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A NOTICIAS ABPM é um informativo da Associação Brasileira de Pesca com Mosca, sem fins lucrativos, para circulação de forma gratuita entre seus sócios. Todo o trabalho é realizado por voluntários, de forma não remunerada, com único objetivo de desenvolver a pesca com mosca através da produção de conteúdo.

EXPEDIENTE

Noticias ABPM é uma publicação interna da Associação Brasileira de Pesca com Mosca (ABPM) todos direitos reservados

VISÃO

EDIDOR GERAL: Felipe Esteves Milicio

Ter um país onde a modalidade de Pesca com Mosca seja uma atividade recreativa relevante e praticada com um espírito de amizade, integração e respeito pela natureza.

COORDENAÇÃO: Rogério Batista

MISSÃO A ABPM é uma associação a nível nacional, sem fins lucrativos, que promove a modalidade da Pesca com Mosca e a integração e camaradagem entre os pescadores esportivos. Através dos seus projetos, a ABPM irá promover o continuo desenvolvimento sustentável dos seus associados e das comunidades onde o esporte é praticado.

REVISÃO: Mateus Reck, André Morales Vergara

COLABORADORES: Sandro Hörlle Hoff, Claudio Brandileone, Andre Ribeiro, Menandro Cintra, Felipe Esteves Milicio de Souza; Artur Bezzi Gunther;

VALORES Transparência. Trato igualitário para todos seus membros. Difundir a modalidade de pesca com mosca, através da educação e democratização do acesso as informações. Acreditamos na educação como o veículo para o crescimento pessoal e a busca permanente pela excelência na pratica do esporte. Promover a camaradagem entre as pessoas que praticam ou gostariam de praticar esta modalidade de pesca.

COLUNISTAS: Adriano Rodenbusch, Lucio Fukuda, Rafael Wischral Souza

CONTATO: noticiasabpm@abpm-brasil.com.br

FOTO DA CAPA ROGÉRIO BATISTA PATAGONIA ARGENTINA


NOTÍCIAS ABPM Associação Brasileira de Pesca com Mosca

ANO 3 – VOLUME 30 – ABRIL DE 2018 NESTA EDIÇÃO

EDITORIAL

EDITORIAL.......................................3

Abril é o mês de convocação para a eleição de nova diretoria da ABPM. Então,

ENTREVISTA.....................................4 MATÉRIA ESPECIAL.........................8

nesse texto vou abordar sobre esse importante tema e seus protagonistas.

ATADO..........................................21 O Bruno Repiso, atual presidente, quando assumiu teve um grande desafio: MEIO AMBIENTE............................23 profissionalizar mais a ABPM. Até esse momento a ABPM vinha como uma associação MINHA CAIXA DE MOSCA...........24 caseira que teve seus méritos de sair do zero para alguma coisa.

PESQUE E PAGUE...........................25

Diretorias anteriores tiveram um trabalho homérico: fundar a ABPM e fazer passar de pé estes primeiros anos.

ESCOLA ABPM...............................32 TRUTA BRAZUCA............................35 ABPM RECOMENDA......................38

Com a diretoria do Bruno e Rodrigo, veio o desafio de dar um passo em direção à profissionalização. Um melhor site, produtos com a marca da ABPM, dinamização da comunicação e a organização um simpósio ainda mais moderno. Tudo foi cumprido com maestria. Mas poucos veem que para 10% de resultado esta diretoria teve 200% de esforço. Eu fui testemunha do trabalho deste pessoal, de todos seus desafios e não posso deixar passar o momento sem uma justa homenagem. Estes dois anos aprendi a ouvir esta turma, ser comandado por eles e virei amigo pessoal,o que para mim, foi o maior ganho. A nova diretoria chega com um novo desafio, maior ainda, que é manter a associação de pé, seguir dinamizando, e vencer os problemas atuais da civilização que são a falta de associativismo. Como a todos, eu desejo de coração boa sorte e que os passos do passado sejam motivo de orgulho para a caminhada do futuro. Um Abraço Rogério Batista "Jamanta"

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ENTREVISTA Por: André Vergara

ROGÉRIO BATISTA “JAMANTA” Rogério

Batista,

o

famoso

Jamanta,

dispensa

apresentações. Um grande mosqueiro, um dos maiores incentivadores da pesca com mosca no Brasil, um dos fundadores da ABPM e um grande amigo. Dedicando seu tempo livre á pesca com mosca , engajado em projetos da ABPM como a revista “ Notícias ABPM” e a escolinha mosqueiro júnior, Jamanta conversou este mês com a ABPM.

ABPM: Como conheceu e quando começastes na pesca com mosca? Conte-nos um pouco da sua história. ROGÉRIO BATISTA (RB): Eu pesco desde que nasci praticamente. Meus pais tem uma casa em um balneário na beira do Rio Jacuí, em Cachoeira do Sul, onde minha mãe conta que fui logo que saí do hospital. Ali, tinha um

estudo da entomologia, o atado, a técnica de pesca

vizinho de muro que se chamava Tio Werno, um alemão,

são absolutamente apaixonantes. A pesca com mosca

que me ensinou a pescar. Com 14 ou 15 anos comecei a

na minha vida nunca foi um hobbie, foi uma filosofia de

pescar com carretilha, molinete e essas coisas mas foi

vida, pois passei a estudar muito sobre o assunto e nunca

com 17 para 18 anos que comprei meu primeiro material

mais parei.

de fly. Um companheiro de fly achou encalhado em uma

loja dois materiais SANSUNG #6. Colocamos umas linhas

ABPM: Quais peixes que você mais gosta de pescar? Por

que achamos na Tavanti e iniciamos de qualquer jeito.

quê?

Um desastre, não existia nada de informação, nada de

RB: Truta, depois truta. E gosto de pescar truta também.

literatura e não existia internet, apenas um vídeo do

Gosto de pescar em rios. Sou um apaixonado pela

Rubinho pescando Black Bass e o clássico filme "Nada é

Patagonia Argentina, pescando lá há mais de 10 anos.

para sempre", do Robert Redford. Alguns meses depois de

Ultimamente me apaixonei pela pesca de truta de

comprar os materiais fomos para Ausentes pescar no Vale

montanha, esta típica que existe aqui nos rios do Brasil.

das Trutas, e um ano depois fomos para a Fazenda

Acho que essa pesca tem um DNA 100% brasileiro,

Potreirinhos. Ali, eu me apaixonei pelo fly, pela pesca

diferente de qualquer lugar do mundo, tendo espaço

clássica, de truta, pesca fina.

até para desenvolver técnicas novas. Respeito quem pesque Tucunaré, Dourado, Tilápia, Tarpon, mas com a

ABPM: Porque a pesca com mosca lhe interessou?

truta eu jogo um jogo de xadrez, e isso me encanta, por isso, entre pescar tarpon de 80 kg e truta de 500 gramas

RB: Eu acho uma forma de pesca linda. Não acho que seja melhor ou pior do que as outras, apenas diferente. O

sempre vou pescar trutas, sempre digo "Não é o que se pesca e sim como se pesca".

estudo da entomologia, o atado, a técnica de pesca são ASSOCI AÇÃO

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ENTREVISTA

ABPM: Você é instrutor de fly, onde se formou? Inclusive professor da “Escolinha Mosqueiros Junior”. Como é a sensação de ensinar a pesca com mosca? E as

crianças, como se comportam? RB: Sou instrutor formado pela "Dario Pedemonte Escuela de pesca com mosca", da Argentina, e sou um dos poucos instrutores desta escola que segue uma filosofia toda própria. Passei por uma semana de testes e fui aprovado. A escolinha é uma das atividades mais gratificantes que tive na pesca com mosca. O processo

de aprendizado deles é completamente diferente, um verdadeiro desafio. Para ensinar um adulto temos uma metodologia de ensino muito boa e eficiente, da escola que participo, mas para as crianças é como se começasse do zero. Eles são excelentes alunos, alguns não viraram mosqueiros mas tenho certeza que a escolinha contribuiu para suas vidas. Os que viraram mosqueiros tem a pesca com pmosca em seu DNA e

pescam muito bem. ABPM: O que é a escola Trutabrazuca? RB: Escola trutabrazuca foi a escola que eu criei com o João Paulo Schwerz, meu irmão de fly e da vida, depois que me formei como instrutor. A escola é focada em truta, tem cursos e um grupo muito bom de integrantes. ASSOCI AÇÃO

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ENTREVISTA ABPM: Você possui vários amigos “alunos”. Como é esse

ali embaixo. Uns diziam que era um pau, outros uma

retorno deles?

truta. Passamos ali uns 4 dias e ficou aquela dúvida. No

RB: Hoje tenho o grande prazer de aprender com meus

último

alunos, quase que diariamente. Na Trutabrazuca todos

estávamos eu, Beto Saldanha, Mercatelli e Claudião, e

ensinam e aprendem constantemente. Somos instigados

paramos para ver a truta. Então eu disse, vamos dar um

a estudar e trazer coisas novas.

tiro e ver se é pau ou truta. Descemos eu, Mercatelli e

dia

de

pesca,

todo

mundo

pescado,

Claudio. Beto ficou lá em cima apontando onde tava. ABPM: E a historia do Bicho Preto? RB:

O

Bicho

preto

na

Eu disse "Um tiro por cabeça". Mercatelli pulou na frente

realidade

é

um

padrão

e meteu uma Fukugima, Nada. Claudio meteu uma

mundialmente utilizado, podendo ser atado de vários

ninfa, Nada. Então pacientemente armei um dropper

materiais. Eu desenvolvi esta receita que aproveita o

com uma cooper vermelha embaixo, ajustei a altura,

mesmo material que faz a cauda (marabou) para fazer

botei um peso pequeno e arremessei. Uma deriva de 4

o corpo, depois um hackle e está pronta. Esta mosca é

metros e pau, entrou a belíssima truta. Rendeu uma boa

incrivelmente efetiva pois imita um monte de coisa. Atei

historia.

ela no programa do Betinho e ali ela se popolarizou. ABPM: Como você vê o atual momento do fly em nosso ABPM: Você é um dos fundadores da ABPM. Na sua opinião, porque foi criada a associação? O que o grupo que iniciou buscava de resultado? RB: Fui um dos organizadores da Comissão fundadora e conduzi o primeiro ano de trabalho que acabou na fundação da ABPM. Como se trata de pessoas, cada

país? RB: Acho que estamos indo bem. Todo ano temos mais mosqueiros que ano anterior e mais coisas acontecem. ABPM: O que você acha que podemos melhorar em nossa modalidade no Brasil?

um, ou grupo, pensava num futuro para ABPM que

diferia em alguns pontos, mas no geral, acho que todos

RB: Sem duvida estudar mais. Nosso mosqueiro esta

queriam o desenvolvimento da Pesca com Mosca. Para

pulando fases pela sua capacidade de improvisação e

mim, o principal era unir os mosqueiros, sempre foi meu

inteligência, mas as bases servem para te manter no

objetivo, acho que nisso tivemos sucesso.

caminho. Então saem arremessando sem saber direito. Saem atando sem saber direito. Depois, para arrumar

ABPM: Você já pescou em vários locais do mundo. Qual

isso é bem difícil e somente atrasa o processo de

foi o peixe mais surpreendente que já pegou? Qual

evolução.

peixe/local ainda tem vontade de pescar?

RB: Peixe mais surpreendente que ja peguei foi "o próximo", ou seja, uma eterna busca por superação. Posso pensar em varias passagens legais, um que me vem a mente de imediato foi uma truta na patagônia que ficava abaixo da ponte do Chimehuin, ali na curva del manzano. Todo dia passávamos pela ponte e sempre tinha dois ou tres da turma que fica olhando para

baixo

li embaixo.

para

ASSOCI AÇÃO

uma

truta

grande

BRASILEIRA DE

que

ficava

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MATERIA ESPECIAL Texto: BATA

DOURADOS NO FLY. UM GRANDE DESAFIO NA PESCA COM MOSCA!

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Dourados no fly. Um grande desafio na pesca com

mosca! Pescar com mosca hoje é meu esporte, e acredito que todo praticante de esporte goste de se desafiar e evoluir. E quando quero um grande desafio pescando com fly, procuro um dourado como oponente que, pra mim, é o máximo, o ápice, pensando em um duelo. Ele é o motivo dos treinos, o motivo para abdicar

de alguns dias junto da minha família e ter a justificativa para estar longe de tudo que amo. E ao obter êxito na captura, vejo que tudo isso valeu a pena!  Tive a oportunidade de duelar com o dourado em alguns rios brasileiros e também na Argentina. Fui pescar no rio Perdido, na Serra da Bodoquena, no MS. Pescaria única no Brasil. O Rio é lindo, e pesca-se o dourado no

visual. No

vadeo, ele

se torna

presa e você o

caçador. Para mim, na sua forma mais técnica e difícil, ver um dourado, não deixar ele ver você, e arremessar no local certo, exige uma frieza incrível. Pena ser um rio sem pousadas e com acesso restrito. No Rio Juramento, na Província de Salta, na Argentina, onde encontrei o dourado mais exigente para se capturar com mosca, a pescaria é feita com balsas, descendo ao sabor da correnteza, pois o rio é raso e inviabiliza sua navegação com barcos a motor, e são denominadas lá de flotadas, onde você só tem uma chance por ponto: passou ele, não tem como voltar. Os guias vão somente corrigindo a direção

das

balsas,

regulando

a

velocidade,

e

orientando onde arremessar. Foi o local onde tive verdadeiras aulas de pesca com mosca todos os dias, pois cada guia era diferente e eles pediam para arremessar e trabalhar a mosca executando o mending, cada um com um estilo e maneira diferente de executar a mesma técnica. Outro local que lancei moscas atrás do dourado foi no Rio Paraguay, no Pantanal Sul, Tanto na sua época cheia e na época da seca, um lugar lindo e ainda pouco divulgado no Brasil para a pesca com mosca, com toda a magia e energia do Pantanal, ASSOCI AÇÃO

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tornando-se um lugar único e lindo, que deveria ser conhecido por todos pescadores. No Rio Manso, um rio

lindo e com estruturas totalmente diferente dos outros, muitas

pedras,

corredeiras,

travessões

e

algas,

abrigando muitos dourados, é o local no Brasil que você terá sua oportunidade real de um dourado de 2 dígitos no fly. Pesquei ainda no rio Miranda, de vadeio, onde ele nasce, em Jardim-MS, e embarcado na sua foz junto ao Rio Paraguay. Nos Rios Correntes e Piquiri, pescaria

em

que

é

realizada

uma

verdadeira

expedição, que começa na Serra de Sonora e termina no Pantanal Norte, descendo 250 quilômetros de rio com lanchas particulares. O Correntes é um rio lindo, com sua água em vários tons de azul, com muitos dourados e piraputangas. O Piquiri me impressionou com a quantidade de dourados, e foi o local em que tive todos os dias muitas ações de dourados, e o mais legal foi pescar sem guia local. Me desafiei a encontrar o Rei do Rio sozinho, lendo o rio e parando para pescar nos pontos julgados por mim promissores, um grande desafio

que

me

fez

entender

ainda

mais

o

comportamento desse peixe, uma verdadeira aula. Ainda no Rio Paraná, na cidade de Castilho/SP, onde pesco qualquer época do ano pois está a 80 km de casa, e também é onde costumo treinar antes de uma

grande pescaria, e por fim no Rio Aguapei (ou Rio Feio), este a 30 km de casa, local sem estrutura para o

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pescador, mas que abriga muitos dourados. Acredito com isso ter algo de útil para falar ao amigo mosqueiro que quer se desafiar pescando o Rei do Rio. Para alguns, será o óbvio, mas para outros tentarei ajudar.

Vou falar de leitura do rio, dica para uma conversa com seu guia antes da pescaria para te conduzir melhor, importância da precisão no arremesso, onde arremessar

Agua correndo corretamente junto a galhada na margem

e locais que o dourado caça, posição do arremesso, distancia, mend e drag, recolhimento da linha e técnicas de movimento da mosca, fisgada, moscas e cores, linhas, vara, leaders e shock tippet e o aço, e nó usado na pesca do dourado.

Leitura do rio e orientação úteis ao guia

Ler o rio e determinar se o peixe alvo vai estar ali, se ele vai ficar naquele ponto para se alimentar, julgar se o ponto é promissor, e se é um corredor de alimentação é saber olhar o rio, ver se a estrutura é abrigo do predador desejado. Ver como a água corre na estrutura e se a

Agua correndo junto ao barranco

velocidade está adequada para o peixe que vai pescar, enfim, entender se o local que esta pescando é o ambiente adequado para o peixe pretendido. Ainda, para uma boa leitura de rio é necessário entender como o peixe alvo se comporta, onde fica no rio, como ele se alimenta e do que se alimenta. Entendendo isso tudo te torna capaz de olhar o ponto e julgar se ali ele abriga o seu troféu. Procure ainda saber quais são os pequenos peixes que são a base da cadeia alimentar onde vai pescar e tenha moscas que os imitem. O sucesso da sua pescaria começa antes, estudando em casa e treinando. Pesquise o peixe e o rio que vai pescar. Julgo isto muito importante e necessário. Não seja um mero lançador de moscas a esmo, busque informação e

Agua correndo junto ao barranco e galhada

tente conhecer o rio e os tipos de estruturas que tem nele. ASSOCI AÇÃO

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Conhecer o peixe, entender seus hábitos e o que esta tendo de alimento no rio, já é um bom começo. Não

dependa somente do guia de pesca, pois aqui no Brasil temos poucos guias que realmente entendem de pesca com mosca e de como captura-se determinado peixe com fly. Por isso é necessário você conhecer onde vai pescar e entender o comportamento do peixe, até para ver se esta pescando nos pontos certos. A velocidade que o barco vai ser conduzido é um detalhe muito importante. Um barco rodando muito rápido vai atrapalhar, e você vai passar muito rápido pelo ponto, terá somente uma chance e se não estiver Cabeça de corredeira

muito concentrado, nenhuma chance. A velocidade acima da ideal vai causar muito o Drag. Descubra a velocidade de deriva correta, pois com isso você vai aproveitar muito mais sua pescaria. Poucos se atentam a

isso, e a maioria dos guias estão acostumados com o baiting e as carretilhas com recolhimento muito rápido, e a linha com pouco arrasto na água, tudo muito diferente do fly. Lembre disso: a velocidade errada do barco na deriva

prejudica

substancialmente

sua

pescaria.

Percebendo algo de errado, converse e oriente. Se onde for pescar tiver um guia experiente com o fly, contrate ele, esse é um ótimo investimento!

Cabeça de corredeira

Corredeira

Divisão da agua

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Falando ainda na velocidade da rodada, eu prefiro que seja reduzida, que o guia diminua a velocidade com o remo, ou com o motor elétrico, isso aumenta a possibilidade de arremessos em pontos muito promissores, como por exemplo um tronco na água. O fly pega muito peixe, basta usar a técnica certa, com uma boa mosca, no local certo. Evite aborrecimentos e se divirta! Arremesso e locais promissores para a pesca do Dourado DROP-OFF

Treino muito e me cobro demais, não posso perder um peixe por falha minha ou incompetência técnica. Ele, o dourado, vai exigir tudo o que você sabe referente a pesca com mosca. Jogue duro contra eles, pois são fortes, ariscos e grandes brigadores. Use o seu melhor arremesso e com sua maior precisão, pois se não arremessar

muito

bem,

a

centímetros

do

ponto

idealizado, ele não vira no meio do rio atrás de sua mosca. Os arremessos devem ser rentes a margem em que a água desce correndo, sem formar rebojos (dourados não gostam de rebojos, não caçam ali). Dourados gostam de caçar de frente para a correnteza, são exímios nadadores e com uma velocidade incrível.

GALHADAS

Arremesse junto as estruturas que dividem a água do rio, como troncos e pedras, nos começos e finais das corredeiras. Onde tiver um estreitamento de água e formar um corredor, com água rápida, ele pode estar ali, espreitando sua próxima vitima. Nos bancos de areia em que a água corre, arremesse na parte rasa e trabalhe a mosca até as partes que ficam um pouco mais fundas ou após raseiros, nos drop-off. Eles se escondem ali,

esperando um pequeno peixe desavisado que busca proteção nessas locais. Nas grandes corredeiras bem rasas, formadas por pedras, nos locais um pouco mais fundos, deve-se trabalhar a mosca nestes locais atrás das pedras, nas pequenas corredeiras formadas entre duas pedras. Trabalhe suas moscas antes e depois. Junto aos PEDRAS

troncos que mostram-se no rio, faça a mosca nadar em frente ou ao lado dele. ASSOCI AÇÃO

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Nas galhadas, arremesse na sua frente e trabalhe bem rente, trabalhe também nos lados e atrás delas. Nas pedras que afloram o rio, arremesse na frente e depois atrás, ele pode estar ali, junto ao encontro de duas correntes diferentes, em frente aos travessões de pedras que invadem o rio e na corredeira que forma no termino dele, perto de obstáculos submersos. É Necessário. Se quiser ver um ataque do Rei do Rio, o que foi dito anteriormente é fundamental para se ter a chance de despertar o interesse dele pela sua mosca e despejar toda sua energia num ataque fenomenal.

TRONCOS

Posição do arremesso, a distância e tempo de arremesso Tendo

consciência

de

sua

eficiência

técnica

nos

arremessos, a pescaria onde encontramos os dourados é num cenário em que a água vai estar correndo, o barco

se movimentando rápido, e em muitos pontos você terá apenas uma chance. Calcular o ponto exato de arremessar, e não perder essa chance, te garante capturas. Não há como ficar voltando, não existe outra chance. Se enroscar então, perdeu o pesqueiro. Saiba determinar o exato momento de seu arremesso, senão o barco

vai

descendo

desperdiçadas.

Conforme

e

chances começou

vão a

sendo

pescar,

acertando o seu timing que nesse tipo de pescaria é o tempo de movimentação do barco, do arremesso no

TRAVESSÃO

ponto exato para a mosca nadar junto a estrutura e afundar o tanto suficiente para o dourado visualizar e

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atacar ela. Dominou isso tudo? Os desafios não param

Outra técnica que gosto muito de usar, é arremessar bem

por ai. Você somente obteve êxito no arremesso com

junto a estrutura, deixar a mosca afundar um pouco,

chances reais de captura. Lembre-se também que para

derivando, e automaticamente, se for necessário, corrijo

manter o elemento surpresa, é legal arremessar em 45

a linha com mend, alguns toques, sem recolher. Espero a

graus, tendo como referência o bico do barco e a

linha esticar, outro toque, se for necessário outro mend,

margem, sempre a frente, e uma distância boa de

até ter trabalhado toda a estrutura, para aí arremessar

arremesso eu considero de 15 a 25 metros.

novamente. Toques estes que me remete a infância, pois lembra o ato de soltar pipas, você só vai fazer a mosca

Mending a técnica que salva muitas capturas

se movimentar sem recolher a linha. Técnica esta que

Quanta coisa para capturar um peixe! Pois é, isso ainda não basta, pois dependendo o local tem que controlar a

garante muitas capturas e permite fazer a mosca nadar mais tempo diante de um ponto promissor.

linha, corrigir ela por causa da correnteza, pois se formar

Também pode usar a técnica de recolher a linha com as

uma barriga a mosca perde sua movimentação natural,

duas mãos, para se dar uma maior velocidade a mosca,

ela é arrastada, e você não conseguirá dar o movimento

quando você pesca no upstream ou arremessando a

correto na isca. Para corrigir isso entra o mend, técnica

favor da correnteza, enfim, em qualquer situação que

que consiste em levantar a vara e jogar a linha com uma

queria trabalhar a mosca mais rápido.

volta, para o lado contrário, desmanchando a “barriga” formada na linha pela correnteza. Este controle de linha

Arremesse, leve a vara para debaixo do braço, prenda a

que tem que ser feito para não tirar a naturalidade da

vara, e com as mãos alternadamente recolha a linha.

mosca, para que não aconteça o drag que é o arrasto da linha, tirando a naturalidade da mosca, não deixando derivar ou nadar da forma correta. Se acontecer o drag e você não o corrigir, o arremesso é perdido. Domine esta técnica!

Fisgando o Rei do Rio no Fly Outro ponto chave na pescaria do dourado no fly, é a fisgada. Crave com a linha, puxe ela pra trás sem levantar a vara, com toda sua velocidade e força assim que sentir a ação do peixe ou ver o ataque do rei do rio.

Como trabalhar a mosca

Eu migrei da pescaria de tucunaré, levei os vícios para a Dê vida a sua mosca. O trabalho da mosca é muito

pescaria do dourado e um exercício que deu muito certo

importante.

comigo foi ficar mentalizando no momento da pescaria

Depois de tudo citado anteriormente ter acontecido e

a frase: "- fisgue com a linha, fisgue com a linha!" Deu

sua mosca ter caído na área de alimentação do

certo!

dourado, então dê puxões na linha, 5 toques recolhendo a mosca são suficientes. Não teve ação, parta para

Moscas

outro arremesso junto a estrutura e trabalhe novamente a

Vamos agora falar das moscas, pois o que adianta tanta

mosca. 5 toques partindo da estrutura em recolhimento

técnica, treino, dedicação, materiais

para direção do barco geralmente são suficientes, saiu

caríssimos se a mosca não despertar interesse no

uns 2 metros da estrutura, arremesse novamente, se for

dourado? Se não sabe atar ainda ou não gosta, compre

em um local que sua mosca continua perto da estrutura,

de um bom atador moscas perfeitas, atadas com ótimos

insista mais no arremesso e recolha o tanto que julgar

anzóis. Preferencialmente os super point (afiados a lazer)

necessário. Lembrando, se começou a formar a “barriga”

e reforçados. Exijam isso: um ótimo anzol.

de

ponta

e

na linha, execute o mend. ASSOCI AÇÃO

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Para quem quer mais emoção, o dourado pega na superfície os hair bugs imitando rato, divers de E.V.A, pencil popper e poppers. São moscas excelentes para se tentar o dourado na superfície e fazer uma das pescarias mais emocionantes de sua vida. Com este tipo de mosca aconselho o amigo a fazer arremessos em locais rasos e rios mais estreitos, porém nada impede de usar em locais mais fundos. As moscas mais tradicionais na pesca do dourado

são as que trabalham na meia água, como Cabeças Andinos, Andinos Muddler, Mix 60°, Wolly Buggers, Eps Minows. Faça ou encomende moscas com menos volume e com mais volume, moscas grandes com 14 cm ate 18 cm, e outras pequenas, de 7 a 12 cm, com todo tipo de olhos, desde os somente decorativos aos lastreados, dos

mais pesados até os mais leves. Isso determina a velocidade que a mosca vai afundar, mais rápido ou mais lento. Isto é necessário sim, pois temos todos tipos de condições nos rios, raso ou fundo, água muito rápida ou mais calma. Uma

mosca

com

menos

volume

e

olhos

lastreados vai afundar logo e chegar ao raio de ação do dourado antes que a correnteza a leve, ao contrário uma mosca volumosa e olhos que não sejam lastreados, pode nadar muito acima de onde o peixe está comendo. Ela será eficiente num ponto mais raso do rio, onde o peixe está bem no raso e ela não irá enroscar no fundo. Saiba escolher e equacionar esta questão. Tenha também moscas com brilhos e umas sem brilho (em alguns locais os guias pedem moscas sem brilhos e pequenas). Há também pescadores que gostam de usar moscas sem brilho no meio do dia e no final e começo do dia moscas com brilho. Quanto mais opção, mais possibilidades. Outra questão a se considerar é que pode acontecer de uma subida de pequenos peixes (lambaris por exemplo). Aí os dourados ficam seletivos e pegam somente em algo que imite este alimento abundante. ASSOCI AÇÃO

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Moscas pequenas atadas em EPs ou pequenos Andinos

ponto

ou Mix imitando as cores, forma e tamanho deste

equipamento #6 procuro usar o aço de 23 a 30 libras e

alimento

procuro deixar o tippet do leader com 20 libras. Esse

abundante

são

necessárias

também.

As

de

ruptura

do

leader

caso

necessite.

No

Andinos Muddler podem ser atadas com material natural

leader

e sintéticos, lembrando que as sintéticas duram um

comprimento de 1,80m a 2,50m, agora se for para uma

pouco mais e são mais leves para arremessar. Você

linha que afunda rapido, as sinking tip terá no maximo

também pode atar algumas moscas com anti enrosco.

1,50 m, para que a o leader acompanhe o afundamento

No Rio Manso por exemplo, tem alguns pontos com

da linha de fly e leve a mosca junto.

se

for

para

linha

intermediate

terá

um

muitas algas, este dispositivo ajuda a pescar nestes locais.

Se for usar linha floting e pescar em locais rasos ou usar

As cores que gosto muito são: as toda pretas, pretas com

moscas

a parte de baixo vermelha, as pretas e roxas, as laranja e

ratos, poppers, divers uso leader de linha monofilamento

amarelas, pretas e vermelhas, as brancas com dorso

normal, com as mesmas libras e torcido. Aprendi a fazer

verde limão, branca com dorso oliva e as laranja e verde

este leader na Argentina, e confio demais nele.

limão. As cores de água e as cores das moscas são assuntos controversos e nada unânimes, porém, o que pude observar e obtive sucesso, foi o seguinte: em águas turvas

uso muito as moscas pretas, pretas e roxas, pretas e vermelhas.

Nas

águas

limpas

e

claras,

todas

as

combinações de cores tive ação; e nas águas escuras (água limpa, porém

com muitos sedimentos), por

exemplo no Rio Paraguay e no Rio Piquiri cheios, onde saem muito água das baias e lagoas filtradas pelos

de

superfície,

como

hair

bugs

imitando

Como sistema de união e para facilitar a troca de moscas, estes leaders termino eles com o perfect loop, e no shock tippet

faço outro perfect loop e uno o

tippet com o aço da mosca no sistema loop to loop, e para prender as moscas no shock tippet uso o nó non slip mono loop. Este nó tem uma animação publicada no site da Orvis, e gosto dele por que a mosca fica solta em uma alça, isto faz que ela se movimente com muita naturalidade.

aguapés, obtive muito sucesso com as moscas brancas e verde limão, amarelas e laranja, branca e cabeça vermelha e as verde limão com laranja! Leader, o nó, a união deles e o shock tippet O dourado possui uma dentição poderosa, é legal usar um aço como shock tippet, pode ser arame de aço rígido, de arame de aço torcido, e os aços que aceitem nó. Dou preferência a estes, variando de 20 libras a 40 libras. Não uso snap pois não confio, porém é pessoal. Em relação ao leader usado para dourados, eu gosto do torcido. Nas moscas e linhas que são para afundarem, uso os leaders de fluocarbono torcido, com linhas de 35 libras, e uma parte final do leader com 25 libras no equipamento #8, pois o aço que aceita nó terá 30 a 40 libras, então essa perna final com 25 libras se torna o ASSOCI AÇÃO

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Para perder menos tempo, deixo algumas moscas que acredito que vou usar, já com o shock tippet feito. Varas e carretilhas As varas uso as rápidas, números #6 a #10 são indicados. Eu uso muito a vara #8, ultra rápida, preferindo as de 4 seções para caber na mala. A escolha por varas rápidas, é pessoal, me sinto melhor com elas para arremessar as linhas e moscas utilizadas para esta pesca. Também a alavanca que elas possuem, me deixa mais seguro para duelar com o Rei do Rio, suas respostas rápidas, me ajudam a manter a linha sempre tensa. Porém já vi mosqueiros pescando dourados com varas fiber glass, uma ação totalmente diferente das varas rápidas de carbono. Carretilha

eu

recomendo

que

use

uma

compatível com seu equipamento. A sugestão seria para uma bem leve, pois ajudaria a diminuir o peso do

equipamento, o que faz diferença no final do dia de pesca com equipamento #8, arremessando moscas lastreadas, grandes, com volume e estas linhas modernas sobre dimensionadas. Linhas Na pescaria de dourados uso muito as intermediate, nos locais mais rasos, começo de corredeiras ou término delas, e nos locais mais fundos, uso as linhas sinking tip com a ponta com 15 ft(pés) estas tem a ponta menor e são mais fáceis tirar da água para fazer o a arremesso falso e devolver a mosca no rio, geralmente uso ela com 3 ips de razão de afundamento. Lembro que IPS significa inche per second, medida por segundo que a linha de fly afunda,

inche

é

conhecido

aqui

por

nós

como

polegadas e equivale a 2,54 cm, e ft é a sigla de pé e que equivale a 30,48 cm, então a ponta desta linha de 15 ft, terá aproximadamente 4,5 metros e ela ira afunda aproximadamente 7,5 cm por segundos, ai é só o mosqueiro

fazer

a

conta

mentalmente,

contar

e

trabalhar a mosca! No Rio Paraná, por conta das represas, as estruturas ficaram mais no fundo, então aqui

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MOSCA

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uso as linhas com razão de afundamento de 6 ips, para chegar mais rápido ao raio de ação do dourado!!!! O perfil que prefiro nas linhas para pescar os dourados tem

seu

peso

bem

concentrado

na

frente,

são

tropicalizadas, também podem ser as projetadas para o mar, estas costumam se adaptar muito bem as nossas condições

de

pesca

denominações para

e

de

temperatura,

as

estes modelos de linhas são:

Outbond, Bass Bug Taper, Weight Forward, projetadas para o calor, na caixa da linha terá desenho de um termômetro na cor laranja, indicando a temperatura da água quente, escolha as que marcam de 24° a 38°, ou ainda escrito tropical na caixa. Embarcando o Dourado Vencendo o embate, será a hora de embarcar o

Bom amigos mosqueiros, a pesca não é matemática,

dourado, faça da maneira mais rápida e segura!! Hoje

por isso, o que foi falado acima não é nenhuma regra,

não uso mais o alicate de contensão, somente alicate

também, não foi exaurido o assunto, tentei falar sobre o

para retirar o anzol. Após o dourado pranchar, seguro o

maximo de variáveis que vivi ate hoje, não quero ser o

leader, coloca a vara de fly de lado e com a mão livre

dono da verdade, eu obtive sucesso pescando assim,

seguro o dourado pelo rabo, tirando assim a ação do

aprendi também que ao estarmos lidando com um ser

peixe, levanto ele para fora da água, solto a mão do

vivo, não existe regra determinada, o peixe tem um

leader e coloco ela na barriga do dourado, apoiando

comportamento sim, mais que pode agir diferente e

ele, levo ele até o meu colo e retiro o anzol, tire sua foto

mudar!!!! Temos que ir estudando o local que estamos

rapidamente, devolva o dourado ao rio e segure ele com

pescando, lendo o rio,

o rabo voltado a para a correnteza, para água correr

alimento, ir tentando entender o que o peixe quer, como

passar por entre as guelras do dourado e ajudar ele a se

ele esta agindo e se alimentando!!!!!!!! Tudo é muito

recuperar rapidamente. Pode também, depois da foto,

dinâmico e dentro de um dia existem muitas variáveis!!!!!

usar o alicate o de contenção para solar ele e ajudar a

Fique atento a tudo isso e a possibilidade de sucesso

segurar ate se recuperar, colocando na boca dele e a

aumentará!!!!!!

ir vendo o que tem de

outra mão na barriga, levando até a água e segurando ele afundando na água com a boca voltada para a

correnteza. Não entorte o peixe, solte ele no momento que perceber que ele restabeleceu suas forças, o dourado vive em rios que também tem muitas piranhas, se soltar ele sem condições de se defender, se tornará

Por isso tudo que capturar um dourado no fly é um tremendo desafio!!!!!!! E este desafio que me move, que justifica os treinos, as longas viagens, o investimento financeiro, o estudo, o tempo atando e a ausência junto a minha família, na qual amo tanto!!!!!!

presa fácil para elas. Deixe tudo como estava antes!!!!!! Pesque, fotografe e solte sempre!!!!

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MOSCA

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TERMOS USADO NO FLY: Drag: termo usado quando a mosca não é apresentada de forma certa ao peixe pretendido, formando uma barriga pela linha e a mosca é arrastada, não deriva ou nada da forma correta, não descendo a correnteza de forma natural, isso tira a naturalidade e não desperta o interesse do peixe, para corrigir e evitar o Drag usa-se o Mend. Flotada: pescaria realizada em barcos sem motor, em canoas ou balsas de borracha, descendo ao sabor da correnteza, muita comum na Patagônia Chilena e Argentina, foi idealizada desta forma pois os rios não são navegáveis com barcos a motor ou muito difícil sua navegação, escolhe-se um tramo do rio e um carro leva o barco, os pescadores descem o dia todo pescando e no final do dia, num local previamente combinado, o pessoal do apoio vai pegar os pescadores, hoje já temos flotadas no Brasil, com foco no dourado. Inch per second: com a sigla ips, nas linhas de fly que afundam, inch é polegadas traduzindo para o português, representada pela sigla “, polegadas por segundo, uma polegada tem 2,54 centímetros ou 25,4 milímetros, traduzindo para linhas de fly, é a quantidade que esta linha de fly afunda por segundo, 3 ips, em uma conta rápida, ela vai afundar 7,50 centímetros por segundo, o pescador arremessa e conta os segundos e vai fazendo a conta, chegando na profundidade desejada começa a recolher a linha. Usado nas linhas sinking tip ou sinking. Intermediate tip: tip quer dizer que a ponta dela é intermediate, classificação da linha de fly de densidade 1 (um), afunda 1 ips, uma polegada, praticamente o peso igual ao da água, esta linhas afundam bem lentamente. Leader: é a linha que une a linha de lançar moscas até a mosca.

Sinking tip: novamente o tip, linha de fly em que apenas a ponta afunda e o restante flutua, com a sigla dela ST, linha mais fácil de arremessar que as totalmente sinking, muito mais usada hoje, eu prefiro as ST com apenas 15 ft de ponta sinking, tem também as 24 ft. Tippet: parte mais fina do leader, onde é amarrada a mosca. Se usarmos um aço na mosca, ele terá que ser o ponto mais fino do leader para que possa romper, caso tenha um problema e evite a que se quebre o equipamento ou rompa a linha de fly. Timing ou time: tempo do arremesso, é arremessar corretamente com o material de pesca, pois cada conjunto vara, linha, leader e mosca exige um tempo diferente, uma movimento diferente e com velocidades diferentes, este tempo muda conforme o número do conjunto, tipos de moscas e ação. Então quando o pescador consegue arremessar corretamente com o material, ele pegou o tempo do material. Upstream: pescaria realizada subindo o rio. Vadeo: termo usado pelos guias e pescadores da patagônia (argentina e chilena) para se referir a pesca de barranco, caminhando e pescando, no estilo, sem o uso de barco ou balsas. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA: - Site wikipedia https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal - Livro Pescando com mosca

Loop to loop: sistema que une a linha de fly ao leader, do leader ao shock tippet, de partes de leader através de loops, onde um loop envolve o outro, sistema que agiliza e facilita a troca de leader, parte do leader, de moscas. Mend: ato de lançar uma curva da linha de fly, para evitar o Drag, devendo ser feita ao contrario da curva formada pela correnteza, com esta curva você vai contra-balancear a curva feita pela correnteza do rio, é a mesma coisa que Line mending. Mosqueiros: como nós pescadores com mosca gostamos de ser tratados, nos denominamos! Shock tippet: pedaço que vai entre o tippet e a mosca, conforme o peixe a ser pescado é o tamanho dele e a espessura, pode ser de aço flexível que aceite nó, fios de aço, linhas fluorocarbon e até linhas multifilamento. Para dourados prefiro os aços que aceitem nó.

SILVA, Paulo Cesar Domingos da. 1931 Pescando com mosca/Paulo Cesar Domingues da Silva. -2ª ed. ver. E ampl. Rio de Janeiro: Outras Letras, 2014. 228 p: Il.(algumas color);28cm. IBSN 978-85-88642-81-2 1.Pescaria.2.Iscas.3.PescaEquipamento e acessórios.I.Ttítulo. CDD-799.1 Links uteis: - Animação no dó Non Slip Mono Loop http://howtoflyfish.orvis.com/fly-fishing-knots/non-slip-mono-loop-animation - Animação do Perfection loop http://howtoflyfish.orvis.com/fly-fishing-knots/perfection-loop-video - Video do leader torcido https://www.youtube.com/watch?v=aMyZgapwJXM

Contato:

Sinking: em inglês, afundar, sigla S . Termo usado para linhas de fly que afundam, a linha sinking toda ela afunda.

Caso o amigo mosqueiro queria entrar em contato comigo para eximir qualquer duvida meu Facebook: Bata Fly Fishing

Email: bataflyfishing@gmail.com ASSOCI AÇÃO

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MOSCA

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ATADO: PHEASANT TAIL JIG ( VARIANT) Por ARTHUR BEZZI Ficha da mosca

Descrição

Dificuldade do Atado: Esta é uma ninfa atratora, apesar de ter semelhanças com ninfas de mayfly. Recomenda-se ser escada com

Tipo: NINFA

dead drift prioritariamente. Contudo, pode –se utilizar o

Espécies: TRUTA, LAMBARI, etc

swing no final do drift em função do tórax volumoso, que pode representar uma ninfa emergindo. O uso do

Material: Hook: grip jig-fly 14012BL #10-#16

dubbing no tórax é uma característica da variação de

Bead: brass, slotted, 3mm-3,8mm

jig da Pheasant Tail. Além disso, o peso da mosca é

Thread: 8/0 black

relativamente grande em função do seu tamanho, isso

Lead: lead wire 0.020-0.025

ajuda no seu afundamento; o anzol jig evitará uma

Rib: fine copper wire

boa parte dos enrroscos.

Tail: pheasant tail fibers Abdomen: pheasant tail fibers Thorax: hare’s ear dubbing

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MOSCA

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PHEASANT TAIL JIG ( VARIANT ) : PASSO A PASSO

1

Coloque o bead no anzol (lado menor primeiro). E fixe o anzol

2

na morsa. Coloque cerca de 8 voltas de lead wire e passe uma

Fixe cerca de 9 cerdas de pheasant tail com uma haste de comprimento.

gota de cianoacrilato. Cubra o lead wire com fio de atado e pare no fim da haste do anzol.

4

3

Em cima do mesmo local onde o pheasant tail foi fixado, fixe o fio de cobre e avance com o fio de atado em direção ao bead.

atado. Enrole o fio de cobre no sentido contrário da pena e o fixe com o fio de atado.

6 Enrole o loop por cerca de 1/3 (eventualmente um pouco mais) do corpo em direção ao bead. Encerre com um whip finish e uma gota de cola.

5 Faça um dubbing loop de 8cm na base da pena. Cuidadosamente, preencha com uma generosa quantidade de hare’s ear. Gire o loop até o dubbing ficar bem preso.

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PESCA COM

MOSCA

Enrole a pena por cerca de 2/3 da haste e a fixe com o fio de

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SUSTENTABILIDADE E MEIO AMBIENTE Por: MENANDRO DE CINTRA

ATITUDES QUE FAZEM A DIFERENÇA

isso acabou tornando se um hábito.

Fazer a diferença, literalmente o que distingue uma coisa de outra. Sabemos que, em não fazendo nada, também não colhemos nada.

Assim começamos a brincar de reflorestar e, há anos atrás, tínhamos por costume visitar uma pequena ilha na represa onde temos uma propriedade.

Há uns meses atrás conversando com alguns

Apelidamos

a

ilha

de

“Ilha

da

garganta

pescadores sobre o tema de repovoamento da mata

cortada” por causa de um filme de Piratas e para dar

ciliar e o plantio de árvores, surgiram relatos de atitudes

mais graça a nossa brincadeira, lá costumávamos

que fazem a diferença. Vimos ações que inspiram a

caminhar, observar animais, fazer acampamentos e

melhorar o entorno e o mais importante é que podemos

muitas vezes levando amigos de meus filhos e meus

compartilhar

sobrinhos.

e

assim,

juntos,

fortalecemos

nossos

conceitos sobre o meio ambiente e as formas que temos de perpetuação.

Essa ilha, isso lá em 2002, aparecia desnuda e

Algumas regionais da ABPM já tentam abordar o

sem mata, era ocupada por um morador local. Este

tema em seus encontros e mostram quanta dificuldade

mesmo morador foi retirado pelo IBAMA e a casa

ainda temos para fazer acontecer, porque é tão difícil

demolida. A partir dai começamos a frequentar a ilha

contaminar mais pessoas se é para o bem comum. Será

com familiares e amigos, os filhos ainda eram pequenos

apenas quando apertar a necessidade de se fazer

na época, parávamos para fazer o almoço, geralmente

algoʔ Pois bem, nesta troca de experiências podemos

churrasco e também acampávamos.

ganhar muito com os bons exemplos, fatos marcantes que mudam a visão de mundo. Assim, começa uma história no meio de tantas outras, o relato do pescador Newton de SP, com algumas fotos que ilustram como

tudo era e como tudo está atualmente. “Meu nome é Newton Montes moro em São Paulo, comecei a pescar de fly em 1994, na época apareceu alguns equipamentos de fly na loja de um amigo, por curiosidade

eu

e

mais

um

outro

amigo

o

Alexandre, compramos e começamos a tentar usar, não foi fácil pois não

conhecíamos ninguém que

pescava de fly e não havia informação como hoje. Depois de um tempo conheci o Sr. Luiz Fernando e este me apresentou o Gregorio, eles me ajudaram muito no início com muita informação e dicas. Agora o fato de plantar foi pura brincadeira, meus filhos ganhavam mudas em eventos e passeios, ai tínhamos que plantar também começaram a coletar sementes de árvores na rua, em casa e com o tempo isso acabou tornando se um hábito. ASSOCI AÇÃO

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MOSCA

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SUSTENTABILIDADE E MEIO AMBIENTE

Demos inicio ao plantio de algumas mudas de arvores

sp

da região e fomos plantando, à medida que visitávamos local notamos que mais pessoas, à medida que iam, também faziam o plantio de mudas. Assim mais de quinze anos depois, vê-se que o esforço, em cenas de hoje, surpreenderam a todos que participaram. A ilha esta tomada por uma mata, e tudo

sem planejamento, sementes das arvores de quintal, a muda de jaca que já nasceu em lugar errado, às mudas que os filhos ganhavam em eventos, e assim plantando aleatoriamente, foram impregnando o ambiente. O mais interessante e que a ilha dispunha somente de uma pequena área de mata coberta que tinha restado e na qual ele não deixava as crianças chegarem perto por medo de cobras e afins e hoje

quando veem esta coberta toda pela mesma mata fechada. Bom, o tempo passou e meus filhos hoje já estão na Faculdade e as visitas a Ilha da Garganta Cortada ficaram no passado. Um dia olhando a região no Google Earth vi a condição atual da ilha, fiquei curioso e comecei a olhar as imagem antigas e a evolução da vegetação, fiquei impressionado com sua recuperação, pois apesar de frequentar até hoje a represa não havia notado a sua transformação e hoje fico muito feliz de que junto com meus filhos e com um gesto tão simples, termos contribuído um pouco para esta recuperação”.

E assim contaminam mais pessoas com atitudes que fazem a diferença. Somos sabedores da importância de se criar as

Assim

podemos

ver

que

os

esforços

para

condições

adequadas

para

a

propagação

das

repovoamento são simples, mas tem que ser duradouros.

espécies, ou sementes ao vento, ou na água, que os

Plantar ontem, hoje e amanhã, pois somente as

pássaros e animais defecam. Tudo contribui para o

próximas gerações é que verão todo o esforço

conjunto, inclusive você plantando e propagando, e

empregado para a conservação do meio ambiente.

aqui vai uma dica de bomba de sementes que vai

Outro a dar depoimentos que brilham aos olhos em

contribuir

significativamente

em

nossas

pescarias.

resultado é nosso colega Pescador Mauricio Velho. Ele

Iremos nos lembrar de nossos esforços para recriar

junto a outros pescadores, em diversas oportunidades

um dia a mata ciliar de rios e lagos e também conservar

plantam mudas, repovoam espaços e já contabilizam

o ambiente para que nosso esporte não deixe de existir

mais de 5 mil árvores plantadas

por falta de condições necessárias para a sobrevivência

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SUSTENTABILIDADE E MEIO AMBIENTE

dos peixes em nossos mananciais hídricos. Ingredientes: Argila Composto orgânico Sementes de sua escolha Preparo: para cada 5 partes de argila, deve-se misturar

uma

de

composto

orgânico

e

uma

de

sementes. Misture os ingredientes e adicione água aos poucos até a mistura ficar homogênea. Por fim, basta apertar bem a massa que se formou, moldá-la em pequenas bolinhas e deixar secar no sol por algumas horas até que a argila endureça. Mais do que admirar projetos inovadores e

revolucionários como as bombas ecológicas caseiras, é o espírito sustentável de cada um, aliado a atitude e vontade de transformar o local em que vivemos. Bom agora é só juntar a sua família, sua equipe, seus amigos, ou grupo de pescadores e fazer a diferença para o futuro de nossas gerações. A Newton Montes meu muito obrigado pelo relato

e

exemplo

compartilhado,

fica

nosso

agradecimento. Obrigado a ABPM e todos os seus participantes que unidos, simplesmente buscam o Fortalecimento da Pesca com Mosca no Brasil, Juntos Somos Mais Fortes. Menandro de Cintra Empresário e Gestor Ambiental

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-2018

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MINHA CAIXA DE MOSCAS

MOSQUERIO CONVIDADO: ARTHUR BEZZI

Esta é a tÍpica caixa de mosca de um mosqueiro gaúcho que curte uma truta. Trata-se do Arthur Bezzi, uma caixa repleta de ninfas e secas aprovadas para nossos rios.

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3-

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DEZ

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2017

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PESQUE & PAGUE Por: Lúcio Fukuda

Qual isca usar?

Existem muitos fabricantes desse tipo de isca, visto

Chegamos à beira do lago e iniciamos nossos preparativos. Ajeitamos nossas tralhas,

que é muito efetiva e por esse motivo amplamente

Grande do Sul montamos nossa usado por pescadores de todas as modalidades. As mais

vara, passamos a linha e abrimos nossa flybox para

comuns sendo as flutuantes, confeccionadas em EVA,

escolher nossa isca e... qual mosca vamos usar ? Aliás,

cortiça, mistas de cortiça com EVA e as não tão comuns

quais moscas levar em um pesqueiro? Como sempre, a

como as hairballs. Essas iscas têm como objetivo imitar o

resposta é... relativa! Sim, porque depende de alguns

alimento com que os peixes estão mais acostumados e,

fatores, como os peixes que queremos capturar, qual

portanto são itens obrigatórios em qualquer caixa de

alimentação que eles estão acostumados, qual época

iscas. Quanto a tamanho, formato e cor, esses detalhes

do ano estamos pescando, etc., etc., etc... Ou seja: uma

cada pescador deverá chegar a sua conclusão de qual

verdadeira coisa de louco e diga-se de passagem, todo

será a melhor opção através de observação ou

pescador adora ter essas dúvidas. Mas vamos facilitar a

conversando com pescadores mais experientes.

vida dos nossos amigos e faremos alguns comentários sobre as moscas que estamos tendo mais retorno no uso em nossas pescarias. Pois

bem,

vamos

pelo

mais

simples:

Nos

pesqueiros a opção mais óbvia é ter algumas opções de ração

artificial.

Mas

mesmo

assim

temos

muitas

alternativas em relação a tamanho, cor, flutuabilidade, etc. E existem pessoas que acreditam que pescar em pesqueiros não requer nenhuma técnica! Temos que analisar localmente que tipo de ração os peixes estão mais acostumados a consumir. A maioria dos pesqueiros se utiliza de ração de tamanho pequeno, padrão das indústrias fabricantes, tendo o objetivo de manutenção dos peixes, sendo assim, devemos sempre nos atentar a esse detalhe.

Fotos gentilmente cedidas por Netpesca

A S S O C I A Ç Ã O

B R A S I L E I R A

D E

P E S C A

C O M

M O S C A

-

A B P M

– AN O

3

V O L U M E

3 0

– A B R -

2 0 1 8

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PESQUE & PAGUE Por: Lúcio Fukuda

Para situações onde o peixe se encontra mais arredio, seja por conta de uma mudança climática ou mesmo excesso de movimentação na beira do lago, as iscas

de

sub

superfície

encontram

sua

utilidade.

Sementes, miçangas e as lã Ball têm aqui o seu lugar cativo.

Nesta

modalidade,

temos

uma

pequena

alteração no modo de uso, visto que às vezes se faz necessário o uso de um pequeno aparato, o Strike Indicator, ou a nossa velha conhecida, bóinha. Como as

Foto gentilmente cedida por Netpesca

iscas são de sub superfície, um visualizador nos auxilia em muito, sendo usada desde tempos idos na pesca com

A partir desse momento de nossa conversa,

ninfas ou wet flies. E essa mesma bóia, sempre de

entraremos no reino encantado do atado, destino de

pequeno tamanho para não interferir nos arremessos,

quase todo pescador na modalidade de fly fishing. Mais

também terá a função de regular a que profundidade

cedo ou mais tarde, em maior ou menor grau, todo

ficará nossa isca.

pescador se deixa seduzir por essa outra arte, quase uma conseqüência natural da prática da pesca com mosca. É bastante evidente o caminhar dos praticantes do Fly fishing em pesqueiros na direção das moscas clássicas, mais tradicionais, como as Wet e Dry flies, Terrestrials, Streamers, Poppers e outras mais. Vamos então iniciar nossos comentários sobre esses tipos de isca, mostrando um modelo em particular que se situa no limiar de dois mundos. Ela inicia sua

confecção como um atado tradicional, mas adquire o formato básico de iscas industrializadas que citamos anteriormente. Porém, existem um detalhe fundamental que a consolida na posição de uma das melhores moscas para pesqueiro: seu formato, peso e o efeito que causa ao cair na água, não só imita a ração que alimenta os peixes, como desperta o instinto de espécies onívoras, simulando o cair de um coquinho, uma frutinha,

um inseto, etc. Estamos nos referindo a “bolachinha Sampei”, isca de eficiência Ímpar, item obrigatório na fly Box de todo pescador que frequente um pesqueiro. Não se deixem levar pela aparente simplicidade na confecção

e

aparência.

Esta

mosca

possui

características de toda mosca de sucesso. Pouca complexidade no atado e extrema eficiência. Já houveram A S S O C I A Ç Ã O

B R A S I L E I R A

D E

P E S C A

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A B P M

– AN O

modelos 3

semelhantes

V O L U M E

3 0

anteriores

– A B R -

2 0 1 8

e

com

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PESQUE & PAGUE Por: Lúcio Fukuda

certeza haverá versões futuras, porém neste momento,

essa

é

a

mais

efetiva

que

tenho

conhecimento. Seguindo mais alguns passos em direção aos clássicos, nos deparamos com outra mosca de formato ligeiramente semelhante à anterior, porém, com método construtivo

tradicionalíssimo:

Confeccionadas

com

pêlos

as de

Hairballs.

algumas

regiões

específicas do corpo do Cervo, essa mosca guarda uma característica muito interessante que é a flutuabilidade quase neutra. Uma ótima opção para os dias em que os

Foto gentilmente cedida por Darwin Go

peixes estão refugando iscas de superfície. O processo de se atar essa mosca é de uma simplicidade impressionante, porém acuidade, paciência e muito esmero no acabamento são fundamentais. E devemos comentar que o princípio básico na feitura do corpo dessa mosca é o ponto de partida para muitos outros modelos de moscas confeccionados com esse material.

Foto gentilmente cedida por Darwin Go

Fotos gentilmente cedidas por Jorge Sampei

Foto gentilmente cedida por Darwin Go

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PESQUE & PAGUE Por: Lúcio Fukuda

Foto gentilmente cedida por Anselmo Novais

Aqui cabe um pequeno adendo que nos fará ter uma melhor

compreensão

quando

comentarmos

sobre

trabalho ou ação de uma mosca. Na história do atado, as moscas primitivas, visavam a imitação de pequenos insetos em seus vários estágios evolutivos, sabidamente alimento preferencial e mais abundante no meio aquático. Porém, não se

Fotos gentilmente cedidas por Darwin Go

aplicava nenhuma ação ou movimento às moscas, simplesmente deixando à deriva na correnteza. Com o

Nas fotos que ilustram este tópico é possível verificar que

passar dos anos e a evolução das técnicas e materiais

o atar dessa mosca não possui nenhum segredo, mas

de atado surgiram moscas que ao se aplicar algum

que a afinidade com o material e a prática constante,

movimento, aumentavam em muito sua atratividade e

fizeram que meu amigo Darwin, o autor dessas moscas

consequentemente o rol de espécies seduzidas por

nas fotos, elevassem uma mosca relativamente simples,

nossas iscas. Dito isto, acho que ficará mais claro ao

ao estado da arte !

nosso amigo o porquê de eu frisar o movimentos ou tipos

A próxima da lista é o Streamer, mosca coringa,

de

com grande atratividade e literalmente milhares de

movimento

Simplesmente

variações. Elas tem como objetivo simular um pequeno

que

se

porque

pode elas

aplicar

nasceram

às

moscas.

“estáticas”,

puramente visuais e muitas delas, assim como suas

organismo aquático e de acordo com o movimento que

evoluções ou variações, ainda preservam esse “espírito

se dá à isca, pode ser um peixinho ferido, um sapinho ou

ancestral”.

até mesmo um inseto em dificuldade. Ou seja, é uma

Feito a pausa para esse pequeno comentário,

“vítima de oportunidade”, onde o peixe ataca por puro

seguimos

instinto, sendo assim, o trabalho da mosca se torna

a

apresentação

de

nossas

iscas

para

pesqueiros.

fundamental para seu sucesso. Toques não muito longos

Nossa próxima mosca é também um exemplo de

e lentos tem se mostrado mais eficazes, ao contrário do

versatilidade. Faz sucesso em qualquer ambiente. Talvez

trabalho mais vigoroso que se faz quando na natureza.

até seja desnecessário qualquer comentário ou até A S S O C I A Ç Ã O

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PESQUE & PAGUE Por: Lúcio Fukuda

contraproducente, pelo tanto que se poderia ficar discorrendo sobre ela. Estamos falando da Wolly Bugger. Uma mosca maravilhosa, que mereceria uma atenção maior nossa, portanto peço aos amigos que pesquisem e estudem essa isca. Não irão se arrepender.

Foto gentilmente cedida por Anselmo Novais

Foto gentilmente cedida por Anselmo Novais

Agora iremos comentar uma mosca que mesmo sendo muito conhecida e usada por mosqueiros ao redor do

Foto gentilmente cedida por Bruno Repiso

mundo, nos causou uma grata surpresa pela sua efetividade em pesqueiros, capturando espécies que não

são

necessariamente

predadoras,

como

por

exemplo Tambacus, Carpas e Tilápias. Vamos comentar sobre a Clouser Minnow, outra mosca coringa, mas na sua confecção já requere pequenos macetes, bom conhecimento dos materiais utilizados para que seja obtido o trabalho e ação desejados. Mas sua boa taxa de captura e a ampla gama de espécies que se deixam seduzir por ela, principalmente os carnívoros como Dourados, Matrinxãs, Traíras, Basses, Tucunarés e outros mais, a colocam como uma de minhas prediletas para Foto gentilmente cedida Edson Chagas

compor minha Flybox. A S S O C I A Ç Ã O

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E agora vamos nos ater sobre as ninfas. Essas pequenas imitações de insetos no seu estado larvar, é sucesso garantido entre os peixes de menor porte ou mesmo juvenis de espécies maiores. Tilápias, Saicangas, Trutas, capturadas usando-se esse tipo mosca. Uma pesca já mais leve e muito técnica. Comentá-las sobre seus milhares de modelos demandaria um espaço que não

dispomos aqui.

Foto gentilmente cedida por Anselmo Novais

E finalizando, englobando um vasto número de tipos, temos as terrestrials, moscas que imitam insetos que como o próprio nome diz, vivem no ambiente terrestre e que eventualmente caem na água, tornando-se uma iguaria para nossos amigos peixes. Aqui podemos encontrar talvez a mais vasta gama de tipos e modelos de moscas no mundo fly fishing. Alguns atadores se

Foto gentilmente cedida por Anselmo Novais

especializam neste tipo mosca e produzem verdadeiras

réplicas de insetos que se confundem com o mesmo vivo. Fizemos um pequeno apanhado sobre as moscas que estão se sobressaindo como as mais eficazes em pesqueiros. Espero ter ajudado ao amigo a quebrar a imagem de que pesqueiros são locais para pesca de espera, com peixes pouco esportivos ou que quase em nada desafia sua técnica ou sagacidade. Com locais cada vez mais adaptados ao fly fishing, espécies com perfil esportivo se fazendo presente em cada vez mais locais e nossa modalidade se difundindo em muito entre os frequentadores de pesqueiros, estamos vivenciando um aumento de praticantes de nossa modalidade de pesca favorita em pesqueiros e consequentemente o crescimento do nível técnico nesse ambiente.

Foto gentilmente cedida por Anselmo Novais

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Foto gentilmente cedida por Anselmo Novais

Foto gentilmente cedida por Bruno Bossolani

Foto gentilmente cedida por Anselmo Novais

Justamente o foco de nossa coluna nesta edição de nossa revista. Moscas que até a pouco só víamos sendo utilizadas na natureza, agora se fazem presentes na caixa de muitos pescadores que encontram seu lazer nos

pesqueiros próximos de sua residência. E assim, sempre observando, aprendendo, conversando e pescando com nossos amigos, seguimos em nossa saga de difundir a pesca com mosca por aí afora. E como sempre, até um dia que nos encontraremos em um pesqueiro e linhas ao ar! Foto gentilmente cedida por Anselmo Novais

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ESCOLINHA MOSQUEIRO JÚNIOR Por: ADRIANO RODEMBUSH

UNIDADE PORTO ALEGRE No dia primeiro de outubro de 2017, nós da “Escolinha

mundo melhor para nossas crianças.

Mosqueiro Júnior – Soltando para Pescar”, tivemos a

Em nome do cardume da “Escolinha Mosqueiro Júnior -

honra de receber o astro da Arte do Atado da Fishtv -

Soltando para Pescar “

Betinho Oliveira para mais uma aula com nossas

Adriano Rodenbusch – Diretor ABPM para a Escolinha

crianças no parque Germânia em Porto Alegre-RS. Mesmo com

o dia

quente os pupilos estiveram

concentrados e muito atentos a todas as instruções do apresentador, que junto do Kid Ocelos divide a função de padrinho do projeto. A iniciativa de manter um intercâmbio de instrutores para as aulas tem dado certo, apesar de termos uma linha e dinâmica de ensino bem definido, os mestres renomados sempre complementam os ensinamentos

com dicas e facilidades que engrandece a bagagem dos pequeninos, o astro da

Fishtv mostrou esta

assertividade com um método diferente, experiência acumulado aos longos anos dedicados na pesca com mosca, toda esta bagagem e carisma lhe credenciam como um dos principais instrutores da modalidade em nosso país, não é só de atado que ele manja, demonstrou excelente didática ao passar aos alunos a

forma

correta

e

fácil

de

executar

arremessos

controlados, sem uso de força e com loops perfeitos. Temos recebido um retorno positivo por parte dos pais, alunos e admiradores do projeto, o que nos dá energia e motivação para vislumbrar um futuro de pescadores conscientes. A Escola não trabalha só a pesca, trabalha também

ecologia,

biologia,

paciência,

equilíbrio,

respeito com as pessoas, coordenação motora e novas amizades, um exemplo é a vinda do Betinho de São Paulo para ministrar a aula, assim como a primeira viagem sozinho do aluno Luís Souza que veio de canela para participar. Obrigado pais e alunos pela confiança, obrigado Betinho pela dedicação e a todos os patrocinadores e apoiadores do projeto, estamos na luta para criar um mundo melhor para nossas crianças. ASSOCI AÇÃO

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ESCOLINHA MOSQUEIRO JÚNIOR

UNIDADE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - SP- sp É com enorme orgulho que a Escolinha Mosqueiro Júnior – Soltando para Pescar inaugura mais uma filial, agora em São José do Rio Preto – SP, sob a responsabilidade do experiente mosqueiro e fundador da Regional ABPM da mesma região, Sr. Samuel Villanova Viera que é biólogo e Gestor Ambiental. Sem dúvidas mais uma grande notícia para o futuro da pesca com mosca do país. Desejamos sucesso, alegria e muitas aventuras a esta filial. Adriano Rodenbusch – Diretor Escolinha Mosqueiro Júnior – Soltando para pescar Com a palavra nosso novo Instrutor Samuel  A

escolinha Mosqueiro Junior da ABPM já se

consolidou no Rio Grande do Sul. Os resultados demonstrados estimulam

o surgimento de

ações como essa por todo canto do Brasil. E foi assim, a partir do modelo já elaborado no Rio Grande do Sul que surgiu a idéia de iniciar uma escolinha no Estado de São Paulo. A Regional da ABPM em São José do Rio Preto conta com vários mosqueiros, nos últimos anos com o surgimento de mais praticantes da modalidade na região, a idéia da escolinha ganhou

força.

Os

pais

mosqueiros

ou

pescadores incentivaram seus filhos a iniciar na modalidade e a partir daí tudo começou. O grupo de crianças é formado por 5 alunos até

o

momento,

Gabriel,

Flávio,

Bryan,

Guilherme e Isadora. O conteúdo trabalhado ASSOCI AÇÃO

BRASILEIRA DE

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ESCOLINHA MOSQUEIRO JÚNIOR

com as crianças foi baseado no projeto Escolinha

de pesca em pesqueiros.

Mosqueiro Junior da ABPM, e com isso foi elaborada

Samuel Villanova Vieira -

uma apostila para os alunos contendo material sobre o

Soltando para pescar

básico da pesca com mosca.

Regional São José do Rio Preto - SP

Instrutor Mosqueiro Júnior –

A primeira aula foi mais para a apresentação da modalidade. Foi passado aos alunos um pouco da

história da pesca com mosca e sua evolução durante o tempo. Após esta introdução e o entendimento do porque se pesca de forma tão diferente e o porquê se chama pesca com mosca foi passado aos alunos os conceitos básicos sobre as linhas de fly. Quais os perfis de

linhas

que

existem,

quais

as

diferenças

da

numeração e peso das linhas, quais profundidades as linhas podem alcançar e como se ler uma linha de fly.

Na segunda aula os alunos aprenderam sobre a vara de fly, como foram evoluindo com o tempo, quais as numerações em relação as linhas e qual a forma correta de

se

empunhar.

Aprenderam

também

sobre

as

carretilhas, quais os tamanhos, tipos de carretéis, numeração e freios. E por fim aprenderam a montar e desmontar o equipamento de forma adequada. Após

conhecerem

todo

material

utilizado

na

modalidade, marcamos nossa primeira aula prática de casteio. A aula foi num sábado pela manhã em um parque,

foram

passados

aos

alunos

os

principais

fundamentos do arremesso para que pudessem praticar de forma certa. Enquanto praticavam, o instrutor corrigia seus movimentos e orientava para que fizessem o arremesso de forma certa e eficiente. A prática não se estendeu por muito tempo, por dois fatores: sol a pino e cansaço dos iniciantes. É normal que se sinta algum desconforto por conta da realização de movimentos novos, tanto para adultos como para crianças. Após a prática, foi passado um modelo de nó para os alunos praticarem. A próxima aula iniciará o atado aos mosqueiros. A partir de agora os alunos terão aulas sobre a

confecção de moscas, prática de arremesso e prática ASSOCI AÇÃO

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TRUTA BRAZUCA Por: Rogério “Jamanta” Batista

O Brasil é um país rico em águas, quentes e geladas. Justamente nas geladas, nas serras do RS, SC,

Grande do Sul

PR, SP, RJ e MG muitos mosqueiros se dedicam a uma verdadeira paixão: A TRUTA.

Pois ela será a estrela desta coluna. Vamos falar sobre as aventuras de nossos mosqueiros, as moscas prediletas, entomologia e tudo mais que estiver

relacionado a este peixe que desperta a parte mais clássica, ou até mesmo chamada de PURISTA de nossos pescadores. Fevereiro dei um pulo em SC para pescar com Ricardo Becker, guia top da região, e com o JP. Tivemos uma bela pesca, embora a água estivesse muito quente e com nível do rio baixo.

Em março deste ano tive o prazer de acompanhar (não guiar, por que guia NÃO PESCA), ninguém mais ninguém menos que GERSON KAVAMOTO, BETO VAUCHER e ANDRE

VERGARA.

Eles

conheceram

a

cabana

moscanagua, comeram nossa comida típica (eu não sabia que japonês comia tanto) e pescaram no nosso amado Rio Caveiras. Confira as fotos: A S S O C I A Ç Ã O

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TRUTA BRAZUCA Por: Rogério “Jamanta” Batista Como muitos sabem, meu colete mimoso de pesca foi perdido na Patagonia. Neste episódio experimentei o apuro de perder (junto a meu colete), mais de 3 mil moscas, minha primeira carretilha, cachimbo, e outas coisas que faziam parte da minha tralha de pesca.Contudo, também experimentei a solidariedade dos amigos que me conseguiram um colete exatamente igual ao que eu tinha e mais ainda: me doaram caixas repletas de moscas:

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TRUTA BRAZUCA Por: Rogério “Jamanta” Batista Legal que chegou nossa caneca trutabrazuca, exclusiva para os alunos:

Outro material testado foi Casmoscio, ou camurça. Muito legal de usar. Ele é mais leve e maleável que o pelo que usamos para as secas em geral. É ondulado e preenche melhor espaço, permitindo usar menos cerdas. Olha que legal o resultado:

Estou muito preocupado com o peso na mosca, pois preciso vencer águas muito rápidas. Então toda forma de tungstênio é bem vinda. Experimentei usar a versão em pó, que pode ser diluído na resina UV. Olha o resultado:

em aluno novo na Escola: O Marcos, de Rio Pardo. Mandou uma mosca, recebeu as dicas da galera, corrigiu, e olha que evolução:

Nas próximas edições voltamos com mais aventuras de nossos mosqueiros pelo Brasil. Se você quiser contar como foi seu encontro com as trutas, envie email com seu relato e fotos para trutabrazuca@gmail.com . Até mês que vem.

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ABPM RECOMENDA

POR ROGÉRIO BATISTA “ JAMANTA”

SUGESTÃO DE LEITURA

O CDC é uma das penas prediletas dos atadores de Grande

do Sul

mosca seca para truta. Um dos melhores livros sobre atado com CDC é Tying Flies with CDC do Leon Links. Este livro traz uma compilação de receitas de vários atadores, com muitas ideias diferentes e conta a historia deste tipo de atado.

Impossível falar de CDC sem falar de Marc Petitjean, o

cara que inventou as Magic Tools (ferramentas para atado com CDC) e difundiu este tipo de material. Ele possui um livro que não tenho na minha biblioteca, mas fui obrigado a trazer uma foto da capa que peguei no google: .

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Noticiasabpm30abril2018  

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