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Tecnologia & Resistência Ao Novo

A “tecnologia”, disse em palestra para têxteis, “só vale quando a aplicamos com metodologia e garantimos processos produtivos com qualidade para o bem estar” [Sorocaba/SP, Abril de 2014], e, poucos dias depois, escutei especialistas da Lectra exporem isso mesmo, mas em torno de plataformas digitais para o desenvolvimento de produtos.

[Imagem: da Web para copiagem livre)

Entretanto, a resistência ao novo é grande... Tenho visto (e anotado) isso em vários ramos de atividade, como se a


“distinta freguesia” não quisesse um produto melhorado e com preço mais “camarada”! Da evolução tecnológica do 2D em vestuário à prototipagem tridimensional [3D] existe, na maioria das vezes, um lento processo de assimilação diante da novidade – a saber: a) a resistência para alterar o que [ainda] dá certo na linha produtiva da empresa com procedimentos antigos e onerosos; b) a falta de visibilidade dos exemplos de sucesso gerados com as novas plataformas digitais (programas de criação e de gerenciamento operacional). Ora, em a) temos a teimosia habitual para aceitar o óbvio, e em b) as empresas que carreiam as novas tecnologias têm que criar focos regionais onde o empresariado possa dimensionar um novo olhar sob a luz das novas culturas. E lembrando as palavras de Daniella Ambrogi [da Lectra] o que se incentiva é uma leitura de ajustes ao novo tempo e que, logo, José Carlos Sousa [da mesma empresa] reforçaria levando a questão para o pensamento sustentável que renova ideias entre recursos humanos e tecnologias num jeito novo de ver! O exemplo da Lectra, tanto com o empresariado quanto com o ensino tecnológico (e o faz nos cinco continentes), é uma lição de interatividade que elimina a resistência e faz avançar o novo olhar...


JOテグ BARCELLOS Escritor, jornalista e conferencista.

Palavra do Editor | Junho 2014  

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