Page 1

www.nortemed.pt

A Re ista

Abril 2015 | n.º11 | Revista Trimestral

E D Ú SA & A Ç N A R U SEG UMA QUESTÃO DE ATITUDE

Medicina no Trabalho

Higiene e Segurança

Formação

Legislação

Campanhas

Informação

Artigos

Artigos

Artigos


Juntos fazemos a diferença

Caros leitores Mais uma edição da REVISTA, fruto da dedicação, de vários profissionais, de uma equipa multidisciplinar. Não podemos deixar de nos congratular que a mesma seja dada a conhecer no dia 28 de Abril; pois embora lutemos todos os dias pela melhoria das condições de trabalho nas empresas, este é um dia, que pela crescente visibilidade que tem adquirido, faz com estes temas, sejam abordados, sejam discutidos, e só assim, conseguimos promover a melhoria continua, a prevenção e a credibilidade do setor. Com a edição de vários números, verificamos, a imensidão de temas, que podem e devem ser discutidos, pois a saúde e segurança no trabalho, é sem dúvida uma temática transversal, que atinge tudo e todos. Assim, continuamos a facultar temas, artigos de opinião, material de prevenção que pode e deve ser usado com o objectivo de fazermos desta área, uma área “obrigatória” não porque a lei obriga, mas porque as vantagens assim o ditam. A todos os que dão um pouco do seu tempo para que a REVISTA seja uma realidade, o nosso muito obrigado. NORTEMED

Os artigos assinados, assim como as opiniões emitidas, são da inteira responsabilidade dos seus autores, podendo ser reproduzidas, no todo ou em parte, desde que sejam mencionados o nome, número e data da publicação e o autor do texto.


Dia 28 de abril, comemora-se o Dia Nacional de Prevenção e Segurança no Trabalho. Desde 1996 que o 28 de abril é comemorado em todo o mundo como forma de homenagear as vítimas de acidentes de trabalho e doenças profissionais. A primeira cerimónia teve lugar em Nova Iorque, na Organização das Nações Unidas, onde foi aceso um memorial para recordar todos aqueles que perderam a vida no trabalho ou adquiriram doenças relacionadas com a sua actividade profissional. Com esta primeira Jornada de Luto, estava consagrado o Dia Internacional de Luto pelas Vítimas de Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais. A data foi escolhida para coincidir com as Jornadas Nacionais de Luto do 28 de abril, previamente adoptadas pelo Congresso Canadiano do Trabalho. Desde 2001 que esta efeméride é reconhecida e apoiada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), sendo actualmente celebrada de modo oficial em inúmeros países de todo o Mundo. Em Portugal, o dia 28 de Abril foi instituído “Dia Nacional de Prevenção e Segurança no Trabalho” mediante Resolução da Assembleia da República n.º 44/2001, cabendo à Autoridade para as Condições do Trabalho o cumprimento do recomendado nesta Resolução. Fonte: ACT


OPINIÃO Toda pessoa, quando apresenta alguma queixa de saúde, procura, na medida das suas possibilidades, a assistência por um especialista na área a que pertencem essas queixas (se temos uma taquicardia tentamos ser observados por um cardiologista; se começamos a notar certa perda de visão tentamos marcar uma consulta com um oftalmologista; se temos dores na anca pensamos que uma visita a um ortopedista seria o melhor; etc). A nossa lógica funciona no sentido de procurar o médico que melhor pode tratar do nosso problema. Ou assim deveria ser. Se para qualquer problema de saúde procuramos o correspondente especialista, também partimos da lógica de que se vamos a uma consulta de especialidade o médico que nos atenderá será especialista nessa área (na consulta de cardiologia seremos atendidos por um cardiologista, na consulta de oftalmologia por um oftalmologista ou na consulta de ortopedia por um ortopedista; ou pelo menos seremos atendidos por um interno dessa especialidade). E se quem nos atende não fosse especialista nessa área, que pensaríamos?, qual seria a nossa reacção?, ficaríamos sentados sem fazer nada? … Pensemos no que é a realidade da Medicina do Trabalho no dia a dia, em muitas ocasiões (e não escrevo isto só pelo que se ouve). Todos os que estamos dentro da Medicina do Trabalho temos ouvido (ou temos vivido em directo) o que eu chamo a “prostituição” da Medicina do Trabalho, que pela sua vez deriva no termo “mercenário” que eu aplico a muitos “médicos”. Há médicos sem especialidade a fazer consultas de Medicina do Trabalho, e depois as fichas de aptidão são assinadas por um outro médico que já é especialista (a estes são aos que eu chamo “mercenários” da especialidade) que, sem ter visto os trabalhadores, sem conhecer de que tipo de trabalho se trata, sem saber quais são os riscos aos que estão expostos os trabalhadores, sem saber nada em relação a esses trabalhadores, só “guiando-se” e “fiando-se” da consulta efectuada pelo colega não

Pablo Alija Médico Do Trabalho 253 250 170 medicina.trabalho@nortemed.pt

juntos fazemos a diferença...

www.nortemed.pt

especialista, assinam as correspondentes fichas de aptidão e obtêm o correspondente pago por essas assinaturas. Acham que isto é mentira? Pensam que isto é uma invenção? Comecemos por ter os pés bem assentes na terra, porque esta é a realidade que muitos conhecemos … e que ainda vivemos. Se poderão perguntar porque?, como é possível?, como é permitido isso?, como ninguém faz nada a esse respeito? Podem fazer todas as perguntas que desejem, porque a resposta é muito simples: ganância, dinheiro fácil, em definitiva … corrupção (ou pensavam que só existe entre os políticos?). E donde começa o problema? Conseguem imaginar-se a um cardiologista, por exemplo, que consiga o título de especialista sem ter apenas aparecido pelo hospital, sem ter apenas estudado ou sem ter apenas feito qualquer tipo de trabalho relacionado com essa especialidade?, ou um ginecologista?, ou um nefrologista? Certeza que não lhes passa pela cabeça essa hipótese. Pois surpreendam-se, porque na Medicina do Trabalho … isso existe! Como é possível? Muito simples. Muitos médicos, por não dizer a grande maioria, querem o título de especialista em Medicina do Trabalho para … ganhar dinheiro, mas só para ganhar dinheiro. Só desejam ter o título! O sistema existente na actualidade para a obtenção do título de especialista em Medicina do Trabalho … tem que mudar drasticamente. Só assim poderemos extirpar deste mundo os “mercenários”.

(continua)

A Prevenção é a melhor segurança


OPINIÃO Não só critico o sistema existente e a corrupção que tem associada, como desejo aportar soluções que nos permitam dignificar a especialidade da Medicina do Trabalho, uma área na que gostava poder vir a trabalhar num futuro próximo, sabendo que esta especialidade é tomada a sério por todos (em primeiro lugar pelos médicos, em segundo lugar pelas empresas prestadoras de serviços nesta área, em terceiro lugar pelos empresários e, por último, pelos trabalhadores, que são as vítimas deste sistema estabelecido que facilita a corrupção). As minhas propostas são muito simples, mas muito pouco populares: 1ª. Exigir a formação dum especialista em Medicina do Trabalho da mesma forma como é efectuada para qualquer outra especialidade médica. 2 ª . Se r e x ig e n t e e n ã o t ra n sig ir c o m o incumprimento das normas estabelecidas. 3ª. Não dar autorização a nenhum médico, se não é especialista, para poder exercer as funções de médico do trabalho (como acontece com qualquer outra especialidade). 4ª. Punir duramente as empresas prestadoras de serviços que tenham como colaboradores médicos sem as co n di çõ es necessárias ( t í t u l o d e especialista). 5ª. Exigir que as fichas de aptidão sejam assinadas no mesmo momento da consulta e pelo médico que fez essa consulta, diante do trabalhador consultado. 6ª. Aumentar os níveis de fiscalização para todas as empresas prestadoras de serviços em Medicina do Trabalho.

Eu, como possível futuro especialista em Medicina do Trabalho, gostava encontrar-me com outro panorama, e poder deixar de sentir vergonha pela realidade que vivo cada dia. Esta é a minha opinião. E se alguém se sente ofendido por estas minhas palavras …

Se amamos esta especialidade e pretendemos dignifica-la e converte-la numa área respeitada por todos, não podemos continuar parados. Devemos exigir mudanças profundas que permitam banir deste mundo as mas práticas e as aldrabices existentes, verdadeiros cancros que minam e destroem qualquer possível credibilidade que a Medicina do Trabalho pretenda construir.

Pablo Alija Médico Do Trabalho 253 250 170 medicina.trabalho@nortemed.pt

juntos fazemos a diferença...

www.nortemed.pt

A Prevenção é a melhor segurança


24 de Março Dia da Tuberculose

Manuela Sá Diretora Dep. S.O./ TSHST 253 250 170 m.sa@nortemed.pt

juntos fazemos a diferença...

www.nortemed.pt

A Prevenção é a melhor segurança


Ficha de Aptidão

A Portaria nº 71/2015, de 10 de Março, aprova a ficha de aptidão para o trabalho. Trata-se da ficha que o médico do trabalho deverá preencher após cada exame médico obrigatório realizado ao trabalhador. Eis algumas observações a ter em conta: ·

Aos recursos Humanos (ou equivalente), e ao responsável pelo serviço de segurança e saúde no trabalho, deve ser remetida cópia da ficha de aptidão;

·

A ficha deve indicar a "aptidão" ou a "inaptidão"No caso da "inaptidão", o médico deve indicar outras funções que o trabalhador possa desempenhar.

·

A ficha de aptidão não pode conter elementos que envolvam "segredo profissional": por exemplo, dados clínicos do trabalhador.

·

A ficha de aptidão deve ser dada a conhecer ao trabalhador devendo conter a sua assinatura, acompanhada da data em que dela teve conhecimento.

·

A necessidade de o médico do trabalho colocar "Recomendações" sobre medidas a adoptar pela entidade patronal, em matéria de SST, o que implica, igualmente, uma avaliação do posto de trabalho.

Não é possível, a um médico do trabalho, preencher a ficha de aptidão aqui referida, sem conhecer devidamente o posto de trabalho de cada trabalhador observado! O preenchimento desta ficha com dados inadequados ou inverosímeis, pode ser entendida como "prestação de falsa declaração", o que constitui crime nos termos da legislação penal em vigor. Por outro lado, a prestação de informação inadequada ou inverosímil, coloca problemas – para o médico – ao nível do cumprimento do seu estatuto deontológico. Em conclusão, o trabalhador deve exigir à sua entidade patronal que crie as condições para que o Médico do Trabalho e o Técnico de Segurança e Higiene no Trabalho, possam desenvolver a sua actividade da forma mais adequada possível.

Quanto à ficha em si, há alguns aspectos a evidenciar: ·

A necessidade de o médico (em cooperação ou não com os serviços de segurança no trabalho) proceder a uma "avaliação" do posto de trabalho, sem a qual não poderá preencher de forma adequada a ficha;

Manuela Sá Diretora Dep. S.O./ TSHST 253 250 170 m.sa@nortemed.pt

juntos fazemos a diferença...

www.nortemed.pt

A Prevenção é a melhor segurança


Ficha de Aptidão

ATENÇÃO! O preenchimento desta ficha não é uma mera formalidade: ·

Esta ficha certifica a capacidade mental, física e social de cada trabalhador, para a prestação da actividade profissional;

·

Esta ficha constitui um importantíssimo factor de adequação das condições de trabalh o e segurança e saúde, às características físicas, mentais e sociais de cada trabalhador;

·

Esta ficha é um importante indicador sobre o rigor, a adequação e a seriedade com que cada organização olha para a política de prevenção e segurança no trabalho.

Novo Modelo da Ficha de Aptidão

Fonte: http://www.cgtp.pt/seguranca-e-saude/noticias/8191-publicada-a-nova-ficha-deaptidao-para-o-trabalho

Manuela Sá Diretora Dep. S.O./ TSHST 253 250 170 m.sa@nortemed.pt

juntos fazemos a diferença...

www.nortemed.pt

A Prevenção é a melhor segurança


Amianto: A ameaça Silenciosa O amianto está proibido na União Europeia desde 2005 mas, devido à grande popularidade de que beneficiou durante as décadas de 50 a 80, ainda está presente em coberturas de telhados, portas cortafogo, tubos para escoamento de água, cisternas e depósitos de água de muitos edifícios. Dados de 2008 estimavam que fossem 600 mil os edifícios com placas onduladas de fibrocimento, cujo teor daquele material cancerígeno varia entre 10 e 15 por cento. Em 2003, a Assembleia da República recomendou ao Governo a criação de um inventário dos edifícios públicos com amianto no prazo de um ano. Pediu ainda um plano de substituição, quando a conservação dos materiais ou o risco para a saúde o justificassem. Contudo, a recomendação não foi seguida, pelo menos na totalidade, e, apesar de existirem na administração pública várias listas isoladas com os edifícios que, potencialmente, estão contaminados, não foi feita até hoje uma listagem única. De acordo com o jornal Público, em 2007, um levantamento feito pelo Ministério da Educação apontava para que existissem, a nível nacional, 729 escolas públicas com cobertura em fibrocimento. Já este mês, o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, Casanova de Almeida, disse na Assembleia da República, que pelo menos 117 escolas já foram alvo de obras.

Educação é responsável pela informação e retirada do amianto nas escolas do sistema público, o ministério da Saúde pelos hospitais e centros de saúde, o do Ambiente pelas suas secretarias de Estado e edifícios que gere e por aí adiante. O atual incumprimento da legislação leva a que, na esmagadora maioria dos casos, os trabalhos de manutenção e reabilitação de edifícios se faça sem conhecer se, e onde, o amianto está presente. Outra lacuna importante prende-se com as entidades competentes para os trabalhos de remoção do amianto. Os locais para deposição dos resíduos de construção e demolição contendo amianto estão definidos e podem ser consultados no site da Agência Portuguesa do Ambiente. No entanto, não existe uma lista com as empresas devidamente licenciadas e acreditadas para remover e reparar materiais com amianto, que permita ao consumidor contratar, com garantias de segurança, os seus serviços.

A lei de 2011, que retoma a obrigatoriedade do levantamento dos edifícios, instalações e equipamentos públicos que contêm amianto na sua construção, determina a calendarização quer da monitorização regular e frequente para alguns dos edifícios, quer das ações corretivas, incluindo a remoção de materiais, nos casos em que isso fosse necessário. Caberia às entidades que gerem cada um dos edifícios incluídos na listagem a informação ao público sobre a presença de amianto e prazo previsto para a remoção do material. Ou seja, o ministério da

Fonte: Deco

Luciana Coelho Técnica de Segurança no Trabalho 253 250 170 m.sa@nortemed.pt

juntos fazemos a diferença...

www.nortemed.pt

A Prevenção é a melhor segurança


TRATORES A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou entre janeiro de 2013 e julho de 2014, 256 acidentes com tratores agrícolas no continente, que provocaram 115 vítimas mortais e 83 feridos graves, segundo dados facultados à agência Lusa. Em 2013, nos 18 distritos do país ocorreram 122 acidentes com tratores em terreno agrícola/privado, que causaram a morte a 52 pessoas, ferimentos graves em 24 vítimas e ferimentos leves noutras 44. A´té maio de 2014, registaram-se 66 acidentes em terrenos agrícolas, que provocaram 22 mortos, 13 feridos graves e 33 feridos leves. Em relação aos acidentes com tratores ocorridos na via pública, a GNR registou de norte a sul, em 2013, 48 acidentes, 26 mortes, 23 feridos graves e 11 feridos leves. Até julho de 2014, a GNR tem a informação de 20 destes acidentes, os quais causaram 15 vítimas mortais, 23 feridos graves e dois feridos leves. Os dados disponibilizados pelo Comando-Geral da GNR demonstram que a maioria dos acidentes com tratores acontece em terrenos agrícolas/privados, local onde se verifica também a grande maioria das vítimas mortais. Leiria (16), Guarda (13), Viseu (12) e Santarém (nove) são os distritos onde se verificaram mais acidentes em terrenos agrícolas em 2013, com a Guarda a registar nove mortos, seguida de Viseu e Coimbra, distritos que registaram, cada um, oito mortes. No primeiro semestre de 2014, Bragança (nove), Viseu (oito) e Santarém (sete) são os distritos com mais acidentes em terrenos agrícolas. Bragança lidera igualmente a lista das vítimas mortais, com cinco já registadas. De acordo com o Comando-Geral da GNR, as causas dos acidentes com tratores agrícolas devem-se a vários fatores. “A falta de manutenção do veículo, a falta de uma estrutura de proteção (o denominado “arco de Santo António”), a fadiga provocada por excesso de horas de trabalho, a condução sob o efeito de álcool e o excesso de carga”, aponta a GNR. A Polícia de Segurança Pública registou, na sua área de intervenção de Portugal continental, entre 2011 e o primeiro semestre de 2014, 116 acidentes, dos quais resultaram três mortos, dois feridos graves e 15 feridos leves, segundo informação enviada à Lusa. O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) diz que os acidentes com tratores agrícolas não são um assunto que “esteja na ordem do dia” nem é uma das preocupações dos agricultores. “Não é um assunto que nos chegue a nós como uma preocupação dos agricultores. Há cada vez mais mecanismos de segurança nos tratores porque são obrigatórios por parte das autoridades nacionais, mas sobretudo por serem obrigatórios em termos da transposição da legislação comunitária”, sublinha o presidente da CAP, em declarações à Lusa. Fonte: O Observador

Vítor Teixeira TSHST 253 250 170 vitor.teixeira@nortemed.pt

juntos fazemos a diferença...

www.nortemed.pt

A Prevenção é a melhor segurança


Informações úteis O equipamento referido na figura é válido no caso de se deixarem pelo menos 65cm de espaço para o trânsito de peões.

Abertura de vala numa localidade, com ocupação total do passeio No caso do espaço livre para a circulação de peões no passeio n ão pe r mitir p a ssagem fácil (aproximadamente 65cm), deve-se estabelecer, do mesmo lado da via, um caminho alternativo, delimitado de ambos os lados e identificado nos extremos pelo sinal "Pista obrigatória para peões".

Abertura ou vala numa localidade com ocupação parcial do passeio Para sinalizar o perigo derivado de uma abertura ou de uma vala no passeio deve-se colocar, em alternativa: Rede, fita ou corrente delimitadora, fixada a apoios adequados, desde que possam ficar colocadas a pelo menos 1m da vala; Barreiras extensíveis circundando toda a abertura; Guarda-corpos.

Luciana Coelho Técnica de Segurança no Trabalho 253 250 170 m.sa@nortemed.pt

juntos fazemos a diferença...

www.nortemed.pt

Vala na faixa de rodagem no interior de uma localidade Para a sinalização de uma vala numa localidade, quando o esp a ço ú t i l par a a c i rculaç ão rodoviária é igual ou superior a 5,80metros, deve-se: Sinalizar o espaço com o sinal "Trabalhos na via" apenas no sentido do trânsito; Sinalizar a vala com sinais de "Obrigação de contornar a placa ou obstáculo" colocados em alinhamento oblíquo; Delimitar a frente da vala e o lado da estrada com baias dispostas de modo contínuo; Delimitar do lado do passeio com rede, fita ou corrente delimitadora. Os materiais retirados da escavação deverão ser depositados unicamente do lado do passeio, a uma distância superior a 60centímetros da crista da vala.

A Prevenção é a melhor segurança


Legionella


RIR NÃO É O MELHOR REMÉDIO...

Caso tenha imagens que queira ver publicadas, envie para: shst@nortemed.pt


download:

www.napofilm.net/en


Em mem贸ria de todos os trabalhadores que morrem no exerc铆cio do seu trabalho


O que são riscos psicossociais e stresse? Os riscos psicossociais decorrem de deficiências na conceção, organização e gestão do trabalho, bem como de um contexto social de trabalho problemático, podendo ter efeitos negativos a nível psicológico, físico e social tais como stresse relacionado com o trabalho, esgotamento ou depressão. Eis alguns exemplos de condições de trabalho conducentes a riscos psicossociais: ·

cargas de trabalho excessivas;

·

exigências contraditórias e falta de clareza na definição das funções;

·

falta de participação na tomada de decisões que afetam o trabalhador e falta de controlo sobre a forma como executa o trabalho;

·

má gestão de mudanças organizacionais, insegurança laboral;

·

comunicação ineficaz, falta de apoio da parte de chefias e colegas;

·

assédio psicológico ou sexual, violência de terceiros.

Ao considerar as solicitações profissionais, importa não confundir riscos psicossociais como a carga de trabalho excessiva com as condições, embora estimulantes e por vezes desafiantes, de um ambiente de trabalho construtivo em que os trabalhadores são bem preparados e motivados para dar o seu melhor. Um ambiente psicossocial positivo promove o bom desempenho e o desenvolvimento pessoal, bem como o bem-estar mental e físico dos trabalhadores. Os trabalhadores sofrem de stresse quando as exigências inerentes à função excedem a sua capacidade de lhes dar resposta. Além de problemas de saúde mental, os trabalhadores afetados por stresse prolongado podem acabar por desenvolver graves problemas de saúde física, como doenças cardiovasculares ou lesões músculo-esqueléticas. Para a organização, os efeitos negativos incluem um fraco desempenho geral da empresa, aumento do absentismo, "presenteísmo" (trabalhadores que se apresentam ao trabalho doentes e incapazes de funcionar eficazmente) e subida das taxas de

Vítor Teixeira TSHST 253 250 170 vitor.teixeira@nortemed.pt

juntos fazemos a diferença...

www.nortemed.pt

acidentes e lesões. Os períodos de absentismo tendem a ser mais longos do que os decorrentes de outras causas e o stresse relacionado com o trabalho pode contribuir para um aumento da taxa de reforma antecipada, em particular entre trabalhadores administrativos. Os custos estimados para as empresas e para a sociedade são significativos e chegam aos milhares de milhões de euros a nível nacional.

Qual é a dimensão do problema? O stresse é o segundo problema de saúde relacionado com o trabalho mais referido na Europa. Uma sondagem de opinião de âmbito europeu conduzida pela EU-OSHA concluiu que mais de metade dos trabalhadores considerava o stresse como uma situação comum no local de trabalho. As causas mais comuns do stresse relacionado com o trabalho referidas foram a reorganização do trabalho e a insegurança de emprego (indicadas por cerca de 7 em cada 10 inquiridos), acréscimo das horas de trabalho, carga de trabalho excessiva, assédio ou intimidação no local de trabalho (cerca de 6 em cada 10 inquiridos). A mesma sondagem demonstrou que cerca de 4 em cada 10 trabalhadores consideram que o stresse não é tratado de forma adequada no local de trabalho. No mais abrangente Inquérito Europeu às Empresas sobre Riscos Novos e Emergentes (ESENER), cerca de 8 em cada 10 dirigentes europeus manifestaram preocupação com o stresse nos respetivos locais de trabalho; todavia, menos de 30% admitiram ter implementado procedimentos para lidar com os riscos psicossociais. O inquérito também concluiu que quase metade das entidades empregadoras considera que os riscos psicossociais são mais difíceis de gerir do que os riscos "tradicionais" ou mais óbvios de segurança e saúde no trabalho.

Como prevenir e gerir os riscos psicossociais? Com a abordagem correta, os riscos psicossociais e o stresse relacionado com o trabalho podem ser prevenidos e geridos com sucesso,

A Prevenção é a melhor segurança


O que são riscos psicossociais e stresse?

Com o pre ve nir e g e r ir o s r is c os psicossociais? Com a abordagem correta, os riscos psicossociais e o stresse relacionado com o trabalho podem ser prevenidos e geridos com sucesso, independentemente da dimensão ou tipo de empresa. Nesse sentido, podem ser tratados da mesma forma lógica e sistemática que outros riscos de saúde e segurança no local de trabalho. A gestão do stresse constitui não só uma obrigação moral e um bom investimento para as entidades empregadoras como também um imperativo legal estabelecido na Diretiva-Quadro 89/391/CEE , reforçado por acordos-quadro com os parceiros sociais sobre stresse no trabalho e sobre assédio e violência no trabalho. Além disso, o Pacto Europeu para a Saúde Mental e Bem-Estar reconhece a mutação das solicitações e a intensificação das pressões no local de trabalho e incentiva as entidades empregadoras a implementar medidas voluntárias suplementares para a promoção do bem-estar mental. Embora as entidades empregadoras tenham a responsabilidade legal de assegurar a avaliação e o controlo adequados dos riscos no local de trabalho, é essencial garantir também o envolvimento dos trabalhadores. Os trabalhadores e os respetivos representantes têm uma melhor perceção dos problemas que podem ocorrer no local de trabalho. A sua participação garantirá que as medidas aplicadas sejam adequadas e eficazes. A EU-OSHA disponibiliza um vasto conjunto de in f or ma ções e i n stru mento s pr á ti co s pa r a a identificação, prevenção e gestão dos riscos psicossociais e do stresse relacionado com o trabalho.

Vítor Teixeira TSHST 253 250 170 vitor.teixeira@nortemed.pt

juntos fazemos a diferença...

www.nortemed.pt

A Prevenção é a melhor segurança


VIBRAÇÕES O organismo não está preparado para receber vibrações intensas durante períodos longos de tempo. As fontes de vibração mais comuns são nomeadamente o impacto de martelos ou prensas, os motores a 2 tempos, a expansão de gases, máquinas mal ajustadas. As vibrações caracterizam-se pelos efeitos físicos produzidos por certas máquinas, equipamentos e ferramentas vibrantes, que actuam por transmissão de energia mecânica, emitindo oscilações com amplitudes perceptíveis pelos seres humanos. Efeitos das vibrações Os riscos para a saúde dependem: • Do tempo de exposição • Da forma como a exposição se produz • Características físicas do meio • Modo de transmissão (a todo o corpo ou mãos) • Tipo de trabalho e tipo de postura Vibrações de muito baixa frequência (Inferior a 1 Hz), perturbam o sistema nervoso central – mal dos transportes, vómitos e náuseas. Vibrações de baixa frequência (1 a 20 Hz), patologias diversas ao nível da coluna (ex. máquinas pesadas móveis e fixas)

Medidas de Carácter geral: Eliminar as vibrações provocadas por desgaste ou deficiente manutenção das peças das máquinas ou por deficiente ajustamento. Organizar o trabalho de modo a diversificar a actividade e permitir a rotatividade. Reduzir o esforço muscular exercido pela mão, utilizando ferramentas com punhos e pegas desengordurados e limpos. Usar luvas de protecção contra o frio e a humidade. Efectuar exercícios periódicos de medicina preventiva (sistema mão – braço) Adopção de posturas de trabalho adequadas. Fazer pausas curtas e frequentes. Submeter os trabalhadores a vigilância médica. Medidas de organização do trabalho: • • • • •

Organização da rotatividade de mudanças nos postos de trabalho Limitação da duração do trabalho Aumento do número de pausas Limitação das cargas a transportar Aumento da distância à fonte de emissão de vibrações Adequada organização do trabalho através da rotação de tarefas para equipamentos onde haja menor transmissão de vibração

Redução das vibrações na fonte • Utilização de máquinas, aparelhos e ferramentas adequadas • Intervenção ergonómica dos equipamentos de trabalho • Manutenção periódica aos equipamentos, substituindo peças gastas, fazendo apertos, alinhamentos, ajustamentos e outras operações a órgãos mecânicos, de forma a reduzir as vibrações • Adquirir máquinas e ferramentas que cumpram as normas CE, garantido a menor produção de vibração • Concepção ergonómica da ferramenta de modo a que o seu peso, forma e dimensões se adaptem especificamente ao trabalho.

Vítor Teixeira TSHST 253 250 170 vitor.teixeira@nortemed.pt

juntos fazemos a diferença...

www.nortemed.pt

A Prevenção é a melhor segurança


Juntos fazemos a diferenรงa...

www.nortemed.pt

A Revista Abril 2015  
A Revista Abril 2015  

Medicina no Trabalho, Segurança no Trabalho, HACCP, Braga, Formação

Advertisement