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CHOQUE GESTÃO DE

Entrevista de Nogueira à Revista Revide Edição 626 - 21 de Setembro.

“Pensando Ribeirão Preto duas décadas à frente, Duarte Nogueira aponta que a Prefeitura deve dar exemplo de austeridade, de organização e de gerenciamento.”

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Quais são os principais problemas que Ribeirão Preto ainda tem a enfrentar? São muitos, causados pela falta de gestão. O orçamento de Ribeirão para este ano é de R$ 1,634 bilhão. É um dos mais importantes do país e mesmo assim há problemas na Saúde, a cidade está esburacada e, enquanto falta água em bairros, há vazamentos e desperdício na cidade inteira, faltam creches, o município está sem capacidade de investimento e sem um planejamento de médio e longo prazos. Precisamos pensar Ribeirão duas décadas à frente.

Como tornar a verba destinada à saúde pública mais eficiente? A Saúde tem a maior fatia do orçamento. Para este ano, estão previstos R$ 361,5 milhões, fora os recursos do Estado, que são enviados diretamente para os hospitais da rede estadual – HC, Mater, Hospital Estadual. Mesmo C N P J :

assim, o município investe pouco com recursos próprios. É preciso melhorar a gestão e investir mais em prevenção, em Saúde da Família.

A gestão desta pasta pode ser melhorada? Como? Deve ser melhorada. É necessário reorganizar o sistema, fortalecer o atendimento nas unidades básicas, valorizar os profissionais para que eles se sintam motivados a trabalhar nas unidades dos bairros e buscar o aumento da resolutividade nos atendimentos, usar a tecnologia para melhorar o agendamento das consultas. Essas diretrizes estão sob o conceito que norteará nossas ações nesta área, que é o Poupatempo da Saúde.

A licitação do transporte coletivo já foi concluída com a definição das empresas ganhadoras. Como pretende melhorar a qualidade da prestação desse serviço?

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A licitação feita basicamente aumenta o número de ônibus. É preciso melhorar a área de abrangência do transporte público, a frequência, a pontualidade, a acessibilidade e a qualidade dos pontos de ônibus. A Prefeitura precisa fiscalizar. Mas pouco vai ser resolvido se não forem feitas as melhorias viárias, como a construção dos corredores e faixas preferenciais. Sem essas obras e com a frota de veículos aumentando, as condições do trânsito serão cada vez piores.

Infantil será um foco de atenção prioritário?

De que forma planeja solucionar o problema de déficit de vagas nas creches municipais?

Fazendo investimentos importantes em reformas, ampliações e novas construções.

Sem dúvida. Nossas ações terão como meta a ampliação do atendimento da demanda, escola com infraestrutura adequada e equipe capacitada, valorização dos profissionais do Magistério, metodologia moderna, além de gestão democrática.

A infraestrutura das escolas municipais é precária. Como modificar esse cenário?

Que projetos visam à melhoria da qualidade do Ensino Fundamental?

Para atendimento às crianças de zero a três anos, vamos construir mais creches, readequar e ampliar os espaços já existentes e buscar parcerias. Nossa meta é criar pelo menos 5.000 vagas e, para isso, o quadro de professores também deverá ser ampliado.

A qualidade do ensino depende essencialmente de profissionais motivados e capacitados, de uma boa gestão, de um programa de ensino bem estruturado, de um sistema de avaliação para aperfeiçoamento dos projetos

No seu governo, a Educação |

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das escolas. A rede não pode ter alguns centros de excelência em um ou outro bairro. Todas as escolas precisam ser modelos. Um dos nossos projetos para a área educacional é a criação dos Centros de Jornada Ampliada, em que os alunos terão acesso a atividades extracurriculares em período contrário ao das aulas. Esses centros serão instalados prioritariamente nas regiões mais carentes e ampliados gradativamente.

Em relação à habitação, quais são os problemas mais emergenciais? Temos hoje perto de 30 mil pessoas na fila pela casa própria. Não há transparência em relação aos critérios usados pela Cohab para a distribuição das casas; todos os projetos da atual administração foram feitos em gestões anteriores. As casas entregues, nos últimos anos, foram construídas por meio de programas do governo federal ou estadual ou pela iniciativa privada. A Cohab perdeu importância. É preciso dar transparência ao sistema, revitalizar a Cohab para que ela possa gerir casas e até financiamentos.

Quais as suas propostas para ocupar os vazios urbanos de forma ordenada e sustentável? Essa é uma questão que envolve, por exemplo, a necessidade de se destravar a discussão sobre a Lei do Mobiliário Urbano, uma das peças do Plano Diretor que está sendo discutida há anos, sem uma solução.

Como alinhar as necessidades habitacionais à infraestrutura? Temos que buscar áreas para os projetos e, tendo os terrenos disponíveis, vamos atrás de recursos junto aos governos do Estado e federal. Também será necessário investir em urbanização

das áreas com moradias precárias nas regiões periféricas da cidade. Hoje, os novos núcleos habitacionais precisam ser planejados sob o conceito da mobilidade urbana, no sentido de levar para essas novas áreas toda a infraestrutura para que os moradores tenham uma boa qualidade de vida, se locomovam com facilidade, tenham escolas, comércios por perto e áreas de lazer.

Quais as suas propostas para ampliar as áreas verdes da cidade? Os indicadores de massa verde na cidade são muito baixos e isso contribuiu para o aumento da temperatura local em três graus nas últimas décadas. No entanto, outras cidades também já tiveram esse problema e estão conseguindo bons resultados. Curitiba, por exemplo, dobrou o índice de área verde em 20 anos porque lá houve planejamento — investiu-se em parques, bosques, praças, e também estimula-se o envolvimento das pessoas nos

projetos. O professor Gilberto Abreu, nosso candidato a vice, é um dos maiores estudiosos das questões ambientais do país e vai nos ajudar muito para tornar Ribeirão Preto mais verde.

Dos atuais projetos em andamento, o que merece ser continuado? Todos os projetos e programas que estão em execução e que têm previsão orçamentária terão continuidade.

Nos últimos três anos, as despesas da Prefeitura foram maiores que a arrecadação. Como pretende equilibrar o orçamento e ainda conseguir recursos para novos investimentos? Para recuperar a capacidade de investir, será necessário um choque de gestão, cortar desperdício e racionalizar as despesas. Por outro lado, é preciso ter bons projetos para buscar recursos nos governos estadual e federal e até em organismos

internacionais. A Prefeitura deve dar exemplo de austeridade, de transparência, de organização e de gestão dos recursos públicos.

Na sua avaliação, qual a área social do município que está em pior situação e o que fará para reverter esse quadro? O poder público precisa encontrar meios eficazes para ajudar as pessoas em situações de vulnerabilidade social. Para isso, as ações serão feitas de forma articulada, envolvendo várias secretarias — da Assistência Social, da Educação, da Saúde, da Cultura — para dar agilidade, eficiência e otimizar os recursos. Temos grandes desafios pela frente, na questão das pessoas que se encontram abaixo da linha de pobreza, que moram em condições precárias, que precisam de qualificação e requalificação para conseguirem um emprego, precisamos investir na prevenção contra o uso de drogas. E todas as ações terão um único foco: não deixar ninguém para trás.

C o l i ga çã o R i b e i rã o C i d a d ã , Ve rd e e C r i a t i v a P S D B | PV | D E M | PTC | PM N

Choque de Gestão  

Entrevista para a revista Revide.

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