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PEDRO JERÓNIMO/ARQUIVO

Mensário da Junta de Freguesia fevereiro#2013 Ano VIII Edição N.º 94 Director José Carlos Gomes Editor Ângela Duarte DISTRIBUIÇÃO GRATUITA noticiasdafreguesia.blogspot.com noticiasdafreguesia@gmail.com

Instituto da Conservação reage à devastação da Chaneca do Nicho “É extremamente importante que os terrenos continuem arborizados” P.5

Equipas de Portugal, Eslováquia, Noruega e Balonmano Porriño I Torneio Internacional de Leiria joga-se no Pavilhão do Souto da Carpalhosa Últ. Recenseamento Eleitoral Cadernos disponíveis para consulta durante o mês de março P.4 Souto da Carpalhosa Igreja Paroquial embelezada com via sacra em azulejo P.4 Souto da Carpalhosa Cantina Social ajuda famílias em grave carência social e económica Últ.


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opinião fevereirode2013

As palavras do senhor prior Padre José Baptista

Que mudança? Está complicado abrir o baú de assuntos sobre os quais manifestar opinião, que é isso que me é pedido, nesta colaboração com o jornal, neste mês. Já lá vão dois começados e liquidados por me parecer que, embora podendo trazer alguma coisa de novo, poderiam também ser mais um cesto de achas para incendiar fogueiras já sobejamente ateadas, pois que todos somos muito fecundos na manifestação de ideias sobre coisas que não conhecemos e os temas quentes não arrefecem a não ser quando deles se consegue falar com serenidade. Talvez seja um erro e esta atitude leve a que continuemos sempre a engrossar o famoso coro das velhas do Sérgio

Espaço sáude Dr. Gustavo Desouzart* Caros leitores, gostaria de abordar um tema nesta edição que demonstra cientificamente a eficácia da acupunctura num caso específico, neste caso, no pós-cirúrgico de cancro de mama. Como sou um mero profissional da saúde e existem brilhantes repórteres que expõem e clarificam diversos temas, vou simplesmente reproduzir uma destas fantásticas reportagens realizadas no Brasil e publicada no website da iol.com.br. O método ajuda a combater complicações mais rápido que a medicina convencional, segundo a pesquisadora. Uma pesquisa inédita conduzida na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) conseguiu comprovar que a acupuntura pode ser utilizada para combater complicações

Godinho, que em uníssono cantam “cá se vai andando com a cabeça entre as orelhas”. E a vida continua fazendo do dia de hoje um eterno igual ao dia de ontem. E a nossa insatisfação continua teimosamente a não querer dissipar-se ou, ao menos, diluir-se. Porque nos agarramos às nossas razões para não mexer um pé e darmos o corpo ao manifesto na causa do bem comum, também não queremos, ou talvez não sejamos capazes, ver a vida passar-se nos arredores. Empurramos o olhar apenas paras as parangonas dos títulos dos media e ficamos pregados de boca aberta e olhos esbugalhados em solene pasmo diante dos televisores. Formamos a opinião não com a verdade e a pessoal reflexão, mas com o que nos dão a beber os criadores de opinião, geralmente maldizentes, a quem pagamos para que nos ocupem todos os tempos mais livres com programas que nos afaguem a preguiça e nos consolem sem esforço algum de nossa parte. Onde estou eu, a minha família, a minha comunidade,

os outros? Eu encontro-me enterrado num sofá, diante de um televisor ou um computador a absorver o que me interessa, quase tão somente o facto de eu ser centro de mundo, um indivíduo carregado de direitos, tão preenchido deles que não há espaço para deveres. Isso tolda-me o olhar e não consigo reparar que há mais gente à minha volta. Gente com opinião, gente mais sábia, talvez, mas a quem não consigo escutar por estar cheio de tudo o que julgo ser verdadeiro e que me incapacita para acolher o que os outros possa ter para me oferecer. Vivemos submersos em tal carga de informação e imagem que não temos sequer tempo de triar aquilo que é bom e nos convém. Retiramnos o tempo para pensar e escolher. Tudo é projetado para nos convencer da utilidade das coisas, ainda que nos não façam falta alguma, em absoluto. Nascemos, crescemos, envelhecemos e morremos muitos de nós sem termos saboreado um pôr do sol à beira mar, sem escutar o som terno da lua quando sobre

nós passa grande e brilhante, ou sem ler toda a informação que nos é oferecida por um rebento de uma flor ou de uma tenra folha verde que brota na primavera. Não basta ver, é preciso saborear, escutar, ler... cada uma destas coisas para percebermos que mais que saber muitas coisas, importa viver muito cada momento. Bento XVI abdicou de ser bispo de Roma. Hugo Chávez morreu. Um ex-ministro de Cavaco Silva ganhou 80 milhões de forma ilícita. Apenas alguns títulos que podem manifestar, dar sinais de como mundo vai caminhando. O Papa, será escolhido, acredito que sob ação do Espírito Santo. Seja quem for, não depende de mim e é a esse mesmo que acolherei. Na Venezuela morre o Presidente, já há uma data deles desejosos de chegar ao lugar. Melhores, piores? Não depende de mim. 80 milhões, se a justiça não fizer nada, também não o farei eu, que nem sei o que faria a tanto euro. O mundo continuará igual quer eu goste ou não, me indigne ou não, manifeste a minha opinião ou não.

Mas o mundo será melhor se eu me aperceber de que as folhitas das plantas já estão aí a arrebitar dando vida nova, e de que na Charneca do Nicho não há só pinheiros caídos, mas também há flores. Se o meu olhar for positivo leva-me a sorrir, e esse sorriso dá esperança a quem me olhar. Se eu reparar que um idoso está a ser maltratado e fizer alguma coisa para o ajudar, transformei o mundo. Costuma dizer-se que nenhum de nós é insubstituível, mas a verdade é que aquilo que cada um de nós deixar de fazer, nunca, nunca mesmo, será feito, ficará sempre por fazer. A vida continuará, mas de modo diferente. Somos povo, comunidade. Aquilo que eu não fizer, ainda que pague para ser feito, ficará sempre incompleto. Só o pedacinho de mim dado para todos levará uma comunidade e um terra a crescer, a ser melhor. Uma pequena gota de água retirada ao mar não lhe faz falta alguma, mas deixa-o mais vazio, mais pobre.

Estudo comprova benefícios da acupuntura pós cirurgia de cancro de mama

ajuda quando o quadro já está instalado, impedindo ou dificultando a realização das atividades de vida diária. Se as sessões forem feitas desde o pós-operatório, os resultados melhoram ainda mais, inclusive impedindo o aparecimento dos linfedemas”, comenta. Outro dado animador, segundo Michele, é que, além da melhora acontecer com menos sessões realizadas, nenhuma das pacientes analisadas apresentou quadros de flebite (inflamação na veia), mesmo aquelas que anteriormente ao tratamento apresentavam crises periodicamente, chegando em alguns casos a necessitar internamento. Hoje, em Portugal, 11 a 13 mulheres vão ser informadas de que têm a doença, 1 em cada 10 mulheres irá desenvolver cancro da mama, nalgum momento da sua vida. O cancro da mama mata, todos os anos, aproximadamente 1500 mulheres. Morrem todos os dias, em Portugal, 4 mulheres vítimas de cancro da mama. Aproximadamente

90% dos cancros da mama são curáveis, se forem detetados “a tempo” (na fase inicial) e tratados corretamente (Portal de Oncologia Português). No Brasil, o cancro de mama é o que mais mata mulheres. São quase 60 mil novos casos por ano, com uma média de 12 mil mortes, segundo dados do Inca (Instituto Nacional de Combate ao Cancro). Cerca de 25 mil mulheres precisam fazer a mastectomia (retirada cirúrgica da mama). Entre essas pacientes, 63,6% têm problemas no pós-operatório.

decorrentes de cirurgias para a retirada do cancro de mama, diminuindo, inclusive, o tempo de recuperação de males como a falta de mobilidade dos membros superiores e do linfedema (inchaço nos braços e pescoço provocado por má circulação). A pesquisadora Michele Alem, da Faculdade de Ciências Médicas, mostrou, na sua tese de doutoramento, que o método ajuda a combater os sintomas mais rápido do que a medicina convencional. “Houve melhora significativa nas limitações de amplitude de movimento de ombro na flexão, bem como no grau do linfedema, após o sexto mês de terapia com acupuntura”, relata. O procedimento padrão utilizado para combater o

problema é a drenagem linfática manual, que deve ser realizada, no mínimo, três vezes por semana, com duração aproximada de 90 minutos. Além disso, a paciente deve permanecer com faixas nos locais, o que dificulta a realização das atividades diárias. Já com a acupuntura, são necessárias menos sessões, que também duram menos tempo, para que os efeitos sejam alcançados. “Nosso trabalho utilizou uma sessão semanal, de 30 minutos”, contou. Prevenção Alem ressalta, porém, que a técnica mostra mais eficácia quando utilizada logo após a cirurgia, de maneira preventiva. “As mulheres são orientadas a aprender a conviver com o inchaço crónico do braço, somente procurando

“Se você está planeando por um ano, cultive arroz; Se você está planeando por 20 anos, cultive árvores; Se você está planeando séculos, cultive homens.” (Provérbio chinês) Saúde e Paz para Todos!

*Acupunctura Tradicional Chinesa


social & necrologia fevereirode2013

As memórias da minha aldeia Luiz Ginja

O adro da Igreja Era hábito todos os alunos virem com a professora Luzia terminar o dia de aulas na Igreja. Depois ficávamos livres para a aventura e aquelas escadarias, os recantos e pináculos eram calcorreados como se tratassem de labirintos de um castelo imaginário. Inventamos os jogos das escondidas, as lutas da espada e competíamos na subida aos pináculos e ao cruzeiro. Quando havia um casamento, fazíamos uma espera, numa competição disparatada para ver quem conseguia apanhar mais amêndoas que atiravam aos noivos, improvisávamos um “arco”, com bens recolhidos nos campos próximos (pequena exposição de bens que eram recolhidos pelos noivos e pagos pelos padrinhos) para obter uns tostões para gastar no Sobreira ou no Américo normalmente na compra de pão com marmelada e com 25 tostões já se matava a fome. O antagonismo entre os miúdos da escola era evidente sobretudo entre os miúdos do Souto, Várzeas, Moita da Roda, Conqueiros, São Miguel e Chã da Laranjeira. Às vezes as brincadeiras acabavam numa perseguição à “pedrada”. De vez em quando uma delas, mais certeira, atingia-nos de raspão e lá tínhamos que suportar as dores sem poder desabafar em casa, sob penas de recebermos logo o “prémio” que se traduzia numas vardascadas com o consequente sermão que muito nos irritava “foi bem feito, não te metesses com eles”. Outras vezes lá tínhamos que inventar uma boa desculpa com mil e um argumentos para demonstrarmos que eramos bons meninos, que não tínhamos feito nada de mal, os outros é que eram maus. Grande era a tentação Que depois da oração No átrio da Igreja Começava a peleja Sem ser nada legítima.

EB 2,3 Rainha Santa Isabel Visita de estudo a Roma

No dia 9 de fevereiro de 2013, 32 alunos do 9.ºano, que frequentam a disciplina de Educação Moral Religiosa e Católica na Escola Rainha Santa Isabel da Carreira, e mais 21 adultos, professores, funcionários e pais, reuniramse no parque escolar para se deslocarem ao aeroporto de Lisboa, o que para muitos iria ser a primeira vez a sair do país e viajar de avião, com destino ao aeroporto de Termini, Roma. No total eramos um grupo de 53 pessoas. Chegamos a Roma, por volta das 21h30 dirigimo-nos para a pousada onde iriamos pernoitar, jantamos e fomos descansar para, no dia seguinte, começarmos a visita. No domingo dia 10, após o pequeno almoço, seguimos viagem para o Coliseu onde

todos nós tiramos muitas fotografias. De seguida dirigimo-nos ao Fórum Romano e continuamos a visitar os mais variados monumentos tais como o Arco Constantino, a Coluna de Trojano, o monumento Vitório Emanuel, Praça Cantidoglio, a Via Tavasse, a Igreja de Gés, a Igreja de São Pedro, In Vincôli, e a basílica de Santa Maria Maiore. Fizemos este percurso todo a pé! No dia 11, segunda-feira, fomos conhecer o Vaticano. Visitamos a Praça e Basílica de São Pedro (onde soubemos em primeira mão da resignação do Papa Bento XI), o Castelo de Santo Ângelo; a Praça Navone, a Praça de Espanha, a Fontana de Trevi, o Panteão e a Are pacis. Após mais este dia de

necrologia

A pedra arremessada Em rítmica compassada Sem saber qual o destino Era um milagre Divino Haver tão pouca vítima. Como em campo de batalha É o absurdo que se espalha Ou se perde ou se ganha Ora se dá ora se apanha. Sem percepção dos perigos Declarado fim da saga Como esponja que apaga Voltava tudo ao normal Alguma contenda verbal Tornavam a ser amigos

Maria da Conceição, 85 anos, faleceu no dia 4 de fevereiro. Residia na Moita da Roda e era viúva de Manuel Alves. Foi a sepultar no cemitério da Moita da Roda.

Albino Marques Pereira, 84 anos, faleceu no dia 14 de fevereiro. Residia no Picoto e era viúvo de Joaquina da Conceição Marques Morgado. Foi a sepultar no cemitério do Souto da Carpalhosa.

visita regressamos à pousada onde passamos a noite, uns a dormir e outros nem por isso… Mas a aproveitar o resto de tempo que ainda tínhamos em Roma para nos divertirmos. No dia seguinte acordamos bem cedinho pela manhã e fomos apanhar o autocarro que nos levou ao aeroporto, para regressarmos a Portugal, onde nos reencontrámos com as nossas famílias, após esta fantástica viagem. Com um especial agradecimento à professora Albertina Carreira pelo seu esforço e dedicação nesta viagem inesquecível, que todos nós vamos guardar para sempre na nossa memória. André Pedrosa (9.º B) João André (9.º B)

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Trabalhos da Junta

Como habitualmente, deixamos aqui a indicação de alguns trabalhos executados pela Junta de Freguesia. Estes são referentes ao mês de fevereiro: -Corte de árvores junto ao edifício da Junta de Freguesia; - Vários trabalhos de rua com máquina … - Elaboração de valeta de cimento na Moita da Roda; - Colocação de tubo na Moita da Roda; - Recolhimento de lixo do lugar da Moita da Roda; - Transporte de lenha para a escola das Várzeas; - Transporte de móveis; - Trabalhos de limpeza no lugar de Assenha; - Transporte de madeira da Rua Pinhal do Povo (Arroteia); - Vários trabalhos na escola do Souto da Carpalhosa e da Moita da Roda; - Tapamento de buracos pelas ruas de toda a freguesia.


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social fevereirode2013

Igreja Paroquial embelezada com via sacra em azulejo

Está já terminada a nova via sacra em azulejo azul, fixada num dos muros de suporte de terra da igreja paroquial. Além do embelezamento que veio trazer ao espaço, permite que se possa

fazer este “exercício” de oração em ambiente exterior, com uma segurança que não é possível se for nas ruas. Tendo todas as comunidades cristãs da paróquia (Souto, Conqueiros, Moita

da Roda, Chã da Laranjeira, Vale da Pedra, Carreira, Picoto, Várzeas, Arroteia e São Miguel) oferecido uma das estações e a pedra que as emoldura, houve também a generosidade de alguns par-

ticulares, que ofereceram as restantes. Fica um agradecimento a todos os que se interessaram por esta ideia. Texto e foto: Paróquia http://soutodacarpalhosa.blogspot.pt/

Emprego Duração dos estágios prolongada até 12 meses

No âmbito do Programa Impulso Jovem, a Portaria n.º 65-B/2013, de 13-02, procedeu à articulação das medidas Passaportes Emprego criadas através da Portaria n.º 225A/2012, de 31-07 (Bol. Do Contrib. 2012, pág. 581), com o Programa de Estágios Profissionais, aprovado pela Portaria n.º92/2011, de 2802 (Bol. Do Contrib. 2011,

pág. 276), nomeadamente ao nível da elegibilidade dos jovens inscritos em cada uma destas medidas, da duração dos estágios, que passou de seis para doze meses não prorrogáveis, e do montante das bolsas de estágio. Deixa de ser requisito para beneficiar das medidas Passaportes Emprego a inscrição dos jovens desempegados nos centros de emprego pelo período de 4 meses, sendo suficiente a simples inscrição. Deste modo, são destinatários das medidas Passaporte Emprego, Passaporte Emprego Economia Social e Passaporte Emprego Associações e Federações Juvenis e Desportivas os jovens entre os 18 e os 25 anos, inclusive, inscritos nos centros de emprego ou centros de emprego e formação profissional como desempegados. Por seu lado, podem

beneficiar da medida Passaporte Emprego Agricultura os jovens entre os 18 e os 35 anos, inscritos nos centros de emprego ou centros de emprego e formação profissional como desempregados. Foi alargado o âmbito de aplicação das medidas Passaportes Emprego prevendo-se agora a sua aplicação a todo o território do continente, e permitindo-se a respetiva aplicação aos estágios que tenham como objetivo o cumprimento de requisitos para acesso a títulos profissionais. Determinou-se, ainda, a possibilidade de as autarquias locais poderem candidatar-se a este Programa. Relativamente às bolsas de estágio, importa referir que, no caso das Medidas Passaporte Emprego, Passaporte Emprego Agricultura e Passaporte Emprego Associações e Federações Juvenis e Des-

portivas, os encargos da entidade promotora com a bolsa de estágio são financiados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) em 80% (antes 70%) do respetivo valor relativamente ao segundo estagiário, no caso de entidades com 10 trabalhadores (independentemente do número de estagiários). No caso da Medida Passaporte Emprego Economia Social, os encargos da entidade promotora com a bolsa de estágio continuam a ser integralmente financiados pelo IEFP. No entanto, no caso das autarquias locais, os encargos com a bolsa de estágio são financiados integralmente pelo IEFP, relativamente ao primeiro estagiário e 80% do respetivo valor relativamente aos seguintes. Enviado por J. Domingues

Cadernos eleitorais Dando cumprimento ao disposto no artigo 56.º, n.º1, da Lei n.º13/ 99, de 22 de março, com as alterações introduzidas pela Lei n.º47/2008, de 27 de agosto, informa-se que se encontram disponíveis no SIGRE os cadernos de recenseamento eleitoral desta freguesia, com data de referência de 31 de dezembro de 2012 para efeitos de consulta e reclamação dos interessados durante o mês de março.

Operação Emprego Leiria A UGT União de Leiria está a desenvolver uma iniciativa no apoio aos desempregados jovens à procura do primeiro emprego. O principal objetivo é ajudar na procura de emprego, na promoção de cursos de formação profissional com bolsa e subsídio de alimentação e na procura de empresas que estejam disponíveis para aceitar estagiários. Esta iniciativa é complementar às obrigações que os desempregados têm de cumprir por imposição do IEFP. Para já, a oferta formativa assenta em: operador de informática; assistente administrativo; e técnico de relações laborais, sendo que é extensível a outras áreas formativas Para mais informações poderá contactar a UGT União de Leiria, na Rua Capitão Mouzinho de Albuquerque, n.º107, 2.º Esquerdo, Leiria, ou contactar através dos números 244 825 532, 966 682 168, ou via email leiria@ugt.pt. Poderá ainda dirigir-se à Junta de Freguesia.


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ICNF e o futuro da Charneca do Nicho “É extremamente importante que os terrenos continuem arborizados”

GUILHERME DOMINGUES/ARQUIVO

O Notícias da Freguesia colocou algumas questões ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) após o temporal de 19 de janeiro, que muito afetou a freguesia, particularmente, o Perímetro Florestal da Charneca do Nicho. Foi precisamente sobre ela, o seu estado e sobretudo o seu futuro, que procuramos obter algumas respostas, que não foram possíveis, em tempo útil, para a edição de janeiro. Entrevista de Ângela Duarte

Considerado o “pulmão” desta freguesia, a mata da Charneca do Nicho viu por terra milhares de árvores, entre quebradas e arrancadas… falamos de, aproximadamente, que percentagem de área afetada? Estimamos que tenham tombado e partido cerca de 65% do povoamento de pinheiro bravo no Perímetro Florestal da Charneca do Nicho (PF). A perda é muito considerável. Tratase, efetivamente, do melhor povoamento de pinhal de toda a região, com elevada produtividade e qualidade. Em termos contabilísticos, podemos avançar com um prejuízo que rondará que montante? Admite-se que a quebra no preço/m3 atinja os 50%.

Ainda a intempérie não revelava todos os danos, já se registava apoderamento indevido de lenha e madeira na Charneca do Nicho. Que comentário faz sobre esta situação? Existem sempre indivíduos menos escrupulosos que se aproveitam de ocasiões desta natureza, mas refirase como positiva a atitude da população residente nas áreas próximas do Perímetro Florestal da Charneca do Nicho, designadamente na freguesia de Souto da Carpalhosa, onde se testemunharam provas de grande defesa do património florestal público ali existente. De que modo está a ser gerida a venda/cedência de lenha e madeira da Charneca do Nicho? Nos dias que se segui-

ram ao vendaval comercializou-se para a indústria todo o material lenhoso tombado na estrada municipal que liga Moita Roda à Assenha e outras povoações, a qual esteve cortada ao longo de 1,3 km de extensão. Entretanto, cortaram-se e comercializaram-se também as árvores que ameaçavam tombar para as restantes estradas, bem como outras que ameaçavam o trânsito automóvel nas várias estradas municipais que cruzam o Perímetro Florestal. Foram também adquiridas pela indústria as árvores que ainda ocupam a faixa do gasoduto, a rede divisional do Perímetro Florestal, o parque de merendas e demais infraestruturas do Perímetro, as quais serão cortadas no imediato, procurando-se que o arvoredo menos danifi-

cado tenha o melhor aproveitamento para a indústria e a menor desvalorização possível. Que futuro para a Charneca do Nicho? A reflorestação é um caminho a seguir? A Charneca do Nicho consta do Plano de Gestão Florestal elaborado em 2011 para o Perímetro Florestal, que poderá ser consultado em www.icnf.pt. É extremamente importante que os terrenos continuem arborizados de modo a que as funções ambientais, sociais e económicas que até aqui foram desenvolvidas continuem a sê-lo com toda a eficácia e de modo abrangente como tem vindo a suceder. A regeneração natural deverá manifestar-se abundantemente já na próxima

primavera, logo que a temperatura suba e permita a germinação dos milhões de sementes que se encontram no terreno, dado os solos deste Perímetro Florestal serem de grande produtividade, como o demonstram as árvores de grande volume e qualidade ali existentes. Naturalmente, terá de se proceder ao aproveitamento dessa regeneração e realizar a plantação de outras espécies florestais, de modo a compartimentar e manter organizado todo esse espaço florestal, que se pretende rico em biodiversidade e produtor de bens e serviços de qualidade e em quantidade, de modo sustentado, em benefício das populações e do próprio País.


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opinião fevereirode2013

Opinião

Gastão Crespo

Emigração – Cuidados a ter Numa altura em que Portugal e o mundo atravessam uma grave crise económica assistimos a um grande êxodo de trabalhadores para procuraram melhores oportunidades noutros países, que aparentemente se encontram em melhor situação económica. Por outro lado, encontramos muitas pessoas que regressam do estrangeiro com histórias carregadas de más experiências. Há casos de pessoas que gastaram tudo o que tinham para emigrar em busca de uma vida melhor e da concretização dos seus sonhos,

Opinião David da Piedade Ferreira

Bento XVI: humildade, devoção e coragem O Papa Bento XVI surpreendeu o mundo quando, no passado dia 11 de fevereiro, anunciou que renunciaria ao Pontificado em 28 de fevereiro. Invocando uma substancial diminuição quer de corpo quer de espírito, incompatível com

Opinião Lino Silva

Daqui a dois dias o ano será outro! Cruzamos os mesmos olhares do ano passado nas mesmas ruas, as mesmas pessoas excepto as falecidas, nas mesmas localidades, no subir ou descer das escadas no edifício onde moramos, nos mercados, nas fábricas, oficinas, na construção civil e outros locais de trabalho! No fundo dos nossos sentimentos nada muda, e é pena. Na opinião de muitos: temos

mas voltaram de mãos vazias. Acreditaram que a solução para os seus problemas estava na emigração, contudo o sonho tornou-se um pesadelo. Muitos relatos de emigrantes revelam episódios carregados de segundas intenções e de máfias que se aproveitam da ingenuidade ou necessidade para explorar e até escravizar. Há quem conte que pediu dinheiro emprestado para ir para o estrangeiro e que ao fim de poucos dias foram mandados embora sem qualquer razão e sem qualquer remuneração. Posto isto, pretendo apenas alertar para os perigos da emigração. Se por um lado crescem os apelos para a emigração por outro lado acumulam-se as histórias com finais menos felizes do que aqueles imaginados na hora da partida. Vemos pessoas prestes a emigrar, com tanta confiança como se emigrar fosse só apanhar o avião e ir ganhar dinheiro, mas isso não é bem assim. Deixo por isso aqui alguns conselhos para quem vai ou

pensa emigrar: - Ter o mínimo conhecimento da língua do país em questão, porque o desconhecimento da língua traz incompreensões por vezes irreparáveis; - Evitar que os filhos, principalmente se forem ainda crianças, sejam expostos ao período de adaptação inicial, porque no início tudo é incerto por isso não levem a família toda de uma vez. É aconselhável que primeiro prepararem o caminho para a restante família. E, por muito que custe a ausência da mulher ou do marido ou dos filhos, poupe-os da incerteza inicial e do sofrimento desmedido até encontrar uma habitação condigna, uma escola para as crianças e alguma estabilidade financeira; - Fazer o Cartão Europeu de Saúde para usufruir do acesso aos serviços de saúde, bem como um seguro de acidentes pessoais ou de viagem; - Resolver todos os assuntos pendentes em Portugal antes de partir, porque não preparar a viagem, a estadia e a sua ausência pode ser um facto de

preocupação, por isso peça a alguém de confiança para tratar dos seus assuntos na sua ausência; - Levar uma mala pequena para melhor mobilidade, porque sabia que na Europa quase tudo é mais barato que em Portugal, especialmente a roupa e os produtos de higiene? - Fazer uma pesquisa na internet sobre a cidade para onde vai, para conhecer os hospitais, a polícia, o consulado e a central de transportes, nomeadamente, os seus números de telefones; Consultar o site: www.comoemigar.net onde pode encontrar muitas dicas e sugestões. Com toda a certeza emigrar pode ser uma experiência maravilhosa, mas infelizmente não o é para todos. E não se esqueçam que nenhum país é como Portugal onde nos sentimos em casa. Seja Feliz! Faça alguém feliz! E já agora emigre com toda a segurança.

o vigor que no mundo atual, “sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida e para a fé”. Sempre assumi João Paulo II como o mais carismático dos papas que me recordo, sobretudo pela simpatia que demonstrava e pelo olhar especial pelos jovens. João Paulo II permaneceu no cargo até à sua morte, sucedendo-lhe em 2005, o Cardeal Joseph Ratzinger, nascido em 1927. Com uma personalidade mais severa, mais fechada, começou paulatinamente a conquistar carisma e simpatia daqueles que, como eu, pouco sabiam sobre ele. No entanto, nem tudo correu bem e teve de enfrentar muitas dificuldades, casos como a pedofilia, as questões financei-

ras dentro da Santa Sé, as lutas que entre cardeais ou mesmo a deslealdade de um membro muito próximo. Após o anúncio da renúncia surgiram, dentro e fora da Igreja, pessoas que já suspeitavam da decisão, outras que conjeturam cenários que apontam outros motivos e por fim uma quase bolsa de apostas sobre o nome do seu sucessor. Países como Itália, Gana, Brasil, Estados Unidos, Canadá, Argentina ou Filipinas aparecem como prováveis sucessores da Alemanha. Este anúncio que surpreendeu todos (o último papa a renunciar foi Gregório XII, que abdicou em 1415 – quase 600 anos!) deve ser visto como um extraordinário exemplo. Não me recordo de nenhuma figura pública com responsa-

bilidades mundiais ou mesmo nacionais, a assumir incapacidade física ou psíquica para o desenvolvimento das suas funções, apresentando a sua demissão. A quase totalidade destas personalidades consideram-se insubstituíveis e únicos, agarrados aos seus cargos e títulos, são incapazes de fazer esta autorreflexão e tomar uma decisão como a de Bento XVI: disponibilizar-se a continuar a colaborar no que for possível e necessário, admitindo as fraquezas físicas que todos estamos sujeitos, e sem a notoriedade da posição – é sem dúvida o ponto máximo de humildade, devoção e coragem. Bem haja, Bento XVI, uma postura da maior elevação possível.

de comer, de se vestir, pagar transportes, pagar gasolinas, pagar os seguros, sempre a mesma coisa! Outros, entendem diferenças! … Não figura no programa a “imoderação”, aquela que se pratica propositada, às escondidas, ou então combinada com terceiros, insurgidos ou oportunistas… É a experiência que fala. Conheço-a apesar de nunca ter praticado. A certeza do amanhã, o próximo ano, não será melhor que os passados, no entanto, e enquanto Deus quiser, vou continuar a erguerme todas as madrugadas, felizmente sem encargos profissionais e gozando um pouco dos sacrifícios vividos ao longo dos anos. Carece a tradição nesta

quadra do ano, recordar todos quanto nos são próximos, por isso, gostaria de enviar daqui onde me encontro as minhas cordiais saudações a todos aqueles que me conhecem, aos que andaram comigo na escola, aqueles e aquelas que iam à lenha comigo, aos que praticaram desporto e jogamos à bola, aqueles e aquelas que fizeram parte da “trupe-teatral” naquela sala de terra que juntos conhecemos, aos que percorreram o trajeto “aldeia à cidade / cidade, aldeia” durante muitos anos, aos que sempre bem me receberam depois do meu exílio, aqueles e aquelas que sempre me contactaram mantendo comigo as melhores relações e a todos os que manifestam ainda amizade sincera, faço votos que gozem todos boa

saúde, desejando-vos ao mesmo tempo muita coragem para enfrentar o futuro que se avizinha anunciado impertinente! Queria igualmente saudar o nosso N.F., com os meus votos de prosperidades, os seus responsáveis e colaboradores, deixando um pedido: “não esqueçam nunca a razão porque fora fundado”! Aproveito para esclarecer os incomodados que se manifestaram contra os meus escritos no passado, não ter tido nunca interesse pessoal, por qualquer coisa que dissesse ou fizesse. Fiz por amor que tenho à terra que me viu nascer e por respeito às pessoas que me ensinaram a viver dignamente e não esqueço. 29-12-2012

Uma crónica de vez em quando... Orlando Cardoso

Portugal na cidade eterna Quando ouvimos falar de “cidade eterna” sabemos imediatamente que nos estamos a referir a Roma, a cidade de onde emanou a civilização europeia, depois da absorção da Grécia. A cidade tornou-se o centro da Igreja Católica desde o domínio de Constantino, no século IV, depois da chamada “doação” do Imperador ao Papa Silvestre. Essa “doação”, que muitos historiadores consideraram falsa, faz a entrega da capital à Igreja. Roma é uma cidade notável em todos os aspetos, concentrando em si interesses variados que atraíram ao longo dos séculos pessoas de todas as nacionalidades, sendo hoje o maior ponto turístico europeu. Portugal teve desde a sua fundação uma importante ligação à Santa Sé, havendo diversos vestígios dessa presença como brasões, ruas, capelas e vários túmulos de portugueses ilustres, com destaque especial para o médico Pedro Hispano, que morreu em Viterbo depois de se tornar o Papa João XXI, o único sumo pontífice que Dante, na sua “Divina Comédia”, colocou no Paraíso. Recentemente tive o prazer de voltar à nossa mais importante, e bela, igreja em Roma. Tive a honra de apadrinhar a filha de um casal amigo, ela portuguesa, ele português, na Igreja de Santo António dos Portugueses, uma joia do barroco que merece demorada visita, permitindo-nos um grande prazer estético. Nesta igreja sentimo-nos em casa, amavelmente recebidos por Monsenhor Agostinho Borges, Reitor do Instituto Português de Santo António em Roma, que presidiu à cerimónia, sob o carinhoso olhar da imagem do patrono do lugar. A missa, acompanhada pela música adequada do órgão e pelos cantos do coro, era apelativa e de esperança pela menina que entrava naquela casa pela primeira vez. Um concerto, com música de Reubke e de Lizt, com o cenário belíssimo dos mármores torneados, das esculturas e dos grandes pintores, colocounos numa dimensão diferente, onde a beleza e a felicidade se cruzam, mostrando que são possíveis. À saída as luzes e os sons foram-se extinguindo e a noite romana, apressada por outros ritmos, começava.

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escolas & opinião fevereirode2013

Numa abordagem um pouco simplista da história pode-se afirmar que pelo ano de 1910, estavam reunidas todas as condições para vingar uma revolução. A instabilidade política entre o partido regenerador e o partido progressista ou partido histórico, o descrédito da monarquia, o esgotamento de soluções destes partidos que em alternância governaram o país até 1906, foi aproveitado pelo partido republicano, com pouca expressão eleitoral na época, para derrubar a monarquia e proclamar a república. Pode-se inferir que o sentimento republicano nasceu como reação contra o imobilismo em que caíra a ideologia e a política. Todos os anseios de reforma ficaram submetidos aos interesses enraizados e ao pavor das mudanças. “Aquilo que o republicanismo pretende, em suma, é superar o compromisso institucionalizado pela monarquia constitucional que, na sua opinião, corromperia as virtualidades liberais, e estabelecer um regime que concretizasse quer a liberdade, quer a igualdade, quer a fraternidade”. Mas para quem lê a história, a primeira república não foi um modelo de virtudes e as ideias de liberdade, igualdade e fraternidade depressa foram esquecidas e a violência, os abusos de poder, o tratamento desumano nas prisões, os presos políticos agredidos e privados de alimentação ou higiene, longos prazos de prisão sem julgamento, a perseguição à igreja, a usurpação dos seus bens, a extinção de muitas ordens religiosas, fazem parte da memória duma época da

nossa história. Consolida-se a separação da igreja e do estado. Inicia-se um novo período que haveria de trazer inúmeros conflitos e incompreensões. Que influência, consequência ou impacto teve na freguesia do Souto da Carpalhosa a implantação da república? Seria um tema interessante para análise dos estudiosos na matéria. Vou apenas referir alguns aspetos que ressaltam à vista ao nível da estrutura da junta de freguesia. Uma das primeiras consequências foi a exoneração da junta a 2 de novembro, comunicada pelo administrador do concelho, baseando-se numa lei de 13 de outubro de 1910. Nessa altura era presidente o padre Jacinto António Lopes e vogais Luiz Francisco Crespo, José Jorge da Silva e José Rodrigues Sobreira. A partir daquela data o pároco deixa de ser presidente e é nomeada uma nova junta com os seguintes elementos: Domingos da Costa e Sousa, como presidente, Manuel Pereira Damásio e José Duarte da Silva Crespo como vogais. Os dias da reunião da junta passaram a ser no 2º e 4º domingo de cada mês. Um dado curioso que também mudou foi os termos de abertura das atas. Enquanto que até esta altura era habitual as atas iniciarem sempre com preâmbulo “no ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo…” passou para uma fórmula muita próxima do que ainda hoje se utiliza. Mas mais curioso é os termos utilizados na ata de posse do 2 de novembro de 1910. Pela primeira vez é utilizado o termo cidadão para designar não só o pároco como os vogais.

Luiz Ginja

Souto da Carpalhosa O Carnaval

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Fragmentos de história (VI)

O Carnaval é um conjunto de festividades populares que ocorrem em diversos países e regiões católicas nos dias que antecedem o início da Quaresma. A origem do Carnaval é incerta. Mas num ponto todos concordam, as grandes festas como o Carnaval estão associadas a fenómenos astronómicos e a ciclos naturais. O Carnaval carateriza-se por festas, divertimentos públicos, bailes de máscaras e manifestações folclóricas. Na Europa, os Carnavais

mais famosos foram ou são: os de Paris, Veneza, Munique e Roma. No Souto da Carpalhosa também se festeja o Carnaval. Na sexta-feira, dia 8 de fevereiro, os alunos do Primeiro Ciclo e do ensino Pré-Escolar fizeram um desfile de Carnaval pelas ruas da aldeia. As crianças mascararamse de acordo com as suas preferências: índios, ninjas, um esqueleto, um velho, um palhaço com um apito,

Vale da Pedra Desfile de Carnaval dos 3 aos 90

Fotos: DIREITOS RESERVADOS

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o Batman e muitos outros disfarces. Nesse dia, atirámos confettis e serpentinas aos colegas, brincámos e até comemos rebuçados que um colega trouxe. Visitámos o Lar de Terceira Idade, a Junta de Freguesia, a pastelaria, o Centro de Saúde, o Infantário e passámos por outros edifícios da localidade. Nós adorámos fazer o desfile de Carnaval. Os alunos da Escola do Souto da Carpalhosa

No dia 8 de fevereiro, os alunos da educação pré-escolar, do 1.º ciclo e alguns utentes da Casa de Repouso do Vale da Pedra desfilaram pela localidade. Esta atividade enquadra-se num projeto intergeracional entre as instituições, com o objetivo de promover o contato entre idosos e crianças. Com um desfile intergeracional, a chuva quisemos assustar. Crianças, pais e idosos, todos quiseram participar. Momentos de amizade, alegria e afeto para oferecer. Sonhos e recordações, O que mais podemos querer?

Nota: Por lapso, na edição de janeiro, o acróstico sobre a tempestade, elaborado pela EB1 do Vale da Pedra, estava redigido como “relâpago” em vez de “relâmpago”. Aos leitores, sinceras desculpas.


FEV.13

Todo o partido existe para o povo e não para si mesmo.

Konrad Adenauer, político alemão (1876-1967)

Souto da Carpalhosa Cantina Social ajuda famílias em grave carência social e económica A cantina social é uma resposta social a desenvolver na Pró-Real, em parceria com o Instituto de Solidariedade e Segurança Social e com a Junta de Freguesia do Souto da Carpalhosa destinada ao fornecimento de refeições a indivíduos e/ou famílias com grave carência económica e social. Este serviço assegura aos clientes refeições diárias (al-

moço e/ou jantar), conforme ementa semanal publicitada até ao final da semana anterior. Todas as refeições são compostas por sopa, pão, refeição de peixe e/ou carne e fruta ou doce, e são servidas em serviço take-away e os clientes devem estar munidos de recipientes para o transporte da refeição. Poderão candidatar-se a este serviço:

Rastreio Visual gratuito O Institutóptico informa todos os interessados que irá decorrer um rastreio visual no dia 22 de março, no horário entre as 9h30 – 13h00 e as 15h00 – 19h00, na Farmácia F. da Silva Graça, no Souto da Carpalhosa. Para mais informações, poderá contactar o Institutóptico através do número 244 614 281.

FICHA TÉCNICA | Notícias da Freguesia de Souto da Carpalhosa Depósito Legal 282840/08 Director José Carlos Gomes Editor Ângela Duarte Colaboradores Albino de Jesus Silva, André Reis Duarte, Carlos Duarte, Cidalina Reis, Eulália Crespo, Elisa Duarte, Gastão Crespo, Guilherme Domingues, Gustavo Desouzarte, Hugo Duarte, José Baptista (Pe.), Luís Manuel, Luisa Duarte, Márcio Santos, Mário Duarte, Orlando Cardoso, Simão João, Associações e Escolas da Freguesia Propriedade Junta de Freguesia, Largo Santíssimo Salvador, nº 448, 2425-522 Souto da Carpalhosa Telefone 244 613 198 Fax 244 613 751 E-mail noticiasdafreguesia@gmail.com Website noticiasdafreguesia.blogspot.com Tiragem 1000 exemplares Periodicidade Mensal Distribuição Gratuita Projecto gráfico 3do3.blogspot.com Impressão OFFSETLIS, Marrazes, Leiria (244 859 900, www.offsetlis.pt)

- Idosos com baixo rendimento; - Famílias expostas ao fenómeno do desemprego; - Famílias com pessoas a cargo; - Indivíduos com deficiência e indivíduos com dificuldade em ingressar no mercado de trabalho; - Indivíduos e/ou famílias com apoio social desde que o apoio adquirido não seja no

âmbito alimentar; - Situações de emergência temporária, tais como incêndio, despejo ou doenças, entre outras; - Outras situações de carência a analisar pela direção; Para proceder à inscrição deverá ser portador dos seguintes documentos: - Cartão de Cidadão/ Bilhete de Identidade/

Contribuinte do agregado familiar; - Comprovativo da última declaração do IRS ou certidão emitida pelo serviço de finanças comprovativa de que o interessado não está obrigado a entregar a referida declaração. Os interessados devem dirigir-se à Junta de Freguesia.


Edição de fevereiro