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ISSN 2176-1345 | Distribuição Gratuita

Ano X - Edição nº 109 - Janeiro 2017

iMPrESSÃO COrES Notícias do Meio Gráfico, Moda & Têxtil // Comunicação Visual

o TECIDO serigráfico da leveza tecnológica e do artesanato ao impacto industrial, os parâmetros de escolha e aplicação

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BRASIL

Uma potência Esquecida Na Ignorância Política [ DO EDITORIAL ]


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editorial

Brasil_ Uma potência esquecida na ignorância política

109

EXPEDIENTE Título// Marca de TerraNova Comunic 02.206.278/0001-45 NAE 58822100 Certificado Digital // NF@ Correspondência / / Rua Katia 91 _ Casa 1 / Pq S. George – Granja Vianna 06708-130 Cotia/SP Edição / Cristiane Ramos [Mtb 39615] João Barcellos Dep. Comercial / Junior Projeto Gráfico / Alô Publicidade Web / Georg Hans Impressão / QuatroCor Gráfica e Editora CONTATO / www.impressaocores.com.br jb@impressaocores.com.br / junior@impressaocores.com.br Redação 11 2690.2021 / JB 9 9966.5246 Contato Comercial / Junior 11 9 6898.3230

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ed.

Um dia, o governador de Minas Gerais e ex-presidente da República, Itamar Franco, ameaçou fechar as fronteiras do [seu] Estado para resolver questiúnculas político-administrativas com o Governo Federal. E ainda antes de o Brasil perceber a importância do ato, os outros países ficaram atónitos [Como?, e agora, como manter a nossa posição de potências sem os recursos minerais do Brasil?!...]. Essa página da história contemporânea, pouco contada, demonstra o que é, de fato, o Brasil: uma potência. Entretanto, os políticos brasileiros continuam a agir como se o Brasil fosse um simples quintal e colônia permanente de algumas potências estrangeiras: atuam no estilo monárquico, i.e., “pançudo e só”. Ainda não se aperceberam que o espírito republicano está no Brasil desde as vereanças portuguesas instaladas na Capitania de S. Vicente, ainda no Século 16... Esse “pançudo e só” que ilustra o ser-estar do político brasileiro é o ato desideologizado que impede o Brasil de ser a maior potência econômica entre as nações. A ameaça de Itamar Franco foi feita por quem sabe e conhece o Brasil, e sentida imediatamente pelas nações que se servem deste Brasil que os brasileiros, em geral, desconhecem. Com esse espírito desbravador itamariano é que saúdo o Brasil de 2017 e as classes técnico-artísticas e empresariais. Quem sabe o Brasil começa a acordar...

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João Barcellos

Os artigos assinados são de responsabilidade dos seus autores.

ASSINATURA

12 edições por R$ 50,00 Deposite R$ 50 para TerraNova Comunic, e envie cópia do comprovante e seus dados para revista.ic@uol.com.br ou ligue (11) 2690-2021 BANCO DO BRASIL AG 0916-4 / CC 29845-X

04/05 MERCADO

Sumário

• Prensa Térmica _ o que é? • Serigrafia Sign / Future Textile

08 // ESTAMPARIA & MODA

09 // REGISTRO

• Cristais & Moda

• ABIT _ medalha de mérito e novo presidente

11 // REPORTAGEM

12 // NOSSA CAPA

06 // VITRINE EMPRESARIAL E PERSONALIDADE • Embaplan • Otávio Moretto

10 // ESPECIAL

• Mídia Impressa _ 30% do mercado

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• Serigrafia & Cortiça

• Tecido Serigráfico • Verde Te Quero Verde / Cor 2017 Pantone

14 // TECNOLOGIA • Impressão Digital • Jobplas

08 //


MERCADO

PLOTAGEM

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do gráfico ao têxtil um mercado em expansão Impressora construída com elementos microeletrônicos e ciência da computação, a plotter tanto faz estampas de grande formato em papel, tecido e outros suportes, como corta os desenhos impressos. Sim, existe a plotter de corte, a plotter de impressão e... a plotter que imprime e corta. Já vivemos este ambiente industrial nas oficinas de comunicação visual gráficotêxteis, porque produzimos sinalização, estampas, etiquetas, decoração de ambientes e frotas, painéis de grande formato em tecido e lona e outros materiais flexíveis, rígidos e semirrígidos.

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em noss’alma está a fé que vira o ano

passa o ano em noss´alma a eternidade da árvore que nos é alva a cada novo passo

em nós uma estrela é rumo em nós está a visão de mundo passa o ano e eis a chama que nos leva a viver tudo o que s´alcança e mais não nos é dado em noss´alma está a fé que vira o ano Novo Fone: 55 11 2690.2021

BARCELLOS, João [in Poemas de Fé na Vida, 2006]


Imagens: plotter de impressão/corte da Roland DG e plotter de sublimação E-Jet (J-Teck Global)

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Por ser uma impressora que ocupa pouco espaço, a plotter é dimensionada para diversas áreas, como estilistas de vestuário e de veículos motores, etc., engenharia, gabinetes de publicidade, uma vez que ela permite apresentar uma coleção ou uma peça para que as partes interessadas possam decidir pela peça final. Os programas [software] desenhados para a impressora [hardware] especificam as normas gráficas ou têxteis para operacionalizar o produto nos parâmetros adequados, desde a tinta às cores passando pelo material que irá receber o desenho/ estampa. A computação gráfica é o eixo tecnológico que faz movimentar a plotter e a plotagem, o outro eixo é conhecer e fazer mercado.

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VITRINE EMPRESARIAL [ EMBAPLAN ]

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da embalagem ao transfer

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Uma das empresas ´top´ na linha da estampa personalizada é a Embaplan. Sediada em São Paulo, no bairro Casa Verde Alta, a empresa é uma das mais requisitadas tanto para o acabamento de moda casual quanto personalizada, especialmente esportiva. A origem da Embaplan está no ramo da embalagem cartonada e forrada, mas passou a operar no ramo gráfico a partir de 1988 com parque próprio e, em 1994, com a ampliação do mercado da plotagem de recorte no Brasil, lançou a linha de filme termotransferível Power Film para atender essa demanda tecnológica. Em conversa rápida com a Reportagem I&C, o diretor Valter Zuanella, numa

das feiras de segmentos da comunicação visual nas quais a empresa é presença habitual, sublinhou que “a linha de filme para transfer da Embaplan aplica-se em material feito com fibras naturais, linha, algodão..., além dos tecidos sintéticos”, daí o sucesso que, até hoje, coloca a Embaplan no ´top´ da estampa personalizada. Eis uma empresa brasileira, entre outras, que demonstra a pujança tecnológica do Brasil industrial que dá certo. [ www.embaplan.com.br ]

personalidade

Otávio Moretto

do aprendizado à parceria pelo conhecimento técnico Uma conversa com Otávio Moretto é sempre uma lição de vida sobre os bastidores da Ferramentaria e da Solda Eletrônica. Começou “...muito moço entre tornos e fresas”, por isso, aprendeu que “um produto mecânico sai da fundição para ser burilado, testado no durômetro, e, finalmente, peça acabada, experimentado segundo o traço do desenho projetado”. Com essa ciência sobre o chão de mecânica é que, em 1952, Otávio Moretto aliou-se a Augustin Woelz, indo trabalhar na equipe desse industrial do segmento elétrico e dono da já então conceituada Politron: foi quando resultou um projeto e a primeira Máquina de Solda Eletrônica em território brasileiro, pois, também Edison Freitas, o sócio de Augustin, há alguns anos pesquisava a aplicação industrial de ondas de radiofreqüência. Até se aposentar, ele foi um dos homens da Politron. Mais tarde, já aposentado, ele mesmo realizou-se como empresário ao fundar a Pirituba Ferramentaria e, no mesmo grupo, a Maktron Máquinas.

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estamparia, moda e têxtil

Cristais & Moda

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a importância dos elementos finos de baixo custo

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Minúsculas gotas de cristal vão pontilhando desenhos e letras e encantar visualmente uma superfície que vai compor um par de sapatos, um vestido, um boné, mas também um anel de brilhantes assim como pontilhar parte de um corpo humano, tal e qual uma tatuagem... O mercado de cristais que imitam joias como diamante e esmeralda, por exemplo, é tão antigo como a comunicação corporal de vários povos, logo, um mercado de alta rentabilidade quando aplicado à moda em geral, e ao vestuário em particular. Tudo começou no Séc. 18 com o surgimento da conta-de-vidro denominada Strass, mas no Séc. 19 essa admirável e brilhante reaplicação do vidro ganhou outra faceta industrial com o anúncio do cristal Swarovski de aparência luminescente; com o avanço da revolução industrial no segmento dos cristais o Séc. 20 abriu as portas para a produção do diamante sintético, uma gema de imitação chamada Zircônia Cúbica, entretanto, a evolução é tal que o Séc. 21 acrescentou ao leque de cristais a Moissanita, a mais nova gema sintética. Uma curiosidade de mercado: na maioria dos casos, as pessoas menos atentas à história dos cristais compram strass como se fosse swarovski e viveversa, mas uma pedra swarovski só vale com o selo da patente Swarovski Elements. Assim como a aplicação de micro películas [flocagem] na construção de ambientes aveludados para embalagens e vestuário, objetos promocionais e sapatos, etc., as contas-de-vidro têm hoje um valor agregado que ´brilha´ como se fosse uma estampa bordada a diamante! STRASS _ contas de vidro que possuem pó na sua base ou película de metal como a do espelho, daí o brilho. O joalheiro Georg Friedrich Strass [França, 1701-1773] foi quem imaginou e criou as pedras de strass imitando dessa maneira o brilho dos diamantes. SWAROVSKI _ As pedras Swarovski surgiram paralelamente à máquina de corte automático com hidroeletricidade: o industrial Daniel Swarovski [Boemia/República Checa,1862-Áustria,1956] desenhou e montou a máquina em 1892 na cidade austríaca de Wattens e, desde então, a moenda [usina] de alta intensidade elétrica gerou a pedra de cristal mais buscada no mercado da moda. ZIRCÔNIA _ ou Zircônia Cúbica [CZ / dióxido de Zircônio – ZrO2], é uma gema fabricada em laboratório e que imita o diamante. Encontrase zircônia na natureza, mas cristalizada no sistema monoclínico, não cúbico, constituindo o mineral chamado baddeleyíta. A zircônia cúbica é dura, com dispersão maior que a do diamante e geralmente incolor, mas pode ser produzida numa grande variedade de cores. MOISSANITA _ ou carborundum, mineral raramente encontrado na natureza e é composto por carboneto de silício [SiC]. É mais uma gema de laboratório. Hoje, moissanita designa as gemas de laboratório em geral. Fotos 1) da Web e s/ restrições autorais; 2) aplicador da Mogk [473323.5844]


REGISTRO

[ ABIT ]

Medalha de Mérito e Novo Presidente No início de dezembro a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção / ABIT, encerrou as atividades de 2016 com a entrega da Medalha de Mérito a personalidades que se destacaram no ano de 2016, reunindo então empresários e profissionais dos ramos representados. Já na sua 7ª edição, a Medalha de Mérito foi entregue a três empresas, a par de uma condecoração especial ao empresário Jacks Rabinovich, que faleceu em setembro de 2016, aos 87 anos, e foi representado na cerimônia pelo filho Eduardo. O momento especial das honrarias esteve com a Rhodia, na categoria “Destaque Inovação”, porque a Unidade de Negócios Fibras da empresa mostrou mais uma vez que é possível viver industrialmente e sustentavelmente. “Agradeço especialmente aos clientes e à nossa equipe. Vamos continuar investindo inovação e soluções sustentáveis para o bem-estar do planeta”, declarou Renato Boaventura, presidente da empresa.

Fernando Pimentel novo Presidente ABIT _ Durante o evento, e paralelamente, foi eleito Fernando Pimentel para presidir a ABIT no triênio 2017/19. “Trabalhar pelo setor é um orgulho. Precisamos manter a chama do sonho acesa e transformar tudo isso em realidade. Obrigado pela confiança de todos”, disse, ao comentar o desafio. O presidente emérito da associação, Josué Gomes da Silva, participou das homenagens e comentou: “O Brasil vai superar adversidades com a força de pessoas como as que foram homenageadas aqui”. [Fonte: abit.org.br / Foto: Fernando Pimentel, Renato Boaventura (Rhodia) e Rafael Cevone]

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investindo inovação e soluções sustentáveis para o bem-estar do planeta _ Rhodia

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Especializada no beneficiamento e venda de aditivos, distribuição de especialidades químicas e pigmentos, a All Pigment’s do Brasil tem matriz e show-room no Estado de São Paulo. A empresa presta todo o apoio técnico necessário ao desenvolvimento de novos produtos de clientes com uma equipe técnica treinada nas aplicações em todas as áreas de utilização dos pigmentos de efeito. PIGMENTOS PEROLADOS // Propondo outras possibilidades, os perolados proporcionam a redefinição de produtos com novas cores e revestimentos de efeito. Oferece em seu portfólio uma gama de cores com partículas de tamanhos e núcleos diferenciados desde a mica até aos mais sofisticados como boro-silicatos. GLITTER // Com uma ampla variedade de cores e sempre presente no mundo da moda e em suas novas tendências para cada estação, a empresa disponibiliza uma ampla linha de Glitters – partículas de poliéster metalizado ou não, indicadas para enfeites, estamparia, confecção, maquiagens, esmaltes de unhas, customização e trabalhos artesanais. A empresa também trabalha com vários tamanhos de partículas atendendo a necessidade especifica de cada segmento de mercado. NOVAS CORES & EFEITOS // Investindo em novos conceitos industriais, a empresa buscar marcar posição com efeitos flip-flop (camaleão) até na renovação de opções para produtos serigrafados (silk-screen) com efeitos sugerindo tridimensionalidade. Além de que dispõe de glitter em vários tamanhos e formatos com efeitos holográficos e cristalinos (efeito arco-íris).

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Agora, no meio da segunda década do Século 21, a Mídia Impressa & Tecnológica continua como instrumento de pedagogia mercadológica e propaganda, segundo pesquisas de vários institutos e agências em vários países. E, no Brasil, o painel acerca da Mídia Exterior [segundo semestre de 2016], mostrou que a Mídia Impressa [jornais e revistas] responde por cerca de 30% da exposição de dados e publicidade-alvo, painel em que se encaixa a Revista Impressão & Cores, com noticiário do meio gráfico, têxtil & moda, sinalização (ou seja: o universo da comunicação visual). Aliando a edição impressa ao portal eletrônico impressaocores.com.br, e uma cuidada distribuição via Correios e personalizada, eis que a Revista I&C é, nos meios da comunicação visual [convencional e digital] um instrumento de comunicação de marcas e de produtos expondo, inclusive, a aplicabilidade. Também, a Revista I&C trafega entre eventos profissionais em divulgação alargada. Logo, a Revista I&C é uma aliada do marketing para os segmentos que atinge sob editorial tecnológico.

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REportagem

Quem diria... a cortiça não é somente a base de uma rolha que tampa a garrafa e protege o vinho de bactérias. “Um dos suportes mais utilizados para carrear informações (de promoção ou técnicas) é a cortiça, material serigrafado desde os primeiros tempos da estamparia na Península Ibérica. Mas é em Portugal, onde o sobreiro é a árvore nacional, que a casca dessa árvore é tratada como ponto estratégico para a economia, primeiro, no corte de rolhas para as garrafas de vinho, segundo, no corte para material de isolamento acústico e para peças artesanais e diversos objetos promocionais” [Barcellos, 1991]. Serigrafar rolhas e peças planas de cortiça é tarefa fácil? Buscamos a sabedoria de Hajime Otsuka, técnico especialista... Para produtos fabricados com cortiça, como capa de agenda, folhinhas, rolha para garrafas, sapatos, carteiras, cintos, porta copo, chapéus, bolsas, embalagens, bonés, brindes, etc., a estampa [ou gravação, ou impressão] deve ser feita tendo por base uma matriz base d´água, com a qual pode ser aplicada tinta atóxica base d´água [para objetos que não envolvam alimentos, pode ser confeccionada matriz base solvente], sendo que a própria matriz é limpa e lavada com água. A matriz base d´água deve ser confeccionada com tela de polyester ou naylon [colorido ou branco] de 44 a 77 fios, e atenção: usar mais aberto e para desenho mais chapado, para letras e traços finos usar 77 fios. No caso de aplicação de tinta base de solvente usar polyester ou naylon branco ou colorido de 90 a 120 fios, para chapado usar 90 fios, para traços e letras finas 120 fios. Na cobertura da tela, aplicar emulsão com sensibilizador Diazo: a revelação deste tipo de emulsão exige uma fonte de luz com uma lâmpada rica em UV, pelo menos uma lâmpada tipo HQA 400w. Na revelação base d´água opera-se com o mesmo tipo de lâmpada. Com uma fonte de luz de 2000w a 4000w pode se trabalhar com tecido colorido, que não gera problemas com a emulsão Diazo; não tendo este tipo de fonte de luz, deve se trabalhar com tecido branco. Para este tipo de trabalho sobre cortiça utilizar rodo de 60 a 70 shores de dureza. Quanto às tintas: a do tipo base d´água é a mesma aplicada na impressão sobre tecido; o mais recomendado é o de cobertura usado para tecido de fundo escuro. A do tipo base solvente exige tinta sintética fosca. Para secar os produtos serigrafados utilizar secadora de grade em local ventilado ao ar livre. Obs.1: editorial realizado com apoio do técnico Hajime Otsuka [www.shoppinscreen.com.br / hajimeotsuka@yahoo.com.br], no mercado brasileiro desde 1978 e referência na América do Sul. Obs.2: a cortiça é de origem vegetal e pertence à família do carvalho – em Portugal, existe também o chaparro, sobreiro mais pequeno. A cortiça é a casca [ou súber] do sobreiro [quercus suber]. Material leve e isolante, e como tem em sua composição suberina [substância gordurosa na parede celular] possui o poder de impedir que agentes tóxicos penetrem na célula. Portugal é o maior produtor e exportador de cortiça. BARCELLOS, João – in A Cortiça do Nosso Dia-a-Dia não é Casca Grossa, palestra. São Roque / SP, 1991.

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Serigrafia & Cortiça

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CAPA

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O que é tecido serigráfico integrado a uma matriz? É um tecido construído especialmente para ser emulsionado e receber uma imagem a ser estampada sobre um objeto no que se denomina impressão permeográfica. Os chineses deram início a esta arte e os japoneses apuraram as tecnologias de aplicação. Conhecer e aplicar os parâmetros de estampagem serigráfica exige profissionais bem treinados. Entretanto, nem só de nylon ou polyester [natural e metalizado] se constrói este tecido: os fios podem ser também de aço, bronze, níquel, fibra de carbono [natural ou revestida]. Os fios são materialmente sólidos e os diâmetros obedecem ao tipo de trabalho a ser executado, i.e., de malha mais aberta ou mais fechada. O tecido é construído segundo variáveis em demanda operacional, como a trama, por ex., e o tratamento superficial. O primeiro fator que define um tecido é a quantidade de fios por unidade de medida considerada a malha. Como se trata de estampar, para cada tipo de tecido há uma quantidade mínima e máxima de tinta depositáveis na matriz, variável com o ângulo e velocidade do rodo e a viscosidade da tinta. Como tudo interfere na impressão e apresentação final do objeto estampado/gravado, eis os parâmetros para estes tecidos: Diâmetro do fio; Quantidade de fios por unidade; Tipo de trama; Calandragem [achatamento dos fios]; Tensões apropriadas ao tipo de rodo.

Tecido Serigráfico

Tecido & Tinta _ O tipo de tecido é escolhido pelo diâmetro dos fios: fios mais delgados permitem uma impressão melhor, embora sejam mais frágeis. Conhecendo-se os parâmetros dos tecidos, determina-se o volume de tinta que um tecido pode depositar. Considerando a área aberta da malha do tecido temos um volume teórico mínimo; e, se se considerar o volume contido em uma célula com medida igual a distância de um fio até o início do outro [não a distância entre eles], subtraindo o volume ocupado pelos fios propriamente ditos, obtemos o volume teórico máximo.

Tecidos _ O tecido de polyester é o ideal para a impressão serigráfica. Feitos com fios de alta viscosidade este tecido possui [ao contrário do polyester padrão] elasticidade reduzida, o que aumenta mais as qualidades. Os tecidos de poliamida (nylon) têm uma resistência mecânica excepcional, o que os torna altamente adequados para a impressão de pastas e tintas abrasivas (tintas cerâmicas, tintas reflexivas). A alta elasticidade desse tecido torna mais fácil a impressão de superfícies irregulares (por exemplo, objetos). As películas da matriz e as emulsões aderem melhor aos tecidos de poliamida do que aos tecidos de polyester normais. Propriedades Físicas / Parâmetros _ Tecidos para impressões serigráficas com diferentes propriedades podem ser produzidos a partir do mesmo grupo de fibras, modificando-se o processo de fabricação da fibra e/ou do tecido. O alongamento do tecido exige: aplicação de forças de tensão adequadas; resistência e estabilidade da malha. Relacionado ao alongamento adequado estão o Registro, o Fora de Contato... e, tudo em conformidade com o material a ser decorado. Em reação à tensão/esticagem do tecido, fabrica-se hoje o Tecido HTLE [High Tension Low Elongation] para tecelagens especiais onde suportam elevadas tensões iniciais de esticagem.

Verde que te quero verde “o mundo que estamos vivendo hoje é muito tenso e estressante e esta é a cor da esperança, e da nossa ligação com a natureza. A cor evidencia um ciclo e com ela todas as palavras que começam com 're': regenerar, revitalizar, renovar, refrescar…”, afirmou Leatrice Eiseman, diretora executiva da Pantone. Eis, então, a Pantone 15-0343 Greenery eleita Cor 2017.


O Tecido Em Números _ Quando se fala de tamanhos das tramas em tecidos, falamos de quantidade de fios por centímetro linear, i.e., lineatura. O tecido é composto por fios verticais

e horizontais entrelaçados. O espaço entre um fio e outro é onde a tinta quando impressa é vazada para fazer a impressão em nosso produto. Esse espaço pode ser maior ou menor, isso tudo é determinado pelo tamanho da lineatura.  Ele é  classificado por números: tecido 10 fios, 44 fios, 55, 60, 77, 90, 120, 150, 180 fios e etc.: quanto menor o número do tecido, maior é o espaço entre um fio e outro. Quanto maior for o número do tecido, menor é o espaço entre os fios. A conferir: Fios 32 a 44 para tecidos felpudos e atoalhados;

Fios 50 a 77 para tecidos lisos e não muito finos, como brim, as malhas e algodão e desenhos chapados; Fios 90 a 100 para retículas de até 12 pontos e desenhos detalhados, tecidos lisos de qualquer espessura; Fios 120 para papel, papelão, vidro, materiais impermeáveis, madeira, couro, plásticos e tecidos finos como a seda; e Fios 150 a 180 para retículas finas, desenhos detalhados e semitons. Obs.: apontamento composto com informações diversas de Fremplast, MiniScreen, Sefar, Agabê, Gênesis.

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Branco & Amarelo _ O tecido ´branco´ é aplicado com tinta base d´água [camisetas, adesivos, etc.] garantindo um resultado. O ´amarelo´ propiciam boa definição de imagem com a tina base solvente [canetas, frascaria, etc.], principalmente quando se requere grande precisão em objetos pequenos.

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TECNOLOGIA

Impressão

_ Digital

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Desde o momento em que uma caneta ´bic´ serviu de cabeça para impressão de traço gráfico [o que os ingleses chamam de plotter, q.s., traçar uma ideia], eis o conceito que conectou definitivamente segmentos tecnológicos têxtil e gráfico, por serem a base da comunicação visual expressa em sinalização e estampagem.

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No âmbito das Normas NR12, de segurança no trabalho para máquinas equipadas com peças móveis, a JOBPLAS ajustou as suas próprias aplicações e desenhou novos produtos. Daquela caneta ´bic´ às modernas e nanotecnológicas cabeças de impressão que equipam as impressoras digitais [plotters] a sinalização e a estampagem convivem em plataformas que servem a demanda gráfico-têxtil e o transfer [termotransferência], sublimático ou não. A era digital possibilita agora outro conceito: ver e comprar [see now buy now], o que pode acontecer logo na apresentação da coleção dos objetos via web. Isto é possível pelo desenvolvimento de aplicativos microeletrônicos na formulação de tintas especiais e na construção de novos tecidos. Respiramos a era digital em nosso dia-a-dia pelo calçado, o vestuário, a comunicação social, etc., mas ainda são o gráfico e o têxtil a base do todo aplicado nanotecnologicamente para o nosso conforto. E, isto é impressão digital...!

Fotos: Web e J-Teck. Fonte: “Têxtil Digital”, palestra, e “Indústria Digital, Gráfica & Têxtil” [livro] de João Barcellos.

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PRENSA TÉRMICA PNEUMÁTICA c/ Placa Móvel, Braços Fixos nos Formatos PL 500 (40x50 cm), PL 150 (8x15 cm), PL 430 (37x43 cm)

PRENSA TÉRMICA MANUAL

MD 500, nos Formatos 22x33, 35x35, 37x43, 40x50, 45x55 e 51x71 cm


Revista Impressão & Cores | Edição 109  

Edição 109 - Ano X - Janeiro de 2017

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