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apartamento 23

L I V R E T O

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Os imóveis adquiridos pelo designer de interiores Eduardo Borges adquirem, no processo de releitura, a função de “telas”, uma vez que a readequação do espaço vai além de uma simples reforma. As releituras (como ele prefere chamar) têm um pouco de tudo: restauro, arte e retrofit. A riqueza do processo é imensa e o resultado é sempre uma alquimia.


apartamento 23 Foi no número 413 da Rua Comendador Araújo que Eduardo desenvolveu o mais novo projeto de releitura de seu portfólio. Chamado “Apartamento 23”, o imóvel pertence a um prédio datado de 1943, no coração de uma das ruas mais privilegiadas da cidade, e sua atmosfera, mais do que a estrutura, pertence a uma época fora de nossa cronologia – uma verdadeira viagem no tempo.


uma verdadeira viagem no tempo.

“O imóvel tem memória!” Em seu processo de existir ele é o observador atento das experiências vivenciadas por seus moradores em outros tempos. Acredito que tudo isso fique impresso de alguma forma, em uma releitura na qual o diálogo entre o espaço e o designer cria o resultado.


A “conversa” entre designer e espaço agrega ao resultado uma assinatura única. Como em uma releitura musical onde a troca de alguns acordes, o ritmo e a cadência trazem à tona uma nova sonoridade, na releituras espaciais a possibilidade de uma nova geometria, um sopro de contemporaneidade revelam uma nova forma de existir deste espaço.


“ diria que tem uma certa dose de elegância dos anos 1940” Para essa releitura, a luz é o ponto de partida. O espaço “nos conta” das possibilidades de uma nova incidência luminosa que, consequentemente, emolduram uma geometria inédita.


Em dezembro de 2017, uma semana antes do início das obras, Eduardo recebeu no apartamento um grupo de convidados. Além de conhecerem o imóvel em sua geometria original, participaram do que ele chama de “experienciação” do espaço. Através de registros fotográficos pessoais, esses convidados “enxergaram” o apartamento. Ao realizarem a curadoria afetiva de canções, forneceram ao DJ Julio Mayo o material base para que ele, ao seu modo, realizasse uma releitura musical. O resultado é a trilha sonora exclusiva do Apartamento 23. Convidados e Músicas Camila Gino - Música: Desafinado

Suzie Straub Maia - Música: Águas De Março

Rodrigo Sasi - Música: Dancing With Myself

Priscila Zanon - Música: Smells Like Teen Spirit

Valdilene Três - Música: I Will Survive

Leandro Gilioli - Música: Mr. Brightside

Eloá Cruz - Música: Day Tripper

Alessandra Okazaki - Música: Creep

Lorenzo Bernardi - Música: September

Daniel Katz - Música: True Faith

Larissa Jedyn - Música: Só Tinha Que Ser Com Você

Malu Meyer - Música: Boys Don’t Cry

Yuri Al’hanati - Música: Wake Me Up

Roger Engelmann - Música: Just Can’t Get Enough

Ao ler o QR Code abaixo com seu smartphone, você terá acesso à exclusiva trilha sonora do projeto apartamento 23, criada pelo DJ convidado Julio Mayo.

Com seu repertório versátil, Julio Mayo garante sets inesquecíveis, que percorrem vários estilos musicais. Acesse o QR Code abaixo para conhecer um pouco mais sobre o seu trabalho.


F I C H A T É C N I C A

Conceito: Eduardo Borges Realização: EABORGES – Lifestyle www.eaborges.com.br 41 99647 3496

projeto Assessoria de Comunicação: Karla Borges 34 99978 4653

Assistência executiva: Daniela Bonancim 41 99927 0376

Design Gráfico, Convite Digital e Intervenções Artísticas: Labis Design 41 3039 3344

Assessoria de imprensa: Carolina Kirchner Furquim - Textorama 41 99635 5368

Fotografia: Roger Engelmann 48 98842 0247


a arquitetura é uma das formas de expressão do espaço

A N T E S H A V I A O

N A D A

Por Eduardo Borges


Um grande NADA contido em outro imenso NADA. Na realidade continente e contentor de outros inúmeros nadas. NADA ,não significa espaço. O NADA é anterior e, também, criador do espaço. Na incansável tentativa de entender-se, o NADA faz do espaço sua primeira forma de expressão. O NADA expressando-se através do espaço, se conhece. Sendo absoluta a necessidade de conhecer-se, também pelo seu oposto, se restringe. O restrito é a arquitetura que se apresenta, ao mesmo tempo, como o continente e contido. Pois sua negação contida se expressa em significados incontinentes.

Na ânsia de conhecer-se, ainda mais ela, a arquitetura, se restringe buscando na geometria a redenção final da sua condição de espaço. Mas ainda não se entende enquanto expressão do NADA. Então se faz necessário lapidar seu confinamento geométrico. O faz, desconstruindo–se. E ao se desconstruir, se expressa e, consequentemente, se transforma. Nessas contínuas transformações, a arquitetura se conhece, enxergando-se diferente a cada nova etapa. Por ser assim não cessa nunca de expressar-se, conhecendo-se.


A D E S C O N S T R U Ç Ã O D O

H O M E M

Por Eduardo Borges


Quando o homem pensa em se desconstruir, ele se torna como o Deus; aquele que se fez em partes para conhecer a si mesmo. Quando o homem decide se desconstruir, ele se torna como o mito da ave, que arranca as próprias penas para renascer. O processo é lento. Pois desconstrução não é demolição; se faz necessária muita atenção e sensibilidade nos movimentos; como num balé, com harmonia e continuidade. É preciso que se observe bem as arestas; pois nelas residem os cantos. O canto que, ao mesmo tempo, é parede e porta. Não se desconstrói sem remover paredes e abrir portas. São as arestas as medidas para as novas formas. São elas que convidam ou repelem e seguem assim até que se complete a desconstrução.

O homem já não mais se reconhece. E é quase um choque não se reconhecer nas peças desfeitas, quando antes elas eram o todo, que não as reconhece agora. É nesse momento que o amalgama da resistência se vai e o balé das peças recomeça! Agora se dança o tango e as peças se enfrentam, se percebem, se tocam e se juntam; num compasso de tempo e contratempo; edificando-se em uma nova geometria. E porque ao se juntarem o fazem pelas arestas e são essas arestas que contêm a verdadeira grandeza. Finalizada, essa nova geometria se faz rompida. Contendo em si, novas arestas. E assim se faz, também, na arquitetura.


A G R A D E C I M E N T O S

especiais Sra. Joyce (síndica do edifício), pela cooperação, gentileza e cordialidade para com toda a equipe que executou este projeto. A todos os moradores do Edifício Franklin Canfield, pela paciência e generosidade durante todo o processo.


WWW.EABORGES.COM.BR EDUARDO@EABORGES.COM.BR

EAB - Apartamento 23 - Livreto1 _V2  
EAB - Apartamento 23 - Livreto1 _V2  
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