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VOTE nas Autárquicas 2013 Quem será o presidente da nossa União de Freguesias? P.4/5 Mensário da Junta de Freguesia julho.agosto.setembro#2013 Ano VIII Edição N.º 97 Editor Ângela Duarte DISTRIBUIÇÃO GRATUITA noticiasdafreguesia.blogspot.com noticiasdafreguesia@gmail.com

Sofia Neves da Silva CDU

Filipe da Silva Brás PS

Luis Marques Braz CDS-PP

José Carlos Gomes PSD

PEDRO JERÓNIMO

Souto da Carpalhosa Centro Social precisa de uma carrinha adaptada com rampa elétrica P.3

Souto da Carpalhosa Casa mortuária inaugurada P.7

DIREITOS RESERVADOS

Futsal Várzeas vence VIII Torneio Interassociações P.7 Chã da Laranjeira Vamos ajudar o Tiago! Últ.

Festa das Coletividades e Tasquinhas Este ano vai ser de arromba Últ.


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opinião julhoasetembro2013

As palavras do senhor prior Pe José Baptista

Mamã, papá, vem ver! Cinco ou seis passos para diante, entre as prateleiras do supermercado, foram os suficientes para lhe provocar o pânico. Meia volta no olhar para buscar a mãe, que julgava mesmo atrás de si. Um grito desesperado e choro de quem se sempre completamente inseguro e sem proteção. A mãe estava realmente lá, mas o medo não deixou que a menina se apercebesse dela, no meio daquele mundo de coisas à sua volta, e ela sentiu-se morrer. Ia uns metros mais adiante em passo de criança que corre ansiosa por alcançar a areia da praia. “Mamã, papá, vem ver, bandeira verde”. Os pais sorriram e disseram palavras que se ajustassem ao entusiasmo da menina. Dar passos adiante é caminhar na descoberta de um

As memórias da minha aldeia Luiz Ginja

O meu pai José da Silva Ginja nasceu em 12 de agosto de 1916 e faleceu no dia 8 de agosto de 1995. Natural do lugar de Moita da Roda, era filho de Manuel da Silva Ginja e de Encarnação Parreiras, terceiro de quatro irmãos. Com 12 anos foi morar para a Chainça perto de Fátima, em casa de uma família com a alcunha de Broa. Foi ali que viveu até aos 19 anos. Reza a história que a Ti Broa estava em segredo a pre-

Espaço Saúde Enfermeiro Márcio Santos

Diabetes Falar sobre diabetes mellitus ou diabetes é, antes de mais, uma tarefa bastante complexa, é falar de uma realidade cada vez mais presente na sociedade atual. A Diabetes atinge mais de 370 milhões de pessoas em todo o mundo, correspondendo a 8,3% da po-

mundo novo e diferente. O mundo das prateleiras cheias convida e atrai qualquer criança ávida de novidades, como a atraem tantas outras coisas que não apenas um mar imenso e a possibilidade de sentir a areia nos pés descalços e as corridas furtivas para a água. A novidade, o diferente e fascinante, o desconhecido atraem o olhar e a vida de cada adulto mais afoito e sempre ávido, ele também, por ser, saber e sentir mais. Mais racionais e menos libertos e confiantes que as crianças, quando o sabemos ser, damos passos sempre ponderando onde pomos os pés. As reações, essas não mudam muito com a idade, apenas se tornam mais pensadas e controladas. Sabendo que não estamos sempre protegidos pela força do pai ou o colo da mãe, não gritamos logo por nos sentirmos perdidos, mas gela-se-nos o peito se percebemos que à nossa volta tudo ruiu, ou parece estar a ruir, deixando-nos sem agarras e apoios seguros, seja no campo exterior, seja no interior de nós mesmos. Quantas vezes tivemos vontade de desanimar e desistir simplesmente porque nos não sentimos apoiados ou porque somos apontados, porque nos percebemos sozinhos

e sem conseguir alcançar razões para continuar a lutar!? Temos medo e pudor de ser naturais como a criança que corre para a praia ansiosa por aproveitar ao máximo o tempo de sentir a areia escorregar debaixo dos seus pés, enquanto caminha para o mar, sem se aperceber do quanto ele é perigoso e fundo. Sentimos a insegurança das águas movediças em que se baseiam as nossas relações humanas, tão cheias de perigos, e por trás de uma bandeira verde julgamos (quantas vezes com razão!) que está a vermelha a mostrar-nos o perigo. Talvez não consigamos descobrir os sinais de esperança e as razões de confiança que nos levem a gritar “mamã, papá, vem ver, bandeira verde!”, enquanto acolhemos o desejo de caminhar sempre, de continuar a fazer o que nos for possível para que as coisas não morram e nos sintamos viver, tal como o mundo à nossa volta. Em conversas passageiras, aqui e ali, se tem levantado a questão sobre o que fazer, e que possa perdurar, nesta comunidade. Uma ou outra ideia tem surgido, mas imediatamente vem o medo de “isso não vai resultar” somos uma comunidade muito repartida. Não pode dizer-se que paire

sobre nós o vermelho do desânimo, mas julgo poder dizer-se que nos cobre uma bandeira amarela do receio de não “se conseguir”. Estão ai as “Tasquinhas” e no fim vamos perceber que tudo foi bom, que não se justificavam os receios de que a não participação de uma ou outra associação possa diminuir o fluxo de gente a acorrer àqueles festejos. O único sentimento de perda pode advir do facto de percebermos que o espírito associativo vai encontrando sempre mais dificuldades na prossecução dos seus objetivos, por não se encontrarem corações e mãos dispostas a dar-se por uma causa comum. O cansaço, talvez algum desânimo, mina a vontade de continuar de muitos que, há muito, puxam e comandam as pesadas rédeas associativas. Verdade que é preciso ter-se em conta a atual situação do país, que levou tantos a ter que partir para estranjas terras, mas não partiram todos. “…bandeira verde, vem ver”. Estamos, todos, envolvidos numa luta para que se possa vencer a doença que, em tão pouco tempo, debilitou fisicamente o Tiago. Tem, como o fez já a Sónia, mantido a força e a esperan-

ça, caminho primeiro para ganhar. Percebe-se como de todos os quadrantes se tomam iniciativas e se movimentam as gentes no sentido de colaborar e participar nesta luta contra um terrível inimigo. Ainda que tantas vezes ouçamos dizer que a esperança é a última a morrer, damos as mãos por acreditarmos que, nesta vida, a Esperança não morre. Porque, tantas vezes também, há pedaços de esperança que terminam, não deixaremos que batalhas perdidas sejam guerras não vencidas. A onda de solidariedade e confiança, que tem no Tiago o seu centro, não pode parar. É geradora de sinergias que continuarão dentro de nós depois desta primeira vitória. Soldado que vence uma batalha recompõe-se e prepara-se para a que se seguir até vencer a guerra, arriscando, cada dia, a própria vida. Assim nos sentimos, lutadores por uma causa, sabendo que muitas outras existem, mas a vitória será a da solidariedade porque é fonte de vida. O mar é imenso e as ondas perigosas, mas a bandeira vermelha não é hasteada, a esperança não morre.

parar o casamento dele com uma filha, mas o José não estaria muito virado para a ideia e um belo dia pôs-se a caminho. De alforge às costas partiu para Miranda do Corvo. Mirando do Corvo é hoje uma vila, com cinco freguesias, fica no distrito de Coimbra, região Centro e sub-região do Pinhal Interior Norte, com cerca de 7 600 habitantes. É sede de um município com 126,98 km² de área e 13 098 habitantes. A aldeia do Senhor da Serra da freguesia de Semide, uma das freguesias de Miranda do Corvo, foi o local escolhido para viver até aos 34 anos. Anos mais tarde, fui ao local com ele e apenas sobravam umas ruinas da casa onde morou. Na aldeia do Senhor da

Serra existe um santuário, cuja primeira capela, para albergar o Santo Cristo, remonta ao século XVII, edificada pelas freiras de Semide. Dada a afluência de romeiros e o aumento da população, por iniciativa de D. Manuel Correia de Bastos Pina, deu-se início à construção das hospedarias e à atual igreja por volta do ano 1899. A freguesia de Semide já foi sede de concelho até ao ano de 1853. Foi por aquelas bandas que aprendeu a profissão de resineiro. Calcorreava o pinhal pelas serras da Lousã e mais tarde passou a ser responsável pela exploração da resina. Contratou pessoal da Moita da Roda e de alguns lugares da freguesia, nomeadamente de Jã da Rua e por ali se manteve vários anos. Regressou à Moita

da Roda nos finais da década de 40 do século XX, casou com a Maria Emília de quem teve 9 filhos, dois dos quais morreram em crianças. Construiu uma casa composta por rés do chão que designávamos por loja, onde funcionava a adega, se guardavam as batatas, a salgadeira, o azeite e a arca do milho. No primeiro andar uma cozinha, com lareira ampla ladeada de um banco muito disputado no inverno, chaminé grande, três quartos e uma sala de cuja varanda se avistava toda a zona da fonte de baixo, os pinhais do Pinhal do Poço e do Raso. As janelas amplas e porta de sacada, com cantarias de pedra de mármore semi rijo de Aljubarrota. As paredes de pedra e tijolo feito no forno do

Ti Zé da Serrada, que funcionou até à década de sessenta do século passado junto à Charneca do Nicho. O tipo de construção e altura da mesma contrastava com a construção da época. As casas eram térreas, construídas de adobos, janelas pequenas e porta recolhida num alpendre. Esse facto impôs-lhe a alcunha do “Zé da casa alta” como passou a ser conhecido na aldeia. Já depois de casado, continuou a viver no Senhor da Serra e nos fins de semana deslocava-se à Moita da Roda de bicicleta. Vivia-se o período da II Guerra Mundial, o racionamento dos bens alimentares era enorme e ele aproveitava para transacionar estes bens de um lado para o outro.

pulação mundial e continua a aumentar em todos os países. Em mais de 50% destas pessoas, a diabetes não foi ainda diagnosticada, prosseguindo a sua evolução silenciosa. Portugal posiciona-se entre os países europeus que registam uma mais elevada taxa de prevalência da Diabetes. Há hoje cerca de 2 500 000 portugueses com diabetes ou em situação de risco, o que significa mais de um quarto da população (34,9%) (APDP,2012). A diabetes é uma doença do foro metabólico caraterizada por um aumento do açúcar ou glicose no sangue.

A glicose é a principal fonte de energia do organismo, quando em excesso e não tratada adequadamente, pode trazer várias complicações, como doença cardíaca, Acidente Vascular Cerebral, insuficiência renal, problemas na visão, membros inferiores e lesões de difícil cicatrização. Atualmente a diabetes é classificada em seis tipos, esta classificação permite-nos distinguir essencialmente a sua causa: a diabetes Tipo 1; diabetes tipo 2; diabetes secundária a doença do pâncreas; diabetes com causa genética; diabetes secundária a medicamentos e

diabetes gestacional. Sendo as mais comuns as duas primeiras. Os valores de referência dos níveis de açúcar no sangue (glicémia) situam-se entre os 70 mg/dl e 110 mg/dl em jejum, não esquecendo que pode variar de pessoa para pessoa e se é ou não diabético. Os sintomas mais comuns são: dificuldade em raciocinar, sede constante e intensa, aumento do apetite, urinar com muita frequência, tremores, palidez, visão turva, sensação de boca seca, cansaço frequente. A prevenção da diabetes envolve três pontos importan-

tes para o controlo da doença e essencialmente das suas complicações: alimentação equilibrada, praticar exercício físico e evitar o consumo de açúcar e gorduras. Se é diabético para controlar bem a diabetes não chega vigiar e corrigir a glicémia (açúcar no sangue). Não se esqueça de: ter a tensão arterial controlada; ter os níveis de gorduras no sangue (colesterol) normais; não fumar; ter cuidados com os pés e tomar a medicação. Ser ativo é uma necessidade, esteja atento à sua saúde.


social & necrologia julhoasetembro2013

Souto Solidariedade sobre rodas O Centro Social e Cultural da Paróquia do Souto da Carpalhosa (CS) precisa de uma carrinha adaptada com rampa elétrica para transporte de pessoas em cadeiras de rodas e, por este motivo, precisa de si. É com o objetivo de colmatar esta necessidade que o CS está a desenvolver uma campanha de angariação de fundos para a aquisição deste equipamento que, devidamente adaptado e preparado, custa alguns milhares de euros. A

necessidade não é de hoje, mas é cada vez maior. Nesse sentido, o CS está a procurar sensibilizar a comunidade para colaborar na aquisição da carrinha. A compra de um veículo adaptado vai permitir que cerca de 80% dos utentes do lar, dependentes de cadeira de rodas, possam deixar de estar confinados ao espaço físico do lar e tenham a possibilidade de participar em atividades que hoje lhes estão limitadas. Esteja atento às várias iniciati-

vas que serão desenvolvidas para concretizar esta ideia. A campanha será oficialmente lançada na Festa das Coletividades e Tasquinhas e a receita que a tasquinha do Centro Social será para esse fim. Se quiser colaborar nesta iniciativa, pode também obter mais informações junto do Centro Social através dos contactos telefónicos: 244 613 000 ou 912 424 030, ou via email: csocial.lar.souto@gma il.com.

Direito ao subsídio de desemprego O Decreto-Lei nº 13/2013, de 25/01, em vigor desde 1 de fevereiro, prevê a possibilidade de ser atribuído subsídio de desemprego aos quadros técnicos das empresas que sejam substituídos por outros trabalhadores, visando o reforço da qualificação e da capacidade técnica das mesmas organizações. Assim, no caso de existência de acordo entra a entidade empregadora e os trabalhadores visados será considerado desemprego involuntário para efeitos de atribuição de subsídio de desemprego. Nestas situações está prevista a atribuição de subsídio de desemprego desde que seja mantido o nível líquido de emprego anterior da empresa. Estão em causa postos de trabalho a que corresponde o exercício de atividade de complexidade técnica, elevado grau de responsa-

José Duarte Pedrosa, 83 anos, faleceu no dia 25 de julho. Residia no Picoto e era casado com Maria Alcinda Duarte Damásio. Foi a sepultar no cemitério de Várzeas.

bilidade ou que pressupõem uma especial qualificação. O art. 10º-A, aditado ao Decreto-Lei nº 220/2006, de 3/11 (regime de proteção no desemprego) veio estabelecer as condições a que devem obedecer as cessações de contrato de trabalho por acordo desses trabalhadores de modo a revestirem situações de desemprego involuntário, as quais não ficam sujeitas às quotas (limites de trabalhadores a abranger) já previstas relativamente às cessações do contrato de trabalho por acordo fundamentadas em motivos que permitam o recurso ao despedimento coletivo ou extinção do posto de trabalho. A manutenção do nível de emprego tem de se verificar até ao final do mês seguinte ao da cessação do contrato de trabalho e considera-se assegurada por meio

Silvina Carla Alves Miguel Ferreira, 35 anos, faleceu no dia 14 de agosto. Residia em São Miguel e era casada com Adelino de Oliveira Ferreira. Foi a sepultar no cemitério de Chãs.

de contratação de novo trabalhador mediante contrato sem termo a tempo completo, para posto de trabalho a que corresponda o exercício de atividade de complexidade técnica, elevado grau de responsabilidade ou que pressuponha uma especial qualificação. Constitui contraordenação grave a cessação de contratos de trabalho com acesso ao subsídio de desemprego em violação das novas regras. Refira-se que a estas situações não se aplicam os limites que funcionam para as outras rescisões por acordo, ou seja, até três trabalhadores ou até 25% do quadro de pessoal, nas empresas até 250 trabalhadores, e até 62 trabalhadores ou até 20% do quadro de pessoal, nas empresas com mais de 250 trabalhadores.

Etelvina da Encarnação João, 75 anos, faleceu no dia 4 de setembro. Residia nas Várzeas e era casada com Luís Augusto Miguel. Foi a sepultar no cemitério das Várzeas.

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Trabalhos da Junta

Como de hábito, deixamos aqui a indicação de alguns trabalhos executados pela Junta de Freguesia, no período de julho, agosto e setembro. - Realização de vários trabalhos de rua no lugar de Picoto; - Colocação de tubos no lugar da Marinha; - Transporte de terras, com funcionários da Câmara Municipal de Leiria, e espalhamento de tout-venant; - Montagem de barraca junto ao Pavilhão Desportivo Municipal do Souto da Carpalhosa; - Execução de caixas e colocação de tubos, no lugar de Casal Telheiro; - Remate de passeios e caixas, no lugar de Casal Telheiro; - Vários trabalhos de pequenos arranjos na Escola do Souto; - Trabalhos de limpeza pelos cemitérios; - Trabalhos de limpeza, em valetas, por vários lugares da freguesia; - Execução de aqueduto, abertura de caminho e limpeza de ruas no lugar de Jã da Rua; - Vários trabalhos no Pavilhão Desportivo Municipal do Souto da Carpalhosa; - Limpeza de ruas por vários lugares da freguesia. - Trabalhos de limpeza e arranjos pelas escolas da freguesia – arranque de ano letivo; - Preparação da Festa das Coletividades e Tasquinhas, na Charneca do Nicho.

Enviado por J. Domingues

Retificação Por lapso, na edição n.º 96 do NF, colocamos de modo errado a informação e foto das falecidas Júlia Lopes Domingues e Júlia Ferreira da Silva. Assim, voltamos agora a colocar a informação agora de modo correto. Aos familiares das falecidas e aos leitores, as nossas desculpas.

Júlia Lopes Domingues, 86 anos, faleceu no dia 10 de maio. Residia no Picoto e era viúva de Manuel Ferreira Figueirinha. Foi a sepultar no cemitério do Souto da Carpalhosa.

Júlia Ferreira da Silva, 81 anos, faleceu no dia 17 de maio. Residia nas Várzeas e era mãe de Maria Júlia Ferreira da Silva Oliveira. Foi a sepultar no cemitério das Várzeas.


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especial eleições autárquicas julhoasetembro2013

Autárquicas 2013 Quem será o presidente da União de Freguesias de Souto da Carpalhosa e Ortigosa? As próximas eleições autárquicas, já a decorrer no dia 29 de setembro, trazem uma nova realidade no mapa administrativo. No caso do concelho de Leiria, das 29 freguesias até agora existentes, 11 delas serão agregadas. As freguesias do Souto da Carpalhosa e da Ortigosa passam agora ser uma entidade única, trazendo novos desafios para

o próximo executivo da União de Freguesias. O NF foi falar com os quatro candidatos à União do Souto da Carpalhosa e Ortigosa para que no dia 29 de setembro os eleitores possam estar mais esclarecidos quanto às propostas e ideias destes candidatos. Quatro candidatos e seis perguntas. Conheça-os.

Sofia Neves da Silva CDU 1. Em primeiro, porque a CDU me convidou para o efeito. Aceitei de bom grado porque conheço as duas freguesias e nelas tenho amigos. Depois, porque a CDU tem um projeto autárquico para o concelho que responde às necessidades do nosso desenvolvimento. 2. Estamos contra esta lei que extingue freguesias e tudo faremos para a revogar e repor a situação de autonomia das freguesias tal como existia anteriormente. Isto nada resolve e torna menos eficaz a gestão. Em geral vai trazer incómodos às pessoas e empobrece a participação democrática. Esta lei tem responsáveis: PSD e CDS. 3. Aproveitando o facto, incomum, de cada uma ter um nó de acesso a uma autoestrada, deveria desde já, antes que medre o desordenamento, avançarse com planos de urbanização e planos de pormenor para duas áreas industriais e de serviços, que permitam criar mais riqueza e emprego. Em segundo lugar,

1. O que o motiva a candidatar-se a presidente da União de Freguesias de Souto da Carpalhosa e Ortigosa? 2. Como encara esta nova realidade administrativa resultante da União de Freguesias? 3. Para si, qual a maior urgência/necessidade da União das Freguesias de Souto da Carpalhosa e Ortigosa? 4. Que argumento usaria, se só pudesse recorrer a um, para convencer os eleitores a exercer o seu direito de voto dia 29 de setembro? 5. Por que motivos os eleitores da União de Freguesias de Souto da Carpalhosa e Ortigosa devem votar em si? 6. Caso seja eleito, o que pode a União de Freguesias esperar da sua liderança?

tratar do saneamento básico e da despoluição da Bacia do Lis. 4. No dia 29 de setembro ninguém se deve demitir das suas responsabilidades cívicas, está em causa o modo como vai ser construído o nosso futuro coletivo. Ter mais do mesmo, que não serve o concelho e o país, ou apostar no Projeto Novo para Leiria da CDU. 5. Porque estudamos a realidade, temos ideias e projetos, porque o projeto da CDU tem provas dadas, porque temos um projeto inovador para o concelho. 6. Somos realistas, concorremos para eleger um membro na assembleia das freguesias. Aí podem contar com o nosso estudo dos problemas, trabalho, honestidade e competência; diálogo com as populações e o movimento associativo; apoio a investimento que crie riqueza e empregos; luta pela reautonomização de cada freguesia; trabalho para a dinamização do Agro-Museu com captação de visitantes para os restaurantes locais; apoio ao movimento associativo, IPSS e bombeiros; exigência de criação de condições de segurança para peões ao longo da EN 109, reabilitação e melhoramento da rede viária. Lista CDU 1. Sofia Neves da Silva, 23 anos, Economista (Marrazes) (não obtivemos dados de outros membros que componham a lista)

Luis Marques Braz CDS-PP 1. Contribuir para o desenvolvimento/progresso das freguesias. 2. Encaro-a com otimismo e expetativa, indo ao encontro dos anseios e necessidades da população. 3. Não conhecendo todas as necessidades da freguesia, considero uma das principais, o saneamento básico. 4. Rigor, honestidade e trabalho. 5. Pelos anos de experiência ao longo da vida, e a total motivação no desempenho das funções. 6. Isenção, aplicação e transparência. Lista CDS-PP 1. Luiz Marques Braz (Ortigosa) 2. Sandrina Francisco Ferreira (Souto da Carpalhosa) 3. Jacinto Duarte Cordeiro (Ortigosa) 4. Jorge Manuel Caetano (Souto da Carpalhosa) 5. Manuela Abreu (Souto da Carpalhosa)

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especial eleições autárquicas julhoasetembro2013

Filipe da Silva Brás PS 1. Sempre me interessei pela defesa da causa pública, tendo, neste âmbito, desenvolvido inúmeras atividades ao longo de vários anos. Fui dirigente associativo no Ribaliz, na Samvipaz, na Comissão da Igreja de Riba D’Aves, e desempenhei o cargo de presidente da Assembleia de Freguesia da Ortigosa entre 2005 e 2009, além de exercer, atualmente, funções como deputado nesta mesma assembleia. Entendo que, ao estarmos integrados numa comunidade, temos o dever de contribuir com a nossa disponibilidade e conhecimento para o seu engrandecimento, principalmente quando acreditamos que podemos alterar o rumo das instituições para melhor. Acredito ser possível fazer mais por estas duas freguesias, que revelam ter um enorme potencial, mas que não tem sido devidamente aproveitado. Lidero uma equipa motivada e empenhada em levar a cabo um projeto capaz de fazer desta nova união de freguesias uma referência no norte do concelho. 2. A lei da reforma administrativa colocou-nos perante uma situação delicada. Não sendo possível manter as freguesias como no passado, temos que ter a capacidade de contornar este problema e transformá-lo numa oportunidade. É uma situação que nos foi imposta mas que temos de saber gerir sem penalizar as populações. Para isso devemos canalizar todas as nossas forças no sentido de potenciar o que cada freguesia tem de melhor porque, apesar de esta nunca ter sido uma situação desejável, temos de ver aqui a oportunidade de estas duas freguesias crescerem em conjunto, de trabalharem em prol do mesmo objetivo, com vista à criação de melhores condições de vida para os seus habitantes. 3. A grande prioridade será, sem dúvida, a integração das duas freguesias sem sobressaltos e de forma a que as populações e as instituições não saiam prejudicadas com a união e, antes pelo contrário, possam a beneficiar desta nova realidade. Entre as questões que urge resolver, considero ser essencial a negociação com os Serviços Florestais no sentido de assegurar que a União de Freguesias passa a ser a única proprietária da Charneca do Nicho, conforme deliberado em tribunal. Após essa negociação, pretendemos proceder à sua reflorestação, tendo em consideração a prevenção contra incêndios, com a sua manutenção regular. Tendo em conta o

momento difícil que o País atravessa, é também importante encontrar formas alternativas de financiamento para podermos investir na melhoria da qualidade de vida das populações do Souto da Carpalhosa e Ortigosa. 4. Estas eleições têm como objetivo escolher as pessoas que vão gerir a nova União de Freguesias nos próximos quatro anos. Considerando que todas as decisões a tomar pela nova União terão sempre repercussões na vida de cada habitante, não podemos delegar nos outros a escolha dos nossos representantes. Apelo a que todos votem com consciência, procurando saber quem são os candidatos e as suas propostas, já que, nas eleições locais são mais importantes os candidatos e as suas propostas que os partidos políticos. Além disso, não será demais recordar que o voto é um dever de cidadania. 5. A minha experiência pessoal, profissional, cívica e política, permite-me olhar para este desafio com um grande sentido de responsabilidade e uma vontade enorme de trabalhar e contribuir para o desenvolvimento destas terras, trazer melhor qualidade de vida, melhores condições para as escolas, apoiar e promover a colaboração entre a Junta e as coletividades e criar programas de apoio aos idosos. Sei quais são as necessidades destas duas freguesias, sei quais são as suas principais carências, mas sei, sobretudo, até onde podemos ir se explorarmos todo o seu potencial. Realço também o facto de a minha candidatura contar com o apoio incondicional do Dr. Raul Castro, que acredito que será reeleito, e que é uma importante mais-valia para a União de Freguesias do Souto da Carpalhosa e Ortigosa, caso a minha equipa seja a escolhida para assegurar os seus destinos nos próximos quatro anos. Com o apoio da Câmara conseguiremos, sem dúvida, obter melhores resultados para esta União. 6. Caso seja eleito, os habitantes do Souto da Carpalhosa e da Ortigosa podem esperar de mim uma liderança rigorosa, dinâmica e centrada nas pessoas. Defendo uma gestão autárquica que envolva as populações na tomada de decisões. Serei, portanto, um presidente presente e com total disponibilidade para ouvir as queixas, os problemas, as ideias e as propostas das populações. Irei dar especial atenção à educação, porque as crianças serão o futuro destas freguesias, e a sua formação será fundamental. A minha atuação e as minhas decisões terão como princípio a equidade entre todos os habitantes destas duas freguesias, porque estamos unidos e vamos crescer unidos. Lista PS 1. Filipe da Silva Brás, 51 anos, Técnico de Telecomunicações na Portugal Telecom (Ortigosa) 2. Fernando Pedrosa Duarte (Souto da Carpalhosa) 3. Alcinda Calixto Gil (Souto da Carpalhosa) 4. Valentim Teodósio Ferreira (Souto da Carpalhosa) 5. Nuno Duarte (Ortigosa)

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José Carlos Gomes PSD 1. Esta união/agregação de freguesias que nos foi imposta, vai obrigar a que se façam alguns ajustamentos à forma de gestão e organização que vinham sendo praticadas em ambas as freguesias, com modelos certamente bem diferenciados, o que na fase inicial da agregação poderá criar algumas dificuldades às pessoas. Por outro lado, a nova estrutura de freguesia também terá de cumprir com variados formalismos legais, alguns com alguma complexidade. Desta forma penso que o facto de reunirmos na mesma lista os atuais Presidentes das Juntas das Freguesias de Souto da Carpalhosa e Ortigosa, será sem dúvida o garante para que a integração de ambas as freguesias se faça de forma pacífica, caminhando para a construção de uma nova freguesia onde ninguém se sinta excluído e dela tenham orgulho. 2. Encaro esta nova realidade com grande sentido de responsabilidade, consciente do trabalho que me espera, não só a mim bem como a toda a minha equipa. Por outro lado, consegui reunir um conjunto de pessoas, todas elas já com experiência autárquica, que me transmitem a tranquilidade necessária para a execução de um bom mandato. 3. Destaco como principal urgência a conclusão do saneamento básico. 4. Não desperdiçarem um direito que lhes foi conferido pela democracia e que levou anos a conquistar. Votar é um ato de exercer cidadania. 5. Os eleitores da União de Freguesias de Souto da Carpalhosa e Ortigosa já conhecem a minha disponibilidade e capacidade de trabalho, bem como das pessoas que me acompanham. Votando na lista do PSD sabem que terão pessoas sempre disponíveis para as ouvir e tentar ajudar na resolução dos seus problemas e dificuldades. 6. Pode contar com um executivo, no seu todo, atento às necessidades das pessoas de toda a freguesia, sabendo ouvi-las e buscando soluções para tornar a sua vida mais facilitada no seu quotidiano diário. Pode esperar por uma equipa que irá estar atenta às oportunidades que vão surgindo com vista a dotarmos a freguesia das infraestruturas e equipamentos indispensáveis ao seu desenvolvimento. Destaco a conclusão da rede de saneamento básico e a melhoria da sua rede viária. Este executivo irá também dar particular atenção e acompanhar de muito perto a reflorestação da Charneca do Nicho. Lista PSD 1. José Carlos Gomes, 52 anos, Técnico Oficial de Contas e Mediador de Seguros (Souto da Carpalhosa) 2. Maria Ascensão Simplício (Ortigosa) 3. Guilherme Domingues (Souto da Carpalhosa) 4. Cláudio Alves (Ortigosa) 5. Eulália Crespo Duarte (Souto da Carpalhosa)


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opinião julhoasetembro2013

Uma crónica de vez em quando... Orlando Cardoso

Tiro ao alvo Em vésperas do verão de 1958 o nosso país foi abalado politicamente como nunca antes o tinha sido desde a chegada de Salazar ao poder, legalizada com o Plebiscito da Constituição de 1933, que só veio a ser anulada com a revolta militar em 25 de Abril de 1974, ponto de partida para o regime que nos governa desde

então. A Constituição de 1933 não era, obviamente, democrática. Entre as restrições que aplicava de modo rude aos portugueses avultava a repressão política que tinha como pilar a polícia política, a Legião Portuguesa, a censura à imprensa e aos restantes meios de comunicação social e artísticos. A repressão atingia vastos campos da sociedade, incluindo os chamados “valores morais” cuja crítica era proibida por “ofensa aos bons costumes”, fosse lá isso o que fosse. O regime do “Estado Novo” possuía, contudo, algumas medidas que pretendiam imitar as

Opinião

Gastão Crespo

Queres ir mais além? Quem ainda se lembra das palavras que os nossos pais diziam quando o tema era o futuro? Se a memória não me falha o discurso era mais ou menos assim: “Filho, para ir mais além é necessário estudar, trabalhar e muita dedicação…”. Porém, atualmente, isso já não é suficiente. Porque para os desafios do presente é preciso mais… Assim o discurso do pai de hoje para os seus filhos deverá ser: “Filho, estuda o mais que puderes, trabalha o mais que puderes e faz mais do que te pedem, porque

Opinião David da Piedade Ferreira

Portugal, este presente, que futuro? Nos últimos meses, os números de Portugal melhoraram em quase todas as vertentes. Foi o índice de produção industrial, de confiança dos consumidores, a produtividade, o consumo de combustíveis e a venda de automóveis novos. Os portugueses continuam a poupar cada vez mais, reduzindo o seu endividamento nos bancos, e para além de tudo isto, há quase 20 anos que

velhas democracias europeias que o protegiam. As pseudoeleições, que forjou e organizou até 1973, foram sempre controladas pelos organismos governamentais nunca sendo eleito alguém que fosse opositor ao regime. Excetua-se o caso da “ala liberal”, cujos membros foram convidados no estertor do regime, com que Marcelo Caetano tentou a sua “Primavera”, ou seja, aliviar a carga repressiva e tentar solucionar o problema que constituía a Guerra Colonial em Angola, Guiné e Moçambique. Regularmente a receita da fraude eleitoral na Assembleia Nacional era aplicada nas elei-

ções presidenciais. E em 1958, o aparecimento de Humberto Delgado, um general da Força Aérea dissidente do regime, como candidato da Oposição Democrática, provocou um sobressalto cívico enorme com milhares de manifestantes nas ruas apelando à demissão de Salazar. Salazar respondeu como de costume. Os resultados foram falsificados. Seguiu-se a prisão dos apoiantes de Delgado e a fuga deste para o estrangeiro, vindo a ser assassinado pela PIDE em Espanha, em 1963, quando se preparava para entrar clandestinamente no país. Eu era miúdo e ficaram-me

duas recordações. A primeira diz respeito a João Palhas, o mais conhecido oposicionista do Souto, que passou a assistir à missa todas as semanas enquanto o Padre Geraldo considerou que o perigo dele ir preso não se extinguia. Na escola primária, um cartaz de Américo Tomás, o candidato de Salazar, foi uma prenda nesse inverno, com diversas equipas de alunos atirando ao alvo com bolas de lama. A professora D. Maria José lá conseguiu abafar o escândalo e nenhum miúdo foi chamado à Inspeção Escolar.

tomar decisões e agir rápido é estar um passo à frente da concorrência.” A propósito do futuro, vou partilhar uma situação verídica que me contaram e me fez refletir muito: Certo dia um homem foi contratado para pintar um barco, trouxe as suas ferramentas; a sua tinta, os seus pincéis e começou a fazer o serviço, como tinha sido contratado. Enquanto pintava o interior do barco encontrou um furo no fundo por baixo do banco. O buraco era pequeno, mas o suficiente para fazer naufragar a barco. O homem achou conveniente consertá-lo, e assim o fez. Quando terminou a pintura, recebeu o serviço e foi embora. Alguns dias depois, o proprietário do barco foi ter com ele e deu-lhe outro cheque, com um valor igual ao valor combinado por pintar o barco. O pintor ficou admirado e disse: “Eu já recebi pela pintura

do barco!”. O proprietário do barco respondeu-lhe: “Meu amigo, nem imagina o que aconteceu… Quando lhe pedi que pintasse o barco, esquecime de lhe dizer para tapar o furo por baixo do banco. E, assim que a tinta do barco secou os meus filhos saíram nele. Eu não estava em casa naquele momento. Por isso, imagine a minha aflição quando cheguei a casa e a minha mulher me disse que os nossos quatro filhos tinham ido passear no barco… Mas, quando os vi voltar sãos e salvos, o alívio que senti e a gratidão que lhe devo não têm preço. Eu examinei o barco e vi que você além de o pintar com muito profissionalismo, também consertou aquele furo! Percebe, agora, o que fez? Salvou a vida de meus filhos! Não há dinheiro suficiente para pagar a sua iniciativa e excelente trabalho. Este cheque é pouco, comparado com o que me deu. Aquilo que fez

não tem preço. Esta história serve para refletir sobre tudo o que fazemos na vida, não importa qual é a nossa profissão, importa sim fazer aquilo que fazemos o melhor possível e fazer sempre mais que aquilo que é suposto fazermos, ou nos pedem para fazer. Este exemplo ajuda-nos a perceber que esse pouco mais que fazemos, pode significar salvar vidas ou um reconhecimento ou uma promoção… Para termos sucesso temos de ser mais do que bons… temos de ser excelentes! Hoje, não são os ricos que vencem os pobres, não são os fortes que vencem os fracos, são os rápidos que vencem os lentos… Seja feliz! Faça alguém feliz e já agora se quer ir mais além dê sempre o seu melhor!

Portugal não exportava mais que aquilo que importava. Prevê-se que estas exportações venham a representar quase metade daquilo que produzimos já em 2014. Mas vamos aquilo que importa: o emprego. Este ano, por cada empresa que fechou, foram criadas duas novas (mais de 20.000 novas empresas). Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas, pela primeira vez nos últimos 2 anos, o desemprego em Portugal caiu de 17,7% no primeiro trimestre para 16,4% no segundo trimestre. É certo que o verão é uma época de novos empregos sazonais (turismo e agricultura), mas Portugal conseguiu pelo menos inverter a tendência de estar com um desemprego crescente. Não sou um sonhador nato, sei que estamos e vamos continuar a estar numa travessia do deserto, mas estou longe de concordar com os negativistas do costume,

aqueles que reclamam que estes novos salários são baixos ou sazonais, pessoalmente, contento-me com o facto de serem rendimentos para pessoas desempregadas. Veremos se estes 72.400 empregos novos se conseguem manter, e claro, que sejam criados muitos mais.

à pressa com pessoas pouco conhecidas da maioria da população. Na nossa nova freguesia, União do Souto da Carpalhosa e Ortigosa, as mudanças passam também pelo número de eleitos. Sendo agora uma freguesia com mais de 5.000 eleitores, terá um executivo de 5 pessoas e uma Assembleia de 13 (ao invés dos anteriores 3 e 9, respetivamente). Nestas eleições temos a possibilidade de votar em pessoas que conhecemos, que nesta ou noutra área demonstraram empenho, visão e resultados. Quanto a prognósticos, parece-me que PSD ganhará muitos votos ao PS nas freguesias (sobretudo do norte do Concelho) mas perderá muitos para a Câmara e Assembleia Municipal. Não se esqueça de exercer o seu direito e dever de voto e decidir quem merece a sua confiança.

Eleições Autárquicas 2013 Estas eleições serão diferentes. Pela primeira vez o candidato do PS à Câmara surge com forte probabilidades de renovar com maioria absoluta o seu mandato. As freguesias reduziram-se de 29 para apenas 18, e a nossa não escapou a esta mudança, agregou-se com uma vizinha, formando a União das Freguesias de Souto da Carpalhosa e Ortigosa. O PSD de Leiria atrapalhouse na sua organização interna, e a poucos dias da data limite viu o nosso conterrâneo desistir da sua candidatura, abrindo espaço a uma lista feita

orlandocardososter @gmail.com


social, desporto & opinião julhoasetembro2013

O Souto da Carpalhosa tem, finalmente, a tão necessária casa mortuária. Depois de muitos anos de sonho, de alguns anos de avanços e recuos, tudo se conseguiu e ela foi, a 21 de junho, abençoada. Depois da missa paroquial, na presença do executivo da Junta de Freguesia, da presidente da Junta de Freguesia da Ortigosa, do presidente da Câmara Municipal e de um bom número de cidadãos, o pároco fez a bênção, a que se seguiu a visita às instalações. Esta é uma obra da Junta, apoiada pela Câmara Municipal de Leiria num terreno da igreja, cujo direito de superfície foi cedido à Junta. Construiu-se o espaço que dignifica a morte e atenua alguns momentos de dor de familiares e amigos dos que irão partindo. Até agora, e há algumas dezenas de anos, para este fim era usada uma sala lateral da igreja, mas sem as necessárias condições. A comunidade está de parabéns. In boletim paroquial

Seniores em passeio

ÂNGELA DUARTE

No dia 20 de julho realizou-se o VI Passeio Sénior do Souto da Carpalhosa. Foram 200 idosos da freguesia que, num sábado bem solarengo, foram passear até Mafra, onde houve oportunidade de visitar o Palácio de Mafra. Seguiu-se um almoço no Bombarral e uma tarde de visita pelos belos jardins e paisagens do Buddha Eden, o já conhecido jardim da paz.

Futsal Várzeas vence VIII Torneio Interassociações Uma final com os “condimentos” todos: jogo disputado até ao fim, incerteza no resultado, golos e um público entusiasta. Foi assim no Pavilhão Municipal do Souto da Carpalhosa, dia 28 de julho, que acolheu durante todo o mês o torneio que anualmente reúne as associações e coletividades desta freguesia. Na final, vitória da A.C.D.R. Várzeas sobre A.D.C. Moita da Roda (3-2). A equipa das Várzeas entrou melhor no jogo, marcando um golo logo nos primeiros minutos. Entretanto a da Moita da Roda foi atrás do prejuízo, conseguindo mesmo dar a volta ao resultado. O empate acabaria por surgir ainda no decorrer da primeira parte, a mais equilibrada. Na segunda, destaque para o golo decisivo e para a exibição dos guarda-redes, que impediram que o resultado ganhasse outros contornos. No final, festa das gentes

Opinião Albino de Jesus Silva

Rescaldos duma escapada! Porque o benefício de férias já não me gratifica, digo escapada de domicílio… neste verão de 2013. É habitual, uma viagem até à nossa terra um pouco mais prolongada que outras feitas diversas vezes no ano. No regresso, as habituais preocupações: verificar se está tudo em ordem e a ritual vista d’olhos sobre o correio acumulado! Depois as novidades… Nos jornais que não li quatro semanas seguidas, os jornais televisivos, as telenovelas, o retorno da vizinhança que também se ausentara, as melhores e piores amalgamadas de todas espécies. No REGIÃO DE LEIRIA, li alguns títulos dos diversos publicados onde senti impressões: horripilantes, cómicas, desavergonhadas, esquecidos, fingidas, a todas essas que eu gostaria de responder se soubesse e

das Várzeas que, dois anos, depois voltam a levar o troféu para a sua terra. De destacar foi também a prestação da ARCUSA 92, de São Miguel, a quem coube este ano a organização do torneio.

Classificação Masculinos 1.º A.C.D.R. Várzeas 2.º A.D.C. Moita da Roda 3.º Rancho do Souto da Carpalhosa 4.º Rancho dos Conqueiros 5.º A.C. Arroteia 6.º Junta de Freguesia 7.º A.R.C.U.S.A. 92 8.º A.C.R. Picoto

3.º A.D. Valepedrense Coletivamente destaque ainda para a Taça Disciplina conquistada pela Junta de Freguesia. No capítulo individual, Micael Domingues (Várzeas) e Cristina Sobreira (A.R.C.U.S.A. 92) foram considerados os melhores jogadores e Luis Pascoal (Moita da Roda) e Sara Sobreira (Várzeas) os melhores guarda-redes. Pedro Jerónimo

Femininos 1.º A.C.D.R. Várzeas 2.º A.R.C.U.S.A. 92 3.º A.D.C. Moita da Roda 4.º A.D. Valepedrense Taça de Honra 1.º A.C. Santa Bárbara 2.º A.R.C.U.S.A. 92

me deixassem, com poucas palavras, sem enfadar, mas não me sei exprimir de forma pacífica! Dá-nos a sensação que vivemos outras eras, outros tempos, tempos esquecidos, desconhecidos e ignorados. Pude observar alguns escritos de colaboradores habituais que dizem asim: - “CAVACO, o padrinho”… Acusava medo à repressão! Eu pergunto: voltámos à censura? - Outro: “estamos a ser governados por gente vergonhosa?!...” Eu, duvido. Olhem para eles: gozam boas férias enquanto os bombeiros deixam suas vidas nas flamas… E, os jornais informativos não nos dizem o que preparam para o pós autárquicas!... Noutras páginas lia-se: - “Migrações: porto seguro, e emigrantes de luxo”! A primeira é verdadeira. São as necessidades, a fome, a repressão e a miséria, aquilo que já conhecemos em Portugal. Eu vivi esse tempo. A segunda não existe. - “Destruir o Estádio?!...”: Não bastam as dificuldades ainda existentes do pagamento para a construção… porque não a evitaram? Haviam bolsas à espera?!...

PEDRO JERÓNIMO

Fotos: PEDRO JERÓNIMO

Já temos nova Casa Mortuária

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Agora há solução… dêemlhe uma equipa, explorem-no, façam em Leiria o que se faz noutras terras, apoio ao desporto!... Quanto aos políticos: são todos iguais. Não sabem governar, não aceitam conselhos dos antigos experientes e nem sabem copiar sobre os que governam dificultados mas no bom sentido. O homem vivo, necessita dum caminho para nele seguir, esse que, penoso ou suportável seja, esteja de igual modo à mercê de quem o quiser seguir sem discriminação. Falar da crise?!... Vamos fazer uma pequena análise: Quem passou pela estrada 109 Leiria – Fig. da Foz nestes fins de semana de julho e agosto, tivera com certeza a oportunidade e curiosidade de observar o parque de estacionamento dum conhecido restaurante em Ortigosa, como se encontrava preenchido e a qualidade dos veículos ali estacionados; bem hajam. Não havia muitas matrículas estrangeiras. Eram bem nacionais as que sobressaíam luxuosamente. Numa altura destas que tanta crise se apregoa… …Meu Deus! Não me convenço!

França, 28 de agosto


JUL.AGO.SET.13 Chã da Laranjeira O Tiago precisa da nossa ajuda Certamente, por estes dias, e se não conhecia o Tiago, já ouviu falar nele… O NF dá-lhe um pouco a conhecer agora a história deste jovem de 27 anos, natural da Chã da Laranjeira e hoje a morar na Arroteia, que precisa da ajuda de todos para continuar a alimentar a chama da esperança…. E transformála em vida! Quando a Sónia, irmã do Tiago, faleceu em 9 abril, estaríamos longe de imaginar de que o Tiago estaria pouco tempo depois envolvido na luta contra um tumor maligno raro. A Sónia combateu um tumor com determinação reagindo ao infortúnio como uma autêntica guerreira, só mesmo um combate desigual levaria a Sónia para longe dos seus filhos, marido, irmão e pais. A história do Tiago começa em setembro 2012 quando foi referenciado pelo hospital de Leiria por PNET (tumor neuro ectodérmico primitivo), um tumor maligno raro. Nesse momento o mundo parecia estar a cair sobre a família Sobreira: a Sónia estava a lutar pela vida e o Tiago recebia uma notícia aterradora. Depois da má notícia do diagnóstico da doença, o Tiago foi submetido a uma cirurgia a 7 de novembro do ano passado, tendo o tumor sido completamente excisado.

A má notícia dava lugar a uma esperança: a cirurgia teria permitido eliminar o tumor raro e agressivo. O Tiago realizou radioterapia apenas por precaução, até 20 de fevereiro deste ano, e tudo parecia que não tinha passado apenas de um susto. A lei da vida não poderia ser tão madrasta e levar os dois únicos filhos do casal José e Celeste Sobreira. A Sónia, depois de uma crise derivada à sua doença, falece na madrugada do dia 09 abril 2013. Em maio, o Tiago começa a sentir dores e falta de sensibilidade na perna direita. Começa a fazer exercício físico no sentido de debilitar as queixas físicas, no entanto, as dores vão-se intensificando e é internado no IPO Coimbra, no estado febril. Em junho a TAC revela que o tumor do Tiago tem metastização óssea na coluna e bacia. O Tiago a 1 de julho realiza radioterapia dirigida à coluna e bacia e a 12 de agosto iniciou quimioterapia. Em suma, a situação do Tiago é muito sensível. Num tempo em que a família estava ainda a recompor-se do falecimento da Sónia - não teve tempo para realizar o devido luto - a situação do Tiago exigia luta, determinação e esperança. Foi na busca da esperança

FICHA TÉCNICA Notícias da Freguesia de Souto da Carpalhosa Depósito Legal 282840/08 Director José Carlos Gomes Editor Ângela Duarte Colaboradores Albino de Jesus Silva, André Reis Duarte, Carlos Duarte, Cidalina Reis, Eulália Crespo, Elisa Duarte, Gastão Crespo, Guilherme Domingues, Gustavo Desouzarte, Hugo Duarte, José Baptista (Pe.), Luís Manuel, Luisa Duarte, Márcio Santos, Mário Duarte, Orlando Cardoso, Simão João, Associações e Escolas da Freguesia Propriedade Junta de Freguesia, Largo Santíssimo Salvador, nº 448, 2425-522 Souto da Carpalhosa Telefone 244 613 198 Fax 244 613 751 E-mail noticiasdafreguesia@gmail.com Website noticiasdafreguesia.blogspot.com Tiragem 1000 exemplares Periodicidade Mensal Distribuição Gratuita Projecto gráfico 3do3.blogspot.com Impressão OFFSETLIS, Marrazes, Leiria (244 859 900, www.offsetlis.pt)

que familiares começaram a pesquisar tratamento complementares à medicina convencional. Depois da análise ao projeto Safira e depois com a reportagem na TVI, a 24 junho, sobre o tratamento de células dendríticas, a esperança foi renovada. Porque enquanto há vida há esperança! Foram feitos contactos e reunido o processo clinico do Tiago e entregue na clínica alemã em Duderstadt. No dia 9 setembro a clínica confirma que o Tiago pode ser submetido a este tratamento complementar. Sucede que a família não tem dinheiro para pagar os

tratamentos na clinica na Alemanha que faz o tratamento complementar com as células dendríticas. Os pais do Tiago não têm muitas posses…. Além de terem suportado muitas despesas com os tratamentos com a Sónia. Por isso é do coração de que a família pede a toda a comunidade de que seja prestada ajuda ao Tiago para que o tratamento complementar a realizar na Alemanha seja realizado e da esperança surgir vida! Sabe-se já que os tratamentos do Tiago foram antecipados para 9 de outubro. O “medo” aperta quando o tra-

tamento aponta para valores superiores a 50.000€. Vamos todos ajudar o Tiago a recuperar o seu sorriso! Para fazer o seu donativo Banco: BES; Nome: Tiago José da Silva Sobreira; NIB: 000700000018453542023; IBAN: PT50000700000018 453542023; apoio.tiago.sob reira@gmail.com Acompanhe também na página de facebook do NF as iniciativas que se vão fazendo para ajudar o Tiago!

NF#97  

Edição de julho, agosto, setembro do mensário NOTÍCIAS DA FREGUESIA - Souto da Carpalhosa.

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