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Distribuição gratuita

impresso

Itaipu oficializa doação de terreno à Unila Página 6

APP lança Campanha Salarial no fim do mês

Jornal Mensal de Educação

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Alunos paraguaios irão estudar nas escolas do Paraná

Os professores que fizeram o programa de capacitação da Vizivali e que ainda não receberam o diploma de graduação em Pedagogia terão que realizar um novo curso, que poderá ser a distância ou presencial. Este foi o resultado da reunião que ocorreu no dia 9 de março em Brasília. O curso será gratuito e o início está previsto para agosto.

Nossos Colunistas Esther Cristina Pereira

O sucesso dos filhos Pág. 4

Teodoro Luiz Pereira Neto

Opostos se atraem. Expostos se atraem. Pág. 6

Jacir J. Venturi

A difícil arte de equilibrar afeto e limites José Leopoldo Vieira

O despertar para o desejo de aprender Pág. 12

N.º 68 Março de 2009

Professor do Caso Vizivali terá de fazer novo curso

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Ano 7

Página 5.

PR matriculará crianças com 5 anos no 1.º ano O Paraná transformou em lei que crianças que têm 5 anos de idade e irão completar 6 no decorrer do ano letivo – até o dia 31 de dezembro – podem ser matriculadas no primeiro ano do ensino fundamental de 9 anos. A lei recebeu o número 16.049 e foi publicada no dia 19 de fevereiro no Diário Oficial. A proposta é do deputado estadual Péricles de Mello (PT). Havia outra proposta, do deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), que só poderiam ser matriculadas as crianças que tivessem 6 anos de idade até o início do ano letivo. Quem fizesse aniversário depois do começo das aulas não poderia ingressar no primeiro ano. Página 8.


Esther Cristina Pereira

O sucesso dos filhos

Na edição do mês passado escrevi que o apoio dos pais é fundamental para que os filhos alcancem sucesso. Na coluna deste mês quero reforçar essa ideia e dizer que o perfil da família está ligado ao resultado que os filhos têm na escola. É uma questão bastante simples, mas que, ao menos parece, nem todos têm isso muito definido. Falo isso porque muitas vezes, ao conversar com pais, percebo que eles querem que o filho consiga tirar boas notas, estar entrosado com os coleguinhas de sala, prestar atenção às atividades desenvolvidas em sala de aula, se divertir nos passeios, mas o que eles fizeram ou fazem para que esse resultado apareça? Às vezes pais ausentes, que não acompanham o cotidiano escolar dos filhos, querem uma performance considerável. E eu digo que, do nada, isso não irá acontecer. Digo até que isso não seja impossível, mas é muito raro. Ter uma família toda desestruturada e um filho que se dê bem na escola não é uma coisa muito comum. O que é mais comum é contar com o apoio dos pais e, aí sim, colher bons resultados. Tiradas as exceções, digo que não há outro jeito de ser feliz se não o do acompanhamento, do apoio, do companheirismo. Os pais mais envolvidos têm filhos mais resolvidos. Filhos mais resolvidos, pais mais tranquilos. Que deixam a vida andar com seus passos normais, sem atropelos, sem inconstâncias. Resumindo, os filhos serão mais sossegados, não só do ponto de vista do comportamento, mas de concepção do mundo e do futuro que os aguarda. Até para utilizar uma linguagem mais moderna, digo que os pais precisam estar conectados com seus filhos. Trabalhar demais não é desculpa. Conheço muitos pais – o pai e a mãe – que trabalham duro o dia todo, mas estão

presentes nos instantes possíveis. E olha que há pais que, mesmo não estando presentes de corpo, o estão em atitudes, em gestos. E não é difícil reverter uma situação, caso ela já esteja posta ao contrário hoje. Veja bem: se não há tempo de falar muito com os filhos no decorrer da semana, por causa de horários, então aproveite o final de semana para colocar a conversa em dia. Aproveite os passeios de final de semana para isso. Não ache que esse não é momento de falar sério, que é apenas de descontração e lazer. Na verdade pense que se as coisas não forem bem, não haverá momentos de lazer e de descontração. Então, pense nisso e coloque essa atitude em prática. Aproveite para falar da escola de uma maneira gostosa, mesmo durante o churrasco do final de semana ou o passeio no parque. Talvez durante o lanche ou quando forem tomar um sorvete toque no assunto de um modo sutil e leve a conversa adiante. Mostre-se preocupado, pois as crianças percebem isso. Quando for ao cinema, levar ou buscar de uma festa, comente algo ligado à escola. “Puxe” o assunto e sinta o clima. Se sentir disposição da criança, vá em frente. É o sinal verde para que se firme uma boa conversa e, até mais do que isso, sinais de companheirismo, que devem permear toda a vida acadêmica do filho. Não só quando está na educação infantil ou no ensino fundamental. É sempre bom procurar saber como andam as coisas. Como já disse, os filhos percebem essa preocupação e se sentem apoiados pelos pais. Caso não faça isso, o jeito será reclamar depois. É o mesmo que plantar abacaxis e querer colher laranjas. Não basta querer que os filhos sejam o que almejamos. É preciso atitudes positivas para que eles se tornem o que sonhamos.

Esther Cristina Pereira é psicopedagoga e diretora da Escola Atuação. Contatos: cris@escolaatuacao.com.br / (41) 3274-6262

Jornal Nota 10 | março 2009

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Para falar sobre Deus Existem alguns assuntos que deixam os pais preocupados e hesitantes não apenas sobre a escolha da melhor ocasião para falar sobre eles aos filhos, mas ainda o que é mais conveniente falar. Falar sobre Deus é um desses assuntos. Emolduradas sob uma aura de misticismo que em geral cercam as questões ligadas à religiosidade, as ideias tornam-se complexas e difíceis de serem transmitidas para as crianças e por isso são muitas vezes esses ensinamentos são adiados ou até “terceirizados” à escola. A introdução desse tema, tão importante na vida da maioria das famílias, pode ser simples, se tratado com naturalidade no dia-a-dia ou muito difícil, se há contradições entre o comportamento dos pais e o que estes pregam, ou até em situações especiais onde a religiosidade é uma questão desgastada, fragilizada e ao mesmo tempo conturbada entre os adultos da casa. Não se exige dos pais uma formação específica para falar sobre Deus: o importante é dividir com as crianças a sua experiência, o seu testemunho de fé e crença, usando sua linguagem corriqueira, sem rebuscar nas explicações ou transformar esse momento de intimidade familiar em uma aula, pois isso deixa os filhos pequenos sem entender e os maiores, desconfiados.... Ninguém sabe tudo sobre religião, mas cada um de nós sabe, no mínimo, o mais importante para si próprio e para sua vida e está diariamente aprendendo e não apenas nos dias de culto. Por isso, não saber todas as respostas é natural e até ajuda quando nos dedicamos a criar nossos filhos dentro de uma perspectiva de formação de valores, de aceitação do outro e da busca da verdade e da justiça.

Divulgação

Palavra do Especialista

Educação Infantil

Artigo de opinião

Ninguém sabe tudo sobre religião, mas cada um de nós sabe, no mínimo, o mais importante para si próprio e para sua vida e está diariamente aprendendo e não apenas nos dias de culto. Maria Irene Maluf

Há famílias formadas por pais, avós e filhos que professam crenças diferentes e é lógico que nesse caso é mais possível encontrarmos crianças mais sensíveis ao tema, fazendo perguntas mais amiúde, buscando esclarecimentos, os quais devem ser dados da forma mais homogênea possível, para não perturbar a mente ainda incapaz de compreender as diferentes nuances desse assunto tão complexo que é a fé. Educação e religião têm muito em comum, pois ambas

fundam-se em valores éticos e morais, no amor ao próximo e ao Criador. Independentemente do nome que Ele receba, a crença em um Ser Superior, impregna a compreensão de mundo e a ação das pessoas de todas as idades e orientam por meio dos valores que ensinam, o uso do conhecimento, estimulam o desejo de crescimento moral e através do respeito traçam os limites de cada um e a aceitação das diferenças. Complicada também é a situação de algumas crianças, que apesar de criadas em lares onde não há uma linha religiosa propriamente dita ou até onde vivem com pais ateus, elas frequentam escolas religiosas ou escolas laicas onde há o preparo para algumas cerimônias desta ou daquela religião, como por exemplo a Primeira Comunhão dos católicos. Vivenciei um caso assim, onde a criança de apenas dez anos, sem saber o que fazer, mentiu a todos os colegas e professores alegando ter feito sua comunhão em anos anteriores em outro colégio. A angústia permeou todo aquele seu ano letivo, pelo medo de ser desmentida publicamente e passar a ser rejeitada pelos colegas. Consequência: seu rendimento escolar decaiu e passou a ter um comportamento arredio tanto na escola como em casa. E para terminar, vamos mais uma vez lembrar que falar sobre Deus às crianças é uma tarefa própria da educação familiar que pode ou não ser continuada na escola, a qual também por essa razão, deve ser cuidadosamente selecionada pelos pais. Maria Irene Maluf Pedagoga, especialista em Educação Especial e Psicopedagogia. Contato: irenemaluf@uol.com.br


Magistério

Jornal Nota 10 | março 2009

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Solução “parcial” para o Caso Vizivali Os professores que fizeram o programa de capacitação da Vizivali e que ainda não receberam o diploma de graduação em Pedagogia terão que realizar um novo curso, que poderá ser a distância ou presencial. Este foi o resultado da reunião que ocorreu no dia 9 de março em Brasília, entre o diretor da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Jairo Queiroz Pacheco, e o Ministério da Educação (MEC).

Pacheco não quis falar com a reportagem do Nota 10, mas de acordo com o presidente do Conselho Estadual de Educação (CEE-PR), professor Romeu Gomes de Miranda, que não chegou a viajar a Brasília, a proposta do MEC não é específica para os professores que fizeram a capacitação pela Vizivali, mas para todo o Brasil, pois o tem um programa que permite a graduação de professores que atuam em sala de aula, mas

Curso será o de Sistema de Formação para Professores Os professores que fizeram o programa de capacitação da Vizivali, para se graduar em Pedagogia, e amargam uma batalha para conseguir a validação de seus diplomas, terão que fazer o curso do Sistema de Formação para Professores das Escolas Públicas, instituído pelo Ministério da Educação (MEC). Com o programa o MEC também quer solucionar o déficit de professores nas escolas e melhorar a formação desses profissionais em todo o Brasil. O ministério quer ainda que um milhão de professores estejam melhor qualificados, pois em todo o país esse contingente não tem qualificação adequada para estar em sala de aula. No Paraná estima-se que esse total chegue a 10 mil, dos quais 8 mil concluíram, há algum tempo, o curso de capacitação oferecido pelo Iesde e a Vizivali. Outro objetivo é garantir um padrão de qualidade aos cursos de formação de docentes e aproximar os currículos das graduações à realidade das salas de aula. O ministro Fernando Haddad estimou anteriormente que o sistema

formará 100 mil professores por ano. O ministério pretende usar R$ 1 bilhão para incentivar os estados a elaborarem planos de formação usando a capacidade de suas universidades estaduais, municipais e federais. “Nós sabemos que a formação de qualidade está nas universidades públicas. Queremos dar escala e formar cada vez mais professores”, disse recentemente Fernando Haddad, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. A nova medida foi motivada pela constatação de que mais de 70% dos docentes aptos a lecionar no ensino básico se formam em universidades privadas. O sistema vai abranger a formação inicial e a continuada de professores de educação básica da rede pública de ensino. Considerando-se apenas as disciplinas básicas, como português e matemática, o déficit de professores no país chega a 253 mil. Para disciplinas específicas, como filosofia e sociologia, estimativas indicam que serão necessários 107 mil docentes, em cada uma das disciplinas, para atender apenas o ensino médio.

ainda sem a qualificação necessária. O deputado Péricles de Mello (PT), presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, explica que o MEC procurará atingir um milhão de professores nessa situação em todo o Brasil com o programa. No Paraná são 10 mil. Destes, 8 mil fizeram a capacitação da Vizivali. Péricles diz ainda que ao final do curso o professor irá receber o diploma de graduação plena, ou seja, poderá ministrar aulas não só nas séries iniciais do ensino fundamental, mas também de 5.ª a 8.ª. Pela Vizivali, o professor só poderia ministrar aulas na educação infantil e nas séries iniciais do ensino fundamental – até a 4.ª série. Não ficou definido na reunião se o MEC irá aceitar o aproveitamento de parte do curso feito pelos professores do Paraná na Vizivali. O professor Miranda acredita que não haverá aproveitamento, pois o ministério não reconhece a capacitação da Vizivali e seria um contrassenso se houvesse algum tipo de aproveitamento das disciplinas já cursadas. Já Péricles espera que o ministé-

Michel Willian/SMCS

Professor que fez capacitação precisará fazer um novo curso, presencial ou a distância

Professores das redes municipais do PR serão beneficiados com o acordo.

rio reconheça pelo menos um percentual. O curso será feito pela Universidade Aberta do Brasil (UAB), um braço do MEC criado em 2005 que faz articulações com instituições de ensino superior já existentes para promover a formação de professores. O objetivo é priorizar o curso presencial. Ou seja, se o professor estiver na cidade onde há um polo da UAB o curso se dará de forma presencial. Se não houver, poderá fazer a distância. No Paraná a UAB tem 37 polos. Uma saída seria utilizar também as instalações das universidades estaduais do Paraná,

num total de seis – UEL (Londrina), UEM (Maringá), UEPG (Ponta Grossa, Unicentro (Guarapuava), Unioeste (Cascavel) e Universidade Estadual do Norte Pioneiro – Uenp (Jacarezinho) e todos os demais campus que cada uma tenha para aumentar o leque de cidades. O MEC estuda também a possibilidade de conceder uma bolsa-transporte para que os professores de outras localidades possam se deslocar para uma cidade que tenha uma faculdade do estado ou um polo da UAB. Os cursos serão ofertados de forma gratuita, tanto na modalidade presencial quanto a distância.

Entidades querem propor Ajuste de Conduta Foi realizada no dia 11 a reunião entre a comissão que tenta encontrar uma solução para o caso Vizivali e o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Hermas Brandão. O objetivo é acalmar os prefeitos dos municípios paranaenses, que pensam em demitir os professores já contratados, por receio de represália do TCE ,que julga as contas das prefeituras. Por terem sido contratados de forma considerada “ilegal” – já que muitos não têm o diploma de

graduação – muitos enfrentam problemas. A intenção é que as prefeituras deem um prazo para que os professores nessa situação consigam fazer a complementação e receber o diploma e o Tribunal não puna os prefeitos. O deputado estadual José Lemos (PT) explica que como muitos prefeitos assumiram agora estão temerosos. Brandão solicitou que a comissão formalize o pedido para verificar o que poderá ser feito. Essa formulação, segundo

Péricles, ainda não tem uma data certa, mas deve ocorrer ainda este mês. Péricles de Mello usou a tribuna da Assembleia dia 11 para discursar sobre a Vizivali. Segundo ele, o programa do MEC é um início, mas não atende de imediato todos os professores. Ele destacou que irá solicitar uma audiência com o governador Roberto Requião para discutir o assunto. “Na esfera administrativa esgotamos todas as possibilidades”, explica.


Palavra do Especialista

Ambiente Organizacional Teodoro Luiz Pereira Neto

Network

Opostos se atraem. Expostos se atraem.

O QUE É Rede de contatos e relacionamentos, conceito adotado no mundo dos negócios e mercado de trabalho. Quem pratica networking cria uma rede de contatos pessoais e profissionais que podem ajudar nos negócios, auxiliar na busca de trabalho e impulsionar a carreira. Numa época em que muitas das oportunidades são decididas por indicação, é preciso incorporar essa prática e se tornar um networker. NÃO SE ESCONDA Ao sair de um emprego, mantenha os colegas informados sobre seu telefone e e-mail. É uma forma de ser contatado caso surjam oportunidades profissionais. Quem não é localizado, é rapidamente descartado. SAIBA AONDE QUER CHEGAR Mapeie as empresas onde você tem mais chance de construir uma carreira bem-sucedida. Procurar se aproximar, através de amigos e colegas, de pessoas que ali trabalham, é uma forma de saber antecipadamente se a empresa está ou estará com processos seletivos abertos. RELACIONAMENTO Saia, circule, quem se esconde não é conhecido. E sem exagerar mostre sempre quem você é. Participe de associações classistas; pratique esportes; frequente cybercafés, escritórios de amigos, clubes e reuniões sociais. Reserve parte de seu tempo para participação em movimentos comunitários e ações de voluntariado. Se houver oportunidade, dê palestras e escreva artigos para jornais, revistas e sites. Mantenha a agenda atualizada com telefones e emails de todos os que formam sua rede de relacionamento. Fazer contatos regulares e enviar mensagens em datas comemorativas, como Natal e aniversários, é uma forma de aproximação e de manter seu e-mail e telefone atualizados. REDE AQUECIDA Não deixe os contatos esfriarem e mantenha a agenda atualizada. Fique atento ao relacionamento com familiares, amigos, colegas e ex-colegas para aumentar a visibilidade de suas habilidades. Mas, lembre-se, é preciso se antecipar e plantar antes. Um bom network não é construído de uma hora para outra: exige determinação, paciência e disposição para relacionamentos interpessoais. Redes de contatos e relacionamentos não devem ser construídos por mero oportunismo, mas sim, alicerçados sobre afinidades, colaboração mútua, ética, respeito e transparência. PALESTRAS, SEMINÁRIOS E CURSOS RÁPIDOS Intervalos [coffee break] podem aumentar e qualificar o seu network 1. Não dê motivos para a timidez. Salvo exceções, ali ninguém conhece ninguém, você está em condições de igualdade. 2. Você não foi ao evento para “comer”, portanto aproveite os intervalos para conhecer pessoas. 3. Aproxime-se naturalmente das pessoas e durante a conversa procure se identificar. 4. Aproximar-se não significa interromper conversas dos outros. Observe quem está sozinho e inicie uma conversa. 5. Estabelecido o contato, nada de ficar falando demais sobre você. Ouça o seu interlocutor e havendo oportunidade, elogie-o. 6. Não distribua cartões de visitas sem que o contato estabelecido tenha tido algum progresso. Nem é preciso dizer que em eventos assim, é “proibido” entregar currículo para alguém que você acabou de conhecer. Teodoro Luiz Pereira Neto é Gerente de Marketing Corporativo do Grupo Educacional Opet. Contatos: teodoro@opet.com.br / (41) 3021-4848

Ensino Superior

Jornal Nota 10 | março 2009

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Itaipu oficializa doação de terreno para a Unila Universidade reunirá estudantes do Brasil e Paraguai Foi assinada no último dia 9 a escritura pública de doação do terreno onde funcionará a Universidade Federal de Integração Latino-Americana (Unila). A área doada, com 38,07 hectares, será repassada inicialmente à Universidade Federal do Paraná, tutora da Unila. A nova instituição receberá o terreno quando for criada oficialmente. A doação foi aprovada no ano passado, pela Diretoria e pelo Conselho de Administração de Itaipu. Participaram da solenidade o reitor da Universidade Federal do Paraná, Zaki Akel Sobrinho, o vice-rei-

tor, Rogério Mulinari, e o presidente da Comissão de Implantação da Unila, professor Hélgio Trindade, além dos diretores de Itaipu. O projeto do campus será do escritório de Oscar Niemeyer, que já o apresentou. Com traços arquitetônicos que simbolizam a integração latino-americana, o projeto prevê a construção de seis prédios: edifício para a reitoria e professores, biblioteca, anfiteatro, dois grandes prédios para alunos e professores (um para salas de aula e outro para os laboratórios de pesquisa) e restaurante universitário. De

acordo com Niemeyer, a proposta é um presente que ele dará ao Brasil e à América Latina. A proposta da Unila prevê a criação de uma instituição pública federal bilíngue (português e espanhol), com ensino, pesquisa e extensão nas áreas de ciências e humanidades. A instituição terá capacidade para receber 10 mil alunos em cursos de graduação e pósgraduação. Seus corpos docente e discente serão formados por professores e alunos brasileiros e latino-americanos.

Rogério Mulinari é eleito vice-reitor da UFPR A Universidade Federal do Paraná (UFPR) já tem seu vice-reitor. É o professor Rogério Mulinari, eleito pelo Colégio Eleitoral Especial no dia 3 de março. A gestão é de quatro anos. “Agora chegamos à normalidade institucional, o que dá tranquilidade à comunidade e reforço administrativo”, afirmou o reitor Zaki Akel Sobrinho. Segundo ele, Mulinari assumiu uma série de encargos. “Não será apenas um substituto eventual do reitor, mas um cogestor que irá ajudar a implantar as mudanças que esta gestão pretende promover rumo aos 100 anos da UFPR.” O novo vice-reitor ressaltou seu compromisso com as propostas de campanha, que receberam o apoio da comunidade universitária em todas as suas instâncias. “Sintonia”, segundo ele, é a palavra-cha-

O reitor Zaki Akel (direita) cumprimenta o vice Rogério Mulinari.

ve para a gestão. “Uma universidade do porte da nossa não pode deixar toda a responsabilidade para o titular do cargo de reitor”, observou Mulinari.” Assim, o vice-reitor tem um papel privilegiado ao participar dos compromissos assumidos,

trabalhando em consonância com o grupo de pró-reitores.” O novo vice-reitor da UFPR obteve o apoio de 40 dos 51 votantes. Sua posse está marcada para as 14h30 do dia 16 deste mês, no gabinete da Reitoria da universidade.


Legislação

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Piso dos professores é lei, mas ainda não foi implantado Disputas judiciais impedem que benefício chegue a todos os docentes do país Apontada como uma dos mais importantes medidas para valorizar a educação pública do país, a Lei 11.738/08, que criou o piso nacional salarial dos professores, entrou em vigor em 1.º de janeiro passado mas, até agora, produziu como principais resultados uma disputa judicial em torno de alguns de seus dispositivos e ameaça de uma greve nacional dos docentes, sob a alega-

Vitrine

ção de que a maioria dos estados e municípios não estaria cumprindo a lei e pagando o patamar salarial à categoria. De acordo com a Agência Senado, as questões que se discutem no Supremo Tribunal Federal (STF) não têm relação com o valor em si do piso (R$ 950). Mas é justamente a falta de recursos a principal razão apresentada pelos governadores e prefeitos, em geral, para

explicar a não implantação plena do piso salarial dos professores. Segundo levantamentos preliminares da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), pelo menos quatro estados ainda não implantaram o piso (Goiás, Rondônia, Rio Grande do Sul e Tocantins) e aqueles que o fizeram “falharam” na interpretação da lei, provocando preju-

ízos na remuneração de muitos educadores. A maioria das prefeituras também não tem aplicado a lei e muitas delas praticam vencimentos vinculados ao salário mínimo. Pelos dados do IBGE, 37% dos professores ganhavam abaixo do piso salarial nacional hoje em vigor para uma jornada de 40 horas. Para a CNTE, entre 60% e 65% dos professores brasileiros ganham menos

que R$ 950. “Ainda tem professor no Brasil ganhando menos do que um salário mínimo”, diz o presidente da CNTE, Roberto Franklin Leão. Há um mês, o ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu no Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas, em Brasília, a implantação imediata, pelos municípios, do piso nacional do magistério.


Jacir J. Venturi

A difícil arte de equilibrar afeto e limites

Nós, pais, vivemos atualmente alguns dilemas angustiantes: 1) oferecemos aos nossos filhos um caminho por demais florido, plano e pavimentado, mas temos certeza de que mais tarde irão percorrer trilhas e escarpas pedregosas; 2) protegemos nossas crianças e adolescentes das pequenas frustrações, mas bem sabemos que a vida, mais tarde, fatalmente se encarregará das grandes; 3) tudo fazemos para não privar nossos filhos de conforto, bens materiais, shoppings, lazer, etc., mas agindo dessa maneira não estamos criando uma geração por demais hedonista e alheia aos problemas sociais? Para esses paradoxos, não há “Manual de Instruções”. Mas, se houvesse, duas palavras comporiam o título deste manual: AFETO e LIMITES. São pratos distintos de uma balança em que há de prevalecer o equilíbrio, a medida certa e o bom senso. Mais do que no passado, o jovem de hoje, ao percorrer o seu caminho, encontra muitas bifurcações, tendo, com frequência, de decidir entre o bem e o mal, entre o certo e o errado. Em cada etapa da vida, é bom que o nosso educando cometa pequenos erros e seja responsabilizado por eles. Além disso, é preciso que tenha clareza das nefastas consequências dos grandes ou irreversíveis erros, para que possa evitá-los. Por exemplo: gravidez indesejada e DST; exposição excessiva ao risco; envolvimento com drogas, álcool, tabaco, brigas violentas, furtos, etc. O doutor Dráuzio Varella, com a autoridade de quem conviveu com as mais profundas metamorfoses do ser humano como médico no presídio Carandiru, cita os dois principais fatores que levam o indivíduo aos descaminhos da marginalidade: negligência afetiva e ausência de limites. A nossa relação com o edu-

cando – seja filho ou aluno – não pode ser tíbia, leniente, permissiva, mas sim intensa e proativa, sobretudo na imposição de disciplina, respeito às normas e à hierarquia. Até porque quem bem ama impõe privações e limites. E sem disciplina não há aprendizagem na escola e, muito menos, na vida. “A estrutura básica do ser humano não é a razão e sim, o afeto”, ensina apropriadamente Leonardo Boff, autor de 72 livros e renomado intelectual brasileiro. Realmente, quanto mais tecnológico se torna o mundo hodierno, maiores são as demandas por valores humanos e afetivos. Recente pesquisa patrocinada pelo Unicef mostra que, para 93% dos jovens brasileiros, a família e a escola são as instituições mais importantes da sociedade. Crianças e adolescentes que têm limites e modelos de afeto raramente se envolvem com drogas ou violência, pois se nutrem de relacionamentos estáveis e sadios. Num crescendo, a criança e o adolescente devem adquirir o direito de fazer escolhas, aprendendo a autoadministrar-se. “Sem liberdade, o ser humano não se educa. Sem autoridade, não se educa para a liberdade” – pondera o educador suíço Jean Piaget (1896-1980). Autoridade e liberdade, exercidas com equilíbrio, são manifestações de afeto, ensejam segurança e proteção para a vida adulta. “Autoridade é fundamental, a superproteção e a permissividade impedem que os jovens amadureçam” – completa a professora da UFRJ, Tânia Zagury. Devemos dar aos nossos filhos “raízes e asas” (valores e liberdade). E nós, pais, educamos pouco pelos cromossomos e muito pelo “como-somos” (os exemplos que damos). Ganha quem sabe amar, dialogar, tolerar e também quem sabe ser firme e coerente em suas atitudes.

Jacir J. Venturi é diretor de escola e autor de livros. Foi professor da UFPR e PUCPR. Contatos pelo e-mail jacirventuri@geometriaanalitica.com.br

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Lei permite matrícula de crianças de 5 anos Ela terá o direito mesmo que faça 6 só em dezembro O Paraná transformou em lei que crianças que têm 5 anos de idade e irão completar 6 no decorrer do ano letivo – até o dia 31 de dezembro – podem ser matriculadas no primeiro ano do ensino fundamental de 9 anos. A lei recebeu o número 16.049 e foi publicada no dia 19 de fevereiro no Diário Oficial. A proposta é do deputado estadual Péricles de Mello (PT). Havia outra proposta, do deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) que só poderiam ser matriculadas as crianças que tivessem 6 anos de idade até o início do ano letivo. Quem fizesse aniversário depois do começo das aulas não poderia ingressar no primeiro ano. Uma emenda apresentada por Péricles ao projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa determinou o final do ano como base para o corte etário dos alunos. Ou seja, a partir de agora crianças com 5 anos e que vão completar 6 anos durante o ano letivo em curso poderão se matricular nas escolas públicas do Paraná. Para entender o caso: A proposta original, apresentada pelo deputado Romanelli, autorizava a matrícula somente para crianças com 6 anos completos até a data do início das aulas. Este projeto foi aprovado em primeira discussão, em outubro de 2008. Só voltou para o plenário da Assembleia no último dia de sessão do ano passado, quando entrou para votação em segunda discussão com a emenda do deputado Péricles flexibilizando o limite da idade para matrícula.

Luiz Costa/SMCS

Palavra do Especialista

Educação & Ensino

Ensino Fundamental

Mesmo quem tem 5 anos poderá ingressar no 1.º ano.

Em uma votação apertada, a emenda de Péricles foi aprovada por 22 votos a favor e 20 contra. “O corte etário no final do ano amplia o acesso das crianças no ensino fundamental e evita que uma geração de estudantes entre atrasada no processo educativo”, defende o deputado. Polêmica - Péricles acredita que a nova lei coloca um ponto final na polêmica gerada, no Paraná, estabelecendo uma regra única e consolidando de forma permanente as matrículas de crianças entre 5 e 6 anos no primeiro ano do ensino fundamental para todos os municípios. O tema gerou discussão entre setores da administração

pública do Paraná. O Ministério Público Estadual ajuizou uma ação em 2007 determinando a matrícula, pelas escolas paranaenses, de crianças que completassem 6 anos de idade durante o ano letivo. Em outubro do ano passado, o Conselho Estadual de Educação do Paraná (CEE-PR), responsável por regulamentar o ensino público no estado, emitiu uma deliberação orientando a matrícula apenas para crianças com 6 anos completos até o início das aulas. Mas voltou atrás por causa de uma liminar do Ministério Público que garantia o direito à matrícula, em 2009, das crianças que fizessem aniversário até o final do ano.

Conselho Estadual prefere aguardar O presidente do Conselho Estadual de Educação, professor Romeu Gomes de Miranda, informou, por meio de sua assessoria, que deve se pronunciar nos próximos dias sobre a nova lei, que vem ao encontro do que a maioria dos municípios paranaenses já pratica.

Dados da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) do Paraná sinalizava no ano passado que 270, dos 399 cidades paranaenses, já adotavam o ensino fundamental ampliado e aceitavam crianças com 6 anos incompletos no primeiro ano.


Finanças

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APP Sindicato lança Campanha Salarial Lançamento irá ocorrer dia 28, data da Assembleia Estadual da entidade A APP Sindicato, entidade que defende os interesses de professores e funcionários administrativos da rede estadual, irá lançar no final deste mês a Campanha Salarial de 2009. O lançamento ocorrerá no dia 28, data da Assembleia Estadual da entidade. Segundo a presidente Marlei Fernandes de Carvalho, a campanha, que tem como mote a frase “Basta de Discriminação: quanto vale o trabalho de um educador”, reivindicará do governo do estado reajustes superiores à infla-

ção a fim de equiparar, com aumento de 25,97%, os salários dos educadores ao dos demais servidores públicos do Paraná. Está previsto também o pedido de implementação do cargo de 40 horas, a contratação de todos os concursados e, entre outros pontos, a melhoria do atendimento à saúde. “Há vários outros itens, além destes já citados que estão elencados”, anuncia. A presidente revela que a APP já realizou o primeiro debate com o Departamento

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Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PR) para verificar o

orçamento do estado. Segundo o economista do órgão, Cid Cordeiro, a previsão de cresci-

mento da receita do Paraná para 2009 será em torno de 10%%.

Greve de professores em abril ou maio A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) pretende promover uma greve nacional de professores para abril ou maio pela aplicação do piso salarial nacional de R$ 950,00. Durante este mês, eles realizam uma série de assembleias em todo o país para decidir a data. De acordo com a CNTE, a

Lei 11.738/08, aprovada em julho do ano passado e em vigor desde 1.º de janeiro de 2009, que estabelece o piso, ainda não é realidade na maioria dos estados e municípios. Os estados teriam até 2010 para pagá-lo como vencimento inicial (salário-base). Governadores do Ceará, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa

Catarina entraram com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra o piso, e foram apoiados por Distrito Federal, Minas Gerais, Roraima, São Paulo e Tocantins. O Supremo Tribunal Federal (STF) considerou a lei constitucional, mas limitou sua abrangência até o julgamento do mérito da ação.


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GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO CONHEÇA AS MODALIDADES GRADUAÇÃO Os cursos de bacharelado, licenciatura e tecnologia são modalidades de ensino que conferem diploma reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). Asseguram o direito ao exercício da profissão, bem como a continuidade dos estudos em todos os níveis de pós-graduação. LICENCIATURA A licenciatura é um tipo de diploma que habilita seu titular a exercer o magistério em diversos níveis de ensino, de acordo com a área cursada. A duração é, na maioria dos cursos, entre 3 e 4 anos. BACHARELADO Não é voltado para área específica, sendo mais abrangente. Propicia uma visão mais generalista da profissão e, devido à duração do curso, algumas carreiras são exclusivas do bacharelado. Os cursos de bacharelado, em sua maioria, variam de 3,5 a 5 anos. TECNOLOGIA Curso voltado para uma área específica, com aprendizado prático. Permite a inserção rápida no mercado de trabalho e impulsiona a carreira para quem já está empregado. A duração do curso é, geralmente, de 2 a 3 anos.

PÓS-GRADUAÇÃO Os cursos de pós-graduação estão divididos em dois grupos, conhecidos pelas expressões latinas lato sensu [largo, amplo] e stricto sensu [em sentido restrito]. LATO SENSU Engloba o nível de especialização [inclusive o MBA]. Os cursos são mais voltados à área profissional, ao mercado de trabalho. Os conteúdos ampliam e estendem o conhecimento, aproximando o aluno da realidade profissional, do mundo corporativo e do mundo dos negócios, de acordo com a área do curso. São cursos sob medida para quem deseja impulsionar a carreira profissional, buscando especialização que permita ampliar seu perfil técnico ou gerencial. A pós-graduação lato sensu tem uma carga horária geralmente em torno de 360/400 horas, bem menor que a stricto sensu. STRICTO SENSU Engloba os níveis de mestrado, mestrado profissional e doutorado. É mais voltado para a pesquisa, docência e área acadêmica em geral. O doutorado e o mestrado aprofundam de forma direcionada e focada, determinado ramo de conhecimento.


José Leopoldo Vieira

O despertar para o desejo de aprender

Pais, professores e todos frequência semanal, de aqueles responsáveis pela edu- Psicomotricidade Relacional cação, seja ela formal ou infor- com 90 minutos de duração, mal, demonstram certa ansieda- sendo as crianças divididas em de em querer ajudar a criança a 14 grupos. Aos professores: 5 encondespertar o desejo para aprender e elevar o nível de eficiên- tros, com frequência mensal de cia do processo ensino-apren- Psicomotricidade Relacional, dizagem. Há um esforço das au- perfazendo um total de 30 hotoridades em buscar reduzir a ras. Aos pais: 8 encontros, com taxa de repetência e evasão esfrequência colar de crianças mensal,sendo 4 do primeiro ano Há um esforço para palestras do Ensino Fundae4 mental, princidas autoridades informativas para reuniões de palmente das Esem buscar acompanhacolas da Rede Pública. reduzir a taxa de mento, orientação e avaliação No município repetência e do processo de de Fortaleza foram atendidas 25 evasão escolar de seus filhos. Como Resulescolas situadas crianças do tados Finais se em áreas denom i n a d a s primeiro ano do pode constatar: * Redução do “Cinturão de PoEnsino índice de combreza”, através portamentos Fundamental, de convênio entre o Ciar - Cenprincipalmente destrutivos. tro Internacional * Favorecimento das Escolas da de Análise Reladas relações cional e a SecreRede Pública. afetivas profestaria Municipal sor/aluno, alude Desenvolvino/aluno. mento Social. O projeto visava ao atendimento em Psico* Elevação da autoestima e motricidade Relacional a 3500 autoconfiança. alunos da Rede Pública Municipal, dos quais foram seleciona- * Fortalecimento da autonomia dos 5%, o equivalente a 175 e identidade. crianças, que apresentavam dificuldades de aprendizagem e * Melhoria nos níveis de comueram repetentes. Também foram nicação e desempenho escolar. atendidos os 58 professores destas crianças e seus pais. * Crescimento do potencial criComo estratégias de atendi- ativo e construtivo. mento foram oferecidos: À criança: 12 encontros, com * Redução dos níveis de stress. José Leopoldo Vieira é pedagogo, mestre em Educação Especial, Doutorando pela Universidade de Évora (Portugal). Contatos: leo@ciar.com.br / (41) 3343-6964 Obs.: Texto escrito em parceria com Maria Isabel Bellaguarda Batista, psicóloga, Mestranda em Psicomotricidade Relacional (Universidade de Évora – Portugal), Psicomotricista Relacional Didata. Diretora do Ciar Fortaleza. Contato: bel@ciar.com.br

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Alunos paraguaios irão estudar no Paraná Grupo já está no Brasil para as primeiras aulas Estudantes paraguaios poderão estudar no Paraná. Foram abertas 81 vagas para alunos do Paraguai em 17 escolas agrícolas, para cursos com três anos de duração. O regime é de internato e os custos são pagos pelo governo do estado. No Centro de Educação Profissional Newton Freire

Sintia Palácios.

Maia, localizado no Parque Newton Freire Maia (antigo Parque Castelo Branco), estarão oito estudantes paraguaios, entre os quais quatro meninas, que foram as primeiras a chegar.

Fotos: Arnaldo Alves/SECS

Palavra do Especialista

Psicomotricidade Relacional

Ensino Técnico

De acordo com a secretária da Educação, Yvelise Arco Verde, os estudantes foram selecionados pelo governo paraguaio entre famílias que praticam a agricultura familiar para que façam o curso de agricultura integrado ao ensino médio. A estudante Sady Calabrese, que tem 15 anos de idade, proveniente do estado paraguaio de Canyndeyu, disse estar contente por poder estudar e que em sua cidade natal não há escolas agrícolas. “Pretendo levar o que estou aprendendo aqui para meu país e repassar esse conhecimento”, disse. Sintia Carolina Palácios, de 28 anos, disse que está feliz desde que chegou ao Brasil e que o colégio é muito bom. “Sempre faço os cursos que me convidam a fazer e essa é uma boa experiência que levarei ao meu país com muito orgulho”, conta. As estudantes Vanessa Rotela e Sandra Carolina

Sandra Gimenez.

Gimenez, ambas de 14 anos, destacaram a boa recepção que tiveram no colégio por parte do professores e alunos. “Fomos muito bem recebidas”, destaca Sandra.

Vanessa Rotela.

Abertas inscrições do Selo Escola Solidária Escolas de todo Brasil podem se inscrever no Selo Escola Solidária 2009. Criado em 2003 pelo Instituto Faça Parte, o Selo reconhece e dá visibilidade às ações de Voluntariado Educativo realizadas pelos alunos das escolas públicas e particulares de todo o país. Para participar basta acessar até o dia 31 de maio o site do www.facaparte.org.br e responder um questionário de autoavaliação sobre as práticas socioeducativas que a escola desenvolve, relatando um projeto de Voluntariado

Educativo que esteja em andamento. Todas as experiências serão analisadas considerando a coerência do projeto apresentado com o conceito de Voluntariado Educativo, os resultados pedagógicos e sociais alcançados, a importância da atividade para os participantes e para o público atendido e a relação do projeto com a evolução da aprendizagem dos alunos. Em suas três edições, o Selo Escola Solidária identificou e reconheceu mais de 20 mil escolas públicas e particu-

lares de todo o país, que promovem a prática do Voluntariado Educativo e, com isso, têm contribuído para melhoria da qualidade da educação. O Selo Escola Solidária é realizado em parceria com Ministério da Educação (MEC), Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Unesco, Organização dos Estados Iberoamericanos para a Educação (OEI) e Unicef e ocorre a cada dois anos.


Geral

Jornal Nota 10 | março 2009

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Direitos da mulher

Uso do Fies

Retratos da Leitura

Meio ambiente

Pela educação

A Câmara dos Deputados aprovou no dia 10 de março a inclusão de disciplina sobre os direitos da mulher no currículo do ensino médio, tanto em escolas públicas como em particulares. De acordo com a Agência Câmara, entre outras coisas, os alunos dos últimos três anos da educação básica vão ter aulas que visem a “conscientização sobre os direitos da mulher, abordando os aspectos históricos, sociológicos, econômicos, culturais e políticos que envolvem a luta da mulher pela conquista da igualdade de direitos”. A matéria, objeto do Projeto de Lei 235/07, da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), foi analisada e aprovada em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Agora será enviada para votação em plenário.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou no último dia 6 de março, que estudantes dos cursos de medicina e de formação de professores poderão usar o Financiamento Estudantil (Fies) e pagá-lo com trabalho depois da formatura. Segundo Haddad, o ministério enviará ao Congresso Nacional, nas próximas semanas, um projeto de lei criando essa modalidade de uso do Fies por alunos das licenciaturas e da medicina. O projeto prevê que a cada mês trabalhado, o professor ou o médico quite 1% da dívida com o Fies. A medida, segundo o ministro, possibilita que jovens que hoje “têm medo” de tomar o financiamento estudantil, por preocupação de como quitar a dívida depois de concluir o curso, tenham a chance de pagar de outra forma, com trabalho.

A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, encomendada pelo Instituto Pró-Livro ao Ibope, em 2007, revelou um contingente de 77 milhões de não-leitores. 27 milhões cursaram até a 4.ª série do ensino fundamental e que não leem. Fatores como baixa renda, escolarização e questões sociais são elementos que resultam no grande número de brasileiros sem interesse na leitura, que, nem sempre, estão fora da escola. O Programa Internacional de Avaliação de Alunos, o Pisa, revelou, em 2008, que os 4,8 mil estudantes brasileiros avaliados, pouco compreendem o que estão lendo. Esse fator deixou o Brasil em último lugar no ranking dos 32 países, além de mostrar que o problema está na falta de habilidades que deveriam ser formadas no processo educacional.

A água, o ar, a terra e o fogo são os temas que estarão em debate na 3.ª Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, que será realizada em Luziânia, Goiás, entre 3 e 8 de abril. Participam do evento 590 estudantes de 11 a 14 anos, que cursam da 5.ª à 8.ª série do ensino fundamental ou 6.º ao 9.º ano, escolhidos em conferências escolares, regionais ou estaduais nas 27 unidades da Federação. Iniciativa dos ministérios da Educação e do Meio Ambiente, a conferência vai debater as mudanças ambientais no mundo. De acordo com a coordenadora-geral de educação ambiental da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, Rachel Trajber, cada um dos quatro temas será tratado em oficinas para que todos os delegados participem.

No último dia 6 de março o secretário municipal de Educação de Florianópolis, Rodolfo Joaquim Pinto da Luz, assinou o Termo de Adesão do município ao movimento Todos Pela Educação. O ato foi em Santa Catarina, durante o encontro regional da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e do Ministério da Educação (MEC), e simboliza o alinhamento entre a prefeitura e os demais setores da sociedade pela melhoria da Educação no município. O Todos Pela Educação é um movimento da sociedade civil, apartidário, que reúne lideranças sociais, educadores, gestores públicos e representantes da iniciativa privada, com o objetivo de garantir Educação pública de qualidade para todas as crianças e jovens brasileiros.


Literatura

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Educar os filhos com inteligência emocional Paulus Editora María José Gallego Alarcón

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Coaching eficaz - Como orientar sua equipe para potencializar resultados David Clutterbuck Editora Gente

Ser pai e mãe é muito mais que gerar um filho; é criálo e educá-lo para o mundo, ensinando-o a ser um cidadão ético, feliz e que possa colaborar com a sociedade de forma positiva. Por ser a que mais cedo se inicia, a educação emocional pode colaborar nesta trajetória deixando marcas e lições de vida. O livro reflete sobre as tarefas paternas e maternas e suas responsabilidades ao ajudar no desenvolvimento de um ser humano. A autora propõe uma tomada de consciência dos diferentes momentos educativos que os pais vivem com seus filhos, desde o nascimento até a idade adulta, a fim de que transformem cada instante de convivência no mais adequado momento para a educação do novo ser.

Há algum tempo, no Brasil, um conceito para melhorar o desempenho profissional está na pauta das discussões corporativas – coaching. Uma ferramenta que pode ajudar o profissional a encontrar o seu caminho. Sem regras nem preconceitos discute-se como se transformar o sonho profissional em realidade com sucesso. O coaching é um processo interativo e individual que auxilia pessoas a se desenvolverem rapidamente para produzirem resultados mais satisfatórios em suas vidas pessoais e profissionais. Esta ferramenta é a grande opção para pessoas que buscam o aprimoramento de suas habilidades individuais.

Aprender a Aprender Paulus Vídeo Rubem Alves

Educação: competência e qualidade Nílson José Machado Escrituras Editora

A educação não deve ser analisada à parte da sociedade, pois integra a profundidade do ser humano que vive em um mundo globalizado. É neste caminho que a coleção de DVDs, Os Quatro Pilares, de Rubem Alves, analisa o papel da escola inserido, que deve estar inserido no contexto social do homem. Seja nos campos da história, da religião, da filosofia, o autor aponta novos caminhos e posturas por meio de histórias, poesias e analogias. Dentro destes domínios o autor ainda polemiza, concilia e cobra posturas práticas. A coleção contempla 4 DVDs: Aprender a Aprender; Aprender a Fazer; Aprender a Conviver; Aprender a Ser; e apresenta conteúdos dinâmicos e ricos que auxiliarão professores, educadores e demais interessados em se aprofundar nas abordagens educacionais.

Existe um aparente consenso com relação ao fato de que somente uma Educação de qualidade forma pessoas competentes. Não é tão fácil, no entanto, um acordo sobre a ideia de pessoa a ser formada, nem sobre o significado da qualidade no terreno educacional, ou mesmo sobre as dimensões fundamentais das competências a serem desenvolvidas. Os cinco ensaios que compõem o livro refletem sobre esses temas, buscando elementos conceituais para fundamentar pontos de vista sobre tais questões. Os cinco textos aqui reunidos foram apresentados, de modo independente, nos Seminários de Estudos em Epistemologia e Didática (Seed), realizados semanalmente desde 1997, na Faculdade de Educação da USP, coordenados pelo autor, com a colaboração da professsora Marisa Ortegoza da Cunha.

MBA pra quê? - As 10 maiores lições da escola da vida Editora Gente Wayne Brown

Arnaud Riou Paulus Editora

Seja o ator principal da sua vida

A obra focada nas relações comerciais traz dicas e exemplos importantes para empresários, executivos, funcionários e colaboradores para melhorarem seu desempenho comercial e espantar a crise antes mesmo que ela chegue aos negócios. Em lições simples e rápidas, Brown destaca a importância do cliente, da ação instantânea para corrigir erros, a determinação na hora do trabalho, o exemplo como a melhor motivação, o comprometimento, a importância do questionamento, da divisão de responsabilidades, do cumprimento dos prazos e as obrigações legais das empresas.

Estaremos plenos assim que aceitarmos todas as facetas de nosso ser e suas contradições. Então, nos sentiremos livres para atuar em diferentes cenários e com diversos parceiros, e saberemos, desse modo, negociar um contrato, dialogar em família e até mesmo animar um grupo. Para chegar a isso, o autor nos apresenta técnicas, tais como a meditação e a escuta ativa. Assim, muito mais que um curso de teatro ou de comunicação, esta obra é uma surpreendente lição de vida, que leva o leitor a inventar a si mesmo, abrir-se para a comunicação do coração e inovar em seus relacionamentos.


Cartas dos leitores

Jornal Nota 10 | março 2009

Bom dia! Queria saber, se vocês como ouvintes de tantos assuntos, não sabem nos informar algo sobre o curso que muitos professores capacitados concluíram em 2005 pelo Iesde. Eu já não sei a quem recorrer, pois o Iesde está com meu histórico escolar, devido à última mensalidade que não paguei e só vou pagar quando o diploma for reconhecido. Já conclui duas pós na área de educação, mas não tenho a graduação. O que vocês podem fazer para nos ajudar, visto que até o MEC nada faz. Sou professora com 16 anos atuando em sala de aula e agora não posso fazer concursos nem assumir, pois o curso não foi reconhecido Quero pedir para vocês que façam algo para nos ajudar. Agradeço desde já, muito obrigada. Silvana Oliveira Pasa, Ponta Grossa (PR).

Helio, você tem alguma notícia sobre o andamento do caso dos diplomas do CNS/Iesde? Se tiver por favor nos informe pois está saindo cada conversa, uma diferente da outra e não temos uma posição positiva ou negativa, mas que seja certa. Obrigada, abraços. Ana Lucia Flores da Cunha Marques, Contenda (PR).

Gostaria de saber se tem alguma novidade sobre o caso dos diplomas do Iesde. Deyse Conegero, Umuarama (PR).

Parabéns pelo extraordinário trabalho que realizam. Os seus veículos de comunicação fertilizam as mentes de educadores, estudantes, dirigentes e leitores em geral. Vocês são Nota 1000. Só Deus, um dia, vai retribuir o empenho, a riqueza de conteúdos, o benefício que proporcionam à sociedade. Que este ano seja repleto de saúde, paz, êxito e felicidades. Abraços. Pedro Bernardi, Curitiba (PR).

Sou uma das 30 mil alunas do Iesde e gostaria de saber se tem novidades sobre o reconhecimento do nosso curso.

Estou desesperada esperando notícias concretas (certas) referente ao diploma da Vizivali, que não se consegue do normal superior. Sabem de algo? Isto ainda vai demorar ou até março já terão algo definido? Grata.

Olá, sou professora da rede municipal e estou em busca de maiores informações em busca do Programa pró-letramento, do MEC. Será que vocês podem me auxiliar, indicando com quem devo receber maiores detalhes? Desde já muito obrigada.

Claci. Quatro Pontes (PR).

Franciane Alesandra Krüger, Curitiba (PR).

Inês Piekas, Almirante Tamandaré (PR).

Escreva para o Nota 10. Envie mensagem para nota10@nota10.com.br . Por razões de espaço e compreensão as mensagens poderão ser editadas.

Telefones úteis APP/Sindicato (41) 3026-9822 Apade (41) 3323-6493

Núcleo Regional de Educação (Centro) (41) 3222-3074 Sinepe/PR (41) 3078-6933

Conselho Estadual de Educação: (41) 3212-1150

ParanáEducação: (41) 3352-0058

Cetepar: (41) 3376-3323

Sismmac (41) 3225-6729

Sinpropar: (41) 3332-5433

Sismuc (41) 3322-2475

Secretaria Municipal de Educação de Curitiba: (41) 3350-3009 Secretaria de Estado da Educação: (41) 3340-1500 Secretaria de Ciência e Tecnologia (41) 3028-7316 Sinpefepar (41) 3019-9287

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Civilização maia Pesquisadores brasileiros estão se preparando para investigar os segredos da ilha de Cerritos, que há mais de mil anos funcionava como porto de Chichén Itzá, uma das maiores cidades da civilização maia. Em parceria

com uma equipe internacional, um grupo do Núcleo de Estudos Estratégicos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) deve realizar escavações na ilha e em seus arredores no primeiro semestre deste ano.

Vitaminas duvidosas Será que as vitaminas valem a pena? Nos últimos anos, diversos estudos de alta qualidade fracassaram na tentativa de mostrar que vitaminas suplementares, pelo menos na forma de pílulas, ajudam a evitar doenças ou prolongar a vida. As últimas novidades vieram neste mês, depois que pesquisadores do estudo da Iniciativa de Saúde das Mulheres acompanharam oito anos de uso de multivitaminas entre mais de 161 mil mulheres. Apesar de descobertas anteriores sugerirem que as multivitaminas pudessem reduzir o risco de doenças cardíacas e certos cânceres, o estudo não encontrou esse benefício.

Mais neurônios Uma boa notícia na área da saúde: cientistas brasileiros acabam de fazer uma descoberta que pode mudar, no futuro, o tratamento de doenças associadas ao cérebro.

Agora não há mais dúvida: temos 86 bilhões de neurônios em nosso cérebro. Até então a ciência achava que tínhamos 100 bilhões, mas era um número aproximado, sem comprovação. Os neurocientistas Suzana Herculano-Houzel e Roberto Lent, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), estudaram cérebros sadios de homens entre 50 e 70 anos. Foram seis anos de pesquisas. Daí eles conseguiram pela primeira vez contar com precisão quantos neurônios temos.

EXPEDIENTE: Jornal Nota 10 – Um veículo da Nota 10 Publicações. Circulação: Distribuição gratuita em escolas públicas e particulares do Paraná, sempre a partir do dia 10 de cada mês. Redação: R. Desembargador Westphalen, 824 - sala 4 – CEP 80.230-100. Telefone/Fax: (41)3233-7533. E-mail: nota10@nota10.com.br Editor e jornalista responsável: Helio Marques - MTb 2524. Revisão: Andréa Maria de Carvalho Marques. Colaboração: Déborah Ferragini. Diagramação: Simone Tatarem. Foto da capa: Luiz Costa (SMCS).


2009-03-Jornal-Marco-2009  

Distribuição gratuita Opostos se atraem. Expostos se atraem. O sucesso dos filhos receberam o diploma de graduação em Pedagogia terão que re...

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