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eBook Operacionalização da Formação Capítulo III – “Plano de sessão”


FICHA TÉCNICA Título Operacionalização da Formação – “Plano de Sessão” Autor António Mão de Ferro Coordenação Técnica Nova Etapa – Consultores em Gestão e Recursos Humanos Coordenação Pedagógica António Mão de Ferro Direcção Editorial Nova Etapa – Consultores em Gestão e Recursos Humanos Adaptação e Actualização (Junho de 2010) Alda Leonor Rocha Susana Martins Maria Helena Mão de Ferro Filmes Re-edição e Grafismos - Bruno Lajoso

Nova Etapa Rua da Tóbis Portuguesa n.º 8 – 1º Andar, Escritórios 4 e 5 – 1750-292 Lisboa Telefone: 21 754 11 80 – Fax: 21 754 11 89 Rua Agostinho Neto, n.º 21 A – 1750-002 Lisboa Telefone: 21 752 09 80 – Fax: 21 752 09 89 e-mail: info@nova-etapa.pt www.novaetapaworld.com

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ÍNDICE

Objectivos

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1.Introdução

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2.Linhas Orientadoras da Planificação de uma Sessão de Formação

6

Planeamento da Sessão

6

Preparação da Sessão

7

Preparação do Grupo

8

Desenvolvimento da Sessão

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Como se Actua numa Sessão Bem Dirigida

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O Papel e as Técnicas do Animador

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Conclusão da Sessão

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3. Síntese Conclusiva

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Anexo – Esquema de plano de sessão

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OBJECTIVOS Pretende-se que, no final deste módulo, seja capaz de:  Planificar sessões de ensino-aprendizagem;  Identificar os princípios orientadores para a concepção e elaboração de planos de unidades de formação;  Elaborar um plano de sessão na sua área de actividade;  Preparar recursos pedagógicos-didácticos de suporte à sessão de formação.

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1. Introdução O plano de sessão serve de suporte ao formador, para organizar e desenvolver a sua formação. A elaboração do Plano de Sessão é importante porque: Inspira confiança ao formador;

Indica a lista dos auxiliares pedagógicos a utilizar;

Permite uma apresentação ordenada;

Serve de “cábula” ao formador;

Permite dar coerência à sessão;

Auxilia na avaliação da estratégia escolhida quanto aos métodos e técnicas; Permite o regresso à linha estabelecida quando há desvios.

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2. Linhas Orientadoras da Planificação de uma Sessão de Formação Quando se organiza uma sessão de formação é importante ter em conta cinco fases: 1 -Planeamento da Sessão

2 -Preparação da Sessão

3 -Preparação do Grupo 4 -Desenvolvimento 5 -Conclusão

PLANEAMENTO DA SESSÃO Na fase do planeamento devem ser considerados os aspectos logísticos: sala/local onde vai decorrer a formação, cadeiras, mesas, quadro, “flipchart /Cavalete”, projector de vídeo, televisão, vídeo, etc. Deve também ser considerada a população alvo a que se destina a formação, de forma a adequar, na fase de preparação da sessão, os conteúdos, a linguagem a ser utilizada e os pré-requisitos. Pré-requisito é o conhecimento requerido pela nova aprendizagem que se vai realizar. Ele é diferente da aprendizagem anterior, porque o participante pode ter adquirido muitas aprendizagens, mas só algumas são pré-requisitos.

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Exemplificando: Vamos imaginar que pretende ensinar a fazer janelas de alumínio. Para isso é necessário que, à partida, o participante possua conhecimentos prévios de como fazer medições, utilizar instrumentos de corte e soldar.

PREPARAÇÃO DA SESSÃO Na preparação da sessão, é altura de se elaborar o plano de sessão e nele deverão estar definidos:  Objectivos a atingir;  Destinatários (população alvo);  Duração da sessão;  Ordem e estruturação dos assuntos;  Métodos e técnicas a desenvolver;  Meios didácticos que vão ser utilizados;  Aspectos a destacar;  Sistema de avaliação a aplicar.

Uma boa preparação da sessão dá-nos segurança e permite dominar o receio, maior concentração sobre o modo como se vai falar, impressionar os grupos, sentir maior prazer em fazer a exposição, convencer e fazer agir. Na preparação, deverá: 

Decidir o que vai constar na exposição;

Recolher o máximo de elementos possível;

Elaborar uma síntese das ideias a reter.

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PREPARAÇÃO DO GRUPO Na preparação do grupo deverá ter em atenção o modo como o vai interessar para o tema que irá ser tratado.

A preparação do grupo deve iniciar-se logo na abertura da sessão. No caso de se

tratar

de

pessoas

que

não

se

conhecem, deve proceder primeiro à sua apresentação e fomentar a apresentação de cada elemento. É também o momento de dar conhecimento ao grupo do que vai ser a formação, devendo ainda fazer com que

cada

participante

fale

da

sua

experiência e interesse sobre o assunto.

O formador define então os objectivos da formação e clarifica o modo como pretende conduzir a sessão. Apresenta a seguir o tema que vai abordar, põe à disposição do grupo a informação que preparou e resume o objectivo da formação. Esta introdução deve ser curta.

Deve adaptar-se aos participantes, ter o cuidado de tratar uma fase de cada vez, fazer descobrir, salientar os pontos-chave, evitar o uso de expressões como: “aula”, “professor”, “aluno” ou outras, que façam lembrar um retorno à escola. Deverá estimular o trabalho do grupo e evitar o isolamento de um participante (colocando-lhe perguntas que ele possa responder). Evitar também que um indivíduo seja o centro da discussão. Além disso, deverá ainda ser capaz de ultrapassar os vários momentos difíceis.

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DESENVOLVIMENTO DA SESSÃO No desenvolvimento da sessão deverá preocupar-se com o modo como expõe os conteúdos, não descurando: o tom de voz, os gestos, as atitudes corporais, a expressão do rosto, a citação dos nomes dos participantes, as imagens, os exemplos, o sentido de humor e o uso de analogias. Deverá ainda ter em atenção o modo como faz participar o grupo e o modo como utiliza os suportes audiovisuais para explicar, mostrar e ilustrar.

Na condução da discussão do grupo deve utilizar métodos activos, pelo que deverá dar particular atenção ao modo como dirige, anima e desenvolve a discussão. Isso

implica

opiniões

dos

aproveitar

as

participantes,

diferentes mas

sem

perder de vista os objectivos fixados, pois, caso contrário, a formação pode não passar de uma troca anárquica de palavras sem interesse.

Ter presente que toda a exposição tem: Começo

Desenvolvimento

Fim

Considerar o A B C de uma boa exposição: Ajustada

Breve

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Clara


Nesta fase o animador é o responsável:

Pela produção do

Por facilitar a

grupo

participação de todos

Pela regulação do processo em geral

COMO SE ACTUA NUMA SESSÃO BEM DIRIGIDA A sessão bem dirigida baseia-se na participação activa dos seus membros e não numa exibição pessoal. O animador, para além de ser um especialista nos assuntos a debater, deverá também ser uma pessoa hábil e capaz de dirigir com acerto.

Se for capaz de actuar com imparcialidade numa sessão onde estejam pessoas com diferentes opiniões, e a conseguir manter em termos cordiais sem perder de vista o assunto e objectivos a atingir, será, sem dúvida, um bom dinamizador.

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Durante a sessão, o formador deve procurar:  Assumir diversos papéis: Organizar, orientar, dirigir, informar,

interpretar, reformular, animar, estimular, referir, julgar, moderar e conciliar sempre que necessário. Deve fazê-lo sem que os participantes o sintam, o que implica ser:  Uma pessoa que pensa com clareza e rapidez;  Capaz de se exprimir com facilidade;  Imparcial;  Analítico;  Não influenciável;  Uma pessoa com sentido de humor;  Possuidor de auto-domínio;  Paciente e com tacto para tratar as pessoas.

O PAPEL E AS TÉCNICAS DO ANIMADOR A primeira preocupação do animador consiste na:

Reformulação - das opiniões individuais (dá importância a quem as emite, procura que os outros as ouçam, e a estimula as interacções);

Síntese - é de importância fundamental e pode ser feita: 

por fases;

de forma parcial em cada ponto do plano;

no final.

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Além disso o animador tem que ter em conta um conjunto de procedimentos:

A pergunta teste

Para definir uma palavra/conceito que os participantes utilizam com conotações diferentes. Também é usada

para

definir

uma

palavra

desconhecida que um participante empregou. 

Apelo directo à participação

Para fazer falar um participante que durante muito tempo permaneça silencioso, ou um participante que por mímica manifeste o seu desejo de intervir. 

A pergunta eco

Pergunta feita por um participante ao animador e devolvida sob a mesma forma, pedindo-lhe que dê a sua própria resposta.

A pergunta revezamento

Repete a pergunta feita mas a outro participante.

A pergunta espelho

Repete a pergunta feita, mas ao conjunto do grupo.

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O relançamento

Repetição de uma pergunta feita anteriormente e a que o grupo não respondeu.

Podem aparecer situações que requerem a sua orientação, e se ela se converte em domínio ou imposição, acaba por ter um efeito prejudicial.

Em vez de uma afirmação directa, pode muitas vezes obter o mesmo resultado por via indirecta, expondo as suas ideias sob a forma de perguntas, tornando assim mais agradável a sua acção.

CONCLUSÃO DA SESSÃO A conclusão da sessão é um momento importante. Ela deve prender a atenção, pelo que, lhe devem ser dispensados cuidados especiais. Uma sessão para resultar eficazmente necessita de um bom final.

Não é de bom-tom chegar ao fim da intervenção e dizer simplesmente “terminei”. Ao fazer a conclusão, o formador deve ter a habilidade para fazer com que tudo o que a precede se mova para que os participantes fiquem a reflectir. Assim, a conclusão deve:

Ser breve;

Salientar as fases importantes e reforçar os pontos-chave;

Fazer os participantes falar sobre a sessão;

Resumir a sessão.

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O final deve ser o ponto estratégico da exposição. As palavras finais são, sem dúvida, as que se recordam por mais tempo, devendo incitar os presentes à acção. Se a alguém lhe passar pela cabeça terminar sem esse incitamento, que recorde este provérbio chinês: "Estender-se longamente sem chegar a uma conclusão, é o mesmo que subir a uma árvore para apanhar um peixe".

Assim deverão ser salientadas de modo sucinto, as fases importantes. Deverá

obter-se

feedback,

para

verificar se o grupo consegue resolver os problemas que lhe são colocados.

E, porque as palavras finais são as que se recordam por mais tempo, deverá ser feito um breve resumo do que foi dito, destacando-se os pontos essenciais.

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3. Síntese Conclusiva “Se não sabemos para onde vamos nunca podemos saber se se chegou lá.” O plano de sessão é um auxiliar fundamental para os profissionais da formação, uma vez que resume e condensa o que se pretende atingir e desenvolver durante a sessão. Sem ele, há probabilidade de esquecimentos, confusões ou má gestão do tempo. Ele funciona como uma bússola e mapa de orientação, que permite reformulações sempre que o grupo apresente ritmos ou estilos de aprendizagem diferentes daqueles que antecipadamente se previram, sem deixar de ser coerente com os objectivos traçados. Deixamo-lo agora com um filme sobre o planeamento.

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ANEXO Disponibilizamos-lhe um exemplo de plano de sessão. Exemplo de Esquema de um Plano de sessão

1 – IDENTIFICAÇÃO DA ACÇÃO Tema: _______________________________________________________ Destinatários: _________________________________________________ Tempo: ______________________________________________________ Previsto: _____________________________________________________ 2 – OBJECTIVOS GERAIS 3 – OBJECTIVOS ESPECÍFICOS

4 – PRÉ-REQUISITOS

5 – MATERIAIS E EQUIPAMENTOS A UTILIZAR

ASPECTOS A CONSIDERAR Conteúdos

Metodologia

Material/ Equipamento

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Avaliação

Tempo


Aqui fica a síntese com o registo dos conceitos mais relevantes. Não esqueça que deverá fazer uma leitura aprofundada do manual “Operacionalização da Formação”, disponível da plataforma. Neste manual, no capítulo dedicado ao tema “Plano de sessão”, poderá consultar o questionário de Avaliação Final de uma Sessão, e um exemplo de um Plano de Sessão devidamente elaborado.

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