Issuu on Google+

Ano 09 | Novembro de 2010 | N°. 87 distribuição gratuita

Yvelise Arco-Verde pede demissão e Altevir Rocha de Andrade será o novo secretário de Educação do Paraná

Jornal Mensal de Educação

Adultos procuram se alfabetizar para ganhar dignidade

A secretária de Educação do Paraná, Yvelise Arco-Verde, anunciou no dia 19 de novembro, por meio de uma carta em um site do governo do estado, que se desligou do cargo. “A saída seria inevitável. Só foi um pouco antecipada”, disse. No entanto, a saída pode ter sido motivada pelos últimos atos administrativos da secretária. Em seu lugar ficou o então Diretor-Geral da Seed, Altevir Rocha de Andrade (foto). Página 3.

Uma pesquisa mostra como os jovens brasileiros se comportam na internet. O levantamento buscou entender o comportamento dos jovens e refletir, junto com eles, sobre assuntos cruciais para sua vida. Neste ano, mais de 10,5 mil alunos de 13 a 17 anos, de 75 escolas da rede particular de ensino de todo o país, participaram da pesquisa. Confira na página 5.

Arquivo

PESQUISA REVELA O COMPORTAMENTO DO JOVEM NA INTERNET

Nas instâncias judiciais o embate continua, para saber se o deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, é alfabetizado ou não. Enquanto isso, em Curitiba, uma turma de adultos quer deixar para trás o fato de não saber ler, nem escrever. Eles participam de aulas de um curso com oito

meses de duração e que mostra ser possível aprender mesmo quando se tem um pouco mais de idade. Basta querer. Quem ainda não teve essa oportunidade continua a demonstrar, em placas e letreiros, que “herrar é umano”, mas aprender a ler e escrever pode fazer toda a diferença. Páginas 8 e 9.

colunistas Questionamentos sobre a qualidade da nossa educação

Mande de volta para casa

O resgate do prestígio do professor

Esther Cristina Pereira

Teo Pereira Neto

Jacir J. Venturi

Pág. 04

Pág. 13

Pág. 14


RECEBA NOTÍCIAS DE EDUCAÇão por e-mail. ACESSE WWW.NOTA10.COM.BR • Notícias do Paraná e do Brasil • Agenda de eventos • Sorteio de livros • Informações sobre vestibulares • Artigos de Opinião • Prêmios e Concursos • Enquetes e muito mais Cadastre-se gratuitamente.


administração

03

Secretária da Educação alega

motivos pessoais e pede demissão A secretária de Educação do Paraná, Yvelise Arco-Verde, anunciou no dia 19 de novembro, por meio de uma carta em um site do governo do estado, que se desligou do cargo. “A saída seria inevitável. Só foi um pouco antecipada”, disse. No entanto, a saída pode ter sido motivada pelos últimos atos administrativos da secretária, que teria concedido licenças-prêmio em excesso e contratado professores temporários, que recentemente organizaram um protesto em Curitiba por não terem recebido nenhum salário desde o mês de setembro. Segundo a carta publicada as razões para

a saída são pessoais. “Saio com a consciência tranquila de um longo e profícuo trabalho cumprido. Orgulho-me de ter o estado do Paraná como referência nacional na área da educação”, destacou. A agora ex-secretária confirma o pouco investimento dedicado à educação no país e diz que trabalhou para reverter isso. “A educação básica é o lócus dessa luta, especialmente onde a história aponta um descaso de investimentos na formação e escolaridade da população. Foi essa crença que nos desafiou”. Yvelise se despede “com um até breve, em outros espaços educacionais”. Ela deverá re-

tornar aos quadros da Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde é professora do Setor de Educação, desde 1979. É licenciada em Pedagogia pela UFPR, mestre em Educação na área de Currículo e doutora em Educação na área de História Política e Sociedade pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. O governador Orlando Pessuti designou o ex-delegado do MEC, Altevir Rocha de Andrade, como novo secretário, que ficará no cargo até o final do próximo mês, quando o governador eleito Beto Richa assume e o novo secretário da Educação será o vice-governador eleito Flávio Arns.

O vice-governador eleito, Flávio Arns, disse que a educação será prioridade na gestão do ex-prefeito de Curitiba. “A educação é a proposta número um do nosso projeto de governo”. Arns irá acumular as funções de vice e secretário da Educação. Para o futuro secretário, que assumirá no dia 1.º de janeiro de 2011 – com o restante da equipe do novo governo – já existe um plano para melhorar a educação no estado. “Uma de nossas propostas é valorizar os profissionais da educação”, diz Arns, que é professor licenciado da UFPR. Arns explica que outras propostas são as de fortalecer o PDE, ampliar as oportunidades de acesso, revendo a certificação e assegurando transparência na seleção; ampliar as oportunidades de formação continuada e aprimorar o modelo da horaatividade. “Vamos revisar o Plano de Carreira do Magistério, buscar maior valorização desde os níveis iniciais e valorizar os agentes da educação, assegurando-lhes maiores oportunidades de capacitação e reconhecimento no Plano de Carreira”, disse. O futuro secretário informa que irá contratar os profissionais de educação por

intermédio de concursos públicos e construir o Plano Educacional de forma democrática. “Queremos construir um novo paradigma na relação entre a Secretaria de Estado da Educação e as escolas, pois não é possível que esse sistema seja tão burocrático”, disse. A falta de professores – situação comum em todo início de ano letivo – também será uma preocupação. “É nosso compromisso garantir que o ano letivo se inicie com todos os professores necessários”, garantiu. Arns disse também que haverá também melhores condições de segurança para professores e alunos. “Para isso, a patrulha escolar será reforçada e estreitados os laços entre a escola e a comunidade”. O futuro secretário informa que o Paraná deverá buscar a universalização do atendimento no ensino médio até 2016. “Essa meta, associada à expansão significativa das oportunidades de educação profissional, constitui-se num dos principais compromissos do futuro governador Beto Richa com a juventude paranaense”, garantiu. Com relação aos problemas ligados ao transporte escolar, Arns disse que os

municípios não podem mais arcar com os elevados custos do transporte escolar, sem o devido ressarcimento desses custos. “O alívio dessa pesada despesa será determinante para os municípios investirem na expansão da educação infantil e na melhor remuneração de seus servidores”. Uma das propostas do novo governo passa pela ampliação do ensino em tempo integral. “Vamos introduzir gradualmente a escola integral, priorizando municípios e regiões com maiores necessidades sociais e também aqueles onde já existam as oportunidades para a ampliação do atendimento”. Flávio Arns é formado em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Possui mestrado em Letras pela UFPR e Ph.D. em Linguística pela Universidade Northwestern, nos Estados Unidos. Nas últimas eleições, candidatou-se a senador e foi eleito com 1.995.602 votos, assumindo uma cadeira no Senado Federal no dia 1.º de fevereiro de 2003. Sua trajetória política se iniciou em 1991, pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), quando foi eleito depu-

Arquivo

Flávio Arns diz que educação será prioridade

Flávio Arns assume a Seed em janeiro.

tado federal. Em 1994, reelegeu-se com 42.507 votos e, quatro anos depois, foi o sétimo deputado federal mais votado do estado do Paraná, com 81.725 votos. Filiou-se ao PSDB em 1990 e permaneceu no partido até 2001, quando foi convidado a ingressar no Partido dos Trabalhadores, no qual permaneceu até agosto de 2009. Regressou ao PSDB em outubro de 2009.


04

palavra do especialista educação infantil

Questionamentos sobre a qualidade da nossa educação Estamos nos últimos lugares do Pisa, nos últimos lugares nas diversas avaliações que aparecem com relação à educação. E é inacreditável quando ouvimos que 70% dos pais brasileiros avaliam nossa educação como de boa qualidade. Será que eles sabem o que realmente é uma educação de qualidade? Se os pais acham a educação pública do nosso país de qualidade, qual o padrão de referência que eles têm? Qual será o padrão comparativo que utilizaram para avaliá-la como boa? É do nosso conhecimento que a falta de professores, as salas sem condições de dar aula, os padrões metodológico e didático deixam a desejar, os banheiros não possuem portas, os pátios não têm cobertura, as carteiras estão quebradas, o lanche é dado quando se tem. Os pais que me perdoem, mas isso é padrão de qualidade? Mesmo sabendo que a indisciplina tomou conta e que os professores estão adoentados em razão de toda uma cultura do poder pelo poder? Ainda assim nossa educação é vista como boa por 70% dos pais brasileiros? Isso é, no mínimo, intrigante, para não dizer desesperador. Aonde vamos parar? Conhecendo vários sistemas europeus de educação, posso afirmar que educação de valor, de verdade e de qualidade vai demorar muito para termos em nosso país. Não digo que isso não possa acontecer em algum

oásis perdido por essa imensidão brasileira, mas é muito difícil, pois inclusive a formação dos nossos professores está comprometida, por conta de terem feito um ensino fundamental de má qualidade e não saberem ler/interpretar com qualidade. Estamos, sim, a girar um problema, que deu início na vida escolar dos nossos professores e agora eles ensinam nossas crianças, com erros ortográficos, problemas sérios gramaticais e de fala e, inclusive, dificuldade para ensinar o que foi ensinado a eles com pouca qualidade. Estamos sim, numa roda viva, de colheita de problemas, um círculo vicioso. Infelizmente... Hoje, o professor corre atrás de um prejuízo enorme por conta do que passou em sua fase escolar. A transformação real do nosso país só vai acontecer se a educação se desprender da política e puder sobreviver sem partido político e política partidária, como acontece em muitos países da Europa. Poder dar continuidade no trabalho da educação, independente do presidente que tenhamos ou partido político que manipule a massa. Educação pela verdade e qualidade. Nossa maior mazela na educação é que não paramos para ensinar verdadeiramente: - a ler - a escrever - e a fazer cálculos. Ficamos numa mesmice, fazendo de conta que ensinamos para que no futuro nossos alunos façam de conta que aprenderam. Esperamos que tudo ocorra por osmo-

se, mas ensinar não acontece por osmose, e sim por meio de professores de qualidade e inseridos verdadeiramente no papel da educação de um país. Faltam em nossas escolas coisas que tínhamos antigamente. Testes de leitura, severos; testes de tabuadas, severos; testes de cálculos matemáticos, severos. Coisas que instiguem nossas crianças a pensar e aprender para a vida e não simplesmente o uso da informação pela informação. Falta em nossas escolas diretores que sejam diretores e gestores de verdade. Que caminhem juntos com os professores e todos os educadores de sua instituição, que não sejam office-boys do governo, que possam fazer o seu papel de verdade. Falta em nossa sociedade pais/famílias perceberem que é na parceria que se educa, na junção de ideias que se cresce e que filho é para toda a vida. É um contrato que não se acaba, que não se rescinde. Faltam governantes que vejam que a escola precisa ensinar criticidade e não ignorância, interpretação e não leitura pela leitura. Tudo para que possamos formar uma sociedade que saiba interpretar o que vemos acontecer e que seja crítica na hora de votar. Falta em nosso país uma educação de verdade.

Esther Cristina Pereira

Psicopedagoga, Diretora da Escola Atuação Contatos: cris@escolaatuacao.com.br • (41) 3274-6262

EM TEMPO... Apade organiza 3ª. Mostra de Talentos

A Associação Paranaense de Administradores Escolares (Apade) organiza a terceira edição da Mostra de Talentos. Ela será promovida na primeira quinzena de dezembro/2010, com exposição de trabalhos artesanais de variados materiais e temas natalinos. O evento é aberto à participação de associados. Mais informações pelo telefone (41) 3323-6493 ou pelo site www.apade.com.br .

Sebo Espaço Alternativo

Livros, CDs, DVDs, Vinil (LP), VHS, Gibis, Xerox, Revistas, Acessórios. Novos e Usados. Transformamos: Vinil (LP) para CD e fita VHS para DVD. Aceitamos Visa, Martercard e Hipercard

www.alternativo.estantevirtual.com.br Rua Carlos Cavalcanti, 603 – Loja 2 – Centro – Curitiba (Quase esquina com a Rua Barão do Serro Azul). E-mail: espacoalternativosebo@yahoo.com.br

Telefone (41) 3323-7603.

Sebo Releituras Livros, gibis, CDs, DVDs, LPs usados e seminovos

Loja Portão Avenida Republica Argentina, 2417 CEP: 80.610-260 Fone: (41) 3018-9844 – 8445-0672 Curitiba - Paraná – Brasil releituras@hotmail.com Horário de funcionamento: De segunda a sexta, das 9h às 19 horas. Sábados, das 9h às 15 horas.


comportamento

05

Pesquisa revela o comportamento do jovem brasileiro na internet Como os jovens brasileiros se comportam na internet? Este foi o tema de uma pesquisa que buscou entender o comportamento dos jovens e refletir, junto com eles, sobre assuntos cruciais para sua vida. Neste ano, mais de 10,5 mil alunos de 13 a 17 anos, de 75 escolas da rede particular de ensino de todo o país, participaram da pesquisa. Eles responderam anonimamente

trar os riscos que existem. “É importante que eles próprios aprendam a criar seus filtros e a lidar com essas situações de uma forma mais segura e responsável”, diz Bouer. Entre os participantes da pesquisa, 99% têm computador em casa, metade no próprio quarto, e 55% usam computador todos os dias, sendo que 40% usam internet de 2 a 4 horas por

a um questionário online sobre seus hábitos de uso da internet, relações virtuais, exposição, violência e situações hipotéticas que podem ocorrer com quem usa a rede. “Os dados sobre o uso da internet pelo jovem revelam uma série de comportamentos que merecem ser melhor entendidos e discutidos. Como um espaço novo de relacionamento, ela exige uma série de cuidados e limites que não estão muito claros, nem para os próprios jovens, nem para os pais e professores”, comenta Jairo Bouer, médico psiquiatra e coordenador da pesquisa. Segundo ele, não é o caso de impor limites e regras e controlar a vida dos jovens na internet, mas sim mos-

dia durante a semana, mas 15% ficam conectados por mais de 8 horas. Nos finais de semana, o número de horas de conexão é maior, e as redes sociais (MSN, Facebook, Orkut) são a categoria mais acessada, o que sinaliza que muitos estão trocando horas de lazer e convivência com os amigos para ficar na frente do computador. Mais de 20% dos participantes avaliam que seu uso de internet está acima do normal ou se consideram dependentes e 17% enfrentam conflitos com os pais por conta do excesso de uso. A pesquisa confirma dados já observados em edições anteriores no que diz respeito à forma como os jovens estão se relacionando: 60% dos participantes da pesquisa já usaram a

web como forma de conhecer pessoas, sendo que desses, 27% usaram as redes sociais para tanto; 38% já fizeram amigos na internet que trouxeram para a vida real e 25% já “ficaram” com pessoas conhecidas por meio da rede. Ao se aproximar de um desconhecido, 97% dizem não confiar logo de cara em quem conhecem pela rede - 44% admitem a possibilidade de marcar encontros reais, 32% seriam muito cuidadosos, 10% teriam algum tipo de cuidado, mas 2% não teriam maiores preocupações. Outra questão importante é como o jovem se expõe na internet e se ele tem noção do impacto que essa exposição pode ter em sua vida futura. As respostas revelam que 36% costumam postar comentários na internet, e 71% costumam postar fotos; 7% já colocaram fotos ou filmes mais ousados na rede. 35% não usam filtros para impedir que qualquer um acesse as suas informações e quase 7% costumam abrir a webcam para pessoas que não conhecem. Do outro lado, muitos já enfrentaram problemas por causa dos conteúdos publicados na internet: 17% no namoro, 11% na escola e 19% com os amigos. Além disso, 10% já enfrentaram problemas por causa de imagens ou posts publicados por outras pessoas na rede. A violência também foi abordada na pesquisa, e entre os entrevistados, 69% concordam que o anonimato da internet estimula as pessoas a ofenderem umas às outras, e 29% já fizeram algum comentário ou tiveram alguma atitude ofensiva com amigos ou desconhecidos na internet. Nas respostas, 31% disseram que já foram vítimas de alguma forma de violência, 11% de preconceito e 15% já se sentiram mal em função de alguma agressão sofrida. Mais de 3% evitaram sair de casa, falar com alguém ou ir à escola por algum problema surgido na Internet. A pesquisa também propôs uma série de situações que podem vir a acon-

tecer com quem utiliza a internet, pedindo que os participantes contassem se já tinham vivenciado ou conheciam amigos que tinham passado por essas situações, e que avaliassem a chance dessas situações acontecerem. Entre as situações hipotéticas estavam, por exemplo, sofrer ameaças ou pressões depois de abrir a webcam para desconhecidos, ter problemas no namoro em função de comentários publicados, ser vítima de preconceitos ou comentários maldosos ou sofrer restrições do uso da Internet pelos pais depois de algum tipo de exposição. Apesar de a maioria ter dito que essas situações nunca aconteceram com eles ou com amigos próximos, os resultados mostram que os jovens estão por dentro dos riscos e sabem que essas situações vem acontecendo cada vez mais. A pesquisa também procurou checar se alguns tipos de comportamento na internet poderiam estar potencializados em alguns grupos de jovens. A conclusão é que quem falta muito e vai mal na escola, tem problemas emocionais frequentes, relação péssima em casa ou pai e mãe que já faleceram, fuma, usa drogas ou bebe com frequência, tem maiores riscos de exagerar no uso da internett, passando noites em claros e criando dependência, de desenvolver comportamentos que coloquem em risco sua segurança, criem problemas de relacionamento com os amigos ou causem exposição indesejada, e ainda de fazer comentários ou agir de modo ofensivo. “Para os jovens que fazem parte de algum dos grupos citados, é uma boa ideia prestar mais atenção no próprio comportamento na internet e procurar alguma forma de ajuda caso sinta necessidade. E o mesmo vale caso se perceba esse tipo de risco e de comportamento com um amigo”, aconselha Bouer. Neste ano, o questionário sobre como o jovem se comporta na internet foi respondido no período de 1.º de junho a 31 de agosto.


cultura

06

Bondinho da Rua das Flores

vira biblioteca infantil

Divulgação

Os leitores agora podem emprestar livros no Bondinho.

Desde o dia 20 deste mês o bondinho da Rua das Flores passou a funcionar como posto de atendimento para empréstimo gratuito de livros. O tradicional espaço que durante anos funcionou como ponto de lazer para crianças foi transformado no Bondinho da Leitura, integrando-se à série de ações do programa Curitiba Lê, desenvolvido pela prefeitura e Fundação Cultural de Curitiba. O espaço vai funcionar nos moldes da Estação da Leitura instalada no Terminal do Pinheirinho. Quem circula pelo calçadão diariamente poderá emprestar livros de literatura de forma simples e gratuita, bastando apresentar um documento de identificação e informar o endereço. No acervo, os leitores poderão encontrar clássicos da litera-

tura brasileira e universal e obras atuais de autores brasileiros e estrangeiros. Estarão disponíveis 2.500 títulos para todas as idades. O horário de funcionamento será de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 19h30, e sábados, das 8h30 às 14h30. De acordo com o presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Paulino Viapiana, o Bondinho e a Estação da Leitura representam os esforços que estão sendo feitos para aumentar os índices de leitura entre os curitibanos. A Fundação também mantém o Biblioparque e as Casas da Leitura. “Nossa intenção é implantar postos de empréstimos de livros em toda a cidade, nos terminais, parques e ruas, facilitando o acesso e incentivando o hábito de ler”, diz Viapiana.


cultura

07

Projeto que cria Conselho deverá sofrer adaptações a urgência dessa demanda, já que o Paraná é um dos poucos estados sem conselho constituído”, destaca Péricles. Segundo o coordenador-geral do Fórum das Entidades Culturais do Paraná, Oswaldo Aranha, o texto original deve seguir a estrutura do Conselho Nacional, quanto à sua composição. Ele sugere que artes cênicas, uma das áreas de conhecimento, seja dividida em teatro, dança e circo; e a área música seja subdividida em erudita e popular. Para Aranha, o projeto também deve contemplar cultura indígena e manifestações culturais afro-descendentes. Em defesa de um trabalho mais democrático, Aranha acredita ser desnecessária a formação de uma lista tríplice para a composição do conselho e a exigência de CNPJ das entidades participantes.

Órgão pode atrair recursos federais

as ações estabelecidas tenham um resultado efetivo. A criação de um Fundo Estadual para a Cultura e a proposta de Lei Estadual de Incentivo à Cultura também foram debatidas pelos participantes. Outro ponto do texto discutido foi quanto à caracterização do conselho ser deliberativo, e não apenas consultivo conforme previsto. De acordo com a proposta do governo, o Consec funcionará como órgão colegiado e consultivo, integrante da estrutura da Secretaria de Estado da Cultura. O objetivo é prestar assessoramento na formulação de políticas públicas de cultura, promovendo a articulação e o debate nos diferentes níveis de governo e na sociedade civil organizada, para preservar, desenvolver, fomentar e divulgar as atividades culturais do Paraná. O Conselho será constituído paritariamente por representantes indicados pela Secretaria da Cultura e por entidades de natureza cultural. A audiência aprovou a formação de uma comissão especial que vai se reunir, na próxima semana, com o objetivo de formatar as contribuições apresentadas para serem incluídas no projeto, de comum acordo com as entidades presentes. O projeto deve ser votado ainda este ano.

O presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Paulino Viapiana, disse que a proposta de criação do Conselho Estadual de Cultura não entra em conflito com o plano elaborado pelo governador eleito Beto Richa. Viapiana integra a equipe de transição do novo governo. Ele reforçou a importância de se instituir o conselho, para ter acesso aos recursos federais e contestou a formação da lista tríplice. “As entidades culturais elegeriam seus próprios representantes”, reforçou. Viapiana também sugeriu incluir no projeto a periodicidade das reuniões que o conselho deverá realizar, além de defender o custeio do deslocamento de representantes do interior do estado quando necessário. Para Viapiana, apenas a existência do conselho não basta, é preciso que ele tenha atuação junto às políticas culturais do estado. A chefe da Coordenadoria do Patrimônio Cultural do Paraná, Rosina Parchen, destacou que o trabalho deve ser integrado entre as entidades participantes para que

Arnaldo Alves

O projeto de lei que prevê a implantação do Conselho Estadual de Cultura (Consec) no Paraná ainda pode sofrer uma série de adaptações. Este foi o resultado de uma audiência realizada dia 17 na Assembleia Legislativa. De autoria do governo do estado, o projeto já recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça da Casa. O deputado estadual Péricles de Mello (PT), presidente da Comissão de Educação e Cultura, propôs a audiência para ouvir opiniões de representantes do setor no estado, sobre as diretrizes da proposta, antes de apreciá-la e encaminhar para votação em plenário. A instituição de conselhos estaduais é imprescindível para que os estados tenham acesso ao Sistema Nacional de Cultura e sejam contemplados com recursos federais destinados à pasta. “Levamos ao governador Pessuti

Professor é nomeado primeiro reitor eleitor da Uenp

Reitor e vice-eleitos tomaram posse no dia 16.

O professor Eduardo Meneghel Rando foi nomeado dia 16 em Curitiba como primeiro reitor eleito da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp). O decreto foi assinado pelo governador Orlando Pessuti (PMDB). O vice será o professor Rinaldo Bernardelli Júnior Ambos foram eleitos em 18 de agosto para exercer o cargo nos próximos quatro anos. O decreto foi assinado também pelos secretários Nildo José Lübke, da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, e Ney Caldas, da Casa Civil. Até agora, nos seus cinco anos de funcionamento, a Uenp contou com um reitor pró-tempore, dom Fernando Penteado, e o vice-reitor Luis Carlos Bruschi. Os reitores das demais universidades estaduais participaram do ato de assinatura do decreto. O Paraná já conta com sete universidades estaduais, pois a Universidade Estadual do Paraná, que reuniu as sete faculdades isoladas, está em fase de consolidação. O reitor Eduardo Meneghel Rando disse que sua meta inicial é estruturar administrativamente a instituição, com a indicação de seis pró-reitorias, 13 diretorias e órgãos de apoio. “Paralelamente, manteremos intensa discussão sobre as necessidades dos cursos de graduação. Nosso objetivo é fortalecer e atuar de forma intensa nas atividades de pesquisa e extensão”, afirmou. A Uenp tem reitoria em Jacarezinho e três câmpus regionais, nas cidades de Jacarezinho, Bandeirantes e Cornélio Procópio. Oferece 22 cursos de graduação e um programa de pósgraduação stricto sensu em nível de mestrado em Ciências Jurídicas. A solenidade de posse ainda não tem data marcada e está prevista para acontecer no final de novembro.


língua portuguesa

08

Alfabetizandos sim, e com orgulho! Enquanto se travam nas instâncias judiciais discussões para saber se o deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, é alfabetizado ou não, existe em Curitiba uma turma que reconhece não saber ler nem escrever, mas nem por isso quer continuar assim. Os integrantes lutam no dia a dia para reverter essa situação e ganhar o título de alfabetizados. Em março deste ano uma turma de alfabetizandos iniciou suas atividades no Ceebja Paulo Freire Ensino Fundamental e Médio, na Rua Almirante Gonçalves, 1.423. O curso tem duração de oito me-

O curso, de oito meses de duração, ensina a ler e escrever.

ses e é um preparatório para quem quer frequentar aulas do ensino fundamental e médio na modalidade Educação para jovens e adultos (EJA), haja vista que os alunos são nivelados por meio de um teste de suficiência. A turma conta com mais de 20 alunos de idades variadas. Alguns que estudaram até a 4.ª série e pararam, outros que começaram os estudos e abandonaram, aqueles que só têm experiências da vida e nunca estiveram em uma sala de aula e ainda pessoas portadoras de alguma deficiência física. Erivaldo do Nascimento, um dos alunos, veio da Bahia e estuda há dois anos. Ele conta que recebeu incentivo da namorada para voltar

a estudar e que sentiu necessidade de certos conhecimentos para seu trabalho. É artesão, vendedor e músico. “Tudo isso é normal para mim, mas a parte administrativa não”. Valdo, como é chamado pelos colegas, tem 37 anos e parou de estudar aos 9 porque um professor o tratou mal. “Estudar não me fazia falta, agora faz e por isso vou continuar”. Seu objetivo é desenvolverse e enxergar outros horizontes de trabalho. “Conheci o Programa Paraná Alfabetizado por meio de uma amiga, adoro a escola e o incentivo que a professora dá ajuda muito”. O estudante conta que se arrepende de não ter estudado antes e, por isso, perder algumas oportunidades, porém afirma que vale a pena.

“Vejo o mundo com outros olhos, minha maior alegria é poder ler livros, revistas e jornais. A aula é maravilhosa e me sinto muito feliz”. Maria Camargo, uma senhora tímida, mas simpática, estuda há pouco menos de dois meses. Ela parou de frequentar a escola na 4.ª série e voltou por incentivo de sua filha. A aluna, vendedora de cosméticos e artesanatos, conta que quer terminar até o ensino médio porque gosta de estudar. “Aqui uns aprendem com os outros, trocamos informações e é muito gostoso porque me sinto jovem de novo”, conta empolgada e com um sorriso no rosto. Maria de Lurdes, zeladora de uma empresa, conheceu há pouco

Divulgação

Da Redação Colaboração de Fabiane Melo


Divulgação

língua portuguesa

tempo uma sala de aula. “Não tinha condições de estudar, logo me casei e tive filhos, esperei eles crescerem”. O sonho desta aluna é tirar carteira de motorista e se graduar em enfermagem. “Não vou desistir de estudar, chego até a sonhar a noite de tão feliz. É um sacrifício, mas quero que minha família tenha orgulho de mim”. Ela relata que decidiu estudar porque não queria mais depender de ninguém para fazer uma receita ou pegar ônibus. “As pessoas são mal intencionadas e se aproveitam de quem não sabe”, observa. Com incentivo e um caderno que ganhou dos filhos, Maria de Lurdes conta alegre: “Para tudo tem seu tempo e chegou a nossa vez, enquanto tiver saúde vou estudar”. A professora Vera Lúcia Braga Costa, formada em artes e alfabetizadora há 3 anos, explica que é muito melhor lecionar para esses alunos porque eles têm interesse em tudo que é citado. “Ao contrário de algumas turmas, eles tem ânsia de conhecimento e ânimo”. Ela conta que alguns desistem por causa de trabalho ou outros afazeres, mas que incentiva todo dia e até liga se houver muitas faltas. “Eles se sentem bem aqui, compartilham conhecimentos e eu ajudo dentro

da limitação de cada um”. Vera fez o curso de capacitação que o Programa Paraná Alfabetizado fornece aos alfabetizadores, todavia relata ser um desafio. “Estas pessoas têm um perfil diferente, mas estão inseridas no mercado de trabalho, ganhando dinheiro, sempre sabem escrever o nome e algumas coisas porque possuem bagagem, eu apenas oriento e conserto”. Quanto aos alunos com deficiência ou Síndrome de Down, ela conta que eles veem uma porta aberta no programa e que são estimulados em casa. “Não sou especialista, mas tento ajudar e os colegas também”. Tanto para eles quanto para os alunos que entraram recentemente ou desistiram e estão retornando à sala de aula, a professora faz algumas atividades paralelas de inserção. “Trabalho a coordenação motora, parece infantil, mas é necessário”. Ela conta que em todos os conteúdos usa exemplos da vida de cada um, para facilitar o aprendizado. “O ensino não pode ser distante porque senão eles perdem o interesse”. E ressalta: “Todos os alunos têm sonhos, vontades e histórias para contar, o nosso ambiente facilita esse processo, o que gera confiabilidade e progresso”, avalia.

Divulgação

A maioria busca o aprendizado para utilizar no dia a dia.

É comum ver erros gramaticais, em placas e letreiros, resultado da falta do aprendizado da língua.

O PROGRAMA A Secretaria de Estado da Educação (Seed) desenvolveu o programa Paraná Alfabetizado para atender jovens, adultos e idosos analfabetos, de 399 municípios do Paraná. A coordenadora da Alfabetização de Jovens, Adultos e Idosos da Seed, Izabel Cordeiro Ribas Andrade, conta que há atuação em três eixos: mobilização para constituição das turmas, formação continuada dos gestores do programa e produção de material específico para cada segmento. “É de fundamental importância que o educador, ao desenvolver trabalhos de alfabetização em diferentes grupos, urbanos, do campo, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, faxinalenses, dentre outros, tome por referência a cultura desses grupos, as histórias coletivas e individuais desses trabalhadores, refletindo com eles sobre as mudanças que aconteceram e que necessitam acontecer”. O Programa busca resgatar a cidadania de milhares de paranaenses a partir da realidade e conhecimento de mundo de cada um, valorizando o homem e com respeito à sua cultura.

09


10

LEIgislativo notícias dos projetos que podem virar lei Garantia de devolução de veículo com defeito

Prazo para operadora de TV a cabo cancelar serviço

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio aprovou no dia 10 de novembro o substitutivo do deputado Dr. Ubiali (PSB-SP) ao Projeto de Lei 2661/07 que obriga as montadoras a dar garantia de que, em caso de defeito grave, o veículo poderá ser devolvido e o consumidor receberá o valor equivalente ao preço do veículo novo. De acordo com o texto aprovado, a garantia será de seis meses após a compra ou de 30 mil quilômetros rodados. E o consumidor terá direito a ela no caso de defeitos de fabricação que provoquem consertos de mais de 10 dias úteis (consecutivos ou não). A proposta original, do deputado Rodovalho (DEMDF), incluía na garantia somente defeitos de fabricação que não pudessem ser reparados ou comprometessem o funcionamento do veículo. O parecer faz outra mudança no texto original. Para dar mais clareza ao texto, segundo o relator, o substitutivo deixa claro que a devolução do veículo é uma opção do consumidor e que o valor da restituição deverá ser igual ao preço do veículo novo, idêntico ao devolvido.

A Câmara analisa o Projeto de Lei 6950/10, do deputado Edmar Moreira (PR-MG), que fixa em sete dias o prazo para operadoras de TV a cabo cumprirem os pedidos de cancelamento de serviços feitos pelos usuários. A contagem será feita a partir da data do pedido. Se o prazo não for cumprido, as operadoras de TV não poderão cobrar pelos dias a mais de fornecimento do serviço. As empresas que não obedecerem a regra estarão sujeitas às penalidades administrativas e penais previstas no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90). “A falta de um prazo máximo para que o serviço seja interrompido vem acarretando a demora por parte das operadoras no desligamento do serviço e a consequente cobrança pelo período de atraso”, disse o deputado. “O princípio constitucional da eficiência deve ser observado não só na prestação do serviço, como também na relação com o consumidor. Além disso, as operadoras de TV a cabo prestam um serviço público, regulado pelo Estado”, argumentou.

bro, em primeira e segunda discussão, o Projeto de Lei 235/10 que torna obrigatória a veiculação gratuita de fotos e informações sobre crianças e adolescentes desaparecidos nos sites oficiais do Estado. De autoria do deputado Plauto Miró Guimarães Filho, líder do DEM na Assembleia Legislativa do Paraná, a proposição teve sua constitucionalidade e legalidade aprovadas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e recebeu pareceres favoráveis das comissões de Segurança Pública (CSP) e de Defesa dos Direitos da Mulher, da Criança, do Adolescente e Idoso (CDMCAI). De acordo com o projeto, os sítios eletrônicos de domínio do Estado reservarão espaços que serão usados exclusivamente para veiculação de fotos, nomes e outras informações relativas a crianças e adolescentes desaparecidos. Os padrões de formatação, layouts, tamanhos de fotos e informações que serão veiculadas seguirão os mesmos usados pelo Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) em seu endereço eletrônico – www.sicride.pr.gov.br.

Divulgação de fotos de desaparecidos em sites oficiais Os deputados aprovaram no dia 10 de novem-

Andréa Marques Editora adjunta do Jornal Nota 10 Contato: andrea@nota10.com.br

literatura De olhos bem abertos Edson Gabriel Garcia Editora FTD

O livro estimula iniciativas que ajudem os jovens a entenderem a política.  “Mesmo quando não queremos nos meter em política, ela se mete em nossa vida, contextualiza a maioria de nossos comportamentos e determina outros”, comenta o autor. Na obra, ele usa um problema ocorrido no grêmio de uma escola para propor reflexão sobre leis, voto e governo. A história começa quando um grupo de alunos fica insatisfeito com o presidente do grêmio estudantil.  A diretora da escola aproveita a chance para envolver toda a comunidade na discussão e mostrar que a política está sempre em nossa vida. A solução do impasse só ocorre quando os estudantes começam a lidar com assuntos geralmente considerados penosos, como a participação e a escolha de representantes. Durante todo o texto, apêndices e notas informativas orientam os que desejam aprofundar a leitura.

Formação e rompimento de vínculos - O dilema das perdas na atualidade Org. Maria Helena Pereira Franco Summus Editorial Num mundo em que ficar triste é “feio” e a morte é repudiada a qualquer custo, como o ser humano reage às diversas perdas que enfrenta ao longo da vida? De que forma os profissionais de saúde encaram a morte de seus pacientes? Como as crianças vivenciam a separação dos pais? Como os professores lidam com o tema da perda em sala de aula? Os maiores especialistas em luto do país respondem essas questões neste livro. Na obra, eles abordam problemas relacionados com a morte e o curso do luto, dificuldades decorrentes da separação de filhos e pais e da separação de parceiros em razão de divórcio, questões presentes na relação terapeuta-paciente, pais-filhos e indivíduos-grupos. O livro trata também das questões da família, de resultados da violência urbana e doméstica e da formação do profissional para lidar com a morte, com base na realidade atual do país.

Autoestima Matthew McKay e Patrick Fanning Editora Vida & Consciência Com base na terapia comportamental cognitiva, os autores propõem mudanças na forma de se interpretar a vida, além de exercícios de reflexão e aceitação de si como um caminho para o bem estar. “A capacidade de formar uma identidade e atribuir a ela um valor é um dos principais fatores que diferenciam os homens de outros animais”, enfatizam os autores, para, em seguida, analisar o peso que tais valores e cobranças pessoais assumem na formação da autoestima. O livro apresenta técnicas para uma reeducação do olhar sobre si mesmo, a partir da constatação de que a autocrítica excessiva pode danificar as estruturas psicológicas essenciais a uma vida equilibrada.


INFORME PUBLICITÁRIO

Vestibular Tradicional de Verão: 04 de dezembro Até 03 de dezembro, as Faculdades Opet estão com inscrições abertas para o Vestibular Tradicional de Verão 2011. As provas serão realizadas no dia 04 de dezembro. Já as provas agendadas acontecem semanalmente. A Opet oferece cursos superiores nas modalidades Bacharelado, Licenciatura e Tecnologia, com duração a partir de dois anos. Opções também de cursos a distância, com mensalidades a partir de R$ 195,00.

Vestibular

IMERSÃO PROFISSIONAL COMPLETA, COM A EXPERIÊNCIA DE QUEM MAIS ENTENDE DE MERCADO DE TRABALHO.

INSCRIÇÕES ABERTAS

Opet por 1 Dia

A instituição oferece, nas semanas que antecedem o vestibular, o evento Opet por 1 Dia. No encontro, coordenadores e professores apresentam uma visão geral de cada curso, áreas de atuação, mercado e perspectivas profissionais. Para este evento, está programada também a palestra “Carreira, como

verãoOpet

construir a sua”, com o consultor e professor Raphael Lobo. Os participantes recebem um Kit Opet e podem inscrever-se gratuitamente no vestibular. Funcionários de instituições conveniadas (e seus dependentes) têm isenção da taxa de inscrição, independentemente de participarem do evento.

Inscrições.

As inscrições para os vestibulares e para o evento Opet por 1 Dia podem ser feitas pelo site www.opet.com.br, pela Central de Atendimento 41-3028-2828 ou nas três sedes das Faculdades Opet.

Conselho Empresarial

Formando profissionais sintonizados com o mercado de trabalho Professores e coordenadores de cursos de graduação tecnológica das Faculdades Opet reuniram-se com executivos de empresas das áreas de informática, comunicação, gestão, além de hospitalidade e bem-estar. Foi mais um encontro de trabalho do programa “Conselho Empresarial”, realizado na noite de 28 de outubro, no Campus Rebouças, e contou ainda com a participação de coordenadores de cursos da Pós-Graduação Opet.

Os professores Francisco Sardo e Luiz Alberto Vivan (em primeiro plano), respectivamente Diretor-Geral das Faculdades Opet e Diretor do Campus Rebouças, recepcionam os executivos.

De acordo com os professores Francisco Sardo e Luiz Alberto Vivan, respectivamente Diretor-Geral das Faculdades Opet e Diretor do Campus Rebouças, a reunião de trabalho teve por objetivo buscar “feedback” do empresariado, para alinhar

o perfil do profissional que se forma com as exigências do mercado empregador. “Dependendo da avaliação, a instituição pode até mesmo modificar a matriz curricular ou redirecionar o método de ensino para enriquecer ainda mais o currículo do aluno”, disse o professor Sardo. Para o gerente de Governança de Dados do Banco HSBC, Manoel Francisco Dutra Lopes Jr., a troca de informações é bastante importante, especialmente na área de informática, cuja tecnologia se renova a cada instante. “Com isso, as empresas têm condições de dar suporte à instituição, para que ela procure formar profissionais sintonizados com o mercado de trabalho”, ressaltou Lopes Jr.

PrOpet oferece bolsas de estudos para estudantes de escolas públicas

Colecione

As Faculdades Opet estão com inscrições abertas para o Vestibular PrOpet (Programa Opet para Todos). O Processo Seletivo Específico é uma iniciativa do Grupo Opet, através do Instituto Opet Educação e Cidadania. É um programa de responsabilidade social que promove o acesso de estudantes ao Ensino Superior com ofertas de bolsas de estudos com desconto de até 50%. Podem participar do PrOpet alunos que tenham cursado todo o Ensino Médio em escolas públicas e que, além disso, tenham concluído o Ensino Médio em 2009 ou que o concluam em 2010. O critério para a concessão da bolsa é a ordem de aprovação no vestibular e análise socioeconômica familiar.

Desaparece nas letras dobradas. Assim, o acento circunflexo não é mais utilizado nas palavras terminadas em êem e ôo.

Inscrições. As inscrições podem ser feitas pelo site www.opet.com.br,

pela Central de Atendimento 41-3028-2828 ou nas três sedes da Opet. A inscrição é gratuita, mas é preciso levar 1 kg de alimento não perecível no dia da prova, que está marcada para 27 de novembro, na Sede Rebouças (Av. Getúlio Vargas, 902).

Na Ponta da Língua – 8 | Guia da reforma ortográfica ACENTO CIRCUNFLEXO

ANTES crêem lêem vêem enjôo vôo zôo

AGORA creem leem veem enjoo voo zoo

Permanece quando se trata de diferenciar singular e plural dos verbos ter e vir, assim como dos seus derivados [manter, intervir, etc.]. Exemplos: Ele vem de Curitiba. Eles vêm de Curitiba. Ele tem uma casa. Eles têm duas casas.

O conteúdo desta página é de responsabilidade da Assessoria de Comunicação Corporativa do Grupo Educacional Opet. Jornalista responsável – Heidi Motomura (DRT 2651-PR) imprensa@opet.com.br.


ensino

12

Nova prova do Enem será na

A nova prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será aplicada no dia 15 de dezembro, uma quarta-feira, às 13 horas. As provas serão de ciências da natureza e humanas, totalizando 90 questões. O ministro da Educação, Fernando Haddad e o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Joaquim Soares Neto, se reuniram com representantes do consórcio Cespe/Cesgranrio, responsável pela aplicação da prova. O consórcio continua o trabalho de análise das 116 mil atas dos locais de prova que vão indicar quais são os estudantes que terão direito a refazer o exame. Esse documento é usado pelos fiscais para relatar qualquer problema ocorrido durante a aplicação da prova. Por meio dele, serão identificados os candidatos prejudicados por erros na prova. Eles serão convocados por e-mail, telefonema, carta e SMS e vão decidir se querem refazer o exame. A prova precisará ser reaplicada porque 21 mil

cadernos de prova amarelos apresentaram erro de montagem e não continham todas as 90 questões. Inicialmente, o MEC estimou que 10% dos alunos que receberam o material com defeito não teriam conseguido trocar os cadernos. Haddad disse que não apenas os prejudicados pelo erro nas provas amarelas terão direito a participar do novo Enem, mas também os que tiveram outro tipo de problema e foram identificados nas atas. Além do problema nos cadernos amarelos, a folha em que os candidatos marcam as respostas também apresentou um erro de impressão. As questões de 1 a 45 eram de ciências da natureza e as de 46 a 90, de ciências humanas, mas estavam identificadas de forma invertida. O erro ocorreu em todos os cartões distribuídos aos 3,3 milhões de participantes. O MEC ofereceu aos alunos que marcaram as respostas ao contrário a possibilidade de solicitar a correção invertida, pelo site do Enem (www.enem.inep.gov.br).

Brasil precisa de 5 anos para atingir média de escolaridade Ainda levará cinco anos para que a população brasileira atinja a escolaridade mínima prevista originalmente na Constituição Federal – ensino fundamental completo ou oito anos de estudo. É o que aponta a análise do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/IBGE) de 2009. No ano passado, a média de anos de estudo da população com mais de 15 anos de idade foi de 7,5. Entre 1992 e 2009, a ampliação anual foi de 0,14 ano de estudo. O crescimento, entretanto, se deu de forma desigual nas diferentes regiões do país. Enquanto no Sudeste a média de anos de estudo já é maior do que o previsto na Constituição Federal, no Nordeste ainda é de 6,3. “O diferencial entre essas regiões vem se mantendo desde o início da série [histórica estudada] em cerca de 2 anos”, aponta o estudo.

A média de anos de estudo também é diferente entre pobres e ricos, negros e brancos e moradores de zonas rurais e urbanas. O estudo destaca que os negros têm, em média, 1,7 ano de estudo a menos do que os brancos. A população urbana tem 3,9 anos de estudo a mais do que a rural. Na comparação de renda, os 20% mais pobres têm, em média, 5,5 anos de estudo, enquanto os 20% mais ricos estudaram 10,7 anos. O Ipea analisou que o hiato educacional – a quantidade de anos de estudo que faltam para que os brasileiros cheguem ao mínimo definido na Constituição - diminui a cada ano, mas evolui de forma distinta em cada faixa etária. Quanto mais alta é a idade, menor é a queda do hiato. Em 2009, o hiato na população com mais de 15 anos era de cerca de 4,8 anos, enquanto entre os brasileiros com mais de 30 era de 5,1 e no grupo de 15 a 17 anos era de 2,8.

Divulgação

primeira quinzena de dezembro

Candidatos chegam a um dos locais de realização das provas do Enem.

PROVAS DO ENADE Ao todo 650 mil universitários estavam inscritos para participar do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), realizado no dia 21 deste mês. A prova foi aplicada aos alunos ingressantes e concluintes de cursos superiores para avaliar a qualidade do ensino oferecido pelas universidades, centros universitários e faculdades. A participação é obrigatória e os faltosos não recebem o diploma ao final da graduação. Do total de participantes, 261 mil são ingressantes e 161 mil concluintes. Também farão a prova 227 mil alunos que deveriam ter feito o Enade em anos anteriores e querem regularizar sua situação. O exame foi aplicado em mais de 1,3 mil municípios. Este ano foram avaliadas graduações em agronomia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social, terapia ocupacional e zootecnia, além dos cursos superiores de tecnologia em agroindústria, agronegócio, gestão ambiental, gestão hospitalar e radiologia. Enfermagem tem o maior número de inscritos: 86 mil. Em seguida vem serviço social (65 mil), fisioterapia (38 mil) e farmácia (35 mil).


palavra do especialista mundo corporativo

Mande de volta para casa Alguns atribuem a autoria ao imperador francês, Napoleão Bonaparte. Outros, ao militar alemão, Helmuth Johann Ludwig von Moltke. E há ainda quem afirme ser o marechal inglês, Bernard Montgomery, o verdadeiro autor. É bem possível que Montgomery tenha tomado a reflexão de Napoleão ou von Moltke e feito as devidas adaptações. Ele, Montgomery, foi um dos comandantes das Forças Aliadas na Segunda Guerra Mundial. Ficou conhecido por derrotar o marechal-de-campo alemão Erwin Rommel, a Raposa do Deserto, em memoráveis batalhas no norte da África. Polêmicas à parte, a reflexão [ou história] é interessante e continua atual. Facilmente identificada nas mais diversas organizações e, claro, no mundo corporativo. Então, vamos ao tema central deste artigo. Terminada a guerra, perguntaram ao marechal inglês o critério que aplicava para distribuir funções e postos entre seus comandados. Montgomery tinha uma técnica muito objetiva para es-

colher o seu pessoal. Para os oficiais inteligentes com iniciativa eram reservadas as missões de maior responsabilidade, os postos estratégicos de planejamento, decisão e comando. Os oficiais inteligentes sem iniciativa deviam ser monitorados; como não são nada ativos, é melhor que cumpram ordens e sigam à risca as orientações superiores. Já os oficiais burros sem iniciativa eram nomeados para missões operacionais. Apenas executar, pensar menos. Se você acha que chamar alguém de “burro” é injusto, politicamente incorreto, traduza por incompetente ou ignorante. E os burros com iniciativa? Neste caso, respondeu o militar, é melhor mandá-los logo para casa. Burros ativos, com iniciativa, quando colocados em posição de algum destaque, põem em perigo a sorte do Exército. E mesmo que não recebam funções importantes, burros ativos não se intimidam, tomam a iniciativa, não consultam ninguém e resolvem agir por conta própria. O resultado é geralmente desastroso. E nas empresas, escolas e organizações em geral, como estruturamos o capital humano? Precisamos compor a equipe

com talentos diferenciados, mas que atuando em conjunto, consigam se completar de forma harmônica, atingindo a tão desejável sinergia empreendedora. Precisamos de gente criativa, com visão de futuro e coragem para inovar e arriscar. De colaboradores que planejem, que tenham os pés no chão, pulso firme e rédeas curtas no controle das operações. De outros que “carreguem o piano”, que façam acontecer. E de integradores, profissionais com habilidades para “baixar a temperatura”, exercer o poder moderador e contribuir na resolução de conflitos. O que não precisamos mesmo, e devemos evitar a todo custo, é dar espaço para os incompetentes com iniciativa. Seja rápido, não vacile, mande estes caras de volta para casa. Lá o estrago será de responsabilidade apenas deles.

Teo Pereira Neto

Diretor de Comunicação do Instituto Opet Educação e Cidadania. Contatos: teodoro@opet.com.br • (41) 3021-4848

13


14

palavra do especialista ensino&educação

O resgate do prestígio do professor Resgatar o respeito, o prestígio e até o glamour da carreira do magistério é o primeiro passo para uma significativa melhoria em nosso combalido sistema educacional. A desvalorização do professor é o principal limitador para que os nossos mais talentosos alunos abracem a sublime missão de legar uma geração melhor que a nossa. Em subsequentes anos e salas distintas do ensino médio, refaço a mesma pergunta: – Quem de vocês quer ser professor? A resposta é previsível: nenhum ou no máximo dois alunos por sala erguem corajosamente a mão. Tal resultado coaduna-se com a pesquisa da Fundação Victor Civita: apenas 2% dos 1 500 jovens entrevistados querem ser professor. Colocando o dedo na ferida – e isso dói – há razões para esse despautério que deve ser compartilhado pelos governos, famílias e docentes. A principal jóia da coroa de uma estrutura educacional deve ser a sala de aula. Esses são os metros quadrados mais nobres, e quando o seu

entorno não é bom a sala também é maculada. Aos governantes compete instituir planos de carreira estimuladores, nos quais se estabeleçam critérios de meritocracia. “A universalização do Ensino Fundamental no Brasil foi feita à custa dos baixos salários dos professores” – opina enfaticamente Célio Cunha, da Unesco. O respeito à hierarquia e às normas da escola carece da efetiva participação dos pais para que a boa rotina escolar não seja comprometida. Quando famílias e alunos de bem se omitem, a alegoria é de duas trincheiras opostas: numa, professores e gestores e, na outra, alunos indisciplinados, perniciosos e pais ou permissivos ou agressivos. No resgate do prestígio da carreira do magistério, o mais relevante é a postura e o profissionalismo do docente: manter-se atualizado nos avanços da sua matéria e das novas práticas e tecnologias educacionais, aula bem preparada para o enlevo da motivação e disciplina, além de um bom nível de exigência no conteúdo, a fim de promover nos educandos bons valores, autonomia e autodidatismo.

No Brasil, quando se fala de status remetese ao professor de cursos pré-vestibulares. São bons didatas, alunos motivados, estrutura física e tecnologia excelentes, salários elevados, 60 dias de férias e ambiente de glamour. Um colega meu, professor de Matemática, fazia galhofa: “é tão bom dar aulas em cursinho e ainda somos pagos”. Para mestres e alunos, um bom ambiente escolar é um ganha-ganha, é uma terapia. Para finalizar, reitero a conhecida frase de D. Pedro II, que bem demonstra o enlevo da profissão: “Se não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro.”

Jacir J. Venturi Jacir J. Venturi foi professor do Colégio Estadual do Paraná, EJA, Pré-Vestibulares, PUCPR e UFPR. Contato: jacirventuri@hotmail.com

SEBO M AN IA Compra - Venda - Troca Gibis - Cd’s - DVD’s - Vinil - Livros

(41) 3018-0447 Rua São Francisco, 308 - Centro - Curitiba - Paraná comercial@sebomania.com.br


INFORME PUBLICITÁRIO Associação Paranaense de Administradores Escolares - Apade Declarada de Utilidade Pública pela Lei nº. 7.527/81

coluna da apade R. Des. Ermelino de Leão, 15, Cjs, 81 e 82 - Fone: (41) 3323.6493 CEP: 80.410-230 - Curitiba / Paraná

AS HERANÇAS de

Dilma e Beto Richa A Presidenta eleita Dilma vai receber de Lula uma herança, ao mesmo tempo em que o Governador eleito Beto Richa vai receber outra, de Requião. Qual será a essa herança e qual a pior? Há algo de estranho no ar. Não parece boa coisa. Lá no poder maior, sinais de carência de verba, vindos da escusa ideia de ressuscitar a CPMF. A balança, há meses, pende para o lado de fora. Mas, para isso já temos os culpados: China e Estados Unidos. Mas a eleita Dilma não pode chiar porque participou da construção dessa herança. Haverá dinheiro para a saúde, para a segurança e para a educação? E tem mais dois dragões famintos chegando aí: a Copa do Mundo e as Olimpíadas. É bem possível que o foguetório disparado na indicação do Brasil como Sede da Copa e da Olimpíada vire um pesadelo. Vexame à vista. Aqui mais embaixo, já temos o cheirinho de uma baita pizza que legaram ao sucessor de Requião. Começa pelo calote dado ao Paranaprevidência, deixando os servidores apreensivos. Para esse tipo de crime os governantes não são responsabilizados? Vai sobrar para o servidor... Para piorar, ainda tem os senadores contra. Basta ler a notícia da Gleisi, dizendo que não moverá uma palha para trazer

recursos federais ao Paraná. Ela foi eleita Senadora do PT ou do Paraná? (Que tal devolver o mandato ao povo?) Portos e estradas sucateados. A draga do Estado não “fumegou”... e as divisas fugiram para outras bandas... As alternativas no Paraná são mais fáceis: temos um povo que trabalha; não vive de bolsinhas... elegemos um governador dinâmico, ético, honesto, que gosta do batente. Com a ajuda do povo, achará as soluções, apesar da abulia da pequena senadora. A APADE conclama todos os professores a se unirem na tarefa de construir aqui no Paraná a EDUCAÇÃO DE MELHOR QUALIDADE DO BRASIL. Vamos esquecer partidos, vamos deixar de lado as derrotas e vitórias para, unidos – professores, alunos, sociedade e Governo – darmos um rumo certo à educação de nossos filhos. O futuro se constrói com trabalho, com esforço e não com bolsas... Bolsa-escola, sim, bolsa-esmola, não! Ajudar uma família a prover a educação dos filhos é tarefa nobre, da qual participaremos com generosidade. Favorecer a desídia, jamais. Aqui, criança não quer esmola, quer escola. Se de lá não vêm recursos, vamos produzi-los com nossos braços. Só pedimos: Não atrapalhem! Mas deem ao Paraná o

que lhe cabe de direito como Unidade da Nação Brasileira. É tempo de preparar a terra! A semeadura começa em janeiro. Sucesso ao novo Governo! Duas Verdades: 1 - O Povo tem memória curta, pois a cada campanha eleitoral, as promessas se renovam e nunca são cumpridas; ainda assim acreditam nelas. 2 - A maioria dos políticos, terminada a campanha, vai tratar dos seus interesses. Coisas que não passam pela cabeça dos políticos: • Gastar apenas o que se arrecada; • Na falta de recursos, reduzir despesas; • Combater a corrupção; • Enxugar a máquina administrativa, acabando com os cabides de emprego para os apadrinhados. O que sempre passa pelas cabeças deles: • Meter a mão no bolso do contribuinte para custear aquilo pelo qual ele já paga. • Achar que o contribuinte vai considerálos preocupados com o bem-estar do cidadão. CPMF DE NOVO NÃO!

Expediente: Jornal Nota 10 – Um veículo da Nota 10 Publicações. Circulação: Distribuição gratuita em escolas públicas e particulares do Paraná, sempre a partir do dia 10 de cada mês. Redação: R. Duílio Calderari, 122, Hugo Lange - CEP 80.040-250. Telefone/Fax: (41)3233-7533. E-mail: helio@nota10.com.br Editor e jornalista responsável: Helio Marques - MTb 2524. Revisão: Andréa Maria de Carvalho Marques. Colaboração: Fabiane Melo. Diagramação: Marcos Mariano.


PÓS-INTENSIVA IBPEX

F é r ias

ta E n t r e v is o t ra b a lh

e 1 º d ia d o lh a t ra b

o Re u n iã iv a E xe c u t

sso Co n g re r E x te r io

F é r ias

Cursos na área:

Saúde

A partir de: R$ Início:

Saúde Pública Saúde Coletiva e Sociedade Saúde da Família na Atenção Primária

Cursos também nas áreas:

Educacional Empresarial

0800 702 0501

Jurídica

ibpex.com.br/posintensiva

Meio Ambiente

320, 00 mensais

Fev/2011

Box com livros gratuitos

CREDENCIAMENTO PELO MEC: FACINTER: Port. 578, D.O.U. de 05/05/2000 | FATEC INTERNACIONAL: Port. 4271, D.O.U. de 13/12/2005 / impresso: nov/2010

6 meses que valem por 1 ano


Jornal - novembro - 2010