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PENSAR ODIVELAS EM VISITA A MONUMENTOS

Sexta-feira,

28 de Outubro de 2011

// N.º

412 II Série Ano XII

w w w . n o va o d i ve l a s . p t Director: Henrique Ribeiro

CDU APRESENTOU QUEIXA CONTRA JUNTA DE ODIVELAS

ROTARY CLUBE DE ODIVELAS ELEGEU PROFISSIONAL DO ANO

HERNÂNI CARVALHO PEDIU SUSPENSÃO DE MANDATO POR 40 DIAS NESTE NÚMERO

● Visita ao património

Histórico 2 ● Rotary Clube de Odivelas 5 ● Ideia Fixe, Webdesign 8 ● Reunião da Câmara de ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ●

CÂMARA R ESPONDE A DÚVID AS SO BRE O CONCERTO DOS X UT OS E PONTAPÉS

DESPORTIVAMENTE HUGO MARTINS EM ENTREVISTA EXCLUSIVA AO DESPORTIVAMENTE FALA DO DESPO RTO EM ODIVELAS

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Odivelas Imagens Reais Dualidades Kalunga Assembleia de Freguesia de Odivelas Câmara responde a dúvidas CRPI da Póvoa Dar mãos por uma causa Manjar do Casal CDU apresenta queixa contra Junta de Odivelas Samora Machelvai ter estátua em Odivelas Novos mestres Angolanos Posto de Comando Joclima ar condicionado Woodsart, arte em madeira Artes da saúde revelam talentos Entretanto Mês Dom Dinis Horóscopo Universidade Sénior Flash do reino Guarda real Realmente! Nobres Confissões Consilcar

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750 ANOS D.DINIS PATRIMÓNIO

Maria Máxima Vaz

No dia 22 de Outubro o Movimento Cívico Pensar Odivelas promoveu uma visita ao património histórico do concelho de Odivelas que foi guiada por Maria Máxima Vaz. O evento integrou-se no Mês de D. Dinis organizado pelo Pensar Odivelas para assinalar os 750 anos do nascimento de D. Dinis. É a historiadora que nos descreve essa visita. visita começou no monumento do Senhor Roubado. Os participantes, cerca de uma centena, ouviram atentamente as explicações sobre este monumento, construído para desagravo ao Santíssimo Sacramento. Em 1671, a igreja matriz de Odivelas foi roubada. O acto sacrílego consistiu em terem arrombado o sacrário e espalhado as hóstias pelo chão. Desapareceram os vasos sagrados e outros objectos. O produto do roubo veio a encontrar-se enterrado no local onde

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se construiu este monumento. Depois de acabadas as explicações, os participantes distribuíram-se pelos dois autocarros que se tinham alugado e dirigimo-nos à Póvoa de Santo Adrião, onde visitámos a antiga igreja, que é monumento nacional. É um edifício do século XVI. As paredes da nave estão forradas a azulejos verdes enxadrezados e o tecto, de masseira, com pinturas alusivas ao Santíssimo Sacramento. Do lado direito, uma capela de Santo António, com pinturas de autores portugueses e azulejos de tapete, do século XVII. A capela-mor é uma construção do século XVIII. O retábulo do antigo altar é uma Ceia da autoria de Pedro Alexandrino, bastante degradada. Uma bonita imagem de Santo Adrião, de pedra, compensa, de certo modo, as faltas que registámos. Ainda parámos no chafariz d’ElRei, onde os cavalos reais bebiam, quando a Corte por aqui passava, a caminho de Mafra. Seguimos depois para Caneças e parámos nas Fontainhas. A

Fotografias: Carlos MS Simões

Visita ao património do Concelho de Odivelas

atenção concentrou-se nas fontes, nos lavadouros e espaços públicos de lazer e no aqueduto do Olival do Santíssimo, um dos quatro aquedutos de Caneças. O tempo começava a pressionar-nos e decidimos limitar-nos a conhecer esta zona das Fontainhas. A informação foi acom-

panhada pela observação destas edificações – falou-se da exploração e negócio das águas, da utilização dos espaços públicos locais e das receitas para a construção do aqueduto. Apesar de os aquedutos de Caneças serem posteriores à construção do aqueduto principal,

Manuel da Maia e Custódio Vieira, não foram esquecidos e uma das razões foi o facto de uma obra daquelas, que durou 16 anos, não ter tido derrapagens. Foi pena não visitarmos a fonte das Piçarras ali tão perto, mas os altos portões e paredes, não permitiram. Falámos, mesmo assim, de todas as fontes e da sua história e vivências, das enchedeiras, dos aguadeiros, dos viveiristas, dos hortelãos e das lavadeiras. E, como não podia deixar de ser, dos tempos de glória de Caneças, quando foi local preferido pelos lisboetas, para passar as férias de verão. A veraneante lá está, num dos painéis das Fontainhas, marcando a sua presença ao lado das figuras dos profissionais desta terra saloia. A curiosidade era muita e as perguntas saltavam umas a seguir às outras. Julgo ter dado satisfação a todas, como era meu desejo. Eram horas de regressar a Odivelas, onde tínhamos visita marcada para começar às 17h30, no Mosteiro de S. Dinis. Percebia-se no ar a expectativa e a ansiedade dos participantes. Conhecer o interior daquele monumento era a oportunidade há muito esperada. Entrámos todos na igreja, onde se iniciou a visita em conjunto. Falámos da história da fundação, do sistema arquitectónico gótico, da queda das abóbadas em 1755


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750 ANOS D.DINIS SESSÃO SOLENE EVOCATIVA

sobre o túmulo de D. Dinis e dos estragos causados. Foi explicada a nova arquitectura da igreja reconstruída e a razão das suas linhas arquitectónicas. Aludimos à eliminação do coro e aos altares que foram trazidos para colocar na parede que substituiu a grade da ametade. Todos quiseram ver o túmulo de D. Dinis e o significado de algumas cenas nele representadas, com especial referência à lenda do urso, numa das bases. Referimo-nos à vida desta comunidade de senhoras nobres que aqui viveram. Esclarecemos que nem todas eram freiras, tendo muitas delas preferido o estatuto de recolhidas, sem fazerem votos. Falámos nas pessoas notáveis que por aqui passaram: D. Maria Afonso, filha natural do Rei, a Rainha D. Filipa de Lencastre que aqui faleceu, a sua neta, filha do infante D. Pedro, sepultada na sacristia, a princesa santa Joana e outras senhoras da alta nobreza, e até algumas que aqui se recolheram depois de viúvas. Passando da igreja para o claustro grande, verificámos os dois

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tipos de arquitectura dos quatro lados deste espaço: a gótica, anterior ao terramoto e a neoclássica, reconstrução posterior. Também os azulejos enxadrezados e figurativos despertaram a atenção de alguns visitantes, reclamando explicações. Neste claustro houve necessidade de formar grupos de 15 elementos, para entrarem no antigo refeitório e na cozinha, pelo que a Dr.ª Natércia se responsabilizou por mostrar o refeitório e o claustro da Moura, tendo eu ficado na sala de visitas e na cozinha. Só com duas guias pudemos levar todos os elementos do grupo a conhecer todas as divisões deste belo monumento. Ao entrarem no refeitório, uma expressão de espanto se lia no rosto de todos. O tecto de masseira, com pinturas de cenas do Antigo e Novo Testamento, deu ocasião a mais perguntas e exigiu muitas respostas; o mesmo aconteceu depois, com o silhar de azulejos figurativos do século XVIII. Na sala de visitas falámos do retrato da Rainha Santa Isabel, uma tela da escola portuguesa Josefa de Óbidos e dos azulejos colocados em 1946, cópias de

azulejos do século XVIII. Passando seguidamente à cozinha, apreciaram o revestimento total das paredes, com azulejos originais do século XVIII. Despertou a curiosidade de todos, a roda para passar a comida da cozinha para o refeitório. Terminámos a visita no claustro da Moura, com as suas belíssimas arcarias, suportadas por colunas com capitéis góticos, numa sequência de magnífico

efeito visual. A satisfação era geral, e, se mais dia houvera, mais se veria. Um dia pleno! Pela concretização de um desejo de anos, pela alegria e boa disposição de todos, pela união, pelo respeito, pela harmonia, pela vontade de conhecer esta terra, as suas gentes, as suas tradições, a sua história. Não nos limitámos aos monumentos. Esse foi um aspecto, mas as pessoas e as

suas vidas e costumes, fizeram parte do programa do dia 22 de Outubro, realizando integralmente a proposta do Movimento Cívico Pensar Odivelas. Foi uma alegria e uma honra guiar esta visita e recordar outras pessoas que me acompanharam com o mesmo entusiasmo e empenhamento, em visitas passadas. Para uns e outros, a minha amizade, consideração e apreço.


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QUOTIDIANOS ASSOCIATIVISMO

Rotary Clube de Odivelas premiou o Profissional do Ano Todos os anos o Rotary Clube de Odivelas homenageia o Profissional do Ano com um prémio que pretende distinguir o profissional que se destaque pela sua participação da comunidade onde se insere. Este ano os distinguidos foram Carlos Dinis, comandante dos Bombeiros Voluntários de Odivelas há 35 anos e José Manuel Alves Fernandes, bancário há 29 anos e gerente do Balcão de Odivelas do BCP nos últimos quatro. entrega dos prémios foi feita durante um jantar festivo que teve lugar no dia 18 de Outubro na Quinta do Bretão em Caneças e que con-

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tou com a presença de muitos elementos do Rotary Clube de Odivelas, dos homenageados e amigos bem como de entidades convidadas. Ricardo Simões, advogado, presidente do Rotary Clube de Odivelas no ano rotário 2011/2012 explicou ao Nova Odivelas que «O movimento rotário é uma organização de profissionais e daí surge a vontade e a motivação de premiar aqueles que nós reconhecemos que são “a nossa gente”. Apesar de não fazerem parte dos rotários são pessoas com características próximas de nós». Ricardo Simões sublinhou que «Nestes tempos em que o brio profissional, que é uma das pedras de toque do nosso movimento, está a desaparecer, é importante a motivação e se é necessário criticar quando as coi-

sas não correm bem é importante elogiar quando as pessoas são efectivamente bons profissionais e nestas alturas cá estamos nós para o fazer». Os distinguidos com o prémio Profissional do Ano, segundo Ricardo Simões, «São pessoas que já se afirmaram profissionalmente» e o principal critério para a escolha é a integração e o reconhecimento da comunidade. A lista de onde sairão os nomeados é feita ao longo do tempo, «Não é uma coisa feita no momento». Cada um dos membros do Rotary Clube de Odivelas leva às reuniões rotárias os nomes de pessoas que entendem merecedores da distinção e explicam porquê. «Depois há um dia em que os nomes são votados e por maioria dos votos é apurado o

Carlos Dinis O Comandante Carlos Alberto Vieira Diniz ingressou na Associação dos Bombeiros Voluntários de Odivelas em 04 de Outubro de 1976 com o Posto de Aspirante. Ao longo dos seus 35 anos de serviço no activo, percorreu todos os postos do quadro activo até ao de Subchefe sendo promovido a 18-05-1982. A 20 de Julho de 1982, ingressou no Quadro de Comando, como Ajudante do Comando, a 27-12-1989 foi nomeado 2º Comandante e a 18-02-1991 foi nomeado Comandante, cargo onde se mantém. Entre os anos de 1991 e 2001, desempenhou funções de Comandante Operacional Adjunto e Comandante Operacional da Zona Operacional 73 Loures. Foi Delegado da Inspecção Regional de Bombeiros de Lisboa e Vale do Tejo no Centro Municipal de Operações de Emergência de Protecção Civil da Câmara Municipal de Odivelas de 1999 a 2004. É membro do Conselho de Segurança do Município de Odivelas É Comandante Operacional Municipal do Município de Odivelas É membro da Comissão Municipal de Protecção Civil Ao longo da sua carreira prestou grandiosos serviços à população dos concelhos de Loures e Odivelas e ao País, o que lhe valeu imensos louvores do Comando, Direcção, IRBLVT (Inspecção Regional de Bombeiros de Lisboa e Vale do Tejo) , IDB (Inspecção Distrital de Bombeiros) e do CDOSLx, (Comando Distrital de Operações de Socorro de Lisboa) além das condecorações que lhe foram atribuídas pelas Câmaras Municipais de Loures e Odivelas, Liga dos Bombeiros Portugueses e Associação dos Bombeiros Voluntários de Odivelas. Agraciado com o crachá de ouro da Liga dos Bombeiros Portugueses, pelos 35 anos de bons e exemplares serviços. Das inúmeras ocorrências em que interveio destacam-se as inundações de 19-11-1983 e as de 18-02-2008, o incêndio num palheiro em Famões em 28-08-1983, a participação no grande incêndio do Chiado em 25-08-1988, o desabamento na Ramada com soterrados no dia 11-05-1999, o acidente Rodoviário de Autocarro na Ramada no dia 29-11-2002 com dezenas de feridos, o Comandamento dos Grupos de Reforço para os Fogos Florestais de Castelo Branco, Mação etc…,o contributo dado para a realização do XXXVII Congresso da Liga dos Bombeiros Portugueses em Torres Vedras, o modo como organizou e comandou as formaturas para recepção às entidades oficiais, das quais se destaca a recepção ao Presidente da República, nos Paços do Concelho de Odivelas em 17-10-2008.

Fotografias: Eduardo Sousa

Henrique Ribeiro henrique_ribeiro@simpruspress.pt

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QUOTIDIANOS ASSOCIATIVISMO

nomeado». Este ano, e pela primeira vez na história de 21 anos do Rotary Clube de Odivelas os nomeados foram dois, em lugar de nomeado único como nos anos anteriores. Ricardo Simões explicou-nos que estas nomeações simbolizam a mudança, palavra que está nas directrizes internacionais para este ano rotário e que aponta para que «Os rotários tenham capacidade de mudar». Mas, além deste motivo, «E mais importante que isso, este ano a votação empatou nos dois nomes. Não era correcto da nossa parte, depois da votação, escolher um ou outro nome e por isso decidimos homenagear duas pessoas. Para o ano possivelmente voltará a ser aplicada a regra de homenagear só um profissional. Este ano foi uma situação excepcional em que experimentámos a dupla nomeação». O presidente do RCO disse-nos que a dupla nomeação só foi possível que os dois distinguidos não são da mesma área profissional porque se assim fosse «Nós nunca faríamos a dupla nomeação, mas como estão em

área diferentes não colidem e a festa foi bonita». Carlos Dinis entrou há 35 anos para o corpo de Bombeiros Voluntários de Odivelas e pas-

sou por quase todos os postos até chegar a comandante. Ao Nova Odivelas disse que este prémio pode ser encarado como «O reconhecimento de

uma carreira» e que vem no seguimento de ter recebido o crachá de ouro da Liga dos Bombeiros Portugueses. Com esta atribuição o comandante

sentiu que «Valeu a pena todo o esforço desenvolvido. Sempre disse que não têm que me dar nada mas não me tratem mal. Dediquei 35


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anos a esta causa nunca pedi nada para mim a única coisa que peço é que respeitem o voluntariado». Este tipo de reconhecimento é o único pagamento que os voluntários recebem e «É gratificante perceber que alguém da sociedade se preocupa em reconhecer esses trabalhos». José Manuel Alves Fernandes também considerou ser motivo de orgulho «Ver o meu trabalho reconhecido pela comunidade. São 30 anos de actividade bancária dos quais 4 em Odivelas». O homenageado considerou que «É muito importante porque isso mexe com a motivação profissional das pessoas. É um prémio que estimula não só o orgulho profissional mas leva as pessoas a perceberem o valor do seu trabalho e nos tempos que correm a motivação é muito importante. Como sabemos a crise que está instalada na sociedade portuguesa não é só uma crise financeira é também de certa forma cultural e as pessoas desmoralizam de forma generalizada,

sentem a crise como uma preocupação na sua vida profissional e na sociedade e estes prémios são motivo de estimulo para os profissionais e ainda bem que há instituições que os atribuem». Falando um pouco destes primeiros meses da sua presidência (as transferências de tarefas dos rotários realizam-se a meio do ano civil) Ricardo Simões referiu a recente entrega de três toneladas de tampinhas no âmbito da campanha solidária que os rotários desenvolvem e que já ofereceu algumas cadeiras de rodas a instituições e pessoas necessitadas. As cadeiras ainda não foram recepcionadas pelo RCO e também ainda não foram escolhidas as instituições a quem irão ser oferecidas. Um dos projectos de Ricardo Simões para este mandato é o estabelecimento de protocolos de Cooperação entre o Rotary Clube de Odivelas e várias instituições e entidades públicas e privadas tendo já havido vários contactos nesse sentido. Um desses protocolos será estabe-

lecido com uma escola secundária do concelho e vai permitir que o Rotary Clube de Odivelas leve a esse estabelecimento público de ensino, profissionais de diversas áreas de actividade para falarem das suas profissões e explicarem aos alunos as características de cada profissão, ajudando-os assim a escolher um caminho profissional. Estas iniciativas já foram há alguns anos desenvolvidas pelo RCO e denominavam-se jornadas profissionais. «Muitas vezes as pessoas pensam seguir esta ou aquela profissão sem grandes conhecimentos das suas características e se ouvirem os profissionais a explicar em que consiste cada uma das profissões há mais capacidade de uma decisão acertada». Esta iniciativa será ainda este Ano lectivo havendo previsão para que o seu início aconteça entre Fevereiro e Março de 2012. Ricardo Simões quer que o Rotary Clube de Odivelas esteja presente na Educação ao nível do concelho de Odivelas.

José Manuel Alves Fernandes

Tem 56 anos, mora na Ramada e tem várias formações promovidas por entidades bancárias nas áreas de gestão, mercados financeiros, mediação de seguros e recursos humanos. Chegou à actividade bancária em 1982 através do Crédito Predial Português. Em 1987 mudou-se para o Banco Comercial Português onde ainda hoje se encontra. Foi chefe de operações na sucursal da Av. de Roma, Coordenador Comercial na sucursal das Amoreiras, Supervisor de Projecto no Centro de Serviço a Clientes, Coordenador da Secção de Torres Vedras, e Praça do Chile, Coordenador de Operações da Direcção de Recuperação de Crédito e desde 2007 é coordenador da sucursal de Odivelas.


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QUOTIDIANOS PODER LOCAL LOCAL PODER

Reunião pública do executivo municipal A Câmara Municipal de Odivelas realizou esta Terça-feira uma reunião pública com o PAOD a abordar vários assuntos, da saúde à frota municipal e com o vereador independente Hernâni Carvalho a pedir suspensão de mandato por 40 dias. o Período Antes da Ordem do Dia o vereador Ilídio Ferreira questionou o executivo sobre o facto de o recenseamento no Bairro de S. Jorge, freguesia da Ramada, ter sido feito por uma equipa de Loures, «O que pode ter efeitos negativos para a estimativa do número da população de Odivelas». Ilídio Ferreira questionou também o consumo de combustível de assessores e outros elementos e sobre as práticas de utilização dos respectivos cartões. Susana Amador, presidente da Câmara esclareceu que a informação que tinha do INE é que se tratou de uma questão de facilidade logística, mas que solicitou elementos concretos de que Odivelas não tinha sido amputada de parte da sua população. Sobre a utilização dos cartões de combustível disse que responderá por escrito. A vereadora Natália Santos, da CDU, colocou algumas questões sobre a saúde no concelho, nomeadamente sobre a posição da CMO acerca da informação do Agrupamento dos Centros de Saúde de Odivelas de que o CATUS, a funcionar provisoriamente na Póvoa de Santo Adrião, não voltará para Odivelas sendo extinto após a abertura do novo hospital de Loures. Também quis saber a posição municipal sobre a situação dos enfermeiros cujo contrato termina a 31 de Outubro não se sabendo nada sobre a renovação dos seus contratos. A vereadora da CDU perguntou também se a Câmara irá ficar eternamente a suportar os encargos com a Unidade de Saúde Familiar da Ramada, situação que «Era suposto só acontecer até à entrada em funcionamento da nova unidade, o que já não irá acontecer tão cedo».

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Natália Santos quis ainda saber a situação dos concursos para concessão da exploração do restaurante na Quinta do Espírito Santo e do Crematório no Cemitério de Odivelas. O vereador Paulo César Teixeira explicou que o concurso da Quinta do Espírito Santo irá em breve a reunião de Câmara e que o do cemitério não teve concorrentes pelo que o executivo municipal terá de repensar o assunto. O vereador independente Paulo Aido apresentou um requerimento sobre contratos de arrendamento de alguns edifícios ocupados pela Câmara e fez uma recomendação sobre diversos aspectos de gestão da frota municipal retirados de um estudo feito pelo seu gabinete. A vereadora Sandra Pereira informou que a questão do CATUS ultrapassava a Câmara, mas garantiu que estava atenta e a acompanhar a situação, o mesmo se passando com os encargos da USF da Ramada. Sobre os contratos dos enfermeiros a vereadora da Saúde centrou a análise na relação entre número de enfermeiros e horas de atendimento nesta área, informando que estavam garantidas 420 horas e que a ARS tinha em curso concurso para mais 18 enfermeiros com vínculo menos precário. Disse ainda que continua a acompanhar a situação dos novos Centros de Saúde, não havendo, até agora nenhuma novidade. A presidente da câmara, Susana Amador informou que todas as preocupações nesta área e noutras tinham sido deixadas ao primeiro membro deste governo que recebeu a autarquia, o Secretário de Estado das Autarquias. O vereador Hugo Martins deu alguns esclarecimentos sobre a gestão da frota, salientando a sua numerosa actividade ao serviço da população, e que se têm feito grandes esforços para uma económica gestão dos recursos neste campo, gestão que é dificultada pela inexistência de mecânicos na CMO que obriga a recorrer ao exterior. Referiu também como ponto negativo e que encarece a gestão o facto de o parque automóvel municipal ser muito velho. A vereadora Natália Santos insistiu na má relação para Odi-

velas do binómio horas de enfermagem, número de enfermeiros e que o concurso para a ARS era de mobilidade, acontecendo certamente uma diminuição real do seu número. O vereador Paulo Aido apresentou uma recomendação sobre o Plano Municipal de Igualdade de Género, questionando o que andava a fazer a respectiva Conselheira Municipal que ainda o não tinha apresentado e como justifica o ordenado de 2.000 euros que lhe era pago. A presidente Susana Amador esclareceu que o plano já tinha sido entregue e que estava nas Comissões da Assembleia Municipal. Sobre o vencimento da conselheira este é o da sua condição de professora requisitada. A vereadora Fernanda Franchi fez uma declaração política sobre o Dia Internacional da Biblioteca Escolar e referiu-se ao Mês do Idoso. O vereador Paulo Aido apresentou uma declaração política sobre os dois anos de mandato deste executivo referindo as referências elogiosas que este fazia ao anterior governo socialista havendo coisas pendentes em Odivelas da responsabilidade dele, em comparação com as críticas ao actual governo exigindo deste, num curto espaço de tempo, o que não exigiu do outro em vários anos. Acabou

Fotografia: Arquivo NO

João Carvalho

propondo que o Pavilhão Multiusos se passasse a chamar Pavilhão Susana Amador. A Presidente fez uma declaração política sobre a Educação louvando as iniciativas nesta área do anterior governo e deplorando as do actual. O vereador Hugo Martins apresentou uma declaração política sobre o Orçamento de Estado criticando as complicações económicas que vai causar às autarquias nomeadamente aos seus fornecedores. Passando a ordem do dia foi aprovada a inclusão de dois pontos, um sobre o pedido de suspensão de mandato do vereador Hernâni Carvalho por 40 dias e outro sobre a cedência de materiais de reparação de cobertura de um imóvel e a retirada de 2 pontos sobre o Parque Urbano de Odivelas. Foi aprovado por unanimidade o Ajuste Directo da avaliação de um prédio no Barruncho no âmbito da reconstrução do Bairro. Também por unanimidade foi aprovado o procedimento concursal para contrato de prestação de serviços de Higiene e Segurança do Trabalho, tendo o vereador Ilídio Ferreira pedido alguns esclarecimentos e dado alguns conselhos. Foi aprovado por unanimidade que a reunião de Câmara do dia

08 de Novembro sobre a Reabilitação da Vertente Sul tenha carácter público. Foi decidido dar parecer negativo sobre os mapas de turnos das farmácias para 2012 tendo a CDU apresentado uma proposta para reposição da farmácia no Vale do Forno, dado que a anterior se tinha transferido para as Colinas do Cruzeiro. Foi decidido por maioria, com abstenções da CDU e do vereador Paulo Aido, atribuir um prémio de cidadania à melhor aluna do 12º ano do Instituto de Odivelas, a pedido deste, tendo os abstencionistas justificado o seu voto com o facto de considerarem a atribuição uma descriminação positiva que não se justificava. Foi aprovada por unanimidade a atribuição de um subsídio extraordinário aos Bombeiros de Odivelas. Com a abstenção da CDU foi decidido ratificar a decisão de aceitar patrocínios e as normas de um concurso no âmbito do Dia do Animal. Foi aprovado por unanimidade o procedimento de aquisição de refeições no âmbito das comemorações do Mês do Idoso Também por unanimidade foi aprovada a proposta de cedência de materiais para reparação da cobertura de um imóvel na Póvoa.


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Kalunga

Dualidades

população do concelho de Odivelas necessita de novos equipamentos de saúde, encontrando-se alguns, após vários anos de espera, em situação de poder ser construídos. Mas, apesar da escassez da informação, o que é facto é que apareceu agora um imprevisto compasso de espera que nos deixa a todos preocupados. É evidente que não podemos ignorar que a situação ocorre pouco tempo depois da entrada em funções do novo governo PSD/CDS e da análise profunda que em todos os ministérios foi preciso fazer do estado de cada um dos empreendimentos que estavam na calha, nomeadamente em relação aos seus financiamentos, análise que, nalguns casos, ainda decorrerá. Mas nada pior que, em face deste quadro, termos uma de duas atitudes. A primeira é a pessimista. «Este governo comporta-se como o anterior, a coberto da crise, dos acordos com a tróica, da necessidade de cortar na despesa, não vai deixar avançar nenhuma obra nova, etc.». Enfim, temos aqui não só os derrotistas, cuja posição preferida de braços é cruzados, como os frenéticos que os têm sempre no ar. Tanto uns como outros, salvo tendinites, têm muita dificuldade em obter outros resultados. A segunda atitude é a ingénua. «Pois sim senhores, Odivelas é um dos concelhos da Área Metropolitana de Lisboa mais necessitados de novos equipamentos nesta área, não só pelo elevado número da sua população, como também pela sua dispersão, pelo facto de milhares não terem médico de família, pela idade e pela forte dependência de cuidados de saúde. Tem pois um débito evidente de qualidade e de quantidade de estabelecimentos de saúde oficiais. A sua construção imediata é uma inevitabilidade óbvia». Ora, com a falta de dados concretos que existem, na data deste artigo, seria de uma grande ingenuidade não ter como possível o adiamento prolongado destas obras. Cada ministro ao responder ao toque a rebate da diminuição da despesa, pode ser tentado a cortar mais do que nas gorduras, principalmente aqueles governantes que não se preocupam em descer ao terreno e ver a realidade, que é o que acontece, muitas vezes, com aqueles que, não tendo actividades partidárias, não a conhecem de perto. Sim, falo dos independentes, não os de base, que trabalham no seio da sociedade real e metem as mãos nas dificuldades de um povo. Mas dos independentes de topo, daqueles que, a coberto de mitos infundados, criam à sua volta uma auréola de gurus de tudo e mais alguma coisa. Como diria Garrett (Discursos Parlamentares - Discurso de 10/02/1854): «Perdoem-me que lhes diga que quanto mais pensam adquirir força e adiantar os negócios com essas profissões de independência e de altanaria mal cabida, mais se enfraquecem a si, mais embaraçam a questão. Sinto estar incomodando o Sr. Ministro, talvez magoando-o... - O Sr. Ministro do Reino: - Não incomoda. - O orador: - Ainda bem. Pareceu-me ver que S. Exa., torcendo-se e olhando para mim de certo modo, mostrava não gostar do que eu disse. Mas não tem razão: eu estou ajudando os Srs. Ministros, e convençam-se eles de que estas são as opiniões e os sentimentos da parte sensata da nação portuguesa. Nenhum espírito de inimizade me excita: protesto da minha fé política e desejo ardentemente que SS. Exas. a abracem». E a seguir às gorduras vêm, na escala de cortes, as obras

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Pré publicação semanal da novela de João Carvalho

Saúde em Odivelas - nem pessimismo, nem ingenuidade “Nós não existimos sem esperança” (Tomas Tranströmer Nobel Literatura 2011)

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João Carvalho

a iniciar. Portanto, o que Odivelas tem a fazer é um grande trabalho para retirar estes equipamentos de saúde do provável corredor do esquecimento. Mas para isso temos que ser incisivos, competentes, dinâmicos e imaginativos e confiar nas potencialidades de cada actor neste processo. Desde logo o executivo municipal. Seria desadequado que a postura deste fosse agora diferente, só porque mudou o governo. A sua dignidade e a sua importância neste processo continuam a ser as mesmas e isso é a base para um empenhamento reforçado. Depois a Assembleia Municipal. Este é o tipo de questões em que estes órgãos podem fazer muito, nomeadamente iniciativas envolvendo todas as forças políticas e população. A de Odivelas, embora jovem, tem já no seu curto passado exemplos relevantes. Que desperdício se se ficar por umas quantas moções que de pouco servem! O mesmo com as Juntas de Freguesia e as Assembleias de Freguesia. Estou certo que são conhecidos os números daquilo que interessa: de utentes, das suas idades, da sua distribuição, dos que não têm médico de família, das problemáticas dos diversos atendimentos, das esperas, das especialidades, do número de profissionais de saúde. Do estado, localização e deficiências dos equipamentos que existem. Porque não tentar saber, também, qual a esperança média de vida nos diferentes locais e estratos populacionais de Odivelas? E que afluxo terá o novo hospital de Loures/Odivelas, se para lá forem todos os que poderiam ser atendidos em novos locais, com número suficiente de profissionais? Andaram anos a convencer as pessoas a não irem por tudo e por nada às urgências dos hospitais. Mas para isso é preciso ter unidades intermédias em condições. É com todo este material que é preciso trabalhar, porque só isso fará a diferença, face ao desconhecimento ou desinteresse da tutela da saúde. É evidente que não poderia deixar de falar do envolvimento das forças políticas. Todo este trabalho não se pode pautar por discussões recriminatórias, ou por tentativas de tirar dividendos político-partidários, todos, bem entendido, disfarçados de defesa de Odivelas e da sua população. Como este artigo fala de ingenuidades, devo dizer que não sou ingénuo ao ponto de acreditar que é fácil pôr todos de acordo sobre a maneira de fazer ver ao governo a justiça da construção, já, dos equipamentos de saúde de Odivelas. Mas pelo menos que, cada um à sua maneira, se empenhem todos no mesmo, com a mesma bandeira à frente. E se aqueles que, pela natureza das coisas, mais próximos estão deste governo, situação abundantemente documentada na campanha eleitoral, em fotografias, jantares, comícios, caravanas, mercados, etc., se aproximarem agora dos governantes, não para ficarem no registo mediático, mas para fazerem valer o seu conhecimento da situação e a justeza destas obras e assim porem Odivelas e os odivelenses em primeiro lugar, se fizerem este trabalho, podemos ter a certeza que iremos ter em breve estes equipamentos. As armas existem, mas só elas não chegam. E por isso lembro a inscrição que era posta nalgumas espadas antigas: «Não te fies de mim se te falta coração». João Carvalho Jurista jrlcarvalho@sapo.pt

Luís foi introduzido numa sala mobilada com simplicidade, mas agradável. - Pois D. Joaquina, eu estive no serviço militar, na mesma zona onde o seu irmão vivia e trabalhava. Quando me vim embora, em Abril deste ano, o seu irmão também se estava a preparar para regressar. Como fizemos amizade, ficámos de nos encontrar em Portugal e, hoje, como tive assuntos a tratar por estas bandas, resolvi vir à procura dele. - Pois o senhor nem calcula o sofrimento em que nós estamos. As últimas notícias que tive dele foram em Julho. Nessa altura dizia que estava bem e que não nos preocupássemos com ele. Mas não falava em regressar. Nunca falou. E desde essa altura, nunca mais recebemos notícias dele. Os telefones não funcionam para lá. E ninguém sabe dizer nada. Estamos em Novembro e nada. Não sei se o senhor sabe, mas ele tem um filho, que está aqui a ser criado comigo. Está para o liceu, no Fundão. - Ele falou-me no filho, sim senhora. Agora a senhora tenha paciência, mas há muita dificuldade nas comunicações. Eu próprio também deixei lá contactos e raramente recebo notícias. Mas o seu irmão conhece muito bem aquelas terras e, se Deus quiser, nada lhe há-de acontecer. A senhora precisa de alguma coisa? Ou o rapaz? Disponha de mim, como se fosse do seu irmão. - Não, muito obrigada. Graças a Deus não precisamos. O meu irmão mandou sempre dinheiro, enquanto pôde. E eu, com o que tenho de meu e com o que tenho a render do que ele mandou, consigo viver remediadamente e dar uma boa educação ao moço, que é como se fosse meu filho. Não há é dinheiro que apague a preocupação em que estamos, com a falta de notícias dele. E agora ainda mais, se o senhor me diz que ele estava a pensar em regressar. - Bom, D. Joaquina. Eu vou regressar a Lisboa e vou empenhar-me em tentar saber mais alguma coisa de concreto, através dos meus contactos. E vou mantendo a senhora ao corrente. IX

Dundo, Março de 1976 “Meu caro Luís: Aproveito um portador e remeto-lhe estas linhas. Espero que, deste modo, a correspondência chegue mais depressa às suas mãos. A situação, aqui, continua muito difícil, porque faltanos tudo e quando digo “nos”, refiro-me a toda a população, onde a Missão se inclui. Embora exista muita gente com vontade de trabalhar, faltam os meios e as infra-estruturas. Água corrente, electricidade, canais de abastecimento, continuam a não funcionar. Existe uma acentuada tendência para o “salve-se quem puder” e no meio disso vale tudo. Sei que tenho hipóteses de obter coisas de Portugal, mas não estou em condições de dar indicação para as mandarem, pois não as conseguiria trazer de Luanda para cá. Só quando se conseguir que elas venham directamente para aqui, via aérea. Mas, de momento, isso não é possível. De modo que estamos um pouco nas mãos de Deus, das populações e da entreajuda entre todas as Missões da região. Ainda ninguém passou fome, graças a Deus, mas temo por causa das doenças, porque a dieta é pouco variada e as condições higiénicas são uma grande dor de cabeça. Depois, dói-me especialmente que muitas crianças ainda não tenham acesso á escola. O ensino oficial arrancou timidamente, com poucos professores e absoluta falta de material. Na Missão, as disponibilidades também são poucas. Agora dou-lhe conta do assunto com que, se calhar, devia ter começado esta carta. Tempos atrás, tivemos a notícia na Missão que a aldeia de Benilele tinha sido vítima de um assalto de bandidos, vindos do Zaire, cujo principal objectivo tinha sido o de raptar rapazes para “trabalharem” no garimpo de diamantes, lá. É uma situação que começa a ter foros de desastre, pois são muitas as crianças vítimas desta forma de exploração do trabalho que, além de as utilizar, fá-lo de forma forçada e sem qualquer pagamento de salário, o que, a existir, só por si já seria mau, pois se trata de crianças.


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Assembleia de freguesia de Odivelas em pé de guerra Realizou-se esta Quarta-feira uma reunião extraordinária da Assembleia de Freguesia de Odivelas que, para além dos pontos não cumpridos na reunião ordinária anterior tinha como ponto forte a discussão das Festas da Cidade e os aspectos pouco esclarecidos relativos ao seu cancelamento. A discussão acesa e com algum descontrolo não foi conclusiva e o assunto passou para nova reunião extraordinária. o início da reunião foi criada, a pedido de Maria Fátima Pires, a bancada do CDS/PP que ficou com esta eleita na coligação Em Odivelas primeiro as pessoas. Carla Carvalho, também eleita nesta coligação solicitou o estatuto de independente, constituindo bancada própria. Assim, neste momento a Assembleia de Freguesia de Odivelas é o órgão deliberativo com mais bancadas. Para além das bancadas do PSD, PS, CDU e CDS tem também a dos independentes Pedro Lopes (eleito na lista do BE); José Maria Pignatelli (eleito na coligação Em Odivelas primeiro as Pessoas) e Carla Carvalho, também da mesma lista. Carla Carvalho, que está incompatibilizada com o PSD no executivo e na assembleia, foi o motivo da primeira polémica desta reunião. Tendo anunciado telefonicamente ao presidente da assembleia de freguesia o seu impedimento para participar nesta reunião, a discussão gerou-se em torno que quem a substituiria, chegando-se à conclusão de que seria o elemento do PSD seguinte na lista. Depois

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da entrada deste elemento Carla Carvalho chegou à assembleia e reavivou a discussão, acabando por ocupar o seu lugar. Escola de fado já tem regulamento O Regulamento da Escola de Fado da Junta de Freguesia de Odivelas, que tinha sido retirado da ordem de trabalhos da última reunião, voltou à assembleia com as alterações sugeridas por algumas bancadas deste órgão. A CDU defendeu que aquela escola deveria ser um espaço informal onde as pessoas convivessem e achou que o regulamento é demasiado rígido. Disse também que as situações das justificação das faltas deviam ter regras definidas no documento que acabou por ser aprovado com 16 votos a favor, 4 abstenções e um voto contra, este último de Carla Carvalho que anunciou votar contra em todos os pontos desta assembleia por não lhe terem sido distribuídos os documentos e portanto desconhecer as matérias. A assembleia aprovou por maioria, com 1 abstenção a doação de material informático, por parte da Estradas de Portugal, à Junta de Freguesia de Odivelas. Os computadores oferecidos pela empresa pública e abatidos ao seu património permitem, segundo Vítor Machado que a junta, através de um seu funcionário, dê acções de formação gratuita a fregueses seniores. Da ordem do dia também fazia parte a aprovação do Regulamento da Feira de Velharias e Artesanato. Rui Nascimento, da bancada do PS lembrou que este tipo de regulamentos, porque tem eficácia externa, carecem, por força de lei, de um período de discussão pública e sugeriu que o ponto fosse reti-

rado para cumprir essa obrigação legal, voltando à assembleia após cumprido esse formalismo. O presidente da junta de freguesia, Vítor Machado aceitou a sugestão e acabou por retirar o ponto. Nomes de rua também são motivo de polémica Da ordem de trabalhos constava também um ponto de Atribuições Toponímicas sendo a proposta da Junta de Freguesia de Odivelas a seguinte: Travessa de Portugal e Travessa da Figueira, Vale do Forno, Stig Husyed-Andersen , para substituir o topónimo Rua Monte Lavouro, nos Pombais e Armando Carlos Ferreira, para a artéria entre a Urbanização Amorosa Place e a Igreja da Sagrada Família de Nazaré, em Odivelas. António Pedro, da CDU, referiu que por norma a sua bancada não tece grandes considerações

Fotografias: Henrique Ribeiro

Henrique Ribeiro henrique_ribeiro@simpruspress.pt

sobre estes pontos mas como no caso destas propostas terem subjacente uma filosofia empresarial entenderam dever discutir o assunto. O eleito referiu no entanto que apesar a sua contestação a CDU tem um profundo respeito pelas famílias das pessoas em causa uma vez que as atribuições toponímicas são a título póstumo. A contestação da CDU vai para a proposta de Stig Husyed-Andersen, fundador da empresa Codam, situada nas Patameiras. A proposta refere como atributo e motivo da atribuição a criação de emprego afirmando-se que aquela empresa é o segundo maior empregador do concelho, logo à seguir à Câmara Municipal. Para a CDU não basta criar emprego, é preciso que esse emprego tenha qualidade e respeite um conjunto de condições. O eleito da CDU afirmou que na Codam se violam as condições de trabalho e os direitos

dos trabalhadores. António Pedro fala mesmo em desrespeito pela higiene e segurança no trabalho e que a empresa não acautela as doenças profissionais. Referiu ainda situações de precariedade «Que em nada valorizam a actividade empresarial». Para António Pedro «Há um conjunto de violações de direitos constitucionais como o direito organização sindical e situações de perseguição a pessoas que querem ser sindicalizados». O eleito independente José Maria Pignatelli, defendeu a empresa Codam dizendo que toda a gente a pode visitar e que ele próprio tinha lá ido recentemente, discordando das afirmações da CDU. O eleito disse ainda que aquela proposta tinha sido aprovada por unanimidade dando a entender a discordância no sentido de voto entre dos vereadores da CDU no exe-


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cutivo municipal e os eleitos na assembleia de freguesia. Informou ainda que a Codam está no concelho há 48 anos estando há 32 nas actuais instalações. O eleito sublinhou que o fundador da empresa sempre quis a fábrica no concelho de Odivelas e que os 487 trabalhadores da Codam cerca de 400 são residentes no concelho. A proposta da Junta de Freguesia foi aprovada com 16 votos favoráveis, 4 abstenções e 1 voto contra. O ponto seguinte era a Gestão Autárquica e Informação Financeira. Vítor Machado referiu que o documento espelha o trabalho da junta e contraria «Aqueles que caluniam o executivo dizendo que nada faz». CDU acusa junta de ilegalidades e anuncia queixa ao Ministério Público António Pedro leu uma declaração política onde afirma que existem várias ilegalidades e irregularidades na gestão da junta de Odivelas e anuncia a participação ao Ministério Público. Esta revelação já tinha sido feita à tarde em conferência de imprensa da CDU que noticiamos também nesta edição. A eleita Carla Bragança do PSD apresentou também uma declaração política onde a bancada laranja de congratula pelo trabalho do executivo da autarquia da cidade. A eleita Carla Silva, da CDU referiu algumas situações que preocupam a sua bancada como o Parque Infantil da Quinta do Mendes que está encerrado desde Junho. A autarca questionou os motivos. Carla Silva falou ainda do Parque Infantil da Arroja Velha que «Está num estado de degradação execrável». A eleita acusou Vítor Machado de na campanha eleiPUB

toral de 2009 ter prometido resolver a situação caso ganhasse as eleições e após a vitória nada ter feito. «Agora nem se lembra do bairro que não tem limpeza urbana e o lixo só é recolhido de vez em quando. Há uma inércia total», afirmou. Carla Silva questionou ainda o executivo sobre a sua posição no projecto que a Câmara Municipal de Odivelas tem para a recuperação do centro histórico da cidade. Carla Silva quis ainda saber a situação das dívidas da junta à ADSE e Segurança Social e porque é que dois anos depois de tomarem posse ainda não têm cartões de eleito. Maria Anjos Madeira, da bancada do PS leu uma declaração política onde destacou a acção social do município de Odivelas e a criação do Banco de Bem doados e da Loja Social, sublinhando que a junta tem obrigação de dar continuidade ao trabalho já desenvolvido. José Maria Pignatelli questionou o executivo sobre a data em que vai ser entregue a viatura oferecida pela junta a Agrupamento dos Centro de Saúde de Odivelas para ser usada pela equipa dos Cuidados Continuados Integrados. O eleito independente levantou ainda o problema da Rua Monte Lavouro, nos Pombais, onde existem 7 prédios, 3 com número, 1 sem número e um com número errado, afirmando que num lote vazio há capim da altura de uma pessoa e uma Palmeira que não vê tratamento há muito anos. José Maria Pignatelli quer que a junta olhe para a situação. Maria de Fátima Pires, do CDS/PP sublinhou que a acção social é cada vez mais necessária. A ex-vogal deste pelouro na autarquia da cidade sublinhou o tranalho dos utentes do Centro de Convívio Sénior no espectáculo Artes da Saúde e deu os parabéns à junta pelo trabalho

desenvolvido nesta área. O eleito independente Pedro Lopes falou do mau estado de algumas passadeiras de peões da freguesia, nomeadamente junto às escolas, que mal se vêm e que constituem situações de perigo para as crianças. Em resposta às questões levantadas pelos eleitos o presidente da Junta de freguesia, Vítor Machado afirmou desconhecer que o parque infantil da Quinta do Mendes esteja fechado e prometeu ir verificar a situação logo no dia a seguir à assembleia de freguesia. No que se refere ao parque infantil da Arroja velha o autarca reconheceu que tem algumas deficiências e que precisa de ser renovado. «Aquilo nem é parque nem é nada. Se a junta tiver dinheiro será renovado em 2012». Sobre a limpeza urbana e numa clara devolução de acusações à bancada da CDU, Vítor Machado afirmou que teve de desviar trabalhadores afectos a este serviço «Para retirar pendões de partidos políticos».

Quanto ao lixo acumulado remeteu a responsabilidade para os SMAS e chamou a atenção para as reportagens na imprensa local e nacional sobre os protestos da junta a esta situação. No que se refere à requalificação do Centro Histórico Vítor Machado afirmou que «Esta tem sido uma zona esquecida ao longo dos anos» e que está à espera de informações da câmara de Odivelas sobre o projecto. Sobre as dívidas à ADSE não referiu valores mas afirmou que «A divida é da herança do passado, que este executivo está a pagar». No que se refere aos cartões dos eleitos disse que a responsabilidade é da mesa da Assembleia da Freguesia. Sobre a viatura para o ACESO informou estar em curso o processo de aquisição. Sobre o Monte Lavor afirmou desconhecer a situação mas que no dia seguinte se iria inteirar. Sobre as passadeiras de peões afirmou não ser de competência da junta e que já foi

feito um levantamento da situação de informada a CMO. O último ponto da ordem do dia era as Festas da Cidade 2011. Vítor Machado quis explicar a situação verbalmente mas as bancadas que solicitaram o agendamento do ponto, CDU e PS recusaram-se a discutir sem que a junta entregue os documentos solicitados e que abalizariam os eleitos para a discussão. António Pedro da CDU voltou a acusar o executivo de falta de respeito por este órgão deliberativo. Luís Gameiro, do PS, foi mais longe e afirmou que a sua bancada abandonaria a reunião se o ponto fosse discutido sem a entrega dos documentos. Depois de uma acesa discussão foi decidido realizar uma nova reunião extraordinária para este fim que ficou marcada para 23 de Novembro com a promessa de Vítor Machado de que entregaria os documentos ao presidente da mesa até 15 de Novembro.


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Câmara esclarece concerto dos Xutos & Pontapés m nota de imprensa o gabinete da presidência da Câmara Municipal de Odivelas comenta «Algumas considerações públicas que por revelarem puro desconhecimento ou por visarem apenas ataques gratuitos dirigidos a esta Câmara Municipal» a CMO entende importa esclarecer. No próximo dia 29 de Outubro, o Pavilhão Multiusos de Odivelas vai receber um concerto de Xutos & Pontapés. Diz a nota que «A Câmara Municipal de Odivelas tem contrato celebrado com o promotor do espectáculo e não com a banda Xutos & Pontapés». A câmara considera que Pavilhão Multiusos dispõe de capacidade e tem os requisitos adequados para a realização deste tipo de espectáculos, a par de outras salas de espectáculos da Área Metropolitana de Lisboa como por exemplo, o

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Coliseu dos Recreios, Pavilhão Atlântico, Campo Pequeno, Aula Magna, CCB, etc., informando que «Foi imputado à empresa promotora do espectáculo, os encargos com as equipas de produção dos mesmos a quem compete suportar toda a logística relacionada com a realização dos eventos». Comparando com outros espaços da Área Metropolitana de Lisboa e ao nível nacional, os valores praticados na cedência do Pavilhão Multiusos são dos mais bem remunerados do mercado, afirma a CMO exemplificando que «O Coliseu de Lisboa cobrou a esta empresa promotora pelo último espectáculo que ali realizou, em Outubro, o valor total de 9.000 euros, que incluía Espaços, Palco, Som e Luz, PSP, Segurança Privada, Bombeiros, Médico, Equipa de Produção, e Equipa de apoio a montagens e desmontagens. A CMO cobra um

total de 3.198 euros (€2.600 + IVA) pela cedência de alguns dos espaços do Pavilhão Multiusos (Nave Principal, Três Camarins, Sala de Produção, Bilheteiras e Armazém Central). Regra geral, o aluguer inclui a Nave 2, o que não ocorre neste caso». A nota diz também que «A receita máxima prevista pelo Promotor para este Espectáculo é de 100.000 euros» e que «Os custos associados à sua realização são superiores a 80.000 euros». A nota esclarece que «Para o cálculo do valor a cobrar a cada promotor de espectáculo, são considerados a natureza do espectáculo, os espaços necessários do pavilhão, o número de espectadores previstos, o nº de horas de utilização para montagem e desmontagem, o horário do espectáculo e estimativa de consumos correntes». A CMO sublinha que «Os custos com publicidade não são supor-

tados pela Câmara Municipal de Odivelas, pois compete ao Promotor promover o espectáculo, e consequentemente o Pavilhão Multiusos e o Município, assumindo as despesas das campanhas publicitárias na TVI (Líder em Audiências), nas Rádios RFM e M80, nos Jornais Correio da Manhã (o mais lido em Portugal), Metro (maior jornal de distribuição gratuita), Record, Jornal de Odivelas, que além de campanha publicitária inclui passatempo, e na Revista Magazine Ticketline. Em termos publicitários, o Promotor suporta os custos decorrentes, em toda a extensão do distrito de Lisboa, com a circulação de 3 viaturas promocionais do espectáculo, na colagem de 30.000 posters e na distribuição de 250.000 flyers. Para promover o espectáculo, assume igualmente a colocação de uma lona de 7mX10m na entrada do Pavilhão, divulga o evento com o

envio a uma mailling list com mais de 20 mil endereços de e-mail». Para a CMO «Considerar-se que a Autarquia é prejudicada com a vinda deste espectáculo ou que o valor que cobra por ceder parte das instalações do Pavilhão Multiusos de Odivelas é excessivamente reduzido, é não alcançar o que um evento desta natureza pressupõe em termos logísticos e a positiva projecção que daí pode advir. Ter uma Banda que é reconhecidamente consagrada em Portugal, como é o caso dos Xutos & Pontapés, no Pavilhão Multiusos de Odivelas é, por si só, prestigiante para o concelho e um meio de divulgação e promoção de imagem do espaço e do próprio Município sem que a Câmara Municipal de Odivelas gaste um cêntimo em Publicidade».

IPSS’S

Grito de revolta da Comissão de Reformados da Póvoa de Santo Adrião

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ças da instituição em ordem é um homem revoltado com a situação apelando a que os legisladores tenham atenção ao tipo de serviço que este tipo de associações faz. «Uma viatura essencial para a prestação de um serviço humanitário não é contemplada na referida isenção por razões não muito compreensivas é algo que não consigo entender». Francisco Pires já não sabe mais o que fazer considerando mesmo que «Por vezes dá vontade ir para casa e entregar as chaves da instituição àqueles que pouco ou nada fazem e só colocam entraves ao trabalho voluntário e dedicado dos outros».

Entretanto noutra área a CRPI debate-se com a intransigência da Segurança Social em não aceitar o facto de uma funcionária contratada para o serviço sócio-cultural para o período da tarde, conforme estipula a Lei, não possa fazer, e de acordo com a mesma, outro tipo de funções da parte da manhã. Para o presidente da direcção é absurdo que se facilite os infantários aumentando o número de crianças em cada sala e depois seja-se tão pouco flexível numa situação em que nada prejudica, antes pelo contrário, a qualidade do serviço prestado. De qualquer maneira Francisco

PODER LOCAL SOLIDARIEDADE

problemas pendentes da CRPI. David Braga

PODER LOCAL LOCAL PODER

Dar as mãos por uma causa! A

Junta de Freguesia de Odivelas volta a realizar a sua campanha anual de recolha de bens alimentares não perecíveis e produtos de primeira necessidade para incluir no Cabaz do Natal que anualmente oferece às famílias mais

Pires quer resolver, pelo menos, até ao final do seu mandato os

Fotografia: David Braga

Comissão de Reformados Pensionistas e Idosos da Póvoa de Santo Adrião está em grandes dificuldades para assegurar o serviço de apoio ao domicílio. Uma das carrinhas da instituição está muitíssimo degradada ao ponto de quase nem circular. Isso levou a que a direcção resolvesse de forma urgente adquirir uma viatura que substituísse a que está avariada. Acontece que a Lei que isenta as IPSS do pagamento do Imposto Automóvel só se refere a viaturas de 9 lugares. Francisco Pires que até aqui teve um árduo trabalho a conseguir recolocar as finan-

carenciadas da freguesia. Nos dias 28, 29 e 30 de Outubro vão ser feitas recolhas nos seguintes locais: Pingo Doce do C.C. Odivelas Parque, Modelo da Arroja, LIDL da Arroja e Quinta Nova. Na abertura da campanha o

executivo da junta vai estar, às 09h30 desta Sexta-feira no Modelo da Arroja.

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Sessão Extraordinária da Assembleia de Freguesia de Odivelas o dia 02 de Novembro com início às 20h30 no Pavilhão Polivalente de Odivelas vai ter lugar uma reunião extraordinária da Assembleia de Freguesia de Odi-

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velas que tem na sua ordem do dia a eleição de Vogais para a Junta de Freguesia de Odivelas e a eleição do 1º e 2º Secretário da Mesa da Assembleia de Freguesia.


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CDU classifica de desastre a gestão PSD da Junta de Odivelas situações reveladoras de má gestão: Continuam a ser pagos contratos de leasing para materiais informáticos de duvidosa necessidade ou até mesmo existência e sem a necessária aprovação da Assembleia de Freguesia. A Junta continua a assinar acordos e protocolos sem autorização, de que é exemplo recente o Ecrã Gigante colocado na Rotunda da Avenida Abreu Lopes, resultado de um acordo com uma empresa de publicidade sem qualquer contrapartida financeira para a Junta e ao que tudo indica colocado no local de forma ilegal, sem as necessárias licenças». A CDU sublinha que «Desde que tomaram posse PSD, PS e CDS já encerraram duas delegações da Junta, a da Memória e a da Arroja, privando assim a população de serviços fundamentais de que são exemplo os serviços dos CTT que funcionavam na Delegação da Arroja». A proibição da CDU de participar nas Festas da Cidade em

Henrique Ribeiro henrique_ribeiro@simpruspress.pt

Em conferência de imprensa realizada esta Quarta-feira a CDU de Odivelas denunciou alegadas irregularidades na gestão da Junta de Freguesia de Odivelas, classificou a gestão da autarquia da cidade, por parte do executivo do PSD, como desastrosa e anunciou que os eleitos da CDU na Assembleia de Freguesia de Odivelas já entregaram participação oficial no Ministério Público. s eleitos da CDU presentes na Conferência de Imprensa, António Pedro, Carla Silva e José Veloso, disseram que na última reunião da Assembleia de Freguesia de Odivelas, tomaram conhecimento «Daquilo que PSD, PS e CDS andavam há meses a esconder da população de Odivelas: A existência de novas irregularidades graves, na Junta de Freguesia de Odivelas, que envolvem membros do executivo PSD/PS/CDS e que se traduzem na existência de vales à caixa em nome de membros do executivo da Junta, isenções de pagamento de taxas de publicidade e de ocupação da via pública de forma discricionária e sem competência para tal, informações sobre faltas em tesouraria de verbas das taxas de mercado… E sabe-se lá mais o quê!». A CDU disse ainda que «Está ainda por explicar o processo que envolveu a suspensão das Festas da Cidade deste ano. Ainda o concurso público não tinha encerrado e já uma empresa, que não concorreu, andava a montar estruturas para as festas e a receber dinheiro de comerciantes e associações. A Junta ainda não respondeu a vários requerimentos da CDU, mas vai ter de responder». Os eleitos da CDU na Assembleia de Freguesia de Odivelas «Têm, desde o início do actual mandato, tornado públicas as suas preocupações pela forma irregular, autoritária e pouco transparente como está a ser gerida a Junta de Freguesia» assegurando que «São já várias as

Fotografia: Henrique Ribeiro

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2010, voltou a ser condenada nesta conferência de imprensa. «O Executivo decidiu e ponto final. Foram as palavras do Presidente, que pelos vistos decidiu sozinho, típico nos antigos regedores». Mudando de ano mas continuando nas Festas da Cidade a CDU diz que em 2011 «Fomos surpreendidos com o anúncio da suspensão das Festas da Cidade, processo ainda por explicar, mas muito irregular pelo que se conhece». Somam-se «A todas estas trapalhadas evidências da presença de vales de caixa em nome de membros do executivo numa clara violação da lei, evidências que dão conta de isenções discricionárias de taxas de publicidade numa clara violação do Regulamento Municipal de Taxas e Tarifas, evidências que reclamam a recepção de verbas em tesouraria provenientes de taxas pagas pelos comerciantes do mercado. São evidências a mais», diz a CDU.

Os eleitos afirmam que «PSD, PS e CDS sabem destas irregularidades há meses e há meses que andam a escondê-las da Assembleia de Freguesia e da População de Odivelas. PS e CDS informaram na última reunião da Assembleia de Freguesia que abandonavam o Executivo da Junta, mas “esqueceram-se” de dizer porque motivo se demitiam». Para os eleitos da CDU é inqualificável este silêncio «Particularmente do PS, em todos estes processos. Por várias vezes os eleitos da CDU pediram esclarecimentos na Assembleia ao Executivo da Junta, as mesmas vezes que ficámos sem resposta. PS e CDS podem não ter ido à horta, mas ficaram à porta!». Os eleitos da CDU na Assembleia de Freguesia de Odivelas consideram que a sua acção «Se tem pautado por uma acção regular na defesa dos interesses da cidade e no respeito pelo mandato que a população nos conferiu» e que por isso «Não

podíamos pois assobiar para o lado como se nada estivesse a acontecer». Para os eleitos da CDU, no quadro do compromisso que assumiram com a população de Odivelas só era possível a decisão de «Face ao conjunto de situações descritas, fazer uma exposição ao Ministério Público relatando estas irregularidades e solicitando a sua intervenção» e foi isso que fizeram, na manhã de Quarta-feira, no Tribunal da Comarca de Loures. A CDU concluiu afirmando que «Num período particularmente difícil para o pais e para os trabalhadores portugueses a prioridade da acção dos eleitos da CDU é na rua junto das populações com a sua luta e o seu protesto, mas não hesitaremos em considerar outros caminhos sempre que esteja em causa o poder local democrático e a salvaguarda do interesse público. A população de Odivelas poderá continuar a contar com a CDU».


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QUOTIDIANOS PODER LOCAL ENSINO

PODER LOCAL HOMENAGEM

Samora Machel vai ter escultura no Olival Basto

o âmbito do projecto SEI Odivelas, realizou-se a 18 de Outubro na EB2/3 Carlos Paredes, na freguesia da Póvoa de santo Adrião, uma oficina para pais denominada Novo Ciclo, Nova Vida, destinada a pais

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sabonetes artesanais, das mais diversas formas, cores e feitios.

e encarregados de educação de alunos do 5º ano, que teve como objectivo abordar os aspectos emocionais, escolares e comportamentais das crianças e jovens inerentes à transição de ciclo.

Fotografia: Eduardo Sousa/CMO

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a Casa da Juventude em Odivelas decorreu nos dias 18 e 19 de Outubro um no Atelier de Sabonetes Artesanais promovido pela CMO e que contou com uma dezena de participantes. Segundo informação municipal «O atelier teve por objectivo o desenvolvimento da criatividade individual e colectiva de cada um, bem como o fomento de um salutar convívio e ocupação de tempos livres». Neste atelier os participantes expressaram emoções e originalidade fabricando inúmeros

Novo Ciclo, Nova Vida

PODER LOCAL ENSINO

o Salão Nobre dos Paços do Concelho, em Odivelas, oito alunos angolanos receberam os seus diplomas de mestrado, em cerimónia que teve lugar no dia 18 de Outubro. A dissertação das teses decorreu no Instituto Superior de Ciências Educativas (ISCE), nos passados dias 14 e 15 de Outubro. Estes alunos angolanos fizeram o seu mestrado em Angola com base num protocolo entre o ISCE e o Ministério de Educação de Angola, no âmbito da dinâmica formativa na área da Educação, que visa a formação de professores ao nível do mestrado. Na cerimónia estiveram presen-

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tes o vice-presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Mário Máximo, o Administrador da Pedago e Entidade Instituidora do ISCE, Ricardo Martins, o Presidente do ISCE de Odivelas, Luís Picado e o Presidente do Conselho Técnico Científico do ISCE, Armindo Rodrigues, bem como a vereadora da Educação, Fernanda Franchi e diversos docentes do ISCE. Para Mário Máximo, «O ISCE é uma realidade cheia de ambição. Uma entidade que nos enche de orgulho pela dinâmica que tem numa área tão importante como é a Educação».

Fotografia: Eduardo Sousa

Alunos de Angola recebem Diplomas

PODER LOCAL ENSINO

Origami no Centro de Exposições

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que, agora, lhes permite criar representações com as dobras geométricas de uma peça de papel, sem cortá-la ou colá-la. Nota do município assegura que este evento foi um sucesso e que por isso está já programada uma edição especial, sob o tema Natal em Origami, que deverá realizar-se em Novembro.

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Fotografia: Eduardo Sousa/CMO

o dia 18 de Outubro realizou-se no Centro de Exposições de Odivelas o Workshop de Origami, A Arte de Dobrar Papel como Ferramenta Educativa, que contou com a com a participação de 23 docentes do pré-escolar do 1º Ciclo do Concelho e promovido pela Câmara Municipal de Odivelas. Enquanto arte tradicional e secular japonesa de dobrar o papel, o Origami foi o ponto de partida para uma Oficina que se mostrou bastante prática, apetrechando os educadores e professores de algumas técnicas

Missão cumprida! A campanha pela classificação do Posto de Comando do MFA enquanto monumento nacional, lançada pela petição online, que deu origem a uma audição na Assembleia da República em Agosto passado, terminou com a abertura de um processo por parte do IGESPAR, a instituição competente para o fazer. Agora, tudo correrá de acordo com os trâmites legais. Um dos passos indispensáveis para tal é a consulta à Câmara Municipal de Odivelas por parte do IGESPAR. Contudo, o documento enviado pela CMO à Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura (CECC) levantava dúvidas quanto ao apoio à classificação, na sequência do parecer desfavorável do Estado Maior do Exército. Enquanto primeiro signatário da petição pela classificação do Posto de Comando fui convocado para uma audição na CECC, onde estive presente com Henrique Ribeiro, outro peticionário. Nessa audição foi-nos dado a conhecer o referido documento da CMO à CECC. Para esclarecer a posição actual da CMO, decidi, também enquanto primeiro signatário da petição, solicitar uma reunião à CMO. Essa reunião teve lugar na passada sexta-feira e os esclarecimentos foram-me facultados. Fiquei a saber que a CMO continua disponível e activa no processo de classificação do Posto de Comando e até já foi abordada pelo IGESPAR nesse sentido. Portanto, o processo está mesmo em marcha. Ainda bem, pois as câmaras são fundamentais para as classificações patrimoniais. Sem dúvida que a petição desempenhou um papel decisivo no lançamento do processo. Foi na sequência dela que a CMO se empenhou, o que saúdo sinceramente e desejo o maior êxito, que significará também o êxito cívico dos que se empenharam na petição, designadamente o movimento cívico Posto de Comando Sempre. Foi também na sequência da petição que a Secretaria de Estado da Cultura abriu o processo no IGESPAR. Missão cumprida! Tendo em conta esta situação, não se justifica a manutenção desta coluna, pelo que será suspensa e só regressará se o Posto de Comando não for classificado.

Jorge Martins postodecomando@gmail.com


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QUOTIDIANOS TEATRO

Nova produção do Artecanes Teatro Grupo de Teatro da Sociedade Musical e Desportiva de Caneças, o Artecanes Teatro vai iniciar a produção de uma nova peça teatral a estrear na edição do próximo ano dos Encontros Com o Teatro em Caneças que terão lugar no mês de Maio, como habitualmente. No dia 18 de Outubro aconteceu o primeiro encontro com todos os que desejem participar.

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A peça será com um texto original, de registo de comédia, sobre o Rei D. Dinis. Nesta peça poderão participar elementos das várias secções da SMDC, como o teatro, a banda e a dança «Sendo que todos vão representar, musicar e dançar», segundo Joaquim Guerreiro, responsável pelo Artecanes Teatro. Os ensaios da nova peça vão ser à 3ª e 4ª feira às 21h30 e aos

Domingos às 21h00, devidos conforme as necessidades, ou seja, «Não é necessário estar sempre, mas sempre que for para estar não se pode faltar». Em Abril de 2012 os ensaios serão sempre com todo o elenco. Haverá um mês de formação com Joaquim Guerreiro e formação ao longo dos ensaios com formadores externos. > O Ardecanes na peça das Rosas para D.Dinis

SAÚDE

a tarde de 19 de Outubro o auditório do Centro Cultural Malaposta foi pequeno para receber mais um espectáculo Artes da Saúde, promovido pela Divisão de Promoção da Saúde da Câmara Municipal de Odivelas e que contou com a participação de utentes dos vários Centros de

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Dia do Concelho que mostraram enorme talento e criatividade falando de assuntos muito sérios, como a saúde de cada um de nós, de forma alegre e descontraída através de teatro, música, ginástica, dança e poesia. Este evento decorreu no âmbito do Programa de Saúde Sénior,

Saber Envelhecer para Melhor Viver e foi o culminar de várias acções de sensibilização levadas a cabo entre Março e Maio deste ano inseridas no referido programa. As instituições envolvidas foram às seguintes: O Cantinho do Idoso, da Pontinha; Casa de Repouso da Enfermagem Portuguesa, de Caneças;

Fotografias: Eduardo Sousa/CMO

Talento e criatividade ao serviço da promoção da Saúde

Centro Comunitário e Paroquial da Ramada; Centro Comunitário e Paroquial de Famões; Centro de Dia do Olival Basto; Centro de Dia de Santa Maria, da Urmeira; Centro de Reformados, Pensionista e Idosos da Póvoa de Santo Adrião; Centro de Reformados, Pensionista e Idosos de Caneças; Centro de Reformados, Pensionistas e Idosos de Odivelas; Lar Oficial de Odivelas; Centro de Convívio Sénior e Lar Nossa Senhora da ENSINO

a Casa da Juventude em Odivelas decorreu nos dias 18 e 19 de Outubro um no Atelier de Sabonetes Artesanais promovido pela CMO e que contou com uma dezena de participantes. Segundo informação municipal «O atelier teve por objectivo o desenvolvimento da criatividade

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individual e colectiva de cada um, bem como o fomento de um salutar convívio e ocupação de tempos livres». Neste atelier os participantes expressaram emoções e originalidade fabricando inúmeros sabonetes artesanais, das mais diversas formas, cores e feitios.

Fotografia: Eduardo Sousa

Atelier de Sabonetes

Aparecida. No evento estiveram presentes a presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Susana Amador; a vereadora da Saúde, Sandra Pereira; o vereador do Ambiente, Carlos Bodião e o Presidente do Conselho de Administração da Municipália, Rui Nascimento. Na ocasião a edil considerou este projecto «Um presente à saúde e aos nossos seniores» definindo-o mesmo com «Um dos mais bonitos que a autarquia tem».


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ENTRE TANTO

AGENDA. Mais eventos www.diariodeodivelas.com

Muitos dias tem o mês A rúbrica Os Filmes Libertam a Cabeça, do Centro Cultural Malaposta, apresenta na Sexta-feira, 28 de Outubro o documentário português de Margarida Leitão, Muitos Dias tem o Mês «Sobre uma realidade actual e emergente na sociedade portuguesa: o endividamento das famílias».

Sinopse Com o simples gesto dum cartão de crédito ou um telefonema, os nossos sonhos tornam-se realidade. Por todo o lado somos seduzidos, o recurso ao crédito vulgarizou-se e o consumo democratizou-se. Tudo nos indica que a felicidade só se alcança através do consumo. E tudo tem aparentemente um preço. Mas, qual é o preço das nossas necessidades? Qual o preço dos nossos sonhos? Será que estamos dispostos a pagá-lo? Entre o inferno e a redenção, prazer e restrição, Muitos dias tem o mês traça um retrato de homens e mulheres que vivem uma angústia que se repete todos os meses: serão capazes de pagar os seus empréstimos e sobreviver até ao mês seguinte? Pessoas endividadas que vivem as suas vidas ao ritmo quotidiano dos prazos, das obrigações e do esforço para retomarem o controlo das suas vidas. Dia a dia. Mês a mês.

Ficha Técnica Realização: Margarida Leitão Pesquisa e desenvolvimento: Margarida Leitão, Flávia Sardinha Direcção de fotografia: Pedro Marques Montagem: João Braz Som: Filipe Tavares Montagem de som e misturas: Gonçalo Brou Produção: Pandora da Cunha Telles Longa-metragem, documentário, 91 min., Cor, HDCAM, 16:9 Com o apoio financeiro do Instituto do Cinema e Audiovisual/Ministério da Cultura e Rádio Televisão Portuguesa

«Muitos dias tem o mês procura resgatar do anonimato dos números e estatísticas, a voz e o rosto de pessoas que, entre o sonho e o desespero, entre a ilusão e o esforço, se vêm a braços com dificuldades em fazer face aos compromissos assumidos. Muitos dias tem o mês surge de uma inquietação sobre uma situação humana limite, sobre a natureza do ser humano e as suas contradições. Revela a luta diária de pessoas, com os seus calendários povoados por dias em que é preciso cumprir obrigações. Muitos dias tem o mês é um retrato urgente duma sociedade centrada na satisfação imediata do Eu. Uma sociedade onde tudo nos indica que a felicidade só se alcança com consumo. Só assim os nossos desejos podem ser saciados. Muitos dias tem o mês propõe um olhar sobre os mecanismos de aquisição de crédito, os seus intervenientes e protagonistas. Um olhar atento que questiona e provoca a reflexão. Um olhar que, para além da apresentação de factos e informação, procura alertar e ter um efeito pedagógico na sociedade. Muitos dias tem o Mês põe em confronto dois padrões antagónicos: a expectativa e realidade, necessidade e desejo, prazer e disciplina. Procura reflectir sobre a nossa postura enquanto trabalhador devedor e consumidor gastador. Estes dois padrões são o reverso de uma mesma moeda: NÓS». Margarida Leitão

A realizadora Margarida Leitão nasceu a 23 Abril 1976, em Lisboa. Em 1997 terminou o curso de Cinema, área de Montagem, na Escola Superior de Teatro e Cinema em Lisboa. Encontra-se neste momento a preparar um documentário sobre os artigos de luxo manufacturados nas prisões para mulheres, intitulado Design Atrás das Grades.

Filmografia KILANDUKILU/DIVERSÃO, 1998, documentário, 24 minutos, 16 mm. A FERIDA, 2002, ficção, 16 minutos, 35 mm, Animatógrafo II. Parte de mim, 2006, ficção, 14 minutos, 35 mm, Filmes Fundo. Matar o tempo, 2009, documentário, 20 min, HDCAM, Ukbar Filmes.

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SEXTA 28 DE OUTUBRO

Os filmes libertam a cabeça

Fotografia: Ukbar Filmes

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Seminário O Envelhecimento Activo e Sem Violência A Câmara Municipal de Odivelas e a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) vão promover este seminário que terá lugar entre as 09h30 e as 17h00 no auditório dos Paços do Concelho com o objectivo «Contribuir para um melhor conhecimento sobre a problemática da ocorrência de situações de abuso sobre seniores e sobre as expectativas/necessidades reais existentes a este nível no Concelho». Evento integrado no programa do Mês do Idoso. Ricardo Barriga As Sextas de Jazz da Malaposta apresentam Ricardo Barriga, Big Weird Box para ver a partir das 21h45 na sala café teatro. Ricardo Barriga, guitarra, efeitos e composições; Matthew Berril, clarinete e saxofone alto; Desidério Lazaro, saxofone tenor; Nuno Campos, contrabaixo e Luís Candeias, bateria. «Através de várias influências que vão do jazz ao rock, os originais arranjos escritos para este grupo, tendem a procurar um nova corrente artística dentro da linha de grupos de artistas como Reid Anderson, Criz Speed e Bill Frizell». Preço único 6 euros. 90’. M/6. SÁBADO 29 DE OUTUBRO

Concerto Solidário da Banda Maior Com início às 21h00 terá lugar no pavilhão Polivalente de Odivelas o Concerto Solidário da Banda Maior que encerrará as comemorações do Mês do Idoso que ao longo de Outubro foram promovidas pelo município de Odivelas. «A Banda Maior é um projecto municipal com carácter inovador no país, que integra 25 seniores de Odivelas, instrumentistas (três guitarristas, um baixista e um baterista) e cantores, com idades compreendidas entre os 55 e os 82 anos. O repertório musical vai dos Sheiks aos Xutos e Pontapés, não esquecendo Elvis Presley. Entrada: 5 Receita a favor da CEDEMA. Dois dedos de Comédia Mais um grande espectáculo de Stand-Up Comedy na Malaposta. Às 21h45 Eduardo Ramos, Fábio Carvalho e Marco Rebelo chegam à sala do café teatro, Quentes e Bons para «Fazer rir com as diabruras da

vida e aprender como é possível saborear uma dúzia de castanhas assadas, só cheirando». Preço único 7 euros. 75’. M/6. Ricardo Ramos e Fábio Carvalho estão na NO TV com os seus programas humorísticos Jór na Lista do MQR e É só isto. DOMINGO 30 DE OUTUBRO

Mesa Redonda com Testemunhos Missionários O Movimento Missionário da Paróquia da Ramada e a Associação para a Cooperação e Desenvolvimento, MOVER MUNDOS, vão promover uma Mesa Redonda com Testemunhos Missionários, com início às 16h00, no Auditório Paroquial da Ramada, assinalando o 10º Aniversário do Projecto de Geminação Paroquial entre a Ramada e a Ilha do Príncipe. OUTROS DIAS

D. Dinis entre a história e a lenda No ano em que se celebram os 750 anos do nascimento de D. Dinis regressa à Malaposta a exposição de Margarida Nunes, D. Dinis entre a história e a lenda que pode ser vista até 31 de Outubro, no Foyer, deSegunda-feira a Sábado das 11h00 às 23h00 e aos Domingos das 14h00 ÀS 19H00. De Terça a Sexta-feira terão lugar visitas guiadas para escolas mediante marcação. Entrada Livre. Banco de Bens Doados - Loja Social A Câmara Municipal de Odivelas disponibiliza às famílias carenciadas do concelho a Loja Social onde é feito o atendimento e onde se coordena a recepção e distribuição de bens do Banco de Bens Doados de Odivelas. Este banco aceita bens em diferentes categorias, desde que se encontrem em estado novo ou passível de reutilização. Rua Professor Doutor Francisco Gentil, lote 26, Odivelas. De Segunda a Sexta-Feira, das 14h30 às 16h30.

E AINDA... >Teatro Infantil: Aventuras e Desventuras de um soldadinho de chumbo, na Malaposta. Sábados às 16h00 e aos Domingos às 11h00.


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pequena discussão com um colega de trabalho. Poderá perceber que a sua dedicação e empenho profissional valem a pena. Números da Sorte: 1, 12, 31, 59, 63, 77 Pensamento positivo: Empenho-me diariamente em plantar sementes positivas na minha vida.

Escorpião

De 28 de Outubro a 04 de Novembro Carneiro Carta Dominante: Rainha de Espadas, que significa Melancolia, Separação. Amor: Cuidado com aquilo que diz pois pode magoar alguém de quem gosta muito. Tenha uma conversa séria com a sua cara-metade para poderem resolver um problema pendente. Saúde: Cuidado com o que come, reduza o ritmo de trabalho e descanse mais. Lembre-se que o seu bem-estar está acima de qualquer coisa. Dinheiro: Surgirão algumas mudanças na sua vida profissional. Nem sempre trabalhar desenfreadamente é produtivo, pense nisso. Números da Sorte: 12, 14, 25, 55, 61, 70 Pensamento positivo: Sou optimista!

Touro Carta Dominante: 3 de Copas, que significa Conclusão. Amor: Modere o seu mau humor e rejeite pensamentos pessimistas e derrotistas. Saúde: Liberte-se da pressão do dia-a-dia através da boa disposição. Visite com maior regularidade o seu médico de família. Dinheiro: Apesar das divergências de opiniões no seu ambiente de trabalho, não desista dos seus objectivos. Números da Sorte: 3, 11 24, 31, 47, 58 Pensamento positivo: Levo ao fim todos os meus projectos.

Gémeos Carta Dominante: 9 de Paus, que significa Força na Adversidade. Amor: Semana propícia ao amor, o romance está no ar. Poderá reencontrar alguém que

já foi muito importante para si no passado. Saúde: Aumente as suas horas de sono. Cuide mais de si e do seu corpo. Dinheiro: Procure não fazer investimentos arriscados pois pode perder elevadas quantias de dinheiro. Números da Sorte: 10, 16, 22, 39, 46, 72 Pensamento positivo: Tenho coragem na adversidade!

Caranguejo Carta Dominante: Rainha de Paus, que significa Poder Material e que pode ser Amorosa ou Fria. Amor: Não se preocupe, pois as discussões que tem tido com a sua cara-metade não passam de uma fase menos positiva. O companheirismo é a base da vossa relação. Saúde: A tendência é para se isolar e reflectir sobre a sua vida. Dinheiro: Algo inesperado poderá acontecer e colocar em causa a sua competência. Deve ser comedido e evitar gastos supérfluos. Números da Sorte: 14, 27, 35, 49, 55, 71 Pensamento positivo: Sou justo e carinhoso para quem o merece.

Leão Carta Dominante: A Imperatriz, que significa Realização. Amor: Aproveite a tranquilidade do lar para dar asas à imaginação e revolucionar a sua vida afectiva. Saúde: Período tranquilo, não se preocupe. Dinheiro: Pense positivo e não se deixe abater por uma pequena discussão com um colega de trabalho. Poderá perceber que a sua dedicação e empenho profissional valem a pena

Números da Sorte: 2, 17, 20, 34, 55, 62 Pensamento positivo: Realizo os meus sonhos, porque acredito neles e em mim.

Virgem Carta Dominante: 3 de Ouros, que significa Poder. Amor: Um romance está para breve. Fase propícia ao conhecimento de novas pessoas que suscitarão o seu interesse. Saúde: Beba muita água, adopte uma alimentação equilibrada e evite o álcool e o tabaco. Atenção ao sistema respiratório. Dinheiro: O seu orçamento poderá permitir que se mime um pouco a si próprio. Será reconhecido pelo trabalho prestado. Números da Sorte: 13, 32, 40, 61, 69, 78 Pensamento positivo: Tenho o poder de fazer as escolhas certas.

Balança Carta Dominante: O Mundo, que significa Fertilidade. Amor: Tenha mais atenção às suas reacções e poderá compreender porque é que a sua alma gémea está diferente consigo. Sentir-se-á manipulado pelos seus amigos. Saúde: Possíveis problemas de garganta. Dinheiro: Pense positivo e não se deixe abater por uma

Carta Dominante: Cavaleiro de Paus, que significa Viagem longa, Partida Inesperada. Amor: Mantenha a sua opinião, não se deixe levar por terceiros. Dê mais atenção à sua família e deixe um pouco o trabalho de lado. Saúde: Procure repousar mais para colocar os seus pensamentos em ordem. Prováveis dores de dentes. Dinheiro: Período pouco favorável para grandes investimentos. Números da Sorte: 3, 14, 23, 39, 41, 62 Pensamento positivo: Estou preparado para partir em busca da minha felicidade.

Amor: O seu esforço vai ser recompensado pois o seu par vai mostrar-se muito apaixonado e arrebatador. Saúde: Procure não comer apenas carne, lembre-se da importância do peixe. Dinheiro: Momento ideal para colocar em prática alguns dos seus projectos. Números da Sorte: 1, 19, 22, 38, 48, 61 Pensamento positivo: A minha voz interior ensina-se a ser mais forte e mais sábio.

Aquário Carta Dominante: O Dependurado, que significa Sacrifício. Amor: Procure resolver rapidamente os seus problemas sentimentais. Saúde: Tome um chá tranquilizante, pois o seu sistema nervoso poderá estar abalado. Dinheiro: Mime-se, presenteiese com o seu perfume preferido. Não se preocupe com o preço, pois você merece! Números da Sorte: 29, 35, 42, 58, 63, 70 Pensamento positivo: Sei que os sacrifícios por vezes são necessários, mas também sei que são passageiros.

Sagitário Carta Dominante: Ás de Ouros, que significa Harmonia e Prosperidade. Amor: A sua família poderá exigir a sua presença em casa. Saúde: Esteja atento aos sinais do seu corpo. Acalme o ritmo de vida. Dinheiro: Não se prevêem dificuldades a este nível. O aumento do seu rendimento mensal poderá estar relacionado com uma promoção no seu local de trabalho. Números da Sorte: 5, 11, 13, 27, 29, 64 Pensamento positivo: Todos os dias faço por manter a harmonia na minha vida.

Capricórnio Carta Dominante: O Eremita, que significa Procura.

Peixes Carta Dominante: Cavaleiro de Copas, que significa Proposta Vantajosa. Amor: A sua ajuda será determinante para levantar a autoestima de um amigo. Saúde: Procure fugir às gorduras porque o colesterol tem tendência para subir. Dinheiro: Faça um balanço das suas finanças, pois, possivelmente ser-lhe-á proposta sociedade para um negócio. Números da Sorte: 5, 16, 25, 37, 49, 66 Pensamento positivo: Aceito os desafios positivos que a vida me oferece.


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Universidade Sénior

Vida! Acredito que a recta curvilínea da vida que nos acompanha da concepção até à morte, traz previamente desenhadas muitas e acentuadas curvas e contra-curvas, subidas e descidas, escadarias mais ou menos íngremes. Nascemos tábua rasa, apenas com as ferramentas para nos adaptarmos ao mundo cá de fora. Na primeira década de vida, não vislumbramos, nem temos noção do fim da recta. Na segunda, adquirimos essa noção mas vemo-lo mui...to longínquo. Entrando nos trinta, começamos a admitir que na verdade esse fim poderá surgir ao virar da esquina, mas, não, (não me irá acontecer a mim). Aos 40, temos filhos adolescentes e começamos a temer em cada dia que a sua inconsciência lhes possa ser fatal. Aí, nada mais interessa a não ser proteger ainda mais os nossos rebentos. Eles continuam a preencher a nossa atenção.Queremos a todo o custo evitar que nos tragam perigosos sobressaltos. Aos 50, já um pouco cansados, abrandamos a marcha e eis senão quando, olhamos para o lado e… Apareceu o nosso 1º neto! Nova energia percorre a nossa alma e... Agarramos ainda com mais força e cuidado o nosso volante porque agora a noção do fim está cada vez mais presente, mas precisamos que ele fique cada vez mais longe. Aos 60, década perigosa, surgem as complicações associadas ao decorrer dos anos que vivemos e sem darmos bem por isso, inconscientemente, negamos. Não, não é da idade! Vou começar a praticar mais assíduamente exercício físico e vigiar a minha saúde. Vou viajar, divertir-me, porque preciso de esquecer as maleitas! Aos 70, as ditas maleitas aumentam e a curva acentuada e descendente obriga-nos a socorrer-nos do motor para agarrar melhor à estrada a velha máquina. Aos 80, temos uma grande experiência da condução, mas não a podemos pôr em prática. Se a memória não desistiu antes das pernas, já vemos o fim muito próximo e sem demora há que arrumar as malas. Para quê, ir acumulando experiência e saber se nos vai faltar tempo para o utilizar? Fosse eu a estar na criação do Mundo e tantas coisas seriam diferentes! Aluna sénior em férias. Fátima Dias Aluna da Oficina de Jornalismo


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~ G uard a Re al ~

~ Fla sh d o Reino ~


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Realmente! A Administração da Odivelas Futebol SAD, informa que no dia de hoje efectuou uma exposição ao Conselho de Arbitragem da Associação Futebol de Lisboa. Esta Administração e todo o grupo de trabalho, sentemse profundamente tristes e magoados com os factos ocorridos em Vila Franca de Xira. Tem sido feito um trabalho de consciencialização, junto do nosso plantel, em respeitar todas as equipas de arbitragem e acatar as suas decisões, de modo a dignificar o nome Odivelas e promover o Campeonato Distrital da Divisão de Honra da Associação Futebol de Lisboa, bem como o espectáculo Futebol. Os resultados estão à vista de todos que têm visionado os nossos jogos, até à última jornada, a nossa equipa liderava o campeonato do fair-play. Em 7 jornadas já realizadas, excepto o jogo em Bucelas, nos restantes jogos efectuados pela nossa equipa, houve erros com influência no resultado, sempre em prejuízo do Odivelas. Sentimos um orgulho imenso nos nossos jogadores e equipa Técnica, têm sido exemplares no seu comportamento, apesar de todas as injustiças que tem sido sujeitos. Não queremos acreditar que tudo o que se passou nestas 7 jornadas sejam reflexo da tomada firme desta Administração em participar por direito próprio no respectivo Campeonato, contra tudo e todos. Vamos continuar a manter a mesma postura, perante tais injustiças, a revolta é enorme mas não é esses actos que nos vão desviar do nosso caminho. Luís Batista Presidente da Odivelas Futebol, SAD no Facebook

~ No b r e s C o n f i s s o e s

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Maria Ricardina de Marmelo e Sá

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Viscondessa da Memória confissoes@novaodivelas.pt

tíveis mas seguramente de desagrado vinham dos lados da mesa do executivo. Mas o giro foi nos cinco minutos de stou bué da contente, contentinha, contenssima, intervalo para discutir decisões. O El Charmoso Presidente porque o meu concelho é mesmo Terra de Opor- perdeu o charme e muito nervoso murmura, não demasiado tunidades. Todos sabemos que em tempos de baixo porque toda a gente ouviu e até os OCS gravaram: crise os políticos onde primeiro cortam é na cultura. Ah «Estão a brincar com isto. Eu posso perder o mandato mas doupois é… Mas Odivelas é diferente. Odivelas é capital de D. lhe. Você vai ajustar contas comigo». Presume a Ricardina que o Dinis, da Lusofonia, da marmelada branca, é terra onde é destinatário deste aviso à navegação seria o demissionário e bom viver, investir e mais um grande número de outras ex-amigo Abílio Santos. Cá a Ricardina também acha que foi. coisas que agora não me vêm à ideia porque estou a A coisa continuou em jeito de cegada à moda antiga. A ex-lamodos que cansadita. Mas a que propósito vem esta ale- ranja e agora independente Carlinha dos Olhos Bonitos disse gria toda, perguntarão vocês, e perguntam muito bem que ia votar contra tudo porque não lhe deram os docuporque cá a Ricardina é mulher para responder a isso… e mentos. O doutor Pedro com apelido à brasileiro resmungou logo: «Não tens porque chegas-te atrasada». Ora toma lá mas a muito mais. É verdade, mesmo verdadinha porque as fontes cá da vis- não embrulhes porque se tivesses chegado a horas continuacondessa cronista são mesmo certas apesar de nem ofi- vas na mesma porque se te dessem os documentos não terias ciais nem oficiosas. «Oh Ricardina voltamos á mesma tempo para ver nem as capas. Ai como eu adoro Odivelas. conversa da treta?» perguntou-me já este chato do Grito Bom a reunião também ia discutir as festas da cidade. Ia, digo Falante que está de novo a ocupar espaço na minha bem porque não foi. O senhor presidente não entregou os secretária e a dar-me cabo da dispensa. Prontos pá não te documentos essenciais à discussão e as bancadas opositochateeis que eu explico: Um senhor vereador da Câmara ras recusaram-se a discutir sem os tais papelinhos. Haviam Municipal de Odivelas, amantíssimo da arte e da cultura, de ver o regabofe que foi. O El Charmoso Presidente até acue até diria eu, com vasta experiência e conhecimentos sou o El Vermelhito Barbudito de difamação e ameaçou com preciosos nesta temática, acabou de ter uma acção alta- os tribunais., Eh pá como eu gosto de Odivelas. mente solidária e meritória em defesa da arte e dos artissta assembleia dava para 540 crónicas mas como o tas, mais concretamente da arte de um ou uma artista, espaço é poucochinho vou mudar de assunto. O que cá a Ricardina não soube mais pormenores, e comresto fica para a semana. Até já pensei em dividir a prou para o seu gabinete de trabalho, e quiçá de lazer, uma pintura a preço altamente concorrencial e que foi ba- coisa em capítulos e séries, sabem, assim como os Morangos ratíssima porque só custou 3.500 euros. Sim não é en- com Açúcar mas sem miúdas giras, embora também com gano perceberam bem. Eu também fiquei admirada que canastrões. fosse tão pouco mas foi mesmo. Cá para mim o senhor Na reunião pública da câmara de Odivelas, desta Terça-feira, a doutora presidenta quase mestra, ao referir-se à saudável vereador tem mesmo olho para o negócio. Sandrinha, disse, alto e bom som, que «Terá, a partir do dia 19 ambém estou contente por outros motivos. A outras responsabilidades» estando certamente a falar da Terra de Oportunidades é mesmo boa para a Comissão Política Concelhia de Odivelas a cuja liderança vai Ricardina viver e dá-me bastas alegrias todos os concorrer segundo a apresentação da candidatura feita dias. «Oh Ricardina não sejas assim. Todos os dias?» res- ontem à noite, para vocês que lêem à Sexta, mas logo à noite munga o danado do Grilo. Pois tens razão, não é todos os para mim que crónico na Quinta à tarde. É pá, sabendo nós dias é mesmo a todas a horas, minutos e segundos. Ai que em democracia ganha-se e perde-se quem é que garante à doutora presidenta que vai ser a Sandrinha a prócomo eu gosto de Odivelas… Então na Quarta-feira houve reunião da Assembleia de xima líder laranja da terra da marmelada? Cá para a Ricardina Freguesia de Odivelas. Aquilo é que foi mesmo de encher não será isto uma intolerável intromissão do PS na vida o papinho, ah se foi. Se por aqui estivesse a Adélia da Lín- interna do PSD? Como pode a um mês das eleições dar como gua Afiada até diria com muita oportunidade e acerto que certo o resultado de uma eleição a que os militantes do PSD Odivelas ainda não foram chamados?. «Foi de gritos e apitos e chamadas para a PSP». Bom a coisa começou logo a dar que falar e a notar-se que já há muitas pessoas a incomodar o executivo da junta. Prontos, vão digerindo esta que eu para a semana volto. Agora não é só a oposição mas também aqueles que entraram no órgão nas mesmas listas dos membros do Fiquem bem que eu fico também. executivo. Há pois é mas não pensem que eram de outros partidos. Não nada disso parece que eram mesmo laranjinhas… Pois! Parece que havia uma certa eleita que não era convocada para as reuniões e, portantos, não punha lá os seus lindos pézinhos. O seu partido justificava as faltas e ela de nada sabia. Pelo menos foi o que a Ricardina ouviu ontem em pleno Pavilhão Polivalente de Odivelas. Por isso, a eleita zangou-se e passou a independente. Tudo estragado, se não a queriam na bancada muito menos a queriam na área independentista a fazer companhia ao Zé Maria e ao Pedro. Eh pá assim até parece que estou a falar de um grupo de rock. Começou a guerra… Rumores impercepConfesso, sim confesso…

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Nova Odivelas

28 Outubro 2011

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