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LEVANTAMENTO

REALIZAÇÃO olabi

APOIO

1


2018_OLABI

Rua Martins Ferreira, 12, Botafogo - Rio de Janeiro www.olabi.org.br

comunidade@olabi.co

Este material está licenciado em Creative Commons. Atribuição CC BY. Esta licença permite que outros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir deste trabalho, desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original. Usamos a licença mais flexível de todas as licenças disponíveis, pois queremos estimular o uso deste conteúdo. OLABI.ORG DIREÇÃO

Silvana Bahia, Gabriela Agustini, Iana Barenboim EQUIPE

Deborah Ribeiro, Hugo Lima, Ana Carolina da Hora

Colaboraram com este estudo: Ana Almeida, Bruna Souza, Bruno Aragaki, Carol Althaller, Carolina Oms, Carlos do Complexo, Daniel Coronel, Daniela Santa Izabel, Diego Bastos Cunha, Jonathan Nunes, Maoma Faria, Maria Rita Casagrande, Yasmin Thayná, Rafael Todeschini, Warren “Semaj” Moore, Sofia Guimarães, Thiago Ansel PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO DESTE MATERIAL Nina Vieira | Zalika Produções REVISÃO DESTE MATERIAL

Ana Laura Gschwend Monteiro Esta é uma publicação do Olabi, financiada pela Fundação Ford. 1ª EDIÇÃO RIO DE JANEIRO_2018 www.pretalab.com

MULHERES

NEGRAS E INDÍGENAS

NAS ÁREAS DA INOVAÇÃO E TECNOLOGIA


SOBRE O OLABI O Olabi é uma organização social focada em estimular o uso de tecnologias para transformação social. Parte da rede global dos fablabs, a instituição mantém um makerspace no Rio de Janeiro e auxilia instituições públicas e privadas nacionais e internacionais a desenharem programas e ações ligadas à democratização das ferramentas da inovação. Somos um lugar, um conjunto de ferramentas e um sistema para democratizar a produção de tecnologia em busca de um mundo mais justo, para que o cidadão comum possa participar do processo de produção das inovações também fora dos grandes centros de pesquisa, das grandes empresas e dos parques tecnológicos.

SOBRE O PROJETO P R E TA L A B A PretaLab é uma iniciativa do Olabi que estimula a inclusão de meninas e mulheres negras e indígenas no universo das novas tecnologias. Criada em março de 2017, a iniciativa mapeou protagonistas nesse campo e, a partir da formalização de parcerias com organizações que possam dar escala à solução do problema, o objetivo é colocar a formação das meninas e mulheres negras e indígenas como algo prioritário na agenda de todo o Brasil.


SUMÁRIO INTRODUÇÃO

5

CADÊ ELAS?

7

PERFIL

9

QUEM SÃO AS MULHERES NEGRAS E INDÍGENAS ATUANDO NAS ÁREAS DE TECNOLOGIA E INOVAÇÃO, MAPEADAS PELA PRETALAB

MULHERES NEGRAS E INDÍGENAS NAS ÁREAS TECNOLÓGICAS

24

COMO SE DÁ A INSERÇÃO DAS MULHERES NEGRAS E INDÍGENAS NA ÁREA DE TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

VISIBILIDADE PARA ...

54


POR QUE PRECISAMOS FAL AR DE MULHERES NEGR AS E INDÍGENAS NA TECNOLOGIA?

pretalab.com

INTRODUÇ ÃO

Nos espaços formais onde as discussões e a produção de tecnologia acontecem, é possível perceber a ausência de mulheres em geral. Apesar de hoje em dia a luta pela inclusão de mulheres nesses espaços ter ganhado mais fôlego, muito por conta de pesquisas e dados que comprovam a ausência delas, percebemos que, ainda assim, apenas o recorte de gênero não consegue abarcar a diversidade da experiência feminina. Quando falamos de mulheres, é importante se perguntar “de quais mulheres estamos falando?”, uma vez que existem distintas realidades dentro desse grupo social. Quando olhamos para o contexto brasileiro essas diferenças ficam ainda mais demarcadas. Em 2018, o Brasil completa 130 anos de abolição do regime escravocrata, e sabemos que mulheres negras e indígenas, durante um bom tempo da nossa história, tiveram sua humanidade negada e não chegavam a ser vistas como “mulheres”.

5


Historicamente, elas também estiveram à margem no que diz respeito à produção, ao uso e ao acesso formal à tecnologia. Vale ressaltar que, na tradição cultural brasileira, as mulheres negras e também as indígenas não estão só associadas ao trabalho doméstico - como qualquer mulher poderia eventualmente estar -, mas a atividades não especializadas e, em tese, pouco criativas, exercidas tanto no mundo da casa (delas e dos outros) como no da rua. O Olabi surgiu em 2014, dentro do contexto da cultura maker, onde as máquinas de fabricação digital começaram a ficar mais acessíveis ao grande público. Nossa missão continua sendo promover a diversidade na produção de novas tecnologias a partir do acesso de pessoas com trajetórias e saberes diferentes às máquinas, ferramentas e conhecimentos abertos que, na maioria das vezes, ficam restritos a um grupo seleto de pessoas. Em nossos espaços, oficinas e conteúdos é possível perceber que a pluralidade de pessoas é o grande diferencial, simplesmente porque impulsiona a inovação. Acreditamos na inovação que vem das pontas. Isso significa dizer que reconhecer saberes populares e somar, remixar, a novos conhecimentos que a cultura digital e a cultura maker trazem a partir, sobretudo, da popularização da internet, pode ser um meio para a transformação social.

Este relatório, realizado a partir do levantamento que fizemos durante o ano de 2017, dá conta de mostrar essa diversidade e riqueza na criatividade e produção de mulheres negras e indígenas no campo tecnológico, além de salientar o quanto precisamos criar espaços e políticas de acesso e permanência desses grupos de mulheres em frentes de inovação.

pretalab.com

Em 2017, percebemos que era importante ter uma ação focada em quem está na base da pirâmide social, nesse caso, mulheres negras e indígenas. Assim nasce a PretaLab, com o objetivo de mobilizar a sociedade a respeito do tema - da ausência e da presença dessas mulheres nas áreas de tecnologia e inovação - e trazer essa questão para esse universo. Em um ano de iniciativa percebemos que as experiências de mulheres negras e indígenas na tecnologia têm um sentido mais amplo: são programadoras, jornalistas, designers, youtubers, gambiólogas, mães, mulheres que investiram nesse campo por questões de carreira, outras que aprenderam apenas por meio de centros de ensino informal, que são autoditadas, e por aí vai.

6


CADÊ ELAS?

Da grande interrogação acerca da presença das mulheres negras e indígenas nas áreas e debates sobre tecnologia surgiram outras perguntas a respeito da participação, inserção e visão delas neste universo, oferecendo perspectivas tão ricas quanto desconhecidas até então. As quase 600 respostas válidas deram origem ao levantamento que você começa agora a conhecer. Os dados foram coletados em 2017, a partir da aplicação de um questionário preenchido online por mulheres negras e indígenas de 25 estados brasileiros mais o Distrito Federal, de forma totalmente colaborativa. Mas, antes de entrarmos nas descobertas, é preciso dizer que partimos aqui de uma noção de tecnologia que está para muito

além do trabalho formal das engenharias e da computação, por exemplo. Tanto na PretaLab quanto nas demais iniciativas do Olabi entendemos tecnologia como processo que engloba eletrônica, robótica e inteligência artificial, mas também - e talvez principalmente - a experimentação com fazeres outros que podem ser tradicionais e analógicos. E tais experimentações costumam ser mais interessantes quanto mais diversos são os grupos que as promovem. É justamente essa percepção que está na gênese da PretaLab, e sua curiosidade sobre como, porquê e para quê mulheres negras e indígenas têm lidado com a produção e o consumo de tecnologia. Assim, o levantamento a seguir considerou tanto engenheiras da computação, tecnólogas, desenvolvedoras de programas computacionais, gestoras de produtos de tecnologia e webdesigners quanto produtoras de conteúdo, ativistas por privacidade, empreendedoras digitais, realizadoras independentes, gambiólogas, cientistas de garagem, aprendizes de Youtube, pesquisadoras, cientistas de dados, entre tantas outras funções nomeadas ou ainda sem nome. Considerando fazeres, raça, sexo e diferentes formas de identificação de gênero, a diversidade interna do grupo aqui mapeado produz um contraste marcante com o predomínio de pessoas brancas, do sexo masculino, na área tecnológica - onde raramente gênero e sexualidade aparecem como categorias imaginativas. De acordo com levantamento do Poligen (2013), a Escola Politécnica da USP, em 120 anos, formou

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“Tem mulher negra e indígena produzindo e/ou utilizando tecnologias para inovação social?”. “Cadê elas?”. De duas formas foi a pergunta que trouxe a PretaLab até aqui. A questão estimulou não só o mapeamento destas mulheres cujas trajetórias podem traduzir o Brasil contemporâneo - e as tensões em torno do protagonismo nas diferentes áreas -, mas também embalou as oficinas sobre gênero, raça e tecnologia, bem como a produção de uma série de vídeos que reúne passagens com histórias e depoimentos de algumas das participantes do projeto. Tudo isso fez parte de um processo múltiplo que foi permitindo que elas se reconhecessem como elos fortes de uma rede que hoje sabemos que cobre vários estados em todas as cinco regiões do país.

7


Se não for feita deliberadamente com filtros de raça e gênero, a leitura da história das ciências formais no Brasil também não deixa entrever a contribuição das mulheres negras e indígenas. Na lista das pioneiras das ciências no Brasil, criada pelo CNPq, nenhuma das mulheres citadas é negra ou indígena. Ainda hoje esse é um campo que tem muito a caminhar no quesito diversidade. Atualmente apenas 12,8% da população negra chegou ao nível superior enquanto este percentual é de 26,5% para o contingente branco. Da entrada no ensino superior em diante, a proporção de mulheres negras parece ir diminuindo na medida em que aumenta a titulação. De acordo com o CNPQ, a proporção de mulheres negras com bolsas de formação e de pesquisa, em 2015, foi sempre menor que a de mulheres brancas: são 31,6% contra 59% entre as que recebem bolsas de iniciação científica; 25,3% contra 59% entre as que recebem bolsas de mestrado; 20,8% contra 61% entre as mulheres com bolsas de doutorado; e 7% contra 75,5% das mulheres que contam com bolsas de produtividade em pesquisa. Vale lembrar, neste sentido, que as mulheres negras representam 27% da população brasileira. Há indícios fortes de sub-representação das negras e indígenas nas ciências formais, refletindo desigualdades que persistem historicamente em outros campos. Contudo, um dos achados deste levantamento se refere justamente ao fato de que a distância de centros formais de produção de saber acerca da tecnologia não

significa necessariamente um limite intransponível para o interesse destas mulheres na área. O contato com o campo da tecnologia por caminhos informais apareceu em primeiro lugar como resposta à questão de como se deu o envolvimento delas com a área. Neste sentido, opera ainda outro limite importante: o do acesso à rede. De fato, a proporção da população com mais de 10 anos que entrou na internet de algum local, por sexo e raça/cor, em 2015, é de 52,6% entre as mulheres negras contra 64,2% entre as brancas. No Brasil, ainda não há levantamentos que relacionem especificamente o uso das tecnologias digitais à experiência dos diferentes grupos de raça e sexo. Nos Estados Unidos, desde pelo menos a década passada, este tipo de questão tem motivado algumas pesquisas que observaram diferenças não só na natureza, mas na intensidade do uso de tecnologias da informação entre os distintos grupos separados, por exemplo, por raça e sexo. Embora não tenhamos acesso a informações como essas por aqui, é possível concluir que, assim como em outras áreas, a exemplo da produção audiovisual, ensino e pesquisa e produção literária, as novas gerações de mulheres negras interessadas em tecnologia ainda carecem de referências, de outras em quem possam se espelhar, expandindo a imaginação sobre seus próprios futuros. O levantamento das próximas páginas mostra que elas existem, sim, apesar de todas as desigualdades e barreiras. Visibilizá-las é fundamental. O trabalho que o Olabi orgulhosamente apresenta, com o apoio da Fundação Ford, surge na esteira de uma série de transformações sociais recentes protagonizadas por grupos para os quais representatividade importa. E importa tanto que torna prioridade a tarefa de fabricar meios de fazer ver estas novas referências - de vivência da feminilidade e de futuro - seja na mídia, na história que passa a ser contada de outros pontos de vista ou nos números. Esta publicação é uma expressão desta urgência de representatividade e proporcionalidade.

pretalab.com

apenas 10 mulheres negras. Embora levantamentos recentes deem conta de dados sobre a proporção de homens sempre maior do que a de mulheres entre formandos e concluintes de vários cursos de Engenharia (incluindo os da computação), estas informações ainda não consideram, dentro desta minoria feminina, quantas são as mulheres negras. E como dizem especialistas em indicadores sociais, a falta de dados não deixa de ser um dado relevante.

8


PERFIL QUEM SÃO AS MULHERES NEGR AS E INDÍGENAS ATUANDO NAS ÁRE AS DE TECNOLOGIA E INOVAÇ ÃO, MAPE ADAS PEL A PRETAL AB


PERFIL

GÊNERO A maioria das meninas e mulheres negras e indígenas envolvidas com tecnologia e inovação no Brasil afirma se identificar com o gênero feminino. Entre as mulheres negras, das 521 que responderam a esta questão, somente 4 afirmaram outras identidades de gênero. São elas, respectivamente “Fluido” (1), “Não-binário” (1), “Queer” (1) e “Transgênero” (1). Neste quesito, as categorias foram citadas pelas respondentes. O percentual de não respostas para as mulheres negras chegou a 4% do total.

NEGRAS #

521

% 95,2

FLUIDO

1

0,18

NÃO-BINÁRIO

1

0,18

QUEER

1

0,18

TRANSGÊNERO*

1

0,18

22

4,0

FEMININO

RAÇA/COR Entre as respondentes, 96% eram negras e 4% indígenas. Comparando com a população brasileira em seu conjunto, segundo a PNAD (2015), as mulheres negras são atualmente 27%, enquanto as indígenas 0,2%. Responderam ao questionário 570 mulheres no total.

# % TOTAL

547 96 570

23 4 100

SEM RESPOSTA

Das indígenas, 22 afirmaram se identificar com o gênero feminino e uma com a categoria “Neutro”.

* Transgênero não é necessariamente uma categoria de gênero, podendo se referir à autodenominação de alguém que tem um sexo biológico para o qual é socialmente atribuída uma experiência de gênero, mas se identifica com outra diferente daquela normativa. Em suma, a pessoa pode se identificar como transgênero (ou transgênera), mas reivindicar para si o gênero feminino ou masculino, no caso dos homens trans.

INDÍGENAS #

22

% 95,6

1

4,3

pretalab.com

QUEM SÃO AS MULHERES NEGR AS E INDÍGENAS ATUANDO NAS ÁRE AS DE TECNOLOGIA E INOVAÇ ÃO, MAPE ADAS PEL A PRETAL AB

10


GRUPOS DE IDADE No geral, das mulheres negras e indígenas que atuam na área de tecnologia, o maior percentual se concentra no grupo de idade entre os 17 (menor idade registrada pelo questionário) e os 25 anos (35,6%). O mesmo acontece observando as negras e indígenas em separado. São respectivamente 35,8%, entre as mulheres negras, e 30,4% entre as indígenas, nesta mesma faixa etária lidando com temas de tecnologia e inovação.

1%

4% 17%

36%

18%

24% 17-24

25-29

30-35

36-45

46-55

56-65

+ de 65

#

%

#

%

#

%

17-24

196

35,8

7

30,4

203

35,6

25-29

136

24,8

3

13,0

139

24,4

30-35

101

18,4

4

17,4

105

18,4

36-45

88

16,0

9

39,1

97

17,0

46-55

21

3,8

0

0,0

21

3,7

56-65

4

0,7

0

0,0

4

0,7

+ de 65

1

0,1

0

0

1

0,1 pretalab.com

TOTAL

11


JOVENS x ADULTAS TOTAL

#

%

#

%

#

%

JOVENS

332

60,6

10

43,4

342

60

ADULTAS

215

39

13

56,5

228

39,9

ADULTAS

40%

60%

JOVENS pretalab.com

Considerando as jovens (dos 15 aos 29 anos, de acordo com a Secretaria Nacional de Juventude), tem-se que este grupo representa 60% do total de mulheres negras e indígenas envolvidas com a área tecnológica. As adultas, isto é, as que têm mais de 30 anos, são aproximadamente 40%. No entanto, tomando apenas as mulheres indígenas, percebese que as adultas são a maioria - 13 contra 10 jovens em números absolutos - daquelas que atuam em alguma frente das subáreas de tecnologia e inovação.

12


#

%

ESTUDANTE (SEM ESPECIFICAÇÃO DE ÁREA) 106 18,6 TI/TECNOLOGIA

Em relação à ocupação, as diversas respostas foram agrupadas em 31 categorias. A maioria das respondentes se identificou como estudante, embora sem especificar a área. Estas vêm seguidas daquelas que trabalham com Tecnologia da Informação/tecnologia (12,8%) e comunicação (10%).

COMUNICAÇÃO

OUTRAS DESIGN

73 12,8

57 35 33

10

6,1 5,8

ADMINISTRAÇÃO 30 5,3

ÁREA DE EDUCAÇÃO 30 5,3

ÁREA DE EXATAS (SUPERIOR)

25

EMPREENDEDORISMO

21

DESEMPREGADA

25

SEM RESPOSTA

14

DOCENTE UNIVERSITÁRIA (SEM ESPECIFICAÇÃO DE ÁREA)

11

PÓS-GRADUANDA (SEM ESPECIFICAÇÃO DE ÁREA) ÁREA DE HUMANAS (SUPERIOR)

AUDIOVISUAL PESQUISADORA TRABALHANDO EM ORGANIZAÇÕES/ COLETIVOS DA SOCIEDADE CIVIL AUTÔNOMA ARTISTA

SERVIDORA PÚBLICA

12 10 9

MODA

FINANÇAS

PÓS-GRADUANDA NA ÁREA DE SAÚDE

2,1 1,9 1,8 1,6 1,6

8

1,4

7 7

6

ÁREA DA SAÚDE (SUPERIOR)

2,5

9

PRODUTORA CULTURAL

PÓS-GRADUANDA NA ÁREA DE HUMANIDADES

3,7

1,6

6

DIREITO

4,4

9

MARKETING

PÓS-GRADUANDA NA ÁREA DE EXATAS

4,4

6 5 5 4 3 2 2

1,2 1,2 1,1 1,1 1,1 0,9 0,9 0,7 0,5 0,4 0,4

PERCENTUAL DE MULHERES NEGRAS E INDÍGENAS POR OCUPAÇÃO REGISTRADA

pretalab.com

OCUPAÇÃO – MULHERES NEGRAS E INDÍGENAS

13


OCUPADAS x DESEMPREGADAS – MULHERES NEGRAS E INDÍGENAS O percentual de ocupadas entre as respondentes chega a ser perto de 20 vezes maior do que o das que se declararam desempregadas. É importante ressaltar, nesse sentido, que na pergunta sobre o porquê de estas mulheres se interessarem pela área, um dos motivos assinalados - “carreira” - por 55 de 570 respostas considerava as possibilidades de inserção e crescimento no mercado de trabalho.

#

%

OCUPADAS

531

95,5

DESEMPREGADAS

25

4,5

EM TODOS ESSES ESPAÇOS DE CONHECIMENTO FORMAL E DE PODER CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO, SEMPRE FUI UMA DAS POUCAS MULHERES NEGRAS. A BATALHA É DIÁRIA, E MUITAS VEZES EXAUSTIVA, POIS TEMOS QUE FAZER MUITO MAIS PARA SERMOS LEVADAS A SÉRIO DO QUE UMA PESSOA QUE NÃO É NEGRA. GOSTARIA DE EM ALGUMA FORMA PODER INSPIRAR OUTRAS IRMÃS GUERREIRAS COM MEU CONHECIMENTO, MOSTRANDO QUE HÁ SIM A

DESEMPREGADAS

POSSIBILIDADE DE SE CHEGAR ONDE SE

5

QUER, E QUE SIM, NÓS, NEGRAS PODEMOS OCUPAR ESPAÇOS DE PROTAGONISMO.

95

OCUPADAS

pretalab.com

ANGELA HALEN CLARO FRANCO

14


TOTAL

Das mulheres consultadas, 20% afirmaram ter pelo menos um filho ou filha, 78,8% informaram que não têm e 1,2% não respondeu. Entre as mulheres negras, 18,8% disseram ter pelo menos um filho, enquanto no grupo das mães, as indígenas foram 43,5%, isto é, 10 do grupo de 23 respondentes.

%

#

%

#

%

SIM

103

18,8

10

43,5

114

20,0

NÃO

437

79,9

13

56,5

449

78,8

SEM

7

1,3

0

0,0

7

1,2

RESPOSTA

TEM FILHA/O (AS/OS)

5

95 NÃO

SIM

pretalab.com

FILHOS

#

15


Em relação ao número de filhos, entre as negras que afirmaram serem mães, 63,1% têm um filho. Elas representam 11,9% do total das mulheres envolvidas com tecnologia que responderam ao questionário da PretaLab. A maior quantidade de filhos registrada também ocorre entre as mulheres negras. No grupo, três mulheres declararam mães de seis.

SEM RESPOSTA

#

% EM RELAÇÃO ÀS QUE TÊM FILHOS

% EM RELAÇÃO AO TOTAL

65

63,1

11,9

26

25,2

4,8

5

4,9

0,9

2

1,9

0,4

1

1,0

0,2

3

2,9

0,5

1

1,0

0,2

pretalab.com

QUANTIDADE DE FILHOS

16


Entre as indígenas, metade das mulheres que têm filhos afirma ser mãe de apenas um. Estas são 21% de todas as mulheres indígenas que participaram do levantamento. Duas mulheres declararam que têm quatro filhos, a maior quantidade entre as indígenas.

EU ACREDITO QUE PRECISAMOS CRIAR POSSIBILIDADES DE OCUPAR DIVERSAS ÁREAS, PRINCIPALMENTE AS QUE NÃO NOS VEMOS COM RELEVÂNCIA E EM QUANTIDADE NECESSÁRIAS PRA TRANSFORMAÇÃO. SÓ ASSIM A GENTE VAI NARRAR A NOSSA PRÓPRIA HISTÓRIA. SÓ ASSIM A GENTE VAI TRANSFORMAR ESPAÇOS. SÓ ASSIM A GENTE VAI CRIAR

#

% EM RELAÇÃO ÀS QUE TÊM FILHOS

% EM RELAÇÃO AO TOTAL

5

50

21,7

2

20

8,7

1

10

4,3

2

20

8,7

0

0

0,0

0

0

0,0

0

0

0,0

GERAÇÕES. DOMITILA DE PAULO

SEM RESPOSTA

pretalab.com

ESSA POSSIBILIDADE PARA OUTRAS

17


A maior fecundidade se concentra na faixa que vai dos 30 aos 45 anos, com 41,7% das mulheres negras que disseram ter um filho e 16,5% das que disseram ter dois. As jovens deste grupo (entre 17 e 29 anos) têm no máximo dois filhos, enquanto entre as adultas há 11 mulheres que têm de 3 a 6 filhos.

IDADE x QUANTIDADE DE FILHOS (NÚMEROS ABSOLUTOS) MULHERES NEGRAS

1 FILHO

2 FILHOS

3 FILHOS

4 FILHOS

5 FILHOS

6 FILHOS

SEM RESPOSTA 17-24

4

1

25-29

9

1

30-35

16

4

1

1

36-45

27

13

3

1

46-55

7

6

56-65

1

1

+ de 65

1

1 1

1

1

pretalab.com

2

18


IDADE x QUANTIDADE DE FILHOS (%) MULHERES NEGRAS O maior percentual de mulheres negras com filhos se dá da faixa etária de 36 a 45 anos, onde estão 43% das mães. 1 FILHO

2 FILHOS

3 FILHOS

4 FILHOS

5 FILHOS

6 FILHOS

SEM RESPOSTA

%

%

%

%

17-24

3,9

1

25-29

8,7

1

30-35

15,5

3,9

1

1

36-45

26,2

12,6

2,9

1

46-55

6,8

5,8

56-65

1

1

+ de 65

1

0

%

%

%

1 1

1

1

pretalab.com

1,9

19


IDADE x QUANTIDADE DE FILHOS (NÚMEROS ABSOLUTOS) MULHERES INDÍGENAS

1 FILHO

2 FILHOS

3 FILHOS

Entre as indígenas a faixa etária com maior fecundidade também é entre os 36 e 45 anos, com oito pessoas das 10 que afirmaram ter pelo menos um filho.

4 FILHOS

5 FILHOS

6 FILHOS

SEM RESPOSTA 17-24 25-29

1

30-35

46-55 56-65

+ de 65

4

2

1

1

1 1

pretalab.com

36-45

20


REGIÕES O Sudeste é a região de onde vêm 57,7% das mulheres negras e indígenas que atuam na área de tecnologia. Se consideradas em separado, as primeiras são 58,3% do Sudeste e as segundas são 43,5% da mesma região. O Norte é das cinco regiões brasileiras, a que conta com menos representantes negras (4,4%) e o Centro-Oeste ao lado do Sul são as regiões que menos têm indígenas no levantamento.

#

%

#

%

#

%

SUDESTE

47

58,3

10

43,5

329

57,7

NORDESTE

28

23,2

6

26,1

133

23,3

SUL

24

8,0

1

4,3

45

7,9

CENTRO-OESTE

21

5,9

1

4,3

33

5,8

NORTE

18

4,4

5

21,7

29

5,1

pretalab.com

TOTAL

21


Na divisão de participantes do questionário por UFs, tanto negras quanto indígenas vêm mais do Rio de Janeiro, concentrando 28% das primeiras e 30,4% das segundas. Em relação às mulheres negras, principalmente, chama atenção a presença de Rio e São Paulo, responsáveis por 52,7% de todas as pessoas incluídas neste levantamento. Todavia, a rede de mulheres negras e indígenas envolvidas com tecnologia e inovação tem representantes em 25 estados brasileiros e no Distrito Federal.

UF

#

%

#

%

#

%

RJ

153

28,0

7

30,4

160

28,1

SP

135

24,7

2

8,7

138

24,2

BA

58

10,6

2

8,7

61

10,7

RS

26

4,8

1

4,3

27

4,7

PE

25

4,6

2

8,7

27

4,7

DF

21

3,8

1

4,3

22

3,9

MG

42

7,7

1

4,3

40

7,0

CE

13

2,4

2

8,7

15

2,6

PA

14

2,6

1

4,3

15

2,6

MA

6

1,1

0

0,0

8

1,4

PR

12

2,2

0

0,0

12

2,1

AM

6

1,1

3

13,0

9

1,6

ES

6

1,1

0

0,0

6

1,1

SC

6

1,1

0

0,0

6

1,1

MT

3

0,5

0

0,0

3

0,5

RN

5

0,9

0

0,0

5

0,9

SE

4

0,7

0

0,0

4

0,7

GO

3

0,5

0

0,0

3

0,5

MS

1

0,2

0

0,0

1

0,2

TO

1

0,2

0

0,0

1

0,2

AC

1

0,2

0

0,0

1

0,2

AL

1

0,2

0

0,0

1

0,2

AP

1

0,2

0

0,0

1

0,2

PB

1

0,2

0

0,0

1

0,2

PI

1

0,2

0

0,0

1

0,2

RO

0

0,0

1

4,3

1

0,2

RR

0

0,0

0

0,0

0

0,0

SEM RESPOSTA

1

0,2

0

0,0

1

0,2

pretalab.com

ESTADOS

TOTAL

22


MUNICÍPIOS ES ES

GO GO

MA MG MG MG

UF AC AL

AM AM AP

BA BA BA BA BA BA BA BA BA CE CE

DF DF DF DF ES ES

MUNICÍPIO BRASILÉIA MACEIÓ MANAUS SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA MACAPÁ CAMAÇARI FEIRA DE SANTANA ILHÉUS ITABUNA JEQUIÉ LAURO DE FREITAS SALVADOR SANTO AMARO TAPEROÁ CAUCAIA FORTALEZA BRASÍLIA GAMA SOBRADINHO TAGUATINGA SÃO MATEUS SERRA

MG MG MG MG MG MG MS

MT MT PA PA PA PA

PB PE PE PE PE PE PE PI

PR PR PR

VILA VELHA VITÓRIA APARECIDA DE GOIÂNIA GOIÂNIA SÃO LUÍS MONTES CLAROS JUIZ DE FORA SALINAS BELO HORIZONTE BETIM CONTAGEM RIBEIRÃO DAS NEVES SABARÁ IBIRITÉ PONTA PORÃ CUIABÁ VÁRZEA GRANDE ANANINDEUA BELÉM SALINÓPOLIS SANTA ISABEL DO PARÁ JOÃO PESSOA CABO DE SANTO AGOSTINHO CAMARAGIBE JABOATÃO DOS GUARARAPES OLINDA PAULISTA RECIFE TERESINA CURITIBA FOZ DO IGUAÇU GUARAPUAVA

PR PR RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ

RN RN RO RS RS RS RS RS RS RS RS RS RS RS

MARINGÁ SÃO JOSÉ DOS PINHAIS BELFORD ROXO CAMPOS DOS GOYTACAZES DUQUE DE CAXIAS ITABORAÍ MAGÉ MANGARATIBA MESQUITA NILÓPOLIS NITERÓI NOVA IGUAÇU PATY DO ALFERES QUEIMADOS RIO DE JANEIRO SÃO GONÇALO SÃO JOÃO DE MERITI TERESÓPOLIS NATAL PARNAMIRIM PORTO VELHO ALVORADA CACHOEIRINHA CANOAS CAXIAS DO SUL ESTEIO GRAVATAÍ GUAÍBA NOVO HAMBURGO PELOTAS PORTO ALEGRE RIO GRANDE

RS SC SC

SE

SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP

TO

SANTA MARIA FLORIANÓPOLIS JOINVILLE ARACAJU ATIBAIA BARRETOS BAURU BEBEDOURO BOTUCATU BRAGANÇA PAULISTA CAMPINAS CARAPICUÍBA CUBATÃO DIADEMA GUARULHOS INDAIATUBA MAUÁ MOGI DAS CRUZES OSASCO RIBEIRÃO PIRES RIBEIRÃO PRETO SANTO ANDRÉ SÃO BERNARDO SÃO CARLOS SÃO JOSÉ DOS CAMPOS SÃO PAULO SÃO VICENTE SOROCABA SUZANO TABOÃO DA SERRA TAQUARITINGA PALMAS

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As 570 mulheres negras e indígenas que responderam ao questionário estão em 119 municípios brasileiros, a maioria deles, 56, na Região Sudeste, sendo 27 destes em São Paulo.

23


MULHERES NEGRAS E INDÍGENAS NAS ÁREAS T E C N O LÓ G I C A S COMO SE DÁ A INSERÇ ÃO DAS MULHERES NEGR AS E INDÍGENAS NA ÁRE A DE TECNOLOGIA E INOVAÇ ÃO

24


COMO SE DÁ A INSERÇ ÃO DAS MULHERES NEGR AS E INDÍGENAS NA ÁRE A DE TECNOLOGIA E INOVAÇ ÃO

(foi admitida mais de uma opção) Para a maior parte das respondentes, o contato com a área se deu, em primeiro lugar, por meio de centros de ensino formal, como escola ou faculdade, e em seguida, pela internet. Nesse sentido, importa ressaltar os resultados encontrados quando consideramos especificamente as modalidades de aprendizado formal e informal. Se dividirmos a tabela abaixo apenas em aprendizado formal e informal, percebemos que a maioria das indicações de contato informal com a área (1.021) supera as de contato formal (934). Embora tenha sido permitida a escolha de mais de uma opção e uma única respondente possa ter assinalado que seu contato com a área se deu por meios formais e informais, a concentração de pessoas na segunda modalidade indica que a natureza do contato com a área de tecnologia é ligeiramente maior por meios informais. O resultado aponta para certa descentralização no acesso ao campo em questão, uma vez que o ensino formal não foi detectado como condição para o ingresso nas áreas de tecnologia e inovação.

pretalab.com

MULHERES NEGRAS E INDÍGENAS NAS ÁREAS T E C N O LÓ G I C A S

COMO SE DEU O CONTATO COM A ÁREA MULHERES NEGRAS E INDÍGENAS

25


COMO SE DEU O CONTATO COM A ÁREA MULHERES NEGRAS E INDÍGENAS

# NA ESCOLA, FACULDADE OU EM OUTRO CENTRO DE ENSINO FORMAL

359

PELA INTERNET

335

EM GRUPOS DE APOIO COM PESSOAS PARECIDAS COMIGO

278

NO MERCADO DE TRABALHO

223

EM PEQUENAS ESCOLAS ESPECIALIZADAS EM TEMAS ESPECÍFICOS

210

INFORMALMENTE, AUTODIDATA OU COM AMIGOS

117

EM INICIATIVAS SOCIAIS, CENTROS COMUNITÁRIOS OU OUTROS ESPAÇOS DE LIVRE FORMAÇÃO

15

OUTRA

11%

6%

22% 1%

11% 18%

14% 17%

pretalab.com

433

26


QUANTO DE SEU CONTATO COM A ÁREA FOI POR MEIO FORMAL/INFORMAL?

48 INFORMAL

FORMAL

52

MEU INTERESSE POR TI COMEÇOU CEDO COM OS VÍDEO GAMES, MEU SONHO ERA SER UMA DESENVOLVEDORA DE GAMES. CONSEGUI DESENVOLVER ALGUNS JOGOS E AS CRIANÇAS DO BAIRRO FAZIAM FILA NA MINHA CASA PARA JOGAR. DAY ROSA 27


A forma pela qual as mulheres entraram em contato com a área também tem relação com a faixa etária. As jovens entre os 17 e 24 anos se referiram em primeiro lugar aos centros de ensino formais como portas de entrada para o universo do fazer tecnológico. Em segundo lugar, assim como o total de mulheres que participaram do levantamento, as jovens negras até 24 anos indicaram a internet como o seu ponto de contato com o campo.

17-24

25-29

30-35

36-45

46-55

56-65

+ de 65

NA ESCOLA, FACULDADE OU EM OUTRO CENTRO DE ENSINO FORMAL

163

107

71

56

17

1

0

PELA INTERNET

32

30

19

18

6

2

1

EM GRUPOS DE APOIO COM PESSOAS PARECIDAS COMIGO

81

50

28

36

3

2

1

NO MERCADO DE TRABALHO

6

3

2

1

0

0

0

EM PEQUENAS ESCOLAS ESPECIALIZADAS EM TEMAS ESPECÍFICOS

134

92

54

56

10

1

0

INFORMALMENTE, AUTODIDATA OU COM AMIGOS

110

74

64

56

9

3

1

EM INICIATIVAS SOCIAIS, CENTROS COMUNITÁRIOS OU OUTROS ESPAÇOS DE LIVRE FORMAÇÃO

70

52

38

45

6

2

0

OUTRA

82

61

53

56

16

2

1

pretalab.com

COMO SE DEU O CONTATO COM A ÁREA x FAIXA ETÁRIA – MULHERES NEGRAS

28


Os dados indicam que quanto menor a idade das mulheres maior é seu contato informal com a área de tecnologia e inovação e que há o interesse desde cedo por este campo do conhecimento entre as mulheres.

NA ESCOLA, FACULDADE OU EM OUTRO CENTRO DE ENSINO FORMAL

163

PELA INTERNET

134

EM GRUPOS DE APOIO COM PESSOAS PARECIDAS COMIGO

110

NO MERCADO DE TRABALHO

82

INFORMALMENTE, AUTODIDATA OU COM AMIGOS

81

EM PEQUENAS ESCOLAS ESPECIALIZADAS EM TEMAS ESPECÍFICOS

70

EM INICIATIVAS SOCIAIS, CENTROS COMUNITÁRIOS OU OUTROS ESPAÇOS DE LIVRE FORMAÇÃO

32

OUTRA

6

pretalab.com

17-24

29


25-29

107

PELA INTERNET

92

EM GRUPOS DE APOIO COM PESSOAS PARECIDAS COMIGO

74

NO MERCADO DE TRABALHO

61

EM PEQUENAS ESCOLAS ESPECIALIZADAS EM TEMAS ESPECÍFICOS

52

INFORMALMENTE, AUTODIDATA OU COM AMIGOS

50

EM INICIATIVAS SOCIAIS, CENTROS COMUNITÁRIOS OU OUTROS ESPAÇOS DE LIVRE FORMAÇÃO

30

OUTRA

3

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NA ESCOLA, FACULDADE OU EM OUTRO CENTRO DE ENSINO FORMAL

30


NA ESCOLA, FACULDADE OU EM OUTRO CENTRO DE ENSINO FORMAL

71

EM GRUPOS DE APOIO COM PESSOAS PARECIDAS COMIGO

64

PELA INTERNET

54

NO MERCADO DE TRABALHO

53

EM PEQUENAS ESCOLAS ESPECIALIZADAS EM TEMAS ESPECÍFICOS

38

INFORMALMENTE, AUTODIDATA OU COM AMIGOS

28

EM INICIATIVAS SOCIAIS, CENTROS COMUNITÁRIOS OU OUTROS ESPAÇOS DE LIVRE FORMAÇÃO

19

OUTRA

2

pretalab.com

30-35

31


NO MERCADO DE TRABALHO

56

EM GRUPOS DE APOIO COM PESSOAS PARECIDAS COMIGO

56

PELA INTERNET

56

NA ESCOLA, FACULDADE OU EM OUTRO CENTRO DE ENSINO FORMAL

56

EM PEQUENAS ESCOLAS ESPECIALIZADAS EM TEMAS ESPECÍFICOS

45

INFORMALMENTE, AUTODIDATA OU COM AMIGOS

36

EM INICIATIVAS SOCIAIS, CENTROS COMUNITÁRIOS OU OUTROS ESPAÇOS DE LIVRE FORMAÇÃO

18

OUTRA

1

pretalab.com

36-45

32


NA ESCOLA, FACULDADE OU EM OUTRO CENTRO DE ENSINO FORMAL

17

NO MERCADO DE TRABALHO

16

PELA INTERNET

10

EM GRUPOS DE APOIO COM PESSOAS PARECIDAS COMIGO

9

EM PEQUENAS ESCOLAS ESPECIALIZADAS EM TEMAS ESPECÍFICOS

6

EM INICIATIVAS SOCIAIS, CENTROS COMUNITÁRIOS OU OUTROS ESPAÇOS DE LIVRE FORMAÇÃO

6

INFORMALMENTE, AUTODIDATA OU COM AMIGOS

3

OUTRA

0

pretalab.com

46-55

33


CONTATO FORMAL x INFORMAL JOVENS E ADULTAS – MULHERES NEGRAS As jovens aparecem em menor proporção quando o contato com a área de tecnologia foi por centros de educação formal ou pelo mercado de trabalho, mas são maioria absoluta entre as que se referiram aos meios de contato informais.

INFORMAL JOVENS

62

FORMAL ADULTAS

52 38 ADULTAS

JOVENS

pretalab.com

48

34


COMO SE DEU O CONTATO COM A ÁREA MULHERES INDÍGENAS Dividindo o conjunto de modalidades entre contatos formais e informais, percebe-se que, entre as indígenas, a proporção maior é daquelas que assinalaram terem tido uma inserção na área tecnológica mais informal que formal.

# NA ESCOLA, FACULDADE OU EM OUTRO CENTRO DE ENSINO FORMAL

17

PELA INTERNET

12

EM GRUPOS DE APOIO COM PESSOAS PARECIDAS COMIGO

9

NO MERCADO DE TRABALHO

9

EM PEQUENAS ESCOLAS ESPECIALIZADAS EM TEMAS ESPECÍFICOS

8

INFORMALMENTE, AUTODIDATA OU COM AMIGOS

7

EM INICIATIVAS SOCIAIS, CENTROS COMUNITÁRIOS OU OUTROS ESPAÇOS DE LIVRE FORMAÇÃO

3

OUTRA

CONTATO FORMAL x INFORMAL MULHERES INDÍGENAS INFORMAL

62

38 FORMAL

pretalab.com

18

35


ENVOLVIMENTO COM A ÁREA MULHERES NEGRAS E INDÍGENAS (admitiu até 20 respostas diferentes) O envolvimento, ou seja, o campo de atuação daquelas que trabalham com tecnologia é, em primeiro lugar, o da Comunicação digital, seguido pelo do Empreendedorismo digital (inovação) e do ativismo (também ligado a temas de inovação). As que se envolveram com a área a partir das Engenharias, Ciências Exatas e do Desenvolvimento de Hardware são minoria.

COMUNICAÇÃO DIGITAL (marketing, produção de conteúdo, jornalismo, vlog, blog, audiovisual)

318

EMPREENDEDORISMO DIGITAL OU LIGADO AO UNIVERSO DE INOVAÇÃO E TECNOLOGIA

284

ATIVISMO (privacidade, direitos digitais e/ou outros temas ligados à inovação e tecnologia)

249

POLÍTICA PÚBLICA (gestão de projetos ligados às áreas da tecnologia em governos, fundações e afins)

233

PESQUISA (acadêmica ou de outra natureza)

210

WEBDESIGN

191

ARTE DIGITAL/ INTERFACES INTERATIVAS

188

DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

174

GAMBIARRAS/ Experimentações de Garagem/ Invenções Caseiras

139

UX (experiência do usuário)

137

CIÊNCIA DE DADOS

111

TI, SISTEMA DE REDES, PROCESSAMENTO DE DADOS

102

ELETRÔNICA, ROBÓTICA

99

FABRICAÇÃO DIGITAL/ Prototipagem Rápida/ Manufatura Digital

86

DESENVOLVIMENTO DE HARDWARE

67

ESTATÍSTICA, MATEMÁTICA, FÍSICA

57

ENGENHARIAS

41

OUTRO

11

pretalab.com

#

36


EM QUE SUBÁREAS ESPECÍFICAS AS RESPONDENTES ATUAM (PERCENTUAL) 11,8

COMUNICAÇÃO DIGITAL

10,5

EMPREENDEDORISMO DIGITAL

9,2

ATIVISMO

8,6

POLÍTICA PÚBLICA

7,8

PESQUISA WEBDESIGN

7,1

ARTE DIGITAL

7,0 6,5

DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

5,2

GAMBIARRAS

5,1

UX (experiência do usuário)

4,1

CIÊNCIA DE DADOS TI, SISTEMA DE REDES, PROCESSAMENTO DE DADOS

3,8

ELETRÔNICA, ROBÓTICA

3,7 3,2

FABRICAÇÃO DIGITAL

2,5

DESENVOLVIMENTO DE HARDWARE

1,5

ENGENHARIAS OUTRO

0,4

pretalab.com

2,1

ESTATÍSTICA, MATEMÁTICA, FÍSICA

37


ENVOLVIMENTO COM A ÁREA – MULHERES NEGRAS (admitiu até 20 respostas diferentes) Entre as mulheres negras, o envolvimento com a área de tecnologia se dá a partir da Comunicação digital, Pesquisa e Empreendedorismo. Aquelas que chegaram à área por meio do Desenvolvimento de Hardware, Fabricação digital e Eletrônica/Robótica estão em menor número.

COMUNICAÇÃO DIGITAL (marketing, produção de conteúdo, jornalismo, vlog, blog, audiovisual)

255

PESQUISA (acadêmica ou de outra natureza)

188

EMPREENDEDORISMO DIGITAL OU LIGADO AO UNIVERSO DE INOVAÇÃO E TECNOLOGIA

133

DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

118

TI, SISTEMA DE REDES, PROCESSAMENTO DE DADOS

105

ATIVISMO (privacidade, direitos digitais e/ou outros temas ligados à inovação e tecnologia)

90

WEBDESIGN

77

UX (experiência do usuário)

69

POLÍTICA PÚBLICA (gestão de projetos ligados às áreas da tecnologia em governos, fundações e afins)

67

ARTE DIGITAL/ INTERFACES INTERATIVAS

62

GAMBIARRAS/ Experimentações de Garagem/ Invenções Caseiras

62

OUTROS

55

ENGENHARIAS

49

CIÊNCIA DE DADOS

34

ESTATÍSTICA, MATEMÁTICA, FÍSICA

28

ELETRÔNICA, ROBÓTICA

26

FABRICAÇÃO DIGITAL/ Prototipagem Rápida/ Manufatura Digital

16

DESENVOLVIMENTO DE HARDWARE

12

NÃO RESPONDERAM

7

pretalab.com

#

38


%

17,5

COMUNICAÇÃO DIGITAL

12,9

PESQUISA

9,2

EMPREENDEDORISMO DIGITAL

8,1

DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

7,2

TI, SISTEMA DE REDES, PROCESSAMENTO DE DADOS ATIVISMO

6,2

WEBDESIGN

5,3 4,7

UX (experiência do usuário)

4,6

POLÍTICA PÚBLICA

4,3

GAMBIARRAS

4,3

ARTE DIGITAL OUTROS

3,8

ENGENHARIAS

3,4 2,3

CIÊNCIA DE DADOS

1,9

ESTATÍSTICA, MATEMÁTICA, FÍSICA

1,8

ELETRÔNICA, ROBÓTICA

1,1

FABRICAÇÃO DIGITAL DESENVOLVIMENTO DE HARDWARE

0,8

NÃO RESPONDERAM

0,5

pretalab.com

EM QUE SUBÁREAS ESPECÍFICAS AS MULHERES NEGRAS ATUAM (PERCENTUAL)

39


ENVOLVIMENTO COM A ÁREA – MULHERES INDÍGENAS (admitiu até 20 respostas diferentes) As mulheres indígenas também apresentam maior atuação na área de Comunicação digital, Pesquisa (acadêmica ou não) e incidência sobre políticas públicas por meio da tecnologia.

COMUNICAÇÃO DIGITAL (marketing, produção de conteúdo, jornalismo, vlog, blog, audiovisual)

11

PESQUISA (acadêmica ou de outra natureza)

8

POLÍTICA PÚBLICA (gestão de projetos ligados às áreas da tecnologia em governos, fundações e afins)

6

ARTE DIGITAL/ INTERFACES INTERATIVAS

6

ATIVISMO (privacidade, direitos digitais e/ou outros temas ligados à inovação e tecnologia)

4

DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

4

ENGENHARIAS

4

GAMBIARRAS/ Experimentações de Garagem/ Invenções Caseiras

4

EMPREENDEDORISMO DIGITAL OU LIGADO AO UNIVERSO DE INOVAÇÃO E TECNOLOGIA

3

UX (experiência do usuário)

3

WEBDESIGN

3

TI, SISTEMA DE REDES, PROCESSAMENTO DE DADOS

3

OUTRA

3

ELETRÔNICA, ROBÓTICA

1

FABRICAÇÃO DIGITAL/ Prototipagem Rápida/ Manufatura Digital

1

CIÊNCIA DE DADOS

1

ESTATÍSTICA, MATEMÁTICA, FÍSICA

1

DESENVOLVIMENTO DE HARDWARE

0

pretalab.com

#

40


EM QUE SUBÁREAS ESPECÍFICAS AS MULHERES INDÍGENAS ATUAM (PERCENTUAL) % 16,7

COMUNICAÇÃO DIGITAL

EMPREENDEDORISMO DIGITAL

9,1

DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

9,1

TI, SISTEMA DE REDES, PROCESSAMENTO DE DADOS

6,1

ATIVISMO

6,1

WEBDESIGN

6,1

UX (experiência do usuário)

6,1

POLÍTICA PÚBLICA

4,5

GAMBIARRAS

4,5

ARTE DIGITAL

4,5

OUTROS

4,5

ENGENHARIAS

4,5

CIÊNCIA DE DADOS

1,5

ESTATÍSTICA, MATEMÁTICA, FÍSICA

1,5

ELETRÔNICA, ROBÓTICA

1,5

FABRICAÇÃO DIGITAL

1,5

DESENVOLVIMENTO DE HARDWARE

0,0

pretalab.com

12,1

PESQUISA

41


ADERÊNCIAS ENTRE ÁREAS DE ENVOLVIMENTO COM A TECNOLOGIA –

conteúdo, jornalismo, vlog, blog, audiovisual)

Se você se envolve com um campo, quais são as demais especialidades na mesma área A partir da pergunta “Quem se insere primeiramente, por exemplo, no campo da “Comunicação digital”, em geral, atua em quais outras áreas?” encontramos quais são as áreas de envolvimento com a tecnologia.e informais, percebe-se que, entre as indígenas, a proporção maior é daquelas que assinalaram terem tido uma inserção na área tecnológica mais informal que formal.

COMUNICAÇÃO DIGITAL (marketing, produção de

#

%

120

16,7

EMPREENDEDORISMO DIGITAL ou ligado ao universo de inovação e tecnologia

83

11,5

WEBDESIGN

78

10,8

DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

59

8,2

ATIVISMO (privacidade, direitos digitais e/ou outros temas ligados à inovação e tecnologia)

55

7,6

UX (experiência do usuário)

50

6,9

POLÍTICA PÚBLICA (gestão de projetos ligados às áreas da tecnologia em governos, fundações e afins)

47

6,5

TI, SISTEMA DE REDES, PROCESSAMENTO DE DADOS

43

6,0

GAMBIARRAS/ Experimentações de Garagem/ Invenções Caseiras

42

5,8

ARTE DIGITAL/ Interfaces Interativas

41

5,7

CIÊNCIA DE DADOS

18

2,5

ENGENHARIAS

17

2,4

OUTRA

17

2,4

ELETRÔNICA, ROBÓTICA

15

2,1

ESTATÍSTICA, MATEMÁTICA, FÍSICA

15

2,1

FABRICAÇÃO DIGITAL/ Prototipagem Rápida/ Manufatura Digital

12

1,7

DESENVOLVIMENTO DE HARDWARE

8

1,1

PESQUISA (acadêmica ou de outra natureza)

42


POLÍTICA PÚBLICA (gestão de projetos ligados às áreas da tecnologia em governos, fundações e afins)

#

COMUNICAÇÃO DIGITAL (marketing, produção de conteúdo, jornalismo, vlog, blog, audiovisual)

55

COMUNICAÇÃO DIGITAL (marketing, produção de conteúdo, jornalismo, vlog, blog, audiovisual)

47

EMPREENDEDORISMO DIGITAL ou ligado ao universo de inovação e tecnologia

40

ATIVISMO (privacidade, direitos digitais e/ou outros temas ligados à inovação e tecnologia)

28

POLÍTICA PÚBLICA (gestão de projetos ligados às áreas da tecnologia em governos, fundações e afins)

28

PESQUISA (acadêmica ou de outra natureza)

24

ARTE DIGITAL/ Interfaces Interativas

27

EMPREENDEDORISMO DIGITAL ou ligado ao universo de inovação e tecnologia

21

PESQUISA (acadêmica ou de outra natureza)

24

WEBDESIGN

18

WEBDESIGN

23

ARTE DIGITAL/ Interfaces Interativas

17

GAMBIARRAS/ Experimentações de Garagem/ Invenções Caseiras

23

GAMBIARRAS/ Experimentações de Garagem/ Invenções Caseiras

14

UX (experiência do usuário)

19

DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

10

DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

15

UX (experiência do usuário)

9

TI, SISTEMA DE REDES, PROCESSAMENTO DE DADOS

12

TI, SISTEMA DE REDES, PROCESSAMENTO DE DADOS

7

DESENVOLVIMENTO DE HARDWARE

7

OUTRA

7

ELETRÔNICA, ROBÓTICA

6

CIÊNCIA DE DADOS

6

FABRICAÇÃO DIGITAL/ Prototipagem Rápida/ Manufatura Digital

6

ENGENHARIAS

6

ENGENHARIAS

6

ESTATÍSTICA, MATEMÁTICA, FÍSICA

6

CIÊNCIA DE DADOS

5

ELETRÔNICA, ROBÓTICA

5

ESTATÍSTICA, MATEMÁTICA, FÍSICA

4

DESENVOLVIMENTO DE HARDWARE

3

OUTRA

3

FABRICAÇÃO DIGITAL/ Prototipagem Rápida/ Manufatura Digital

2

pretalab.com

#

alab.com

ATIVISMO (privacidade, direitos digitais e/ou outros temas ligadas a inovação e tecnologia)

43


#

COMUNICAÇÃO DIGITAL (marketing, produção de conteúdo, jornalismo, vlog, blog, audiovisual)

83

ATIVISMO (privacidade, direitos digitais e/ou outros temas ligados à inovação e tecnologia)

40

PESQUISA (acadêmica ou de outra natureza) COMUNICAÇÃO DIGITAL (marketing, produção de conteúdo, jornalismo, vlog, blog, audiovisual)

# 120

DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

37

GAMBIARRAS/ experimentações de garagem/ invenções caseiras

32

EMPREENDEDORISMO DIGITAL ou ligado ao universo de inovação e tecnologia

30

PESQUISA (acadêmica ou de outra natureza)

30

DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

22

WEBDESIGN

25

POLÍTICA PÚBLICA (gestão de projetos ligados às áreas da tecnologia em governos, fundações e afins)

21

ARTE DIGITAL/ interfaces interativas

25

ARTE DIGITAL/ interfaces interativas

20

24

GAMBIARRAS/ experimentações de garagem/ invenções caseiras

19

ATIVISMO (privacidade, direitos digitais e/ou outros temas ligados à inovação e tecnologia)

UX (experiência do usuário)

18

WEBDESIGN

18

TI, SISTEMA DE REDES, PROCESSAMENTO DE DADOS

16

OUTRA

9

FABRICAÇÃO DIGITAL/ prototipagem rápida/ manufatura digital

7

ELETRÔNICA, ROBÓTICA

6

CIÊNCIA DE DADOS

6

ENGENHARIAS

5

DESENVOLVIMENTO DE HARDWARE

4

ESTATÍSTICA, MATEMÁTICA, FÍSICA

4

POLÍTICA PÚBLICA (gestão de projetos ligados às áreas da tecnologia em governos, fundações e afins)

24

ENGENHARIAS

24

TI, SISTEMA DE REDES, PROCESSAMENTO DE DADOS

23

UX (experiência do usuário)

22

CIÊNCIA DE DADOS

21

ESTATÍSTICA, MATEMÁTICA, FÍSICA

19

OUTRA

15

ELETRÔNICA, ROBÓTICA

13

FABRICAÇÃO DIGITAL/ prototipagem rápida/ manufatura digital

9

DESENVOLVIMENTO DE HARDWARE

2

pretalab.com

EMPREENDEDORISMO DIGITAL OU LIGADO AO UNIVERSO DE INOVAÇÃO E TECNOLOGIA

44


#

WEBDESIGN

#

COMUNICAÇÃO DIGITAL (marketing, produção de conteúdo, jornalismo, vlog, blog, audiovisual)

50

COMUNICAÇÃO DIGITAL (marketing, produção de conteúdo, jornalismo, vlog, blog, audiovisual)

50

WEBDESIGN

30

UX (experiência do usuário)

30

DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

27

DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

28

PESQUISA (acadêmica ou de outra natureza)

22

ARTE DIGITAL/ interfaces interativas

27

ATIVISMO (privacidade, direitos digitais e/ou outros temas ligados à inovação e tecnologia)

19

PESQUISA (acadêmica ou de outra natureza)

25

ARTE DIGITAL/ interfaces interativas

19

ATIVISMO (privacidade, direitos digitais e/ou outros temas ligados à inovação e tecnologia)

23

EMPREENDEDORISMO DIGITAL ou ligado ao universo de inovação

18

TI, SISTEMA DE REDES, PROCESSAMENTO DE DADOS

21

TI, SISTEMA DE REDES, PROCESSAMENTO DE DADOS

18

18

GAMBIARRAS/ experimentações de garagem/ invenções caseiras

14

POLÍTICA PÚBLICA (gestão de projetos ligados às áreas da tecnologia em governos, fundações e afins)

18

POLÍTICA PÚBLICA (gestão de projetos ligados às áreas da tecnologia em governos, fundações e afins)

9

EMPREENDEDORISMO DIGITAL ou ligado ao universo de inovação e tecnologia GAMBIARRAS/ experimentações de garagem/ invenções caseiras

18

ELETRÔNICA, ROBÓTICA

7

ENGENHARIAS

8

FABRICAÇÃO DIGITAL/ prototipagem rápida/ manufatura digital

7

ELETRÔNICA, ROBÓTICA

7

OUTRA

6

CIÊNCIA DE DADOS

7

DESENVOLVIMENTO DE HARDWARE

5

OUTRA

6

CIÊNCIA DE DADOS

4

DESENVOLVIMENTO DE HARDWARE

5

ENGENHARIAS

3

FABRICAÇÃO DIGITAL/ prototipagem rápida/ manufatura digital

4

ESTATÍSTICA, MATEMÁTICA, FÍSICA

1

ESTATÍSTICA, MATEMÁTICA, FÍSICA

4

pretalab.com

UX (experiência do usuário)

45


#

DESENVOLVIMENTO DE HARDWARE

#

TI, SISTEMA DE REDES, PROCESSAMENTO DE DADOS

65

DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

11

COMUNICAÇÃO DIGITAL (marketing, produção de conteúdo, jornalismo, vlog, blog, audiovisual)

59

TI, SISTEMA DE REDES, PROCESSAMENTO DE DADOS

10

PESQUISA (acadêmica ou de outra natureza)

37

COMUNICAÇÃO DIGITAL (marketing, produção de conteúdo, jornalismo, vlog, blog, audiovisual)

8

WEBDESIGN

28

GAMBIARRAS/ experimentações de garagem/ invenções caseiras

8

UX (experiência do usuário)

27

7

EMPREENDEDORISMO DIGITAL ou ligado ao universo de inovação e tecnologia

ATIVISMO (privacidade, direitos digitais e/ou outros temas ligados à inovação e tecnologia)

22

UX (experiência do usuário)

5

CIÊNCIA DE DADOS

19

WEBDESIGN

5

ENGENHARIAS

19

4

GAMBIARRAS/ experimentações de garagem/ invenções caseiras

17

EMPREENDEDORISMO DIGITAL ou ligado ao universo de inovação e tecnologia

ATIVISMO (privacidade, direitos digitais e/ou outros temas ligados à inovação e tecnologia)

ELETRÔNICA, ROBÓTICA

4

15

CIÊNCIA DE DADOS

4

ARTE DIGITAL/ interfaces interativas

15

3

DESENVOLVIMENTO DE HARDWARE

11

POLÍTICA PÚBLICA (gestão de projetos ligados às áreas da tecnologia em governos, fundações e afins)

ESTATÍSTICA, MATEMÁTICA, FÍSICA

11

ARTE DIGITAL/ interfaces interativas

3

POLÍTICA PÚBLICA (gestão de projetos ligados às áreas da tecnologia em governos, fundações e afins)

PESQUISA (acadêmica ou de outra natureza)

2

10

FABRICAÇÃO DIGITAL/ prototipagem rápida/ manufatura digital

2

ELETRÔNICA, ROBÓTICA

10

ENGENHARIAS

2

FABRICAÇÃO DIGITAL/ prototipagem rápida/ manufatura digital

7

ESTATÍSTICA, MATEMÁTICA, FÍSICA

2

OUTRA

3

OUTRA

0

pretalab.com

DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

46


#

COMUNICAÇÃO DIGITAL (marketing, produção de conteúdo, jornalismo, vlog, blog, audiovisual)

15

PESQUISA (acadêmica ou de outra natureza)

13

GAMBIARRAS/ experimentações de garagem/ invenções caseiras

13

DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

10

FABRICAÇÃO DIGITAL/ PROTOTIPAGEM RÁPIDA/ MANUFATURA DIGITAL

#

COMUNICAÇÃO DIGITAL (marketing, produção de conteúdo, jornalismo, vlog, blog, audiovisual)

12

PESQUISA (acadêmica ou de outra natureza)

9

GAMBIARRAS/ experimentações de garagem/ invenções caseiras

9

EMPREENDEDORISMO DIGITAL ou ligado ao universo de inovação e tecnologia

7

ENGENHARIAS

9

TI, SISTEMA DE REDES, PROCESSAMENTO DE DADOS

9

UX (experiência do usuário)

7

UX (experiência do usuário)

7

DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

7

WEBDESIGN

7

ATIVISMO (privacidade, direitos digitais e/ou outros temas ligados à inovação e tecnologia)

6

ATIVISMO (privacidade, direitos digitais e/ou outros temas ligados à inovação e tecnologia)

6

ELETRÔNICA, ROBÓTICA

6

EMPREENDEDORISMO DIGITAL ou ligado ao universo de inovação e tecnologia

6

ARTE DIGITAL/ interfaces interativas

6

TI, SISTEMA DE REDES, PROCESSAMENTO DE DADOS

FABRICAÇÃO DIGITAL/ prototipagem rápida/ manufatura digital

6

6 4

ESTATÍSTICA, MATEMÁTICA, FÍSICA

6

WEBDESIGN ENGENHARIAS

POLÍTICA PÚBLICA (gestão de projetos ligados às áreas da tecnologia em governos, fundações e afins)

3

5

POLÍTICA PÚBLICA (gestão de projetos ligados às áreas da tecnologia em governos, fundações e afins)

2

DESENVOLVIMENTO DE HARDWARE

4

DESENVOLVIMENTO DE HARDWARE

2

ARTE DIGITAL/ interfaces interativas

4

ESTATÍSTICA, MATEMÁTICA, FÍSICA

2

CIÊNCIA DE DADOS

2

CIÊNCIA DE DADOS

0

OUTRA

1

OUTRA

0

pretalab.com

ELETRÔNICA, ROBÓTICA

47


#

CIÊNCIA DE DADOS

#

COMUNICAÇÃO DIGITAL (marketing, produção de conteúdo, jornalismo, vlog, blog, audiovisual)

135

EMPREENDEDORISMO DIGITAL ou ligado ao universo de inovação e tecnologia

66

EMPREENDEDORISMO DIGITAL ou ligado ao universo de inovação

116

ATIVISMO (privacidade, direitos digitais e/ou outros temas ligados à inovação e tecnologia)

59

WEBDESIGN

113

DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

57

ATIVISMO (privacidade, direitos digitais e/ou outros temas ligados à inovação e tecnologia)

92

PESQUISA (acadêmica ou de outra natureza)

55

POLÍTICA PÚBLICA (gestão de projetos ligados às áreas da tecnologia em governos, fundações e afins)

82

COMUNICAÇÃO DIGITAL (marketing, produção de conteúdo, jornalismo, vlog, blog, audiovisual)

50

GAMBIARRAS/ experimentações de garagem/ invenções caseiras

79

POLÍTICA PÚBLICA (gestão de projetos ligados às áreas da tecnologia em governos, fundações e afins)

48

PESQUISA (acadêmica ou de outra natureza)

72

TI, SISTEMA DE REDES, PROCESSAMENTO DE DADOS

48

UX (experiência do usuário)

71

UX (experiência do usuário)

44

DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

69

ARTE DIGITAL/ interfaces interativas

39

FABRICAÇÃO DIGITAL/ prototipagem rápida/ manufatura digital

54

WEBDESIGN

37

ELETRÔNICA, ROBÓTICA

41

ELETRÔNICA, ROBÓTICA

36

CIÊNCIA DE DADOS

39

GAMBIARRAS/ experimentações de garagem/ invenções caseiras

36

TI, SISTEMA DE REDES, PROCESSAMENTO DE DADOS

39

DESENVOLVIMENTO DE HARDWARE

31

DESENVOLVIMENTO DE HARDWARE

30

ESTATÍSTICA, MATEMÁTICA, FÍSICA

29

ESTATÍSTICA, MATEMÁTICA, FÍSICA

17

FABRICAÇÃO DIGITAL/ prototipagem rápida/ manufatura digital

27

ENGENHARIAS

12

ENGENHARIAS

19

OUTRO

4

OUTRO

1

pretalab.com

ARTE DIGITAL/ INTERFACES INTERATIVAS

48


#

TI, SISTEMA DE REDES, PROCESSAMENTO DE DADOS

65

COMUNICAÇÃO DIGITAL (marketing, produção de conteúdo, jornalismo, vlog, blog, audiovisual)

59

PESQUISA (acadêmica ou de outra natureza)

37

WEBDESIGN

28

TI, SISTEMA DE REDES,

PROCESSAMENTO DE DADOS

#

DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

11

EMPREENDEDORISMO DIGITAL ou ligado ao universo de inovação e tecnologia

10

PESQUISA (acadêmica ou de outra natureza)

8

CIÊNCIA DE DADOS

8

COMUNICAÇÃO DIGITAL (marketing, produção de conteúdo, jornalismo, vlog, blog, audiovisual)

7

WEBDESIGN

5

ATIVISMO (privacidade, direitos digitais e/ou outros temas ligados à inovação e tecnologia)

5

UX (experiência do usuário)

27

EMPREENDEDORISMO DIGITAL ou ligado ao universo de inovação e tecnologia

22

CIÊNCIA DE DADOS

19

ENGENHARIAS

19

GAMBIARRAS/ experimentações de garagem/ invenções caseiras

17

POLÍTICA PÚBLICA (gestão de projetos ligados às áreas da tecnologia em governos, fundações e afins)

4

ATIVISMO (privacidade, direitos digitais e/ou outros temas ligados à inovação e tecnologia)

15

ARTE DIGITAL/ interfaces interativas

4

ARTE DIGITAL/ interfaces interativas

15

ELETRÔNICA, ROBÓTICA

4

DESENVOLVIMENTO DE HARDWARE

11

GAMBIARRAS/ experimentações de garagem/ invenções caseiras

3

ESTATÍSTICA, MATEMÁTICA, FÍSICA

11

UX (experiência do usuário)

3

DESENVOLVIMENTO DE HARDWARE

2

FABRICAÇÃO DIGITAL/ prototipagem rápida/ manufatura digital

2

ESTATÍSTICA, MATEMÁTICA, FÍSICA

2

POLÍTICA PÚBLICA (gestão de projetos ligados às áreas da tecnologia em governos, fundações e afins)

10

ELETRÔNICA, ROBÓTICA

10

FABRICAÇÃO DIGITAL/ prototipagem rápida/ manufatura digital

7

ENGENHARIAS

2

OUTRA

3

OUTRO

0

pretalab.com

ENGENHARIAS

49


#

PESQUISA (acadêmica ou de outra natureza)

83

CIÊNCIA DE DADOS

40

GAMBIARRAS/ EXPERIMENTAÇÕES DE GARAGEM/ INVENÇÕES CASEIRAS COMUNICAÇÃO DIGITAL (marketing, produção de conteúdo, jornalismo, vlog, blog, audiovisual)

# 120

EMPREENDEDORISMO DIGITAL ou ligado ao universo de inovação e tecnologia

37

ARTE DIGITAL/ interfaces interativas

32

EMPREENDEDORISMO DIGITAL ou ligado ao universo de inovação e tecnologia

30

DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

22

30

COMUNICAÇÃO DIGITAL (marketing, produção de conteúdo, jornalismo, vlog, blog, audiovisual)

ATIVISMO (privacidade, direitos digitais e/ou outros temas ligados à inovação e tecnologia)

21

PESQUISA (acadêmica ou de outra natureza)

25

ATIVISMO (privacidade, direitos digitais e/ou outros temas ligados à inovação e tecnologia)

20

WEBDESIGN

25

ELETRÔNICA, ROBÓTICA

19

24

POLÍTICA PÚBLICA (gestão de projetos ligados às áreas da tecnologia em governos, fundações e afins)

18

POLÍTICA PÚBLICA (gestão de projetos ligados às áreas da tecnologia em governos, fundações e afins) ELETRÔNICA, ROBÓTICA

24

GAMBIARRAS/ experimentações de garagem/ invenções caseiras

18

DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

24

TI, SISTEMA DE REDES, PROCESSAMENTO DE DADOS

16

UX (experiência do usuário)

23

DESENVOLVIMENTO DE HARDWARE

9

FABRICAÇÃO DIGITAL/ prototipagem rápida/ manufatura digital

22

WEBDESIGN

7

CIÊNCIA DE DADOS

21

ARTE DIGITAL/ interfaces interativas

6

TI, SISTEMA DE REDES, PROCESSAMENTO DE DADOS

19

ENGENHARIAS

6

DESENVOLVIMENTO DE HARDWARE

UX (experiência do usuário)

5

15 13

FABRICAÇÃO DIGITAL/ prototipagem rápida/ manufatura digital

4

ENGENHARIAS

OUTRO

4

ESTATÍSTICA, MATEMÁTICA, FÍSICA

9

OUTRO

2

pretalab.com

ESTATÍSTICA, MATEMÁTICA, FÍSICA

50


OUTRO

#

POLÍTICA PÚBLICA (gestão de projetos ligados às áreas da tecnologia em governos, fundações e afins)

135

EMPREENDEDORISMO DIGITAL ou ligado ao universo de inovação

116

PESQUISA (acadêmica ou de outra natureza)

113

ARTE DIGITAL/ interfaces interativas

92

COMUNICAÇÃO DIGITAL (marketing, produção de conteúdo, jornalismo, vlog, blog, audiovisual)

82

ATIVISMO (privacidade, direitos digitais e/ou outros temas ligados à inovação e tecnologia)

79

UX (experiência do usuário)

72

WEBDESIGN

71

GAMBIARRAS/ experimentações de garagem/ invenções caseiras

69

DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

54

ELETRÔNICA, ROBÓTICA

41

FABRICAÇÃO DIGITAL/ prototipagem rápida/ manufatura digital

39

CIÊNCIA DE DADOS

39

ENGENHARIAS

30

TI, SISTEMA DE REDES, PROCESSAMENTO DE DADOS

17

DESENVOLVIMENTO DE HARDWARE

12

ESTATÍSTICA, MATEMÁTICA, FÍSICA

4 51


MULHERES NEGRAS E INDÍGENAS VOCÊ TEM ALGUM PROJETO EM DESENVOLVIMENTO OU QUE DESEJA DESENVOLVER EM ALGUMA ÁREA DA TECNOLOGIA? Mais da metade (52,3%) das mulheres afirma possuir ou ter o desejo de desenvolver

Embora haja interesse no

O dado revela, pelo menos, um desejo

nota-se que somente 21% das mulheres

projetos na área de tecnologia e inovação. de inserção na área que passa pelo

desenvolvimento de iniciativas próprias.

#

%

SIM

264

46,3

IRRELEVANTE

225

39,5

NÃO

71

12,5

NÃO RESPONDEU

10

1,8

CONHECE OUTROS PROJETOS QUE TRABALHAM COM MULHERES NEGRAS/ INDÍGENAS E TECNOLOGIA PARA NOS INDICAR?

#

%

SIM

298

52,3

NÃO

264

46,3

8

1,4

NÃO RESPONDEU

desenvolvimento de projetos na área, conhecem iniciativas no campo.

#

%

NÃO

336

58,9

SIM

118

20,7

NÃO RESPONDEU

116

20,4

pretalab.com

VOCÊ SE SENTE CONFORTÁVEL EM APRENDER COM PROFESSORES/TUTORES HOMENS?

52


MULHERES NEGRAS E INDÍGENAS

29,1% INOVAÇÃO (166) 14,6% TRANSFORMAÇÃO (83) 13,9% ALCANCE (79)

Você estaria disposta a compartilhar seu conhecimento com outras meninas e mulheres negras e indígenas para estimular a entrada delas na área de inovação e tecnologia?

#

%

SIM

553

97

NÃO

6

1,1

NÃO RESPONDEU

11

1,9

11,2% OUTROS (64)

POR QUÊ?

10,5% CONHECIMENTO (60) 9,6% CARREIRA (55) 4,2% DINAMISMO (24) 3,2% PAIXÃO (18) 2,5% PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL (14) 1,2% NÃO RESPONDEU (7)

pretalab.com

O QUE ATRAIU NESSA ÁREA?

53


V I S I B I L I DA D E PA R A . . .

Mas o tempo e principalmente quem leu o tempo tratou de transformar a complexidade destas experiências dispersas em figuras fixas, em personagens chapadas como “a mulata”, “a doméstica” ou “a mãe-preta”. Quem lembra é ninguém menos que Lélia Gonzales em um texto profundo e ao mesmo tempo leve, irônico e afiado. As mulheres negras – continuamos com ela – foram então reduzidas a profissões. E “mulata”, como sagazmente a pensadora nota, também está incluída de propósito entre as demais como atividade profissional. Incrível como aqueles três papéis que “martelavam” Lélia “com sua insistência” continuam a nos martelar quase 40 anos depois de ela ter escrito Racismo e Sexismo na Cultura Brasileira. Contudo, a associação em si com qualquer uma das três figuras não é necessariamente a questão. Neste levantamento e neste projeto nos chegaram vários relatos de filhas de empregadas domésticas cujas próprias referências às histórias das mães já foram provas suficientes

de orgulho. O Brasil, aliás, tem a maior população do mundo (7 milhões) exercendo a função. O problema está em identificar as mulheres negras automática e exclusivamente com a profissão, seja de forma racional ou inconsciente. Recorrendo ao legado de Lélia mais uma vez “os termos mulata e doméstica são atribuições de um mesmo sujeito. A nomeação vai depender da situação em que somos vistas”. No caso das mulheres indígenas os estereótipos são outros, mas, aquele que talvez mais diga respeito a este levantamento é o de serem representantes de culturas opostas à modernidade e a sua manifestação mais imediatamente legível, a tecnologia. Em ambos os casos sempre operam formas de compactar experiências extremamente variadas em imagens fixas e unidimensionais. O que vimos com os resultados deste levantamento, pelo contrário, foi todo o potencial de multiplicidade que têm as vivências negras e indígenas do feminino no Brasil. E olha que abordamos apenas uma única área! Foram 570 mulheres dos 17 aos 67 anos, com inserções e interesses vários, a maioria concentrados em inovação (29,1%) e transformação social (14,6%) e algumas delas (3,2%) com paixão confessa por tecnologia. Estas mulheres vêm de todas as cinco regiões do país, de quase todos os estados e mais da metade têm interesse em desenvolver iniciativas na área, embora só 20% delas conheçam projetos que juntem mulheres negras e indígenas à tecnologia.

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Dispersão. Pensar nela é importante, sobretudo, para entender a experiência histórica das mulheres negras no Brasil. Quantas meninas ou mulheres negras conhecem bem a trajetória de suas bisavós? Quais eram seus sonhos e desejos? Que histórias curiosas, emocionantes ou engraçadas deixaram? Como gostavam de se pentear? Ainda hoje, quantas meninas e mulheres dessas sequer têm um registro em imagem que revele os rostos destes antepassados relativamente próximos?

54


A falta de estímulo para estarem nestas áreas, como se viu, tem forte traço cultural (e se reflete também na pouca expressividade dos dois grupos nas engenharias, ciências exatas e desenvolvimento de hardware, por exemplo). Em relação à tecnologia há um fator cruzado de repulsão, primeiro porque é imaginada como “coisa de homem” e segundo porque nela raça é um nãodito que diz muito - já que branco é um lugar do qual se fala, em geral, sem se auto-nomear.

Ironicamente, Lélia no início dos anos 1980 - época do boom de utopias e distopias em torno de avanços tecnológicos - falava das consequências da violência da divisão racial e sexual do trabalho para a mulher negra: “Por que será que ela só desempenha atividades que não implicam em ‘lidar com o público’? Ou seja, em atividades onde não pode ser vista?” Problema antigo que, no caso da área de tecnologia e inovação, demanda que a presença das mulheres negras, mas também das indígenas, ali possa ser vista. Demanda também que provoquemos a sociedade a refletir sobre a importância dos estímulos (programas e políticas públicos e privados) para que elas ocupem cada vez mais este tipo de lugar, que é também um lugar cultural. A visibilidade aqui é, ao mesmo tempo, abertura de possíveis caminhos e abalo na solidez do racismo patriarcal.

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Mas este levantamento mostra que o pouco incentivo para que as mulheres negras e indígenas se envolvam com tecnologia e inovação é contrabalançado pela inserção na área predominantemente por meios de aprendizado informal (52% dos contatos com a área são informais) e pelo grande interesse em empreender (“Empreendedorismo digital” é segunda posição entre 18 opções de modalidades de envolvimento com o campo tecnológico). Isto é, a entrada se dá pela brecha da relativa democratização das tecnologias e da vontade de criar seus próprios espaços.

55

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Levantamento PretaLab _ jun.2018  

Levantamento PretaLab _ jun.2018