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PRINCIPAIS TEORIAS ORGANIZACIONAIS MÓDULO I

ABORDAGEM CLÁSSICA SESSÃO 1 www.nova-etapa.pt


Principais Teorias Organizacionais eLearning

Mód. I - Sessão 1: Abordagem Clássica

FICHA TÉCNICA

TÍTULO Principais Teorias Organizacionais

AUTORIA, COORDENAÇÃO GERAL E PEDAGÓGICA E CONCEÇÃO GRÁFICA Nova Etapa – Consultores em Gestão e Recursos Humanos, Lda.

ANO DE EDIÇÃO 2012

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ÍNDICE I. OBJETIVOS PEDAGÓGICOS GERAIS DO CURSO

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II. CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS GLOBAIS DO CURSO

4

III. INTRODUÇÃO

5

IV. DESENVOLVIMENTO DE CONTEÚDOS

7

Módulo I – Sessão 1 – Abordagem Clássica

7

Objetivos Pedagógicos

7

Conteúdos Programáticos

7

1. Pré-História da Teoria da Gestão

8

2. Abordagem Clássica

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2.1. Organização Científica do Trabalho

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I. OBJETIVOS PEDAGÓGICOS

• Identificar as principais contribuições das diferentes abordagens da gestão organizacional; • Identificar e interligar as diferentes funções organizacionais.

II. CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS • Etapas de evolução dos modelos de gestão das organizações; • Principais características e contributos dos modelos organizacionais.

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III.

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INTRODUÇÃO

«O passado serve para evidenciar as nossas falhas e nos dar indicações para o progresso do futuro.»

Henri Ford “O conhecimento transforma o homem e permite que se tenha uma nova perspetiva do mundo real, da teoria da organização em ação.”1 Assim, faz sentido compreender um pouco melhor a evolução gradual dos conceitos básicos que podem proporcionar algumas ferramentas necessárias a uma gestão voltada para um futuro incerto e que possuirá características distintas da época em que as teorias da administração foram concebidas. A teoria das organizações é composta por diversas peças, como um grande puzzle, tendo passado por enormes transformações ao longo dos tempos. Se o seu aparecimento formal é por muitos atribuído aos finais do século XIX, já anteriormente tinham ocorrido inúmeras contribuições, algumas das quais não muito distantes das teorias da atualidade. “Este é um sistema em contínuo movimento: surgem novos elementos que alteram a compreensão dos sistemas, levando ao questionamento, pelo menos parcial, das certezas e crenças anteriores, gerando insights e momentos de compreensão. Mais do que isso, conduzem a comparações e à busca da compreensão num nível cada vez maior”1. As teorias das organizações, inseridas nos seus contextos históricos, possuem características que levam ao estabelecimento de teorias racionais, e vice-versa. O conhecimento, ponto central de diversas novas tendências que se apresentam atualmente, sempre esteve presente nas organizações.

1 Gouveia, J.B., Felício Júnior, J. - “Um cenário organizacional em s transformações”, Universidade de Aveiro, 2006

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Hoje, o conhecimento é considerado como o recurso económico mais valioso no processo produtivo e de inovação, peça-chave para a sobrevivência num ambiente de alta competitividade.

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IV.

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DESENVOLVIMENTO DE CONTEÚDOS

Módulo I – Sessão Nº 1 – Abordagem Clássica

OBJETIVOS PEDAGÓGICOS No final desta sessão deverá ser capaz de: • Identificar as principais contribuições da abordagem clássica (princípios da divisão do trabalho e funções estruturais da administração).

CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS • Principais características e contributos dos modelos organizacionais (modelo mecanicista)

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1. PRÉ-HISTÓRIA DA TEORIA DA GESTÃO As

teorias

e

práticas

de

gestão

das

organizações são praticamente tão antigas como a própria História da Humanidade. Os primeiros registos escritos relacionados com gestão e administração surgem nas civilizações pré-clássicas. Há cerca de 3.000 anos A. C., os Sumérios já faziam registos dos impostos e tributos pagos pelos cidadãos e demonstravam ter uma preocupação real com o controlo das aquisições e bens, mantendo inventários atualizados. Do Antigo Egito, chegam-nos provas da utilização do planeamento estratégico e operacional, divisão de tarefas e mecanismos de controlo e coordenação de funções (veja-se a caixa Curiosidades mais à frente). Mais, a aprendizagem das práticas de gestão era considerada como essencial a todos aqueles que assumissem cargos de responsabilidade por pessoas e bens. Vejamos alguns exemplos de ensinamentos constantes numa obra atribuída ao famoso escriba Ptahhotep: “Toma conselho tanto junto do ignorante como do sábio; Declara o teu negócio sem encobrimento, nem disfarces; Deve dizer-se francamente o que se sabe e o que não se sabe; O chefe deve ter em mente os dias que estão por vir; Grande é aquele cujos conselheiros são grandes.”2

2 Christian,Jacq. - Las máximas de Ptahhotep - texto atribuído ao escriba Ptah-hotep, datado de cerca de 2400 AC

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Na mesma época, na Babilónia, durante o reinado do rei Hamurabi, no famoso código com o seu nome, que contem 282 artigos legais relativos à vida em sociedade e privada, encontram-se várias passagens que traduzem o pensamento administrativo da época, com referências claras ao salário mínimo a pagar aos artesãos, à utilização do controlo e ao princípio da responsabilidade das chefias.

Ilustração n.º 1 – Código de Hamurabi (1750 A. C.)

Também a sabedoria chinesa contribuiu com princípios relacionados com planeamento, organização, direção e controlo. A constituição de Chow, promulgada em 1100 A.C., descrevia os cargos e atribuía tarefas a todos os funcionários reais, desde o primeiroministro aos servidores domésticos. Por volta de 500 A.C., Sun Tzu, general chinês, escreve o clássico “A Arte da Guerra”, utilizado até hoje por militares e gestores como guia da sua atuação. Nele são discutidos e analisados princípios como planeamento, organização e liderança. Também foram os chineses que utilizaram pela primeira vez o concurso público para preenchimento dos cargos administrativos, por volta de 120 A.C. Na Grécia Clássica, filósofos como Sócrates e Platão, avançaram no pensamento administrativo, ao introduzirem os princípios da universalidade da administração, isto é, ela pode ser aplicada em todos os tipos de atividade, e ainda da divisão do trabalho e da especialização de tarefas3.

3 Platão - A República, Guimarães Editora, 2003

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A construção das grandes pirâmides no Antigo Egito é uma demonstração da aplicação de alguns dos princípios básicos da ??!!!

gestão

das

organizações,

nomeadamente,

autoridade

e

responsabilidade, divisão/ especialização de tarefas e rigoroso

Ge st ão

planeamento. Sabia que a construção da pirâmide de Quéops durou mais de 20 anos, nela estiveram envolvidos cerca de cem mil trabalhadores e foram utilizados 2.600.000 blocos de pedra com um peso médio de 2,5 toneladas? Um autêntico formigueiro em versão humana, com uma eficiência nunca vista.

da s Or ga niz aç õe s

Ilustração n.º 2 – Recriação da construção da pirâmide de Quéops

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2. ABORDAGEM CLÁSSICA Pese embora os grandes contributos dados pelas

civilizações

antigas

e

alguns

dos

princípios ainda hoje se manterem atualizados, terá sido a partir de finais do século XIX que a gestão

das

organizações

passou

a

ser

encarada como uma ciência social. A revolução industrial iniciada em Inglaterra, nos meados do século XVIII, conduziu a grandes transformações na sociedade, nas ciências, na tecnologia, nas matérias-primas, nas energias utilizadas e, logicamente, no âmbito das organizações. Em associação estreita com os desígnios da revolução industrial e do mercado, existia o imperativo do crescimento e do desenvolvimento económico do capitalismo. A produção gigantesca de bens e serviços tornou-se o pilar da rentabilidade e da eficácia industrial e empresarial. Para a consecução desses objetivos foi necessário levar a cabo um conjunto de alterações relevantes, com fortes consequências no funcionamento interno das organizações. Contudo,

o

crescimento

económico

acelerado,

proveniente

do

processo

de

industrialização e da urbanização das sociedades, não foi fácil de realizar. Paralelamente ao desenvolvimento do chamado capitalismo económico e industrial, os grupos socioprofissionais foram ganhando progressivamente maior consciência de classe e as lutas reivindicativas por melhores condições de trabalho conduziram a um clima de conflituosidade, corporizado em greves, sabotagens e outras tentativas de transformação revolucionária da sociedade. Por outro lado, as exigências da concorrência do mercado, assim como a dimensão e a complexidade das organizações, não se coadunavam com uma gestão e uma administração assentes num empirismo inconsistente e discricionário de patrões e capatazes. A produção e a distribuição de bens e serviços revelavam-se muito complicadas.

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Desde então, para empresários, gestores, cientistas sociais e governantes, as organizações não só deveriam atingir o máximo de eficiência, de modo a permitirem um aumento da produtividade do trabalho, como também deveriam ser objeto de um conhecimento científico exaustivo. As chamadas abordagens clássicas são a expressão genuína desta realidade histórica, para Frederick Taylor, Henri Fayol e Max Weber, e ainda outros autores da mesma época. O facto de Taylor fazer a sua análise sobre as tarefas do fator de produção “trabalho”, Fayol sobre as estruturas da empresa, com especial ênfase na administração, e Max Weber sobre o tipo ideal de racionalidade burocrática das organizações, não obsta a que todos eles revelassem um objetivo comum: compreender, explicar e interpretar as organizações em bases racionais e científicas, de forma a permitir que o pragmatismo da ação individual e coletiva, polarizado na capacidade produtiva das pessoas, evoluísse no sentido da eficiência máxima.

Após este breve enquadramento, iremos apresentar alguns dos principais conceitos do modelo taylorista, habitualmente designado por organização científica do trabalho.

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2.1 - ORGANIZAÇÃO CIENTÍFICA DO TRABALHO Frederick Taylor começou a sua vida profissional como operário, tendo tido uma rapidíssima ascensão dentro da Midvale Steel: em sete anos, passou de operário a capataz, a contramestre e a chefe de oficina, tudo isto ao mesmo tempo que frequentava o curso de engenharia. Os seus estudos, que marcaram profundamente a teoria e a prática da gestão das organizações, foram, em larga escala, marcados por essa experiência de vida: os ensinamentos práticos da atividade fabril e a sua formação académica. Para Taylor, o funcionamento eficiente de uma organização deveria basear-se num conjunto de princípios e conceitos nucleares que deviam presidir à administração das empresas. Eis os quatro princípios: • Princípio do planeamento – Todos os processos de trabalho deveriam ser objeto de um estudo preliminar, isto é, as atividades deviam ser decompostas em tarefas, e identificar para cada uma delas o método mais eficaz para a sua realização/ execução. Este trabalho de planeamento competia aos dirigentes da organização. • Princípio da preparação – Após o estudo sistemático do processo de trabalho, deverse-iam selecionar os operários, de acordo com as suas aptidões específicas, formá-los e instruí-los, de tal forma que eles pudessem adquirir o seu nível máximo de proficiência. Este processo de preparação estava relacionado com todo o contexto em que o processo de trabalho se desenvolvia, desde máquinas, matérias-primas, ferramentas, materiais e ambiente físico. • Princípio da coordenação – Introdução da coordenação com o propósito de garantir a cooperação entre gestores e operadores, de forma a assegurar que o trabalho fosse executado de acordo com uma sequência e um tempo pré-programados, de modo a não haver desperdício operacional, em conformidade com as instruções programadas. Estas instruções programadas deviam ser transmitidas a todos os operários.

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• Princípio da separação entre conceção e execução do trabalho

Que

consiste

na

divisão

entre

atividades

de

conceção/planeamento e execução. As primeiras, devido à necessidade de maior conhecimento e capacidade de gestão e estudo científico, apenas poderiam ser realizadas pelos gestores de topo; aos operários competia a execução prática do trabalho braçal que, na sua perspetiva, apenas exigia energia física. Contudo, embora defendesse que esta divisão de tarefas deveria ser rigorosamente cumprida, subsistia a necessidade de cooperação sistemática, de forma a permitir o máximo de eficiência na conceção e execução do trabalho. Para além destes princípios de base do funcionamento da organização, os seus estudos, baseados na observação direta dos operários, permitiram-lhe também estabelecer novos conceitos, apresentados de forma sumária na Tabela 1 Tabela n.º 1 – Conceitos de base da Organização Científica do Trabalho, segundo Frederick Taylor Conceito

Descrição A cada operador é atribuída apenas uma tarefa ou um

Parcelarização: uma tarefa

conjunto restrito de tarefas simples em detrimento de um conjunto significativo, diversificado e variado de atividades. Cada operador efetua sempre o mesmo trabalho,

Especialização: um posto de trabalho

estando afeto a um determinado posto de trabalho (fixo). Uma tarefa, um posto de trabalho, um homem. Não há

Individualização: um homem

lugar para a cooperação, a entreajuda, o trabalho em grupo ou equipa. Tempo para realizar a tarefa previamente calculado e normalizado.

Imposição de tempos: um tempo-padrão

Uso

do

tempo

de

trabalho

(ciclo

operatório, ritmo, cadência, etc.) e de não-trabalho (pausas, descanso suplementar, etc.) estritamente regulamentado.

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Tabela n.º 1 – Conceitos de base da Organização Científica do Trabalho, segundo Frederick Taylor Conceito

Descrição Especificação rigorosa daquilo que cada um devia fazer, como o devia executar e ainda as relações a

Desenho dos cargos e funções

estabelecer entre cargos para a sua execução (o quê, como e com quem).

Separação das funções de controlo das funções de execução: um controlo especializado Separação das funções de conceção, decisão e coordenação, das de execução: uma hierarquização social

Quem executa, não controla ou avalia os resultados. Esta passará a ser uma prerrogativa da direção, através dos serviços funcionais (Staff). Quem executa, não concebe, não decide, não planeia, não programa, não organiza, não coordena. Estas funções gestionárias competem à direção e ao seu Staff. Reconhecimento através de prémios pecuniários dos

Incentivos salariais e prémios de produção

melhores desempenhos. Nesta perspetiva, o homem é incentivado por recompensas salariais, económicas e materiais. O conforto do operário e o ambiente físico ganham

Condições de trabalho

valor, não em atenção às pessoas, mas porque são essenciais para ganho de produtividade.

Exercício Formativo

Propomos-lhe que reflita um pouco sobre os princípios e conceitos propostos por F.Taylor e as suas consequências numa organização do século XXI. A partir de um caso concreto do seu conhecimento, pense nas vantagens e desvantagens da aplicação destes princípios.

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Apesar do reconhecido impacto desta teoria organizacional, muitas foram as críticas apontadas ao Taylorismo. Vários cientistas sociais, escritores e até cineastas contestaram este modelo de organização, considerando esta visão de empresa como um sistema fechado, mecânico, previsível e determinístico, em que o Homem é visto como uma mera peça na engrenagem da produção industrial. Charlie Chaplin, Modern Times, 1936

Um exemplo de crítica foi brilhantemente feito por Charlie Chaplin, no famoso filme “Tempos Modernos”. Em termos das principais vantagens, poderemos apontar algumas, tais como: • Garante uma nítida divisão entre autoridade e responsabilidade; • Proporciona uma certa estabilidade; • Facilita a rapidez da ação e execução; • Possibilita a manutenção da disciplina. Quanto aos inconvenientes, entre outros podemos, entre outros, apontar os seguintes: • Organização rígida e inflexível; • Tratando-se de uma organização autocrática, pode haver tendência para a existência de funcionamentos arbitrários e manifestações abusivas de poder; • Nem sempre os gestores de topo possuem as competências necessárias para o desempenho das atividades de planeamento e preparação das tarefas, ficando assim em causa toda a cadeia de produção; • A realização de tarefas repetitivas, especialmente nos operários não especializados, conduz à desmotivação, cansaço, stress e à ocorrência de doenças profissionais; • As pessoas que realizam as tarefas consideradas principais podem estar submetidas a uma grande sobrecarga de trabalho; • Existência de problemas comunicacionais, especialmente nas empresas de grandes dimensões.

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Apesar de todas as críticas a esta teoria, foi graças ao taylorismo-fordismo que o automóvel se tornou um produto ??!!!

de consumo de massas e ao alcance de todas as classes sociais. Foi através da intensificação do ritmo de trabalho, da

Ge st ão

especialização, individualização

parcelização das

tarefas

e em

linhas de montagem mecanizadas que se conseguiu um considerável aumento

da

produção

e,

da s

consequentemente, uma diminuição

Or ga niz aç õe s

para os 500 dólares. Para além disso, introduziu também um

dos custos de produção. Com uma produção anual de cerca de 250 mil unidades, Henri Ford baixou o preço do modelo T

sistema de crédito para todos os operários que o quisessem adquirir. O lema de Ford era “A car for the masses! One in every family”. Fonte da foto: www.thehenryford.org

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A primeira abordagem sistemática da Teoria da Gestão procurou preconizar procedimentos que conduzissem a uma correta administração das organizações, otimizando quer a  Em resumo

forma de execução das tarefas, quer a estrutura da própria organização. A orientação de Taylor é no sentido de que a organização do trabalho se inicie com a sua análise científica,

Estraté gia

de forma a encontrar as melhores metodologias para executar cada tarefa. Depois de definidas estas formas de execução, havia que forçar a sua adoção universal e selecionar os trabalhadores mais competentes para a sua execução (que seriam então treinados para desempenhar a sua tarefa exatamente como foi definida). A teoria defende ainda a ideia do homem economicus, já que considera que bastaria maximizar a eficiência para que se maximizassem também os rendimentos, quer dos trabalhadores quer dos empresários, pelo que o conflito entre as partes estaria resolvido por esta via. Na sua perspetiva, bastam recompensas financeiras para motivar os trabalhadores e que os administradores se conformariam a ver o seu papel reduzido à organização "científica" do processo produtivo, recorrendo à uniformização de tarefas e à divisão do trabalho.

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