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serigrafista

DARCIO CAVALLINI

Notícias do Meio Gráfico, Moda & Têxtil // Comunicação Visual

Serigrafia & Espiritualidade

ISSN 2176-1345 | Distribuição Gratuita

Ano IX - Edição nº 108 - Dezembro 2016

IMPRESSÃO CORES

ritual de passagem

O que somos diante de nós e do mundo... [editorial]

a comunicação visual na sua essência gráfico-têxtil

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EDITORIAL

Ritual de Passagem

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EXPEDIENTE Título// Marca de TerraNova Comunic 02.206.278/0001-45 NAE 58822100 Certificado Digital // NF@ Correspondência / / Rua Katia 91 _ Casa 1 / Pq S. George – Granja Vianna 06708-130 Cotia/SP Edição / Cristiane Ramos [Mtb 39615] João Barcellos Dep. Comercial / Junior Projeto Gráfico / Alô Publicidade Web / Georg Hans Impressão / QuatroCor Gráfica e Editora CONTATO / www.impressaocores.com.br jb@impressaocores.com.br / junior@impressaocores.com.br Redação 11 2690.2021 / JB 9 9966.5246 Contato Comercial / Junior 11 9 6898.3230

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ed.

O que somos? Eis a questão que se coloca a todo o instante diante de qualquer pessoa. E, diga-se, todo o instante é um ritual de passagem, porque fazemos a nossa vida entre experiências que nos dão saberes – saberes que nos alimentam a esperança de um amanhã recheado do ontem e do hoje. Isto é o que “[...] somos: parte de uma cósmica essência cuja universalidade só conhecemos pela intuição vivificadora, mas que na maioria das vezes trocamos por actos destruidores” [J. C. Macedo – in “A Filosofia Que Nos Resta”, palestra. Coimbra/Pt, 1976], pelo que raramente vivemos a paz e o amor na transição daquele instante sublime porque transformador... É verdade, “destruímos tanto que nem o berço-Terra escapou da ganância do bicho-Humanidade e estamos à deriva como objectos animalescos que não conseguem emergir de si mesmo” [idem]. Sim, a filosofia que nos resta é uma batalha pela preservação da Humanidade sob o espectro lua-sol num abraço de solidariedade que não nos é tão usual assim! Precisamos aprender a olhar o que somos sob as lições da história que fizemos e consolidamos (ou destruímos) hoje, pois, não somos infinitos como a cósmica essência que nos deu a Terra como berço e mortalha... O melhor é olharmos e vivermos essa cósmica essência com amor e paz reconstruindo a cada instante o que somos.

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[Obs. Editorial: deixei as citações no seu português original] - João Barcellos

Os artigos assinados são de responsabilidade dos seus autores.

ASSINATURA

12 edições por R$ 50,00 Deposite R$ 50 para TerraNova Comunic, e envie cópia do comprovante e seus dados para revista.ic@uol.com.br ou ligue (11) 2690-2021 BANCO DO BRASIL AG 0916-4 / CC 29845-X

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04/05 MERCADO

Sumário

• Prensa Térmica _ o que é? • Serigrafia Sign / Future Textile

08 // ESTAMPARIA & MODA

09 // REGISTRO

11 // REPORTAGEM

12 // NOSSA CAPA

• Estampa de Garagem _ ruptura & evolução

• Dárcio Cavallini / empresário e humanista

13 // ESPECIAL

• Obra Gráfica Original

• Esporte & Ecoinvestimento

06 // VITRINE EMPRESARIAL E PERSONALIDADE • J-Teck Global _ o Ontem e o Hoje • Iolanda Wutzl

10 // ESPECIAL

• Caldera – rip + Fespa

• Serigrafistas / a comunicação visual na sua essência gráficotêxtil

14 // TECNOLOGIA

• ExpoPrint Latin America • Jobplas

09 //


MERCADO

Prensa Térmica

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O que é?

Um equipamento de aquecimento variável com resistências elétricas para transferência de imagens/desenhos fabricado em 3 tipos: plana, cilíndrica, combo. É o que se pode chamar de ferramenta essencial para a confecção de fotoprodutos. O que diferencia a prensa de um ferro-depassar é o termostato que mantém o calor e a pressão para os tempos necessários à transferência. Prensa Plana _ prancha com 38 cm x 38 cm de área de trabalho [este é o espaço habitualmente utilizado], ideal para estampagem de objetos com espessura fina. // Prensa Cilindrica _ a estrutura envolve uma resistência em formato cilíndrico; muito utilizada para personalização de canecas e outros objetos com diâmetro padrão de 11 oz. // Prensa Combo _ prensa com vários tipos de resistências que permitem diferentes estampagens, sendo a operação feita objeto a objeto. Como cada Prensa Térmica tem a ver com um determinado serviço, averiguar a tecnologia do material utilizado na fabricação das resistências elétricas é de muita importância para a avaliação do tempo de vida útil. Cada tipo de operação tem uma temperatura e uma pressão em tempo determinado, logo, fazem necessários testes de

aplicação e a obtenção de papel de transferência de boa qualidade. No território brasileiro, empresas como Flock Color, Chigueto, QuinPrint, Termopress, Nova Dampex, MetalPrinter, Tucano, Mogk [prensas e resistências], Solumak Print, Diferencial Print, Metalnox, etc., atendem a demanda por este tipo de equipamento; já Papeis Havir fabrica e fornece papel de transferência, a Embaplan fornece material para personalização e a Coop tem tecidos especiais. Medida Oz [ou Onça] – vem do italiano antigo Onza / Oncia, e é a unidade de medida de massa com 2 valores: no sistema de peso uma onça equivale a 28,349523125 gramas, ou, 437,5 grãos, e no sistema de volume [tendo como ex uma lata de 350 ml no código US], 350 ml é igual 12 oz e o diâmetro do corpo é de 66.167 mm. // Agradecimentos: Johanne Liffey / London-UK.

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DigiGold Alta Performance

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A Imprimax, fabricante nacional de mídias para comunicação visual, apresentou o DigiGold Alta Performance, vinil adesivo desenvolvido para aplicações em superfícies corrugadas rasas, rebites e para-choques. O substrato também pode ser empregado para adesivar áreas lisas e curvas complexas, em trabalhos como envelopamento automotivo, sinalização externa e interna, decoração de ambientes, entre outros. Calandrado, com acabamento semibrilhante e cola acrílica à base d’água e permanente, o vinil está disponível nas larguras 1,22m e 1,52m e pode receber imagens impressas em tecnologia digital UV, látex e solvente. Outros sistemas como serigrafia, offset UV e flexografia também podem ser usados para imprimir o material. Com durabilidade de sete anos sem impressão, o filme possui frontal de PVC com 0,065 micron e acabamento blockout, que permite cobrir completamente a cor da superfície sobre a qual a película foi aplicada.


A 27ª EDIÇÃO da Serigrafia SIGN FutureTEXTIL, tradicional feira de tecnologias e soluções para os mercados de impressão e comunicação visual, volta ao Expo Center Norte em seu mês original de realização: 12 a 15 de julho de 2017. “Entendemos que um evento, para se manter por tantos anos, deve proporcionar atrações inéditas e exclusivas para seus visitantes. Por isso, investiremos fortemente em conteúdo – com o envolvimento dos expositores - como parte do compromisso em ajudar o profissional a implantar novas estratégias e tecnologias em suas áreas de atuação”, disse Liliane Bortoluci, diretora do evento.  [Fonte: Attuale Comunicação]

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Serigrafia SIGN FutureTEXTIL

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VITRINE EMPRESARIAL J-Teck Global

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o Ontem e o Hoje

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A primeira vez nunca se esquece... O empresário e advogado Sérgio A. Schmitz teve recentemente uma grata surpresa: os técnicos da J-Teck Global, sediada em Balneário Camboriú, restauraram a primeira impressora obtida para dar início à propagação da impressão digital por sublimação. Um dia, no stand da empresa em evento da FCEM em Fortaleza, o empresário dizia que “...levar a ideia da sublimação como estamparia de grandes recursos e bom custo-benefício Brasil afora foi uma jornada e tanto, agora, mais de uma década depois, ainda há caminho a percorrer”. Aquela máquina de impressão cheia de equipamentos microeletrônicos, fios para cá e fios para lá, “custou os olhos da cara e deu trabalho, muito trabalho...”.

Um trabalho feito com paixão pela essência da comunicação visual, algo que já era alma gêmea do empreendedor, que virou palestrante tecnológico para explicar “o que é e como funciona a estampa sublimática em impressora digital”. A verdade é que aquela máquina, ainda um “brutinho tecnológico”, serviu para demonstrar ao Brasil os novos tempos personalizados no têxtil digital e, agora, “a J-Teck Global é uma referência no processo ajudando na formação de técnicos e na abertura de novas empresas de estamparia, ou abrindo novos espaços entre o têxtil convencional e o puxadinho digital”. E, certo dia, o departamento técnico, após algumas semanas de trabalho para dar vida nova ao “brutinho tecnológico”, chamou Sérgio A. Schmitz: a máquina que foi marco histórico no pioneirismo do empresário estava ali, funcionando...

Anotações de João Barcellos e foto da J-Teck Global

PERSONALIDADE

IOLANDA WUTZL Ela investiga o estilo e o conceito streetwear e jeanswear da atualidade passando por eventos do tipo Project, Magic, Bread&Butter, Panorama, Berlin Fashion Week, Premium, para nos oferecer opções de escolha, porque moda é sinônimo de liberdade e [re]criação. Estilista e jornalista no Guia Jeanswear, um produto da Style WF Consultoria e Comunicação de Moda Ltda, ela é hoje uma das principais conferencistas do segmento jeanswear, e da moda em geral, porque trata da moda enquanto ideia e tendência, mercado, lavanderia, etc.; a sua atividade objetiva dar ao Brasil a oportunidade de se reinventar tendo outros campos operacionais como espelhos. Ela é Iolanda Wutzl, referência no mercado jeanswear brasileiro e presente em muitas conferências e feiras especializadas. Com Marlene Fernandes fundou em 2005 a Style WF dando base ao portal eletrônico Guia Jeanswear; dez anos depois, surgiu o Denim Meeting, já com 2ª edição agendada para 2017. jb

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ESTAMPARIA, MODA E TÊXTIL

Estampa de Garagem Ora, ora...

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AINDA DURANTE o aparecimento das bandas roqueiras de garagem, skatistas e surfistas, o universo da estampa localizada, tanto em transfer como em serigrafia e aerografia, ganhou um espaço que, a princípio, correspondia a uma espécie de sociedade exclusiva, uma estampa cult a circular entre tribos socioculturais com ambientes muito peculiares.

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Um olhar sobre a história do Palácio do SilkScreen, em São Paulo, e pelo que ainda hoje representa, mostra como a aerografia, a serigrafia e o transfer revolucionaram a estamparia alimentando todo o Brasil com o conceito da imagem tribalizada e personalizada. “A filosofia envolvente do ser que o é pelo que faz tem a sua tradução mais perfeita nas imagens personalizadas em estampas, uma comunicação visual em ruptura com a massificação da moda industrial” [Barcellos, 2009]. Recentemente li: “A próxima revolução pode sair da minha garagem”. Era uma estampa a refletir o conceito de permanente ruptura com a mesmice e alimentando a demanda pelo novo e criativo em qualquer lugar. É verdade que no início poucas empresas do ramo da estamparia deram importância ao movimento tribalista da estampa cult, mas a base surgida ali, na paulistana Avenida São João, tanto proporcionou uma nova visão como expandiu o mercado. Lá pelos Anos 90 do século passado ainda se escutava aquele “ora, ora...” nas conversas acerca da estampa tribal e diante das novas tecnologias. Quando vemos fabricantes de tintas como Fremplast, Tec-Screen e Gênesis, e de máquinas como Mogk e Flock Color, Tucano e Chigueto, ou suprimentos especializados como Embaplan, Nova Dampex, Coop e Papeis Havir, sabemos que a estampa de garagem venceu barreiras e fez/faz mo da... JB

Fotos _ da Web e s/ restrição autoral + Transpaper + Sala de Serigrafia (11-5031.9099) BARCELLOS, João – in “Filosofando Entre Estampas Poéticas”, artigo. Cotia/Brasil, 2009.


REGISTRO

Esporte & [Eco]Investimento Na parceria, tanto o Real Madrid como o Bayern concordaram em não ter os logos visíveis para tornar as camisas o mais sustentável possível, o que faz mais global o compromisso da Parley com os oceanos. Equipes esportivas há muito tempo que vêm fazendo a diferença junto com os seus principais atletas no apoio a iniciativas ecopolíticas e sociais. Um exemplo para aplaudir e seguir. Fontes: site Adidas e editorial do bmfc/globoesport.

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DO LIXO, o luxo. Dois dos maiores clubes do mundo, o Real Madrid Club de Fútbol e Fußball-Club Bayern München, na verdade, também duas grandes marcas no mundo da economia, apresentaram um uniforme especial feito pela Adidas. Segundo editorial do bmfc/globoesport, a Adidas projetou e confeccionou um uniforme para as duas equipes tendo por base resíduos plásticos retirados do oceano. Ocean Plastic é a designação do novo material esportivo que, a bem da verdade, imita outros artigos já introduzidos na moda casual..., e é uma criação embasada na retirada – operação feita pela Parley, entidade que atua em defesa dos oceanos – de resíduos plásticos que poluíam a costa das Ilhas Maldivas.

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Especializada no beneficiamento e venda de aditivos, distribuição de especialidades químicas e pigmentos, a All Pigment’s do Brasil tem matriz e show-room no Estado de São Paulo. A empresa presta todo o apoio técnico necessário ao desenvolvimento de novos produtos de clientes com uma equipe técnica treinada nas aplicações em todas as áreas de utilização dos pigmentos de efeito. PIGMENTOS PEROLADOS // Propondo outras possibilidades, os perolados proporcionam a redefinição de produtos com novas cores e revestimentos de efeito. Oferece em seu portfólio uma gama de cores com partículas de tamanhos e núcleos diferenciados desde a mica até aos mais sofisticados como boro-silicatos. GLITTER // Com uma ampla variedade de cores e sempre presente no mundo da moda e em suas novas tendências para cada estação, a empresa disponibiliza uma ampla linha de Glitters – partículas de poliéster metalizado ou não, indicadas para enfeites, estamparia, confecção, maquiagens, esmaltes de unhas, customização e trabalhos artesanais. A empresa também trabalha com vários tamanhos de partículas atendendo a necessidade especifica de cada segmento de mercado. NOVAS CORES & EFEITOS // Investindo em novos conceitos industriais, a empresa buscar marcar posição com efeitos flip-flop (camaleão) até na renovação de opções para produtos serigrafados (silk-screen) com efeitos sugerindo tridimensionalidade. Além de que dispõe de glitter em vários tamanhos e formatos com efeitos holográficos e cristalinos (efeito arco-íris).

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PAINEL

CALDERA Tecnologia RIP na Fespa De acordo com Gastón Giudice, Diretor de Desenvolvimento de Negócios na América Latina da Caldera, a qualidade da feira foi fundamental para a presença na FESPA Brasil 2017: “A cada ano a FESPA registra um maior fluxo de visitantes dentro da feira, e isto se reflete na criação de boas oportunidades de negócio. A Caldera participa com a FESPA em todas as feiras ao redor do mundo e alcançamos bons resultados em cada uma delas. É por isso que renovamos a confiança e estamos apostando em 2017 com um crescimento esperado para o Brasil e toda a América Latina”. E destaca: Gastón destaca os diferenciais da solução Caldera: “Nossa solução de software RIP está fazendo com que os clientes olhem para a Caldera, pois temos um produto modular que funciona como um ecossistema dentro da empresa de nossos clientes. Isto permite aos profissionais de impressão controlarem em tempo real a informação online, aprovação de cor independente do tipo de tecnologia usada e, principalmente, dar autonomia de gerenciamento para a empresa inteira”. O profissional da Caldera frisa que “as ferramentas da Caldera têm permitido que os impressores tenham total controle de suas companhias. Nós percebemos que apesar das questões econômicas, os clientes têm confiado em nossa solução e transformado seus locais de trabalho em um ecossistema com todas as nossas ferramentas e módulos [...]. Novas tendências estão emergindo internacionalmente, especialmente o crescimento sustentável do mercado têxtil. A Caldera tem uma suíte de produtos exclusivos para estas novas tendências”, e destaca: “A situação do Brasil é temporária e estamos otimistas que o mercado está se recuperando. Nós sabemos o grande potencial que nossa indústria oferece e a velocidade com a qual os itens mudam ano a ano. Este é o porquê da Caldera sempre desenvolver produtos que permitam aos nossos clientes um maior controle, autonomia e o melhor resultado”.

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I&C

Dárcio Cavallini serigrafia & espiritualidade

O INDUSTRIAL Dárcio Cavallini foi um dos pioneiros no desenvolvimento e formulação de tintas especiais para o segmento da serigrafia, de tal sorte que em 1979, com João Roberto Fornereto e Ioshimi Ishii [fundador da Gênesis Tintas, em 1984], criou a Fabricolor; e, em 1989, a Nova Dampex – hoje, uma empresa de referência nacional em soluções para termotransferência, cuja dinâmica administrativa está nas mãos do filho Leandro, desde 1998. Em vez da universidade em alguma região brasileira, Darcio Cavallini resolveu inovar para aprender a arte serigrafista... Em terras da Itália aprendeu tudo o que podia e, com tal bagagem, retornou para fazer do Brasil o seu grande negócio. Mas, nem só de materialismo se vive. “Uma pessoa que vive dentro das convenções é infeliz, já matou os seus três corpos: o mental, o emocional e, faz tempo, o espiritual. Ela está sobrevivendo...”, declarou em entrevista ao jornal Pedaço da Vila [São Paulo / Vila Mariana; Dez., 2008, Ediç 79]. Uma lição que ele apre[e]ndeu vivenciando os labirintos mercantis e sociais no mercado serigráfico onde sobreviveu, às vezes, a duras penas entre altos e baixos. Conheci este industrial numa visita que fiz a um dos seus redutos espirituais, em Franco da Rocha [região metropolitana de São Paulo], e vi como ele reutilizou o seu estar-serigrafista para ajudar jovens e adultos: a passagem da experiência sem vínculo mercantil e no abraço solidário. Da sua experiência entre a Fabricolor e a Nova Dampex resultou um campo fértil de novos produtos para a comunicação visual via estampagem por transfer e serigrafia; no caso da Nova Dampex, o desenvolvimento transformou-se em vitrine industrial e, do pequeno chão-de-fábrica e balcão de vendas na Vila Mariana, virou uma empresa em área de 5.000 m2 em Caieiras, região metropolitana paulista, mantendo escritório/balcão no bairro do Brás. Com o espiritismo foi que ele conseguiu contornar os maiores obstáculos, por isso, deixou para o filho Leandro a vida empresarial. E, em parceria com o radiestesista Juan Ribaut, criou em 2008 o Instituto Biosegredo, organização que objetiva alargar o horizonte do conhecimento sobre os segredos da vida e dar às pessoas a possibilidade de viverem mais saudavelmente. Diga-se que o ´velho´ serigrafista não deixou de o ser: Darcio Cavallini continua gravando a arte de viver espiritualmente... [das anotações de João Barcellos]

Revista Impressão & Cores

NA WEB

A REVISTA IMPRESSÃO & CORES, fundada em 2008, em Cotia (na Grande São Paulo e hoje com sede própria na Granja Vianna, no mesmo município), continua favorecendo as parcerias comerciais com a página eletrônica impressaocores.com.br . A última medição local/internacional feita pela URLMétrica (urlm.com.br) mostra que a Revista I&C tem visitas mensais acima de 300 pessoas/ empresas, com ligeiras variações desde 2012. Na contagem geral, a revista é lida (e com peças reproduzidas) por 1.455 pessoas / ano, na maioria empresas. Agora, em 2016, a Revista I&C consagrase como mídia impressa/eletrônica que oferece custobenefício pela difusão via web e pelas palestras técnicas do editor João Barcellos, além de que chega ao Brasil via Correios mensalmente www.impressaocores.com.br Fone 55 11 2690.2021 / E-mail revista.ic@uol.com.br.

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REPORTAGEM

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CAPA

SERIGRAFISTA

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A COMUNICAÇÃO VISUAL NA SUA ESSÊNCIA GRÁFICO-TÊXTIL

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PROFISSIONAIS DA SERIGRAFIA estampam/gravam projetos gráfico-artísticos sobre diversos tipos de material e superfície [prépreparadas ou não] como tecidos, metais, plásticos, papeis, laminados vinílicos, vidro e etc., por isso a sua habilidade é utilizada na confecção logomarcas e rótulos de produtos, sinalização de veículos e ambientes, decoração de vitrines – ou seja, serigrafista é quem, entre outros segmentos, produz comunicação visual. É [quase] sempre uma pessoa que gosta de desenhar/pintar estampas e utiliza essa qualidade para comunicar tendências, quiçá, propor novos conceitos no âmbito da estratégia empresarial de vendas. Na maioria dos casos, serigrafista é quem aprendeu os macetes do ofício no chão da oficina, desde a limpeza de telas à confecção das mesmas passando pela formulação básica de tintas; e se teve a sorte de trabalhar com mestres no assunto, soube angariar saberes tecnológicos como aplicação de cores e tintas para diversos projetos gráfico-têxteis, além de que fazer trabalhar o rodo na matriz é um conhecimento que requere muita prática na demanda de um resultado final que satisfaça as partes (serigrafista e cliente) envolvidas... Hoje, e lembrando aqui o lendário Mário Coimbra, contemporâneo do mineiro seu Biro e da saudosa artista plástica e serigrafista galegobrasileira Tereza de Oliveira, a turma da Mogk, o José Roberto Andreasi, a turma da Agabê, o Augusto Beletatti, o carioca Alexandre Ferreira, o goiano Edmar, o Beltrão, o Joel Bezerra, o Larese, o Maurício Rosado, o Denizo, o Peinador, o Cavallini, o Nelson Casemiro, o Lambert, o Sinval, o Evandro, a Rosângela, o Hajime, a turma da Gênesis, o carioca H. Tavares, a Mirella, o Lee, o Odair, o carioca Torres, o Piero, a Mariana d´Almeida y Pinõn, o Barcha, o Walter Pugliesi, o Leonel, o Ioshimi, o sorocabano Almeida e tantos outros e outras, ser serigrafista é dividir tecnologias convencionais com digitais com um extraordinário custobenefício e qualidade de trabalho oficinal. Entre a tela e o quadro, a emulsão e a gravação e o rodo, não se alteraram os parâmetros, mas as etapas, porque a computação gráfico-têxtil gerencia com melhor aproveitamento e anula desperdícios de tempo e de material. Produzir comunicação visual de alta qualidade [e aqui entra também a moda] é, para qualquer serigrafista, o único objetivo: a sua arte, de aplicação convencional/digital, é um exemplo do mundo de misturas tecnológicas que vivemos hoje. BARCELLOS, João – in “Ser & Estar Serigrafista”, palestra. Cotia, Embu das Artes e São Roque, 2015.


ESPECIAL

NA TRADIÇÃO artística Ocidental a obra gráfica original pode encontrar-se, de forma rica e expressiva, em autores como Albrecht Dürer, Goya, Rembrandt e na obra de outros notáveis artistas, tais como Matisse, Picasso, Dali, Miró e Tápies. Cada um destes criadores, a seu tempo, utilizou técnicas várias, que hoje englobamos na esfera conceptual de obra gráfica: várias modalidades de gravura, litografia e, para os autores mais atuais, a serigrafia (e a fotografia e a estampa digital). A realização das obras implica não apenas a intervenção direta do autor em várias fases de processo criativo como ainda o controlo qualitativo dos exemplares e sua autenticação final, por forma a garantir tanto a autoria como o carácter restrito e sem repetição das edições. Deste modo, cada exemplar será assinado e numerado segundo uma ordem progressiva que irá de 1 até ao número total da tiragem (1/150, 2/150, ......150/150). No procedimento comum de numeração a expressão 7/200, por exemplo, indicará que o exemplar respetivo é o sétimo de uma tiragem limite de 200. Convém notar que esta sequência numérica não significa qualquer diferença de valor ou de ordem de tiragem. Fonte: Centro Português de Serigrafia [Lisboa/Pt]

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OBRA GRÁFICA ORIGINAL

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TECNOLOGIA

Meios Tons Finos

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trabalhar com 60 linhas/cm é trabalhar no limiar serigráfico da qualidade técnica

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QUANDO ME iniciei na Serigrafia entrei pela porta artística da ‘fotolitagem a vapor’, ou seja, o fotolito confeccionado na criatividade sabendo que ‘a lineatura está para a imagem a reproduzir como a ferrovia para os vários tipos de trens, porque o detalhe do filme serigráfico vem com a obtenção da calibração adequada’. Engraçado... Muito anos depois, ouvi isto mesmo de um equatoriano: o professor Figuera de Novaes, em conversa na ‘Liverpool Biennial’. Apesar de a minha oficina ser um espaço do sótão, tem tudo o que preciso para um trabalho profissional e, agora, um laboratório de equipamentos computadorizados. Tudo é mais fácil, pela sofisticação. Ao mesmo tempo, a tecnologia digital exige estudo e mais estudo e desafios a cada instante, porque ela se renova constantemente. E para quem foi ensinada a ver o Processo Serigráfico como ‘a coisa que não muda’, a inovadora Impressão Com Meios Tons Finos, introduzida pelo francês Michel Caza, capacita-nos para uma Vida Serigráfica mais ousada, mais técnica. Como trabalhar os Meios Tons Finos? Trabalhar com Meios Tons Finos é buscar, pela via da ‘lineatura fechada’, uma Qualidade Técnica superior desde a pré-Impressão ao Acabamento de uma Peça Serigrafada. Para qualquer trabalho serigráfico, precisamos saber do Substrato a utilizar e do tipo de Imagem e Cores que vão estar na Reprodução; com isto, podemos determinar o tipo de Tecido Técnico, assim como a lineatura do Fotolito e fazer uma Calibração que vai influir, também, na confecção da Matriz e no ajuste do maquinário de Impressão. Por outro lado, no caso de se ‘silkar com 60 linhas/cm’, isso exige que quem imprime saiba exatamente o que está a fazer: a Matriz tem de estar muito bem produzida e o Registro, na Mesa-de-Impressão, tem de ser quase absoluto. Trabalhar com 60 linhas/cm é trabalhar no limiar serigráfico da Qualidade técnica, isto exige Competência e Ética profissionais. É como imaginar um ‘degradê’ percebendose que, no caminho, existem atalhos não controlados entre o Claro e o Escuro, como se a Escala de Cinzas não existisse ou fosse aleatória... É por isso que o Caza se esforça por ensinar que ‘uma sábia compensação das variantes na pré-impressão suaviza tecnicamente o trabalho da impressão serigráfica, principalmente no trabalho com meios tons finos’. É, realmente, muito delicado operar com ‘lineatura fechada’, mas acredito que em mais uns anos será um método aplicado por serígrafos de todo o mundo, até por que já vem acontecendo a adaptação da fotolitagem à necessidade de cada serviço serigráfico e a cada padrão de trabalho. E tanto se calibra um Filme convencional como se calibra um Arquivo digital, a questão está, cada vez mais no profissionalismo de serigrafista e menos na falta de instrumentos! O´Connor, Elen – in ‘Science and Education Journal’, autorizando João Barcellos a reproduzir em todo ou parcialmente este artigo.

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Com matrizes para fabricação de bottons, chaveitos, botton imã, espelho e abridores. Tamanho das matrizes: 2,5 / 3,5 / 4,5 / 5,5 / 6,5 / 8,8 cm e quadrado de 5,1 cm. Todas fabricação própria.

EFEITO AMASSADO EM JEANS com Prensa Térmica Pneumática Prensa Térmica Pneumática projetada para produzir efeito amassado em jeans. É a PJ 150, desenvolvida para ser operada com facilidade e rapidez, agora com acionamento por pedal.

Informações Técnicas: Forma Côncava: 13,8x15 Potência: 1,8 Kw Consumo de Energia: 0,9 Kw/H Voltagem: 220 v Dimensões: 32x78 cm

EFEITO AMASSADO MODELOS

INFANTIL E ADULTO

PRENSA TÉRMICA PARA ETIQUETAS Especialmente projetada para etiquetas em bobinas de até 60 mm de largura, este tipo de prensa (com 12 modelos) adequa-se a diversos tamanhos de etiquetas. Com leitor de tarja, esta prensa dá qualidade e maior produtividade. Informações Técnicas: As etiquetas são gravadas com impressora térmica monocromática; a temperatura da placa é de 200ºC e o tempo de 2 segundos; os rolos de papel são comercializados na largura de 3,5 cm ou 5,5 cm, e comprimento de 150 m. Este tipo de etiquetas pode ser aplicado em tecido de fibras naturais, sintéticas e mistas.

PRENSA TÉRMICA PNEUMÁTICA PF 1460

(11)

2402-4740

Fábrica, Loja e Show Room Rua Padre Geraldo Malzerol, 90 Jd. Santa Emília - Guarulhos / SP

Outros modelos de prensas e linha de bottons em www.chigueto.com.br

PRENSA TÉRMICA PNEUMÁTICA c/ Placa Móvel, Braços Fixos nos Formatos PL 500 (40x50 cm), PL 150 (8x15 cm), PL 430 (37x43 cm)

PRENSA TÉRMICA MANUAL

MD 500, nos Formatos 22x33, 35x35, 37x43, 40x50, 45x55 e 51x71 cm


Revista Impressão & Cores | Edição 108  
Revista Impressão & Cores | Edição 108  

Edição 108 - Ano IX - Dezembro de 2016

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