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INTELIGÊNCIA EMOCIONAL MÓDULO I

A NOVA DIMENSÃO DA INTELIGÊNCIA www.nova-etapa.pt


Inteligência Emocional eLearning

Mód. I: A Nova Dimensão da Inteligência

FICHA TÉCNICA

TÍTULO Inteligência Emocional

AUTORIA, COORDENAÇÃO GERAL E PEDAGÓGICA E CONCEÇÃO GRÁFICA Nova Etapa – Consultores em Gestão e Recursos Humanos, Lda.

ANO DE EDIÇÃO 2013

NOVA ETAPA – CONTACTOS: Rua da Tóbis Portuguesa nº 8 – 1º Andar, Escritórios 4 e 5 – 1750-292 Lisboa Telefone: 21 754 11 80 – Fax: 21 754 11 89 Rua Agostinho Neto, nº 21 A – 1750-002 Lisboa Telefone: 21 752 09 80 – Fax: 21 752 09 89 Rua Passos Manuel nº 222, 3º Andar, Sala 9 – 4000-382 Porto Telefone: 22 339 08 20 – Fax: 22 339 08 21 Rua João Machado nº 100, 6º Andar, Sala 603 – 3000-226 Coimbra Telefone: 23 983 88 44 – Fax: 23 983 64 61 Site: www.nova-etapa.pt – e-mail: info@nova-etapa.pt

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ÍNDICE I. OBJETIVOS PEDAGÓGICOS GERAIS DO CURSO

4

II. CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS GLOBAIS DO CURSO

5

III. INTRODUÇÃO

6

IV. DESENVOLVIMENTO DE CONTEÚDOS Módulo I – A Nova Dimensão da Inteligência

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Objetivos Pedagógicos

8

Conteúdos Programáticos

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1. A Nova Medida

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I.

Mód. I: A Nova Dimensão da Inteligência

OBJETIVOS PEDAGÓGICOS GERAIS DO CURSO

• Definir o que é inteligência emocional; • Identificar as principais reações emocionais; • Atribuir importância ao presente e ter conhecimento de que ele influencia o futuro levando-o a atingir ou afastar-se dos seus objetivos; • Distinguir emoção de razão e escolher valores que gerem novos valores; • Reconhecer as paixões que causam sofrimento e as que causam bem-estar; • Identificar as suas características pessoais, controlar as emoções, e assumir as suas atitudes, sem se desculpar; • Utilizar o seu poder pessoal e reconhecer as aptidões que a educação emocional desenvolve; • Reconhecer a importância da inteligência emocional na atividade profissional; • Assumir que a coragem não é a ausência do medo, mas a capacidade de agir face ao medo.

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II.

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CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS GLOBAIS DO CURSO

• A Nova Medida; • As Emoções; • Emoção Vs Razão;

• A Reação Emocional; • As Paixões Que Causam Sofrimento; • As Paixões Que Causam Bem–Estar; • Controlo das Emoções; • A Inteligência Emocional na Atividade Profissional; • O Conhecimento do Próprio Indivíduo;

• Inteligência Emocional e as Motivações; • A Importância da Gestão Emocional.

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III. INTRODUÇÃO Durante muito tempo a psicologia esteve centrada na

observação,

comportamento

medição

humano.

O

e

terapia

cérebro

era

do um

“departamento” à parte, remetido para estudos de medicina. Porém, a partir de estudos como os desenvolvidos por António Damásio e Daniel Goleman, é efetuada uma nova abordagem. A inteligência humana passou a ser “vista” não só nos aspetos cognitivos mas também emocionais. Ambos podem ser explicados pelo funcionamento combinado de hormonas e neurónios. Tudo o que sentimos e pensamos é o resultado de complexos processos de associação e interação entre as células nervosas do cérebro que, por sua vez, comunicam mediante fibras nervosas e hormonas com o sistema imunológico e com as glândulas de secreção interna. Damásio apresentou provas do funcionamento combinado da razão e das emoções. Um dos seus pacientes, Elliot, um americano de sucesso, foi operado a um temor cerebral benigno. Após a intervenção cirúrgica o seu comportamento, nalguns aspetos, alterouse, isto é, já não era capaz de distribuir o seu tempo corretamente, perdia-se em detalhes insignificantes, perdeu negócios sucessivos. Contudo, os testes de inteligência foram superados com êxito. A sua memória também não tinha sido afetada. Damásio acabou por descobrir o que se tinha passado com Elliot. Devido aos danos sofridos no lóbulo frontal, ele perdera as emoções. Saber, sem sentir. A ligação entre o cérebro racional e o cérebro emocional deixou de funcionar. Posteriormente ficou demonstrado que a correta interpretação de uma série de sinais depende de um cérebro emocional intacto. Atualmente é um dado adquirido que o cérebro racional (a inteligência racional e planificadora) e o emocional (o mundo as emoções) formam um todo inseparável.

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A inteligência não se limita à razão, ao pensamento racional, claro e lógico como afirmava Descartes, porque "uma visão da natureza humana que ignore o poder das emoções é tristemente míope" (Goleman). A inteligência não vive sem a emoção, porque a emoção tem um assento constante na aprendizagem, e a racionalidade utilizada de forma isolada pode desorientar o indivíduo na sua totalidade. Mas as emoções também necessitam do pensamento, precisam percorrer vários circuitos, por uma via mais lenta, aumentando a complexidade dos impulsos emocionais pelo uso da memória emotiva da reflexão, associação e representações pessoais construídas. Tal processo permite prevenir e controlar as reações antes de agir, é a Inteligência Emocional (I.E.). Assim, o cérebro humano é um complexo de sistemas neurais diferentes, mas interligados, responsáveis pelo intelecto e pelas emoções, um cérebro

total

com

um

sistema

cortical (do

pensamento) que evoluiu a partir do límbico (das emoções), o influencia e é influenciado por ele, estabelecendo circuitos abertos entre si. O sistema límbico gere as emoções, desde as primárias até às sensibilidades mais específicas como a necessidade de segurança, a musicalidade e a expressividade. O sistema cortical é o cérebro pensante, onde estão circuitos neurais responsáveis pelo pensamento e outras estruturas cognitivas. O córtex envolve o sistema límbico com neurónios com ramificações complexas, e o neo-córtex (o nível seguinte ainda mais complexo) é responsável pela linguagem, consciência simbólica e pelo pensamento abstrato. Enfim, o intelecto não pode dar o melhor de si sem a emoção, ambos são parceiros integrais na vida mental, interagem e complementam-se. As emoções e a inteligência fazem parte do complexo funcionamento do cérebro humano e a integração de ambas as potencialidades pode melhorar o desempenho das pessoas e as relações interpessoais. 7 www.nova-etapa.pt


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IV. DESENVOLVIMENTO DE CONTEÚDOS MÓDULO I – NOVA DIMENSÃO DA INTELIGÊNCIA OBJETIVOS PEDAGÓGICOS No final deste módulo deverá ser capaz de: • Reconhecer a importância de qualidades pessoais como a empatia, a iniciativa, a criatividade e a capacidade de captar a adesão dos outros; • Identificar as principais características que os responsáveis das empresas procuram nas pessoas.

CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS • A Nova Medida.

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1.

Mód. I: A Nova Dimensão da Inteligência

A NOVA MEDIDA

O mundo do trabalho apresenta hoje uma mudança mais marcante a nível das suas regras, onde a avaliação do desempenho profissional tem uma

nova

medida.

Esta

nova

medida retrata uma outra vertente da inteligência, que até há uns anos atrás não era considerada como entidade

relevante

no

nosso

desempenho profissional, nem na sua avaliação. A inteligência, segundo as “medidas” tradicionalmente vigentes, está gradualmente a deixar de ter o peso e o carácter vinculativo que lhe conhecíamos até agora. Esta nova dimensão da inteligência é independente do tipo de trabalho que estejamos a desempenhar, não tendo praticamente ligação alguma com o que nos foi apresentado como importante durante os longos anos de aprendizagem escolar. Ela assenta no pressuposto de que os conhecimentos académicos e técnicos já estão adquiridos e, como tal, vai realçar as qualidades pessoais, como a empatia, a iniciativa, a capacidade de adaptação, a criatividade e a capacidade de captar a aderência dos outros. Cultivar e desenvolver estas capacidades, marca a diferença e o êxito de uma carreira profissional.

UMA FORMA DIFERENTE DE SER INTELIGENTE “Tive a média de notas mais baixa da minha faculdade de engenharia”, conta-me o codiretor de uma firma de consultoria, “mas, quando entrei para a tropa e fui para a escola de oficiais, tornei-me o melhor aluno da turma. Teve tudo a ver com a forma como nos comportamos, nos damos com as pessoas, trabalhamos em equipa, lideramos. E descobri que isso também se aplicava ao mundo do trabalho”. (In Daniel Goleman, Trabalhar com Inteligência Emocional) 9 www.nova-etapa.pt


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A Inteligência Emocional apesar de só há pouco tempo lhe ser dada uma merecida relevância, já era mencionada ao longo dos tempos com alguma indefinição, com nomes diversos como sejam “carácter” e “personalidade” ou “qualidades pessoais” e “competência”. Nas décadas de 60 e de 70 do século XX o sucesso era o estudo e as boas notas nas escolas de referência. No entanto, o mundo está cheio de pessoas com excelentes habilitações académicas, que eram então as grandes promessas, mas que estagnaram ou não tiveram qualquer sucesso na sua carreira profissional, devido a grandes falhas nas áreas da Inteligência Emocional. Nos Estados Unidos através de um estudo efetuado a entidades empregadoras, constatou-se que as pessoas que nelas trabalhavam, acima dos 50% não se encontravam suficientemente motivadas para continuar a aprender e a aperfeiçoar-se no seu trabalho. Em cada dez dessas pessoas, quatro não tinham capacidade para desenvolver trabalho em equipa com os colegas, e dos candidatos a empregos em início de carreira, apenas em 19% se detetaram níveis suficientes de autodisciplina nos hábitos de trabalho.

AUSÊNCIA DAS CAPACIDADES SOCIAIS NOS NOVOS TRABALHADORES

Palavras de um quadro de uma grande cadeia de restaurantes norte-americana: “Demasiados jovens não aceitam críticas – põem-se na defensiva ou tornam-se agressivos quando lhes dizem o que pensam do seu trabalho. Reagem à avaliação da sua competência profissional como se fosse um ataque pessoal.” (in Daniel Goleman, Trabalhar com Inteligência Emocional)

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Outro estudo revelou que aquilo que os responsáveis de empresas procuravam nos trabalhadores em início de carreira, eram características que não se prendiam com questões do foro académico, mas sim com:

 

Capacidade de ouvir e de uma comunicação oral efetiva; Uma boa capacidade de adaptação, e criatividade perante obstáculos e

contrariedades na prossecução dos projetos/tarefas;

Um bom autodomínio, confiança, níveis motivacionais para trabalhar por

objetivos, vontade de progressão na carreira e o assumir de compromissos;

A efetividade no funcionamento em grupo, assim como nas relações

interpessoais, a capacidade de trabalho em equipa e de gestão de conflitos;

A capacidade de uma boa organização, de contribuição e potencial de liderança.

Só depois a capacidade de aprender através de formação ministrada pela empresa e por fim a área de cariz académico, a nível de competências na leitura, na escrita e na matemática, se mostravam importantes. McClelland na procura científica de quais as características para um excelente desempenho no trabalho, acabou por ser também ator numa busca que teve o seu início nos princípios do séc. XX. O início desta busca começou com a eficiência taylorista no trabalho. 11 www.nova-etapa.pt


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O mundo do trabalho foi invadido pela análise exaustiva dos movimentos mecânicos do corpo humano com maior eficiência. O padrão da excelência do trabalho humano era a máquina. Na sequência desta visão taylorista surge uma outra medida de avaliação, o Q.I. Era defendido pelos introdutores deste conceito que a excelência na vida laboral estava intimamente ligada à capacidade da mente humana. Em continuidade e com a importância crescente do pensamento freudiano, defendeu-se que também a personalidade era uma variável que entrava na excelência do desempenho humano. Mas a questão subsistia, uma vez que os testes de personalidade tinham sido concebidos para utilização em situações patológicas, o que nada tinha a ver com o mundo do trabalho. Do mesmo modo, os elevados valores atingidos nas áreas do intelecto com os testes de Q.I., continuavam a revelar-se na sua maioria em fracos desempenhos no mundo profissional, ao contrário de valores moderados de Q.I. que tinham excelentes resultados no meio laboral.

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