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ED. 47 • DEZEMBRO DE 2015

REVISTA FAZENDA DA GRAMA • EDIÇÃO 47 • DEZEMBRO 2015

JARDINS SUSTENTÁVEIS

PAREDES VIVAS: BELEZA E ECONOMIA DE RECURSOS NATURAIS


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EXCELÊNCIA E CRIATIVIDADE Mais uma vez, temos a satisfação de apresentar aos leitores os trabalhos de profissionais dedicados, que com muito suor, mais boas doses de talento e criatividade, alcançam resultados excepcionais em seu dia a dia. O mais impressionante no nosso cotidiano de jornalistas é observar que, quase sempre, a vaidade é inversamente proporcional à qualidade. Eles falam de seus feitos como se fossem algo corriqueiro, que fazem toda manhã, e no fundo isso é verdade: é preciso trabalhar todos os dias para chegar a bons resultados, com afinco e prazer. Um desses casos é o de Maria Cristina Castilho de Andrade, coordenadora há dez anos da Casa da Fonte, um projeto da Companhia de Saneamento de Jundiaí (CSJ) que oferece um elogiado trabalho de aulas de reforço e atividades esportivas e artísticas a crianças e jovens, sem esquecer as mães, graças à fina sintonia que essa professora apaixonada por livros conseguiu estabelecer com a comunidade local. A jornalista Renata Turbiani entrevistou duas profissionais também dedicadas e altamente criativas: a arquiteta Patrícia Cillo, que cria ambientes cheios de história e charme para seus clientes, ao lado do sócio Fernando Figoli, e a animada Rafaela Novaes, que apesar de jovem já é mestre em criar lindos e ambientalmente corretos jardins verticais. A artista plástica Nina Pandolfo, dona de uma bem-sucedida e prolífica carreira, fala sobre sua recente exposição em Nova York, e os projetos que incluem uma mostra em Londres, o lançamento de seu segundo livro e a intenção de trabalhar com uma nova técnica, a gravura. E ainda temos uma entrevista com a designer holandesa Marije Vogelzang, diretora do primeiro curso universitário de Food Design no mundo e convidada do evento What Design Can Do, que tem uma visão bem mais abrangente sobre sua profissão: para ela, sua função e de seus colegas é a de ajudar a aperfeiçoar e criar alternativas para a comida desde a plantação até o cuidado com os resíduos, passando pelo incentivo a novos rituais que possam valorizar essa que é uma das mais prazerosas e importantes atividades humanas. Desejamos a todos boa leitura, boas-festas e um início de 2016 feliz e promissor!

QUEM FAZ

Denilson Milan

Rosane Aubin

Nina Franco

Eduardo Galdieri

Renata Turbiani

Kevin Bulman

Sylvio Telles

Foto de capa: Sylvio Telles CONTATOS FAZENDA DA GRAMA Pabx. 11 4591-8000 Clubhouse Starter / Proshop / Agendamentos: 11 4591-8001 Clubhouse Bar 11 4591-8003 Clube 11 4591-8004 Administração Juan Higuera Romero (gerente geral) 11 4591-8010 Administração Eng. Sylvio (gerente Golfe & Áreas Verdes) 11 4591-8017 Administração Marcelo Prates (sub-gerente) 11 4591-8007 Engenharia e Manutenção Eng. Valdeir (construções) 11 4591-8018 Administração Regina (assistente) 11 4591-8015 Administração Tania (assistente) 11 4591-8011 Administração Janaina (assistente) 11 4591-8005 CONSELHO EDITORIAL Luís Eduardo Americano Araújo, Fernando Viana Lomonaco e Denilson Milan

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Diretor Executivo – Denilson Milan Publisher – Rosane Aubin Direção de Arte – Nina Franco (inspiredesignlab.com.br) Colaboraram nesta edi­ção – Renata Turbiani, Kevin Bulman e Sylvio Telles (texto), Eduardo Galdieri (arte), Wel Calandria e Clarissa Di Ciommo (foto) e Silvana Marli (revisão) PARA ANUNCIAR – Tel. (11) 3521-7329 Denilson Milan – denilson@fortunacom.com.br www.facebook.com/fortunacom A revis­ta não se res­pon­sa­bi­li­za pelos con­cei­tos emi­ti­dos nos arti­gos assi­na­dos. As pes­soas não lis­ta­das no expe­dien­te não estão auto­ri­za­das a falar em nome da revis­ta ou a reti­rar qual­quer tipo de mate­rial sem pré­via auto­ri­za­ção emi­ti­da por carta timbrada da reda­ção.


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SUMÁRIO

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BOAS-NOVAS Natal na neve e joias sensuais

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ARQUITETURA Patrícia Cillo: projetos com história

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OBJETOS DO DESEJO Alegria, cores e curvas

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PAISAGISMO Rafaela Novaes: vida nova às paredes

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GOLF TIPS O grid que garante um bom swing

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BATE-BOLA Rally Dakar, Cerapió e disputa pelo cinturão do UFC

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5º AON GOLF CUP Taça Aon: golfe e ações beneficentes

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DESIGN Holandesa traz nova visão sobre gastronomia ARTE A carreira internacional de Nina Pandolfo POR DENTRO DO CAMPO Especialista elogia manutenção do Fazenda da Grama SOCIAL Casa da Fonte: diálogo para desenhar um novo futuro EVENTOS Taças Primavera e da Capitã e Club Championship agitam a sede

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JANELA Massami Uyeda registra a beleza das cerejeiras


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BOAS NOVAS

Natal na neve

A cidade de Park City, em Utah, e seus dois resorts, Park City Mountain e Deer Valley, são um destino de inverno ideal para a família durante as festas de fim de ano. A experiência de passar o Natal e o Réveillon na neve fica ainda mais mágica com as atrações especiais desta época do ano. Estão programadas visitas do Papai Noel para os dias 19 e 24 de dezembro, concertos com canções clássicas de Natal entre os dias 18 e 20, no Egyptian Theatre, e eventos. Na véspera do Natal, a estação de Park City celebra em alto estilo a data, com a tradicional descida de tochas iluminadas pela montanha e festa. Em Deer Valley, a parada de tochas será realizada no dia 30. Para o Réveillon, Park City promete música ao vivo , contagem regressiva e show de Ann Wilson, ex-vocalista da banda Heart, no Eccler Center. A temporada de esqui 2015/2016 traz também várias novidades: a holding Vail Resorts, proprietária do Park City Mountain e do Canyons Resort, investiu mais de 50 milhões de dólares em melhorias nas estações, que foram unificadas e agora formam a maior área esquiável dos Estados Unidos, com 2.954 hectares. Deer Valley, que oferece serviços de primeira classe, tem comodidades sob medida para visitantes exigentes: manobristas uniformizados ajudam a carregar equipamentos de esqui, os passes para os meios de elevação têm venda limitada e as pistas são preparadas com perfeição. E, para quem não dispensa boas compras, a diversão também está garantida: o comércio local é bastante variado, e tem desde coleções de arte e objetos artesanais até antiguidades e fotos da vida selvagem. Livrarias, butiques de grifes famosas e o Tanger Outlet Center fazem a festa de consumidores acostumados com o melhor. www.deervalley.com www.parkcitymountain.com

ESPORTE E CONFORTO: o Park City tem a maior área esquiável dos Estados Unidos e uma infra-estrutura completa de comércio e serviços

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INOVAÇÃO: abaixo, o designer usa pela primeira vez a madeira no anel Legno e no colar Wood; acima, colar Happy, anéis Dancing e brinco Fiji

Universo feminino

A sensualidade e a jovialidade são uma constante na obra do designer de joias Antonio Bernardo, um dos mais premiados do mundo em seu segmento. A coleção de Natal deste ano é uma verdadeira viagem pela beleza feminina, com jogos visuais que aguçam a percepção e a sensibilidade de quem usa ou observa. O anel e o brinco da linha Dancing são um bom exemplo: delicadas correntes de ouro pendem das peças e movimentam-se no ritmo da usuária. Um suave balanço também caracteriza o brinco Fiji, confeccionado com a pedra crisoprásio, de um verde-claro e intenso, que alinha pastilhas de formas orgânicas cujo movimento lembra o ir e vir das águas do mar. A grande novidade é o uso de peroba, madeira nobre proveniente de manejo sustentável, que se junta à prata no anel e no pingente Legno e no colar Wood. www.antoniobernardo.com.br

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ARQUITETURA

CASA COM VIDA Por Renata Turbiani Fotos Luis Gomes e Vivi Spaco

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Para a arquiteta Patricia Cillo, sócia no escritório Figoli-Ravecca, a decoração tem de contar uma história

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CLUBE NA COBERTURA: esse triplex de 800 m² foi todo reformado pelo escritório Figoli-Ravecca; o estilo clássico é predominante nos ambientes, com cores claras e linhas retas; o terceiro andar, que compreende a sala superior e a área externa, foi projetado como uma espécie de clube para amigos e parentes

ersonalizar cada projeto, independentemente da metragem quadrada e do estilo. Propor uma ampla solução para essa personalização. Cuidar de cada detalhe, iluminação, construção, intervenção e composição de forma rápida e flexível.” É com base nessas premissas que trabalha a arquiteta Patricia Cillo, sócia, desde 2013, de Fernando Figoli no escritório Figoli-Ravecca. Graduada em arquitetura e urbanismo pela Universidade São Judas Tadeu, em1997, ela iniciou sua carreira em construtoras, aprimorando seus conhecimentos ao executar obras de grande porte. Mas seu grande desejo sempre foi se dedicar aos projetos residenciais. Antes de se associar a Figoli, a profissional passou um ano trabalhando em Jericoacoara, no Ceará, e foi lá que se apaixonou de verdade pela decoração de interiores. Com a experiência adquirida na vila cearense, voltou para São Paulo e abriu o primeiro seu escritório. Nesse período, fez diversos projetos em parceria com o atual sócio. “Foram mais ou menos 20 anos trabalhando em conjunto com ele, até que decidimos abrir um escritório juntos.” Patricia conta que, atualmente, eles se dividem da seguinte forma: Figoli cuida de tudo o que se refere ao corporativo e comercial, e ela, do residencial, tanto obra quanto decoração. “Na parte de criação, sempre nos encontramos. Ele cria os projetos corporativos e comerciais e eu os residenciais, mas em todos sentamos juntos para finalizar. Temos muita troca. E nossas referências são muito parecidas, o que facilita bastante”, diz a arquiteta. Admiradora dos colegas de profissão Marcio Kogan e Zaha Hadid, entre outros, Patricia também é uma grande fã do design nacional, tanto que seus projetos sempre contam com peças dos irmãos Campana e de Paulo Alves, Jader Almeida e Sérgio Rodrigues, só para citar alguns nomes. Para a arquiteta, é preciso que a decoração tenha identidade e conte a história da família. “Acho fundamental usar nos projetos de interiores peças compradas em viagens, ganhadas, herdadas... Isso dá vida às casas”, afirma. Sem criar rótulos para seu estilo, tudo o que a profissional quer é que as pessoas se sintam bem e felizes em suas moradias. “Quem nos contrata se identifica com o nosso trabalho, mas o importante é que se reconheça na sua residência. Não gosto que as pessoas cheguem em suas casas e achem que ela está a cara do arquiteto”, finaliza.

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ELEGÂNCIA E CONFORTO: a casa de 335 metros quadrados no Brooklin, em São Paulo, tem ambientes integrados e revestimentos especialmente selecionados para aquecer os espaços

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OUSADIA: o principal destaque da loja de joias Monetto, em Campinas, no interior de São Paulo, é o teto curvo de madeira, projetado para causar impacto

Fazenda da Grama – O que a levou a se tornar arquiteta? Patricia Cillo – A paixão pela arquitetura e pelo desenho me acompanha desde pequena. Sempre gostei das “coisas de casa”, de transformar ambientes, viver bem... Não tenho arquitetos na família, mas, na infância, brincava de desenhar e arrumar a casinha. Sempre gostei de mudar a disposição do layout e, na adolescência, eu mesma comprava o papel de parede do meu quarto e cuidava da decoração. Depois da faculdade, você chegou a morar um tempo no Nordeste. De que forma essa experiência enriqueceu o seu trabalho? Esse foi um período de transição para mim. Vivi em Jericoacoara, no Ceará, por um ano. Fui para lá porque me disseram que não havia arquitetos. Abracei a oportunidade e, quando cheguei, acabei abrindo um café, com decoração minha. Como eu era a única arquiteta da vila, surgiram muitos projetos de lojas, outros cafés, pousadas, restaurantes, residências... Na realidade, eu comecei a trabalhar mesmo com interiores em Jericoacoara. Foi lá que eu mudei totalmente a minha visão da arquitetura de interiores e me apaixonei por esta área. E foi essa experiência que me ajudou a abrir meu escritório em São Paulo.

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PESSOAL E INTRANSFERÍVEL: revestido com um piso especial de amêndola, o apartamento é todo decorado com fotos feitas pela moradora; grande parte dos ambientes, inclusive o lavabo, recebeu papel de parede e uma mistura de materiais como cobre, madeira e tijolinho; no living, as cores ficam por conta dos objetos de decoração

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Como define o seu estilo atualmente? Na verdade, não acredito em estilo. Eu considero os meus projetos contemporâneos, claro, e não gosto de rococós, nada muito rebuscado e nem frio demais, mas, para mim, o que manda é o desejo do cliente, do que ele gosta. Quem nos contrata se identifica com o nosso trabalho, mas o importante é que se reconheça na sua casa. Não gosto que as pessoas cheguem em suas residências e achem que ela está a cara do arquiteto. E uma marca registrada, você tem? Os projetos da Figoli-Ravecca sempre têm muita madeira, por sua riqueza, calor e por ser totalmente atemporal. Além disso, os materiais naturais como pedras, tijolos e fibras estão bem presentes. Acredito que eles dão mais vida aos ambientes. Usamos também muitas peças de design nacional. Adoro produtos italianos, claro, mas acho que a mescla com os brasileiros é bem interessante. A Saccaro e a d.pot, por exemplo, têm ótimas opções. Fora isso, gostamos de desenhar as nossas próprias peças, especialmente na parte da marcenaria. No design brasileiro, quais nomes você destaca? Paulo Alves, Jader Almeida, Sérgio Rodrigues e irmãos Campana. Compro muitas peças desses artistas. E o que mais atrai nos trabalhos realizados por esses profissionais? Eles usam muito material nacional. E isso é ótimo, algo de que gosto muito. Fora o próprio design, reconhecido, inclusive, internacionalmente, tanto que muitos designers brasileiros participam dos principais eventos do mundo. Acho que muito deste meu encantamento com o que é do Brasil veio da minha passagem por Jericoacoara. Quando morei e trabalhei lá, por conta até da falta de opção, já que na vila não tinha quase nada e a dificuldade para levar material era grande, eu acabava buscando muita coisa no Nordeste mesmo. Fora isso, as peças nacionais ajudam a criar identidade.

DETALHES FAZEM A DIFERENÇA: o apartamento de 130 metros quadrados no bairro Aclimação, em São Paulo, tem decoração baseada em tons neutros, com elementos marcantes como a parede de mosaico português; no quarto do casal, predominam a madeira, para trazer conforto e aconchego, e as cores claras

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PURA DIVERSÃO:

a área externa do triplex foi criada com foco no lazer; o deck de madeira integra a piscina e a lareira; o chuveiro, com painel também de madeira, ajuda a refrescar nos dias de calor; toda a área conta com confortáveis sofás e espreguiçadeiras, além de ombrelones e muito verde; na página ao lado, o destaque do apartamento projetado pelo Figoli-Ravecca são os pufes de tecido bordado da Saccaro e o aparador estilo cercadinho do designer Paulo Alves; a varanda segue o mesmo padrão do interior, ou seja, privilegia elementos naturais e tons neutros

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E essa questão de desenhar as próprias peças? Desenhamos de tudo: portas de entrada, armários de cozinha, móveis para os quartos, cama, cabeceira... Living e sala de jantar, principalmente, sempre têm alguma coisa desenhada por nós. Atualmente, é muito difícil entregarmos um projeto, seja ele residencial, comercial ou corporativo, sem alguma peça elaborada especificamente para ele. Tudo o que fazemos é muito personalizado, e vai depender dos desejos e necessidades do cliente. Você começou atuando sozinha e depois se associou ao Fernando Figoli. Como isso se deu? Eu e ele fazemos projetos em parceria há mais ou menos 20 anos. O Fernando sempre ficou mais com os trabalhos em lojas corporativas e cuidando do gerenciamento das obras, enquanto eu ficava com a parte de interiores. Depois desse tempo resolvemos nos unir e, há cerca de dois anos tocamos juntos o Figoli-Ravecca. O Fernando continua cuidando dos projetos corporativos e comerciais, e eu dos residenciais, tanto obra quanto decoração. São muitas variedades de projetos. De que forma vocês dividem o tempo entre todos eles? Com foco e organização de tempo. Também temos uma equipe multidisciplinar que nos ajuda no projeto, no gerenciamento e no acompanhamento da obra e até nos detalhes finais de decoração. Com tudo isso, hoje temos mais 300 projetos no Brasil e em países como Estados Unidos, Uruguai, Costa Rica e Portugal. E de que forma você e o Fernando se complementam, além dessa questão de cada um cuidar da sua área? Na parte de criação, sempre nos encontramos. Ele cria os projetos corporativos e comerciais e eu os residenciais, mas em todos sentamos juntos para finalizar. Temos muita troca. E nossas referências são muito parecidas, o que facilita bastante. Com tanto trabalho, sobra tempo para outras coisas? Ah, sem dúvida. Entre um trabalho e outro, que também é o nosso grande prazer, encontramos, sim, um tempinho para curtir a família e os nossos hobbies. O do Fernando é fotografar e o meu é cozinhar. Voltando à arquitetura, o que um bom projeto deve ter? Beleza e funcionalidade. A pessoa precisa se sentir bem e confortável nos ambientes. Funcionalidade também é fundamental, e isso até ajuda os moradores a terem mais tempo livre para curtir outras coisas. E o de design de interiores? O projeto de design de interiores caminha junto com o de arquitetura, e ele deve ter peças de família, as compradas em viagens, as dadas de presentes e as herdadas. Tem de ser algo que ajude a contar a história de quem vive na casa. É a partir desse ponto que se começa a desenhar a decoração. A base neutra é fundamental para uma decoração atemporal, certo? Mas depois dela pronta, como proceder? Depois de uma base neutra, pode-se ousar nas cores e nas texturas, especialmente em peças como quadros, esculturas, almofadas... As cores personalizam a decoração e, quando ela está em objetos, é possível mudar sempre. Dessa forma, ninguém corre o risco de enjoar. A decoração não é algo estático, sempre há mudanças.

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CONHEÇA FERNANDO FIGOLI Fernando Figoli nasceu no Uruguai e iniciou sua carreira como fotógrafo de interiores, área na qual desenvolveu um olhar curioso para cada detalhe dos ambientes. A paixão pela arquitetura aflorou anos depois, por influência da mãe, também arquiteta. Formou-se em1996 na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo e, no mesmo ano, inaugurou escritório próprio. Prático, Figoli adora se locomover sob duas rodas e chegou a viajar de bicicleta para sua terra natal. Na profissão, dedica-se ao dia a dia da obra, desde a elaboração até a execução do projeto, e prima pela eficiência e organização de prazos e do cronograma financeiro.

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Mas como não errar nessas mudanças? É preciso ter bom senso. Claro que não dá para pegar uma peça gigante e colocar no meio da sala, mas objetos pequenos e quadros, especialmente, podem ser acrescentados sem medo à decoração, só é preciso ter cuidado com o local onde serão colocados. No meu caso, eu adoro almofadas. Costumo trocar as da minha casa como troco de roupa. E esse é um elemento fácil de mudar e que dá um efeito novo. Pensando nisso, quando finalizo um projeto, até indico algumas opções de cores que ficam bem nos ambientes que têm almofada para o caso de os proprietários quererem mudá-las. Outros itens que podem ser facilmente alterados e dão viva nova à casa são tapete, cor das paredes, papel de parede, cúpula de abajur e até um móvel pequeno. O que a inspira? Viagens, restaurantes, paisagem, natureza, a vida cotidiana. Tudo isso serve de inspiração para criar. E com esses elementos na cabeça, como funciona o seu processo de criação? Tanto eu quanto o Fernando sempre começamos com música, isso nos inspira muito. Mas o processo de criação é sempre mais isolado e tranquilo. Até temos insights com outras pessoas por perto, mas em geral acontece melhor quando estamos sozinhos. Durante muito tempo, uma das principais preocupações em um projeto de arquitetura e design de interiores era com luxo e sofisticação. Isso mudou? O significado do luxo mudou sim. Hoje, se lida muito mais com a beleza funcional do que com coisas caras. E uma peça de brechó, a mesa da bisavó... Isso pode ser um luxo e tanto, pois é cheio de valores. É aquilo que você falou sobre a casa contar uma história... Exatamente. O design de interiores tem de ter uma história. Isso dá vida às casas. Há limites para a criação em um projeto? Quando se trata de projetos corporativos e comerciais, há limites, pois temos de seguir o padrão da empresa. E no residencial, limite de criação não existe, mas sim o financeiro. Qual a maior ousadia que já fez em um trabalho? Há várias ousadias em vários projetos, afinal, cada um tem seu desafio. Mas posso citar o exemplo de uma loja de joias que fizemos em Campinas. Lá, elaboramos um teto de madeira e curvo. Foi um trabalho bem estudado e planejado para causar impacto. Muita gente tem curiosidade de saber como é a casa de um arquiteto. Pode falar um pouco sobre a sua? Meu apartamento é pequeno e muito aconchegante. Os quartos das crianças têm bastante toque de cor e os demais ambientes são neutros e ganham vida com almofadas, obras de arte, objetos e quadros. As cores também estão presentes nas estampas, como nas das poltronas da sala e até na cozinha. Já o apartamento do Fernando é mais sóbrio, com materiais naturais como madeira, tijolo e pedra. Elementos arquitetônicos também marcam presença, e muitos, muitos objetos de viagem.


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OBJETOS DO DESEJO

CLÁSSICA, DE VERDADE A bergère francesa em estilo Luís XV data de por volta de 1900, tem estrutura em nogueira e é forrada em tecido. À venda no antiquário Arnaldo Danemberg. www.arnaldodanemberg.com.br

LEVEZA FUNCIONAL Desenhados por Jean-Marie Massaud para a Cassina, representada no Brasil pela Montenapoleone, os sofás Aspen foram posicionados juntos na foto: um tem inclinação para a direita, outro para a esquerda, ambos com 1,80 metro de largura. www.montenapoleone.com.br /www.cassina.com

ALEGRIA DE VERÃO A almofada faz parte da coleção Verão 2016 de acessórios e objetos para casa da Le Lis Blanc. São mais de 400 itens entre bowls, vasos, bandejas, porta-retratos, cachepots e até talheres estilizados. www.lelis.com.br

SENHORA ARROJADA A poltrona Ciao, de Alessandro Bergamin, tem linhas inspiradas nos móveis clássicos e sofisticados dos anos 1940, mas ganha um ar inovador com o estofado em veludo na cor verde. www.madeirabonita.com

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CENSURA LIVRE Capaz de agradar adultos, como objeto de decoração, e crianças, como brinquedo, a coleção Wooden Dolls, de Alexander Girard para Vitra, lança mais dois bichinhos, o gato e o cachorro. Disponível em dois tamanhos, os bonecos podem ser desmembrados em três partes, unidas por ímã. www.vitra.com

DE VOLTA PARA O FUTURO Os irmãos Sergio e Jack Fahrer são mestres em curvar a madeira. Na poltrona e no banquinho Montana, eles escolheram o compensado naval, muito usado nos anos 1960 e 1970 por Vilanova Artigas e Zanine Caldas. www.monicacintra.com.br

NO CENTRO DAS ATENÇÕES A mesinha Labirinto, do arquiteto Claudio Bellini para a Natuzzi Itália, é feita em vidro fino e altamente resistente que, a partir de um processamento especial, ganha vários tons e cores. www.natuzzirevive.com.br

A INSUSTENTÁVEL LEVEZA A poltrona Luft (aéreo, em alemão), do designer Walter Maria de Silva, é um exemplo de conforto e ergonomia – foi criada para para que o usuário possa relaxar e refletir –, mas é a sua característica escultural que mais chama a atenção. A estrutura, em alumínio, vai dos pés até o encosto, em uma peça gráfica de grande impacto. www.www.montenapoleone.com.br/ www.poltronafrau.com

CURVAS DELICADAS O grande charme da poltrona 150, de Jader Almeida e à venda na Clami, são os braços e o assento levemente curvados. A base é de madeira maciça. www.clami.com.br

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PAISAGISMO

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PAREDES VIVAS

Os jardins verticais, especialidade da arquiteta paisagista Rafaela Novaes, conferem beleza e conforto a ambientes internos e externos

Por Renata Turbiani

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LEANDRO FARCHI

ransformar os ambientes e deixá-los mais alegres e bonitos, melhorar a qualidade do ar e a sensação térmica, reduzir a poluição visual e o uso do ar-condicionado, oferecer conforto acústico para ambientes e melhorar o microclima local. Esses são apenas alguns dos benefícios dos jardins verticais, também chamados de muros verdes ou quadros vivos. Especialidade da arquiteta paisagista Rafaela Novaes, filha do renomado “criador de paisagens” Marcelo Novaes, esse tipo de jardim, no Brasil, passou de uma tendência promissora para uma realidade necessária, já que traz a natureza para mais perto das pessoas e ainda pode ser empregado em qualquer ambiente, tanto os internos − como sala, escritório, biblioteca, cozinha, varanda, sacada, hall e até banheiro − quanto os externos, e dos mais variados tamanhos. “Essa é uma maneira de tornar os espaços mais agradáveis e interessantes, de levar o verde para locais antes sem vida e transformar o que poderia ser um problema, como uma parede ou um muro sem graça e sem função, em um atrativo. E, mesmo na parte de fora das casas, os jardins verticais são ótimas opções, pois viram um prolongamento da área de lazer e garantem ainda mais beleza”, afirma Rafaela. Método Atualmente, existem vários modelos de jardins verticais disponíveis no país. O adotado pela paisagista, depois de vários testes, é o desenvolvido pela empresa GreenWall Ceramic − ele é construído a partir de módulos contínuos de cerâmica. “Fomos atrás de algo prático, viável e que não exigisse a substituição constante das espécies”, explica Rafaela. O que a paisagista também buscava era um método com sistema de irrigação bem resolvido (esse é por gotejamento e todo automatizado) e com espaço para o livre desenvolvimento horizontal das raízes das plantas. Além disso, ela queria algo que possibilitasse soluções inusitadas e criativas, como o uso de fonte ou televisão no meio do jardim ou a colocação de livros misturados às plantas. Nas “paredes vivas” é possível cultivar espécies aromáticas, flores exóticas, temperos para cozinha e até mesmo verduras e frutas. Para Rafaela, as opções são infinitas − alguns exemplos são samambaia, alface, tomate, orquídea, asplênio, peperômia,

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PAULO FALCÃO

PRAÇA DO BAR: o projeto, realizado para a mostra Campinas Decor 2014, tem como destaque a parede verde, que mistura plantas com tamanhos de folhas e tonalidades de verde diferentes

columeia e pacova. E a maioria das mudas que ela utiliza é cultivada no viveiro de sua família, localizado na cidade de Santo Antonio da Posse, no interior de São Paulo. Mas, antes de sair escolhendo as que mais agradam, alguns cuidados são fundamentais para garantir o sucesso do projeto. “As plantas têm de ser selecionadas levando em conta, entre outros fatores, o clima do local, a luminosidade e a presença ou não de vento. Claro que os ambientes ensolarados são mais fáceis para se trabalhar, mas mesmo os que têm sombra podem receber os jardins verticais”, afirma. Outro item que exige atenção é o ar-condicionado. Rafaela diz que ele é pior do que a falta de sol, pois resseca a vegetação. Nesses casos, a solução é optar pelas plantas mais resistentes. Além disso, é importante utilizar sempre produtos de qualidade − no caso do substrato, a paisagista indica o Growmix, que é leve e drenante − e verificar se a parede ou o muro onde o sistema será instalado necessitam de impermeabilização. Quanto à manutenção dos jardins verticais, Rafaela garante ser relativamente simples. “O que precisa ser feito, aliás como em todo tipo de jardim, é, a cada três meses mais ou menos, podas e

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limpeza para retirar folhas secas e galhos malformados e adubação duas vezes ao ano. Isso sem contar a irrigação, claro, que tem de ser diária”, ensina a paisagista, que, além de elaborar os projetos, cuida da preparação das paredes, da compra dos materiais, da instalação completa e do treinamento dos jardineiros. PROJETOS CONTEMPLAÇÃO AO AR LIVRE “Esse projeto foi desenvolvido para a mostra de arquitetura, decoração e paisagismo Campinas Decor 2014, no interior de São Paulo. A proposta era criar um espaço de contemplação ao ar livre, e o grande destaque, claro, foi a linda parede verde que ocupou toda a extensão da Praça do Bar. Criamos um jardim com diferentes tonalidades de verde e formatos de folhas. Nele, temos os asplênios, com suas lindas folhas brilhantes, e a véu-de-noiva, de tom mais escuro e folhas miúdas. Utilizamos também samambaias e peperômias. E, para conferir ainda mais charme ao local, instalamos uma lareira e bicas que conduzem a água até os seixos pretos.”


TAPETE VERDE NA PAREDE “A residência de Campinas conta com um belo espaço de lazer, onde acontecem vários encontros de família. Por se tratar de um local de convívio e contemplação, foi proposto um jardim vertical emoldurando uma fonte marcada por três bicas que deságuam no espelho d’água, produzindo, assim, um relaxante som. Para valorizar ainda mais o espaço, a escolha das plantas foi feita levando em consideração seu aspecto. Dessa forma, uma grande mancha foi estabelecida apenas com espécies de folhas pequenas, entre elas a véu-de-noiva e a tradescantia. Os principais destaques, no entanto, ficam para o singônio e suas folhas claras, e as belas orquídeas, com cores variadas que despontam em meio ao verde.”

PONTO FOCAL: os jardins verticais, projetados de forma simétrica para dar um forte efeito visual, são o elemento marcante da área de lazer; a bica de cobre tratado verte a água sobre o grande espelho d’água

EFEITO VISUAL “Neste projeto, temos os jardins verticais como elementos de maior destaque na área de lazer, tanto que eles foram estrategicamente posicionados em meio a enormes portas de vidro. Para diferenciá-los ainda mais, instalamos bicas em cobre tratado, com a água caindo em um grande espelho d’água interligado à piscina, em meio à vegetação. Todas as paredes verdes foram projetadas de forma simétrica, tirando partido do efeito visual. Para os dois módulos que ficam próximos às espreguiçadeiras, utilizamos apenas três espécies bem distintas, criando grandes manchas marcadas por cor e textura. A parte mais clara foi possível com o uso da hera variegata, que tem uma tonalidade bem particular. Dividindo o jardim, foi usado a tradescantia. Com seu tom arroxeado, ela cria um efeito bem interessante. E nas outras duas partes foi empregada a véu-de-noiva, espécie de aparência muito delicada devido a suas pequenas flores brancas que desapontam no decorrer do ano todo.” COMPOSIÇÃO SOFISTICADA “Os jardins verticais podem ser feitos em ambientes externos e internos. Nesse caso, ele foi projetado em uma linda sala de jantar. Composto por dois módulos com dimensões simétricas, seu resultado final ficou bem diferente. Isso também se deve à disposição das plantas, já que, mesmo com a repetição, temos jardins distintos. A escolha das espécies é algo que deve ser muito bem estudado em situações como essa, pois elas têm de ser próprias para locais com iluminação indireta. Aqui, foram

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CLÁSSICO: a pedido dos proprietários, o espaço deveria abrigar e destacar a coleção de esculturas de mármore e ter muitas cores, daí a opção por espécies floríferas como o gerânio utilizadas todas de cor verde, mantendo a mesma tonalidade apenas com variações na textura da folhagem. Entre elas estão pacova, filodendro undulatum, asplênio, samambaia e moreia. Essa composição criou um jogo de planos e deixou o ambiente mais sofisticado.” COR O ANO TODO “Esta residência conta com três belos jardins verticais e uma proposta única: eles foram projetados para valorizar e destacar a coleção de esculturas em mármore e as belíssimas peças exclusivas, todas de colecionador, e que estão distribuídas pelo jardim em estilo clássico. Os clientes optaram por cores, sendo assim temos uma gama de espécies floríferas, que proporcionam alegria durante o ano todo. As duas maiores paredes vivas, na área de lazer, podem ser observadas de diferentes ângulos e são adornados com begônias Dragon Wing e gerânios. Além disso, chama a atenção o efeito bem interessante proporcionado pelo contraste do verde das samambaias com algumas orquídeas chuva-de-ouro. A terceira parede viva, mais verticalizada e com menor incidência de sol, tem pacova, asplênio, xanadu e alguns tipos de samambaias, que fazem um contraponto com as espécies que produzem flores. Destaque também para orquídeas e antúrios.” EXUBERÂNCIA “Localizada no interior de São Paulo, essa residência conta com um jardim exuberante, onde é possível notar diversas texturas e volumes. E com o jardim vertical não poderia ser diferente. Com plantas de

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cores e texturas distintas, criamos uma harmonia bem interessante. Aqui temos três paredes vivas. Em uma delas, mesmo com diversos tons de verde e texturas de folhas, o destaque principal fica para as orquídeas chuva-de-ouro. Em segundo plano temos samambaias, cissus, aspargos e gerânios. No segundo jardim vertical, o jogo de volumes é formado pelo uso de plantas bem diferentes, como a monstera com suas lindas folhas ornamentais, e a ripsális, que apresenta um belo efeito cascata. As cores e as texturas são características bem marcantes deste jardim e também são representadas pelo lindo contraste do vermelho dos antúrios com o amarelo das orquídeas chuva-de-ouro. Voltado para uma sala de massagem de uso privativo dos moradores, o terceiro jardim vertical, emoldurado por uma linda treliça, encanta por conta da composição de diferentes tipos de samambaias. Espécies com folhas maiores associadas a outras menores criam um efeito bem particular e valorizam ainda mais o ambiente.”

O PAI DO JARDIM VERTICAL Tirar a aridez dos grandes centros urbanos e dar a eles um pouco de cor, além de reconectar os habitantes dessas áreas com a natureza. Esses são os objetivos do botânico francês Patrick Blanc com seu trabalho. Considerado o pai dos jardins verticais, ele tem projetos espalhados pelo mundo todo, até mesmo no Brasil − por aqui sua obra pode ser vista na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo −, e eles fazem parte de todo tipo de edifício, sejam públicos ou privados e de pequena ou grande escala. O sistema utilizado pela especialista, que, aliás, é criação própria, conta com uma estrutura metálica, que serve como base, uma camada de PVC e outra de feltro, na qual as plantas, cuidadosamente selecionadas levando em conta o clima do local, são fixadas. Para garantir que a manutenção seja a mais prática possível, a irrigação é toda automatizada e o feltro recebe fertilizantes regularmente. Dessa forma, as plantas são “alimentadas” com todos os nutrientes necessários e, assim, se mantêm bonitas e saudáveis por muito mais tempo.

MISTURAS: a parede traz tons de verde e texturas de folhas diferentes, com destaque para a orquídea chuva-de-ouro

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Arquiteto Guilherme Torres | Projeto Casa Cor 2014 3 2 www.fazendadagrama.com.br


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GOLF TIPS

POR Kevin Bulman

QUER UM BOM SWING? CUIDE DO GRIP

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m um esporte que exige atenção a muitos detalhes para chegar a um jogo bem-sucedido, o aspecto mais importante a ser exercitado talvez seja o grip correto. A maioria dos golfistas vêem o grip como algo muito simples, pegando o taco e segurando-o, mas há muito mais do que isso. Um simples erro nesse quesito pode acarretar sérias consequências no seu swing. Um grip fundamentalmente sólido permitirá que você balance o taco corretamente, mas não vai encorajá-lo a “bater na bola”, o que a maioria de nós fazemos. Posso garantir-lhe que, se você trabalhar em aprender e praticar um bom grip no taco de golfe, o resultado final do seu swing irá melhorar substancialmente. POR QUE ESSE MÉTODO FUNCIONA: Em primeiro lugar, uma recomendação de cautela: mudar seu grip vai fazer você sentir-se estranho, como se não fosse um movimento natural, num primeiro momento. Isso é de se esperar, porque você está segurando seu taco e ajustou o seu swing de uma forma que pareça confortável e natural para você. Quando você mudar o grip, swing terá de mudar também.

CHECK LIST BÁSICO: Grip • Defina a posição do taco em relação ao solo colocando o punho em frente ao seu corpo • Mire a face do taco para o alvo • Coloque a base da mão esquerda em cima do grip • Posicione o polegar esquerdo estendido para baixo, mas no centrodireito da vara do taco • Cubra o polegar esquerdo com a mão direita, com a palma virada para o alvo • Posicione o polegar direito no centro-esquerdo da vara do taco • Segure o taco SUAVEMENTE!

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FREDERIC LE FLOCH / DPPI

BATE-BOLA

Por Renata Turbiani

Largada do Dakar será no dia 3 de janeiro

DONI CASTILHO / VIPCOMM

A 38ª edição do Rally Dakar, a oitava na América do Sul, terá largada no dia 3 de janeiro, em Buenos Aires, na Argentina. A primeira parada dos competidores será em Jujuy, ainda no país do tango, no dia 5, e lá, segundo os organizadores da prova, eles terão uma maratona inédita. Isso porque enquanto os veículos de apoio seguirão na longa estrada para Uyuni, para atravessar a Bolívia, os participantes enfrentarão três dias de corrida em altitude elevada. Em 10 de janeiro, os pilotos do Dakar 2016 aproveitam o dia de descanso em Salta e retomam o percurso no dia seguinte. A chegada será em Rosário, na Argentina, no dia 16. Estão previstas seis etapas aos pés da Cordilheira dos Andes para proporcionar um fim de rali exigente e duro. www.dakar.com

Desafio no sertão nordestino Por falar em rally, o Cerapió 2016 também será realizado em janeiro. A 29ª edição da competição de regularidade para carros, motos, UTV’s, quadriciclos e bicicletas acontecerá entre os dias 25 e 30. Com trilhas mais técnicas, ele promete ser mais difícil, mesmo para os pilotos mais experientes. O roteiro entre Maranguape, no Ceará, e Teresina, no Piauí, tem aproximadamente 1.300 quilômetros, dos quais grande parte exigirá habilidade de navegação. A prova terá quatro dias de duração e passará por cidades como Maranguape, Crateús e Quixadá, no Ceará, e Picos, Ipiranga e Teresina, no Piauí. O evento também abrirá oficialmente o Campeonato Brasileiro de Enduro de Regularidade, da Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM). www.piocera.com.br.

Mudanças no calendário da Fórmula 1

Inicialmente marcada para o dia 3 de abril, a primeira prova Grande Prêmio de Fórmula 1 de 2016 foi antecipada para o dia 20 de março. A corrida que abre o calendário será realizada, como já é tradição, no circuito de Melbourne, na Austrália. Outras novidades da temporada são a inclusão do GP do Azerbaijão (dia 17 de julho) e o retorno do GP da Alemanha (dia 31de julho). Ao todo serão 21 etapas, e, assim como aconteceu em 2015, o GP do Brasil será a penúltima – está marcado para o dia 13 de novembro, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. O encerramento do mundial deverá acontecer na Malásia em 4 ou 11 de dezembro – até o fechamento desta edição, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) ainda não havia batido o martelo quanto à data. www.fia.com

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Australian Open reunirá a nata do tênis Entre 18 e 31 de janeiro de 2016, os principais tenistas do mundo estarão reunidos no Australian Open, o primeiro Grand Slam de 2016. Assim como tem acontecido nos últimos anos, o torneio será realizado nas superfícies duras da arena Rod Laver, no Melbourne Park. Na edição de 2015, os principais vencedores foram Novak Djokovic (foto) e Serena Williams. O troféu nas duplas masculinas ficou com Simone Bolelli e Fabio Fognini (ITA); nas femininas com Bethanie Mattek-Sands e Lucie Safarova, e nas mistas com Martina Hingis e Leander Paes. www.ausopen.com

Ano começa com disputas de cinturão no UFC

NBA registra 100 jogadores internacionais

A temporada 2015-2016 da NBA conta, pelo segundo ano consecutivo, com 100 jogadores internacionais, de 37 países e territórios. A nação com o maior número é o Canadá (12). A França aparece em segundo, com 10, e o Brasil ocupa a terceira posição, com nove atletas – Tiago Splitter, Cristiano Felicio, Anderson Varejão, Leandro Barbosa, Marcelo Huertas, Bruno Caboclo, Lucas Nogueira, Raul Neto (foto) e Nenê Hilário. Na sequência vem a Austrália, com oito, e, empatadas, a Croácia e a Espanha, com quatro cada. Também pelo segundo ano consecutivo, todos os 30 times da liga americana de basquete contam com, pelo menos, um atleta estrangeiro. O Toronto Raptors lidera com sete, enquanto Cleveland Cavaliers, Minnesota Timberwolves, San Antonio Spurs e Utah Jazz possuem seis. Atlanta Hawks, Dallas Mavericks e Denver Nuggets apresentam cinco, e Chicago Bulls, Milwaukee Bucks, New York Knicks e Orlando Magic têm quatro em seus elencos. www.nba.com

GETTY IMAGES

A temporada de 2016 começará quente no octógono do UFC. Já no dia 2 de janeiro, Robbie Lawler defenderá o cinturão dos meio-médios contra Carlos Condit, quarto no ranking da categoria. O confronto será realizado em Las Vegas, nos Estados Unidos, e terá ainda no card principal Stipe Miocic x Andrei Arloviski, Neil Magny x Stephen Thompson, Erik Koch x Drew Dober e Albert Tumenov x Lorenz Larkin. Quinze dias depois será colocado em disputa, em Boston, também nos Estados Unidos, o título dos pesos-galo, no embate entre TJ Dillashaw (foto), atual campeão, e Dominick Cruz, primeiro colocado no ranking. As outras lutas serão entre Anthony Pettis e Eddie Alvarez, Travis Browne e Matt Mitrione, Tim Boetsch e Ed Herman, Paul Felder e Daron Cruickshank, Ben Saunders e Patrick Cote, Sean O’Connell e Ilir Latifi, e Francisco Trinaldo e Ross Pearson. www.ufc.com

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5º AON GOLF CUP

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AON PROMOVE EVENTO BENEFICENTE Aon Golf Cup reúne golfistas e arrecada verba para ações sociais

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Aon, líder mundial em consultoria e corretagem de seguros, promoveu no dia 16 de outubro, uma sexta-feira, a quinta edição do Aon Golf Cup, torneio beneficente de golfe amador realizado no Fazenda da Grama. xxxx venceu o torneio, que teve como segundo e terceiro colocados fulanoxxx e beltranoyyy. sicrano zzz obteve o Near Pin, e fulanovvvvv, o Straightest Drive. Foram organizadas ações beneficentes em prol dos projetos de responsabilidade social do Instituto Aon, que apoia entidades filantrópicas voltadas ao esporte, cultura, assistência social e preservação e desenvolvimento ambiental. A competição é voltada para golfistas amadores. Para estimular a competição, foi oferecido um prêmio especial para o Hole in One, cujo jogador ganharia um Porsche. Além da oportunidade de fazer networking, para os não golfistas haverá atrações como espaço bem-estar com sessões de massagem e hidroterapia, exposição de carros de luxo, degustação de vinhos e café, clínica de golfe, e happy hour do Aon Red Pub on the road com banda no final do dia. O 5º Aon Golf Cup é patrocinado pela Adidas, J. Malucelli e pela Travellers e conta com o apoio da AIG, Experience Club, Fair Fax Brasil, Nestlé Dolce Gusto, Viva Amazon, Chubb Seguros e Yasuda Marítima Seguros. A Aon é líder mundial em gestão de riscos, corretagem de seguros, resseguros e consultoria em benefícios e capital humano. No Brasil, conta com mais de 1.300 funcionários altamente especializados, com larga experiência e com grande conhecimento técnico, distribuídos em 11 escritórios localizados nas principais cidades do País. Reconhecida pela inovação e excelência no desenvolvimento de soluções para organizações dos mais diversos segmentos, a empresa mantém como parte de suas principais diretrizes estratégicas uma política de qualidade diretamente voltada às necessidades de seus clientes. Para mais informações acesse o site aon.com/brasil

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3 1. Fernando Penazzo, Joรฃo Eรงa Pinheiro, Julio Cassins, Otavio Mesquita 2. Eiji Fujita, Roberto Reichert, Romiyoshi Sasaki e Vander Pereira 3. Gianpaolo Michucci, Marcos Guerra, Angelo Ferrari e Jackson Silva 4. Mario Lima, Jorge Carneiro, Pedro Vergani e Sergio del Porto

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7 5. Harry S. Junior,Cristiano Koga,Guilherme Mendes, Efrain Horn 6. Felipe Almeida 7. Gilberto Pereira, Roberto Rappa, Diogo Pereira e Rodrigo Weigand 8. Efraim Horn, Cristiano Koga, Guilherme Mendes e Harry Schmelzer Jr. 9. Luis Felipe Barranco,Adriano Almeida, Gustavo Muniz, Guilherme Mendes

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10. Beto Dias, Carlos Eduardo Rea, Freddy Giorgi e Luiz Fernando Sardinha 11. Ralph Rocha, Rogerio Picanco, Luigi Valentino e Rony Blinder

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DESIGN

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A REVOLUCIONÁRIA DA COMIDA A holandesa Marije Vogelzang vem ao Brasil falar de seu trabalho inovador no What Design Can Do Por Rosane Aubin Fotos Divulgação

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os dias 7 e 8 de dezembro, São Paulo recebe pela primeira vez, na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), o evento What Design Can Do, sobre o poder do design para resolver problemas e proporcionar mais bem-estar para as pessoas. Uma das convidadas é a holandesa Marije Vogelzang, que prefere ser chamada de eating designer, em vez de food designer, e prega que o mundo precisa de uma revolução nas formas de produzir, transportar e ingerir a comida, incluindo aí o cuidado com os resíduos. Ela comanda o primeiro departamento de food design do mundo na Design Academy Eindhoven, desde 2014, e promove verdadeiras provocações com suas ideias e performances. White Funeral Dinner, por exemplo, parte do princípio de que em várias sociedades orientais o branco simboliza a morte. No encontro, pessoas são convidadas a compartilhar suas memórias e todos os alimentos e acessórios são brancos. Marije concedeu uma entrevista por e-mail para a revista Fazenda da Grama. Confira a seguir suas ideias. Fazenda da Grama – Você comanda um novo departamento, o primeiro do mundo nessa área, na Design Academy Eindhoven. Como está sendo essa experiência? Marije Vogelzang – Está sendo ótimo! Trabalho com esse tema há aproximadamente 15 anos, e é maravilhoso ter, de repente, um departamento de jovens e inteligentes designers pensando sobre esse assunto, que a cada dia me fascina mais, e perceber que eles trazem novas ideias e formas de trabalhar. Estamos no começo, ainda não tivemos uma turma de formandos, mas sinto que é um projeto muito promissor. Como a comida é um tema novo, politicamente relevante e ligado à emoção, acho que somos ativistas desse tema. Você vai participar do What Design Can Do. É a sua primeira visita ao país? Estive no Rio para um projeto quando o rei e a rainha dos Países Baixos (Willem-Alexander e Máxima Zorreguieta) visitaram o país. Também iniciei um projeto de alfabetização nas favelas, que ainda não terminou.

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BITS’N BYTES: a performance, realizada no Museu Boymans van Beuningen, tinha alimentos em forma de balas e incentivava a interação entre os participantes Você planeja viajar e conhecer melhor a gastronomia brasileira? Eu adoraria, mas meus três filhos pequenos também estão esperando por mim… Antes de ir ao Brasil, tenho compromissos na Finlândia e na Índia, e depois vou à Bélgica. Espero que possa ir outra vez, para ficar mais tempo e conhecer o país, acho que pode ser uma grande inspiração para o meu trabalho. No que você está trabalhando agora? Quais os planos para o futuro? Tenho vários projetos em andamento, um deles com produtores de carne de frango, um tema desafiador que coloca a ética em xeque. Faço a curadoria de uma exposição sobre food design na Dinamarca, sou a diretora de arte de uma nova marca de biscoitos, preparo uma performance para a Índia e estou criando novas cerâmicas. E várias outras coisas… O que o design pode fazer pela comida hoje? Apesar de eu trabalhar com esse assunto há anos, trata-se de um novo campo do design. A alimentação é o tema mais importante para a humanidade. Temos muitos desafios, os designers não serão capazes de resolver tudo, mas podem ajudar criando novos rituais, dando mais significado e contexto para a comida, ensinando as crianças e influenciando comportamentos. Podem trabalhar em soluções para o lixo e sobre o verdadeiro valor da comida. Precisamos de cada vez mais designers trabalhando com esse tema, que é a maior força econômica do mundo. O Brasil é um importante fornecedor de comida para o planeta, especialmente commodities. O design poderia incrementar essa participação e qualificar nossa produção? Acredito que sim. Sabemos que não há apenas uma solução para um problema, então talvez os designers possam influenciar consumidores, produtores ou mudar sistemas. Não seria questionável também o fato de falarmos de comida como commodity?

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CONVÍVIO: na foto acima, Eat and Love Budapest, realizada no Rio Danúbio, em um barco, onde ciganas recebiam e alimentavam os convidados enquanto contavam histórias de suas vidas; na outra foto, Sharing Dinner, feita para a marca de design Droog, propõe a interação entre os convidados usando a toalha como uma cortina em que eles podiam enfiar a cabeça e assim sentir-se fisicamente ligados aos outros

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PROVOCAÇÕES: acima, War Food; e nas outras fotos, White Funeral Dinner, em que o branco simboliza a morte, como em alguns países orientais

Você diz que os alimentos são perfeitos em sua forma natural. Como você aplica esse conceito em seu trabalho? Eu costumo usar essa frase para mostrar que não sou uma típica food designer, no sentido de que não vou modelar a comida. Na maior parte do meu trabalho, uso os ingredientes exatamente como são. Estou mais interessada no verbo comer, que para mim é: transportar, cultivar, cuidar dos resíduos que são descartados… Tudo o que cerca a comida. Não me interessa fazer o design puro e simples. Olhando sua carreira em perspectiva, do que você mais se orgulha? É difícil escolher… Aprendi tanto com os fracassos quanto com os sucessos. Eu tive dois restaurantes, por um período total de sete anos, que eram uma luta constante, mas no final foi muito importante ter essa experiência. Acho que meu primeiro trabalho relevante foi o White Funeral Dinner, em 1999. Depois vieram os restaurantes, o livro Eat Love, de 2008, e Eat Love Budapest, em 2011… E tem também a mostra Food Cultures, Eating By Design, da qual fui curadora, em 2013, e foi muito bem-sucedida. Iniciar o novo departamento de design, em 2014, é uma grande realização. Atualmente, sou finalista do prêmio World Technology e fui citada como uma das 100 pessoas mais criativas em negócios pela Fast Company. Está tudo indo muito bem. Estou me divertindo muito! www.whatdesigncando.com/event/brazil-2015/brazil/ www.marijevogelzang.nl

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ARTE

NOVA YORK, Sテグ PAULO, LONDRES Nina Pandolfo retorna apテウs expor em Nova York, prepara telas, livro e mostra para galeria londrina Por Rosane Aubin

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PRISCILA PRADE

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rotina da artista plástica Nina Pandolfo sempre é de muito trabalho: ela costuma trabalhar intensamente em seu ateliê e nem sempre quem deseja comprar uma tela sua consegue, já que sua produção costuma ser vendida rapidamente. Atualmente, essa dedicação às tintas e aos pincéis é ainda maior: ela acaba de chegar de Nova York, onde expôs na Rivington Street Gallery e pintou um mural; está trabalhando em uma tela, talvez duas, para a SP-Arte, em abril de 2016; prepara sua segunda exposição em Londres para a Lazarides, galeria localizada ao lado de endereços célebres como Oxford Street e Tottenham Court Road, para setembro do ano que vem; e começa a conceber seu segundo livro, a ser lançado pela Master Books. Nascida em 1977 na cidade de Tupã, interior de São Paulo, a artista pintava desde criança e começou a ficar conhecida na street art nos anos 1990. A partir de 2002, suas delicadas telas com meninas de grandes olhos começaram a viajar o mundo, conquistando fãs. O trabalho marcante e original costuma ficar na memória de quem observa, conforme a própria Nina teve a oportunidade de observar enquanto pintava o mural de 15 metros de comprimento e três e meio de altura em frente à Rivington Street Gallery. No início, quando mal apareciam algumas linhas na parede, uma jovem estudante de fotografia que passava por ali parou para conversar. “Ela me disse que conhecia o trabalho, perguntou meu nome e se eu havia feito um mural há mais ou menos dez anos em um bairro distante (Brooklyn). Falou que o desenho ainda está lá, e então, emocionada, telefonou para sua professora de foto e para os colegas, porque estavam estudando a minha obra”, conta Nina. Ela diz que ficou lisonjeada porque a estudante reconheceu seus traços quando o desenho ainda estava muito cru, sem cores. “Uma coisa é você ver o trabalho pronto, outra é ver no começo e já reconhecer.”

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Curador da mostra em Nova York, intitulada Little things for life, Brandon Coburn diz que Nina já é conhecida na cidade pelo grafite, e destaca o fato de já ter exposto em importantes galerias pelo mundo. “Achei que já era o momento de mostrar suas telas na cidade. Ela tem um talento excepcional, e seu trabalho é altamente técnico e cheio de detalhes, e ao mesmo tempo dá vida a cenas fantásticas e oníricas. Nessa mostra, exibimos seis telas inéditas em que ela experimenta novos materiais e técnicas, usando uma tinta que absorve a luz e brilha no escuro, criando um efeito de percepção surpreendente e fascinante”, diz Coburn. Nina explica que a cada exposição procura trazer um detalhe diferente. “Já usei telas que giravam, de vidro… Nessa, alguns detalhes e até personagens só podem ser vistos com a luz apagada. As pessoas tentavam fotografar, mas não dava para captar a imagem com as câmeras normais. É legal, porque aí tem de vivenciar, deixar um pouco de lado esse on-line 24 horas em que vivemos”, diz. Ela conta que sua inspiração para o conjunto de telas foi a beleza simples do cotidiano. “Algumas vezes deixamos que pequenos detalhes, pequenas coisas, passem despercebidos em nossas vidas, e muitas vezes é nesses pequenos detalhes que encontramos alegria, paz, um momento de pureza.” O toque lúdico que sempre está presente em sua obra é evidenciado nessa tentativa de propor um contraponto para o estresse da vida moderna. “A quantidade de informações as quais temos acesso por dia muitas vezes nos faz esquecer como é lindo deitar na grama e olhar uma copa de árvore de baixo para cima e ver as formas que elas desenham. Quando somos crianças, tudo isso nos maravilha, transforma nosso dia em um dia especial, e deixamos isso de lado, ficamos mais difíceis de nos impressionar”, diz a artista, já focada na mostra de Londres. “Ainda não defini como será o projeto, mas cinco ou seis telas irão, com certeza”, explica. Além disso, ela pretende fazer um experimento em uma nova técnica, a gravura, ou print, para aproveitar o bem aparelhado estúdio da galeria Lazarides. “Eles têm todo o tipo de máquinas, tanto o print digital quanto o de gravuras em metal, madeira, posso misturar técnicas, acho que será uma ótima experiência”, planeja ela. As obras serão numeradas, em edições limitadas, e talvez até venham para o Brasil. A preparação das telas para a galeria londrina talvez atrase um pouco o lançamento de seu segundo livro, já que ela faz questão de participar de todo o processo. “A editora me chamou para fazer uma segunda edição do meu primeiro livro, mas como tenho muito material, achei melhor fazer outro. Tenho de selecionar as imagens, fazer a diagramação, isso demanda muito do meu tempo. No primeiro, sentei ao lado do profissional que tratava as imagens para chegar à cor certa de cada detalhe. Cada trabalho é como um filho, não podia ter uma cor diferente do que era na pintura”, afirma. Resultado: o livro demorou um ano para ficar pronto. “Agora vamos ver o segundo”, diz ela, que entre tantos afazeres ainda mantém a vontade de pintar na rua. “Não consegui um tempo para fazer aqui em São Paulo, mas tenho o desejo de fazer, não só aqui, mas por aí, na estrada”, diz.

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EM NOVA YORK: na outra página, as telas Stars make me believe e Listen to the silence fotografada à noite; acima, o muro pintado em frente à galeria; ao lado, Other way; e, abaixo, Follow your instincts e Vanilla dream

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POR DENTRO DO CAMPO

Por Sylvio Telles

MELHORIA CONTÍNUA

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om foco no trabalho de melhoria contínua da qualidade do Campo de Golfe, o Fazenda da Grama recebeu nos dias 12 e 13 de novembro a consultoria de Charles “Bud” White, renomado agrônomo americano, especialista na área de manutenção de Campos, que atuou na USGA United States Golf Association por mais de 10 anos, dando suporte aos melhores campos americanos nas áreas de planejamento, manutenção operacional e preparação para grandes torneios, incluindo o famoso major “Masters”, realizado anualmente no Augusta National Golf Club, na Geórgia, Estados Unidos. Bud White, como é conhecido, atua hoje como diretor de Agronomia do Club at Carltons Woods, em The Woodlands, Texas, tendo dois campos de 18 buracos sob sua supervisão. Ao longo de sua visita, Bud White, acompanhado do agrônomo Daniel Tapia, também consultor, conheceu detalhadamente o campo do Fazenda da Grama, nossa estrutura de manutenção, área de treinamento e Club House. Com vasta e visível experiência, Bud White ficou impressionado com a qualidade do campo, uma vez que no Brasil a condição cambial desfavorável e os altos impostos de importação impactam diretamente sobre equipamentos, peças e insumos. Ao longo de sua visita, foram trocadas inúmeras idéias e sugestões sobre as atividades de manutenção do campo, oficina, equipamentos e aspectos técnicos e agronômicos, incluindo várias dicas de manejo e novas tecnologias aplicadas no mercado americano. Ao final da visita, Charles Bud White fez vários elogios à condição do Campo de Golfe, seu design e arquitetura. Bud vai encaminhar ao Fazenda da Grama relatório detalhado sobre os aspectos analisados e sugestões para continuarmos melhorando a cada dia.

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Os engenheiros agr么nomos Bud White e Sylvio Siqueira durante visita t茅cnica

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Bud White, Daniel Tapia e Sylvio Siqueira no segundo dia de visita

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Viveiro Sant’ Anna da Grama - Jaguari A 1km do Fazenda da Grama - Sentido Aeroporto.

Mudas Ornamentais e Frutíferas • Arbustivas e Arbóreas Visitas agendadas: (11) 4591-8028 - Gerci

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SOCIAL

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UMA CASA PARA CRESCER Projeto socioeducacional da Companhia de Saneamento de Jundiaí atende crianças e adolescentes no bairro Novo Horizonte Por Rosane Aubin Fotos Divulgação

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ma das maiores dificuldades dos projetos sociais é atender aos anseios e demandas das comunidades que pretendem ajudar. A verdadeira sintonia com a população local é difícil de ser alcançada, por uma série de entraves, e o principal deles é a falta de um diálogo aberto e produtivo. Esse talvez seja o principal diferencial da Casa da Fonte, criada em março de 2005 pela Companhia de Saneamento de Jundiaí (CSJ) no bairro Novo Horizonte, que completou dez anos em março de 2015. Atualmente ocupando várias salas no terreno de uma antiga chácara, onde são atendidas 267 crianças e adolescentes e 110 jovens e adultos, essa iniciativa mantém com carinho e atenção uma de suas principais características, que é a de estar sempre aberta ao diálogo com as pessoas.

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“Temos uma biblioteca, com uma média de 800 livros de temas variados, desde histórias infantis e infanto-juvenis até romances, e a sala da administração fica ao lado, funciona junto, para termos esse contato próximo com a comunidade, o que nos permite ter uma visão de seus anseios”, diz Maria Cristina Castilho de Andrade, coordenadora da Casa da Fonte e do setor de projetos sociais da CSJ. Apaixonada por livros − é formada em letras e foi professora durante 27 anos −, ela percebeu desde o início que essa relação direta era essencial. “Em 2005, a empresa alugou um salão de um antigo bar, colocamos três estantes com livros, mesas com lápis de cor e papel. Esse espaço dava direto na calçada, para que as pessoas se aproximassem, e sentimos que às vezes elas vinham só para conversar. Percebemos que havia duas questões importantes para os pais: uma era tirar os filhos da rua, outra ampliar seus horizontes”, conta Cristina. Assim, o projeto nasceu e vai moldando-se de acordo com as necessidades da comunidade, formada por trabalhadores de centros comerciais próximos. Inicialmente, a coordenadora, que tem longa experiência na área social e fez cursos de extensão universitárias nas áreas de pedagogia e psicologia da educação, percebeu a demanda de algumas mães que não trabalhavam fora e vinham trazer os filhos. “Começamos com cursos de

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artesanato, depois, em um espaço cedido ao lado, incluímos cabeleireiro, manicure e pedicure”, conta. O número de frequentadores cresceu tanto que em três anos a empresa decidiu mudar a Casa da Fonte para uma chácara de 5.000 metros quadrados a 250 metros do endereço original, onde está até hoje. São várias salas, para abrigar a grande variedade de cursos oferecidos: aulas de reforço em matemática e português; atividades artísticas e culturais, com iniciação a desenho, literatura e dança; atividades esportivas e culturais, como a capoeira; curso de bijuteria; esportes como vôlei, futebol, ginástica artística, jogos de mesa, tênis de mesa, atletismo; oficina de emoção com psicóloga; recreação; e preparação para o primeiro emprego, isso para a faixa etária de 7 a 17 anos. A partir de 18, são oferecidos alfabetização, bordado, corte e costura, crochê, tricô, tapeçaria, fuxico e costura industrial; cabeleireiro, manicure e pedicure, em parceria com a Escola Realce; e também a oficina de emoção. Os frequentadores recebem duas merendas em cada turno: café com iogurte, fruta e pães às 8h e às 13h; e sopa com sobremesa às 10h30 e 16h. Também a partir de conversas, os gestores decidiram criar um espaço para crianças entre 4 e 6 anos, com casa de brinquedos, tanque de areia, balanço, gangorra e escorregador. “Tomamos essa decisão porque alguns frequentadores cuidam dos irmãos menores em casa, e se não tivéssemos esse ambiente para brincar, não poderiam vir.” Em 2016, um dos projetos já aprovada pela diretoria da CSJ é a construção de uma quadra de tênis, mais uma vez para atender ao desejo das crianças e dos jovens. Os 33 profissionais, entre contratados e voluntários, seguem uma rotina de trabalho com regras bem definidas. “Temos fichas de matrícula com fotos, lista de presença, uniforme − uma camiseta que a família compra ou fornecemos. Eles têm de frequentar no mínimo dois cursos, e aí podem vir todos os dias no contra-

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INTEGRAÇÃO COM A COMUNIDADE:

Cristina conta que os moradores atuam como voluntários no refeitório e em outras funções; as crianças realizam atividades esportivas e têm aulas de reforço no contraturno escolar

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A PEDIDOS: como

a coordenadora percebeu que os adultos demandavam cursos, incluiu aulas de artesanato e de manicure, pedicure e cabeleireiro

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turno escolar, tomar merenda, brincar, pegar livros na biblioteca… Nossa pedagoga acompanha o desempenho deles na escola: se está mal em matemática, por exemplo, tem de vir para o reforço, caso contrário não poderá mais frequentar o futebol”, explica. Cristina, que tem 61 anos, não esconde a alegria ao contar a história de um menino cujo amadurecimento e vitórias acompanhou de perto. “Ele começou com 10 anos, mas tinha muitas dificuldades para aceitar as regras. Saiu várias vezes, voltou − temos muitas normas, mas quando eles pedem para retornar, sempre aceitamos −, deixou de ser analfabeto aqui. Aos 16 anos ele veio para preparar-se para o primeiro emprego, tínhamos uma parceria com o Senai para os cursos, e acompanhávamos. Na reunião com os pais, a mãe dele disse que, embora fosse rebelde, ele seria um grande homem. Enquanto ele ainda estava no curso, ela morreu inesperadamente por causa de uma cirurgia simples, foi muito triste. Como havia um ponto de venda de drogas perto da casa dele, ficamos preocupados, e frisamos a importância de ele realizar o sonho da mãe. Foi encaminhado para o primeiro emprego, no programa Jovem Aprendiz, e teve um desempenho fantástico, muito elogiado. Saiu de lá para alistar-se no Exército, e, enquanto esperava, fazia bicos aqui no bairro. Foi chamado pelo tráfico, mas disse que seu compromisso era com o bem, e depois de ser dispensado pelo Exército foi chamado para trabalhar na mesma empresa”, conta. Agora com 20 anos, o rapaz tirou carta para poder ajudar em entregas e até pôde oferecer à casa que tanto o ajudou um retorno: no Dia das Crianças, a empresa escolheu a Casa da Fonte para realizar uma festa com comidas e guloseimas. “Foi por causa do posicionamento desse menino lá”, acentua Cristina. Os planos para 2016 incluem, além da quadra de tênis, também um aumento no tempo das aulas de reforço, que passarão de uma para duas horas. “Sentimos essa necessidade. As aulas de tênis também vão ajudar na coordenação motora, um problema que as professoras sentem na sala de aula”, diz Cristina. Outra iniciativa é o brinquedo chamado gira-gira, inventado pelo engenheiro civil Dercy Valentim Guaitoli, e que ajuda a desenvolver a coordenação motora fina, a flexibilidade, a musculatura e até auxilia na recuperação dos movimentos. Cristina lembra que, além de manter a Casa da Fonte, a CSJ destina uma verba mensal a quatro escolas da região, Cleo Nogueira Barbosa, Ivo de Bona, Parque Residencial Almerinda Chaves e Alessandra Cristina Rodrigues Pezzato, e ao C.E.C.E. José de Marchi. A CSJ também apoia o projeto Qualificando para o Futuro, da Cáritas Diocesana, com cursos profissionalizantes mais voltados ao público masculino.


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DESAFIO COM VENTO E CHUVA

CLUB CHAMPIONSHIP

Único torneio interno realizado em formato Stroke Play gross, sem handicap, o Club Championship 2015 exigiu dos jogadores e jogadoras doses extras de talento e disposição. Realizado nos dias 7 e 8 de novembro, um fim de semana, o torneio feminino e masculino foi disputado sob condições climáticas adversas: no primeiro dia, fortes ventos dificultaram a performance dos golfistas; e no domingo, a chuva que caiu logo cedo exigiu dos organizadores um posicionamento estratégico das bandeiras que acabou valorizando os scores. No time masculino, Eduardo Costa sagrou-se campeão com 151 (72,79), seguido por Tasso Pereira, que jogou 80 no primeiro dia e garantiu a vice-liderança com 76 no segundo. A capitã Silvia Nishi ficou com o primeiro lugar entre as mulheres, e Marina Leo terminou em segundo. Nas categorias Net, considerando-se o handicap, o campeão foi Paulo Ossamu, com 139, seguido de Carlos Henrique Ernanny, com 142.

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3 1. Jorge S. Carneiro, Luciano Leo Jr.

Massafumi Wakabayashi e Rony Blinder 2. Paulo Ossamu 3. Roberto Rappa, Giampaolo Michelucci, Luis Henrique Araújo e Ronaldo Loschi 4. Claudia Rappa 5. Luciano Leo, Thiago Marques, Jackson Silva e José Batista

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10 6. Massami Uyeda Jr, Reinaldo Piscopo, Paulo Costa e Alfredo Breda 7. Ronaldo Loschi 8. Alfredo Breda 9. Pedro Vergani 10. Mariana Ogawa 11. PatrĂ­cia Ossamu 12. Pedro Martins

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15 13. Silvia Nishi 14. Marina Leo 15. Elton Donato 16. Celso Ogawa 17. Carlos Otero 18. Carlos Ernanny

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22 19. Hiroe Wakabayashi 20. Luiz Carlos Martins 21. Cacรก Vieira, Gilberto Pereira e Tasso Pereira 22. Sergio Fernandes 23. Pedro Martins 24. Fernando Lomonaco

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TA Ç A MENSAL

SOL A FAVOR A Taça Mensal flag tournament, realizada no ensolarado dia 17 de outubro, teve 50 participantes e sagrou como campeões, na Categoria A, Gilberto Pereira, em primeiro lugar, e Diogo Pereira, em segundo. Na B, venceram Giuliano de Marchi e Tito Higgins, vice-campeão. O Near Pin foi conquistado por Flávio Lattes.

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2 1. Celso Ogawa, Jorge S. Carneiro, Cacá Vieira e Luiz Carlos Martins 2. Jorge S. Carneiro 3. Cacá Vieira 4. Claudia Rappa, Gilberto Pereira, Marina Leo e Ângela Rappa 5. Jorge S. Carneiro, Axell Santos e Celso Ogawa.

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ESTREIA DE SUCESSO

TA Ç A YOSHITO NOMURA

Pela primeira vez na história do clube, uma equipe infantil do Fazenda da Grama participou da tradicional Copa Infantil de Golfe Taça Yoshito Nomura, que homenageia o incentivador do golfe brasileiro que dá nome ao evento. Falecido em 2011, ele foi presidente da Federação Paulista de Golfe em dois mandatos. A equipe, formada por Lucas Azevedo, Rafael Azevedo, Gabriel Uyeda, Francisco Pereira, Henrique Piscopo e Ana Uyeda, disputou o torneio por equipes e individual. Nossos jogadores fizeram bonito e tiveram participação de destaque. Os jogos foram realizados no minicampo de seis buracos do São Paulo Golf Club e reuniram 75 participantes de clubes como o próprio São Paulo Golf Club, Santos São Vicente Golf Club, São Fernando Golf Club, Clube de Campo de São Paulo, Arujá Golf Club, Fazenda da Grama, Embrase Golf Center, Clube de Golfe Vila da Mata, Bauru Golf Club, Guarapiranga Golf & Country Club e PL Golf Club, e de projetos como o Golfe Nota 10 e o Corujinha. A equipe da categoria A masculina teve 43 participantes e a feminina, 28. Lucas Azevedo e Ana Uyeda conquistaram o terceiro lugar de suas categorias. Lucas jogou 27 tacadas, somente duas atrás do campeão. Ana jogou 32, apenas quatro atrás da campeã de sua categoria. Na disputa da categoria com três participantes, os jogadores do Fazenda da Grama ficaram a apenas quatro tacadas da equipe campeã. Parabéns à primeira equipe infantil do Fazenda da Grama.

1. Rafael Azevedo, Ana Uyeda, Gabriel Uyeda, Lucas Azevedo, Henrique Piscopo e Francisco Pereira 2. Ana Uyeda (no meio) 3. Francisco Pereira, Gabriel Uyeda e Rafael Azevedo.

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CAUSA NOBRE

PA D R E JARDIM

O Torneio Padre Jardim repetiu o sucesso da primeira edição, realizada em 2014, e reuniu 80 golfistas no dia 13 de novembro. O evento, beneficente, teve sua renda revertida para o Centro Social Nossa Senhora da Vitória, localizado no Porto, em Portugal, entidade que atende quase 200 pessoas entre crianças, jovens e idosos de famílias carentes. Para conhecer mais sobre o trabalho, acesse www.cspnsv.org. Durante a premiação, mediada pelo idealizador Alfredo Breda, foi apresentado um vídeo institucional, ilustrando o belo trabalho feito com idosos e crianças. O responsável pela entidade, Padre Agostinho Cesário Jardim Moreira, fez ao vivo, pela internet, diretamente de Portugal, um belo agradecimento aos participantes. Após a solenidade foram sorteados brindes cedidos pelo patrocinadores e apoiadores. O torneio foi disputado na modalidade Scramble e a equipe campeã foi formada por Tasso Pereira, Diogo Pereira, Rodrigo Weiland e João Paulo Silveira, que jogaram 51. Em seguida, a equipe formada por Cacá Vieira, Julio Cassins, Ricardo Tannus e Antonio Pereira jogou 52 pontos. Em terceiro, jogando 54, ficou o time de Paulo Cabernite, Carlos Eduardo Barroso, Romiyoshi Sasaki e Álvaro Almeida. O torneio recebeu apoio e patrocínio das empresas Bacalhau Dias, Embrase, Informar Saúde, Stopmatic, Ariboni & Fabri, Top Stop, Lattes, Grau Gestão, Acessooh, Moreinvestment, MacQuaire, Mr. Backer, MW2 Group, Tributtum, Snow Time, Café Bom Dia e NBC. O torneio contou ainda com os ótimos vinhos da Decanter e com um modelo de churrasqueira da Viking, em que chefs prepararam hambúrgueres para servir aos golfistas e convidados, no ponto de apoio.

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4 1. Golf Carts na rotatória do Club House 2. Kevin Bulman e Flávia Nucci 3. Representante da Churrasqueira Viking. 4. Fabio Fabietti, Fernando Moura, Flávio Lattes e Guilherme Camargo 5. Douglas Goulart, Riuji Kiyohara, Rubens Martire e Luigi Valentino 6. Romiyoshi Sasaki, Carlos Eduardo Barroso, Paulo Cabernite e Álvaro Almeida

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7. Edson Lopes, Evandro Paes do Reis, Valdir Dutra e Ericsen Renner 8. Beto Dias, Alfredo Breda e Rui Dias 9. Roberto Dhelomme, Robson Marcelo e Rui Dias 10. Luiz Carlos Martins, Pedro Martins, Beto Dias e Reinaldo Piscopo 11. Roberto Dhelomme, João Carlos de Abreu 12. Beto Dias, Ricardo Kleinert e Rui Dias 13. Beto Dias, Alvaro Almeida, Rui Dias, Paulo Cabernite e Romiyoshi Sassaki 14. Besaliel Botelho, Wagner Martins, Paulo Cabernite, Álvaro Almeida e Rui Dias 15. João Paulo Silveira, Tasso Pereira, Beto dias, Rui Dias, Diogo Pereira e Rodrigo Weigand 16. Beto Dias, Douglas Delamar e Sylvio Monti 17. Cacá Vieira, Antonio Pereira, Julio Cassins, Rui Dias, Beto Dias e Ricardo Tannus 18. Beto Dias, Fábio Parente e Rui Dias

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ESTAÇÃO DAS FLORES

TA Ç A P R I M AV E R A

Realizada num sábado, dia 19 de setembro, a Taça Primavera 2015 foi disputada em duas categorias, de zero a 17, e de 18 a 36, na modalidade Stableford modificada, em que o double net aplicava a penalidade de um ponto a menos. Na primeira categoria, os vencedores foram Fernando Lomonaco, campeão, e Paulo Ossamu, vice; na segunda, de 18 a 36, foram vitoriosos Yara Pavan e Jackson Silva. O near pin foi de Jorge Santos Carneiro.

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1. Gonzalo Cassarino, Gilberto Pereira, Mauricio Lopes e Carlos Ernanny 2. Jorge S. Carneiro, Cacá Vieira, Reinaldo Piscopo e Celso Ogawa

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3 3. Andre Helmeister, Luigi Valentino e Ângelo Ferrari 4. Thiago Marques, Sergio Del Porto, Luciano Leo e Pedro Martins 5. Giampaolo Michelucci, Henrique Ussher, Jackson Silva e Claudio Raupp 6. Edmond Lati, Pedro Vergani, Fernando Lomonaco e Luis Henrique Araújo 7. Adriana Martire, Ralph Rocha, Paula Blinder e Rony Blinder 8. Vera Breda, Mariana Ogawa, Yara Pavan e Hiroe Wakabayashi. 9. Martha Vidal, Eduardo Vidal e Beatriz Giorgi 10. Flávio Lattes, Massafumi Wakabayashi, Antonio Pereira e Ricardo Pavan 11. Marina Leo, Luciano Leo Jr, Diogo Pereira e Tasso Pereira.

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1 TA Ç A CAPITÃ

SUCESSO COR-DE-ROSA Disputada no dia 2 de outubro − mês das campanhas para prevenção do câncer de mama −, a Taça da Capitã, orquestrada por Silvia Nishi, reuniu golfistas de diversos clubes em um jogo acirrado. Na Categoria A, Cecília Teixeira venceu com 40 pontos, seguida por Rosa Fernandes, também com 40, e Adriana Cabernite, com 39. Na B, as vencedoras foram Lie Gwan, com 41 pontos; Paula Blinder, com 40; e Angela Rappa, também com 40. O near pin da Categoria B, no buraco 2, foi de Lie Gwen; e na A, buraco 11, de Andrea Arruda. O valor das inscrições foi integralmente revertido para o Itaci − Instituto de Tratamento do Câncer Infantil, e vários produtos foram sorteados às participantes após a partida. A Sapori ofereceu prêmios e ainda foi responsável pelos deliciosos café da manhã e almoço. O evento teve direito à exposição de fotos, com a participação da profissional Andrea Arap, e a sessões de massagens terapêuticas da Viva Amazon. O torneio ainda contou com apoio do Iguatemi, Tapetes São Carlos e Wool Line.

1. Participantes da Taça da Capitã 2. Tomoko Fukai, Vera Ranschiburg, Hiroe Wakabayashi e Mitiko Hara 3. Silvia Nishi 4. Monica Federmann

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5. Marise Sawada 6. Rosa Fernandes 7. Claudia Rappa, Rosa Gruppo e Rosa Fernandes 8. Lucia Guilger 9. Paula Blinder

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10. Vera Ranschiburg 11. Mariana Ogawa 12. Hiroe Wakabayashi. 13. Fabiana Fialdini e Melissa Carvalho 14. Satie Ihara e Mitsue Tanaka

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15. Adriana Cabernite, Cecilia Teixeira,

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Rosa Fernandes, Lie Gwen, Ângela Rappa,Paula Blinder, Mariana Ogawa, Claudia Rappa, Silvia Nishi e Andrea Arruda 16. Silvia Nishi, Lie Gwen e Claudia Rappa 17. Andrea Arruda e Ângela Rappa 18. Maria Elisa Araújo, Paula Blinder e Silvia Nishi 19. Tomoko Fukai e Elaine Giroto 20. Ângela Rappa e Pedro Martins 21. Silvia Nishi, Mariana Ogawa e Ângela Rappa 22. Silvia Nishi e Fabiane Alvarez 23. Silvia Nishi e Rosa Fernandes 24. Adriana Cabernite, Satie Ihara e Silvia Nishi 25. Junko Omura e Silvia Nishi

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APRENDIZADO

TORNEIO I N FA N T I L E JUVENIL

Em 19 de setembro, mesmo dia da Taça Primavera, a tarde foi dedicada aos novos talentos do golfe. Incentivados por seus pais, integrantes da nova geração disputaram os Torneios Infantil e Juvenil. O primeiro foi jogado na modalidade Stroke play em seis buracos, no family tee. Os golfistas juvenis também jogaram seis buracos, e os vencedores foram: na Categoria Masculina, Diego Leo e Rafael Azevedo, em primeiro e segundo lugares, respectivamente; na Feminina, Ana Nishi e Júlia Ogawa. Já entre os pequenos, venceram, entre os meninos, Thomas Pebles campeão, seguido de Tasso Pereira; e Carolina Yumi e Ana Nishi, na Categoria Feminina. No dia 17 de outubro, um sábado, foi realizado outro torneio juvenil. Os participantes jogaram seis buracos, e os vencedores foram Diego Leo, em primeiro, e Rafael Azevedo, em segundo, na Categoria Masculina; na Feminina, Ana Nishi sagrou-se campeã e Júlia Ogawa foi vice.

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3 1. Diego Leo 2. Paulo Ossamu, Carolina Katsurayama e Patrícia Ossamu 3. Tasso Pereira Filho 4. Julia U.Ogawa, Ellen U. Ogawa e Ana Uyeda 5. Rafael Azevedo, João Rappa Santos, Ângela Rappa e Cora Osti Santos 6. Rafael Azevedo

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J A N TA R ÁRABE

MIL E UMA NOITES Deliciosas receitas orientais foram servidas no Jantar Árabe, na noite de 7 de novembro, numa celebração harmônica e agradável que reuniu amigos e familiares.

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1. Nadia e Gustavo Frayha 2. Renata e Renato Buranello 3. Fernando Lomonaco, Pedro Vergani, Luis Fernando Araujo, Massami e Silvia,Alfredo Giorgi 4. Vera e Alfredo Breda 5. Sonia Regina e Natalina

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6. Salete e Jackson,Ana Claudia e Giampaolo Michelucci,Eduardo Galo e Bianca 7. Bianca e Frederico Lima 8. Pedro Martins e Reinaldo Piscopo 9. Luciana e Giuliano de Marchi 10. Graziela e Pedro Martins 11. Luis Vilhalva

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13. Rodolfo Angele e Daniela 14. Gilberto e Marlene Lerio 15. Alfredo Breda e Angelo Ferrari 16. Tatiana e Guilherme Antunes 17. Lucia Helena Ferrari, Celina e Rubens Martire

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BEBA COM MODERAÇÃO.

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Curta os momentos. Abrace. Dance. Ame. Se as coisas estiverem complicadas, muita calma. Elas melhoram. Sempre melhoram. buenowines.com.br/desiree facebook.com/buenowines www.fazendadagrama.com.br

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D E G U S TA Ç Ã O DE CAFÉ

AROMAS E HISTÓRIA O barista Luis Vilhalba comandou uma animada degustação de café na tarde de 7 de novembro: os participantes foram convidados a provar bebidas de café, conheceram de perto a latte arte e aprenderam sobre a harmonização de bebidas alcoólicas com café e charutos. Intitulado Da Árvore à Mesa − A Botânica, Colheita, Torra, Processo de Extração e Processamento, o evento incluiu uma interessante explanação sobre a história desse produto, a rota dos descobrimentos portugueses e a “cintura do café”.

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1. Luis Vilhalva 2. Anna Helena Araujo e João Morais e Castro 3. Gonzalo Cassarino, Marina, Bianca e Guilherme

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4. Alfredo Breda, Rubens Martire, Tom ZĂŠ, Sergio Fernandes,Renato 5. Angelo Ferrari, Rui Dias, Fernando Lomonaco, Jorge Carneiro 6. Anna Helena e Andre Araujo 7. Pedro Vergani 8. Luis Henrique Araujo, Pedro e Suzana Fialdini, Luis Fernando Araujo 9. Freddy, Paulo e Patricia, Serginho 10. Luis Vilhalva 11. Maria Cristina Carneiro, Mafalda

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O D E À P R I M AV E R A O associado Massami Uyeda registrou a beleza da nova florada da cerejeira em contraste com o azul do cÊu na sede do Fazenda da Grama.

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Construções

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Perspectiva ilustrada do condomínio Boulevard da Grama

Em breve, mais uma exclusividade dentro do Fazenda da Grama: um condomínio de 57 mil metros quadrados com um número reduzido de luxuosas residências de 380 m2 com vista para o campo de golfe. Assinadas por Antônio Scarpa e Dado Castello Branco, os projetos integram interior e exterior, privilegiando a iluminação natural e a privacidade de cada residência com amplo jardim, deck e piscina. Feito somente para 26 famílias que realmente entendem a verdadeira oportunidade de investir em qualidade de vida.

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Profile for Nina Franco

Fazenda da Grama 47  

Fazenda da Grama 47  

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