2019 - Notícias - Julho/Agosto

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Noticìas

Província Franciscana de Santo Antônio do Brasil Julho - Agosto/ 2019 - Ano LXIV nº 489

V CAPÍTULO GERAL

UNDER TEN:

ESPAÇO DE DIÁLOGO E HOSPITALIDADE


Sumário

Mensagens

03 Men. do Ministro Geral para o dia de Santa Clara.........04 Men. do Ministro Geral para o dia de Santa Beatriz.......08 Vida Fraterna Últimas do VII Definitório................................................... 12 I Retiro Anual Provincial.................................................... .17 Bodas de Prata de Dom Frei Beto.....................................18 40 Anos de Bispo de Dom Frei Martinho...........................19 86 Anos de Vida do Frei João José.................................. 20 Frei Miguel Evaristo é empossado no Piauí...................... 20 Café Franciscano em Salvador-BA.................................. 21 Formação e Estudos Partilha do Frei Wellington Reis..........................................22 II Encontro dos Candidatos ao Postulantado..................23 Admissão ao Noviciado....................................................23 Primeira Profissão Religiosa...............................................24 Renovação dos Votos Temporários.................................25 Encontro dos Frades Professos Temporários...................25 Família Franciscana e CRB Assembleia da CRB...........................................................26 Assembleia da CFFB..........................................................27 25 anos das Clarissas em Canindé-CE............................28 Ampliada da CFMB............................................................29 Encontro de Pequenas comunidades inseridas - PB......30 Evangelização e Missão Encontro Provincial de Párocos e Leigos..........................31 I Congresso Regional do JPIC............................................32 Missão em Redenção-CE.................................................. 33 Ordem Under Ten..............................................................................34 Acidente do Ministro Geral.................................................35 Mensagem do Ministro Provincial.....................................


Palavra

Do Provincial

C

MOMENTOS QUE EDIFICAM NOSSA VIDA FRATERNA E MISSIONÁRIA

aros confrades e demais leitores da nossa revista bimestral “Notícias”, Paz e bem.

diano das fraternidades que, sabemos bem, é permeado por inúmeros desafios. Todos eles na tentativa de nos fixar no carisma da Ordem que é viver o O verdadeiro discípulo e mis- Santo Evangelho de Nosso Sesionário de Jesus é compro- nhor Jesus Cristo. metido com o Reino de Deus, Nesse bimestre, por exemplo, isto é, com o mundo que Deus Frei Faustino e Frei Pedro Juquer, onde homens e mulhe- nior vivenciaram um tempo forres vivam na justiça e na paz te nas suas vidas com a pare onde a casa comum seja ze- ticipação, a nível de Ordem, lada para que todos se sintam do encontro dos frades Under confortados, desfrutando dos Tem, em Taizé, na França. direitos essenciais a vida. Houve também a Assembleia Os meses de julho e agosto Ampliada da CFMB em Dalforam agraciados na nossa tro Filho-RS, além do Retiro fraternidade provincial. Vários Provincial, Encontro dos Fraeventos e encontros, dentro e des de Profissão Temporária fora da nossa Província, nos e também dos Animadores do colocaram à vista sinais de en- SAV, Admissão ao Noviciado tusiasmo e esperança Comum, Renovação e Primeira Os encontros, retiros e demais Profissão dos Conselhos Evanmomentos de formação ajudam gélicos, o I Congresso Regioos frades a terem uma vida e nal Interfranciscano de JPIC, missão de qualidade no coti- entre outros.

Sem dúvida, esses momentos nos levam a fortalecer a nossa espiritualidade. São estímulos à nossa formação, vida e missão, para que, como irmãos menores, continuemos semeando a paz e o bem. Por isso, depositemos toda nossa confiança no Pai, rico em misericórdia, para seguirmos com ânimo renovado o Cristo pobre e crucificado. Que nosso Seráfico Pai São Francisco, Santo Antônio e Maria Mãe e Rainha da Ordem Franciscana intercedam junto a Deus pelo nosso peregrinar.

Frei João Amilton, OFM Ministro Provincial

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Diálogo: atributo de Deus, Virtude de cada ser humano Queridas Irmãs, O Senhor lhes dê a sua Paz! A cada ano a celebração litúrgica da nossa irmã e mãe Clara de Assis nos dá a oportunidade de continuar o diálogo entre nós, aumentando e aprofundando os conteúdos. Esta carta que lhes escrevo quer ser um momento deste diálogo fraterno no qual as reconheço como interlocutoras ativas, sabendo o quanto são preciosos para mim e para todas vocês, queridas irmãs, as reflexões, as propostas e contrapropostas da parte de vocês; tudo isso nos ajuda a centrar-nos e colocar de novo como prioridade o essencial do chamado de Deus na Igreja. Dedico este espaço de comunicação com vocês ao diálogo, pois este ano nossa Ordem faz memória do encontro entre São Francisco e alMalik al Kamil. Em todos os lugares do mundo em que surgem iniciativas para promover o diálogo entre os crentes em Deus e em particular com os Muçulmanos. Lá onde o outro encontra um lugar em mim, com respeito acolhedor, o Reino de Deus se manifesta.

Tu és diálogo O diálogo tem a ver com a modalidade de existir de Deus, pois Deus é comunhão. No símbolo de nossa fé, nós professamos: eu creio em Deus Pai. Deus é Pai; então existe um Filho, e existe uma relação entre eles, uma relação absoluta e totalizante que é esta mesma Pessoa: creio no Espírito Santo, que é Senhor e dá a vida. Na carta endereçada à Família Franciscana e aos irmãos muçulmanos no início deste ano de 2019, deixei ecoar dois dos Louvores ao Deus altíssimo que Francisco compôs em La Verna depois de

ter recebido os estigmas: Tu és humildade, Tu és paciência. Gostaria de acrescentar: Tu és diálogo. Sim, pois desde o eterno princípio as três Pessoas divinas são vida que se comunica ao Outro-de-Si, vida que gera e acolhe vida. Este modo de existir, que fecunda e torna fecundos, o chamamos amor, pois quem ama procura o outro e se doa a ele para que possa viver em plenitude. No seu mistério de amor, de vida, de comunhão, Deus quis envolver também a nós, escolhendo-nos como filhos adotivos para que fôssemos louvor de Sua glória (cf. Ef 1,3-14). Que grande graça! Como o Filho dirige-se ao Pai desde o princípio, assim o Pai, por meio do Filho, dirige a Palavra à toda a criação (cf. Jo 1,1-3): “Ele disse e foram criadas” (Sl 148,5). No diálogo entre Deus e o homem, a iniciativa é sempre de Deus. A palavra divina é uma palavra que vem ao nosso encontro (cf. Jr 15,16). Pela imagem que recebeu e pela semelhança à qual é chamado a cooperar com Deus para a realização (cf. Am 5,1), o ser humano criado homem e mulher é também na posição de relacionar-se com o outro: um Outro que é o próprio Criador, um outro que é respectivamente a mulher e o homem (cf. Gn 1,27). A narração de Gn 2 exprime bem esta verdade: o homem reconhece o sentido da própria existência somente quando comunica-se com o “tu” que lhe é semelhante, está à sua frente, o constitui na plenitude da imagem de Deus. O homem e a mulher, então, são pessoas-em-diálogo, e não unidades isoladas, fechadas em si mesmas.

A Palavra se fez carne Sabemos bem – quem não fez e não faz a experiência? – que o pecado situa-se bem aqui: em interromper o fluxo da comunicação vital 2019 / Jul - Ago

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e enclausurar cada um em um mundo falso e asfixiado. O autor bíblico narra com eficácia esta realidade referindo as relações de Adão e de Eva depois do ato de desobediência: não mais um diálogo fecundo, mas acusas mortais recíprocas. A comunhão entre as pessoas humanas, imagem daquela entre as Pessoas divinas, envolve-se na convivência entre potenciais inimigos! Na plenitude dos tempos, a Palavra mesma de Deus se fez carne no mundo ferido e dividido (cf. Jo 1,14) e permanece como amor que nunca cessa de doar-se no sacramento do seu Corpo. Desta Palavra nós nos nutrimos para aprender de novo a falar a linguagem de Deus que é a comunhão. Somos um povo mundial hoje, que está fazendo a trágica experiência do conflito e do isolamento, dos contatos multiplicados e das dificuldades de comunicar verdadeiramente. Podemos dizer que conhecemos de fato o alfabeto do diálogo autêntico? Este é um tempo propício para dar consistência à nossa vocação “dialogal”, a mesma do autor da primeira carta de João: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com nossos olhos, o que contemplamos, e o que nossas mãos apalparam do Verbo da vida - porque a Vida manifestou-se: nós a vimos e lhes damos testemunho e vos anunciamos a Vida eterna, que estava voltada para o Pai e que nos apareceu - o que vimos e ouvimos vo-lo anunciamos para que estejais também em comunhão conosco. E a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo.” (1Jo 1,1-3). Gostaria de concentrar-me sobre algum conteúdo deste texto.

Comunhão com o Verbo da vida O primeiro movimento para dialogar é acolher o dom, pois não vou ao encontro do outro levando a mim mesmo, mas aquilo que por minha vez eu recebi (cf. 1Cor 11,23); aquele olhar que abriume o horizonte da verdadeira vida, aquela palavra que orientou o meu caminho (cf. Sl 118,105). Francisco conquistou Clara para aquele Senhor que ele fora conquistado antes. Clara exorta as irmãs para amar “no amor de Cristo” por quem reconhecem que são amadas.

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A qualidade e a capacidade de dialogar então devem ser buscadas na verdade da relação com o Senhor. Clara compõe uma cena muito forte: “E, no fim desse mesmo espelho, contemple a caridade inefável com que quis padecer no lenho da cruz e nela morrer de morte mais vergonhosa. Assim, posto no lenho na cruz, o próprio espelho advertia quem passava para o que deviam considerar: ó vós todos que passais pelo caminho, olhai e vede se há outra dor igual à minha. Respondamos a uma voz, num só espírito, ao que clama e grita: Vou me lembrar para sempre e minha alma vai desfalecer em mim” (IV Carta 23-26). Fundamentado sobre a rocha da relação viva com o Senhor Jesus contemplado no momento do dom total de si, o diálogo pode resistir ao sopro dos ventos da incompreensão, da desilusão e também da sensação de que “não vale a pena”... pois manter-se aberto ao diálogo poder ser sacrificante. Chama-me a atenção o fato de Clara, mesmo escrevendo a Inês em primeira pessoa, responder ao chamado do Crucificado com a forma plural “respondemos”, e exortar a fazê-lo “com uma só voz, com um só espírito”. Gosto de colher nisto o caráter comunitário e de comunhão da vida de Irmãs Pobres de vocês, o dinamismo pascoal do cotidiano no qual as diversidades se harmonizam e vocês podem chegar à sintonia do sentir, do querer e do agir. A convergência do olhar sobre o Crucificado, do qual contemplam o amor que chega a vocês pessoalmente, deixa o ouvido interior atento ao som da voz daquele que chama; e vocês se veem chamadas juntas para crescer na compaixão. Nisto reconheço um fruto do Espírito, expressão madura do diálogo com o Senhor e entre vocês, buscado com fidelidade através e muito além de qualquer tentação e tentativa de fechamento à outra ou de invasão da outra. O diálogo é encontro dos rostos.

“Nós o anunciamos a vós para que estejais também em comunhão conosco” Quem dialoga busca o outro para participar juntos da beleza e da riqueza da vida, quer reduzir


as distâncias para celebrar o encontro sempre transformador. Quando se faz diálogo não permanece como é: áreas interiores que ficavam às sombras até aquele momento, ignoradas por nós mesmos, vêm à luz. Quem dialoga cresce no conhecimento de si mesmo antes de conhecer o outro, acolhe a própria unicidade e a oferece sem alguma pretensão. Nada é mais contrário ao diálogo do que o espírito de prepotência ou de revanche. Nada de mais propício à pequenez que não causa medo, da simplicidade que não engana, da pureza que liberta da suspeita de ambiguidade e de subterfúgios. O diálogo não instrumentaliza o outro. Clara e as irmãs que na existência cotidiana atravessam os gargalos da discórdia e da divisão, da inveja e da murmuração, com o perdão, a reconciliação e a intercessão abrem os espaços da acolhida e da comunhão (cf. Regra de Santa Clara X,6; IX,7-11). As cartas escritas a Inês de Praga são testemunhos de quanto Clara fosse disponível e pronta para entrar em diálogo com o outro, quanto ela era convicta que na partilha fraterna pode-se compreender melhor o que agrada a Deus e fazer-lhe adesão. Clara escuta as questões de Inês e as responde (cf. III Carta 29-41); convida a irmã de longe a buscar por sua vez o diálogo com quem pode iluminá-la de acordo com a verdade da vocação recebida (cf. II Carta 15-18), a fim de percorrer com segurança o caminho dos mandamentos do Senhor (cf. II Carta 15). Clara sabe traduzir o seu “habitar” na comunhão trinitária também no diálogo dos

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gestos: fazer dar um ovo à irmã tentada de sufocar-se, beijar o pé que a atingiu na face, cobrir as irmãs que dormiam no frio durante a noite, traçar o sinal da cruz sobre seus corpos adormentados... O caminho do diálogo conduz a abraçar o outro.

No diálogo, a nossa história No início da história carismática de nossa Família Franciscana existem dois diálogos memoráveis: aquele entre o Senhor e Francisco na noite de Espoleto, prolongado depois na gruta perto de Assis (cf. 1ª Celano 6), e aquele entre o Crucifixo e Francisco na Igreja de São Damião (cf. 2ª Celano 10). Uma das viradas determinantes nesta história foi impressa sem dúvida pelos vários diálogos entre Francisco e a jovem Clara (Legenda de Santa Clara 3). Como não pensar, pois, que todos nós nascemos na Porciúncula, em Santa Maria dos Anjos, cuja festa nos faz ouvir de novo o diálogo entre o anjo e Maria, aquele diálogo que marcou o tempo no qual o Senhor “empenhou-se em salvar-nos” (Cf. Compilação de Assis 14). Tudo me leva a renovar junto com os frades o desejo e o empenho para ser com a nossa vida “lugares” de encontro com a Palavra de Deus e com as palavras dos seres humanos. E peço a vocês, minhas senhoras, que continuem a ser mulheres de diálogo, em nome do Senhor.

Roma, 25 de julho de 2019

Festa de São Tiago

Frei Michael Anthony Perry, ofm Ministro Geral e Servo Prot. 109202 www.OFM.org

Capa: Santa Clara. Atribuído à escola de Parmigianino, Mosteiro Santa Inês, Florença.

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Mensagem DIOS DIALOGANTE: el deseo de una Iglesia y de una Orden dialogante Queridas hermanas, ¡el Señor os dé Paz! Año tras año la celebración litúrgica de Santa Beatriz de Silva nos ofrece la oportunidad de continuar nuestro diálogo, ampliando y profundizando la riqueza de su vida y obra para la Iglesia. La carta que os escribo quiere ser un momento de diálogo fraterno con cada una de vosotras, interlocutoras activas. Lo hago, sabiendo cuán preciosas son para mí y para todas vosotras, queridas hermanas, vuestras reflexiones, vuestras propuestas y vuestros estímulos que nos ayudan a centrarnos y a enfocarnos en lo esencial de la llamada de Dios en la Iglesia. Dado que este es el año en el cual la Orden franciscana conmemora el encuentro entre san Francisco y al-Malik al Kamil, me gustaría traer al centro de nuestra reflexión el tema del diálogo. En todas partes del mundo están floreciendo iniciativas para promover el diálogo entre quienes creen en Dios, y en particular con los musulmanes. El reino de Dios se manifiesta allí donde se da espacio al otro, diferente de mí mismo, con respeto acogedor.

Tú eres diálogo El diálogo se relaciona con el modo de ser de Dios porque Dios es comunión. En el símbolo de nuestra fe profesamos: Creo en Dios Padre. Dios es Padre, hay un Hijo, y hay, por tanto, una relación entre ellos, una relación absoluta y totalizante que es en sí misma Persona: Creo en el Espíritu Santo, Señor y dador de vida. A principios de 2019, dirigí una carta a la Familia Franciscana y a nuestros hermanos y hermanas musulmanes, en la que escribí sobre las Alabanzas al Dios Altísimo que Francisco compuso en La Verna después de haber recibido los estigmas. En particular reflexioné sobre dos de las alabanzas: Tú eres humildad, Tú eres paciencia. Quisiera ahora añadir: Tú eres diálogo. Sí, porque desde el eterno principio las tres Personas divinas son vida que se comunican constantemente al Otro-distinto-de-sí mismo, vida que genera y acoge la vida. Este modo de existir, que fecunda y hace fecundos, lo llamamos amor, porque el que ama busca al otro y se dona a fin de que el otro pueda vivir en plenitud. En su misterio de amor, de vida, de comunión, Dios quiso involucrarnos también a nosotros, escogiéndonos como hijos adoptivos para que fuéramos alabanza de Su gloria (cf. Ef 1, 3-14). ¡Cuánta gracia! Como el Hijo desde el principio se ha

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Mensagem dirigido al Padre, así el Padre por medio de su Hijo dirige su Palabra a toda la creación (cf. Jn 1, 1-3): “porque Él lo mandó, y fueron creados” (Sal 148, 5). En el diálogo entre Dios y el hombre, la iniciativa es siempre de Dios. La palabra divina es una palabra que viene al encuentro (cf. Jer 15,16). Por la imagen que ha recibido y por la semejanza para cuya realización está llamado a cooperar con Dios (cf. Adm V, 1), el ser humano creado varón y mujer está siempre orientado hacia el otro: un Otro que es el mismo Creador, otro que es la mujer y el varón respectivamente (cf. Gén 1,27). La narración de Gén 2 expresa bien esta verdad: el hombre reconoce el sentido de su propia existencia solamente cuando se comunica con el “tú” que es semejante a él, que está frente a él, que lo constituye en la plenitud de la imagen de Dios. El hombre y la mujer, por tanto, no son mónadas aisladas, cerradas en sí mismas, sino personas-en-diálogo. La Palabra se hace carne Sabemos bien – ¿quién no lo ha hecho y quién no lo ha experimentado? – que el pecado se sitúa precisamente aquí: en el bloquear el flujo de la comunicación vital y en el encerrar a cada uno en un mundo falso y asfixiante. El autor bíblico narra eficazmente esta realidad cuando nos cuenta las reacciones de Adán y Eva después del acto de desobediencia: ya no es un diálogo fecundo, sino mortales acusaciones recíprocas. La comunión entre personas humanas, imagen de la que hay entre las Personas Divinas, ¡se vuelve convivencia entre potenciales enemigos! En la plenitud del tiempo, la Palabra misma de Dios se hace carne en este mundo herido y dividido (cf. Jn 1, 14) y allí permanece con un amor que nunca deja de donarse en el sacramento Eucarístico. De esta Palabra nosotros nos alimentamos para aprender de

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nuevo a hablar el lenguaje de Dios que es la comunión. Somos hoy un pueblo mundial, que está viviendo la trágica experiencia del conflicto y el aislamiento, de múltiples contactos y al mismo tiempo de la dificultad de comunicarse verdaderamente. ¿Podemos acaso decir que conocemos verdaderamente el alfabeto del auténtico diálogo? Este es precisamente el tiempo favorable para darle consistencia a nuestra vocación ‘dialogal’, la misma del autor de la primera carta de Juan: «Lo que existía desde el principio, lo que hemos oído, lo que hemos visto con nuestros propios ojos, lo que contemplamos y palparon nuestras manos acerca del Verbo de la vida; - pues la Vida se hizo visible, y nosotros hemos visto, damos testimonio y les anunciamos la Vida eterna, que estaba junto al Padre y que se nos manifestó - lo que hemos visto y oído se los anunciamos, para que también ustedes estén en comunión con nosotros. Y nosotros estamos en comunión con el Padre y con su Hijo Jesucristo» (1Jn 1,1-3). Quien dialoga busca al otro para participar juntos de la belleza y de la riqueza de la vida, tiende a reducir las distancias para celebrar el encuentro siempre transformante. Cuando se dialoga no se permanece como se es: salen a la luz áreas interiores de nosotros mismos que habían permanecido en las sombras hasta entonces, ignoradas por nosotros mismos. Quien dialoga crece en el conocimiento de sí mismo incluso antes de conocer al otro, acoge su propia unicidad y la ofrece sin ninguna pretensión. Nada más contrario al diálogo que el espíritu de prepotencia o de desquite. Nada más propicio que la pequeñez que no atemoriza, la simplicidad que no engaña, la pureza que libera de la sospecha de ambigüedad y de subterfugios. El diálogo no instrumentaliza al otro.


Mensagem El diálogo en nuestra historia Al comienzo de la historia carismática de nuestra Familia Franciscana se dieron dos diálogos memorables: el diálogo entre el Señor y Francisco en la noche de Espoleto (cf. 1Cel 6) y que luego se prolongó en una gruta cerca de Asís (cf. 1Cel 6), y el diálogo entre el Crucifijo y Francisco en la iglesia de San Damián (cf. 2Cel 10), el celebre diálogo entre Francisco y el Sultán de Egipto (cf. 1Cel 57), por mencionar algunos. ¿Y cómo podemos entonces no pensar en la Madre Inmaculada, a quien Beatriz de Silva amó con amor entrañable, y de la cual aprendió la mejor actitud para poder dialogar es primero escuchar? El relato de

la Anunciación revela esta apertura, muy a pesar de la perplejidad inicial: María se turbó y se preguntaba qué significaba aquel saludo (Cf. Lc 1,26-33). Este coloquio, como bien sabemos, marcó significativamente el momento en que el Señor «se dio a sí mismo para salvarnos» (LP 14). Todo me lleva, junto con los hermanos, a renovar nuestro deseo y nuestro compromiso de convertir nuestras vidas en “lugares” de encuentro con la Palabra de Dios y de intercambio con nuestros semejantes, especialmente con aquellos que piensan distinto.

Roma, 26 de julio de 2019 Memoria de los santos Joaquín y Ana

Fr. Michael A. Perry, ofm Ministro general OFM

Prot. 109217

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www.ofm.org


Vida Fraterna ÚLTIMAS DO DEFINITÓRIO

Província Franciscana de Santo Antônio do Brasil Recife-PE, 26 a 28 de agosto de 2019

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² ʹͲͳͺǦʹͲʹͲ À ʹ͸ ± ʹͺ ² ǡ Ø ǡ Ǧ Ǥ Ǥ TRANSFERÊNCIA ✴ Frei Erick Ramon Pereira de Lima Ǧ ² Ǧ Ǧ Ǥ ǡ ǡ Ǧ ǡ Ǥ ǡ ­ ǡ ǡ ± ­ À Ǥ

DESLIGAMENTO DA ORDEM ✴ Frei Wellegton Jean – ­ ǡ ± ʹͲͳͻǡ Ǥ ­ À Ǥ × × Ǥ Ø ǡ ­ Ǥ À ǡ ­ Ǥ

LICENÇA DA PROVÍNCIA ✴ Frei Miguel Evaristo – ­ ² Ǧ Ǥ Ǥ Ǥ ǡ ǡ ² Ǥ × × ǡ À À Ǧ Ǥ Ǥ FORMAÇÃO E ESTUDOS ­ ȋ Ȍ ʹͶ ʹͷ ǡ Ǥ À Ǧ ­ À Ǥ

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Vida Fraterna FORMAÇÃO PERMANENTE ï ȋ Ȍ Ǥ Repasse:  Retiro Provincial – ­ ǡ ǡ ǡ ­ ȋ͵ͶȌ ­ ² Ǥ  Capítulo Under Ten – ² ±Ǧ ­ À ± ȋͳͲȌ Ǥ ² À ± ± Ǥ  Assembleia Ampliada da CFMB – – Ǥ ǡ ± ò ǡ À ǡ ǡ ǡ À ǡ Ǧ ǡ ǡ × ­ ǡ ± ǡ À ǡ Ǥ ­ ± ­ Ǥ (Re)Agendamento:  Encontro Interobediencial dos frades de vocação laical – ǡ Ͳͷ Ͳͺ ǡ Ǧ Ǥ  Reajustes de datasǣ o × Ǧ À Under Tenǡ Ǧ ǡ ±Ǧ ǡ Ͳͷ Ͳ͸ ʹͲͳͻǤ SERVIÇO DE ANIMAÇÃO VOCACIONAL (SAV)   

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POSTULANTADO

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Vida Fraterna NOVICIADO  ͳͷ ͳͲ ǡ Ǥ ȋͲ͹ Ǧ ǡ ǡ ǡ ± ± ǡ ǡ ǡ Ȍ À Ø ǡ ² ȋͲ͵ Ǧ ï ǡ ǡ Ȍ À ­ Ǥ  ± ǡ À ­ ǡ oetus formatorum ǡ À Ǧ Ǥ ǡ ǡ × ǡ ­ Ǧ ­ Ǥ Ø Ǥ  ȋͲͶȌ ­ ǡ ȋͲ͹Ȍ ʹͲͳͺǡ Ͳʹ ȋ ǡ ǡ ± ȌǤ × Ǧ ǡ ± ǡ À ² Ǥ ² ­ ȋ ǡ ǡ ± À Ȍǡ ǡ ± Ͳ͸ Ǥ PROFISSÃO TEMPORÁRIA

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­ ǡ ʹͶ ʹ͸ ǡ Ǥ Ͳʹ ǡ Ǧ Ǥ Experiência Fraterno-Missionária

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Ǧ ǡ × ǡ ² Ǧ ȋ ȌǤ  Frei Jailson Mercês de Oliveira – Ǧ Ǥ  Frei João Pedro Lima Costa – ×Ǧ Ǥ  Frei Mendelson Branco da Silva – ± À ǡ Ǧ ǡ À ­ Ǥ À ǡ × ­ ǡ ² ±Ǧ Ǥ Terra Santa ­ Ǥ Ǧ ǡ × ǡ ­ Ǥ ± Ǥ SPEM JPIC

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Vida Fraterna ǡ ï ȋ͹ͲȌ ǣ ǡ ǡ ǡ ǡ Ǥ Ǥ ­ ǡ Ǥ ǡ ǡ Ù ǣ ± ȋ Ȍǡ ǡ Ǥ ENCONTRO DE PÁROCOS E LEIGOS ͵Ͳǡ ͵ͳ Ͳͳ ǡ Ǧ Ǥ × Ǥ Ǧ ʹͲͳͻ Ǥ II SECRETARIADO DE EVANGELIZAÇÃO E MISSÃO Reajuste de Data –

­ ǡ ͳ͸ ͳ͹ ±ǡ ǡ ± ǡ Ͳ͹ Ͳͺ ǡ ­ ǡ × Ǧ À Under TenǤ ECONOMIA E PATRIMÔNIO ­ × ­ Ø ǡ Ǥ ǡ ǡ ǡ ­ Ǥ ESTÁGIO DIACONAL ͳͶ ʹͲͳͻǡ Ǧ ǡ ­ ± ǡ ǡ ² À ± × Ǧ ǡ ± À Ø Ǧ Ǥ

UM PROCESSO QUE CHEGOU AO FIM ȋ Ȍ ­ ­ Ǥ ­ ± ȋ Ȍ ± ǡ À Ǥ ǡ Ǧ Ǧ Ǥ

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Vida Fraterna PEDIDOS AQUISIÇÃO DE COMPUTADORES ­ ­ ­ Ø Ǥ Ǥ ­ Ø Ǥ À ­ Ǥ ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL PARA A OFS  

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PEREGRINAÇÃO

2 ­Ù × ǡ Ǧ ǡ ͻͲ × Ǥ ­ ȋ ǡ ȌǤ ǡ ǡ ± ­ Ǥ PROJETOS À MISSÃO CENTRAL ǣ  Ȁ ǣ “POVO DA RUA: Trabalho e habitação se conquista em mutirão”.  A ǣ “Educação popular voltada para a superação dos fundamentalismos e intolerâncias a partir da leitura bíblica contextualizada” Ø Ǧ ǡ ʹͺ ʹͲͳͻǤ ǡ Secretário Provincial

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QUEM É VOCÊ? A QUEM ESTÃO PROCURANDO? PARTILHA DO I RETIRO PROVINCIAL ANUAL

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oram com essas premissas interrogativas que iniciamos a nossa caminhada com a Irmã Áurea em nosso primeiro retiro provincial de 2019. Estivemos reunidos em Lagoa Seca dos dias 29 de julho à 02 de agosto, iniciando com uma breve exposição do peregrinar ao lado de João Batista, o precursor do Messias, nos escritos de João Evangelista. A nossa peregrinação em busca do encontro com o Messias, que fora anunciado por João, reafirma nossa identidade. João anuncia o Cordeiro de Deus e, dessa forma, como seguidores de Cristo, temos o dever de apontar e de anunciar o Cordeiro que nos chama ao seguimento e que nos motiva a caminhar. Jesus não anuncia a si mesmo, mas é João que o apresenta e ainda prepara os ouvintes para o seu seguimento. Este Cordeiro não é status de vida, mas sinal de doação de si, em vista do martírio pelo outro. Aderir o caminho do Cordeiro significa abraçar a exigência da doação da vida. Trata-se de assumir com convicção o caminho abraçado até as últimas consequências. Desse modo, acolhemos para nós a vida e missão como a do Cordeiro. Quem se encontra com o Messias não pensa em outra coisa senão estar com Ele. Trata-se do assumir o caminho e não se dispersar. Aquele que encontra e o Messias é conduzido por um caminho de encontro com Deus, que

pode ser sinalizado em cinco vias: Fraternidade – Capacidade de partilhar os dons e serviços, de reconhecer as virtudes, e sair em buscar da perfeição em comum; Alegria interior – Sem depender de eventos, cultiva a paz interior, isto é, se sentir atraído à experiência do verdadeiro amor; Humildade – Capacidade para se reconstruir. Não se deixar envergonhar pelas fraquezas, mas se colocar no encontro generoso com a própria verdade. Não se trata de um massacre de si mesmo, mas do desejo de mudar; Oração – Uma vida permeada pela gratidão a Deus em nível pessoal e comunitário. É a busca por contemplar o mundo com o olhar de Deus e escutar sua voz e seus sinais no mundo através dos outros; Contemplar a humanidade do Cordeiro – o Presépio, a Cruz e a Eucaristia são locais onde podemos dizer que encontramos ao Messias. Nesse caminho de procura e encontro é bom refletir quais são as mudanças significativas que queremos. É necessário sairmos sempre de nós mesmos, de nosso narcisismo interior, nos desinstalar. Sair da abundância vaga e ver que a mesma, muitas vezes, não sacia a nossa escassez. Frei Willames Batista, OFM 2019 / Jul - Ago

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DOM FREI BETO CELEBRA JUBILEU DE VIDA PRESBITERAL “IRMÃO ENTRE OS IRMÃOS”: CELEBRAÇÃO MARCA O JUBILEU DE PRATA SACERDOTAL DO NOSSO BISPO DIOCESANO, DOM FREI BETO BREIS, OFM.

de Fortaleza Dom Aluísio Lorscheider. Naquele dia, no final de sua homilia, ele falou algo que me deixa in-comodado até hoje, ou seja, não me deixa cair no comodismo. Ele falou: ‘Não me decepcione… jamais!’”. ma Celebração que se destacou pela “Hoje peço a Deus duas graças: no ocaso da emoção, simplicidade e gratidão à Deus minha vida, gostaria de poder chegar no Céu e pelos 25 anos de ministério presbiteral do dizer ‘Dom Aluísio, acho que não te decepcionosso Bispo diocesano, Dom Beto Breis. nei’”, disse. “E a segunda graça que peço hoje, Assim foi a Santa Missa realizada no início da recordando a memória e a coerência de Dom noite deste sábado na Catedral-Santuário N. José Rodrigues (segundo bispo da Diocese de Sra. das Grotas. Juazeiro), é a de chegar no fim da minha jornada Estiveram presentes na celebração, caravanas e poder também dizer como ele um dia disse: de Fortaleza, no Ceará, e das cidades de Ipoju- ‘Nunca traí os pobres’”. ca, Recife, Sirinhaém e Pesqueira, em Pernam- Dom Beto foi ordenado padre no dia 20 de agosbuco, onde Dom Beto já trabalhou como Padre. to de 1994 na cidade de Fortaleza (CE), pelo enEstavam ainda presentes freis da Província tão Arcebispo-cardeal Dom Aluísio Lorscheider. Franciscana de Santo Antônio do Brasil, sem Agradeçamos a Deus por esta vocação que nos contar na grande quantidade de fiéis, religiosas/ alcançou e nos alcança. os e padres das Paróquias da nossa Diocese. A Santa Missa foi ainda concelebrada por diverFotos: fb/Paróquia N. Sra. das Grotas sos bispos do Regional NE III da CNBB (Bahia e Texto: fb/Pascom Diocesana – Paróquia N. Sra. Sergipe) e a homilia feita por Dom Genival Saraidas Grotas va, bispo emérito de Palmares/PE, do Regional NE II, que nos ajudou a agradecer a Deus pelo dom que nos deu através da vocação presbiteral de Dom Beto. Ao final da celebração, foram feitas homenagens a Dom Beto, inclusive por dois vaqueiros que cantaram um pouco da história de Dom Beto através de aboios, emocionando a todos. Em seu agradecimento, Dom Beto pediu a oração de todos para continuar sendo fiel. E contou uma história interessante do dia de sua Ordenação. “Fui ordenado padre pelo então arcebipo

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Dom Martinho celebra

Jubileu de Bispo N

o dia 19 de julho de 2019, durante a festividade de Sant’Ana na Diocese de Óbidos-PA, aconteceu a Celebração Eucarística em ação de graça pelos 40 anos de Episcopado de Dom Frei Martinho Lammers, OFM e de 10 anos Episcopado de Dom Frei Bernardo Johannes Bahlmann, OFM. O presidente da liturgia foi Dom Martinho, concelebrada por Dom Bernardo e vários Padres da Diocese que estavam presentes para juntos com os Bispos e povo de Deus darem graças pela vida e atuação dos Pastores da Igreja local. Celebrar é também fazer memória e Pe. Sebastião Sadeck (Sabá) Vigário Geral, foi indicado pelos Padres, para fazer os agradecimentos aos bispos. Pe. Sabá, ao agradecê-los, fez um breve relato da trajetória dos pastores frente à Igreja de Óbidos. Dom Martinho se destacou pela presença em meio ao povo, sempre presente nas comunidades celebrando, dando formações, investimento em padres nativos, pois até o momento a Igreja era assistida pelos frades franciscanos. Foi uma bonita celebração. Que Deus abençoe a estes nossos irmãos para no serviço e na vocação a eles confiada possam ser fieis ao serviço de Deus que é o serviço ao seu povo. Frei Sérgio Moura Rodrigues, OFM 2019 / Jul - Ago

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Vida Fraterna FREI JOÃO JOSÉ CELEBRA 86 ANOS DE VIDA

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rei João José, frade franciscano que atualmente vive em Salvador-BA, dedicou muitos anos de sua vida ao serviço do Reino de Deus pela adesão ao carisma franciscano. Já realizou muitos trabalhos, dentre os quais se inclui o serviço despendido na Cúria Geral no serviço da alfaiataria. Embora primordialmente tenha vivido parte da sua trajetória como frade de vocação laical, mais tarde ele abraçou o ministério presbiteral. Ele completou no dia 05 de julho de 2019, 86 anos de vida, que foi celebrado pela fraternidade local e que o deixou radiante de felicidade. A ocasião contou com a presença de alguns religiosos e religiosas. Que o Senhor da vida lhe conceda satisfação pelos anos vividos. Frei Mendelson Branco, OFM

FREI MIGUEL EVARISTO É EMPOSSADO COMO ADMINISTRADOR PAROQUIAL EM MANOEL EMÍDIO/PI

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rei Miguel Evaristo, após pedido de um ano de licença da Província, foi acolhido na Diocese de Floriano/PI. No dia 14 de agosto ele foi empossado pelo bispo diocesano Dom Edivalter Andrade, como Administrador Paroquial na Paróquia de São Pedro Apóstolo, no Município de Manoel Emídio-PI.

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FRADES REALIZAM CAFÉ FRANCISCANO NO CONVENTO DE SÃO FRANCISCO EM

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Vida Fraterna

SALVADOR-BA

Fraternidade do convento de São Francisco, em Salvador/Bahia, no dia 1 de setembro de 2019, vivenciou uma manhã especial, em preparação à festa de São Francisco. Ela proporcionou à comunidade um café com roda de conversa. O evento foi nomeado como Café Franciscano e o tema da roda de conversa foi “A importância do diálogo para a construção de pontes e um bom relacionamento fraterno”. Para dinamizar a roda de conversa foram convidados três participantes, Frei Mendelson Branco da Silva, OFM, expôs o tema “O encontro de São Francisco de Assis com o Sultão Malik al-Kamil”, ocorrido há 800 anos. Embora o café-da-manhã já proporcione um ambiente agradável ao diálogo, o exemplo de São Francisco motiva para criação pontes em um tempo de conflitos. Após sua fala, Ray Barreto, representante da fé espírita, falou sobre sua admiração aos gestos de paz de São Francisco e sobre a importância da caridade nos dias atuais. Por fim, o Padre Clemir Batista da Silva enfatizou a importância de ir ao encontro do diferente de nós, que por vezes nos desafia a abrir o coração e a mente para enxergar de forma mais ampla o mundo. Ao final do encontro, o Vigário Provincial, Frei Sergio Moura, OFM, reafirmou a importância do acontecimento do encontro de São Francisco com o Sultão exortando os presentes a vivenciar a dinâmica dialogal da paz. O guardião da Fraternidade, Frei Marcos Osmar, OFM, por sua vez, agradeceu a presença de todos. Outros participantes deram suas contribuições com poemas e agradecimentos. O Café Franciscano foi finalizado com o canto “Oração de São Francisco de Assis” e todos, de mãos dadas, sinalizaram o laço fraterno que foi criado neste encontro. Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo por tão grandes maravilhas semeadas em nossos corações nesta manhã. Frei Mendelson Branco, OFM 2019 / Jul - Ago

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Formação e Estudos PARTILHA DO FREI WELLINGTON REIS SOBRE A EXPERIÊNCIA DOS ESTUDOS EM ROMA - Parte I Caros irmãos, paz e bem! Peço desculpas pela minha ausência de comunicação, porque o tempo passa tão rápido que quase não notamos a sua velocidade, na verdade a nossa aceleração! Queridos, terminamos (Frei Robério e eu) mais um ano do nosso curso de direito canônico, na Pontifícia Universidade Antoniana. Com os estudos, temos vivido momentos alegres e, ao mesmo tempo, desafiadores. Momentos alegres porque nos permitem aprofundar vários conceitos importantes para a nossa vida como um todo; porque podemos voltar às origens do que somos e vivemos como consagrados e porque nos favorece ter uma visão mais ampla e madura do Direito Canônico (DC) que, certamente, nos ajudará na caminhada da Igreja e da Província. Temos alegria também por compreender que nós, como Igreja, somos uma sociedade e, como tal, é necessário um Direito que a oriente e a organize. O DC não se limita a emitir penas, punições ou sanções, mas o seu objetivo principal é apresentar os direitos e deveres daqueles(as) que professam a fé católica apostólica. Os desafios existem porque se trata de um curso que nos faz questionar inúmeras realidades que não são contempladas objetivamente no Direito Universal da Igreja, até porque não seria possível que num livro, o CDC, contivesse todas as experiências humanas corriqueiras (consuetudinário). Certamente existem recursos que podem ser usados para suprir estas lacunas. Pelo conhecimento da Lei, notamos que há várias possibilidades de manuseio a partir de interesses, o que macula o objetivo da Lei, afinal o objetivo não está nela em si, mas em quem a interpreta. Como afirma o direito canônico, “o bem das almas deve ser sempre a lei suprema” (Cân. 1752). Quando nos afastamos desta dimensão perdemos totalmente o sentido da grandeza que é o Direito, no que diz respeito a garantir os direitos basilares dos fiéis. Contudo, estudar o DC para nós tem sido um processo de ressignificação, pois ele nos desperta para uma dimensão crítica diante dos desafios atuais tensionados pela globalização que, por um lado, uniformiza constantemente as pessoas e, por outro lado, cultiva inúmeras barreiras aparentemente intransponíveis. A alegria diante de tais desafios é ser um sinal de resiliência, coragem e acolhimento de toda diversidade, multiculturalidade que se apresenta frente a grandeza misericordiosa de Deus.

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Roma, 05 de julho 2019 2019 / Jul - Ago


Formação e estudos

ACONTECEU EM OLINDA O 2º ENCONTRO COM OS CANDIDATOS AO POSTULANTADO 2020

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conteceu de 08 a 11 de agosto de 2019, no Convento São Francisco em Olinda/ PE, o II encontro provincial dos candidatos à etapa formativa do Postulantado para o ano 2020. Sob a coordenação das psicólogas Alice Gates e Amanda e auxílio dos frades promotores vocacionais da Província, o grupo somava um total de 13 jovens provenientes dos diversos estados do Nordeste do Brasil.

DEZ POSTULANTES SÃO ADMITIDOS AO NOVICIADO

Esse encontro, que acontece periodicamente, tem a finalidade de aprofundar os elementos humano, espiritual e vocacional de cada jovem para auxiliá-los no autoconhecimento e decisão ou não pela vida religiosa franciscana. Foi um encontro bastante exigente e proveitoso. A previsão para o próximo encontro é que ele aconteça em outubro, também em Olinda. Frei Faustino dos Santos, OFM

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o dia 15 de julho de 2019, no Convento São Francisco, de Olinda-PE, houve a admissão de 10 postulantes ao Noviciado, que nesse ano inicia com caráter de interprovincialidade. Sete (07 - Aelson Costa, Clodoaldo de Jesus, Luzinaldo Vital, José Hélio Vieira, Jonielson Rios, Felipe Ferreira, Jaime Galdino) são da Província Santo Antônio, e três (03 - Marcos Vinicius de Araújo, Francisco Airton, Vinilson Sanches) da Província da Assunção. Estavam presentes os Ministros Provinciais da Província Franciscana de Santo Antônio do Brasil, Frei João Amilton dos Santos, e da Província Nossa Senhora da Assunção, Frei Antônio Pacheco, além dos frades que compõem a formação, Frei Wellington Buarque, Mestre do Noviciado, e Frei Ronaldo César Lima, da Província da Assunção que ocupará o serviço de vice-mestre. Outros frades se fizeram presentes e foi ocasião para celebrar a esperança com o sim desses irmãos nesse ano que se configura como etapa de provação. 2019 / Jul - Ago

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QUATRO NOVIÇOS EMITEM OS PRIMEIROS VOTOS NA ORDEM DOS FRADES MENORES

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o dia em que os franciscanos celebram Santa Maria dos Anjos da Porciúncula, quatro noviços que iniciaram sua caminhada aos 15 de julho de 2018 professaram pela primeira vez os conselhos evangélicos de Obediência, Sem Nada de Próprio e Castidade na Ordem dos Frades Menores. A Celebração Eucarística, presidida pelo Ministro Provincial, Frei João Amilton do Santos, e concelebrada pelos presentes, aconteceu no Convento de Santo Antônio, na cidade de Lagoa Seca/PB – local onde essa etapa da formação acontece -, às 9h da manhã. A ocasião contou com a participação de vários confrades que dias atrás realizaram o I retiro provincial, presbíteros diocesanos, religiosos e religiosas e boa parte do povo de Deus. Os noviços que professaram foram: Frei Wellivelton, Frei Francisco José, Frei Clebson Carvalho, Frei Roberto. Que Deus lhes dê perseverança e lhes façam muito felizes e realizados na caminhada franciscana. Frei Flávio Lorrane, OFM

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Formação e estudos

DEZ FRADES DE PROFISSÃO TEMPORÁRIA RENOVAM OS VOTOS DE CASTIDADE, NADA DE PRÓPRIO E OBEDIÊNCIA

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entro das celebrações da Festa de Santa Maria dos Anjos, (02/08), dez Frades de profissão temporária renovaram por um ano os conselhos evangélicos de Castidade, Obediência e Sem Nada de Próprio. Os votos dos frades foram recebidos pelo Ministro provincial, Frei João Amilton dos Santos, OFM, na oração das Laudes, no Convento de Santo Antônio em Lagoa Seca/PB, sendo testemunhado por frades que participavam do retiro anual, familiares e amigos. Os dez jovens frades estão divididos nas duas casas de formação para esta etapa. Salvador/ BA com a formação filosófica, onde reside Frei

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Jailson das Mercês, Frei Mendelson da Silva, e Frei João Pedro Lima. Na casa de Fortaleza/CE, formação teológica, residem: Frei Artur Medeiros, Frei Elias Pereira, Frei Marcondes Uchoa, Frei Willames Batista, Frei Jean Santos, Frei Lorrane Clemetino, e Frei Erick Ramon Pereira de Lima, que está vivendo por um ano a Experiência Fraterno Missionário em Penedo/AL. O tempo da profissão temporária é destinado à preparação para a profissão dos votos perpétuos, onde o frade é incorporado definitivamente na Ordem dos Frades Menores. Frei Flávio Lorrane, OFM

FRADES DE PROFISSÃO TEMPORÁRIA DA PROVÍNCIA SE ENCONTRAM E TRATAM DOS DESAFIOS E OPORTUNIDADES DAS NOVAS MÍDIAS

o dia 24 ao dia 26 de julho, os frades de Profissão Temporária da Província Franciscana de Santo Antônio do Brasil se reuniram no Convento de São Francisco em Olinda/ PE para o encontro anual dessa fase da formação franciscana. Com o tema “A vida religiosa em meio as novas tecnologias e seus desafios”, o encontro foi conduzido por Frei Marcos Carvalho, OFM, que é mestre em Comunicação Social. O encontro foi proveitoso e teve boa participação por ser um tema bastante atual. Frades de Profissão Temporária

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Família Franciscana e CRB MENSAGEM DA XXV ASSEMBLEIA GERAL ELETIVA 2019 DA CRB Reunidas e reunidos pelo Espírito do Senhor como Vida Religiosa do Brasil na XXV Assembleia Geral Eletiva, de 10 a 14 de julho de 2019, em Brasília-DF, nós, em torno de 450 participantes, vindas(os) de vários recantos do Brasil e de outros países, vivemos a força revigoradora da Vida Religiosa Consagrada como espaço de discernimento e vida. O tema escolhido para fundamentar a caminhada do próximo triênio foi “Consagradas e Consagrados em Missão” e o lema “Fazei tudo o que ele vos disser” (Jo 2,5), os quais nos impulsionam, como Vida Religiosa Consagrada, a estarmos sempre itinerantes no seguimento a Jesus Cristo. Muito nos alegrou a presença da Presidente da Conferência Latino Americana e Caribenha de Religiosos (CLAR), Irmã Gloria Liliana Echeverri, a qual nos interpelou inspirando-se no Papa Francisco, para a vivência dos valores do Reino (,) a sermos especialistas em comunhão, sair do ninho que nos contém, cuidar da formação integral, enriquecer a Igreja com nossos carismas e confiar em Quem nos conduz. A atual conjuntura sócio-política-econômica nos mostra o fortalecimento de políticas neoliberais com mecanismos financeiros que retiram direitos e agravam a situação dos vulneráveis, submetendo-os a um cenário de escassez. É nossa missão suscitar esperança e resistência em busca da verdade e da paz. Manifestamos nosso apoio incondicional ao Papa Francisco e às suas propostas. Ele tem nos interpelado a um êxodo para a fronteira das necessidades humanas atuais. Insiste, entre outros aspectos, na sinodalidade como próprio ser da Igreja, na missionariedade, simplicidade, pobreza, misericórdia, pastores com cheiro de ovelhas e ecologia integral. Como horizonte inspirador, nós, consagradas e consagrados em missão, movidos por uma mística profético-sapiencial e articulados institucionalmente, procuramos estar presentes onde a vida está ameaçada, responder aos desafios de cada tempo, tecendo relações humanizadoras e interculturais, ouvindo o clamor dos pobres e da terra (,) para que o vinho novo do Reino anime a festa da vida. Para o próximo triênio, assumimos as seguintes prioridades: cultivar a mística profético-sapiencial; ouvir o clamor dos pobres e da terra; fomentar a intercongregacionalidade, a interculturalidade e a partilha dos carismas com leigas/os; promover relações humanizadoras e atenção diferenciada à cada geração na VRC. Fazemos nossas as palavras da Irmã Maria Inês Vieira Ribeiro, após a eleição: “eu desejo neste triênio que nos dediquemos mais às questões da Amazônia, da identidade da VRC, dos presbíteros religiosos, dos abusos sexuais na Igreja, do tráfico humano e do engajamento nas Políticas Públicas, em estarmos com os pobres e dos pequenos, para que sejamos uma vida consagrada masculina e feminina de acordo com o Espírito de Jesus”. A exemplo de Maria, Mãe e Discípula de Jesus Cristo, pedimos ao Espírito que dirija nossos passos e nos faça testemunhas do seu amor e da esperança.

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Brasília- DF, 14 de julho de 2019.

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Conferência da Família Franciscana do Brasil SCLRN 709 Bloco B - Entrada 11 - CEP: 70.750-512 - Brasília - DF (61) 3349-0157 - coordenacao@cffb.org.br - www.cffb.org.br

Carta Compromisso de Brasília Brasília, 25 de agosto de 2019. A todas as mulheres e homens dede boa vontade, A todas as mulheres e homens boa vontade, O Senhor lhes dê a paz! O Senhor lhes dê a paz! A Conferência da Família Franciscana do Brasil, entidade que congrega as Três Ordens fundadas por São Francisco de Assis, esteve reunida na celebração da XVIII Assembleia Geral Ordinária Eletiva, nos 22 aFranciscana 25 deste, em DF. Iluminados pela reflexão A Conferência dadias Família do Brasília, Brasil, entidade que congrega as Três feita a partir das perguntas: Que Mundo? Que Igreja? Que Franciscanos? e interpelados Ordens fundadas por São Francisco dedoAssis, esteve celebração da revela XVIII pela realidade sócio-política e econômica nosso pais, reunida que emna nossos dias se ameaçadora à população brasileira, especialmente os seguimentos que se encontram em Assembleia Geral Ordinária Eletiva, nos dias 22 a 25 deste, em Brasília, DF. Iluminados pela situação de vulnerabilidade e indignados pelos últimos acontecimentos devastadores que reflexão sobre feita aa Amazônia, partir das perguntas: Mundo? Que Igreja? Que Franciscanos? e se abateram sua gente Que e seu ecossistema, reafirmamos nossa incondicional comunhão com o legitimo sucessor de Pedro, o Papa Francisco e seu magistério. interpelados pela realidade sócio-política e econômica do nosso pais, que em nossos dias Ao Papa Francisco somos agradecidos trazer Francisco de Assis para nossos se revela ameaçadora à população por brasileira, especialmente os seguimentos quedias, se sobretudo, através de seu devotado amor pelos últimos da sociedade e por sua capaciencontram em situação de vulnerabilidade e indignados pelos últimos acontecimentos dade de diálogo inter-religioso; pela publicação da Encíclica Laudato Sì; pela convocação do Sínodo Pan-Amazônico, que será realizado em Roma, sua em outubro 2019, cujo objedevastadores que se abateram sobre a Amazônia, gente edeseu ecossistema, tivo é identificar novos caminhos para a evangelização daquela porção do Povo de Deus, reafirmamosesquecido nossa incondicional comunhão por comcausa o legitimo sucessor de Pedro, o Papa frequentemente e sem perspectivas da crise da Floresta Amazônica e do encontro de Francisco, a realizar-se em Assis, Itália, de 26 a 28 de março Francisco Economia e seu magistério. de 2020 e que tem por objetivo despertar para a urgência de uma economia de inclusão, que promovaAoa Papa dignidade da somos humanidade, diante umaFrancisco economia neoliberal que exclui, Francisco agradecidos porde trazer de Assis para nossos dias, concentra riqueza e devasta a Casa Comum. Outrossim, em sua Exortação Apostólica sobretudo, através de seu devotado amor pelos últimos da sociedade sua capacidade Evangelii Guadium, o Papa nos convoca a vivermos a grande profeciae por franciscana, que é o retorno ao Evangelho. de diálogo inter-religioso; pela publicação da Encíclica Laudato Sì; pela convocação do Sínodo Pan-Amazônico, queque serádisse realizado em Roma, emeoutubro de 2019, cujocasa”, objetivo é O Crucificado de São Damião a Francisco: “vai reconstrói a minha continua a convocar-nos reconstruirmos sua casa nasdaquela mais diferentes realidades identificar novospara caminhos para a evangelização porção do Povo de onde Deus,a vida clama por justiça e paz. frequentemente esquecido e sem perspectivas por causa da crise da Floresta Amazônica e Comodoherdeiros doFrancisco, grande construtor comprometemo-nos reencontro espirituais Economia de a realizar-sedaempaz, Assis, Itália, de 26 a 28 de com marçoa de construção da Fraternidade, sobretudo onde ela é ferida, difundindo os valores franciscaquecomunhão tem por objetivo despertar para a urgência de uma de inclusão, que nos da2020 paz,e em com todos os homens e mulheres queeconomia se empenham na defesa e preservação casa comum que clama por cuidado e respeito. Voltemos nosso ao promova da a dignidade da humanidade, diante de uma economia neoliberal queolhar exclui, Santuário de Nossa Senhora Aparecida e supliquemos: “Óh Mãe preta, óh Mariama, Claro concentra riqueza e devasta CasaéComum. Outrossim, em sua Exortação Apostólica que dirão, Mariama, que é política,a que subversão, que é comunismo. É Evangelho de Cristo,Evangelii Mariama!”, aindao assim, suas bênçãos sobre todafranciscana, a nossa família Guadium, Papa nosinvocamos convoca a vivermos a grande profecia que é oe sobre um Brasil sedento de “Paz – fruto da justiça, do bem e da Misericórdia de Deus”. retorno ao Evangelho. Conferência da Família Franciscana do Brasil – CFFB

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IRMÃS CLARISSAS CELEBRAM 25 ANOS DE PRESENÇA NA CIDADE DE CANINDÉ/CEARÁ

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o último dia 18 de agosto, as Irmãs Clarissas do Mosteiro do Santíssimo Sacramento, localizado na Cidade-Santuário de Canindé, Região do Sertão central do Ceará, celebraram 25 anos de sua fundação na cidade de Canindé. A data onde se celebrava a Assunção de Nossa Senhora e a vocação à Vida Consagrada recebeu um tom ainda mais especial com a celebração do Jubileu de Prata. A Celebração eucarística presidida por Frei Marconi Lins, OFM (Reitor do Santuário de São Francisco das Chagas), encerrou o ano jubilar que deu início no dia 11 de agosto de 2018. Esta solene celebração contou com a presença de Religiosos, amigos, colaboradores e a comunidade canindeense. Inspirado pela Festa Mariana, Frei Marconi fez alguns pedidos às irmãs: que elas não deixassem de cantar o seu hino de louvor ao Deus da vida, que na partilha e na escuta ao povo que as procura, incentivassem a também cantar o seu Magnificat, pois como recordou, Santa Clara ao final de sua vida louvou ao Senhor porque a havia criado. Por fim, pediu que em meio a um mundo de tantas luzes, as religiosas não permitam que as luzes externas, que trazem escuridão não invadam a suas vidas de oração e contemplação. E que continuem sendo luz na cidade de Canindé. O reitor do Santuário lembrou ainda que em uma conversa com um romeiro foi interrogado sobre o porquê da clausura do Mosteiro. Se baseando nesta interrogação, o frade pediu que as grades não seja uma obstrução ou uma proteção do mundo, nem tampouco as impeça de chegarem até os pobres e os que sofrem. Ao final da celebração, as irmãs lembraram daqueles que colaboraram e colaboram com a

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continuação dos trabalhos do Mosteiro do Santíssimo Sacramento. Para fixar a data no prédio, foi descerrada uma placa com a lembrança da data. As celebrações de encerramento deste ano jubilar começaram ainda durante o novenário dedicado a Santa Clara que trouxe como tema: “Presença de vida orante na cidade da Fé” e contou com a participação de fiéis que lotaram os onze dias de festejo. Sobre a Fundação As primeiras irmãs Clarissas chegaram em Canindé-CE no dia 7 de agosto de 1994, para fundarem a fraternidade do Mosteiro do Santíssimo Sacramento. O sonho da presença da segunda Ordem em Canindé, veio ainda com Frei Lucas Dolle, OFM e foi concretizado por Frei José Batista, OFM que fez o pedido na época a Madre Cecília, abadessa do Mosteiro Santa Clara em Campina Grande, na Paraíba. As irmãs lembraram também com carinho nesta data a ajuda das Irmãs da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, através da pessoa da Irmã Blanda que não negou esforços para ajudar na alimentação, estadia e acompanhamento das Clarissas. No dia 11 de agosto do mesmo ano uma missa celebrada na Basílica de São Francisco, celebrada por Dom Aloísio Cardeal Lorscheider, OFM, com a participação do Ministro provincial da época Frei Afonso Schumacher, OFM e os frades da fraternidade local deu início a presença das monjas na cidade da Fé. No início, as imãs ficaram em uma Casa Provisória, enquanto aguardavam a construção do atual Mosteiro que só foi concluído em 1996. Frei Roberto Alves, OFM.


Família Franciscana e CRB

DALTRO FILHO/RS ACOLHE ASSEMBLEIA AMPLIADA DA CONFERERÊNCIA DOS FRADES MENORES DO BRASIL (CFMB)

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assembleia que acontece a cada três anos, aconteceu de 08 a 12 de julho no Convento São Boaventura, em Daltro Filho, distrito no Município de Imigrante, no Rio Grande do Sul, e reuniu os “Ministros das nove entidades que compõem a Conferência (06 Províncias e 03 Custódias), além dos frades envolvidos nos serviços da Formação, Inicial e Permanente (SERFE), e da Missão Evangelizadora (SIFEM). Dentre as atribuições da Assembleia estão a apresentação e avaliação das atividades do triênio, a elaboração de propostas para o futuro e a eleição dos responsáveis pelos diversos serviços”. A assembleia contou com a participação de 55 frades das entidades supracitadas. Da Província de Santo Antônio participaram, o Ministro Provincial, Frei João Amilton, o Vigário Provincial, Frei Sérgio Moura, o Moderador da Formação Permanente, Frei Walter Schreiber – que na ocasião foi eleito como referência para esse serviço –, o Animador Provincial para o SAV, Frei Joanan Marques, o Secretário da Evangelização e Missão, Frei Gilmar Nascimento, o representante do JPIC provincial, Frei César Lindemberg, também eleito na ocasião para esse serviço, e um representante dos formandos da formação inicial, Frei Jailson Mercês.

“O Ministro Provincial da Província Franciscana da Imaculada Conceição, Frei César Külkamp, foi anunciado como presidente eleito da Conferência dos Frades Menores do Brasil (CFMB). Como vice-presidente, foi eleito o Ministro Provincial da Província Santa Cruz, Frei Hilton Farias de Souza, e como secretário o Custódio da Custódia do Sagrado Coração de Jesus, Frei Fernando Aparecido dos Santos. Frei Luís Fernando Nunes Leite, da Custódia do Sagrado Coração de Jesus, foi eleito delegado do Secretariado Interprovincial Franciscano de Evangelização e Missão (SIFEM), e Frei Gabriel José de Lima Neto, da Província de Minas, eleito delegado do Serviço para Formação e Estudos (SERFE)”. “Além dos encaminhamentos institucionais, a assembleia foi ocasião de encontro fraterno e de cultivo de um espírito de pertença à Ordem para além dos limites das entidades. A próxima assembleia ampliada prevista para 2022, no território da Província de Santo Antônio”. Fonte: Site da Província da Imaculada com adaptações da Equipe de Comunicação Provincial

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AS MULHERES CONSAGRADAS E SEU PROTAGONISMO NA PROFECIA, ONTEM, HOJE E SEMPRE PARTILHA SOBRE O ENCONTRO DE PEQUENAS COMUNIDADES INSERIDAS

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onforme o programa no dia 30 de setembro fomos chegando à Casa de Encontro Irmã Stella, casa das Irmãs da Sagrada Família, em Cabedelo – PB. Lá fomos todas/os recebidos pelas irmãs que também chegaram para o Encontro das Pequenas Comunidades Inseridas, do Regional Recife. O encontro durou até o domingo (1/09) ao meio dia. Foram dias de reflexão e de muita fraternidade entres todas/os. A assessora foi a Ir. Ivone Gebara. Após o jantar nos dirigimos ao salão de reunião e logo na entrada duas irmãs nos acolhia ungindo-nos com um óleo perfumado e assim demos início à oração e em seguida a apresentação. Éramos dos vários Núcleos da CRB Recife: Recife, Caruaru, Sertão de Pernambuco, João Pessoa, Campina Grande, Alto Sertão da Paraíba e de Penedo. Éramos em torno de 80 pessoas Depois da fala da coordenação, foi dada a palavra a Ivone que, com seu jeito meigo, disse que estava ali para conversar conosco e, com uma varinha na mão, disse que ia provocar, nos ajudar a pensar, tentar responder o que anunciamos. Pediu que cada qual pegasse sua varinha para mexer na sua água. Em seguida pegou o versículo bíblico que orientava o tema para explicar, Mt 28,8: as mulheres de que fala o texto estão diante no túmulo de Jesus e não o encontram. Voltam para dar a notícia aos discípulos. Elas eram amigas de Jesus. Por tudo o que ele fez não podiam ter morrido. Era um misto de tristeza e alegria. Tristeza pela morte do Senhor e alegria porque pelo que ele lutou e morreu elas iriam prosseguir. Ele era tão querido que aquilo pelo qual ele lutou não deveria morrer. São as mulheres naquele relato que externam isso. E assim como a luta de Cristo

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não morreu, não morrerá também a luta de Marielle Franco, Irmã Dorothy, Margarida Maria... E tantas outras. No relato é perceptível que as mulheres carregam medo, mas também a alegria de continuar lutando pelo que Jesus lutou. As mulheres reproduzem as vivências de libertação que tiveram com Jesus. Foi interessante ouvir a fala e a experiência de vida que ela, Ir. Ivone, carrega. E assim o encontro foi seguindo. Sobre o tema “AS MULHERES CONSAGRADAS E SEU PROTAGONISMO NA PROFECIA, ONTEM, HOJE E SEMPRE” Ivone começou perguntando: o que significa hoje ser consagrada? Por que sou consagrada? São os votos que me tornam consagrada? A palavra consagrada entrou num formalismo, na cultura atual. “Eu me coloco totalmente às prendas domésticas, à paroquia”. Depois passou para reflexão sobre profecia e protagonismo. Profecia é uma palavra bonita, mas esconde outras palavras. Eu não possa fazer como Jesus fez, mas posso me inspirar que no que ele fez. Depois ela pegou um círculo de papel enviesado que quando circulava o lado que estava dentro ficava fora e de fora ficava dentro. Isto para mostrar que tem momento que a gente está dentro e outro está fora num mesmo caminhar, no mesmo movimento. Nós somos um dentro e um fora. Só mudamos as coisas de fora quando mudamos por dentro de nós mesmos. Precisamos nos reeducar. A educação é um ato deliberado que eu escolhi. As nossas emoções são educadas para uma reação. Precisamos descobrir o que a história está nos falando. Às vezes não queremos ouvir. A história diz uma coisa e a gente quer outra. Devemos aprender a nos enxertar em outras plantas, em outras pessoas. O medo é a melhor arma dos poderosos.


É uma emoção subjetiva. Forma de proteção da vida. É preciso dizer como estou me sentindo. O medo só é grande quando não o enfrento. Dando prosseguimento, ela fez uma histórico da PCIs desde os anos 70; lembrou que neste perído já tinham acontecido Vaticano segundo e a Assembleia de Medellin; disse que nos anos 80 entraram as congregações e ordens masculinas, mas as irmãs continuaram sendo a maioria. Surgem então a opção pelos pobres e a teologia da libertação. Pontos importantes deste período são as rupturas: as mulheres saem para os bairros e pelos campos; havia incentivo de bispos como Dom José Maria Pires, Dom Hélder Câmara, Dom Fragoso e outros; alguns provinciais – masculinos e femininos – também incentivavam; nasce o Centro de Estudos Bíblicos – CEBI. Esse tempo acabou. Temos que ver novas formas. Não temos o apoio institucional. Estamos precisando de um SALVO VITAL – algo que venha nos dá vida. Estamos em outro tempo. Tempo das redes sociais, da internet, do whatsapp. Temos tudo nas mãos. O que devemos fazer? Não podemos seguir o mesmo modelo de 20 ou 50 anos atrás. Pediu em seguida que nos fizéssemos perguntas ou pedíssemos esclarecimentos do que foi falado, para facilitar fez algumas lançou algumas ideias: temos que criar o que dá sentido à vida; fazer um esforço para dizer pra você mesmo em que ou em quem acredito? Não apontar com o dedo para o mundo. Se o mundo vai ruim, eu também estou ruim. Propôs fazermos um diário para ajudar a descobrir a instabilidade do mundo dentro de mim; fazer encontros das PCIs por proximidade; se encontrar para celebrar a vida. Aos poucos vamos perceber que este momento é uma bênção, uma graça. Vamos perceber que há mais convergência do que divergência. No final nos reunimos por Núcleos onde cada um definiu como vai dar continuidade a este estudo. Frei Erick Ramon – Penedo Frei Fernandes – João Pessoa.

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ENCONTRO DE PÁROCOS E LEIGOS DAS PARÓQUIAS FRANCISCANAS EM IPOJUCA/PE

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conteceu nos dias 30 e 31 de agosto e 01 de setembro na cidade de Ipojuca/ PE o encontro anual de Párocos e Leigos. Em Ipojuca os frades têm presença há muitos anos. O convento é datado de 1606. Aí também os frades assumem o serviço de animadores da Paróquia de São Miguel. O encontro, que contou com a participação de representações de onze, das doze paróquias que os frades em todo o território da Província assumem, tratou dos serviços que compõem o Secretariado Provincial para a Evangelização e Missão da Província. Os responsáveis de cada serviço tiveram um momento de apresentação da sua atuação e da importância do serviço para a visibilização e promoção da vida fraterna enquanto missão evangelizadora. Os serviços que compõem o secretariado são: Missões, Comunicação, JPIC, Terra Santa, SAV, Formação e Estudos, Articulação com a Família Franciscana e Articulação com os Párocos A comunidade local participou de modo eficaz, acolhendo os membros do encontro em suas casas. Foi ocasião também de reencontro e animação. As paróquias presentes foram: Ipojuca, João Pessoa, Campina Grande, Igreja Nova, Aracaju, Pesqueira, Salgadinho, Mossoró, Fortaleza, São Francisco do Conde, Canindé, faltando apenas Campo Formoso. Frei Faustino dos Santos, OFM 2019 / Jul - Ago

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CARTA–COMPROMISSO DO I CONGRESSO REGIONAL INTERFRANCISCANO DEJUSTIÇA, PAZ E INTEGRIDADE DA CRIAÇÃO (JPIC) “Não há distinção entre judeu e grego, pois ele é o Senhor de todos, rico para com todos aqueles que o invocam.” (Rm 10, 12) Do dia 15 ao dia 18 de agosto de 2019 reuniram-se representações da Família Franciscana presente no Nordeste do Brasil para participar do I Congresso Regional Interfranciscano de JPIC, que tomou lugar na cidade de Lagoa Seca, na Paraíba. Neste congresso, à luz da espiritualidade franciscana, clamores e esperanças relacionados aos migrantes, políticas públicas, diálogo ecumênico e inter-religioso e em defesa do meio ambiente, nortearam as reflexões. Percebemos a existência de diversos sinais de opressões e morte que permeiam nosso país diante dos grandes retrocessos vivenciados e intensificados recentemente, por meio da penalização dos pobres a partir da retirada de direitos, destruição do meio ambiente, principalmente da Amazônia, intolerância religiosa e de posturas antidemocráticas. Notamos também que são diversos os sinais de fechamento nos espaços eclesiais que em alguns momentos se revelam

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permeados por sinais de morte e cruz, tais sinais se apresentam na ausência de diálogo com as diferenças cultural, religiosa e com a opção preferencial pelos pobres e excluídos dos nossos tempos. Fortalecidos por aquilo que Jesus nos disse no Evangelho de João: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10, 10), sentimo-nos convocados a contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, fraterna e igualitária. Estamos convencidos de que é urgente acolher, proteger, promover e integrar os migrantes e refugiados[1], bem como toda a natureza e lutar por políticas públicas emancipatórias. Com isso, inspirados pelo testemunho evangélico de São Francisco e motivados pelos apelos do Papa Francisco, na busca da colaboração da justiça pela utopia do Reino de Deus, sinais de uma continuidade do sonho de Jesus para a humanidade, nós, representações da Família Franciscana presentes neste Congresso, com espírito de humildade, nos comprometemos em: Viver o sagrado na realidade enfrentada no dia a dia das nossas missões; Escutar, inserir-nos nas realidades que nos cercam na busca por ver


Deus nas nossas ações; Tomar a iniciativa de conhecer as realidades das outras expressões de Fé, sem intenções proselitistas; Conhecer os organismos já existentes e suas propostas de Ecumenismo; Comunicar a cultura do encontro, pois somos chamados à abertura ao diferente, promovendo diálogos e resgatando no outro os sinais da presença do Criador; Envolver-nos e sermos presença em ações sociais (sobretudo em relação aos migrantes) em nossas realidades e Igrejas locais e, não havendo tais momentos, promovê-las; Incentivar os trabalhos das Pastorais Sociais (Terra, Encarcerados, Sem-terra, etc.); Inteirar-nos das políticas públicas para que sejamos motivadores e conscientizadores sociais nas nossas comunidades e fiscalizar a aplicação dos recursos e realização das políticas públicas; Ser motivadores de propostas dentro dos diversos conselhos (Conselho de Saúde, Conselho de Assistência Social, Conselho de Educação, Conselho de Juventude, etc.). Que a espiritualidade franciscana inspirada pela profecia evangélica se alimente do mesmo projeto de Jesus para a humanidade que diz “vinde a mim, todos vós que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu julgo e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração” (Mt 11, 28-29) e nos auxilie e conduza, na vivência revolucionária da cultura do amor. Lagoa Seca – PB, 18 de agosto de 2019 Frei César Lindemberg Serafim, OFM Animador do Serviço de JPIC da Província de Santo Antônio Coordenador do JPIC Nacional do SIFEM

Frei Acélio Pessoa Vale, OFMCap

Coordenador da Justiça, Paz e Salvaguarda da Criação Província São Francisco das Chagas CE/PI

Lucas Tadeu R. Lins Animador do JPIC Regional CE/PI da JUFRA

Maria Marli de Oliveira Feitosa Animadora do JPIC Regional CE/PI da OFS

[1] Cf. Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado 2018.

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FRADES REALIZAM MISSÃO FRANCISCANA EM REDENÇÃO/CE

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o dia 16 ao dia 20 de julho aconteceu a Missão Popular Franciscana na cidade de Redenção/CE. Nesses quatro dias de missão, doze missionários entre frades e leigos se dedicaram a visitar as seis comunidades da Região São Bento, da Paroquia Nossa Senhora da Conceição, e rezar com o povo de Deus. A Missão Franciscana teve como tema: “Diálogo e encontro é nossa missão” e teve como lema: “O Senhor vos dê a Paz”. Essa proposta estava em sintonia com os oitocentos anos do encontro de São Francisco com o Sultão Malik Al-Kamil. A programação consistia de: oração da manhã com os moradores da comunidade a ser visitada, café partilhado, visitas às famílias, confissões e aconselhamentos aos fiéis e santa missa. No olhar do povo se via a alegria de receber a visita do missionário franciscano, que veio rezar na casa; do idoso que recebeu a visita do padre em sua casa e teve graça da confissão que há anos esperava; dos jovens, adultos e idosos que se prontificaram em acompanhar o missionário nas visitas. O encerramento aconteceu na noite de sábado, no Santuário de São José, Comunidade de Guguri, com a Santa Missa, presidida por Frei Francisco Rogério (Frei Chico) onde os agricultores das seis comunidades visitadas rederam graças ao bom Deus pela colheita desse ano. Frei Lorrane Clementino, OFM 2019 / Jul - Ago

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Ordem V CAPÍTULO GERAL UNDER TEN: ESPAÇO DE DIÁLOGO E HOSPITALIDADE

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o contexto jubilar dos 800 anos do encontro de São Francisco de Assis com o Sultão Malik Al-Kamil, ocorrido em Damieta em 1219, 178 frades provenientes de diversas partes do mundo se reuniram em Taizé, na França, para o V Capítulo dos frades de até dez anos (under ten) de profissão solene da Ordem dos Frades Menores. De cada entidade da Ordem participou de 01 a 03 frades. Compartilhando e fazendo um intercâmbio com a espiritualidade ecumênica dos irmãos de Taizé, os frades participaram dos diversos momentos de oração, que são marcados pelo silêncio, meditação e o canto repetitivo. A comunhão se estendeu também aos pouco mais de dois mil jovens, provenientes de diversas partes do mundo, em especial da Europa, que acorrem a Taizé para vivenciar, especialmente a experiência de silêncio e oração. As dependências simples da Comunidade de Taizé criam um ambiente de bastante proximidade àqueles que alí se encontram. Os dias do capítulo geral foram preenchidos com celebrações, formações bíblicas, partilhas em grupos por língua e bastante convivência. Inclusive a intenção do V Capítulo já estava estampada no seu tema: “Frades em diálogo”, e foi assim que se deu do dia 07 ao dia 14 de julho. É bem verdade que os vínculos entre os frades se deram antes da chegada em Taizé. Era inevitável não encontrar com os irmãos dos diferentes lugares do mundo nos aeroportos, nas estações ferroviárias e rodoviárias. Desde aí os frades pareciam já estarem vinculados pela chama do diálogo. Taizé em termos de estrutura não tem muitas novidades, também não foi em busca disso que os frades se dirigiram pra lá. Aquele lugar singelo, marcado pela hospitalidade e acolhida, inseriu a fraternidade de São Francisco ali presente Jul - Ago / 2019

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na mística singular da oikoumene, que vinculava a todos no núcleo do Evangelho de Jesus pelo olhar sincero e respeitoso, pelos gestos de solidariedade e fraternidade, pelo silêncio e simplicidade. Taizé se tornou durante aqueles dias o lugar-símbolo da fraternidade universal sonhada por Francisco. De todos os cantos, raças e linguas, povos e nações, congregados no canto, na convivência e na meditação, foi possível pensar um mundo mais fraterno e de respeito às diferenças. No centro de Taizé estava a Palavra da Vida, Jesus, que envolvia a todos e os atraía ao seu coração. Durante alguns dias foi possível ouvir o Ministro Geral, Frei Michael Perry, que convidava a fazer a dinâmica do sair de si e assumir o compromisso do diálogo no mundo, também o Irmão Alois Löser, Prior da Comunidade de Taizé, que convidava à esperiência da Hospitalidade como símbolo do diálogo e ainda Frei Cesare Vaiani, da Formação e Estudos da Ordem, que colocava cada frade no núcleo da mensagem de Francisco de Assis quando foi se encontrar com o Sultão em Damieta. Ao final do encontro restou a saudade e o compromisso de, no mundo, os frades serem outros Franciscos que se arriscam, em nome do Evangelho, para dialogar com aqueles que, as vezes de modo infundado, são taxados como inimigos. Também ficou o desafio de cada frade agregar à sua vida os valores do Sultão, que de modo tão cordial, apresentou um rosto de Deus bastante hospitaleiro e serviçal. Que cada frade seja no mundo sinal do diálogo e da paz. Frei Faustino dos Santos, OFM Delegado para o V Capítulo Under Ten


MINISTRO GERAL SOFRE ACIDENTE AO ANDAR DE BICICLETA

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o dia 15 de agosto de 2019, enquanto andava de bicicleta na cidade Chicago, Estados Unidos, por ocasião das férias que acabara de iniciar, Frei Michael Perry não observou um buraco que havia a frente do seu caminho. O fato é que o acidente foi inevitável e ao cair, ele bateu o lado esquerdo do seu corpo numa laje de cimento, levando-o a fraturar o fêmur e o osso pélvico de modo grave. Ele precisou ser submetido a algumas interven-

ções cirúrgicas e ainda segue em recuperação e em tratamento fisioterapêutico, haja vista que a fratura interferiu no movimento da perna. Por conta disso o Ministro Geral em carta justificou a ausência da Cúria Geral, por alguns meses, ficando a cargo do Vigário Geral, Frei Júlio César Bunader, as funções a ele pertinentes.

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(Da esquerda para a Direita) Frei Anastácio, Frei José Oliveira da Silva, Frei Francisco Edilson Pinto Coelho, Frei José Edilson Magalhães

Frei Marconi, Frei Amilton, Frei Anselmo, Frei Erílio e Frei Bruno

Frei Severino Faust

Serviço Provincial de Comunicação Arte e Diagramação: Frei Erick Ramon, OFM Revisão: Frei Faustino Santos,OFM Expedição: Secretaria Provincial Província Franciscana de Santo Antônio do Brasil Rua Imperador, 206, Recife - PE. CEP: 50010 - 240 - Tel: (81) 3424-4556 www.ofmsantoantonio.org / E-mail: ofmnordeste@gmail.com