canta, se lança, dança, inocente criança Lembro a dança do seu vestido, o olhar doce e bonito Feito de toda paz que a mão não alcança

O sol gira, mira a menina que roda sem ver que o mundo Pôs-se a girar Gira a flor, cuja cor só percebe quem sabe sonhar O sol gira, mira a menina que roda sem ver que o mundo Pôs-se a girar Mas já passam das cinco horas, menina para seu sonho E vai já banhar...

Eu sou feita de terra, eu sou feita de miriti Feito um barco de vela navegando em um jardim Eu sou feita de sonhos e de tudo que há de vir Sou criança e eu brinco assim.

-x-


Cais Virado – Mal Moderno guitarrada/afro/rock

O grupo Cais Virado nasceu do encontro musical de Bruno Rabelo (guitarra), Raniery Pontes (bateria), Príamo Brandão (baixo) e Keila Monteiro (vocal), músicos

com

extensa

carreira

na

cena

belenense.

“Mal Moderno” é uma canção-batuque de acordes densos e versos sofridos sobre

um

mal

do

século,

revisto

em

tempos

de

novo

milênio.

A banda Cais Virado também se mistura à confluência de ritmos e estilos que é a atual música de Belém do Pará (Amazônia-Brasil). Abarcando afluentes de guitarrada, poesia, rock e África.

Pra quem gosta de: Buraka Som Sistema, Cravo Carbono, Aldo Senna

Fan Page: https://www.facebook.com/caisvirado


04. Mal Moderno (Cais Virado)

Utopia pra calar a minha boca Vai me desacostumando E me espera descansar Me perfura com esse teu segredo insano Com esse aluguel sem roupa E cala pra me destroçar E quando eu tava definhando Tu te lembraste de cuidar Do nosso altar com poesia Do mal-moderno Pra me acalmar Vai Te consolar Com teu amor E me faz cantar! Mistura o sangue da poesia À romaria do teu pesar Prepara o ato, arruma a mesa Deixa a certeza te devorar!

-x-


Lauvaite Penoso – Guamá Sound System afro-amazônico/carimbóbeat underground

Lauvaite Penoso, frase sagrada das brincadeiras de pipas e papagaios de Belém mostra que sabedoria popular e poesia urbana é de grande qualidade. A banda traz a pulsação regional junto a mistura de outros pontos fortes do que cada integrante carrega consigo, dentro de um plano que brinca no "experimentar" de bons sons, segue a marca forte do "Carimbóbeat" e seus aconchegados, na mostra de que som, ideias e força demarcam quem habita este espaço.

Pra quem gosta de: Chico Science & Nação Zumbi, Renata Rosa, Grupo Carimbó de Icoaraci

Fan Page: https://www.facebook.com/bandalauvaitepenoso


05. Guamá Sound System (Lauvaite Penoso)

Guamá! Periferia! Não sei por que, mas tão roubando todo dia Como não sabe, mas olha só, muita miséria e injustiça ao nosso redor. Pega ladrão! De bicicleta, olha pra trás aponta a arma, mas o tiro não acerta irmão. Mas é certeira então a nossa rima, é sound system aparelhagem vai pra cima. É alma livre do mesmo lado, Ogun guerreiro Oxalá tá declarado:

Malungo! Vamos caminhar do mesmo lado! Malungo! Não vamos esquecer nosso passado! A poesia tá na rua mesmo assim você não vê! Mantenha a alma livre pra poder se defender!

(Trecho da Música Chegança de Antônio Nobrega e Wilson freire) Sou Pataxó, sou Xavante, Carírí, Yanomami, sou Tupi, guarani sou Karajá. Sou Pankararu, Potiguá, sou caeté, Funiô, Tupinambá. Depois que os mares dividiram os continentes Quis ver terras diferentes, eu pensei vou procurar Um mundo novo, lá depois do horizonte, levo a rede balançante pra no sol me espreguiçar Eu atraquei num porto muito seguro, céu azul paz e ar puro Botei as pernas pro ar, logo sonhei que estava no paraíso E que nem era preciso dormir para se sonhar. -x-


Crisantempo - O Mistério das Enchentes mpb progressiva/artrock/progrock

Crisantempo é uma banda brasileira formada em Belém do Pará no ano de 2008. O grupo possui referência à "Nova MPB" e rock progressivo, onde as músicas buscam interação entre o contemporâneo e a sonoridade vintage.

Pra quem gosta de: Clube da Esquina, Os Mutantes, Guilherme Arantes

Fan Page: https://www.facebook.com/crisantempo


06. O Mistério das Enchentes (Crisantempo)

De onde virá tanta água?
 E pra onde é que tanta gente vai 
Quando essa água vem? Quem é que sabe do milagre?
 E pra onde é que tanta gente vai
 Quando o milagre vem? De onde virá o milagre?
 E pra onde é que tanta água vai 
Quando o milagre vem? Quem é que sabe dessa gente? 
E pra onde é que o milagre vai 
Quando essa gente vem? Casa de madeira ou não
 Telhado sem telha, o vão 
Terras sem quintais
 Gente sem reboco ou chão 
Coisa mais querida, o cão 
Notícia velha é morro morrer no mar.

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Versivox – Puro Pus poesia cantada

Desenvolvido pelo poeta Carlos Correia Santos e pelos musicistas Júnior Cabrali, Fernando Alves e Felipe Lourinho, com participação de outros artistas, o Versivox é um projeto que une música e recitação de poemas. Porque poemas também podem ser tocados.

Pra quem gosta de: Arnaldo Antunes, Iron Maiden, Kraftwerk

Fan Page: https://www.facebook.com/pages/Versivox/510409832348872


07. PURO PUS (Versivox)

Estamos morrendo de febre amarela, rubros de dengue, verdes de gripe... ESTAMOS MORRENDO DE GRIPE!!! E no parlamento, disso não se parla nem se lamenta...

Haverá gol de placa, porém nossos nomes de pagantes não estarão na mega placa dos multi estádios que farão da elite Copa e os empanturrados de circo limparão a cozinha. E tua mente cozinha. Mas teu nome não estará na placa. enquanto te falta a maca e tua carne cheia de bala definha. No parlamento? Disso não se parla nem se lamenta...

Estamos tremendo com febre, tremendo sem febre, tremendos escarros! A febre é entorpecer... TUDO TÃO TORPE!!! E no parlamento, disso não se parla nem se lamenta...

Lamento. Mas o que te parlamenta é uma lama lenta onde se parla em prol da grana, onde lambe a grama, onde o feliz do ano homofobiza, barbariza, a dignidade pisa e escraviza à sombra da cruz.

Estamos disformes, coliformes comendo com sal e salmonelas temperando e imperando o oco que não é pouco, não é pouco. Ninguém grita E, por isso, ninguém rouco... TUDO TÃO NADA QUE NADA IRRITA!!! E no parlamento, disso não se parla nem se lamenta...

Lamento, mas te parlo lento: Esse brasil de hoje? Puro pus.

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Enfim Nós – O Velho Fatorial rock alternativo

Alguns poucos, mas, bons amigos com mais do que música em comum e que resolveram juntar o que saía quase todos os dias na sala de um dos regentes da banda como brincadeira. As músicas foram surgindo, algumas pensadas, outras foram sendo construídas ali, na sala, com um violão, algumas pessoas conversando, outros assistindo TV, sem nenhuma ou quase nenhuma pretensão, apenas a vontade de tocar.

Para quem gosta de: Los Hermanos, Apanhador Só, Cícero

Fan Page: https://www.facebook.com/pages/Enfim-N%C3%B3s/535781486500547


08. O Velho Fatorial (Enfim Nós) Dedos secos e mesmo assim todos estão enrugados. Será que o tempo aqui passou tão rápido que eu nem vi ou me perdi em tristezas sem as causas ou 'porquês' de afirmações tão falsas de quem amei? Quanto tempo já passou? E o que foi que não mudou? Ah! Se eu quis te privar de coisas tão ruins foi porque não quis ver de novo você desbravar caminhos que eu já fiz e que já desfiz e não fui feliz. 'Ô' mania que não passa de tentar te proteger de tudo, inclusive de você. E o que é 'migliori'? Deixar tudo como está ou se ver e tentar se consertar pra que tudo melhore? A tristeza não te merece mais do que eu. Por que não chega mais perto que é pr'eu tentar entender o que aconteceu? Ah! Se eu quis te deixar tão livre como eu fiz foi porque não quis ver de novo você se afastar de mim tão infeliz por coisas que eu não fiz.

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O Outro – O Punk rock

O Outro surgiu de um embrião do fim da década de 80, uma banda de garotos do subúrbio de Belém e Ananindeua, loucos por música, álcool e biografias. Fãs de Beatles, Mutantes, Roberto Carlos e Teddy Max, se autodenominaram "Lóki"

em

homenagem

ao

disco

homônimo de uns de seus heróis perdidos. Não demorou para os garotos virarem rapazes, logo vieram as divas e os frutos, o peso da realidade bateu à porta. Entre um copo e outro se viram jovens senhores, cheios de afazeres, responsabilidades e... felizes, sempre. A música ficou de lado, os sonhos não! Entre campas e recreios, fraldas, sorrisos e amores lá estavam de volta os mesmos garotos, ora com uns, ora com outros. No meio, justificando o fim, sempre ela, a música. Pra quem gosta de: Os Mutantes, Secos e Molhados, Ira

Site: http://monovox2010.wix.com/ooutro


09. O PUNK (O Outro) Você tem o remédio e a receita certa para se safar das coisas que então precisa resolver Eu estive pensando que você devia dar as caras só de vez em quando E que por isso mesmo eu pensei num jeito de pensar num jeito de gritar...alto, sei não, durmo!

E deve estar com tédio e muito cansado que não teve tempo para se lembrar Mas eles estão fartos de bater cabeça, tudo dá errado, eu vou me mandar Eu sinto muito mesmo apenas por mim mesmo e não vá se zangar É que esses dias longos e chuvosos são tão melancólicos que parecem parar... Alto, sei não, durmo!

-x-


Redima – Além do Tempo rock alternativo/pós-punk

Redima é uma é banda de rock independente originária da cidade de Capanema-Pa, formada em meados de 2008. Em 2010, lançaram o EP demo “Burning the Sky” e no ano seguinte, lançaram o single “Satélite”. Desde então, vem fazendo um som com influências de pós-punk e rock alternativo. Com composições que variam entre inglês e português, as letras abordam temas que vão desde questões existencialistas a aspectos fugazes do cotidiano. A banda vem participando de alguns festivais e de outros eventos artísticos na região, onde divulgam sua proposta musical, que vem sendo bem aceita pelo público.

Pra quem gosta de: The Cure, Joy Division, The Smiths

Fan Page: https://www.facebook.com/RedimaBand


10. ALÉM DO TEMPO (Redima) Feche os seus olhos Vamos para algum lugar Recôndito, distante de onde deveria estar Mas não tenha medo É um dia claro Sonhar não é segredo Mas ninguém pode estar lá

A distância entre o olhar e o chão que podemos pisar Há um refúgio entre o que sou e o que eu necessito ter

Seja o que for Não há outro tempo além Nem razões para não ser Só agora é real

Muito além do nosso tempo Bem mais lindo que a luz do sol Dançando sobre o mar Não teremos medo Nós seremos um só Entre sonhos e desejos Inevitável é o amor

-x-

-Acompanhe nossa Fan Page e aguarde a próxima edição! https://www.facebook.com/novascenas.pa


Encarte cena independente pará #01  

A coletânea Cena Independente Pará é um projeto do grupo Novas Cenas Pará, que busca apresentar o que há de mais novo no fervilhante cenário...

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