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PRIMEIROS SOCORROS MÓDULO V

INTOXICAÇÕES www.nova-etapa.pt


Primeiros Socorros

Mód.V: Intoxicações

ÍNDICE

Módulo V – Intoxicações

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Objetivos Pedagógicos

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Conteúdos Programáticos

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1. Conceitos Genéricos

4

2. Classificação das Intoxicações

5

3. Vias de Entrada de um Tóxico

6

4. Colheita de Informação

7

5.

Atuação Geral

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6. Atuação Específica

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Síntese Conclusiva

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Bibliografia

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Módulo V - Intoxicações

OBJETIVOS PEDAGÓGICOS

No final deste módulo deverá ser capaz de: • Identificar os tipos de veneno mais comuns; • Identificar as diferentes vias de contacto do tóxico com o organismo; • Saber fazer a recolha de informações; • Memorizar o número de telefone do CIAV; • Atuar em situações específicas de intoxicação.

CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS

• Conceitos Genéricos; • Classificação das Intoxicações; • Vias de Entrada de um Tóxico; • Colheita de Informação; • Atuação Geral; • Atuação Específica.

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1. CONCEITOS GENÉRICOS

Tudo é veneno e nada é veneno, só a dose faz o veneno. Paracelso (Médico do século XV)

As intoxicações ou envenenamentos são situações de Socorro Essencial em que uma vítima se pode encontrar em perigo de vida iminente, pelo que, a manutenção e vigilância constante das funções vitais são gestos de primordial importância.

Tóxico ou veneno É toda e qualquer substância, seja qual for a sua origem (animal, vegetal ou mineral) que em contacto com o organismo provoca alterações funcionais podendo mesmo causarem a morte.

Intoxicação ou envenenamento É o conjunto das alterações atrás mencionadas.

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2. CLASSIFICAÇÃO DAS INTOXICAÇÕES

Intoxicações Agudas Quando ocorrem alterações orgânicas no momento próximo ao contacto do tóxico com o organismo, alterações que podem comprometer a vida da vítima (ex. intoxicação com medicamentos).

Intoxicações crónicas Quando as alterações orgânicas ocorrem vários meses ou anos após contacto prolongado e continuado com determinada substância nociva para o organismo. Estas intoxicações resultam de determinadas exposições decorrentes da atividade profissional (ex. intoxicação por óxido de chumbo nos portageiros de cabine) e da utilização continuada e exagerada de álcool ou de tabaco.

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3. VIAS DE ENTRADA DE UM TÓXICO

Via Inalatória – Ocorre quando se inalam gases ou vapores, em cozinhas, fábricas ou durante o combate a fogos.

Via Gastro-intestinal – Acontece quando se ingerem produtos caseiros, medicamentos em excesso, bebidas alcoólicas, entre outros.

Via Cutânea – Quando o contacto do produto se processa através da pele, nomeadamente nas situações de uso indevido de pesticidas, cáusticos, etc.

Via Ocular – Surge por acidente, quando um jato de um produto atinge os olhos.

Via Circulatória – Surge com frequência nos toxicodependentes (ex. autoinjeção com opiácios).

O tóxico, quando ingerido, inalado, injetado ou em contacto ocular ou cutâneo, atua de várias formas no organismo:  Por contacto direto – Lesando a pele, a conjuntiva dos olhos ou das mucosas da boca, do estômago e do intestino;  Quando é absorvido – entra em circulação, atuando num ou mais orgãos podendo provocar inconsciência, paralisia, convulsões, lesões no fígado, rim;  Na fase de eliminação do produto – pode provocar lesões como é o caso das lesões renais.

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4. COLHEITA DE INFORMAÇÃO O universo de produtos tóxicos provoca sintomatologia diversa. Assim, é fundamental não só efetuar o exame da vítima como também uma atenta observação dos diversos cenários que se podem encontrar junto da vítima, tais como:  Odor pouco habitual na atmosfera;  Seringa ou caixa de medicamentos vazias;  Grupo de pessoas com sintomas idênticos após uma refeição.

Perante uma suspeita de intoxicação é importante a recolha de informação, devendo esta centrar-se em: O QUÊ?

Qual o tóxico

COMO?

Qual a via

QUANTO?

Qual a quantidade

QUANDO?

Há quanto tempo

QUEM?

Sexo, idade, peso, fatores agravantes

Por outras palavras, deve permitir a caracterização do tóxico, do intoxicado e das condições da intoxicação.

A – Caracterização do tóxico Averiguar o nome do ou dos produtos ou na impossibilidade de saber, tentar indagar a utilidade, a cor, o cheiro, a forma, qual o local da intoxicação: em casa, no campo, na fábrica, etc, pois estes dados podem ajudar a caracterizar o produto.

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B – Características do intoxicado 

Idade;

Sexo;

Gravidez;

Doenças prévias (renal, diabético, hipertenso, epilético, etc.);

Hábitos (toxicodependente, alcoólico).

C – Condições em que ocorreu a intoxicação 

Quantidade do tóxico;

Hora da intoxicação;

Com ou sem ingestão de alimentos;

Com ou sem ingestão de medicação;

Quais os tratamentos já efetuados por iniciativa própria, familiar).

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5. ATUAÇÃO GERAL Não existe um antídoto universal, assim, face a uma situação de intoxicação ou envenenamento, a sintomatologia apresentada estará sempre dependente do tóxico e das alterações provocadas no organismo. Para se obterem respostas adequadas surgiram os centros de intoxicações entre os quais o de Portugal – Centro de Informação Antivenenos (CIAV). Este serviço é um subsistema do INEM o qual nos permite mediante um telefonema 24 horas por dia contactamos com médicos que nos elucidam quanto à natureza do produto e sobre as medidas a tomar de imediato e a quem ou a que serviço devemos recorrer.

Uma vez na posse de todos os elementos recolhidos será conveniente estabelecer contacto com o CIAV ou o 112 antes de providenciar medidas de urgência que poderão não ser as mais corretas.

CIAV

808250143 Centro de Informação Antivenenos

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6. ATUAÇÃO ESPECÍFICA VIA INALATÓRIA Remover o doente do ambiente contaminado; Retirar roupas contaminadas; Manter a vítima aquecida; Vigiar funções vitais.

VIA CUTÂNEA Lavar abundantemente com água corrente e sabão; Retirar roupas contaminadas; Não aplicar produtos químicos.

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VIA OCULAR Lavar abundantemente com água ou soro fisiológico do canto lacrimal (interno) para o canto temporal (externo).

VIA CIRCULATÓRIA Arrefecer localmente (com um cubo de gelo colocado indiretamente); Manter a imobilidade da vítima (os movimentos aumentam a velocidade da absorção).

VIA GASTRO-INTESTINAL Seguir escrupulosamente as indicações do médico do CIAV; Por sua iniciativa, nunca deve provocar o vómito, suster a absorção do tóxico ou promover a eliminação do veneno.

Nota: A provocação do vómito, em determinados tóxicos poderá agravar mais a situação, pelo que apenas o deve fazer por indicação expressa do CIAV. 11 www.nova-etapa.pt


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SÍNTESE CONCLUSIVA Alguns anos atrás à exceção de uns escassos venenos, as intoxicações resumiam-se à ingestão de plantas venenosas e picadas de alguns animais. Atualmente, com o progresso técnico e científico, existem maiores probabilidades de surgiram intoxicações, basta pensar que a indústria inunda as nossas casas com produtos para limpeza doméstica, higiene pessoal, os próprios medicamentos são um mundo possível de intoxicação quando utilizados incorretamente ou em quantidades excessivas. De igual forma, é nos nossos lares que utilizamos inúmeros produtos “venenosos”, nomeadamente gás canalizado ou em garrafas, inseticidas, vernizes e plantas decorativas venenosas. Impõe-se que todos nós aprendamos a utilizar esses produtos e sobretudo educar as crianças a conhecê-los, a respeitá-los e a não os usar indevidamente, não esqueçamos que como norma genérica, algo é veneno ou não de acordo com a dose. Não havendo um antídoto específico para todos os tóxicos, a prioridade é proceder a uma boa recolha de informação e a obtenção de um conjunto de dados, primordiais para o contacto com o Centro de Informação Antivenenos que é um serviço permanente e exclusivamente atendido por médicos nos possam elucidar sobre as medidas a tomar de imediato. Não obstante o contacto com o CIAV, é conveniente o socorrista ter conhecimentos básicos que lhes permitam identificar as vias de entrada do veneno e de uma forma rápida evitar o agravamento da situação e adotar procedimentos eficazes.

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BIBLIOGRAFIA Velloso, M. & Oliveira, A. Paula (2004) Formação Complementar de Socorrismo, Edição Cruz Vermelha Portuguesa; Manual V.M.E.R., Instituto Nacional de Emergência Médica, Direção dos Serviços Médicos/Direção dos Serviços de Formação.

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