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Maio de 2011 ANO XVIII nº 2 DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

São Remo Notícias do Jardim

DIA 15: ELEIÇÕES PARA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES PÁG. 4

JOÃO PAULO FREIRE SANTOS

esportes

Times da São Remo disputam Copas Kaiser e Federação Paulista de Futebol PÁG. 12

são reminho

Dia das mães: Brincadeiras Jogos Experiências Mensagens comunidade

Subprefeito apresenta projetos para a comunidade PÁG. 5

São Remo continuará a ter direito a desconto na conta de luz

mulheres

PÁG. 6

PÁG. 10

Mães que conciliam família e a atuação na comunidade

são remano

Circo escola dá oportunidades para vidas artísticas PÁG. 9 debate

São remanos se posicionam diante da discriminação PÁG. 2


2 Notícias do Jardim São Remo Maio de 2011

debate

“O simples fato de falarem ‘favela’ e não ‘comunidade’ já demonstra discriminação” ANTONIO SÉRGIO, TÉCNICO DE MANUTENÇÃO DA USP

Intolerância ainda provoca discussão O comportamento passivo diante desse problema é questionado pelos são remanos Anaïs Fernandes Homofobia, racismo, discriminação social. Dentro ou fora da comunidade, moradores do Jardim São Remo acreditam que ainda existe muito preconceito, e não se calam diante disso. Para os são remanos, o que mais incomoda é a discriminação de quem mora na periferia. Lima reside na São Remo e conta sua experiência: um técnico não foi consertar seu aparelho eletrônico, ainda na garantia, alegando que o cliente vivia em “área de risco”. Para Carlos Alberto Caetano, outro morador da comunidade, o maior problema está na hora de Œ˜—œŽž’›ȱž–ȱŽ–™›Ž˜DZȱȃŽ–ȱę›ma que vê o bairro em que você mora e não te aceita”, explica.

Antonio Sergio, técnico de manutenção da USP, não mora no Jardim São Remo, mas freqüenta a comunidade e diz haver precon-

ceito no campus: “O simples fato de falarem ‘favela’ e não ‘comunidade’ já demonstra discriminação”. O que mais revolta Carlos é

Todos os que acompanharam o programa ou a sua repercussão – o vídeo da entrevista está no YouTube – ficaram indignados. Centenas de pessoas protestaram e fez-se a maior barulheira, principalmente na internet. Deixando isso um pouco de lado, o galã interpretado por Lázaro Ramos na novela das oito sofre rejeição. Em “Viver a vida”, Taís Araújo deveria ter sido a primeira pro-

tagonista negra do horário nobre, mas sua personagem perdeu espaço para a Luciana, de Alinne Moraes, de pele branca e olhos verdes. No programa “Amor&Sexo”, quatro jovens homossexuais disputam no ‘GayMe’ provas como arremesso de bolsa e corridas de salto alto. Imaginar que um negro não serve para ser protagonista de uma novela ou que um homossexual é capaz de

a falta de espaço para os são remanos na universidade: “Quem vem de fora tem mais apoio e oportunidades na USP do que nós, que estamos do lado”, reclama. O Brasil vende a imagem de um país tolerante, onde diferenças convivem em harmonia. Apesar do relato de Lima: “Na minha família tem negros e gays, não tenho preconceito”, não é isso o que se vê em casos como o dos jovens agredidos na Avenida Paulista, por serem homossexuais. Antonio Sergio acredita que, além dos neonazistas, há um grupo de jovens burgueses revoltados que se consideram superiores. Sobre todas as questões de preconceito discutidas, Carlos Alberto conclui, desesperançoso: “Isso não muda nunca”.

OPINIÃO

Escondido pode? Wellington Soares O programa CQC exibiu no dia 28 de março uma entrevista com o deputado Jair Bolsonaro (do Partido Progressista). Ele fez uma série de comentários revelando sua postura de defensor da volta da ditadura militar, racista e homofóbico.

correr de salto alto são demonstrações de preconceito tão grandes quanto as de Bolsonaro no CQC. A diferença está na maneira como ele é mostrado. O fato é que todas as formas de discriminação só sofrem repressão quando escancaradas. O preconceito quietinho e disfarçado passa em branco. É o jeitinho brasileiro afirmando que ‘escondido pode’.

Publicação do Departamento de Jornalismo e Editoração da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Reitor: João Grandino Rodas. Diretor: Mauro Wilton de Sousa. Chefe de departamento: José Coelho Sobrinho. Professores responsáveis: Dennis de Oliveira e Luciano Guimarães. Edição, planejamento e diagramação: alunos do primeiro ano de jornalismo. Secretária de Redação: Wellington Soares. Secretária Adjunta: Sophia Neitzert. Secretários Gráficos: Mariana Zito e Tainá Shimoda. Editor de Imagens: Mariana Rosa. Editores: Caroline Monteiro, Fillipe Augusto Galeti Mauro, Giovanni Santa Rosa, Mariana Grazini Rocha, Sofia Franco e Victor de Augusto Souza. Suplemento infantil: João Ortega e Sofia Soares. Repórteres: Anaïs Fernandes, Carolina Moniz, Celia Moliner, Érika Yukari, Felipe Gomes, Gabriel Roca, Henrique Balbi, Isabella Bono, Jaqueline Mafra, João Paulo Freire, Luísa Granato, Mariana Bastos, Mariana Giovinazzo, Renata Garcia Ferreira, Rodrigo Neves, Ruan de Sousa Gabriel e Vinícius de Oliveira. Ilustrações de Alexandre Ferreira da Silva e Alberto Benett. Correspondência: Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443-Bloco A. Cidade Universitária CEP 05508-990. Fone: 3091-1324. E-mail: saoremo@gmail.com Impressão: Gráfica Atlântica. Edição Mensal: 1500 exemplares


Maio de 2011 Notícias do Jardim São Remo 3

“As pessoas são diferentes e têm opiniões diferentes”

entrevista

DENISE CARVALHO, PESQUISADORA DO NEV-USP

“O preconceito no Brasil é encoberto” Pesquisadora da Universidade de São Paulo discute a discriminação, sua origem e suas implicações

A pesquisadora Denise Carvalho, do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP), decidiu focar seus estudos no preconceito e nas questões raciais. Essa preferência foi em virtude de sua origem socioeconômica e étnica. Em entrevista para o NJSR, Denise, que já morou na São Remo, numa pensão estudantil na Rua Cipotânea, fala sobre tolerância e discriminação racial no Brasil.

O preconceito no Brasil é maior com as pessoas de baixa renda ou com as minorias (negros, homossexuais, mulheres, etc)? Existe preconceito em relação aos dois segmentos. O que me chama atenção na declaração do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) é quando Preta Gil perž—Šȱ˜ȱšžŽȱŽ•ŽȱŠ›’ŠȱœŽȱœŽžȱꕑ˜ȱœŽȱ apaixonasse por uma mulher negra. Ele associou isso a um comportamento promíscuo. Isso reve•ŠȱŽœœŠȱ’Ž’ŠȱšžŽȱꌊǰȱ¥œȱŸŽ£Žœǰȱ—Šȱ

NJSR: Quais seriam as origens do preconceito? Denise Carvalho: O preconceito começou como consequência da escravidão, porque os negros eram considerados, até pelos mais estudiosos da época, seres inferiores, associados a animais e desprovidos de inteligência. Além disso, o preconceito tem origem em certos valores, na linguagem, em termos pejorativos e também no ideal de beleza.

LUÍSA GRANATO

Como o brasileiro lida com a questão do preconceito? O grande problema é que o preconceito no Brasil é encoberto. As pessoas têm vergonha de se reconhecer como preconceituosas ou racistas. Porém, suas ações demonstram que elas veem no outro um estranho, que é perigoso em potencial. É necessário conscientizar a população de que o preconceito existe e deve acabar. Porque quando o problema não é reconhecido, ele não é tratado, ou ·ȱ›ŠŠ˜ȱŒ˜–ȱ–ž’Šȱ’ęŒž•ŠŽǯȱ

Luísa Granato Ruan de Sousa Gabriel

mente das pessoas de que os negros são mais sexualizados e têm um comportamento moral que é reprovável por uma parte da sociedade. É um preconceito de cor, de origem e mesmo de concepção. Os comentários preconceituoœ˜œȱ˜ȱŽ™žŠ˜ȱ˜•œ˜—Š›˜ȱ›ŽĚŽtem a opinião dos brasileiros ou é um caso isolado? Muitos votaram nele por falta de informação. Mas, mesmo nas camadas mais vulneráveis, talvez Ž¡’œŠ–ȱ ™Žœœ˜Šœȱ šžŽȱ œŽȱ ’Ž—’ęquem com a opinião dele ou não dão tanta importância ao voto.

Denise: “quando o problema não é reconhecido, ele não é tratado”

O destaque dado a personagens negros nas novelas ajuda no combate ao preconceito? Tem um papel importante, poršžŽȱ Šȱ —˜ŸŽ•Šȱ ’—ĚžŽ—Œ’Šȱ Šȱ Ÿ’œ¨˜ȱ das pessoas. Se alguém tem o hábito de ver o núcleo negro numa posição inferior, vai assimilar que aquilo é natural ou vai se identiꌊ›ȱ Œ˜–ȱ ŠšžŽ•Šȱ ™˜œ’³¨˜ǰȱ ŠŒ‘Š›ȱ que não consegue transformar sua história, sua vida.

O que pode ser feito para combater o preconceito? Receber apoio por parte do governo, ações que cheguem aos –Ž’˜œȱ Žȱ Œ˜–ž—’ŒŠ³¨˜ȱ Žȱ ¥œȱ ŒŠmadas mais populares, e mudan³Šœȱ —Šȱ ŽžŒŠ³¨˜ǯȱ ›Š£Ž›ȱ ¥œȱ Šž•Šœȱ a ideia de que as pessoas são diferentes e têm opiniões diferentes. A ideia é de que apenas com essa diversidade é que a sociedade pode se desenvolver.

Cenas da São Remo LUÍSA GRANATO

ANAÏS FERNANDES

LUÍSA GRANATO

LUÍSA GRANATO


4 Notícias do Jardim São Remo Maio de 2011

comunidade

“Se você tem um problema, traga para a associação” ANTÔNIO SÉRGIO, PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DO JARDIM GUARAÚ

Uma única chapa concorre à Associação Aidê Felisberto disputa sozinha o cargo de presidente na votação que ocorrerá no dia 15 pretende conversar com os são remanos e promover reuniões para Somente uma chapa se inscre- explicar a importância de uma asveu para a eleição da Associa- sociação de moradores. Participar ção de Moradores do Jardim São dela poderá trazer vários benefíRemo, que será realizada no dia cios à comunidade. Um bom exemplo é o caso do 15 de maio, domingo. A candidata à presidência é a moradora Jardim Guaraú, onde os moradores, unidos, conseguiram a urbaAidê Felisberto de Souza. Entre suas propostas está a pro- nização de várias áreas e a canamoção de atividades para a tercei- lização de córregos, além de levar ra idade – como a prática de exer- diversas atividades culturais e escícios físicos –, excursões para fora portivas ao bairro. Para seu presidente, Antônio da São Remo e mutirões para a coleta do lixo das ruas. Aidê acredi- Sérgio, a população foi essencial Šȱ šžŽȱ œŽžȱ –Š’˜›ȱ ŽœŠę˜ȱ œŽ›¤ȱ Šȱ para essas conquistas, “eu sempromoção da união na comunida- pre falo: se você tem um problede: “eu quero que os moradores ma, traga para a associação. Pois sejam mais unidos e aprendam o problema é um só e as pessoas a batalhar por seus direitos”. Ela para achar a solução são várias”.

Entre os moradores do Jardim São Remo, a Associação ainda é encarada com estranheza: poucos conhecem suas atividades ou sabem onde está localizada. Por isso, a maior parte da população não tem interesse em comparecer às reuniões e nem mesmo em organizar chapas para concorrer à eleição. “Quando eu vim morar aqui, tinha 17 anos. Nunca fui votar em ninguém”, diz o morador da comunidade, Carlos Alberto Caetano, ao ser questionado sobre sua participação em votações passadas. Ele e outros moradores chegaram a considerar a possibilidade de que alguém de fora da comu—’ŠŽȱ’›ħŠȱŠȱŽ—’ŠŽǯ

ISABELLA BONO

Isabella Bono

Aidê foi a única a se candidatar

Moradores do Jardim São Remo aderem à greve Funcionários foram demitidos da limpadora e ainda não receberam benefícios a que têm direito

No último mês, os trabalhadores da empresa União enfrenta›Š–ȱ–ž’Šœȱ’ęŒž•ŠŽœǯȱȱ™›Žœtadora de serviços rescindiu o contrato. Por isso, em 8 de abril, os empregados aderiram à greve por não receberem os salários do mês de março. Entre eles, encontram-se muitos moradores. Na semana de páscoa, os salários em atraso foram pagos pela reitoria da universidade. Contudo, ainda faltava a verba resci- Desde o dia 8 de abril, funcionários protestavam em frente à reitoria sória. Esta só foi paga no dia 28 de abril, após muita cobrança dos Teresa Faustino de Lima, mo- Contudo, de 1968 a 1976 também manifestantes e do Sintusp (Sindi- radora do Jardim São Remo, rela- foi funcionária da empresa. Ela cato dos Trabalhadores da USP). ta que trabalhava lá desde 2006. conta que o tratamento para com

RENATA GARCIA FERREIRA

Renata Garcia Ferreira

os funcionários piorou muito nos ø•’–˜œȱŠ—˜œDZȱȃŠ—’Š–Ž—ŽȱŠȱę›ma era boa, pagava tudo direitinho”. Segundo Teresa, as mudanças aconteceram depois que a ꕑŠȱ˜ȱ˜—˜ȱŠȱ—’¨˜ȱŠœœž–’žȱ a direção da empresa. A partir de agora, a são remana será obrigada a vender geladinhos e produtos cosméticos para aumentar a renda de sua casa: “Já cansei [de trabalhar], agora quero parar”. Com o pagamento da verba rescisória e sem emprego algum, os antigos funcionários entrarão com um processo na Justiça do Trabalho para que seja pago o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (o FGTS).


Maio de 2011 NotĂ­cias do Jardim SĂŁo Remo 5

comunidade

“NĂŁo confiem plenamente em mim. Me cobrem!â€? DANIEL RODRIGUEIRO, SUBPREFEITO

Subprefeito visita o Jardim SĂŁo Remo Daniel Rodrigueiro prestou esclarecimentos e anunciou planos para a comunidade Carolina Moniz Renata Garcia Ferreira

JOĂƒO PAULO FREIRE SANTOS JoĂŁo Paulo Freire Santos

O subprefeito do distrito Butantã, Daniel Barbosa Rodrigueiro, compareceu à São Remo, no último dia 30, e realizou uma reunião com moradores no Circo-Escola. O objetivo da visita era conceder informaçþes sobre o Previn, mas a maior parte do encontro foi dedicado a outras questþes, como o caso dos desabamentos que aconteceram na região do Riacho Doce, em fevereiro deste ano.

Prevenção de incêndios O projeto Previn Ê um programa da Prefeitura de São Paulo com o objetivo de evitar incêndios em assentamentos precårios. A comunidade contarå com treze voluntårios para o corpo de brigadistas e mais três zeladores. Eles farão um primeiro atendimento em caso de incêndio, atÊ que os bombeiros cheguem à ocorrência. Segundo a Associação de Moradores, as folhas de inscrição dos voluntårios jå foram encaminhadas para a Subprefeitura.

Subprefeito Daniel: “nĂŁo sei quem ĂŠ o responsĂĄvel pelo Riacho Doceâ€?

O Jardim SĂŁo Remo serĂĄ a pri- atendendo a um pedido da morameira comunidade do distrito Bu- dora Mariana Machado. Essa metantĂŁ na qual ele serĂĄ implantado. dida “pode demorar alguns diasâ€?, ÂŒÂ˜Â–Â˜Čą ÂŠÄ™Â›Â–Â˜ÂžČą Š—’Ž•ǯȹ Â˜Â›ÂˇÂ–Ç°Čą Â?Â’minuirĂĄ a possibilidade de novas Problema que persiste Durante a reuniĂŁo, o subprefei- enchentes e, assim, de mais desato foi questionado sobre a situa- bamentos e prejuĂ­zos. Como o subprefeito havia proção no Riacho Doce. Segundo ele, o processo movido pela Subpre- metido, um geĂłlogo e uma geĂłfeitura para ter a posse do terreno grafa, juntamente com a Defesa deve passar pelos “altos escalĂľes Civil, foram ao Riacho Doce. A vida Prefeituraâ€?. Por isso, ele ainda sita ocorreu no dia quatro de maio. Entretanto, ao contrĂĄrio do espenĂŁo pode fazer muito. Primeiro, ĂŠ necessĂĄrio saber se o rado, eles nĂŁo realizaram a anĂĄlise terreno pertence ao municĂ­pio ou Ă do terreno. O subprefeito disse na USP. Se for da prefeitura, ele pode- reuniĂŁo que eles iriam realizar um laudo de risco das habitaçþes, mas rĂĄ auxiliar os moradores. O subprefeito disse, tambĂŠm, os tĂŠcnicos informaram o NJSR que nĂŁo hĂĄ impedimento para que este jĂĄ havia sido concluĂ­do. açþes da subprefeitura, mesmo A assessoria da subprefeitura esque o terreno seja da USP. Mas ain- clareceu que recebeu o documento da sĂŁo poucas as iniciativas toma- na mesma semana e vai abrir um das. O auxĂ­lio-moradia ainda nĂŁo processo para solicitar mais verba. estĂĄ sendo pago Ă s vĂ­timas da en- ČƒÂ¨Â˜Čą ÂŒÂ˜Â—Ä™ÂŽÂ–Čą ™•Ž—Š–Ž—Â?ÂŽČą Ž–ȹ chente, pois a verba sĂł serĂĄ dispo- –’–ǯȹ ÂŽČą ÂŒÂ˜Â‹Â›ÂŽÂ–ÇˇČ„Ç°Čą ÂŠÄ™Â›Â–Â˜ÂžČą ˜nibilizada se a posse for doada ao drigueiro, convidando todos os moradores da comunidade a promunicĂ­pio pela universidade. O subprefeito se comprometeu curĂĄ-lo sempre que tiverem algum a limpar o cĂłrrego Riacho Doce, questionamento ou necessidade.

Dentista voluntårio atende crianças Celia Moliner Vicente Na quarta-feira, dia quatro, Bruno Luciano atendeu dez crianças do Jardim São Remo em seu consultório. O serviço foi o resultado de uma parceria entre a ONG Alavanca e o dentista. O projeto, que jå existe hå um ano, busca atender todas as crianças da comunidade que tenham entre seis e dez anos de idade.

Para o dentista, esse ĂŠ o momento ideal para ensinĂĄ-los a crescer sem futuros problemas dentĂĄrios: “embora no começo do tratamento as crianças sintam um certo receio, a primeira consulta ĂŠ mais de apresentaçãoâ€?. O atendimento oferecido pelo dentista se resume a tirar a dor, ensinar escovação, prevenir cĂĄÂ›Â’ÂŽÂœÇ°ČąÂ›ÂŽÂœÂ?Šž›Š›ȹÂ?Ž—Â?ÂŽÂœČąÂ?Š—’ęŒŠÂ?Â˜ÂœČą e, caso necessĂĄrio, extraĂ­-los.

Bruno vĂŞ com carinho o projeto: â€œĂŠ muito reconfortante resolver aquela dor e contribuir para o desenvolvimento saudĂĄvel da criança. Assim ela tem um melhor crescimento e nĂŁo vergonha dos seus dentesâ€?. No momento, sĂł crianças devidamente matriculadas nas atividades da ONG, e que tenham algum problema dentĂĄrio, tĂŞm direito ao tratamento oferecido.

Clorinda Danti nĂŁo fecharĂĄ A COESF (Coordenadoria do Espaço FĂ­sico da USP) e a diretoria da escola contrariaram a denĂşncia realizada na Assembleia Legislativa em 26 de abril, assegurando que a E.E. Clorinda Danti NĂƒO fecharĂĄ para a ceder lugar a um centro de convençþes da universidade.


6 Notícias do Jardim São Remo Maio de 2011

comunidade

“O morador, entregando sua geladeira velha, ganhará uma nova”

Eletropaulo vai à São Remo

Metrô abre às 4h40

ELTON JÚLIO, DA ELETROPAULO

Questões como entrega de geladeiras, fiação e contas foram discutidas João Paulo Freire Santos

Contas muito altas ž›Šȱ›ŽŒ•Š–Š³¨˜ȱ˜’ȱŠȱŽȱšžŽȱŠœȱ Œ˜—Šœȱ Žȱ •ž£ȱ Žœ¨˜ȱ Ÿ’—˜ȱ –ž’˜ȱ Š•ŠœǯȱȱŠŽ—Žȱ’œœŽȱšžŽȱŠ•ž–Šœȱ ›Žœ’¹—Œ’ŠœȱŠ’—ŠȱŽœ¨˜ȱŽ–ȱŠœŽȱŽȱ ŽœŽǰȱšžŠ—˜ȱ˜œȱ›Žœ’Ž—ŽœȱŠ™›Ž—Ž–ȱŠȱŠœŠ›ȱŽ—Ž›’ŠȱŒ˜–ȱŒ˜—Šœȱ Ž–ȱŸŠ•˜›ȱę¡˜ȱŽȱǞȱśŞǰŖŖǯȱ•Žȱ™Ž’žȱ šžŽǰȱ —ŽœœŽȱ ŒŠœ˜ǰȱ ˜ȱ –˜›Š˜›ȱ ™›˜Œž›Žȱ ˜œȱ ŠŽ—Žœȱ Žȱ Šȱ •’Ž›Š—³Šȱ Œ˜–ž—’¤›’Šȱ ™Š›Šȱ ŽŸ’Š›ȱ Šȱ ‹ž-

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JOÃO PAULO FREIRE

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Gabriel Roca As estações da Linha 4 – Amarela ˜ȱ –Ž›âȱ œ˜›Ž›Š–ȱ –˜’ęŒŠ³¨˜ȱ —˜ȱœŽžȱ‘˜›¤›’˜ȱŽȱž—Œ’˜—Š–Ž—˜ǯȱ ˜ŒŠ•’£ŠŠȱ —Šȱ ŠŸŽ—’Šȱ ’Š•ȱ ›Šœ’•ǰȱ Šȱ œŠ³¨˜ȱ žŠ—¨ǰȱ šžŽȱ Š—Žœȱ ž—Œ’˜—ŠŸŠȱŠœȱŞ‘ȱ¥œȱŗś‘ȱ™Šœœ˜žȱ Šȱ ž—Œ’˜—Š›ǰȱ Šȱ ™Š›’›ȱ ˜ȱ ’Šȱ Řȱ Žȱ –Š’˜ǰȱŠœȱŚ‘ŚŖȱ¥œȱŗś‘ǯȱȱ œœ˜ȱ‹Ž—ŽęŒ’Š›¤ȱ˜œȱœ¨˜ȱ›Ž–Š—˜œȱšžŽȱŸ¨˜ȱ›Š‹Š•‘Š›ȱ—˜ȱ’—ÇŒ’˜ȱŠȱ–Š—‘¨ǰȱŽ–ȱ˜ž›Šœȱ›Ž’䎜ȱŽȱ¨˜ȱŠž•˜ǯȱ •·–ȱ ’œœ˜ǰȱ –Š’œȱ ž–Šȱ ŽœŠ³¨˜ȱ da linha amarela será inaugurada Ž–ȱ‹›ŽŸŽǯȱ˜ȱ’ŠȱŗŜȱŽȱ–Š’˜ǰȱœŽž—˜ȱ˜ȱ˜ŸŽ›—Š˜›ȱ Ž›Š•˜ȱ•Œ”–’—ȱ ǻǼǰȱ Œ˜–Ž³Š›¤ȱ Šȱ ž—Œ’˜—Š›ȱŠȱŽœŠ³¨˜ȱ’—‘Ž’›˜œǯȱŽœœŽȱ •˜ŒŠ•ǰȱ œŽ›¤ȱ ™˜œœÇŸŽ•ȱ Š£Ž›ȱ ž–Šȱ ›Š—œŽ›¹—Œ’Šȱ ›Šž’Šȱ ™Š›Šȱ Šȱ ’—‘ŠȱşȱȮȱœ–Ž›Š•ŠȱŠȱǰȱ™ŽŠ—˜ȱž–ȱ‹’•‘ŽŽȱšžŽȱœŽ›¤ȱ’œ›’‹ž’˜ȱŽ—›˜ȱŠȱ™›à™›’ŠȱŽœŠ³¨˜ȱŽȱ ŒŠ–’—‘Š—˜ȱž–ŠȱšžŠ›ŠȱŠ·ȱŠȱŽœŠ³¨˜ȱŽȱ›Ž–ǰȱšžŽȱꌊȱ—ŠȱŸŽ—’Šȱ Šœȱ Š³äŽœȱ —’Šœȱ ǻŠ›’—Š•ȱ ’—‘Ž’›˜œǼǯ

USP divulga calendário Renata Garcia Ferreira

Funcionário da Eletropaulo ouve reclamações e presta esclarecimento aos moradores no Circo-escola

ȱ ȱ ’Ÿž•˜žȱ ˜ȱ ŒŠ•Ž—¤›’˜ȱ ˜ȱŸŽœ’‹ž•Š›ȱŽœŽȱŠ—˜ǯȱœȱ’—œŒ›’³äŽœȱŸ¨˜ȱŽȱŘŜȱŽȱŠ˜œ˜ȱŠȱşȱŽȱœŽŽ–‹›˜ȱ ™Ž•˜ȱ œ’Žȱ   ǯžŸŽœǯ‹›ǯȱ ȱ Š—žŠ•ȱ ˜ȱ Š—’Š˜ȱ ŽœŠ›¤ȱ ’œ™˜—ÇŸŽ•ȱ—˜ȱœ’ŽȱŠȱ™Š›’›ȱ˜ȱ’—ÇŒ’˜ȱ Žȱ Š˜œ˜ǯȱ ȱ ŠŠȱ ™Š›Šȱ ™Ž’˜œȱŽȱ’œŽ—³¨˜ȱŠȱŠ¡ŠȱŽȱ’—œŒ›’³¨˜ȱ—¨˜ȱ˜’ȱ’Ÿž•ŠŠȱŠ·ȱŠ˜›Šǯ


Maio de 2011 Notícias do Jardim São Remo 7

papo reto

“As escolas têm que oferecer a segurança para os alunos” MARIA DAS NEVES, MORADORA

A polêmica questão do bullying na escola Opinião dos são remanos sobre o tema é dividida; caso mais grave é relatado por mãe de aluno

De acordo com a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, em pesquisa sobre bullying escolar, 70% dos estudantes responderam ter presenciado cenas de agressões entre colegas. Sabendo disso, o NJSR foi à comunidade saber o que os moradores acham sobre esse tema polêmico. Muitas pessoas na São Remo consideram que a maior responsabilidade pelos casos de agressões físicas e psicológicas é dos colégios. “As escolas têm que oferecer a segurança para os alunos”, disse Maria das Neves. A garota Thalita, que possui 13 anos e frequenta a escola, disse já ter presenciado cenas de bullying. “Tenho um amigo que é emo e apanha todos os dias dos meninos”, conta a jovem. Na opinião dela, a forma de acabar com essas

garotos e uma menina em uma roda de conversas. Entretanto, um caso mais grave foi denunciado por Débora Sílvia, mãe de um menino de sete anos. Žžȱꕑ˜ǰȱœŽž—˜ȱŽ•Šǰȱœ˜›ŽȱŒ˜—œtantes agressões na escola Clorinda Danti, onde estuda. Ela relatou que o garoto levou uma tesourada no rosto, foi empurrado da escada, o que lhe rendeu hematomas, é constantemente ofendido pelos colegas e já se recusou a ir para a escola durante uma semana. As providências tomadas pelos encarregados, segundo a mãe, são apenas bilhetes nas agendas dos agressores, o que pouco, ou nada, ›Žœ˜•ŸŽȱ˜ȱ™›˜‹•Ž–ŠȱŽȱœŽžȱꕑ˜ǯ Procurada, a coordenação da E.E. Clorinda Danti informou não ’ęŒŠ›’Šȱ ™˜œŽ›’˜›Žœȱ ›ŽŸ˜•Šœȱ ™˜›ȱ poder dar entrevistas sem a autoparte da pessoa que é perseguida. rização da Secretaria de Educação “Todo mundo é zuado na escola. do Estado de São Paulo. Até o feO cara que não aguenta que é ca- chamento da edição, não foi posbeça fraca”, concordaram alguns sível o contato com a secretaria. ALBERTO BENETT

Gabriel Roca Felipe Gomes Ruiz

atitudes é a suspensão dos agressores por parte do colégio. Para algumas pessoas entrevistadas, porém, o assunto não é tão relevante. A brincadeira não jus-

Especialista em comportamento escolar discute bullying Gabriel Roca Felipe Gomes Ruiz O NJSR conversou com Maria Isabel da Silva Leme, professora do Instituto de Psicologia da USP, sobre esse problema. NJSR: Qual a diferença entre o bullying e outras formas de violência escolar? Maria Isabel da Silva Leme: Ele tem um caráter repetido: a vítima é ridicularizada ou provoca-

da sempre pela mesma pessoa e o motivo é fútil. Os agressores busŒŠ–ȱ œŽȱ Šę›–Š›ȱ Œ˜›Š“˜œ˜œȱ Žȱ Ž–Çveis perante o grupo. Em geral a caçoada é sobre alguma característica da vítima. Essa é uma questão que merece toda a atenção que recebe? A mídia está considerando como bullying todas as violências escolares. Fico com medo desta super-exposição, porque pode banalizar um problema sério.

A vítima do bullying tem a quem recorrer? Sim. Aos professores, à direção da escola e aos pais. O problema é que muitas das vítimas sentem vergonha de não conseguirem se defender e se tornam cúmplices dos seus agressores.

tem e como a vítima reage: se ela ꌊȱ šž’ŽŠǰȱ —¨˜ȱ ›’ǰȱ —Ž–ȱ ŠŽ›Žȱ ¥ȱ brincadeira ou se reage irritada.

Na sua opinião, o que pode amenizar esse tipo violência? Um ambiente escolar cooperativo e respeitoso contribui muito para que este tipo de prática não Como os professores podem ocorra. Já uma escola em que as perceber o limite entre brinca- pessoas são tratadas com desrespeito, em que a competição é indeira e perseguição? ȱ ™›˜Žœœ˜›ȱ ŽŸŽȱ ꌊ›ȱ ŠŽ—˜ǯȱ centivada, o bullying tem maiores Observar se as caçoadas se repe- chances de ocorrer.


8 Notícias do Jardim São Remo Maio de 2011

são remano

“O pessoal quer ganhar Ibope, (...) não muda nada para a comunidade” VINÍCIUS DE OLIVEIRA, MORADOR

Cinema e periferia: realidade ou ficção? Moradores da São Remo dão sua opinião sobre a forma como as comunidades são vistas

Mostra o crescimento do crime organizado na Cidade de Deus, um dos conjuntos habitacionais mais violentos do Rio de Janeiro. Enquanto o personagem Zé Pequeno mergulha no tráfico, Buscapé vê em seu sonho de ser fotógrafo a saída da vida no crime.

A história do filme se passa no centro histórico do Pelourinho, em Salvador. Incomodada com a farra dentro de seu cortiço durante o último dia de carnaval, Dona Joana fecha o registro de água, fazendo com que os moradores procurem outras formas de se divertir.

Variações pelo Brasil Outro ponto citado pelos moradores é a diferença entre as regiões do país. O Rio de Janeiro, mais que o estado de São Pau•˜ǰȱ·ȱ˜ȱŒŽ—¤›’˜ȱŒ˜–ž–ȱ˜œȱꕖŽœȱ que tem a periferia como tema. É onde, por exemplo, os famosos Cidade de Deus e Tropa de Elite fo›Š–ȱꕖŠ˜œǰȱŠ•·–ȱŠȱœ·›’ŽȱCidade dos Homens, da TV Globo. Temática violenta Tainá Santos revela que há ›Š—Žȱ™Š›Žȱ˜œȱꕖŽœȱ™›˜ž- muitas diferenças entre o que ela zidos privilegia a violência como vive e a realidade da periferia camarca da realidade nas comuni- ›’˜ŒŠǯȱ•ŠȱŠę›–ŠȱšžŽȱȃ•¤ȱŽ•Žœȱǽ˜œȱ dades. Para Ivone de Carvalho, moradores] não respeitam nem a a “evolução do crime e da morta- própria comunidade”. Vanessa •’ŠŽȱ’—Š—’•Ȅȱ›Ž›ŠŠŠȱ—˜ȱꕖŽȱ Aparecida da Silva reforça: “CoiCidade de Deus, “representou bem tadas de nós se aqui fosse igual o que acontece” na comunidade. ao Rio de Janeiro”. A respeito desta mesma proble–¤’ŒŠȱŽ•ŠȱŒ’Šȱ˜ȱꕖŽȱÓ Paí, Ó, o Imagem manipulada? qual inclui em uma de suas cenas A imagem de perigo e desora morte de duas crianças por par- dem que se tem em relação ao Rio te de um policial local. Cosme e de Janeiro pode ter sido criada peŠ–’¨˜ǰȱ ꕑ˜œȱ Žȱ ˜—Šȱ ˜Š—Šǰȱ Šȱ •˜œȱ ™›à™›’˜œȱ ꕖŽœǰȱ ˜žȱ œŽ“Šǰȱ —¨˜ȱ proprietária do cortiço em que se ser verdadeira. passa o enredo, foram confundiA escolha de cenas de morte, dos com menores que faziam uma caos e ilegalidade mostra um resérie de furtos no Pelourinho. Œ˜›Žȱ œž™Ž›ęŒ’Š•ȱ Šȱ ›ŽŠ•’ŠŽǯȱ 1ȱ Ivone relata a grande semelhan- o que Alex Monteiro de Olivei³ŠȱŽȱŠ•ȱŽ™’œà’˜ȱ˜ȱꕖŽȱŒ˜–ȱ˜ȱ ra evidencia em seu comentário. passado da São Remo. “Se você for Para o morador, ”no Tropa de Elianalisar o antes daqui com aque- te só tem tiro”. •ŽȱꕖŽǰȱŸ˜Œ¹ȱœŽȱ’Ž—’ęŒŠȱ–ž’˜Ȅǰȱ Na opinião de Maria do Carrelembra a moradora. mo Ferreira, esta generalização é Por outro lado, o exagero de ce- precipitada. Ela declara que “eles nas agressivas às vezes gera in- ǽ˜œȱ™›˜ž˜›ŽœǾȱ›ŠŠ–ȱŠœȱ™Žœœ˜Šœȱ cômodo. “O pessoal quer ganhar como bandidos”. “Acho isso um Ibope”, é o que declara Vinícius absurdo”, enfatiza a moradora.

Tropa de Elite Os dois filmes da série apresentam como protagonista um membro do Bope. Ambas as histórias têm como tema central o combate ao crime implantado na periferia do Rio de Janeiro e dão atenção a uma relação muito delicada no Brasil, entre a polícia e os criminosos. DIVULGAÇÃO

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Ó Paí, Ó

O cinema nacional tem frequentemente retratado a vida nas periferias do Brasil. O NJSR foi às ruas da São Remo saber a opinião dos moradores sobre o assunto. Manoel Luiz da Silva não tem dúvidas ao defender as obras que tratam do tema. “É bom que mostra a realidade da favela”, declara o morador. Já Ademir Gonçalves acredita que as produções brasileiras “deixam um pouco a desejar” em vários aspectos.

de Oliveira. Perguntado sobre ˜ȱ —˜Ÿ˜ȱ ꕖŽȱ Bróder, diz que os produtores vão “mostrar a visão deles”. Para Vinícius, isso “não muda nada para a comunidade”.

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Cidade de Deus

Érika Yukari

Bróder Retrata o reencontro de três amigos de infância, criados em uma comunidade do Capão Redondo, zona sul de São Paulo. Macu, Jaiminho e Pibe seguiram, cada um, caminhos distintos e se deparam no dia do reencontro com surpresas que ameaçam sua amizade.


Maio de 2011 NotĂ­cias do Jardim SĂŁo Remo 9

sĂŁo remano

“O pĂŁo de cada dia eu devo para a comunidadeâ€? LUCIANO DOS SANTOS, PROFESSOR

Circo-Escola abre portas para talentos Cursos criam oportunidades para jovens da comunidade seguirem carreiras artĂ­sticas

Čą ÂŽÂœÂŒÂ˜Â•Â‘ÂŠČą Â?ÂŽČą ž–Šȹ Â™Â›Â˜Ä™ÂœÂœÂ¨Â˜Čą ¡ȹ uma das maiores preocupaçþes Â?Â˜ÂœČąÂ“Â˜Â&#x;ÂŽÂ—ÂœÇŻČąžŠ—Â?Â˜ČąÂœÂŽČąÂˇČąÂŒÂ›Â’ÂŠÂ?Â˜ČąÂŽÂ–Čą uma comunidade, as incertezas ™Š›Šȹ Â˜Čą Â?žÂ?ÂžÂ›Â˜Čą ÂœÂ¨Â˜Čą Š’—Â?Šȹ Â–ÂŠÂ’Â˜Â›ÂŽÂœÇŻČą Mas quando se tem um talento, serĂĄ que seguir na carreira artĂ­stiÂŒÂŠČąÂœÂŽÂ›Â’ÂŠČąÂžÂ–ÂŠČąÂ‹Â˜ÂŠČąÂ˜Â™ÂłÂ¨Â˜ÇľČąÂŠÂ’ÂœČąÂšÂžÂŽČą

Â’ÂœÂœÂ˜Ç°ČąÂœÂŽÂ›Â’ÂŠČąÂžÂ–ÂŠČąÂ˜Â™ÂłÂ¨Â˜ČąÂ&#x;’¤Â&#x;Ž•ǾȹÂ˜Â’Čą Â˜ČąÂšÂžÂŽČąÂ˜Čą ČąÂ™Â›Â˜ÂŒÂžÂ›Â˜ÂžČąÂ?ÂŽÂœÂŒÂ˜Â‹Â›Â’Â›ČąČą no circo-escola. Apesar do sonho de seguir a carreira artĂ­stica, todos os alunos do ÂŒÂ’Â›ÂŒÂ˜ČŹÂŽÂœÂŒÂ˜Â•ÂŠČąÂœÂ¨Â˜ČąÂ˜Â›Â’ÂŽÂ—Â?ŠÂ?Â˜ÂœČąÂŠČąÂŽÂœÂ?žÂ?Š›ȹŽȹÂ?ÂŽÂ›ČąÂžÂ–ÂŠČąÂœÂŽÂ?ž—Â?ÂŠČąÂ™Â›Â˜Ä™ÂœÂœÂ¨Â˜ÇŻČą Luciano Farias dos Santos, que dĂĄ aulas de dança para jovens da comunidade, diz que a sua intenÂłÂ¨Â˜ČąÂ—Â¨Â˜ČąÂˇČąÂŠÂ™ÂŽÂ—ÂŠÂœČąÂŽÂ—ÂœÂ’Â—ÂŠÂ›ČąÂŠČąÂ?Š—³Šǰȹ

Â–ÂŠÂœČą Â?Š–‹¡–ȹ ™›˜–˜Â&#x;Ž›ȹ Šȹ ÂŽÂ?ÂžÂŒÂŠÂłÂ¨Â˜ČąÂŠÂ?›ŠÂ&#x;ÂˇÂœČąÂ?ŠȹŠ›Â?ÂŽÇŻČąÂ˜ÂœÂŠÂ—ÂŠČą’–à teo Zamboti, professora de circo diz que prefere que seus alunos levem o aprendizado e a disciplina do circo para aplicĂĄ-los em outras atividades de suas vidas. Os alunos se sentem incentivados a continuar o trabalho realizado no circo-escola, pois recebem apoio dos pais e da prĂłpria

DE PRODĂ?GIO A PROFESSOR

CRIATIVIDADE SĂƒO REMANA

CINCO ALUNOS E UM SONHO

Jaqueline Mafra Rodrigo Neves

O dançarino William Teixeira Dantas tem muito a agradecer Ă comunidade e ao professor Luciano. Ele começou a freqĂźentar as aulas de danças com 18 anos. Hoje, cinco anos depois, William vĂŞ como a dança transformou a sua histĂłria. ÂœČą ÂŠÂžÂ•ÂŠÂœČą Â—Â¨Â˜Čą œ˜–Ž—Â?ÂŽČą Â˜Čą Š“ždaram a perder a timidez, como Â?ÂŠÂ–Â‹ÂˇÂ–ČąÂŠČąÂŒÂ˜Â—ÂœÂ?Â›ÂžÂ’Â›ČąÂžÂ–ÂŠČąÂŒÂŠÂ›Â›ÂŽÂ’Â›ÂŠČą artĂ­stica.Ele jĂĄ deu aulas, apresentou-se e coreografou grupos. Atualmente, o dançarino faz suÂŒÂŽÂœÂœÂ˜ČąÂŒÂ˜Â–ČąÂŠČąÂ?ÂˇÂŒÂ—Â’ÂŒÂŠČąÂ’Â—Â&#x;Ž—Â?ŠÂ?ÂŠČąÂ™Â˜Â›Čą ele e seu grupo, o Free step-on. Â›ÂŠÂłÂŠÂœČą Šȹ ÂŽÂœÂœÂŠČą ÂŒÂ›Â’ÂŠÂłÂ¨Â˜Ç°Čą ’••’Š–ȹ “¤ȹ viajou por diversos estados, como Bahia, Santa Catarina e PiauĂ­, e recebe diversos convites para se apresentar fora do Brasil, em paĂ­ses como ColĂ´mbia e França.

RODRIGO NEVES

JAQUELINE MAFRA

JAQUELINE MAFRA

Luciano Farias dos Santos tem uma longa histĂłria como dançarino e com a comunidade. O professor começou a dançar com oito anos de idade, nos concursos rea•’£ŠÂ?Â˜ÂœČąÂ—ÂŠČąÂ¨Â˜ČąÂŽÂ–Â˜ÇŻ Apesar de enfrentar preconceito no inĂ­cio da carreira, logo começou a fazer sucesso com seus grupos de dança. “Teve um momento em que entrei em parafuso: meu nome aparecia em todos os lugaresâ€?, diz Luciano.

Â˜Â“ÂŽÇ°Čą Ž•Žȹ ¡ȹ ™›˜Â?ÂŽÂœÂœÂ˜Â›Čą Â?Â˜Čą ’›Œ˜Escola e muito querido por seus ÂŠÂ•ÂžÂ—Â˜ÂœÇŻČąČƒČąÂžÂŒÂ’ÂŠÂ—Â˜ČąÂˇČąÂ’Â—ÂŽÂĄÂ™Â•Â’ÂŒÂ¤Â&#x;Ž•ǰȹ ele ajuda muito a genteâ€?, diz a sua aluna Taynara Aquino. ÂžÂŒÂ’ÂŠÂ—Â˜ČąÂ—Â¨Â˜ČąÂœÂŽČąÂŽÂœÂšÂžÂŽÂŒÂŽČąÂ?Â˜ČąÂ•ÂžÂ?Š›ȹ em que descobriu seu talento: “o Â™Â¨Â˜ČąÂ?ÂŽČąÂŒÂŠÂ?ŠȹÂ?’ŠȹŽžȹÂ?ÂŽÂ&#x;Â˜ČąÂ™ÂŠÂ›ÂŠČąÂŠČąÂŒÂ˜munidadeâ€?, diz o professor.

Œ˜–ž—’Â?ŠÂ?ÂŽÇŻČąČƒšž’ȹ—ŠȹÂ¨Â˜ČąÂŽÂ–Â˜Ç°Čą ŠȹÂ?Š—³Šȹ¡ȹÂ&#x;ÂŠÂ•Â˜Â›Â’ÂŁÂŠÂ?ŠȄǰȹÂ?Â’ÂŁČą’••’Š—ȹ Teixeira, que jĂĄ foi aluno e agora segue sua carreira como dançarino com seu grupo pelo Brasil e vĂĄrios outros paĂ­ses. •¡–ȹÂ?Â’ÂœÂœÂ˜Ç°ČąÂŠČąÂ›ÂŽÂ•ÂŠÂłÂ¨Â˜ČąÂŽÂ—Â?Â›ÂŽČąÂ™Â›Â˜Â?ÂŽÂœÂœÂ˜Â›ÂŽÂœČąÂŽČąÂŠÂ•ÂžÂ—Â˜ÂœČąÂˇČąÂ–ÂžÂ’Â?Â˜ČąÂ™Â›Â˜Â&#x;ÂŽÂ’tosa para os dois lados. Abaixo, algumas histĂłrias de alunos e professores.

Â•Â’ÂœÂŠČą Ž››Ž’›Šǰȹ Â‘ÂŠÂ˘ÂœČą Â˜ÂŒÂ‘ÂŠÇ°Čą Â&#x;Ž•¢—ȹ ˜Â?›’Â?ÂžÂŽÂœÇ°Čą •’Â?ÂŽČą Ž•£Ž—ȹ ÂŽČą Â’ÂŒÂŠÂŽÂ•ÂŠČą Â˜Â˘ÂŒÂŽČą Â—Â¨Â˜Čą ÂœÂ¨Â˜Čą ÂœÂ’Â–Â™Â•ÂŽÂœČą alunos de circo. Os cinco jĂĄ realizaram o sonho de qualquer artista circense: apresentar-se com o Cirque du Soleil, um dos mais famosos e talentosos grupos circenÂœÂŽÂœČąÂ?Â˜ČąÂ–ÂžÂ—Â?Â˜ÇŻČąČƒÂ˜Â’ČąÂžÂ–ÂŠČąÂŽÂ–Â˜ÂłÂ¨Â˜Čą muito grandeâ€?, dizem os jovens. •¡–ȹÂ?ÂŽÂœÂœÂŠČąÂŒÂ˜Â—ÂšÂžÂ’ÂœÂ?ÂŠÇ°ČąÂŠÂœČąÂŠÂžÂ•ÂŠÂœČą Â?ÂŽČą ÂŒÂ’Â›ÂŒÂ˜Čą Â?Š–‹¡–ȹ Â˜ÂœČą Š“žÂ?Š–ȹ ÂŽČą Â˜ÂœČą incentivam na escola. A discipliÂ—ÂŠÇ°ČąÂŠČąÂŒÂ˜Â—ÂŒÂŽÂ—Â?Â›ÂŠÂłÂ¨Â˜ČąÂŽČąÂŠČąÂ‘ÂŠÂ‹Â’Â•Â’Â?ŠÂ?ÂŽČą de trabalhar em grupo os ajudam Â—Â˜Čą ÂŒÂ˜Â•ÂˇÂ?Â’Â˜ÇŻČą •¡–ȹ Â?Â’ÂœÂœÂ˜Ç°Čą ™Š›Šȹ Â?›Šbalhar em circos internacionais, alguns, como Evelyn, jĂĄ fazem aulas de inglĂŞs. Hoje, os alunos tem certeza de šžŽȹ œŽÂ?ÂžÂ’Â›Â¨Â˜Čą ÂŒÂŠÂ›Â›ÂŽÂ’Â›ÂŠČą Â—Â˜Čą ÂŒÂ’Â›ÂŒÂ˜ÇŻČą â€œĂ‰ um grande sonhoâ€?, diz Alife.

Veja os cursos do Circo-Escola – Introdução à arte – Capoeira – Dança – Percussão – Teatro – Educação Física – Artes Plåsticas – Malabares – Contorcionismo – TrapÊzio Documentos necessårios para matrícula: – Xerox da certidão de nascimento – Xerox da RG dos pais – Xerox da carteira de vacinação – Xerox do comprovante de residência – Declaração escolar – 1 foto 3x4 Circo-Escola São Remo: Rua AquianÊs, 13 Telefone: (11) 3675-0459


10 Notícias do Jardim São Remo Maio de 2011

“Eu moro aqui, meus filhos moram aqui. Qualquer melhoria influencia nossas vidas”

mulheres

LAURA, MORADORA DA SÃO REMO

Mães que são líderes na comunidade Além de cuidarem da família, elas também se preocupam com a sociedade em que vivem Sofia Franco Em comemoração ao dia das mães, o NJSR decidiu fazer uma reportagem sobre as lideranças da Œ˜–ž—’ŠŽȱšžŽȱŽ–ȱꕑ˜œǰȱŽȱ’—vestigar como os dois papéis se relacionam em seu cotidiano. Para Œ˜–™›ŽŽ—Ž›–˜œȱ –Ž•‘˜›ȱ Šȱ œ’žŠ³¨˜ȱŽœŠœȱ–ž•‘Ž›ŽœǰȱŽ—›ŽŸ’œŠmos a socióloga Eva Blay, da USP. Žž—˜ȱ Ž•Šǰȱ Šœȱ –ž•‘Ž›Žœȱ ™›Žcisam de muita força psicológica para superar sua condição de

subordinadas dentro da sociedade. “Para se tornar uma liderança, ™›’–Ž’›˜ȱŠœȱ–ž•‘Ž›Žœȱ™›ŽŒ’œŠ–ȱŠ£Ž›ȱž–ȱŒŠ–’—‘˜ȱ–Ž—Š•ȱ–ž’˜ȱ’—tenso para sair de uma situação de dominadas, que é, em geral, a con’³¨˜ȱŠȱ–ž•‘Ž›Ȅǯ Elas são geralmente pessoas independentes com objetivos muito claros, bastante generosas e se preocupam com a coletividade e não com o prestígio individual. Além de serem acessíveis, pois procuram se informar mais e di-

em contato com outras perspectiŸŠœȱ·ȱšžŽȱŽ•ŠȱŠ–‹·–ȱ–žŠȄǯ žŠ—˜ȱŠȱ–ž•‘Ž›ȱœŽȱŸ¹ȱŒŠ™Š£ȱŽȱ enfrentar problemas fora de casa, isto se transmite para sua vida pessoal, mudando a dinâmica fa–’•’Š›ǯȱœȱꕑ˜œȱŠ™›Ž—Ž–ȱšžŽȱ˜dos devem fazer sua parte. Vivência social ȱŒ˜—œŒ’¹—Œ’ŠȱŽȱšžŽȱœŽžœȱꕑ˜œȱ A experiência do convívio com a sociedade, a partir do momento devem estar mais bem preparados em que enxergam o que está acon- do que elas estavam as faz buscar tecendo no mundo ao seu redor, quem possa ensiná-los o que elas ŠœȱŠ£ȱ˜–Š›ȱ’—’Œ’Š’ŸŠœǯȱȃŠȱ‘˜›Šȱ —¨˜ȱ ™žŽ›Š–ǰȱ ™›˜ęœœ’˜—Š•’£¤Ȭ•˜œȱ šžŽȱŽ•ŠȱǽŠȱ–ž•‘Ž›ǾȱŒ˜–Ž³ŠȱŠȱŽ—›Š›ȱ Žȱ•‘ŽœȱŠ›ȱœŽž›Š—³Šǯ vulgar o que aprenderam para a comunidade. “Além das atividades normais da casa, comida, tra‹Š•‘˜ǰȱ Ž•Šȱ Š’—Šȱ Ž’ŒŠȱ ˜˜ȱ ž–ȱ tempo para este aprendizado, e Œ˜–ȱ’œœ˜ȱœ¨˜ȱ–ž’˜ȱ›Žœ™Ž’ŠŠœȄǯ

Moradoras da São Remo contam suas experiências como lideranças e mães

FOTOS: SOFIA FRANCO/ ARQUIVO PESSOAL/ MARIANA BASTOS

Mariana Bastos Laura da Silva Gonçalves

Rosângela dos Santos Costa

Mariana Machado Rocha

Mãe de dois filhos e uma filha e avó de dois netos, Laura tem participação ativa no Jardim São Remo. Recentemente, esteve à frente do grupo de moradores que cobraram ações da Subprefeitura no Riacho Doce, além de tentar se informar sobre os direitos dos residentes. “Procuro saber o que posso ou não fazer, saber os nossos direitos, se há maneiras de ajudar e a quem devo recorrer”, afirma. Seu envolvimento mais profundo com os problemas da comunidade teve início há dois anos, quando ela ficou desempregada e decidiu tomar atitude. Laura afirma que suas atitudes como liderança servem de exemplo e podem influenciar seus filhos a buscarem o bemestar comum. Segundo ela, ajudar a comunidade é uma maneira de interferir positivamente na vida de sua família. Para Laura, a maior recompensa são os sentimentos de utilidade e realização. “Ajudar é muito gratificante.”

Conhecida por sua atuação no Projeto Alavanca, Rosângela, mãe de três filhos, é uma das líderes do Jardim São Remo. Suas experiências com alfabetização tiveram início em sua própria casa, quando passou a oferecer ajuda aos filhos e colegas. Ela conta que no início do projeto, em 2004, enfrentou dificuldades para conciliá-lo com a vida familiar, pois seus filhos eram pequenos e não contava com total compreensão do marido. “Tive problemas com o trabalho doméstico, porque comecei a me envolver muito com o projeto, queria vê-lo crescer”, disse. Hoje, Rosângela consegue coordenar os papéis com maior facilidade. Problemas como educação de má qualidade e falta de perspectiva dos moradores da comunidade foram os principais motivadores do projeto. Ao perceber que muitos se encontram em uma situação pior que a sua, fica sensibilizada e se envolve nas causas da São Remo.

Mãe de dois meninos, Mariana é um modelo para a comunidade. A educadora vive no Jardim São Remo desde 2006, quando se mudou devido ao envolvimento com o Projeto Girassol. Inicialmente, ela trabalhou na creche e depois, no grupo de alfabetização de jovens e adultos do projeto. Segundo ela, a educação está intimamente ligada à política. “Não existe ensino neutro, imparcial”, afirma Mariana. Além de trabalhar neste grupo, ela também é estudante de Pedagogia da USP e seguidora do método Paulo Freire. Devido às suas atividades no dia-a-dia, Mariana tem dificuldades para encontrar tempo para cuidar de seus filhos, um com um ano de idade e o outro com três. A moradora também participa das reuniões que visam a revitalização da Associação de Moradores do Jardim São Remo, pois acredita que a união dos habitantes da comunidade é importante para realizar melhorias sociais.


Maio de 2011 Notícias do Jardim São Remo 11

esportes

“Aqui, o fator financeiro não impede o idoso de participar do curso” RICARDO PEREIRA, PROFESSOR

Exercício físico traz benefícios a idosos Centro de Práticas Esportivas da USP oferece atividades físicas para terceira idade

MARIANA GIOVINAZZO

Mariana Giovinazzo

que os exercícios ajudam a realizar tarefas do cotidiano (como suFazer esportes melhora a qualibir escadas e pegar ônibus) com dade de vida. Para os idosos, as mais facilidade. vantagens são muitas: desde o Na prática “A pessoa adquire maior resiscontrole e prevenção de doenças Ricardo Linares Pereira dá au- tência, força e equilíbrio, além de até a maior integração social. las para pessoas da terceira idade se sentir mais segura para enfrenRealizar exercícios físicos regu- na Raia Olímpica da Universida- tar as situações do dia a dia”, diz larmente ajuda a controlar doenças ŽȱŽȱ¨˜ȱŠž•˜ȱǻǼǯȱ•ŽȱŠę›–Šȱ Ricardo. Praticando esportes, os idosos redescobrem sua capaciŠŽǰȱꌊ–ȱ–Š’œȱŒ˜—ꊗŽœȱŽȱ’—dependentes. A moradora da São Remo, Maria de Souza Nascimento, de 72 anos, frequenta aulas na Raia Olímpica de terça e quinta-feira, uma hora por dia. Segundo Maria, esse tempo já faz muita diferença: “quando eu estou fazendo eu não sinto quase nada, quando estou parada sinto cansaço, dor e fraqueza nas pernas”. Idosos se alongam em aula de ginástica no Cepe da USP comuns em pessoas mais velhas, como diabetes, hipertensão, colesterol, osteoporose e depressão.

Meio de socialização Praticar atividades físicas é mais divertido quando feito em grupo. Maria conta que, no recesso das aulas, quase não faz exercícios em casa. A professora Ana Cristina Álvares Mutarelli também dá aulas para terceira idade, no Centro de Práticas Esportivas (Cepe) da USP. Ela diz que às vezes os alunos vêm mais por causa dos amigos do que pela ginástica. Não existe atividade física proibida. Todas os exercícios são recomendados, se os limites de cada um forem respeitados. É importante sempre consultar um médico antes de começar um exercício. Mais informações no Cepe: Tel.: (11) 3091-3361 www.cepe.usp.br

Circuito de Corrida chega ao Butantã Com ajuda da Secretaria Municipal de Esportes, modalidade chega a bairros populares

Acontecerá no domingo 15 de maio às 8h, a etapa Butantã do Circuito Popular de Corrida de Rua da Cidade de São Paulo. A prova irá percorrer a Av. Politécnica, entre a Praça César Washington Alves de Proença e a Av. Engº Billings, como mostra o mapa ao lado. O evento, que agora está na sua quarta edição, foi criado em 2008 para promover, gratuitamente, provas de corrida em áreas da cidade que não costumavam recebê-las. Serão 25 etapas realizadas em diferentes regiões da cidade,

entre os meses de março e outubro, sempre aos domingos. Serão percursos de 5 km de corrida ou 2,5 km de caminhada. As inscrições podem ser feitas nas subprefeituras ou no site do evento. Para a etapa do Butantã, os participantes devem se inscrever pelo site, entre os dias 9 e 11 de maio, uma vez que as inscrições na subprefeitura foram encerradas no dia 6. As vagas são limitadas a 2 mil participantes, que recebem, no dia da prova, um kit com camiseta, lanche e chip de cronometragem, mediante entrega de 1kg de alimento não-perecível.

ARTE: VINÍCIUS DE OLIVEIRA

Vinícius de Oliveira


12 Notícias do Jardim São Remo Maio de 2011

esportes

”Já perdi namorada, dinheiro e emprego por causa do time” BATATA, AUXILIAR TÉCNICO E FUTURO PRESIDENTE DO VILA NOVA

Vila Nova se classifica na Copa Kaiser Time da São Remo passa para a segunda fase e novo presidente fala sobre a equipe Verônica Catharin ȱ ’•Šȱ ˜ŸŠȱ Œ˜—œŽž’žȱ Žœ›ŽȬ Š›ȱŽœœŽȱŠ—˜ȱ—Šȱœ·›’Žȱȱ˜ȱŒŠ–™ŽȬ ˜—Š˜ǯȱ˜›ŠǰȱŽ•ŽȱœŽȱ™›Ž™Š›Šȱ™Š›Šȱ Šȱ™›’–Ž’›Šȱ›˜ŠŠȱŠȱŘĶȱŠœŽȱšžŽȱ ˜Œ˜››Ž›¤ȱ’ŠȱŗśȱŽȱ–Š’˜ȱ¥œȱŗř‘ǰȱ—˜ȱ ŒŠ–™˜ȱ˜ȱ’•Šȱ £Š‹Ž•ǯȱ ˜ȱœŽžȱø•’–˜ȱ“˜˜ȱ™Ž•˜ȱŒŠ–™ŽȬ ˜—Š˜ǰȱŠȱŽšž’™ŽȱŽ–™Š˜žȱŽ–ȱŗȱŠȱŗȱ Œ˜–ȱ˜ȱ’Ž›Š—³ŠȱǯȱǯȱŽȱ’›’ž‹Šǯ Conheça o time

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Equipe Catumbi na 2ª fase Verônica Catharin e Mariana Giovinazzo Apesar da derrota por 2 a 0 para o Praça no Campo do CDM Agostinho Vieira, o Catumbi está classificado para a segunda etapa da Copa Kaiser. O próximo jogo, contra o Saad acontecerá dia 15 de maio no Campo do Vila Izabel.

Pão de Queijo goleia Vila Sapo por 5 a 1 Pela Copa Federação Paulista de Futebol, o time do Pão de žŽħ˜ȱŸŽ—ŒŽžȱ˜ȱǯȱǯȱȱ’•ŠȱŠ™˜ȱ ™˜›ȱśȱŠȱŗȱ—˜ȱŒŠ–™˜ȱŠȱ¨˜ȱŽ–˜ǰȱ —˜ȱœ¤‹Š˜ȱřŖȱŽȱŠ‹›’•ǯ ž›Š—Žȱ ˜ȱ ™›’–Ž’›˜ȱ Ž–™˜ǰȱ Šœȱ žŠœȱ Žšž’™Žœȱ ŽœŠŸŠ–ȱ Œ˜—’Šœǰȱ Œ˜–ȱŽ¡ŒŽ³¨˜ȱŽȱœ˜—ǰȱŠž˜›ȱ˜ȱ ™›’–Ž’›˜ȱ˜•ȱ˜ȱ¨˜ȱŽȱžŽħ˜ǯ ȱœŽž—˜ȱŽ–™˜ȱ˜’ȱ–Š›ŒŠ˜ȱ ™Ž•˜ȱŠ››Š—šžŽȱ˜ȱ¨˜ȱŽȱžŽħ˜ȱ ™Š›Šȱ Šȱ Ÿ’à›’Šǰȱ Œ˜–ȱ –Š’œȱ šžŠ›˜ȱ ˜•œǰȱœŽ—˜ȱ›¹œȱŽ•Žœȱ˜ȱŒŠ—‘˜˜ȱ •’œœ˜—ȱ’Œ‘Ž•ȱ’•ŸŠǯȱȃ¨˜ȱ›Ž’—˜ȱ ‹ŠœŠ—Žǰȱ Ž—‘˜ȱ ’›˜ȱ Žȱ žŽ››Šǯȱ Foi muita sorte, mas qualidade Š–‹·–ǰȱ—·ǵȄǰȱ’œœŽȱ˜ȱŠ›’•‘Ž’›˜ǯ

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Henrique Balbi

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Mães que conciliam família e a atuação na comunidade Subprefeito apresenta projetos para a comunidade comunidade mulheres esportes são remin...

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