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MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO PLANOS DE EMERGÊNCIA MÓDULO III

COMO ELABORAR UM PLANO DE EMERGÊNCIA SESSÃO 1 www.nova-etapa.pt


Módulo III – Como elaborar um Plano de Emergência – Sessão 1

ÍNDICE Módulo III – Como Elaborar um Plano de Emergência

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Objetivos Pedagógicos

3

Conteúdos Programáticos

3

Sessão 1 Introdução

4

1. Elaboração e Gestão do Plano de Emergência

9

1.1. Por onde Começo? Descrição da Empresa e do Ambiente que a rodeia

11

1.1.1. Caracterização da Empresa e da sua Envolvente

12

1.1.2. Identificação dos Recursos Existentes

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Módulo III – COMO ELABORAR UM PLANO DE EMERGÊNCIA – Sessão 1

OBJETIVOS PEDAGÓGICOS No final deste módulo, o participante deverá ser capaz de: Descrever o conceito de plano de emergência; Demonstrar a utilidade de um plano de emergência; Descrever os passos a desenvolver para elaborar um plano de emergência; Descrever as metodologias de avaliação de riscos mais utilizadas; Distinguir os vários tipos de riscos; Identificar os vários tipos de cenários de emergência; Elaborar procedimentos de atuação; Elaborar fichas de intervenção; Definir

estratégias

de

implementação

do

plano

de

emergência; Identificar estratégias de manutenção e melhoria do PE.

CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS Plano de Emergência; Modelo descritivo; Situações de emergência; Metodologias simplificadas de avaliação dos riscos; Organização da emergência; Procedimentos de atuação em caso de emergência; Estratégias de implementação do plano de emergência; Estratégias de manutenção e melhoria do plano de emergência. 3 www.nova-etapa.pt


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INTRODUÇÃO As razões para efetuar um Plano de Emergência e o interesse para a sua realização, o seu alcance, etc., passam obrigatoriamente por dar resposta a uma série de questões básicas que levantamos e esclarecemos de seguida. Nos anexos podemos encontrar, além duma relação de vocabulário e de referências legislativas, um modelo de Plano de Emergência em branco e um exemplo de aplicação numa empresa fictícia.

O que é um Plano de Emergência? Um Plano de Emergência é um documento que recolhe na organização um conjunto de meios e procedimentos de atuação previstos na empresa para prevenir e/ou mitigar os efeitos de um acidente grave (incêndio, explosão, derrame e/ou fuga de produto tóxicos, etc.) no interior das instalações e sempre que seja possível, no exterior das mesmas. Por outras palavras, um Plano de Emergência é uma ferramenta de gestão que define como atuar quando acontece uma situação de emergência (“QUEM tem de fazer O QUÊ, QUANDO e COMO”) permitindo dar resposta a questões como: Quais são as funções do Responsável da Emergência? Que faço se acontecer um incêndio? Quando se ativa o Plano de Emergência? Como vou evacuar as pessoas das instalações? Quem irá socorrer os potenciais feridos? etc. Na realidade, o objetivo do presente Manual vai mais além da mera definição e implantação de um Plano de Emergência numa empresa, alargando-se ao “Manual de Auto Proteção”, entenda-se como tal, o manual que poderá desenvolver o sistema de gestão empresarial necessário para avaliar os riscos de

emergência,

implementar

as

medidas

preventivas

e

corretivas

correspondentes, elaborar o Plano e gerir adequadamente a sua implantação, manutenção e melhorias.

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Por que é necessário ter um Plano de Emergência? Para

garantir,

perante

uma

potencial

situação

de

emergência, o nível de segurança necessário das pessoas que trabalham na empresa, das instalações e do meio ambiente e, além disso, porque se responde assim de forma eficiente às exigências legais e normativos que existem a respeito dessa matéria.

Como se elabora um Plano de Emergência? Poderá desenvolver-se seguindo de forma ordenada os passos que estabelece o presente Manual e aproveitando os modelos e exemplos que se apresentam no mesmo. Em caso de dúvida, optar por um de dois caminhos:

Se a dúvida for o conceito do conteúdo: Pode consultar o glossário de termos que oferecemos. Se a dúvida for a estrutura ou forem os formulários: compare o seu modelo com o que oferecemos como protótipo.

Quem pode desenvolver um Plano de Emergência? A elaboração e implantação de um Plano de Emergência estará ao alcance de qualquer pessoa que conheça na perfeição os processos e instalações da empresa, disponha de uma formação adequada em segurança e siga de forma escrupulosa os passos deste Módulo.

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Que recursos são necessários? É importante destacar que a elaboração e implementação de um Plano de Emergência requer uma dedicação de tempo e recursos por parte da empresa.

Do ponto de vista meramente orientativo, poderíamos prever que o tempo a dedicar seria uma hora por trabalhador para a definição e elaboração do Plano e de três horas por trabalhador para a sua implementação.

Exemplo: Numa empresa de 135 trabalhadores teríamos de dedicar 135 horas para a definição / elaboração do Plano e 405 horas para a sua implementação (têm-se em conta as horas de formação, divulgação, etc.). e de três horas por trabalhador para a sua implementação. No que respeita aos recursos, os investimentos necessários dependerão, logicamente, da situação de partida e da capacidade de investimento da empresa. Por exemplo, se se verifica que é necessário aumentar o número de extintores ou instalar bocas de incêndio nos armazéns de substâncias químicas, a empresa deverá tomar as decisões oportunas e planificar os investimentos necessários.

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Quantas vezes terá que ser elaborado o Plano de Emergência? Uma só vez, se as condições existentes quando da elaboração do Plano de Emergência inicial, permanecerem constantes. Não obstante, teremos que ter em conta que o Plano de Emergência é um documento vivo, dinâmico e que se houver trocas ou modificações nas instalações, nos processos, nas equipas, no pessoal, etc., ou dos resultados dos simulacros realizados, ele também será alvo de alterações. A empresa elabora uma revisão ao plano e atualiza-o em conformidade, de forma parcial ou total, em função da magnitude das trocas e modificações produzidas.

Que extensão deverá ter o documento? O objetivo do PE é ser um documento prático, com uma extensão reduzida, sem informação supérflua e fácil de manusear para facilitar a sua implementação. Nos anexos recorre-se a um “modelo” do Plano e um exemplo de uma empresa fictícia, onde demonstramos o que referimos no parágrafo anterior.

Como atuar, uma vez elaborado o Plano de Emergência? Recordamos que se trata de um documento “dinâmico” e que deverá manter-se atualizado mediante uma correta informação, comunicação e desenvolvimento periódico de simulacros.

Tem de se enviar o Plano de Emergência aos Serviços de Bombeiros da zona? Dependendo da própria organização, os Serviços de Bombeiros esclarecem sobre a informação de que necessitam para desenvolver de forma otimizada o seu trabalho em caso de necessidade. 7 www.nova-etapa.pt


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Sugerimos assim que sejam contactados, de forma a se chegar a acordo sobre atuações conjuntas em caso de emergência. Os Serviços de Bombeiros necessitam, normalmente, que esses planos estejam à sua disposição num armário exclusivo para eles, situado na entrada da empresa ou na portaria. No que se refere aos cenários de emergência incluem-se, além dos habituais (incêndio, explosão, inundação, etc.), os derivados de um acidente laboral ou morte súbita de um trabalhador assim como as emergências vindas do meio ambiente. Pretende-se com estes procedimentos dar resposta a todos os requisitos legais e normativos (ISO 14001, EMAS, OHSAS 18001) que as empresas deverão respeitar de forma consciente, coordenada e com um único Plano de Atuação.

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1. ELABORAÇÃO E GESTÃO DO PLANO DE EMERGÊNCIA No esquema seguinte podemos obter uma visão simples e resumida dos passos a desenvolver para uma correta elaboração e implementação de um Plano de Emergência. Esquema n.º 4 – Elaboração e implementação do PE

Condições Prévias Sim Emergências Identificadas Não Identificação de Emergências Sim O Plano de Emergência já foi elaborado? Não Definição e Elaboração do Plano de Emergência

Sim O Plano de Emergência já foi implementado? Não Implementação do Plano de Emergência Não Existe necessidade de revisão do PE? Sim Registo

Revisão do PE e implementação das alterações

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A eficácia na resposta de uma empresa perante uma situação de emergência, vai depender diretamente da existência de um Plano de Emergência e do grau de treino alcançado pela empresa. Este módulo encontra-se estruturado da forma seguinte: Por onde começo? Descrição da empresa e sua envolvente: 1.1.

Que tipo de emergências posso ter? Situações de emergência: 1.2.

De que forma me organizo? Organização da Emergência: 1.3.

Que actuações terei que realizar? Procedimentos de actuação: 1.4.

Elaboração do Plano de Emergência

Que passos devo seguir para implementar o meu Plano de Emergência? Estratégias de implementação: 1.5.

O que fazer para manter e melhorar o meu Plano de Emergência? Estratégias de manutenção e melhoria: 1.6.

Implementação, manutenção e melhoria do Plano de Emergência

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Elaboração do Plano de Emergência

1.1 – POR ONDE COMEÇO? DESCRIÇÃO DA EMPRESA E DO AMBIENTE QUE A RODEIA Esta secção ajudará a aplicar o modelo descritivo para caracterizar a empresa, como ponto de partida para a elaboração do Plano de Emergência.

Descrição da empresa e da sua envolvente

Situações de emergência

Organização da emergência

Procedimentos de actuação

Estratégias de implementação

Estratégias de manutenção e melhoria

Um plano de Emergência “é um fato feito à medida” para a empresa, com o objetivo de possibilitar uma resposta rápida e eficaz perante potenciais situações de emergência. Para desenhar um documento personalizado necessitamos de conhecer previamente e em profundidade as características das instalações e o ambiente que as rodeiam. 11 www.nova-etapa.pt


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A informação recolhida nesta etapa pode considerar-se a fotografia inicial da empresa e, baseados nela, desenharemos toda a arquitetura necessária para atuar em situações de emergência.

1.1.1 – CARACTERIZAÇÃO ENVOLVENTE

DA

EMPRESA

E

DA

SUA

Este ponto inclui a maioria dos aspetos que configuram a descrição da empresa e do ambiente envolvente, isto não significa que o nível de detalhe deva ser exaustivo e entediante. Aconselhamos que seja feita de forma simples e centrando-se nos aspetos mais críticos, com o foco nas características que poderão ter propriedades perigosas e logo resultarem em riscos. São estes últimos que originarão as emergências que poderão suceder na empresa. Os conteúdos a desenvolver distribuem-se pelos seguintes pontos: Identificação física: nome, razão social e os meios de contacto (telefone, fax, rádio, e-mail).

Características construtivas do edifício: nesta secção indicam-se: 

Área total;

Dimensões relativas a comprimento, largura, altura;

Número de pisos acima do nível do solo;

Número de pisos abaixo do nível do solo;

Número de setores;

Estrutura do edifício;

Pilares (metálicos, cimento, madeira). Indicando as suas características de resistência ao fogo;

Vigas (metálicas, cimento, madeira). Indicando as suas características de resistência ao fogo;

Vigotas (metálicas, cimento, madeira). Indicando as suas características de resistência ao fogo;

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Abóbadas (metálicas, cimento, madeira). Indicando as suas características de resistência ao fogo;

Caixilharias interiores e exteriores. Tipo e espessura, indicando as suas características de resistência ao fogo.

Acessos: Identificam-se e descrevem-se os diferentes acessos da empresa (estradas e caminhos e, se for necessário, o seu estado de conservação, ferrovias, etc.). 

Acessos pedonais;

Acessos a veículos. Indicando fundamentalmente se existem dificuldades.

Edifícios e sua implantação: As características e os limites da implantação, o tipo e distribuição das edificações (pavilhões, edifícios de escritórios, armazéns, etc.). As suas características construtivas (superfície utilizada, pés direitos, cobertura, isolamento, materiais de construção utilizados) e o recheio (processos industriais, armazenamento de produtos inflamáveis, arquivos, mobiliários, etc.). O edifício poderá ter diferentes configurações, por exemplo: 

Estabelecimento industrial que ocupa parcialmente um edifício com outras utilizações;

Estabelecimento industrial que ocupa totalmente um edifício e que está próximo de outros com outras utilizações (a uma distância inferior a 3 metros);

Estabelecimento industrial que ocupa totalmente um ou vários edifícios isolados;

Estabelecimento industrial que ocupa um espaço fechado parcialmente ou está situado a céu aberto;

Estabelecimento industrial, situado num núcleo urbano. Pode ser um edifício isolado, que está adjacente a outros ou que tenha outras utilizações. 13 www.nova-etapa.pt


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Atividade: Define-se claramente o tipo de atividade que a empresa desenvolve (fábrica mecanizada, comércio de alimentação, hospital, etc.). Poderá utilizar-se a informação contida na classificação das atividades económicas - CAE vigente).

Processos industriais: Os processos industriais e as suas instalações auxiliares são a fonte principal de riscos de uma empresa industrial. É por isso muito importante definir a sequência operativa que a empresa utiliza, decompondo-a nas diferentes etapas produtivas. Se o processo for complicado, a utilização de um Fluxograma será uma boa solução, pois permite conhecer rapidamente a sequência das operações, o fluxo de materiais e de energia envolvidos. Também permite a identificação dos pontos que poderão tornar-se críticos do ponto de vista de segurança, quer devido às variáveis de operação, aos equipamentos, fluxos de materiais e de energia que estão em jogo.

Equipamentos e instalações: Se a sua caracterização não for incorporada na secção anterior, serão identificados os principais equipamentos e instalações das áreas produtivas, sem esquecer as instalações auxiliares como, por exemplo, as instalações de alta e baixa tensão (é importante assinalar na planta de emergência, a localização dos quadros e equipamentos principais de distribuição elétrica), caixas dos elevadores e os próprios elevadores, os equipamentos que possam elevar a pressão (redes de ar comprimido, caldeiras), o armazenamento de produtos químicos, incluindo a quantidade, tipo e perigosidade das substâncias armazenadas, o armazenamento de combustíveis líquidos e gasosos indicando as quantidades armazenadas (depósito de propano, butano, gasóleo, fuel) as instalações térmicas de aquecimento e climatização, as instalações frigoríficas, as instalações de gás natural e outros gases incluídos no armazenamento de garrafas pequenas e grandes, instalações radioativas (fontes encapsuladas, aparelhos de raio X). 14 www.nova-etapa.pt


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Atividades desenvolvidas em cada piso ou setor: Nesta secção descrevem-se os pisos ou setores, referindo-se a sua área.

Condições de evacuação do edifício: Nesta secção descrevem-se as características do edifício, relativamente às hipóteses de evacuação por ele apresentadas, deve indicar-se: 

O número de escadas (utilizáveis em caso de evacuação);

As vias de evacuação horizontais (largura de corredores, portas, etc.);

As saídas (saídas do recinto, saídas do piso, saídas do edifício).

Pessoal na empresa: Dado que o objetivo principal de um Plano de Emergência é proteger as pessoas dos danos que poderão acontecer a partir de uma situação de emergência, é essencial conhecer o número, a distribuição no espaço (local) e cronológica (turnos, calendário laboral) do pessoal da empresa. Deverá considerar-se quer o pessoal fixo, quer o pessoal contratado, o pessoal de outsourcing e as visitas. Se for o caso, deve assinalar-se claramente a existência de trabalhadores especialmente sensíveis, que podem necessitar de ações especiais no caso de alerta e evacuação.

Organigrama: Define-se a estrutura organizativa da empresa, os seus departamentos e serviços.

Envolvente: A descrição dos arredores da empresa, constitui uma tarefa basilar a ter em conta para considerar a influência de riscos externos à empresa ou de riscos que a própria empresa pode exportar. Por exemplo, no caso de riscos externos teríamos a possibilidade da ocorrência de danos na nossa empresa devido a um acidente ocorrido numa empresa vizinha, a um incêndio florestal, ou a uma inundação causada pelas chuvas. 15 www.nova-etapa.pt


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No segundo caso seria considerado o dano que a nossa empresa poderia causar noutras empresas próximas, núcleos populacionais, ou no meio ambiente que a rodeia. A descrição dos arredores inclui a identificação das indústrias, instalações, edifícios, núcleos populacionais e meio ambiente próximo (bosques, rios, etc.) que possam ser afetados por um acidente ocorrido na nossa empresa, e os elementos da envolvente que, no caso de uma emergência externa, possam produzir danos no nosso próprio posto de trabalho. É também útil indicar a distância a que se encontra e o tempo aproximado de chegada de ajuda exterior. Deve assim ter-se a noção sobre qual a corporação de bombeiros mais próxima, a distância a que se encontra e qual o tempo previsto de chegada. A descrição da empresa e da sua envolvente poderão ser apresentadas na forma de quadro, como aquele que apresentamos de seguida Quadro n.º 2 – Descrição da empresa e do seu meio envolvente (Formato por preencher)

Dados de identificação

Meio envolvente e acessos

Entidade: Morada: Localidade: Código postal: Telefone: Fax: E-mail: Configuração Acessos exteriores Ajuda exterior

Dimensões do edifício Características construtivas do edifício Elementos estruturais

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Atividade Processos

Equipamentos e instalações

Atividade e Ocupação

Condições de evacuação do edifício

Instalação elétrica Ventilação Compressores Outros (fornos, cubas, etc.) Atividade Setor / Piso

Superfície

Escritórios Oficinas Totais N.º de escadas:

Descrição:

N.º de trabalhadores

Descrição:

Vias de evacuação horizontais:

Saídas de piso ou setor:

Saídas:

Saídas de edifício:

Organigrama

Quadro n.º 3 – Exemplo considerando uma empresa fictícia - SEGUR SA SEGUR, SA

Dados de identificação

Meio envolvente e acessos

Morada:

Parque Industrial de Monte de Cima, 40

Localidade:

Freixo

Código postal:

20999

Telefone:

223999999

Fax:

223999999

E-mail:

geral@segur.com

Configuração

Edifício industrial: Ocupa totalmente um edifício que está encostado a outros que têm outras utilizações. Acessos a peões: um que conduz aos escritórios.

Acessos exteriores

Acessos a veículos: um que conduz à oficina. Corporação de bombeiros mais próxima: Freixo

Ajuda Exterior

Distância e tempo aproximado de chegada: 15 Km/15 min. 17

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Área total: 1500 m2.

Dimensões do edifício

Número de pisos acima do nível do solo: Entre os vários pisos de escritórios (2200 m2). Número de pisos abaixo do nível do solo: Porão ou cave: nenhum. Número de setores: Um só setor.

Características construtivas do edifício

Altura: 6 m. Pilares: metálicos. Vigas: metálicos. Elementos estruturais

Cobertura: Chapa metálica prélacada. Fechaduras interiores e exteriores: esquadria de alumínio anodizado e fechos cegos de painéis metálicos pré-lacados.

Atividade

Armazenamento e fabricação de produtos semiacabados (intermédios) de matérias plásticas.

Processos

A atividade consiste basicamente no corte e molde cilindros e chapas superficiais de teflon de comprimentos e espessuras distintos. Uma parte do local utiliza-se também como armazém de produtos elaborados e matérias-primas.

Equipas e instalações

Instalação elétrica

Potência contratada: 250 000 w. Quadros de distribuição: Um quadro geral e quatro sub-quadros parciais.

Ventilação

Instalações de ar condicionado.

Compressores

Existe compressor e instalação fixa de ar comprimido.

Outros (fornos, cubas, etc.)

Área

Nº de trabalhadores

Escritórios Oficinas

250 m2 1250 m2

6 14

Totais:

1500 m2

20

N.º de escadas: Uma

Descrição: Acesso aos escritórios a partir de um vestíbulo prévio.

Vias de evacuação horizontais

Descrição: Uma nos escritórios Uma na oficina.

Atividade Setor / Piso Atividade e Ocupação

Condições de evacuação do edifício

Dois fornos de 3.1500 w.

Saídas de piso ou setor: Duas.

Saídas

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Saídas de edifício: Duas.


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Responsável pela actividade

Organigrama

Chefia intermédia

Operários

1.1.2 – IDENTIFICAÇÃO DOS RECURSOS EXISTENTES Os recursos existentes são aqueles de que a empresa dispõe e que é capaz de mobilizar para atuar em caso de emergência. Basicamente subdividem-se em dois tipos: - Recursos próprios: Descreve-se o tipo, quantidade e a localização dos recursos de prevenção e de proteção da empresa: Instalações e equipamentos de proteção contra incêndios (sistemas de deteção e/ou extinção automática, extintores, rede de incêndio armada, etc.), sistemas de contenção de derrames (cubas de retenção, barreiras físicas, etc.), sistemas de minimização de emissões tóxicas (lavadores, neutralizadores, queimadores), sistemas de suporte de energia e sistemas de iluminação de emergência (geradores de energia, luzes de emergência), equipamentos de proteção individual – EPI’s (vestuário e calçado de proteção contra riscos químicos, capacetes, etc.), sistemas de comunicação (telefones fixo e móveis, radiocomunicações, megafone, sirenes), serviço de primeiros socorros e/ou serviço médico (pessoal e equipamentos). Ou seja, qualquer meio para combater uma potencial emergência. - Recursos externos: Descrevem-se os recursos externos à empresa, que são complementares

aos

próprios

recursos:

Bombeiros,

Polícia,

Hospital,

Ambulância, recursos de outras empresas próximas baseadas em acordos de ajuda mútua, etc. 19 www.nova-etapa.pt


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PROPOSTA DE ATIVIDADE Faça, em relação à organização onde trabalha, ou uma que conheça, uma inventariação dos recursos próprios a mobilizar em caso de emergência. Proceda ainda a um levantamento dos recursos externos disponíveis na região, com uma estimativa da distância e do tempo necessário para a percorrer. Quadro n.º 4 – Exemplo de Recursos para a emergência Recurso

Utilidade

Recomendações

Sistema de Deteção e Alarme

É um meio muito útil para a deteção de um incêndio nas suas fases iniciais. Composto por elementos de deteção, dispositivos de alarme e por uma central de deteção. Faz a gestão dos avisos e dos alarmes.

Em todas as empresas em que o risco de incêndio é elevado e em que exista pessoal em permanência constante. Recomenda-se este equipamento como meio de deteção precoce do incêndio e consequentemente existe uma atuação rápida da organização uma vez iniciado o incêndio.

Extintores

Úteis como meios para combater um incêndio na fase inicial. Uma vez este generalizado, perdem utilidade, salvo se se intervir de forma massiva e organizada.

São obrigatórios segundo a legislação vigente. É muito importante que se conjuguem adequadamente com base no tipo de incêndio que se pode produzir (incêndio tipo A: sólidos; tipo B: líquidos; tipo C: gases, etc.).Também é importante sinalizar adequadamente a sua localização.

Redes de Incêndio armadas (RIA)

Úteis quando ainda não se chegou à fase de incêndio generalizado, mas já não é eficaz a simples utilização de extintores.

Em certos casos são obrigatórias por lei (consultar regulamentos municipais e normativos aplicáveis). Deverão dar cobertura a toda a área de abrangência da empresa. Também é importante sinalizar adequadamente a sua localização.

Sprinklers

Úteis para grandes superfícies com elevado risco de incêndio (armazéns, grandes superfícies de venda, etc.).

Verificar se existe fornecimento de água suficiente em caudal e pressão, caso contrário têm de se instalar bombas auxiliares.

Botoneiras de alarme

Úteis como forma de aviso caso existam pessoas nas imediações.

Colocar em grandes superfícies onde a distância entre as pessoas seja considerável ou em situações onde outros meios de aviso não sejam eficazes ou se encontrem afastados.

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Sirene de alarme

Avisos parciais ou totais para os ocupantes de um edifício.

Colocar em grandes superfícies onde a distância entre as pessoas seja considerável, ou em situações onde outros meios de aviso não sejam eficazes ou se encontrem afastados.

Iluminação especial. Iluminação de emergência

De utilidade no caso de evacuação da empresa. Localização de instalações críticas (quadros elétricos, instalações das bombas, depósitos, etc.).

A sua instalação é obrigatória. Nos simulacros ou caso se realize simulações de cortes de energia, detetar-se-ão, habitualmente, as necessidades de iluminação que não se tenham identificado previamente.

Alimentação elétrica ininterrupta (grupo de geradores, baterias, etc.)

Útil em lugares onde o corte de energia standard pressuponha um risco acrescido para as pessoas, equipas e instalações.

Analisar em profundidade as áreas e sistemas onde os grupos têm de prestar serviço em caso de necessidade. Aconselha-se a realizar testes de corte de energia periódicos nas áreas correspondentes, para verificar o seu funcionamento adequado.

Megafone / Rádio / Telefone

Meio para avisar simultaneamente muitas pessoas e grupos concretos, sobre a deflagração de um incêndio para que possam realizar as atividades adequadas. Aviso aos meios externos de apoio, serviços sanitários, etc.

Rever o seu funcionamento correto periodicamente. É conveniente estarem ligados ao sistema de alimentação elétrica ininterrupta.

Sistemas locais fixos de extinção (CO2, espuma, etc.)

Úteis para combater o incêndio no ponto de início do mesmo, nas instalações com grande risco de incêndio ou com um valor considerável.

Adequação do agente extintor ao tipo de instalação a proteger e ao tipo de incêndio previsível. Cuidado com os equipamentos que retiram o oxigénio nos espaços confinados.

Meios de proteção passiva (portas corta-fogo, etc.)

Úteis para limitar a extensão do incêndio, fumos, etc.

Nas grandes superfícies, instalações específicas, etc. Controlo periódico da integridade estrutural destas barreiras.

Recomendações para todos os recursos mencionados: A manutenção dos mesmos deverá realizar-se através de empresas acreditadas e pessoal certificado.

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Nos quadros seguintes poderemos observar dois exemplos de identificação de recursos.

Quadro n.º 5 – Recursos existentes para proteção em acidentes laborais ou enfermidade súbita grave Recurso

Utilidade

Recomendações

Úteis nas empresas com grandes riscos, afastadas de centros de assistência sanitária urgente.

Deverão cumprir com as disposições que a respeito tenha estabelecido a autoridade sanitária competente.

Estojo de primeiros socorros

Úteis nas empresas onde acontecem pequenos acidentes. Auxílio rápido de lesões leves.

Dispor de pessoal formado em primeiros socorros. Deverá ser sinalizado convenientemente. Mantê-lo em perfeito estado de arrumação e limpeza. Deve ser feita a revisão periódica do seu conteúdo. Não permitir que qualquer pessoa aceda ao seu conteúdo.

Macas

Para transportar o acidentado ou doente para fora da local de trabalho.

Aconselha-se a NÃO mover a pessoa em caso de suspeita de traumatismo vertebral.

Serviços médicos

De utilidade para as empresas com grandes riscos, afastadas de centros de assistência sanitária Ambulâncias urgente, em que o serviço público ou privado de transporte de feridos não preste uma cobertura adequada.

Manutenção adequada da ambulância.

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Quadro n.º 6 – Recursos existentes para proteção em acidentes no meio ambiente Recurso

Absorventes Industriais

Utilidade

Recomendações

Têm a utilidade de permitir a contenção de derrames acidentais que podem provocar uma contaminação do solo por infiltração ou um derramamento de caudal. O mecanismo que é empregue é a absorção, daí o seu nome.

Terá de se conhecer de antemão que tipo de produto poderá provocar o derrame para eleger o absorvente mais adequado. Por exemplo, não utilizar serradura para absorver líquidos inflamáveis. Outro aspeto muito importante a ter em conta é que uma vez que se utiliza um absorvente para conter um líquido perigoso ou tóxico, este converte-se num resíduo perigoso, pelo que deverá ser retirado imediatamente e gerido de acordo com a legislação sobre o meio ambiente vigente.

EPI’s para proteção contra incêndios

Equipamentos de proteção individual específicos para a atuação e combate contra um acidente sobre o meio ambiente, no qual se produza um incêndio (luvas, óculos, máscara, etc.).

Terá de se ter em conta que tipo de produto ou produtos podem causar este tipo de situação, observar a sua ficha de segurança e seguir as recomendações que são indicadas. Se não for dito o tipo de EPI que devemos utilizar, não conseguiremos ter critérios de seleção para selecionar o mais adequado.

EPI’s para lidar com derramamentos acidentais

Equipamentos de proteção individual específicos para a atuação e combate de um acidente sobre o meio ambiente, no qual se produza um derramamento (luvas, óculos, máscara, etc.).

Terá de se ter em conta que tipo de produto ou produtos podem causar este tipo de situação, observar a sua ficha de segurança e seguir as recomendações que são indicadas. Se não for dito o tipo de EPI que devemos utilizar, não conseguiremos ter critérios de seleção para selecionar o mais adequado.

Equipamentos de proteção individual específicos para a atuação e combate contra um acidente sobre o meio ambiente, no qual se produza uma emissão tóxica (luvas, óculos, máscara, conjunto de proteção, etc.).

Terá de se ter em conta que tipo de produto ou produtos podem causar este tipo de situação, observar a sua ficha de segurança e seguir as recomendações que são indicadas. Se não for dito o tipo de EPI que devemos utilizar, não conseguiremos ter critérios de seleção para selecionar o mais adequado.

EPI’s para lidar com emissões tóxicas

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Não basta, porém, identificar os recursos necessários em cada cenário de emergência, é imperativo fazer o seu inventário, para se proceder à sua gestão em stocks e à manutenção da sua operacionalidade. Quadro n.º 7 – Descrição da empresa e do meio envolvente. Recursos existentes: Inventário e localização (formato em branco)

RECURSO

NÚMERO

PISOS ONDE ESTÃO LOCALIZADOS

Sistema de Deteção e Alarme Extintores Redes de incêndio armadas (RIA) Sprinklers Botoneira de alarme Sirene de alarme Lâmpadas especiais. Iluminação de emergência Alimentação elétrica ininterrupta (grupo eletrogéneo, bateria, gerador, etc.) Megafone / Telefone Sistemas locais fixos de extinção (CO2, espuma, etc.) Meios de proteção passiva (portas corta-fogo, etc.) Corredores, elementos contra incêndios e vias de evacuação mais próximas Pontos de concentração exterior Serviço médico Estojo de primeiros socorros Macas Ambulâncias Absorventes industriais EPI’s para proteção contra incêndios EPI’s para manuseamento de derrames líquidos acidentais EPI’s para manuseamento de emissões tóxicas Em conjunto com as diligências anteriores, são ainda necessárias as plantas que se indicam de seguida, para desenvolver o Plano de Emergência (PE).

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Módulo III – Como elaborar um Plano de Emergência – Sessão 1

-

Planta

empresa

da e

envolvente

localização do

seu

próximo

da

meio numa

escala adequada (por exemplo, 1:1000/1:5000). A planta deve ter o detalhe suficiente para poder identificar claramente os acessos à empresa, instalações industriais e

núcleos

Planta de localização

populacionais

próximos, linhas elétricas, gasodutos, zonas protegidas, correntes de água, localização dos recursos alheios, por outras palavras, qualquer tipo de informação que possa ser relevante para a identificação e atuação nas potenciais situações de emergência.

- Planta ou plantas, dependendo da complexidade das instalações, onde se assinalem os acessos, os edifícios, a localização física do processo

e

auxiliares,

das

instalações

com

especial

relevância para o equipamento e instalações críticas de segurança (por

exemplo,

armazenamentos químicos,

de

de

os produtos

combustíveis

líquidos e gasosos, os transformadores, as caldeiras e outros equipamentos sob pressão, as redes de alta tensão e baixa tensão, tubagens com gás, etc.). Deverão ser indicadas na planta, os locais de corte de fluidos como água, gás, vapor, provisões de produtos químicos, energia elétrica, etc. Os porões e outros compartimentos abaixo da cota de soleira, também são incluídos.

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Plano de Emergência_Módulo III_Sessão 1