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ESCOLA SECUNDARIA HENRIQUES NOGUEIRA

CLC2 - CULTURAS AMBIENTAIS AUTOR: HÉLDER DIAS Nº. 14 (GRUPO_3) DEZEMBRO 2009

gestao equilibrada de consumos energeticos e processos de reciclagem


ESCOLA SECUNDARIA HENRIQUES NOGUEIRA

CLC2 - CULTURAS AMBIENTAIS

gestao equilibrada de consumos energeticos e processos de reciclagem


NOTA DO AUTOR A realização deste trabalho teve como principal preocupação, o meio ambiente, e foi todo ele feito da forma mais ecologicamente possível. A impressão deste trabalho foi toda ela executada em papel ‘Navigator EcoLogical, 75g.m²’ (este papel é 100% reciclado, tem menos 5g.m², e foi produzido com energias renováveis, reduzindo assim a utilização de recursos naturais), excepto as capas que foram em papel dito normal, e com tinteiros reciclados. Todos os rascunhos e outros elementos inerentes a este foram também devidamente reciclados. Penso que desta maneira consegui continuar com a minha contribuição para proteger o ambiente, reciclando e reutilizando, tornando-o num planeta mais verde.

Hélder Dias

Dezembro 2009


00 - INTRODUÇÃO 0.1 - A CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA

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01 - GESTÃO EQUILIBRADA DE CONSUMOS ENERGÉTICOS 1.1 - PERFIL ENERGÉTICO, A MINHA REFLEXÃO

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1.2 - EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

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1.3 - POUPANÇA DE ENERGIA

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1.4 - POUPANÇA DE ÁGUA

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INDICE

02 - PROCESSOS DE RECICLAGEM 2.1 - A RECICLAGEM NO MEU DIA -A-DIA

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2.2 - OS DIFERENTES PROCESSO E BENEFÍCIOS

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2.3 - BIODIESEL, UM BIOCOMBUSTÍVEL

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03 - CONCLUSÃO

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04 - BIBLIOGRAFIA E AGRADECIMENTOS

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Introducao

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Introducao

A CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA

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Será que a temos mesmo? Com o crescente aumento do preço das matérias-primas, principalmente dos combustíveis fosseis e mais propriamente, do petróleo, outras opções são agora avaliadas com maior objectividade. Mas de facto, como tudo na vida e querendo ou não a nossa consciência ambiental não foge à regra, e tal só se revela determinada ou estimulada quando aliada a critérios objectivos de ordem financeira. Desta forma, temos o ambiente e o mundo dos negócios aliados para juntos salvarem o nosso planeta? E como? Pois bem, com benefícios dados por governos através de apoios à produção de energias alternativas, mais verdes, a nível empresarial e particular, permitindo estimular alternativas energéticas, assim como apelos constantes a reciclagem, nem todos precisaram destes incentivos pois já estão despertos para tal, mas no geral muito terão que ser incentivados. Assim espero com este trabalho, abrir caminho para um despertar do nosso dever ecológico no dia-a-dia, e que se consiga, ou pelo menos se tente poupar mais dos recursos não renováveis utilizados, que se invista mais em recursos renováveis e numa reciclagem de verdade para uma evidente tentativa de ganhos e redução de gastos para todos nós, porque o nosso planeta está sob uma crescente pressão ambiental, é nosso dever protegê-lo.


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PERFIL ENERGÉTICO, A MINHA REFLEXÃO

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Saber utilizar a energia é utilizá-la de forma eficiente. Assim no que diz respeito ao meu perfil energético, em nada este me surpreendeu (ver figura 1), pois há já algum tempo que ando a ter um comportamento que julgo ser energeticamente eficiente, assim penso que desta forma tenho um comportamento adequado ás minhas necessidades energéticas em geral, ou seja, tentando poupar o mais possível energia tanto em casa como no meu trabalho. O resultado obtido, reflecte bem o meu esforço e empenho nesta matéria, de facto temos tomado medidas preventivas para poder poupar na factura energética mensalmente, como um simples desligar de luzes quando estas já não são necessárias, um desligar de botão nos equipamentos eléctricos/electrónicos não os deixando em modo de stand-by, Fig 1 - Perfil Energético, o meu resultado


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PERFIL ENERGÉTICO, A MINHA REFLEXÃO

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aproveitando toda a energia solar disponível no Inverno, uma troca simples de contador por um Bi-Horário que após uma breve adaptação se revelou muito eficiente em termos de poupança, enfim levando mesmo a sério esta questão da poupança energética. Mas mesmo assim reparei que alguns erros ainda eram cometidos e que seria simples uma resolução destes mesmos, assim certos factores podiam ser alterados para favorecerem um melhor desempenho energético, prevalecendo contudo um adequado conforto e qualidade de vida, conseguindo que estes sejam mais favoráveis ao meio ambiente. Decidimos assim erradicar estes erros ou pelo menos minimizá-los ao máximo, começando pelas televisões, uma tarefa titânica a meu ver, visto ser hoje em dia quase impossível não existirem mais do que uma em cada lar, mas aos poucos vamos conseguindo que apenas uma esteja ligada, quanto muito duas. Penso que um dos erros muito comuns será sem dúvida a regulação da temperatura do ferro de engomar, porquê? Porque não se lhe dá talvez o devido valor e a bem dizer nenhuma importância mesmo. A abertura de porta do frigorífico e a sua duração também nos tem preocupado e com uma enorme de força de vontade tem vindo a ser alterada aos poucos, pois temos tentado gerir melhor os tempos e aberturas


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ao longo do dia. No que diz respeito aos aquecedores nem sempre conseguimos manter as portas fechadas, originando desta forma uma maior dispersão de calor e um consequente crescimento do consumo de energia , mas contudo estamos atentos aos problemas inerentes a estes erros e sobretudo estamos a aprender aos poucos como conseguir reduzir e poupar o máximo de energia possível. Em jeito de conclusão, tenho a plena consciência de que neste momento estamos (eu e minha família) mais empenhados em termos de poupança, porque no geral consigo ver mais benefícios do que erros na atitude que temos tomado até aqui, pois há muito que temos lâmpadas energéticas em casa, que passamos a louça por água antes de a colocar na máquina de lavar louça, que usamos programas de baixas temperaturas tanto nas máquinas de lavar louça, roupa e secar, que verificamos sempre as etiquetas energéticas dos aparelhos eléctricos e que tentamos sempre optar pelos mais eficientes, mas isso nem sempre é possível devido ao elevado preço destes aparelho de classes A, A+, A++, acabando assim por optar pelos mais razoavelmente eficientes. É claro que nem só de electrodomésticos vive o Homem, e neste contexto penso que algumas alterações ao nível da habitação viriam ajudar a poupar recursos energéticos, como um simples trocar de janelas e portas por outras mais


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eficientes, ao isolamento acústico e térmico adequado, para desta forma baixar consumos em aquecedores e ar condicionado, a troca de um esquentador por um termoacumulador, tudo isto resolveria em muito os gastos extras em termos de energia. Enfim, os primeiros passos já foram dados e a partir de agora só teremos razões para evoluir e tentar sermos cada vez mais energeticamente competitivos.


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EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

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Os problemas ambientais que enfrentamos, em especial as alterações climáticas, assim como, o aumento dos custos de energia a suportar pelas famílias, constituem actualmente grandes preocupações para todos. Neste cenário actual de constantes mudanças no sector energético, reduzir o consumo é vital para a estratégia ecológica, isto implica uma eficaz optimização na forma como todos nós encaramos o futuro em termos de consumo energético. O que fazer então? Devemos promover o desenvolvimento de energias mais limpas e eficientes, encontrar novas formas de energias renováveis ou pelo menos desenvolver a fundo as já existentes e fomentar uma utilização mais racional da energia disponível neste momento. Assim, tendo em conta uma série de recomendações e conselhos úteis, será possível a todos reduzir implantando estratégias e medidas para combater o desperdício energético ao longo dos processos de transformação e Fig 2 - Exemplo de processos de transformação


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EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

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utilização mantendo dessa forma o conforto e a produtividade das actividades dependentes desta mesma energia. Existem certos factores que se identificam com este consumo desenfreado de energia, como o aumento deste a nível mundial, crescente custo e procura dos combustíveis fosseis, o aumento de libertação de CO2, as mudanças climáticas (como já foi referido) ao nível global, tornando-se assim necessário o que podemos chamar de uma mentalidade crescente das energias renováveis para se garantir uma segurança energética imprescindível e assim uma franca alternativa ao combustível fóssil. É dado assente pela Ciência, que a energia não é algo que se possa criar nem destruir, mas apenas transformado, pois neste contexto surge a tal apetência por energias renováveis, que por seu lado têm aumentado ao longo dos anos, e porquê? Porque estas incluem todas as formas de energia que Fig 3 - Exemplo de processos de utilização não se esgota e são amigas do ambiente


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EFICIÊNCIA ENERGÉTICA e principalmente ajudam-nos a diminuir a factura energética de cada um de nós. Alguns desses bons exemplos são a energia solar, energia eólica, energia hídrica, energia geotérmica, energia das ondas e marés e energia da biomassa, e claro os benefícios são muitos em usar estas energias. Assim, contribuimos para a consequente diminuição das emissões de gases com efeito de estufa e da poluição atmosférica, dos solos e também aquática. Além destas existe também a certificação energética em edifícios residenciais e de serviço. Esta não é mais do que a tabelação (de A+ a G) em relação à eficiência e consumos que cada edifício ou fracção reúne para

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Fig 4 - Exemplos de energias renováveis


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EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

http://www.casamais.adene.pt/

Fig 5 - Exemplo da classificação energética de edifícios

15 garantir uma adequada qualidade de utilização e assim poderemos ter a certeza do que estes são realmente amigos do ambiente, pois um dia todos os edifícios serão verdes. É por isso que se impõe cada vez mais a alteração de atitudes e costumes, tanto nas nossas casas como nos respectivos empregos de forma a conseguirmos alcançar uma maior lógica em termos de eficiência energética. Assim, é nosso dever contribuir para o aumento da eficiência energética. Através de gestos simples do nosso diaa-dia, poderemos todos contribuir para a minimização do impacto ambiental .


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POUPANÇA DE ENERGIA

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O poupar energia significa diminuir a quantidade de energia utilizada quando realizamos qualquer acto (ligar um interruptor, um forno eléctrico, uma máquina de lavar louça, lavar roupa, etc.) no nosso quotidiano. Gastar menos energia tem várias vantagens, consegue-se poupar dinheiro e ajuda-se o ambiente. A produção de energia requer recursos naturais preciosos, por exemplo carvão, petróleo ou gás. Assim, gastar menos energia ajuda a preservar estes recursos e a mantê-los durante mais tempo. Portanto se gastarmos menos energia, tornar-se-á menos urgente aumentar o fornecimento desta, pela construção de novas centrais eléctricas ou pela importação de energia de um outro país. Portanto o que podemos fazer para poupar energia? Podemos, todos os dias, poupar energia em casa através de pequenas acções. Não é difícil, basta adquirir alguns hábitos simples que, na hora de pagar as facturas, podem fazer a diferença. Assim, vou enumerar diversas formas para responsavelmente poupar-se energia. Fig 6 - Vamos cuidar do meio ambiente


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POUPANÇA DE ENERGIA 1.º - Evitar ter as luzes acessas ou os equipamentos ligados, quando não for necessário. 2.º - Procurar utilizar os transportes colectivos nos trajectos diários, e para distâncias mais curtas optar pela deslocação a pé. 3.º - Calafetar portas e janelas, isolar paredes, tectos e pavimento em casa. Podendo assim economizar energia e reduzir o investimento ou a utilização em sistemas de climatização. 4.º - Antes de comprar um novo equipamento, verificar a etiqueta energética e optar por aquele que apresente menor consumo de energia (Classe A ou superior). 5.º - Substituir as lâmpadas incandescentes por lâmpadas economizadoras, pois estas iluminam o mesmo mas conseguem poupar 80% da energia eléctrica utilizada e duram até 10 vezes mais.

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Fig 7 - Gestos do dia-a-dia para poupar energia


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POUPANÇA DE ENERGIA

Fig 8 - Gestos do dia-a-dia para poupar energia

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6.º - Desligar os equipamentos no botão, ao invés de desligar apenas no comando. Os aparelhos em modo stand-by irão continuar a consumir energia. 7.º - Evitar abrir desnecessariamente a porta do frigorifico e, quando for o caso, ser o mais rápido possível. Verificar periodicamente o estado da(s) borracha(s) das portas do mesmo. 8.º - Aproveitar a radiação solar para aquecer a casa, através das janelas, no Inverno. Evitar a exposição solar em excesso, evitando a entrada de raios solares em excesso, no Verão. Em ambas as situações evitar ter aparelhos de climatização em funcionamento com janelas e portas abertas. 9.º - Procurar proceder à separação dos diferentes tipos de resíduos. 10.º - Tentar utilizar as máquinas de lavar, sempre que possível, com a carga completa e num programa de baixa temperatura.


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POUPANÇA DE ENERGIA

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11.º - Optar por utilizar computadores portáteis, pois são energeticamente mais eficientes reduzindo até 90% de energia em comparação com um computador de secretária (dito tradicional). 12.º - Diminua a intensidade da iluminação do ecrã do seu portátil, ajudando assim a bateria deste a durar mais tempo. 12.º - Utilizar pilhas recarregáveis, pois estas têm um período de vida mais longo. 13.º - Desligar sempre qualquer carregador na tomada depois do aparelho em questão estar carregado. 14.º - Tente reciclar aparelhos eléctricos, utilize também os ecopontos. 15.º- Imprimir só se for necessário, utilizar sempre os versos das folhas impressas para aproveitamento em rascunhos, tanto de novas impressões como de novos apontamentos. 16.º - Desligar as luzes e máquinas (computadores, impressoras, fotocopiadoras) antes de sair do seu local de trabalho. 17.º - Optar pela compra de veículos eléctricos (a bateria, híbridos, a pilha de combustível), pois estes são mais amigos dos ambiente. 18.º - Pense em adquirir edifícios de habitação ou de serviços, devidamente certificados energeticamente, pense também em produzir a sua própria energia.


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POUPANÇA DE ENERGIA

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Estes são portanto alguns dos conselhos de eficiência energética que em casa, no trabalho, na nossa cidade, que nos levam a poupar energia no dia-a-dia, existindo muitos mais, que ajudarão a reduzir as emissões de gases com efeitos de estufa, para a redução da dependência dos combustíveis fósseis e também para a importante diminuição da factura energética. Assim, poderemos todos ajudar numa melhor sustentação do nosso futuro.


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POUPANÇA DE ÁGUA

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A água é um recurso natural que depende da maneira como o Homem a utiliza para ser renovável ou não, porque quando se pensa que a água está sempre disponível, comete-se um erro. A população humana está a aumentar o que motiva uma maior procura, simultaneamente o impacto da poluição é igualmente crescente. A necessidade de água é cada vez maior e aquela que existe é poluída, o que faz com que um recurso à partida renovável deixe de o ser. É fundamental utilizar a água sem a desperdiçar e ao mesmo tempo diminuir as cargas de poluição. A poupança de água passa por gestos simples no nosso dia a dia. Para reduzir o consumo anual de água e, naturalmente, a nossa conta mensal, basta aplicar estas simples dicas em casa, tornando-os, a pouco e pouco, em hábitos de poupança para o nosso quotidiano. Para além de poupar dinheiro, estaremos a salvaguardar um dos bens mais preciosos do nosso planeta, que infelizmente se tem tornado cada vez Fig 9 - Temos de poupar água


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POUPANÇA DE ÁGUA mais escasso. Portanto para poder poupar água podemos começar por actos tão simples como: 1.º - Quando se lavar as mãos ou os dentes, devemos manter a torneira fechada, assim pode-se poupar entre 10 a 30 litros de água por dia. 2.º - Por todas as torneiras a poupar com redutores de fluxo, outras sugestões incluem as torneiras electrónicas com sensores, activadas apenas com a passagem das mãos; ou as torneiras temporizadas, que desligam automaticamente após alguns segundos. 3.º - Na casa de banho, optar pelo duche em vez do banho de imersão e, se possível, encurtar a duração dos duches (menos 5 minutos) ou desligue a água no momento de se ensaboar e/ou de aplicar champô.

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Fig 10 - Gestos do dia-a-dia que devemos melhorar para poupar água


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POUPANÇA DE ÁGUA

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4.º - Os redutores de fluxo podem ainda ser aplicados aos chuveiros ou, em alternativa, podemos adquirir um chuveiro com baixo fluxo de caudal para poupar ainda mais água. 5.º - Enquanto esperamos que a água do duche aqueça, podemos colocar um balde ou uma bacia, por exemplo para recolha dos primeiros litros de água, utilizando-a depois para regar plantas, para lavar uma peça de roupa à mão ou o chão da cozinha. 6.º - Com cada descarrega do autoclismo, gastamos 10 a 15 litros de água. Temos assim que conter as vezes que descarrega, instalando autoclismos duplos ou com botão de controlo, ou mesmo recorrendo ao método tradicional de colocar uma garrafa cheia de água no depósito do Fig 11 - Água, essencial à vida autoclismo. Outro conselho é não deitar lixo desnecessário na sanita, pois vai obrigar a mais descargas. 7.º - Certificar que não existem fugas de água em nenhuma divisão da casa, estes podem parecer apenas pingos comuns, mas, se não forem concertadas, estas


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fugas podem custar até mais 30 litros de água por dia. 8.º- Não lavar o carro com uma mangueira, mas sim com um balde e esponja, pois assim em vez de 500 litros de água, iremos consumir apenas 50, que é uma grande diferença para a factura mensal. 9.º - Limpar os pavimentos exteriores a seco, optando por varrer em vez de lavar, aproveite a água da chuva, colocando um reservatório ou uma cisterna na rua. Poderemos utilizar esta água para lavar o pavimento ou o carro, no autoclismo ou para regar o jardim. 10.º - Na cozinha, não deixar a torneira a correr enquanto lavamos a loiça, optando por encher um dos lados do lava-loiça com água fresca que pode servir para retirar o detergente das peças já esfregadas. 11.º - As máquinas de lavar loiça e roupa, só as por a funcionar quando estiverem com a carga máxima, se não, o desperdício de H2O será elevado. Se não tivermos alternativa, sempre podemos escolher os programas mais curtos e/ou económicos, para garantir algum nível de poupança. 12.º - Quando se cozinhar com água, reduzir a quantidade que colocamos na panela e cozinhar com a tampa. Para além de poupar água, vamos conservar muitos dos nutrientes e vitaminas dos alimentos cozinhados desta forma.


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13.º - Regar o jardim de manhã cedo ou ao início da noite, quando a evaporação é menor, e cultivar plantas típicas da região, porque estão melhor adaptadas às condições climáticas e utilizam a água disponível de forma mais eficiente. 14.º - Plantar árvores que façam sombra no Verão, reduz a evaporação das plantas protegidas pela sombra, tentar cobrir a terra do jardim ou dos vasos com casca de pinheiro ou outros materiais (mulch), desta forma iremos diminuir o contacto directo do solo com a luz solar, conservando a humidade da terra. 15.º - Utilizar o regador, evitando o uso da mangueira sempre que possível, reutilizando água para regar o jardim, podemos assim usar a água de lavar fruta ou legumes, por exemplo. 16.º - Se por acaso se detectar uma fuga de água num espaço público, contactar imediatamente a entidade competente. 17.º - Controlar os gastos através de uma leitura regular do contador e da factura da água Estes são alguns dos conselhos para pouparmos água, existindo muitos mais, que nos ajudarão reduzir o consumo em casa, no local de trabalho ou na escola. Muita água é gasta desnecessariamente por muita gente porque se julga inesgotável devemos assim redobrar os cuidados com a poupança da água.


PROCESSOS DE RECICLAGEM

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processos de reciclagem

A RECICLAGEM, NO MEU DIA-A-DIA

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Porque é a Reciclagem um termo tão importante nos dias de hoje? Pois, certamente porque estamos mais sensibilizados para tal, e sentimos necessidade de reduzir a quantidade de lixo que produzimos diariamente devido aos custos inerentes a este. Assim, encontrar uma maneira de reduzir o lixo que se produz é incontornavelmente necessária e urgente. Para reduzir o lixo produzido pelo Homem, teremos que adoptar três princípios fundamentais para a reciclagem, garantindo ou não o seu sucesso, que são; reduzir, reutilizar e reciclar, mais conhecidos pela política dos 3 r’s. Desta forma, talvez seja importante pensarmos no lixo antes de o deitar fora e na sua composição, pois este divide-se em vários tipos de materiais, que podem ser ou não facilmente degradáveis pela natureza. Estes materiais existem em grande quantidade e estão espalhados em larga escala pelo nosso planeta e destes os mais comuns são, o plástico, o vidro, o metal, o papel e a esferovite. Só para termos ideia da dificuldade que existe em certos lixos para serem degredados pelo meio ambiente, temos: - O papel e o papelão, podem levar entre 3 a 6 meses para serem absorvidos. - As pastilhas elásticas, podem levar até 5 anos.


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A RECICLAGEM, NO MEU DIA-A-DIA

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- O plástico, por sua vez pode levar até 500 anos e pior do que isto alguns nem se decompõem simplesmente - As latas de refrigerantes, levam cerca de 80 a 100 anos de vida para a sua decomposição - O vidro, é sem dúvida um dos materiais mais nocivos para o meio ambiente e pode levar até um milhão de anos na natureza sem se decompor, devido a sua composição. E perante este cenário nada animador, algo tem de ser feito, isto é temos de acabar com este lixo desnecessário, começando por reduzir a produção deste e tentar reaproveitá-lo ao máximo. É aqui que entramos em acção ao reciclar, porque é isto que a reciclagem faz, nada mais nada menos do que tratar o que é considerado por nós de lixo e transformá-lo de novo em matéria prima, que por sua vez será reaproveitada para fazer novos produtos. É neste contexto que penso ter um contributo importante, pois tenho como principal preocupação, tanto em casa como no meu trabalho, a elaboração de uma recolha selectiva de materiais que podem ser ou não reciclados, penso também em comprar produtos em embalagens recicláveis, em reutilizar sacos plásticos de supermercado para sacos de lixo, a utilização de papel a que eu


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A RECICLAGEM, NO MEU DIA-A-DIA chamo de reciclado pois aproveito ambos os lados para escrever e fazer assim folhas de rascunho, como foi o caso na elaboração deste trabalho. Costumo também telefonar para a Câmara Municipal para recolha de monstros domésticos, contribuindo desta forma para um menor impacto ambiental. Depositamos também quando temos oportunidade, os nossos REEE no ponto electrão mais próximo (Shopping Arena) e entregamos também esporadicamente roupas, brinquedos e livros que já não nos são úteis, na Santa Casa da Misericórdia, aqui em Torres Vedras. Assim com estas simples atitudes poderemos, eu e a minha família, contribuir para um mundo melhor e principalmente mais limpo.

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OS DIFERENTES PROCESSOS E BENEFÍCIOS

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Para se fazer uma boa reciclagem, temos que começar pelo princípio e assim começar pelo que chamamos de recolha selectiva. Pois bem, esta consiste em separar os materiais que podem ou não ser reciclados, desta forma iremos iniciar a separação prévia dos resíduos recicláveis, por tipos de materiais nos contentores específicos (Ecopontos bateria de três contentores vidrão, papelão e embalão), onde cada um tem uma cor predefinida, isto porque o lixo como sabemos não é todo igual e possui processos diferentes de reciclagem para cada um dos materiais em causa. Os resíduos passíveis de reciclagem, provenientes da recolha selectiva, são sujeitos a um processo de triagem manual, mecânica ou automática, procurando-se nestes processos maximizar a separação de materiais passíveis de valorização pela via da reciclagem. Os materiais recicláveis obtidos são expedidos para as unidades de valorização e reciclagem. Por outro lado os refugos do processo, desde que comportem características de combustível Fig 12 - Exemplo de ECOPONTOS


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OS DIFERENTES PROCESSOS E BENEFÍCIOS

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derivado de resíduos podem ser encaminhados para valorização Energética, sendo que aqueles que não possuem qualquer possibilidade de valorização são encaminhados para confinamento técnico em Aterro Sanitário. Assim quando o processo de reciclagem é iniciado, os produtos que antes eram lixo transformam-se em novos produtos. Mas infelizmente só podemos pensar desta forma apenas para os materiais que podem voltar ao seu estado original e assim serem transformados novamente em um produto igual, conseguimos assim manter todas as suas características. De facto o conceito de reciclagem é diferente de reutilização ou reaproveitamento, estes últimos consistem em transformar um determinado material já beneficiado em outro e o exemplo mais claro destas diferenças é o reaproveitamento do papel. O Papel é o material mais utilizado no suporte para a informação escrita, que produz fortes impactos negativos sobretudo ao nível da produção. Isto porque as plantações de árvores para pasta de papel


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OS DIFERENTES PROCESSOS E BENEFÍCIOS

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são a principal causa de desaparecimento do coberto vegetal natural, e com ele, de animais de todas as espécies. A reciclagem do papel é um procedimento que permite recuperar as fibras celulósicas do papel velho e incorporá-las na fabricação de novo papel. Não é um processo isento da produção de resíduos, mas a produção de pastas virgens também não o é, e assim sempre se minimizam os problemas relacionados com a produção de matéria-prima e com a deposição do papel velho. Este por sua vez não é em nada igual aquele que já foi beneficiado pela primeira vez, pois as características deste novo papel serão diferentes, como a cor, a textura e até mesmo a gramatura. Isto acontece devido a não possibilidade de converter o material utilizado para o seu estado original. Mas nem tudo é mau e este tipo de papel é muito utilizado para fazer mais jornais, revistas e livros entre outros. Para a reciclagem ser possível devemos ser todos nós a fazer uma selecção correcta dos papéis recicláveis, pois uma selecção correcta significa essencialmente separar os papéis de outros materiais com os quais possam estar associados, como os plásticos, que perturbam em muito o processo de reciclagem.


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OS DIFERENTES PROCESSOS E BENEFÍCIOS

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No Vidro, mais do que se querer a reciclagem, a reutilização deste é em muito preferível. Este tem praticamente todas as embalagens recicláveis, quer se tratem de garrafas reutilizáveis que já fizeram várias viagens, quer se trate de garrafas sem retorno. A reciclagem do vidro começa em todos nós, em vez de deitarmos as garrafas vazias para o lixo, devemos deitálas no vidrão. Na sua reciclagem o vidro será basicamente derretido e refeito para sua reutilização, mas mesmo depois deste processo nunca irá ser feito um outro material com as mesmas características, dependendo da finalidade do seu uso, pode ser necessário separá-lo em cores diferentes, mas mais do que reciclagem. A reutilização do vidro em muitas das suas embalagens é bem mais económica, por outras palavras, depois de consumir o produto, devemos leva-as de novo para a loja ou supermercado que por sua vez, devolve todas as garrafas á fábrica de engarrafamento.


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OS DIFERENTES PROCESSOS E BENEFÍCIOS

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Deste modo, a mesma embalagem é usada várias vezes, o que significa que essa garrafa só se transforma em resíduo depois de várias utilizações. No Plástico de um modo geral, as embalagens plásticas não têm retorno, o que não significa que não possam ser reutilizadas. É o caso dos sacos, das caixas, das garrafas e garrafões, que todos podemos reutilizar para diversos fins. Embora escassos, existem também alguns casos em que o consumidor pode levar a embalagem usada à loja, para reenchimento. O uso de recargas é outra modalidade de reutilização, já que permite usar várias vezes uma primeira embalagem. Todos os materiais plásticos são recicláveis. Os materiais usados podem dar origem a novos materiais: embalagens, revestimentos de solos, fibras para acolchoados, caixas de cassetes,


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OS DIFERENTES PROCESSOS E BENEFÍCIOS

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brinquedos, material escolar. Estes são os processos mais simples e constituem a chamada "reciclagem mecânica". No entanto, os investigadores já descobriram e continuam a trabalhar em processos que permitem transformar plásticos usados em combustíveis semelhantes aos de uso corrente ou até em matérias-primas originais - é a chamada reciclagem química. O Alumínio ou Latas não são reutilizáveis. No entanto, para algumas embalagens metálicas de grande capacidade, como é o caso dos "bidões", a reutilização é frequentemente adoptada pelos seus utilizadores. Regra geral, todos os materiais metálicos podem ser recuperados e novamente fundidos. É bem conhecida a reciclagem da sucata de ferro, que se processa nas siderurgias. As embalagens metálicas seguem o mesmo procedimento, podendo ser recicladas nas siderurgias ou nas fundições de alumínio. A reciclagem dos metais a partir de objectos usados contribui fortemente para a poupança de recursos naturais (minérios) e permite grande redução de gastos energéticos e caracterizando-se por uma não perda de propriedades físicas e podendo ser reciclado vezes sem conta.


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OS DIFERENTES PROCESSOS E BENEFÍCIOS

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No caso das embalagens de alumínio, designadamente as latas de líquidos alimentares, há tecnologias que permitem fazer embalagens novas utilizando unicamente embalagens usadas. Em termos de produção, o alumínio obtido a partir das embalagens consome unicamente 5% da energia necessária para o produzir a partir de matérias-primas minerais. Daí a importância da recolha das embalagens para reciclagem. Mas para se poder realizar todo este processo são necessárias infra-estruturas, e elas existem inicialmente em forma de contentores (Ecopontos - bateria de três contentores vidrão, papelão e embalão), cada um diferenciado por cores diferentes, consoante o material a reciclar e colocados estrategicamente nas zonas urbanas, bem como nos Ecocentros localizados em instalações existentes de suporte à gestão dos resíduos. Estes fluxos são recolhidos, transportados e encaminhados para a Unidade de Triagem onde são submetidos a um processo de separação prévia e triagem (manual e /ou automática), após a qual são expedidos para as unidades de valorização e reciclagem.


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OS DIFERENTES PROCESSOS E BENEFÍCIOS

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Assim, o Papel e os Papelões são representados pela cor azul e nestes contentores podem ser colocados revistas, jornais, papel de escrita, embrulhos, caixas de cereais, caixas de bolachas, envelopes, sacos de pão de papel, caixas de cartão de ovos, listas telefónicas, caixas de pizzas (sem gorduras) e sacos de comida para animais, contudo não podemos colocar papel autocolante, sacos de cimento, papel plastificado, toalhetes e fraldas, papel de alumínio, embalagens de produtos químicos, papel vegetal e de fotografias.

Fig 13 - Exemplos e benefícios da reciclagem do papel


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OS DIFERENTES PROCESSOS E BENEFÍCIOS

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Os Plásticos e os Metais são representados pela cor amarela e nestes contentores podemos colocar embalagens (iogurtes, batatas fritas, manteigas e margarinas), garrafas (água, óleos alimentares, sumos, vinagre, lixívia, óleo de motor), tampas de plástico, frascos de champô, vasos, sacos e filmes de plástico, copos de plástico, latas de conservas e de bebidas, caricas, aerossóis vazios, tabuleiros metálicos, pacotes de leite, sumos, vinhos, pacotes de natas e polpa de tomate. Contudo não podemos colocar embalagens sujas com tintas, óleos, gorduras alimentares e produtos tóxicos, electrodomésticos, pilhas e baterias, tachos e panelas, talheres de metal e ferramentas, Cd/Dvd's, rolhas de cortiça, canetas, baldes e talheres de plástico.

Fig 14 - Exemplos e benefícios da reciclagem do plástico e metal


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OS DIFERENTES PROCESSOS E BENEFÍCIOS

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Os Vidros são representados pela cor verde e nestes contentores podemos colocar garrafas (sumos, azeite, vinho e cerveja), frascos (doce, azeitonas e pickles), garrafões e boiões, por sua vez não podemos colocar vidros de janelas, vidraças e espelhos, loiças, lâmpadas, jarras, copos, frascos de perfume, porque não podem ser reciclados. As Pilhas são representadas pela cor vermelha e devem ser depositadas nestes contentores.

Fig 15 - Exemplos e benefícios da reciclagem do vidro e das pilhas metal


processos de reciclagem

OS DIFERENTES PROCESSOS E BENEFÍCIOS No Lixo Orgânico e Outros, há materiais que suscitam algumas dúvidas mas porque não são embalagens, não devem ser colocados no ecoponto, estes devem ser depositados no contentor representado pela cor preta (mais conhecido por Molok) ao qual se destina, e neste podemos assim colocar restos de comida, fraldas usadas, Cd/Dvd's, papel e cartão com gorduras, tachos, panelas e talheres, pratos, copos e chávenas, cassetes, janelas e espelhos, cabides, papel de cozinha sujo, guardanapos e lenços de papel sujos.

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Fig 16 - Exemplo de um MOLOK

Para além dos Ecopontos existem também, os Ecocentros, que não são mais do que um parque amplo com contentores de grandes dimensões destinados à recepção e armazenamento de resíduos, de forma separada, para posterior tratamento e reciclagem. Recebem além dos materiais dos ecopontos (em maior quantidade), os resíduos de embalagens de madeira, material reciclável sem ecoponto.


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OS DIFERENTES PROCESSOS E BENEFÍCIOS A madeira é um dos materiais mais duradouros, contrariamente ao que é comum pensar-se. A sua queima para a obtenção de calor apenas tem como vantagem aquecer-nos no Inverno. A atitude mais correcta é reciclá-la quase infinitamente. As Madeiras, que podem ser depositadas nestes ecocentros, são caixas de hortofrutícolas, embalagens de vinhos, paletes de madeira, embalagens de queijos, contudo não podemos colocar embalagens contendo cimento, betume ou alcatrão, embalagens de madeira revestidas de materiais que não sejam facilmente eliminados. Além dos materiais referidos, o ecocentro recebe outros como entulhos, ramos de árvores e aparas de jardim, electrodomésticos velhos (Monos ou Monstros), pilhas e baterias, óleos usados, sofás, colchões, paletes e caixas, móveis, restos de jardim, computadores e impressoras.

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Fig 17 - Exemplo de um ECOCENTRO e de um Ponto Electrão


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OS DIFERENTES PROCESSOS E BENEFÍCIOS

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Existem também outras fileiras de resíduos passíveis de serem reciclados e que podem ser entregues em Ecocentros, designadamente REEE – Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos, pneus, RCD – Resíduos de Construção e Demolição, óleos. Os benefícios inerentes a reciclagem são vários, com ela conseguimos diminuir a quantidade de lixo, poupamos em recursos naturais, conseguimos reduzir a poluição adjacente a produção de equipamentos e produtos e não mais importante, conseguimos gerar uma grande quantidade de postos de trabalho. Um dos exemplos na importância da reciclagem em termos de poupança de recursos hídricos e energéticos, advém da produção de papel reciclado que é completamente limpa e não envolve nenhum processo químico, o que faz diminuir a poluição do ar e dos próprios rios e o mais importante, muitas árvores são poupadas, poupamos 74% de energia e 50% de água em relação a produção obtida com madeira virgem. A nível ambiental, a reciclagem de 50 kg de papel reciclado evita o corte de uma árvore de 7 anos. Uma tonelada de papel reciclado economiza 20 mil litros de água e 1.200 litros de óleo combustível. A reciclagem de vidro diminui a emissão de


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gases poluidores pelas fábricas. A reciclagem do plástico impede um enorme prejuízo ao meio ambiente, pois o material é muito resistente a radiações, calor, ar e água. A cada quilo de alumínio reciclado, 5 kg de bauxite (minério usado na produção do alumínio) são poupados. A reciclagem de vidro aumenta a vida útil dos aterros sanitários e poupa a extracção de minérios como areia, barrilha e calcário. A nível económico, a reciclagem de 1 kg de vidro quebrado (cacos) gera 1 kg de vidro novo. A cada 10% de utilização de cacos, há uma economia de 2,9% de energia. A reciclagem de alumínio economiza 95% da energia que seria usada para produzir alumínio primário. A reciclagem de lixo orgânico, por meio da compostagem, resulta em adubo de excelente qualidade para a agricultura. A reciclagem de lata de alumínio reciclada economiza energia suficiente para manter um aparelho de TV ligado durante três horas. Assim, os resultados da reciclagem são de extrema importância tanto no campo ambiental como no sector económico e social, pois o nosso planeta está sob uma crescente pressão, estas questões ecológicas levantam preocupações sérias e apresentam desafios que não podem continuar a ser ignorados por todos nós, porque se assim fizermos, todos ficaremos a ganhar.


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Fig 18 - Exemplo do percurso efectuado pelos RSU

Fig 19 - Exemplo do percurso efectuado pelos REEE

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BIODIESEL, UM BIOCOMBUSTÍVEL

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Biocombustível? Sim porque é de origem biológica, logo diferente do petróleo que é de origem fóssil, sendo originado com mistura de uma ou mais plantas como, cana-de-açucar, mamona, soja, e por lixos orgânicos, óleos usados entre outros tipos utilizados. Assim vamos explorar um pouco mais este biocombustível, o que damos o nome de Biodiesel. Muito se tem falado se este poderá ser uma energia alternativa ao petróleo, no meu ver penso que não totalmente, pelo menos em determinadas condições, sobretudo no nosso país este combustível por certo não irá vingar, apesar da existência de muitos apelos e incentivos por parte do nosso governo, depois de se terem construído algumas fábricas, neste momento vê-se uma profunda consternação e falta de interesse em continuar com esta produção, estando esta mesmo parada nestas fábricas. Noutros países este combustível está há muito Fig 20 - Girassol, uma das plantas usadas na tempo implementado e já é referenciado como produção de Biodiesel


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alternativa, como na Alemanha, no Brasil que é talvez neste momento uma das maiores potências mundiais, nos Estados Unidos e em muitos outros. Neste momento talvez existem alternativas mais concretas e menos prejudiciais ao meio ambiente, e estas tomam já a dianteira. Sim porque apesar de ser um biocombustível, para sua fabricação também são necessários recursos do meio ambiente. Irei portanto tentar esclarecer mais em pormenor todo o processo de fabricação e o que realmente é o Biodiesel. O Biodiesel, não é mais do que um combustível biodegradável de queima limpa, que na sua composição incorpora derivados de fontes naturais e renováveis, como os óleos vegetais virgens ou de óleos alimentares usados. Tal como o diesel é derivado do petróleo, o Biodiesel pode operar em motores, chamados de ignição-combustão, o que leva a não serem requeridas modificações nestes mesmos motores, desta forma o Biodiesel mantém todas as capacidades do próprio diesel e o seu uso em matéria-prima para a conjunto resulta na redução substancial de Fig 21 - Plantação deprodução de biodiesel


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hidrocarbonetos, monóxido de carbono e matéria particulada. No fabrico, este poder ser obtido por diferentes processos, tais como o craqueamento, a esterificação ou pela transesterificação. É sem dúvida esta última a mais utilizada, constituindo numa reacção química de óleos vegetais ou de gorduras animais com álcool comum (ETANOL) ou metanol, estimulada por um catalisador. Assim, este combustível consiste na total ou parcial do óleo diesel de petróleo em automóveis, tractores, camionetas e caminhões, e também em geradores de electricidade e geradores de calor. O nome Biodiesel é também muitas vezes confundido com a mistura diesel+biodiesel, disponível em alguns postos de abastecimento de combustível. Fig 22 - Ciclo para a produção de Biodiesel


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Desta forma a designação mais correcta para a mistura vendida nestes postos deve ser precedida pela letra B (do Inglês Blend). Neste caso, a mistura obtida de 2% de Biodiesel no diesel de petróleo é chamada de B2 e serve de escala para a classificação do mesmo, podendo este chegar ao estado puro, denominado de B100. Fig 23 - Exemplos de postos de abastecimento de Biodiesel

Fig 24 - Biodiesel

A produção de Biodiesel para além das vantagens económicas e ambientais, também contribui para a inclusão social, gerando alternativas de emprego com toda esta produção industrial promovendo o cultivo de matériasprimas em áreas menos propícias para outras actividades económicas.


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Assim sendo, este combustível não tem somente vantagens, também existem desvantagens. No que se refere as vantagens, este é de facto uma energia renovável, é constituído por carbono neutro, ou seja, como tem origem renovável é diferente do de fóssil, assim não contribui para a emissão de CO2 na atmosfera, não é perigoso no seu armazenamento, sai mais barato do que o petróleo não sendo necessário prospecção mas sim apenas exploração ao nível do solo, relançando assim o sector agrícola. Não são necessárias alterações em motores para a sua utilização. Como em tudo existe sempre um senão, e este combustível não foge a regra, pois também tem desvantagens, por exemplo, em algumas regiões do mundo existe já um descontrolo da produção de matéria-prima, levando à destruição de diversos ecossistemas, a desmesurada produção de matéria-prima de origem vegetal levando ao esgotamento das capacidades do próprio solo. As emissões de CO2 não são completamente neutras pois temos de ter em conta o elevado consumo de energia necessária na produção e no transporte, especulase também que poderá haver uma subida dos preços dos alimentos, ocasionada pela necessidade de matéria-prima para a produção de Biodiesel.


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Em Portugal este sector foi regulamentado há cerca de 3 anos e meio, existindo actualmente apenas 5 unidades a produzir em quantidades industriais que são, a Torrejana, a Ibersol, a Prio, a Biovegetal e a Sovena. Todas já sofreram descontinuidades por causa de sucessivas mudanças de expectativas. Outras unidades estavam previstas mas nunca chegaram a avançar para tal. Mesmo assim, as produções previstas até ao final do ano de 2010 são de 300 mil toneladas por ano, entre as cinco unidades de produção a operar na produção deste combustível, sendo o principal objectivo o comprimento de utilização de 25% de Biodiesel incorporado nos combustíveis até 2030. Teremos, portanto que esperar para ver se realmente este combustível biodegradável será mesmo uma alternativa viável ao combustível fóssil, tanto em Portugal Fig 25 - Unidade de produção de Biodiesel como no resto do Mundo. da Prio em Aveiro


conclusao

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CONCLUSAO

CONCLUSÃO

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Ao longo deste processo, que foi a elaboração deste trabalho, verifiquei que a minha ‘Consciência Ecológica’, ficou de um certo modo mais aberta a tudo o que realmente se passa em nosso redor, no que diz respeito aos atentados cometidos diariamente contra o nosso planeta, pois o Homem conseguiu destruir mais nestes últimos anos do que a própria Terra conseguiu produzir em milhões de anos. Desde de tentar poupar recursos energéticos e hídricos, ao tentar reciclar o mais possível dentro das minhas capacidades, penso que de facto este trabalho veio melhorar a minha visão e percepção da realidade que me rodeia no dia-a-dia. Sou da opinião que se deve implementar soluções para racionalizar os consumos de energia e tentar equipar as nossas casas com sistemas economizadores para a água e para a energia, como redutores de pressão de água nas torneiras, autoclismos de baixo consumo, chuveiro com redução de caudal de pressão de água, pela microgeração de energia com ajuda de turbinas eólicas, painéis fotovoltaicos, painéis solares, enfim uma série de factores preponderantes para economizar recursos do nosso meio ambiente. É sem dúvida uma grande responsabilidade que nos é imposta, a de cuidar do meio ambiente, principalmente para as gerações vindouras, é por isso que não devemos pensar somente no presente mas sim mais no futuro. Todos juntos podemos fazer a diferença, vamos ajudar a nossa casa, que é o Planeta Terra.


bibliografia e agradecimentos

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bibliografia e agradecimentos

BIBLIOGRAFIA - www.dstrenovaveis.com - www.energiasrenovaveis.com - www.apambiente.pt - www.eco-edp.pt - www.deco.proteste.pt - http://ecosfera.publico.clix.pt - www.pontoverde.pt - www.egf.pt (resioeste) - www.maotdr.gov.pt - www.guardian.co.uk/environment - Documentário ‘Uma Verdade Inconveniente’ - Al Gore (DVD) - Documentário ‘Home’ - Yann Arthus Bertrand (DVD) - www.home-2009.com - www.amb3e.pt - www.adene.pt - www.eficiencia-energetica.com - http://pt.wikipedia.org/wiki/Reciclagem - http://pt.wikipedia.org/wiki/Energia

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bibliografia e agradecimentos

AGRADECIMENTOS

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Gostaria de agradecer ás professoras Mónica Rodrigues e Preciosa Marques, pelo apoio e ajuda prestada na elaboração deste trabalho. Um especial agradecimento ao meu grande amigo, Eng.º Jorge Matias, técnico credenciado pela ADENE, pela sua prestável colaboração. E por fim dedico este trabalho com muito orgulho, aos meus filhos e esposa, que tanto me apoiaram, principalmente pela paciência e dedicação demonstrada ao longo deste processo.


CLC2 - Culturas Ambientais [Trabalho 1-2]  

Trabalho de Hélder Dias, sobre poupança de Energia, Água e Reciclagem, em CLC2, Escola Henriques Nogueira, Grupo 3, N.º 14

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