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Sexta-feira,

11 de Fevereiro de 2011

Director: Henrique Ribeiro

// N.º

379 Ano XII

www. novaod ive la s. pt

| informação regional

GREVE DOS SMAS DEIXOU MARCAS EM ODIVELAS

NESTE NÚMERO ● Entre Tanto ● Horóscopo ● DGAL dá razão ao BE ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ●

PETIÇÃO PÚBLICA ESTÁ NA RUA

QUEREMOS VISITAR

O MOSTEIRO! CER TENENTE VALDEZ COMEMOROU CENTENÁRIO

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2 2 3

CDU discorda de cortes nos apoios aos bombeiros 3 Paulo Aido quer Voltas com horário alargado 3 Câmara implementa proposta da JSD 3 INDABA 2011 3 Posto de Comando 3 Directas 4 Greve dos SMAS 4 Directas 5 Ponto e vírgula 6 Dualidades 6 Kalunga 6 Espírito da Sabedoria 7 Centro Comercial da Pontinha 7 Petição quer Mosteiro de Odivelas aberto ao público 8 Forno e Talho da Cidade 10 Centenário do Tenente Valdez 11 Resultados e Calendário 11 Futebol: Tenente Valdez 7 X Frielas 0 12 Futebol: Odivelas SAD 0 x Alcochetense 1 12 Xadrez: Galitos vence GCO 12 Altinho reabriu sede 12 Ângelo Costa 12 Produtos estécticos Luemi 13 Cabeleireiros Marilut 14 Realmente 15 Nobres Confissões 15 Guarda Real 15 Flash do Reino 15 Consilcar 16 PUB


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Nova Odivelas

11 Fevereiro 2011

Horóscopo

ENTRE TANTO SEXTA 11 DE FEVEREIRO

Informalidades

A boa disposição volta a encher o auditório do Centro de Exposições de Odivelas com a gravação ao vivo de mais um programa da NO TV, Mas que Piada tem isso?, para sorrir, rir ou gargalhar. Com a apresentação de José Duarte o programa está aberto a todos os que queiram passar uma noite muito divertida. A partir das 22h00 abrem-se as portas para a loucura. Apareça que é bemvindo.

Este programa da NO TV vai esta semana ser gravado ao vivo no Salão Paroquial da Ramada. O painel residente é composto por António Pedro, Graça Peixoto, Miguel Ramos e Miguel Xara Brasil. A moderação é de Henrique Ribeiro e como convidados estarão o Padre Arsénio Isidoro e Cristina Gabriel para falar das várias comunidades existentes na paróquia da Ramada. A participação é aberta ao público e aos webespectadores.

Final Happiness

SÁBADO 12 DE FEVEREIRO

Dina na Malaposta Acústico é o nome do espectáculo que a Malaposta apresenta este Sábado com a conhecida Dina. Para ver no auditório às 21h30. Preço único 15 euros. 60’. M/3.

Acção de Formação de Mini-Ténis Entre as 10h00 e as 13h00 horas decorre na Escola Básica 2/3 Vasco Santana, na Ramada, uma Acção de Formação para 30 professores das escolas do Concelho que aderiram ao projecto Ténis na Escola. DOMINGO 13 DE FEVEREIRO

Argentina Santos Maria Mendes apresenta no auditório da Malaposta a fadista Argentina Santos e como convidado Eurico Pavia. Às 16h00. Preço 12,50 sujeito a descontos. 75’. M/6. TERÇA 15 DE FEVEREIRO

Desportivamente O Desporto continua em debate neste programa da NO TV apresentado por David Braga e com José Carlos Pires e Rui Teixeira como comentadores residentes. Na emissão de hoje, gravada ao vivo e aberta à participação do público, vamos falar do Estatuto do Dirigente Associativo com Ângelo Santos, da Federação Portuguesa das Colectividades de Cultura Recreio e Desporto e Francisco Teófilo da Associação das Colectividades do Concelho de Lisboa.

AGENDA. Mais eventos www.diariodeodivelas.com

em

QUARTA 16 DE FEVEREIRO

Mas que Piada tem isso?

Espectáculo musical para ver no auditório do Centro Cultural Malaposta, às 21h30. Preço 12,50 euros sujeito a descontos. 75’. M/6.

DE 11 A 17 DE FEVEREIRO

OUTROS DIAS

E AINDA... > Até 13 de Fevereiro: Exposição Individual de Pintura de Maria Eduarda, Emoções, na Malaposta. Entrada Livre. M/3. > Até 27 de Fevereiro 2011: Exposição D. Dinis e as artes da guerra nos Paços do Concelho. > Até 2011: A Ilha Encantada, uma fantasia musical, teatro infantil de Fernando Gomes. De Terça a Sexta-feira duas sessões para escolas por marcação. Para público em geral aos Sábados às 16h00 e aos Domingos às 11h00.

Impressões A Sala Café-Teatro da Malaposta apresenta a peça Impressões, de Mário Trigo, a partir da obra Devaneios do Caminhante. Para ver de 10 a 13 de Fevereiro. De Segundafeira a Sábado às 21h45 e ao Domingo às 16h15. Preço único 7 euros. 60’. M/13.

Festival dos sentidos O Festival dos Sentidos promovido pela CEDEMA – Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Mentais Adultos, volta à Malaposta na sua 3ª edição, que decorrerá nos vários espaços deste Centro Cultural de 14 a 20 de Fevereiro.

Tardes de Cinema Quarta e Quinta-feira, dias 16 e 17 de Fevereiro a Malaposta apresenta o filme Dois Malucos à Solta de Alfred Werker. Sala de Cinema, às 15h00. Entrada Livre. 64’. M/6.

> Todo Ano: Exposições Conhecer para Proteger e Pedras para a História do Território de Odivelas no Centro de Exposições de Odivelas. > Descontrai-te – Sessões de Yoga: A pensar em todos os que querem bem-estar… Terças e Quintas-feiras, das 19h às 20h30, e Sábados, das 08h00 às 09h30, na Casa da Juventude. Informações pelo 219 320 480. > Visitas ao Moinho da Laureana: Às Quartas-feiras, das 10h00 às 12h00. Informações e inscrições pelos telefones 219 320 800. (CMO) ou 219 347 880 (JFF). > Visitas ao Posto de Comando do MFA: Às Quartas-feiras de manhã e Sextas-feiras à tarde mediante marcação prévia que pode ser feita pelo telefone 219 320 800.

Teatro Infantil Bi e Dão está de volta à Malaposta de 17 de Fevereiro a 17 de Abril com representações às 10h30 e 15h00 de Terça a Sextafeira, para escolas por marcação e aos Sábados e Domingos às 16h15. Sala Café-Teatro. Preço único 5 euros. 45’. Dos 6 aos 12 anos.

> Bibliófilo Vai a Casa: Serviço de Empréstimo Domiciliário para residentes no concelho de Odivelas que por dificuldades motoras, visuais ou outras, não se possam deslocar, autonomamente, à Biblioteca Municipal. Informações: Biblioteca Municipal D. Dinis – 219 327 770

À DISTÂNCIA DE UM CLIQUE... + + + +

PDF INTEGRAL DO NOVA ODIVELAS EM www.novaodivelas.pt FOLHEAR A EDIÇÃO IMPRESSA www.jornal.novaodivelas.pt AS NOTÍCIAS DIÁRIAS PARA LER EM www.diariodeodivelas.com AS NOTÍCIAS COM ROSTO PARA VER EM www.novaodivelas.tv

CARNEIRO Carta Dominante: Ás de Copas, que significa Princípio do Amor, Grande Alegria. Amor: Não seja egoísta, pense nos sentimentos das outras pessoas. Proteja as suas emoções tornando-se cada dia que passa num ser humano mais forte e então sim, será feliz! Saúde: Tente relaxar um pouco mais, anda com os nervos à flor da pele. Dinheiro: Seja prudente na forma como gere as suas finanças. Horóscopo Diário Ligue já! 760 30 10 11

TOURO Carta Dominante: Cavaleiro de Ouros, que significa Pessoa Útil, Maturidade. Amor: A pessoa com quem sonhava há algum tempo poderá surgir inesperadamente. Aprenda a escrever novas páginas no livro da sua vida!. Saúde: O seu nível de cansaço encontra-se elevado, deve descansar e dormir mais horas. Dinheiro: Período favorável para novos negócios, poderá surgir uma proposta há muito aguardada. Horóscopo Diário Ligue já! 760 30 10 12

GÉMEOS Carta Dominante: 8 de Espadas, que significa Crueldade. Amor: Todos os conflitos se resolverão com muita calma e compreensão. Saúde: Momento estável, aproveite para descansar. A Vida espera por si. Viva-a! Dinheiro: Período pouco propício para investimentos em grandes proporções. Horóscopo Diário Ligue já! 760 30 10 13

CARANGUEJO Carta Dominante: o Mágico, que significa Habilidade. Amor: Os seus filhos sentem a sua falta, dê-lhes mais atenção. Seja um bom professor, eduque para que os mais jovens tenham uma profissão, mas, sobretudo, eduque-os para a vida. Saúde: Poderá sentir alguns problemas de ouvidos. Dinheiro: Fase equilibrada, sem alterações de maior. Horóscopo Diário Ligue já! 760 30 10 14 LEÃO Carta Dominante: 6 de Ouros, que significa Generosidade. Amor: A sua vida afectiva beneficiará desta sua fase mais sentimental. A força e a humildade caminham de mãos dadas! Saúde: Nada o preocupará. Dinheiro: Não gaste as suas finanças em bens desnecessários. Horóscopo Diário Ligue já! 760 30 10 15

VIRGEM Carta Dominante: O Carro, que significa Sucesso. Amor: Cuidado com as atitudes que toma, revelarão falta de maturidade sentimental. Perdoe-se a si próprio! Saúde: Não se medique, procure um médico. Dinheiro: Se quiser entrar num novo negócio, esta será a melhor altura. Horóscopo Diário Ligue já! 760 30 10 16

BALANÇA Carta Dominante: Rainha de Paus, que significa Poder Material e que pode ser Amorosa ou Fria. Amor: Não fique desatento ao que se passa à sua volta. A força do Bem transforma a vida! Saúde: Sentir-se-á em forma e sem preocupações. Dinheiro: Poderão surgir algumas dificuldades. Horóscopo Diário Ligue já! 760 30 10 17

ESCORPIÃO Carta Dominante: 2 de Copas, que significa Amor. Amor: Não deixe que o ciúme estrague a sua relação, quem sabe proteger-se das emoções negativas aprende a construir um futuro risonho! Saúde: Não cometa grandes excessos alimentares. Dinheiro: Não está numa boa altura para contrair empréstimos. Horóscopo Diário Ligue já! 760 30 10 18

SAGITÁRIO Carta Dominante: O Mundo, que significa Fertilidade. Amor: Esclareça as situações conflituosas recorrendo ao diálogo. Uma personalidade forte sabe ser suave e leve como uma pena! Saúde: Cuidado para que possa evitar gripes e constipações. Dinheiro: Neste campo nada o afectará. Horóscopo Diário - Ligue já! 760 30 10 19

CAPRICÓRNIO Carta Dominante: O Imperador, que significa Concretização. Amor: Aproveite este momento de boas energias para estar com o seu companheiro. Saúde: Nada de preocupante nesta área. Dinheiro: A este nível nada o perturbará. Arrisque! O sucesso espera por si! Horóscopo Diário - Ligue já! 760 30 10 20 AQUÁRIO Carta Dominante: 6 de Espadas, que significa Viagem Inesperada. Amor: Para que a sua relação permaneça estável, confie mais no seu amor. Saúde: Evite comer tantos doces para não prejudicar o seu organismo. Dinheiro: Poderá investir mais seriamente num projecto, se for esse o seu desejo. Horóscopo Diário Ligue já! 760 30 10 21

PEIXES Carta Dominante: Ás de Ouros, que significa Harmonia e Prosperidade. Amor: Não sofra por antecipação, porque assim não viverá as alegrias e felicidades de cada momento que passa. Dedique algum do seu tempo à vida familiar e social. Saúde: Consulte o seu médico para que faça um check-up ao seu organismo. Dinheiro: Não gaste em demasia, poderá precisar de algum dinheiro mais tarde. Horóscopo Diário Ligue já! 760 30 10 22


11 Fevereiro 2011

Nova Odivelas 3

CINEMA . Manuel Mozos com Ruínas na Malaposta. Entrevista ao realizador em www.novaodivelas.tv

QUOTIDIANOS POLÍTICA

CDU discorda de cortes nos apoios aos bombeiros a reunião do executivo municipal foi aprovada uma proposta que reduz os subsídios a atribuir às associações de bombeiros do concelho de Odivelas pela câmara de Odivelas e com a qual os vereadores da CDU não estão de acordo, conforme deram conta em conta de imprensa. Os vereadores lembram a CDU sempre votou a favor todas as propostas de apoio às três associações de bombeiros, desde o tempo da comissão instaladora e

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que «Tiveram por base os apoios que já eram garantidos pela Câmara de Loures». Para a CDU, «O papel insubstituível dos bombeiros na prevenção e protecção de pessoas e bens e, em geral, em prol das populações, com a dedicação, empenho, destreza e coragem que indiscutivelmente coloca estes homens e mulheres no centro da nossa história da missão de socorro, fundamenta e justifica de forma inquestionável todos os apoios que lhes têm vindo a ser as-

segurados». Segundo a nota da CDU «A proposta agora votada pela maioria PS/PSD relativa aos apoios e subsídios para o presente ano de 2011 corresponde a um retrocesso que, pela sua amplitude, entendemos excessivo, injusto e inaceitável e, por esse facto, a nossa discordância e o nosso voto contra». Os vereadores da CDU lembram que, «Com a justificação das grandes dificuldades financeiras vividas

pela autarquia, esta proposta representa não só a suspensão integral dos subsídios para reequipamento e para aquisição de viaturas e/ou outros equipamentos, num total de 130.000 euros, como ainda, de forma cega e transversal, uma redução em 10% na esmagadora maioria dos restantes apoios, seja ao nível da gestão corrente e manutenção, reembolso das despesas de água e electricidade ou na facturação separada por remoção dos resíduos sólidos».

POLÍTICA

Câmara implementa proposta da JSD A JSD de Odivelas emitiu uma nota de imprensa onde dá que a Câmara Municipal de Odivelas implementou uma proposta apresentada por esta juventude partidária, através da bancada do PSD, na reunião da Assembleia Municipal de Odivelas realizada a 27 de Maio de 2010. Diz a nota que a JSD tomou conhecimento da implementação da medida através de uma noticia

publicada no site da CMO. Tratase da associação à comunidade Bookcrossing que consiste na ideia de «Ler um livro e depois de se registar em www.bookcrossing.com, poder “libertá-lo” apenas com um aviso na página da internet, revelando o lugar e a data onde o livro irá ser deixado. Desta forma, poderá tornar-se possível acompanhar o trajecto de cada publicação

POLÍTICA

e ficar a saber quem leu a obra, onde a encontrou e o que achou». A JSD justifica a apresentação da proposta com a necessidade de combater a falta de hábitos de leitura e lembra que «Curiosamente com abstenção da bancada do PS, a Recomendação foi aprovada pela Assembleia Municipal». Os jovens laranjas de Odivelas congratulam-se com «A decisão do Exe-

cutivo Municipal em levar em diante esta ideia proposta pela JSD Odivelas e posteriormente recomendada pela Assembleia Municipal, com o nobre intuito de combater a falta de hábitos de leitura dos munícipes odivelenses, podendo ser um exemplo a seguir pelas restantes autarquias», considerando que «É assim reconhecido o valor desta ideia proposta da JSD Odivelas».

POLÍTICA

Horário do Voltas não serve... DGAL dá razão ao BE Nota de imprensa do seu gabinete dá conta de que o vereador independente Paulo Aido, recomendou o alargamento do horário do Voltas da Vertente Sul na reunião do executivo municipal realizada a 08 de Fevereiro. O vereador invoca a existência de «Dezenas de habitantes nos bairros do Vale do Forno e da Encosta da Luz que não podem usufruir deste meio de transporte porque tanto o horário de início, 08h00, como do término, 17h30, são incompatíveis com os horários de trabalho» sublinhando que «A maioria das pessoas daqueles bairros que utilizam o metropolitano o fazem entre as o6h30 e as o7h30 e que o regresso a casa também acontece

Documentos integrais em www.diariodeodivelas.com

Em comunicado enviado à imprensa a Comissão Concelhia de Odivelas do Bloco de Esquerda, dá conta de que a Direcção-Geral da Administração Local (DGAL) deu razão a este partido na questão da legalidade das substituições de representantes do BE nas diversas Comissões Especializadas na Assembleia Municipal de Odivelas (AMO). O caso começou com «Entraves, levantados pela líder da bancada da CDU» que considerava ilegais essas substituições. Perante a situação, Sérgio Paiva, presidente da AMO, solicitou um parecer à DGAL que em parecer enviado esta semana à Assembleia Municipal considera serem legais tais substituições.

Perante esta situação, o Bloco de Esquerda «Reafirma a sua perplexidade com o sucedido e exige saber quem assume a responsabilidade política pelo impedimento da entrada de representantes de uma força com legitimidade democrática em reuniões da Assembleia Municipal». O BE diz ainda que «A vontade dos cidadãos e cidadãs de Odivelas, traduzida na representação eleitoral alcançada por todos os partidos, merece igual respeito democrático, independentemente da sua dimensão. Esperamos que, após esta clarificação, o respeito pela democracia regresse a todas as sessões da Assembleia Municipal de Odivelas».

evento que representou a oportunidade para a troca de experiências entre dirigentes dos vários Grupos, não só com a participação de dois elementos da sua Chefia, mas também ao nível da organização. Habituados a prepararem as actividades para os escoteiros mais novos, os dirigentes tiveram aqui a oportunidade de vestirem o papel de participantes e desfrutarem de uma actividade preparada especificamente para eles. A manhã de sábado foi preenchida com

um “Jogo de Vila”, no qual tiveram de efectuar uma longa caminhada, que os levava a vários postos, onde os seus conhecimentos escotistas foram postos à prova, e onde foi testada a sua coragem. À tarde tiveram a oportunidade de participar em dois ateliers temáticos, um relativo à importância da “Animação” nas actividades que os Escoteiros organizam e outro no qual se falou de uma expedição de 8 meses que levou um Escoteiro de bicicleta de Portugal até ao Tajiquistão, uma experiência

contada na primeira pessoa. No final do dia foi dada uma pequena formação através de jogos experienciais, nos quais se pretendia que os dirigentes adquirissem algumas competências ao nível da Liderança e Trabalho em Equipa. No Domingo, realizou-se o primeiro Conselho Regional desta região, no qual se definiu o Plano de Actividades para este Ano Escotista, e que contou com a presença de cerca de cerca de 150 dirigentes de vários Grupos. João Leandro

muito para além das 17h30». O vereador independente recomendou ainda a monitorização deste transporte e sugeriu que «O alargamento do horário possa ser compensado com a redução de três para duas voltas nas horas de menor afluência de utentes, evitando grandes aumentos nos custos de operação». O vereador Paulo Aido manifestou-se contra as cedências do novo Pavilhão Multiusos para espectáculos, um deles a decorrer já no próximo fim-de-semana, «Porque não de um modelo de gestão onde existam um regulamento de taxas aplicáveis ou tabela de preços que sirva de referência».

ESCOTISMO

INDABA 2011 Realizou-se entre 04 e 06 de Fevereiro, em Sintra, o INDABA 2011, primeiro encontro Regional de Escoteiros Chefes, organizado pela recentemente criada Região de Lisboa e Vale do Tejo. Participaram dirigentes dos Grupos de Escoteiros das zonas de Lisboa, Leiria, Santarém e Castelo Branco, num total de cerca de 60 pessoas. O Grupo 19 da Pontinha participou no

BE, PCP, PS E PSD respondem ao nosso pedido de reunião Na sequência do nosso pedido de reuniões com os grupos parlamentares, enviado na semana passada a todos os partidos com assento na Assembleia da República, recebemos as primeiras três respostas. O Bloco de Esquerda, o Partido Comunista Português e o partido socialista agendaram para breve as reuniões solicitadas e o Partido Social Democrata acusou a recepção do nosso pedido e respondeu que ia estudar o assunto. São respostas animadoras. Esperemos agora que os restantes partidos nos respondam e nos recebam. Queremos que nas comemorações do 37º aniversário do 25 de Abril os partidos assumam a sua responsabilidade na questão da classificação do Posto de Comando do MFA. Sabemos que o IGESPAR tem a palavra final nesta matéria. Sabemos que as câmaras municipais são parte interessada e indispensável no processo de classificação patrimonial. Quanto ao IGESPAR, também sabemos que, se nos mantivermos quietos e calados, o assunto ficará para as calendas gregas, acabando por acontecer o mesmo que aconteceu com os painéis do Senhor Roubado, que o antigo IPPAR prometeu há mais de 10 anos restaurar e eles continuaram a degradar-se inaceitavelmente. Quanto à Câmara Municipal de Odivelas, também sabemos que prometeu há largos meses, pela voz do vereador da Cultura, que queria classificar, não só o Posto de Comando, como o próprio Regimento de Engenharia Nº 1, que, pela dificuldade que encerra, poderá inviabilizar a classificação do Posto de Comando, matéria menos polémica do ponto de vista institucional. E, talvez por isso mesmo, nunca mais tivemos notícias sobre o processo que é suposto a câmara de Odivelas estar a promover. O objectivo imediato do movimento cívico POSTO DE COMANDO SEMPRE é levar esta questão à discussão na Assembleia da República e, perante a situação acima descrita, não ficaremos quietos e calados.

Jorge Martins postodecomando@gmail.com


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Nova Odivelas

11 Fevereiro 2011

QUOTIDIANOS Japão 2620-439 Um grupo de alunos de área de projecto da Escola Secundária da Ramada, Cátia Ferreira, Luís Oliveira, Tatiana Soares e Susana Silva vão realizar este fim-de-semana, 12 e 13 de Fevereiro um evento sobre a cultura pop-japonesa, denominado Japão 2620-439. Nesta organização os jovens contam com a orientação da professora Cátia Profano e com o apoio do director Edgar Oleiro. O evento vai contar com actividades ligadas à cultura pop-japonesa como karaoke; concurso de cosplay; workshops de origami, banda desenhada, e dança K-pop; assim como a actuação de duas bandas de j-rock e uma de rock. Um maid café, com comida japonesa e coreana completa as actividades. Feira do Livro de Autores do Brasil No dia 09 de Fevereiro foi inaugurada a segunda Feira do Livro do ciclo dedicado aos autores lusófonos, que desta feita contou com a presença de livros de escritores brasileiros e que vai decorrer até 19 de Fevereiro. Na inauguração foi apresentada a obra da investigadora Anete Costa Ferreira, uma visita à Mostra de trabalhos de Pintura de Darcy Morais, e uma demonstração de Capoeira pela Escola Abada Capoeira, com a presença do Instrutor Chá Preto e dos seus alunos de capoeira. Vítor Burity da Silva No dia 3 de Fevereiro, na Biblioteca Municipal D. Dinis, no âmbito da Feira do Livro de Autores Angolanos, teve lugar um encontro com o escritor Vítor Burity da Silva. No público, três turmas do 10º ano da Escola Secundária de Caneças colocaram diversas questões, às quais o escritor foi respondendo, inclusive com confissões da sua vida. Vítor Burity da Silva admitiu que foi complicado editar o seu primeiro livro; que começou a escrever pequenas histórias ainda estava na primária; que demora 3 a 4 meses para escrever uma obra; que a vida de escritor é uma vida de dor, de isolamento familiar e que o seu local preferido para escrever é à beira-mar. Vítor Burity da Silva, deixou ainda uma mensagem de incentivo à leitura, referindo que hoje em dia «Vivem-se tempos bem mais facilitados, de novas tecnologias que têm de ser bem aproveitadas. Leiam! Seja qual for o autor, leiam sempre! Ler faz de nós pessoas mais inteligentes!». PUB

TRABALHO

Greve dos SMAS amontou lixo nas Henrique Ribeiro henrique_ribeiro@simpruspress.pt

Das 23h00 de Segunda-feira, às 20h00 de Sexta-feira, os trabalhadores dos SMAS de Loures estiveram em greve como protesto pelo corte de um subsídio de deslocação que auferiam há 27 anos e que foi retirado por decisão da Câmara Municipal de Loures em reunião de 17 Novembro de 2010, deixando Odivelas marcada por enormes lixeiras junto aos contentores.

N

o serviço de recolha de resíduos sólidos a paralisação teve 100% de adesão o que tornou Odivelas pouco agradável, com enormes montes de lixo à volta dos contentores. Uma volta pelo concelho mostrou que todas as freguesias e bairros foram afectados com esta greve. No dia 08 de manhã, quatro dias depois do fim da greve, ainda eram visíveis os seus efeitos em muitos locais do concelho. Para perceber melhor as causas e consequências desta greve, conversamos com João Coelho da direcção do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL). Cerca de 1.500 trabalhadores dos SMAS e da Câmara Municipal de Loures recebiam, desde há 27 anos, um subsídio de deslocação que «Tinha por objectivo diminuir as desigualdades entre os trabalhadores que trabalhavam na vila de Loures, de então, tinham o refeitório municipal onde podiam tomar uma refeição a um preço muito reduzido. Os trabalhadores que trabalhavam fora da vila não tinham essa possibilidade. Por isso foi criado este subsídio, que era mais

um subsídio de refeição para diminuir essa desigualdade». Todos os executivos municipais que se seguiram mantiveram esse subsídio, até ao dia 17 de Novembro de 2010, quando, em reunião de câmara, foi retirado, por não ter enquadramento legal, segundo o município de Loures. A retirada do subsídio «Repôs a situação de desigualdade e não havendo soluções por parte da Câmara Municipal, para resolver o problema os trabalhadores decidiram fazer um plenário, a 23 de Dezembro, que foi muito participado, para protestar contra esta decisão», explicou João Coelho. O STAL fez várias reuniões com Carlos Teixeira, presidente da Câmara de Loures e administradores do SMAS (Serviços Municipalizados de Água e Saneamento) «Para tentar encontrar uma solução para este problema e nunca houve vontade, por parte do executivo, de o resolver. Tivemos então de partir para este greve e depois dela já começaram a aparecer algumas soluções o que mostra que afinal não havia era vontade de resolver o problema». As soluções que foram apresentadas ao STAL ainda não são de molde a satisfazer os trabalhadores. «As soluções que nos apresentaram permitiam que alguns trabalhadores, não todos, voltassem a ter perto dos valores perdidos, através de ajudas de custo, solução que a lei ainda permite. Mas, juntamente com isso queriam alterar horários de trabalho e rotação de turnos que são coisas a que os trabalhadores sempre disseram que não, que não era isso que se estava a discutir. O que se estava a discutir era a reposição deste subsídio e não alteração de horários. Por isso essas soluções não foram aceites». O STAL espera que continuem a ser feitas proposta por parte do executivo e «Nós cá estaremos para as negociar». João Coelho não aceita a justifica-

> Cinco dias depois do fim da greve Odivelas ainda estava assim.

ção da falta de enquadramento legal e lembra que em 2009, já com a actual lei, a Câmara de Loures atribuiu esse subsídio aos trabalhadores que transitaram do Ministério da Educação com a passagem da tutela das EB 2,3 para o município. Para o STAL «Um subsidio atribuído há 27 anos torna-se um direito adquirido e queremos que os trabalhadores voltem a ter esse direito que perderam». Para a grande maioria dos trabalhadores este subsídio significava cerca de 90 euros por mês, porque estavam deslocados todos os dias. Quanto à adesão a esta greve, João Coelho disse que foi a que o sindicato previa. «Foi uma greve muito participada. Na recolha dos resíduos sólidos foi a 100%; cerca de 80% das escolas do concelho de Loures encerraram e o sector operário da câmara e dos SMAS também rondou os 90% de adesão». O dirigente do STAL condenou a atitude da câmara de Loures de, no dia seguinte ao fim da greve, Sábado, não deixar trabalhar em regime de horas extraordinárias os trabalhadores da recolha de resíduos sólidos tendo contratado

uma empresa para esse efeito. «Foi um acto de vingança numa atitude persecutória por parte do presidente Carlos Teixeira que entendeu que os trabalhadores no Sábado não haviam de trabalhar. Contratou uma empresa que custou muito mais dinheiro aos munícipes do que custaria o trabalho feito pelos trabalhadores dos SMAS. Em contas por alto o trabalho efectuado pelos trabalhadores custaria aos munícipes cerca de 8.500 euros e o trabalho feito pela empresa, se foi uma equipa, ronda os 75.000 euros. E, os munícipes têm de saber que na factura da água vem lá a taxa de resíduos sólidos e que acabam por ser eles a pagar uma birra do presidente da câmara de Loures». Se nas negociações que estão a ser feitas após greve não se chegar a nenhum acordo o STAL, segundo João Coelho, vai realizar plenários com os trabalhadores, saber o que pretendem fazer daqui para a frente e cá estaremos para os apoiar e estar sempre na linha da frente em defesa dos direitos. João Coelho tem esperança no desfecho favorável desta situação «Assim haja vontade do executivo municipal de Loures. Espero que

Fotografia: Helena Martins

DIRECTAS


11 Fevereiro 2011

Nova Odivelas 5

CIDADE. Vitor Machado, presidente da Junta de Freguesia de Odivelas insurge-se contra o SMAS de Loures. Entrevista na NO TV www.novaodivelas.tv

DIRECTAS Um Livro por um Sorriso Até ao final do mês de Fevereiro, a Câmara Municipal de Odivelas está associada à campanha Eu dou um Livro por um Sorriso de uma Criança Moçambicana, e Você?, uma iniciativa da Associação Karingana Wa Karingana. A Associação Karingana Wa Karingana é uma entidade sem fins lucrativos, cujo objectivo é promover acções de apoio, solidariedade, cooperação e desenvolvimento junto dos povos. A campanha consiste na recolha e envio de livros para Moçambique, com a colaboração dos CTT. Os livros identificados como fundamentais para esta campanha, consistem em obras de Literatura de autores de língua portuguesa; Banda desenhada; Dicionários; Enciclopédias; Atlas; Gramáticas; e Livros técnicos que não sejam manuais escolares. Os livros a doar podem ser depositados na Biblioteca D. Dinis, em Odivelas, ou no núcleo da Pontinha, até ao final de Fevereiro.

s ruas de Odivelas No que diz respeito à câmara de Odivelas o STAL afirma que vai apresentar queixa em tribunal. Contactámos a Câmara Municipal de Odivelas sobre esta questão e o Chefe de Gabinete da Presidência, José Esteves disse-nos que a autarquia está tranquila quanto à questão da queixa e considerou que «Não houve violação do direito à greve por parte da câmara uma vez que não é a entidade empregadora.

as consequências do amontoar do lixo junto a escolas e equipamentos públicos de maior risco». O porta-voz da CMO disse que em vários locais roedores e outros animais estavam a romper os sacos e a espalhar o lixo na via pública o que «Acabaria por se tornar um caso de saúde pública. Não colocámos em casa o direito à greve mas defendemos outro direito tão importante como esse que os munícipes de Odivelas têm que é a saúde pública».

Numa breve volta por alguns locais do concelho no dia 08, quatro dias depois do fim da greve, encontramos autênticas lixeiras à volta dos contentores. Conversámos com alguns munícipes que se mostraram desagradados com a situação. Maria Emília Dias, de Odivelas, não sabia que havia greve. Dissenos que sendo assim os trabalhadores tinham direito a lutar mas que não tinham o direito de prejudicar os outros. Um comerciante da Pontinha, que

Fotografia: David Braga

haja bom senso. É preciso ver que depois de todas as penalizações por via do Orçamento de Estado que os trabalhadores vão sofrer, haver mais um corte de 90 euros para quem ganha pouco mais que o ordenado mínimo, e muito mau para os trabalhadores». Por isso o sindicalista pede que haja bom senso por parte da Câmara Municipal de Loures. João Carvalho acusou a Câmara Municipal de Odivelas de «Uma clara violação do direito à greve» ao ter contratado uma empresa para recolher o lixo durante a greve. «Os trabalhadores em greve não podem ser substituídos e foi o que aconteceu. Fomos alertados por um trabalhador dos SMAS que habita em Odivelas que havia camião de uma empresa a recolher, Viemos à procura dele e acabámos por o encontrar no Bairro da Codivel. Parámos a viatura, chamámos a polícia que se recusou a ir ao local, que não tinham nada com isso e que nós é que não devíamos impedir os trabalhadores de trabalhar, ou seja tomou o partido da autarquia, e então dirigimo-nos á esquadra para apresentar uma queixa. Entretanto a Câmara Municipal de Odivelas chamou a polícia que prontamente apareceu, inclusivamente levou alguns membros do Corpo de Intervenção que ameaçaram os membros do piquete que lá estavam, identificaram alguns e acabaram por deixar sair o camião que segundo parece continuou o seu trabalho». O STAL, segundo João Coelho, não está contra os trabalhadores dessa empresa, «Que são trabalhadores como os que estavam em greve, estamos sim contra a atitude da câmara de Odivelas que impediu que os trabalhadores fizessem greve ao substituí-los por outros». Quanto à actuação da PSP o STAL já fez «Várias denúncias ao Ministério da Administração Interna, ao Comando Geral e à PSP de Odivelas e aguardamos resposta».

> Imagem que se repetia um pouco por todo o concelho.

Os trabalhadores em greve eram funcionários dos SMAS de Loures». José Esteves afirmou que a CMO respeita os direitos dos trabalhadores mas sublinhou que «A forma como esta greve decorreu sem respeitar os serviços mínimos na recolha dos resíduos sólidos levou a que outros direitos estivessem em causa, como a saúde pública dos munícipes de Odivelas que a câmara que o direito e obrigação legal de assegurar». Por isso, segundo o Chefe de Gabinete da Presidência, a câmara de Odivelas «Decidiu actuar para minorar

Sobre algumas acusações feitas nas redes sociais de que a câmara só se teria preocupado com alguns locais, José Esteves afirmou que o percurso abrangia mais locais e que «Não foram feitos todos porque o piquete de greve impediu a empresa de trabalhar». No entanto, fontes contactadas pelo Nova Odivelas garantiram que a empresa tinha sido contratada para fazer as recolhas só na freguesia de Odivelas. A nossa fonte questionou: «Então nas outras seis freguesias não havia risco de saúde pública».

pediu para que não revela-se-mos o nome, com contentores quase à porta, disse que tem perdido clientes por causa do cheiro e do monte de lixo. A maioria das pessoas que ouvimos concordou com a necessidade dos trabalhadores fazerem greve mas manifestou preocupação pela acumulação dos lixos na via pública.

Entrevista a João Coelho

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Joel Santos em Odivelas No dia o4 de Fevereiro, o Centro de Exposições de Odivelas recebeu o fotógrafo profissional Joel Santos que veio dar uma palestra intitulada Viagens fotográficas – o Mundo através das lentes. Durante duas horas, o imenso público presente ouviu histórias de vida que Joel Santos captou, através das suas máquinas fotográficas, nas diversas viagens que tem feito, assumindo-se mais como um fã das viagens pelo continente asiático. O fotógrafo confessou ainda estar permanentemente de malas feitas, ao ponto de ter viagens marcadas para todos os meses deste ano, incluindo à Finlândia, poucas horas depois desta palestra em Odivelas. A palestra esteve inserida na Exposição de Fotografia “Léguas do Mundo – Imagens que nos fazem sonhar”, actualmente patente no Centro de Exposições de Odivelas. Curso de Guias Nos dias 29 de Janeiro e 5 de Fevereiro, decorreu no Jardim Botânico de Famões, o Curso de Guias, que tem como principal objectivo habilitar os interessados a dinamizarem actividades pedagógicas no jardim, com o intuito de criar uma bolsa de guias que possam de futuro acompanharem as visitas guiadas e dinamizarem actividades pedagógicas desenvolvidas para este espaço. A formação teve como público-alvo professores, estudantes do ensino superior, técnicos superiores com conhecimentos em Biologia. Este curso tem mais uma sessão marcada para dia 19 de Fevereiro. PUB


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Ponto & Vírgula

O ponto-e-vírgula marca uma pausa mais longa que a da vírgula (para que se aprenda a respirar), no entanto menor que a do ponto (para que não se perca a oportunidade de agir).

SMAS … ou a eterna dor de cabeça de Odivelas

Kalunga

Dualidades

Pré publicação semanal da novela de João Carvalho

VII

PCP – 90 anos ao serviço do povo e do país Um partido com passado, presente e futuro!

Maria da Luz Nogueira

F Teresa Salvado teresa_salvado@coisas.info

sta semana tive um acesso de saudosismo e resolvi recuperar o formato entrevista. O mote: a recente greve dos SMAS de Loures que, naturalmente, afectou Odivelas. Ao que parece (e digo ao que parece porque eu não estava lá para ouvir, mas tenho pena), durante a Sessão Solene Comemorativa do Aniversário da Freguesia de Caneças, em Setembro do ano passado, a presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Susana Amador, afirmou: «A inércia dos SMAS evidencia que teremos de escolher entre uma empresa municipal que discrimina o Concelho sendo um parceiro que não tem, nesta altura, capacidade de investimento para infra-estruturas necessárias e mudar de vida». Pergunto eu: A autarquia de Odivelas, liderada pela socialista Susana Amador, só percebeu a meio do seu segundo mandato que há problemas com os SMAS? Acho estranho. Será que a senhora presidente já esqueceu os conflitos que a fizeram sentar-se à mesa de conversações com Carlos Teixeira, enquanto presidente dos SMAS, depois desta entidade ter cortado a água em vários locais de Odivelas por falta de pagamento? Desde essa altura, em 2006, que o executivo de Odivelas inclui em alguns dos seus discursos a necessidade de se autonomizar dos SAMS de Loures, aos quais continuam ligados após 10 anos como concelho. Ficam aqui algumas questões que gostaria de colocar ao executivo:

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1 – Como está a situação da divida de Odivelas aos SMAS? 2 – Qual o papel dos representantes de Odivelas nos SMAS de Loures? 3 - O que estes têm feito para melhorar os serviços desta entidade no concelho? 4 – Tem sido feita alguma coisa para queOdivelas tenha os seus próprios SMAS? O quê? 5 – Quanto custaria a Odivelas ter os seus próprios SMAS? 6 – Tem Odivelas essa verba? Onde se iria financiar? Alguém quer responder?

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undado em 6 de Março de 1921, no conturbado período da I República, o PCP assume-se desde logo como defensor do movimento operário na sua luta por melhores condições de vida e de trabalho, dando expressão política ao profundo descontentamento popular existente. Com o golpe militar de 1926 que abriu caminho à ascensão de Salazar ao poder e com ele à instauração do fascismo, o PCP passa à clandestinidade. Foi na clandestinidade que muitos militantes comunistas resistindo à ditadura lutaram pela liberdade. Muitos foram presos, torturados, mandados para as prisões do Tarrafal, conhecido como o Campo da Morte Lenta, Aljube, Peniche, Caxias. Alguns pagaram com a vida, entre eles Bento Gonçalves, Secretário-Geral do PCP que foi assassinado no Tarrafal em 1942. A luta pela Liberdade foi a chama que os comunistas mantiveram até à Revolução de Abril. Derrubada a ditadura, o PCP assume-se como o grande impulsionador das transformações políticas, sociais, económicas e culturais que viriam a ficar vincadas na Constituição da República Portuguesa. Os trabalhadores conquistam o direito à segurança no emprego, com a proibição dos despedimentos sem justa causa, é instituído o Salário Mínimo Nacional e o direito a férias. É conquistado o direito à greve e instituído o direito à protecção social, à saúde e à educação. São nacionalizados sectores estratégicos da economia como garante para o desenvolvimento do país. É aprovada a lei da Reforma Agrária para dar a terra a quem a trabalha. Mercê da acção do PS (que cedo meteu o socialismo na gaveta), do PSD e do CDS, parte destas conquistas foram aniquiladas, outras estão seriamente ameaçadas. Hoje voltamos a assistir aos grandes grupos económicos que ditam os destinos do país e nos arrastaram para uma crise sem precedentes, à qual eles ficam imunes. Em nome dessa crise assistimos a um terrorismo social sem limites: cortam-se nos salários, não se aumentam as reformas, retira-se o abono de família a milhares de crianças, reduz-se a acção social escolar, retira-se o apoio social aos desempregados… A política de desenvolvimento seguida pelos governos do PS e do PSD, com a ajuda do CDS, destruiu a agricultura e as pescas, com consequências nefastas para a economia. Nos últimos dez anos, o défice da nossa balança comercial alimentar (diferença entre o que exportamos e importamos) disparou 23,7%. Estamos cada vez mais dependentes do estrangeiro para comer… Com a Campanha Portugal a Produzir, o PCP aponta um conjunto de medidas realistas e necessárias para inverter este estado de coisas e garantir o futuro do país: colocar nas mãos do Estado sectores estratégicos como a banca, a energia e as telecomunicações; investir na agricultura e nas pescas; promover um programa de industrialização do país; apostar na dinamização do mercado interno, valorizando os salários e apoiando as PME’s e o movimento cooperativo. Portugal precisa de outra política que aposte efectivamente no desenvolvimento, que potencie as capacidades e recursos do país, que abra horizontes às novas gerações. É esse futuro que queremos construir!

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Como a maioria das aldeias tchokwe, Cambondo ficava no cimo de uma pequena elevação, sobranceira ao Lóvua. Restos de uma antiga estratégia de tantos povos, que procuravam instalar-se onde melhor pudessem organizar a sua defesa, contra eventuais inimigos. Ao avistar, ainda longe, a aldeia, Luís Morgado pediu a um trabalhador das minas, que o encarregado de Lóvua lhe tinha cedido, para o acompanhar, porque era natural do lugar, que fosse à frente ver como estava a aldeia, nomeadamente se havia estranhos na mesma, ou alguma agitação, por outro motivo. Antes de partirem, o mesmo encarregado tinha informado Luís de que nenhum trabalhador, natural daquela aldeia, tinha vindo a casa desde o dia em que Benilele tinha aparecido no Lóvua. Portanto, era natural que não tivesse sido dado nenhum alarme sobre a presença dela no destacamento. Camusenge e Luís Morgado já tinham, também, anteriormente, reflectido que, tendo começado a estação das chuvas, era quase impossível seguir-lhe a direcção dos passos, o que, de outro modo, para um tchokwe, bom caçador, portanto, bom pisteiro, não teria sido difícil. Aguardando o regresso do trabalhador, com notícias, Luís procurava, deste modo, ter o máximo de informação, para não ser surpreendido por muitos imprevistos. O trabalhador, de nome Muteque-Muele, regressou com a informação de que o único evento digno de nota era, de facto, o desaparecimento de Benilele. Corriam as versões mais desencontradas, mas a que prevalecia, era a de que o pretendente a tinha raptado, para não ter de pagar mais presentes à família. Como o soba não estava capaz de decidir nada, esperavam a chegada dos trabalhadores que, como Muteque-Muele, estavam em Lóvua, para decidirem o que fazer, ou para estes reportarem o caso às autoridades. - Bom - disse Luís Morgado - querem as autoridades, aqui as têm, e mais cedo do que esperavam. Avancemos. A aldeia estava rodeada de uma paliçada, não muito alta, a qual servia para a proteger da entrada, involuntária, ou não, de alguns animais selvagens. No interior, em disposição mais ou menos rectangular, encontravam-se as diversas construções. Algumas não passavam de meras palhotas revestidas de ripas de vegetação seca, de alto a baixo, com uma única entrada, a fazer lembrar os rolheiros de cereal do Norte de Portugal, embora em versão bojuda. Outras, maiores, tinham forma rectangular, com telhado de colmo, suportado por estacas, sendo as paredes feitas, também, de estacaria agregada em secções. Havia umas quantas que tinham paredes de tijolos de barro, com janelas e várias com telhados de zinco. As construções estavam numa zona de clareira, embora pontificasse uma ou outra árvore. Entrava-se na aldeia por um dos lados mais curtos do rectângulo, estando as habitações dispostas de um lado e de outro, primeiro as dos habitantes, digamos, comuns, seguindo-se a banza, ou conjunto de construções reservadas ao soba e sua família chegada – mulheres e filhos. Pouco depois da entrada, no meio, por assim dizer, da rua principal da aldeia, ficava a chota, construção em forma de alpendre, que era o local de reunião da população. A entrada na aldeia foi anunciada por um coro de cães que, imediatamente, fez surgir, de todos os lados, vários habitantes dos dois sexos e diversas idades. Luís Morgado pediu a Muteque-Muele que procurasse saber se era possível visitar o soba, por cortesia. Mesmo que este não estivesse em condições de apreciar o gesto, certamente que ele cairia bem entre os restantes habitantes. Luís, Camusenge e Muteque-Muele dirigiram-se para os lados da banza, onde foram recebidos pela muata-muári, primeira mulher do soba. Tocando com as pontas dos dedos na veste da mulher, em sinal de respeito, Muteque-Muele perguntou pelo mulopo (8). Como lhe respondesse que estava ausente, ela própria os introduziu na construção que servia de habitação ao soba, bastante maior que as outras. Tinha duas divisões. Na primeira, que atravessaram, estavam depositados diversos utensílios, como panelas, cestos e bilhas, uns com produtos, outros vazios, instrumentos musicais, em que predominavam quissanges (9) e tambores de vários tamanhos e feitios, armas, como canhangulos (10) e azagaias (11) e troféus de caça. (8) Mulopo – Mestre de cerimónias e ajudante do soba. (9) Quissange – Instrumento musical de percussão lamelofónica, tangido pelos dedos polegares. (10) Canhangulo – Espingarda artesanal. (11) Azagaia – Lança curta de arremesso.


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ACTUALIDADE PATRIMÓNIO CULTURAL

Petição Pública quer o Mosteiro Henrique Ribeiro henrique_ribeiro@simpruspress.pt

O Convento de S. Dinis e S. Bernardo, também conhecido como Mosteiro de Odivelas, foi idealizado pelo Rei D. Dinis, que ali se encontra sepultado, e é uma das maiores obras da arquitectura gótica em Portugal e é Património Nacional. Funcionando aí o Instituto de Odivelas está na dependência do Ministério do Exército e não está aberto ao público como acontece com outros edifícios similares. Uma petição pública quer levar o assunto à Assembleia da República. urante alguns anos no âmbito de um Protocolo entre a Câmara de Odivelas e o Instituto de Odivelas foram realizadas várias visitas guiadas, aos Domingos, algumas delas com a presença da historiadora Maria Máxima Vaz. A mudança de direcção daquele estabelecimento militar de ensino levou a que essas visitas tivessem acabado o que tem motivado alguns protestos e contestações. Agora, o projecto Pensar Odivelas – Comércio Local, de iniciativa da Comissão Política Concelhia de Odivelas do CDS/PP mas que tem contado com a participação de muitos cidadãos independentes, resolveu avançar com uma petição, online e também em papel, com o objectivo recolher as 4.000 assinaturas necessárias para levar o assunto à discussão na Assembleia da República. Pretende-se a abertura do Convento aos Sábados, Domingos e Feriados. No Sábado, 04 de Janeiro, a petição

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foi apresentada publicamente, junto ao Mosteiro. Conversámos com Miguel Xara Brasil e com Paulo Aido, vereador independente na Câmara Municipal de Odivelas que também se juntou a este movimento pela abertura do monumento à população. Miguel Xara Brasil explicou que uma das ideias do trabalho elaborado pelo Pensar Odivelas - Comércio Local «Era a revitalização e dinamização do Centro Histórico de Odivelas. Entendemos que não faz sentido ter o maior monumento do concelho fechado á população. Temos um monumento riquíssimo que parece um bunker no meio de Odivelas. Queremos que, sem prejudicar o normal funcionamento do Instituto de Odivelas, a abertura deste mosteiro ao público, aos fins-de-semana e feriados, porque entendemos que é positivo tanto para o comércio local como para a dinamização social e cultural do país. Como não se consegue abrir o mosteiro nós achámos que devíamos fazer esta petição pública para obrigar ao debate na Assembleia da República sobre esta questão». Paulo Aido, disse-nos que para além de participar na campanha pública para a recolha das assinaturas, vai convidar todos os seus pares na CMO a assinarem a petição. «Uma vez que a autarquia, enquanto órgão representativo da população do concelho, nestes doze anos de município não fez nada para que este monumento fizesse parte integrante da vida do concelho, tem de ser esta iniciativa

Autarcas do concelho e da Cidade também querem o Mostei Susana Amador

dos cidadãos a levar a reboque a Câmara que se tem revelado impotente para ultrapassar esta questão». Também para Paulo Aido «Não faz sentido haver um concelho que tem um monumento com a importância histórica do Convento de S. Dinis e S. Bernardo, que é uma obra que representa a própria génese do município que foi fundado por D. Dinis, que está sepultado aqui e está fechado ao público. Se a câmara não é capaz de alterar isto estamos aqui com muito orgulho». O vereador considera muito importante, que neste ano em que se assinalam os 750 anos do nascimento de D. Dinis, o mosteiro fosse aberto às pessoas. E, será «Um sinal dos tempos e da fraqueza desse executivo que isso venha a ser conseguido através de uma acção dos cidadãos de Odivelas e não pela câmara que devia

Alguns dos subscritores da Petição

Pedro Quartim Graça (presidente do MPT); João Sande Castro, vereador da C. M. de Cascais; Gil Antunes, presidente da Lusocapital; Diogo Feio, Eurodeputado do CDS; Hernâni Carvalho e Paulo Aido, vereadores independentes na CMO; Vítor Peixoto, dirigente do MOC; Maria Máxima Vaz, historiadora de Odivelas; João Curvelo, deputado municipal do BE; Duarte Barracas, deputado municipal do MPT; Carlos Carreiras, presidente da Distrital de Lisboa do PSD e da C. M. de Cascais; Teresa Caeiro; Pedro Mota Soares, Líder do G. Parlamentar do CDS; Paulo Portas e Graça Peixoto.

A presidente da Câmara de Odivelas, Susana Amador, considera que «A socie abertura de um Monumento de interesse nacional que é uma pérola da históri lhor um pedaço tão importante da sua história e por isso obviamente que estou tituição». A edil lembrou ainda que há outros instrumentos da democracia partic eu lutarei com as armas que tenho que é uma posição determinada nos Minist dato anterior quer no actual tenho vindo a insistir nestas áreas do poder para te A presidente considera que «Cada um deve usar os seus mecanismos. O meu um equilíbrio saudável com o Instituto de Odivelas no sentido do respeito que t é de excelência do ponto de vista daquilo que é a componente da educação qu melhor aluna na área da cidadania. Queremos manter esse justo equilíbrio com tempo o Instituto tem de perceber que o município tem de lutar pela abertura d que são os organismos governamentais. O direito de petição é um mecanismo acções que enriquecem a democracia». Susana Amador acredita que com o esforço conjunto da câmara municipal e da a força. Quem corre sozinho pode chegar mais depressa mas quem corre em lada e equilibrada neste processo iremos mais longe e espero que a petição re da República e que o Governo tire as devidas consequências desta petição qu volte face. Obviamente que a abertura do mosteiro não irá por em causa a seg pulação que vá estragar o espaço, antes pelo contrário irá ter mais auto-estim é aquilo que Santarém e outros municípios têm que é ter os seus monumentos

Vítor Machado

O presidente da Junta de Freguesia de Odivelas, Vítor Machado, disse-nos que e que já enviou vários ofícios ao Instituto de Odivelas no sentido da abertura do mensalmente se realiza no largo do D. Dinis, em frente ao mosteiro e que seri cidade. O autarca referiu que apesar dos ofícios terem sido vários até agora nã estar na linha da frente deste combate e não está aqui ninguém. Dos vereadores apenas eu próprio e o Hernâni Carvalho assinámos esta petição». Poder-se-á falar em movimento de cidadãos quando os principais mentores são políticos? Miguel Xara Brasil defende que «Embora o Pensar Odivelas tenha sido uma iniciativa do CDS/PP, ele congregou à sua volta inúmero cidadãos das mais variadas facções e nasceu precisamente porque nós achamos que o CDS deve estar aberto à população». Para o deputado municipal do CDS/PP «Há questões que são transversais e abrangem toda a população. Temos de conseguir essas questões que são transversais». Deu como exemplo o João Curvelo que é deputado munici-

pal do BE e que já assinou esta petição. Maria Máxima Vaz, historiadora de Odivelas também assinou a petição e esteve presente no lançamento da recolha de assinaturas. «Isto não é uma questão ideológica, é um desígnio municipal», sublinhou Xara Brasil. O dirigente centrista acusou ainda Odivelas de não defender as suas marcas. «D. Dinis é a marca mais forte que temos no concelho. D. Dinis é o Chefe de Estado mais visionário que Portugal alguma vez teve e na situação em que o país e o concelho estão acho que seria bom que os nossos políticos se inspirassem em D. Dinis. A primeira coisa que deviam quando tomam o poder era vir aqui fazer uma oração a D. Dinis para ver se lhes dava alguma iluminação vi-


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o de Odivelas aberto ao público

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edade civil e os partidos estão, neste caso, a lutar por uma boa causa que é a ia portuguesa e que deve ficar aberta para as pessoas puderem conhecer meu de acordo com esse tipo de alternativas que é um direito consagrado na conscipativa que estão ainda por potenciar. «Eles têm essas armas têm de as utilizar térios da Cultura e da Defesa porque há aqui uma dupla tutela. Quer no manermos aquele equipamento aberto à população. É isso que continuarei a fazer». é o mecanismo institucional, lidar com o Governo e ao mesmo tempo dirigir tenho pelas alunas, pela direcção e pelos professores. Um relacionamento que ue nos leva a participar em todas as iniciativas e a entregar o prémio para a m o Instituto de Odivelas e com a directora e com toda a gente, mas ao mesmo deste monumento tão importante e que tudo fará junto dos seus interlocutores o da sociedade civil e obviamente que concordo com este tipo de iniciativas e

a sociedade civil podem ter bons resultados. «Acredito sempre que a união faz conjunto chega sempre mais longe. Se tivermos uma acção conjunta, muscuecolha as assinaturas necessárias, que o assunto seja discutido na Assembleia ue é que é uma petição da população e que poderá permitir que haja aqui um gurança nem a qualidade do espaço. A população de Odivelas não é uma poma e quando a população tem auto-estima sabe valorizar. Aquilo que queremos abertos».

esta situação do mosteiro á situação do SMAS onde todos são socialistas e ninguém resolve nada e informou que Paulo Portas, ex-ministro da Defesa já assinou esta petição. «Isto quer dizer que se ele concorda é porque enquanto foi ministro ninguém lhe colocou a questão». Falando sobre a construção de um prédio que está a ser feita em zona de protecção ao mosteiro, Xara Brasil afirmou que o CDS já fez várias iniciativas sobre o problema. «Já tivemos cá a Dr.ª. Teresa Caeiro e o Dr. Telmo Correia a ver o que se passava com esta obra, eu falei por diversas vezes com o IGESPAR e estamos a tratar o assunto através da Assembleia da República». Paulo Aido referiu que esta questão já foi levantada em reunião de câmara pelo vereador Hernâni Carvalho «E estamos à espera de resposta, o que

não augura nada de bom porque há requerimentos que colocámos e já têm trezentos e tal dias e não há resposta para eles embora a lei diga que têm de ser respondidos em 10 dias». Paulo Aido vai estudar a possibilidade de apresentar documentos sobre o assunto nas reuniões do executivo municipal. «Estou cada vez mais consciente de que o facto de ser vereador independente, sem estar ligado a nenhuma estrutura partidária dá-me uma capacidade e espaço de manobra que é muito importante. Este tipo de acção que significa uma democracia participativa em que as pessoas são convidadas a agir e actuar em relação à sua própria terra, são muito importantes, é dar vida à própria democracia. Enquanto que a maior parte dos partidos estão a definhar é necessário que estes movimentos apareçam, cresçam e se

solidifiquem porque é a vida pública, a vida de todos nós e das novas gerações que está em causa». Até ao fecho desta edição tentámos conhecer a opinião da Directora do Instituto de Odivelas, mas não recebemos resposta às nossas tentativas, que iremos continuar a fazer por nos parecer importante conhecer a opinião sobre esta matéria. Das quatro mil assinaturas necessárias, até Quinta-feira, 10 de Fevereiro, em apenas seis dias, foram recolhidas cerca de 1.500 (mil em papel e 500 online) o que segundo Xara Brasil é um sinal de que as pessoas concordam com este objectivo e que muito rapidamente se alcançará o objectivo. Entrevistas completas

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está inteiramente de acordo que o mosteiro seja aberto á população. Disse ainda mosteiro, pedido reforçado aquando do lançamento da Feira de Velharias que ia um complemento importante para este evento promovido pela autarquia da ão obteve qualquer resposta da direcção do Instituto. sionária para tirar o país do estado em que está. Os nossos políticos municipais, que estão mesmo aqui ao lado, é só virem aqui e meditar um bocadinho ao lado do túmulo de D. Dinis. Talvez do túmulo saia um raio de luz, uma iluminação que os faça conseguir proporcionar uma melhor qualidade de vida as pessoas de Odivelas e consigam valorizar o nosso concelho». O vereador independente Paulo Aido manifestou o receio de que «Este tipo de iniciativas, que não são apoiadas pelo município, sejam depois copiadas pelo executivo que as tenta duplicar» dando como exemplo «Aquilo que aconteceu com a Confraria da Marmelada, que é um triste exemplo da forma como o executivo tem estado a gerir as coisas. Durante

séculos a marmelada branca existiu em Odivelas sem que ninguém tivesse feito nada para cuidar da imagem do produto. Há um grupo de cidadãos que resolve criar uma confraria para potenciar esse mercado, essa imagem e essa marca que é a marmelada de Odivelas, um distintivo cultural do concelho e o executivo um ano depois cria outra confraria. Se isto não é copianço é o quê?». Xara Brasil reforça a afirmação de Paulo Aido e diz que «No Pensar Odivelas – Comércio Local aconteceu exactamente a mesma coisa. Fezse um projecto que foi chumbado e era apenas para se estudar o assunto. Não quiseram estudar o assunto, não quiseram estudar o comércio local. Esta atitude dos políticos dá nisto». O líder do CDS odivelense comparou PUB


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DESPORTIVAMENTE ASSOCIATIVISMO

AGENDA

100 anos celebrados com muita vitalidade O Centro Escolar Republicano Tenente Valdez, fundado a 03 Fevereiro de 1991, assinalou no passado Domingo, com uma Sessão Solene Comemorativa onde várias entidades convidadas realçaram a importância do clube na formação dos jovens e foram homenageadas pessoas, empresas e instituições que ao longo dos anos tem colaborado com esta colectividade da freguesia da Pontinha. uitos associados e entidades convidadas fizeram questão de estar presentes neste dia tão especial para o CER Tenente Valdez que começou com o descerramento de uma placa, à entrada da colectividade, de homenagem da Junta de Freguesia da Pontinha pela passagem do centenário da colectividade. Na mesa da cerimónia estiveram Susana Amador, presidente da Câmara de Odivelas; José Francisco Guerreiro, presidente da Junta de Freguesia da Pontinha e Rui Teixeira, presidente do Tenente Valdez. Foi o presidente do Tenente Valdez a usar da palavra, tendo feito uma pequena história dos 100 anos da colectividade, lembrando as dificuldades que o movimento associativo atravessa e salientando que o novo relvado sintético, custeado a 100% pela

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Câmara de Odivelas representou um grande desenvolvimento na actividade do clube e na obtenção de receitas. João Pedro Domingues, vice-presidente da Câmara Municipal de Loures desejou ao seus associados, dirigentes e atletas sucesso no trajecto de grande abnegação pela causa que insistem em trilhar. Augusto Flor, presidente da Federação da Confederação das Colectividades de Cultura Recreio e Desporto lembrou a importância das colectividades no desenvolvimento do país e sublinhou o poder do movimento associativo que equiparou aos outros poderes, como o autárquico, afirmando que em Portugal há mais de 445 mil dirigentes associativos voluntários e benévolos. «Nós dirigentes associativos também somos poder e temos que perceber isto de uma vez por todas, E, só quando nós, dirigentes associativos, voluntários e benévolos, percebermos isto é que saberemos estar ao mesmo nível dos outros poderes e nessa altura nenhum de nós tem de andar de mão estendida, tem de fazer parcerias, tem de falar de igual para igual, tem de exigir respeito pelo seu trabalho voluntário. Alguns dizem que é o carola mas eu digo que é o dirigente associativo, voluntário, benévolo, mas com competências. Tem de ser competente e tem de se classificar e qualificar para o seu trabalho honrado e competente». António Silva, vice-presidente da Associação de Futebol de Lisboa, considerou que o Tenente Valdez «É um dos clubes mais prestigia-

Sábado ANDEBOL Seniores: Vela Tavira ● Gin. Odivelas Infantis: Ac. Amadora ● Gin. Odivelas FUTEBOL Juniores: Tenente Valdez ● Carregado Infantis: Pinheiro Loures ● Caneças

Fotografias: Henrique Ribeiro

Henrique Ribeiro henrique_ribeiro@simpruspress.pt

FIM-DE-SEMANA [12 e 13 FEV]

dos do concelho de Odivelas e da Associação de Futebol de Lisboa, no aspecto da formação». José Francisco Guerreiro, presidente da Junta de Freguesia da Pontinha considerou que «O trabalho de todos os dirigentes da colectividade ao longo dos anos está a dar os seus frutos» e que a Junta de Freguesia tem vindo a prestar homenagem a esses dirigentes com a atribuição da Medalha de Honra da freguesia da Pontinha. Susana Amador, presidente da câmara de Odivelas começou a sua intervenção a saudar a massa associativa, as famílias, os atletas, os treinadores porque «Vocês são a alma Tenente Valdez e por isso estes cem anos e este aniversário é em primeiro lugar para todos vós». A edil considerou que «O Tenente Valdez é especial, está inscrito no coração deste município, da sua freguesia e, penso eu, de toda a população do concelho de Odivelas e é por isso que estamos todos aqui, juntos, neste dia para celebrar este centenário e sobretudo para pensarmos aquilo que queremos fazer no futuro». No evento estiveram presentes,

entres outros, a presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Susana Amador e os seus vereadores Hugo Martins, Paulo César, Rui Francisco e Sandra Pereira; o assessor do Vereador Mário Máximo, e em sua representação, Fábio Lourenço; o vice-presidente da Câmara Municipal de Loures, João Pedro Domingues; o presidente da Junta da Pontinha, José Guerreiro e os seus vogais Maria Leite e Eugénio Marques; o presidente da Assembleia de Freguesia da Pontinha, Marco Pina; Sofia Mateus, vogal substituto do presidente da Junta de Freguesia de Famões; José Aires, director da Escola Agrícola D. Dinis; Maria José Guedes, presidente da Associação de Bombeiros Voluntários da Pontinha; António Silva, vicepresidente da Associação de Futebol de Lisboa e Augusto Flor, presidente da Federação Portuguesa das Colectividades de Cultura Recreio e Desporto. Ausência de um representante da Federão Portuguesa de Futebol foi notada pelos presentes e lamentada pelo presidente do Tenente Valdez no seu discurso.

FUTSAL Seniores fem.: Caneças ● Ereira B Juniores: ACO ● Belenenses Juniores: Arroja ● Vilafranquense Juniores: Bons Dias ● Vila Saloia Juniores: AMSAC ● Casal Rato Juniores: Quinta Pinheiro ● GROB Juniores fem.: ES Ramada ● CP Aveiras Juvenis: Marista Lisboa ● ACO Juvenis: Infantado ● Arroja Juvenis: Bons Dias ● Barroense Juvenis: Casal Rato ● Milharado Iniciados: ACO ● Sassoeiros Iniciados: Patameiras ● Arroja Iniciados: Azambuja ● Bons Dias Iniciados: Benfica ● Casal Rato Iniciados: GROB ● Belenenses Infantis: ACO ● Patameiras Infantis: PSAAC ● Arroja Infantis: Bons Dias ● ACC Infantis: Porto Salvo ● Casal Rato Infantis: GROB ● Infantado Escolas: Arroja ● São Brás Escolas: Bons Dias ● Infantado Escolas: Casal Rato ● UDA Escolas: SJ Tojal ● GROB Escolas: Patameiras ● Brandoa Escolas: AMSAC ● PSAAC Domingo ANDEBOL Juvenis: Oriental ● Gin. Odivelas FUTEBOL Seniores: Cascais ● CAC Seniores: Odivelas SAD ● 1º Dezembro Juvenis: 1º Dezembro ● CAC Juvenis: Caneças ● Tenente Valdez Juvenis: Atlético ● Odivelas FC Iniciados: CAC ● Mafra Iniciados: Foot 21 ● CAC B Iniciados: Carlos Queiroz ● Caneças Iniciados: Odivelas FC ● Casa Pia Iniciados: Odivelas FC B ● Loures Iniciados: Chelas ● Tenente Valdez Iniciados: Tenente Valdez B ● Operário Lisboa

RESULTADOS FIM-DE-SEMANA [05 e 06 JAN] ANDEBOL Seniores: Gin. Odivelas 26 ● 27 Marienses FUTEBOL Seniores: CAC 3 ● 3 Operário Lisboa Seniores: Odivelas SAD 0 ● 1 Alcochetense Juniores: Torreense 2 ● 1 CAC Juniores: Loures 0 ● 2 Odivelas FC Juniores: Linda-a-Velha 4 ● 1 Tenente Valdez Juvenis: CAC 4 ● 1 Alverca Juvenis: Carcavelos 2 ● 3 CAC Juvenis: Fonte Grada 2 ● 3 Caneças Juvenis: Estoril B 0 ● 2 Odivelas FC Juvenis: Tenente Valdez 0 ● 11 Loures Iniciados: Ponte Frielas 0 ● 4 CAC Iniciados: CAC B 1 ● 0 Operário Lisboa Iniciados: Caneças 6 ● 0 Carenque Iniciados: Estoril B 3 ● 1 Odivelas FC Iniciados: Enc. Olivais 1 ● 2 Odivelas FC B Iniciados: Damaia GC 1 ● 3 Tenente Valdez Iniciados: Tenente Valdez B 0 ● 0 Damaiense Infantis: CAC 1 ● 2 Linda-a-Velha Infantis: Caneças 0 ● 4 Povoense Infantis: Tenente Valdez 7 ● 0 Frielas FUTSAL Juniores: CAD 6 ● 2 ACO Juniores: Benfica 5 ● 0 Bons Dias Juniores: Casal Rato 1 ● 2 Barroense Juniores: GROB 4 ● 2 AMSAC Juniores fem.: PSAAC 1 ● 2 ES Ramada Juvenis: ACO 1 ● 4 Leões Porto Salvo Juvenis: Arroja 3 ● 6 Silveirenses Juvenis: Escorpiões 1 ● 5 Bons Dias Juvenis: CAD 8 ● 5 Casal Rato Iniciados: Casal Rato 2 ● 4 ACO Iniciados: Arroja 13 ● 1 Azambuja Iniciados: Bons Dias 2 ● 3 CAD Iniciados: CPCD 7 ● 2 GROB HÓQUEI EM PATINS Seniores: Vialonga 3 ● 5 Gin. Odivelas


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Nova Odivelas

11 Fevereiro 2011

FUTEBOL

FUTEBOL

Tenente Valdez 7 X Frielas 0

Odivelas SAD 0 x Alcochetense 1

Em jogo do Campeonato de Infantis da Associação de Futebol de Lisboa o Centro Escolar Republicano Tenente Valdez recebeu o Sport Clube União de Frielas para uma tarde de bom futebol no campo da Paiã, com ambas as equipas a trocar bem a bola, com boas jogadas e criando oportunidades de golo. Destaque para o pequeno Zezito, guarda-redes do Frielas, com uma genica elástica de tal forma que a equipa da casa

Em jogo do Campeonato Nacional da 3ª Divisão, o Odivelas SAD recebeu o Alcochetense num jogo onde as duas equipas tinham de lutar por importantes objectivos, embora diferentes. Para os visitantes tratava-se de conquistar a subida de divisão e para a equipa de Odivelas impedir a descida. Foi uma partida com expectativa, o Odivelas a jogar de uma forma que há muito não se via a praticar, o que foi do total agrado dos simpatizantes; mas foi o Alcochetense que aos dez minutos, na marcação de um pontapé de canto, inaugurou o marcador.

Fotografias: António Mota

recolheu as cabines sem inaugurar o marcador. No segundo tempo o Tenente pressionou vindo a marcar sete golos sem resposta, e mais não foi porque estava lá Zezito. Um jogo que foi interessante de assistir porque vê-se trabalho das equipas técnicas de ambos os clubes, o que nestas idades é importante. Arbitragem sem reparos. António Mota

A equipa da casa a praticar futebol de qualidade, criando ocasiões de golo, com falta de sorte na finalização ou pela actuação do guarda-redes adversário, não marcou. No segundo tempo, o domínio manteve-se com bolas na trave ou poste, não tendo o Odivelas conseguido o golo. O Alcochetense só foi uma vez à baliza do Odivelas. Nem sempre o que joga melhor ganha, resultado injusto, no entanto se o Odivelas continuar a acreditar e a jogar assim, pode vir a conseguir o lugar que procura. Péssima arbitragem e tendenciosa. António Mota

XADREZ

Galitos vence GCO ASSOCIATIVISMO

O Ginásio Clube de Odivelas, depois de se ter deslocado à Figueira da Foz onde venceu a Academia Figueirense, recebeu no passado Sábado, 05 de Fevereiro, em Odivelas, a contar para os dezasseis avos da Taça de Portugal, o Clube dos Galitos. O encontro disputou-se no Centro de Exposições, onde, após mais de 4 horas de jogo, teve como desfecho a passagem à fase seguinte da equipa de Aveiro que venceu o GCO por 2½-1½.

Os resultados por tabuleiro foram os seguintes: António P Santos - Francisco Castro 1-0; Ana Baptista - Gustavo Pires 0-1; Alberto Mendes - João Andias ½-½; Carlos Sirgado - Herculano Aguiar 0-1. No próximo dia 19 de Fevereiro regressa o Nacional da III Divisão onde o GCO se desloca a Alpiarça para defrontar a Casa do Xadrez e decidir a liderança da série. Francisco Viera

Altinho reabriu sede O Futebol Clube do Altinho, na Pontinha, tem nova sede, depois de um período largo sem instalações. A sede fica na Praça de S. Bartolomeu 9, junto á farmácia do Altinho.

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Última Hora Caiu o Muro da Vergonha

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6ª feira 11 de Fevereiro / 22H Centro de Exposições de Odivelas

3ª feira 15 de Fevereiro / 22H Centro de Exposições de Odivelas

Há mais de 30 anos que a Pontinha reivindicava uma ligação à Colina do Sol, na freguesia da Brandoa, através da continuação da Av. 25 de Abril. José Guerreiro, presidente da Junta de Freguesia encabeçou a luta e a autarquia pontinhense promoveu mesmo uma reunião com a população de despoletou o processo que levou à queda do então chamado Muro da Vergonha. Esta Quinta-feira finalmente foi aberta a tão reivindicada ligação, numa cerimónia simbólica que contou com a presença da presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Susana Amador, do vereador do Planeamento Estratégico, Paulo César Teixeira e do Presidente da Junta de Freguesia da Pontinha, José Guerreiro. «Este é um dia especial, uma vitória da Pontinha e dos Pontinhenses, que ficará sempre na nossa história e na nossa memória colectiva» considerou o autarca da Pontinha que se considerou muito feliz com este desfecho para uma luta de tantos anos. Em nota de imprensa a Junta de Freguesia considera que a abertura desta ligação se deve «À vontade manifestada pela população, pela Junta de Freguesia da Pontinha e pela Câmara Municipal de Odivelas, não esquecendo o actual Governo que aceitou as nossas pretensões e que a Estradas de Portugal concretizou». A junta faz um pouco da história deste processo e lembra que «Em conjunto, e depois de muitas reuniões conseguiu-se que fossem aceites os pedidos que existiam há muitos anos para que o morro (Muro) fosse abaixo e houvesse a livre circulação de pessoas e automóveis». A junta lembra que ainda existem algumas lacunas para resolver e outras situações com obras em curso, como a construção da Variante Norte, a antiga Azinhaga dos Besouros, «Que pretendemos que tenha uma configuração que permita uma maior circulação de tráfego, de modo a retirar a maioria das viaturas do interior da Pontinha, bem como a construção do IC 16, de acordo com as plantas e pareceres emitidos». Agora que a ligação está aberta a Estradas de Portugal, também irá construir umas escadas de acesso da Avenida 25 de Abril à Rua do Poder Local. A autarquia considera que agora «Foram removidas todas as situações e entraves que impediram durante muitos anos que a Avenida 25 de Abril tivesse a dignidade que todos os Pontinhenses desejavam» mas afirma que «Temos todos, Autarquias, moradores e visitantes que melhorar a nossa conduta no estacionamento, sendo certo que nem todos poderão ter a sua viatura à porta». A junta promete que vai a analisar nos próximos tempos, com a Câmara Municipal de Odivelas, o comportamento do trânsito e do estacionamento «Para que sejam tomadas as medidas necessárias para a conclusão do projecto».


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Realmente! «Sou moradora nas Colinas do Cruzeiro, num prédio com uma das entradas para a Av. Reinaldo dos Santos, entre o Pavilhão Multiusos e a praça de Portugal. Tenho utilizado transporte público tal como outros moradores, e deparamo-nos com a seguinte situação: em hora de ponta, por exemplo, ao fim do dia, temos uma carreira antes das 18h00, e depois uma meia hora mais tarde, e outra outros 30 minutos mais tarde. O mesmo se passa de manhã. Numa hora de ponta esperar 30 minutos é complicado, sendo que como com certeza têm conhecimento, é uma urbanização que cresce a olhos vistos e existem cada vez mais moradores, principalmente nas novas zonas, como onde resido, junto à zona 8. É difícil entender que junto à “rotunda dos bancos” existam 2 paragens com meia dúzia de metros de distancia e depois o autocarro termina na escola e vários moradores, como eu, temos de andar um tempo considerável a pé, numa Avenida como a Reinaldo dos Santos em que os carros passam a velocidade excessiva sem parar nas passadeiras, numa avenida em que a iluminação é insuficiente em algumas zonas, sendo que existem partes na zona da ribeira que são de facto perigosas a vários níveis para quem vai a pé. Pedia-vos encarecidamente, e sendo esta a opinião de muitos moradores, para junto da Rodoviária, procurarem aumentar os horários das carreiras, pelo menos na hora de ponta, entre as 07h30 e as 09h30 e entre as 17h30 e as 19h30. E eventualmente existir mais uma carreira após as 20h00. Julgo que também é positivo para a rodoviária prestarem mais horários e alargarem o percurso a outras zonas para que assim também tenham mais utentes a utilizar transportes públicos. De notar que a 229 é a única que serve de uma forma mais prática e funcional os habitantes que utilizam transporte publico para o metro de Odivelas. Salienta-se igualmente não existir qualquer carreira para o metro do Senhor Roubado a partir do qual os bilhetes do metro e passe são substancialmente mais baratos. Contudo alargar o percurso da 229 a outras ruas da urbanização julgo ser a prioridade».

~ No b r e s C o n f i s s o e s E

Confesso, sim confesso…

stou feliz… Finalmente alguém se lembrou cá da Ricardina, do seu desejo imperativo e da sua necessidade congénita de visitar amiudadamente o túmulo do seu mais amado membro da portuguesa monarquia, El-Rei D. Dinis! É verdade, o Xarita do Brasil e o Paulinho independente juntaram-se os dois à esquina, do convento de S. Dinis e S. Bernardo e lá apresentaram a petição pública a favor da abertura do dito cujo convento, onde repousa em paz o meu Rei Trovador, Lavrador e Poeta. Mas parece que as coisas em Odivelas são sempre diferentes daquilo que o bom senso esperaria. Parece que em vez de gerar unidade em torno daquilo que se poderia esperar um desígnio concelhio, mais altos valores se levantaram e a petição despoletou algumas guerrinhas internas, birrinhas políticas e ameaças veladas. É pá eu sei que estou em Odivelas mas continuo a ficar surpreendida. Que querem, sou muito lerdinha em questões da política odivelense. Mas, também gostei de ver que alguns dos combatentes políticos do burgo enterraram os machados de guerra e lá foram colocar o autografozito na folhinha branca das assinaturas. Mas outros machados não foram enterrados e outras assinaturas não foram para a folhinha. Parafraseando um candidato e vereador independente, temos pena…

J

á aqui disse e repito, sem medos, que não gosto dos SMAS de Loures. Não, gosto, não gosto, não gosto e prontos… Mas parece que não sou só eu! Na passada semana os trabalhadores dos SMAS fizerem greve porque o senhor presidente Carlos Teixeira lhes estava a ir ao…bolso, tirando-lhes o subsidiozito que já tinha feito as bodas de ouro e que valia 18 contitos mês. Em tempos de vacas magras é dinheiro, então não é? Claro que a greve abrangeu a recolha de resíduos sólidos urbanos, nome politicamente correcto para aquilo que eu sempre ouvi chamar de lixo. Odivelas, que está sempre em pulgas por ser diferente e aparecer nas televisões, acabou por ser mesmo diferente e parecer quase aqueles países terceiro-mundistas onde as montureiras de lixo convivem pacatamente com os cidadãos. Bom mas o pior é que cá pelo burgo as coisas não foram nada pacatas e iam dando chanatada. A doutora presidente achou que isto era um caso de saúde pública e vai dai abriu os cordões à bolsa e contratou uma empresa para apanhar o lixo à volta dos contentores em sítios de maior perigo. O piquete de greve não achou piada á coisa, acusou a doutora SA de fura-greves (há que tempos que eu não ouvia isto) e barrou o camião da dita empresa. A doutora presidenta achou que tal barra-

~ Gu ard a R eal ~

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Maria Ricardina de Marmelo e Sá Viscondessa da Memória confissoes@novaodivelas.pt

mento era caso de polícia e chamou mesmo a dita cuja que lá apareceu na Codivel, montou a operação Liberta Camião e foi como no contentor amarelo: Limpinho… O piquete barafustou mas lá deu o nome para o relatório e teve de deixar o camião prosseguir o seu caminho. O sindicato continua a falar de fura-greves e lá vem o senhor chefe de gabinete de bata branca e máscara anti-séptica colocar um pensos na coisa dizendo que como a CMO não é a entidade empregadora não violou coisa nenhuma e até é defensora dos direitos dos trabalhadores. Nisso eu acredito. Há por lá cada defesa, que até parecem do vermelhinho Roberto. Guerras e guerrilhas à parte, a coisa faz-me lembrar aquele ditado popular que fala em mar a bater na rocha e em mexilhão. Pois é… O munícipe é que teve de pagar as favitas e levar com o pivete e com verdadeiro atentado ambiental que foram aqueles amontoados de sacos pelos passeios e ruas. A greve acabou as 23h00 de Sexta-feira. Os trabalhos de remoção recomeçaram a essa hora e dia. Mas na Quarta-feira à tarde ainda havia zonas da freguesia de Odivelas com lixo amontoado, quando, segundo garantiram à Ricardina, pelo concelho de Loures a coisa ficou resolvida até Segunda-feira. É pá não gosto dos SMAS e prontos… Mas felizmente não estou sozinha. O El charmoso presidente pegou nas armas e lançou um ultimato aos SMAS: Têm um determinado prazo para tirar o lixo da cidade ou então disparo… Os SMAS não cumpriram e o El charmoso presidente disparou mesmo e de tal forma que cá a Ricardina, numa atitude de cronista coerente, resolveu mudar o cognome do senhor mayor da cidade e neste contexto vai passar a chamar-lhe El Furioso presidente. Ah g’anda presidente, quem cala consente por isso nunca se cale… Queria deixar de falar de lixo, mas não posso. Ainda tenho para aqui umas coisitas e tenho de vos dizer que se pelas ruas o lixo cheirava mesmo mal, nas redes sociais a coisa azedou mesmo com os munícipes cheios de razão a desancar à direita, à esquerda e ao centro. É pá gostei de ver e até pensei se não vai nascer daqui a FILCL, Frente Independente dos Lutadores Contra as Lixeiras, movimento cívico que pode até concorrer às eleições autárquicas de 2013. E, quem sabe se não nascerá também a CSAS, Confraria dos Sacerdotes Anti SMAS. Prontos, tanto lixo acabou por me por mal disposta. Vou-me embora…

Fiquem bem que eu fico também.

~ Flas h d o Re ino ~

Paula Eça

Em e-mail enviado a várias entidades

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