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Suplemento do Nº 456 | Junho 2017

50º

aniversário

Notícias de Nariz e Fátima

BODAS DE OURO Ao Notícias de Nariz e Fátima Quero meus parabéns endereçar, Pelas suas bodas de ouro Vos quero aqui homenagear

Pelo saudoso padre Artur Tavares de Almeida, fundado seu invento não foi negligenciado e até aos nossos dias permaneceu

Ao meio século chegado Alguma história já encerra Sobre o querer que foi poder Para o povo nossa terra

Que atinja as Bodas de Diamante Porque continua sendo importante O seu teor . Distribuidora e mensageira M. Conceição (Vessada)

“Nós estamos contigo; como tu estás para nós”

D

Fotoreportagem do Jantar do

50º Aniversário

Caríssimos irmãos, Estamos a celebrar este fim-de-semana o 51º Dia Mundial das Comunicações Sociais, sob o tema: COMUNICAR ESPERANÇA E CONFIANÇA NO NOSSO TEMPO “Não temas, porque Eu estou contigo” (Is 43, 5). E como é belo, celebrar neste ambiente, e neste dia, a alegria de o nosso jornal Notícias de Nariz e Fátima, recordar a sua história, escrevendo linhas de um futuro rejuvenescido e de uma memória cuidada. O Jornal “Notícias de Nariz e Fátima” nasceu em Março de 1967, com o entusiasmo do seu fundador, e acarinhado por todos aqueles que reconhecem que não há história sem memória, nem a história se faz sozinha, porque existimos nós; porque existiram outros antes de nós que modelaram e continuam a modelar a história da memória; e existirão outros que comunicarão na história as suas memórias. O Jornal ao longo destes 50 anos recorda-nos, mais uma vez, que é promotor de uma mensagem: “A Voz de Deus a falar ao coração dos homens” (cfr. JNNF 238); é o mensageiro e porta-voz, ao perto e ao longe, da vida das nossas comunidades paroquiais, cuja história nin-


guém poderá escrever jamais sem folhear as páginas deste meio de comunicação. Aqui temos um tesouro, que desvela outro grande Tesouro: Jesus, na vida destas comunidades; e estas comunidades, o rosto da Igreja que vive animada pelo Espírito de Deus. É verdade que este Jornal passou por muitas fases durante a sua existência, algumas delas difíceis, mas é bom recordar o que disse o P. Artur em determinado momento, em Dezembro de 1977, no número 115: “Esta [a vida do Jornal] terá a duração que as gentes de Nariz e Fátima lhe quiserem dar”; ou de uma outra forma “não se fazem morcelas sem sangue, nem se fazem gemadas sem partir ovos”; e hoje, estamos convictos de que poderemos recordar outra expressão do P. Artur, no sétimo aniversário deste Jornal: “É que em terras tão pequenas, não foi sem hesitação que o vimos nascer e até nos predispusemos para o seu funeral. Porém, assim não aconteceu. Nem acontecerá”. Hoje, continuamos a ser a prova viva disso. Eis, que a verdadeira essência deste Jornal, consiste num caminho onde se valoriza: A cultura do encontro, porque é ponte que nos une, é laço que nos enlaça, é folha de esperança, é portador do Bom encontro, da Boa notícia. Chega a muitos, mostrando que não há muros nem barreiras, para que a história se faça e se conheça, especialmente aos nossos emigrantes… rosto expandido das nossas comunidades. A cultura da partilha, pois nele estão páginas construídas pela

disponibilidade de tantos colaboradores e voluntários que asseguram a sua missão, e cujo esforço não deixa morrer este Jornal; assim como, os distribuidores, sentinelas e portadores da Boa Nova, das Boas Notícias, junto de todos e de cada um nas nossas comunidades. A cultura da esperança, porque o Jornal é fruto do seu tempo e da memória daqueles que viveram e vivem hoje, dando-nos a conhecer como a audácia de semear o futuro, constrói-se pela confiança de que quem semeia é o Senhor. E é essa confiança que, tal como nos diz o Papa Francisco, “nos torna capazes de atuar – nas mais variadas formas em que acontece hoje a comunicação – com a persuasão de que é possível vislumbrar e iluminar a boa notícia presente na realidade de cada história e no rosto de cada pessoa”. Sejamos firmes na esperança, de que este meio de comunicação, que é o nosso Jornal, é vida e farol para o nosso tempo e para todos os tempos. Irmãos, se a finalidade deste jornal, como dizia o P. Artur, é “unir e cultivar os homens e propagar e afirmar o Reino de Deus nas freguesias de Nariz e Nossa Senhora de Fátima”, procuremos alimentar esta paixão, através dos dons que Deus nos deu, mas com um grande e profundo sentido de gratidão, de que este Notícias de Nariz e Fátima seja de todos e para todos. P. Pedro, 27.V.2017

O espelho que reflecte a vida das comunidade Antes de mais, muitos parabéns pelos 50 anos de dedicação para dar Notícias de Nariz e Fátima. Por coincidência, um fundador, sempre presente no cabeçalho, o saudoso Padre Artur Tavares de Almeida, ainda meu familiar e conterrâneo de Avanca. Pedem-me para falar – a verdade é que prefiro estar desse lado e guardar-me para as perguntas, admito que é bem mais confortável – sobre a importância da imprensa local. Ora, alguém que esteja aqui dúvida? E a prova está nos 50 anos – 455 edições saídas da tipografia! Se não fosse importante, a missão ter-se-ia esgotado e poupava-se, pelo menos, muito papel à paróquia.


O momento é de dar Graças a Deus por estes 50 anos, por todos os que se dedicaram e dedicam a continuar a unir como fazem as pontes Sendo assim, não valeria a pena estar aqui mais tempo para falar de evidências. Quantas histórias e estórias imprimidas a letra de chumbo ! Bela pesquisa, em busca de testemunhos e o reavivar de memórias das gentes de Nariz e Fátima. Obras feitas, tragédias, festas, ilustres que por aqui passaram. Aqui está o segundo tópico lançado pelo professor Manuel Oliveira de Sousa: o valor da imprensa local, ora também está respondido. E assim podia dar por terminada antes do prazo e sem trabalhos a mais a empreitada que me pediram. A imprensa local é importante como espelho que reflete – e não raro causa reflexões ou mesmo refluxos, nos casos de uma boa polémica ou um debate indigesto, porque quente na troca de argumentos. Faz parte, há outras forma mas não puxa audiências. Por alguma razão, há quem não goste de imprensa, porque é importante! Aliás, imprensa livre, está visto, só resulta em democracia. Um espelho que reflecte a vida das comunidades que estão mais próximas, sob o ponto de vista de quem reporta, impondo-se rigor, contexto, explicação, um crivo do que é essencial, ouvir as partes Tudo isto, sem fundamentalismos, na medida do possível, que se for impossível não há notícia, o que também não dá jeito a quem vive da arte, que não deixa de ser também um negócio. Infelizmente mau negócio em muitos casos por falta de mestres e diga-se algum capital que também ajuda nestas coisas. A dita informação de proximidade, que é tida como parente pobre. OK, é parente e pobre.... Mas serão mesmo assuntos menores aqueles com lidamos ? Sem interesse político ? É tudo irrelevâncias económicas, sociais, religiosas, desportivas, culturais ? Não existem personalidades dignas de grandes entrevistas e outros pelas figurinhas que fazem? Não chegamos longe e ao mesmo tempo pelas mesmas redes sociais? A minha terra é o meu mundo. E todas as terras tem algo do melhor que existe no mundo ! E muitos buracos nas estradas, portanto, não falta assunto, nem histórias para contar. Mais: a ambição suprema dos jornalistas: muitos exclusivos. A grande imprensa não passa muito por aqui, a não ser em tragédias, umas “coisas giras” ou mesmo folclóricas. Não é fácil de lidar com a proximidade, é verdade. Esbarramos facilmente com quem foi ‘alvejado’ pelas notícias e não ramente como não agrada passamos a ser nós o ‘alvo’, arriscando a que nos abanem os ossos do ofício. A informação de proximidade tem também riscos: a debilidade financeira atrai facilitismos, é preciso resistir também a tentações editoriais para outros fins pouco jornalísticos. Logo na primeira entrevista de emprego um patrão comentava que era bom ser jornalista, conhecia-se muita gente importante, e quando fosse preciso era mais fácil, dizia ele, pedir uma licença ou pedi o caminho à porta de casa arranjado. Ora aprendi logo essa lição!


Até hoje notícias só com a licença dos visados. È regra sábia, porque, ainda que não escapem à notícia, as pessoas têm sempre direito a devolver a licença para falar. A credibilidade deve ser a marca de água. Tem um custo, fica caro e rende pouco. Mas não há outra forma de ser fiel ao compromisso para com o leitor e ter o seu respeito. E já agora assinatura ou o anúncio em dia !. Os tempos são de mudanças, sobretudo tecnológicas por força da Internet, que exigem o regresso ao básico, reinventando fórmulas que parecendo gastas são ainda porto de abrigo de audiências e o seguro de vida de qualquer projeto de comunicação social. A proximidade da informação local continua a dar exclusivos todos os dias e a força comercial é um filão por explorar. Com profissionalismo, sem descurar o envolvimento dos entusiastas e uma gestão atenta às tendências e proativa. Parabéns e muitos anos de vida, com Notícias de Fátima e Nariz ! Júlio Almeida

Agradecimento Todos sabemos que a ação do jornal é essencialmente pastoral – foi assim desde sempre! Isto quer dizer que é como comunidade e com as comunidades que vivemos, construímos, fazemos parte do mesmo corpo cuja cabeça é Cristo (1 Cor 12,12ss). O momento é de dar Graças a Deus por estes 50 anos, por todos os que se dedicaram e dedicam a continuar a unir como

fazem as pontes. E a primeira nota é pedir perdão a quando, involuntariamente, em vez de o ser ou contribuir para o ser, em que fomos barreira, caudal, margem,… obstáculo! E lembramos, agradecidos a Deus, os padres Artur, Jorge Fragoso, José Augusto, José Manuel e Pedro Barros! Todos os colaboradores que já partiram e os que estão connosco nesta peregrinação. Lembramos todos os que dão o seu contributo financeiro, pontual ou mais regular, como amigos do jornal. Não esquecemos, nunca o podemos fazer porque fazem parte do jornal, os distribuidores – os que aos longos dos anos assumiram a missão de levar a boa nova e ouvir os conselhos, os desabafos, as críticas de vizinhos e amigos. E entre todos os que fazem com que o jornal exista, temos a Officina Digital. Já não se trata de um serviço profissional, é um colaborador, um amigo com diversificada participação: arte gráfica, edição, composição, impressão. Agradecemos,na pessoa do Sr. Pedro Sarnadas, todo o profissionalismo, mas sobretudo a paciência e amizade com que se dedicam ao nosso jornal. E para a festa ficar completa, antes de cantarmos os parabéns e fazermos um brinde – não se trata de nada profano, é o divino incarnado na nossa realidade frágil, humana! – obrigado à Dra Helena Dias, aos seus colaboradores e ao Aveiro Business Center; muito obrigado Júlio Almeida pela reflexão que partilhaste connosco e pela memória do Pe Artur que descobrimos em ti, nas tuas origens familiares com ele; obrigado Senhor Diretor do Agrupamento de Escolas de Oliveirinha, Prof Carlos Lopes – a sua colaboração e de todos os docentes, alunos e famílias no concurso que promovemos e, aí, atualizamos e desafiamos o jornal para o futuro, para as gerações mais novas das nossas comunidades. Bem-hajam! Parabéns a todos!

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