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Conciliar Tecnologias Convencionais na Era Digital O dilema é estrutural e a decisão mais complexa ainda. Ninguém mais duvida que a era das tecnologias digitais é a nova revolução industrial, e o problema é: as velhas estruturas industriais não se adaptaram à evolução científica que gerou novas aplicações tecnológicas. E então, por onde e como começar... Qual é o trilho?!


A oficina ou a fábrica que o pai herdou do avô não é mais a locomotiva econômica da família e da nação por produzir os mesmos objetos e perturbar o meio ambiente do mesmo jeitinho de sempre. O local de trabalho e a ferramentaria não sofreram inovações, e as gentes que aprenderam os seus ofícios de macete em macete mal conseguem enxergar na lasca tecnológica dito circuito impresso o novo chão de fábrica... Isto vale para todas as classes, da patronal à assalariada. Onde está o erro? Na falta de leitura. Ler não é apenas juntar letrinhas, é mais, é a profundidade noética [o pensamento em ação] que leva a pessoa a enxergar o mundo que a rodeia e as circunstâncias que ela mesma gera e que do local galgam o mundo. O que se conhece como Modernidade não se faz com o tipo “deixa comigo, cara”, ela é gerada através do Conhecimento e este exige a Leitura do Todo socioeconômico, comercial e industrial que envolve um ofício, seja gráfico ou têxtil, convencional ou não. É complexo buscar saídas para uma geração que dormiu no ponto enquanto os avós ainda estavam na liderança. É, sim. Mas existem soluções. Tanto nos ofícios liberais como nos de chão de fábrica a leitura precisa do que deixou de ser feito no tempo certo é o primeiro passo; o segundo, é a busca pela modernização adequada a tais ofícios através de parcerias tecnológicas que permitem angariar conhecimentos científicos, técnicos e mercantis. Sim, mercantis..., porque ninguém investe para ficar no prejuízo! E a saída nem sempre é o abandono das velhas estruturas, pois, muitas delas (para gráficos e


para têxteis) podem ser incrementadas com plataformas digitais, logo, a parceria tecnológica é a chave do progresso que se vive na chamada era digital. Não existem apoios morais nem leituras de autoajuda que alavanquem as pessoas adormecidas, o que existe é um querer vencer nos mesmos trilhos em que passa a locomotiva do Progresso, pois, a cada Pessoa o seu tempo-espaço, ou seja, o seu querer vencer!

João Barcellos / escritor e conferencista



Matérial Principal - Junho 2013