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" Nas eleições presidenciais de 94, Lula enfrentava Fernando Henrique, quando recebi uma informação de que um irmão do petista vivia como mendigo em Ilhabela. No dia do jogo Brasil X Camarões, pela Copa do Mundo dos EUA, perdi o churrasco e a partida, mas consegui localizar e entrevistar José Rubens, que logo após a entrevista, foi retirado da ilha pela famíia, que temia que o fato fosse utilizado contra Lula..."

O irmão mendigo do presidente Lula ra manhã de sexta-feira, 24 de junho de 1994, dia do jogo do Brasil contra Camarões pela Copa do Mundo dos EUA. Tinha comprado carne e cerveja para fazer um churrasco durante o jogo quando recebi uma ligação da redação da Folha em São Paulo. “Salim, o editor pediu que você fosse até Ilhabela para levantar uma estória. Chegou até ele uma informação de que o Lula tem um irmão que vive como mendigo em Ilhabela. Ele quer que você localize a pessoa e faça uma entrevista com ela”. Na época, Lula disputava a presidência com Fernando Henrique. Tinha preparado tudo para curtir numa boa o jogo do Brasil, esses dias que ninguém sai de casa e nada acontece, mas lá fui eu. Ilhabela tinha poucos comércios abertos e quase ninguém nas ruas. Eu tinha que localizar José Rubens Inácio da Silva, um dos dez irmãos por parte de pai de Lula. O pai dele, Aristides Inácio da Silva, após deixar a primeira mulher (a mãe de Lula), dona Lindu (Eurídice Ferreira de Melo), com quem teve sete filhos, em Garanhuns-PE, juntou-se com Valdomira Ferreira de Góis, com quem teve outros dez filhos. Zé Rubens, como ele era

conhecido, sofria de alcoolismo e vivia pelas ruas da ilha. Onde achar o tal de Zé Rubens? Encostei num dos poucos botecos abertos e perguntei se alguém conhecia ele. Ninguém conhecia. Um morador disse que tinha um mendigo que falava que era irmão do Lula, mas que ninguém acreditava. “Papo de bebum”, comentou. Perguntei onde poderia encontrá-lo. Disseram-me que Zé fazia bico em um mercadinho. Encontrei o mercado. “O Zé aparece às vezes, principalmente quando está sóbrio”, afirmou um dos funcionários. Indaguei se ele era realmente irmão do Lula. “Ele fala, mas ninguém acredita. Você acha que se o Lula fosse irmão dele iria deixá-lo vivendo como mendigo? Principalmente, agora, candidato a presidente da República?”, questionou o funcionário. Zé poderia ser encontrado no píer dos pescadores. Fui até lá e outro pescador comentou que ele e mais três andarilhos tinha ido em direção a uma cachoeira. Peguei a estrada de terra e fui atrás. Vi quatro homens maltrapilhos caminha n d o p e l a estrada. Parei o carro e perguntei quem era o Zé Rubens. “Eu, por quê?”, respondeu um deles. Desci do carro e expliquei que era da Folha de S.Paulo e que gostaria de

Expediente Editor Salim Burihan - MTB 14067 Colaboradores: José Mario Silva e Giane D’Angelo Diagramação e Arte Richard Lippi Produção Gráfica Atlântica Gráfica e Editora Ltda NP (Notícias das Praias) R. Ilhabela , 15 - Sumaré - Caraguatatuba/SP - CEP 11661-300 Tel. (12) 7814-5051 email: noticiasdaspraias@gmail.com

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entrevistá-lo. Ele negou. Insisti. E, graças aos amigos dele, consegui a entrevista. Coloquei todos no carro e fomos até um boteco. Paguei a rodada de cerveja para conversar a sós Zé Rubens, irmão do Lula com Zé Rubens. Zé confirmou: era irmão de Lula. Contou detalhes da vida da família, dos irmãos e de sua própria vida. “Moço, não faça nada para prejudicar meu irmão. Ele não tem culpa pela vida que levo. Ele sempre quis me ajudar, mas eu nunca permiti. Caí no alcoolismo e vivo nas ruas por causa de uma desilusão amorosa (a mulher o tinha deixado). Minha família sempre foi muito sofrida. Meu irmão é uma pessoa boa. Acredito que ele vai se eleger presidente da República e ajudar as pessoas mais pobres...”, disse. Logo após a entrevista, Zé Rubens sumiu de Ilhabela. Outro irmão de Lula, Jackson, foi até a ilha, tirou Zé Rubens das ruas e levou-o para Vicente de Carvalho. A família temia que, por ser ano de eleição, o fato de Zé Rubens viver como mendigo fosse usado contra Lula. FH venceu no primeiro turno com 55% dos votos, contra 27% obtidos por Lula. Zé Rubens morreu sem ver o irmão ser eleito presidente da República. Ele morreu em abril de 2002, vítima de cirrose hepática pelo consumo excessivo de álcool. Naquela tarde de 24 de junho de 1994, enquanto eu tentava localizar e

entrevistar Zé Rubens, o Brasil venceu Camarões por 3 x 0... O bate-papo com o Zé Rubens foi mais interessante. Aliás, nem sei quem fez os gols naquele jogo...


Polícia

Luciano: homicídio comerciante Luciano Antunes de Oliveira, 44 anos, foi encontrado morto dentro de sua casa, na região central de Caraguá, no dia 2 de setembro de 2007. A Polícia Civil concluiu o inquérito e, com base em suas investigações, apontou que o comerciante teria cometido suicídio. A justiça, no entanto, arquivou o processo judicial 0426/2007 por falta de base para a denúncia. De acordo com o artigo 18 do CPP (Código Processual Penal), o caso poderá ser reaberto caso surjam novas provas. A família contesta a versão apresentada pela Polícia de que Luciano teria se suicidado. Otávio Antunes, pai do comerciante, acredita que o filho teria sido assassinado. “Ele era espírita praticante, jamais cometeria o suicídio”, disse Antunes. Ele contou que seu filho vinha sendo ameaçado nos dois meses que antecederam a sua morte. Antunes pretende levar o caso adiante, mesmo após a conclusão do inquérito policial. Antunes aponta dois documentos importantes para discordar da versão dada pela polícia. O laudo

ou suicídio? necroscópico (nº 3092/07), assinado pelos legistas Arnaldo Rossielo e Anizio Pires, informou não ter encontrado área de chamuscamento e tatuagem no local do tiro (acima da orelha direita) e que o tiro teria sido disparado a mais de 40 centímetros de distância. O laudo também não definiu se houve suicídio ou homicídio. O exame residuográfico, feito pelo Instituto de Criminalística, assinado pelo perito Luiz Carlos Abreu e divulgado em 8 de outubro de 2007, afirmou que não havia marcas ou sinais de pólvora nas mãos direita e esquerda de Luciano. O perito utilizou o método “Feigel Suter” para identificar a possível presença de pólvora nas mãos do comerciante. O resultado foi negativo. Antunes contesta inclusive as informações dadas pela polícia de

que Luciano teria se envenenado. A polícia informou ter encontrado veneno nas vísceras do comerciante. “Não encontraram nenhum veneno na casa. É muito estranho que ele tomasse o veneno e depois ainda atirasse em si mesmo. Isso não tem cabimento...”, comentou Antunes.

vida social e profissional continuava a mesma: trabalhava durante a semana e nos fins de semana e feriados curtia as baladas ou as viagens com os amigos. No dia 2 de setembro de 2007, um dia após completar 44 anos, Luciano foi encontrado morto num dos quartos da casa. O pai, após telefonar várias vezes para cumprimentá-lo e

“Família discorda de versão dada pela polícia sobre sua morte” Morte Luciano era um rapaz alegre e de bem com a vida, muito querido e conhecido por todos em Caraguá. Gostava de praia, principalmente da Martin de Sá, onde era um dos primeiros a chegar. Praticava frescobol e tênis. Bonito, cuidava do corpo diariamente, freqüentando uma academia da cidade. Freqüentava os melhores bares. Nas baladas, estava sempre acompanhado de belas mulheres. Namorou sempre as jovens mais bonitas, moradoras, veranistas ou turistas. Era apelidado de “Luciboy” e “Jorginho Guinle de Caraguá”, por estar sempre acompanhado de belas mulheres. Freqüentava a alta sociedade. Era querido pelos amigos e amigas. Vivia com os avôs, numa casa do centro da cidade. Com a morte dos avôs, passou a viver sozinho. Nos últimos meses, Luciano passava por d i f i c u l d a d e s financeiras; mesmo assim mantinha sua rotina de vida. Sua

não conseguir falar com o filho, decidiu ir até a sua casa, para lhe dar os parabéns e entregar um presente, uma garrafa de vinho. O pai tocou a campainha e o filho não apareceu para abrir a porta. O carro estacionado na garagem demonstrava que ele se encontrava em casa. O pai decidiu, então, retornar mais tarde. Novamente, ninguém apareceu para abrir a porta da casa. Faltavam 15 minutos para as quatro da tarde, quando o pai, que tinha uma chave da residência, decidiu entrar para conferir se o filho se encontrava ou não no local. Não encontrou o filho e ia deixando a casa quando se lembrou de ir até o quarto dos hóspedes. Para espanto do pai, o jovem encontrava-se caído no carpete, sem sinal de vida, com um ferimento de bala na cabeça. Numa das mãos, Luciano segurava um revólver calibre 32. Segundo o pai, Luciano estava caído, com os braços abertos e as pernas cruzadas; a face voltada para cima. O pai imediatamente acionou a polícia militar. Constatou-se na ocasião que a porta da área de serviço

estava entreaberta, com uma chave mixa na fechadura. Na varanda, uma escada estava encostada na parede que dava acesso à casa vizinha. A perícia técnica fez fotos no local do crime e recolheu material para perícia, principalmente das mãos do comerciante, para ver se identificava possíveis resíduos de pólvora. A polícia civil suspeitava até então de homicídio ou suicídio. Saudades A morte de Luciano repercutiu na cidade e na capital, onde mantinha muitos amigos. No seu Orkut foram postadas centenas de mensagens de amigos e amigas. Todos aqueles que mantinham amizade com o comerciante não conseguiam acreditar na possibilidade de ele ter cometido suicídio. A suspeita maior era de que Luciano teria sido assassinado. Por quem? Ninguém imaginava. Chegou-se a comentar de um possível crime passional. Ele teria se envolvido com uma jovem da capital, cujo namorado não teria gostado da relação e vivia ameaçando o comerciante. Nada foi comprovado pela polícia. Hoje, alguns amigos, mais íntimos, acreditam na versão do suicídio. “Apesar de não acreditar no dia de sua morte que ele tivesse se matado, hoje acredito nesta possibilidade. Acho que ele se abateu com os problemas financeiros e, deprimido, optou pelo suicídio”, afirmou A., amigo de Luciano. Outro amigo, S., lembra que, numa conversa no mesmo ano de sua morte, Luciano teria afirmado que não chegaria à idade dele, então com 54 anos. “Vou partir mais cedo”, teria afirmado Luciano. Dois anos depois de sua morte, Luciano continua sendo lembrado pelos amigos. Deixou muitas saudades... 3


Comércio Diretoria encerra mandato e deixa ACE com sede própria atual diretoria da ACE (Associação Comercial e Empresarial), presidida pelo empresário Paulo Bijos, encerra no fim do mês o mandato de dois anos à frente da entidade. Bijos garantiu em entrevista ao NP que encerra sua gestão plenamente realizado. O novo presidente, Rui Fernando Coutinho, assume a entidade em janeiro. Não houve chapa de oposição na disputa pela presidência da entidade. “O fato de não ter chapa de oposição é sinal que a atual diretoria correspondeu às expectativas”, disse Bijos. Pa r a e l e , C o u t i n h o d a r á continuidade aos projetos programados pela atual diretoria, entre eles a implantação do clube de lazer e da cooperativa de crédito para os comerciantes. “Coutinho é uma pessoa séria, idônea e com experiência suficiente para fazer um excelente mandato”, afirmou. Coutinho, aposentado do Banco do Brasil, foi vice-presidente de Bijos nos dois mandatos. Bijos permanecerá na diretoria, no cargo de 2º vice. Bijos assumiu a ACE em 2006. Em quatro anos ele, em conjunto com seus diretores, admitiu ter garantido muitos benefícios aos comerciantes e empresários locais. Ele destacou entre as principais ações: a reestruturação da parte administrativa e financeira; renovação do setor de informática; agilização do sistema de consulta SPC; ampliação do clube de convênios; criação da área de pesquisa, sistematização do jornal da entidade; criação da campanha de Natal e do Empresa Nota 10; do Caraguá a Gosto e do Super verão, em parceria com a prefeitura; ampliação dos serviços da Unimed; e iniciação da sede própria. Apesar de dobrar o número de associados, de 500 em 2006 para mil em 2009, Bijos destaca como conquista principal da atual diretoria a construção da 4

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sede própria, com 525 metros quadrados de área construída, ficando o térreo para o setor administrativo e, no segundo piso, um auditório com capacidade para 200 pessoas. Foram investidos R$ 500 mil na obra, que deverá ser concluída em julho de 2010. Após 44 anos de fundação, a entidade ganha

não são associados. Associando, eles tornam a ACE mais forte e isso pode ampliar as conquistas que tragam benefícios ao comércio”, disse. Segundo ele, ao nível municipal, a ACE poderia lutar pela redução do ISS e IPTU, pela melhoria do trânsito local, pela criação da Zona

Paulo Bijos

sua sede própria. “Preparamos a entidade para o futuro. Com o novo prédio ofereceremos melhores condições aos funcionários e ao empresariado local. O novo auditório poderá atender até 200 pessoas nas palestras, cursos e treinamentos. O auditório atual atende apenas 30 pessoas”, afirmou. Segundo ele, a ACE hoje está priorizando mais a qualificação da mão-de-obra do que campanhas para aquecimento das vendas. “O comércio está bem concorrido e movimentado, falta a mão-de-obra qualificada”, contou. A cidade tem cerca de seis mil estabelecimentos e outros quatro mil na informalidade. Por que apenas 10% dos comerciantes legalmente estabelecidos são associados da ACE? “Isso ocorre em qualquer cidade. Aqui falta uma maior conscientização por parte daqueles que ainda

Azul e até mesmo pela melhoria do acesso à cidade junto ao governo estadual. Para Bijos, a cidade teve um desenvolvimento muito rápido, mas não estava preparada. A situação complicou-se ainda mais com as obras da base de gás. Segundo ele, a cidade enfrenta problemas nas áreas de saúde, habitação, sistema viário e principalmente no acesso principal, a rodovia dos Tamoios. Ele afirmou que o governo do Estado tem de duplicar a rodovia e a prefeitura reformular o sistema viário local; caso contrário, o trânsito ficará um caos. “Caraguá perdeu sua característica turística para se transformar num grande centro comercial regional”, argumentou. “Foi uma experiência gratificante presidir a ACE por quatro anos. Eu pude contribuir com a cidade que tão bem me acolheu. Foi uma

experiência que vou guardar por toda a minha vida. Tratase de um trabalho voluntário (sem remuneração), mas muito gratificante”, finalizou. Logo após deixar o cargo, ele irá se dedicar ao ramo da construção civil. Coutinho

Contur quer pesquisa para checar nova realidade turística da cidade Caraguá mudou muito nos últimos anos. A cidade efetivou-se de vez como o centro comercial da região, principalmente a partir da chegada da Petrobras e as obras da base de gás. O crescimento do mercado consumidor atraiu e atrai inúmeras novas empresas à cidade. O turismo de negócios cresce a cada dia. Empresários de várias partes do País buscam informações diariamente na ACE (Associação Comercial e Empresarial) interessados em se instalar no município. Com o crescimento do comércio e do turismo de negócios, estaria a cidade perdendo sua característica t u r í s t i c a ? Tu d o i n d ica que sim, mas para deixar o “achismo” de lado, nada melhor do que uma pesquisa séria para obter informações sobre o futuro turístico de n o s s a c i d a d e . O C o nt u r (Conselho Municipal de Turismo), reunido no dia 3 de dezembro, propôs a realização de uma pesquisa junto aos turistas na temporada que se aproxima. O presidente da ACE, Paulo Bijos, acha a pesquisa

fundamental para traçar o futuro comercial e turístico de Caraguá. Segundo ele, a última pesquisa foi realizada em 2002 e estaria totalmente defasada. Bijos alegou que com a pesquisa os empresários ligados ao turismo poderão fazer investimentos mais seguros. “Temos inúmeras carências no setor turístico, como a falta de hotéis de primeira linha, de sinalização turística, dificuldades de acesso...”, destacou. A presidente da Contur, Mirian Patitucci, também considera a pesquisa importantíssima para o poder público e para a iniciativa privada. “Vamos conhecer o olhar externo, ou seja, daqueles que freqüentam a cidade. Vamos saber os pontos negativos, os pontos positivos e principalmente obter dados que garantam investimentos mais seguros por parte do poder público e da iniciativa privada”, disse. Para Mirian, o crescimento comercial e do turismo de negócios não prejudicou o nosso turismo; pelo contrário, beneficiou a cidade como um todo. Segundo ela, hoje os hotéis e restaurantes do centro vivem lotados pelos funcionários da Petrobras e empresas terceirizadas. Isso beneficiou a ocupação de hotéis e pousadas da região sul, que viviam ociosos em boa parte do ano. “Com isso a ocupação dos hotéis e pousadas na região norte de Caraguá e sul de Ubatuba também irá c r e s c e r, principalmente na temporada”, afirmou. A pesquisa, segundo ela, também irá destacar quais os eventos mais procurados pelos turistas e veranistas. “A pesquisa mostrará se eventos como o Megacycle, o Super Verão, os festivais do Camarão e Mexilhão realmente atraem os turistas e veranistas. Aqueles que forem mais destacados pelos nossos visitantes deverão ser mais valorizados por parte do poder público e iniciativa privada”, adiantou.


Com base de gás aluguel aumenta 43% em Caraguá O turista que buscar casas e apartamentos para alugar no litoral paulista, principalmente em Caraguatatuba, vai tomar um susto neste ano. Empresas de olho nos negócios do petróleo saíram na frente e reservaram casa para funcionários, o que inflacionou o mercado. Cidade em que a nova fase da economia no litoral já chegou, em Caraguatatuba o preço dos aluguéis subiu 43% desde outubro do ano passado, segundo pesquisa feita pelo Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis). Essa inflação decorre da instalação da base de gás em Caraguá, que a Petrobras pretende começar a operar em dezembro de 2010 para processar reservas do Campo dos Mexilhões. “Para locação, você não vai encontrar nada nesta temporada. E os preços continuam em elevação. Em geral, são as próprias empresas que alugam, e o mercado não deu conta”, afirma Gerson Frateschi, que responde pelo Creci em Caraguá. “Essa nova demanda implica a necessidade de reformular o planejamento da cidade para organizar, na zona sul de Caraguá, zonas residenciais e industriais, de apoio ao petróleo”, afirma o prefeito Antonio Carlos da Silva (PSDB). “Aqui temos terrenos livres na zona sul. Podemos receber núcleos habitacionais tanto de baixa como de média e alta renda”, diz o prefeito de Caraguá. (Fonte: Folha de S.Paulo)

Petrobras terá unidade flutuante de liquefação de gás para o pré-sal A Petrobras pretende instalar uma unidade de liquefação flutuante no segundo projeto-piloto que será operado no pré-sal da Bacia de Santos, a partir de 2013. De acordo com o diretor de exploração e produção da estatal, Guilherme Estrella, a construção de uma unidade em Caraguatatuba, para receber o gás que será produzido pelo piloto de Tupi, se mostrou inviável de ser replicada devido a questionamentos ambientais. “A experiência que temos com a implantação da planta de Caraguatatuba, em local turístico, extremamente sensível do ponto de vista ambiental, certamente não pode ser repetida. A solução que está pintando como a mais provável é tudo embarcado”, afirmou Estrella, em evento promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O executivo afirmou que a Petrobras

Novidades do Pré-Sal

Economia

já tem os contratos assinados com o fornecedor de tecnologia para liquefação embarcada, mas não informou o nome da companhia com que será feita a parceria. A expectativa, segundo Estrella, é de uma liquefação entre 1,5 milhão e 3 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia para o segundo piloto, que pode ser instalado em Iara, Tupi ou Guará. O primeiro piloto, cujo gás escoará por Caraguatatuba, entrará em produção em dezembro do ano que vem. “A tecnologia já existe, temos apenas que adaptar a tecnologia a uma unidade embarcada”, frisou, sem estipular o tamanho médio que as plantas de liquefação de gás terão para operação no pré-sal. (Fonte: Valor Econômico) Pré-Sal deve render R$ 614 milhões para o Litoral Norte

Túnel do gasoduto Caraguá - Taubaté

As atividades de exploração de petróleo e gás na camada do pré-sal poderão injetar na economia do Litoral Norte cerca de R$ 614 milhões a partir de 2018. O valor representa quase 92% do atual orçamento das quatro cidades (R$ 670 milhões). Atualmente, as prefeituras recebem royalties referentes ao embarque e desembarque de petróleo em São Sebastião. Hoje a ANP (Agência Nacional de Petróleo) destina aos cofres públicos de São Sebastião R$ 40 milhões anuais; R$ 21 milhões para Caraguá; e R$ 12 milhões para Ilhabela. A partir de 2018, os royalties provenientes do pré-sal devem injetar R$ 434 milhões anuais em Ilhabela; em São Sebastião, R$ 93,5 milhões; em Caraguá, R$ 76 milhões; em Ubatuba, R$ 11 milhões. O faturamento com o présal deve aumentar ainda mais com as mudanças que devem ocorrer na forma de exploração de petróleo e gás, passando de concessão para partilha de produção. O projeto foi aprovado pelo Congresso Nacional. (Fonte: ValeParaibano)

“A experiência que temos com a implantação da planta de Caraguatatuba, em local turístico, extremamente sensível do ponto de vista ambiental, certamente não pode ser repetida. A solução que está pintando como a mais provável é tudo embarcado”, afirmou o diretor de exploração e produção da estatal da Petrobras, Guilherme Estrella, em evento promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

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Poupatempo iniciará as atividades em 2010

Geral IPTU e Taxas serão atualizados 4,17% em 2010 O Valor de Referência do Município (VRM) passará a valer a partir de 1º janeiro R$ 2,06, correspondente a uma correção de 4,17%, referente à variação do período de novembro de 2008 a outubro de 2009, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), adotado pelo município para atualização da VRM. Os 73.225 carnês de IPTU serão distribuídos aos contribuintes a partir do fim do mês. Quem pagar a vista, em janeiro, terá um desconto de 10%. O contribuinte que quitar em fevereiro terá desconto de 5%. O contribuinte poderá optar pelo pagamento em 11 parcelas. A Lei de Anistia oferecida pela prefeitura este ano possibilitou a arrecadação de R$ 12 milhões aos cofres públicos. Cerca de 13 mil, dos 43 mil contribuintes inadimplentes, procurou a dívida ativa para regularizar seus débitos. A medida vigorou por três meses.

Antonio Carlos assina convênios

O prefeito Antonio Carlos assinou dia 5 o termo de cessão do prédio, onde funciona hoje a secretaria municipal de Saúde (antigo supermercado Silva), para o Estado implantar a partir do segundo semestre de 2010 uma unidade do Po u p a t e m p o e m C a r a g u á . O s secretários estaduais Sidney Beraldo (Gestão Pública) e Aloysio Nunes Ferreira Filho (Casa Civil) estiveram presentes à cerimônia realizada no Teatro Mário Covas. Os deputados Ricardo Trípoli, Emanuel Fernandes e Samuel Moreira também estiveram presentes ao ato. Projeto do Poupatempo

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O imóvel onde funciona a secretaria de Saúde foi aceito pelos técnicos responsáveis pelos novos projetos do programa Poupatempo. O próximo passo é finalizar o edital para licitação, que escolherá a empresa que fará a implantação e gestão da unidade de Caraguá. A unidade realizará 2,7 mil atendimentos por dia. Estarão à disposição da população, entre outros serviços, Acessa São Paulo; Banco Nossa Caixa; Detran; Instituto de Identificação; Secretaria do Emprego e Relações d o Tr a b a l h o ; e e - p o u p a t e m p o (serviços públicos eletrônicos).

Convênios resultam em investimentos da ordem de R$ 3 milhões Em quatro convênios assinados pelo prefeito Antonio Carlos com a secretaria da Casa Civil e Economia e Planejamento, a prefeitura obteve R$ 3 milhões. Os recursos serão utilizados na construção de 415 metros de galeria de águas pluviais no córrego do Ipiranga, no bairro Casa Branca; obras de drenagem na avenida Brasília, no Jardim Jaqueira; construção de ponte de concreto armado e pavimentação de ruas na Ponte Seca; e implantação de ponte sobre o rio Bracuí, no Massaguaçu.

Novos horários de coleta de lixo na cidade Diariamente – 5h às 13h20 / 16h às 00h20 – Região Central: Centro, Ipiranga e Peixarias; Diariamente – 16h às 00h20 – Região Central: Caputera, Estrela D’Alva, Califórnia, Benfica, Jd. Primavera, Indaiá e Aruan; Segunda-feira/ Quarta-feira/ Sexta-feira – 16h às 00h20 – Região Central: Prainha, Martin de Sá, Balneário Camburi, Sumaré e Forest; Terça-feira/ Quinta-feira/ Sábado – 16h às 00h20 – Região Central: Jd. Gaivotas, Poiares, Jd. Samambaia, Tinga, Itaúna, Jaqueira e Indaiá; Segunda-feira/ Quarta-feira/ Sexta-feira – 5h às 13h20 – Região Sul: Travessão, Jaraguá, Perequê-Mirim, Colônia de Férias, Jd. Parnaso, Porto Novo, Praia das Palmeiras, Jd. Britânia, Portinho, Morro do Algodão, Jd. das Palmeiras, Recanto do Sol, Balneário Golfinho e Pontal Santa Marina; Terça-feira/ Quinta-feira/ Sábado – 5h às 13h20 – Região Norte: Sertão dos Tourinhos, Massaguaçu (morro), Jd. Gardemar, Jd. Havaí, Jetuba, Portal Fazendinha, Jd. Caraguá, Recanto Verde Mar, Tabatinga - Condomínio As Gaivotas – Condomínio Mar Verde I e II, Roteiro do Sol, Cocanha, Mococa, Massaguaçu (praia), Portal Patrimônio, Jd. Do Sol, Jd. Maristela, Jd. Vilagio Verde, Mar I, Rio do Ouro, Jaraguazinho, Cidade Jardim, Jd. Terralão, Cantagalo, Jd. Guaxinduba, Jd. Casa Branca, Olaria Capricórnio I e II, Delfin Verde, Parque Imperial e Jd. Santa Rosa. Informações ou reclamações: ligar para 3882-4825, empresa Telofran.


Mineki divulga cinema nacional no Japão

Um grande número de representantes da colônia japonesa, de Caraguá, deixou a cidade nas décadas de 80 e 90, disposto a conseguir a independência financeira no Japão. A maioria foi trabalhar nas indústrias japonesas, atraída por bons salários. Um deles, Edílson Mineki, tornou-se um dos maiores divulgadores do cinema brasileiro naquele país. Mineki era proprietário da Pousada Mar e Areia, no bairro do Sumaré, no final dos anos 80. Por aqui, ele era mais conhecido por causa do pai, o seu Tanji, considerado um dos mais renomados sushiman do país, na época proprietário do Restaurante SushiTanji, no bairro da Liberdade, na capital paulista. Ele está há vinte anos no Japão. Lá, trabalhou em fábricas, foi DJ e locutor de FM. “Foi um período muito difícil, mas valeu a pena”, afirmou Mineki. Ele é o organizador do Festival Cinema Brasil, o maior festival de cinema

brasileiro promovido nas cidades de Tóquio e Osaka. O festival completou sua quinta edição em outubro deste ano, com o mesmo sucesso de público e crítica dos anos anteriores. O evento conta com apoio do Ministério das Relações Exteriores e da Embaixada do Brasil. Os filmes são apresentados em português, japonês e inglês. Paralelamente ao festival, acontecem eventos musicais e exposições artísticas. “A idéia é introduzir o cinema brasileiro no Japão. Nossas produções têm pouca penetração lá devido às diferenças culturais. O público japonês aprecia as produções locais e filmes norte-americanos. Alguns filmes como Cidade de Deus e Central do Brasil, introduzidos por distribuidoras européias, chegaram obter um relativo sucesso quando exibidos nos cinemas japoneses”, comentou. Mineki entende que o festival pode

abrir as portas de uma vez por todas para as produções nacionais. O objetivo é distribuir diretamente os filmes brasileiros naquele país. “O apoio do Ministério das Relações Exteriores tem sido fundamental neste sentido. Acredito que dentro de mais alguns anos o cinema nacional estará mais presentes no Japão”, adiantou. Segundo ele, o festival tem sido um sucesso por causa da colônia brasileira, a terceira maior colônia de estrangeiros no Japão, que perde apenas para as chinesas e coreanas. Hoje, vivem 300 mil brasileiros nas cidades japonesas. No festival deste ano foram destaques o s f i l m e s “Mistério do Samba”, “Doutores da Alegria” e “Se eu Fosse Você 2”. Uma informação interessante: as novelas brasileiras não fazem sucesso por lá. São exibidas apenas nos canais a cabo brasileiros. “Os japoneses não gostam de novelas longas. Eles produzem novelas

Cultura

curtas, que geralmente duram uma semana”, explicou. Mineki esteve em Caraguá no início deste mês para rever a família e os amigos. “É muito legal poder rever os amigos. Caraguá melhorou muito. A avenida da praia ficou linda”, comentou. Ele disse que o Brasil está realmente muito valorizado no exterior e que a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas poderá incluir definitivamente o país no seleto grupo dos países de primeiro mundo. O filho, Gabriel Lui, hoje com 11 anos, nasceu em Tóquio, mas preserva sua nacionalidade brasileira. O menino foi registrado na Embaixada Brasileira. Mineki, durante sua estadia em Caraguá, fez questão de visitar as praias, bares e restaurantes e de rever o máximo possível de amigos. “Meu maior prazer é realmente matar a saudade dos amigos e da família”, finalizou.

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Estado reduz reforço policial no Litoral N A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo reduziu em 40% o efetivo policial destinado à Operação Verão 2009/2010, apesar do crescente avanço da criminalidade em nossa região, principalmente nos meses de alta temporada. Este ano, segundo informações do comandante CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior), Coronel Arivaldo Sérgio Salgado, o Litoral Norte receberá aproximadamente 600 policiais militares e 70 viaturas. A região também receberá dois helicópteros, um pelotão da Rota, com 25 policiais e cinco viaturas, e um Grupo de Regimento de Cavalaria, com 10 policiais militares. Segundo nota assinada pelo comandante do CPI-1, Cel. Salgado, a operação será iniciada no próximo dia 28 e encerrada no dia 2 de fevereiro de 2010. A Operação tem por objetivo a intensificação das ações de polícia ostensiva na região, visando à preservação da ordem e a garantia da

Marcelo Viana 8

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tranqüilidade dos moradores e milhares de turistas, período em que aumentam os casos de furtos e roubos, entre outros. Não dá para entender por que o Estado reduz o efetivo em nossa região na temporada de verão. É bom lembrar que nas férias de julho, o Estado desloca para Campos do Jordão cerca de dois mil policiais militares. Se o nosso efetivo local já é reduzido para atender a uma população de cerca de 280 mil habitantes, imagine um reforço de apenas 600 homens, para garantir a segurança durante a temporada de verão, quando a população local chega a um milhão de pessoas, entre moradores, turistas e veranistas? Na Operação Verão de 2008/2009, a Secretaria de Segurança Pública deslocou 1.031 policiais militares e 80 viaturas para a nossa região. Em 2009, segundo estatística do próprio governo estadual, nossa região registrou aumento nos índices de homicídio, assalto, furto e roubo de carros. Segundo estatísticas da Secretaria

de Segurança Pública, comparando os primeiros noves meses de 2008 e 2009, este ano houve um aumento de 9,8% de homicídios; 49% assaltos a mais; um aumento de 44% nos casos de roubos; e 11% a mais de furtos de veículos. A região registrou queda de 5,3% nos casos de furtos simples. Aumentam os índices de roubos Em Caraguatatuba, nos primeiros nove meses deste, ano foram registrados 23 homicídios, 1.506 furtos, 369 roubos, 65 furtos de veículos e 15 roubos de veículos. No mesmo período, em 2008, foram computados 30 homicídios, 1519 furtos, 296 roubos, 81 furtos de veículos e 23 roubos de veículos. Houve um aumento de 28% nos índices de roubos este ano. O Estado ainda divulgou as estatísticas do último trimestre do ano de 2009. Este ano, Caraguá registrou um número maior de índices criminais nos meses de janeiro e fevereiro: 417 furtos e 111 roubos. Justamente período de alta temporada. Dos 23 homicídios ocorridos este ano, cinco deles aconteceram em abril. Em fevereiro e junho não houve registro de homicídios na cidade. O mês de agosto registrou recorde no número de roubos de carros: 4. O maior número de furtos ocorreu em janeiro: 251. Em junho, ocorreram 46 roubos na cidade.

Em Caraguá, a situação da Polícia Militar é bastante crítica. Existe muita boa vontade por parte do comando e dos policiais militares, mas faltam homens e viaturas para poder melhor atender à cidade. Recentemente, houve um roubo num comércio da região central. A viatura chegou 30 minutos depois do roubo. A explicação dada pelos policiais: a viatura em que eles se encontravam tinha de prestar atendimento do centro até o Porto Novo e que, quando foram acionados para atender à vítima do roubo, outras cinco solicitações tinham sido feitas para a mesma viatura. O presidente da ACE (Associação Comercial e Empresarial) de Caraguá, Paulo Bijos, criticou a redução do efetivo policial na região. Segundo ele, não existem justificativas para o Estado reduzir o efetivo na temporada, justamente num período em que a criminalidade cresce. O prefeito de São Sebastião, Ernani Primazi, disse que a região merecia uma atenção especial por parte do Estado. Sua cidade receberá 10% a menos de policiais na temporada que se aproxima, comparado com o efetivo recebido no ano passado. “Vamos receber 160 homens este ano. No ano passado, a cidade recebeu o reforço de 176 policias militares. É preciso aumentar o número de policiais na região, uma vez que a população local e flutuante cresce a cada ano”, afirmou.


Segurança Pública

oral Norte na temporada de verão Estatísticas de Janeiro à Setembro de 2009 em Caraguá

- 23 homicídios - 1.506 furtos - 369 roubos - 65 furtos de veículos - 15 roubos de veículos Operação V erão 20 10 Verão 201

A prefeitura de São Sebastião informou que todas as despesas com o deslocamento do efetivo policial ficará por conta da prefeitura. Segundo o prefeito Ernane Primazi, a prefeitura investirá R$ 1,5 milhão com o reforço policial .

Civil priorizará combate ao tráfico e roubos O Deinter (Departamento de Polícia Judiciária do Interior) deslocará para as cidades do Litoral Norte um total de 426 agentes e 65 viaturas. O reforço chegará dia 26 e permanecerá na região até o dia 17 de fevereiro. A prioridade será combater o tráfico de drogas e os roubos. Nos finais de semana, a polícia civil contará com reforços de policiais do Deas (Delegacia Especializada Anti-Seqüestro) e do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos).

Despesas ficam por conta das prefeituras O prefeito de São Sebastião Ernani Primazi afirmou que todas as despesas com o deslocamento do efetivo policial ficará por conta das prefeituras. Segundo ele, a prefeitura investirá R$ 1,5 milhão com o reforço policial que ficará na cidade até o final da temporada de verão. “A prefeitura irá arcar com as despesas de alojamento e alimentação”, afirmou. O prefeito de Ilhabela, Antonio Colucci, disse estar satisfeito com o efetivo que será enviado para a sua cidade. “O reforço é suficiente, mas teremos dificuldades para cobrir as despesas”, afirmou. Segundo ele, no ano passado a prefeitura gastou R$ 350 mil com o efetivo policial. Colucci disse que pretende rever esses gastos e se possível encontrar outra maneira para cobrir as despesas com o reforço no policiamento sem utilizar a verba pública.

Dicas de segurança para moradores e turistas O CPI-1 divulgou várias medidas para aumentar a segurança da população durante a temporada. Entre as recomendações estão: instalação de dispositivos de segurança (alarmes); evitar deixar a casa toda apagada; antes de entrar na casa, checar se existem pessoas suspeitas ao redor; em caso de sinais de arrombamento, não entrar na casa; cuidado no momento em que for descarregar o veículo; não permitir a entrada de estranhos na residência; evitar guardar valores em casa; e, em caso de churrasco ou festas, evitar deixar as portas da casa ou da garagem abertas; quando alguém chegar ou for sair, ficar atento. Nas praias, evitar deixar objetos de valores no interior do carro; à noite, evitar estacionar em locais desertos ou escuros na frente das praias ou avenidas à beira-mar. Em caso de suspeita, acionar o telefone 190.

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OAB A advogada Gislayne Macedo de Almeida foi eleita a nova presidente da OAB Caraguá...

Descanso Rosângela Rodrigues, as filhas Jéssica e Bárbara e a mãe Dona Jandira, curtiram um animado cruzeiro pelas costas paulista e carioca...

Cidadão O chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Aloysio Nunes Ferreira Filho, foi agraciado com o título de Cidadão Caraguatatubense, honraria concedida pela vereadora Vilma Santos. O título foi mais do que merecido, não só pela história política de Aloysio, mas também pelo fato de ele ter conseguido os royalties do petróleo para Caraguá. Casado com a jornalista Gisele Sayeg, Aluysio exerceu cargos importantes, entre eles de vice-governador do Estado, Ministro da Justiça e Secretário-Geral da Presidência da Republica. A solenidade, ocorrida no Teatro Mário Covas, sábado dia 5, foi prestigiada por vários deputados, entre eles Emanuel Fernandes e Ricardo Trípoli. Entre os 30 prefeitos presentes, destaques para Antonio Carlos, Ernane Primazi (São Sebastião) e Antonio Colucci (Ilhabela).

A atriz Laura Cardoso tem aproveitado o máximo que pode sua casa no Costa Verde Tabatinga, principalmente para se recuperar as energias gastas na novela “Caminho das Índias”, onde teve papel de destaque, interpretando a anciã Laksmi, um dos papéis de maior visibilidade de sua carreira de atriz... Myrlene Veneziani e o filho Marco Antonio curtiram o fim de semana em Ilhabela. Em Caraguá, parou para rever os amigos Pedro Henrique e Rosangela Notari.

Novos ares A empresária Cláudia Moraes, dona da Kopenhagen, trocou o Costa Verde Tabatinga pelo luxuoso Condomínio Laranjeiras, entre Paraty e Angra. Lá, pode atracar seu iate no próprio píer de sua maravilhosa residência. Estréia O casal Walter e Cleide Silva, de Campinas, inaugurou casa nova no Indaiá, em Caraguá.

Família I O empresário Paulo Bijos reúne a família para um pré Natal, dia 19, na capital. Além de Dona Irene e dos irmãos, estarão presentes os netos Pedro e Mariana.

Família II Parte da família Yaktine esteve reunida em jantar no Valentin. Daniela, Mariana e Juliana

Negócios Daniela Cambuziano e Juliana Bluyus inauguraram no último dia 10, na avenida Anchieta, o “La Mariah”, loja especializada em moda praia. Houve muito burburinho com a presença da modelo Mariana Felício (BBB).Os convidados puderam conhecer detalhes da moda verão 2010, apreciando um champagne. Sucesso... Os irmãos Ricardo e João Paulo Simerjion correm contra o tempo para colocar em dia a mais nova casa de entretenimento de Caraguá, a NYX (Deusa da Noite). A idéia é abrir a casa antes do final do ano. Promete... Os dois mais novos empreendimentos imobiliários da cidade, o Vila dos Ingleses e o Sunset, ambos na avenida da praia, em Caraguá, foram um sucesso de vendas. A maioria dos investidores é da própria cidade. José Ernesto Servidei ficou com uma das coberturas do Sunset... 10

Noticias das Praia

Rose Quinetti prestigiou


Gente Seu Lua, filho de família pioneira no Sumaré para pescar na Ilha Vitória. Até hoje compra seu bilhete semanal. A maioria dos amigos já se foram. Hoje, encontrase sempre que pode com o Niro. Sente saudades da Caraguá antiga. O ritmo atual da cidade o assusta um pouco. Lua dorme cedo, antes das 20 horas. Raramente sai à noite ou circula Benedito Custódio, aos 87 anos, tem uma vida bastante tranqüila. Logo após acordar e tomar café, anda até a avenida praia, onde senta na mureta e passa o tempo com antigos amigos. Algumas vezes, caminha até o Camaroeiro, em busca de um peixe. Passa também boa parte da manhã sentado em uma das mesas do Bar do Hélio, onde é querido por todos. Lua não conversa. Sua fala foi prejudicada por um AVC sofrido em 1979. Ele foi atropelado em frente ao fórum, ficou muito nervoso e sofreu o AVC. Com a família ainda consegue se expressar, pouco, mas o suficiente para mostrar seus desejos e suas vontades. Quando não consegue falar, Lua se expressa través de gestos. Seus familiares contam que, devido às dificuldades da fala, ele evita conversar com as pessoas. Lua é também um dos últimos caiçaras de nossa cidade. Quem vê esse homem simples e sempre calado, não sabe sua importância para a cidade. “Lua” mora na rua Ilhabela, no bairro do Sumaré, desde a criação do bairro. Na atual casa, ele vive desde 1945. Sua casa é uma das poucas naquela região a manter um pomar de fazer inveja a todo o mundo. Tem goiaba, jaca, laranja, pitanga e inúmeras outras frutas. Tem também coentro e uma variedade muito grande de ervas. Vira e mexe, tem vizinho batendo palma,

pela região central. É palmeirense roxo. Gosta de ouvir rádio e assistir jornal e esportes na TV. Sua comida predileta é o peixe com banana verde, o tradicional azul-marinho. Ele aprendeu com o pai a apreciar essa comida, tipicamente caiçara, e mantém até hoje essa tradição.

para pedir um pouco de coentro para o preparo do peixe. A família de Lua é uma das primeiras a habitar a região do Sumaré. Seus avós foram proprietários de grande faixa de área entre o Sumaré e a avenida da praia. O pai de Lua, Manoel “Miné” Custódio Júnior, foi o primeiro delegado de Caraguá e também prefeito da cidade, segundo os familiares. Casado há 60 anos com dona Isabel Flávio Custódio, Lua teve seis filhos: Sandro, Sílvio, Sérgio, Samuel, Sávio e Sandra. Hoje, são cinco netos e uma bisneta, Maria Eduarda. Em 2010 vai ganhar outros dois bisnetos. Sua maior tristeza foi a morte de Sandro, em 89, um dos melhores pontas-esquerdas da cidade. Lua trabalhou com o pai por muitos anos. Depois explorou porto de areia e pedras preciosas no Rio do Ouro. Foi também dono de pedreira, no Camaroeiro. Ele foi um dos melhores amigos do deputado Diógenes Ribeiro de Lima, um dos maiores benfeitores de Caraguá. Pescava e jogava baralho com o deputado quando ele freqüentava a cidade. Graças à amizade, Lua conseguiu um emprego no DER (Departamento de Estradas de Rodagem). Ele se aposentou em 79. Aposentado, passou a pescar. Conhece o tempo e a maré como ninguém. Após o AVC, deixou de pescar. Seu maior sonho era ganhar na loteria federal e comprar uma lancha

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Bares populares cativam cada vez mais turistas e veranistas Bares populares, os tradicionais “botecos”, atraem cada vez mais os visitantes de nossa cidade, apesar de não estarem incluídos nos tradicionais roteiros turísticos. A maioria deles é simples, não possui garçons e boa parte dos clientes bebe ou belisca um aperitivo em pé. Apesar de não possuir qualquer luxo e estar instalada fora do centro comercial, a maioria oferece cachaça da boa, cerveja gelada e deliciosos aperitivos. Os botecos são freqüentados por pescadores, operários da construção civil, funcionários públicos, profissionais liberais, comerciantes, empresários e políticos. A simplicidade e a diversidade de clientes é justamente o que têm atraído cada vez mais turistas e veranistas. “Estava meio desentrosado, recém-chegado na cidade e sem amigos. Quando parei no Bar do Bigode, fiz amigos e conheci muitas coisas de Caraguá”, disse

Bigode 12

Noticias das Praia

Edson Araújo, morador de Cruzeiro, que chegou recentemente à cidade. O Bar do Bigode é um dos mais freqüentados de Caraguá. Fica na avenida Arthur Costa Filho, 2251, em frente ao entreposto de pesca do Camaroeiro. São poucas mesas, normalmente ocupadas pelos melhores truqueiros da cidade, e uma mesa de brilhar, passatempo de comerciantes e pescadores. O ambiente é descontraído e tranqüilo. Os aperitivos se tornaram famosos até mesmo fora da cidade. O “joelho de porco” é o campeão de vendas, de dez a vinte porções por dia, cada porção custa R$ 10. A costelinha e o espetinho também são bastante procurados. O dono do boteco, Carlos Alberto Ferreira, o Bigode, trabalha sozinho, das 8 da manhã até o último cliente deixar o local. Entre os freqüentadores assíduos encontram-se o prefeito Antonio Carlos, os vereadores Neto Bota e Celsinho Pereira e os

Boteco também é turismo empresários Airton Guedes e Roberto Leite. Em época de eleição, a maioria dos candidatos a prefeito, vereador e até mesmo deputado estadual faz questão de dar uma passadinha no Bar do Bigode.

Edson

Turismo

O Gela Guela, na rua Benedito Zacarias Nepomuceno, 877, no bairro do Estrela D’Alva, tornou-se outro point de moradores e veranistas. Instalado há seis meses, o bar recebe a partir das 15 horas, de terça a domingo, comerciantes, funcionários públicos, profissionais liberais. O local é bastante familiar. As mesinhas instaladas na calçada são disputadíssimas, principalmente nos fins de semana. Entre os principais atrativos, segundo o proprietário, Edson Rodrigues, estão a cerveja gelada e os aperitivos. O “bolinho caipira”, tradicionalmente apreciado nas festas juninas e julinas, tornou-se o carro chefe do Gela Guela. Vem gente de tudo quanto é canto da cidade para saboreálos. Outra boa pedida é o pastel de bacalhau. O bar oferece ainda caldinhos e porções variadas. O Gela Guela é aconchegante, ideal para ir com a esposa ou filhos. Quem chega sozinho, logo faz amigos. Rodrigues só fecha as portas quando o último cliente decide ir embora. Os preços não são abusivos. Quem freqüenta pela primeira vez retorna sempre. Nas noites quentes do verão, o Gela Guela é uma boa pedida para bater papo, acompanhado de uma cerveja gelada e aperitivos.


Obras

Prédio que iria abrigar um hotel-escola permanece à venda O prédio que foi construído para ser um hotel-escola, na Praia de Massaguaçu; foi concluído, mas até hoje permanece fechado. A Universidade São Marcos, proprietária do imóvel, colocou o prédio à venda, mesmo sem concluir o acabamento. A universidade abandonou a idéia do hotel-escola, que seria utilizado pelos alunos de turismo e hotelaria e que também serviria para formar a mão-de-obra da cidade. A obra foi iniciada em 1997, pela Universidade São Marcos, com recursos liberados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social), com o objetivo de sediar um hotel-escola. Com incentivos da União, a universidade concluiu a obra sete anos depois, em 2004. A universidade pretendia instalar no local cursos de hotelaria e turismo para seus alunos da capital e aproveitar a infra-estrutura para qualificar a mãode-obra local. Foram investidos R$ 3 milhões no prédio, que tem 2.631 metros quadrados de área construída, abrigando 45 suítes, restaurante, piscina e salão de convenções. Em 2005, surpreendentemente, a universidade colocou o prédio à venda, na época, por R$ 6 milhões. A universidade justificou na ocasião que havia construído um laboratório na capital para atender às necessidades dos cursos de hotelaria e turismo. A venda do imóvel foi suspensa depois que moradores do bairro de Massaguaçu acionaram o Ministério Público (MP). Os moradores suspeitaram de um possível desvio de dinheiro público na obra, uma vez que a universidade utilizou financiamento do BNDES com a justificativa de construir no local um hotel-escola. O caso teria sido levado

ao MP. Segundo o artista plástico Carlos Freitas, um dos que teriam assinado a denúncia feita ao MP, na ocasião a suspeita era de que o prédio teria sido construído em área pública. Ele comentou ainda que haveria desconfiança de desvio de dinheiro público, uma vez que obra teria tido incentivos públicos. “Gostaríamos que o prédio fosse entregue à prefeitura ou ao Estado para ser transformado realmente em um hotelescola e atendesse aos objetivos iniciais. No prédio poderia ser instalada uma escola do Senai ou Senac, o que atenderia às necessidades da população da região”, disse. Em março de 2005, o vereador Osmar Kazon questionou a venda do imóvel. Kazon questionou a possibilidade de o hotel ocupar uma praça pública. Representantes da universidade vieram até a cidade dar as devidas explicações. O engenheiro Ricardo Barbosa, responsável pela obra, alegou que o terreno, onde o prédio fora construído, não era uma praça pública como chegou a ser cogitado por vereadores e moradores. Ele afirmou ainda na ocasião que a construção do hotel-escola era projeto de um diretor que já havia deixado a universidade e que a partir de sua saída a universidade deixou de investir no local. Faltavam, na ocasião, recursos da ordem de R$ 1 milhão para equipar o hotel. Barbosa afirmou ainda que a intenção da instituição era comercializar o prédio para algum grupo hoteleiro nacional ou estrangeiro e firmar parceria para que nele funcionassem os cursos de hotelaria e turismo para formação de mão-de-obra qualificada na cidade.

Em 2006, os representantes da instituição retornaram à câmara e mais uma vez explicaram aos vereadores que tentavam a venda do imóvel, inclusive, para empresários da cidade. O imóvel permanece até hoje fechado e sem qualquer utilização. A universidade São Marcos não respon d e u a o e - m a i l enviado pelo NP para comentar o assunto. Entrevistado pelo NP, Kazon, atual presidente da Câmara, explicou que realmente a obra não ocupa terreno destinado a uma praça pública. Segundo ele, a universidade pretende arrendar ou vender o prédio, mas mantendo no local cursos de turismo e hotelaria. “Vou cobrar mais explicações da universidade”, alegou. Kazon disse que, mesmo que o imóvel seja vendido, é importante que se preservem os cursos oferecidos inicialmente pela instituição. Este mês, o NP encontrou no site “Quebarato” o anúncio da venda do hotel-escola, incluindo várias fotos, o telefone de contado do corretor e o preço cobrado: R$ 6,5 milhões. Segundo o anúncio: trata-se de uma construção nova, de frente para o mar, de um hotel que nunca foi utilizado. A Impacto Imobi l i á r i a f i c o u responsável pela venda do imóvel em nossa cidade. Segundo o corretor Raphael Briti, o imóvel está à venda por R$ 6,5 milhões. Ele disse que a universidade realmente abandonou a idéia do hotel-escola. Para concluir o acabamento, segundo ele, são necessários investimentos na ordem de R$ 1 milhão. “Já atendemos a mais de 30 grupos de empresários nacionais e internacionais interessados no imóvel, entre eles grupos da França, Bélgica

e t a m b é m d e S ã o Pa u l o e R i o d e Janeiro”, afirmou. Até o fechamento desta edição, nenhum grupo havia finalizado o negócio. Em funcionamento, o hotel poderá gerar cerca de 60 empregos diretos aos moradores de nossa cidade.

Entenda o caso 1997 - Universidade lança pedra fundamental para construção do hotel-escola com recursos do BNDES e isenções municipais. 2001 - Universidade faz pesquisa e comprova potencial turístico e comprova finalidade da obra em construção: oficina para alunos da capital e formar mão-de-obra local. 2004 - Universidade concluiu a obra e coloca o prédio à venda por R$ 6 milhões. 2004 - Moradores questionam venda do prédio. 2005 - Representantes da universidade visitam a Câmara Municipal, negam que área seja praça pública e confirmam a venda do imóvel. 2006 - Representantes visitam novamente a Câmara e reafirmam interesse em fazer parceria ou vender o prédio. 2009 - Moradores querem que prédio seja transferido para prefeitura ou Estado e transformado em hotel-escola. 2009 (dezembro) - No site “Quebarato”, a Impacto imobiliária oferece hotel por R$ 6,5 milhões. 13


“O Cavaleiro da Esperança¨

Prestes teria feito seu último discur uís Carlos Prestes, o mais renomado político comunista brasileiro, teria feito fez seu último discurso em Caraguatatuba. Prestes, há vinte anos, em 18 de outubro de 89, apresentou-se na Câmara Municipal de Caraguá. Logo após sua estada na cidade, Prestes acabou adoecendo e veio a falecer no dia 7 de março de 1990. Prestes esteve em Caraguá atendendo a convite feito pelo então presidente da Câmara Dúlio Peixoto. O Velho Comunista veio acompanhado da mulher, Maria Ribeiro, e ficou hospedado no Hotel Jangada, atualmente Atlântico Sul. Prestes, na época com 92 anos, discursou em pé, durante cerca de duas horas. Com a Câmara lotada, ele contou a trajetória de sua vida política e respondeu a perguntas das pessoas presentes. O estudante Pitágoras Bom-Pastor de Medeiros atuou na ocasião como mediador nas perguntas feitas ao Velho Comunista logo após o discurso proferido por ele. A seguir algumas perguntas feitas a Prestes naquela noite. O professor de história Derci Andrade perguntou se era verdade que Prestes pegaria em armas contra o Brasil, caso o país tivesse um conflito com a então União Soviética. “Trata-se de uma histórica calúnia, repetida desde 1946. Jamais afirmei isso. Durante um discurso na ABI (Associação Brasileira de Imprensa), no Rio de Janeiro, afirmei que caso o governo brasileiro levasse o Brasil a uma guerra contra a União Soviética, combateria o governo brasileiro. Nunca disse que pegaria em armas contra o Brasil”, afirmou. O jornalista Roberto Espíndola quis

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Noticias das Praia

saber se o governo GetúlioVargas foi uma ditadura cruel. “Entre 36 e 37, o governo Getúlio Vargas adotou métodos fascistas. Em novembro de 37, com a criação do

Olga morreu em uma câmara de gás naquele país”. O então vereador Lúcio Fernandes perguntou a Prestes o que ele achava das

Estado Novo, as coisas melhoraram um pouco. Preso em março de 36 e condenado a 47 anos de prisão, passei nove anos preso, isolado e incomunicável. A única pessoa que podia falar comigo era meu advogado, o Sobral Pinto. Dez guardas da prisão foram expulsos por terem conversado comigo. O maior crime cometido por Vargas como presidente do País foi o documento que ele assinou expulsando minha mulher, Olga Benário, do Brasil. Ela não tinha nenhum processo nem qualquer crime cometido por aqui. Ele, Vargas, sabia que, expulsando-a e encaminhando-a para a Alemanha, estava cometendo um assassinato. Foi o que aconteceu:

constantes mudanças de partido pelos políticos. “Não existe consistência política neste país. Aqui, muda-se de partido como se troca de camisa. Sou comunista desde 1929. O também vereador Ilson Vitório questionou se Prestes faria tudo o que fez, novamente. “Não fiz mais que do que cumprir meu dever de cidadão. Se houve sacrifício, foi consciente. Sofri conseqüência daquilo em que acreditei. Tive sorte de não morrer na prisão. Dez amigos do partido encontram-se até hoje desaparecidos. Eles se mantiveram íntegros e defenderam a honra do partido”. O jornalista Salim Burihan pediu que Prestes fizesse uma avaliação dos

possíveis candidatos à presidência da República na ocasião. Prestes, que havia aderido à candidatura de Leonel Brizola (PDT), afirmou que nenhum dos outros candidatos tinham chances. Ele comentou que Mário Covas (PSDB) tinha vacilado perante os militares; que Roberto Freire (PCB) tinha apenas “discurso bonitinho”; que Lula (PT) era um operário de talento, mas que era muito ingênuo; que Ulisses Guimarães (PMDB) também não tinha as mínimas chances de eleição; que Fernando Collor (PRN) repetia fórmulas, mas não pensava; e que, surpreendentemente, Maluf (PDS) seria um grande injustiçado no país: por ter enfrentado Tancredo Neves, ele teria sido transformado em demônio pela mídia brasileira. Prestes também afirmou que Aureliano Pereira e Guilherme Afif Domingos também não teriam as mínimas condições de ser eleitos. O comunista disse que caso Brizola não fosse para o segundo turno, dificilmente daria apoio a qualquer um dos demais candidatos. Collor foi eleito, após disputar o segundo turno com Lula. Uma das últimas perguntas respondida por Prestes foi o porquê de o comunismo ou o socialismo não avançarem no País. “É por causa do grande atraso cultural do povo, alimentado pelos governos e pela mídia. A TV educa para o consumismo. Nas novelas, o telespectador vê palácios e não casas simples; mulheres bonitas e atores com copos de uísque nas mãos. O povo vê isso e tentar imitar a vida da TV. Quem não tem condições, parte para a marginalidade para conseguir essas coisas...”, justificou.


Arquivo NP

curso em Caraguá Saiba mais sobre Prestes: A 3 de janeiro de 1898 nascia Luís Carlos Prestes, filho de Antônio Pereira Prestes, capitão do Exército, e de Leocádia Felizardo Prestes, professora primária. Em 1904, a família teve que se mudar para o Rio de Janeiro. Antônio Prestes precisava tratar de sua saúde, mas veio a falecer em 1908, quando Luís Carlos tinha 10 anos. Assim, este não recebeu nenhuma influência do pai, mas a mãe marcou profundamente sua personalidade. A infância de Prestes foi pobre. Estudou em casa com a mãe até conseguir entrar para o Colégio Militar, em 1909. Após terminar os estudos neste colégio, foi para a Escola Militar, onde o soldo que ganhava dava à família. Sua dedicação à mãe e às irmãs era notável. Saiu aspirante em 1918, continuando na Escola Militar em 1919 para completar o curso de Engenharia. Em 1920 colou grau como bacharel em Ciências Físicas, Matemáticas e Engenharia Militar, sendo promovido a segundo-tenente. Como fora o melhor aluno, pôde escolher onde servir e optou por

continuar no Rio de Janeiro, na Companhia Ferroviária. Promovido a primeiro-tenente, tornou-se auxiliar de instrução na Seção de Engenharia da Escola Militar, mas demitiu-se por falta de material para executar seu trabalho. Voltando à Companhia Ferroviária, Prestes tomou conhecimento, em 1921, das “cartas falsas” de Artur Bernardes, que dariam motivo para a primeira revolta tenentista. Indignado com as ofensas aos militares do então candidato à Presidência da República, Luís Carlos começou a freqüentar as reuniões do Clube Militar. Nesta época, Prestes já possuía traços de sua forte personalidade. Os problemas familiares e a dedicação à mãe privaram-no dos prazeres da infância e da adolescência. Mas o que o diferenciou dos que viveram esta situação também foi sua aceitação tranqüila das dificuldades. Isso lhe deu um caráter marcante, que o ajudaria futuramente a suportar situações dramáticas. Participando das

conspirações tenentistas desde o início, Luís Carlos foi impedido de comparecer à primeira revolta, em julho de 1922, devido a um ataque de tifo. Já em novembro de 1922, como punição por sua simpatia aos revoltosos, Prestes foi transferido para o Rio Grande do Sul para fiscalizar quartéis. Em Santo Ângelo, deu início, com o levante do Batalhão Ferroviário, ao movimento que iria se transformar na marcha da coluna que levou seu nome. Em 1926, quando a Coluna Prestes se asilou na Bolívia, Luís Carlos - que fora chamado de “Cavaleiro da Esperança” - começou a estudar o marxismo. Aliou-se aos comunistas em 1931, viajando para a União Soviética, a meca do Socialismo. Voltando ao Brasil, em 1934, estava casado com Olga Benário, comunista alemã que fora a primeira mulher de sua vida. Getúlio Vargas estava no governo e a Aliança Nacional Libertadora, que Prestes assumira, tentou fazer uma insurreição comunista. Com o fracasso, Luís Carlos foi preso, em 1936, e viu sua mulher, judia, ser entregue ao governo alemão. Depois de nove anos preso, Prestes subiu ao palanque ao lado de Vargas. Chefe do PCB eleito Senador, participou da Constituinte em 1946, mas foi para a clandestinidade em 47, quando o registro do Partido Comunista foi

cassado. Retornou às atividades políticas em 1960, porém o golpe militar de 64 devolveu-o à clandestinidade, privando-o de direitos políticos por 10 anos. Colocando-se contra a luta armada, provocou o racha do PCB, quando a ala de Carlos Marighella partiu para a guerrilha urbana. No auge do anticomunismo, em 1971, Prestes radicou-se na União Soviética, permanecendo lá até a anistia de 79. Quando voltou ao Brasil, não conseguiu mais liderar o PCB e perdeu a secretaria-geral em 1983. Morreu em 1990.

Prestes não perdoou Vargas pela morte de Olga Benário O velho Prestes não perdoou o presidente Getúlio Vargas pela morte de sua mulher, Olga Benário, em 1942. Segundo ele, o maior crime cometido por Vargas como presidente do País foi o documento que ele assinou expulsando sua então mulher, Olga Benário, do Brasil. Segundo ele, ela não tinha nenhum processo nem qualquer crime cometido por aqui. “Ele, Vargas, sabia que, expulsando-a e encaminhando-a para a Alemanha, estaria cometendo um assassinato. Foi o que aconteceu: Olga morreu em uma câmara de gás naquele país”, afirmou Prestes, durante sua explanação na Câmara de Caraguá. Até então, poucas pessoas tinham conhecimento da importância ou da vida de Olga Benário. A vida dela tornou-se muito mais conhecida em todo o país a partir da biografia escrita por Fernando Moraes, que foi levada para as telas do cinema em 2004. O filme “Olga, Muitas Paixões numa Só Vida”, dirigido por Jayme Monjardim e com os artistas Camila Morgado, representado Olga Benário, e Caco Ciocler, representando Prestes, sensibilizou os brasileiros.

Olga Olga Benário nasceu de uma família judia em Munique, na Alemanha, em 12 de fevereiro de 1908. Seu pai, Leo Benário, era um advogado social-democrata e um liberal de idéias avançadas. Sua mãe, Eugene, era uma dama da alta sociedade que não apoiava as idéias da filha. Olga, aos 15 anos, em 1923, entrou para a juventude comunista. Em 1925 foi para Berlim continuar sua militância. Em 1926 foi presa por traição, mas acabou sendo liberada. Em 1928, lidera uma investida em um tribunal para liberar o companheiro Otto Braun. Os dois fogem para Moscou. Lá, Olga faz treinamento militar. Em 1934, Olga é designada para garantir a chegada segura do líder comunista Luís Carlos Prestes ao Brasil, onde ele lideraria a Intentona Comunista de 1935. Como disfarce, deveriam se passar por marido e mulher. Acabaram se apaixonando. Com o fracasso da revolução, os dois são presos e separados. Grávida de Prestes, Olga tenta ficar no Brasil. Getúlio Vargas assina sua expulsão para a Alemanha Nazista. Foi alojada na prisão da Gestapo. Em 27 de novembro de 1936 nasce sua filha, Anita Leocádia. A mãe de Prestes fez uma grande campanha na Europa pela liberação do filho, da nora e da neta. Quando Anita estava com 14 meses, foi retirada da mãe e entregue à avó, mãe de Prestes. Olga foi transferida em 1938 para o campo de concentração de Lichtenburg. Em 1939 foi levada para o campo de Ravensbruck, exclusivo para mulheres. Em fevereiro de 1942, Olga e mais 200 prisioneiras foram levadas para a câmara de gás e executadas. 15


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