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ATO EM DEFESA DA PETROBRAS MARCA O INÍCIO DE LULA 2018

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BRASIL | PÁG 7

Nº 311

PREF. DE PIRAQUARA EXECUTA MELHORIAS APÓS CHUVAS

www.noticiasparana.com

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Curitiba, 26 de fevereiro a 04 de março de 2015 APP-SINDICATO

Greve continua sem previsão de fim. Para precionar governo servidores realizam grande marcha em Curitiba

Beto irrita professores ao dizer na TV que greve terminou ontem. APP-Sindicato informa que reunião nesta quinta (26) definirá data da assembleia pelo fim ou não da paralisação. Ela deve ocorrer somente na próxima semana – PÁGINA 3

RICHA NEGA, MAS GREVE CONTINUA GERAL | PÁG8

CIDADES | PÁG5

VEÍCULOS | PÁG 10 MUNDO | PÁG 7 CIDADES | PÁG 6

NOVAS REGRAS PARA PRIMEIRA HABILITAÇÃO

PACTO METRO- JÁ TÊM CARROS VENEZUELA CURITIBA: POLITANO É 2016; SAIBA O TROCA ECONOMISA DISCUTIDO EM IMPACTO PARA PETRÓLEO POR R$ 10 MI COM ARAUCÁRIA O CONSUMIDOR PAPEL HIGIÊNICO REDUÇÃODAFROTA


OPINIÃO

2 Curitiba, 26 de fevereiro a 04 de março de 2015

TEMPO

EDITORIAL

“NOTÍCIAS PARANÁ”: HÁ NOVE ANOS NA DEFESA DO QUE É PARANAENSE O jornal que mais cresce em toda Região Metropolitana de Curitiba

ANOS

www.noticiasparana.com

O jornal “Notícias Paraná” está completando nove anos. São nove anos de lutas e conquistas para os nossos leitores, que já se acostumaram com um jornal que não esmorece e está sempre na luta. O mundo político, por onde passam todas as decisões governamentais, que influenciam no nosso dia a dia, é o foco principal das nossas reportagens. Sempre com um olhar crítico, procuramos trazer reflexão para os nossos leitores e não só as versões oficiais. Em nove anos, o “Notícias Paraná” passou por muitas transformações. Desde uma evolução gráfica incontestável, até a versão “online”, que já está entre os grandes do Paraná, com recordes suces-

E X P E D I E N T E

sivos de acessos e de leitura. O nosso diferencial, seja no meio impresso, seja no eletrônico, está na linha editorial independente e crítica. Assim, o “Notícias Paraná” tem orgulho de dizer de público: fomos o primeiro veículo de comunicação a apontar, com clareza de fatos, o caos administrativo que o governador Beto Richa estava trazendo ao Paraná. Mostramos que o choque de gestão prometido no início do primeiro mandato não passou de uma congestão administrativa, com o governador e os seus se empanturrando de mordomias, enquanto o resto da máquina pública já sofria uma escassez de recursos, que hoje sabemos ser trágica. Mostramos viaturas

policiais sem combustível e quebradas no meio da rua, os cães da PM sem ração, falta de material de expediente em diversas secretarias e a paralisação geral dos trabalhos na área de saúde, seja por falta de matéria prima para o atendimento público seja pela falta de médicos. Esta postura crítica, sempre ao lado da população, trouxe retorno muito maiores que os esperados. O site do jornal “Notícias Paraná” vem batendo recorde de acesso nos últimos meses. A cada dia, ganhamos novos leitores e muitos admiradores. Isso nos dá certeza de que estamos no caminho certo. Muito obrigado, leitor.

O que você precisa ler e saber

Santos & Ferrer Comunicação Ltda Fundado em 23 de fevereiro de 2006 - CNPJ 07.870.252/0001-10 Contato da Redação: (41) 3016-8710 E-mail’s: pauta@noticiasparana.com/ comercial@noticiasparana.com Jornalista responsável: Erickson F. da Rosa Filho - 6426 DRT-PR Distribuição semanal Curitiba, Colombo, Almirante Tamandaré, Fazenda Rio Grande, Piraquara, Araucária, São José dos Pinhais, Pinhais, Quatro Barras, litoral e interior do Paraná R: Cyro Correia Pereira, 3616, N° 07 - CIC/Curitiba/PR - CEP: 81460-050

Os artigos assinados não representam necessariamente a opinião do jornal.

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POLÍTICA APÓS TERCEIRO ENCONTRO 3 PODERES COM O GOVERNO, GREVE DOS

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Curitiba, 26 de fevereiro a 04 de março de 2015

COM VALDIR CRUZ

Professores põem Richa de castigo para ele deixar de ser tão arrogante

Toda a arrogância será castigada. A expressão, verdadeira, é uma corruptela do nome da peça teatral de Nelson Rodrigues, “toda nudez será castigada”. E se aplica, perfeitamente, ao governador Beto Richa na condução da crise econômica do Paraná, por ele mesmo gerada. Arrogante e prepotente, ele tentou impor, sem discussão alguma, um pacote de medidas desumanas, que atingiria, indistintamente, a todos os paranaenses. Organizados e aguerridos, os professores foram a ponta de lança da população na guerra contra essas medidas, que receberam o nome o nome adequado, dado pela oposição, de “pacote de maldades de Richa”. E, nesta batalha, avançaram rapidamente sobre as desorganizadas frentes do governador, vencendo-as uma a uma. De joelhos, um castigo mais do que merecido por causa de tanta soberba, o governador foi cedendo: uma, duas, três, quatro vezes. Não foram os professores que começaram esta confusão, que virou notícia nacional. Agora que entraram nela, eles não querem sair só com promessas. E já está se desenhando uma vitória por nocaute. Uma guerra vencida nas ruas, nos corações e nas mentes, com o adversário capitulando incondicionalmente. E é o que está fazendo o acuado Beto Richa, que a cada novo dia cede o que era “incedível” na véspera. A derrota de Richa é em todas as frentes. Mas na comunicação é pior. Aí há um massacre da oposição e dos professores, que ganham simpatizantes de hora em hora, principalmente nas redes sociais, onde a tropa do governador rendeu-se em massa. O castigo imposto pelos professores ao pior governador que o Paraná já teve, não deixa de ser uma aula das mais significativas. Como lição número um, fica claro que o governante não tem obrigação de respeitar a população que governa. Tem, isto sim, o dever. Fica claro que o autoritarismo não tem mais vez num país democrático. Só o diálogo é a solução para todos os problemas, até mesmo para aqueles causados pela incompetência do próprio governador. De joelhos, talvez Beto Richa aprenda esta amarga lição. E de agora em diante, opte por ouvir as vozes da população, e não os cochichos de assessores despreparados. E nesta quarta-feira (25), um grande ato, com 50 mil servidores na Praça Nossa Senhora da Salete, no Centro Cívico, ampliou o isolamento do governador, que cada vez mais se parece com Hitler nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial, quando trancado no seu bunker, vivia das ilusões perdidas…

cruz.valdir@gmail.com

PROFESSORES CONTINUA Greve continua sem previsão de fim. Para precionar governo Servidores realizam grande marcha em Curitiba

Representantes do Governo do Estado e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) se reuniram mais uma vez na última quarta-feira (25). Após quase quatro horas de conversas, a APP-Sindicato irá se reunir nesta quinta-feira (26) pela manhã com comando de avaliação do movimento, que envolve todos os núcleos do estado, ou seja, cerca de 300 pessoas. No encontro deve ser definida a data da assembleia geral dos professores, que irá analisar as propostas do governo e decidir se os docentes voltam ou não ao trabalho. Dessa forma, a greve agora caminha para seu 18° dia. Antes da reunião, a categoria realizou uma marcha em protesto. De acordo com a APP-Sindicato, mais de 40 mil professores participaram da manifestação – dados não confirmados pela Polícia Federal.

co, onde fica a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e o Palácio Iguaçu. Um dos principais entraves para o acordo são os pagamentos de promoções e progressões de carreira que estão atrasados. Enquanto os trabalhadores exigem pagamento imediato, o governo quer postergar. Segundo o presidente do sindicato, Hermes Leão, outros temas ficaram pendentes para as discussões: "Licença prêmio que tinha sido cancelada, programa de PDE que está previsto para agosto, nomeação de 463 pessoas, além dos que já foram anunciados, licenças para mestrado e doutorado que ainda não tem uma orientação, redistribuição de aula dos PSS, abertura de novas turmas e liberação de programas e projetos que estão pendentes", enumerou. “O melhor está por vir”, insiste Richa Antes da reunião, o governador Beto Richa (PSDB) deu uma entrevista Greve ao Paraná TV. Pouco esclareDesde o início da cedor, Richa reconheceu greve, vários servidores estão apenas “equívocos” na conacampados no Centro Cívi- dução do pacote de medi-

das de ajuste fiscal enviado à Assembleia Legislativa neste mês – a culpa pela situação caótica das finanças do Estado, como de costume, foi colocada no Governo Federal. Em meio a contradições, como o próprio envio do “pacotaço” à Alep demonstra, Richa disse que o diálogo é marca de sua administração. Quando questionado sobre a frase repetida exaustivamente durante o período eleitoral, de que as contas estavam em ordem e que “o melhor estava por vir”, Beto respondeu que continua tendo “total convicção” de que tudo irá melhorar. Para finalizar, aparentemente vivendo em uma realidade paralela, Richa falou como se estivesse em uma conversa entre empresários: afirmou que em quatro anos concedeu 60% de aumento aos trabalhadores, mas que depois, em um momento de dificuldades, pediu compreensão o para que esperem dois meses para receber o terço de férias. Ou seja: para o governador, o Estado agora é uma empresa privada. Redação NP


CIDADES

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A perspectiva de educação com qualidade ameaçada pelo governo Richa Caminhamos para a terceira semana da greve da educação pública paranaense. Professores e funcionários de escolas manifestam-se legitimamente contrários a política desenvolvida pelo governo estadual. Sobre esta política e seus efeitos, em outros momentos e enfoques, aqui mesmo neste portal, já me manifestei, principalmente na sanha do governador querer governar como se fosse imperador, contrapondo-se às instituições democráticas e o que é pior, não possibilitando o mínimo debate com a sociedade em geral. Nesse afã ele se mantém e não reconhece os equívocos administrativos, financeiros e políticos de seu (des)governo. Claramente o que ocorre é um estelionato eleitoral. A maioria da população paranaense foi enganada pelo governador. Quando consultado antes das eleições do ano passado por vários veículos de comunicação, o governador tratou de demonstrar uma normalidade administrativa e financeira e caracterizava o seu segundo mandato como um período de avanços. Eleito, a casa caiu. Os problemas vieram a tona. O rombo nas contas públicas estimam-se na ordem de 6 bilhões de reais. O descontrole administrativo e financeiro é enorme. A receita para superar a crise criada pela sua incompetência administrativa foi a de onerar a população com mais impostos, o sucateamento da máquina pública e a perda dos direitos trabalhistas do servidores públicos. Por outro lado, enquanto servidores públicos ficam sem salário ou benefícios legais, o Tribunal de Contas atribui aos seus conselheiros auxílio moradia no valor de 4,3 mil reais por mês, o que representa um gasto anual de 1 milhão de reais. No ano passado um projeto de lei aprovado com a nuance do governo autorizou o auxílio moradia de 4,4 mil para cerca de 800 juízes do Tibunal de Justiça (TJ) do Paraná o que irá gerar uma despesa anual de 32,4 milhões de reais. Em uma ação judicial em curso os mesmo juízes pleiteiam a retroatividade em 5 anos, o que resultaria em um pagamento milionário acima dos 200 milhões de reais. Igual medida tomou o Ministério Público (MP) estadual estabelecendo auxilio moradia de 3,7 mil à 3,9 mil reais para cada um dos 702 procuradores. Por ano o MP do Paraná gastará a bagatela de 27,3 milhões de reais. Pode-se argumentar que estes valores são próprios do orçamento do poder judiciário. Mas em nenhum momento o governo, diante de uma grave crise financeira, fez menção contrária ao estabelecimento destes auxílios e em muitos casos, como no auxílio moradia para o TJ paranaense, contou com o apoio da base governista na Assembleia Legislativa para sua aprovação. Isso tudo é no mínimo uma imoralidade. Isso é que se acena por agora, mas as medidas de desvalorização dos trabalhadores da educação e das condições de trabalho, com o não pagamento de salários e benefícios legais, o fechamento de escolas, turnos, turmas, a superlotação das salas de aula, a não reabertura de programas como o MAIS EDUCAÇÃO e HORA TREINAMENTO que induzem a uma política de educação integral, a não possibilidade de formação no PDE ou a não concessão de afastamento para quem faz mestrado ou doutorado; medidas como estas tendem a ter um efeito ao longo prazo porque comprometem a qualidade de ensino e claramente prejudicam os estudantes da escola pública. Dizer, como disse o Secretário da Educação que 3, 4, 5 ou mais alunos não fazem diferença para a qualidade da educação é desconhecer a escola pública e vai na contramão do que estudiosos do campo educacional no mundo inteiro defendem. O resultado será uma geração que foi privada de melhores condições de aprender por conta da perversa política que este governo insiste em manter. *Hermes Silva Leão é professor de Educação Física e Pedagogo, especialista em Psicopedagogia e atua na rede pública estadual de ensino. É presidente da APP-Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública

PREFEITURA DE PIRAQUARA EXECUTA MELHORIAS APÓS O PERÍODO DE CHUVAS

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Serviços de limpeza, drenagem e recuperação de ruas foram realizados em diferentes bairros Bruno Oliveira - PMP

Manutenção na Rua Tubarão na Vila Santiago

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Manutenção na Rua Richard Nowel na Vila Rosa

Após o período de chuvas que atingiu o município na última semana, a Prefeitura de Piraquara intensificou os serviços de limpeza e drenagem para combater os alagamentos em regiões consideradas de risco. A Secretaria de Infraestrutura também realizou a manutenção em diversas ruas.

Guaritubinha e Bela Vista foram executados serviços de limpeza, desobstrução de manilhas e obras de drenagem. Equipes da Secretaria de Infraestrutura removeram grande quantidade de lixo e material acumulado em galerias e valetas, com objetivo de garantir o escoamento adequado da água da chuva. Combate a enchentes Recuperação de ruas Nos bairros Guarituba, A Prefeitura também re-

alizou a recuperação de ruas em diversas regiões do município. Vias bastante movimentadas como a Heitor Palu, no Jardim dos Estados, Richard Lickfeld, no Guarituba, e a Rua da Paz, na Planta Deodoro, receberam manutenção. Nesta semana a Secretaria de Infraestrutura continua com a execução de melhorias em diferentes bairros de Piraquara. Redação NP/ PMP

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CIDADES

5 Curitiba, 26 de fevereiro a 04 de março de 2015

Gleisi Hoffmann

Bancada luta para que Richa não gaste dinheiro da previdência dos paranaenses

ANIVERSÁRIO: CHIMARRUTS FARÁ SHOW NACIONAL EM PINHAIS A banda conhecida em todo o país por grandes sucessos como "Do lado de cá", "Saber Voar" e "Versos Simples", se apresenta no município no dia 20 de março

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Nas comemorações pelo seu 23º aniversário, Pinhais recebe mais um grupo musical de renome nacional. Este ano é a vez da banda gaúcha Chimarruts fazer a galera balançar ao som do reggae music. A atração está confirmada e se apresenta no município no dia 20 de março. A programação completa das

atividades será divulgada em breve no site da prefeitura. No ano 2000, em meio a rodas de chimarrão em Porto Alegre-RS, os amigos tornaram realidade a antiga vontade de formar uma banda. Em 2002, o primeiro álbum foi gravado e de lá para cá, a Chima, como a banda é carinhosamente chamada por seus fãs, já

marcou presença em grandes festivais e teve a carreira consolidada em todo o território nacional. Em seu repertório, letras que falam de amor e paz, conquistam um público cada vez maior e mais fiel. Em 2009, o grupo foi indicado na categoria Melhor Banda de Reggae, no VMB 2009 da MTV, e após quase um mês de votações, foi escolhido pelo público como a melhor banda de reggae do Brasil. No mesmo ano, teve canções entre a trilha sonora de novelas de três diferentes emissoras. A banda já emplacou grandes hits como “Do lado de cá”, “Saber Voar”, “Iemanjá”, “O Sol”, “Deixa Chover”, “Versos Simples”, entre outros. Redação NP/ PMP

PACTO METROPOLITANO É DISCUTIDO EM ARAUCÁRIA

Alguns municípios da Região Metropolitana de CuNesta terça-feira (24), parte da bancada pa- ritiba (RMC) estão se reuninranaense em Brasília participou de reunião com do para propor a implantação o ministro da Previdência Carlos Eduardo Gabas, de um Pacto Metropolitano, para consultar o mérito e a legalidade da prop- visando principalmente o osição do governador do Paraná sobre a utilização desenvolvimento econômico do fundo da Paraná Previdência. integrado de Curitiba e região. A senadora Gleisi Hoffmann (PT), acompan- Na terça-feira (24), Araucária hada do senador Roberto Requião (PMDB) e dos recebeu a visita de represendeputados federais Christiane Yared (PTN), Enio tantes da Lapa, Rio Negro e do Verri (PT), Toninho Wandscheer II (PT), Deputado Serviço Brasileiro de Apoio às Federal Zeca Dirceu (PT), Aliel Machado (PCdoB) Micro e Pequenas Empresas e João Arruda - Deputado Federal (PMDB), solic- (Sebrae). itaram ao Ministro um parecer com uma análise “O pacto objetiva propreventiva sobre a proposição que faz a fusão de jetar os municípios da RMC fundos previdenciários do Estado, extinguindo o por meio de um plano esFundo da Paraná Previdência. tratégico de desenvolvimenTal ato transfere o saldo do Fundo Previ- to econômico, pensando em denciário, cerca de R$ 8 bilhões, o maior do Bra- potencializar e complementar sil – segundo o ministro Gabas – para o caixa do a atuação de cada município. governo estadual. Seria uma maneira de estim“Minas Gerais, no governo do PSDB, já uti- ular uma estrutura com mais lizou este modelo, desaconselhado pelo Ministério encadeamento produtivo”, exda Previdência. O governo gastou o dinheiro e não plica o coordenador geral do resolveu o problema fiscal do Estado. Não podem- projeto, Josemar Ganho, da os deixar que o governador do Paraná também Lapa. siga esta linha”, afirmou a senadora Gleisi. “Se Na pauta da reunião a ´moda pega´, serão R$ 187 bilhões em fundos foram discutidas e divididas previdenciários em todo o país que irão para os tarefas para andamento do caixas de governos, dizimando a poupança para projeto, como a metodologia as aposentadorias dos servidores”, complemen- de trabalho para elaboração tou. do plano, assinatura de adesão A análise do Ministério tem previsão de ficar dos municípios que se interespronta em uma semana. sem em fazer parte do pacto, metodologia para criação da agenda emergencial (que in*Gleisi Hoffmann é senadora pelo Paraná

clui intervenções de caráter ferroviário e rodoviário) e cronograma de reuniões. A próxima reunião ficou agendada para acontecer dia 6 de abril, em Rio Negro. Essa foi a 1ª reunião do grupo após a eleição que escolheu a mesa diretora para coordenar a ação. A intenção agora é verificar com a Associação dos Municípios da Região Metropolitana (Assomec) a possibilidade de estabelecer um vínculo de trabalho com o grupo.

município, relata o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Araucária, Marco Ozório, eleito como coordenador técnico do projeto. “É uma oportunidade para potencializar a união entre os municípios e permitir que alguns projetos possam ser executados com parcerias de instituições renomadas e amparo da esfera estadual e federal. Esse fórum permanente de diálogo e cooperação ajudará a fortalecer projetos estratégicos de integração, Fortalecimento principalmente referente à A participação de Ar- infraestrutura de transporte, aucária no pacto é vista como logística e energia”, comenta. Redação NP/ PMA de grande importância para o


CIDADES

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O cerco do Centro Cívico

O Paraná, a exemplo do que aconteceu em 1894, dá exemplo para o Brasil. Se naquela distante época o cerco da Lapa permitiu conter o avanço dos federalistas e dar tempo ao Marechal Deodoro reorganizar suas trapas e garantir a vitória legalista, em pleno 2015 os professores, funcionários de escolas e demais servidores públicos do estado impedem o avanço da marcha neoliberal sobre os direitos de suas categorias. A greve da educação, acompanhada por diversas outras categorias do serviço público, tornou-se exemplo de mobilização e unidade. Objetivos em comum, muita disposição para a luta e um comando central organizado e determinado. Esta é a fórmula da luta que dribla a mídia tradicional e ganha destaque em sites progressistas e nas redes sociais. E olha que não está fácil para a grande imprensa esconder do restante do país uma greve de 120 mil servidores que afeta a vida de quase 1 milhão de crianças e jovens paranaenses e suas famílias. Não é à toa. Reunir 40 mil trabalhadores e trabalhadoras em frente ao centro do poder paranaense, ocupar a assembleia legislativa e obrigar deputados a entrarem na casa do povo de camburão já fazem parte da história da política paranaense. Poderíamos exaltar, neste momento, a grande vitória obtida pela mobilização. Mas ainda não é a hora. Este cenário deve ser utilizado apenas como combustível para fortalecer ainda mais a luta, pois a guerra ainda está no começo. Na onda do discurso nacional e internacional de crise e recessão, o Governo do Estado subiu a arrecadação, ampliou ainda mais os gastos com ações publicitárias de pouca ou nenhuma visibilidade e agora adota as famosas medidas de austeridade. A palavra, dita de boca cheia em discursos eloquentes, não passa de uma expressão de fácil digestão para algo difícil de tragar. Em português claro significa corte de gastos em políticas públicas e sociais para que o erário possa pagar, enfim, altos juros para rentistas, concentrando renda e alimentando a ganância do mercado. A fórmula não é nova. Provavelmente todos já ouviram falar da grande crise que assola países da Europa, especialmente a Grécia e a Espanha. A origem dos problemas no velho continente tem uma velha forma: a austeridade. Cansados desta velha política econômica que centraliza recursos financeiros, sobretudo públicos, na mão de poucos grupos econômicos o provo grego deu um basta ao eleger um governo de esquerda. Deseja o diálogo, que durante anos foi relegado a segundo plano, para colocar na ordem do dia a reconquista de direitos trabalhistas que foram retirados ao longo da última década pelas políticas baseadas nos ideais econômicos da falecida primeira ministra inglesa Margaret Tatcher. O Brasil, nos último doze anos, aprendeu a ter direitos, acesso a bens de consumo, crédito e serviços públicos essenciais. Este é um caminho sem volta. Aprendeu que possível aliar desenvolvimento econômico ao desenvolvimento social. Por este motivo a resposta brasileira foi muito mais rápida que o lento e dolorido processo de revolução na Grécia. Estabelecemos o nosso limite de forma muito clara: não mexam em nossos direitos. Pois queremos mais direitos, mais democracia e mais justiça social. E, se o Capital está em crise, os ricos que paguem por ela. A mobilização dos profissionais da educação pública do Paraná é uma soma de todos esses fatores. Nos acostumamos com os avanços econômicos e sociais e por isso dizemos não ao retrocesso. Temos disposição para a luta e disciplina para seguir um comando firme, organizado e consciente. Diferente da histeria coletiva e da indignação seletiva das jornadas de junho de 2013, vamos hoje às ruas com uma nova consciência de classe. Poderemos discutir, por séculos ainda, os desdobramentos históricos do cerco da Lapa, mas jamais poderemos negar a sua importância para a constituição atual da nossa nação. Da mesma forma ninguém jamais poderá negar a importância da mobilização dos servidores públicos neste início de 2015, cujos desdobramentos, podem ter certeza, já começaram.

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PREFEITURA ECONOMIZARÁ R$ 10 MILHÕES AO ANO COM REDUÇÃO DA FROTA A medida atende ao decreto 1.099, publicado no ano passado, que determinou a racionalização dos gastos de custeio da administração A Prefeitura de Curitiba vai economizar cerca de R$ 10 milhões, ao longo dos próximos 12 meses, com a redução do número veículos da frota municipal. Deixarão de circular 117 automóveis inicialmente, serão devolvidos 74 veículos à Cotrans, empresa que faz a locação de parte da frota utilizada pelos diversos órgãos municipais. Em outubro, outros 43 automóveis serão retirados de circulação. Com mais esta redução, serão 172 os veículos retirados da frota desde o início da gestão, em 2013. A medida atende ao decreto 1.099, publicado no

ano passado, que determinou a racionalização dos gastos de custeio da administração. A redução inicial na frota representa uma economia mensal de R$ 391.992,54, se forem computados os gastos com locação, encargos trabalhistas e combustível. O valor total da redução de despesas, até outubro, será de R$ 3.135.949,32. Além de reduzir o custeio, o corte tem o objetivo de racionalizar o uso de veículos. Paralelamente, a Prefeitura implantou um sistema informatizado de controle da frota, ligado a cinco centrais de veículos. “Este sistema dá maior

rotatividade e eficiência no manejo da frota, pois o agendamento é feito por um sistema online”, explica Edson Freitas Chaparro, diretor do Departamento de Gestão Estratégica de Contratos, da Secretaria Municipal de Planejamento e Administração. Segundo o diretor, a redução atingiu também os chamados veículos de representação, utilizados pelos secretários. “Estes carros, que ficavam à disposição das secretarias, foram recolhidos, e agora atendem a toda a administração, quando há solicitação”, explica. Redação NP/ SMCS

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BRASIL & MUNDO

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ATO EM DEFESA DA PETROBRAS MARCA O INÍCIO DE LULA 2018

GIRO PELO MUNDO

Lula afirmou que "defender a Petrobras é defender o Brasil, é defender os trabalhadores, é defender a democracia". Ato pode ser encarado como o primeiro movimento concreto para sua candidatura, em 2018 Esta semana o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, falou sobre as condições o ex-presidente Lula se recolocaria no jogo político, como candidato do PT à presidência da República, em 2018. "Lula será o candidato em 2018? Pode ser, mas não é certo que será. Se ele pudesse desenhar o futuro, talvez não quisesse voltar à presidência. Não custa lembrar que o Eduardo Campos vinha sendo preparado para isso. Todo mundo sabe disso e todo mundo se esquece disso. Acho que ele só poderá se recolocar se sentir que há ameaças às conquistas da população mais pobre. Se ele o fizer, terá o entusiasmo dos petistas e de muitos não-petistas", disse Haddad. Ao discursar na Associação Brasileira de Imprensa, no ato em defesa da Petrobras, Lula sinalizou que as condições para sua volta estão dadas, ao dizer que "defender a

Petrobras é defender o Brasil, é defender os trabalhadores, é defender a democracia". Em primeiro lugar, porque o cerco à Petrobras já ameaça mais de 100 mil empregos na indústria naval, que renasceu no governo Lula. Por todo o Brasil, estaleiros, que contam com participação de empresas envolvidas na Lava Jato, demitem trabalhadores. Além disso, o ambiente de criminalização do PT e de negação da política, estimulado por meios de comunicação conservadores, favorece a ascensão de 'salvadores da pátria'. O candidato mais óbvio a encarnar esse figurino é o ex-ministro Joaquim Barbosa, que, no Carnaval, pendurou uma melancia no pescoço e disse falar em nome dos 'brasileiros honestos'. Se Lula afirmou que defenderá os trabalhadores e a democracia, isso signifi-

ca que ele tem plena ciência de sua responsabilidade histórica, no momento atual, em que cresce, na sociedade brasileira, um movimento protofascista, cujo exemplo concreto, nesta semana, foi a agressão ao ex-ministro Guido Mantega, no Hospital Albert Einstein. Lula também deixou claro que não se acovardará. "O mais importante legado que minha mãe deixou foi o direito de eu andar de cabeça erguida e ninguém vai fazer eu baixar a cabeça neste país. Honestidade não é mérito, é obrigação. Eu quero paz e democracia, mas se eles querem guerra, eu sei lutar também", afirmou. Isso significa que o sindicalista que incendiou as massas, na década de 80, no ABC paulista, está de volta. Como disse seu ex-porta-voz Ricardo Kotscho, agora é guerra. Redação NP/ Brasil247

Operador de catapulta se prepara para deixar o caminho livre para a decolagem de aeronave da Marinha francesa do porta-aviões Charles de Gaulle, estacionado na região do Golfo Pérsico

Militantes pró-Rússia descansam para depois seguirem para a linha de frente perto da cidade ucraniana de Starobeshevo, na região de Donetsk

VENEZUELA TROCA PETRÓLEO POR PAPEL HIGIÊNICO COM TRINIDAD TOBAGO O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chegou a um acordo com Trinidad e Tobago para trocar petróleo e asfalto por produtos de primeira necessidade, papel higiênico e gasolina. O acordo foi feito durante visita de 24 horas do chefe de Estado venezuelano a Trinidad e Tobago, que, segundo a primeira ministra do país, Kamla Persad Bissessar, permitiu aprofundar “o forte laço de amizade e cooperação”. Segundo a imprensa venezuelana, o país importa de Trinidad e Tobago gasolina, componentes de máquinas, aparelhos de ar condicionado, peças de reposição para refrig-

Manifestantes fazem fogueira durante protesto de professores que bloquearam uma avenida, perto do aeroporto internacional de Acapulco (México)

eradores, produtos de higiene pessoal e cimento. Por outro lado, envia para Trinidad e Tobago petróleo, combustível de aviação, condutores elétricos e produtos de ferro.

Venezuela e Trinidad e Tobago assinaram ainda acordo de cooperação para exploração de jazidas de gás natural na área de fronteira. Redação NP/ EBC

Tchecos acendem velas durante uma homenagem a vítimas do ataque a tiros, em Uhersky Brod; um homem matou oito pessoas em um restaurante na cidade, e depois se matou


GERAL

8 Curitiba, 26 de fevereiro a 04 de março de 2015

Roseli Isidoro

Essas “Mulheres Mil” Valdecir Galor / SMCS

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NOVAS REGRAS PARA S PRIMEIRA HABILITAÇÃO J ENTRAM EM VIGOR MARÇO

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Na categoria B, para dirigir automóveis, as atuais 20 horas serão acrescidas de mais cinco horas/aula, havendo a obrigatoriedade de 5 delas serem feitas no período noturno

Por conta do sucesso do Pronatec/Mulheres Mil na formação inicial e continuada de sete turmas de massagistas, recepcionistas e operadoras de computador nas regionais da CIC e Pinheirinho do ano passado para cá, a Prefeitura de Curitiba solicitou ao Ministério da Educação – MEC a liberação de 600 novas vagas, visando estender em 2015 o alcance do programa a todas as regionais da cidade. O Mulheres Mil é desenvolvido pelo Instituto Federal do Paraná – IFPR, por meio de convênio com a Secretaria da Mulher de Curitiba e a Fundação de Ação Social (FAS), que oportuniza as condições para o acesso ao ensino técnico e à retomada ou continuação da escolarização. As administrações regionais e Secretaria da Mulher divulgam as reuniões para organização e seleção das turmas, as mulheres escolhem o curso que querem fazer, o Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) cede o espaço para a realização das aulas, os professores do IFPR vão até a comunidade ministrar o curso e o governo federal concede uma bolsa (ajuda de custo) no valor de R$ 750,00. As mulheres superam dificuldades das mais diversas, com disponibilidade de tempo e família, se desafiam e frequentam as aulas até completarem a carga horária de 300h de conhecimentos teóricos e práticos. Tanto da área específica da atividade profissional que estão descobrindo quanto de ética, saúde do trabalhador, meio ambiente, cuidados e prevenção de acidentes, entre outras informações e orientações que vão auxiliar no futuro a empreenderem e avançarem na profissão. O contato com a instituição de ensino quebra um gelo e faz a mulher se apropriar de uma estrutura pública que é dela, que ela tem direito de usar. Desperta a vontade de continuar avançando na formação profissional técnica e na escolarização, podendo se graduar em curso de nível superior na área de sua escolha. O programa possibilita essa transformação de vida. Costumo dizer que nada disso seria possível se não fossem a capacidade de superação e a coragem de cada uma dessas mulheres em vencer seus próprios desafios. A perseverança e a determinação leva à vitória pessoal e garante o sucesso do programa e das oportunidades geradas pela política pública. Precisa de duas vontades para dar certo: a vontade política e a determinação delas de prosseguir. Roseli Isidoro é secretária municipal da Mulher de Curitiba-PR.

Os 800 Centros de Formação de Condutores (CFCs) com cadastro ativo no Departamento de Trânsito do Paraná (Detran) devem adotar, a partir de 1º de março, as mudanças na carga horária dos cursos de habilitação previstas na resolução 493/2014 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A resolução do Contran estabelece nova carga horária mínima para a categoria B (carros e veículos comerciais leves) e a realização de aulas no período da noite. A alteração também se refere ao uso de simuladores, que é opcional, nas aulas de candidatos à habilitação na categoria “B”. No ano passado, o Detran prorrogou por 90 dias o

prazo para que a nova carga horária entrasse em vigor, uma forma de garantir que as mudanças estabelecidas na legislação fossem feitas de forma correta. Assim, a partir de 1º de março entra em vigor a portaria 635/2014 do Detran, publicada em dezembro de 2014, que exige o cumprimento dos requisitos para processos iniciados desta em diante. Ou seja, aqueles que já estão em processo de habilitação não serão afetados pelas novas regras. “Estendemos o prazo para que as autoescolas tivessem condições de atender às demandas de alunos e se adequassem aos novos procedimentos e agendas. A mudança na carga horária é

necessária para tornar ainda melhor a formação dos novos condutores e fundamental para um trânsito seguro”, explica o diretor-geral do Detran, Marcos Traad. CARGA HORÁRIA – As mudanças não atingem os candidatos à obtenção da Autorização de Circulação e Ciclomotor (ACC) e categoria “A” (motos), que se mantém fazer, no mínimo, 20 horas de aulas práticas para o exame de direção. Na categoria B, para dirigir automóveis, as atuais 20 horas serão acrescidas de mais cinco horas/aula, havendo a obrigatoriedade de 5 delas serem feitas no período noturno. Redação NP/ AEN

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Esporte

9 Curitiba, 26 de fevereiro a 04 de março de 2015

SOLIDARIEDADE: PETRAGLIA OFERECE JOGADORES AO PARANÁ CLUBE Atlético ficará com excesso de jogadores no final de abril e o elenco sub-23 fica com uma agenda quase vazia O presidente do Atlético Paranaense, Mario Celso Petraglia, ofereceu ajuda ao Paraná Clube para a disputa da segunda disivão do Campeonato Brasileiro, a partir de maio. O dirigente fez a declaração ontem, durante a entrevista coletiva conjunta dos três principais clubes da capital (Atlético, Coritiba e Paraná). “Colocaremos nossos jogadores à disposição do Paraná para a segunda divisão, se eles quiserem, pra ajudar”, afirmou Petraglia. O Atlético ficará com excesso de jogadores no final de abril, quando termina o Campeonato Paranaense e o

elenco sub-23 fica com uma agenda quase vazia – apenas com amistosos e torneios informais. Petraglia não deu detalhes, mas é provável que o Atlético pague pelos salários dos jogadores enquanto estejam emprestados ao Paraná – caso a negociação realmente ocorra. O clube rubro-negro ganharia com a exposição dos jogadores na vitrine da Série B, uma competição útil para vender jogadores para mercados menores. Também serviria como experiência para jogadores jovens do sub-23 do Atlético. Em 2010, o Atlético

emprestou gratuitamente Fransérgio, o lateral-esquer- destacou foi Aquino, com três jogadores para o Paraná do Jean e o atacante Ander- seis gols em 11 jogos. Redação NP/ GE durante a Série B: o volante son Aquino. O único que se

COM RECORDE NO ATLETIBA, COXA LIDERA MÉDIA DE PÚBLICO Campeonato de 2015 tem média de 2.830 mil, um crescimento de apenas três pagantes em relação ao ano passado nas cinco primeiras rodadas do estadual Com recorde no Atletiba e um vazio tanto no Ecoestádio quanto no Erich George, o Campeonato Paranaense de 2015 tem uma média de 2.830 mil pagantes por partida nas primeiras seis rodadas. São, ao todo, 84.916 mil torcedores em 30 jogos. O clássico evitou que o desempenho fosse pior. A vitória alviverde sobre o Atlético-PR, no Couto Pereira, teve 15.721 mil pagantes - o maior público até agora. Com isso, o Coxa é o líder no quesito: média de 8.323 pagantes por partida. Por outro lado, os números de JMalucelli e Nacional-PR são os principais culpados pelo desempenho apenas regular. Eles são os lanternas em termos de torcida. Apesar de liderar o Campeonato Paranaense, a equipe da capital leva, em média, 290 torcedores ao Ecoestádio. E as perspectivas não são nada animadoras. Apesar do pífio desempenho nas arquibancadas, o clube decidiu aumentar o valor dos ingressos - a inteira pas-

sou de R$ 20 para R$ 50. Já o time de Rolândia, que ainda não tem um ponto sequer na competição, tem média um pouco melhor: 427. Ele, porém, é responsável pelo pior público nos 30 primeiros jogos do estadual: só 178 testemunhas assistiram à derrota por 3 a 1 para o Maringá, na terceira rodada. No geral, a média do Paranaense de 2015, de 2.830 mil, teve um evolução mínima em relação ao ano passado - um aumento de três torcedores. A média após a quinta rodada do estadual de 2014 era de 2.827 mil, e o recorde tinha sido registrado em Maringá x Coritiba com 8.859 mil pagantes. Atlético-PR em casa, Londrina na bronca e Operário-PR punido O Atlético-PR, que volta a disputar o estadual na Arena da Baixada após quatro anos, vem logo atrás do Coritiba no quesito média de público. Em dois jogos, contra Paraná e Prudentópolis, teve 8.154 mil pagantes

- apenas 169 atrás do rival. A reabertura do estádio contribui. De 2012 a 2014, com o local em obra para a Copa do Mundo, o time teve que peregrinar - disputou partidas do estadual em estádios como Vila Capanema, a Vila Olímpica do Boqueirão e o Ecoestádio. Já o Londrina, campeão em 2014, é apenas o quarto colocado em público. Tem levado 3.217 mil torcedores aos seus jogos. O gestor do Tubarão, Sérgio Malucelli, e os próprios jogadores, como Germano e Celsinho, reclamam constantemente em entrevistas. O clube chegou a fazer uma promoção, com ingressos antecipados a R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia), mas não obteve sucesso. O Paraná também sofre. É o sétimo colocado, com 1.836 mil pagantes por partida. O Operário-PR, clube que conta com uma torcida fiel, é o oitavo colocado, com média de 1.571 mil. Mas ele poderia estar em uma situação melhor não fosse uma punição imposta pelo Tribunal de Justiça Desportiva do

CONFIRA A MÉDIA POR CLUBE Coritiba - 8.323 (3.625 + 5.624 + 15.721) Atlético - 8.154 (9.663 + 6.646) Cascavel 3.037 (4.386 + 2.160 + 2.565) Londrina - 3.217 (3.194 + 2.841 + 3.617) Maringá - 2.300 (2.325 + 3.042 + 1.535) Foz do Iguaçu - 1.878 (753 + 3.003) Paraná - 1.836 (1.930 + 1.815 + 1.764) Operário – 1.571 (671 + 2.471) Rio Branco - 1.269 (1.013 + 1.526) Prudentópolis - 650 (746 + 555) Nacional - 427 (677 + 178) JMalucelli - 290 (439 + 185 + 246)

Paraná (TJD-PR) por objeto arremessado durante jogo do estadual do ano passado. O Fantasma teve que jogar com o Foz do Iguaçu em Curitiba

- o jogo teve só 671 pagantes. A volta para casa, diante do Prude, já teve 2.471 mil torcedores. Redação NP/ GE


VEÍCULOS

10 Curitiba, 26 de fevereiro a 04 de março de 2015

MONTADORAS JÁ TÊM CARROS 2016; SAIBA O IMPACTO PARA O CONSUMIDOR Civic, Bravo e Tucson 'viraram' com poucas mudanças. Nesses casos, depreciação para o modelo anterior é pequena, diz consultor Você ainda está se preparando para o carnaval deste ano, mas as montadoras já estão em 2016: Honda Civic, Fiat Bravo e Hyundai Tucson "viraram" de ano há pouco. A prática de antecipar o lançamento de linhas com modelo do ano seguinte é comum na indústria automobilística, mas cada vez mais recai sobre modelos com poucas ou nenhuma alteração importante, caso desses três. Só que preço sempre sobe. “Não tem ciência oculta. É uma questão de marketing e de comportamento do mercado. Há 20 anos havia uma concorrência bem controlada, o mercado estava muito bem repartido entre Ford, GM, Volkswagen e Fiat. Hoje a disputa está muito mais forte e é preciso sair melhor que o concorrente”, explica Gerardo San Roman, presidente da Jato Dynamics do Brasil, consultoria especializada no setor automotivo. Sem grandes mudanças Não há nova geração nem mudanças importantes nos 3 modelos que já estão em 2016. A Fiat reestilizou o Bravo, que ainda estava na linha 2014. Com um “tapa” no visual e melhoria no pacote de equipamentos, o hatch ficou mais caro (veja todos os preços). O Civic não mudou no exterior, mas retomou a versão mais completa, EXR, e ficou mais equipado na configuração que mais

vende, a intermediária LXR. Todas as versões ficaram, em média, R$ 2,5 mil mais caras (veja todos os preços). O Tucson não teve nenhuma alteração importante, além do preço: de R$ 69.900 para R$ 75.990. Segundo a Hyundai Caoa, que produz o modelo em Anápolis (GO), não houve reajuste ao longo de todo o ano passado. “Antigamente, quando um carro tinha mudanças ao longo do ano, elas eram divididas em séries. Hoje, há diversas alterações em pacote de equipamentos, motorização e design. Então, as montadoras encontraram o recurso do ano/modelo para mostrar para o público que há mudanças. Porém, isso causa confusão na cabeça do consumidor”, falou Paulo Roberto Garbossa, da consultoria ADK Automotive. O que muda para o consumidor Há casos, portanto, de uma concessionária que pode ter em estoque dois modelos praticamente idênticos, mas com ano/modelo diferentes. Nesse caso, a orientação dos consultores é fazer as contas antes de fechar um negócio. “Normalmente nesses casos, a decisão é financeira. As facilidades [na negociação] estarão com o veículo do ano/modelo anterior, pois não vão oferecer nenhuma facilidade para um modelo mais novo”, explica San Roman.

Por outro lado, o valor de revenda será menor. “O mercado trabalha pelo ano modelo. Um carro feito em 2015 com modelo 2015 vai custar menos do que um 2015/2016, mesmo os dois dividindo o showroom”, completa Garbossa. Para San Roman, se há poucas mudanças de um para outro, a depreciação também será pequena, na

comparação entre eles. Segundo a Jato, um Civic 2015 que, na última quarta, tinha como preço sugerido R$ 68.400 na versão de entrada 1.8 LXS, com câmbio manual, terá cerca de 20% de desvalorização daqui a um ano.

to de lei que tenta proibir os fabricantes de virarem o ano/modelo dos veículos antes de 1º de setembro. Ele ainda terá que passar pelas comissões de Defesa do Consumidor (CDC), Desenvolvimento Econômico, Indústria e Projeto de lei Comércio (CDEIC) e Conquer vetar stituição e Justiça e de CiTramita pela Câmara dadania (CCJC). Redação NP/ AE dos Deputados um proje-


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ECONOMIA

12 Curitiba, 26 de fevereiro a 04 de março de 2015

JUROS BANCÁRIOS INICIAM 2015 EM ALTA E SOBEM PARA 52,6% AO ANO EM JANEIRO Taxa é a maior em quase três anos, segundo BC. Nos últimos meses, juro bancário subiu quase o triplo da alta da taxa Selic. Os juros bancários iniciaram o ano de 2015 em alta. Segundo informações divulgadas pelo Banco Central nesta quarta-feira (25), a taxa média de juros cobrada pelos bancos nas suas operações com pessoas físicas com recursos livres (excluindo BNDES, rural e habitacional) registrou aumento de 2,5 pontos percentuais em janeiro deste ano, para 52,6% ao ano. Trata-se do maior patamar desde o início da série histórica, em março de 2011, ou seja, em quase três anos. Até então, a maior taxa de juros já registrada, para pessoas físicas nas operações com recursos livres, havia sido registrada em novembro do ano passado (51,3% ao ano). Neste mês, a

autoridade monetária alterou a metodolodia do cálculo dos juros bancários. De acordo com a instituição, a mudança insere-se no processo permanente de aprimoramento das estatísticas. Juro bancário subiu mais que taxa básica O aumento dos juros bancários acompanha a alta da taxa básica da economia, fixada pelo Banco Central a cada 45 dias para tentar conter as pressões inflacionárias. Desde outubro do ano passado o BC vem subindo os juros ininterruptamente. Naquele momento, a taxa estava em 11% ao ano. Em janeiro, já havia avançado para 12,25% ao ano, um aumento de 1,25 ponto

percentual. Os números mostram que os bancos elevaram suas taxas de juros ao consumidor de maneira mais intensa. Em setembro do ano passado, antes do reinício do ciclo de elevação dos juros básicos pela autoridade monetária, os juros bancários para pessoas físicas estava em 49,2% ao ano, avançando para 52,6% ao ano em janeiro. Um crescimento de 3,4 pontos percentuais - quase o triplo da alta da Selic. Taxa de todas operações e de empresas Já a taxa de juros média de crédito de todas operações (pessoas físicas e empresas) subiu de 37,6% ao ano em dezembro para 39,4% ao ano

em janeiro deste ano - também o maior patamar da série histórica, que tem início em março de 2011. A taxa das operações de pessoas jurídicas, ainda com recursos livres, avançou um ponto percentual em janeiro, para 25,2% ao ano. Em dezembro, estava em 24,2% ao ano. O nível de janeiro é o mais alta desde novembro de 2011, quando somou 25,8% ao ano. Inadimplência de pessoa física em queda Segundo o Banco Central, a taxa de inadimplência das pessoas físicas, nos empréstimos bancários com recursos livres (sem contar crédito rural e habitacional), que mede atrasos nos pagamentos acima de 90 dias, caiu de 5,5%

em dezembro para 5,4% em janeiro. É o menor patamar, pelo menos, desde dezembro de 2013. Já a taxa de inadimplência das operações dos bancos com as empresas, ainda no segmento com recursos livres, subiu de 3,4% em dezembro para 3,5% em janeiro. Trata-se do maior patamar desde outubro do ano passado (3,7%). Considerando a taxa total de inadimplência, que engloba operações com as pessoas físicas e empresas, ainda nas operações com recursos livres, houve alta: de 4,4% em dezembro para 4,5% em janeiro. É o maior patamar desde novembro do ano passado (4,6%). Redação NP/ EBC

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