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Boletim Filosófico da Nova Acrópole Nº6 | Distribuição Gratuita | Abr-Ago 2011

Conhece-te a ti mesmo

BD Filosófica

O Cromeleque dos Almendres

O Fenómeno Islandês

Ulisses de Samotrácia

Necessidade de Homens Bons

A Amizade Filosófica

O Monograma

de Cristo e o Fi Filosofia e Psicologia Prática Sabedoria Viva das Antigas Civilizações

Vide Interior Programa de Actividades: Lisboa | Porto | Coimbra | Aveiro Boletim conhece-te nº6.indd 1

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Abr-Ago

2011 Índice Pág.

4 de Maio 29 de Junho 19h30

19h30

8 sessões de 1h30 | Uma vez por semana

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Necessidade de Homens Bons

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O Fenómeno Islandês

Pág.

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A Amizade Filosófica

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INSCRIÇÕES ABERTAS Av. Antº Augusto Aguiar 17 4º Esq. Lisboa

tel. 213 523 056 tlm. 917 243 132

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Em Direcção às Estrelas

Pág.

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O Monograma de Cristo e o Fi

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BD Filosófica

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Ulisses de Samotrácia Rubrica Eu Fui, Eu sou... Ecos do Passado

O Cromeleque dos Almendres

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Programas de Actividades

Ficha Técnica

Publicite

AQUI Contactos 213 523 056 | 939 800 855 lisboa@nova-acropole.pt

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Propriedade Nova Acrópole Portugal Av. Antº Augusto Aguiar, 17 4º esqº 1050-012 Lisboa Director José Carlos Fernández Grafismo Daniel Oliveira Tradução Carla César Sónia Oliveira Revisão Cleto Saldanha José Rocha Severina Gonçalves Sónia Oliveira

Colaboração JORGE ANGEL LIVRAGA Beatriz Diez Canseco Cleto Saldanha Delia Steinberg Guzmán José Carlos Fernández Michel Echenique Sri Ram Os artigos assinados não expressam necessariamente a opinião da Nova Acrópole nem da direcção da revista. Comprometem exclusivamente a responsabilidade do seu autor.

www.nova-acropole.pt

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Editorial

Abr-Ago 2011 | Distribuição Gratuita

Todos concordamos que este mundo deveria ser melhor, mas por onde devemos começar para melhorá-lo? Na Nova Acrópole estamos convencidos de que os verdadeiros progressos se forjam melhorando primeiro o ser humano. Em tempos de anti-valores, crise económica, violência e catástrofes como os que estamos a viver, o homem comum tende a fechar-se em si mesmo para proteger-se; nele prevalece o seu instinto de sobrevivência; reage com egoísmo, desconfiança e agressividade. Um medo gelado arrefece o seu coração e paralisa as suas mãos. Por isso estamos a trabalhar em todo o mundo para difundir uma obra filosófica, que volte a humanizar o ser humano, que lhe permita descobrir-se, entender qual é o sentido profundo da sua existência e desenvolver valores como a união, a responsabilidade e a solidariedade. Hoje, mais do que nunca, necessitamos unir-nos, porque a união torna-nos fortes. Se vencemos os medos, a desconfiança e o egoísmo, poderemos trabalhar juntos pelo bem comum da nossa sociedade e gerar mudanças positivas à nossa volta. Se unirmos as nossas mãos, as nossas vontades e inteligência, veremos o quanto podemos fazer pela educação, pelos problemas humanos e sociais, pela promoção da cultura e pela ecologia.

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Um espírito solidário é capaz de transformar o ser humano enquanto se transforma o mundo. Desenvolvamos a generosidade, não só dando ajuda material, pois esta dura só um instante. Se queremos beneficiar o homem de forma permanente, é necessário dar-lhe uma educação integral, filosófica, que o faça crescer como ser humano. Convidamo-lo a unir-se e a apoiar esta obra filosófica e educativa que enobrece a condição humana.

Beatriz Diez Canseco

Directora Adjunta da Nova Acrópole Internacional

Extraído do anuário internacional de 2011 da Nova Acrópole: http://issuu.com/oinaes/docs/new_acropolis_-_yearbook_2011

Precisamos de assumir a responsabilidade, não só da nossa própria vida, mas também do nosso mundo e do nosso futuro como humanidade. Em vez de esperar que outros melhorem as circunstâncias, façamo-lo nós. Há quem pense que por não estar a fazer nada prejudicial, contribua para melhorar as coisas, mas essa atitude não é suficiente para gerar uma mudança. São necessários feitos positivos e realizados a tempo.

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Boletim Filosófico | Conhece-te a ti mesmo | Nº6

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Necessidade

de Homens

Bons

Esta necessidade de uma condição moral que provenha de uma natureza ingenitamente pura, do próprio Ser, está assinalada por Platão na totalidade das suas obras e com mais de vinte séculos de distância, por Kant e os seus seguidores. Não houve nenhum filósofo nem pensador que pusesse em dúvida tal necessidade, embora com a queda do Mundo Clássico, isto, evidente em si mesmo, ficasse condicionado a prévias razões teológicas, políticas e sociais, quando não simplesmente económicas. Ao desenvolvimento da mecânica instrumental no campo físico, juntou-se um processo similar no metafísico, ficando o indivíduo paulatinamente enterrado num lamaçal do que poderíamos chamar «culto ao procedimento» e ainda das procedências. Assim, a bondade ingénita do homem está condicionada à sua religião, à origem familiar, geográfica, racial, e outras coisas que encheriam páginas inteiras de um detalhado mostruário de preconceitos e superficialidades. A Humanidade deixou-se ofuscar pelos planos e sistemas, pelas formas dos receptáculos em vez dos conteúdos. Face à quebra da plataforma ética recorre-se às fórmulas mais ou menos utópicas dos receituários, pois ao se conceber o mal como algo real – que já não é

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a simples carência do bem, mas uma presença consistente –, apela-se aos exorcismos despersonalizados de todas as cores. O Ser passa para segundo plano, condicionado aos aparelhos que, em teoria, criarão, mediante a oração ou a razão, o Homem perfeito a partir das suas próprias imperfeições. Uma imagem prática seria pretender que, se empilhássemos ladrilhos de barro de uma determinada forma e maneira, poderíamos construir uma parede de pedra dura, sólida e forte, fazendo que a «magia» do conjunto transmutasse a natureza do individual e singular. A massificação espiritual precedeu em muitos séculos as modernas cadeias de montagem, e sem medir a realidade, pensou-se que empilhando o parcial com o parcial dar-se-ia à luz uma criatura repleta de virtudes e bondades, idêntica aos seus precedentes e aos que lhe sucedessem. Quando muito, admitiu-se a evolução das formas baseada nos fracassos e acertos da experiência. Mas o importante deixou de ser o Homem para ser dar prioridade ao conjunto dos homens, como se estes fossem uma mera invenção dos sistemas, homens aos quais os próprios sistemas dariam o direito à sobrevivência por meio das suas adaptações e perda de toda a característica própria… nos casos em que esta fosse aceite como tal. Os produtos das cadeias de montagem seriam qualificados segundo a sua proveniência, quer dizer, segundo o sistema que os engendrasse. Os cristãos eram bons, os «pagãos» maus. De Santiago fizeram um «mata-momos». Os nobres tinham «sangue azul» e os demais eram «vilões». O povo é bom e os reis são maus… Viva a guilhotina! O operário é bom e o industrial é mau. O militar é mais válido do que o lavrador, ou vice-versa. O «povo eleito»… «O povo de Deus»… Em resumo, os «bons» que, para existirem, necessitam dos «maus». E esse denominador comum faz com que se

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fale dos cristãos, dos judeus, dos muçulmanos, dos ateus, dos brancos, dos negros, dos ricos, dos pobres, dos sábios e dos ignorantes. É o racismo de todas as cores. Esta aspiração massificante numa redenção colectiva, e numa destruição também colectiva dos que não participem na tal redenção, classe ou partido, põe toda a esperança nos sistemas, credos, raças e aceitações. O homem singular perde importância. E até se torna inconcebível alguém que não esteja inserido e militando no partido ou na seita em moda. Contudo, o fracasso fáctico do comunismo, do fascismo, do nazismo e do capitalismo com as suas respectivas características políticas, sociais e económicas, semeou no povo a dúvida acerca da eficácia dos sistemas. Não obstante, talvez orquestrados por poderosas fontes de poder, quase todos os povos da Terra clamarem pela democracia e pelo direito ao voto, uns 50 % recusa fazê-lo, e onde é obrigatório, vota-se em branco ou boicotam-se deliberadamente as listas pré-fabricadas pelo sistema. Exceptuando algumas modalidades do Islão, nas religiões passa-se o mesmo, e embora nos mapas demográficos venha apontado, por exemplo, que a Itália é católica, a realidade é que as igrejas estão cheias de turistas curiosos, os mosteiros vazios, convertidos em centros de reuniões alheias à religião e o próprio Papa é alvo de anedotas acerca da sua nacionalidade ou dos seus costumes. É evidente que, o que tradicionalmente se entendia por sagrado está muito longe de tudo isto. É correcto pensar que a solução deste problema passa pela compreensão pura e simples de que o que realmente importa não são os sistemas, mas os homens que os integram. E que o fundamental é a qualidade moral destes homens. Já pouco importa que um país esteja governado pelas «direitas» ou «esquerdas», que o seu regime seja presidencial ou monárquico. O que é válido é se o homem ou os homens responsáveis pela administração de um país, são gente boa, honrada, justa, valorosa e cabal. O pior dos sistemas, se for integrado e conduzido por homens bons, traz felicidade para o povo, riqueza, bonança e paz.

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5 O melhor dos sistemas, se os seus governantes forem pessoas carentes de moral, será um suplício para os governados. O mito da redenção colectiva através dos sistemas demonstrou a sua falibilidade. Inclusive com o tempo, o mais organizado e natural dos sistemas desmoronase rapidamente se não for mantido por homens e mulheres honrados, morais, numa palavra: BONS. O que necessitamos não é que triunfem determinadas facções ou seitas políticas, sociais ou religiosas. O que necessitamos é de homens bons e que a esses homens bons, reconhecen-

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6 do-os como tais, se os deixe ter as máximas responsabilidades em todos os campos. Se assim se fizesse, eles a aceitariam, não por ambição, mas por espírito de generosidade e de solidariedade. Se, voltando a Platão, o bom sapateiro tem o dever de fazer sapatos para todos; o bom alfaiate, roupas para todos, etc, aquele que se governa a si mesmo, que domina as suas paixões e verticaliza as suas ideias com a força da sua vontade, há-de ser o mais apto para aplicar aquilo que nele é vantajoso a todos os membros da sua comunidade. Se conseguirmos apoiar os homens bons e lhes dermos os instrumentos culturais necessários, estes poderão integrar qualquer forma de governo, pois qualquer forma de governo em suas mãos será eficaz. Se um homem bom estiver à frente de uma religião, qualquer que esta seja, despertará nos seus crentes a Presença de Deus, pois vê-la-á reflectida em si. Se um homem bom se dedicar à Arte, à Ciência ou a qualquer outra actividade, esta verse-á iluminada pela sua própria bondade, não importando o caminho que tome, pois na sua bondade escolherá sempre o melhor. É necessário consciencializar que não bastou passar do século XX para o século XXI para que cessem os racismos, as perseguições, os enriquecimentos ilícitos, os genocídios; o que faz falta é mudar «por dentro», esotericamente, para que as máquinas contaminantes do sistema dêem lugar aos homens bons. É preciso encontrá-los, assinalá-los e apoiá-los. Para um homem, não há maior inimigo do que um outro homem, se este for mau, nem melhor amigo e ajuda do que um outro homem, se este for bom. Sejamos valentes e comecemos desde já a deitar na caixa dos desperdícios da História os sistemas nefastos que nos regem para que, sobre os seus escombros, possa caminhar esse Homem Novo, cuja característica principal é a de ser bom. Jorge Angel Livraga

(1930-1991) Fundador da Nova Acrópole

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O fenómeno Islandês Há vários meses atrás, a Islândia, um país com cerca de 320 mil habitantes, foi notícia devido à sua bancarrota. Porém, passado um tempo, um silêncio instalou-se e nada mais se soube acerca da situação. Porquê? A resposta está na forma como os islandeses resolveram enfrentar a crise: A falência deste país ocorreu devido ao endividamento excessivo e à grande quantidade de crédito mal parado que «afogou» os três bancos islandeses. Mesmo após a nacionalização destas instituições a crise económica persistiu, levando o governo a pedir ajuda ao FMI (Fundo Monetário Internacional), sendo que o empréstimo concedido por este iria implicar que cada família ficasse a pagar 350 Euros/ mês durante 30 anos para colmatar a dívida. O povo revoltou-se, pois não quis assumir os prejuízos da péssima gestão da Banca, e concentrou-se, diariamente, à frente do Parlamento, exigindo a demissão do Governo, o que acabou por acontecer. Em Abril de 2009, nas urnas, o povo recusou-se a votar nos políticos corruptos e incompetentes que tinham levado o país àquela situação. Como resultado, uma nova força partidária emergiu propondo medidas como a formação de uma nova Constituição ou o fim da economia especulativa, dando primazia a uma que fosse produtora e exportadora. Mas as coisas não ficaram por aqui: com o FMI conseguiram baixar os juros de 5,5% para 3,3%, não entrando no esquema rapinador do Fundo; iniciaram um processo de caça aos responsáveis pelo colapso financeiro efectuando pedidos de busca e captura à Interpol; finalmente, numa verdadeira lição de Democracia, a coligação no Governo acedeu criar uma assembleia de 25 islandeses, escolhidos entre 500 cidadãos de várias classes, sem qualquer filiação partidária. E o que ocorreu após estas medidas radicais? A economia foi crescendo. Aqui ficam os factos, as conclusões cada um tirará.

Cleto Saldanha

Investigador e Formador da Nova Acrópole

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Amizade Filosófica

Durante séculos, expressaram-se, de uma ou de outra forma, os mais altos elogios à amizade. Fizeram-no filósofos e literatos, poetas e homens de todo o tipo, até chegar aos nossos dias em que continuamos a ouvir ou a ler sobre a amizade como vínculo sagrado. Mas vejamos o que é que na realidade vivemos sob o nome da tão venerada amizade. Hoje prolifera em geral e salvo excepções, um “amiguismo” fácil e inconstante, próprio das circunstâncias, como se não passasse de mais um artigo dos tantos que consumimos; ou pior ainda, como se fosse o balde do lixo desses artigos comestíveis. Uma pessoa aproxima-se de outra pelos benefícios que daí possa obter, ampliando o mais possível o limite des-

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8 ses benefícios, que vão desde a companhia para matar a solidão ou para compartilhar uns momentos de distracção, até à possibilidade de contar com alguém num momento de apuro. Mas passado o apuro, a necessidade ou a solidão forçada, desaparece o amigo e a amizade. Hoje fala-se de “amigalhaços”, companheiros para fumar juntos um cigarro proibido, para beber uns copos, para ver um filme “porno” ou para fazer alguma brincadeira de mau gosto, remediando tristemente o que antes se chamava valentia. Existem, isso sim, companheiros de estudo que passam juntos meses e anos em idênticas angústias e alegrias. Existem companheiros de trabalho que se acostumam à rotina diária de encontrar-se e separar-se à mesma hora. Existem companheiros circunstanciais para contar histórias e anedotas, penas e problemas, os quais são tanto mais apreciados quanto menos falam e mais ouvem. Mas esses são laços que se rompem com facilidade e logo se esquecem quando a vida dá uma volta inesperada.

Também existem as amizades românticas que escondem, na verdade, outro tipo de sentimentos, já que acabam em enamoramentos que, infelizmente, não são mais duradouros que as amizades de ocasião. O que nos falta e queremos recuperar — porque sabemos que nunca deixou de existir — é a amizade filosófica que passa além do tempo e das dificuldades e gera laços de autêntica fraternidade mesmo que, pelo meio, não haja vínculos de sangue. Por isso definimo-la como filosófica mesmo que na vida quotidiana não a chamemos assim. É filosófica porque há amor e necessidade de conhecimentos. É a que faz com que duas ou mais pessoas procurem conhecer-se, compreender-se, passando pela compreensão de si próprios. É a que faz nascer o respeito, a paciência e a constância, é a que perdoa sem deixar de corrigir e impulsiona cada um a ser cada vez melhor para merecer o amigo. É a que desperta o sentido da solidariedade, do apoio mútuo em todos os momentos, a que sabe suportar distâncias e dores, doenças e penúrias. Definimo-la como filosófica porque acreditamos que só compartilhando ideias comuns, metas similares de vida, idêntico espírito de serviço e superação, pode nascer essa amizade que não surge de um dia para o outro. Por isso, os que aspiram à Sabedoria e a procuram tenazmente, podem e devem cultivar este nobre sentimento dirigindo-o para aqueles que, do mesmo modo, se esforçam por encaminhar as suas vidas. A amizade é um sorriso constante, uma mão sempre aberta, um olhar de compreensão, um apoio seguro, uma fidelidade que não falha. É dar mais que receber; é generosidade e autenticidade. É um tesouro que vale a pena procurar e, uma vez encontrado, manter para toda a vida como antecipação do reencontro das almas gémeas e como sombra predilecta do Eterno.

Delia Steinberg Guzmán

Directora da Nova Acrópole Internacional

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Em

Direcção às Estrelas  Há uma Estrela da Eternidade, para a qual somos guiados pelas revoluções do Tempo.  Há uma estrela que preside ao nosso nascimento e ocaso, uma estrela que gira eternamente connosco; ela é a estrela do nosso destino.  A Estrela Mística é aquela fonte de luz e vida, o Sol Espiritual central, cujos raios constituem tudo o que está no universo.  A direcção do nosso progresso está em vermos os valores essenciais – o verdadeiro, o bom e o belo – sempre mais e mais claramente, e incorporá-los na nossa vida e acções.  A forma ou cálice perfeito, que é a nossa individualidade, está oculta da nossa visão imperfeita por um véu de tempo tecido no dourado tear de Deus.  Cada um de nos é, na verdade, um orbe espiritual de luz e de beleza à espera de ser compreendido.  Há sempre a brilhante e matutina estrela que resplandece acima do horizonte da nossa ignorância.  Aquelas ideias brilhantes que pertencem ao reino arquetípico, as mais puras, as mais divinas intuições do homem, as notáveis criações do seu ser subjectivo, serão todas como estrelas num novo céu da humanidade, a serem reflectidas na nova terra que aquele céu trará à existência.  Somos como águias engaioladas; mas mesmo detrás das barras podemos dar uma olhadela nos vastos céus e extrair inspiração de uma estrela.

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 A semente da nossa perfeição é a Mónada, o princípio gerador da nossa natureza, a Estrela solitária cujos raios flamejantes iluminam a câmara da nossa consciência, que seria escura se não fosse aquela.  Cada indivíduo é uma estrela numa hoste de estrelas, com as quais a esfera celeste brilha, todas girando em torno daquela estrela directriz que é a Estrela de toda a existência.  Além da estrela brilhante, longínqua, solitária, expande-se um universo infinito.  Quanto mais superior a fonte da sua iluminação, menor a sombra que lança. Habite na luz sem sombras.  Sejamos sempre fiéis à Estrela dentro de nós que é, ao mesmo tempo, misteriosamente, o Mestre, bem como o nosso Eu supremo, o mais puro, o mais incondicionado, onde a unidade e a paz habitam.

Nilakantha Sri Ram

(1889-1973) Filósofo indiano Extraído da obra «Pensamentos para Aspirantes»

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Caminhadas:

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A Filosofia da Natureza

Filosofia Prática Língua Hieroglífica

Florais de Bach Como falar em público

Visitas Culturais

Círculo de Geometria e Matemática Sagradas

Teatro Poesia Música

Ao serviço da

cultura Boletim conhece-te nº6.indd 10

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ca

ae ca

O Monograma

Cristo eo

de

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Fi

11 Há cerca de um ano, estava a preparar material para o livro A Viagem Iniciática de Hipátia, quando me deparei com um facto surpreendente: a relação aritmética entre o Número de Ouro (Fi) e o Monograma de Cristo também designado como Crismão -, símbolo que o representa, desde os primeiros séculos do Cristianismo até aos dias de hoje. Fiquei impressionado com as implicações históricas e teológicas desta descoberta. Fui imediatamente verificar na Internet se alguém já tinha encontrado esta relação. Procurei em português, espanhol e inglês e comprovei, estupefacto, que ninguém, jamais, tinha feito referência a este vínculo de tão grande importância, que pode, segundo penso sinceramente, fazer reescrever os livros de História. Deve parecer muito pretensioso ao leitor, a mim também me parecia, mas peço-lhe que tenha paciência e que, juntos, desvelemos o enigma. Comecemos por recordar que o Número de Ouro, Divina Proporção ou Secção Dourada é um dos segredos da arte e matemática antiga, que tanto Euclides como Platão fizeram referência. Mas eles nunca especificaram como encontrar este Número que rege a Natureza, e desde onde podemos saber, a Arte Antiga (Egipto, Grécia, Roma, China, Índia, etc, etc.), para além de ser a chave que permite a construção do pentágono estrelado, um dos grandes segredos das confrarias pitagóricas. Este Número indica a proporção que existe entre

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duas magnitudes para que a menor seja a maior como esta ĂŠ para a soma das duas. Comprova-se facilmente – agora, mas nem por isso na GrĂŠcia antiga, em que fora dos templos, nĂŁo se dispunha das “ferramentasâ€? matemĂĄticas adequadas – que este nĂşmero corresponde Ă solução da seguinte equação algĂŠbrica:

đ?‘Ľ2 - đ?‘Ľ - 1 = 0

que cumpre a impressionante propriedade de x= 1 + 1/x, com o valor de

1,618033988749...., um número que jå Euclides, sem o mencionar, demonstrou que era irracional, ou seja, com infinitos números decimais (dizima infinita não periódica), que não pode ser expresso atravÊs de uma fracção de números inteiros. Como fracção contínua Ê expressa do seguinte modo:

A famosa sÊrie de Fibonacci 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34.... em que cada número Ê a soma dos dois anteriores, converge ao infinito no Número de Ouro e rege toda a Natureza, irmanando de certo modo, as progressþes aritmÊticas e geomÊtricas. O leitor pode ler na Internet as maravilhas desta proporção que Ê, juntamente como o Pi, o número mais sagrado da Antiguidade. Este último, o Pi (Π) Ê a relação entre a circunferência e o seu diâmetro, simboliza o processo de nascimento, de gestação, o poder criador que då origem ao Cosmos. Enquanto que o Fi, ou seja, Ό, Ê o Poder que o estrutura, relacionando harmonicamente as partes com o todo. Tudo quanto existe estå

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dividido em harmónicas e Ê parte, ao mesmo tempo, de um todo harmónico. Este número relaciona, assim, o infinitamente grande com o infinitamente pequeno numa sÊrie harmónica tambÊm infinita, mas regida por esta Divina Proporção: Razão que nas nossas aulas na Nova Acrópole, explicamos que Ê a ideal e governa geometricamente toda a Natureza. Ό Ê, portanto, o LOGOS, a Palavra ou Inteligência, o Arquitecto Divino que då forma a tudo quanto existe, ajustando sempre o múltiplo à unidade. A verdade Ê que jå conhecíamos a importância deste Número na civilização greco-romana, mas não que, nesta, tivesse chegado a ser considerado o Verbo, o Logos platónico, a Deidade que Ê Pura Vontade, Amor-Sabedoria e Inteligência que se converte em Lei, Energia e Vida, e nas Formas que regem a Natureza na sua plenitude. Mas o surpreendente Ê que Ό Ê o Verbo, o Verbo (Logos) do Evangelho gnóstico de S. João, que começa, precisamente com estas palavras: No princípio era o Verbo (Logos), e o Verbo (Logos) estava com Deus e era Deus. Pois quando os filósofos cristãos cultos rendiam culto a Cristo, faziam-no a este Logos encarnado em carne e sangue (ou seja, na natureza e no coração humanos, da Humanidade inteira e desde que esta nasceu como tal, hå dezoito milhþes de anos, segundo as doutrinas hermÊticas). E ainda que jå o soubÊssemos por alguns Padres da Igreja como S. Jerónimo, a prova definitiva Ê esta: O Monograma de Cristo decompþe-se lógica e naturalmente nas seguintes letras do alfabeto grego: (ALFA) A (XI) Χ (RO) Υ (OMEGA) ω 23-04-2011 10:46:53


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Como na matemática grega antiga não existiam ainda os nossos números ou algarismos, as letras eram também números com a seguinte correlação:

Recordamos o alfabeto grego, com as maiúsculas e minúsculas:

Αα Ββ Γγ Δδ Εε Ζζ Ηη Θθ Ιι Κκ Λλ Μμ

Alpha Beta Gamma Delta Epsilon Zeta Eta Theta Iota Kappa Lambda Mu

Νν Ξξ Οο Ππ Ρρ Σσς Ττ Υυ Φφ Χχ Ψψ Ωω

Nu Xi Omicron Pi Rho Sigma Tau Upsilon Phi Chi Psi Omega

Que são os quatro primeiros números da DIVINA PROPORÇÃO!!! E o símbolo do Crismão é mais antigo que o uso que dele começaram a fazer os cristãos convertendo-o em Monograma de Cristo (KR, de Cristo, que é o Alfa e Ómega; o S e o T que aparece em alguns Monogramas medievais foram incorporados vários séculos depois), era um símbolo da Religião romana dos Césares, um símbolo extremamente sagrado, usado, por exemplo, em algumas moedas, tal como nos diz na sua Simbologia Românica: El cristianismo y otras religiones en el Arte Románico o sacerdote e doutor em Filologia Clássica e Teologia Patrística Manuel Guerra, que dedica ao Monograma de Cristo um capítulo inteiro nesta obra. Claro! Φ, e já sabemos agora que também o Monograma de Cristo, era o símbolo do Deus Criador, do Logos que dá forma e vivifica a matéria: o Espírito Universal, filho do Mistério Inominado, Espírito Universal cuja presença é fácil perceber na ordem e harmonia da natureza, desde o imenso ao mínimo, da sua geometria fractal até aos seus programas evolutivos1. Quando Cristo, de homem se converteu em Logos encarnado, foi necessário representá-lo com este símbolo geométrico e numérico do Logos, o Crismão, o Número de Ouro, o 1618, a Anima Mundi que está junto de Deus, e que é Deus, Alfa e Ómega, Princípio e Fim deste Universo, portanto, de tudo quanto n’Ele nasce, vive e morre.

Dando o valor numérico, portanto, às letras, temos: A =1 X = 600 P = 100 W = 800 José Carlos Fernández

Números que lidos, como estão no Monograma de Cristo e sem considerar os zeros, que não se lêem, são: AXRO = 1618

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Director da Nova Acrópole Portugal

Recordando sempre, como dizem os cientistas e filósofos, que a ontogénese reproduz a filogénese. 1

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LISBOA Boletim Filosófico | Conhece-te a ti mesmo | Nº6

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18 de Maio | Quarta-feira | 19h00 Início de Curso Prático

Oratória

A ARTE DE FALAR EM PÚBLICO

[Curso em 9 sessões – quartas das 19h00 às 21h00]

28 de Maio | Sábado | 10h-13h 15h-18h Seminário

Matemática (Módulo II) e Geometria Sagrada Natureza, matemática sagrada e práticas de geometria simbólica

[Actividade do Círculo de Estudos de Matemática e Geometria Sagradas «Lima de Freitas»; cada módulo é independente, não sendo necessária a assistência aos módulos anteriores]

19 de Junho | Domingo | 8h00 Visita cultural

MOSTEIROS DA BATALHA E DE ALCOBAÇA Da simbologia de Cister ao Gótico Flamejante de Santa Maria da Vitória

Estaremos na Feira do Livro de Lisboa, Porto e Coimbra Boletim conhece-te nº6.indd 14

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LISBOA

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Filosofia e Psicologia Prática O ser humano caminha pela Vida e ao mesmo tempo questiona-se porque caminha. A viagem iniciou-se há muito tempo, mas surge sempre a pergunta: Para onde vamos? A Filosofia (philo: amor, procura + sophia: sabedoria, conhecimento vivencial) mostra-nos a possibilidade de encontrar resposta para esta e muitas outras questões. O ser humano necessita de caminhar com convicção, e para fazê-lo precisa de conhecer os motivos e os fundamentos. Se tu és um buscador e queres descobrir as respostas que estão por detrás de alguns dos puzzles da Vida, este curso é para ti, pois a Filosofia guarda um tesouro para aqueles que se atrevem a abrir os seus horizontes.

Descobre o nosso legado ancestral - A filosofia como meio para aprender e entender a história. - Ideais que inspiraram os homens e transformaram a história. - A Mitologia: uma forma de entender os ensinamentos mais além do tempo. - O Homem e o seu destino. - Como ser protagonista da nossa própria existência.

Descobre-te a ti próprio - As sete dimensões no Homem e no Universo. - O equilíbrio como meio para alcançar a felicidade. - Os caminhos da sabedoria: o amor, a beleza e a filosofia. - Índia: a Guerra e harmonia interior. - Karma e Dharma: o Homem e o sentido da vida. - Filosofia Budista: Vias para a superação da dor.

Descobre o mundo que te rodeia - O filósofo como protagonista de uma mudança no mundo. - Grécia: a política e a arte de governo de si próprio. - O mito da caverna: como conseguir ser autêntico. - O despertar da alma e a educação à maneira clássica.

FORMAÇÃO Inscrições Abertas | Diversos horários

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ARTE E SIMBOLISMO | CIÊNCIA, CONSCIÊNCIA E NOVOS PARADIGMAS | CIVILIZAÇÕES DA ANTIGUIDADE ECOLOGIA E NATUREZA | EGIPTOLOGIA | FILOSOFIA | FLORAIS DE BACH HISTÓRIA E CULTURA PORTUGUESA | LUGARES SAGRADOS | MATEMÁTICA E GEOMETRIA SAGRADAS PERSONAGENS HISTÓRICAS | PSICOLOGIA | REFLEXÕES FILOSÓFICAS | RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE SABEDORIA DO ORIENTE | SAÚDE | SOCIEDADE E VALORES | TRADIÇÃO E PENSAMENTO SIMBÓLICO

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Ulis amotrácia es Mergulhando a fundo na figura de Ulisses, vejo além do mito, uma personagem muito incomum e além do seu tempo, tanto é assim, que os homens mais poderosos que existiam naquele momento histórico, os grandes reis Aqueus, com os quais conviveu, o respeitaram pelo poder das suas desenvolvidas faculdades, capazes de encontrar soluções aos mais desafiantes problemas e ao mesmo tempo pelas suas atrevidas e ousadas sugestões. Porém e apesar desse temor sagrado que lhe professavam, era-lhes impossível, ficar afastados dos seus sábios conselhos, que a meu ver, considero que se lhe tivessem sido mais fiéis, a guerra de Tróia teria acabado antes e o seu custo teria sido bem menor. Culpavam-no de não respeitar os códigos de guerra da época e de não reconhecer a moral aceite por todos, reflectindo mais seriamente nesse assunto, podemos chegar a entender que Ulisses considerava todas essas coisas como ilusões nascidas da ignorância humana, das limitações próprias dos que se envolvem com preconceitos ou interesses mesquinhos, ou também por apegos e temores fundamentados no medo à perda em qualquer aspecto. Imagino Ulisses conversando na intimidade, numa daquelas noites que precederam a partida da armada Aquéia em direcção a Tróia, com o seu amigo e discípulo Diomedes, mostrando-lhe, que todos esses códigos e regras não passavam de uma espécie de apelação dos mais espertos e ardilosos, para compensar a sua fraqueza em relação aos verdadeiros

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representantes dos valores da civilização. Quiçá algo muito parecido com o que hoje chamamos direitos humanos atrás dos quais se ocultam as máfias modernas. Para Ulisses os valores morais e os códigos em geral não valiam mais que os princípios e os fins das civilizações, motivo pelo qual, podemos dizer que Ulisses se regia por um código muito mais profundo e transcendente, constituído por valores civilizatórios. A queda da civilização cretense e a sua paulatina assimilação por parte da micénica geraram grandes conflitos que se arrastaram durante muitos séculos movidos pelo choque cultural de ambas as civilizações, que na época de Ulisses, se tinham convertido em causas profundas da decadência paulatina de Micenas. O resultado dessa decadência foi uma época de uma espécie de feudalismo e ostracismo que criou pequenas cidades fechadas sem projecção civilizatória alguma. É muito provável que tudo isto, com outras circunstâncias desconhecidas, tenha contribuído para Ulisses ter uma visão crítica da sua época e ao mesmo tempo consciência de que era preciso fazer alguma coisa para não só remediar esses males todos mas também ‘’impulsionar’’ a cultura para mais longe. Mas também ter visão e compreensão de tais necessidades, (como muitos séculos depois, Alcibíades, lhes chamava de verdadeiros motores da expansão do povo Grego), não bastavam para gerar um processo histórico de grandes mudanças, grandes e duradouras, [como muitos séculos depois, ficou demonstrado pelo fracasso da guerra de Atenas contra a liga do Peloponeso]. Para além dessa visão e compreensão, deve ter existido um plano muito bem elaborado e estruturado, de muita envergadura, do qual Ulisses não só deve ter feito parte, mas também pode ter comandado. Um plano civilizatório capaz de gerar uma profunda revolução que além de solucionar os problemas dessa sociedade decadente e projectá-la para o que muito tempo depois veio a ser a

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19 cultura Helénica, fosse ao mesmo tempo capaz de deslocar o eixo do mundo do mar Egeu, para a bacia do Mediterrâneo. De acordo com alguns historiadores e também com Homero, Ulisses era um dos grandes Wanax, do centro mistérico-civilizatório de Samotrácia, como todos os Reis Aqueus. E pelo modo como ele se relacionava com todos eles, é possível que tenha sido. ‘’O chefe por trás do chefe.” O relacionamento de Ulisses com Agamemnon lembra muito um outro que no mito Celta, junta Merlin com Uther-Pendragon. Só dessa forma, onde a visão unida à motivação de uma ideologia como a de Samotrácia, mais um plano de longo alento, apoiado e realimentado durante vários séculos, por um processo profundamente filosófico que veio dar nascimento posteriormente às escolas de filosofia da Grécia, podem ter dado a Ulisses o poder de iniciar o ciclo das culturas mediterrâneas, berços da cultura ocidental. Outro facto importantíssimo é o choque entre as velhas religiões já em franca decadência na época de Ulisses, com a sua sabida carga de magia negra e feitiçaria e as novas religiões que não conseguiam desabrochar totalmente, pressionadas e muitas vezes atacadas de forma directa por usos, costumes e tradições híbridas que permaneciam fortemente arraigadas tanto no povo quanto na própria nobreza. Nesse ambiente sumamente complexo, de elementos mágicos, religiosos e deturpações misturados, Ulisses com uma espécie de livre-trânsito é solicitado por todos e ao mesmo tempo aceite como um mediador entre sacerdotes, sacerdotisas e os próprios Deuses. Noutros momentos vemos Ulisses, destruindo e fechando centros de magia, subtraindo velhos símbolos de uns templos para transferi-los para outros, etc. O mais misterioso e enigmático da saga de Ulisses, observa-se na sua pretensa volta a Ítaca, que mais parece um êxodo planeado, como o de Moisés e o povo Hebreu. Onde de forma se-

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20 melhante a Alexandre, vai espalhando homens e coisas por longínquas e desconhecidas terras. É provável que a volta de Ulisses a Ítaca, narrada por Homero na Odisseia, tenha tido entre outras funções, a de transferir o poder mágico-religioso das antigas e decadentes religiões do ciclo Crónida, para outras mais renovadas, correspondentes com o ciclo dos Olímpicos, e ao mesmo tempo desarticulando e paralisando dezenas de seitas que interferiam e manipulavam os governos e instituições da época. Já que nisso radicam frequentemente as causas profundas que obstruem e barram o avanço da civilização. Não existem informações claras que nos possam dar o itinerário que Ulisses percorre nesses míticos 10 anos que figuram na Odisseia, mas é muito possível que ele com os seus ‘’homens’’, que se parecem muito às Gens, que depois de muitos séculos, Roma veio reivindicar, tenham viajado pelas costas do mediterrâneo, semeando elementos de alto teor civilizatório e estabelecendo contactos, pactos, etc., que muito tempo depois a Grécia usaria para expandir-se através das suas colónias. O que sim fica claro é que o mundo antes da campanha da Ásia menor que os povos Aqueus realizaram e a ‘’volta a casa’’ de muitos deles, incluindo o êxodo de Ulisses, após essa grande revolução, mudou muito e já nunca foi o mesmo. O surgimento da cultura Helénica e o seu esplendor dos séculos VI ao IV antes de Cristo, o desenvolvimento de Cartago e das suas colónias e finalmente a criação de Roma com a sua conhecida expansão mundial, foram um claro fruto de todos esses esforços e trabalhos. O símbolo representado pela relação mágico-iniciática entre Palas Atena, conduzindo, protegendo e inspirando Ulisses, quiçá seja uma das chaves mais importantes de todo o mistério encerrado na figura deste grande Herói. Portanto não podemos deixar de falar e de colocar em destaque a figura da Deusa, que em primeiro lugar representa o arquétipo da Sabedoria. Mas não só da Sabedoria filosófica como também da política. Uma das cidades mais importantes

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da Grécia assume o seu nome e acolhe-a como a sua protectora. Atenas, a pólis por excelência, dera nascimento através de Pitágoras, Platão e outros, às escolas de filosofia e política, que difundiram os conhecimentos inseridos nesse modelo representado pela Deusa, a qual auspicia, patrocina e protege o desenvolvimento da civilização. As escolas de filosofia-política da Grécia manifestam um esforço ‘’ulissíaco’’, de união e coerência metodológica, de relação de todos os axiomas do conhecimento dos pré-socráticos numa forma compreensível e principalmente de acesso ao pensamento ocidental. O facto de Palas Atena escolher Ulisses como o seu ‘’Sacerdote’’ representativo, não parece aleatório, mas muito pelo contrário, altamente específico, já que esse herói, possui um comportamento que parece um modelo humano à altura do modelo divino, representado pela Deusa da sabedoria. O pseudo-modelo maquiavélico do fim justifica os meios, encontra aqui a sua contestação fatal, devido a que a civilização como ideia e ao mesmo tempo, plasmação, se adequa a uma formidável coerência de fins e princípios, e aqui o modelo de Ulisses demonstra uma realização sublime. Além do mais, Ulisses manifesta um tipo de sabedoria, capaz de superar os enganos, armadilhas e manipulações geradas por qualquer tipo de sofismas e demagogias.

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Também o herói representa um potencial de inteligência que existe no ser humano cuja canalização o pode converter num bom idealista, num bom dirigente. Isto leva-nos a uma outra questão, a de que Ulisses numa das chaves de interpretação do mito, não seja uma pessoa, mas muitas com as mesmas características, que trabalharam na mesma direcção durante muitos séculos, e que a figura histórica de Ulisses, venha a ser a ‘’ponta de um iceberg’’, ou seja, muitos dirigentes com esse perfil, trabalhando pela causa da civilização. Os princípios e fins inseridos na ideia da civilização humana foram promovidos pelas escolas de filosofia da Grécia clássica, entre os séculos VI e IV a.C., através de uma espécie de ‘’laboratório’’ civilizatório, do qual o ocidente tem beneficiado de forma directa, embora falte ainda desenvolver alguns elementos que foram semeados nesse período, como por exemplo, a concepção da política como uma ciência, é justamente nessa questão, que os valores de uma civilização são compreendidos e podem ser desenvolvidos. A escolha de Ulisses, como protótipo do homem patrocinado pela sabedoria, encerrado no simbolismo de Palas Atena sugere uma mentalidade de domínio das emoções, dos apegos da personalidade humana, dos interesses pessoais, das necessidades biológicas, em síntese, do egoísmo humano, em áreas de um ideal civilizatório que possa beneficiar a humanidade na sua caminhada evolutiva. Quiçá Ulisses como modelo humano, seja a promoção de um aspecto da humanidade, onde muitas coisas atávicas do passado ficam superadas, que são em geral causas profundas que incidem de forma directa sobre os problemas do homem e do mundo. A maior virtude de Ulisses manifesta-se simbolicamente, na passagem onde o herói se defronta com o gigante Polifemo, que ameaça matar todos os seus companheiros e a ele próprio, quando declara a Polifemo que o seu nome é ‘’ninguém’’ e que no final, dito nome será a causa da salvação de todos eles. O nome que Ulisses

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adopta para se libertar do gigante, simboliza um elevado grau de despersonalização do Herói, em prol do próprio destino e do da humanidade. É a vitória sobre o passado egoísta da humanidade e do acúmulo de causas pessoais, por uma causa comum que possa representá-los a todos. Outra das grandes virtudes de Ulisses é a da paciência para atingir os objectivos relativos ao plano de civilizar, árdua e lenta tarefa que depende de muitas provações para conseguir definir a direcção dada aos processos complexos e difíceis que a civilização leva inserida no seu seio. Com tudo isto, Ulisses demonstra ser o Mestre da estratégia de aproximação indirecta, que, após muitos séculos de indeterminação, demonstra ser hoje a mais inteligente e eficaz de todas. Em síntese, Ulisses aparece dentro do ciclo dos ‘’Argonautas’’ como a Égide daqueles heróis que impulsionam e ao mesmo tempo conduzem o destino das civilizações humanas para a sua mais alta realização, que não é outra senão a de dar suporte e fluidez à evolução da raça humana. Eis a principal razão pela qual Atena o distingue e reconhece como seu Discípulo, e ao mesmo tempo a razão pela qual Ulisses professa à Deusa uma profunda e sólida devoção que o convertem no fiel e incondicional seguidor dos seus desígnios. Michel Echenique Isasa

(1949-2010) Filósofo e Fundador do Instituto de Artes Marciais Filosóficas Bodhidharma

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Eu fui, Eu sou… Ecos do passado

Cromeleque dos

Almendres

José Carlos Fernández | Director da Nova Acrópole Portugal

Na montado alentejano, como gigantes de outrora em que um encantamento os convertera em pedra, erguemo-nos imponentes e imóveis. Olhamos fixamente para um horizonte em que o Sol ao amanhecer desperta a cidade de Évora. Grave e severo é o nosso olhar, olhar de pedra, como quem chama sonho ao tempo que corre e vida à recordação. As nossas almas sonham que dançam obedientes a certos olhos luminosos na noite a que vós chamais estrelas, mas que são muito mais, são os nossos Deuses e Mestres, e perante elas respondemos. Sonham que dançam, sim, mas os nossos corpos petrificados já não acompanham esta dança que nos dispôs em círculo, num anel e daí o nome gaélico de cromlech. Somos os menires, as pedras erguidas que mencionais nos vossos livros e mapas como o “Cromeleque dos Almendres”. Dizem os vossos especialistas que fomos esculpidos e que nos colocaram nesta planície sagrada há 7000 anos e que, no princípio, na época que chamais de antigo Neolítico médio os nossos artífices dispuseram-nos em dois pequenos círculos concêntricos aos quais, mil anos depois, somaram uma elipse mais ampla, ou talvez, um ovóide que alinha os seus eixos com os pontos cardinais. Arais o solo com os vossos dedos de ferro, que já não são enxadas, para encontrar testemunhos da nossa antiguidade, mas depois os vossos próprios preconceitos cegam-vos. Quem sabe? Talvez

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sejamos desta idade que dizeis ou, talvez, muito, muito mais antigos… mas isto não vos revelará o nosso sonho de pedra, o único que guarda a chave verdadeira daquilo que fomos. E do que ainda sonhamos ser e levanta-nos até ao céu infinito desde os nossos cadáveres de pedra, e devolve-nos à nossa verdadeira morada, junto aos nossos amados Mestres. Durante as noites calmas deste areal do Alentejo que imortalizou com os seus versos a vossa mais amada poetisa, Florbela Espanca, e durante os seus dias de um azul que cega, o céu é a nossa promessa de alguma vez regressar, a nossa eterna promessa. Somos 94 guerreiros semelhantes a estátuas durante o dia e a sombras na noite… mas fomos mais, muitos mais de uma centena. Alguns caíram e novamente nos ergueram, mas longe do lugar onde devíamos estar, num lugar demasiado preciso para afastar-se dele um palmo sequer. Outros foram arrancados pela ignorância inclemente de mãos bárbaras, arrancando-os assim do sagrado para serem convertidos num pilar de uma casa ou em cercas para guardar vacas e porcos. Ninguém ouviu os seus lamentos e agonias, afastados deste exército de pedra ao serviço do Grande Poder que reina nos céus… E se nos ouviu confundiu esta queixa com os murmúrios que o vento faz ao beijar a pedra que é a nossa carne. Levamos os símbolos do reconhecimento, o Círculo da Presença Eterna de Deus, cuja imagem viva é o Sol; a Barca Lunar que leva as sementes de vida e as faz crescer com o seu magnético influxo, o mesmo que provoca as marés; o Cajado, símbolo dos Deuses que guiam na escuridão, os Pastores de Homens e cuja imagem na terra são os Reis verdadeiros, os consagrados a Deus e ao seu povo. Mas o que significam para vós estas ideias, estes símbolos? O que é para vós hoje um círculo se não sois capazes de encontrar nenhum centro que vos dê estabilidade e as vossas vidas não giram em volta de nada e se desfazem, pulverizadas em volta da fantasia? Que é a Barca Lunar se careceis de imaginação, e o cancro de uma fantasia louca se apoderou das vossas mentes, arruinando as suas melhores criações, fazendo terra erma do vosso futuro? Que é o cajado de Pastor, se não sois capazes de re-

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conhecer os designados por Deus para serem os vossos guias na escuridão, e seguis qualquer fogo-fátuo e hipnótico que adule a vossa vaidade e credes que vos protege dos vossos medos quando, na realidade, vos lança às fauces do terror? Ou por acaso pensais que é uma casualidade a nossa forma inicial de círculo duplo, e que logo nos convertemos em numa oval? Nunca pensasteis que o ovo é o símbolo mais perfeito da vida, e que a Senhora da Vida, a Mãe Natureza é representada como um ovo? É que o Ovo foi acrescentado como símbolo sagrado da Cosmogonia de todos os povos da terra, e foi reverenciado tanto pela sua forma como pelo seu mistério interno1. Nunca pensastes que mesmo a forma dos nossos corpos é ovoidal, como se uma serpente de sabedoria e poder estivesse a ser gerada no nosso interior, ou que nele já se encontrasse oculta como mensageira de certas vozes das estrelas? Não nasce o óvalo de dois círculos, como se fossem duas existências interrompidas, a que pertence ao Céu ou ao espírito e a que pertence à Terra ou à matéria, as que lhe deram nascimento numa associação ou vínculo temporal? Mais misteriosas ainda parecem esses pequenos recipientes talhados num dos nossos corpos, e dizeis que os sábios que nos usavam em cerimónias enigmáticas dispunham certas pedras preciosas, como se estas concavidades fossem um encaixe de um anel para que a luz de certas estrelas se espelhasse nelas. Quem sabe? Experimentai ver reflectidas nelas, acrescentando água para que faça de espelho, as Plêiades, as visíveis e as invisíveis pois sabei que desde elas nos chega o Divino Alento Espiritual ao qual sois insensíveis, ainda que alguns possuídos de louca fantasia digam tais estupidezes sobre elas que as profanam ainda mais do que a ignorância, pois são, na realidade uma forma destrutiva dessa mesma ignorância. Não haveis pensado que da mesma forma que a Terra vibra imperceptivelmente, numa frequência tão baixa que só sentidos subtis podem ouvir, também vibram os nossos corpos, e que a forma em que os nossos sacerdotes construtores egípcios nos dispunham permite que entre em ressonância este coro

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23 de pedra com o majestoso coro de estrelas em certos momentos do ano, e que o mesmo poder vivo dos Arquétipos se revela, assim, com todo o seu dinamismo, como a presença de um Deus, uma Verdade Eterna convertida e viva no seu símbolo, um som ou poder estelar? Pensai nas vossas rádios e imaginai que podeis ouvir a voz, a chamada permanente das estrelas, não para que vos digam o que tens de fazer a cada momento, mas sim para que saibam a todo o momento se os vossos actos se afastam ou não desta Perfeição a que aspirais, para que esta Voz do Silêncio sirva de medida das vossas vidas e de prova permanente de Deus, Rei sempre desconhecido e presente. E como? Não haveis estudado já as propriedades de certas pedras, por exemplo o quartzo entrelaçado nos nossos corpos de granito? Quando é submetida a um impulso mecânico (uma vibração sonora, por exemplo), por mínima e grave que esta seja, converte-a num lampejo de luz, ainda invisível aos olhos. Pelo contrário, quando vibram em uníssono à luz de certas frequências convertem-nas em impulsos de movimento, como os vossos relógios de quartzo. Isto devem fazer, assim, certas pedras encontradas em certos lugares, com a luz de certas estrelas cujas frequências sejam harmónicas. A isto chamais piezoelectricidade, e quem sabe se os antigos eram especialistas nesta “piezoelectricidade tonal”. Acrescentai a isto a Lei da Ressonância ou de Simpatia, que é o grande princípio da Ciência Secreta, e aí tereis o fundamento teórico para captar a vibração e a luz das estrelas e convertê-las em luz e som que evoquem – ou invoquem? – os Arquétipos, de que estes agrupamentos estelares são símbolos, um Altar ao Deus desconhecido presente sempre no murmúrio de prata das estrelas, estas Flores de um Jardim de Eternidade. Mas não façais disparates pois não sabeis nem sequer o alfabeto desta ciência perdida, não vos deixeis enganar pelos prestidigitadores do espírito que condenaram e assassinaram as suas próprias almas, encarcerandoas com armadilhas e arruinando as dos demais. Mais de uma vez a vossa poetisa do amor, Florbela Espanca, sentiu-se irmanada com o que fomos e somos e muito perto de onde estamos, sem ela o saber cantou-nos nos seus versos, dizendo:

Minha alma é como a pedra funerária Erguida na montanha solitária Interrogando a vibração dos céus! 1

Blavatsky, Helena Petrovna, Doutrina Secreta, Vol 2.

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Lisboa programa

Actividades

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Dia 7 | Sábado | 19h30 Conferência-recital

Florbela Espanca A grande poetisa do amor e da saudade Por Grupo de Poesia Florbela Espanca e José Carlos Fernández Autor da obra «Florbela Espanca – A vida e a alma de uma poetisa»

[actividade realizada na praça amarela da Feira do Livro de Lisboa]

Dia 10 | Terça-feira | 19h30

Dia 28 | Quinta-feira

Aristóteles e a procura da felicidade

Lisboa

Abril

Início da Feira do Livro de Lisboa Participação das edições Nova Acrópole (pavilhão B50)

Conferência

Por José Carlos Fernández Entrada Livre

Aberta até o dia 15 de Maio

Dia 29 | Sexta-feira | 22h00 Noite de música e poesia

Concerto «Figos de Amor» e poesia oriental

Pelo músico Américo Cardoso (percussionista)

e o Grupo de Poesia Florbela Espanca da Nova Acrópole

Entrada Livre

Dia 15 | Domingo | 18h00 Conferência

Filosofia prática para o século XXI Comentários ao livro «O Despertar do homem interior em pleno século XXI» de Jorge Angel Livraga Por Cleto Saldanha e Daniel Oliveira Formadores da Nova Acrópole [actividade realizada na praça amarela da Feira do Livro de Lisboa]

Dia 30 | Sábado | 10h00 às 13h00 Workshop

Introdução aos ritmos árabes Por Américo Cardoso Inscrições Abertas

Maio

Dia 17 | Terça-feira | 19h30 Conferência

Pitágoras e a matemática sagrada nas culturas antigas Por Paulo Alexandre Loução Escritor, investigador e coord. da Nova Acrópole Lisboa Entrada Livre

Dia 3 | Terça-feira | 19h30 Conferência

A vida e morte do universo segundo a «Doutrina Secreta»

Ciclo «A Doutrina Secreta de H. P. Blavatsky – “Simbologia Arcaica”» Por José Carlos Fernández Escritor, investigador e Director Nacional da Nova Acrópole Entrada Livre

Dia 17 | Terça-feira | 21h00 Inauguração de exposição de pintura

Geometria sagrada De Luís Vieira-Baptista

Dia 18 | Quarta-feira | 19h00

Dia 4 | Quarta-feira | 19h30

Início de curso prático

Início de curso

Oratória: A arte de falar em público

Florais de Bach

Carmen Morales | Terapeuta [curso em 8 sessões – Quartas das 19h30 às 21h00] Inscrições Abertas

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[curso em 9 sessões – Quartas das 19h00 às 21h00] Inscrições Abertas

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Dia 19 | Quinta-feira | 19h00 Início de aulas de dança

Dança Oriental Por Adira Gram [aulas às Quintas, das 19h00 às 20h00] Inscrições Abertas

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Junho Dia 5 | Domingo | 15h00 Visita guiada

Jardim oriental «Buda Éden» Dia 22 | Domingo | 10h00 Visita guiada

Jardins iniciáticos da Quinta da Regaleira Por José Manuel Anes Doutor em antropologia da religião, autor da obra «Jardins iniciáticos da Quinta da Regaleira» e presidente do oscot Inscrições Abertas

Por José Carlos Fernández [encontro às 15h junto ao portão do Buda Éden] Inscrições Abertas

Dia 6 | Segunda-feira | 19h30 Conferência

Somos livres ou o futuro já está escrito? Por Selma do Nascimento | Formadora da Nova Acrópole Entrada Livre

Dia 24 | Terça-feira | 19h30 Início de curso

Filosofia prática e metafísica Sabedoria viva do oriente e do ocidente [curso em 16 sessões – Terças das 19h30 às 21h30] Inscrições Abertas

Dia 10 | Sexta-feira | 10h às 13h Visita guiada

Do Camões aos Restauradores Ciclo «Segredos de Lisboa» Por Ana Cristina Simões e Paulo Alexandre Loução Actividade comemorativa do Dia de Portugal Inscrições Abertas

Dia 27 | Sexta-feira | 22h00 Noite de poesia e piano

A viagem interior da Alma

Dia 19 | Domingo | 8h00

Pelo Grupo de Poesia Florbela Espanca e o pianista Jorge Fontes

Visita cultural

Entrada Livre

Mosteiros da Batalha e de Alcobaça

Dia 28 | Sábado | 10h-13h e 15h-18h

Da simbologia de Cister ao gótico flamejante de Santa Maria da Vitória

Seminário

Matemática e geometria sagradas (módulo II) Natureza, matemática sagrada e práticas de geometria simbólica Por José Carlos Fernández e Paulo Alexandre Loução Actividade do Círculo de Estudos de matemática e geometria sagradas «Lima de Freitas» Cada módulo é independente, não sendo necessária a assistência aos módulos anteriores

Inscrições Abertas

Por Paulo Alexandre Loução Autor da obra «Portugal – Terra de Mistérios» Inscrições Abertas

Dia 20 | Segunda-feira | 19h30 Início de curso

Filosofia prática e metafísica Sabedoria viva do oriente e do ocidente [curso em 16 sessões – Segundas das 19h30 às 21h30] Inscrições Abertas

Dia 30 | Segunda-feira | 19h30 Conferência

Dia 29 | Quarta-feira | 19h30

A «Voz do Silêncio» e a sabedoria tibetana

Florais de Bach

Por Paulo Alexandre Loução Entrada Livre

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Início de curso

Carmen Morales | Terapeuta [curso em 8 sessões – Quartas das 19h30 às 21h00] Inscrições Abertas

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Dia 30 | Quinta-feira | 19h30 Início de curso intensivo

Filosofia prática e metafísica

Agosto

Sabedoria viva do oriente e do ocidente

Dia 2 | Terça-feira | 19h00

[curso em 16 sessões (Julho e Setembro) Terças e Quintas das 19h30 às 21h30]

Início de curso intensivo de Agosto

Filosofia e psicologia prática

Inscrições Abertas

Sabedoria viva do oriente e do ocidente [curso em 10 sessões (de 2/8 a 1/9) – Terças e Quintas) das 19h00 às 22h00

Julho

Dia 3 | Quarta-feira | 19h30

Dia 5 | Terça-feira | 19h30

Tem a vida uma origem extraterrestre?

Conferência

Por José Carlos Fernández

Conferência

Fenómeno Islândia: Rumo a uma nova política Por Cláudio Craveiro Investigador na área das ciências políticas e relações internacionais Entrada Livre

Entrada Livre

Dia 10 | Quarta-feira | 19h30 Conferência e vídeo-projecção

Os princípios do governante budista C/ comentários ao filme «Ana e o Rei» Por Cleto Saldanha

Entrada Livre

Dia 10 | Domingo | 10h00 Visita guiada

Dia 17 | Quarta-feira | 19h30

O simbolismo das árvores no Jardim da Estrela

Ilusões de óptica e de cor: Uma linguagem velada

Por Carmen Morales | Formadora da Nova Acrópole

Laboratório de experiências

Por Daniel Oliveira

Entrada Livre

Dia 12 | Terça-feira | 19h30

Conferência e vídeo-projecção

Lisboa

Inscrições Abertas

Conferência

O caminho da realização pessoal segundo Confúcio Por Cleto Saldanha | Formador da Nova Acrópole Entrada Livre

Milarepa: O poeta místico do Tibete C/ projecção do filme «Milarepa» Por José Carlos Fernández

Entrada Livre

Dia 31 | Quarta-feira | 19h30 Audição comentada

Dia 19 | Terça-feira | 19h30 Conferência

Sócrates e a via do despertar interior Por Daniel Oliveira | Formador da Nova Acrópole

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Dia 24 | Quarta-feira | 19h30

Entrada Livre

«Evgeni Oneguin» de Tchaikovsky Por José Carlos Fernández Entrada Livre

Contactos para informações e inscrições Av. Antº Augusto de Aguiar, 17 – 4º Esq. | 1050-012 Lisboa

Tel.: 213 523 056 / 939 800 855 lisboa@nova-acropole.pt

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Abr-Ago 2011 | Distribuição Gratuita

programa

Actividades

2011

Abril Dia 18 | Segunda-feira | 20h30 curso

Iniciação à sabedoria do oriente e do ocidente 1ª sessão – assistência gratuita

Horário: Segundas das 20h30 às 22h30 Duração: 16 semanas Participação geral: 15€ inscrição e 4 mensalidades de 30€ Participação para estudantes e desempregados: Oferta inscrição e 4 mensalidades de 15€ Inscrições Abertas

Dia 28 | Sábado | 10h00 Seminário

Morfopsicologia Por José Ramos | Filósofo e investigador

Horário: das 10h às 13h e das 15h às 18h Total 6 horas | Custo: € 50

Aveiro

Aveiro

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Inscrições Abertas

Junho

Dia 1 | Quarta-feira | 21h00 Conferência

Fadas, mouras e lendas de Portugal Por João Ferro | Formador da Nova Acrópole Entrada Livre

Dia 4 | Sábado | 16h00

Teatro de fantoches Dia 27 | Quarta-feira | 21h00 Lançamento de livro

Florbela Espanca - A vida e a alma de uma poetisa Por José Carlos Fernández | Autor da obra e Investigador

Local a Designar

Histórias para todos Por Sónia Oliveira e Ana Costa | Animadoras

Local a designar Entrada Livre

Entrada Livre

Dia 18 | Sábado | 8h00

Maio

Caminhada

Dia 4 | Quarta-feira | 21h00 Aula aberta

A ascensão e queda das civilizações Por João Ferro | Formador da Nova Acrópole Entrada Livre

No trilho da amizade:

Caminhada com leituras filosóficas Local: Serra de Talhadas – Trilho megalítico Ponto de encontro: Jardim do Rossio - Aveiro. Participação Livre

Dia 25 | Sábado | 9h00 Práticas de psicologia

Uma viagem ao mundo interior Dia 19 | Quinta-feira | 21h00 Conferência

Infante D. Pedro

Um filósofo e empreendedor da Era dos Descobrimentos Por ocasião do 562º aniversário da sua morte Por Paulo Alexandre Loução | Escritor e Investigador

Local a designar Entrada Livre

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Local: Praia Ponto de encontro: Jardim do Rossio - Aveiro. Participação Livre

Contactos para informações e inscrições Rua Tenente Resende, Nº 15 - 1ºB | 3800-268 Aveiro

Tel.: 937 026 070

aveiro@nova-acropole.pt

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Coimbra programa

Actividades

2011

Boletim Filosófico | Conhece-te a ti mesmo | Nº6

20 de Abril | Quarta-feira | 20h00 Consultório aberto

Como lidar com a depressão Programa Hygea para a promoção da saúde Pelo Dr. José Ramos Médico de Medicina Tradicional Chinesa e responsável do Programa Hygea Entrada livre

Dia 28 | Quinta-feira | 21h00

Coimbra

Conferência – Lançamento de Livro

Concurso de vídeo

"Como sonho o mundo"

Curtas-metragens (realizadas por jovens até aos 28 anos) Entrega de vídeos a concurso até 25 de Junho Informa-te sobre o regulamento Programa para a Promoção da Juventude

Caminhada a Santiago de Compostela Uma vivência alquímica

1 a 5 de Setembro de Valença a Santiago de Compostela

Florbela Espanca - A vida e a alma de uma poetisa Por José Carlos Fernández | Autor da obra e Investigador No Auditório da Casa Municipal da Cultura Entrada livre

Maio Dia 10 | Terça-feira | 20h00 Aula Aberta

Mistérios da arqueologia: No rasto dos gigantes

Inscrições abertas até 30 de Maio

Por José Ramos | Director da Nova Acrópole Coimbra Entrada livre com inscrição prévia

Abril

Estaremos presentes na Feira do Livro de Coimbra

13 a 22 de Maio

Livros, conferências, teatro, actividades infantis, etc.

Dia 10 | Domingo | 16h00 Conta contos

Teatro de fantoches: «Conto da Primavera» No parque verde

Por Sónia Oliveira e Ana Costa | Animadoras Participação livre

Dia 16 | Sábado | 16h00

Conferência e concerto de piano

Paletes de cor: Monet e Debussy

Por Françoise Terseur | | Pintora e Filósofa e Jorge Fontes | Pianista Entrada livre

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Dia 17 | Quinta-feira | 18h00 Laboratório Jovem

Diverte-te com Filosofia Sketches, jogos, interactividade… Programa para a Promoção da Juventude Participação livre (para jovens até aos 21 anos)

Dia 18 | Quarta-feira | 19h00 às 21h00 Início de Curso Intensivo

Filosofia e psicologia prática

A sabedoria viva das antigas civilizações Inscrições abertas (assistência livre à 1ª aula) Horário: Quartas das 19h às 21h Duração: 8 semanas Valor: 60€ (ou 2 mensalidade de 35€) e 40€ (ou 2 mensalidades de 25€) para jovens até aos 28 anos

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Abr-Ago 2011 | Distribuição Gratuita

Dia 20 | Sexta-feira | 20h00 Consultório Aberto

Como detectar e actuar em situações de maus tratos a crianças e jovens Pela Dra. Ana Albuquerque | Assistente Social na Comissão de Protecção a Crianças e Jovens de Coimbra Programa Hygea para a promoção da saúde Entrada livre

Dia 26 | Quinta-feira | 21h00 Conferência

O Caminho de Santiago: Segredos de uma peregrinação Por José Ramos | Director da Nova Acrópole Coimbra

29 Dias 10 e 11 | Sexta e Sábado Acampamento jovem

Reflexão e descoberta da natureza, actividades desportivas, caminhada nocturna e muitos mais (informa-te sobre o programa)

Programa para a Promoção da Juventude Inscrições abertas até 27 de Maio (Destinado a jovens até aos 28 anos)

Dia 16 | Quinta-feira | 21h00

Tertúlia Poética

Aberta à participação de todos os poetas e declamadores (devendo-se inscrever previamente) Entrada Livre

Actividade de promoção da “Caminhada a Santiago de Compostela - Uma vivência alquímica” Entrada Livre

Dia 28 | Terça-feira | 19h - 21h Workshop

Dia 31 | Terça-feira | 21h00 Conferência

A Condição humana vista através da obra de Henry David Thoreau Por Françoise Terseur | Filósofa e escritora

Ciclo “Olhares sobre a condição humana” Entrada Livre

Junho Dia 5 | Domingo | 16h00

Conta contos com teatro de fantoches No parque verde Por Sónia Oliveira e Ana Costa | Animadoras Participação Livre

Musicoterapia: A harmonia pela música Por Françoise Terseur | Formadora e voluntária de Hygea

Programa Hygea para a Promoção da Saúde Participação livre com inscrição obrigatória até 22 de Junho

Julho Dia 5 | Terça-feira | 20h30 Projecção comentada

Râmâyana: A grande epopeia indiana Entrada livre

Dia 9 | Sábado | 16h00 Projecção dos vídeos e entrega dos Prémios Concurso de vídeo

"Como sonho o mundo"

Dia 7 | Terça-feira | 20h00 Consultório aberto

A violência como um problema de saúde Pela Dra. Inês Pimentel | Psicóloga e técnica do Serviço de Violência Familiar do CHPC

Programa Hygea para a Promoção da Saúde Entrada livre

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Programa para a Promoção da Juventude Entrada livre

Contactos para informações e inscrições Rua do Brasil, 194 R/C Dto. | 3030-775 Coimbra

Tel.: 239 108 209 / 933 931 022 coimbra@nova-acropole.pt

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Boletim Filosófico | Conhece-te a ti mesmo | Nº6

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Porto programa

Actividades

2011

Dia 14 | Sábado | 21h30 Lançamento de livro

Florbela Espanca - A vida e a alma de uma poetisa Pelo autor José Carlos Fernández Director da Nova Acrópole Portugal Apresentação da Drª Fina D’Armada Historiadora

Local: Clube Literário do Porto Rua Nova da Alfândega, 22

Abril

Porto

Dia 29 | Sexta-feira | 21h30 Tertúlia

Como conseguir ser autêntico? Por José Antunes | Director da Nova Acrópole Porto Entrada Livre

Maio

Dia 21 | Sábado | 10h00 – 13h00 Seminário de matemática e geometria sagradas

Arquitectura sagrada e Kabbalah Programa deste módulo - Princípios de arquitectura sagrada. - Geografia sagrada e geometria. - Simbolismo dos Sephirot e a cosmovisão da Kabbalah - Gematria, notarikon e temura. - Kabbalah e as proporções matemáticas. - Comentário à obra de James Ralston Skinner. Inscrições até 19 de Maio Participação: 15 € (jovens até 30 anos – 50%)

Dia 2 | Segunda-feira | 19h30 - 21h30 Curso

Filosofia comparada do oriente e do ocidente: Uma filosofia para viver!

Duração: 32 horas (16 aulas) Participação: 150 € (jovens até 30 anos 50% desc.)

Dia 25 | Quarta-feira | 19h30 – 20h30 Hora do mito

Os doze trabalhos de Hércules Por Graça Lameira | | Formadora da Nova Acrópole Entrada Livre

Inscrições abertas

Dia 13 | Quinta-feira | 17h00 -19h00 Curso intensivo teórico-prático

Oratória

Duração: 6horas (3 aulas de 2h) Participação: 25€ (jovens até 30 anos - 15€) Inscrições abertas

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De 26 de Maio a 12 de Junho

Participação na 81ª Feira do Livro do Porto Local: Avenida dos Aliados

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Abr-Ago 2011 | Distribuição Gratuita

Junho 15 Junho | Quarta-feira | 19h30 – 21h30 Aula Livre

Voluntariado: A base da cidadania Entrada Livre com Inscrição prévia até 13 Junho

17 de Junho | Sexta-feira | 21h30 Conferência

O Mediterrâneo no séc. XVI e a encruzilhada de culturas Por Alberto S. Santos Escritor e autor de "A Profecia de Istambul" Entrada Livre

Dia 22 | Quarta-feira | 19h30 Curso

Filosofia: Uma aventura para viver Horários: Quartas das 19h30 às 21h30

Duração: 32 horas (16 aulas) Participação: 150 € (jovens até 30 anos 50% desc.) Inscrições abertas

Dia 23 | Quinta-feira | 17h00 - 19h00 Curso

Os Mitos Universais Horários: Quintas das 17h00 às 19h00

Duração: 32 horas (16 aulas) Participação: 150 € (jovens até 30 anos 50% desc.) Inscrições abertas

Dia 29 | Quarta-feira | 19h30 – 20h30 Hora do mito

O mito do Rei Artur Por Mª Emília Ribeiro | Formadora da Nova Acrópole Entrada Livre

Julho Dia 8 | Sexta-feira | 21h30 Conferência

A filosofia de Antero Quental Por José Carlos Fernández Director da Nova Acrópole de Portugal Entrada Livre

Contactos para informações e inscrições Av. da Boavista 1057 | 4100-129 PORTO

Tel.: 226 009 277 / 918 058 623 info@novaacropoleporto.org

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31 Curso

Os Mitos Universais

Respostas poéticas às eternas questões humanas: Quem sou? De onde venho? Para onde vou? PROGRAMA PENSAMENTO MÍTICO - O que é um Mito - O papel dos mitos na evolução da consciência humana - Sentido da Evolução e os meios para o crescimento interior - Valores no caminho evolutivo MITO DE ÉDIPO - Édipo e a Esfinge - Chaves psicológicas - Constituição septenária do ser humano MAHABHARATA E A MITOLOGIA HINDU - Enquadramento histórico-filosófico - Deuses védicos e hinduístas - Trimurti: Brama, Vishnu e Shiva - Arjuna e a conquista do Eu superior MITO DE ER - A vida para além da morte - A reencarnação e a evolução da alma - Eneias, Túndalo, Dante MITO DA CAVERNA - O mundo sensível como um jogo de sombras - A elevação da consciência para aceder ao mundo das ideias - O regresso à caverna e as quatro naturezas humanas: ouro, prata, bronze e ferro TIBETE: AS MONTANHAS INACESSÍVEIS - Padmasambhava: o nascido do Lótus - Os Nagas e os Mestres da Humanidade - A “Voz do Silêncio” e a literatura iniciática

AVATARES: MITOS DO NASCIMENTO - Zoroastro, Lao-Tsé, Cristo, Buda - Religião, religiões e mística - Budismo: religião ou filosofia? MITO DE OSÍRIS - O Nilo Terrestre versus Nilo Celeste - Harmonia entre Macrocosmos e microcosmos TESEU E O MINOTAURO - Os medos e as lutas interiores - O Rei Justo - O indivíduo e a polis ASTREIA E A JUSTIÇA - O Bom, o Belo e o Justo - Justiça e justiças - Lohengrin: o cavaleiro do Cisne MITOS DE FUNDAÇÃO - Roma, Tebas, Cuzco, Tenochtitlan - Omphalos: o Umbigo do Mundo ORFEU E EURÍDICE - O Amor como poder de união - Vénus Urânia e Vénus Pandemos MITO E HISTÓRIA - Relações entre história e mito - Parcas, Nornas ou Moiras e o Destino MITOS DO DILÚVIO - Ciclos na História - Civilização e Idade-Média O TEMPO CÍCLICO - Yugas, Eras Astrológicas MITO DE PROMETEU - O Fogo, a Cultura, a Civilização e a Evolução Humana

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Boletim Filosófico | Conhece-te a ti mesmo | Nº6

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Uma ONG para promover o enriquecimento do Homem interior e a fraternidade filosófica entre os humanos

A Nova Acrópole é uma Organização Não Governamental Internacional de carácter filosófico, cultural, social e ecológico. Foi fundada em 1957, em Buenos Aires, pelo Prof. Jorge Angel Livraga (1930-1991), historiador e filósofo. A Nova Acrópole promove o enriquecimento do Homem Interior e a fraternidade entre os seres humanos através de actividades de carácter filosófico, cultural e de voluntariado social e ecológico. Num espírito ecléctico fomenta a prática dos ensinamentos dos grandes sábios de todos os tempos, sabendo que a aplicação do conhecimento gera um indivíduo melhor que, por sua vez, pode dar o seu contributo na construção de um mundo novo e melhor. Como afirmava Gandhi, devemos ser a mudança que desejamos para o mundo. A experiência viva da Filosofia sustenta um modelo de cultura activa e participativa que desperta as melhores qualidades de cada um e amplia o horizonte mental, que se abre a todas as manifestações do espírito. Este estilo de cultura torna-nos livres e melhores. A vocação de serviço à humanidade concretiza-se num decidido compromisso com a sociedade de hoje e com o futuro, através de uma vontade de encontrar respostas e soluções para as grandes interrogações que provoca em nós um mundo cheio de contradições e desafios.

A acção da Nova Acrópole tem como eixo fundamental a FORMAÇÃO filosófica que se reflecte em duas vertentes fundamentais de actividades: VOLUNTARIADO social e ecológico e CULTURA. A sua carta de fundação assenta nos seguintes três princípios: I. Reunir os Homens e Mulheres de todas as crenças, raças e condições sociais em torno de um ideal de fraternidade universal; II. Despertar uma visão global através do estudo comparado da Filosofia, das Ciências, Religiões e Artes; III. Desenvolver as capacidades do indivíduo para que possa integrar-se na Natureza e viver segundo as características da sua própria personalidade. Todos aqueles que partilhem estes princípios podem associar-se à Nova Acrópole como Membros depois de fazer o 1º nível do programa de formação.

www.nova-acropole.pt Boletim conhece-te nº6.indd 32

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Conhece-te a ti mesmo Nº6  

Ulisses de Samotrácia O Cromeleque dos Almendres Necessidade de Homens Bons A Amizade Filosófica O Fenómeno Islandês Vide Interior Programa...

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